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Caderno

de

Revisões

OAB 1ª Fase

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Controle de Constitucionalidade

Direito Constitucional

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o

Conceito: mecanismo de verificação de conformidade de uma norma jurídica com a Constituição Federal.

 

o

Espécies de Inconstitucionalidade:

1. Por Ação Produção de Atos que contrariam as normas/princípios da Constituição.

 

2. Por Omissão quando a autoridade deixa de agir em conformidade com o procedimento previsto na Constituição.

o

Vícios de Inconstitucionalidade:

1. Formal Vício no processo de formação da norma.

2. Material Vício no conteúdo da norma.

3. Decoro Parlamentar Compra de votos para apoio Parlamentar na aprovação de uma lei.

 

o

Momentos de Controle:

1. Preventivo realizado antes do projeto virar lei. Pode ser realizado pelo legislativo (apreciação do projeto); pelo Executivo (veto/decreto) ou pelo Judiciário (apreciação de mandado de segurança impetrado por Parlamentar).

2. Repressivo realizado após a entrada da lei em vigor. Só pode ser realizado pelo Poder Judiciário.

 

o

Vias de Controle Repressivo:

1. Difuso

exercido por qualquer tribunal. Sempre será realizado no modo incidental,

ou seja,

a

inconstitucionalidade foi suscitada no curso de um processo comum. Os efeitos dessa decisão são inter partes

e ex tunc.

2. Concentrado exercido apenas pelo STF. Sempre

de

modo principal, ou seja,

a declaração

de

constitucionalidade/inconstitucionalidade é o pedido principal. Os efeitos dessa decisão são erga omnes e ex tunc, e vinculam todo o Judiciário e a Administração Pública direta e indireta.

⚠

as decisões sobre inconstitucionalidade NÃO VINCULAM o Poder Legislativo, de modo que este poderá

editar norma idêntica após a declaração de inconstitucionalidade do STF.

 

Uma lei pode ser declarada inconstitucional parcial ou completamente.

 

o

Ações de Controle na via Concentrada:

1. Ação Direta de Inconstitucionalidade

2. Ação Declaratória de Constitucionalidade

3. Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental tem por objeto evitar ou reparar lesão a preceito

fundamental de ato do Poder Público.

Obs.: Das decisões que indeferem a petição inicial dessas ações, cabe agravo.

Uma vez proposta uma dessas ações, não cabe desistência.

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o

Legitimidade para a propositura das ações:

1. Presidente da República

2. Mesa do Senado Federal

3. Mesa da Câmara dos Deputados

4. Mesa da Assembleia Legislativa/Câmara Legislativa do DF

5. Governador de Estado/DF

6. Procurador Geral da República

7. Conselho Federal da OAB

8. Partido Político com representação no Congresso Nacional

9. Confederação Sindical ou Entidade de Classe de âmbito Nacional.

Art. 103 Constituição Federal

São os mesmos legitimados para propor revisão de Súmula Vinculante, somados com o Defensor Público da União e os Tribunais.

o

Podem ser Objeto de ADI:

⚠

As leis (federais e estaduais), emendas, decretos legislativos, resoluções, medidas provisórias e tratados internacionais. Incluem-se nessa lista, os atos revestidos de caráter normativo genéricos, como regimentos internos e resoluções administrativas de tribunais. NÃO podem ser objeto de ADI:

A norma constitucional originária, as súmulas de jurisprudência, as súmulas vinculantes, os regulamentos e decretos

editados pelo Poder Executivo, os atos revogados ou de eficácia exaurida, lei municipal, leis editadas antes da CF/88.

o Pertinência Temática:

O órgão que pretende discutir a constitucionalidade de uma lei precisa demonstrar que a decisão final tenha ligação direta com o interesse e a atividade desenvolvida por ele. Devem demonstrar a pertinência temática para propor ADI: as Confederações e as Entidades de Classe, a Mesa da Assembleia Legislativa e o Governador de Estado.

