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Como Lidar e Resolver Conflitos na Igreja

Mateus 18:16

Resolvendo problemas entre os irmãos


A Bíblia afirma: “É inevitável que venham escândalos” (Lucas 17:1). No entanto, devemos estar
atentos para o fato de que o conflito pode ocasionar pelo menos dois perigos.
Primeiro: conduta ímpia. “Ira” é perigoso. Uma pessoa irada diz coisas prejudiciais que agravam o
problema (Provérbios 15:18). É possível que os irmãos até esqueçam a questão inicial, mas fiquem de
mal por causa do ressentimento que tomou conta deles. “Segui a paz com todos . . . nem haja alguma
raiz de amargura que, brotando, vos perturbe” (Hebreus 12:14-15). A amargura é uma raiz forte e
profunda que, como uma grama na calçada, pode minar um alicerce sólido. Cuidado com os seus
resultados: o ódio, as discussões, os ciúmes, acessos de ira e dissensões. “Não herdarão o reino de
Deus os que tais coisas praticam” (Gálatas 5:20-21; Tiago 3:13-16).
Segundo: impacto negativo na vida dos outros. O versículo que adverte contra a amargura diz: “Nem
haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam
contaminados” (Hebreus 12:15). Outras pessoas podem ser envolvidas na situação e ser tentadas a
pecar. “Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe
fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza
do mar” (Mateus 18:6). Não demora muito para devastar uma igreja, nem é tão difícil! (1 Coríntios 5:6)
Como resolver os problemas
Nas “coisas desta vida . . . por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o
dano?” (1 Coríntios 6:3,7).
Mas quando há pecado em jogo, deve ser enfrentado. “Se teu irmão pecar [contra ti], vai argüí-lo entre
ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou
duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E,
se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e
publicano” (Mateus 18:15-17). Aqui Jesus oferece quatro etapas para a solução dos problemas entre os
irmãos.
1. Ir. Se a culpa é do outro, vá a ele. Se é sua, vá a ele (Mateus 5:23-24). Não diga: “A culpa é dele; ele é
que tem de se desculpar para mim”, nem “Se ele tem um problema comigo, ele deve vir falar comigo a
respeito”.
2. Repreender. “Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o” (Lucas 17:3). No entanto,
lembre-se de falar “a verdade em amor” (Efésios 4:15). Como Paulo instruiu a Timóteo: “Corrige,
repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2 Timóteo 4:2).
3. Perdoar. “Se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes,
vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe” (Lucas 17:3-4). Jesus nos ensinou a perdoar
os outros para que Deus nos perdoe (Mateus 11:25-26). Deus nos perdoou tanto que não devemos impor
limites para perdoar (Mateus 18:21-35). Jesus demonstrou perdão na cruz (Lucas 23:34).
4. Retirar-se. Quando um homem, em particular, procura falar com um irmão sobre o seu pecado e este
se recusa a ouvir, ele deve levar uma ou duas testemunhas para abordá-lo novamente. Se ainda não
quiser escutar, deve ser levado diante de toda a igreja. O objetivo é “ganhá-lo” (Mateus 18:15). Se ele se
recusa a escutar a igreja, ele está andando desordenadamente (pensando num estilo de vida e não num
fato isolado) e foi encorajado repetidas vezes para mudar o seu procedimento. Os cristãos devem afastar-
se dele e não manter seu contato social com ele (2 Tessalonicenses 3:6,14). Ele ainda é bem-vindo como
irmão na assembléia (“adverti-o como irmão” – 2 Tessalonicenses 3:15), mas não nos eventos sociais,
nem mesmo nas refeições (1 Coríntios 5:11). Essa recusa de “ficar na companhia” dele é descrita como
entregá-lo “a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor
[Jesus]” (1 Coríntios 5:5) e tem por objetivo envergonhar a pessoa (2 Tessalonicenses 3:14). O resultado
