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Mediateca REIS E JANEIRAS


Canções
LETRAS
Fábulas

Instrumentos Na linha das tradições musicais portuguesas (e no âmbito de Educação


Musical e de Música), os Cantos dos Reis e das Janeiras podem ser
Notas
manifestação de alegria e votos de bom ano a toda à comunidade. Na escola,
Meio se as quadras forem preparadas com os alunos, a atividade fomenta a
criatividade e o gosto da poesia, podendo ser adaptadas às circunstâncias.
Animais

Profissões
A CABANA ESTÁ FECHADA
Festas

Natal 1. A cabana está fechada,


o Menino está lá dentro.
Janeiras Vinde dar as Boas Festas.
Ó que lindo nascimento.
Diversas

Mundo Vamos todos, vamos todos,


vamos todos a Belém
Chansons adorar o Deus Menino
que Nossa Senhora tem.
Brasil

Songs

Canciones

A CANTAR-VOS AS JANEIRAS
Postal antigo de Boas Festas dos CTT (1940-1960)

Refrão:
A cantar-vos as janeiras
aqui estamos reunidos.
Desejamos um bom ano
aos amigos mais queridos.

1. Vivam os colegas,
e os professores,
os auxiliares
e educadores.

Versão das janeiras "Boas festas, boas festas" destinada à escola.

A CABANA ESTÁ FECHADA


A cabana está fechada,
o menino está lá dentro.
Vinde dar as Boas Festas,
ó que lindo nascimento.

Vamos todos, vamos todos,


vamos todos a Belém
adorar o Deus Menino
que Nossa Senhora tem.
Clique para saber mais.

AGORA QUE EU VOU CANTAR


Agora que eu vou cantar,
viva o meu atrevimento.
Quem não me quiser ouvir
bote os ouvidos ao vento.

Por bem cantar, mal não digas


dos que a voz aqui levantam,
pois uns cantam o que sabem
e outros sabem o que cantam.

Popular, Alentejo
ALEGRES CANTAM OS SINOS
1. Alegres cantam os sinos
nesta noite de Natal
em que Jesus veio ao mundo
para nos livrar do mal.

Vinde, pastores, correi a Belém,


ver na lapinha Jesus nosso bem.
Vinde adorar o Menino,
Vinde todos a Belém.

2. Glória a Deus nas alturas,


estão anjos a cantar.
Vinde adorar o Menino
que nasceu p'ra nos salvar.

3. Ó meu menino Jesus,


nascidinho na probreza,
tomai posse da minha alma
que é toda a minha riqueza.

Cantar. 1964, 4ª ed., 162-163.

AQUI ESTAMOS NÓS


Aqui estamos nós
todos reunidos
cantando as janeiras
aos nossos amigos,
sem nenhum interesse
com muita amizade,
cantando as janeiras
à sociedade.
Somos cá da terra
e vimos cantar,
dar as boas festas
p'ra vos alegrar.
Neste ano novo
que Deus nos ajude,
nos dê muita paz
e muita saúde.

1. Somos bons amigos


e vimos cantar
dar as boas festas
p'ra vos alegrar.
Neste novo ano
que Deus nos ajude,
nos dê muita paz
e muita saúde.

2. 'Stamos a acabar,
temos de partir
mas jamais iremos
sem nos despedir.
Senhores da casa
batam-nos as palmas,
sejam lá bondosos
pelas vossas almas.

AQUI VÊM AS TRÊS ROSINHAS


Aqui vêm as três rosinhas
quatro ou cinco ou seis
se o senhor nos dá licença
vimos-lhe cantar os reis

Os três reis do oriente


já chegaram a Belém
visitar o Deus Menino
que Nossa Senhora tem.

O menino está no berço


coberto c'o cobertor
e os anjinhos estão cantando
louvado sej'o Senhor.

O Senhor por ser Senhor


nasceu nos tristes palheiros,
deixou cravos, deixou rosas,
deixou lindos travesseiros.

Você diz que tem bom vinho


có có có,
venha-nos dar de beber,
rintintin,
florin-tintin,
traililairó.

Donões, Montalegre, Trás-os-Montes

AQUI VIMOS, AQUI ESTAMOS


Refrão:
Aqui vimos, aqui estamos,
aqui vimos, bem sabeis,
vimos dar as boas festas
e também cantar os reis.

