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Métodos para medição da resistência de aterramento

A determinação da resistência de aterramento pode ser realizada por diversos métodos, devendo-se escolher, em
cada caso, aquele que apresentar as condições de aplicabilidade mais adequadas para a situação apresentada. Assim, há
métodos que são melhores para pequenos sistemas de aterramento, outros para grandes (subestações), outros para locais
onde as áreas envolvidas são limitadas (centros urbanos), etc.

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Figura 1 - Formulário para cálculo da resistência de aterramento


Método da queda de potencial
Se cravarmos dois eletrodos na terra, situados a uma distância a, e fizermos circular uma corrente alternada de
amplitude constante entre eles, poderemos obter - cravando na mesma linha, em vários pontos, um terceiro eletrodo entre
os dois primeiros - um gráfico de tensão e, função da distância, como mostrado nas figuras 2 e 3.

Figura 2 - Arranjo de medição para o método da queda de potencial

Figura 3 - Gráfico de tensão em função da distância entre dois eletrodos na terra

Assim, se medirmos com um voltímetro a diferença de potencial entro o ponto 0 e uma quantidade suficiente de
pontos entre 0 e A, de tal maneira que nos permita fazer uma curva de tensão V em função da distância d interpolando os
pontos de medição, poderemos observar que entre os pontos B e C existe uma zona de potencial constante, e que as
zonas OB e CA são gradiente de potencial elevado.

Efetivamente, observamos que, quando se está perto das estacas, existe alto gradiente de potencial. Estas zonas
chamam-se zonas de influência.

Finalmente podemos verificar que o valor da resistência de aterramento da estaca Ex esta dado pelo valor de
tensão VI dividida o valor de I.

Rx = VI / I

Desta simples experiência podemos deduzir o método da queda de tensão, que consiste em cravar uma estaca
auxiliar que atua como eletrodo de corrente, e realizar várias leituras de resistência com o terrômetro, cravando uma outra
estaca auxiliar Et em diferentes pontos alinhados entre o ponto a medir e o eletrodo de corrente.
Normalmente devemos realizar três medições, tendo em conta que a estaca de corrente deve cravar-se fora da
zona de influência da estaca incógnita.

Estima-se como zona de influência aquela cujo raio está compreendido entre três a cinco vezes o valor da maior
dimensão aterrada.

Assim, uma estaca de 3m de profundidade terá 3 x 5 = 15m de raio de zona de influência.


Um conjunto de três estacas de 3m de profundidade, separadas 5m entre elas, terão uma zona de influência com
um raio calculável através da seguinte equação:

3 (10 + 3) ~ 30 metros

Feitas as três determinações se calcula a medida:

(R1 + R2 + R3) / 3 = Rmédia (01).

Se esse valor esta com um erro de ± 5% com relação a cada um dos valores, poderemos adotar esse valor como
verdadeiro.

Caso não seja conhecido o comprimento do eletrodo enterrado ou a geometria do conjunto do aterramento, mas
estimamos serem estes de pequeno porte, podemos proceder da seguinte maneira:

• Cravar a estaca de corrente Ec a uma distância de aproximadamente 30m do ponto de aterramento a ser medido
(estaca incógnita Ex).
• Cravar a esta de tensão a 12, 15 e 18m da estaca Ex - Assim, obteremos três valores da resistência de
aterramento da estaca Ex, e poderemos calcular o valor médio com a seguinte equação:
Rx = (R12 + R15 + R18) / 3
Onde Rx é o valor médio da resistência de aterramento da estaca incógnita Ex; R12 é o valor da resistência de
aterramento da estaca Ex com a estaca Et a 12m da estava Ex; R15 é a resistência de aterramento a 15m; e R18
é o valor a 18m.

Após o cálculo, devemos verificar que cada um dos valores R12, R15 e R18 deve diferir em menos de 5% do valor
médio achado para Rx com a equação (02). Só então teremos obtido o verdadeiro valor da resistência de aterramento Rx.

Se o erro for maior que 5%, devemos aumentar a distância entre as estacas Ex e Ec, e realizar três determinações
aumentando proporcionalmente as distâncias da estaca Et (por exemplo 40m para estaca Ec; 18, 20 e 22m para Et).
Devemos voltar a calcular o valor médio com a equação (01) e verificar que cada um dos valores achados esteja
com uma diferença inferior a 5%. Ainda assim, se o erro achado não é satisfatório, devemos aumentar as distâncias
aumentando lances dos cabos até encontrar valores com erro inferior ao razoável permitido para a determinação do valor
da resistência de aterramento. Em última análise, devemos passar a outro método.

Esta técnica é útil para a determinação da resistência de pequenos aterramentos e para fins didáticos, já que é a
mais simples de compreender. Para grandes aterramentos, seriam necessários lances de cabos muito grandes e distâncias
livres perpendiculares ao aterramento, o que dificulta, geralmente, a utilização deste método.
Considerações para compreender a técnica de medição
Voltemos a observar a figura 2. Entre as estacas Ex e Ec está circulando uma corrente I, e entre as estacas Ex e
Et estamos medindo uma diferença de potencial entre os pontos O e B do terreno.

Estamos supondo um gerador de corrente I que não é outra coisa senão um gerador de tensão alternada com uma
resistência série alta, capaz de produzir uma corrente alternada constante independente da soma das resistências de
aterramento das estacas Ex e Ec.

