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ESCOLA CASTRO ALVES

CAXIAS, _____ DE ______________ DE 2019


ALUNO(A): _____________________________________________ Nº _____1º ANO
PROFESSOR: Francildo Andrade

AVALIAÇÃO MENSAL DE HISTÓRIA

01 - No império africano do Mali, no século C) Como o relacionamento comercial dos


XIV, Tombuctu foi centro de um comércio berberes – islâmicos – com a população e os
internacional onde tudo era negociado — sal, comerciantes era forte e influente, grande
escravos, marfim etc. Havia também um parte da população ganense converteu-se ao
grande comércio de livros de história, islamismo, mesmo a contragosto dos líderes
medicina, astronomia e matemática, além de ganenses.
grande concentração de estudantes. A D) O norte da África passava por um forte
importância cultural de Tombuctu pode ser processo de islamização, e a resistência a fé
percebida por meio de um velho provérbio: "O do islã em Gana fez com que o reino
sal vem do norte, o ouro vem do sul, mas as perdesse forças comerciais, culminando no
palavras de Deus e os tesouros da sabedoria enfraquecimento de sua capital, abrindo a
vêm de Tombuctu". possibilidade de invasão pelos berberes –
ASSUMPÇÃO. J. E. África: uma história a ser reescrita. ln: MACEDO, J. R.
(Org.). Desvendando a história da África. Porto Alegre: UFRGS, 2008 povo islâmico.
(adaptado}.

03 - (UFES) Segundo a crença dos cristãos


Uma explicação para o dinamismo dessa de Bizâncio, os ícones (imagens pintadas ou
cidade e sua importância histórica no período esculpidas de Cristo, da Virgem e dos Santos)
mencionado era o(a): constituíam a "revelação da eternidade do
a) isolamento geográfico do Saara ocidental. tempo, a comprovação da própria
b) exploração intensiva de recursos naturais. encarnação, a lembrança de que Deus tinha
c) posição relativa nas redes de circulação. se revelado ao homem e por isso era possível
d) tráfico transatlântico de mão de obra servil. representá-lo de forma visível". (Franco Jr., H. e
e) competição econômica dos reinos da Andrade F°, R. O. O Império Bizantino. São Paulo, Brasiliense, 1994. p.27.)
região.
Apesar da extrema difusão da adoração dos
02 - O Império de Gana, com sua capital ícones no Império Bizantino, o imperador
KumbiSaleh, foi um dos impérios mais ricos e Leão III, em 726, condenou tal prática por
prósperos da África, tanto por seu idolatria, desencadeando assim a chamada
posicionamento que não recebia "crise iconoclasta". Dentre os fatores que
intervenções constantes de estrangeiros, motivaram a ação de Leão III, podemos citar
como os povos do norte da África, por isso o (a):
puderam viver longos períodos de a) Intolerância da corte imperial para com os
prosperidade e proteção entre os séculos 9 e habitantes da Ásia Menor, região onde o culto
10. Sua queda e enfraquecimento ocorreram, aos ícones servia de pretexto para a
entre tantos motivos, por questões de fé e aglutinação de povos que pretendiam se
religião: emancipar.
A) Pois a crença da população majoritária era b) Necessidade de conter a proliferação de
nas divindades iorubas, enquanto que os culto as imagens, num contexto de
líderes tinham suas crenças fechadas e reaproximação da Sé de Roma com o
voltadas para as entidades da natureza imperador bizantino, uma vez que o papado
soninquês. se posicionava contra a instituição dos ícones
B) Missionários católicos criaram laços com e exigia a sua erradicação.
os líderes ganenses possibilitando suas c) Tentativa de minar as bases políticas de
conversões, mas a resistência por parte da apoio à sua irmã, Teodora, a qual, valendo-se
população fez com que o reino perdesse seus do prestígio de que gozava junto aos altos
habitantes para reinos vizinhos, de fé dignitários da Igreja Bizantina, aspirava
tradicional. secretamente a sagrar-se imperatriz.
d) Aproximação do imperador, por meio do questões de religião: as famosas “querelas
califado de Damasco, com o credo islâmico religiosas” bizantinas. Sobre essas querelas,
que, recuperando os princípios originais do é correto afirmar:
monoteísmo judaico-cristão, condenava a a) O Monofisismo, uma corrente religiosa
materialização da essência sagrada da européia, concebia o caráter unicamente
divindade em pedaços de pano ou madeira. humano de Cristo, contrapondo-se ao poder
e) Descontentamento imperial com o central e à influência das províncias asiáticas,
crescente prestígio e riqueza dos mosteiros que defendiam a dupla natureza de Cristo
(principais possuidores e fabricantes de (divina e humana).
ícones), que atraiam para o serviço b) A Questão Iconoclasta expressou as
monástico numerosos jovens, impedindo-os, divergências entre os sacerdotes orientais
com isso, de contribuírem para o Estado na (egípcios e maronitas) – defensores do culto
qualidade de soldados, marinheiros e das imagens – e os sacerdotes ocidentais
camponeses. (gregos e latinos) – contrários ao culto das
imagens.
04 - (UNIFOR CE) Considere as proposições c) O Cisma do Oriente (1054) dividiu o
abaixo sobre o Império Bizantino. Cristianismo em duas Igrejas, a Católica
I. O Império Romano do Oriente foi criado Romana e a Cristã Ortodoxa, significando um
quando o imperador Teodósio admitiu o dos passos decisivos para a afirmação do
Cristianismo em 395. poder papal na Europa Ocidental e da
II. O apogeu do Império Bizantino ocorreu sob influência bizantina no leste europeu.
o governo do imperador Justiniano (século d) O Tribunal do Santo Ofício (a Inquisição)
VI). servia para garantir a ortodoxia da Igreja e foi
III. O governante máximo do Império criado pelo Basileus como instrumento de
Bizantino era o imperador, denominado controle do poder central sobre as heresias,
basileu. que explodiram primeiramente no Império
IV. Um dos principais fatores da Bizantino.
sobrevivência do Império Bizantino por tantos e) O Arianismo, uma heresia religiosa, foi
séculos foi o grande desenvolvimento responsável pela conversão dos povos
comercial favorecido pela localização germânicos (os “Bárbaros”) ao cristianismo,
geográfica de Constantinopla. defendendo a superioridade dos povos
V. O predomínio da população grega na arianos sobre asiáticos e semitas.
sociedade bizantina e seu gosto pela
discussão de questões filosóficas e religiosas 06 - (UNIFOR CE) Considere as afirmações
provocaram numerosos desvios nos dogmas abaixo.
estabelecidos pela Igreja Romana. I. As características regionais da Europa
Pode-se afirmar que SOMENTE explicam-se, em parte, pela diversidade de
a) I está correta povos que invadiram o Império Romano após
b) I e II estão corretas. o século II; francos e burgúndios (Gália),
c) II, III e IV estão corretas. anglos e saxões (Inglaterra), lombardos
d) III, IV e V estão corretas. (Itália), entre outros.
e) II, III, IV e V estão corretas II. O Império Carolíngio, cuja origem remonta
à unificação das tribos francas feita pelo rei
05 - (UFPB) O Império Bizantino dominou Clóvis, teve seu auge durante o curto período
vastas regiões de diferentes etnias, em três da vida de Carlos Magno. Não houve unidade
continentes (Europa, Ásia e África), sob a administrativa após o governo de seu filho,
égide de um modelo teocrático centralizado, Luís, o Piedoso.
conhecido como cesaropapismo, no qual o III. Maomé criou para os árabes uma nova
Basileus concentrava, em suas mãos, a forma de organização política e social, cujos
chefia suprema do exército, da administração laços de união baseavam-se na identidade
do Estado (Poder de César) e da religião religiosa e não nos laços de sangue. Com
cristã (Poder de Papa). Por conseguinte, os isso, lançou as bases de um Estado
conflitos de natureza política, econômica, teocrático muçulmano, que, entretanto, não
social e cultural se manifestavam como
conseguiu manter por muito tempo a sua Germânia”. As razões dessas miragens são
unidade. evidentes […]. Das duas partes, sobretudo,
IV. A existência do Império Bizantino eram empregadas palavras – tais como
relativiza a afirmação de que a Idade Média é “benefício” (beneficium) para os latinos,
desprovida de formas de organização “feudo” para os germanos – das quais essas
administrativa centralizada. gerações persistiram em se servir, ainda que
Pode-se afirmar que: lhes conferindo, sem se dar conta, um
a) somente I, II e III estão corretas. conteúdo quase inteiramente novo. Pois, para
b) somente I, II e IV estão corretas. o grande desespero dos historiadores, os
c) somente I, III e IV estão corretas. homens não têm o hábito, a cada vez que
d) somente II, III e IV estão corretas. mudam o costume, de mudar de vocabulário.
BLOCH, Marc. Apologia da História ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro:
e) I, II, III e IV estão corretas. Zahar. p. 58. (Adaptado).

