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Períodos da filosofia

Os Pré-Socráticos
Podemos afirmar que foi a primeira corrente de pensamento, surgida na Grécia Antiga por volta do século VI a.C.

Os filósofos que viveram antes de Sócrates se preocupavam muito com o Universo e com os fenômenos da natureza. Buscavam explicar tudo através da razão e do conhecimento científico.
Podemos citar, neste contexto, os físicos Tales de Mileto, Anaximandro e Heráclito.

Pitágoras desenvolve seu pensamento defendendo a idéia de que tudo preexiste à alma, já que esta é imortal. Demócrito e Leucipo defendem a formação de todas as coisas, a partir da
existência dos átomos.

Período Clássico
Os séculos V e IV a.C. na Grécia Antiga foram de grande desenvolvimento cultural e científico. O esplendor de cidades como Atenas, e seu sistema político democrático, proporcionou o
terreno propício para o desenvolvimento do pensamento. É a época dos sofistas e do grande pensador Sócrates.

Os sofistas, entre eles Górgias, Leontinos e Abdera, defendiam uma educação, cujo objetivo máximo seria a formação de um cidadão pleno, preparado para atuar politicamente para o
crescimento da cidade. Dentro desta proposta pedagógica, os jovens deveriam ser preparados para falar bem (retórica), pensar e manifestar suas qualidades artísticas.
Sócrates começa a pensar e refletir sobre o homem, buscando entender o funcionamento do Universo dentro de uma concepção científica. Para ele, a verdade está ligada ao bem moral do
ser humano. Ele não deixou textos ou outros documentos, desta forma, só podemos conhecer as idéias de Sócrates através dos relatos deixados por Platão.
Platão foi discípulo de Sócrates e defendia que as idéias formavam o foco do conhecimento intelectual. Os pensadores teriam a função de entender o mundo da realidade, separando-o das
aparências.
Outro grande sábio desta época foi Aristóteles que desenvolveu os estudos de Platão e Sócrates. Foi Aristóteles quem desenvolveu a lógica dedutiva clássica, como forma de chegar ao
conhecimento científico. A sistematização e os métodos devem ser desenvolvidos para se chegar ao conhecimento pretendido, partindo sempre dos conceitos gerais para os específicos.

Período Pós-Socrático
Está época vai do final do período clássico (320 a.C.) até o começo da Era Cristã, dentro de um contexto histórico que representa o final da hegemonia política e militar da Grécia.
Ceticismo: de acordo com os pensadores céticos, a dúvida deve estar sempre presente, pois o ser humano não consegue conhecer nada de forma exata e segura.
Epicurismo: os epicuristas, seguidores do pensador Epicuro, defendiam que o bem era originário da prática da virtude. O corpo e a alma não deveriam sofrer para, desta forma, chegar-se ao
prazer.
Estoicismo: os sábios estóicos como, por exemplo, Marcos Aurélio e Sêneca, defendiam a razão a qualquer preço. Os fenômenos exteriores a vida deviam ser deixados de lado, como à
emoção, o prazer e o sofrimento.

Filosofia Antiga
Em 479 a.C. com a vitória dos gregos sobre os persas, consolida-se a democracia em Atenas. A idéia de “homem” passa a ser identificada com a concepção de “cidadãos da pólis”. As
preocupações e especulações filosóficas concentram-se, a partir desse momento, não mais na relação do homem com a natureza, como ocorria nos pré-socráticos. O que importa agora é a
relação entre seres humanos: a vida social.

Sócrates (469-399 a.C.) é tradicionalmente considerado um marco divisório da história da filosofia grega. Por isso, os filósofos que o antecederam são chamados pré-socráticos e os que o
sucederam de pós-socráticos. Sua filosofia era desenvolvida mediante diálogos críticos com seus interlocutores. Esses diálogos podem ser divididos em dois momentos básicos: aironia
(interrogação) e a maiêutica (concepção de idéias). Os principais representantes do período pós-socrático: Platão e Aristóteles.

