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1º BLOCO   3 I. Noção Introdutória 3   • Normas Penais Incriminadoras 3 •
1º BLOCO   3 I. Noção Introdutória 3   • Normas Penais Incriminadoras 3 •

1º BLOCO

 

3

I.

Noção Introdutória

3

 

Normas Penais Incriminadoras

3

Normais Penais Permissivas

3

Normas Penais Complementares ou Explicativas

3

II.

Estrutura do Código Penal´

3

III.

Capítulo I - Dos Crimes Contra a Vida

4

 

Crimes Dolosos Contra a Vida

4

Qualificadoras e o Aumento de Pena

4

2º BLOCO

6

I.

Continuação de Crimes Dolosos Contra a Vida

6

 

Homicídio - Art. 121

6

Homicídio Privilegiado - Art. 121, §1º

6

Homicídio Qualificado - Art. 121, §2º

7

Homicídio Culposo - Art. 121, §3º

8

Aumento de Pena - Art. 121, §4º

8

Perdão Judicial - Art. 121, §5º

9

3º BLOCO

 

10

I.

Continuação de Crimes Dolosos Contra a Vida

10

 

Induzimento, Instigação ou Auxilio ao Suicídio - Art. 122

10

Aumento de Pena - art. 122, Parágrafo Único

11

Infanticídio - Art. 123

11

Aborto Provocado pela Gestante ou com seu Consentimento - Art. 124

12

Aborto Provocado por Terceiro - art. 125 e 126

12

Forma Qualificada - Art. 127

13

Causas Permissivas - Art. 128

13

4º BLOCO

 

15

I.

Capítulo II - Das Lesões Corporais

15

 

Lesão Corporal - Art. 129

15

Lesão Corporal de Natureza Grave - Art. 129, §1º

15

Lesão Corporal de Natureza Gravíssima - Art. 129, §2º

15

Lesão Corporal Seguida de Morte - Art. 129, §3º

16

Diminuição de Pena - Art. 129, §4º

16

Substituição da Pena - Art. 129, §5º

16

Lesão Corporal Culposa - Art. 129, §6º

16

Aumento de Pena - Art. 129, §7º

17

Violência Doméstica - Art. 129, §§ 9º, 10º e 11º

17

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
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5º BLOCO 18 I. Capítulo III - Da Periclitação da Vida e da Saúde 18

5º BLOCO

18

I. Capítulo III - Da Periclitação da Vida e da Saúde

18

Perigo de Contágio Venéreo - Art. 130

18

Perigo de Contágio de Moléstia Grave - Art. 131

18

Perigo para a Vida ou Saúde de Outrem - Art. 132

19

Abandono de Incapaz - art. 133

19

Exposição ou Abandono de Recém-Nascido - art. 134

19

Omissão de Socorro - Art. 135

20

Condicionamento de Atendimento Médico-Hospitalar Emergencial - Art. 135-A

21

Maus-Tratos - Art. 136

21

II. Capítulo IV - Da Rixa

21

Rixa - Art. 137

21

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I. NOÇÃO INTRODUTÓRIA A parte especial do Código Penal trata na sua essência dos crimes

I. NOÇÃO INTRODUTÓRIA

A parte especial do Código Penal trata na sua essência dos crimes que são tipificados do artigo 121 ao 359-H. Contudo, inseridos nesses artigos, existem normas penais que não tratam de crimes. Sendo assim, trazemos aqui as classificações mais importantes encontradas nessa parte do Código Penal.

NORMAS PENAIS INCRIMINADORAS

Tratam especificamente de crimes, ou seja, são os artigos do código penal que incriminam a conduta do agente.

Exemplo: A conduta do agente é classificada como preceito primário (artigo 121, Matar Alguém). Não obstante, de acordo com o artigo 1º do CP é necessário a cominação da pena (6 a 20 anos) - preceito secundário –, para que a conduta tenha relevância.

NORMAIS PENAIS PERMISSIVAS

São determinadas situações em que o agente pode cometer um fato considerado como crime, mas não será típico, são causas de excludente de ilicitude da parte especial. NÃO se confundem com as condutas praticadas na parte geral do CP (art. 23, 24 e 25), quais sejam: estado de necessidade, legítima defesa, estrito cumprimento de dever legal e exercício regular de um direito.

Exemplo: O art. 128 do CP, que é causa excludente de ilicitude da parte especial, traz a hipótese de uma modalidade de aborto que não será considerada criminosa, ou seja, nesse caso para salvar a vida da mãe ou em situações decorrentes de estupro.

NORMAS PENAIS COMPLEMENTARES OU EXPLICATIVAS

São normas que tem por objetivo explicar ou esclarecer determinados conceitos.

Exemplo: O art. 327 do CP - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública - que explica o que é funcionário público para fins penais.

II. ESTRUTURA DO CÓDIGO PENAL

TITULO I - DOS CRIMES CONTRA A PESSOA

CAPITULO I - DOS CRIMES CONTRA A VIDA

CAPITULO II - DAS LESÕES CORPORAIS

CAPITULO III - DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE

CAPITULO IV - DA RIXA

CAPITULO V - DOS CRIMES CONTRA A HONRA

CAPITULO VI - DOS CRIMES CONTRA LIBERDADE INDIVIDUAL

Seção I - Dos crimes contra liberdade pessoal

Seção II - Dos crimes contra a inviolabilidade do domicílio

Seção III - Dos crimes contra a inviolabilidade de correspondência

Seção IV - Dos crimes contra a inviolabilidade dos segredos

ATENÇÃO!

Algumas questões podem abordar essa classificação afirmando que um crime está inserido em um título, capítulo ou seção, divergente da qual ele realmente esteja.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
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III. CAPÍTULO I - DOS CRIMES CONTRA A VIDA • CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA

III. CAPÍTULO I - DOS CRIMES CONTRA A VIDA

CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA

Os crimes dolosos contra a vida, de acordo com a Constituição Federal: “Art. 5º XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados: d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;”. Dessa forma, são os ÚNICOS julgados pelo tribunal do júri e se compõem dos seguintes crimes:

Homicídio - Art. 121

Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio - Art. 122

Infanticídio - Art. 123

Aborto

Art. 124 - Praticado pela gestante

Art. 125 - Sem o consentimento da gestante

Art. 126 - Com o consentimento da gestante

ATENÇÃO: O crime de latrocínio não é considerado um crime doloso contra a vida, e sim, crime contra o patrimônio. Dessa forma, recebe a classificação de preterdoloso ou preterintencional, sendo o crime de roubo com resultado morte (latrocínio), artigo 157, § 3º:

LATROCÍNIO

§3º - Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de reclusão, de sete a quinze anos, além da multa; se resulta morte, a reclusão é de vinte a trinta anos, sem prejuízo da multa.