Entre Ex e Et temos um voltímetro que, por definição, é um galvanômetro com uma resistência infinita.

Portanto, o circuito fica reduzido ao esquema elétrico mostrado na figura 4.

Figura 4 - Circuito equivalente da medição Figura 5 - Circuito equivalente da medição

A corrente que circular pelas resistências de aterramento Rx e Rc é a mesma, pois não há circulação de corrente
pela resistência do voltímetro que é teoricamente infinita. Assim, a figura 4 transforma-se na figura 5, e portanto, a tensão V
sobre I nos dará o valor de

Rx: Rx = V / I.

Método da regra de 62%


Este método é útil tanto para pequenos como para médios aterramentos (vários eletrodos enterrados e conectados
entre si). Para uma simples compreensão, explicaremos o método utilizando um único eletrodo. Este método foi
desenvolvido por G. F. Tagg e publicado em Proceeding of the IEEE, volume III nº 12, de dezembro de 1964.

Nas considerações que faz o autor, é importante destacar que este supõe um solo homogêneo e considera
conhecida a localização do centro elétrico.

As zonas de influência de aterramentos múltiplos podem ser tão grandes que, para evitar que não exista
superposição das áreas, o operador deve tomar distâncias muito grandes entre a estaca incógnita e a estava de corrente. É
fundamental para o método que as áreas não se sobreponham entre si. Também não devemos aplicar o método se a zona
de influência é desconhecida.

Assim, conhecidas as zonas de influência, podemos cravar a estaca de corrente a uma distância dc previamente
determinada e fora da zona de influência. A estaca de potencial deve ser cravada a 61,8% dessa distância, ou seja, 0,618 x
dc (figura 6).
Figura 6 - Arranjo de medição para o método de 62%

O terrômetro é operado e, assim, obtêm-se o valor da resistência de aterramento da estaca incógnita Ex. Este
valor pode-se considerar o verdadeiro valor da resistência de aterramento. Outrossim, devemos lembrar que a teoria
assume completa homogeneidade do solo, coisa que raramente acontece na realidade. Portanto, para estabelecer e
confirmar o verdadeiro valor da resistência de aterramento é aconselhável mover a estaca auxiliar de corrente Ec alguns
metros em direção ao aterramento incógnita e, depois, essa mesma distância em sentido contrário, movimentando sempre
a estaca de tensão Et uma distância proporcional, de modo a manter sempre a relação de 62% destas novas distâncias.
Assim. Devemos verificar que cada uma das três determinações de Rx estejam com uma diferença menor que 5%
da média obtida das três medições. O valor escolhido como verdadeiro nesta caso, será a média das três medições
obtidas.

Pode-se simplificar o método modificando apenas a distância da estaca de tensão Et uns metros no sentido do
aterramento incógnita e outro tanto no sentido contrário, permanecendo a estaca Ec fixa. Utilizando o mesmo critério,
devemos verificar que cada uma das medições esteja dentro da tolerância admitida com respeito à média obtida das três
medições. Mas desta vez devemos tomar como valor verdadeiro aquele cuja medição foi feita exatamente com a Et a
61,8%.

Também é aconselhável realizar testes com as estacas auxiliares alinhadas, mas em direções diferentes às
anteriormente tomadas (figura 7).

Figura 7 - Sentidos de localização de eletrodos


Na tabela I, recomendada por Tagg, no capítulo 10 de seu livro Earth Resistance, podemos observar que a regra de 62%
não é seguida a rigor, especialmente para grandes sistemas. Para fazermos uso da tabela basta conhecermos a máxima
dimensão medida do sistema. Com esse valor entramos na tabela (na coluna da esquerda). Assim obtemos os valores em
que se devem cravar as estacas auxiliares de potencial e de corrente (Et e Ec).

Neste método, Tagg assume que o centro elétrico do sistema coincide com o centro geométrico (o que nem
sempre acontece).

Tabela I - Distâncias das estacas de corrente potencial em função da máxima dimensão aterrada dos sistema de
aterramento a medir.

Distância da estaca de Distância da estaca de


Máxima dimensão potencial medida desde o corrente medida desde o
aterrada di sistema a ser centro do sistema centro do sistema (dc)
medido (Metros) (0,618dc) (metros) (metros)
0,5 11,4 19,4
1 16,3 27,0
1,5 20,1 33,0
2 23,3 38,0
2,5 26,1 42,5
3 28,6 46,5
4 33,2 53,8
5 37 60
6 41 66
7 44 71
8 47 76
9 50 81
10 53 85
15 65 105
20 76 120
30 94 149
40 109 172
50 122 193
60 135 212
70 146 230
80 157 246
90 167 262
100 178 279

Os dois principais problemas que encontramos na eleição deste método para determinação do aterramento de
grandes sistemas são os seguintes:

• As grandes distâncias que devem ser tomadas para cravar a estaca de corrente (podendo chegar a valores de
1km), e por lógica conseqüência, isto trará muitos problemas práticos para resolver, tais como carregar o peso de
um cabo com estas dimensões, a indutância que pode afetar as medições, e o mais importante, as prováveis
obstruções físicas que impedirão um caminho livre na direção pretendida.
• O desconhecimento da verdadeira posição do centro elétrico, já que assumimos, para ele, igual a posição que a do
centro geométrico, mas que para grandes sistemas podem diferir grosseiramente.
• Assumimos que o solo é homogêneo, e a medida que abarcarmos áreas maiores, distanciamo-nos mais desta
suposição.
Método dos quatro potenciais
Este método também é sugerido por Tagg e tem em conta o desconhecimento da posição do centro elétrico.