Filosofia Medieval
A Idade Média inicia-se com a desorganização da vida política, econômica e social do Ocidente, agora transformado num mosaico de reinos bárbaros. Depois vieram as guerras, a fome e as
grandes epidemias. O cristianismo propaga-se por diversos povos. A diminuição da atividade cultural transforma o homem comum num ser dominado por crenças e superstições.
O período medieval não foi, porém, a “Idade das Trevas”, como se acreditava. A filosofia clássica sobrevive, confinada nos mosteiros religiosos. Sob a influência da Igreja, as especulações se
concentram em questões filosófico-teológicas, tentando conciliar a fé e a razão. E são nesse esforço que Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino trazem à luz reflexões fundamentais para
a história do pensamento cristão.

Filosofia Moderna
Pode a razão conhecer Deus? Atravessando tortuosos caminhos, o pensamento medieval não foi conclusivo. A escolástica chegou ao seu limite. A desagregação da cristandade com a
reforma protestante e o renascimento cultural trouxe novas questões. A burguesia entra em cena e caracteriza a mentalidade moderna. De modo geral, associam-se ao renascimento
mudanças de ênfase nos seguintes valores: antropocentrismo, racionalismo e individualismo.
René Descartes é considerado um dos pais da filosofia moderna. Aplicando a dúvida metódica, chegou a celebre conclusão: “Penso, logo existo“. Seu método da dúvida crítica abalou
profundamente o edifício do conhecimento filosófico de sua época.

Filosofia Contemporânea
O conhecimento amplia-se e faz surgir um novo objeto de estudo, o próprio homem. Cada época abrange uma corrente de pensamento, juntamente com seus respectivos conceitos e
pensadores. Entre os filósofos idealistas estão Descartes, Kant e Hegel. Já na tradição racionalista pós-cartesiana temos Pascal, Spinoza, Guilherme de Occam e Leibniz.
No palco inicial do empirismo moderno os principais representantes são: Francis bacon, Locke, Berkeley e Hume. Dentro da filosofia política destacam-se os seguintes filósofos: Aristóteles,
Thomas Hobbes, Jean-Jacques Rousseau, Engels, Maquiavel, Voltaire, Fichte, dentre outros. Já no positivismo temos Augusto Comte. O representante da crítica ao positivismo é Bérgson.
Dentro da filosofia das Ciências ou Epistemologia temos como representante Bachelard. A concepção de materialismo tem como representante Karl Marx.
Nas primeiras décadas do século XX, o mundo estava em crise. A filosofia também. Diversos pensadores passam a questionar o sentido da vida humana. Surge, assim, a tendência
existencialista.
Seus principais inspiradores:
Kierkegaard, Nietzsche, Husserl, Heidegger, Camus e Sartre. O inconsciente representa papel fundamental na filosofia de Schopenhaue.Sob esse aspecto antecipou-se alguns dos conceitos
mais importantes da psicanálise fundada por Sigmund Freud.
No pensamento pós-moderno temos influências marcantes, tais como: Michel Foucault, Gilles Deleuze, Haber, mas, Richard Rorty, Adorno, Marcuse, dentre outros.
Por: Renan Bardine