CONSIDERAÇÕES DIFERENÇA ENTRE PRIVILÉGIO E CAUSA SUPRA LEGAL DE EXCLUDENTE DE TIPICIDADE

Quando falamos do privilégio em termos penais, é uma situação em que ocorre diminuição de pena. É DIFERENTE de quando mencionamos uma causa supra legal de excludente de tipicidade. No privilégio o agente pratica uma conduta criminosa, contudo, diante dos fatos, de seus antecedentes, ou da maneira que o cometeu, pode receber uma diminuição da pena, ou tê-la substituída, de acordo com o crime praticado pelo agente.

Art. 155, §2° - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: § 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa.

Na causa supra legal de excludente de tipicidade, é quando a aplicação da pena ao acusado se faz desnecessária diante do reduzido potencial lesivo do crime praticado.

Exemplo: “A”, desempregado, comete o furto de uma barra de chocolate em um supermercado. Nessa situação, devido o valor do bem furtado ser pequeno (ínfimo), será absolvido com base no princípio da insignificância.

ATENÇÃO

Não confundir privilégio com principio da insignificância, sendo que, esse é uma causa supralegal de excludente de tipicidade.

QUALIFICADORAS E O AUMENTO DE PENA

Qualificado: é quando ocorre um aumento na pena em abstrato, por exemplo: art. 121, caput, Matar alguém; Pena reclusão, de 6 a 20 anos. No § 2°, homicídio QUALIFICADO; Pena reclusão de 12 a 30 anos.

Aumento de pena: é quando a pena é aumentada em quantidades fracionárias, ou seja, tendo a pena base fixada, ocorre um cálculo fracionário sobre essa. Por exemplo: a pena do art. 121 do CP é aplicada de 6 - 20 anos, caso ocorra na hipótese do § 4° - aumento de 1/3 - sendo assim, se condenado a 9 anos, com o aumento de pena (+ 1/3 de 9 anos), receberá uma pena de 12 anos.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
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INFANTICÍDIO É UMA FORMA PRIVILEGIADA DE HOMICÍDIO Nesse caso, a agente é detentora de uma

INFANTICÍDIO É UMA FORMA PRIVILEGIADA DE HOMICÍDIO

Nesse caso, a agente é detentora de uma qualidade específica que somente ela possuiu (própria mãe), caso a conduta seja praticada por outra pessoa não incidirá nesse crime, salvo exceções (participação).

Art. 123 - Matar, sob a influência do ESTADO PUERPERAL, o PRÓPRIO FILHO, durante o parto ou logo após.

Atenção: Caso a mãe mate o filho de outra pessoa, continuará respondendo por infanticídio devido o artigo 20 § 3º do código penal, que versa sobre o erro sobre a pessoa, assim, respondera como se o próprio filho tivesse matado!

EXERCÍCIOS

1. Tendo em vista a parte especial do CP, podemos afirmar que o aumento de pena é caracterizado pelo aumento fracionário da pena, ou seja, muda-se através de uma fração.

2. Todos os crimes do título contra a pessoa são julgados pelo tribunal do júri.

SUPER DICA

Considerando que o Código Penal é uma norma descritiva e NÃO proibitiva, caso encontremos em questões PALAVRAS RESTRITIVAS, como por exemplo: JAMAIS, SEMPRE, NUNCA, NECESSARIAMENTE, existe uma grande tendência de a questão estar incorreta, pois, em matéria de Direito dificilmente algo é absoluto, admitindo-se assim exceções.

GABARITO

1 - CORRETO

2 - ERRADO

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
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I. CONTINUAÇÃO DE CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA  Sujeito ativo: • HOMICÍDIO - ART.

I. CONTINUAÇÃO DE CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA

Sujeito ativo:

HOMICÍDIO - ART. 121

Art. 121 - Matar alguém:

Pena - reclusão, de seis a vinte anos.

SUJEITOS DO CRIME

É quem comete a ação ou a omissão, sendo o núcleo do tipo o verbo MATAR.

Quem pratica o elemento do tipo é considerado o autor do delito, segundo a TEORIA RESTRITIVA (adotada atualmente no Código Penal).

Pode ser qualquer pessoa.

Sujeito passivo:

Pode ser qualquer pessoa, basta ser extrauterina.

ATENÇÃO!

I. Se for INTRAUTERINA é considerado crime de aborto (art. 124 a 126 do CP).

II. Pessoa MORTA não pode ser sujeito passivo, por absoluta impropriedade do objeto material, é considerado crime impossível e o fato é atípico.

Exemplo: “A” com intenção de matar “B”, vai até a casa de seu desafeto e desfere um disparo contra “B” que estava deitado, porém “B” já estava morto.

III. Se cometido dolosamente e em razão da função, contra Presidente da República, Presidente do Senado, Presidente da Câmara, Presidente de Supremo Tribunal Federal, configura crime contra a Segurança Nacional - Art. 29 da Lei (7.170/83).

CONSUMAÇÃO:

alcançada no momento da morte da vítima, uma vez que é um crime instantâneo e de efeitos permanentes.

É

A

prova de materialidade se da por meio do exame Necroscópico ou Cadavérico.

DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E ARREPENDIMENTO EFICAZ - ART. 15

Código Penal permite que o agente mude seu animus (vontade) de cometer o crime, não incidindo no crime de

homicídio, respondendo apenas pelos atos até então praticados. Ocorre a desclassificação do homicídio (art.121), respondendo o autor pelo crime de lesão corporal (art. 129).

Art. 15 - O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza, só responde pelos atos já praticados.

Exemplo: Tício, com intenção de matar Caio, desfere um tiro contra esse. Tício, podendo continuar com a execução do crime, desiste voluntariamente de cometer o crime, arrependido, o leva ao hospital salvando a vida de Caio.

HOMICÍDIO PRIVILEGIADO - ART. 121, §1º

CASO DE DIMINUIÇÃO DE PENA

§1º - Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.

REQUISITOS

O

a) Motivo de relevante valor SOCIAL

Ocorre quando a causa do delito diz respeito ao interesse coletivo.

Exemplo: Matar um traficante de drogas que está viciando todas a crianças de uma escola; Matar um estuprador que aterroriza as mulheres de uma pequena cidade.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
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b) Motivo de relevante valor MORAL Quando a causa do delito se refere ao interesse

b) Motivo de relevante valor MORAL Quando a causa do delito se refere ao interesse do próprio agente.

Exemplo: Matar o estuprador de sua filha; Matar o traficante que viciou

seu filho.

c) Sob o domínio de VIOLENTA EMOÇÃO, logo em seguida a injusta PROVOCAÇÃO da vítima.