1. Pastores, pastores,
vamos todos a Belém
visitar Maria
e Jesus também.

2. Nasceu o Menino Jesus,


nasceu para nos salvar;
vamos todos a Belém,
o verdadeiro lugar.

3. Quem diremos nós que viva


no raminho de oliveira?
Viva o Senhor Alberto
e viva a família inteira.

Final:
Pastores, pastores,
vamos a Belém
visitar Maria
e Jesus também.

Trad. Louredo/Resende, Portugal

BOAS FESTAS, BOAS FESTAS


Refrão:
Boas festas, boas festas
aos amigos vimos dar.
Um bom ano, um bom ano
vos queremos desejar.

1. Ó vós que dormis


em cama macia,
já nasceu o filho
da Virgem Maria.

BOAS FESTAS, BOAS FESTAS TENHA


1. Boas festas, boas festas
tenha vossa senhoria,
com boas entradas de ano
com prazer e alegria.

Refrão:
Vamos todos juntos,
todos reunidos
dar as Boas Festas
aos nossos amigos.

2. Como alegres passarinhos


a nossa vida é cantar
e aos senhores desta casa
queremos saudar.

3. Vivam todos meus senhores,


vivam todos em geral.
Deus lhes dê um ano novo
isento de todo o mal.

Cantar 1964, 4ª ed. 158-159.

BOAS NOITES, BOAS NOITES


Boas noites, boas noites,
boas noites de alegria,
que lhas manda o Rei da Glória,
filho da Virgem Maria.

Naquela relvinha,
c ’o vento gelou,
a mãe de Jesus
tão pura ficou.

Dominus excelsis Deo,


que já é nascido
O que nove meses
andou escondido.

De quem é o chapeuzinho
Qu’além ‘stá pendurado?
É do senhor José
que Deus o faça um cravo.

De quem é o vestidinho
cosido com seda branca?
É da senhora Susana
que Deus a faça uma santa.

De quem será é o pente d’oiro


Que se achou no arvoredo?
É da senhora Clara
que lhe caiu do cabelo.

De quem eram as liguinhas


que se acharam entre as ervas?
Eram da senhora Rosa
que lhe caíram das pernas.

De quem seriam eram as botinhas


que estavam no sapateiro?
Eram do senhor Custódio
que as pagou c’o seu dinheiro.

Levante-se lá, senhora


do seu banco de cortiça.
Venha-nos dar as janeiras,
ou morcela ou chouriça.

Levante-se lá, senhora,


desse seu rico banquinho,
Venha-nos dar as janeiras
em louvor do Deus Menino.

Levante-se lá, senhora,


desse seu rico assento.
Venha-nos dar as janeiras
em louvor do Nascimento.

Levante-se lá, senhora,


desse seu banco de prata,
Venha-nos dar as janeiras
que está um frio que mata.

(Se demoram a dar as Janeiras...)

Levante-se lá, senhora


dessa cadeirinha torta.
Venha-nos dar as Janeiras
se não batemos-lhe à porta.

(Se dão as Janeiras, cantam a despedida.)

Despedida, despedida,
despedida quero dar.
Os senhores desta casa
bem nos podem desculpar.

(Se não dão as janeiras)

Esta casa não é alta,


tem apenas um andar.
Estes barbas de farelo
nada têm p’ra nos dar.

Esta casa é bem alta,


forradinha de papel.
O senhor que nela mora
É um grande furriel.

Esta casa é bem alta,


forradinha a papelão.
O senhor que nela mora
é um grande forretão.

(Trelinca a martelo
torna a trelincar.
Estes barbas de chibo
não têm que nos dar.)

(Quando vão comer as janeiras)

Naquela relvinha,
naquela lameira,
detrás da fontinha
se come a Janeira.

Gloria in excelsis Deo,


que já é nascido
O que nove meses
andou escondido.

Recolha de várias com base na de Vale de Lobo, BB - Etnografia da Beira, I


vol., Jaime Lopes Dias, 2ª ed. Empresa Nacional de Publicidade, Lisboa 1944,
159. Pequenas adaptações.

BOAS NOITES, MEUS SENHORES


Boas noites, meus senhores,
Boas noites vimos dar.
Vimos pedir as Janeiras
Se no-las quiserem dar.