07 - (UEFS BA) Carlos Magno dividiu [seus Neste fragmento, Marc Bloch discute de que
domínios] em circunscrições. As forma os historiadores lidam com a questão
circunscrições fronteiriças chamavam-se das origens, indicando que a
marcas. [...] As marcas eram bem fortificadas a) origem dos fenômenos históricos deve ser
e serviam para a proteção do Estado contra buscada no encadeamento dos
invasões posteriores. A frente de cada acontecimentos, o que confere à História um
circunscrição estava um conde. O conde que sentido de continuidade.
chefiava uma marca chamava-se margrave. b) origem é o ponto de partida da mudança
[...] Carlos Magno distribuía benefícios entre que demarca a ruptura com as formas
seus vassalos. Exigia deles não somente históricas precedentes.
participação pessoal nas expedições c) ideia de origem desconsidera a cronologia,
militares, mas também a apresentação de ferramenta metodológica que concede
homens armados. (KOMINSKY, [s.d.], p. 92). sentido à explicação histórica.
d) busca da origem dos fenômenos históricos
O reinado de Carlos Magno (768-814 d.C.), encobre a relação entre as forças de
na Gália, concretizou-se por desenvolver uma conservação e de mudança que compõem a
política que culminou com vida social.
a) a decadência do Império Romano, ao e) origem dos fenômenos históricos pode ser
agregar, no seu exército, elementos encontrada na permanência dos costumes e
bárbaros, que se sublevaram e minaram o do uso do vocabulário.
poder do exército romano.
b) a formação do feudalismo, através da
concessão de benefícios que fortaleciam o
poder local, ao estabelecer uma rede de
proteção e favores.
c) a perda da influência política e social da
Igreja Católica, ao estabelecer o
cesaropapismo e submetê-la ao controle do
Estado.
d) o fortalecimento do Estado Moderno,
submetendo a nobreza ao controle do poder
real e contribuindo para desagregar a
burguesia industrial.
e) a expulsão dos muçulmanos da Península
Ibérica e a consolidação do poder dos
marqueses e dos condes, em detrimento do
poder real.

08 - (UFG GO) Leia o texto a seguir. Origens


do regime feudal, diz-se. Onde buscá-las?
Alguns responderam em “Roma”. Outros “na

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