Se uma lei, durante a ação de inconstitucionalidade, for revogada, perdendo seus efeitos, encerra-se a ação, considerando-se que a ADI perdeu seu objeto.a Mesa da Assembleia Legislativa e o Governador de Estado. @mirystudies Lei Seca Art. 103 -

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Lei Seca

Art. 103 - Constituição Federal

seu objeto. @mirystudies Lei Seca Art. 103 - Constituição Federal Lei 9.868/99 – ADC e ADI

Lei 9.868/99 ADC e ADI

seu objeto. @mirystudies Lei Seca Art. 103 - Constituição Federal Lei 9.868/99 – ADC e ADI

Lei 9.962/00 - ADPF

seu objeto. @mirystudies Lei Seca Art. 103 - Constituição Federal Lei 9.868/99 – ADC e ADI

Direitos Fundamentais

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o

Grupos: Individuais e coletivos (art. 5º); sociais (arts. 6º a 11); nacionalidade (arts. 12 e 13); políticos (art.s 14 ao 16); partidos políticos (art. 17).

o

Características: historicidade decorre de uma evolução histórica; universalidade destinam-se a todos os seres humanos; limitabilidade não são absolutos, havendo casos de conflitos. Nesse caso, deve-se considerar

o

direito fundamental mais relevante; concorrência podem ser exercidos cumulativamente; irrenunciabilidade

o

que pode ocorrer é o não exercício, mas jamais sua renúncia; inalienabilidade; imprescritibilidade.

Lei Seca

Art. 5º - CF/88

imprescritibilidade. Lei Seca Art. 5º - CF/88  Remédios/Ações Constitucionais o Conceito: São

Remédios/Ações Constitucionais

o

Conceito: São ações judiciais que visam a tutela das liberdades. São direitos fundamentais disponíveis aos cidadãos para provocar a intervenção das autoridades competentes a fim de sanar ilegalidades ou abuso de poder.

o

Habeas Corpus. Conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção por ilegalidade ou abuso de poder.” Art. 5º, LXVII. CF/88 Partes: Autor Impetrante

Em favor de quem Paciente

Autoridade (autor da ilegalidade) Autoridade Coatora/Impetrado

Legitimados: Qualquer Pessoa Física (nacional ou estrangeira) Ministério Público

Pessoa Jurídica Juiz de Direito Turma Recursal

Público Pessoa Jurídica Juiz de Direito Turma Recursal ⚠ Poderão conceder o HC de ofício, quando
⚠
Poderão conceder o HC de ofício, quando no exercício da atividade jurisdicional. Caso contrário, deverão
Poderão conceder o HC de ofício, quando
no exercício da atividade jurisdicional. Caso
contrário, deverão impetrar.

Tribunal de Justiça Só cabe habeas corpus em favor de pessoa física!

Já que pode ser proposta por qualquer pessoa para garantir suas liberdades, a impetração do habeas corpus pode ser realizada sem advogado, não precisando seguir qualquer formalidade, e, ainda, gratuita.

Modalidades: Preventivo: ameaça à liberdade de ir e vir;

Repressivo: quando o direito de ir e vir já se encontra constrito.

o

Mandado de Segurança: “Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público.” Art. 5ª, LXIX,

CF/88.

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Direito Líquido e Certo: é a evidência de que seu direito decorre de lei, uma vez que no Mandado de Segurança não se admite período probatório.

Modalidades: Preventivo: ameaça de violação do direito líquido e certo;

Repressivo: quando a ilegalidade ou o abuso já foram praticados.

Legitimados (Mandado de Segurança Comum): qualquer pessoa. Porém, diferente do Habeas Corpus, se faz necessário a presença de um advogado.

Legitimados (Mandado de Segurança Coletivo):

Partido Político com representação no Congresso Nacional

Organização Sindical, Entidade de Classe ou Associação legalmente constituída, em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa de seus membros ou associados.

⚠

Diferente do Habeas Corpus, o Mandado de Segurança pode ser em favor de pessoa jurídica.

o

Mandado de Injunção: “Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania.” Art. 5º, LXXI, CF/88. Ou seja, o mandado de injunção serve para “remediar” uma norma que foi promulgada, porém não tem capacidade de produzir todos os seus efeitos por falta de lei infraconstitucional.

o

Habeas Data: “Conceder-se-á habeas data para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público ou para fazer retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo.” Art. 5º, lXXII, CF/88.

o

Ação Popular: “Qualquer Cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência” Art. 5º, LXXIII, CF/88.

