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Estilo e Linguagem em Fernão Lopes

Realismo, Dramatismo, Vivacidade

♣ O Realismo surge do empenho espontâneo e inconsciente de Justiça e Verdade;


Fernão Lopes usa bastante pormenor na sua narrativa, para realçar a Verdade;
♣ Dramatismo nota-se na descrição de certas cenas, às quais confere luz,
movimento e uso do patético (p. ex. no quadro do cerco de Lisboa);
♣ Fernão Lopes individualizou tudo o que escreveu;
♣ Utilizou a técnica da reportagem: ver, ouvir, sentir, que lhe permite não
perder o contacto com o leitor, captar a sua atenção; comporta-se como um
espectador/ouvinte.

Para isso serviu-se de dois processos:

a) processo visualista - recorrendo ao sentido da vista e ao verbo "ver", usando


imagens concretas;
b) processo oral - recorrendo ao sentido do ouvido, dirige-se ao leitor como
ouvinte, o que torna o seu estilo comunicativo. Isto é uma influência da literatura
oral;

♣ A técnica da reportagem confere espetacularidade ao estilo lopeano: o leitor


"vê" e "sente" os acontecimentos; está no centro da ação e como que assiste a um
espetáculo;
♣ A linguagem e clara, simples e natural;
♣ Surgem formas arcaicas, mas já em contraste com as anteriores;
♣ Predomínio da coordenação (arte de ligar os fios da narrativa); originalidade de
imagens;
♣ Uso de metáforas, comparações (para traduzirem o realismo); exclamações
entusiásticas, hipérboles, prosopopeias e apóstrofes (do estilo oratório);
♣ Uso do discurso direto e indireto, misturados, com períodos longos e curtos e
alternados.

Compreensão e Psicologia dos Personagens


Na obra lopeana surgem dois tipos de personagens:

a) o tipo coletivo: o Povo, a multidão, a cidade de Lisboa ("a mártir"); verdadeiro


herói e centro de todas as atenções;

b) os tipos individuais: Leonor Teles ("a aleivosa."); Nuno Álvares Pereira ("o
vencedor de batalhas"); Álvaro Pais; João das Regras ("o Doutor"); D. João I;

Nuno A. Pereira e o único herói individual da crónica de D. João I; sofreu


profunda influência das novelas de cavalaria e da narrativa místico-cavaleiresca
"Demanda do Santo Graal" -um tipo de cultura e formação transmitida por via
oral.

Nuno A. Pereira estabelece o grande contraste com Leonor Teles, representando


o primeiro a Verdade e a segunda a Falsidade.

É no tratamento dos personagens que é visível em Fernão Lopes a técnica de


ficcionista: todas as figuras históricas são tratadas
com naturalidade e verosimilhança:

♣ F. Lopes faz uma caracterização indireta (própria do Realismo, Sec. XIX, Eça)
dando vida às personagens através da reconstituição, de diálogos (o diálogo
confere vivacidade e intensidade dramática);

♣ A caracterização direta e feita pelo retrato, pelo descritivismo visualista do


discurso do narrador, por monólogos, diálogos, opiniões;

♣ F. Lopes revelou uma preocupação nova em explorar e conhecer intimamente a


alma humana, o indivíduo;

♣ As personagens tipos são desenvolvidas progressivamente;


♣ Fernão Lopes 'compreendeu' tornando profundamente reais e humanos os seus
tipos -note-se a ausência de paisagem física).

Humanismo, Renascimento e Classicismo

Uma nova corrente estética e cultura


Evolução da Idade Média para a Idade Moderna

Humanismo

Pode considerar-se o Humanismo como um movimento de pesquisa, descoberta e


reabilitação das conceções e atividades artísticas, literárias e éticas do homem na
Antiguidade Clássica, com a consequente adoção de certos valores latentes nessas
conceções e atividades, voltados todos para o engrandecimento da existência temporal
do indivíduo. Este sistema de valores, elaborado a partir do estudo da Antiguidade
Clássica, veio pôr em crise, nos séculos XV e XVI, o modo de viver da sociedade
medieval.