desejado é salvar o espírito (1 Coríntios 5:5), mas, de qualquer forma, a igreja está limpa, purificada do
mal (chamado “fermento” devido a sua capacidade de se espalhar rapidamente – 1 Coríntios 5:6).
Qualquer coisa que você faça, aja rápido. A resolução dos problemas entre irmãos deve acontecer antes
de adorarmos a Deus. “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem
alguma cousa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão;
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e, então, voltando, faze a tua oferta” (Mateus 5:23-24). “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol
sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo” (Efésios 4:26-27).
–por Gary Copeland
Sempre lembro de uma mensagem que o irmão Bryan Bost fez no Enoc. Ele contou de um problema que
houve entre irmãos, o que não é novidade, e então os irmãos com a intenção de resolver o problema,
marcaram uma reunião para conversar sobre o assunto. Quando se encontraram na reunião, um irmão
abriu a Bíblia e ia começar a ler uma passagem que os ajudaria a ter um conselho divino para a questão.
Outro irmão interrompeu e disse:
– Este assunto não tem nada a ver com a Bíblia. Vamos conversar e resolver.
Contou o irmão Bryan na palestra que o assunto nunca foi resolvido.
Por que temos problemas?
A fonte dos problemas pode ser a permissão de Deus quando quer que sejamos felizes e nos testa a fé.
Tiago diz: “Feliz é aquela pessoa que suporta com perseverança a provação porque, depois de ter sido
aprovada, ela receberá a coroa da vitória, que é a vida que Deus prometeu aos que o amam” (Tg 1: 12).
Problemas podem ser provação de Deus, sim. Se não formos perseverantes na ocasião por confiar mais
na sabedoria humana do que na sabedoria de Deus, então seremos reprovados. Acabamos mostrando
que não amamos a Deus o suficiente para deixar que Ele participe e resolva os nossos problemas. Todo
problema pode e deve ser resolvido com bases na Palavra de Deus. Provação vem da parte de Deus que
quer nos aprovar e recompensar.
Problemas também podem ser tentações. Quando desejamos coisas incompatíveis à nova vida em Cristo,
então a este mal desejo chamamos de tentação. Tentação é o nosso próprio desejo de ter o que não
precisamos, de satisfazer a nossa vontade, de nos vingar, de ver o mal das pessoas, etc. Tiago ensina
sobre a tentação e a fonte: “Ninguém ao ser tentado deve dizer: “Esta tentação vem de Deus”, pois Deus
não pode ser tentado pelo mal e Ele mesmo não tenta ninguém. Mas cada um é tentado pelos seus
próprios maus desejos, quando estes desejos o atraem e o seduzem” (Tg 1:13, 14).
Satanás conhece os seus maus desejos porque ele vem junto com o mal. Ele sabe que quando os nossos
desejos maus nos dominam eles nos atraem e seduzem, isto é, eles baixam nossa imunidade contra o
pecado. Satanás se aproveita dos seus maus desejos, então, quanto maior for sua cobiça, com mais força
você permite que satanás o ataque.
Tentação não vem de Deus! Libertação, sim, vem de Deus. Você, isso é, seus maus desejos, são a fonte
da tentação é isso é um prato cheio para satanás te manipular, te chantagear e ameaçar sua salvação e
relação com Deus.
Formas amargas de resolver os problemas
Quando vamos ao médico é porque precisamos. Acreditamos que ele pode nos ajudar e nos submetemos
aos remédios mais amargos e até deixamos que cortem o nosso corpo se acharem que esta é a solução.
Por que, então, não confiar em Deus da mesma forma? Se o médico nos passa um remédio ruim, com
horários certos e rigorosos nos prometendo a cura, seguimos. Vamos ver três maneiras amargas ou
difíceis de resolver nossos problemas e como faz um médico, deixar Deus operar:
1. Devemos ser unidos
Imagine se você tiver um problema qualquer com um irmão. A vontade de Deus é que o amor e a união
