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2018­5­21 Lei Ordinária 1868 2007 de Itapecerica da Serra SP

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Versão consolidada, com alterações até o dia 13/03/2008

LEI Nº 1868, DE 26/12/2007
(Regulamentada pelo Decreto nº 2014/2008) 
 

DISPÕE  SOBRE  A  INSTITUIÇÃO  DO


PROGRAMA DE CONTROLE SONORO,
VISANDO  DISCIPLINAR,  CONTROLAR
E  FISCALIZAR  O  RUÍDO  EXCESSIVO
QUE POSSA INTERFERIR NA SAÚDE E
BEM­ESTAR  DA  POPULAÇÃO,  E  DÁ
OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

 
(Projeto de Lei nº 1.310/07 de autoria do Executivo) 
 
O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ITAPECERICA DA SERRA, FAÇO SABER que a Câmara Municipal
aprovou e eu sanciono e promulgo a seguinte Lei: 
 
Art. 1º  Fica instituído no âmbito municipal, o Programa de Controle Sonoro, cujos objetivos são: 
 
I ­ desenvolver ações inter­secretariais voltadas para coibir a emissão excessiva de ruídos; 
 
II  ­  estabelecer  canais  de  comunicação  entre  a  população  e  a  Prefeitura  para  recebimento  de
denúncias, quanto à emissão excessiva de ruídos; 
 
III ­ desenvolver estudos e formular propostas dirigidas para dotar a Prefeitura dos meios necessários
ao efetivo controle da emissão de ruídos; 
 
IV ­ incentivar a capacitação de recursos humanos para exercer o controle de emissão de ruídos; 
 
V ­ estabelecer alvos prioritários e o cronograma das ações necessárias; 
 
VI ­ divulgar, junto à população, matéria educativa e conscientizadora dos efeitos prejudiciais causados
pelos ruídos excessivos; 
 
VII  ­  firmar  convênios,  contratos  e  estabelecer  contatos  com  órgãos  ou  entidades  que,  direta  ou
indiretamente, possam contribuir para o desenvolvimento do Programa de Controle Sonoro; 
 
VIII ­ adequar o Processo de Licenciamento Ambiental às normas legais em vigor. 
 
Art.  2º   É  proibido  perturbar  o  bem­estar  público  ou  particular  com  sons  ou  ruídos  de  qualquer
natureza, produzidos por qualquer forma, que ultrapassem os níveis permitidos por esta Lei. 
 
§ 1º Os níveis de intensidade de som e ruídos permitidos são os seguintes: 
 
a)  ZONA  DE  FUNDO  DA  MACROZONA  DO  EIXO  METROPOLITANO  ­  ZFMEM  ­  para  o  período
diurno 70 dB (A) ­ vespertino 60 dB (A) ­ noturno 60 dB (A); 
b) ZONA EXCLUSIVAMENTE RESIDENCIAL ­ ZER ­ para o período diurno 55 dB (A) ­ vespertino 50
dB (A) ­ noturno 45 dB (A); 
c)  ZONA  PREDOMINANTEMENTE  RESIDENCIAL  ­  ZEPR  ­  para  o  período  diurno  60  dB  (A)  ­
vespertino 55 dB (A) ­ noturno 45 dB (A); 
d)  ZONA  DIVERSIFICADA  LOCAL  ­  ZDL  ­  para  o  período  diurno  60  dB  (A)  ­  vespertino  55  dB  (A)  ­
noturno 45 dB (A); 
e)  ZONA  ESPECIAL  DE  PLANEJAMENTO  URBANO  ­  ZEPU  ­  para  o  período  diurno  60  dB  (A)  ­
vespertino 55 dB (A) ­ noturno 45 dB (A). 
 
§ 2º Para aplicação desta Lei ficam definidos os seguintes horários: 
 
a) diurno ­ compreendido entre 07h e 19h; 
b) vespertino ­ compreendido entre 19h e 22h; 
c) noturno ­ compreendido entre 22h e 07h. 
 
Art.  3º   A  utilização  de  aparelhagens  de  som  nos  logradouros  e  equipamentos  públicos  municipais
deverá ser precedida de autorização da Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente, após
recolhidos os respectivos tributos. 
 
Art.  4º   A  utilização  de  aparelhagens  de  som,  ou  emissores  de  ruídos,  em  locais  privados,  será
fiscalizada  e  controlada  com  a  Coordenação  da  Secretaria  Municipal  de  Planejamento  e  Meio
Ambiente e demais Secretarias Municipais, conforme os arts. 9º a 13 desta Lei. 
 