Assim, na Idade Média, o pensamento dirigente apontava às pessoas o caminho da


perfeição espiritual como sendo mais necessário, útil e dignificante do que o caminho
do progresso material; e a cultura teológica sobrepunha-se então à cultura profana.
Humanismo substituiu a cultura teológica pelo cultivo das artes e ciências humanas
(fazendo surgir ao lado do clérigo o letrado leigo, filho de burgueses); e promoveu a
valorização do homem sobretudo no aspeto temporal.

Na Idade Média, o centro do mundo era Deus e, sob a égide de Deus, em hierarquia
decrescente que cimentava umas às outras as vontades das pessoas, viviam
amalgamados os seres humanos. O Humanismo transferiu para o homem o centro do
sistema de valores, substituindo por um orgulhoso individualismo antropocêntrico o
viver imbricado das gentes na sociedade hierárquica feudal.

Durante os tempos medievais, o que privilegiava as pessoas era a nobreza de sangue. Os


humanistas rejeitam qualquer privilégio decorrente do sangue ou casta e só reconhecem
méritos ao talento e estudo, à cultura baseada nos conhecimentos da atividade
intelectual das velhas civilizações grega e romana, principalmente nos campos da
língua, da literatura e da arte. Por isso, o verdadeiro humanista sobrepor-se-á ao resto
dos mortais pelo domínio escrito e oral dos idiomas grego e latino; manterá
familiaridade assídua com a literatura greco-romana; será um admirador entusiasta das
artes clássicas; aparecerá coberto com pelo menos um ténue verniz de conhecimentos de
filosofia, geografia e história.

Não devemos esperar que o movimento humanista nos apareça idêntico em todos os
lugares e tempos. Mas, embora não seja uma corrente homogénea, apresenta uma série
de ideias fundamentais, mais ou menos constantes nos campos da pedagogia, da
filosofia, da política, da religião, da arte e da literatura. A esse bloco de ideias
aludiremos daqui a pouco ao falarmos da estética literária renascentista.
O prosador e artista literário

Apesar do repúdio da literariedade anunciado no Prólogo da crónica de D. João I,


Fernão Lopes tem um discurso literário: existe uma estrutura previamente
estabelecida; o estilo e a linguagem lopeanos conferem grande vivacidade às suas
crónicas.

A Estrutura

1. É evidente uma estrutura novelística, e, por vezes dramática, que reflete o


conhecimento da literatura narrativa cavaleiresca em língua vulgar (romance).
Este tipo de estrutura valoriza o discurso oral e dá relevo ao diálogo.

2. Estrutura do romance (moderno): acumula e dispõe os factos de modo


significativo, isto é, com introdução, desenvolvimento e conclusão.

3. Estrutura do romance psicológico que se evidencia na:


- técnica de narração que não é na 3ª pessoa do singular e impessoal, mas com
um enredo, que pressupõe ilusão de simultaneidade, ligação dos factos, inversões
temporais -causalidade de ações;
- no tratamento dos personagens, complexas, dotadas de dinamismo interior,
definidas progressivamente - causalidade psicológica;

Tudo isto confere grande vivacidade e dramatismo à narrativa.

4. O narrador não é omnisciente -utiliza a visão objetiva ou cinematográfica


(técnica do Sec. XX).

5. Presença do narrador: através de exclamações e comentários que completam


as descrições como se fosse uma testemunha ocular.

O Historiador

As fontes utilizadas por Fernão Lopes são de dois tipos:

a) Fontes escritas
- diplomáticas (referentes a documentos): documentos notariais, epitáfios,
cartas, Bulas de Papas, diplomas régios, tratados, procurações, documentos de
chancelaria e tudo o que tivesse um carácter oficial;
- narrativas - (textos em prosa de autores anónimos): vários livros, várias
crónicas hoje desaparecidas, mas citadas por Fernão Lopes, crónica do mosteiro
de Stª Cruz.

b) Fontes orais
- relatos orais de testemunhas dos acontecimentos.