sejam maior que o problema. Se formos unidos a tal ponto que, mesmo com problemas,
permaneçamos unidos, o mundo vai acreditar que Jesus é filho de Deus e que nós somos verdadeiros
discípulos (Jo 13.34,35; 17:18-21).
Neste ponto não estamos falando de problemas doutrinários graves. Muitas crenças do mundo podem e
vão atacar a igreja. Quem se deixar vencer pelos argumentos e deixa a palavra de lado deve ser notado.
Irmãos com problemas de comportamento também devem ser repreendidos e se não quiserem mudar o
comportamento, devem ficar sem a comunhão, mas mesmo assim devem ser tratados com amor de
irmão para que voltem.
2. Devemos levar o prejuízo
Se um irmão te fez algum mal, ter e nutrir problemas já é considerado completa derrota, pois devemos
saber que Deus vai nos usar como parâmetro para julgar os anjos e o mundo. Devemos procurar resolver
o problema dentro da igreja. É uma vergonha não ter nem sequer um sábio dentro da congregação para
resolver. Que vamos ter problemas já sabemos. A questão é, vamos ter sábios para nos ajudar? Desde já,
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então, antes de identificar os problemas, vamos orar por sabedoria porque sabemos pela Palavra
que Deus quer nos dar sabedoria ilimitada.
A maneira de resolver os problemas, segundo o que Paulo instrui usando um exemplo da igreja de
Corinto, é como um remédio amargo. A maneira é levar o prejuízo, ficar com o dano. Se alguém te
deve e você perdoa, não resolve? Sim, resolve! (1 Co 6:1-8).
3. Até a última consequência
Nosso amor deve ser tão profundo e verdadeiro a ponto de estarmos prontos a nos sacrificar pelos
irmãos. Não de palavra, na da boca para fora, mas de fato e de verdade. Porque, afinal, amor é o
que Jesus fez na cruz e tudo o que nos leva a dar nossa vida pelos irmãos, dar o braço a torcer, não vai
ser fácil, mas é isso que resolve nossos problemas (1 Jo 3.11-18). Sacrifício é um remédio
amargo, mas infalível!
Finalmente, vamos voltar ao princípio do que aprendemos antes mesmo de nascer em Cristo ou logo
depois que nascemos enquanto éramos crianças em Cristo. Lembra quando você estava sentado aos pés
de Jesus admirado com a palavras Dele? Lembra o que Ele disse se teu irmão pecar contra você?
Sentemos novamente aos pés Dele e vamos ouví-lo:
“Se o seu irmão pecar contra você, vá e repreenda-o. Mas faça isso em particular, somente entre
vocês dois. Se ele lhe der atenção, você terá ganho um irmão de volta. Se ele, porém, não lhe der
atenção, pegue e leve uma ou duas pessoas com você. Assim, pelo depoimento de duas ou três
testemunhas, toda acusação será confirmada. Mas se ele não der atenção nem mesmo a elas, informe
a igreja. E se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como um pagão ou como um coletor de
impostos” (Mt 18:15-17)
Irmãos, devemos evitar os problemas, mas se eles aparecerem, vamos tomar o remédio amargo, isto é,
vamos resolver com amor, prejuízo e sacrifício. Confesso, por experiência própria, que nos
arrependeremos se tentarmos tratar do nosso jeito. Afinal, quem não tem uma pendência do passado
e não faria de tudo para resolver com a ajuda do Senhor?
“E disse aos discípulos: É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem
vierem! Melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó de atafona, e fosse lançado ao mar, do
que fazer tropeçar um destes pequenos.” (Lucas 17:1,2)
Se a fonte dos problemas é provação vinda da parte de Deus, persevere firme. Se o problema é a sua
tentação, fique atento, pois Deus sendo fiel, sempre permite que você seja tentado, mas dá, junto com a
tentação, um escape para você se libertar (1 Co 10:13).
Que Deus nos abençoe em nossa busca na resolução dos problemas.
Conflitos na igreja: 5 dicas práticas para lidar com eles
Postado por Presbítero André Sanchez, em Reflexões | Imprimir