Não configura o privilegio se praticar o crime sob a INFLUÊNCIA de violenta emoção ou violenta PAIXÃO ou somente sob o domínio de EMOÇÃO.

Exemplo: O marido ao chegar em casa após um dia de trabalho, ouve ruídos estranhos vindo de seu quarto. Quando entra no quarto se depara com a sua esposa que acabou de ser estuprada e o criminoso está fugindo pela janela. O marido, impelido por relevante VALOR MORAL e sob o DOMÍNIO de violenta EMOÇÃO após essa injusta PROVOCAÇÃO, mata o estuprador.

Se tomar ares de injusta AGRESSÃO, configurar-se-á LEGÍTIMA DEFESA, excluindo a antijuridicidade do fato.

Exemplo: “A” chegando da padaria, ouve sua mulher gritar no quarto, quando se depara com “B” , que estuprava a mulher de “A” e esse vindo a disparar um tiro de revólver contra “B” para PROTEGER direito de outrem de PERIGO ATUAL.

HOMICÍDIO QUALIFICADO - ART. 121, §2º

§2° - Se o homicídio é cometido:

I. mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe;

II. por motivo fútil;

III. com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum;

IV. à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido;

V. para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime:

Pena - reclusão, de doze a trinta anos.

REQUISITOS

I. Mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe;

A recompensa pode ser de qualquer natureza, é o chamado homicídio mercenário. Crime de concurso necessário ou bilateral (mandante e executor), sendo que os dois irão responder pelo crime qualificado. Ou por outro motivo torpe, trata-se de motivos reprováveis, repugnantes, por exemplo: inveja, rivalidade.

Exemplo: “A” a fim de auferir a herança, mata a tiros o próprio pai.

II. Por motivo fútil;

É um motivo insignificante, totalmente desproporcional a natureza do crime praticado.

Exemplo: O cliente que mata o garçom por ter encontrado uma mosca no prato de sopa que estava consumindo;

III. Com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel ou de que possa resultar perigo comum;

VENENO: Deve ser empregado sem o conhecimento da vítima para caracterizar a qualificadora.

TORTURA: agente tem o DOLO DE MATAR e utiliza a tortura como UM MEIO para chegar no seu resultado esperado que é a morte.

ATENÇÃO

Essa circunstância é diferente da TORTURA COM RESULTADO MORTE (art. 1, §3da lei 9.455/97) que é na forma PRETERDOLOSA como dispõe a lei. Na circunstância da LEI DA TORTURA o agente tem o DOLO de torturar a vitima, resultando CULPOSAMENTE a morte. A tortura era o fim desejado mas a morte foi culposa.

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IV. À traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne

IV. À traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido;

TRAIÇÃO o agente já possui a confiança da vítima.

DISSIMULAÇÃO o agente se aproxima com a finalidade de adquirir confiança.

EMBOSCADA o agente se esconde para surpreender a vítima e mata-la.

V. Para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou a vantagem de outro crime;

Trata das hipóteses de homicídio teleológico e consequencial.

Exemplos:

TELEOLÓGICO é quando o agente, com intenção de sequestrar um gerente de banco, mata um segurança para assegurar a execução do crime que ele tem a intenção de cometer, que é o sequestro. Essa hipótese ocorre ANTES da execução do crime desejado.

CONSEQUENCIAL, após um roubo a banco, o chefe da quadrilha mata seus comparsas para assegurar a vantagem do crime cometido ANTERIORMENTE. Nesse caso, o crime ocorre DEPOIS da execução do crime principal.

HOMICÍDIO CULPOSO - ART. 121, §3º

§3º - Se o homicídio é culposo:

Pena - detenção, de um a três anos.

CARACTERÍSTICA DA CULPA

I. Culpa é uma conduta voluntária (ação ou omissão), que produz um resultado antijurídico não querido, porém previsível, de tal modo que podia, com a devida atenção.

II. A conduta deve ser resultado de Negligência, Imprudência e Imperícia, conhecida também como Culpa Inconsciente ou Pré-Consciente.

FORMAS DE HOMICÍDIO CULPOSO

I. Negligência:

Deixar de fazer aquilo que a cautela manda.

Ex.: deixar de verificar os freios do carro

II. Imprudência:

Praticar uma atuação sem qualquer precaução.

Ex.: dirigir a 180km/h

III. Imperícia:

Falta de capacidade técnica e aptidão para o exercício.

AUMENTO DE PENA - ART. 121, §4º

§4º - No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos.

NO HOMICÍDIO CULPOSO A PENA É AUMENTADA DE 1/3 SE

I. O crime resulta da inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício;

Exemplo: médico faz a cirurgia e esquece o bisturi no interior do corpo do paciente.

II. Se o agente deixa de prestar imediato socorro a vítima;

Exemplo: sujeito após atropelar a vítima, sem risco pessoal, não lhe presta assistência. NÃO incide aumento quando terceiros prestarem socorro ou morte instantânea incontestável.

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III. Não procura diminuir as consequências do seu ato; IV. Foge para evitar prisão em

III. Não procura diminuir as consequências do seu ato;

IV. Foge para evitar prisão em flagrante;

NÃO incide aumento quando o agente foge em razão de ameaças efetivas de linchamento.

NO HOMICÍDIO DOLOSO A PENA É AUMENTADA DE 1/3 SE O CRIME É PRATICADO CONTRA

I. Menor de 14 anos;

II. Maior de 60 anos;

PERDÃO JUDICIAL - ART. 121, §5º

§5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária.

O perdão judicial constitui causa EXTINTIVA DE PUNIBILIDADE a ser decretada pelo juiz na própria sentença condenatória. O juiz deve efetivamente condenar o réu, somente deixando de aplicar a sanção penal. É um ato unilateral, não precisa ser aceito pelo agente. Ocorre quando o homicídio for culposo.

ATENÇÃO: Causa especial de aumento de pena

§6 o - A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia privada, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio.

Novo parágrafo inserido pela lei 12.720/12, ou seja, agora existe mais uma forma de aumento de pena explicita no texto legal do artigo 121.

Juntamente com a edição da lei 12.720 de 27 de setembro de 2012, foi inserido o crime de Constituição de milícia privada:

Art. 288-A - Constituir, organizar, integrar, manter ou custear organização paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão com a finalidade de praticar qualquer dos crimes previstos neste Código: Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos.”

EXERCÍCIOS

1. Considere a seguinte situação hipotética. Ronan, brincando de roleta russa e sabendo que o revólver estava municiado, pôs-se a abrir, girar e fechar o tambor do mesmo por diversas vezes. Acionando o gatilho com o revólver apontado para a vítima, causou-lhe a morte. Nessa situação, é correto afirmar que Ronan responderá por homicídio culposo.