A Função do Historiador

Até ao Sec. XV, isto é, até Fernão Lopes

Um cronista medieval era um compilador (de anais diversos, gestas prosificadas,


histórias variadas) a quem competia seriar os factos já relatados ordenando-os
numa narrativa sequente, que abrangesse cronologicamente vários reinados.
Utilizavam qualquer tipo de fonte.

O que originou as narrativas históricas chamadas crónicas ou memórias foi a


necessidade de conservar na recordação os factos que marcam a história da
Humanidade. Estes textos respondem à procura de uma elite cultural que queria
conhecer as peripécias das grandes aventuras militares e políticas do seu tempo.

Os cronistas dos Sec. XIII e XIV são brilhantes contadores de histórias mas, ao
mesmo tempo, servidores fiéis de uma corte real ou senhorial, de um convento
ou de um grupo social aristocrático ou governante. Apenas relatam os
acontecimentos que interessam a esse restrito meio. Trabalhando geralmente
para cortes de cavaleiros (feudalismo) a história por eles relatada aparece como
uma série de feitos de cavalaria, aventuras de reis e intrigas palacianas. O Povo
(grande massa da Nação), é ignorado ou incompreendido como elemento
importante na constituição do país – eles são apenas os desordeiros, os
malfeitores.

(1ª Parte do PRÓLOGO da crónica de D. João I)

Conceito de Historiografia Lopeano

(objto da História; crítica da história; aspeto inovador)


A Historiografia -arte de escrever História -é principalmente uma criação alemã,
nascida do Romantismo do Sec. XIX. Caracteriza-se por:

♣ ter um método:
♣ exigência crítica;
♣ maior rigor nas fontes;
♣ mais concisa na seleção de temas;
♣ mais coerente na apresentação dos factos;
♣ mais consciente da mudança histórica;

O Historiador não se limita a narrar; deve julgar e explicar os acontecimentos.

Fernão Lopes, no Sec. XV, antecipa-se vários séculos e obedece a todos estes
critérios - trata-se de um aspeto inovador que só Alexandre Herculano (Sec. XIX)
voltará a repetir.

a) A crítica histórica

♣ procura documentar-se antes de escrever: investigação original de fontes que


constitui uma atitude inaugural na Idade Média;
♣ examina em profundidade e com consciência todas as fontes adquiridas:
atitude seletiva e crítica em relação a todas as fontes – corrige as memórias
vindas pela tradição oral; rejeita as tradições que são desmentidas pelos
documentos; faz uma revisão metódica de todos os relatos, notando as
contradições e inverosimilhanças;
♣ tem uma conceção científica e crítica da História (esta conceção foi
introduzida em Portugal no Sec. XIX por Herculano);
♣ pretende evitar a deturpação e falsificação da verdade histórica;
♣ grande preocupação com a Justiça e a Verdade objetiva: para isso compara e
seleciona as fontes;
♣ preocupação com a imparcialidade: apresenta várias versões quando não tem
documentos comprovativos; exigência moral contra o favoritismo;
♣ a História em Fernão Lopes não é maravilhosa, particularista e sem cronologia
como acontecia nos primeiros ensaios históricos: e largamente documentada.
b) Visão da realidade histórica (objeto)

♣ Fernão Lopes compreendeu a sociedade em transformação;


♣ Deu-nos uma visão racional do conjunto social;
♣ Opõe à visão unilateral e fragmentária medieval uma visão multifacetada e
ampla da coletividade nacional: retrata acontecimentos políticos; situação social,
económica, financeira, administrativa; vida cultural e espiritual; movimentos
coletivos e anónimos; rasgos patrióticos individuais.

Só Alexandre Herculano (Seco XIX) volta a focar estes temas na sua conceção de
História.