As estacas auxiliares devem cravar-se tal como indicado na figura 8. O autor não indica como determinar a
distância da estaca Ec, simplesmente limitando-se a dizer que “deve-se tomar uma distância adequada”. Sugerimos adotar
os critérios dos dois métodos anteriormente expostos.

Figura 8 - Arranjo de medição para o método dos quatro potenciais

Figura 9 - Conjunto de hastes de 100 x 125 m

Após um desenvolvimento de equações matemáticas, indica-se que estas seis posições são as melhores para
utilizar nas quatro fórmulas seguintes:

Rx1 = -0,1187 R1 - 0,4667 R2 + 1,9816 R4 - 0,3961 R6


Rx2 = -2,6108 R2 + 4,0508 R3 - 0,1626 R4 - 0,2774 R6
Rx3 = -1,8871 R2 + 1,1148 R3 + 3,6837 R4 - 1,9114 R5
Rx4 = -6,5225 R3 + 13,6816 R4 - 6,8803 R5 + 0,7210 R6

Onde R1, R2, R3, R4, R5 e R6 são os valores de resistência de aterramento obtidos com o terrômetro com estaca
auxiliar de corrente Ec na posição inicial e com a estaca Et nas posições 1, 2, 3, 4, 5 e 6 respectivamente.

Depois de efetuadas as medições, encontramos os valores das equações e obteremos o verdadeiro valor da Rx
fazendo a média entre Rx1, Rx2, Rx3 e Rx4:

RxV = Ra = Rx1 + Rx2 + Rx3 + Rx4


4
É aconselhável desprezar o valor de Rx1 se este diferir muito dos demais, e fazer a média com os outros três
valores. Ainda diríamos que é válido tomar quaisquer dos três valores mais parecidos para fazer a média e obter o
resultado.

O método, em teoria, resolve o problema da indeterminação do centro elétrico mas não poupa distâncias para a
localização da estaca Ec.

Método da intersecção das curvas


Este método baseia-se fundamentalmente no método da regra de 62%. Esta técnica foi apresentada por Tagg e
divulgada pelo IEEE em 1969 para medição de malhas de aterramento de grandes ou muito grandes dimensões.

O método resolve dois problemas sérios que se apresentam na prática: a determinação das distâncias a serem
medidas no afastamento dos eletrodos auxiliares (determinação do centro elétrico, por exemplo), e a dificuldade imposta
pela ação de efeito mútuo (sobreposição das zonas de influência) que obrigam à utilização de grandes distâncias para os
eletrodos auxiliares.
Centro elétrico
Para medir a resistência de aterramento de um sistema (malha ou outro conjunto) faz-se necessário quantificar
distâncias a partir de um ponto para proceder a cravação dos eletrodos auxiliares, ou seja, devemos estabelecer um ponto
de origem para as medições as medições. A primeira vista, resulta lógico pensar em uma coincidência entre o centro
geométrico e o elétrico, mas isto coincide para um sistema simples como os de uma haste, ou em outros casos onde existe
apenas uma casualidade. Nas situações reais a complexidade da malha de terra, com múltiplas conexões, hastes, tubos e
condutores, ainda que possuindo uma geometria de contorno regular (retangular, triangular, etc.), não se comporta
eletricamente sob o mesmo ponto de vista da conexão central como uma figura definida.

Hoje, a determinação do centro elétrico e a do valor de R do sistema podem resolver-se com um microcomputador
e um software adequado, com dados geométricos e com determinações da resistividade específica do terreno.

Mas o valor não se pode comprovar empiricamente, senão pela medição da mesma. Tagg elimina a necessidade
da determinação do centro elétrico, ou seja, o método elimina a necessidade de cálculos laboriosos e simplifica a medição,
além de necessitar menores distâncias nos afastamentos dos eletrodos auxiliares (o método foi apresentado originalmente
por Tagg basicamente para resolver apenas este problema das distâncias excessivas).

Como, na prática, só podemos medir a partir de O, os valores verdadeiros se obtêm em:


dv = 0,618 x (C + X) - X (03)

Continuando com o método, já tínhamos as determinações dos valores de resistência para um determinado valor
de C. Estes valores devem ser graficados em uma curva de R = f(d). Assumimos agora um grupo de valores para X -
geralmente se toma entre zero e uma das dimensões da malha. Para cada um destes valores de X se calcula o valor de dv
com a equação (03), começando em X0 = Ø, assim:

X0 dv0 = 0,618 C R0
X1 dv1 = 0,618 x (C + X1) - X1 R1
Xn dvn = 0,618 x (C + Xn) - Xn Rn

A partir destes valores, traçamos outro gráfico de Rn = f(Xn).

Temos, então, dois gráficos para uma bateria de valores correspondentes a somente um valor de distância C.

Em seguida, mudamos a distância C para um valor 40% maior ou menor, e devemos realizar outra série de
determinações de resistências com o terrômetro. Sempre com Ex conectada ao mesmo ponto, mas com Ec mais longe ou
mais perto.

Com esta segunda bateria de medições realizamos uma segunda curva de R em função da distância d. Logo se
assumem os mesmos valores para X e calculamos os novos dv para o novo C.

