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victor.gruner@inep.ufsc.br renan.barcelos@inep.ufsc.br

telles@inep.ufsc.br gierri.waltrich@ufsc.br


– –


EP 2018
EP 2018
Magnéticos e Acionamento

EP
2018
GEOMETRIAS DE NÚCLEOS PARA BARRAMENTOS MAGNÉTICOS
Lucas L. Brighenti1, Walbermark M. dos Santos2 e Denizar C. Martins1
1
Instituto de Eletrônica de Potência (INEP), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis – SC, Brasil.
2
Laboratório de Eletrônica de Potência e Acionamento (LEPAC), Universidade Federal do Espirito Santo (UFES), Vitória –
ES, Brasil
e-mail: lucasbrighenti@gmail.com, walbermark@gmail.com, denizar@inep.ufsc.br

de dispersão. Além dessas vantagens, a proposta prevê uma


I. INTRODUÇÃO
melhor versatilidade no sentido de incluir e retirar elementos
Por ter a capacidade de isolar eletricamente dois sistemas do barramento, devido à altura estendida.
e elevar ou abaixar a tensão, o transformador é um elemento
essencial nos sistemas de transmissão e distribuição. Com ele
é possível transmitir energia por longas distâncias com
perdas reduzidas e fornecê-la aos usuários em níveis seguros
de tensão. Essas características foram cruciais para a
“vitória” da transmissão em corrente alternada na guerra das
correntes, disputada por Westinghouse e Thomas Edison, no
(a) (b)
final do século XIX. Na geração distribuída, o transformador
é o elo de interconexão de fontes de energias renováveis com Fig. 2. Geometrias de núcleos propostos para barramento magnético
com múltiplas portas para acoplamento em alta frequência: (a)
o sistema elétrico de potência, tanto para adequar os níveis
núcleo XS estendido, (b) núcleo pote estendido.
de tensão, quanto para a segurança e proteção desses
sistemas [1], [2]. Nesse contexto, surge o conceito de II. BARRAMENTO MAGNÉTICO
barramento magnético, fazendo o acoplamento de sistemas
elétricos que trocam energia entre si por meio do fluxo Existem dois tipos de estruturas do barramento magnético:
magnético, conforme ilustrado na Fig. 1. solenoidais e coaxiais [3]. As estruturas solenoidais são as
mais comuns entre os transformadores em geral. Nela, o
enrolamento envolve o núcleo, já nas coaxiais, o núcleo
envolve o enrolamento. As estruturas solenoidais são
subdivididas em tipo shell [4], core [5], matrix [6] e
multielementos [7], sendo o núcleo EE o modelo mais
comum dessa categoria. A Fig. 3 ilustra os diferentes tipos de
Fig. 1. Conceito de um barramento magnético acoplando diferentes estruturas solenoidais.
tipos de cargas e fontes de alimentação.

As vantagens de utilizar um barramento magnético são:


Isolação galvânica: potenciais da carga eletricamente
desacoplados do barramento da rede de distribuição;
Adequação dos níveis de tensão; (a) (b) (c) (d)
Redução de estresses nos conversores. Fig. 3. Estruturas solenoidais (a) shell, (b) core, (c) matrix [3] e (d)
As desvantagens do barramento magnético são: multielementos [7].
Número limitado de conexões: aumento da
As estruturas coaxiais são largamente utilizadas em
complexidade no controle do fluxo de energia com
telecomunicações e foram introduzidas na eletrônica de
aumento de enrolamentos;
potência por [8], sendo sua principal vantagem, o alto fator
Aumento de perdas devido ao fluxo magnetizante no
de acoplamento, porém são melhores aproveitadas apenas em
núcleo e ao efeito Joule nos enrolamentos.
frequências mais elevadas (acima de 100 kHz). O cenário
Este artigo apresenta o estudo dos efeitos das geometrias
estudado, operando em 50 kHz torna a estrutura coaxial
dos núcleos usados em barramentos magnéticos de alta
inviável, portanto não será abordada neste trabalho.
frequência. A geometria do núcleo afeta diretamente a
distribuição das linhas de fluxo magnético dentro do volume A. Projetos dos barramentos magnéticos
do núcleo. Assim, serão avaliados em cada geometria o fator Uma análise com dois enrolamentos (conversor Dual
de acoplamento, a distribuição das linhas de fluxo magnético Active Bridge – DAB) é suficiente para avaliar os efeitos
e as perdas devido ao fluxo. Além disso, são propostas desejados, pois as interações entre enrolamentos afetarão de
quatro diferentes geometrias baseadas nos núcleos do tipo forma praticamente igual todas as geometrias. Foi projetado
XS (Fig. 2-a) e pote (Fig. 2-b). um barramento magnético do tipo shell pelo método
Tais geometrias são muito utilizadas em acoplamentos de proposto em [9] e as dimensões dos demais núcleos foram
sinais, mas não são exploradas em aplicações de potência. obtidas de forma a preservar a mesma área da perna central e
Espera-se que as novas propostas apresentem vantagens, da janela, mantendo as mesmas condições para todos os
como uma melhor distribuição de linhas de fluxo, núcleos. Para tornar os núcleos estendidos competitivos, foi
aumentando o fator de acoplamento e reduzindo a indutância necessário usar metade da área da perna central e o dobro da
área da janela do núcleo de referência, mantendo o produto interior, sendo atrativo para múltiplos enrolamentos. Dentre
das áreas. A Tabela I apresenta as especificações do todas as geometrias apresentadas, os núcleos XS e pote
transformador simulado. apresentaram melhores resultados, já o núcleo Core
apresentou o pior desempenho.
TABELA I
Especificações do transformador IV. CONCLUSÕES
Grandeza Símbolo Valor
Tensão no primário VpriRMS 400,0 V O estudo mostrou que os resultados obtidos para os
Tensão no secundário VsecRMS 800 V núcleos pote e XS são promissores, pois todas as
Corrente no primário IpriRMS 3,04 A características avaliadas − indutância de dispersão, fator de
Frequência de operação f 50 kHz acoplamento, indutância magnetizante e perdas no núcleo −
Densidade de fluxo magnético Bm 0,054 T
Densidade de corrente JRMS 384 A/cm2
são melhores que as demais geometrias comparadas. Os
Produto das áreas Ap 4,6 cm4 núcleos estendidos necessitam de melhores avaliações,
Foi utilizado o núcleo EE do fabricante Thornton modelo porém, seus resultados mostraram-se promissores, pois
NEE 63-33-26 com material IP12 [10] como referência. apesar do alongamento do seu caminho magnético, os
parâmetros avaliados foram similares aos demais, utilizando
III. RESULTADOS DE SIMULAÇÃO menor volume de ferrite.
Nesta seção são apresentados os resultados obtidos por REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
simulação utilizando o método de elementos finitos. Na Fig.
4 são apresentadas as distribuições das linhas de fluxo [1] S. Jeszenszky, “History of Transformers”, IEEE Power
magnético nos núcleos shell, core, matrix, pote, XS, pote Eng. Rev., vol. 16, no 12, p. 9, 1996.
estendido e XS estendido, propostos pelos autores. [2] W. G. Hurley e W. H. Wölfle, Transformers and
Inductors for Power Electronics: Theory, Design and
Applications. John Wiley & Sons, 2013.
[3] X. She, A. Q. Huang, e R. Burgos, “Review of Solid-
State Transformer Technologies and Their Application
in Power Distribution Systems”, Emerg. Sel. Top.
Power Electron. IEEE J. Of, vol. 1, no 3, p. 186–198,
set. 2013.
[4] G. Ortiz, M. Leibl, J. W. Kolar, e O. Apeldoorn,
“Medium frequency transformers for solid-state-
transformer applications: Design and experimental
verification”, in Power Electronics and Drive Systems
(PEDS), 2013 IEEE 10th International Conference on,
2013, p. 1285–1290.
[5] M. A. Perez, C. Blanco, M. Rico, e F. F. Linera, “A
Fig. 4. Distribuição da densidade de fluxo magnético nos núcleos. new topology for high voltage, high frequency
transformers”, in Applied Power Electronics
Pela Tabela II percebe-se que os núcleos do tipo pote e XS Conference and Exposition, 1995. APEC ’95.
apresentam melhores desempenhos, condizendo com o Conference Proceedings 1995., Tenth Annual, 1995, p.
esperado. Além disso, devido à melhor distribuição das 554–559 vol.2.
linhas de fluxo magnético, seus valores de indutância de [6] D. Rothmund, G. Ortiz, T. Guillod, e J. W. Kolar,
dispersão são menores que os demais, apresentando um “10kV SiC-based isolated DC-DC converter for
melhor acoplamento entre os enrolamentos. medium voltage-connected Solid-State Transformers”,
in 2015 IEEE Applied Power Electronics Conference
TABELA II
Comparação das perdas totais entre as geometrias and Exposition (APEC), 2015, p. 1096–1103.
Lmag Ldisp Pfe Pvol Pcu Ptotal
[7] T. Filchev, J. Clare, P. Wheeler, e R. Richardson,
Geometria “Design of high voltage high frequency transformer
(μH) (μH) (W) (kW/L)(1) (W)(2) (W)
Shell 71,1 50,69 1,29 10,14 2,22 3,51 for pulsed power applications”, in Pulsed Power
Core 58,9 248,23 1,63 10,78 2,22 3,85 Conference, 2009 IET European, 2009, p. 1–4.
Matrix 66,7 49,06 1,40 11,51 2,29 3,71 [8] M. H. Kheraluwala, D. W. Novotny, e D. M. Divan,
Pote 75,2 26,94 1,19 8,50 1,89 3,08
XS 77,3 26,71 1,16 8,75 1,89 3,05
“Design considerations for high power high frequency
Pote Est. 97,8 76,90 0,91 9,03 3,16 4,07 transformers”, in 21st Annual IEEE Conference on
XS Est. 99,3 77,31 0,90 9,13 3,16 4,06 Power Electronics Specialists, 1990, p. 734–742.
(1) Perdas em relação ao volume de ferrite; [9] M. K. Kazimierczuk, High-Frequency Magnetic
(2) As perdas no cobre são apenas teóricas, levando em consideração o Components, 2o ed. Wiley, 2013.
aumento do comprimento médio da espira em cada geometria.
[10] “THORNTON - MATERIAIS”. [Online]. Disponível
Os núcleos estendidos apresentaram um desempenho em: http://www.thornton.com.br/materiais.htm.
inferior aos demais, porém, seu volume de ferrite é menor. [Acessado: 11-out-2017].
Além disso, devido à altura estendida, há vantagens quanto à
versatilidade, permitindo acrescentar enrolamentos no seu
PROPOSTA DE MÁQUINA SÍNCRONA VIRTUAL COM CONTROLE DE
TENSÃO NO BARRAMENTO CC
Daniel T. S. Borges1, Walbermark M. dos Santos 2, Roberto F. Coelho1, Denizar C. Martins1
1
Instituto de Eletrônica de Potência (INEP), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis – SC, Brasil
2
Laboratório de Eletrônica de Potência e Acionamentos Elétricos (LEPAC), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES),
Vitória – ES, Brasil
e-mail: danieltobias.sb@gmail.com, walbermark@gmail.com, roberto@inep.ufsc.br, denizar@inep.ufsc.br

