Você está na página 1de 9

SISTEMAS DE PRODUÇÃO EM BOVINOS DE CORTE

Profa Dra. Ana Paula de Souza Fortaleza Pardo


IFRS – Campus Vacaria

No ano de 2014 havia no Brasil aproximadamente 208 milhões de bovinos,


estando esta população distribuída por todo o território nacional.
Em virtude da extensão territorial do país, da diversidade socioeconômica das
diferentes regiões brasileiras e da diversidade de biomas, a pecuária de corte brasileira
apresenta grande variedade de sistemas de produção. Entretanto, qualquer que seja o
sistema de produção, a atividade caracteriza-se pela predominância de uso de pastagens,
o que torna a carne brasileira competitiva mesmo que a terminação dos animais seja
realizada em confinamento.
Entende-se por sistemas e produção o conjunto de tecnologias e práticas de
manejo, bem como o tipo de animal, o propósito da criação, a raça ou o grupamento
genético e a ecorregião onde a atividade é desenvolvida (Euclides Filhos, 2000).
Os sistemas de produção geralmente são classificados conforme a caracterização
das atividades realizadas na propriedade levando em consideração as fases do ciclo
produtivo (cria, recria e terminação).
No entanto, considerando que a definição de sistema produtivo abrange o processo
produtivo como um todo, é possível também classificá-los com base no grau de
exploração do sistema em extensivo, semi-intensivo e intensivo. Essa classificação tem
como base não apenas o regime alimentar, mas também as diferentes tecnologias
implantadas, pois o investimento em maior qualidade nutricional, demanda também
adoção de outras tecnologias que podem melhorar a relação custo/benefício do
investimento.
Em virtude da pressão ambiental na preservação de recursos naturais, limitações
na expansão da fronteira agrícola e custo elevado da terra, a intensificação dos sistemas
de produção, tanto por melhorias das áreas de pastagem (manejo do solo, adubação,
implantação de forragens exóticas e manejo do pastejo) ou por meio de práticas de
suplementação a pasto e do confinamento, é algo que tem ocorrido e vem sendo cada vez
mais necessário para melhorar a produtividade.

1
Independente do grau de intensificação dos sistemas, os rebanhos no Brasil
apresentam predominância de animais zebuínos (Bos taurus indicus), em especial a raça
Nelore, como raça pura ou em cruzamento, nas regiões Centro-Oeste, Sudeste, Norte e
Nordeste. Os animais de raças taurinas (B. taurus taurus) predominam na região Sul, com
destaque para as raças Aberdeen Angus, Simental, Charolês e Hereford.

CARACTERIZAÇÃO DAS ATIVIDADES REALIZADAS


As atividades econômicas da pecuária de corte são caracterizadas pelas fases de
cria, recria e terminação, que correspondem a fase de produção de matéria prima da cadeia
produtiva. Essas atividades podem ser desenvolvidas de forma isolada ou combinadas de
maneira a se complementarem.
A fase de cria engloba os reprodutores, machos e fêmeas, além dos bezerros até o
desmame, que tradicionalmente ocorre por volta do 7º a 9º mês de vida do bezerro.
O objetivo nessa fase é obter de cada matriz do rebanho um bezerro saudável por
ano. Neste sentido a adoção de tecnologias como suplementação dos animais, estação de
monta, métodos de desmame, manejo bioclimatológico dos reprodutores devem ser
utilizados para alcançar tal objetivo.
Tradicionalmente essa fase é realizada em pastagens com diferentes graus de
intensificação. O produto final dessa fase para aqueles produtores que realizam apenas a
fase de cria são os bezerros (as) desmamados, além de animais de descarte (novilhas,
vacas e touros). A partir do ano de 2013, em virtude da valorização da arroba e dos
animais para reposição a porcentagem de vacas abatidas vem diminuindo.
A fase de recria engloba os animais desmamados até que completem o
crescimento do tecido ósseo e grande parte do crescimento do tecido muscular permitindo
que na fase seguinte, a terminação, a maior parte da composição do ganho de peso seja
tecido adiposo. Para as fêmeas de reposição o objetivo do desenvolvimento ponderal deve
ser o de permitir o início da vida reprodutiva.
A recria dos animais é realizada em pastagens, adotando ou não a suplementação
de acordo com o grau de intensificação do sistema, o que irá influenciar a idade de abate.
Na produção de novilhos superprecoces (animais abatidos com no máximo 15
meses) a fase de recria é eliminada: após o desmame os animais são confinados,
geralmente por um período de aproximadamente 200 dias. Em alguns casos, quando não
é possível adotar a suplementação dos bezerros durante a fase de aleitamento, ou no caso

