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UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA - UFOB

CENTRO MULTIDISCIPLINAR DE LUÍS EDUARDO MAGALHÃES

LEANDRO ROCHA OLIVEIRA - Número de matrícula: 151303016


OZANIA BOMFIM NASCIMENTO – Número de matrícula: 2015000010
RENATA PEREIRA MIRANDA – Número de matrícula: 2017000260
VINICIUS SILVA PEREIRA - Número de matrícula: 2016010567

5º RELATÓRIO DE FÍSICA EXPERIMENTAL II


PRINCÍPIO DE BERNOULLI

LUÍS EDUARDO MAGALHÃES


2019
LEANDRO ROCHA OLIVEIRA
OZANIA BOMFIM NASCIMENTO
RENATA PEREIRA MIRANDA
VINICIUS SILVA PEREIRA

5º RELATÓRIO DE FÍSICA EXPERIMENTAL II


PRINCÍPIO DE BERNOULLI

Relatório técnico apresentado como requisito


parcial para obtenção de aprovação na disciplina
Física Experimental II nos cursos de Engenharia
de Produção e Engenharia de Biotecnologia na
Universidade Federal do Oeste da Bahia.

Prof. Dr. Heveson Luis Lima de Matos


Data de Entrega: 08/10/2019.

LUÍS EDUARDO MAGALHÃES


2019
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO TEÓRICA ...........................................................................4


1.1 Objetivos ..................................................................................................68
2. MATERIAIS E MÉTODOS ...........................................................................69
2.1 Materiais Utilizados ................................................................................. 69
2.2 Procedimentos Experimental .................................................................10
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO..................................................................11
4. CONCLUSÃO .............................................................................................. 14
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................... 15
6. APÊNDICE....................................................................................................16
.
4

1. INTRODUÇÃO TEÓRICA

O fluido é uma substância que pode escoar ou fluir e assume a forma do recipiente
em que é colocado. Pode-se classificar os fluidos em dois tipos: incompressível e
compressível. O fluido compressível é aquele que pode ser comprimido, o fluido
incompressível possui densidade constante independente da pressão submetida. Essa
pressão no fluido é definida como sendo a força por unidade de área, em que a força é
aquela exercida pelo fluido sobre cada ponto de contato na superfície do sólido.
A dinâmica dos fluidos trata do movimento de escoamento de um fluido, o
escoamento de um líquido ou gás pode ser estacionário ou não estacionário. No escoamento
estacionário, a velocidade do fluido em um ponto fixo qualquer não varia com o tempo. Já
o estacionário apresenta variação na velocidade em um mesmo ponto. Dependendo do caso,
se torna turbulento, no qual a velocidade varia extremamente rápida e irregular com o
tempo.
O estudo da dinâmica dos fluidos, utilizando-se um fluido ideal, torna-se mais
simples, ou seja, se o escoamento for estacionário, incompressível e não viscoso. Os fluidos
ideais podem ser abordados a partir da Equação de Bernoulli, que foi enunciada no século
XVIII por Daniel Bernoulli. Essa equação relaciona a pressão, a altura e a rapidez de um
fluido incompressível não-viscoso em escoamento estacionário.
Para a demonstração da equação consideremos um tubo de corrente ilustrado na
figura 1

Figure 5 - Escoamento de um fluido ideal por um tubo de corrente.


Fonte: NUSSENZVEIG, 2013, p.22

Esse tubo de corrente é limitado por duas seções transversais A1 e A2 entorno dos
pontos 1 e 2, dispostos em alturas z1 e z2 com pressões P1 e P2 e velocidades v1 e v2 . As
propriedades do fluido são iguais tanto no ponto 1 quanto no ponto 2, porém, pela presença
de movimento, há variações na energia mecânica devido ao trabalho realizado pelas forças
de contato entre os pontos do fluido.
Durante um intervalo de tempo ∆t, as seções A1 e A2 se deslocam para os pontos 1’
e 2’, provocando variação nas energias cinética e potencial. Assim, aplicando a lei da
conservação da energia na forma do trabalho W e energia cinética K [2]:
W = ∆K (1)
5

Em que há variação na energia cinética devido à variação da velocidade do fluido nas


extremidades do tubo. Desse modo, a variação de energia cinética do fluido será:
1 1
∆K = m2 v22 − m1 v12
2 2
Em consequência da incompressibilidade do fluido, tem-se que as massas m2 e m1
são as mesmas, temos:
1
∆K = 2 m(v22 − v12 ) (2).