PERIODOS DA HISTORIA DA FILOSOFIA


A História da Filosofia, como toda divisão cronológica, é uma opção arbitrária de quem
estabelece os pontos de ruptura para justificar as separações entre um período e outro. É claro
que esta "arbitrariedade" está sustentada em algum princípio que permite aproximações entre
temas, características e proposições dos autores. Neste caso, as periodizações da História da
Filosofia devem ser buscadas nos critérios de quem as fez, mais do que nas relações dos
próprios filósofos, que ao escreverem e muitas vezes dialogando com textos de antepassados
não estavam preocupados em pertencer a um período específico.
As caracterizações de um determinado período são úteis para uma sistematização didática,
mas como toda caracterização, ao mesmo tempo em que dá identidade e especificidade ao
período que está sendo caracterizado, também serve para simplificar e reduzir um determinado
pensamento ao período em que ele surge. Falar de características do pensamento filosófico de
uma época é uma forma de encobrimento das diversidades que existem, mas ao mesmo
tempo, a procura por estas características nos auxiliam na identificação da abordagem
filosófica.
Dialogando entre uma caracterização geral e as particularidades de cada filósofo, a
periodização que fazemos a seguir parte de algumas das principais obras de História da
Filosofia e se aproxima das divisões clássicas da própria História: antiga, medieval, moderna e
contemporânea. São breves exposições e referências a alguns dos nomes que serão tratados
nos volumes seguintes deste trabalho.
FILOSOFIA ANTIGA
A Filosofia Antiga refere-se a um grupo diversificado e que se localiza desde o século VI a.c. na
Jônia até os primeiros tempos da era cristã. Pela dimensão temporal podemos localizar
temáticas díspares que são sistematizadas neste mesmo grupo. Entre estes grupos estão:
- os pré-socráticos ou físicos: os filósofos, desde Tales de Mileto, que se localizam antes de
Sócrates e se interrogavam sobre a physis (natureza), daí o nome físicos. A preocupação deles
sobre o princípio (a arché) da natureza, da ordem do mundo fez com que estabelecessem as
primeiras elaborações à procura de um princípio lógico que explicasse a própria natureza.
- A Filosofia Socrática. Sócrates: é a figura central da Filosofia grega. Embora nunca tenha
escrito nada foi a partir dele que as questões humanas superaram as preocupações sobre o
princípio ordenador da natureza. Sócrates é uma figura emblemática por ter legado à Filosofia
a figura do homem questionador, que procura conhecer, interrogando as pessoas que julgava
sábias. Ele dialogava e interrogava as pessoas à exaustão, através da ironia e da maiêutica, as
partes constitutivas do seu método dialético: inquiria para que as pessoas pudessem "dar a luz
às idéias". Incorporou o lema de um oráculo ("Conhece-te a ti mesmo") como parte de sua
tarefa e foi condenado à morte.
A Filosofia sistemática. Platão e Aristóteles são os dois principais nomes deste período: Platão
foi discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles. Ele foi o primeiro a sistematizar uma obra
filosófica em que expressa uma determinada concepção de mundo. Sua obra é marca da pela
questão do conhecimento e a associação com a atividade política. A Filosofia é filha da cidade
(pólis) e ao mesmo tempo está à sua margem, por isso, os diálogos platônicos expõem os
temas de um debate articulado, através da argumentação, e do impulso que desperta o
pensamento e o conhecimento autêntico (epistéme) que ultrapasse as aparências (doxa).
Aristóteles apresentou diferenças substantivas em relação a Platão. Sua obra apresenta, em
seu próprio modo de escrever e na escolha dos temas, uma organização que expressa o objeto
e os modelos de investigação que propõe. Obras como "Metafísica", "Física", "Política",
"Organon", "Poética", "Ética" identificam percursos e temas de um trabalho de demonstração
argumentativa em que o logos é sistematizado.
- Filosofias do helenismo: é o período de expansão da Filosofia a partir do domínio exercido
pelos macedônios e depois pelos romanos. A Filosofia deixa de ser centrada no mundo grego e
ultrapassa as antigas fronteiras da ética. Nesse período podemos identificar algumas correntes
como o estoicismo, o epicurismo, o ceticismo, o neoplatonismo.
- As primeiras elaborações da tradição cristã: embora haja um longo debate sobre a existência
de uma Filosofia cristã, nos primeiros séculos da era cristã há uma disputa entre as tradições
do helenismo e o Cristianismo nascente. Embora este não tenha um caráter especulativo como
as Filosofias helenistas podemos identificar, sobretudo a partir dos apologistas do século lI, a
tentativa de um diálogo entre a Fé e a Razão, para atrair os pagãos e a incorporação de
princípios da exposição filosófica. O aprofundamento dessas relações marca a passagem do
final do período antigo para o início do período medieval.