Com estes valores entramos novamente na curva e obtemos um valor de r para cada dv. Logo, graficamos para
cada R um valor de X correspondente no segundo gráfico, e veremos que as curvas se cruzam em um determinado ponto.
Este será o verdadeiro valor de R do sistema, e o valor de X, centro elétrico do sistema.

Para reduzir erros, é conveniente tomar mais valores de C. Se tomarmos três valores podemos supor o centro do
triângulo formado pela intersecção das curvas.

Mas, muito melhor ainda é realizar medições ortogonais, ou seja, do outro lado da malha; assim teríamos em conta
os problemas de resistividade. Para entendermos melhor o método, vamos a um exemplo.

Considere-se um sistema formado por um conjunto de hastes aterradas e interligadas entre elas, em um retângulo
de aproximadamente 100 x 125m (figura 9). Foram eleitas distâncias C de 100, 150, 200 e 250m aproximadamente,
medidas a partir da metade de um dos lados. Não foi possível tomar medidas em direções ortogonais por falta de espaço.
Para cada distância C foram realizadas aproximadamente dez medidas de resistências com o terrômetro, tomando valores
de p razoavelmente espaçados entre O e C. Assim obtemos a família de curvas da figura 10.
Figura 10 - Gráfico resistência de aterramento x distância

A partir da equação dp = 0,618 x (C + X) - X, e com X variando entre 0 e 200, temos os seguintes valores.

X0 = 0 dp0 = 154 R0 = 0,17


X1 = 25 dp1 = 145 R1 = 0,155
X2 = 50 dp2 = 135 R2 = 0,145
X3 = 75 dp3 = 125 R3 = 0,135
X4 = 100 dp4 = 116 R4 = 0,130
X5 = 125 dp5 = 106 R5 = 0,125
X6 = 150 dp6 = 97 R6 = 0,120
X7 = 175 dp7 = 87 R7 = 0,115
X8 = 200 dp8 = 78 R8 = 0,105

Estes valores são para a curva de C = 250. Agora, se graficarmos R em função de X, e fazermos isto para cada
bateria de valores de C = 200, C = 150 e C = 100, teremos a família de curvas da figura 11, onde poderemos ver que o
valor de R verdadeiro é aproximadamente 0,14 Ω ± 0,01 Ω com X - 80m.

Figura 11 - Grafico resistência de aterramento x distância

Para finalizar este método, podemos resumi-lo em quatro passos:

1. Fazer as determinações da resistência de aterramento com pelo menos duas distâncias C e graficar as duas
curvas;
2. Assumir uma série de valores para X e calcular os calores correspondentes de dp para cada C;
3. Entrar nas curvas do ponto 1 com os valores de dp calculados no passo 2 e obter R;
4. Graficar R versus X para cada valor de C. A intersecção destas duas ou mais curvas determinarão os verdadeiros
valores de R e X.

Considerações práticas
Para a escolha do ponto arbitrário geralmente tomamos uma estaca da periferia da malha. Quando realizamos as
medições, é conveniente usar terrômetros de quatro bornes. É importante ressaltar que é muito aconselhável a utilização
de dois cabos ligados à estaca escolhida como ponto arbitrário O, um para o borne Exc e outro para Ext, tal como indica a
figura 12.

Figura 12 - Arranjo para ligação do terrômetro de quatro bornes no método da intersecção das curvas

A determinação de valores de C também é muito importante, pois valores pequenos farão com que as curvas não
se cruzem. Portanto, um valor satisfatório mínimo será uma distância igual a maior dimensão da malha. Os outros valores
de C devem ser, no máximo, igual ao dobro da primeira dimensão. Valores 40% ou 50% maiores são razoáveis.

É também muito importante a determinação do verdadeiro valor de R do sistema, no próprio local e durante as
medições. Portanto, recomendamos realizar os gráficos e traçar as curvas no próprio local, já que desta maneira é possível
a realização de nossas medições antes da conclusão dos trabalhos de campo,a fim de verificar o aspecto geral das curvas.

Sempre que possível, é desejável que as distâncias C sejam ortogonais, isto melhora a performance, pois atenua
erros provocados por desvios de resistividade. Assim, nestes casos devemos realizar no mínimo quatro baterias de
determinações (dois valores C para cada eixo).
Tabela II - Valores de dpv/c em função de μ = (R3 - R2) / (R2 - R1)