Obra de Fernão Lopes

Crónica de El-Rei Dom João I de Boa Memória, e dos Reis de Portugal o Décimo

♣ obra prima do autor;


♣ mais épica que "Os Lusíadas";
♣ mais nacional ("Evangelho Português");
♣ abrange os acontecimentos ocorridos em 28 anos: de 1383, início da guerra da
independência até 1411, quando se assinou o tratado de Paz com Castela;
♣ tem duas partes desproporcionadas:

A I Parte narra os 'feitos do Mestre' (16 meses);


a II Parte descreve os 'feitos de El-Rei' (26 anos).

A Crónica de D. João I reflete:


♣ fortalecimento da burguesia mercantil e capitalista que adquire força política,
sobretudo a de Lisboa e Porto (cidades enriquecidas pelo comércio marítimo
efetuado desde o reinado de D. Fernando).
♣ um momento épico da História Portuguesa;
♣ crise dinástica e o problema da regência após a morte de D. Fernando;
♣ defesa da monarquia autónomas;
♣ espírito de independência nacional;
♣ a burguesia surge aliada às massas populares.
O que ressalta desta Crónica Histórica:

a) a grande importância atribuída à intervenção do Povo na guerra da


independência -o Povo como condutor da revolução;
b) larga visão de conjunto sobre a época: não se limita a descrever feitos
guerreiros o que constitui uma das características mais inovadoras da
historiografia lopeana;

♣ não é unilateral e fragmentária;


♣ não é narrativa individual;
♣ não é reportagem simples de acontecimentos;
♣ "é tela multicolor onde a sociedade do Sec. XV se espelha";
♣ "é obra literária onde se exprime uma nova mentalidade e uma nova corrente
estética".

A época de Fernão Lopes

A época em que Fernão Lopes viveu (Sec. XV) foi um dos períodos mais
conturbados da História e sujeito a grandes alterações políticas e sociais. Foi
também durante este século que a Peste Negra assolou toda a Europa.

A nível interno a política apresentava-se muito conflituosa:

♣ enfraquecimento da nobreza no reinado de D. João I;


♣ crescimento do poder feudal dos filhos de D. João I;
♣ poder absoluto dos reis que vai aumentando;
♣ a guerra civil após a morte de D. Duarte provoca a insurreição de Lisboa contra
a rainha viúva e a eleição do infante D. Pedro pela cidade e pelas cortes para o
cargo de "Defensor e Regedor do Reino"

(Há neste episódio histórico grande semelhança com a crise do interregno. As


circunstâncias são idênticas: o Mestre de Avis tinha também sido eleito para o
mesmo cargo pela cidade de Lisboa, após a insurreição popular.)
♣ política africana de D. Afonso V é desastrosa e dá origem a desinteligências.

Socialmente o início da expansão ultramarina originou:

♣ alterações profundas na sociedade;


♣ novas ocupações para a nobreza;
♣ emergência de uma nova burguesia;
♣ grande expansão económica (= riqueza);
♣ soberania e cultura da burguesia;
♣ nova mentalidade caracterizada por valores éticos;
♣ a literatura acompanha as mutações sociais.

A época retratada na crónica de D. João I (Séc. XIV) reflete o início da crise do


feudalismo acompanhado de revoltas populares que se sucedem por toda a
Europa.