Aqui vimos, aqui vimos,


Aqui vimos bem sabeis.
Vimos dar as boas festas
E também cantar os reis.

Ano Novo, Ano Novo,


Ano Novo, melhor ano.
Vimos cantar as Janeiras
Como é de lei cada ano.

Levante, linda senhora


Desse banquinho de prata.
Venha-nos dar as Janeiras
Que está um frio que mata.

As Janeiras são cantadas


Do Natal até aos Reis.
Olhai lá por vossa casa
Se há coisa que nos deis.

CÁ ESTAMOS À SUA PORTA


Cá estamos à sua porta,
um grupo de amigos seus.
Falar bem nada nos custa:
santa noite lhe dê Deus.

Que tenha um próspero ano


e não esqueça a virtude.
Que tenha muita alegria
e outra tanta saúde.

A quem tanto bem nos faz


Deus livre de pena e dano.
Fiquem com Deus, passem bem!
Até ao próximo ano!

Adapt.
Aqui 'stou à sua porta
mais dois camaradas meus.
Falar bem nada nos custa:
santas noites lhes dê Deus.

Venho lhes dar os bons anos


que pelas festas não pude.
Venho ao fim de saber
novas da sua saúde.

Trad. Portugal, Peroguarda

CANTEMOS, CANTEMOS
Refrão:
Cantemos, cantemos,
cantemos com alegria.
Vimos dar as Boas Festas
à nossa freguesia.

1. A senhora desta casa


está sentada num banquinho.
Venha o prato das filhoses
e o garrafão do vinho.

2. A senhora que aqui mora


seria boa pessoa
se nos trouxesse presunto
e um pedaço de broa.

CANTEMOS TODOS LINDAS CANÇÕES


Cantemos todos lindas canções.
Louvam a Deus os corações.
Já é nascido, haja alegria!,
o Deus menino, Avé Maria.

Entrai, pastores, entrai


por esse portal sagrado.
Vinde adorar o menino
numas palhinhas deitado.

Da serra veio um pastor


à minha porta bateu.
Trouxe uma carta que diz:
"O Deus menino nasceu!"

Pela oferta que nos deram,


o nosso muito obrigado.
Tenham um bom ano novo
de paz e amor recheado.

DEBAIXO DE UMA OLIVEIRA


Refrão:
Debaixo de uma oliveira,
um anjo do céu dizia:
a todos os moradores
muita paz e alegria!

1. As janeiras são cantadas


em janeiro pelos Reis.
Nasceu um lindo menino,
o seu nome já o sabeis.

2. Boas festas, boas festas


vos dizemos neste dia;
vós dais-nos as janeirinhas,
nós trazemos a alegria.

3. A todos os que aqui 'stão


a ouvir-nos a cantar,
nós desejamos bom ano
e saúde a transbordar.

Trad. Portugal

EM BELÉM, À MEIA NOITE


1. Em Belém, à meia noite,
noite de tanta alegria
já nasceu o Deus Menino,
Filho da Virgem Maria.

Refrão:
Pastores, pastores,
vinde todos a Belém
adorar o Deus Menino,
que Nossa Senhora tem.

2. Viva lá, senhora Amélia


raminho de amendoeira.
‘Inda neste mundo anda
já no céu tem a cadeira.

3. Viva lá, o menino Diogo


que lá está juntinho à brasa.
Venha-nos dar as janeiras
que é o morgado da casa.

4. Viva lá, senhor Armando


raminho de salsa crua.
Quando vai para a igreja
alumia toda a rua.

5. A todos que aí estão


ao redor dessa fogueira,
santa paz lhes desejamos
‘té à hora derradeira.

Cf. Cantar. 1964, 4ª ed., 152-153.

ESTA CASA É TÃO ALTA


Esta casa é tão alta,
É forrada de papelão.
Aos senhores que cá moram,
Deus lhe dê a salvação.
ESTA NOITE É DE JANEIRAS I
Esta noite é de Janeiras.
Cantemos com alegria.
Já nasceu o Deus Menino
Filho da Virgem Maria,

Filho da Virgem Maria


Numas palhinhas deitado.
Deu à luz esta criança
O Deus Menino Sagrado.