Você já viu conflitos na igreja? Ou mesmo já participou de algum conflito desses? Algumas pessoas
acham que a igreja é um local isento de conflitos. Mas não é bem assim. A igreja de Deus é composta de
pessoas de todas as idades, de diversos níveis de maturidade e experiência espiritual. E também
podemos encontrar em meio a esse ajuntamento muitos falsos crentes (Mateus 13:25-30). Tudo isso gera
um ambiente propício a conflitos.
Logo no início da igreja primitiva em Atos, observamos que não demorou muito para que houvesse
problemas e conflitos: “Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos, houve
murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na
distribuição diária” (Atos 6:1). Um grupo achou que estava sendo injustiçado e logo começou um
conflito. Isso ficou registrado para que saibamos que a igreja não é um local isento de conflitos. Mas
também ficou registrado para que saibamos como lidar com esses conflitos de forma que nos tornemos
uma comunidade forte que vive juntos em prol de objetivos comuns. Por isso, precisamos aprender pelo
menos essas cinco dicas para lidar com conflitos na igreja:
5 dicas práticas para lidar com conflitos na igreja
(1) Quando estiver em um conflito, saiba que as pessoas da igreja podem errar
Geralmente queremos atribuir um certo grau de perfeição as pessoas que fazem parte da igreja. Parece
que achamos que elas não erram. Isso faz com que não saibamos lidar com certos erros que vão
acontecer. Cultivamos uma expectativa de santidade que não condiz com a realidade da maioria das
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pessoas que fazem parte da igreja (e que estão em busca de melhorias em sua vida, mas que não
acontecem do dia para a noite). Na igreja primitiva, estava havendo conflito por causa da distribuição
incorreta de alimentos às viúvas. Mas, infelizmente, esse erro virou causa de uma murmuração entre dois
grupos da igreja (helenistas “Judeus de fala grega” e hebreus), uma espécie de rivalidade. É muito
importante que saibamos que erros são possíveis dentro da igreja e acontecem. Isso não é o fim do
mundo, mas uma oportunidade de melhorarmos e crescermos.
(2) Não deixe um conflito na igreja sem uma solução definitiva
Quando existe algum conflito, geralmente as partes acabam não desejando muito se encontrarem para
resolvê-lo, pois é mais fácil murmurar do que enfrentar os conflitos. No entanto, os apóstolos nos
ensinam uma poderosa lição: “Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram:
Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas” (Atos 6:2).Diante de um
conflito, é preciso agilidade para dar uma solução. Deixar um conflito sem uma solução definitiva
causará muitos males nas vidas das pessoas e da obra de Deus. Por isso, se você fizer parte de uma
solução de um conflito, faça a sua parte! Como os apóstolos, tome uma providência em direção a
solução e não ao aumento do conflito.
(3) Use sempre o diálogo para resolver conflitos na igreja
Após convocarem a comunidade, os apóstolos dialogam sobre o problema e dali sai uma solução capaz
de resolver aquele conflito e restaurar a paz. É dentro do diálogo que temos as soluções dos maiores
conflitos. Por isso, todos nós que fazemos parte da igreja de Deus devemos sempre estar abertos ao
diálogo mesmo que estejamos magoados ou feridos. É preciso buscar a paz e a união resolvendo os
conflitos e não fomentando-os ainda mais. “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura
suscita a ira” (Provérbios 15:1).
(4) Aceite as soluções encontradas
Algumas pessoas, infelizmente, amam os conflitos e fazem de tudo para não sair deles. Mas essa não é
uma boa atitude. Precisamos resolver os conflitos e aceitar as possíveis soluções, ainda que não
concordamos 100% com elas. Precisamos ter sempre em mente que a paz é o objetivo maior dentro da
comunidade: “O parecer agradou a toda a comunidade; e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do
Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia” (Atos
6:5).
(5) Perdoe sempre
Conflitos na igreja sempre vão acontecer, injustiças também são possíveis, pois somos todos falhos. Mas
a maior arma, como vimos, é buscarmos a solução através do diálogo e da sabedoria que Deus nos dá e
usando, é claro, a maior arma de todas: o perdão. É importante perdoar e seguir em frente. Conflitos são
oportunidades de exercitarmos o perdão e o domínio próprio e também de aprendermos a amar uns aos
outros mesmo em face da nossas diferenças e erros. Não seja uma pedra de tropeço em sua comunidade.
Seja um promotor da paz: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”
(Mateus 5:9).