fotovoltaicos seguido de um conversor boost, que foi


I. INTRODUÇÃO
conectada à rede CA por meio de um inversor trifásico com
Sistemas de distribuição que oferecem suporte à rede um filtro LCL e amortecimento RC, como pode ser observado
principal são normalmente denominados como Distributed na Figura 3.
Generators (DG). Na maioria dos casos, essas unidades de
A Figura 4 mostra os resultados para os coeficientes de
geração fornecem energia incompatível à rede devido a
inércia 1 a , fixados em 0, 25 e 1, 0 , separadamente. Assim,
diferenças entre as amplitudes, as frequências e os ângulos de
fase das tensões, que geralmente são obtidas por meio do uso para o coeficiente igual a 1, 0 o sistema leva 0, 25 s para
de interfaces de eletrônica de potência [1], [2]. Nesse contexto, atingir o valor nominal de potência ( 1000 W ) entregue para a
o aumento de conversores eletrônicos no sistema de energia rede CA.
terá um impacto significativo, uma vez que a inércia
equivalente da rede diminuirá consideravelmente devido ao
elevado nível de penetração da DG. Portanto, as Máquinas
Síncronas Virtuais (VSM, do inglês Virtual Synchronous
Machine) foram recentemente propostas como um conceito
adequado para o controle de conversores eletrônicos de
Fig. 1. Diagrama de blocos dos controles de Corrente e Tensão.
potência em aplicações de sistemas de energia [1], [2].
O foco do trabalho proposto é simular um inversor
trifásico que utilize a VSM, com controle de tensão sob o
barramento CC para regular e prevenir ondulações de tensão
que danifiquem a microrrede CC, estabelecendo um
diferencial em relação aos métodos disponíveis na literatura.
II. SISTEMA PROPOSTO E ESTRATÉGIA DE
CONTROLE Fig. 2. Diagrama de blocos da Máquina Síncrona Virtual.

O sistema analisado consiste em um inversor trifásico que TABELA I


está conectado a uma microrrede CC, composta por arranjo de Parâmetros do sistema proposto.
painéis fotovoltaicos e conversor CC-CC do tipo boost. Dessa Parâmetros Valor Parâmetros Valor
forma, para que o conversor proposto opere com elevado fator Tensão de pico Indutâncias do
de potência e mantenha a tensão de barramento CC constante 200 V 3,3 mH
nominal Vpico filtro Lr ,Lc
e regulada, são necessárias malhas de controle de tensão e de Tensão CC Vcc 400 V
Resistências do
130 Ω
corrente [3]. filtro Rd
Frequência angular Capacitâncias do
iˆLc s Cd Rd s + 1 377 rad/s 860 pF
= Vdc (1) nominal ωg filtro Cf ,Cd
dˆ s Lc Lr Cd C f Rd s 4 + Lc Lr C d + C f s 3 + Cd Rd Lc + Lr s 2 + Lc + Lr s
Coeficiente de Capacitância CC
1000 800 µF
vdc Vin amortecimento kd Ccc
= (2) Potência de Coeficiente do
iLcv P
2 Cdc Vdc s+2 1000 W 3,55·10-5
Vdc referência p’ droop kw
Frequência de
Uma vez que as plantas são determinadas em (1) e (2), é Potência reativa Q 0 VAr
comutação
45 kHz
possível projetar a estratégia de controle ilustrada no diagrama
de blocos simplificado na Figura 1. A principal diferença entre
a estrutura de controle da VSM investigada e os sistemas
convencionais de controle para conversor do tipo fonte de
tensão é a emulação de inércia pela equação de balanço da
máquina síncrona, sendo o diagrama de blocos apresentado na
Figura 2.

III. RESULTADOS
As simulações foram realizadas usando o Simulink no
software MATLAB®, sendo que os parâmetros do sistema
utilizados se encontram na Tabela I. O sistema consiste em Fig. 3. Diagrama de blocos dos controles de Corrente e de Tensão.
uma microrrede CC, constituída por um arranjo de painéis
Fig. 4. Resultados das simulações para: (a) 1 a = 1, 00 e (b) 1 a = 0, 25 .

Para inversão de fluxo de potência, o sistema necessita de estabilizada, garante que os capacitores CC sejam de tamanho
0,3 s para alcançar o novo ponto de estabilidade. Além disso, reduzido e de menor custo, e permite que o sistema funcione
na Figura 4(a), constata-se que a velocidade angular da VSM sem a necessidade de bancos de baterias ou armazenadores de
se altera, visando se opor aos efeitos causados pelos distúrbios energia.
e manter a estabilidade. Os resultados mostraram que, no momento da variação do
Para o coeficiente de inércia igual a 0, 25 s, o sistema fluxo de potência ativa, os controles atuaram para garantir que
obtém a estabilidade para a potência nominal em 0,35 s, o conversor atingisse o novo ponto de equilíbrio. Além disso,
a VSM introduziu a inércia virtual no sistema, provocando a
enquanto que, para a inversão do fluxo de potência, foi
diminuição da oscilação de potência, corrente CA e tensão
necessário um intervalo de tempo igual a 0, 4 s, como pode
CC.
ser visto na Figura 4(b). Assim como na simulação anterior,
tanto a tensão CC quanto a velocidade angular da VSM REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
respondem de maneira oscilatória antes de atingirem a [1] S. D'Arco, J. A. Suul, O. B. Fosso, "Small-Signal
estabilidade. Modelling and Parameters Sensitivity of a Virtual
Os resultados apresentados neste trabalho mostraram o Synchronous Machine" in Power Systems Computation
impacto positivo com a inserção da VSM no controle de Conference(PSCC) 2014, Wroclaw, Poland, 18-22
potência do inversor, visto que o sistema com um coeficiente August 2014, 9 pp.
de inércia maior, além de estabilizar mais rápido, impede [2] D. Chen, Y. Xu, A. Q. Huang, "Integration of DC
oscilações desnecessárias. Além disso, os resultados Microgrids as Virtual Synchronous Machines into the
evidenciaram que o conceito proposto pode atingir o AC Grid," published in IEEE Transactions on
gerenciamento de energia da rede CA e da microrrede CC Industrial Electronics, vol. 64, 24 February 2017, 7455-
simultaneamente, além de que mostram o balanço 7466 pp.
característico do sistema proposto durante a dinâmica. [3] Andreta, G. A. Hybrid Control Strategy for Three-phase
IV. CONCLUSÃO Drives Connected to the Network Based on Deadbeat
and Proportional + Resonant Controllers. Thesis -
Os testes realizados por meio de simulações pelo software Doctoral Thesis, UFSC, SC, 2014.
Simulink no MATLAB® têm como objetivo verificar a
eficiência do controle utilizado, ou seja, o desempenho da
potência se degrada para verificar a dinâmica do sistema
proposto. O caso apresentado neste trabalho mostrou que, para
qualquer situação, é importante que o controle no barramento
CC seja implementado, uma vez que, manter a tensão
Conversores CC-CC e
Conversores a capacitor chaveado

EP
2018
CONVERSORES CC-CC MODULARES COM CONEXÃO IPOP
William de Jesus Kremes1, Carlos Henrique Illa Font2, Telles Brunelli Lazzarin1
1
Instituto de Eletrônica de Potência (INEP), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis – SC, Brasil
2
Departamento de Engenharia Elétrica, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Ponta Grossa – PR, Brasil
e-mail: william_kremes@hotmail.com, illafont@utfpr.edu.br, telles@inep.ufsc.br