Art.  5º   As  denúncias  de  ruídos  excessivos,  serão  atendidas  pela  Guarda  Civil  Municipal  e  demais

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Secretarias, conforme arts. 9º a 13 desta Lei. 
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Art.  6º   Para  conceder  a  autorização    Ignorar
prevista  no  art.  3º  desta  Lei,  a  Secretaria  Municipal  de
Planejamento  e  Meio  Ambiente  considerará  a  finalidade  e  o  nível  dos  ruídos  emitidos,  medidos  em
decibéis,  de  acordo  com  a  legislação  vigente,  tendo  como  procedimento  e  limites  máximos,  os
previstos nas normas técnicas da ABNT ­ NBR 10151 e NBR 10152, ou por aquelas que substituírem
estas ou ainda por Lei Municipal. 
 
Art. 7º  O não acatamento do disposto no art. 3º desta Lei implicará na apreensão dos equipamentos
utilizados  para  emissão  de  ruído,  que  será  liberado  exclusivamente  após  pagamento  da  multa  pela
infração,  da  correspondente  taxa  de  armazenamento,  bem  como  da  indenização  ao  Município  das
despesas  efetivadas  pelo  transporte  do  material  apreendido,  desde  que  comprovada  a  sua
propriedade. 
 
§  1º  Em  nenhuma  hipótese  será  a  Municipalidade  responsável  por  quaisquer  danos  ocorridos  no
equipamento, em virtude de sua apreensão, locomoção ou armazenamento. 
 
§  2º  Caso  o  material  apreendido  não  seja  reclamado  em  até  trinta  dias,  será  leiloado  ou  adjudicado
pela  Municipalidade,  sendo  a  importância  apurada  destinada  ao  pagamento  das  multas  e  demais
encargos previstos no caput do art. 7º desta Lei. 
 
Art. 8º  As infrações resultantes do descumprimento desta Lei, sujeitam os responsáveis às seguintes
sanções: 
 
I ­ multa de 150 UFM`s; 
 
II ­ apreensão dos equipamentos utilizados para emissão dos ruídos; 
 
III ­ embargo da obra ou lacração do estabelecimento; 
 
IV ­ cassação da licença. 
 
§ 1º As penalidades previstas neste artigo poderão ser aplicadas cumulativamente ao infrator. 
 
§  2º  A  reincidência  de  infração  será  reprimida  com  o  dobro  da  penalidade  imposta,  para  o  caso  de
multa. 
 
Art. 9º  O Programa de Controle Sonoro será coordenado pela Secretaria Municipal de Planejamento e
Meio  Ambiente  e  deverá  contar  com  a  participação  da  Secretaria  Municipal  de  Administração,
Secretaria Municipal de Obras e Serviços, Secretaria Municipal de Segurança, Trânsito e Transportes e
demais Secretarias, sempre que solicitadas. 
 
Art. 10  À Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente, na qualidade de Coordenadora do
Programa de Controle Sonoro, compete: 
 
I  ­  gerenciar  as  ações  no  âmbito  do  Programa  de  Controle  Sonoro,  integrando  os  diversos  órgãos
envolvidos; 
 
II ­ desenvolver treinamento para os servidores envolvidos; 
 
III ­ receber denúncias decorrentes de problemas causados por emissão excessiva de ruídos; 
 
IV ­ definir as áreas de atuação, à vista de denúncias e levantamentos estatísticos; 
 
V ­ elaborar plano de ação; 
 
VI ­ colaborar na realização das medições necessárias; 
 
VII ­ desenvolver estudos para a compilação dos dados colhidos em decorrência das ações, a fim de
nortear a constante avaliação do Programa de Controle Sonoro; 
 
VIII ­ divulgar ao público as medidas tomadas, bem como os seus resultados. 
 
Art. 11  À Secretaria responsável pela Fiscalização, compete: 
 
I ­ designar os Agentes Fiscais que atuarão no Programa de Controle Sonoro; 
 
II ­ comunicar à Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente as denúncias que venham a
ser formuladas, relatando, inclusive, as ações adotadas visando seu atendimento; 
 
III  ­  participar  das  ações  conjuntas  com  a  Secretaria  Municipal  de  Planejamento  e  Meio  Ambiente,
Secretaria Municipal de Obras e Serviços e Secretaria Municipal de Segurança, Trânsito e Transportes,
inclusive no período noturno; 
 
IV  ­  realizar  vistorias  e  as  medições  necessárias,  sob  a  coordenação  da  Secretaria  Municipal  de
Planejamento e Meio Ambiente; 
 
V  ­  verificar  as  condições  de  licenciamento  dos  estabelecimentos,  bem  como  as  demais  posturas
municipais a que esteja sujeito; 
 
VI  ­  lavrar  os  autos  de  imposição  de  penalidades,  fornecendo  cópias  à  Secretaria  Municipal  de
Planejamento e Meio Ambiente. 
 

