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Os planctôns são seres microscópicos que apresentam baixo poder de movimentação e

locomoção, sendo por sua vez arrastados pelas correntes marinhas. São em sua maioria
classificados, quanto a tamanho, habitat e duração de vida planctônica. Podem ser divididos
basicamente em dois grandes grupos: fitoplânctons e zooplânctons.

Os fitoplânctons, são compostos por algas microscópicas, cianobactérias e outros


organismos protistas autótrofos.

Os zooplanctôns são compostos por animais no início de formação com crustáceos


minúsculos, vermes, moluscos, larvas de insetos, ovos de peixes e outros organismos protistas
heterotróficos.

O que difere os fitoplânctons dos zooplânctons é justamente a sua capacidade de


produzir o próprio alimento, através da fotossíntese, já os zooplânctons são heterotróficos e
precisam ir atrás do alimento para sua sobrevivência.

Uma característica importante que define os fitoplânctons, é que juntamente com as


algas, são responsáveis pela produção da maior parte de oxigênio presente na atmosfera.
Através do processo da fotossíntese e calcificação, os fitoplânctons são capazes de retirar
grandes quantidades de CO2 da atmosfera o que possibilita a formação de Carbonato de Cálcio
que compõe uma camada externa escamosa.

Os fitoplanctons são formados basicamente por algas unicelulares. Eles produzem o


próprio alimento, portanto são autotróficos. As Diatomáceas são uma das mais abundantes, de
forma variada, formando colônias. Diferem de outras algas, pois possuem uma parede celular
de sílica e possui cor de castanha. Outro importante grupo são os flagelados, chamados assim
justamente por possuírem um flagelo, que ajuda na locomoção. Os dinoflagelados, chamados
assim por possuir dois flagelos, são o segundo grupo mais importante do fitoplâncton e
aparecem em grandes concentrações, constituindo as chamadas “marés vermelhas”,
frequentemente tóxicas. Os nutrientes inorgânicos são necessários na síntese dos compostos
orgânicos dos fitoplânctons. Esses nutrientes são trazidos ao mar através dos rios (cerca de
50%), por assoreamentos de compostos orgânicos que são carregados pelas águas até o mar, e
depois se acumulam nas praias. Esses nutrientes se depositam em águas costeiras rasas,
justamente porque não se impedem a mistura com os níveis mais profundos.

Os zooplanctôns, são incapazes de produzir o próprio alimento e por isso são


heterotróficos. Possuem um número elevado de indivíduos, de dimensões variadas e formas
diversas, pertencem ao mais variado grupo zoológico. Alguns são unicelulares, ou seja, possuem
uma célula. Os crustáceos, são uma parte importante do zooplâncton, e fazem parte do grupo
durante toda a vida, chamados assim de holoplâncton. Em outros caso, o organismo é
considerado zooplanctôn somente no período larval, quando ainda não possui capacidade para
se movimentar sozinho, as lagostas e os caranguejos são um exemplo. Esses em específico são
chamados de meroplâncton. Há ainda, os ictioplânctons, que são a parte dos zooplânctons que
inclui ovos e larvas de peixes, e os protozooplânctons, grupo de unicelulares eucariontes, ou
seja, plânctons do reino protista.

A única forma dos plânctons se defenderem é ser tornar invisível aos predadores. Por
isso que eles são transparentes, e são muito difíceis de detectar na água. Algumas espécies são
bioluminescentes, ou seja, brilham no escuro, e, provavelmente, utilizam dessa habilidade para
confundir seus predadores ou atrair parceiros sexuais.
Os fitoplânctons se reproduzem assexuadamente por divisão binária, com um indivíduo
dando origem a dois outros. Podem também se reproduzir sexuadamente por fusão de gametas
haploides. Cada indivíduo funciona como uma gameta e, em certa fase do desenvolvimento,
dois indivíduos se unem formando um zigoto que se separa por meiose formando quatro células-
filhas.

Os zooplânctons se reproduzem assexuadamente também por divisão binária, ou por


divisão múltipla, onde a célula se multiplica várias vezes, originando vária células-filhas. Também
podem se reproduzir sexualmente por Conjugação, onde acontece a união parcial de dois
indivíduos, que se emparelham através de uma ponte citoplasmática e trocam material
genético. Após a troca, os indivíduos passam a ter novas combinações genéticas, separam e
dividem por divisão binária.

Agora podemos explicar corretamente, com base na imagem apresentada, qual é a


relação com os plânctons marinhos e o restante dos organismos aquáticos que formam o nível
trófico. A base da cadeia trófica marinha, são os fitoplânctons, que formam o nível trófico
primário. São seres produtores autotróficos, que obtém o próprio alimento através da
fotossíntese. Os zooplânctons são os consumidores do nível trófico primário. Seres
heterotróficos e que se alimentam dos fitoplânctons existentes no meio onde vivem. Os peixes
e as vieiras, por sua vez, alimentam-se dos zooplânctons, e servem de alimento para outros
peixes ou animais maiores. Esses animais e peixes por fim servem de alimento para outros
animais ainda maiores como ursos e tubarões, ou o próprio ser humano. Assim se forma a cadeia
alimentar marinha, onde um ser vivo é importante pois serve de comida para outro ser vivo, que
por sua vez serve de alimento para outro ser vivo e outro, e outro. A base da cadeia, no entanto
é o fitoplâncton que não necessita de outro de ser vivo para se alimentar, produzindo o próprio
alimento.

É por isso que os plânctons são um dos seres vivos mais importantes do planeta, e são
fundamentais para a existência dos demais seres vivos, já que, se não existissem, os animais só
teriam duas opções: ou adaptar sua alimentação, comendo outros seres vivos, ou migrando para
outro meio onde há plânctons, senão eles não sobreviverão. Além disso, vimos que os plânctons
são os principais responsáveis por boa parte da produção do oxigênio de que as pessoas e os
animais necessitam para sobreviver. Além disso, auxiliam na captação do carbonato de cálcio a
partir de gás carbônico e são grande fonte de alimento, já que são a base da cadeia trófica
marinha. Uma curiosidade é que baleias, retêm plânctons e krills através de filtros chamados
barbatanas, localizados na boca, processo chamado de filtração. Os fitoplânctons liberam
sedimentos que podem ser consumidos pelos zooplânctons (como mostra a imagem), ou
acumular-se no fundo oceânico. Depois outros seres vivos como crustáceos, lagostas e vieiras
carregam e espalham esses sedimentos e compostos orgânicos, que voltam para a superfície
aonde serão absorvidos pelos fitoplânctons para a realização da fotossíntese.