Organização do Estado

Lei Seca

Art. 5º, LXVIII, LXIX, LXX, LXXI, LXXII, LXXIII CF/88

Art. 5º, LXVIII, LXIX, LXX, LXXI, LXXII, LXXIII – CF/88 Lei 13.300/16 – mandado de injunção

Lei 13.300/16 mandado de injunção

LXXIII – CF/88 Lei 13.300/16 – mandado de injunção o Conceito: Trata-se da organização

o Conceito: Trata-se da organização político-administrativa do Estado. O Brasil adotou a Federação como forma de organização, de forma que há cooperação das unidades federativas para a formação de um único Estado, sendo deste último a soberania.

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o

Organização: O Estado divide-se da seguinte forma: União, Estados, Distrito Federal e os Municípios todos autônomos entre si. * Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios. Será realizada mediante aprovação da população diretamente interessada através de plebiscito e do Congresso, por lei complementar. O mesmo pode ocorrer com os Municípios, porém sua fusão e desmembramento ocorrerão por lei estadual, dentro do período determinado por lei complementar federal, dependendo de consulta prévia mediante plebiscito às populações envolvidas, após divulgação de Estudos de Viabilidade apresentados e publicados na forma da lei.

⚠

Os Estados/Municípios jamais poderão solicitar sua independência da União, pois tal fato afronta a cláusula

pétrea da forma de Estado, que é Federação.

Territórios Federais: integram à União. Sua criação, transformação/reintegração em Estado são reguladas por lei complementar.

o

Competência:

União:

Competência Administrativa Exclusiva da União: Art. 21. NÃO pode ser atribuída a qualquer outro ente federativo; Comum (cumulativa, concorrente, administrativa ou paralela): Art. 23 (ler). Comum entre todos os entes federativos. as leis complementares estabelecerão as normas de cooperação entre a União, os Estados e os Municípios, sempre observando o equilíbrio do desenvolvimento e do bem estar. Competência Legislativa:

Privativa: Art. 22. Nesse caso, apesar de ser privativa, a União, por meio de lei complementar, poderá autorizar os Estados/DF a Legislarem sobre questões específicas; Concorrente: Art. 24. Tanto a União quanto os Estados/DF podem legislar sobre tais matérias. Dessa forma, fica à cargo da União estabelecer normas gerais, e dos Estados, normas específicas. Em caso de inércia da União, não havendo norma federal geral, os Estados/DF poderão o fazer. Se, futuramente a União vier a editar norma geral sobre aquela que o Estado já havia elaborado, a lei deste último será suspensa (não revogada) no que for contrária à federal.

Estados. Possuem capacidade de auto-organização e são regidos pelas Constituições Estaduais. Competência Administrativa Comum: Art. 23; Residual: os Estados possuem competências que não lhes sejam vedadas, ou as que sobrarem após definidas as dos demais entes (Art. 25, §1º) Competência Legislativa Expressa: Art. 25. Visto que os Estados possuem a capacidade de auto-organização, possuem competência para criar as Constituições Estaduais e se regerem por suas leis;

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Residual: os Estados podem legislar sobre o que não lhes for vedado; Delegada da União: Art; 22, p. único. A União poderá autorizar os Estados a legislarem sobre questões específicas (via lei complementar); Concorrente: Art. 24. A União legisla sobre normas gerais e os Estados sobre normas específicas; Suplementar: Art. 24, § 1º ao 4º. Casos em que, na inércia da União, os Estados poderão legislar de forma geral.

Distrito Federal: o DF não pode ser dividido em municípios, por isso, exerce tanto as atribuições de Estado como de Município.