Estou a ver a dona de casa


Pelo buraco da fechadura.
Venha-me dar a esmola
Que o frio já não se atura.

Quando vinha aí em baixo


Topei com uma cortiça.
Logo o meu coração disse
Que aqui davam uma chouriça.

Autor: Diogo Graça Carolino


Alvalade - Sado

ESTA NOITE É DE JANEIRAS II


Esta noite é de Janeiras
e dum grande merecimento
por ser a noite primeira
em que Deus passou tormento.

Os tormentos que passou,


eu lhes digo a verdade:
o seu sangue derramou
p ’ra salvar a sociedade.

Um raminho, dois raminhos,


um raminho de salsa crua.
Ao pé da tua cama
nasce o sol e põe-se a lua.
Daqui donde estou bem vejo
um canivete a bailar
para cortar a chouriça
que a senhora me há-de dar.

Esta noite é de janeiras, in Cancioneiro Popular Português, Michel Giacometti;


F. Lopes-Graça. Círculo de Leitores 1981, 46.

ESTA NOITE É DE JANEIRAS III


Esta noite é de janeiras,
é de grande mer’cimento.
Por ser a noite primeira
em que Deus passou tormento.
Os tormentos que passou
de Sua livre vontade,
o Seu Sangue derramou
p'ra salvar a Cristandade.

O Seu Sangue derramou,


Seu Sangue derramaria
p'ra salvar a Cristandade,
São Pedro, Santa Maria!

Ao fim de séculos passados,


foram ver a sepultura.
Acharam ossos mirrados,
o sinal da criatura!

Esta noite de Ano Novo


é de tão alto valor.
Deus lhe dê muita saúde
e pão ao Sr. Doutor!

Viva o Sr. Dr. Carlos


que vela p’los pobrezinhos
Deus lhe dê muita saúde
pra criar os seus filhinhos!

Esta casa está juncada


com junquilhos da ribeira.
Viva o dono desta casa,
mais a sua companheira!

Esta casa está juncada


com ramos de erva cidreira.
Deus lhe dê muita saúde,
e à sua família inteira!

Janeiras, in Cancioneiro de Serpa, M. Rita Ortigão P. Cortez, Ed. C.M. Serpa


1994, 366-367.

INDA AGORA AQUI CHEGUEI I


‘Inda agora aqui cheguei,
já começo a cantar.
‘Inda não pedi licença,
não sei se ma querem dar.

Refrão:
Pastores, Pastores,
vinde todos a Belém
adorar o Deus Menino
que Nossa Senhora tem.

Levante-se lá, ó senhora,


desse seu lindo banquinho.
Venha o prato das filhoses
e uma garrafa de vinho.

Levante-se lá, ó senhora


dessa cadeira de prata,
Venha-nos dar as janeiras
que está um frio que mata.

INDA AGORA AQUI CHEGUEI II


Inda agora aqui cheguei,
mal pus o pé na escada,
logo o meu coração disse:
aqui mora gente honrada.

Ó irmãos na caridade,
notícias vos trago eu:
às doze horas da noite
o Deus Menino nasceu.

Nasceu numas tristes palhas


como nasce o cordeirinho.
Por causa dos meus pecados
foi preso ao madeirinho.

De quem é a bengalinha
que está ali no bengaleiro?
É do patrão desta casa
que é um bom cavalheiro.

JÁ OS CAMPOS AVERDEGAM
Refrão:
Já os campos averdegam
noite e dia à bela luz.
Ó que lindo nascimento
teve o menino Jesus.

Andámos de casa em casa


por atalhos e caminhos,
os corações sempre em brasa
como outrora os pastorinhos.

2. Ó meu menino Jesus,


meu lindo amor perfeito,
se vós tendes frio
vinde parar ao meu peito.

JÁ OS TRÊS REIS VÃO CHEGANDO


1. Já os três reis vão chegando
à lapinha de Belém
adorar o Deus Menino
que Nossa Senhora tem.

Com muitas graças


aqui viemos
as boas festas
lhes cantaremos.

2. A cabana era pequena,


não cabiam todos três;
adoraram o Menino
cada um por sua vez.