FILOSOFIA MEDIEVAL
A figura de Agostinho de Hipona é apresentada como um dos últimos representantes da
Antiguidade e por outros como o primeiro representante da tradição medieval. Longe de
esgotar este debate, nos interessa identificar que a obra de Santo Agostinho é o resultado de
uma sistematização que foi muito útil para a afirmação dos ensinamentos do Cristianismo,
combatendo os céticos, e retomando parte da elaboração platônica, sem, contudo, ser ele
mesmo um platônico.
O período da Filosofia medieval foi marcado pela instauração dos debates, as disputas como o
choque entre Nominalistas e Universalistas. Houve uma separação dos saberes e dois campos
de conhecimento: a Teologia, que investigava sobre as questões relativas a Deus, vista como
superior; e a Filosofia, que abrangia todos os outros saberes, inclusive as investigações sobre
natureza, fazendo com que a Filosofia fosse um nome dado a um grande número de saberes.
Outro grande nome da Filosofia medieval foi o de Tomás de Aquino, um dos responsáveis pela
cristianização do pensamento aristotélico e pela modernização das teorias do mundo cristão. A
apropriação de conceitos como "motor primeiro imóvel" e a clareza da demonstração tomistas
em que é exposta uma tese, seguida dos argumentos favoráveis e contrários e a refutação
desses últimos, indicava a capacidade do mestre em organizar os argumentos e realizar as
sínteses da sua religião e também da obra de Aristóteles.

FILOSOFIA MODERNA
A Filosofia do período moderno tem uma pulverização de temas e abordagens. O humanismo,
desde o século XIV, propunha a revalorização dos textos da Antiguidade e a defesa de uma
nova ordem política, na qual a ação seria um elemento fundamental. Esta redescoberta dos
textos da Antiguidade representou uma nova perspectiva não apenas política, mas também
metodológica, que permitiu uma nova leitura do texto, superando os debates da escolástica
medieval.
Com este despertar a teoria política e científica ganhou novos ares e as transformações pelas
quais passava o continente europeu entre os séculos XV-XVIII foi marcada por um movimento
de novas elaborações filosóficas: Maquiavel, Montaigne, Erasmo, More, Galileu, Descartes e
Locke são alguns nomes que marcaram a Filosofia do período.
As perguntas sobre os fundamentos da realidade eram revestidos de questionamentos sobre o
que é o conhecer e o papel do que se passou a chamar de "sujeito moderno". Do "cogito"
cartesiano aos princípios da experiência, passando pelas novas invenções, temos um
panorama de algumas das questões de fundo naquele momento.
Ao longo de todo o século XVIII desenvolveu-se a escola Iluminista com suas críticas ao mundo
do Antigo Regime. Montesquieu, Voltaire, Rousseau, Diderot e outros elaboraram propostas
que, muitas vezes, foram invocadas pelos revolucionários das 13 colônias inglesas ou da
França.

FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA
Um filósofo do século XVIII (Hume) e outro da transição do XVIII para o XIX (Kant) estabelecem
a grande crítica à metafísica que marca o início da Filosofia Contemporânea. O idealismo
kantiano marcaria muitas formas de expressão da Filosofia contemporânea.
Porém, a partir do XIX é quase impossível estabelecer uma unidade efetiva para o pensamento
filosófico. O pensamento hegeliano é duramente atacado pela obra de Karl Marx e Friedrich
Engels. A idéia de que a Filosofia deveria transformar o mundo e não apenas interpretá-lo
encontrava poderoso eco na obra da dupla Marx/Engels. Ao mesmo tempo, o pensamento
mais conservador de sistematização do conhecimento surgia dos escritos de Augusto Comte e
seu Positivismo, defendendo suas leis sociais e a necessidade da ordem para o progresso.
No XIX estão as origens do pensamento Existencialista que teria muita força no século
seguinte. É impossível entender os fundamentos da obra de Jean-Paul Sartre se não se levar
em conta os escritos anteriores de Kierkegaard. A liberdade humana, o papel da angústia, a
liberdade e uma "existência que precede uma essência" estiveram presentes em pensamentos
existencialistas no século XX.
Também no final do século XIX todo o sistema racional filosófico sofre duras críticas de
Nietzsche e sua forma original de escrever Filosofia.
Além do já citado Existencialismo, o século XX é acompanhado pelo desenvolvimento da
Escola de Frankfurt, que a partir do período entre guerras projetou os nomes de filósofos como
Max Horkheimer, Theodor Adorno, Herbert Marcuse e Walter Benjamin. Questões sobre
estética, as funções da linguagem uma teoria crítica da cultura marcaram a produção desta
escola.

_____________
FONTE (FREITAS NETO, J.A; KARNAL, L. O ensino de filosofia na escola pública do Estado
de São Paulo. Vol. I, São Paulo:SEE, s/d, pp.24-27).