μ 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
0.40 0.6432 6431 6429 6428 6426 6425 6423 6422 6420 641
0.41 0.6418 6416 6415 6413 6412 6410 6409 6408 6406 640
0.42 0.6403 6402 6400 6399 6397 6396 6395 6393 6392 639
0.43 0.6389 6387 6386 6384 6383 6382 6380 6379 6377 637
0.44 0.6374 6373 6372 6370 6369 6367 6366 6364 6363 636
0.45 0,6360 6359 6357 6356 6354 6353 6351 6350 6348 634
0.46 0.6346 6344 6343 6341 6340 6338 6337 6336 6334 633
0.47 0.6331 6330 6328 6327 6325 6324 6323 6321 6320 631
0.48 0.6317 6315 6314 6312 6311 6310 6308 6307 6305 630
0.49 0.6302 6301 6300 6298 6297 6295 6294 6292 6291 628
0.50 0.6288 6286 6285 6283 6282 6280 6279 6277 6276 627
0.51 0.6273 6271 6270 6268 6267 6265 6264 6262 6261 625
0.52 0.6258 6256 6255 6253 6252 6252 6248 6247 6245 624
0.53 0.6242 6241 6239 6238 6236 6235 6233 6232 6230 622
0.54 0.6227 6226 6224 6223 6221 6220 6218 6217 6215 621
0.55 0.6212 6210 6209 6207 6206 6204 6203 6201 6200 619
0.56 0.6197 6195 6194 6192 6191 6189 6188 6186 6185 618
0.57 0.6182 6180 6179 6177 6176 6174 6172 6171 6169 616
0.58 0.6166 6165 6163 6162 6160 6159 6157 6156 6154 6153
0.59 0.6151 6150 6148 6147 6145 6144 6142 6141 6139 6138
0.60 0.6136 6134 6133 6131 6130 6128 6126 6125 6123 6121
0.61 0.6120 6118 6117 6115 6113 6112 6110 6108 6107 6105
0.62 0.6104 6102 6100 6099 6097 6096 6094 6092 6091 6089
0.63 0.6087 6086 6084 6083 6081 6079 6076 6076 6074 6073
0.64 0.6071 6070 6068 6066 6065 6063 6061 6060 6058 6057
0.65 0.6055 6053 6052 6050 6049 6047 6045 6044 6042 6040
0.66 0.6039 6037 6036 6034 6032 6031 6029 6027 6026 6024
0.67 0.6023 6021 6019 6018 6016 6015 6013 6011 6010 6008
0.68 0.6006 6005 6003 6002 6000 5998 5997 5995 5993 5992
0.69 0.5990 5989 5987 5985 5984 5982 5980 5979 5977 5976
0.70 0.5974 5973 5971 5969 5967 5965 5964 5962 5960 5959
0.71 0.5957 5955 5953 5952 5950 5948 5947 5945 5943 5942
0.72 0.5940 5938 5936 5935 5933 5931 5930 5928 5926 5924
0.73 0.5923 5921 5920 5918 5916 5914 5912 5911 5909 5907
0.74 0.5906 5904 5902 5900 5899 5897 5895 5894 5892 5890
0.75 0.5889 5887 5885 5883 5882 5880 5878 5877 5875 5873
0.76 0.5871 5870 5868 5866 5865 5863 5861 5859 5858 5856
0.77 0.5854 5853 5851 5849 5847 5846 5844 5842 5841 5839
0.78 0.5837 5835 5834 5832 5830 5829 5827 5825 5824 5822
0.79 0.5820 5818 5817 5815 5813 5812 5810 5808 5806 5805
0.80 0.5803 5801 5799 5797 5796 5794 5792 5790 5788 5786
0.81 0.5785 5783 5781 5779 5777 5775 5773 5772 5770 5768
0.82 0.5766 5764 5762 5760 5759 5757 5755 5753 5751 5749
0.83 0.5748 5746 5744 5742 5740 5738 5736 5735 5733 5731
0.84 0.5729 5727 5725 5723 5722 5720 5718 5716 5714 5712
0.85 0.5711 5709 5707 5705 5703 5701 5699 5698 5696 5694
0.86 0.5692 5690 5688 5686 5685 5683 5681 5679 5677 5675
0.87 0.5674 5672 5670 5668 5666 5664 5662 5661 5659 5657
0.88 0.5655 5653 5651 5650 5648 5646 5644 5642 5640 5638
0.89 0.5637 5635 5633 5631 5629 5627 5625 5624 5622 5620
0.90 0.5618 5616 5614 5612 5610 5608 5606 5604 5602 5600
0.91 0.5598 5596 5594 5592 5590 5588 5586 5584 5582 5580
0.92 0.5578 5576 5574 5572 5570 5568 5565 5563 5561 5559
0.93 0.5557 5555 5553 5551 5549 5547 5545 5543 5541 5539
0.94 0.5537 5535 5533 5531 5529 5527 5525 5523 5521 5519
0.95 0.5517 5515 5513 5511 5509 5507 5505 5503 5501 5499
0.96 0.5497 5495 5493 5491 5489 5487 5485 5483 5481 5479
0.97 0.5477 5475 5473 5471 5469 5467 5464 5462 5460 5458
0.98 0.5456 5454 5452 5450 5448 5446 5444 5442 5440 5438
0.99 0,5436 5434 5432 5430 5428 5426 5424 5422 5420 5418
μ 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
1.00 0.5416 5414 5412 5409 5407 5405 5403 5400 5398 5396
1.01 0.5394 5391 5389 5387 5385 5383 5380 5378 5376 5374
1.02 0.5371 5369 5367 5365 5362 5360 5358 5356 5354 5351
