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Relatório da Atividade Experimental:

Extração do DNA de células vegetais e


Observação ao microscópio do DNA corado
Introdução:
Toda a informação necessária para criar um organismo encontra-se no
DNA. Esta molécula é usada durante o período de vida de um organismo para
fornecer instruções para milhões de processos celulares que ocorrem
constantemente.
Para estudar o modo como essas informações são comunicadas à célula
os cientista isolaram o DNA.
Este trabalho laboratorial usa um processo semelhante ao utilizado pelos
cientistas quando começaram as primeiras investigações sobre DNA.
Para isolar o DNA é necessário separá-lo dos outros componentes
celulares; as membranas celulares e os invólucros nucleares são fragmentados
e o DNA é separado das células e dos organitos.
Utilizando procedimentos e instrumentos muito simples é possível extrair
o DNA e visualizá-lo sob a forma de filamentos brancos.

Objetivos:
 Conhecer técnicas de extração de DNA
 Compreender o processo necessário à extração do DNA

Aprender procedimentos experimentais para extrair DNA de células vegetais, semelhantes aos
usados em laboratórios de investigação.

Compreender e descrever as transformações físicas e químicas que ocorrem em cada passo da


extração de DNA.

http://ce3.igc.gulbenkian.pt/wp-content/uploads/2017/02/Extracao-ADN-secundario-ce3.pdf

Material:
 Uvas
 2 Gobelés
 Tubo de ensaio
 Almofariz com Pilão
 Bisturi
 Sal
 Detergente de louça
 Água destilada
 Funil
 Filtro de café ou gaze
 Varinha Mágica
 Etanol frio
 Fucsina básica
 Laminas e lamelas
 Microscópio ótico
Procedimento:
1. Descascar as uvas
2. Triturar as uvas com o pilão no almofariz até se obter uma solução liquida
3. Fazer a preparação de extração, juntando num copo ½ colher de café de
sal fino, 2 colheres de chá de detergente e 100 ml de água destilada
4. Adicionar a solução liquida obtida no 2º passo à preparação de extração
5. Colocar o filtro de café ou gaze, preferencialmente em leque, de modo a
ter maior superfície de absorção possível num funil
6. Verter através do funil a solução para o tubo de ensaio
7. Adicionar álcool frio (5ºC) à solução filtrada
8. Deixar repousar até se observar a ascensão de uma camada gelatinosa
9. Observar ao microscópio, utilizando fucsina básica.
Resultados:

Legenda: Observação ao microscópio ótico


composto de moléculas de DNA coradas com
fucsina básica
Imagem do microscópio (400x)

Nos resultados tb Podes colocar uma imagem legendada ( com a fase celular no
fundo, por ser mais densa e a fase alcoólica em sobrenadante com o DNA) ….
Deixo-te alguns exemplos… podes desenhar… ou colocar fotografia…mas com
legenda
Discussão:
O suporte físico da informação necessária para o desenvolvimento de um
ser vivo permaneceu desconhecido até meados do século XX. Contudo, as
investigações que se foram realizando vieram mostrar um grupo de moléculas -
os ácidos nucleicos – que é responsável pelo armazenamento da informação
genética.
Este grupo de moléculas, mais concretamente o DNA (ácido
desoxirribonucleico) organiza se em cromossomas e é uma longa cadeia
polinuclestidica formada por nucleótidos de Timina, Amina, Guanina e Citosina,
Cerca de 99% do DNA encontra-se no núcleo da célula e o restante DNA
encontra se em locais específicos, como por exemplo nas mitocôndrias e nos
cloroplastos.
Nesta atividade laboratorial utilizaram-se células de plantas, neste caso
das uvas, pois são excelentes fontes de DNA. Deste modo, obtém-se amostras
de DNA significativamente grandes, com o objetivo de as observar.
A trituração realizou-se para romper os tecidos, as paredes celulares e as
membranas citoplasmáticas, libertando o conteúdo celular de modo a que o
detergente e o sal atuem melhor. Contudo, o pilão usado com o almofariz não
consegue remover os núcleos e libertar o DNA, porque estes são demasiados
pequenos.
Uma vez que na trituração não se consegue romper os núcleos, recorreu
se à emulsificação, através da aplicação de detergente. O detergente penetra na
estrutura das membranas e separa as grandes moléculas de fosfolípidos,
provocando a destruição das membranas. Consequentemente o conteúdo
nuclear (DNA e proteínas) dispersa se na solução.
O DNA é muito solúvel em água devido aos seus iões fosfato (molécula hidrofílica). Para
impedir que o DNA libertado do núcleo da célula se dissolva totalmente na solução e se torne
invisível, usa-se sal. Assim, a adição do sal (NaCl) no início da experiencia
proporcionou ao DNA um ambiente favorável à não dissolução. O sal ao
dissociar-se contribui com iões positivos (Na+) que neutralizam a carga negativa
do DNA (devido à ionização do grupo fosfato), estabilizando-o. Assim, as
moléculas neutras de DNA vão tornar-se mais agregadas, deforma a tornar os
filamentos de DNA mais espessos e visíveis a olho nu.
A filtração permite separar as paredes celulares e as membranas
citoplasmáticas do restante conteúdo celular, nomeadamente dos núcleos. Assim,
a solução filtrada está tão pura quanto possível, contendo o DNA e outras moléculas, como
proteínas, que não interferem com o sucesso da extração.

O DNA não se dissolve no álcool etílico à concentração e temperaturas


utilizadas na experiencia. Como resultado o DNA precipitou e,
consequentemente, separou-se da solução tornando possível a sua visualização
e recolha. O álcool, como é menos denso do que a água, flutua numa camada
acima desta. A maior parte das estruturas celulares é muito densa,
permanecendo na solução aquosa no fundo do tubo de ensaio. O DNA é menos
denso que a água e, portanto, flutua na superfície do álcool.

Apesar de o DNA ser a maior molécula da célula, a sua estrutura não se


pode observar a olho nu, devido ao seu tamanho microscópio. Contudo, o
precipitado final de DNA vê-se como um conjunto de filamentos esbranquiçados, que
correspondem a milhões de cadeias de DNA aglomeradas.

Com a ajuda da fucsina básica (indicador que tem a função de corar o


material genético) coramos de vermelho os filamentos esbranquiçados obtidos
através da extração e observámos ao microscópio a massa de DNA.

Conclusão:
Depois de seguir o procedimento experimental, conseguiu-se extrair o
DNA das uvas num tubo de ensaio sobre a forma de um novelo observável a
olho nu, enquanto estava suspenso em álcool. Com isto pode-se concluir que a
molécula de DNA é pouco solúvel, pouco densa e que as suas ligações de
pontes de hidrogénio são fracas energeticamente.
No fim da atividade os objetivos principais foram cumpridos, isto é, extrair e
visualizar moléculas de DNA a olho nu e depois com o microscópio, e ficar a
conhecer os processos para o fazer. Também foi possível compreender e
descrever as transformações físicas e químicas que ocorrem em cada passo da extração de DNA.

Bibliografia:
http://ce3.igc.gulbenkian.pt/wp-content/uploads/2017/02/Extracao-ADN-secundario-ce3.pdf

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