Data Descrição Contexto histórico

c. 585 início da filosofia ocidental com Tales de Mileto[1]

fim do
morte de Pitágoras
séc. VI

séc. V Leucipo, fundador do atomismo[2]

c. 460 nascimento de Demócrito

450 nasce Diotima de Mantinea

c. 445 nasce Antístenes, fundador do cinismo[2]


435 nasce Aristipo de Cirene[2]

c. 412 nasce Diógenes de Sínope, discípulo de Antístenes[2]

morre Protágoras, que afirmou: "O homem é a medida


c. 410 de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das
coisas que não são, enquanto não são."[1]

399 Sócrates condenado à morte em Atenas

387 Platão funda a Academia em Atenas[3]

c. 360 nasce Pirro de Élis, fundador do pirronismo[2]

335-323: guerras de Alexandre


335 Aristóteles funda o Liceu em Atenas
Magno

306 Epicuro funda o Jardim[2]

301 Zenão de Cítio funda o estoicismo

Aristarco de Samos deduz que a Terra gira em torno


do Sol[1]
séc. III

Sexto Empírico, autor de Hipotiposes pirrônicas

Andrônico de Rodes organiza os escritos de


Aristóteles e de Teofrasto 27 AC: Augusto funda
o Império Romano; 1:
séc. I
nascimento de um
suposto Jesus
De rerum natura, de Lucrécio

séc. I
DC e filosofia gnóstica[2]
seg.

Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres, de Diógenes


séc. III
Laércio[2]

c. 254 morte de Orígenes


324: Constantino unifica
270 morte de Plotino
o Império Romano

c. 400 Agostinho de Hipona escreve Confissões

476: fim do Império


c. 415 Hipátia é assassinada por cristãos em Alexandria
Romano no ocidente

fechamento da Academia de Platão por ordem Maomé (c. 570) e início


529
de Justiniano da expansão islâmica

c. 873 morte de Alcindi, primeiro filósofo muçulmano

1037 morte de Avicena

c. 1121 Sic et non de Pedro Abelardo[4]

séc.
XIII- Irmãos e Irmãs do Livre Espírito[5]
XVI

1265 Tomás de Aquino começa a escrever a Suma teológica

Gutenberg desenvolve a
imprensa de tipos móveis;
Lorenzo Valla (De voluptate, 1431), Marsílio Ficino
1453: tomada
séc. de Constantinoplapelos turcos
XIV e
seg.
Pietro Pomponazzi, Erasmo de Rotterdam (Elogio da 1492: Cristóvão
loucura, 1509/11) Colombo chega à América

1513 Maquiavel escreve O Príncipe (publicado em 1532)

Copérnico publica Sobre as revoluções dos orbes


1543 celestes, com um modelo matemático no qual a Terra
gira em torno do Sol

1588 nasce François de La Mothe Le Vayer[5]

1592 nascimento de Pierre Gassendi; morte de Montaigne


condenação à morte na fogueira de Giordano Bruno,
1600
pela Inquisição[1]

1601 De la sagesse, de Pierre Charron[6]

1609/19 leis de movimentos dos planetas por Johannes Kepler

1620 Novum organum, de Francis Bacon

Galileu Galilei, após a publicação de Diálogo sobre os


1633 dois principais sistemas do mundo (1632), é forçado
pela Igreja católica a abjurar a teoria heliocêntrica

1636 Cristóvão Ferreira escreve A decepção revelada[6][7]

1641 Descartes publica as Meditações metafísicas

1651 Leviatã de Thomas Hobbes

1657 L’Autre Monde de Cyrano de Bergerac[6]

1677 publicação póstuma da Ética de Espinoza

1687 Isaac Newton publica os Principia; leis da gravidade

Locke publica o Ensaio sobre o entendimento


1689
humano; empirismo

Berkeley publica os Tratado sobre os princípios do


1710 conhecimento humano, levando o empirismo a novos
extremos

1716 nascimento de Helvétius; morte de Leibniz

1725 primeira edição de Scienza nuova de Giambattista Vico

Jean Meslier, primeiro filósofo ateu, termina


seu Testamento,[7][8] por meio do qual denuncia a
1729
opressão e as injustiças cometidas contra os camponeses
pelos governos e demonstra a "falsidade e vanidade de
todas as divindades e de todas as religiões do mundo"
(só foi publicado integralmente em 1864)