Já a variação de energia potencial U será dada por:


∆U = mgz2 − mgz1 = mg(z2 − z1 ) (3)
Sabendo-se que o fluido que se encontra-se à esquerda da seção A1 exerce sobre esta
uma força F1 de magnitude igual à: F1 = A1 P1 e sabendo que o mesmo ocorre com a direita
da seção A2 com uma força F2 = A2 P2 . P1 e P2 são as pressões no ponto 1 e 2,
respectivamente, e que os deslocamentos ∆x1 e ∆x2 entre os pontos 1 e 1’ e 2 e 2’ estão
relacionados com a variação de tempo, visto que velocidade é a variação de posição em
função do tempo:
∆x1 ∆x2
v1 = ∆x1 = v1 ∆t; v2 = ∆x2 = v2 ∆t
∆t ∆t

Também temos que o trabalho W = F∆x. Assim, o trabalho realizado pela força F1
é:
W1 = F1 v1 ∆t = A1 P1 v1 ∆t (4)
e o trabalho realizado por F2 , que tem direção oposta à F1 , é:
W2 = −F2 v2 ∆t = −A2 P2 v2 ∆t (5).
Logo, o trabalho total WT é igual à:
WT = W1 + W2 + Wp (6)
em que Wp é o trabalho realizado pela força peso FP = mg, já que há variação na altura
entre os pontos 1 e 2. Substituindo as expressões (4) e (5) em (6), obtemos:
WT = A1 P1 v1 ∆t−A2 P2 v2 ∆t + Wp (7)
O trabalho total é igual à variação da energia cinética obtida pela expressão (2).
Assim, igualando (7) e (2), encontramos:
1
A1 P1 v1 ∆t−A2 P2 v2 ∆t + Wp = 2 m(v22 − v12 ) (8)

O trabalho realizado pela força peso é contrário à variação da energia potencial ∆U ,


então, substituindo Wp por −∆U, dado na equação (3), na expressão (8):
1
A1 P1 v1 ∆t−A2 P2 v2 ∆t − mg(z2 − z1 ) = 2 m(v22 − v12 ) (9)
6

m m m
tendo ρ = = A∆x = Av∆t, temos que:
V
m
A1 v1 ∆t = (10)
ρ
m
A2 v2 ∆t = (11)
ρ

Substituindo (11) e (10) em (9), obtemos:


m m 1 1
P1 − P2 − mgz2 + mgz1 = mv22 − mv12
ρ ρ 2 2
Simplificando esta expressão, chegamos à equação de Bernoulli:
P1 1 2 P2 1
+ v1 + gz1 = + v22 + gz2
ρ 2 ρ 2
1 1
P1 + ρ v12 + ρgz1 = P2 + ρ v22 + ρgz2
2 2
A equação de Bernoulli exprime a conservação de energia por unidade de massa, essa
energia é constante devido ao fluido estudado ser incompressível. Logo:
1
P1 + ρ v12 + ρgz1 = C
2
C é constante ao longo do filete de fluido no tubo.
Em um escoamento de um fluido por um pequeno orifício circular, pode-se aplicar o
princípio de Bernoulli para obter a velocidade de escoamento de um fluido. Considerando a
área do orifício muito pequena, o nível do fluido no reservatório baixa lentamente e a
velocidade v0 na superfície é considerada desprezível.

Figura 6 - Escoamento de um fluido por um orifício.


