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Teoria cinético-corpuscular da matéria

Já aprendeste no ano anterior que existem uma grande variedade de materiais à

nossa volta. Os materiais podem ser naturais ou sintéticos, podendo ou não ser

manufaturados pelo homem. Classificam-se também em substâncias e misturas de

substâncias.

Demócrito (460 a.c.- 370 a.c.)


Sistematizou a teoria atómica

Tudo o que nos rodeia é feito de matéria:

O ar que respiramos.

A água da chuva, dos rios e dos mares.

Os minerais, os planetas, as estrelas.

O homem sempre teve curiosidade em compreender a constituição da matéria.

Há cerca de 2500 anos, os filósofos gregos colocavam essa questão e propunham

teorias que pudessem explicar a natureza e a divisibilidade da matéria.

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O filósofo grego Leucipo e seu discípulo Demócrito imaginaram a matéria como

sendo constituída por pequeníssimas partículas indivisíveis - os átomos, como lhes

chamaram. Concluiram que a matéria não poderia ser infinitamente divisível. Se a

partíssemos variadas vezes, chegaríamos a uma partícula muito pequena, indivisível e

impenetrável a que se denominou átomo.

Esta é uma palavra de origem grega que deriva de "a + thomos" , que significa

"sem divisão".

Era uma ideia muito avançada para esta altura, mas não havia possibilidade de

fazer observações que a pudessem apoiar.

Só muito mais tarde, com a evolução da tecnologia é que foi possível obter

evidências experimentais.

A Teoria cinético-corpuscular da matéria afirma que:

Toda a matéria é constituída por partículas muito pequeninas a que se

chamam corpúsculos.

Os corpúsculos estão em constante movimento.

Entre os corpúsculos existem espaços vazios.

Os químicos relacionam a agitação dos corpúsculos com a temperatura. Isto

é, quanto maior é a temperatura, maior é a agitação dos corpúsculos.

Quando experimentamos dissolver cristais de permanganato de potássio em água,

como podes observar na figura apresentada em baixo, verifica-se que em água quente

a dissolução é mais rápida do que em água fria. Isto acontece porque, quanto maior é

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a agitação dos corpúsculos, mais depressa eles se espalham através da água, ocupando

os espaços vazios existentes.

Esta experiência também nos permite concluir que tem de existir espaços vazios

entre a matéria (Os corpúsculos de permanganato de potássio preenchem os espaços

vazios entre as moléculas de água) e ainda que os corpúsculos estão em constante

movimento (e por isso, ao longo do tempo, o permanganato de potássio mistura-se

com a água).

Fig. 2 - Dissolução de permanganato de potássio em água

As unidades estruturais da matéria

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Fig. 1 - Microscópio eletrónico - Permite ver
as unidades estruturais da matéria

A matéria é constituída por muitas substâncias diferentes. E as substâncias são

diferentes porque os corpúsculos que as constituem também são diferentes.

As unidades estuturais que constituem a matéria podem ser:

átomos.

moléculas.

iões.

Átomos

Os átomos um dos tipos de unidades estruturais da matéria. São extremamente

pequenos. É apenas graças aos microscópios eletrónicos, que conseguem ampliar as

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imagens milhões de vezes, que hoje é possível vermos imagens de átomos e até

determinar o seu tamanho.

Durante muitos séculos pensou-se que os átomos eram partículas indivisíveis, no

entanto hoje em dia sabe-se que os átomos são constituídos por partículas ainda mais

pequenas que se encontram no seu interior:

protões - são partículas com carga elétrica positiva (+1). Estão localizados no

núcleo do átomo.

neutrões - partículas sem carga elétrica. Estão localizados no núcleo do átomo.

eletrões - são partículas com carga elétrica negativa (-1). Estão localizados na

nuvem eletrónica.

No núcleo (centro) do átomo estão os protões e os neutrões, enquanto que os

eletrões giram em seu redor, numa zona chamada a nuvem eletrónica. A nuvem

eletrónica de um átomo representa a probabilidade de encontrar os eletrões num

determinado local do espaço.

Os eletrões de um átomo ocupam determinados níveis de energia (o número de

eletrões em cada nível de energia é expressa pela distribuição eletrónica).