I. INTRODUÇÃO o tamanho dos componentes magnéticos pode ser


reduzido como consequência das frequências de
Com o desenvolvimento econômico do planeta, a comutação mais altas;
demanda de energia cresceu rapidamente e novas fontes são em caso de falha, pode ser retirado apenas o
necessárias para suprir essa demanda, além da necessidade módulo danificado para reparo, enquanto os
de uma melhor utilização. Esta melhor utilização envolve demais podem continuar operando normalmente;
todas as etapas da geração de energia elétrica, incluindo o
facilidade na expansão para potências mais
processamento com conversores estáticos. Tais conversores
devem apresentar uma série de atributos, como: robustez,
elevadas, bastando agregar novos módulos ao
confiabilidade, simplicidade, custo reduzido, alta eficiência. sistema.
Mesmo com o avanço da tecnologia de semicondutores, Na Figura 1(a) é apresentado um sistema modular com
ainda há dificuldades para trabalhar com altos níveis de conversores CC-CC SEPIC com conexão IPOP. Este sistema
potência, e então os conversores não conseguem agregar é composto por n módulos de conversores SEPIC tradicional.
muitas das características desejadas. Na Figura 1(b) o sistema é composto de conversores ĆUK.
Nas aplicações com níveis médios e altos de potência, é
necessário o uso de semicondutores que suportem altos
níveis de tensão ou corrente, dificultando a concepção dos
conversores [1]-[5]. Uma das técnicas empregadas para
contornar esse problema, consiste no desenvolvimento de
novas estruturas e topologias usando semicondutores
comumente utilizados nas aplicações de baixas potências [4].
É o caso dos conversores modulares [1]-[6], que conectam as
portas de entrada e de saída de dois ou mais módulos que
compõem o conversor. O desafio no uso de conversores
modulares é garantir uma divisão equilibrada dos esforços de
tensão ou corrente em cada módulo.
Neste contexto, este trabalho apresenta as topologias ĆUK (a)
e SEPIC operando em sistemas modulares com conexão
IPOP (do inglês Input-Parallel Output-Parallel) e em Modo
de Condução Descontínua (MCD). Operando em MCD, os
sistemas apresentam uma divisão natural da corrente entre os
módulos, tendo assim um ponto de estabilidade na operação,
mesmo na presença de diferenças paramétricas entre os
módulos.

II. CONVERSORES ĆUK E SEPIC MODULARES COM


CONEXÃO IPOP E EM MCD
A conexão IPOP é voltada para aplicações com tensões
relativamente baixas e correntes relativamente altas. (b)
Oferecem uma série de vantagens [3]-[19], como: Fig. 1. Sistemas modulares com conexão IPOP: (a) conversores
SEPIC e (b) conversores ĆUK.
facilitação no projeto térmico, já que a potência
dissipada total é dividida entre os módulos; Trabalhando com os sistemas em MCD, é possível enviar
facilitação na seleção de dispositivos de um único sinal de comando para todos os transistores, graças
comutação, devido à redução da corrente em ao mecanismo de auto equilíbrio na distribuição das
módulos individuais em relação ao uso de um correntes entre os módulos. Esse mecanismo ocorre devido
único conversor; ao “efeito tombante” dos conversores em MCD.
a utilização de interruptores de baixa potência em A expressão (1) mostra o comportamento da corrente de
módulos individuais permite o uso de maiores entrada para qualquer módulo em regime permanente, diante
frequências de comutação; de variações nos parâmetros presentes na expressão (1).
= + + ⋯+ ; (1)

em que:
Ii é a corrente de entrada do sistema;
Iix é a corrente de entrada de cada módulo;
Leqx é a indutância equivalente de cada módulo;
Dx é a razão cíclica de cada módulo.
A expressão (1) evidencia que, mesmo com diferenças
paramétricas entre os módulos, existe um ponto de operação
estável e o desequilíbrio entre as correntes de entrada pode
ser considerado adequado.
A característica de saída, apresentada na Figura 2, pode
Fig. 3. Corrente de entrada total (2 A/div) e correntes de entrada de
ajudar a explicar um novo ponto de operação estável para cada módulo (600 mA/div) para desligamento de um módulo no
variações paramétricas entre dois módulos. O módulo 1 sistema SEPIC IPOP
deveria estar operando no ponto Q1 e o módulo 2 no ponto
Q2. A característica “tombante” do conversor em DCM faz
com que o sistema encontre um ponto de equilíbrio entre
esses dois módulos, que é o ponto Q. Pode-se notar que em
MCC isso não é possível acontecer.

Fig. 4. Corrente de entrada total (2 A/div) e correntes de entrada de


cada módulo (600 mA/div) para desligamento de um módulo no
sistema ĆUK IPOP.

Fig. 2. Característica de saída dos conversores ĆUK e SEPIC. V. REFERÊNCIAS


[1] M. A. Pagliosa, et al., “Input-series and output-series
III. RESULTADOS EXPERIMENTAIS
connected modular single-switch flyback converter
A fim de validar experimentalmente o conceito, foram operating in the discontinuous conduction mode”, IET
construídos os sistemas modulares com conversores SEPIC e Power Electronics, vol. 9, no. 9, pp. 1962-1970, 2016.
ĆUK. Cada sistema foi construído com três módulos. Para [2] R. G. Faust, “Conversor flyback modular conectado em
validar o auto equilíbrio dos sistemas em MCD, foram série na entrada e série na saída operando no modo
colocados os três módulos dos dois sistemas em operação e, descontínuo com pulso único de comando”, 2014,
em seguida, desligado um módulo de cada sistema. Em Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de
ambos os casos, os dois módulos que permaneceram ativos Santa Catarina, Florianópolis, 2014.
buscaram um novo ponto de equilíbrio, passando a aumentar [3] A. J. B. Bottion, I. Barbi, “Series-series association of
a potência processada por cada módulo, sem alterar a two dual active bridge (DAB) converters”, IEEE
potência total do sistema. International Conference on Industrial Technology
Na Figura 3, os resultados foram obtidos com o sistema (ICIT), Sevilha, Espanha, mar. 2015.
composto por módulos SEPIC. Na Figura 4, os resultados [4] A. J. B. Bottion, I. Barbi, “Input-series and output-
são para o sistema com módulos ĆUK. series connected modular output capacitor Full-Bridge
PWM dc-dc converter”, IEEE Trans. on Industrial
IV. CONCLUSÃO Electronics, vol. 62, no. 10, pp. 6213-6221, out. 2015.
Este trabalho apresentou uma alternativa para o uso de [5] M. A. Pagliosa, “Conexão série de conversores
conversores SEPIC e ĆUK em DCM para aplicações de alta modulares: metodologia para análise do auto-
potência, por meio do conceito de conversores modulares, equilíbrio das tensões e estudo do conversor Flyback a
sem comprometer a eficiência do sistema. Ao operar em duas chaves”, 2018, Tese de Doutorado, Universidade
DCM e conexão IPOP, ainda que existam variações Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2018.
paramétricas entre os módulos, os sistemas apresentaram um [6] R. Giri, et al., “Common-duty- ratio control of input-
compartilhamento natural de potência entre os módulos. series connected modular dc-dc converters with active
Portanto, pode-se identificar um ponto de operação estável input voltage and load-current sharing”, IEE Trans. on
do sistema, sem adicionar malhas de controle de corrente. Industry Applications vol. 42, no. 4, pp. 1101-1111, jul.
2006.
RETIFICADOR BOOST BRIDGELESS HÍBRIDO MONOFÁSICO COM
NÚMERO REDUZIDO DE INTERRUPTORES
Julio Cesar Dias Telles Brunelli Lazzarin
Instituto de Eletrônica de Potência (INEP), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis – SC, Brasil
e-mail: julio.dias@posgrad.ufsc.br, telles@inep.ufsc.br

I. INTRODUÇÃO
A. Etapas de Operação
Diversas aplicações requerem sistemas de conversão CA- O conversor possui duas etapas de operação para cada
CC com elevado ganho em tensão, como fontes para semiciclo, descritas na Fig. 4. No semiciclo positivo, o
telecomunicações, lasers pulsados, acionamento de máquinas interruptor S1 sempre conduz. Na primeira etapa, o
e sistemas de conversão eólica. interruptor S2 é comandado a conduzir, o indutor L armazena
Retificadores ativos, como o boost PFC (Power Factor energia e os capacitores de saída Co1 e Co2 transferem energia
Correction), possuem a capacidade de elevar a tensão e
manter o fator de potência da entrada próximo à unidade.
Contudo, possuem limitações de ganho estático e linearidade Dc3
devido aos componentes parasitas. Esses retificadores C o2
também possuem outras limitações devido aos elevados Dc2
níveis de tensão nos dispositivos, que demanda interruptores Cs Dc1 Vo
mais lentos e de maior custo.
Uma das soluções apresentadas na literatura científica Db1 vi L D b3
S C o1
para contornar as limitações de ganho do retificador boost é a
Db2 D b4
inserção de células multiplicadoras de tensão a capacitor
chaveado na estrutura boost [1]. Em [2] foram propostas duas Fig. 1. Retificador boost híbrido com célula de capacitor
variações bridgeless que expandiram o estudo da topologia e chaveado.
possibilitaram a redução do número de componentes e
melhora do rendimento.
Dc2
Este trabalho propõe uma nova topologia de retificador
boost bridgeless híbrido que utiliza menos interruptores, Dc1 C o2
todos os interruptores possuem a mesma referência que a Cs
Vo
vi L Db
saída e podem ser comutados com o mesmo comando. Assim
como as topologias anteriores, o conversor possui elevado S1 S2 C o1
ganho estático, alto fator de potência, e divisão dos esforços
de tensão nos interruptores.
Fig. 2. Topologia proposta.
II. TOPOLOGIA PROPOSTA
O conversor proposto é baseado no retificador boost vi
híbrido mostrado na Fig. 1. Ao alterar a célula de comutação
t
da estrutura, é possível reduzir o número de componentes e
derivar a estrutura bridgeless proposta, apresentada na Fig. 2. v c v tr
Os dois interruptores do conversor proposto podem ser
acionados a partir do mesmo comando. Entretanto, durante t
S1
um semiciclo da rede, quando um dos interruptores não
conduz, seu diodo de corpo conduz, portanto é possível t
comandar este interruptor a conduzir durante o semiciclo S2
inteiro como mostra a estratégia de modulação apresentada
na Fig. 3. Dessa forma, as perdas de comutação se anulam no t
interruptor neste semiciclo e as perdas de condução são Fig. 3. Estratégia de modulação.
reduzidas.
Semiciclo Positivo Semiciclo Negativo
Dc2 Dc2 Dc2 Dc2
Dc1 Co2 + Dc1 Co2 + C o2 + C o2 +
Dc1 Dc1
Ro Vo Ro Vo Ro Vo Ro Vo
Cs Cs Cs Cs
- vi + L Db - - vi+ L Db - - v i + L Db - - vi + L D b -
iL Co1 iL Co1 iL iL
S1 S2 S1 S2 S1 S2 C o1 S1 S2 C o1