2
de indisponibilidade temporária de baias para o confinamento dos animais, esses podem
passar por um período curto de recria.
O produto de comercialização dos recriadores são animais com aproximadamente
280 kg (garrote) ou 370 kg (boi magro).
A terminação ou engorda dos animais corresponde a fase que antecede o abate em
que os animais irão atingir peso e acabamento de carcaça (espessura de gordura de
cobertura) exigidos pela indústria frigorífica: peso de carcaça mínimo de 17 @ para
machos e 12 @ para fêmeas e cobertura de gordura de 3 a 6 mm, no entanto esses
parâmetros são bastante variáveis em função do mercado consumidor.
Essa fase pode ser realizada a pasto ou em confinamento, sendo que para cada um
desses sistemas há vantagens e desvantagens.
Ao contrário da fase de recria, na fase de terminação, em função da maior
deposição de tecido adiposo, os animais apresentam menor eficiência de ganho e,
portanto, o custo da arroba produzida é maior.
Em decorrência da redução da oferta de boi magro, atualmente encontra-se
bastante restrita a realização da terminação de maneira isolada. Geralmente é realizada
no sistema recria-terminação ou de ciclo completo (cria, recria e terminação).

DESCRIÇÃO DOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO CONFORME O GRAU DE EXPLORAÇÃO DO

SISTEMA
O sistema extensivo é caracterizado pela máxima exploração dos recursos naturais
presentes na propriedade, visando o maior lucro com menor investimento, sendo as
forragens, nativas ou cultivadas, são a única fonte de alimento.
Em virtude da deficiência de alguns minerais (como P, Zn, Co, Cb, I) e da
importância desses nutrientes no crescimento e na produtividade animal, a suplementação
mineral é uma das práticas mais nutricionais mais importantes na bovinocultura de corte,
sendo realizada inclusive nos sistemas extensivos.
Os animais submetidos a esse sistema estão sujeitos à sazonalidade de produção
inerante ao ciclo de crescimento das forrageiras, o que inviabiliza a utilização de animais
com alto potencial genético para produção de carne. A utilização de animais mais tardios,
com elevada rusticidade torna-se necessária, o que justifica o fato de que na maior parte
das propriedades que adotam o sistema extensivo predomina animais Nelore (sem
melhoramento genético) ou animais que possuem genes da raça Nelore em sua
composição genética. Em algumas regiões, como no Pantanal, se utilizam raças como