Maria Gaetana Agnesi escreve em latim a


1738 obra Propositiones philosophicae (Proposições
filosóficas)

Hume publica o Tratado da natureza humana,


1739-40
conduzindo o empirismo a seus limites lógicos

1748 L'Homme machine (O homem-máquina) de La Mettrie

1758 Helvétius publica De l'esprit[8]

1762 Rousseau publica do Do contrato social

1770 Sistema da natureza do Barão d'Holbach[9]

1773 publicação póstuma de De l’homme de Helvétius[8]

são publicados postumamente os Diálogos sobre a


1779
religião natural de Hume

Kant, despertado de seu "sono dogmático" por Hume,


1781 publica a Crítica da razão pura. Início da grande era do
idealismo alemão

1789 morre o Barão d'Holbach início da Revolução Francesa

Hegel publica a Fenomenologia do espírito: apogeu do


1807
idealismo alemão

1809 nasce Pierre-Joseph Proudhon, filósofo anarquista

Schopenhauer publica O mundo como vontade e


1818
representação

publicação de A essência do cristianismo, de Ludwig


1841
Feuerbach

nas Teses sobre Feuerbach Marx escreve que os


1845 "Filósofos se limitaram a interpretar o mundo de
diversas maneiras; mas o que importa é transformá-lo".
Marx e Engels publicam o Manifesto do Partido
1848 Comunista, no qual conclamam: "Proletários de todo o
mundo, uni-vos".

morte de Kierkegaard, primeiro filósofo


1855
do existencialismo[3]

teoria da evolução, de Charles


publicação de On Liberty, do utilitarista John Stuart
1859 Darwin, com A origem das
Mill
espécies

Gottlob Frege, publica


a Begriffsschrift (Conceitografia ou Ideografia), um
1879
marco na história da lógica e da tradição posteriormente
conhecida como filosofia analítica

1882 Nietzsche publica A gaia ciência; "Deus está morto"

Gottlob Frege, publica Uber Sinn und Bedeutung (Sobre


1892
sentido e referência)

G.E. Moore publica The Nature of Judgment, uma das


1898 obras que inaugura a tradição da filosofia analítica na
Inglaterra

fim do séc. XIX/início do séc.


1900 morre Friedrich Nietzsche XX: teoria
psicanalítica de Sigmund Freud

1903 Moore publica Principia Ethica

1903 Bertrand Russell publica The Principles of Mathematics

nasce Ayn Rand, fundadora da filosofia do objetivismo

teoria da relatividade de Albert


1905
Bertrand Russell publica seu artigo On Denoting, em Einstein
que expõe pela primeira vez sua teoria das descrições
definidas

1907 Pragmatismo de William James

1914: início da I Guerra


Bertrand Russell e A.N. Whitehead publicam o primeiro
1910 Mundial; 1917: Revolução
volume de Principia mathematica
Russa
Wittgenstein publica o Tractatus logico-philosophicus,
1921 advogando a "solução final" para os problemas da
filosofia

o Círculo de Viena (capitaneado por Rudolf


Carnap e Moritz Schlick, entre outros) apresenta
o positivismo lógico[1]
década
de 1920
fundação do Instituto para Pesquisa Social, mas
tarde Escola de Frankfurt[1]

Heidegger publica Ser e tempo, anunciando a ruptura


1927
entre a filosofia analítica e a continental

1928 Rudolf Carnap publica Der logische Aufbau der Welt

Kurt Gödel publica The Completeness of the Axioms of


1930
the Functional Calculus of Logic

Gödel publica On Formally Undecidable Propositions


1931
of Principia Mathematica and Related Systems

Simone de Beauvoir escreve o primeiro romance em


que explorou os dilemas existencialistas da liberdade,
1934
da ação e da responsabilidade individual, temas que
abordou igualmente em romances posteriores

1937 Carnap publica The Logical Syntax of Language

1939: início da II Guerra


1938 morte de Edmund Husserl, fundador da fenomenologia
Mundial

1941 morte de Henri Bergson

Albert Camus publica O mito de Sísifo onde ele começa


a desenvolver filosoficamente o conceito do absurdo,
1942 retomando criticamente o pensamento dos filósofos
anteriores a ele que também questionaram sobre o
absurdo da existência