Fonte: NUSSENZVEIG, 2013, p.24

Aplicando a equação de Bernoulli no ponto A e B de saída do fluido, temos


1 1
P0 + ρ 2 v02 + ρgz0 = P + ρ 2 v 2 + ρgz.

A pressão na superfície é igual à pressão no orifício, então P0 e P se anulam e v0 é


desprezível, teremos:
7

1
ρgz0 = ρ v 2 + ρgz
2
simplificando esta equação:
1
ρg(z0 − z) = ρ v 2
2
2g(z0 − z) = v 2 (12).
O fluido desce da superfície 𝐳𝟎 até o orifício 𝐳 uma altura h, dada por:
h = z0 − z (13)

substituindo a equação (13) na expressão (12) e explicitando 𝐯, obtemos:


v = √2gh (14)
O escoamento de um fluido é tratado como um movimento uniformemente variado e
o gráfico de uma função desse tipo deve ser do tipo potencial, tem a curva de comportamento
parabólico. Essa expressão foi obtida por Torricelli em 1636, muito antes de Bernoulli
enunciar seu princípio, em 1738.
Ainda considerando um escoamento por um orifício circular, pode-se estudar uma
partícula do fluido por meio das equações do movimento parabólico, pois, já que o jato
d’agua que sai do orifício é lançado de uma altura 𝐘 e atinge um alcance horizontal x,
formando assim um movimento oblíquo, onde a velocidade v é sempre tangente à trajetória,
e pode-se então ser decomposto em componentes vx e vy , combinando um movimento
horizontal e outro vertical:
v0x = v0 cosθ v0y = v0 senθ
O movimento vertical sofre ação da aceleração da gravidade g, então, é caracterizado
como um movimento uniformemente variado (MUV). Já em ralação ao movimento
horizontal não há aceleração, desse modo, é denominado movimento retilíneo uniforme
(MU), onde sua velocidade é constante ao longo de toda sua trajetória. O alcance horizontal
x pode ser escrito como:
x = v0x t (15)
Em que t é o intervalo de tempo para que a partícula se desloque até o eixo de
referência. Já a altura Y é expressa como:
1
Y = v0y + 2 gt² (16)

Considerando que a velocidade inicial v0y no movimento vertical é nula e que v0x é
a velocidade vl de lançamento do fluido pelo orifício, a equação (15) será então:
8

1
Y = 2 gt² (17)

isolando t nas equações (14) e (15) e igualando-o, temos:


𝐱 𝟐𝐘
=√𝐠 (18)
𝐯𝟐

Desse modo, manipulando a equação (17) ao expressar a velocidade de lançamento


vl em função de x, Y e g, obtemos:
g
v1 = x√2Y (19)

Essa função descreve a velocidade de lançamento de uma partícula de fluido que sai
pelo orifício, mostrando que o movimento do jato de fluido pode ser estudado como uma
combinação de MU e MUV.
Um fluido em escoamento também pode ser estudado a partir da lei de conservação
da massa aplicada ao movimento. Considerando um tubo de corrente pelo qual determinado
fluido corre em um escoamento estacionário. O tubo situado entre duas seções transversais
de áreas distintas A1 e A2 , em que as velocidades e densidades são (v1 ; ρ1 ) e (v2 ; ρ2 )
respectivamente. A massa do fluido não pode variar com o tempo, pois o escoamento é
estacionário. Se o deslocamento dado por ∆x = v∆t e a massa m = ρV, em que V é o volume
de fluido deslocamento: V = A∆x = Av∆t, relacionando as massas deslocadas, temos:
∆m1 = ρ1 A1 v1 ∆t = ρ2 A2 v2 ∆t = ∆m2 (19)
Simplificando esta equação, obtemos:
ρ1 A1 v1 = ρ2 A2 v2 (20)
Essa equação diz que o produto ρAv é constante ao longo do tubo de corrente e
representa o fluxo de massa por unidade de tempo através da seção transversal do tubo.
Porém, se o fluido for incompressível, a densidade entre as seções não pode variar, sendo
constante, e a expressão (20) será:
A1 v1 = A2 v2 . (21)
Esta relação entre velocidade e área é chamada de equação de continuidade para o
escoamento de um fluido ideal, e mede o volume de fluido que atravessa a seção transversal
do tubo por unidade de tempo, grandeza denominada vazão 𝑅, onde:
𝑅 = A1 v1 = A2 v2