(a) (b) (c) (d)


Fig. 4. Etapas de operação.
à carga Ro. Na segunda etapa S2 bloqueia, e L transfere
energia para Co1 através do diodo Db. Durante este semiciclo,
o capacitor Co1 está sempre associado em paralelo ao
capacitor Cs por meio do diodo Dc1 e não há transferência de
energia ao capacitor Co2, sendo essa a maior desvantagem da
estrutura proposta.
Durante o semiciclo negativo S2 sempre conduz. Na
primeira etapa S1 conduz e L e Cs armazenam energia. Na
segunda etapa S2 bloqueia e L e Cs transferem energia aos
capacitores de saída Co1 e Co2 através do diodo Dc2.
III. RESULTADOS EXPERIMENTAIS
Foi desenvolvido um protótipo (Fig. 5) com fins de validar
o princípio de operação da topologia e avaliar
experimentalmente o desempenho da estrutura proposta. As Fig. 5. Foto do protótipo.
especificações do protótipo são apresentadas na Tabela 1.
TABELA I
Especificações do protótipo
Componente Valor
Potência de saída 1 kW
Tensão de entrada 220 V
Tensão de saída 800 V
Frequência de comutação 100 kHz
Frequência da rede 60 Hz
Capacitores de saída Co1 e Co2 940 μF
Capacitor de chaveamento Cs 15 μF
Indutor de entrada L 660 μH
Interruptores S1 e S2 SCT3080AL
Diodos Db, Dc1 e Dc2 C3D04065A

Na Fig. 6 são mostradas a tensão e corrente de entrada e


saída. Percebe-se que o conversor apresenta tensão regulada
em 800 V na saída e a corrente de entrada possui forma Fig. 6. Principais formas de onda em potência nominal: amarelo
senoidal. O fator de potência obtido em potência nominal foi – tensão de entrada; azul – corrente de entrada; roxo – tensão de
saída; verde – corrente de saída.
de 0,993 e o conteúdo harmônico de corrente atendeu os
limites da norma IEC 61000-3-2.
O conversor operou corretamente utilizando interruptores
e capacitores dimensionados para uma tensão abaixo do valor
de tensão de saída, sendo esse um dos principais pontos
positivos da topologia.
Foi também realizado o ensaio de rendimento do
conversor, que mostrou resultados satisfatórios. O maior
rendimento obtido foi 97,877% e o rendimento obtido em
potência nominal foi 96,9 %, conforme mostra a curva
apresentada na Fig. 7.

IV. CONCLUSÃO
O retificador proposto apresentou capacidade de elevado Fig. 7. Curva de rendimento.
ganho em tensão (220 V CA para 800 V CC), fator de
potência elevado e corrente de entrada com baixo conteúdo REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
harmônico.
Foi desenvolvido um protótipo para a validação [1] D. F. Cortez, M. Maccarini, S. A. Mussa, I. Barbi,
experimental. O protótipo apresentou resultados satisfatórios, “High Static Gain Single-Phase PFC Based on a Hybrid
sendo capaz de operar em potência nominal com tensão de Boost Converter”, Int. J. Electron., vol. 104, pp. 821-
saída e corrente de entrada reguladas e sendo projetado com 839, Oct. 2016.
componentes que possuem capacidade de bloqueio abaixo da [2] J. C. Dias, T, B. Lazzarin, “A Family of Voltage-
tensão nominal de saída. Além do alto ganho e elevado fator Multiplier Unidirectional Single-Phase Hybrid Boost
de potência, o conversor também apresentou rendimento PFC Rectifiers”, IEEE Trans. Ind. Electron, vol. 65,
elevado. no. 1, pp. 232-241, Jan. 2018.
IN I N
I
1
Jéssika Melo de Andrade , Gilberto Valentim Silva , oberto ran is o oel o e
elles r nelli a arin
1 nstit to de letr ni a de ot n ia , niversidade ederal de Santa atarina S , lorian olis S , rasil
nstit to ederal de d a o, i n ia e e nolo ia de Santa atarina S , lorian olis S , rasil
e mail essika melo ine s br, valentim i s ed br, roberto ine s br, telles ine s br

= b =
s k i
As ontes renov veis odem ser one tadas rede elétri a
or meio de m sistema de ni o o de m lti los est ios A ind t n ia do iltro de sa da é determinada a artir de
m rela o s to olo ias om ni o est io, os inversores
de est io ni o n o isolados 1 , omo os inversores boost, k
o =
buck boost, zet ais inversores s o derivados da one o e
di eren ial de dois onversores
om o ob etivo de a mentar o an o est ti o dos As a a it n ias da a s o es e i i adas a artir do
inversores elevadores n o isolados, em é ro osta a modo de o era o da él la m lti li adora ara arantir
inte ra o de él las de a a itores aveados a ao o era o do onversor no modo de ar a ar ial, os
onven ional inversor boost a resentado em A to olo ia a a itores devem atender a se inte e a o
res ltante é m inversor do ti o boost di eren ial a a a itor ,1
aveado S – do in l s Sw tc e c to 1 = =
ee t oost e te resente arti o ro e a s S s on

tili a o do S em a li a es e envolvam a one o A inte ra o da él la de a om o a a itor boost


om rede elétri a era ma a a it n ia e ivalente, dada or
V S S
1-
A i ra 1 a resenta o S one tado rede elétri a, e = ,
identi i ando se a él la a tra o sombreado e o k 1- - 1-
onven ional inversor boost tra o reto
desde e 1
As tens es de sa da dos m d los e s o sem re
ositivas e om ostas or d as ar elas ma ont n a e
o e e e o t oe
o tra alternada senoidal A ar ela ont n a é i al em
onversores boost bridos de ordem , de a ordo om
ambos os m d los, sendo as om onentes alternadas
, odem ser modelados onsiderando se a enas a
de asadas de 1 entre si essa on i ra o, a s a
din mi a dominante, on orme a i ra
one o di eren ial, as ar elas ont n as se an elam e as
A n o de trans er n ia da orrente de sa da ela ra o
ar elas alternadas somam se
li a ode ser obtida a artir da an lise da one o
uo uo
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di eren ial de dois desses onversores e ivalentes
S
o
S re eren iados ao lado de bai a tens o
b

b
S S o bs bs b1 s b
b s = =
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S
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o k -1
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or meio de ma mal a de ontrole, tal omo é il strado na
s ind tores de entrada s o de inidos or
i ra ontrolador tili ado é m ro or ional inte ral
, om a adi o de m olo e tra, o int ito é de aten ar
a resson n ia erada entre o iltro de sa da e a a a it n ia
e ivalente, e ma mal a de ee o w
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do S one tado rede elétri a
i es ltados e erimentais tens o da rede e e 1 V div ,
S A S M AS tens es ar iais e b 1 V div e tens o de entrada
1 V div ase de tem o ms div
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i rot ti o inversor boost , ontes a iliares, ontrole
e ondi ionamento de sinal V S
s res ltados e erimentais om rovam o n ionamento
S oi testado one tado rede elétri a V em da él la de a a itor aveado inte rada ao inversor boost
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lineari a o abilitado, om tens o de entrada de V e em valores de in eriores a e bai o onte do arm ni o,
ot n ia nominal tanto em bai a anto em alta re n ia rendimento da
A tens o da rede e e , a orrente in etada o e a tens o estr t ra oi satis at rio, tendo i o de
de entrada , em ot n ia nominal , s o mostrados
na i ra A da orrente in etada oi de , 1 , sendo AS G AS
e tens o da rede elétri a a resentava de , A
distor o arm ni a da tens o da rede a are e nas tens es 1 Ala mi, A med, G Adam,
ar iais e b, on orme ode ser visto na i ra A rva illiams, Sin le ase Sin le Sta e rans ormer less
de rendimento da to olo ia é e osta na i ra Grid onne ted V S stem, in s ct o s o
owe ect o cs, vol , no , , J ne
1
ia, M A o d r , A ammad, A sin le
ase di erential eta re ti ier inverter, oc o
te t o o e e ce o ect c
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G V Silva, oel o, a arin, S it ed
a a itor boost inverter, oc o t
te t o S os u o ust ect o cs,
1 ,
a eres, arbi, A boost A onverter
o eration, anal sis, ontrol and e erimentation,
ust ect o cs o t o st u e t t o ,
i es ltados e erimentais tens o da rede e e 1 V div , oc o st te t o o e e ce,
orrente in etada na rede o 1 A div e tens o de entrada 1 , vol 1, no , 1 vol 1
1 V div ase de tem o ms div
G V Silva, oel o, a arin, Modela em
do onversor oost om él las a a a itor aveado
or Meio de m onversor ivalente de rdem
ed ida, S letr n ot n , am o Grande,
v ,n , , l set 1
Microrredes e
Transmissão de energia sem fio