3. Nossa Senhora lhe disse:


- Filho meu, que te farei?!
Não tenho cama nem berço,
nos braços te criarei.
JÁ OS TRÊS REIS SÃO CHEGADOS
1. Já os três reis são chegados
às portas do Oriente
visitar o Deus Menino,
Senhor Deus omnipotente.

2. Já os três reis são chegados


à lapinha de Belém,
visitar o Deus Menino
que a Nossa Senhora tem.

3. Nossa Senhora Lhe disse:


- Filho meu, que Te farei?
Não tenho cama nem berço,
nos braços te criarei.

4. Estas casas são bem altas,


têm defronte um laranjal.
Viva quem está dentro delas,
vivam todos em geral.

MEIA NOITE DADA


1. Meia noite dada,
meia noite em pino,
cantavam os galos,
nascia o Menino.

2. Chorava o Menino
como um enjeitado,
em lapa da serra,
não no povoado.

3. Menino tão rico


que pobre estais!...
Deitado no feno,
entre animais!

4. Os filhos dos homens


em berço doirado,
e Vós, meu Menino,
em palhas deitado!

5. Em palhas deitado,
tão pobre esquecido,
filho de uma rosa,
de um cravo nascido.

6. E do Oriente
os três reis vieram.
Oiro, incenso e mirra
lhe ofereceram.

NESTA CASA HÁ AMOR


Refrão:
Nesta casa há amor,
junta-se a paz à lareira
para ouvir cantar em grupo
cantadores, cantadeiras.

1. Vimos cantar as janeiras


Do tempo da nossa avó.
Somos gente das aldeias
unidas num grupo só.

2. Nos braços da bela aurora


vejo o menino brincando
com a mãozinha de fora
todo o Mundo abençoando.

NESTE DIA DE JANEIRO


Neste dia de Janeiro
nós cá 'stamos a cantar.
Um bom ano para todos
vos queremos desejar.

É nascido o Deus Menino,


Filho da Virgem Maria.
Cantemos em seus louvores
nossos hinos de alegria.

Cf. Cantar, 1964, 4ªed., 176.

NÓS AQUI VIMOS


Nós aqui vimos,
todos reunidos,
dar as Boas Festas
aos nossos amigos.

Não é com interesse


mas com amizade
dar as Boas Festas
à sociedade.

Sobreirinho ramalhudo
que nos dás a bolota,
se tens filhos ou criados
mandai-nos abrir a porta.

Pela oferta que nos deram


o nosso muito obrigado.
O nosso rancho agradece
nós p'ró ano cá voltamos

Modivas, Ourém

NÓS SOMOS OS TRÊS REIS


1. Nós somos os três reis
que vimos do Oriente
trazer as boas festas
com paz p'ra toda a gente.
Nós somos os três reis
guiados por uma luz.
Adoramos o Deus Menino
que se chama Jesus.

2. Nós somos os três reis,


Baltazar e Gaspar.
Também o Belchior
O veio adorar.
Nós somos os três reis
guiados por uma luz.
E trouxemos três presentes
p'ro Menino Jesus.

Ó DA CASA
Ó da casa, nobre gente,
escutareis e ouvireis
Das bandas do Oriente
são chegados três reis.

São três reis, são três c'roados,


vinde ver quem vos c'roou,
e mais quem vos ordenou
no vosso santo caminho.

Mandou Deus, por uma estrela


que lhe ensinasse o caminho;
a estrelinha foi pousar
no alto duma cabana...

A cabana era pequena,


não cabiam todos três;
adoraram Deus Menino
cada um por sua vez.

Todos Lhe ofereceram


ouro e mirra e incenso;
não lhe ofereceram mais nada
porque Ele era Deus imenso.

Trad. Cinfães, Portugal

Ó DE CASA, ALTA NOBREZA


Ó de casa, alta nobreza,
mandai-nos abrir a porta,
ponde a toalha na mesa
com caldo quente da horta!

Teni, ferrinhos de prata,


ao toque desta sanfona!
Trazemos ovos de prata
fresquinhos, prá vossa dona.

Senhora dona de casa,


à ilharga do seu Joaquim,
vermelha como uma brasa
e alva como um jasmim!

Vimos honrar a Jesus


numas palhinhas deitado:
o candeio está sem luz
numa arribana de gado.

Mas uma estrela dianteira


arde no céu, que regala!
A palha ficou trigueira,
os pastorinhos sem fala.