As três partículas fundamentais do átomo têm as seguintes propriedades:

Partículas fundamentais do átomo

Partícula Carga elétrica Massa

Neutrão neutra aproximadamente igual à do


protão

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Protão positiva aproximadamente igual à do
neutrão

Eletrão negativa 1840 vezes inferior à do


protão (ou do neutrão)

É o número de protões (número atómico) que diferencia um elemento

químico (tipo de átomo) de outro. Um átomo que tenha 10 protões pertence a um

elemento químico diferente de um outro que tenha 11 protões.

Quando um átomo ganha ou perde um ou mais eletrões, deixa de ter carga

elétrica neutra e passa a ser um ião. No caso de ganhar um ou mais eletrões passa a

ser anião (ião negativo). Se o átomo perder um ou mais eletrões passa a ser

um catião (ião positivo).

Quando os átomos se combinam entre si, dão origem a moléculas.

Moléculas

As moléculas são unidades estruturais constituídas por dois ou mais átomos

fortemente ligados entre si. Existem moléculas com poucos átomos, mas algumas

podem chegar a ter milhares de átomos ligados uns aos outros. Mesmo assim, as

moléculas são muito, muito pequeninas.

Tal como os átomos, as moléculas não têm carga elétrica, sendo

pois eletricamente neutras.

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Iões.

Os iões são unidades estruturais com carga elétrica positiva ou negativa. Eles

formam-se quando um átomo ou um grupo de átomos perde ou ganha um ou mais

eletrões.

Os iões com carga elétrica positiva chamam-se catiões, e formam-se quando um

átomo perde um ou mais eletrões.

Os iões com carga elétrica negativa chamam-se aniões e formam-se quando um

átomo ganha um ou mais eletrões.

Os estados físicos da matéria

Os materiais que se encontram à nossa volta podem encontrar-se,

fundamentalmente, em três estados físicos:

estado sólido.

estado líquido.

estado gasoso.

Estes estados físicos podem ser caracterizados macroscopicamente e

microscopicamente.

Uma caracterização macroscópica é aquela que fazemos olhando para as

substâncias, sem ser necessário considerar a forma como se organizam as partículas

que as constituem.

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Sólidos

Nos sólidos, a sua forma e volume são fixos. Quando os colocamos dentro de

qualquer tipo de recipiente, mantêm a sua forma e o seu volume. São dificeis de

comprimir.

Líquidos

Os líquidos apresentam um volume constante, no entanto, se os colocarmos

dentro de um recipiente, eles assumem a forma do recipiente, ou seja têm uma forma

variável. Tal como os sólidos, os líquidos são difíceis de comprimir.

Gases

As substâncias gasosas apresentam uma forma variável, pois assumem a forma do

recipiente onde se encontram e também um volume variável, pois são facilmente

comprimidos.

Observa a tabela seguinte onde se encontra um resumo destas características:

Estados físicos da matéria - Características macroscópicas

Estado sólido

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Forma própria
Volume constante (a temperatura constante)
Difícil de comprimir

Estado líquido

Forma variável (a do recipiente)


Volume constante (a temperatura constante)
Difícil de comprimir

Estado gasoso

Forma variável (a do recipiente)


Volume variável (o do recipiente)
Fácil de comprimir

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Em termos microscópicos, os estados físicos da matéria podem ser explicados com

base no estado de agregação entre os corpúsculos. As suas características dependem

pois da forma como as unidades estruturais da matéria se encontram unidas entre si.

As unidades estruturais da matéria (átomos, moléculas ou iões) mantêm-se unidas

devido a forças de ligação que podem condicionar a sua liberdade de movimentos e a

sua organização.

Observa a tabela seguinte:

Estados físicos da matéria - Características microscópicas

Estado sólido

Forças de ligação fortes


Pequena liberdade de movimentos
Unidades estruturais muito próximas e organizadas

Estado líquido

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Forças de ligação mais fracas do que nos sólidos
Alguma liberdade de movimentos
Unidades estruturais próximas mas pouco organizadas

Estado gasoso

Forças de ligação muito fracas


Grande liberdade de movimentos
Unidades estruturais afastadas e desorganizadas

NATUREZA CORPUSCULAR DA MATÉRIA


Teoria corpuscular da matéria
Todas as substâncias são constituídas por pequeníssimos corpúsculos que estão em
constante movimento e, entre os quais, existe espaço vazio.
Os corpúsculos podem ser átomos, moléculas ou iões.