1.03 0.5349 5347 5345 5344 5340 5338 5336 5333 5331 5329
1.04 0.5327 5325 5322 5320 5318 5316 5313 5311 5309 5307
1.05 0.5305 5302 5300 5298 5296 5293 5291 5289 5287 5284
1.06 0.5282 5280 5278 5276 5273 5271 5269 5267 5264 5262
1.07 0.5260 5258 5255 5253 5251 5249 5247 5244 5242 5240
1.08 0.5238 5235 5233 5231 5229 5229 5224 5222 5219 5217
1.09 0.5215 5213 5211 5209 5206 5204 5202 5200 5197 5195
1.10 0.5193 5190 5188 5185 5183 5180 5178 5175 5173 5170
1.11 0,5168 5165 5163 5160 5158 5155 5153 5150 5148 5145
1.12 0.5143 5140 5137 5135 5132 5130 5127 5125 5122 5120
1.13 0.5118 5115 5113 5110 5108 5105 5103 5100 5098 5095
1.14 0.5093 5090 5088 5085 5083 5080 5078 5075 5073 5070
1.15 0.5068 5065 5062 5060 5057 5055 5052 5050 5047 5045
1.16 0.5042 5040 5037 5035 5032 5030 5027 5025 5022 5020
1.17 0.5017 5015 5012 5010 5007 5005 5002 5000 4997 4995
1.18 0.4992 4990 4987 4985 4982 4980 4977 4975 4972 4970
1.19 0.4967 4965 4962 4960 4957 4955 4952 4950 4947 4945
1.20 0.4942 4939 4936 4933 4930 4928 4925 4922 4919 4916
1.21 0.4913 4910 4907 4904 4901 4899 4896 4893 4890 4887
1.22 0.4884 4881 4878 4875 4872 4870 4867 4864 4861 4858
1.23 0.4855 4852 4849 4846 4843 4841 4838 4835 4832 4829
1.24 0.4826 4823 4820 4817 4814 4812 4809 4806 4803 4800
1.25 0.4797 4794 4791 4788 4785 4783 4780 4777 4774 4771
1.26 0.4768 4765 4762 4759 4756 4754 4751 4748 4745 4742
1.27 0.4739 4736 4733 4730 4727 4725 4722 4719 4716 4713
1,28 0.4710 4707 4704 4-701 4698 4696 4693 4690 4687 4684
1.29 0.4681 4678 4675 4672 4669 4667 4664 4661 4658 4655
1.30 0.4652 4649 4645 4642 4638 4635 4631 4628 4625 4621
1.31 0.4618 4614 4611 4607 4604 4601 4597 4594 4590 4586
1.32 0.4583 4580 4577 4573 4570 4566 4563 4559 4556 4553
1.33 0.4549 4546 4542 4539 4535 4532 4529 4525 4522 4518
1.34 0.4515 4511 4508 4505 4501 4498 4494 4491 4487 4484
1.35 0.4481 4477 4474 4470 4467 4463 4460 4457 4453 4450
1.36 0.4446 4443 4439 4436 4432 4429 4426 4422 4419 4415
1.37 0.4412 4408 4405 4402 4398 4395 4391 4388 4384 4381
1.38 0.4378 4374 4371 4367 4364 4360 4357 4354 4350 4347
1.39 0.4343 4340 4336 4333 4330 4326 4323 4319 4316 4312
1.40 0.4309 4305 4301 4296 4292 4288 4284 4280 4275 4271
1.41 0.4267 4263 4258 4254 4250 4246 4242 4237 4233 4229
1.42 0.4225 4221 4216 4212 4208 4204 4200 4195 4191 4187
1.43 0.4183 4178 4174 4170 4166 4162 4157 4153 4149 4145
1.44 0.4141 4136 4132 4128 4124 4120 4115 4111 4107 4103
1.45 0.4099 4094 4090 4086 4082 4077 4073 4069 4065 4061
1.46 0.4056 4052 4048 4044 4040 4035 4031 4027 4023 4018
1.47 0.4014 4010 4005 4001 3997 3993 3989 3985 3980 3976
1.48 0.3972 3968 3964 3959 3955 3951 3947 3943 3938 3934
1.49 0.3930 3926 3921 3917 3913 3909 3905 3900 3896 3892
1.50 0.3888 3883 3878 3874 3869 3864 3859 3854 3850 3845
1.51 0.3840 3835 3830 3825 3820 3816 3811 3806 3801 3796
1.52 0.3791 3786 3781 3776 3771 3766 3760 3755 3750 3745
1.53 0.3740 3735 3730 3724 3719 3714 3709 3704 3698 3693
1.54 0.3688 3683 3677 3672 3667 3662 3656 3651 3646 3640
1.55 0.3635 3630 3624 3619 3613 3608 3602 3597 3591 3586
1.56 0.3580 3574 3569 3563 3557 3552 3546 3540 3534 3528
1.57 0.3523 3517 3511 3506 3500 3494 3488 3482 3477 3471
1.58 0.3465 3459 3453 3447 3441 3435 3429 3423 3417 3411
1.59 0.3405 3399 3393 3386 3380 3374 3368 3362 3355 3349
Método da inclinação da curva
Este método foi explicado no Proceding of the IEEE, volume 117, paper 62975, no ano de 1970, também pelo Dr.
G. F. Tagg. Como no método anterior, o objeto desta técnica é a medição de grandes aterramentos, com lances de cabos
para as estavas auxiliares relativamente curtos, com a mesma vantagem de não necessitar conhecer a localização do
centro elétrico, e com a vantagem adicional de não ser tão vulnerável a solos não homogêneos.