1.1 Objetivos
9

▪ Verificar o princípio de Bernoulli;


▪ Determinar a velocidade de escoamento de um fluido;
▪ Discutir a validade da equação da continuidade.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

No dia 01 de outubro de 2019 das 15h30min às 17h10min, no laboratório de Física


do Centro Multidisciplinar de Luís Eduardo Magalhães, foi efetuada a coleta de dados
para a realização do quarto relatório do componente curricular de Física Experimental II,
solicitado pelo professor Dr. Heveson Lima de Matos.

2.1 Materiais Utilizados


Tabela 2.1. Materiais utilizados
1 Tripé universal
2 Câmara transparente de vidro
3 Bandejas plásticas
4 Fio de prumo
5 Béquer
6 Água
7 Lápis marcador
8 Régua

1 3
Figura 2.1. Imagem dos materiais utilizados
no experimento. Fonte: Autor
10

2.2 Procedimentos Experimental

2.2.1 Primeira Etapa

Inicialmente com o uso de um béquer adicionou-se água na câmara de vidro


transparente obtendo a altura 𝐻0 de 200𝑚𝑚. Com o auxílio do fio de prumo mediu-se a
posição vertical abaixo do orifício de diâmetro 1,0 mm e a altura da superfície líquida até
o centro. Obtendo assim o valor de 𝑌 = (450,00 ± 0,05)𝑚𝑚 e ℎ = (155,00 ±
0,05)𝑚𝑚 do experimento. Abaixo, a figura 2.1.1 ilustra o esquema experimental
associado aos valores obtidos.

Tendo obtido os valores das mediadas indicadas, removeu-se o tampão de silicone


que Figura 2.1.1 – Esquema ilustrativo do experimento com indicações das medidas a serem mensuradas e
determinadas. Após um intervalo de tempo ∆t, o líquido escoa pelo orifício, observando-se uma variação
no nível de água H e um alcance horizontal X. O escoamento do fluido tem uma velocidade inicial v1 logo
na superfície livre do reservatório de área A1 e uma velocidade v2 na saída do fluxo pelo orifício de área
A . Fonte. Adaptada.
2
veda o orifício de 1𝑚𝑚 , e verificou-se o a posição máxima do esguicho, sendo esse o
alcance 𝑋 = (435,00 ± 0,05)𝑚𝑚. Anotou-se os dados. Posteriormente inseriu-se o
tampão no orifício e completou-se a câmara com água até 𝐻0 = 200 𝑚𝑚 e então retirou-
se o tampão, permanecendo retirado por 30 segundos. Verificou-se a diferença de altura,
obtendo-se ∆ℎ = (10,00 ± 0,05) 𝑚𝑚. Aferiu-se o diâmetro do vidro transparente 𝐷 =
(64,95 ± 0,05)𝑚𝑚.

2.2.2 Segunda Etapa

Após finalizado as etapas descritas para o orifício de diâmetro 1 𝑚𝑚, seguiu-se o


experimento para verificação dos dados para o orifício de 4,5 𝑚𝑚. A câmara transparente
foi novamente preenchida com água até 𝐻0 = 200 𝑚𝑚. Retirou-se o tampão de silicone
11

obtendo o alcance 𝑋 = (485,00 ± 0,05)𝑚𝑚. Completou-se mais uma vez o nível da


câmara até 𝐻0 = 200 𝑚𝑚 e retirou-se o tampão por 30 segundos obtendo ∆ℎ = (145,00
± 0,05) 𝑚𝑚.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A partir da realização do experimento foi obtido os valores do alcance X, descrito


na tabela 3.1 para os diferentes orifícios.