Como se deve tratar os conflitos na igreja?


Pergunta: "Como se deve tratar os conflitos na igreja?"

Resposta: Existem muitas áreas de uma igreja onde o conflito possa se desenvolver. No entanto, a
maioria deles tende a cair em uma das três categorias: conflito devido ao pecado flagrante entre os
crentes, conflito com a liderança e conflito entre os crentes. É certo que muitos problemas podem
envolver duas ou mais destas categorias.

Os crentes que pecam descaradamente representam um conflito para a igreja, assim como visto em 1
Coríntios 5. A igreja que não lida com o pecado entre os membros abre a porta a mais problemas. A
igreja não é chamada para ser crítica dos incrédulos, mas espera-se que enfrente e restaure os crentes que
não se arrependem dos pecados, como os listados em 1 Coríntios 5:11: "Mas agora vos escrevo que não
vos comuniqueis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou
maldizente, ou beberrão, ou roubador." Tais indivíduos não devem ser aceitos pela igreja até estarem
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dispostos a se arrepender. Mateus 18:15-17 fornece um procedimento conciso para o confronto e
restauração de um crente. A confrontação deve ser feita cuidadosamente, humildemente e com o objetivo
de restauração (Gálatas 6:1). As igrejas que amorosamente disciplinam indivíduos em pecado reduzirão
boa parte dos seus conflitos.

Às vezes os crentes talvez não estejam satisfeitos com as ações ou políticas dos líderes da igreja. Um
incidente no início da história da igreja ilustra isso (Atos 6:1-7). Um grupo de pessoas na igreja de
Jerusalém reclamou aos apóstolos que algumas pessoas não estavam recebendo os devidos cuidados. A
situação foi remediada e a igreja cresceu (Atos 6:7). A igreja primitiva usou o conflito como uma
oportunidade para melhorar o ministério. No entanto, quando as igrejas não têm um processo claro para
lidar com certos assuntos, as pessoas tendem a criar suas próprias plataformas. Os indivíduos podem
começar a questionar outros na igreja, a envolver-se em fofocas ou até mesmo formar um bloco de
"pessoas preocupadas". A liderança pode ajudar a evitar esses problemas ao ser pastores altruístas e
amorosos. Os líderes devem ser servos e exemplos, e não senhores (1 Pedro 5:1-3). Os membros
frustrados de uma igreja devem respeitar os líderes (Hebreus 13:7,17), ser tardios para acusá-los (1
Timóteo 5:19) e falar a verdade com amor diretamente a eles, não a outras pessoas sobre eles (Efésios
4:15). Nas ocasiões em que um líder aparentemente não esteja respondendo a uma preocupação, o
indivíduo deve seguir o padrão estabelecido em Mateus 18:15-17 para garantir que não haverá confusão
a respeito da posição de cada um dos envolvidos.

A Bíblia adverte que os membros de uma igreja talvez tenham conflitos uns com os outros. Alguns
conflitos decorrem do orgulho e do egoísmo (Tiago 4:1-10). Outros acontecem devido a ofensas que não
foram perdoadas (Mateus 18:15-35). Deus nos disse para lutar pela paz (Romanos 12:18, Colossenses
3:12-15). É da responsabilidade de cada crente tentar resolver o conflito. Alguns passos básicos para a
solução incluem o seguinte:

1. Desenvolva a atitude correta no coração - seja manso (Gálatas 6:1); humilde (Tiago 4:10); inclinado
ao perdão (Efésios 4:31,32) e paciente (Tiago 1:19,20).

2. Avalie a sua parte no conflito - Mateus 7:1-5 (remover o argueiro do teu olho primeiro é necessário
antes de ajudar os outros).

3. Vá diretamente ao indivíduo (não a outras pessoas) para expressar a sua preocupação - Mateus 18:15.
Isso deve ser feito em amor (Efésios 4:15) e não simplesmente para se queixar ou desabafar uma
emoção. Acusar uma pessoa tende a encorajar a autodefesa. Portanto, dirija-se ao problema ao invés de
atacar a pessoa em si. Isto fornece uma melhor oportunidade para esclarecer a situação ou pedir perdão
pela ofensa.