3
Pantaneiro e Caracu, que embora sejam de origem europeia apresentam grande adaptação
ao clima tropical.
Apesar da baixa eficiência e de apresentar grande variação de produtividade (em
função da interação de fatores edafoclimáticos, composição genética, manejo dos animais
etc) esse sistema representa cerca de 80% dos sistemas produtivos no Brasil.
O aumento na lucratividade para esse tipo de sistema baseia-se no aumento
horizontal das áreas de pastagens. Entretanto, em função das pressões ambientais, no
sentido de reduzir o aquecimento global e deslocamento de biomas naturais, a utilização
de pastagens cultivadas tem sido uma alternativa para a sobrevivência desse sistema.
Outra alternativa para aumentar a lucratividade da carne produzida em sistemas
extensivos é agregar valor à carne produzida explorando nichos de mercado específicos
voltado ao consumo de alimentos naturais. Nesses sistemas a agregação de valor ocorre
pela exploração do marketing do boi orgânico e boi verde, conhecido no exterior como
natural beef ou grass fed beef, é o caso do Vitelo Orgânico do Pantanal e da Carne do
Panpa Gaúcho da Campanha Meridional.
Nos sistemas semi-intensivos a base alimentar são as pastagens (naturais ou
cultivadas), no entanto essas são utilizadas de forma a explorar seu potencial máximo. Se
diferenciam dos sistemas extensivos por utilizar suplementos com o objetivo de permitir
o início da vida reprodutiva ou atingir o peso de abate dos animais em menores idades em
relação ao sistema extensivo.
A utilização da suplementação permite abater os animais com idades variando
entre 18 e 30 meses, o chamado novilho precoce, o que além de permitir obtenção de
carcaças e carne de melhor qualidade, proporciona retorno mais rápido do capital
investido, menor tempo de permanência dos animais nas pastagens, maior flexibilidade
da taxa de lotação e novas oportunidades de negócio.
A suplementação pode ser realizada nas diferentes fases do ciclo de produção e
em diferentes épocas do ano.
Durante a fase de aleitamento a suplementação para os bezerros pode ser realizada
por meio do creep feeding ou creep grazing, onde o suplemento concentrado ou
volumoso, respectivamente, é ofertado de forma que apenas os bezerros tenham acesso.
A justificativa para adoção desse manejo é que a partir dos 60 dias de lactação o
leite pode não ser suficiente para atender as exigências dos bezerros, sendo assim, o
fornecimento de alimento suplementar resultará em maiores pesos ao desmame.

4
Tendo em vista que animais em crescimento necessitam de maior quantidade de
proteína em relação a que é ofertada pela proteína microbiana, a utilização de alimentos
ricos em proteína não degradada no rúmen pode ser uma alternativa na composição desses
suplementos de forma a melhorar o desempenho dos animais.
Para as demais categorias do rebanho a suplementação estratégica (no período das
secas ou das águas) pode ser utilizada com o objetivo de permitir a manutenção de peso
dos animais, possibilitar ganhos moderados ou, quando usada de forma mais intensiva,
permitir ganhos de peso maiores. Os fatores que mais influenciam nesta decisão são o
preço de venda dos animais, o preço dos alimentos que irão compor o suplemento e a
disponibilidade de forragem.
A utilização de sal mineral com ureia é a alternativa de suplementação de menor
investimento na seca. O objetivo é a manutenção do peso dos animais, além disso, permite
a adaptação dos animais ao uso de ureia quando esta for utilizada de maneira mais
intensiva em gluma fase do sistema de produção.
A mistura múltipla ou sal proteinado é a alternativa de suplementação que costuma
ter a melhor relação custo-benefício. Um dos maiores desafios decorrente da utilização
desse suplemento é garantir que fique próximo ao planejado, por isso monitorar o
consumo é importante.
Uma alternativa para terminação dos animais nos sistemas semi-intensivos é o
semiconfinamento, em que a forrageira disponível na pastagem é o volumoso da dieta, no
entanto os níveis de fornecimento de concentrado são maiores (0,7 a 2% PV).
Apesar das vantagens dos sistemas semi-intensivos ele ainda é responsável por
uma pequena quantidade de animais terminados. A maior parte das propriedades que
adota esse sistema está localizada na região Centro-Sul e em pequenos núcleos das regiões
Norte e Nordeste, o que demonstra a viabilidade desse sistema também em pequenas
propriedades e em regiões onde o valor da terra é elevado.
Em parte, a baixa adoção desse sistema deve-se a interpretação errônea dos
produtores quando avaliam o aumento no valor total dos custos de produção.
O sistema intensivo é utilizado em todas as fases do ciclo de produção, com uso
de tecnologias (IA, suplementação, cruzamentos, uso de pastagens cultivadas e de inverno
etc) que visam diminuir o tempo de permanência em cada uma das fases,
consequentemente da idade de abate. Diferencia-se do sistema semi-intensivo por inserir
a prática do confinamento na terminação dos animais.