Tabela 3.1 – Alcance X medido com a régua milimétrica


(𝑿 ± 𝟎, 𝟎𝟓)𝐦𝐦
Câmara 1,0 mm 485,00
Câmara 4,5 mm 435,00

Partindo da consideração que uma partícula de um fluido realiza um movimento


de lançamento horizontal sob ação da gravidade, as velocidades de lançamento para cada
um dos orifícios foram calculadas a partir da equação (19) e as velocidades de escoamento
calculados via equação (14) por meio dos valores obtidos na tabela 3.1, resultando nos
valores presentes na tabela 3.2. Os cálculos estão detalhados no apêndice A.1 e A.2.

𝒈
𝑽𝟐𝒆𝒙𝒑 = 𝑿√𝟐𝒀 (19)

𝑽𝟐 = √𝟐𝒈𝒉 (14)

Tabela 3.2 – Valores da velocidade usando equação 19 e 14.


𝒎 (𝑽𝟐 ± 𝝈𝑽𝟐 𝑽𝟐𝒆𝒙𝒑 )𝒎/𝒔
((𝑽𝟐𝒆𝒙𝒑 ± 𝝈𝑽𝟐𝒆𝒙𝒑 )
𝒔
Câmara 1,0 mm (𝟏, 𝟔𝟎𝟏 ± 𝟎, 𝟎𝟏𝟕) (𝟏, 𝟕𝟒𝟒 ± 𝟎, 𝟎𝟐𝟖)
Câmara 4,5 mm (𝟏, 𝟒𝟑𝟔 ± 𝟎, 𝟎𝟏𝟗) (𝟏, 𝟕𝟒𝟒 ± 𝟎, 𝟎𝟐𝟖)

A equação da continuidade valida que para um fluido incompressível, velocidade


(vazão) de escoamento é constante, ou seja, A1v1 = A2v2. Assim, a partir da equação (20)
é possível obter a 𝑉1 que quando substituída na equação (21) junto aos valores de ∆ℎ
12

decorrente da vazão pelos diferentes orifícios, obtém-se os valores de 𝑉2, descritos na


tabela 3.4.
Comparando o valor de 𝑉2𝑒𝑥𝑝 , com 𝑉2, observa-se que não há uma discrepância
muito significativa nos dados, pode-se dizer que tal diferença é analisada com alguns
fatores externos, como, a medição a olho nu, uma vez que, o procedimento experimental
não é 100% preciso. Nos apêndices C1 e C2, pode-se observar os valores percentuais das
câmaras em relação às velocidades experimental e por Bernoulli de 8,19% para a câmara
de 1,0 mm e 17,66% para a câmara de 4,5 mm.
Seguindo a mesma linha de raciocínio, temos que velocidade por Bernoulli
(considerada como velocidade teórica) é análoga para ambos os tamanhos dos furos,
porém a velocidade experimental apresenta valores diferentes levando em consideração
que existe a perda de carga do sistema e também temos uma diferença na velocidade de
lançamento do jato devido a efeitos como o nível da coluna de agua à pressão exercida
que é a atmosférica.

Tabela 3.3 – Valores da variação da altura e do tempo


(∆𝒉 ± 𝟎, 𝟎𝟓𝟎 )𝒎𝒎 (∆𝒕)𝒔
Câmara 1,0 mm 0,010 30
Câmara 4,5 mm 0,145 30

∆𝒉
𝑽𝟏 = (20)
∆𝒕

Supõe-se que ocorram circunstâncias em que é preciso tomar cuidado ao tentar


aplicar a equação de Bernoulli às situações nas quais expansões ou contrações abruptas
ocorrem, uma vez que o atrito e as perturbações do escoamento em tais casos podem não
𝑉 2 𝐷 4 𝐷
ser desprezíveis. Da conservação da massa, (𝑉1 ) = (𝐷2) . Assim, por exemplo, se 𝐷2 =
2 1 1

𝑉 2
0,1, então (𝑉1 ) = 0,0001, e nossa aproximação 𝑉1 ≪ 𝑉2 se justifica. Nesse caso, se o
2

orifício fosse pontiagudo e não arredondado, o escoamento seria perturbado, com uma
determinada velocidade, particularmente próximo às laterais.