2. No homicídio qualificado pela paga ou promessa de recompensa, o STJ entende atualmente que a qualificadora não se comunica ao mandante do crime.

3. Considere que Armando, imputável, desfira contra Marcos inúmeros socos e chutes com o livre propósito de lesionar o desafeto, todavia, diante da gravidade das lesões, Armando provoque, culposamente, a morte da vítima. Nessa situação, Armando responderá por homicídio culposo.

GABARITO

1 - ERRADO

2 - ERRADO

3 - ERRADO

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
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I. CONTINUAÇÃO DE CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA • INDUZIMENTO, INSTIGAÇÃO OU AUXILIO AO SUICÍDIO

I. CONTINUAÇÃO DE CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA

INDUZIMENTO, INSTIGAÇÃO OU AUXILIO AO SUICÍDIO - ART. 122

Art. 122 - Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça:

Pena - reclusão, de dois a seis anos, se o suicídio se consuma; ou reclusão, de um a três anos, se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave.

Induzir: criar a ideia na vítima, ela não tinha a intenção.

Instigar: reforçar uma ideia já existente.

Auxiliar: colaborar de alguma forma material (emprestar um revólver).

Esse delito tem o objetivo de punir o agente que contribua de alguma forma para que outra pessoa retire sua própria vida. Sendo assim, iremos abordar os aspectos mais relevantes. A pessoa que instiga alguém a praticar o suicídio, e essa não chega nem mesmo a tentar se suicidar, não comete o crime.

Exemplo: “A”, em depressão profunda e com intenção de suicidar-se, comenta seu desejo de morrer a “B”, que reforça o pensamento dizendo que se tivesse em seu lugar também preferiria morrer, dizendo até mesmo a forma como faria. Contudo, “A”, após um momento de profunda reflexão, desiste de seu pensamento, e decide procurar ajuda de um psicólogo.

A auto lesão não é punida no Código Penal, salvo quando essa circunstância atinja outro bem juridicamente tutelado.

Exemplo 1: “A”, devido suas convicções religiosas, flagela-se com uma faca, provocando diversas lesões em seu corpo, como forma de punição por pecados cometidos no passado (fato atípico). Exemplo 2: “A”, empresário endividado a beira da falência, faz um seguro de vida para si, após certo período, amputa sua própria mão, com intenção de receber o seguro realizado anteriormente para quitar suas dívidas, alegando que o acidente teria ocorrido na sua fábrica (estelionato - art. 171 do CP).

Caso da instigação, induzimento ou do auxílio à pessoa realmente venha a óbito ou sofra lesão corporal de natureza GRAVE, o crime estará consumado.

Exemplo: “A”, da sacada de seu apartamento ameaça pular, “B” seu vizinho, observa a situação e fica instigando “A” para que ele pule. Sendo assim, caso “A” pule e efetivamente morra ou então caia sobre uma cobertura e sofra apenas lesões graves, “B” responderá pelo crime. Caso “A” sofra lesões leves, ou apenas escoriações, “B” não responderá pelo crime, o fato será atípico.

IMPORTANTE

No caso em que o agente tenta se matar e não consegue a pena é menor (1 a 3 anos), desde que gere ao menos lesão corporal de natureza grave. Sendo o crime consumado, morte, de (2 a 6 anos). Essas são as duas hipóteses para que o crime seja consumado.

ATENÇÃO

O auxílio deve ser ACESSÓRIO, se for direto e imediato será crime de homicídio.

Exemplo: “A” empresta uma corda para “B” se enforque, entretanto, “B” pede para que “A” ajude-o, empurrando, pois ele não tem coragem para pular (“A” responderá por homicídio, art. 121).

O auxílio deve ser EFICAZ, causando a morte ou lesão corporal grave. Caso resulte em lesão de natureza leve, o fato é atípico.

Exemplo: “A” empresta arma de fogo para que “B” se mate, contudo, “A” decide cometer o suicídio ingerindo veneno. Nessa situação, a participação de “A” será considerado fato atípico, pois “B” não utilizou-se da arma,

Quem auxilia materialmente DEVE SABER da intenção de suicídio, se desconhecer a intenção do agente o fato será atípico.

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 A instigação ou induzimento não pode ser GENÉRICA, tem que ser para pessoa CERTA

A instigação ou induzimento não pode ser GENÉRICA, tem que ser para pessoa CERTA E DETERMINADA.

Exemplo: “A” autor de um livro famoso, ao final de sua obra, menciona que para se resolver todos os problemas da vida, todos devem cometer suicídio, o que efetivamente acontece com diversos leitores. Nesse caso o autor não responderá por nada, visto não ser para pessoa certa e determinada.

AUMENTO DE PENA - ART. 122, PARÁGRAFO ÚNICO

Parágrafo único - A pena é duplicada:

I. se o crime é praticado por motivo egoístico;

II. se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência.

Motivo egoístico: induz alguém ao suicídio com intenção de receber sua herança, ou com desejo de obter a ocupação, cargo, posição que a vitima eventual ocupe.

Qualidade especial da vítima: se a vítima é menor de 18 anos e maior de 14, responde pelo art. 122, entretanto, no caso do inciso II ou a vítima tenha menos de 14 anos será homicídio, art. 121, §4°.

INFANTICÍDIO - ART. 123

Art. 123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após:

Pena - detenção, de dois a seis anos.

O crime de infanticídio possuiu semelhanças com o crime de homicídio, contudo, devido à situação especial do

sujeito ativo - aquele que pratica o ato - recebe uma classificação específica. Sendo assim, esse delito é configurado como um crime próprio, pois, aquele que pratica a ação deve NECESSARIAMENTE ser a própria mãe.

Características

Mãe

Influência de estado puerperal

Mata o próprio filho

Durante ou logo após o parto

Estado puerperal

O estado puerperal é uma condição fisiopsicológica que pertence SOMENTE à mãe, trata-se de um distúrbio

hormonal, uma perturbação psíquica e biológica provocado pelas alterações que ocorrem no seu corpo.

Elemento temporal

É o lapso temporal em que ocorre a conduta e que possa ser classificado em estar sob influência do estado

puerperal, sendo DURANTE o parto ou LOGO APÓS o parto. Por conseguinte, imagine a hipótese de uma mãe, que mata seu próprio filho, esse com quinze anos de idade, e queira alegar que estava sob influência do estado puerperal. Nessa hipótese não configura o crime de infanticídio, classificando-se como homicídio (art.121 do CP).