5
O confinamento consiste no sequestro de animais em uma área específica onde
são alimentados cm ração balanceada completa. Os principais benefícios do
confinamento são: aumentar a produtividade e a qualidade da carne; produção de carcaças
mais homogêneas e com melhor acabamento; reduzir o tempo de terminação e intensificar
o giro de capital. Além disso o uso do confinamento de forma estratégica permite
flexibilizar a taxa de lotação das pastagens, retirando animais pesados, liberando área para
categorias com menores exigências nutricionais.
Tendo em vista que os custos com a dieta representam cerca de 2/3 dos custos de
produção, a escolha dos alimentos, a formulação das rações e o manejo alimentar são de
grande importância.
Nos sistemas intensivos é possível a obtenção do novilho superprecoces, animais
que são abatidos com no máximo 15 meses. Para alcançar esta meta os animais
desmamados, com peso entre 200-220 kg, são confinados por um período de
aproximadamente 200 dias com ganhos médios superiores a 1 kg/dia.
O sistema intensivo de produção geralmente é implantado em áreas mais
povoadas, onde a terra possui elevada valorização e estão localizadas próximo aos
grandes centro consumidores.

SISTEMAS DE PRODUÇÃO E MEIO AMBIENTE


Relatórios recentes mostram que o setor pecuário foi responsável por 18% das
emissões antrópicas de gases de efeito estufa (CO2, N2O, CH4). Além disso a pecuária
tem sido apontada como uma das atividades que contribui para a poluição do ar e da água,
degradação dos solos e pelo deslocamento de biomas.
Fatores como número de animais, produtividade, sistema de armazenamento e
manejo de dejetos, além do sistema de pastejo e uso do solo têm impacto sobre a emissão
de gases. Neste sentido, a intensificação dos sistemas de produção, porém, minimizando
a excreção de nutrientes é uma alternativa para reduzir a poluição ambiental na atividade
pecuária.
A intensificação dos sistemas permite incrementar a produtividade reduzindo a
relação de gás emitido por unidade de produto final e pode proporcionar menor
quantidade de animais na criação e, assim, ocorre redução nos níveis de gases,
principalmente metano.
Em alguns estudos comparando sistemas de produção baseados no fornecimento
de grãos (confinamento) ou sistemas a pasto, foi demonstrado maior eficiência na redução

6
de proporcional de gases de efeito estufa nos sistemas mais intensificados. Isto ocorre
porque esses sistemas são baseados em pastagens bem manejadas, de melhor valor
nutricional e com potencial de captura e estocagem de carbono pela fotossíntese das
plantas.
Além disso, esses sistemas contam com a suplementação e/ou confinamento. A
relação volumoso:concentrado tem implicações sobre a fermentação ruminal e com a
relação acetato:propionato. Espera-se menor quantidade de metano produzido em dietas
contendo teores mais elevados de concentrado. No entanto, os gastos energéticos
envolvidos na produção de grãos deve ser considerados, pois a redução na emissão de
metano pode resultar em incremento da emissão de CO2 proveniente da queima de
energia fóssil pelo maquinário necessário para produção e transporte dos grãos.
A possibilidade de utilização de aditivos como os ionóforos contribuem para
reduzir a emissão de metano e incrementar a produtividade animal por meio da melhoria
da utilização da energia líquida de mantença.
O balanceamento adequado das dietas permite obter melhores índices zootécnicos,
reduzir emissão de gases de efeito estufa e de outros componentes como nitrogênio e
fósforo nas fezes e urina.
A melhoria na eficiência reprodutiva do rebanho permite reduzir o rebanho de
novilhas em recria para reposição, o tamanho do rebanho total e, consequentemente a
produção anual de metano.

SISTEMAS ALTERNATIVOS PARA PRODUÇÃO DE BOVINOS DE CORTE


A crescente conscientização da sociedade com a preservação ambiental, bem estar
animal e a preocupação com a segurança alimentar tem conduzido a transformação
gradual dos sistemas e produção. Nesse contexto a pecuária orgânica, os sistemas
integrados de agricultura e pecuária e os sistemas silvipastoris apresentam-se como
alternativa de produção aos sistemas convencionais.
O sistema orgânico de produção de bovinos apresenta uma visão holística dos
meios de produção adotando procedimentos que mantenham a sustentabilidade do meio.
A base de produção dos sistemas orgânicos é a utilização dos recursos das
pastagens, no entanto, em virtude da proibição da utilização de uma série de insumos, não
há aproveitamento de todo o potencial da pastagem.
Como dificilmente se consegue taxas de lotação acima de 2 UA/ha, sua utilização
deve explorar nichos de mercado específicos e nichos geográficos bem definidos.