Tabela 3.4 – Valores da velocidade 1 usando equação 20.


𝒎
(𝑽𝟏 ± 𝟎, 𝟎𝟎𝟐)
𝒔
Câmara 1,0 mm 0,333 x 10−3
13

Câmara 4,5 mm 0,483 x 10−2

𝑨𝟏
𝑽𝟐𝒄𝒐𝒏𝒕 = 𝑽𝟏 (21)
𝑨𝟐

Tabela 3.5 – Valores da velocidade usando equação 21.


𝒎
(𝑽𝟐𝒄𝒐𝒏𝒕 ± 𝟎, 𝟎𝟎𝟑𝟑 )
𝒔
Câmara 1,0 mm 1,4047
Câmara 4,5 mm 1, 006

Aplicando tal conceito da conservação de massa no presente experimento, podemos


𝑉 2
provar através de (𝑉1 ) , que nesse caso, se der um valor muito baixo, considera-se
2

desprezível, logo temos

Tabela 3.6 – Comparação da velocidade pela equação da continuidade com a eq de Bernoulli.


𝑉1 2
( )
𝑉2
Câmara 1,0 mm 5,6 x 10−8
Câmara 4,5 mm 2,3 x 10−5

Temos a situação em que tanto pela câmara de 1,0 mm tanto pela câmara de 4,5
mm, que a razão das velocidades pela conservação de massa, proporcionam uma
velocidade desprezível, uma vez que, apresentaram valores muito próximos de zero.

Tabela 3.7 – Comparação da velocidade pela equação da continuidade com a eq de Bernoulli.


(𝑽𝟐𝒄𝒐𝒏𝒕 ± 𝟎, 𝟎𝟎𝟑𝟑 )𝒎𝒎 (𝑽𝟐 ± 𝟎, 𝟎𝟐𝟖)𝒎/𝒔
Câmara 1,0 mm 1,4047 1,744
Câmara 4,5 mm 1,006 1,744

Pela tabela 3.7, dado que a água é um fluido incompressível sua densidade é
constante, assim, têm-se que por Bernoulli existe tal diferença porque desconsidera-se à
enorme diferença de área de seção transversal, logo, a velocidade de descida de 𝑣1 é
praticamente nula em relação à velocidade 𝑣2 .
14

4. CONCLUSÃO

Com base nos resultados obtidos no experimento descrito no presente relatório, foi
possível fazer o estudo da velocidade de fluidos por orifícios pequenos e verificar a equação
de Torricelli para hidrodinâmica e a vazão de um fluido através de orifícios pequenos.
Deste modo, pôde-se constatar a partir dos resultados descritos na tabela 3.2, que a
velocidade de escoamento para o orifício de 1 mm foi maior que a velocidade de lançamento,
visto que uma das razões que podem explicar o resultado é que a área da superfície livre é
muito maior que a área do orifício de saída do líquido. Já para a velocidade de lançamento e
escoamento do orifício de 4,5 mm, constatou-se uma discrepância maior entre a velocidade
calculada. Assim sendo, o fato da discrepância do orifício de 1 mm ter sido maior comparado
com o de 4,5 mm se dá pelo fenômeno da dinâmica dos fluidos conhecido como turbulência.
Deste modo, o jato d’água tinha a velocidade das suas partículas aumentada à medida que o
desnível de líquido no recipiente diminuía.
Outro ponto que também é importante destacar sobre a trajetória do líquido é que, a
velocidade diminui a medida que o nível de líquido na câmara diminui. Portanto, o princípio
de Bernoulli que estuda o movimento de um fluido ideal que escoa com a vazão constante
foi comprovado experimentalmente a partir do presente estudo. Desta maneira, sugere-se
para práticas experimentais futuras, que os instrumentos de medição sejam mais adequados
para aferição das medidas, haja vista, que a régua, por exemplo, não foi um instrumento
preciso para determinação do alcance horizontal.
15

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] E. L. Silva Vaz, H. A. Acciari, A. Assis, E. N. Codaro. Uma experiência didática sobre
viscosidade e densidade. Química Nova na Escola 34 (3) 155-158, 2012.