Comportamento dos corpúsculos


Liberdade de movimento dos corpúsculos
As substâncias podem-se encontrar nos estados sólido, líquido ou gasoso. O
comportamento dos corpúsculos em cada estado físico é diferente:
 No estado sólido:
 Os corpúsculos encontram-se juntos e organizados
 As forças de ligação são fortes
 Existe pouca liberdade de movimento
 No estado líquido:
 Os corpúsculos encontram-se mais afastados uns dos outros
 As forças de ligação são mais fracas
 Existe alguma liberdade de movimento
 No estado gasoso:
 Os corpúsculos encontram-se afastados e desorganizados
 As forças de ligação são muito fracas
 Existe grande liberdade de movimento

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Mudanças de estado físico
 Quanto maior a temperatura, maior a agitação dos corpúsculos.
Como a temperatura provoca a alteração do comportamento dos corpúsculos de uma
determinada substância, poderá provocar também a mudança do seu estado físico.

Forma e volume das substâncias


A forma e o volume das substâncias podem variar ou não, conforme o seu estado
físico.

Pressão de um gás
A pressão de um gás corresponde à intensidade da força que os corpúsculos exercem,
por unidade de área, na superfície do recipiente onde estão contidos.

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Variações de temperatura, pressão e volume
 Para o mesmo volume, quanto maior a temperatura maior a pressão de um
gás
 Para a mesma temperatura, quanto menor o volume maior a pressão de um
gás
 Para o mesmo volume e mesma temperatura, quanto maior o número de
corpúsculos de um gás maior é a pressão que exerce

ÁTOMOS

Constituição de um átomo
Um átomo é constituído por um núcleo formado por protões e neutrões e, à sua volta,
circulam os electrões, que formam uma nuvem eletrónica à volta do núcleo.
 Os protões têm carga elétrica positiva
 Os neutrões não têm carga elétrica
 Os eletrões têm carga elétrica negativa

Num átomo, o número de protões é sempre igual ao número de eletrões, por isso um
átomo tem carga elétrica neutra.

Massa de um átomo
A massa de um átomo concentra-se quase toda no núcleo pois a massa de um eletrão
é desprezável quando comparada com a de um protão ou a de um neutrão.

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Elementos químicos e símbolos químicos
Os átomos que são do mesmo tipo (têm o mesmo número de protões) dizem-se que
são do mesmo elemento químico. Cada elemento químico é representado por
um símbolo químico universal.

MOLÉCULAS

Fórmula química de uma molécula


Uma molécula é uma associação de átomos interligados entre si, e é representada por
uma fórmula química com os símbolos químicos dos elementos químicos dos átomos
que a constituem.

O2 – Molécula de di-oxigénio
 Composição quantitativa:
 Molécula formada por 2 átomos
 Composição qualitativa:
 Molécula formada por átomos de oxigénio

A molécula formada por 2 átomos de oxigénio representa a unidade estrutural de


uma substância elementar, pois é constituída por átomos do mesmo elemento
químico.

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H2O – Molécula de água
 Composição quantitativa:
 Molécula formada por 3 átomos
 Composição qualitativa:
 Molécula formada por átomos de hidrogénio e de oxigénio
A molécula formada por 2 átomos de hidrogénio e 1 átomo de oxigénio representa a
unidade estrutural de uma substância composta, pois é constituída por átomos de
elementos químicos diferentes.

2 CO2 – 2 Moléculas de dióxido de carbono


 Composição quantitativa:
 2 moléculas formadas por 3 átomos (no total são 6 átomos)
 Composição qualitativa:
 Moléculas formadas por átomos de carbono e de oxigénio

O número antes de uma fórmula química indica o número de moléculas.

IÕES
Anião e catião
Um átomo pode perder ou ganhar electrões.

 Se ganhar eletrões, transforma-se num ião negativo (anião)


 Se perder eletrões, transforma-se num ião positivo (catião)

Fórmula química de um ião

Um ião é representado por uma fórmula química com os símbolos químicos dos
átomos que lhe deram origem, e pela carga do ião.

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Substâncias iónicas
Uma substância iónica é constituída pela junção de aniões e catiões. No entanto, a
carga de uma substância iónica é nula, pois tem igual número de cargas negativas e de
cargas positivas.