Municípios: Possuem capacidade de auto-organização, e se regem pela Lei Orgânica Municipal, votada em 2 turnos, aprovada por 2/3 dos membros da Câmara Municipal (sempre respeitando a CF). Competência Administrativa Privativa: Art. 30, III a IX; Comum: Art. 23. Aquela que pode ser realizada por qualquer ente federativo. Competência Legislativa Expressa: Art. 29. Interesse Local: Art. 30, I. O Município poderá legislar sobre peculiaridades e necessidades de interesse local. Suplementar: Art. 30, II. O Município poderá suplementar a legislação federal e estadual no que couber o interesse local. Plano Diretor: Art. 182, § 1º. Trata-se do instrumento de política, desenvolvimento e expansão urbana. É obrigatório nos municípios que possuem mais de 20.000 habitantes.

o Intervenção: como visto anteriormente, uma vez que autônomos, um ente não poderá intervir nos outros. Porém a CF/88 definem situações em que essa intervenção poderá acontecer.

União nos Estados/DF: a União poderá intervir nos Estados e no DF para manter a integridade nacional, repelir invasão estrangeira, manter a ordem pública garantir o exercício dos três poderes na federação; reorganizar as finanças em determinadas circunstâncias; prover execução de lei federal, assegurar princípios constitucionais (forma republicana/democrática, direitos humanos, autonomia municipal, etc).

Estados nos Municípios: os Estados poderão intervir nos municípios quando deixar de ser paga, sem motivos, por dois anos consecutivos, dívidas fundadas, não prestarem as contas devidas, não aplicarem o mínimo exigido na receita municipal no desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde, ou quando o TJ der provimento em representação para assegurar princípios regidos pela Constituição Estadual ou para prover execução de lei, ordem ou decisão judicial.

Da decretação da intervenção: no caso de garantir o exercício dos poderes nas unidades da federação, será necessário solicitação do Legislativo ou Executivo impedido, ou requisição do STF se a coação for contra o Judiciário; em caso de desobediência de ordem/decisão judiciária, a requisição deverá vir do SRG, STJ OU TSE; para assegurar os princípios constitucionais, o STF deve autorizar representação do Procurador-Geral da República. Cumpre lembrar que o decreto deverá especificar a amplitude, o prazo e as condições de execução. Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos, a estes retornarão.

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Organização dos Poderes

Lei Seca

Arts. 18 a 33, CF/88 Organização

Poderes Lei Seca Arts. 18 a 33, CF/88 – Organização Arts. 34 a 36, CF/88 -

Arts. 34 a 36, CF/88 - Intervenção

– Organização Arts. 34 a 36, CF/88 - Intervenção o Funções: sabendo-se que o Brasil adota

o Funções: sabendo-se que o Brasil adota a teoria da tripartição dos poderes, fica claro que cada órgão exerce uma função. Além das funções típicas de cada órgão, cada um exercerá, também duas funções atípicas (típica dos outros dois órgãos)

Órgão

Função Típica

Função Atípica

Legislativo

Legislar; Fiscalizar contas do Executivo

Executiva: dispor sobre sua organização Judiciária: o Senado julga o Presidente nos crimes de responsabilidade

Executivo

Administração, chefia, gestão do Estado

Legislativa: o presidente pode adotar medida provisória com força de lei Judiciária: julga recursos administrativos

Judiciário

Julgar, dizendo o direito no caso concreto, dirimindo conflitos, aplicando a lei.

Legislativa: elaborar o regimento interno dos tribunais Executiva: administrar a organização do órgão e serventuários.

o Legislativo: “O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.” Art. 44, CF/88. Sistema Bicameral.

Representantes do Povo.

Representantes dos Estados/DF.

Congresso Nacional: disporá sobre as matérias de competência da União, quais sejam: sistema tributário, arrecadação e distribuição de renda; plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito, dívida pública e emissões de curso forçado; fixação e modificação do efetivo das forças armadas; planos e programas nacionais de desenvolvimento; limites de território nacional, espaço aéreo/marítimo e bens da União; incorporação, subdivisão ou desmembramentos dos Estados, ouvidas as Assembleias legislativas; transferência temporária da sede do governo; concessão de anistia; organização administrativa, judiciária, do MP e Defensoria Pública; criar, transformar e extinguir cargos, empregos e funções públicas; criar e extinguir ministérios; telecomunicação/radiofusão; matéria financeira, cambial, monetária; moeda e seus limites; fixação do subsídio dos ministros do STF.