[2] NUSSENZVEIG, Herch Moysés. Curso de Física Básica: fluidos, oscilações e ondas,
calor. Editora Blucher, 2018.
16

6. APÊNDICE
APÊNDICE A – Tratamento de dados

𝒈
A.1 Cálculo da velocidade de lançamento do fluido a partir da equação 𝑽𝟐 = 𝑿√𝟐𝒀

A.1.1 Cálculo de 𝑽𝟐 para a câmara de 1,0 mm

9,81
𝑉2 = 0,485√
2 ∗ 0,45
𝑚
𝑉2 = 1,601
𝑠

A.1.2 Calculo de 𝑽𝟐 para a câmara de 4,5 mm

9,81
𝑉2 = 0,435√
2 ∗ 0,45
𝑚
𝑉2 = 1,436
𝑠

A.2 Cálculo da velocidade de escoamento fluido a partir da equação 𝑽′𝟐 = √𝟐𝒈𝒉

𝑉2 = √2 ∗ 9,81 ∗ 0,155
𝑚
𝑉2 = 1,744
𝑠

∆𝒉
A.3 Cálculo da velocidade do fluido a partir da equação 𝑽𝟏 = ∆𝒕

A.3.1 Cálculo de 𝑽𝟏 para a câmara de 1,0 mm

(0,20 − 0,190)
𝑉1 =
30
𝑚
𝑉1 = 0,000333
𝑠

A.3.2 Cálculo de 𝑽𝟏 para a câmara de 4,5 mm


17

(0,20 − 0,055)
𝑉1 =
30
𝑚
𝑉1 = 0,00483
𝑠

A.4 Cálculo das áreas

Área de seção reta


𝐴𝑐𝑖𝑟 = 𝜋𝑅²

Relacionamento ao diâmetro obtido empiricamente temos,

2
𝐷 2 𝐷2
𝐴𝑐𝑖𝑟 = 𝜋𝑅 = 𝜋 ( ) = 𝜋 ( )
2 4
A.4.1 1 Área de seção reta 𝑨𝟏

(0,06495)²
𝐴1 = 𝜋 = 0,003313 𝑚²
4

A.4.2 Área de seção reta 𝑨𝟐.𝟏 do orifício de 1 mm

(0,001)²
𝐴2.1 = 𝜋 = 0,0000007853981 𝑚²
4

A.4.3 Área de seção reta 𝑨𝟐.𝟐 do orifício de 4,5 mm

(0,0045)2
𝐴2.2 = 𝜋
4
𝐴2.2 = 0,000015904 𝑚²

𝑨𝟏
A.6 Cálculo da velocidade do fluido a partir da equação 𝑽𝟐𝒄𝒐𝒏𝒕 = 𝑽𝟏
𝑨𝟐

A.6.1 Cálculo de 𝑽𝟐𝒄𝒐𝒏𝒕 para a câmara de 1,0 mm


18

0,003313
𝑉2𝑐𝑜𝑛𝑡 = 0,000333
0,0000007853981

𝑚
𝑉2𝑐𝑜𝑛𝑡 = 1,4047
𝑠

A.6.2 Cálculo de 𝑽𝟐𝒄𝒐𝒏𝒕 para a câmara de 4,5 mm

0,003313
𝑉2𝑐𝑜𝑛𝑡 = 0,00483
0,0000015904

𝑚
𝑉2𝑐𝑜𝑛𝑡 = 1,006
𝑠

Apêndice B – Fórmulas matemáticas e suas respectivas incertezas propagadas