4. Se a primeira tentativa de resolução não alcançar os resultados necessários, continue com uma outra
pessoa que possa ajudar com a mediação (Mateus 18:16). Lembre-se de que seu objetivo não é ganhar
um argumento, mas ganhar o seu companheiro crente para a reconciliação. Portanto, escolha alguém que
possa ajudá-lo a resolver o conflito.

Os conflitos são tratados de forma melhor quando os indivíduos em oração e humildade se concentram
em amar os outros com a intenção de restaurar as relações. A maioria dos conflitos dentro de uma igreja
deve ser gerenciável se os princípios bíblicos acima forem seguidos. No entanto, há momentos em que
aconselhamento externo possa ajudar. Recomendamos a utilização de recursos como os dos Ministérios
PeaceMaker (www.hispeace.org). Esses recursos são em inglês.

RELACIONAMENTOS E DEVERES MÚTUOS


1. Rm 15:7 Portanto, aceitem-se uns aos outros, da mesma forma como Cristo os aceitou, a fim de que
vocês glorifiquem a Deus.
2. Rm 12:5 ...assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro faz
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parte de todos os outros.
3. 1 Jo 1:7 Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o
sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.
4. Rm 12:16 Tenham uma mesma atitude uns para com os outros. Não sejam orgulhosos, mas estejam
dispostos a associar-se a pessoas de posição inferior. Não sejam sábios a seus próprios olhos.
5. Cl 3:9 Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas
práticas,
6. Ef 4:25 Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois
todos somos membros de um mesmo corpo.
7. Hb 10:24,25 E consideremo-nos uns aos outros para incentivar-nos ao amor e às boas obras. não
deixemos de nos reunir como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros,
ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia.
8. Rm 14:19 Por isso, esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à paz e à edificação mútua.
9. Ef 4:2 Sejam completamente humildes e dóceis, pacientes, suportando uns aos outros em amor.
10. 1 Pe 4:9 Sejam mutuamente hospitaleiros, sem murmuração.
11. 1 Co 11:33 Portanto, meus irmãos, quando vocês se reunirem para comer, esperem uns pelos outros.
12. 1 Pe 5:5 Da mesma forma jovens, sujeitem-se aos mais velhos. Sejam todos humildes uns para os
outros, porque "Deus se opõe aos soberbos, mas concede graça aos humildes".
13. Ef 5:21 Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo.
14. Hb 3:13 - Pelo contrário, encorajem uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama
"hoje", de modo que nenhum de vocês seja endurecido pelo engano do pecado,
15. Tg 5:16 Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem
curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz.
16. Ef 4:32 Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim
como Deus os perdoou em Cristo.
17. Cl 3:13 Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem
como Deus lhes perdoou.
18. 1 Co 12:25 ... a fim de que não haja divisão no corpo, mas, sim, que todos os membros tenham igual
cuidado uns pelos outros.
19. Gl 6:2 Levem os fardos pesados uns dos outros e, desta forma, cumpram a lei de Cristo.
20. 1 Ts 4:18 Consolem-se uns aos outros com estas palavras.
21. Jo 13:34 "Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem
amar-se uns aos outros".
22. Rm 13:8 Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros, pois aquele que ama a
seu próximo, tem cumprido a lei.
23. 1 Ts 4:9 Quanto ao amor fraternal, não precisamos escrever-lhes, pois vocês mesmos já foram
ensinados por Deus a se amarem uns aos outros.
24. 1 Jo 3:11 Esta é a mensagem que vocês ouviram desde o princípio: que nos amemos uns aos outros.
25. 1 Jo 3:23 - E este é o seu mandamento: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo e que nos
amemos uns aos outros, como ele nos ordenou.
26. 1 Jo 4:7 Amados, amemo-nos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é
nascido de Deus e conhece a Deus.
27. 1 Jo 4:11 - Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar-nos uns aos outros.
28. 2 Jo 5 E agora eu lhe peço, senhora - não como se estivesse escrevendo um mandamento novo, mas
aquele que temos desde o princípio - que nos amemos uns aos outros.
29. 1 Ts 3:12 Que o Senhor faça crescer e transbordar o amor que têm uns para com os outros e para com
todos, a exemplo do nosso amor por vocês.