Câmara dos Deputados: competência privativa autorizar (2/3) a instauração de processo contra Presidente, Vice e Ministros; proceder à tomada de contas do Presidente, quando não entregue ao Congresso no prazo de 60d; elaborar seu regimento interno; dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação,

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transformação ou extinção de cargos, além de lei que fixa os subsídios das remunerações observados os parâmetros da lei orçamentária; eleger os membros do Conselho da República.

Senado Federal: competência privativa processar e julgar o Presidente, Vice, os Ministros do STF, os membros do CNJ e do CNMP, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade; aprovar previamente (voto secreto) a escolha de magistrados (quando for o caso), ministros do TCU indicados pelo Presidente, governador de território, presidente e diretores do banco central, o procurador-geral da república, etc.; aprovar (voto secreto) escolha de chefes de missão diplomática de caráter permanente; autorizar operações externas de natureza financeira de interesse dos entes federados; fixar proposta do Presidente sobre limites globais para dívida consolidada dos entes federados; dispor sobre limites globais de operações de crédito internas e externas dos entes federados; suspender a execução de lei inconstitucional por decisão definitiva do STF; aprovar (maioria absoluta) exoneração do Procurador-Geral da República; dispor sobre sua organização; avaliar a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional.

Imunidade Parlamentar: Os deputados e Senadores são invioláveis civil e penalmente por quaisquer de suas

opiniões,

Os parlamentares, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento do STF. Vale lembrar que, desde a expedição do diploma, os parlamentares não podem ser presos a não ser em flagrante de crime

inafiançável. Os parlamentares não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações.

votos.

palavras

e

Impedimentos: é vedado aos parlamentares: firmar ou manter contrato com a Administração Pública direta ou indireta; aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado; ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com o Poder Público; ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo.

Perda do Mandato: perderá o mandato o parlamentar que: infringir as proibições acima referidas; cujo o procedimento for incompatível com o decoro parlamentar; que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa que pertencer, salvo licença; que perder/suspender seus direitos políticos; quando decretar a Justiça Eleitoral e que sofrer condenação criminal com sentença transitada em julgado.

Processo Legislativo: trata-se das regras previstas na CF para a elaboração de emendas à CF, leis complementares, ordinárias, delegadas, medidas provisórias, decretos legislativos e resoluções.

1. Leis Complementares e Ordinárias: são regidas por três fases: a de iniciativa, que consiste no preenchimento dos requisitos constitucionais (a inobservância dos requisitos nessa fase gera vício formal de inconstitucionalidade insanável e incurável); fase constitutiva, que se trata da discussão e

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votação do Legislativo, e a sanção ou veto do Executivo; e a fase complementar, que é a fase final de promulgação e publicação da lei.

2. Medida Provisória: quem edita a MP é o Presidente da República, por ato unilateral. O seu prazo é de 60 dias, prorrogável uma vez por igual período. Se dentro desse prazo, não for convertida em lei, perderá sua eficácia.

3. Emendas Constitucionais: a emenda à Constitucional pode ocorrer mediante proposta de 1/3 (no mínimo) dos membros da Câmara ou do Senado; do Presidente da República; de mais da metade da Assembleia Legislativa dos Estados.

A CF não poderá ser emendada durante intervenção federal, estado de defesa ou estado de sítio.

A emenda é discutida e votada em dois turnos, considerando-se aprovada te tiver 3/5 dos votos dos

membros de cada casa. Será promulgada pelas mesas da Câmara e do Senado. NÃO serão objeto de discussão as emendas que tentam abolir: a forma federativa de Estado, o voto

direto, secreto, periódico e universal; a separação dos poderes e os direitos e garantias individuais.

4. Decreto Legislativo: instrumento normativo em que se materializam as competências exclusivas do Congresso Nacional.

5. Resolução: é onde se regulamentam as matérias de competência privativa da Câmara dos Deputados

⚠

e do Senado.

Fiscalização de Contas: cabe ao legislativo de cada ente julgar, anualmente, as contas prestadas pelo chefe executivo, e apreciar relatório sobre execução dos planos de governo. Ao TCU, cabe julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiro, bens e valores públicos da Administração Pública.

A CF/88 veda a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas Municipais. Entretanto, antes dessa

⚠

data, já existiam alguns tribunais de contas locais. Esses, então, podem permanecer.