A vida: aspetos humanos e biográficos


São escassos os dados biográficos conhecidos sobre Fernão Lopes. Os testemunhos
documentais de que dispomos informam sobretudo sobre os cargos que ocupou ao
serviço dos primeiros reis da dinastia de Avis. Por certidões de 1418 sabe-se que
exercia as funções de “guardador das escrituras do Tombo” e “escrivão dos
livros” de D. João I e de D. Duarte.
Foi “escrivão da puridade” do infante D. Fernando a partir de 1422 e, em 1437,
lavrou o testamento do infante martirizado em Tânger já como “tabelião-geral”
do reino. Em 1457, D. Afonso V substituiu-o nas suas funções por Gomes Eanes de
Zurara, sendo de 1459 a última notícia relativa à sua vida. Enquanto cronista
oficial sob as cortes de D. João I, D. Duarte e regência de D. Pedro, redigiu as
Crónicas de D. Pedro, de D. Fernando e de D. João I.
As suas funções simultâneas como guardador das escrituras e cronista-mor do
reino acabam por favorecer o seu legado como historiador visto que a composição
das crónicas dependeu do conhecimento e da selecção do material a que tinha
acesso.
Data de 1434, segundo Damião de Góis, a sua investidura por D. Duarte do cargo
de cronista do reino, ao ser-lhe confiada a missão de colocar em crónica “as
estórias dos reis que antigamente em Portugal foram”, bem como os “grandes
feitos e altos do mui virtuoso” rei D. João I, seu pai.
Desta Crónica Geral, além do testemunho do seu sucessor, não havia nenhum
vestígio até serem encontrados os manuscritos da Crónica de Portugal de 1419
que têm sido considerados de sua provável autoria. Com efeito, as alusões de
Fernão Lopes nas suas crónicas a textos anteriores sobre os primeiros reis, o
conteúdo e circunstâncias de composição destes manuscritos parecem
corresponder a esse projecto historiográfico mais amplo de que fora incumbido o
cronista.
Mas é acima de tudo pelas Crónicas de D. Pedro, de D. Fernando e de D. João I
(que chegaram até nós por apógrafos do século XVI) que o talento e
excepcionalidade como historiador e como escritor relativamente aos cronistas
medievais se afirmou.
Não se trata para o cronista de refundir textos historiográficos anteriores, mas de
elaborar em novos moldes a narração do devir histórico, individualizando os
protagonistas na sua compleição psicológica denunciada em acto, encenando os
episódios históricos no momento mesmo da sua ocorrência, emprestando tanto
quanto possível verosimilhança ao encadeamento dos factos. É no prólogo da
Crónica de D. João I que o cronista expõe o seu objectivo e método de historiar
inovador.
O seu desejo é “em esta obra escrever verdade sem outra mistura”, para o que
faz concorrer toda a gama de documentos possível, desde narrativas a
documentos oficiais, confrontando-os entre si para assegurar a veracidade dos
registos existentes nas suas palavras: “Oh com quanto cuidado e diligência vimos
grandes volumes de livros, de desvairadas linguagens e terras, e isso mesmo
púbricas escrituras de muitos cartários e outros lugares?... Nem entendais que
certificamos cousa, salvo de muitos aprovada, e per escrituras vestidas de fé
(...)”.

Síntese:

♣ de origem popular: filho de "arraia meúda";


♣ viveu nos reinados de D. João I, D. Duarte, D. Pedro (regência), D. Afonso V
(parte);
♣ exerceu funções de tabelião (notário) -empregado da família real e da corte;
♣ "escrivão da puridade" de D. Fernando (infante) -secretário particular;
♣ "escrivão de Livros" (secretário) de D. João I e Do Duarte;
♣ "guardador-mor das escrituras da Torre do Tombo" -chefe do Arquivo Geral do
Reino;

(A Torre do Tombo primitiva era uma das torres do Castelo de S. Jorge onde
estavam guardados os livros, registos e originais das leis, escrituras públicas,
contratos e outros documentos oficiais do reino.)

♣ cronista-mor do Reino (19.Março.1434) -D. Duarte cria o cargo mandando


compilar e redigir uma crónica geral do reino de Portugal (percepção da
necessidade de uma História Geral do Reino): "poer em caronyca as estorias dos
reis que antigamente em Portugal foram".
♣ recebe o título de baixa nobreza "vassalo de El-Rei" no fim da vida.

Assinatura de Fernão Lopes (Fernandus


Lopi)

Consta de uma certidão de 14 de Dezembro de 1436, extraída a pedido do concelho e julgado de


Riba de Lima, do Livro das Inquirições Régias, na parte aplicável à região, vistoriada em 26 de
Abril de 1228.
Esta preciosidade diplomática foi publicada em 1934, por Rocha Madahil. Elevam-se, assim, a
vinte o número de certidões passadas pelo nosso primeiro historiador, no seu oficio
de «Guardador das escrepturas do tombo e chaves dela».