Infanticídio putativo

Diz-se infanticídio putativo quando ocorre o erro sobre a pessoa. Por exemplo: Célia, logo após o parto, sob influência de estado puerperal, invade o berçário da maternidade que estava alojada, tomando em suas mãos um recém-nascido pensando ser o seu, e o arremessa pela janela, vindo esse a falecer. Contudo, tratava-se do bebê de Maria. Nessa situação, Célia responderá da mesma forma pelo crime de infanticídio, pois ela “achou” que o filho era seu.

Participação

É possível a participação desde que a intenção de matar seja da própria mãe que está sob a influência do estado

puerperal, sendo assim, quem de qualquer forma auxilie ela a praticar o crime, responderá como partícipe. Entretanto, caso a ideia surja de uma terceira pessoa, por exemplo, se o marido de Célia tivesse dito para ambos assassinarem o filho devido a precária situação financeira para sustentá-lo, ambos responderiam por homicídio, art. 121 do CP.

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• ABORTO PROVOCADO PELA GESTANTE OU COM SEU CONSENTIMENTO - ART. 124 Art. 124 -

ABORTO PROVOCADO PELA GESTANTE OU COM SEU CONSENTIMENTO - ART. 124

Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque:

Pena - detenção, de um a três anos.

O crime de aborto é considerado um crime de mão próprio, ou seja, só pode ser praticado pela própria gestante, ademais, as pessoas que de qualquer forma contribuam para o crime responderão conforme a sua participação.

Exemplo 1: “A”, com intenção de interromper sua gravidez, faz ingestão de remédios abortivos que havia adquirido de forma ilegal, o que realmente acaba provando a expulsão do feto. Exemplo 2: “A”, com intenção de interromper a gravidez que não era de seu agrado, solicita ajuda ao seu namorado “B”, que consente e a auxilia introduzindo instrumentos perfuro cortantes pelo canal vaginal provocando a expulsão do feto. Nessa situação ambos responderão pelo art. 124.

ATENÇÃO

A gestante que toma remédio pensando ser abortivo e acaba ingerindo capsula de farinha é crime impossível por ineficácia absoluta do meio.

A gestante que toma remédio abortivo e este não tem o efeito desejado é tentativa de aborto

A gestante que toma remédio abortivo sem saber que está grávida, o fato atípico, por não existir modalidade de aborto culposo.

CUIDADO

Quem agride uma mulher sabendo do seu estado de gravidez, provocando o aborto e a consequente morte do feto, tem-se de verificar seu elemento subjetivo (a intenção). Caso sua intenção era matar o feto responderá por aborto - art. 125 do CP –, contudo, se a intenção fosse de lesionar a gestante, ocorrerá lesão corporal qualificada pelo resultado aborto (art. 129, §2, V, do CP), sendo dolo na lesão e culpa no resultado, caracterizando-se um delito nitidamente PRETERDOLOSO.

ABORTO PROVOCADO POR TERCEIRO - ART. 125 E 126

Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da gestante:

Pena - reclusão, de três a dez anos. Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da gestante:

Pena - reclusão, de um a quatro anos. Parágrafo único - Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não é maior de quatorze anos, ou é alienada ou débil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência.

Sendo o crime de aborto do artigo 124 um crime de mão própria - admitindo participação - a terceira pessoa que de qualquer forma colabore com a gestante na interrupção da gravidez, responderá na medida de sua participação, sendo adequados na figura do art. 125 ou 126, há depender das circunstâncias que seja praticado o delito.

Aborto Provocado Sem o Consentimento Da Gestante

Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da gestante:

Nessa situação a gestante não tem intenção de cometer o aborto, contudo, o ato é praticado contra a sua vontade.

Exemplo: “B”, com intenção de interromper a gestação com a qual não consentia de sua namorada “A”, leva-a contra sua vontade a clínica médica de “C”, para que esse realize procedimento cirúrgico abortivo, o qual é realizado com sucesso. Nesse caso, tanto “B” quanto “C” responderão pelo crime.

Aborto Provocado com o Consentimento da Gestante

Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da gestante:

Nesse caso, a gestante tem a intenção de cometer o aborto, sendo assim, solicita auxílio de terceiros para cometer o ato.

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ATENÇÃO Essa é uma hipótese de exceção à teoria monista ou unitária no concurso de

ATENÇÃO

Essa é uma hipótese de exceção à teoria monista ou unitária no concurso de agentes, sendo que a gestante responde pelo art. 124, 2parte, CP, enquanto que o terceiro que provoca o aborto responde pelo art. 126, CP.

Exemplo: “A”, com intenção de interromper sua gestação com a qual não consentia, solicita ajuda de “B”, seu namorado, sendo que esse a leva em uma clínica médica de “C”, para que esse realize procedimento cirúrgico abortivo, o qual é realizado com sucesso. Nesse caso, tanto “B” quanto “C” responderão pelo crime do art. 126, e “A” pelo art. 124.

Esse consentimento deve existir até a consumação do aborto. Se durante a prática ela se arrepender e solicitar para o terceiro que pare com a conduta e não for obedecida, para ela será fato atípico e o terceiro responderá por provocar aborto SEM o consentimento da gestante (art. 125, CP).

IMPORTANTE!

Mesmo que ocorra o consentimento da gestante, porém, exista algum dos requisitos do parágrafo único do art. 126, CP, não será válido seu consentimento.

Parágrafo único - Aplica-se a pena do artigo anterior (art. 125), se a gestante não é maior de quatorze anos, ou é alienada ou débil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência.

FORMA QUALIFICADA - ART. 127

Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em consequência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte.

Essa situação qualifica quando da conduta dos artigos 125 e 126 decorre resultados agravantes, mesmo que não desejados, trata-se da qualificação de uma conduta preterdolosa, em que existe uma intenção inicial, contudo, o resultado não era esperado.

Exemplo: “A” executa manobras abortivas a pedido de sua namorada “B”, que consequentemente vem a perder o feto, contudo, como resultado do aborto ela sofre lesões corporais de natureza grave. Sendo assim:

A gestante responderá pelo art. 124, 2parte (consentir que outro lho provoque), e seu namorado responderá pelo art. 126, CP (provocar aborto com consentimento da gestante), tendo sua pena majorada pelo resultado da lesão corporal culposa.

ATENÇÃO!

Se o terceiro que praticou o aborto tiver dolo (intenção de lesionar ou assassinar a gestante), em ambos os crimes, responderá em concurso pelo crime de aborto e o homicídio ou lesão corporal de natureza grave que resultar. Se o dolo for somente a morte da gestante mas estiver ciente de sua gravidez, responde pelos dois crimes aborto e homicídio.