.

o Executivo: “O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado.” Art. 76, CF/88.

Condições de Elegibilidade: ser brasileiro nato; estar em pleno exercício dos direitos políticos; alistamento eleitoral; domicílio eleitoral na circunscrição; filiação partidária; idade mínima de 35 anos; não ser inalistável nem analfabetos; não ser inelegível (art. 14, § 7º).

Atribuições do Presidente: sancionar, promulgar e fazer publicar leis, expedir decretos e regulamentos, vetar projetos de lei (total ou parcial), dispor sobre a organização e funcionamento da administração federal, extinguir cargos ou funções vagos, manter relações com Estados estrangeiros, celebrar tratados (que estarão sujeitos a referendo do Congresso), decretar o estado de defesa/sítio, decretar/executar intervenção federal, remeter mensagem e plano de governo ao Congresso, conceder indultos e comutar penas, exercer comando supremo das Forças Armadas (inclusive nomear Comandantes e promover os oficiais-generais, nomear o Procurador-Geral da República e Governador do Território (após aprovação do Senado, e dos Tribunais Superiores), nomear ministros do TCU, nomear membros do Conselho da Republica, declarar guerra

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em caso de agressão estrangeira (autorizado pelo Congresso), celebrar a paz, conferir condecoração e distinções honoríficas, permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, enviar ao Congresso, plano plurianual e o projeto de lei de diretrizes orçamentarias, prestar ao Congresso, dentro de 60d da abertura da sessão legislativa, as contas do ano anterior, promover e extinguir cargos públicos federais, editar medidas provisórias.

Impedimento e Vacância de Cargos: em caso de vacância, o Presidente será sucedido pelo Vice-Presidente. Em caso de impedimento, será substituído. No caso do impedimento do Vice, assumem o cargo, na seguinte

ordem: Presidente da Câmara, Presidente do Senado, Presidente do STF.

Ministros da República: são escolhidos pelo Presidente da República, que os nomeia. Podem ser demitidos (exonerados) a qualquer tempo, não possuindo qualquer estabilidade. Os requisitos para ser Ministro de Estado: ser brasileiro nato ou naturalizado (exceto para Ministro de Estado da Defesa, que precisa ser nato); ter mais de 21 anos de idade; estar no exercício dos direitos políticos.

Crimes de Responsabilidade: os detentores desses cargos, podem praticar, além de crimes comuns, os crimes de responsabilidade, que são infrações no âmbito político-administrativo. O processo a que se submetem é o impeachment.

O Senado Federal será competente para processar e julgar o Presidente e Vice nos casos de crimes de responsabilidade após aprovação da Câmara por 2/3 de seus membros.

⚠

NÃO CONFUNDIR: nos crimes comuns, o Presidente e o Vice serão julgados pelo STF.

As penas para os crimes de responsabilidade são: perda do cargo ou inabilitação para o exercício de função pública por 8 anos

o Judiciário: “São órgãos do Poder Judiciário o STF, o CNJ, o TST, os Tribunais Regionais Federais, Estaduais, do Trabalho, Eleitorais, Militares e seus juízes.

Garantias dos Juízes: vitaliciedade (adquirida após dois anos de exercícios); inamovibilidade (exceto por motivo de interesse público); irredutibilidade de subsídio.

Vedação aos Juízes: exercer outro cargo ou função, receber custas ou participação em processo, dedicar- se à atividade político-partidária, receber auxílios ou contribuições de pessoas/entidades, exercer advocacia

no juízo ou tribunal do qual se afastou antes de decorridos 3 anos do afastamento.

STF: composto de 11 ministros. Cabe à ele a guarda da Constituição. Sua competência encontra-se no Art. 102 da CF/88 (LER!!)

Súmula Vinculante o STF poderá editar, revisar ou cancelar enunciado de súmula vinculante,

que terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de determinadas normas. Para tanto, deve haver controvérsia atual sobre a matéria, que acarrete grave insegurança jurídica.

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STJ: composto de 33 Ministros possui como atribuições, entre outras, processar e julgar atos de chefes dos Estados-Membros, TRF’s e TJ’s. Sua competência encontra-se no Art. 105 da CF/88 (LER!!)