Jean-Paul Sartre publica O ser e o nada, avançando no


1943 pensamento de Heidegger e instigando o surgimento
do existencialismo
Carnap publica Empiricism, Semantic and Ontology

W.V.O. Quine publica Two Dogmas of Empiricism, que


contém um rejeição da distinção análitico/sintético
1950

Peter Strawson publica On Referring, criticando "aquele


paradigma da filosofia" (como disse Frank P. Ramsey),
a teoria das descrições definidas de Russell

Hannah Arendt escreve seu primeiro livro As origens do


totalitarismo e consolida seu prestígio como uma das
1951 figuras maiores do pensamento político ocidental.
Arendt assemelha de forma polémica o nazismo e o
comunismo, como ideologias totalitárias

Albert Camus publica O homem revoltado onde analisa


1952 historicamente o conceito de revolta e critica
ferozmente o marxismo

publicação póstuma de Investigações filosóficas, de


1953
Wittgenstein

é publicado Doença mental e psicologia, de Michel


1954
Foucault

morre Teilhard de Chardin, após a publicação de sua


1955
obra-prima O fenômeno humano

1959 Strawson publica Individuals

1960 morre Albert Camus em um acidente de carro

Thomas Kuhn publica The Structure of Scientific


1962
Revolutions

Karl Jaspers publica Kleine Schule des Philosophischen


Denkens (Introdução ao pensamento filosófico), série
1965
de pequenos ensaios feitos para um programa de
televisão da Baviera

1970 morre Bertrand Russell

1971 Saul Kripke publica Identity and Necessity


Kripke publica a primeira edição de Naming and
1972
Necessity

Hilary Putnam publica Mathematics, Matter and


1975
Method. Philosophical Papers, vol. 1

David Kaplan profere as conferências publicadas mais


tarde (1989) com o título Demonstratives--An Essay on
1977
the Semantics, Logic, Metaphysics, and Epistemology of
Demonstratives and other Indexicals

1979 Tyler Burge publica Individualism and the Mental

Richard Rorty publica Philosophy and the Mirror of


Nature

1980 Xavier Zubiri publica Inteligencia Sentiente:


Inteligencia y Realidad

morre Sartre

Kripke publica Wittgenstein on Rules and Private


1982
Language

Bernard Williams publica Ethics and the Limits of 1991: dissolução da União
1985
Philosophy Soviética

Robert B. Brandom publica Making It Explicit

1994 John McDowell publica Mente e Mundo

morre Karl Popper

morte de Jacques Derrida, filósofo pós-


2004
estruturalista criador do conceito desconstrução

2005 publicação de Tratado de Ateologia de Michel Onfray[7]

Referências
1. ↑ Ir para:a b c d e f Abrão, Bernadatte Siqueira. História da filosofia. São Paulo: Nova Cultural,
1999. (Os Pensadores)
2. ↑ Ir para:a b c d e f g h Onfray, Michel. Contra-história da filosofia 1: as sabedorias antigas. São
Paulo: WMF Martins Fontes, 2008.
3. ↑ Ir para:a b Huismaman, Denis; Vergez, André. História dos filósofos ilustrada pelos textos. 5ª
ed. São Paulo: Freitas Bastos, 1982.
4. Ir para cima↑ Le Goff, Jacques. Os intelectuias na Idade Média. 2ª ed. Rio de Janeiro: José
Olympio, 2006.
5. ↑ Ir para:a b Onfray, Michel. Contra-história da filosofia 2: o cristianismo hedonista. São Paulo:
WMF Martins Fontes, 2008.
6. ↑ Ir para:a b c Onfray, Michel. Contra-história da filosofia 3: os libertinos barrocos. São Paulo:
WMF Martins Fontes, 2009.
7. ↑ Ir para:a b c Onfray, Michel. Tratado de Ateologia. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2007.
8. ↑ Ir para:a b c Onfray, Michel. Contra-história da filosofia 4: os ultras das Luzes. São Paulo:
WMF Martins Fontes, 2009.
9. Ir para cima↑ Barão de Holbach. Sistema da natureza ou das leis do mundo físico e do
mundo moral. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
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