CAUSAS PERMISSIVAS - ART. 128

ABORTO NECESSÁRIO

I. se não há outro meio de salvar a vida da gestante;

ABORTO NO CASO DE GRAVIDEZ RESULTANTE DE ESTUPRO

II. se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.

ABORTO NECESSÁRIO OU TERAPÊUTICO

Ocorre quando a vida da gestante corre perigo em razão da gravidez, e que não exista outro meio para salvar sua vida. Nesse caso, a vida da mãe prevalece sob a do feto, sendo que não é necessário o consentimento da gestante.

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Se for cometido por outra pessoa que não seja o médico:  Se tiver perigo

Se for cometido por outra pessoa que não seja o médico:

Se tiver perigo atual para a gestante: ESTADO DE NECESSIDADE

Se não houver perigo atual para a gestante: HÁ O CRIME DE ABORTO

Não se exige autorização judicial

ATENÇÃO!

ABORTO SENTIMENTAL OU HUMANITÁRIO

Essa modalidade de aborto é resultante de estupro (art. 213 do CP) e só é permitida sua realização pelo MÉDICO, sendo que, também necessário o consentimento da gestante ou de seu representante legal.

ATENÇÃO

Não se exige autorização judicial, bastando o mero boletim de ocorrência do crime de estupro (art. 213 do CP).

FIQUE LIGADO!

De acordo com o Código Penal existem duas modalidades permissivas de aborto (sentimental e terapêutico), entretanto, em decisão recente do STF passou a ser admitida uma terceira modalidade, o aborto de feto anencefálo (formação cerebral insuficiente à vida), uma das espécies de aborto eugênico. (ADPF 54 - STF - 12 de Abril de 2012).

EXERCÍCIOS

1.

Em face da legislação que rege O agente que mata alguém, sob o domínio de violenta emoção, logo após injusta provocação da vítima, está legalmente acobertado pela excludente de legítima defesa.

a)

Agiu amparada pelo estado de necessidade.

b)

Praticou o crime de aborto, descrito no artigo 124 do Código Penal Brasileiro.

c)

O aborto sentimental pode ser praticado pela própria vítima.

d)

Agiu impelida por relevante valor social.

2.

Maria da Piedade, com 21 (vinte e um) anos, foi estuprada por um desconhecido. Envergonhada com o fato, não tomou nenhuma providência perante a polícia, o Ministério Público ou a justiça. Desse fato, resultou gravidez. Maria provocou aborto em si mesma.

3.

Fábio induziu Marília, portadora de desenvolvimento mental retardado - Síndrome de Down - a praticar suicídio. Posteriormente, após Marília ter aderido a ideia, Fábio emprestou-lhe um revólver, vindo ela a se matar, Nessa situação Fábio responderá por

a matéria, assinale a alternativa correta.

a) induzimento a suicídio.

b) instigação a suicídio.

c) auxílio a suicídio.

d) homicídio

1 - D

2 - ERRADO

3 - B

GABARITO

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I. CAPÍTULO II - DAS LESÕES CORPORAIS • LESÃO CORPORAL - ART. 129 O crime

I. CAPÍTULO II - DAS LESÕES CORPORAIS

LESÃO CORPORAL - ART. 129

O crime de lesão corporal descrito no art. 129 é uma das maiores tipificações existentes no Código Penal, versando sobre diversas circunstâncias referentes às lesões. Para facilitar, vejamos como esse artigo está disposto nas suas formas mais relevantes:

a) Lesão corporal de natureza leve - Art. 129, caput.

b) Lesão corporal de natureza grave - Art. 129, §1º.

c) Lesão corporal de natureza gravíssima - Art. 129, §2º. (classificação doutrinária)

d) Lesão corporal seguida de morte - Art. 129, §3º. (qualificada pelo resultado)

Art. 129 - Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem:

Pena - detenção, de três meses a um ano.

O

caput do artigo 129 versa sobre a lesão corporal de natureza leve.

O

elemento subjetivo no crime de lesão corporal é o animus laedendi (intenção de lesionar).

LESÃO CORPORAL DE NATUREZA GRAVE - ART. 129, §1º

§1º - e resulta:

I. Incapacidade para as ocupações habituais, por mais de trinta dias;

Deve ser realizado exame complementar de perícia DEPOIS de decorridos os 30 dias, contado da data do crime, ou seja, no 31º dia.

II. perigo de vida;

O perigo de vida deve ser uma possibilidade concreta e imediata de a vítima morrer em consequência do ato

delituoso.

III. debilidade permanente de membro, sentido ou função;

Diminuição ou enfraquecimento da capacidade funcional.

IV. aceleração de parto:

Feto nasce antes do período normal em razão da lesão corporal.

A criança nasce viva e continua a viver.

Pena - reclusão, de um a cinco anos.

LESÃO CORPORAL DE NATUREZA GRAVÍSSIMA - ART. 129, §2º

(CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA)

§2° - Se resulta:

I. Incapacidade permanente para o trabalho;

A expressão “para o trabalho, a vítima fica impossibilitada de exercer qualquer tipo de trabalho.

II. enfermidade incurável;

Alteração da saúde, ocorrendo através de processo físico, psíquico ou patológico, ou seja, a medicina ainda não encontrou a cura.

III. perda ou inutilização do membro, sentido ou função;

Exemplo: perda de uma perna (membro), dos dois olhos (sentido) inutilização dos rins (função).

IV. deformidade permanente;

Exemplo: “A” com intenção de lesionar sua esposa, joga óleo quente em seu rosto que fica deformado permanentemente. Segundo corrente majoritária, se a vítima vir a fazer uma cirurgia plástica, por exemplo, restará lesão corporal de natureza leve. (art. 129, caput).

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V. aborto: Vale ressaltar que esse inciso se refere a um resultado culposo, visto que

V. aborto:

Vale ressaltar que esse inciso se refere a um resultado culposo, visto que se trata de crime preterdoloso.

É a lesão corporal agravada pelo aborto, onde o agente age com DOLO na conduta de lesionar e CULPA no

resultado agravador aborto.

Pena - reclusão, de dois a oito anos.

ATENÇÃO ALUNO!

Vejamos agora, as principais diferenças entre a lesão corporal de natureza grave (§1º) e a gravíssima (§2º) e quais são os pontos de maior relevância para estudarmos.

e quais são os pontos de maior relevância para estudarmos. • LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE

LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE - ART. 129, §3º

§3° - Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quis o resultado, nem assumiu o risco de produzi-lo:

Esse crie é o de lesão corporal QUALIFICADA pela morte.

É um crime propriamente preterdoloso ou preterintencional. Dolo no antecedente (lesão corporal) e o resultado se

dá através da culpa (morte).

Pena - reclusão, de quatro a doze anos.

DIMINUIÇÃO DE PENA - ART. 129, §4º

§4° - Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.