EP
2018
MODELO DE SPLITTING PARA COMPENSAÇÃO SÉRIE PARALELA PARA
TRANSMISSÃO DE ENERGIA SEM FIO
R.L.Oliveira Pinto1, M.L.Heldwein1, and F.R.Sousa2
1
Instituto de Eletrônica de Potência (INEP), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis–SC, Brasil
2
Laboratório de Rádio Frequência (LRF), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis–SC, Brasil
rodrigo@inep.ufsc.br, heldwein@inep.ufsc.br, fernando.rangel@eel.ufsc.br

I. INTRODUÇÃO
Este trabalho apresenta uma nova modelagem para o
fenômeno de splitting baseado em transformação de resposta
em frequência de passa banda para passa baixa, para projeto
de transmissão de energia sem fio para sistemas com
compensação série paralelo SP. Fig. 2 - Compensação para primário série e secundário paralelo.
Os sistemas de transmissão de energia sem fio indutivos
tipicamente apresentam variações de alinhamento e distância,
assim como de carga, o que leva ao splitting e bifurcação [1] (1)
, [2], fenômenos no domínio da frequência que devem ser
bem modelados para projeto de circuitos. O splitting se refere (2)
a múltiplos picos de potência, enquanto a bifurcação é a
presença de múltiplos pontos de impedância de fase zero. A
bifurcação, apresenta um modelo analítico bem estabelecido (3)
para propósitos de projeto [2], em oposição ao splitting, cujas
únicas soluções são muito complicadas e baseadas em
polinômios de ordem alta [3]. Este trabalho apresenta um
modelo analítico para splitting de um conversor ressonante (4)
com entrada série e saída paralela, ilustrado na Figura 1. As
expressões resultantes apresentam fator de qualidade e
largura de banda como novos parâmetros de projeto. (5)
(6)
(7)
(8)
(9)
(10)

Fig. 1 - Conversor CC-CC ressonante com compensação C1 série e C2


paralela. (11)

II. MODELO DE SPLITTING PARA COMPENSAÇÃO (12)


SP
A abordagem proposta para a rede ressonante SP, baseia- A função passa banda da transformação em frequência, (2)
se na equivalência entre a função de transferência passa em (3) com valor normalizado de frequência natural ωn , resulta
banda (1) do circuito de primeiro harmônico, Figura 2, e uma em uma função do fator de qualidade Q, ganho DC Avo e banda
função passa banda a partir da transformação em frequência passante B. A equivalência com a função do circuito para C1 e
(2) de um passa baixa de segunda ordem (3). O circuito C2 conforme (11) e (12) apresenta B, Q e Avo em função do fator
equivalente é composto pelos capacitores de compensação de de acoplamento, dos indutores, da carga e da frequência de
primário e secundário, C1 e C2, bem como os indutores de operação ωo conforme (13) a (15). O fator de qualidade,
acoplamento L1 e L2, com indutância mútua M, cujo fator de especialmente, torna-se a medida do splitting, uma vez que os
acoplamento k é dado por (4). A função de transferência (2) picos de frequência da resposta passa baixa serão exatamente os
apresenta os coeficientes dado pelas equações (5) a (10), mesmos da resposta passa banda, portanto Q=0,707 é o valor
sendo os capacitores de compensação para minimização de limite para operação sem splitting.
fator de potência e maximização de potência de saída
determinados por (11) e (12) [4], o que garante operar
naturalmente como um passa banda. (13)
(14)

(15)

O pico da potência de saída é dado por (17) em que Pk


(16) é definida como potência de acoplamento, independente
de Q e função de k. A relação entre o limite de Rout e o
acoplamento é dada por (18), que nada mais é que (14) com
Q=0,707.

(16) (a) Rout=33 Ω.

(17)

(18)

III. ANÁLISE E MEDIDAS


(b) Rout=99 Ω.
A modelagem de splitting proposta é aplicada em um link Fig. 3 - Resposta em frequência conforme Rout.
indutivo com os parâmetros da Tabela I. Baseado nestas
especificações, automaticamente são determinados os
parâmetros da Tabela II, com as respectivas equações. IV. CONCLUSÃO
Foi apresentado um modelo de splitting para compensação
TABELA I
SP exato e compacto se comparado aos modelos presentes na
Parâmetros do link literatura, todos baseados em complicadas equações
L1 238 mH k 0.5 polinomiais de ordem alta. O exemplo apresentado ilustra a
L2 238 mH vi 5V@23kHz (pico a pico) aplicação da modelagem, tendo o clássico fator de qualidade
como parâmetro de medida de splitting. Os resultados
analíticos são corroborados por experimentos.
TABELA II
Parâmetros calculados REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
C1 0.27 mF (11) Avo 2 (15)
[1] W. Q. Niu, J. X. Chu, W. Gu, and A. D. Shen, “Exact
C2 0.20 mF (12) Pk 210 mW (16)
Analysis of Frequency Splitting Phenomena of Contactless
B 13.28 kHz (13) Rout max 42 Ω (18) Power Transfer Systems,” IEEE Trans. Circuits Syst. I
Regul. Pap., vol. 60, no. 6, pp. 1670–1677, 2013.
[2] C.-S. Wang, G. A. Covic, and O. H. Stielau, “Power transfer
TABELA III
capability and bifurcation phenomena of loosely coupled
Potência máxima e fator de qualidade
Rout Q (14) Pout max (17)
inductive power transfer systems,” IEEE Trans. Ind.
Electron., vol. 51, no. 1, pp. 148–157, 2004.
33 Ω 0.554 379 mW
[3] M. Iordache, L. Mandache, D. Niculae, and L. Iordache,
99 Ω 1.662 383 mW
“On exact circuit analysis of frequency splitting and
Para dois valores de Rout a Tabela III apresenta os bifurcation phenomena in wireless power transfer systems,”
fatores de qualidade e potências de pico, cujas respostas em in 2015 International Symposium on Signals, Circuits and
frequências correspondentes estão nas Figuras 3 (a) e (b), nas Systems (ISSCS), 2015, pp. 1–4.
quais podem ser notadas a ausência de splitting no primeiro [4] C. Auvigne, P. Germano, D. Ladas, and Y. Perriard, “A dual-
caso, Q<0,707, e sua presença no segundo, Q>0,707. topology ICPT applied to an electric vehicle battery
charger,” in 2012 XXth International Conference on
Electrical Machines, 2012, pp. 2287–2292.
PROPOSTA DE CONFIGURAÇÃO DE MICRORREDE CA TRIFÁSICA COM
SUPORTE NATURAL À FALTA DE UMA FASE
1
André T. Schneider, 2Walbermark M. dos Santos, 1Denizar C. Martins
1
Instituto de Eletrônica de Potência (INEP), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis – SC, Brasil
2
Laboratório de Eletrônica de Potência e Acionamentos Elétricos (LEPAC), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES),
Vitória – ES, Brasil
e-mail: sctonelliandre@gmail.com, walbermark@gmail.com, denizar.martins@gmail.com

Diferentes possibilidades de link CA são discutidas em


I. INTRODUÇÃO
[2], na qual aquela mostrada na Figura 2 destaca-se pela
Os desastres naturais que devastaram Fukushima, no possibilidade de ligação do neutro, sendo adequada para a
Japão, em 2011, culminaram na primeira microrrede alimentação de cargas tanto monofásicas quanto trifásicas,
comercial em funcionamento no mundo [1]. As plantas como ocorre nas instalações residenciais, comerciais e
industriais alimentadas por uma única fonte, a Central industriais típicas.
Nuclear de Fukushima I, apresentaram prejuízo financeiro
por falta de energia. Ficou evidente, portanto, a necessidade
de uma matriz diversificada. Esse marco alterou o foco de
pesquisadores: antes, o apelo ambiental e a otimização dos
elementos de uma microrrede, após, a busca por meios de
complementar a rede local e evitar prejuízos causados por
quedas de energia.
Com o objetivo de contribuir no desenvolvimento de
microrredes com melhor garantia de fornecimento, propõe-se
uma estratégia para alimentar uma carga CA trifásica a partir
de três fontes de geração distintas. Cada fonte supre um
barramento CC e a falta de uma delas não é percebida, ou
seja: os níveis adequados de tensão e o equilíbrio entre as
três fases continuam a ser observados na carga, mesmo na Fig. 2. Link CA com carga em estrela
ausência de um dos barramentos.
Um protótipo foi construído para validação da proposta, Para a presente análise, os números de espiras dos
alimentando carga nominal de 1000 W. primários, secundários e terciários valem N1, N2 e N3,
respectivamente e são feitas as seguintes considerações:
II. SOLUÇÃO PROPOSTA As tensões nos primários do link, provenientes dos
A Figura 1 mostra um exemplo de configuração da inversores, são suficientemente filtradas, de modo que a
solução proposta, com a presença de geração fotovoltaica, análise fasorial forneça resultados satisfatórios. Além
eólica e a rede local. disso, considera-se o equilíbrio entre fases e escreve-se:
Va1 = Vef 0
Vb1 = Vef - 120 , (1)
Vc1 = Vef 120
Em que Vef é o valor eficaz de tensão.
A carga trifásica é equilibrada e a impedância por fase é
expressa como
Z = Z z. (2)
A. Condição Normal de Operação
Na condição normal de operação, com todos os
barramentos ativos, o fluxo de potência se dá entre o
primário e o secundário. A corrente I x é nula, e tem-se:
2
N2 Vef
Fig. 1. Solução proposta I a1 = 0 - Z
N1 Z
O link CA pode ser composto por um transformador 2
trifásico ou um banco de transformadores monofásicos N2 Vef
I b1 = - 120 - . (3)
convencionais, com os secundários conectados em delta. N1 Z
Z