Dá-lhe calorzinho a vaca,


o carvoeiro uma murra,
a velha o que traz na saca,
seus olho mansos a burra.

Já as janeiras vieram,
os Reis estão a chegar,
Os anos amadurecem:
estamos para durar!

Já lá vem Dom Melchior


sentado no seu camelo
cantar as loas de cor
ao cair do caramelo.

Ó incenso, mirra e oiro,


que cheirais e luzis tanto,
não valeis aquele tesoiro
do nosso Menino santo!

Abride a porta ao peregrino,


que vem de num longe, à neve,
de ver nascer o Menino
nas palhinhas do preseve.

Acabou-se esta cantiga,


vamos agora à chacota:
já enchemos a barriga,
sigamos nossa derrota!

Rico vinho, santa broa


calça o fraco, veste os nus!
Voltaremos a Lisboa
pró ano, querendo Jesus.

Recolha de Vitorino Nemésio (1901-1978)

O MENINO ESTÁ DORMINDO


1. O Menino está deitado
com Maria e José.
Cantamos nós com os anjos:
"Gloria tibi Domine". .

2. Entrai, pastores, entrai


na lapinha de Belém.
Adorai o Deus Menino
que nasceu p'ra nosso bem.

Cf. Cantar. 1964, 4ª ed.


OS PASTORES VÃO ANDANDO
Os pastores vão andando,
andando sempre à porfia
a ver quem chega primeiro
aos pés da Virgem Maria.

Boas festas, meus senhores,


festas de tanta alegria.
Já nasceu o Deus Menino,
Filho da Virgem Maria.

Para quem está ouvindo


esta nossa melodia,
pedimos ao Deus Menino
lhes dê paz e alegria.

Aqui 'stou à sua porta


c'um pé frio e outro quente.
Venha dar-nos as janeiras,
um copinho de aguardente.

Cantar. 1964, 4ª ed., 174-175.

QUE ESTÁS A FAZER, CRIANÇA


Refrão:
Que estás a fazer, criança,
sentado na pedra fria?
Estou à espera do menino
Filho divino à luz do dia.

1. Andamos de casa em casa


por atalhos e caminhos,
os corações sempre em brasa
como outrora os pastorinhos.

2. Vimos dar as Boas Festas,


Boas Festas vimos dar,
que nasceu o Deus menino
nas palhinhas ao luar.

SENHORA DONA DA CASA


Refrão:
Senhora dona da casa
Deixe-se estar que está bem.
Mande-nos dar a esmola
Pela rosa que aí tem.

1. Abram-se lá essas portas


Ainda não estão bem abertas
Que nasceu o Deus menino
Vou-lhe dar as boas festas.

2. Boas festas meus senhores


Boas festas lhes vou dar.
Que nasceu o Deus menino
Nesta noite de Natal.
3. Nesta noite de Natal
Noite de santa alegria
Já nasceu o Deus menino
Filho da Virgem Maria

SENHORES NÓS VOS TRAZEMOS


1. Senhores, nós vos trazemos
a mensagem de Belém:
nasceu já o Deus Menino
e Maria é sua mãe.

2. Nas bandas do Oriente


Uma estrelinha brilhou
E guiando os três reis Magos
Sobre o presépio poisou.

Nestas noites de Natal


como é bom pelo luar
vir até vós meus senhores
lindas janeiras cantar.

3. Tudo acorre à lapinha


para adorar o Senhor.
Não deixemos nós também
de cantar o seu louvor.

4. Como somos mensageiros,


não podemos demorar.
A boa nova iremos
a outros anunciar.

5. Levantai-vos, vinde ver-nos


e trazei-nos as janeiras
porque esta noite está fria,
só nos sabem as fogueiras.

6. Vamos dar a despedida


até ao ano que vem.
Fiquem-se com Deus, senhores,
e sua divina mãe.

Letra: Delmar Barreiros, Cantar. 1964, 4ª ed, p. 166-167.

UM ANO NOVO ENTROU


Um Ano Novo entrou,
as Janeiras vamos cantar
pedindo a vossa bondade
de quem nos queira ajudar.

Janeiras, lindas janeiras,


senhores vimos cantar.
Boas Festas e alegria
vos queremos desejar.

