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Dinâmica Tributária

Todo o processo que acompanha o nascimento, desenvolvimento e


extinção dos tributos.

6 fases da dinâmica tributária: Fases da Tributação

I – Fase pré-jurídica: estudos das bases econômicas;

II – Fase da criação do tributo: estudo da legislação tributária;

III – Fase do nascimento da obrigação tributária: estudo do fato gerador;

IV – Fase de apuração do crédito tributário: estudo do lançamento;

V – Fase contenciosa administrativa: estudo do processo administrativo


tributário;

VI – Fase de fixação da dívida ativa: estudo da inscrição do débito.

Lançamento

Tem como função, no plano da Dinâmica Tributária, constituir o crédito


tributário.

Lançamento: série de atos praticados pela administração para a aquisição


do tributo.

Art. 142 CTN: Compete privativamente à autoridade administrativa


constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido como o
procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da
obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante
do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação
da penalidade cabível.
Lançamento tributário, procedimento da administração, do contribuinte ou
de ambos, tendente à constituição do crédito tributário, com vista na captação
do tributo.

Art. 142: a atividade administrativa de lançamento é vinculada e


obrigatória.

Atos administrativos vinculados

discricionários

 Vinculados: são atos que não podem deixar de ser praticados, sob pena
de responsabilidade funcional.
 Discricionário: podem ou não ser praticados pela administração,
observados os critérios de utilidade e comodidade administrativa.

O poder público, sob pena de responsabilidade, não pode se furtar à prática


do ato de lançamento relativo a tributo deferido a sua competência privativa.

Contencioso administrativo

A fase contenciosa administrativa, bem como a posterior de fixação da


dívida ativa não constituem estágios insuprimíveis no desenvolvimento da
dinâmica tributária, pois estão condicionadas à conduta do sujeito passivo da
obrigação tributária.

Com efeito, a fase contenciosa administrativa inicia-se por duas maneiras:

a) Por iniciativa do fisco: por meio da ação fiscal repressiva, quando


constatada sonegação de tributos ou infração regulamenta, a fiscalização
lavra auto de infração.
b) Por iniciativa do contribuinte: quando, inconformado, impugna o critério
adotado pelo fisco nos avisos de lançamento de tributos.

É intuitivo que o contribuinte, notificado do auto de infração ou do aviso de


lançamento, pode saldar o débito fiscal, frustrando a instauração do processo
administrativo e suprimindo a fase procedimental.
O processo tributário é julgado na própria esfera administrativa, que é dotada
de órgãos investidos de poder para decidir.

Isso significa que, no Brasil, a tutela tributária não é privilégio do Poder


Judiciário, podendo ser exercida por órgãos meramente administrativos.

Dívida Ativa

A dívida ativa constitui o estágio mais avançado da dinâmica tributária.

De fato, exauridos os recursos interpostos na instância administrativa e


vencido o contribuinte pela decisão exarada a processo respectivo, ou ainda, se
o contribuinte regularmente notificado no lançamento não oferecer defesa
administrativa, o crédito tributário apurado por meio do lançamento é
imediatamente inscrito na repartição competente, qualificando-se então, como
dívida ativa.

A certidão da dívida ativa é o título líquido e certo de que se vale a


Fazenda Pública para cobrar, judicialmente, o débito fiscal.

Com a inscrição na dívida ativa, esgota-se o complexo de atividades


administrativas que impulsionam todo o processo de desenvolvimento do tributo,
desde sua origem.

A fase de cobrança judicial da dívida ativa se instaura com a propositura


da execução fiscal.

Suspensão do crédito tributário

Depois de constituído o crédito tributário, por meio do lançamento, esta


passa a ser exigível, passível de inscrição na dívida ativa e executável.

Todavia, pode o crédito ter sua exigibilidade suspensa nos termos do Art.
151 do CTN: Suspender significativa paralisar momentaneamente e depois
retomar de onde parou.

A causa suspensiva do crédito é passageira e não induz a recontagem


quando cessada causa interruptiva.
Vale dizer que a suspensão é da EXIGIBIIDADE DO CRÉDITO e não do
crédito em si. Logo, pode haver o lançamento – para evitar a decadência, mas
enquanto houver a causa suspensiva, não poderá haver a exigência de
pagamento, a inscrição na dívida ativa e tampouco a execução da quantia. Pois
a suspensão alcança qualquer ato de cobrança, seja amigável, administrativo ou
judicial.

É importante a proibição de inscrição do crédito tributário na dívida ativa


quando este estiver com a exigibilidade suspensa, pois se garante a extração de
certidões negativa caso o contribuinte queira participar de licitação ou outros
negócios jurídicos. Diante da inobservância acima, o remédio constitucional
viável é o mandado de segurança.

Modalidade de Suspensão do crédito tributário

1. Moratória: extensão do prazo para pagamento da obrigação tributária. É


concedida em circunstâncias excepcionais como calamidade pública e
desastres naturais.
2. Parcelamento: instituto que visa à recuperação do crédito vencido
(incluída ao CTN em 2001). Instituído por meio de lei, a fim de tentar
recuperar os tributos que foram deixados de pagar. A lei dá benefício para
incentivar o pagamento, como desconto na multa e juros de pagamentos
em longo prazo. É diferente da moratória, pois no parcelamento o crédito
já está vencido e, pro isso, além da correção monetária, há incidência de
juros e multa.
3. Depósito de seu montante integral: é a modalidade suspensiva em que já
há em andamento uma discussão administrativa ou judicial acerca do
crédito. É um meio de suspender a exigibilidade do crédito tributário
enquanto se discute a obrigação tributária principal. É a única modalidade
de suspensão da exigibilidade do crédito tributário do rol do Art. 151 que
suspende juros e multa. Sendo que a correção do valor dar-se-á na conta
judicial.