Mais interessante, no entanto, é a utilização de um 2


transformador trifásico de três enrolamentos ou de um banco N2 Vef
I c1 = 120 -
de transformadores monofásicos de três enrolamentos. N1 Z
Z
As potências complexas absorvidas nos primários de cada
fase (e fornecidas por cada inversor) são idênticas, dadas por:
2
1 N2
S a1 = Sb1 = Sc1 = Vef Z . (4)
Z N1
B. Falta de Um dos Barramentos
Admitindo-se que ocorra a falta de um dos barramentos,
por exemplo, o da fase ‘a’, tem-se:
I aF1 = 0 , (5)
em que o sobrescrito “F” indica a condição de falta.
Nessa situação, o link CA garante que as tensões VA, VB e
VC sejam induzidas nos secundários (lado da carga) e que
N N 2 Vef
I Fx = - 2 0 - Z
N 3 N1 Z
2
F N2 Vef
I b1 = 3 - 150 - Z . (6)
N1 Z
2
N2 Vef
I cF1 = 3 150 - Z
N1 Z
As potências complexas absorvidas nos primários de cada
fase (e fornecidas pelos inversores) são distintas, quais
sejam:
SaF1 = 0
2
3 N2
SbF1 = Vef 30 + Z . (7)
Z N1
2
3 N2
ScF1 = Vef - 30 + Z Fig. 3. Resultados experimentais: (a) Situação normal de operação,
Z N1
(b) Situação de falta da fase ‘a’, (c) Instante da falta.
Se as potências por fase na condição normal de operação e
na condição de falta forem comparadas, vê-se que: TABELA I
Resultados Experimentais
S bF1 SF
= c1 = 3 @ 1,73. (8) Condição Normal de Operação
Sb1 Sc1 VA VB VC
Intuitivamente, poder-se-ia esperar que a razão Valor eficaz [V] 225,5 224,2 224,3
apresentada em (8) resultasse em 1,5. Isto é, que cada fase DHT [%] 1,86 1,48 1,56
Condição de Falta
assumisse a potência da situação normal somada à metade da
Valor eficaz [V] 190,5 213,7 235,4
potência da fase faltante. No entanto, os transformadores DHT [%] 1,85 1,64 1,75
restantes absorvem uma parcela de potência reativa e, por
isso, devem ser dimensionados com potência nominal 73%
acima da potência da carga, ao invés de 50% maior. IV. CONCLUSÃO
III. PROTÓTIPO E RESULTADOS EXPERIMENTAIS É possível melhorar a garantia de fornecimento de uma
microrrede CA trifásica com o uso de transformadores
Para validação do conceito, uma única fonte de tensão foi
conectados adequadamente, compondo o denominado link
usada para emular os três barramentos CC e a falta de um
CA. Com essa estratégia, a ausência de uma fonte geradora
deles, referente à fase ‘a’, deu-se pelo desligamento de um
não é mais percebida pela carga. Resultados experimentais
disjuntor.
indicaram a eficácia da estratégia proposta.
Foram utilizados três inversores de tensão monofásicos,
com filtros LC de saída e três transformadores monofásicos REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
de três enrolamentos fabricados em laboratório. Os
[1] T. Harbert, Microgrids for a Post-Fukushima Japan,
enrolamentos dos transformadores têm tensões nominais
IEEE Spectrum, 2015,16-17.
V1 = 127 V ,V2 = V3 = 220 V. [2] A. T. Schneider, Proposta de Uma Configuração de
O sistema opera em malha aberta – sem qualquer Microrrede Trifásica Com Suporte Natural à Falta de
compensação nos inversores. Uma Fase. TCC (Trabalho de Conclusão de Curso),
A Figura 3 mostra as formas de onda relativas aos ensaios INEP – Instituto de Eletrônica de Potência, EEL-UFSC,
realizados, enquanto a TABELA I sumariza os resultados Florianópolis, SC, fevereiro, 2016.
obtidos de tensão eficaz e distorção harmônica total (DHT).

Maximum feed forward


Power Point Tracking

string
1) Compensador PI:

rad/s
2) Compensador PR:
Hardware in the
Loop

A. Modelagem rad/s
rad/s
3) Compensador MR:
2
1 2

Fig. 1. Modelo do circuito do conversor CC-CA proposto

- Harmônica desejada
iˆL2 s b1 s b0 - Última harmônica desejada
dˆ s a4 s 4 a3 s 3 a2 s 2 a1 s
4) Compensador repetitivo:
PI DHTi = 2,79% FP = 0,9995
PR DHTi = 2,57% FP = 0,9995
MR DHTi = 1,12% FP = 0,9995
Repetitivo DHTi = 2,57% FP = 0,9996

(a) (b)
Fig. 2 Diagrama de blocos do controlador repetitivo implementado.

(c) (d)
Fig. 4. Comparações entre os resultados obtidos

Hardware in the Loop

M. Kasper, D. Bortis, J. W. Kolar, “Classification and

ANEEL, “
Fig. 3. Typhoon HIL utilizado para validar as leis de controle. – ”

“ ”, SCSEP 2017
software
software , “
”,

, “

”, Dissertação de Mestrado
feed-forward “

feed-forward ”

feed-forward , “ anti-windup

feed- ”,
forward
SIS I I I
I I I S
I S I
Sergio Luis Brockveld Junior, Gierri l ric
ns i u o de le r nic de o nci , niversid de eder l de S n rin S , lori n olis S , Br sil
e il sergio rock g il co , gierri l ric u sc r

su erc ci ores, c rg s u ili res, e energi vind dos


o ores de r o el ric e corren e con nu d
or l en e, os sis e s de c rg s u ili res e u loco o iv , co o resen do n igur
loco o iv s o li en dos or eio de u ger dor u ili r,
conec do dire en e o ei o do ger dor s ncrono rinci l,
ue li en s uin s de r o el ric e corren e
con nu , con or e resen do n igur S e se ue s
c rg s u ili res ode consu ir o e uiv len e d
energi o l u ili d n s uin s de r o el ric , ssi ,
se r e d energi ue li en o sis e u ili r or o id
d energi d ren ge regener iv , conse uen e en e o
consu o de co us vel ser redu ido o en n o, e ui s
loco o iv s ren ge ei de neir din ic , ou se ,
no o en o d ren ge , os o ores de r o se co or
co o ger dores e energi rodu id elos es os
dissi d n or de c lor, e ncos de resis ores
conec dos os er in is do o or

ig Sis e ul i or

sis e ser co os o or u rr en o e corren e


con nu , o u l od s s or s ci d s n erior en e ser o
conec d s or eio de conversores de o nci , cri ndo
ssi u sis e si il r u icrorrede e corren e
con nu sis e ser odo oni or do e con rol do or
ig i gr de u loco o iv diesel el ric co ren ge eio de u sis e cen r l, co os o or u co u dor,
din ic u in er ce o e uin e u rocess dor digi l de
sin is ou u G , ue de inir u ndo u or deve
BJ S B L envi r ou rece er energi el ric , usc ndo se re u en r
s e r l o vis o es udo e i le en o r ic de e ici nci energ ic d loco o iv
u sis e r re li r o rovei en o d energi el ric S L S S S
rovenien e d ren ge r re li r l rovei en o,
ser ro os o u sis e co l i l s or s, co o s e r l o ir con ri uir co resul dos ue on
ilus r do n igur , ue r uso de conversores es icos de r solu es ecnol gic s, e co o, co resul dos ue
o nci ir o ger r es uis c d ic e or o de recursos
u nos r n lise e veri ic o do sis e ul i or
ser ger do u ro i o de k

S B BL G S
J L Bor , Sis e de r ns iss o l ric , Belo
ori on e G, ove ro

ig i gr de u loco o iv diesel el ric co sis e


ul i or r ren ge regener iv
sis e ser res ons vel or con rol r o lu o de
o nci en re s seguin es or s nco de eri s, nco de
ESTRATÉGIAS DE CONTROLE PARA MICRORREDES CC FOTOVOLTAICAS
DE ARRANJOS DIFERENTES OPERANDO EM MODO ISOLADO
Murilo Scarpa Sitonio, Roberto Buerger, Roberto F. Coelho, Denizar C. Martins
Instituto de Eletrônica de Potência (INEP), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis – SC, Brasil
e-mail: muriloscarpa@gmail.com, roberto.buerger@gmail.com, roberto@inep.ufsc.br, denizar@inep.ufsc.br

alteração de δ, é possível alcançar qualquer ponto de


I. INTRODUÇÃO
operação apresentado na Figura 2.
A difusão do conceito de Microrredes (MRs) é um
fenômeno conhecido dentro da eletrônica de potência [1],
assim como sua crescente relevância dentro do mercado de
energia brasileiro [2]. MRs podem ser divididas em dois
estágios de operação: conectadas à rede, nas quais o
excedente de energia produzida pode ser fornecido à rede;
isoladas, nas quais toda energia deve ser consumida ou
armazenada no local de instalação.
Módulos fotovoltaicos são fontes de geração com
comportamento não linear e intermitente, características
intrínsecas que fazem com que o compartilhamento de
potências seja, na maioria das vezes, caótico [3]. Tais
características dificultam a implementação de estratégias de
controle básicas. Este artigo apresenta duas estratégias de
controle para MRs fotovoltaicas, operando em modo isolado,
com o intuito de suprir uma carga CC. Fig. 2. Curva de VPV, PPV e δ.
II. SISTEMA PROPOSTO
A operação em tensões inferiores à de máxima potência
O sistema proposto é composto por três arranjos (Vmp) é evitada, pois o aumento de δ implica perdas maiores,
fotovoltaicos de módulos KC200GT, três conversores boost devido à necessidade de ganhos estáticos elevados nos
CC-CC, um capacitor de barramento e uma carga CC. A conversores.
Figura 1 ilustra o sistema proposto.
A. Técnica 1
Para relacionar a tensão do barramento com a razão
cíclica, recorre-se à Figura 3, a partir da qual foi deduzida a
equação (1).