É

a lesão corporal PRIVILEGIADA, tendo as mesmas circunstâncias que o privilégio do homicídio (art. 121 do

CP).

SUBSTITUIÇÃO DA PENA - ART. 129, §5º

§5° - O juiz, não sendo graves as lesões, pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa:

I. se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior;

Para ocorrer a substituição da pena nessa hipótese, as lesões não podem ser graves e deve haver a incidência do privilégio (causa de diminuição de pena).

II. se as lesões são recíprocas.

Se os indivíduos agrediram um ao outro.

LESÃO CORPORAL CULPOSA - ART. 129, §6º

§6° - Se a lesão é culposa:

Cometido por negligência, imprudência ou imperícia.

Pena - detenção, de dois meses a um ano.

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• AUMENTO DE PENA - ART. 129, §7º §7 o - Aumenta-se a pena de

AUMENTO DE PENA - ART. 129, §7º

§7 o - Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§ 4 o e 6 o do art. 121 deste Código.

Se ocorrer as circunstâncias do aumento de pena do homicídio e §6º do homicídio.

§8º - Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art. 121.

Faz menção ao perdão judicial do homicídio, quando as consequências da infração atingirem o próprio agente de maneira tão grave, que a sansão penal se torne desnecessária. Essa condição é aplicada somente na lesão CULPOSA.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - ART. 129, §§ 9º, 10º E 11º

§9 o - Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade:

A violência doméstica, que foi inserida pela lei 10.886/04, não é considerada um crime autônomo, visto que sua elementar ainda é a lesão, porém é cometido contra pessoas específicas e determinadas.

Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos. §10 - Nos casos previstos nos §§ 1 o a 3 o deste artigo, se as circunstâncias são as indicadas no § 9 o deste artigo, aumenta-se a pena em 1/3 (um terço).

Se a lesão for de natureza grave, gravíssima ou com resultado morte, contra ascendente, descendente, cônjuge ou companheiro, irmão, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas de coabitação ou de hospitalidade, a pena aumenta-se de 1/3 (um terço).

§ 11 - Na hipótese do § 9 o deste artigo, a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência.

Se do crime resultar lesão grave, gravíssima ou morte for cometido contra deficiente nas circunstâncias do §9º a pena é aumentada.

EXERCÍCIOS

1. Admite-se no, código penal (CP) brasileiro, a lesão na modalidade levíssima.

2. O perdão judicial pode ser aplicado ao crime de lesões corporais dolosas simples

3. Para a configuração da agravante da lesão corporal de natureza grave em face da incapacidade das ocupações habituais por mais de 30 dias, não é necessário que a ocupação habitual seja laborativa, podendo ser assim compreendida qualquer atividade regularmente desempenhada pela vítima.

GABARITO

1 - ERRADO

2 - ERRADO

3 - CORRETO

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I. CAPÍTULO III - DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE • PERIGO DE CONTÁGIO

I. CAPÍTULO III - DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE

PERIGO DE CONTÁGIO VENÉREO - ART. 130

Art. 130 - EXPOR alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a CONTÁGIO de moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que está contaminado:

Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa.

Deve ser cometido por relações sexuais ou qualquer outro ato LIBIDINOSO obrigatoriamente.

A pessoa não pode ter a intenção direta de transmitir, somente EXPOR. Caso tenha a intenção, ocorre a

qualificadora do § 1º.

§1º - Se é intenção do agente transmitir a moléstia: (qualificadora)

O agente tem a intenção de transmitir a moléstia.

Se resultar lesão corporal LEVE, o agente responderá apenas pelo delito de perigo capitulado nesse parágrafo.

Se gerar lesão corporal de natureza GRAVE, responderá pelo art., 129, §1º.

ATENÇÃO: Segundo decisão unânime da 5º turma do STJ, a TRANSMISSÃO CONSCIENTE do vírus HIV configura lesão corporal grave no conceito de doença incurável (art. 129, §2º, II do CP) não havendo em se falar de crime de perigo de contágio venéreo (art. 130 do CP) ou de perigo de contágio de moléstia grave (art. 131 do CP). (HC 160982/DF de 17 de maio de 2012).

No caso de o agente transmitir o vírus já com a intenção de CAUSAR A MORTE da vítima, é pacífico o entendimento que após a transmissão, tem-se configurada a tentativa de homicídio enquanto a vítima estiver viva e homicídio consumado se a mesma vier a morrer.

A tentativa é plenamente aceitável.

Exemplo: “A”, tentando manter relação sexual com “B”, e por circunstâncias alheias a sua vontade o agente tem problemas de ereção e o crime não vem a se consumar.

Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. § 2º - Somente se procede mediante representação.

É considerado um crime de ação penal pública condicionada à representação

CONCURSO DE CRIMES:

O agente que sabe ou devendo saber da contaminação por moléstia venérea, comete o estupro, responde pelo estupro (art. 213 do CP) em concurso formal com o crime de perigo de contágio venéreo (art. 130 do CP).

Se o agente tiver a intenção de transmitir e comete o estupro, mas NÃO CONSEGUE transmitir a moléstia, responde pelo crime de perigo de contágio venéreo (art. 130, §1º do CP) em concurso com estupro (art. 213 do CP).

Quando o agente tem a intenção de transmitir, comete o estupro e consegue transmitir a moléstia, responde pelo artigo 234, IV, excluindo o crime de perigo.

PERIGO DE CONTÁGIO DE MOLÉSTIA GRAVE - ART. 131

Art. 131 - Praticar, com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado, ato capaz de produzir o contágio:

Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.

Qualquer outro tipo de ato que não seja libidinoso ou sexual.

Exemplo: Um beijo, aperto de mão, abraço.

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• PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM - ART. 132 Art. 132 -

PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM - ART. 132

Art. 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente:

Pena - detenção, de três meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave.

Fazer alguma coisa em pessoa CERTA E DETERMINADA que cause perigo Só reponde por esse crime se não ocorrer um crime mais grave. (CRIME ACESSÓRIO).

Parágrafo único - A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza, em desacordo com as normas legais.

Exemplo: O aumento se aplica em caso de acidente envolvendo o transporte de boias-frias em que o veiculo esta fora das normas legais do Código de transito brasileiro (CTB).

das normas legais do Código de transito brasileiro (CTB). • ABANDONO DE INCAPAZ - ART. 133

ABANDONO DE INCAPAZ - ART. 133

Art. 133 - Abandonar pessoa que está sob seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, por qualquer motivo, incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono:

Pena - detenção, de seis meses a três anos.

É necessária uma relação de interdependência entre o agente e a vítima.