O método começa pela determinação de uma curva de R em função da distância dp, da mesma forma que no
método anterior. Para tanto, necessitamos tomar várias medidas com terrômetros de quatro bornes, como ilustrado na
figura 13.

Figura 13 - Arranjo de medição para o método da inclinação da curva

A escolha do valor de C se faz pelos mesmos critérios do método anterior, ou seja, entre uma e duas vezes o valor
da dimensão lateral da malha.

Os valores escolhidos de dp devem ser necessariamente, para este método, de 0,2, 0,4 e 0,6 vezes o valor de C.
Alem destes é conveniente tomar mais seis pontos (0,1; 0,3; 0,5; 0,7; 0,8; e 0,9 de C).

Com estes valores traçamos a curva de R vs. dp na que serva para verificar valores errôneos que poderão ser
refeitos (novas medições nos mesmos pontos, ou a determinação de um valor maior de C).

Com os valores de resistências R1, R2 e R3 obtidos respectivamente para

dv = 0,2 C;
dv = 0,4 C;
dv = 0,6 C;

Calculamos o coeficiente μ (04):

μ = R3 - R2
R2 - R1

A teoria desenvolvida matematicamente, não exposta neste artigo, mostra que o coeficiente μ é uma medida da
variação da inclinação da curva, e dá uma tabela para encontrar o verdadeiro valor da distância dpv que estará, segundo a
teoria, a 0,618 de C a partir do verdadeiro centro elétrico do sistema. Assim, Entrando com o valor do coeficiente μ achado
de acordo com a expressão (04), encontramos o na tabela II o valor de dp/C. Logo, multiplicando por C esse valor
encontramos o verdadeiro valor de dp, ou seja, o dpv.
Obtido esse valor podemos realizar uma medição de resistência nesse ponto,. Ou entrar na curva de R vs. dp com
esse valor.
Para verificação do método, podemos tomar outros valores de C e ainda realizar outras determinações no sentido
ortogonal.

Se depois das medições de R1, R2 e R3 é obtido um determinado valor de μ que cai fora da tabela, significa que é
necessário afastar mais a haste de corrente e depois repetir os testes.

Podemos graficar os valores de resistência verdadeira em um gráfico de R em função de C, tal como é mostrado
na figura 14.

O gráfico mostra como a resistência decresce assintoticamente à medida que a distância C aumenta.

No mesmo gráfico vemos que os valores de C1 e C2 que tomamos são insuficientes, devido aos valores de R
apresentarem muita dispersão. Não é assim com os valores de C3 e C4, onde os correspondentes valores de R
apresentam-se muito mais próximos.

Com este método não devemos esperar grande precisão. Mas é possível esperar erros ao redor dos 10% ou
menores.

Com a determinação de apenas três medidas e o cálculo de μ, já podemos ter uma idéia sobre se o afastamento
da estaca de corrente C é o suficiente, o que indica este método como o mais rápido dentre os descritos até o momento
para médios e grandes aterramentos.

Podemos usar também este método em combinação com o da interseção das curvas, uma vez que os dois exigem
o traçado das curvas de R = f(dp).

Assim, aproveitando as curvas da figura 10, encontramos os valores de R1, R2 e R3 para valores de 0,2 0,4 e 0,6
de C para C = 250m.

dp = 50 R1 = 0,075
dp = 100 R2 = 0,120
dp = 150 R3 = 0,160

Com estes valores, calculamos μ = 0,8888, valor este com o qual entramos na tabela II, onde obtemos o valor de
dv/C = 0,5638. Multiplicamos por C = 250m, e obtemos dv = 140m. Voltamos à curva da figura 10 e obtemos o valor de R =
0,150Ω.

Comparando com o valor obtido no método anterior, comprovamos uma diferença menor que 7%.

Podemos ainda verificar a curva para os outros valores de C (100, 150 e 200m).

Concluímos, então, que este é o método mais recomendável pela rapidez em apreciar os valores obtidos e a
escolha da distância C. Além disso, é o que melhor se comporta em termos de exatidão para medições em terrenos com
solos não homogêneos.
Método estrela-triângulo
Este método foi desenvolvido para situações onde não é possível contar com espaço suficiente para estender
grandes lances de cabos, para ligar as hastes auxiliares.

A medição da resistência de aterramento e a NB-3


A NB-3, em seu capítulo 7 - Verificação final, estabelece que toda instalação, extensão ou alteração de instalação
existente dever ser visualmente inspecionada e ensaiada (...) antes de ser posta em serviço pelo usuário.

Um dos ensaios previstos (7.3.6.2) é o de medição da resistência do eletrodo de aterramento para os esquemas TT, TN
e IT.

Neste item, a NB-3 indica um método de medição, conforme anexo D da norma, que é o método da queda de potencial,
já descrito no artigo.

É importante ressaltar que a NB-3 indica este método a título de exemplo, o que não impede que outros possam ser
utilizados se as condições locais assim o exigirem.

Sendo assim, é o mais aconselhável para medição de aterramentos simples ou sistemas médios, quando, por
exemplo, na cidade é impossível lograr espaço para cravar os eletrodos auxiliares e principalmente encontrar grandes
extensões em linha reta, perpendiculares à malha ou sistema.

A figura 15 mostra a localização dos eletrodos auxiliares formando um triângulo eqüilátero, onde cada eletrodo é
um vértice desse triângulo e, no centro dele, deixamos a estaca incógnita.

Estaca incógnita
Estaca auxiliar ou estaca auxiliar

Figura 16 - Arranjo para ligação do terrômetro de quatro bornes no método estrela-triângulo

Devemos tomar os lados do triângulo grandes o suficiente, para não haver superposição das áreas de influência.

Se pudéssemos obter o valor do aterramento, E, teria um valor de R1. Assim, as estacas S1. S2 e S3 teriam
valores de R2, R3 e R4, respectivamente.

Com um terrômetro medimos as seguintes seis resistências: R12, R13, R14, R23, R34 3 R42.