Fig. 1. Sistema proposto.


Fig. 3. Curva de Vcc e δ – Técnica 1.
III. ESTRATÉGIAS DE CONTROLE
á –
De maneira geral, a estratégia de controle aplicada a δ (δmp, Vcc) = δmp . (1)
á – í
MRs fotovoltaicas operando em modo isolado pretende
cumprir dois requisitos: equalizar a potência gerada e a
potência consumida, por meio da regulação da tensão do Os limites para uma variação entre δ = 0 e δ (razão
barramento comum aos conversores; compartilhar, de cíclica de máxima potência) são indicados por Vccmáx (780 V)
maneira igualitária, a potência processada pelos conversores. e Vccmín (760 V), respectivamente. Uma técnica de
Duas estratégias foram implementadas no sistema rastreamento do ponto de máxima potência pela medição
proposto, intituladas de Técnica 1 e Técnica 2. Ambas as indireta da temperatura de superfície dos módulos [4] foi
técnicas se baseiam na curva de inclinação entre a tensão de utilizada para determinar δmp. Quando Vccmín < Vcc(t) < Vccmáx,
saída dos conversores (Vcc) e suas respectivas razões cíclicas a equação (1) é aplicada para manter a tensão do barramento
(δ). É sabido que a variação da tensão dos arranjos (VPV) dentro dos limites preestabelecidos. Caso a tensão se
altera a potência entregue à carga (PPV) [4], logo, com a encontre fora dos limites preestabelecidos, a técnica impõe
A Figura 6 apresenta o resultado experimental da Técnica
2 sob as mesmas condições da Técnica 1.

Fig. 6. Tensão do barramento: (a) e compartilhamento de potências


(b) antes e depois de um degrau na carga – Técnica 2.

Como ilustrado, os conversores processam a potência de


maneira mais adequada, no entanto, a tensão do barramento
foi regulada de maneira menos eficiente. O trade-off entre
compartilhamento de potências e regulação de um
barramento comum é uma característica intrínseca de
técnicas por curvas de decaimento (droop) e pode ser
contornada com a aplicação de técnicas mais sofisticadas [5].
IV. CONCLUSÃO
Embora as técnicas apresentadas neste artigo apresentem
pequenos problemas, elas podem ser implementadas em
soluções menos rigorosas, uma vez que as mesmas possuem
algumas vantagens, como: simplicidade de implementação,
não necessidade de sensores de corrente e de temperatura e
nem de comunicação entre os conversores; alta redundância;
modularidade; robustez.
Conclui-se, a partir dos resultados experimentais, que a
Técnica 2 é mais adequada para o sistema proposto, uma vez
que garante um compartilhamento de potências mais
igualitário, ao custo de uma leve desregulação na tensão do
barramento. Ressalta-se que, caso o sistema proposto
apresentasse arranjos iguais, a Técnica 1 seria mais
apropriada, pois além de compartilhar a potência gerada
igualitariamente, também regularia a tensão de maneira mais
satisfatória.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1] I. R. A. Rodrigues, Estudo de proteção elétrica de uma
microrrede baseada na rede de 34 barras da IEE,
Dissertação, Universidade Federal de Minas Gerais –
UFMG, Belo Horizontes, 2017.
[2] Zpryme, Microgrids: The BRICS Opportunity, 2012.
[3] D. L. S. Solano, Sistema de supervisão e controle de
geração solar fotovoltaica para aplicação em
microrredes inteligentes, Dissertação, Universidade
Federal de Santa Catarina – UFSC, Florianópolis, 2017.
[4] R. Buerger, Contribuição ao Estudo de Microrredes
Supridas a Partir de Geração Fotovoltaica com
Possibilidade de Operação em Modo Isolado ou
Conectado à Rede Elétrica, Qualificação, Universidade
Federal de Santa Catarina – UFSC, 2017.
[5] J.-W. Kim, H.-S. Choi e B. H. Cho, A novel droop
method for converter parallel operation, IEEE
Transactions on Power Electronics, vol. 17, no. 1, pp.
25-32, Jan 2002.
Retificadores

EP
2018
1

sen( t )
0,75

0,5 = 0,9
= 0,7
0,25 = 0,3

0
0 1 2 3
t [rad/ s]
α
α
α
α
α
α
André De Bastiani Lange, Marcos José Jacoboski, Marcelo Lobo Heldwein
Instituto de Eletrônica de Potência (INEP), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis – SC, Brasil
e mail: [lange; marcosjose; heldwein]@inep.ufsc.br

I. INTRODUÇÃO = + ω , respectivamente. Os ângulos auxiliares


Diversos trabalhos de pesquisa são aplicados na redução que definem os intervalos de integração são definidos em (3).
dos dispositivos magnéticos de retificadores monofásicos com
correção do fator de potência (PFC). Algumas propostas
incluem o desenvolvimento de topologias multi níveis [1] e a
otimização do projeto do indutor [2], o que demanda
métodos precisos para a estimação das perdas nesse
componente. Neste trabalho, as perdas no núcleo do indutor
em um conversor PFC monofásico do tipo
3 Níveis são obtidas pelo método
(iGSE) [3], seguindo a mesma
metodologia previamente aplicada ao PFC tipo
2 Níveis [4].
A forma de onda da indução magnética no núcleo é dividida
Fig. 1: Regiões da forma de onda da indução magnética no núcleo.
conforme as regiões de operação do conversor e das definições
acerca do método iGSE. Normalmente, são utilizadas rotinas     
numéricas que identificam, separam e calculam as perdas de  θ = 



θ = 

+θ

    
cada laço, a partir da indução obtida de uma simulação 
   

do conversor ou utilizando um vetor de pontos pré θ = π −   θ = π−  +θ
   
computados.     
Neste trabalho, a simulação do conversor e a rotina As perdas referentes às contribuições dos laços
numérica de separação dos laços são substituídas por um minoritários na região crescente AN são computadas por meio
conjunto de equações, que calcula com precisão as perdas no de (4), com o auxílio de (5) e (6). As perdas referentes ao laço
núcleo de um PFC monofásico do tipo 3 Níveis. majoritário nessa região são denotadas em (7), com o auxílio
de (8) e (9). Para a região crescente MP, as perdas referentes
II. SEPARAÇÃO ANALÍTICA DOS LAÇOS
aos laços minoritários são dadas em (10), com auxílio de (11)
A partir dos coeficientes originais da equação de , e (12), e para o laço majoritário, em (13), com auxílio de (8) e
a constante definida pelo método iGSE é computada (1): (14).
Na região decrescente MP, as perdas referentes às
contribuições dos laços minoritários são dadas em (15), com
= o auxílio de (16) e (17). As perdas referentes ao laço
π
α− α
π β−α
∫ θ θ majoritário nessa região são denotadas em (16), com o auxílio
de (8) e (17). Para a região decrescente AN, as perdas
De acordo com [3], a função precisa ser dividida em referentes aos laços minoritários são dadas em (18), com
uma porção crescente e uma decrescente. Para o PFC auxílio de (19) e (20), e para o laço majoritário em (21), com
3 Níveis, essas porções são ainda subdividas de auxílio de (8) e (22).
 α 
acordo com as regiões AN e MP da modulação do conversor θ  

 − γ   − γ
[1]. π
β−α    
Explorando as simetrias da forma de onda, efetuou se o
=
α ∫ γ 
γ
γ
θ  
α
+ γ 
desenvolvimento das expressões analíticas nas regiões que são π
 
expostas na Fig. 1.  
A função de modulação utilizada é definida em (2) [1]:  −   − 

=  
ω −ω ω
=
 
 −   − 

A defasagem angular e a amplitude da tensão sintetizada =  
pelo conversor são dadas por = ω − e
θ TABELA I
β−α π γ
α
=
α ∫ γ γ
θ
π
APH40 KAM168 C05589
+ − −
= P60 060A 4A2
187 2 V 100 2 V 115 2 V
= −
23,63 A 21,21 A 12,30 A
 α

 − γ   − γ 380 V 175 V 200 V

   
β−α
=
α ∫ γ   
α
γ  γ

θ +  γ −   60 Hz 50 Hz 400 Hz
π    
  
− 140 kHz 35 kHz 200 kHz
 −  − 
=   
1,072 cm² 1,520 cm² 0,654 cm²

10,55 cm³ 16,02 cm³ 4,15 cm³
 −  − 
=    44 49 38
96,47 µH 127,0 µH 65,0 µH
β−α α
  γ 1,11; 2,57; 1,33; 1,99; 1,556; 2,182;
= ∫  γ −  γ αβ
α 676 W/m³ 10,1 W/m³ 1,7013 W/m³
θ  
π
Os resultados das perdas e os erros relativos encontrados
= − são resumidos na Tabela II.

θ

 γ 
α 

TABELA II
 −  γ
 
π
β−α 
=
α ∫ γ 
γ
 γ
 α 
+  − γ  
    347,6 mW 343,0 mW
  1,36%
 −  192,2 mW 200,1 mW
=  
3,92%

0,59%
 
 −  Analítica Numérica
=   201,7 mW 199,7 mW
1,00%
 α γ γ  15,92 mW 15,99 mW
 
β−α   0,50%
=
α ∫ γ   
α
γ  γ
θ +  − γ   0,89%
π    
Analítica Numérica
= 236,0 mW 233,9 mW
− 0,53%
45,73 mW 44,38 mW
3,05%
=
1,24%

β−α α
  γ
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
=
α ∫  − γ  γ
θ  
[1] A. D. B. Lange, T. B. Soeiro, M. S. Ortmann and M. L. Heldwein,
π
"Three Level Single Phase Bridgeless PFC Rectifiers," in
=  −  − , vol. 30, no. 6, pp. 2935 2949, June 2015.