Escrever a fórmula química de uma substância iónica


Na fórmula química de uma substância iónica escreve-se primeiro o ião positivo e só
depois o ião negativo. Por sua vez, a sua leitura faz-se ao contrário – lê-se primeiro o
ião negativo.

Para escrever a fórmula química de uma substância química temos de saber as


fórmulas químicas dos iões que a constituem e temos de igualar as cargas positivas e
negativas.

No caso do Cloreto de Cálcio, são necessários dois iões de Cloreto para um de Cálcio.
Ca2+ + 2 Cl– → CaCl2

REPRESENTAÇÃO DE REAÇÕES QUÍMICAS


Conservação da massa
Numa reação química há rearranjos dos átomos dos reagentes que conduzem à
formação de novas substâncias, conservando-se o número total de átomos de cada
elemento.

Sendo assim, verifica-se que, durante uma reação química a massa dos reagentes
diminui e a massa dos produtos aumenta, verificando-se uma conservação da massa.

Lei de Lavoisier ou Lei da Conservação da Massa


Numa reação química não há variação de massa, ou seja, a massa total dos reagentes é
igual à massa total dos produtos da reação.

Equações de palavras e equações químicas


As reacções químicas podem ser traduzidas por equações de palavras ou
por equações químicas.

Combustão do hidrogénio
 Equação de palavras:
Oxigénio (g) + Hidrogénio (g) → Água (l)

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 Equação química:
O2 (g) + H2 (g) → H2O (l)

Para escrever uma equação química utilizamos as fórmulas químicas das substâncias
intervenientes da reacção química e temos de aplicar a lei da conservação da massa,
ou seja, o número total de átomos de casa elemento tem de se manter igual. Como
verificamos no quadro acima, tal não se verifica, e por isso, temos ainda de acertar a
equação.

O2 (g) + 2 H2 (g) → 2 H2O (l)

São necessárias 2 moléculas de hidrogénio para uma de oxigénio, para formar 2


moléculas de água.

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O que são fórmulas químicas? Como se representam?

Fig. 1 - Fórmulas químicas


Conjuntos de letras e números que
são usados para representar substâncias

A linguagem dos químicos é uma espécie de linguagem universal. Isso quer dizer

que quando a utilizamos, podemos comunicar com os químicos de todo o mundo.

Os químicos recorrem a fórmulas químicas, para representarem as transformações

que ocorrem à nossa volta. Para saberes escrever essas fórmulas químicas, é

necessário conheceres primeiro os símbolos químicos que podes utilizar. É como

aprender o alfabeto, antes de saber escrever.

Não precisas de saber todos os símbolos químicos de cor. Podes consultar a tabela

periódica dos elementos químicos, onde se encontram representados todos os

elementos que conhecemos atualmente.

No caso da química, o alfabeto é composto pelos elementos químicos que

compõem a Tabela Periódica. Cada elemento é designado por um símbolo.

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Normalmente, o símbolo lembra o nome do elemento. Por exemplo:

cloro = Cl,

carbono = C,

oxigénio = O.

Porém, alguns elementos são tão antigos que possuem o seus nomes em Latim, a

linguagem universal dos cientistas daquela época, como, por exemplo:

aurum (ouro) = Au,

argentum (prata) = Ag,

cuprum (cobre) = Cu e

plumbum (chumbo) = Pb.

Observa que os símbolos químicos apresentam sempre a primeira letra em

maiúscula e a segunda (e em alguns casos a terceira) em minúscula.

Agora que já conheces os símbolos que compõem o alfabeto dos químicos, já

podemos escrever as palavras que na linguagem química chamamos de fórmulas.

As fórmulas químicas surgem quando unimos os elementos químicos de maneira a

formar as substâncias.

Por exemplo, quando queremos dizer água usando a linguagem química,

escrevemos a sua fórmula:

H2O

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O que será que significa esse índice numérico?

Ele indica o número de átomos desse elemento presentes na substância. No caso

da água, ela é composta por três átomos (2+1), sendo 2 átomos do elemento

hidrogénio (H) e 1 átomo do elemento oxigénio (O).

O dióxido de carbono (CO2) também é constituído por três átomos (1+2), 1 átomo

de carbono (C) e dois átomos de oxigénio (O).