Que todos os Mirenses


Tenham muitas felicidades,
presentes e ausentes
de todas as idades.
Senhores não demoreis
que é muito frio o luar,
Vinde-nos dar as Janeiras
que nós temos de caminhar.

Boas noites meus senhores


até p'ró ano que vem.
Alegria e paz em Deus
e na Virgem, Sua Mãe.

VAMOS CANTAR AS JANEIRAS


Vamos cantar as janeiras,
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras.

Vamos cantar orvalhadas,


Vamos cantar orvalhadas.
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas.

Vira o vento e muda a sorte,


Vira o vento e muda a sorte.
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte.

Muita neve cai na serra,


Muita neve cai na serra.
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra.

Quem tem a candeia acesa,


Quem tem a candeia acesa.
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza.

Já nos cansa esta lonjura,


Já nos cansa esta lonjura.
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura.

José Afonso

VIMOS CANTAR AS JANEIRAS


Vimos cantar as janeiras
desejando neste dia
um bom ano para toda a escola
com saúde e alegria. (bis)

Vimos cantar as janeiras


desejando neste dia
um bom ano p'ra toda a família
com saúde e alegria. (bis)

Vimos cantar as janeiras


desejando neste dia
um bom ano para os moradores
desta linda freguesia.(bis)
Vimos cantar as janeiras
desejando neste dia
um bom ano para toda a gente
com saúde e alegria. (bis)

Para a melodia de janeiras de José Afonso

VINDE, PASTORES, DEPRESSA


Vinde, pastores, depressa
que já nasceu o Menino.
Já se cumpriu a promessa,
vamos a tocar o sino.

1. Janeiras, lindas janeiras,


janeiras da minha aldeia.
Sois quais estrelas fagueiras
nas noites de lua cheia.

2. Janeiras, lindas janeiras


senhores, vimos cantar.
Boas Festas e alegrias
vos queremos desejar.

3. Sopram os ventos da serra,


caem estrelas do céus,
Alegre-se toda a terra,
nasceu o Menino Deus.

4. Senhores, não demoreis,


que é muito frio o luar.
Vinde-nos dar as Janeiras,
que temos de caminhar.

5. Levantai-vos da lareira
e vinde depressa ver
a grandiosa fogueira
que o Menino há-de aquecer.

6. Ó Janeiras de Vilar
Como vós não há igual.
Dais consoada aos pobres
nestas noites de Natal.

7. A mensagem de Natal
a todos dê luz e amor.
Oxalá por toda a vida
vos guie com seu fulgor.

8. Boas noites, meus senhores,


até para o ano que vem.
Alegria e paz em Deus
e na Virgem sua Mãe.

Letra: J. Geraldes, Cantar. 1964, 4ª ed., 169-171.

VIVA LÁ, MINHA SENHORA, CASAQUINHO


Viva lá, minha senhora,
casaquinho de veludo;
Quando mete a mão ao bolso,
tem dinheiro para tudo.
Refrão:
Boas Festas, Boas Festas,
vos dizemos neste dia.
Venham-nos dar as Janeiras,
com prazer e alegria.

Viva lá, minha senhora,


no seu livrinho a ler;
Quando vai para a janela,
parece o sol a nascer.

Viva lá, minha senhora,


linda estrela do norte.
Que Deus a deixe criar
para uma boa sorte.

Levante-se lá, minha senhora,


desse banco de cortiça.
Venha-nos dar as Janeiras,
ou de carne, ou de chouriça.

Alegrias populares, vol. II, Jaime Pinto Pereira, Ed. autor 1967, 22
Vila Verde, Tourais

VIVA LÁ, MINHA SENHORA, RAMINHO


Viva lá, minha senhora,
Raminho de salsa crua.
Quando chega à janela
Põe-se o sol e nasce a lua.

Viva lá minha senhora


Linda boquinha de riso,
Linda maçã camoesa
Criada no paraíso.

Ó que estrela tão brilhante


Que vem dos lados do norte.
À família desta casa
Deus lhe dê a melhor sorte.

De quem é o anel d’oiro


Com pedrinhas no Redol.
É do menino João
Que é bonito como o sol.

Viva lá menina Rita.


Suas faces são romãs.
Seus olhos são mais galantes
Do que a estrela da manhã.