[2] A. De Bastiani Lange and M. L. Heldwein, "Optimal inductor design
for single phase three level bridgeless PFC rectifiers," 2017 Brazilian
III. COMPARAÇÃO COM AS ROTINAS NUMÉRICAS Power Electronics Conference (COBEP), Juiz de Fora, 2017, pp. 1 6.
[3] K. Venkatachalam, C. R. Sullivan, T. Abdallah and H. Tacca,
DE SEPARAÇÃO DOS LAÇOS "Accurate prediction of ferrite core loss with nonsinusoidal waveforms
O conjunto de expressões dado por (4), (7), (10), (13), (15), using only Steinmetz parameters,"
, 2002, pp. 36 41.
(18) e (21) é comparado com uma rotina numérica de [4] M. J. Jacoboski, A. de Bastiani Lange and M. L. Heldwein, "Closed
separação de laços baseadas no iGSE, implementada pelos Form Solution for Core Loss Calculation in Single Phase Bridgeless
autores deste artigo e validada em [4]. Os parâmetros dos PFC Rectifiers Based on the iGSE Method," in
conversores e núcleos avaliados são definidos na Tabela I. , vol. 33, no. 6, pp. 4599 4604, June 2018.
RETIFICADOR ĆUK OPERANDO COM CORREÇÃO DO FATOR DE
POTÊNCIA E ELEVADO GANHO DE TENSÃO
José Augusto Anderson, Roberto Francisco Coelho
Instituto de Eletrônica de Potência (INEP), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis - SC, Brasil
e-mail: j.augustoanderson@gmail.com, roberto@inep.ufsc.br

I. INTRODUÇÃO
O estudo de conversores com elevado ganho de tensão
tem se tornado um ramo promissor na eletrônica de potência.
As pesquisas nessa área estão concentradas principalmente
nos conversores CC-CC, que podem ser aplicados em
tecnologias que processam energia proveniente de fontes Fig. 1 - Esquema elétrico do conversor proposto.
renováveis [1], [2], carga de grandes capacitores para
Como já bem conhecido na literatura, o conversor Ćuk
utilização em equipamentos que drenam energia pulsada [3],
convencional tem seu ganho estático definido pela equação
[4], fontes de níveis elevados de tensão [5], entre outros.
(1).
Entretanto, é menos explorado na literatura o estudo de
conversores capazes de fornecer elevado ganho de tensão que
atuem com entrada em corrente alternada.
D
GCuk = ; (1)
Como todos os projetos citados acima operam com tensão 1- D
de entrada contínua, em caso de uma aplicação em um em que D é a razão cíclica aplicada.
produto que se deseja alimentar com a tensão das linhas de O ganho estático da célula multiplicadora utilizada neste
distribuição (comumente alternada), será necessário que se trabalho é definido pela equação (2).
faça uma conversão do tipo CA-CC. A maneira mais simples
de se fazer isso é com a utilização de um retificador de onda 3n - nD
completa com filtro capacitivo, no entanto, essa solução Gcg = ; (2)
apresenta corrente de entrada distorcida em relação à tensão, 1- D
o que ocasiona um conteúdo harmônico extremamente em que n é a relação de transformação.
elevado e baixo fator de potência. Quando os circuitos são acoplados, o ganho pode ser
Com o intuito de corrigir o prejuízo causado à qualidade definido como sendo a soma da equação (1) com a equação
da energia da rede pelos retificadores comuns, buscaram-se (2), resultando na equação (3).
alternativas capazes de solucionar esse problema. Uma opção
é a utilização de técnicas de correção ativa do fator de Vo D + 3n - nD
potência, as quais buscam fazer com que o formato da G= = (3)
corrente drenada da rede seja o mais semelhante possível ao Vi 1- D
da tensão. A partir disso, buscou-se uma estrutura que
III. RESULTADOS EXPERIMENTAIS
pudesse se adequar ao projeto, e, por possuir corrente na
entrada sem descontinuidade, o que torna o esforço de Os parâmetros calculados para o desenvolvimento do
filtragem menor, o conversor Ćuk foi escolhido. protótipo são apresentados na TABELA I.
II. ANÁLISE DO FUNCIONAMENTO DO CONVERSOR TABELA I
PROPOSTO Parâmetros do conversor
Símbolo Parâmetro Valor
O conversor proposto no âmbito deste trabalho, Vi Tensão de entrada 220 V
representado na Fig. 1, consiste na união de um conversor Vo Tensão de saída 2500 V
Ćuk com uma célula multiplicadora de tensão formada por Po Potência 250 W
indutor acoplado, capacitores e diodos. Para a aplicação Lf Indutor do filtro 200 uH
nesse projeto, a potência escolhida para operação do Cf Capacitor do filtro 470 nF
Le Indutor de entrada 2 mH
conversor foi de 250 W. Em função desse valor, que é C1 Capacitor 1 20 uF
relativamente baixo, o volume do indutor de entrada TPRI (Lk) Indutância de dispersão 2 uH
aumentou, com isso, foi inserido um filtro LC após o TPRI (Lm) Indutância magnetizante 2,88 mH
retificador, tornando o protótipo mais leve e menos C2 Capacitor 2 235 nF
volumoso. C3..6 Capacitores da célula 50 nF
Por se tratar de um retificador com correção do fator de Co Capacitor de saída 14 uF
Ro Resistência de carga 25 kΩ
potência, foram projetadas duas malhas de controle, uma da
corrente de entrada e outra da tensão na carga. Esse controle
foi realizado digitalmente, utilizando o louchpad F28069 da Foram realizados testes em diversas condições com o
Texas Instruments. protótipo construído, como a operação em faixas de variação
de 10% para mais ou para menos na tensão de entrada e
funcionamento com 40%, 60%, 80% e 100% da potência
nominal.
Na Fig. 2 são apresentadas as formas de onda para
operação em potência nominal com 220 V de entrada. Nesse
teste foi obtida Distorção Harmônica Total (DHT) na
corrente de entrada de 4,45%, fator de potência de 0,99 e
rendimento de 90,1%.

Fig. 5 - DHT da corrente de entrada para diferentes potências.

IV. CONCLUSÃO
Os resultados obtidos foram satisfatórios, possibilitando
alcançar os objetivos inicialmente propostos. Conseguiu-se
construir um protótipo que atendeu aos requisitos de tensão
elevada na carga com alto fator de potência e baixa distorção
Fig. 2 - Formas de onda experimentais. CH1: Sincronismo com a harmônica na corrente de entrada.
rede, CH2: Tensão de saída, CH3: Corrente de entrada e CH4:
Do ponto de vista de rendimento, levando em
Tensão na carga.
consideração a alta tensão envolvida e o número
Para verificar o correto funcionamento da malha de relativamente elevado de semicondutores que esse conversor
controle da tensão de saída foram realizados testes com utiliza, a estrutura também apresentou valores satisfatórios,
variação da carga em degrau, de 100% para 60%, como ficando em torno de 90% para operação em potência
apresentado na Fig. 3. nominal.
Um desafio que ainda se pretende vencer até o término do
trabalho de mestrado que envolve o estudo dessa estrutura é a
obtenção das funções de transferência que descrevam o
comportamento das variáveis que estão sendo controladas no
conversor. Visto que a estrutura apresenta vários elementos
armazenadores de energia e seis etapas de operação, ainda
não foi encontrado um modelo que descrevesse o
comportamento do sistema.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1] L. Schmitz. Conversores CC-CC Não-Isolados De Alto
Ganho E De Alto Rendimento Destinados À Aplicações
Fig. 3 - Formas de onda experimentais com degrau de carga. CH2: Fotovoltaicas E Baseados No Conversor Boost Com
Tensão de saída e CH3: Corrente de entrada. Células De Ganho. Florianópolis, 2015. Dissertação de
Mestrado em Engenharia Elétrica-INEP, UFSC.
Medições de rendimento e DHT da corrente de entrada [2] A. I. Pereira. Conversor CC-CC De Alto Ganho
foram feitas para diferentes faixas de operação, assumindo Baseado No Conversor Ćuk. Trabalho de Conclusão de
três níveis de tensão de entrada diferentes. O gráfico que Curso em Engenharia Elétrica. Florianópolis, 2017 -
representa o rendimento é apresentado na Fig. 4 e o da DHT INEP, UFSC.
da corrente de entrada na Fig. 5. [3] P. Thummala, et al. Digital Control of a High-Voltage
(2.5 kV) Bidirectional DC–DC Flyback Converter for
Driving a Capacitive Incremental Actuator. IEEE
Transactions On Power Electronics, Vol. 31, No. 12,
December 2016.
[4] J. Elmes, et al. High-Voltage, High-Power-Density DC-
DC Converter for Capacitor Charging Applications.
2009 IEEE.
[5] D. G. Bandeira, et al. High Voltage Power Supply using
T-Type Parallel Resonant DC-DC Converter. IEEE
Transactions on Industry Applications, 2017.

Fig. 4 - Rendimento do conversor em diferentes potências.


EP
Organizadores da edição de 2018:

EDIÇÃO DA REVISTA E
SITE E MÍDIA REVISÃO DOS ARTIGOS COMISSÃO DE EVENTOS
Evander R. de Souza Luz Anderson José Balbino Esio Eloi dos Santos Filho
Leandro B. Klinger Fisch Antonio Luiz S. Pacheco Marcelo Dias Pedroso
Marcos Paulo Moccelini

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