CUIDADO: Se o agente NÃO TEM O DEVER de cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, responderá no crime de omissão de socorro (art. 135 do CP) e se tiver intenção de ocultar desonra própria, incide no crime de exposição ou abandono de recém nascido (art. 134 do CP). Pode ser cometido por ação e por omissão.

§1º - Se do abandono resulta lesão corporal de natureza grave:

Pena - reclusão, de um a cinco anos. §2º - Se resulta a morte:

Pena - reclusão, de quatro a doze anos.

AUMENTO DE PENA

§3º - As penas cominadas neste artigo aumentam-se de um terço:

I. se o abandono ocorre em lugar ermo;

II. se o agente é ascendente ou descendente, cônjuge, irmão, tutor ou curador da vítima.

III. se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos

EXPOSIÇÃO OU ABANDONO DE RECÉM-NASCIDO - ART. 134

Art. 134 - Expor ou abandonar recém-nascido, para ocultar desonra própria:

Pena - detenção, de seis meses a dois anos.

Se o crime for cometido contra recém-nascido mas com fim diverso do elemento normativo “ocultar desonra própria”, tais como excesso de filhos ou extrema pobreza, restará caracterizado o crime de abandono de incapaz (art. 133 do CP). O crime se consuma no momento em que o recém-nascido é submetido a perigo concreto.

§1º - Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave:

Pena - detenção, de um a três anos.

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§2º - Se resulta a morte: Pena - detenção, de dois a seis anos. São

§2º - Se resulta a morte:

Pena - detenção, de dois a seis anos.

São qualificadoras estritamente preterdolosas. (dolo no antecedente e culpa no consequente).

OMISSÃO DE SOCORRO - ART. 135

Art. 135 - Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública:

Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.

É um dos crimes omissivos próprios do Código Penal. O agente que PODENDO prestar socorro sem risco pessoal e podendo pedir auxílio para pessoa em desamparo ou em grave e iminente perigo e não o faz, responderá pelo crime de omissão de socorro. (art. 135, caput).

Vítimas:

criança abandonada

criança extraviada

pessoa inválida - se for idoso (art. 97 - lei 10741/03)

pessoa ferida/abandonada

pessoa em grave e iminente perigo

ATENÇÃO: Caso a pessoa abandonada seja IDOSA, aplica-se o crime do Art. 97 da lei 10.741/03:

Deixar de prestar assistência ao idoso, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, em situação de iminente perigo, ou recusar, retardar ou dificultar sua assistência à saúde, sem justa causa, ou não pedir, nesses casos, o socorro de autoridade pública:

Pena - detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. Parágrafo único - A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave, e triplicada, se resulta a morte.

AUMENTO DE PENA

Parágrafo único - A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave, e triplicada, se resulta a morte.

Trata-se de crime preterdoloso, respondendo o agente pelo dolo, e o resultado agravador de forma culposa (lesão corporal grave ou morte).

agravador de forma culposa (lesão corporal grave ou morte). ATENÇÃO OMISSÃO DE SOCORRO NO TRÂNSITO Art.

ATENÇÃO OMISSÃO DE SOCORRO NO TRÂNSITO

Art. 304 - Deixar o condutor do veículo, na ocasião do acidente, de prestar imediato socorro à vítima, ou, não podendo fazê-lo diretamente, por justa causa, deixar de solicitar auxílio da autoridade pública:

Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa, se o fato não constituir elemento de crime mais grave.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AlfaCon Concursos Públicos.
Parágrafo único - Incide nas penas previstas neste artigo o condutor do veículo, ainda que

Parágrafo único - Incide nas penas previstas neste artigo o condutor do veículo, ainda que a sua omissão seja suprida por terceiros ou que se trate de vítima com morte instantânea ou com ferimentos leves.

de vítima com morte instantânea ou com ferimentos leves. • CONDICIONAMENTO DE ATENDIMENTO MÉDICO-HOSPITALAR

CONDICIONAMENTO DE ATENDIMENTO MÉDICO-HOSPITALAR EMERGENCIAL - ART. 135-A

Art. 135-A. - EXIGIR cheque-caução, nota promissória ou qualquer garantia, bem como o preenchimento prévio de formulários administrativos, como condição para o atendimento médico- hospitalar emergencial:

Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa Parágrafo único. A pena é aumentada até o dobro se da negativa de atendimento resulta lesão corporal de natureza grave, e até o triplo se resulta a morte.

Crime inserido pela lei 12.653 de 28 de maio de 2012. É um crime próprio, praticado por funcionário de hospital ou profissional da saúde, não exigindo que seja unicamente um médico. A condição da vítima deve ser emergencial.

MAUS-TRATOS - ART. 136

Art. 136 - Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim de educação, ensino, tratamento ou custódia, quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado, quer abusando de meios de correção ou disciplina:

Pena - detenção, de dois meses a um ano, ou multa.

Não confundir com o crime de tortura, quando alguém sob guarda, vigilância ou autoridade e é submetido com o emprego de violência ou grave ameaça a INTENSO sofrimento físico ou mental para aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo (Lei 9.455/97, art. 1º, inc. II).

§1º - Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave:

Pena - reclusão, de um a quatro anos. §2º - Se resulta a morte:

Pena - reclusão, de quatro a doze anos.

§§ 1º e 2º versam o preterdolo.

§3º - Aumenta-se a pena de um terço, se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (catorze) anos.

Causa especial de aumento de pena, adicionada pela lei 8.069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente.

II. CAPÍTULO IV - DA RIXA

RIXA - ART. 137

Art. 137 - Participar de rixa, salvo para separar os contendores:

Pena - detenção, de quinze dias a dois meses, ou multa. Parágrafo único - Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza grave, aplica-se, pelo fato da participação na rixa, a pena de detenção, de seis meses a dois anos.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
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É necessário que três (03) ou mais pessoas façam parte da rixa, sendo ao menos

É necessário que três (03) ou mais pessoas façam parte da rixa, sendo ao menos uma delas imputável. Não pode haver grupo definido, sendo esse crime classificado como de condutas contrapostas. (uns contra os outros). Cada contentor é sujeito ativo e passivo ao mesmo tempo no crime de rixa. É um crime de concurso necessário. Mesmo que o contentor tenha ido embora da rixa e alguém morrer, esse irá responder por rixa qualificada pela morte.

EXERCÍCIOS

1. No crime de rixa, a coautoria é obrigatória, pois a norma incriminadora reclama como condição obrigatória do tipo a existência de pelo menos três autores, sendo irrelevante que um deles seja inimputável.

2. O crime de omissão de socorro é classificado como omissivo impróprio

3. No abandono de incapaz ocorre o aumento de pena se a vítima é maior de 60 anos.

GABARITO

1 - CORRETO

2 - ERRADO

3 - CORRETO

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
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