Ó que estrela tão brilhante


Que vem dos lados do norte.
À família desta casa
Deus lhe dê a melhor sorte.

A silva que nasce à porta


Vai beber à cantadeira.
Levante daí senhora
Venha-nos dar a Janeira.

Alegrai-vos companheiros
Que já sinto gente andar.
É a senhora da casa
Que nos vem a convidar.

Ó que estrela tão brilhante


Que vem dos lados do norte.
À família desta casa
Deus lhe dê a melhor sorte.

Janeiras em Santa Maria da Feira 2003

Janeiras em Barcelos 2010

Janeiras na Ilha Terceira, Açores

Grupo de Cantares Aléu - Levantaram-se os Três Reis (jan…

QUADRAS INTRODUTÓRIAS
Boas noites, boas noites,
boas noites de alegria,
que lhas manda o Rei da Glória,
filho da Virgem Maria.

Os três reis do oriente


já chegaram a Belém
visitar o Deus Menino
que Nossa Senhora tem.

Cá estamos à sua porta,


um grupo de amigos seus.
Falar bem nada nos custa:
santa noite lhe dê Deus.

Andámos de casa em casa


por atalhos e caminhos,
os corações sempre em brasa
como outrora os pastorinhos.

O menino está no berço


coberto c'o cobertor
e os anjos estão cantando
louvado seja o Senhor.

Aqui 'stou à sua porta


mais dois camaradas meus.
Falar bem nada nos custa:
santas noites lhes dê Deus.

Venho lhes dar os bons anos


que pelas festas não pude.
Venho ao fim de saber
novas da sua saúde.

QUADRAS PARA REFRÃO


A cantar-vos as janeiras
aqui estamos reunidos.
Desejamos um bom ano
aos amigos mais queridos.

Aqui vimos, aqui estamos


A cantar, já o sabeis.
vimos dar as boas festas
e também cantar os reis.

Boas festas, boas festas


aos amigos vimos dar.
Um bom ano, um bom ano
vos queremos desejar.

QUADRAS PARA VIVAS


Viva lá quem nos escuta,
vivam todos em geral.
Deus vos dê um ano novo
E a todo o Portugal.

Como aqueles passarinhos


que estão sempre a cantar.
Aos senhores desta casa
nós queremos saudar.

Boas festas, boas festas


tenha vossa senhoria,
com boas entradas de ano
com prazer e alegria.

Quem diremos nós que viva


no raminho de oliveira?
Viva o Senhor Alberto
e viva a família inteira.

Por bem cantar, mal não digas


dos que a voz aqui levantam,
pois uns cantam o que sabem
e outros sabem o que cantam.

Boas noites, meus senhores,


Boas noites vimos dar.
Vimos pedir as Janeiras
Se no-las quiserem dar.

As Janeiras são cantadas


Do Natal até aos Reis.
Olhai lá por vossa casa
Se há coisa que nos deis.

Levante, linda senhora


desse banquinho de prata.
Venha-nos dar as Janeiras
que está um frio que mata.

De quem é o vestidinho
cosido com seda branca?
É da senhora Susana
que Deus a faça uma santa.

De quem seriam eram as botinhas


que estavam no sapateiro?
Eram do senhor Custódio
que as pagou c'o seu dinheiro.

Levante-se lá, senhora


do seu banco de cortiça.
Venha-nos dar as janeiras,
ou morcela ou chouriça.

Levante-se lá, senhora,


desse seu rico assento.
Venha-nos dar as janeiras
em louvor do Nascimento.

Levante-se lá, senhora


dessa cadeirinha torta.
Venha-nos dar as Janeiras
se não batemos-lhe à porta.

DESPEDIDA
Que tenha um próspero ano
e não esqueça a virtude.
Que tenha muita alegria
e outra tanta saúde.

A quem tanto bem nos faz


Deus livre de pena e dano.
Fiquem com Deus, passem bem!
Até ao próximo ano!

Despedida, despedida,
despedida quero dar.
Os senhores desta casa
bem nos podem desculpar.

Esta casa não é alta,


tem apenas um andar.
Estes barbas de farelo
nada têm p'ra nos dar.

Esta casa é bem alta,


forradinha a papelão.
O senhor que nela mora
Tem um grande coração.

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