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Um dos problemas mais sérios e que, em pleno século XXI, ainda representa

uma marca negativa para o Brasil é a falta de saneamento básico, um


problema observado especialmente em regiões mais pobres e que sofrem com
a falta de políticas públicas.

O saneamento básico consiste em um conjunto de medidas relacionadas ao


abastecimento de água potável, coleta e tratamento de esgoto, manejo de
resíduos sólidos e controle de pragas e agentes patogênicos em geral. A
ausência dessas medidas afeta diretamente a saúde e qualidade de vida da
população.

O Brasil é um pais de dimensões continentais e apresenta problemas


proporcionais a seu tamanho. Nos últimos anos pode-se observar uma melhora
no quadro social experimentada pelo Brasil na última década, mas ainda falta
muito para avançar na questão do saneamento básico. Um levantamento
do Instituto Trata Brasil demonstrou que o país não conseguirá alcançar a
universalização do sistema nos próximos 20 anos se o trabalho de implantar
serviços de água e esgoto continuar no ritmo observado. Devido a uma lentidão
nos investimentos no saneamento por parte das três esferas de governo —
nacional, estadual e municipal. O projeto de contemplar 100% das localidades
brasileiras com saneamento básico nos próximos 20 anos, portanto, já está
comprometido.

Entretanto, nas maiores cidades do pais observa-se uma melhora apontada a


seguir: a população atendida com água tratada dos 100 maiores municípios
passou de 82,7%, em 2012, para 92,2%, em 2013. Do universo de 100
municípios, 22 têm 100% de atendimento dos serviços de saneamento e 89
cidades possuem 80% de suas populações atendidas por rede de esgoto e
água.

Podemos observar a distorção que existe entre as 100 maiores cidades e o


restante do país. Do universo pesquisado pelo Trata Brasil, em média, 62,4%
da população tem coleta de esgoto, enquanto que a média nacional, somados
todos os municípios, é de 48,3%. O tratamento de esgoto chega a 41,3% da
população do conjunto dos 100 municípios. Já a média nacional é de 38,7%.

Com relação as capitais apenas duas estão entre as melhores cidades no


quesito saneamento: Belo Horizonte, com 100% de coleta de esgoto, e Curitiba
(98,5%). Santos e Franca, ambas em São Paulo, foram os outros municípios a
alcançarem 100%.

Na parte de baixo da tabela, quatro capitais estão entre as dez piores cidades:
Teresina (PI), com 16,3% da população com saneamento, Belém (PA), 7,2%,
Macapá (AP), 6%, e Porto Velho (RO), 2,2%. A pior cidade do país nesse
quesito é Ananindeua, no Pará, localizada a 19 km de Belém: o município não
possui rede de esgoto.
Ainda existem dados apontando que o tratamento de esgoto mostra piora tanto
na lista das dez melhores como nas piores. Apenas uma cidade tem 100% de
tratamento: Santos. E somente uma capital entra no ranking: Curitiba, com
88,3% da população atendida.

Outro problema de saneamento e a destinação correta do lixo. Prevista na


Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) quem em 2019 completa nove
anos de existência. Porém, a realidade ainda está longe de cumprir com as
expectativas. O Brasil aumentou a produção do lixo em 26%, a reciclagem de
todo o volume de resíduos é de apenas 3%, e os lixões, que deveriam ter
deixado de existir, ainda estão presentes. São mais de três mil deles,
espalhados por todos os estados, que continuam contaminando o solo e as
águas.
A destinação de resíduos orgânicos para produção de adubo, por exemplo, que
deveria ser regra no país desde que o documento entrou em vigor, ainda é
insuficiente.

Os motivos para isso são diversos. Entre os desafios encontrados pelas


organizações estão a questão da responsabilidade compartilhada, a
necessidade de investimentos, a assimetria jurídica dentro dos acordos
setoriais sobre logística reversa e o engajamento de todos os atores sociais
que devem participar do processo.

Algumas doenças podem ocorrer devido a falta de saneamento básico e o


interessante é que a maioria delas é considerada de fácil prevenção, mas
causam diversas mortes no país — sobretudo em crianças com menos de 5
anos. Estima-se que, a cada R$1 investido em tratamento de esgoto, são
economizados R$4 em saúde pública.

Alguns exemplos de doenças atreladas a falta de saneamento são: Febre


Tifóide, Shigelose, Cólera, Hepatite A, Amebíase, Giardíase, Leptospirose,
Dengue, Zica e chikungunya.

Vale lembrar que a falta de saneamento afeta toda a população e que por esse
motivo é dever de todos buscarem soluções para a curto prazo amenizar os
efeitos desse problema e a longo prazo resolve-lo de maneira definitiva.

Com relação a distribuição de água potável e esgotamento ficou evidenciado


que existe uma falta de investimento por partes dos 3 governos e que parte do
dinheiro que seria investido nesse setor ainda é desviado. Logo a solução
viável é que a população cobre melhorias e fiscalize a aplicação das verbas
destinadas a saneamento.

Porém o problema sanitário pode ser amenizado com ações simples, como não
jogar lixo no meio ambiente, evitar poluir os cursos de água e o solo entre
outras ações.

Deve-se também fazer a ressalva de que e necessário que o legislativo criem


leis mais rígidas para punir as pessoas que desviam verbas. E que o poder
judiciário aplique as punições previstas em lei para esses infratores.
Um dado relevante é que com relação ao tratamento de efluentes e que a
maior parte deles nao recebe nenhum tipo de tratamento ante de serem
lançados de volta a natureza em nossos rios e mares.

O outro problema sanitário esta relacionado com o descarte de resíduos


sólidos que atualmente nas maioria das cidades brasileira recebe o tratamento
correto, contribuindo assim para a poluição das águas, solo e proliferação de
doenças.

Com relação a problemática do descarte do lixo existe uma política complexa e


leis rígidas para punir os responsáveis.

Sendo assim uma maneira de amenizar esse problema e investir em


campanhas educacionais para alertar sobre a importância da coleta seletiva, o
descarte correto de lixo tóxico e radioativo e a reciclagem.

Outra forma de melhorar a situação do lixo seria cobrar a construção de aterros


sanitários: locais projetados para alojar o lixo da maneira correta, causando o
menor dano possível.

Fica evidente que o problema do saneamento básico no Brasil é um problema


antigo e que se a população não cobrar melhorias e mudar suas atitudes o
problema do saneamento tende nunca ser solucionado.