Se queremos representar o dióxido de carbono, escrevemos:

CO2

Escrever as reações químicas

Já aprendemos o alfabeto e as palavras, mas falta aprender a escrever as

sentenças. Como podemos fazer isso?

Quando as substâncias iniciais se transformam em novas substâncias, dizemos

que aconteceu uma transformação química. As transformações químicas podem ser

representadas através de um esquema de palavras. As substâncias iniciais chamam-se

reagentes e as novas substâncias que se formam, chamam-se produtos da reação.

Ao conjunto chama-se sistema reacional:

Na linguagem química, podemos associar as sentenças às equações químicas. Elas

expressam por escrito o que ocorre numa reação química; portanto elas devem

representar o que ocorre antes e depois da reação. Por exemplo, a água pode ser

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separada nos elementos que a constituem, fazendo-se aquilo a que vulgarmente

chamamos de eletrólise da água. Nesta transformação, a água decompõe-se em

hidrogénio e oxigénio, por ação da corrente elétrica:

Se quisermos utilizar fórmulas químicas para escrever esta equação, devemos

escrever:

H2O (l) ---› H2 (g) + O2 (g)

Com certeza já conheces o processo de fotossíntese, onde as plantas transformam

o dióxido de carbono da atmosfera e a água em oxigénio e glicose. Esta é uma

transformação química que ocorre por ação da luz. Esta reação química pode traduzir-

se pelo seguinte esquema de palavras:

Assim, podes observar que os reagentes são o dióxido de carbono e a água,

enquanto que os produtos da reação são a glicose e o oxigénio.

Se quiseres utilizar esta linguagem que aprendeste, podes escrever os símbolos

químicos em vez dos nomes das substâncias, escrevendo assim uma equação química:

CO2 (g) + H2O (l) ---› C6H12O6 (s) + O2 (g)

Porque é que tens de acertar as equações químicas?

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Fig. 1 - Fórmulas químicas
Conjuntos de letras e números que
são usados para representar substâncias

Durante as reações químicas, ocorrem alterações nos corpúsculos (entidades de

pequeníssimas dimensões, não são visíveis por nós a olho nú, que constituem todos os

materiais existentes na Natureza - átomos, moléculas ou iões). É devido a uma

reorganização dos corpúsculos reagentes, que se formam os produtos da reação.

Lembra-te que uma equação química escreve-se da seguinte forma:

Estes produtos de reação são outros corpúsculos, nos quais existem os mesmos

átomos dos reagentes, mas agrupados de forma diferente.

As equações químicas, devem obedecer a uma lei muito importante, que se

chama Lei de Lavoisier, ou Lei da conservação da massa:

Lei da conservação da massa ou Lei de Lavoisier

"numa equação química, a massa total dos reagentes é igual à massa total dos
produtos de reação, num sistema químico fechado".

É possível interpretar esta lei em termos de conservação dos átomos. Assim:

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Os átomos têm massa.

O número total de átomos numa reação química não se modifica. Apenas se

associam de maneira diferente.

O número de átomos de cada elemento químico mantém-se durante a reação

química.

Ou seja, há conservação do número de átomos de cada elemento.

Antoine Lavoisier (1743 - 1794)


Enunciou a Lei da Conservação da Massa

Assim, nunca podes escrever uma equação química,

onde o número de átomos de cada elemento não se mantém igual!

As equações químicas

É por esta razão, que sempre que escreves uma equação química, deves acertar a
equação ou balancear a equação (em português do brasil), por forma a que o número
toal de átomos que se encontra do lado dos reagentes seja exatamente igual ao
número de átomos que se encontra do lado dos produtos de reação.

Foi o senhor Antoine Lavoisier que estabeleceu esta lei, depois de variados estudos
experimentais, conseguindo provar o que hoje parece evidente, mas que na altura não
o era.
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Por exemplo, durante a combustão do magnésio, cientistas anteriores a Lavoisier
observavam um aumento de massa, enquanto que, queimando enxofre, notavam uma
perda de massa.

Coube a Lavoisier, percebendo que esses ensaios deveriam ser feitos em sistemas
fechados (onde não há troca de matéria com o meio ambiente), esclarecer que as
diferenças de massas eram devidas à absorção ou libertação de gases que ocorriam
durante essas reações químicas.

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