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Parágrafo Único ­ As competências elencadas neste artigo não excluem aquelas pertinentes às ações
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ordinárias da Secretaria Municipal de Administração na matéria. 
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Art. 12  À Secretaria Municipal de Obras e Serviços, compete: 
 
I ­ designar técnicos que atuarão no Programa de Controle Sonoro; 
 
II ­ comunicar à Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente as denúncias que venham a
ser formuladas, relatando inclusive as ações adotadas visando seu atendimento; 
 
III  ­  participar  de  ações  conjuntas  com  a  Secretaria  Municipal  de  Planejamento  e  Meio  Ambiente,
Secretaria  Municipal  de  Administração  e  Secretaria  Municipal  de  Segurança,  Trânsito  e  Transportes,
inclusive no período noturno; 
 
IV ­ verificar, no âmbito de sua atuação, as condições de licenciamento do estabelecimento, bem como
as demais posturas municipais a que esteja sujeito; 
 
V ­ intimar os estabelecimentos e pessoas, que estejam emitindo ruídos acima dos níveis fixados por
lei a executarem serviços e obras necessários à proteção acústica; 
 
VI  ­  notificar  os  estabelecimentos  e  pessoas,  que  emitem  ruídos  a  apresentarem  o  laudo  técnico  de
segurança necessário ao atendimento legal e técnico, incluindo proposta de proteção acústica para o
local. 
 
Art. 13  À Secretaria Municipal de Segurança, Trânsito e Transportes compete: 
 
I ­ designar servidores com competência para atuar no Programa de Controle Sonoro; 
 
II ­ comunicar à Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente as denúncias recebidas; 
 
III  ­  participar  de  ações  conjuntas  com  a  Secretaria  Municipal  de  Planejamento  e  Meio  Ambiente,
Secretaria Municipal de Administração e Secretaria Municipal de Obras e Serviços; 
 
IV  ­  realizar  vistorias  e  avaliações  necessárias,  sob  a  coordenação  da  Secretaria  Municipal  de
Planejamento e Meio Ambiente; 
 
V  ­  verificar,  no  âmbito  de  sua  atuação,  as  condições  de  licenciamento  dos  estabelecimentos,  bem
como as demais posturas municipais a que estejam sujeitos; 
 
VI ­ lavrar os autos de imposição de penalidades, no âmbito de sua competência; 
 
VII  ­  disponibilizar  a  Guarda  Civil  Municipal  para  acompanhar  e  integrar  as  vistorias  conjuntas  ou
realizadas  apenas  pela  Secretaria  Municipal  de  Planejamento  e  Meio  Ambiente,  como  apoio  a  essas
ações; 
 
VIII  ­  determinar  a  Guarda  Civil  Municipal  que  realize  rondas  e  atendimento  a  chamados,  inclusive
noturnos  da  população,  bem  como,  que  promova  a  autuação  de  imposição  de  penalidades  em  tais
procedimentos, sempre que necessário. 
 
Art.  14   No  prazo  de  trinta  dias  da  publicação  desta  Lei,  a  Fiscalização,  por  meio  da  Secretaria
competente,  a  Secretaria  Municipal  de  Obras  e  Serviços  e  a  Secretaria  Municipal  de  Segurança,
Trânsito e Transportes enviarão à Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente a indicação
de servidores que atuarão no Programa de Controle Sonoro, bem como dos equipamentos e materiais
disponíveis para a efetiva concretização das ações. 
 
Art. 15  As ações atinentes ao Programa de Controle Sonoro realizar­se­ão prioritariamente no período
noturno, inclusive nos fins de semana e feriados, sem prejuízo das ações diurnas. 
 
Art.  16   Os  servidores  envolvidos  nas  ações  pertinentes  ao  Programa  de  Controle  Sonoro  deverão
estar munidos de identificação funcional. 
 
Art.  17   Serão  concedidos  Alvarás  Especiais  para  Shows  e  Eventos,  conforme  critérios  a  serem
regulamentados  por  Decreto  do  Executivo,  mesmo  que  referido  evento  seja  realizado  em  zona
residencial ou mista. 
 
Art.  18   Para  locais  e  estabelecimentos  que  estejam  em  áreas  rururbanas  fica  estabelecido  que
seguirá  os  parâmetros  fixados  na  alínea  "c"  do  art.  2º  desta  Lei,  e  os  casos  em  que  seja  necessário
concessão de alvará seguirão as regras do art. 17 desta Lei. 
 
Art.  19   Esta  Lei  será  regulamentada,  no  que  couber,  por  Decreto  do  Executivo,  em  cento  e  oitenta
dias de sua publicação. 
 
Art.  20   As  despesas  resultantes  da  aplicação  desta  Lei  correrão  por  conta  das  dotações
orçamentárias próprias consignadas no Orçamento vigente. 
 
Art. 21  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
Itapecerica da Serra, 26 de dezembro de 2007. 
 
JORGE JOSÉ DA COSTA 
Prefeito 
 
Registrada e afixada nesta Prefeitura na data supra 

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RAFAEL DE JESUS FREITAS 
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Data de Inserção no Sistema LeisMunicipais: 16/09/2015

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