Depois, utilizando as equações (05), (06), (07), e (08), encontramos o valor de R1.

R1 = 1/3 (R12 + R13 + R14) - (R23 + R24 + R34) (05)


2
R1 = 1/2 (R12 + R13 + R23) (06)

R1 = 1/2 (R12 + R14 + R24) (07)

R1 = 1/2 (R13 + R14 + R34) (08)


Se o resultado obtido com a equação (05) difere substancialmente com os obtidos em (06), (07) e (08), distâncias
maiores nos lados do triângulo deverão ser tomadas.
Para verificar se existe alguma medição falsa ou um posicionamento errado, ou ainda uma má cravação de
alguma estaca auxiliar, podemos comparar os valores dos aterramentos das estacas auxiliares, calculados com as
seguintes equações:

R2 = 1/2 (R12 + R23 - R13)


R2 = 1/2 (R12 + R24 - R14)
R2 = 1/2 (R23 + R24 - R34)
R3 = 1/2 (R13 + R23 - R12)
R3 = 1/2 (R13 + R34 - R14)
R3 = 1/2 (R23 + R34 - R24)
R4 = 1/2 (R14 + R24 - R12)
R4 = 1/2 (R14 + R34 - R12)
R4 = 1/2 (R24 + R34 - R23)

É importante observar a figura 15, verificando que, quando estamos medindo entre a estaca incógnita E e cada
uma das estacas dos vértices (estacas S1, S2, S3) estaremos medindo a resistência R1 em série com R2 primeiro, R1 em
série com R3 segundo, e R1 em série com R4 terceiro, não importando se o par de bornes Exc e Ext e o par Ex e Ec estão
ligados às estacas E e R1 respectivamente ou, ao contrário, estão ligados cruzados (Exc e Ext ao R1 e Et e Ec ao E).

Quando passamos para verificação das fórmulas, vemos que é até possível achar valores negativos de R1; isto
fará com que seja necessário adotar novas distâncias para as estacas auxiliares. Também o solo não homogêneo gera
erros substanciais neste método.

Método utilizando um aterramento morto


Existem ainda locais onde nem o método estrela-triângulo é aplicável, pelo fato de que não é possível cravar
estaca nenhuma, como é o caso de aterramento de edifícios completamente cheios de área construída com pisos de
concreto, museus, edifícios tombados, etc.

Sempre que nestes casos tenhamos acesso a um encanamento metálico, é possível ainda verificar o aterramento
do edifício aos efeitos de saber se está ou não aterrado. Nestas condições devemos ligar o equipamento como indicado na
figura 17.

Encanamento metálico Eletrodo sob teste


ou aterramento morto

Figura 14 - Arranjo para ligação do terrômetro no método aterramento morto

O valor lido indicaria o verdadeiro valor do eletrodo sob teste, sempre que o valor do aterramento do encanamento
seja desprezível ao valor da resistência a medir.

As probabilidades de erro são imensas; pois não conhecemos o valor do aterramento do encanamento. Não
sabemos se existe superposição de áreas, ou se existem descontinuidades no encanamento. Mas, se o valor medido
coincide com o valor teórico esperado, e não existe possibilidade de utilizar um outro método, podemos considerar como
um bom sinal de que o aterramento pode ser utilizável.
Tabela III - Comparativo entre os métodos de medição de resistências de aterramento

Métodos Locais de aplicação Vantagens Desvantagens Observações

1 - Queda de potencial Pequenos eletrodos. De fácil compreensão. Para aterramentos É o método mais
Sistemas de 1 ou 2 Exige poucos cálculos. grandes ou médios didático, É a técnica
hastes. Também para exige grandes básica onde
sistemas mais distâncias para cravar a geralmente se
complicados desde que esta de corrente. começa. Se os
seja graficada a curva resultados não
completamente conformam, utilizar os
métodos 3, 4 ou 5.

2 - Regra do 62%

3- Quatro potenciais

4- Intersecção das Grandes sistemas de Dispensa o conhecimento Necessitamos muitos Existem locais onde o
curvas aterramentos. Por do centro elétrico. As cálculos e dominar a método não provou
exemplo, subestações. distâncias envolvidas no técnica de graficar as ser eficaz.
método são 20% das curvas. EM alguns
utilizadas nos métodos 1, 2 casos os resultados não
e 3. são satisfatórios. Só
serve para solos
homogêneos.

5- Inclinação da curva Grandes sistemas de As mesmas que o método Não apresenta É a técnica mais
aterramentos. Por anterior com vantagens na resultados satisfatórios recomendada para
exemplo, subestações. utilização de menor em solos considerados grandes sistemas.
quantidade de cálculos. não homogêneos.

6.- Estrela - triângulo Para aterramentos Não requer distâncias Apesar de não requere Técnica indicada para
localizados em locais exageradas nem grandes distâncias, as áreas urbanas, onde
urbanos onde as áreas de posicionamento das zonas de influência não os demais métodos
trabalho são muito estacas auxiliares. devem se sobrepor. não podem ser
reduzidas ou estão Requer muitos cálculos. utilizados devido às
limitadas devido às distâncias envolvidas.
exigências urbanas.

7- Utilização de Utilizável só como último É o método menos Este método não deve
aterramento morto recurso. confiável. Apenas serve ser utilizado. Não é um
para detectar se existe método confiável.
ou não o ponto de Seus resultados
aterramento. podem conter erros
grosseiros.