B.1 Velocidade de lançamento – equação do movimento parabólico

𝑔
𝑉2𝑒𝑥𝑝 = 𝑥√
2𝑌
𝑉2𝑒𝑥𝑝 = 𝑥(𝑔(2𝑌)−1 )1/2

𝜎𝑥 ² 𝜎𝑌 ²
𝜎𝑉2𝑒𝑥𝑝 = √ + .𝑣
𝑥² 4𝑌² 2

B.1.1 Propagação da velocidade da câmara de 𝟏 𝒎𝒎

𝜎𝑥 ² 𝜎𝑌 ²
𝜎𝑉2𝑒𝑥𝑝 = √ + .𝑣
𝑥² 4𝑌² 2

B.1.2 Propagação da velocidade lançamento da câmara de 𝟒, 𝟓 𝒎𝒎

𝜎𝑥 ² 𝜎𝑌 ²
𝜎𝑉2𝑒𝑥𝑝 = √ + .𝑣
𝑥² 4𝑌² 2
19

B.2 Propagação da incerteza da velocidade de escoamento – equação de Torricelli

𝑣2 = √2𝑔ℎ
𝑣2 = (2𝑔ℎ)1/2
𝜎ℎ
𝜎𝑣 2 = 𝑣
2ℎ 𝑒
𝜎ℎ
𝜎𝑣 2 = 𝑣
2ℎ 𝑒

∆𝒉
B.3 Propagação da incerteza da equação 𝑽𝟏 = ∆𝒕

𝛿𝑉1 2 2
𝜎𝑉21 =( ) 𝜎𝑟
𝛿ℎ

1 2 2
𝜎𝑉21 = ( ) 𝜎𝑟
∆𝑡

1 2
𝜎𝑣 1 = ( ) 0,052
30

𝜎𝑣 1 = 0,002
𝑨𝟏
B.4 Propagação da incerteza da equação 𝑽𝟐𝒄𝒐𝒏𝒕 = 𝑽𝟏
𝑨𝟐

(𝐴2 2 𝑣1 2 𝜎𝐴1 2 + 𝐴1 2 𝑣1 2 𝜎𝐴2 2 + 𝐴1 2 𝐴2 2 𝜎𝑣1 2 )


𝜎 𝑉2𝑐𝑜𝑛𝑡 = √
𝐴2 2

𝜎 𝑉2𝑐𝑜𝑛𝑡 = 0,0033

𝐷 2
B.5 Propagação da incerteza da Área de seção reta 𝑨𝟏, equação 𝜎𝐴1 = (𝜋 2 ) 𝜎𝐷2

𝐷 2
𝜎𝐴1 = (𝜋 ) 𝜎𝐷2
2
𝜎𝐴1 2 𝜋 2 𝐷² 16
2 = 𝜎𝐷2 = √4𝜎𝐷2 𝐴1
𝐴1 4 𝜋 2 𝐷²

𝜎𝐴1 = √4. 0,052 .0,003313


20

B.5.1 Propagação área 𝐴2.1 do orifício de 𝟏 𝒎𝒎

𝜎𝐴2,1 = √4. 0,052 .0,0000007853981


𝜎𝐴2,1 =

B.5.1 Propagação área 𝐴2.2 do orifício de 𝟒, 𝟓 𝒎𝒎

𝜎𝐴2,2 = √4. 0,052 .0,00001590


𝜎𝐴2,2 =

B.6 Propagação da altura h, equação ℎ = 𝐻 − 𝐻′

𝜎ℎ = √𝜎𝐻2 + 𝜎𝐻′ ²

𝜎ℎ = √0,052 + 0,052
𝜎ℎ = 0,07 𝑚𝑚

Apêndice C – Discrepância relativa percentual 𝐄% entre as velocidades de


escoamento e lançamento do fluido.

C.1 Movimento pelo orifício de diâmetro 1,0 mm.


1,744 − 1,601
E% = | | . 100 = 8,19%
1,744

C.2 Movimento pelo orifício de diâmetro 4,5 mm.


1,744 − 1,436
E% = | | . 100 = 17,66%
1,744