7
Consumidores que estejam dispostos a pagar por um “bem de crença”, que apresenta
atributos de qualidade específicos, não identificáveis mediante observação.

A aplicabilidade desse sistema é mais lucrativa em regiões como Pantanal, Ilha de


Marajó e Campos Sulinos, caracterizadas pela predominância da recria, responderem
pouco a insumos externos e possuir apelo ecológico.
O manejo dos animais baseia-se nas Cinco Liberdades: 1) livres de fome e sede;
2) desconforto; 3) dor ferimentos e doenças; 4) para expressar seu comportamento natural
e 5) medo e estresse. O bem estar dos animais inclui também o transporte e abate dos
animais.
A raça ou composição genética explorada deve ser bem adaptada ao ambiente. Os
suplementos volumosos devem ser produzidos na própria fazenda e o suplemento mineral
e proteico não podem incluir ureia e aditivos como ionóforos e produtores de crescimento.
Nesse sistema a IA, bem como a castração (até 1 ano de idade) são permitidos. O
confinamento não deve ultrapassar 3 meses de duração e a dieta, constituída de alimentos
orgânicos, deve ter no mínimo 60% de volumoso na MS total.
O custo com a conversão e certificação, bem como com a comercialização são
elevados, sendo assim a carne produzida nesse sistema deve explorar o marketing de que
trata-se de um alimento, que além de possuir características nutricionais interessantes é
produzida preocupando-se com o bem estar e respeitando o meio ambiente.
O sistema de integração lavoura-pecuária consiste na diversificação, rotação,
consorciação ou sucessão das atividades agrícolas e pecuárias na propriedade rural de
forma planejada, constituindo um mesmo sistema de tal maneira que há benefícios para
ambos. Esse sistema permite que o solo seja explorado durante todo o ano, ou a maior
parte dele, possibilitando maior estabilidade de renda.
Existem várias formas de integrar agricultura e pecuária. Em algumas
propriedades não ocorre a rotação das áreas de lavoura e pastagens, sendo a pecuária
realizada em áreas marginais para a lavoura.
Em casos onde há rotação a integração pode ocorrer de diferentes maneira:
1)pastagens em sucessão a lavoura anuais; 2) cultivo de culturas anuais por períodos
variáveis em áreas de pastagens degradadas; 3) de forma mais intensiva em que a lavoura
ocupa 50-80% da área total da propriedade e as áreas de pastagem e lavoura se alternam
a cada 2 ou 3 anos.

8
Nesses sistemas o ganho por área não deve ser o único fator a ser considerado. Em
decorrência do curto tempo de duração da pastagem, é necessário dar atenção ao ganho
individual pera viabilizar o sistema.
O sistema silvipastoril é a combinação intencional de árvores, forragem e animais
em mesma área, ao mesmo tempo e manejados de forma integrada.
A presença de árvores confere algumas características que podem favorecer a
produtividade e sustentabilidade, podendo incluir efeitos sobre a ciclagem de nutrientes,
proteção contra erosão, estratificação do uso de recursos e modificação do microclima.
Em relação aos animais, o sombreamento proporciona maior conforto térmico e proteção
contra os rigores climáticos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A densidade edafoclimática existente no Brasil permite explorar a produção
animal por meio de diversos sistemas de produção, cada um apresentando vantagens e
desvantagens.
A escolha do sistema depende do objetivo da produção e da região geográfica da
propriedade. No entanto, independente do sistema de produção adotado é possível
produzir bovinos de forma competitiva e com sustentabilidade, apostando na
intensificação da produção ou explorando nichos específicos de mercado para aumentar
a lucratividade.

REFERÊNCIAS
EUCLIDES FILHO. Produção de bovinos de corte e o trinômio genótipo-ambiente-
mercado. 2000

Você também pode gostar