⚠

Os tribunais de contas NÃO INTEGRAM PODER JUDICIÁRIO!!!!

Direito das Obrigações

Lei Seca

Art. 44 a 75 - Legislativo

Direito das Obrigações Lei Seca Art. 44 a 75 - Legislativo Art. 76 a 91 -

Art. 76 a 91 - Executivo

Lei Seca Art. 44 a 75 - Legislativo Art. 76 a 91 - Executivo Art. 92

Art. 92 a 126 - Judiciário

Art. 76 a 91 - Executivo Art. 92 a 126 - Judiciário Direito Civil o Conceito:

Direito Civil

o

Conceito: é a relação jurídica (vínculo entre duas ou mais pessoas através da lei ou declaração de vontades) que tem por objeto determinada prestação (de dar, fazer ou não fazer)

o

Classificação Modalidades

Obrigação de Dar: é a obrigação de entregar/restituir coisa ao credor. Dar coisa certa: quando a prestação está definida em gênero, quantidade e qualidade. (Ex.: Entregar uma camiseta vermelha de bolinhas pretas.)

Perda

Responsabilidade

(Antes

da

Tradição)

Total

Sem culpa do devedor: o contrato será resolvido para as partes. O credor será ressarcido do que já foi pago. Com culpa do devedor: o contrato será resolvido, sendo o credor ressarcido do que já foi pago e o devedor deverá pagar perdas e danos.

Parcial

Sem culpa do devedor: o credor poderá escolher se fica com o bem (abatendo-se o preço decorrente da perda) ou se resolve o contrato. Com culpa do devedor: o credor poderá escolher se fica com o bem ou se resolve o contrato, tendo direito de escolher receber perdas e danos.

* Se houver perda após a tradição, a coisa perecerá para o atual proprietário (exceto objetos com vícios redibitórios ou evictos)

Dar coisa incerta: a prestação será definida apenas quanto ao gênero e quantidade, mas não sua qualidade. (Ex.: Entregar uma camiseta.) aqui, a escolha da qualidade cabe ao devedor, que escolherá

a forma mais fácil para adimplir a obrigação.

* Não há, aqui, o que se falar em perda, uma vez que, pelo menos o gênero subsistirá, não se perdendo a coisa por completo.

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Obrigação de Fazer: é o compromisso do devedor de realizar “serviço” ao credor. (Ex.: contratação de um advogado, de um pedreiro, de um jardineiro, etc.) aqui não há entrega de coisa, mas a realização de determinada atividade. Obrigação de Fazer Fungível: a atividade/serviço pode ser realizada por qualquer devedor, basta ter a qualidade adequada. (Ex.: Contratação de Advogado qualquer advogado poderá realizar o serviço) Obrigação de Fazer Infungível: é a obrigação de fazer personalíssima, ou seja, o devedor devera possuir qualidades especiais. (Ex.: Show da Anitta o show só poderá ser realizado por esta)

Obrigação de Não Fazer: quando o devedor se abstém de realizar determinada atividade, embora

seja lícito fazê-lo. Nesse caso, o devedor adimple a obrigação pela inércia. (Ex.: o cozinheiro que se obriga a não revelar a receita de determinado “molho especial”).

Obrigação Alternativa: quando o devedor pode escolher, entre duas ou mais prestações, qual irá

prestar. Essas obrigações são caracterizadas pela conjunção “ou”. (Ex.: Obrigação de entregar 03 vacas

ou 10 litros de leite).

Obrigação Facultativa: o devedor possui uma prestação principal e uma subsidiária. Para facilitar o

adimplemento, o devedor poderá se valer da prestação secundária. (Ex.: Contrato de Consignação. Onde

o devedor, ao final, paga o preço ajustado ou devolve o bem).

Obrigação Cumulativa: somente com o pagamento de todos os objetos é que o devedor adimple a obrigação. Se entregar somente parte das prestações, ocorrerá o inadimplemento parcial.

Obrigação Divisível: o objeto da obrigação será dividido de acordo com o número de credores. (Ex.:

uma conta de R$ 300,00 dividida em 3 devedores cada um só será obrigado a pagar R$ 100,00).

⚠

NÃO CONFUNDIR com obrigações solidárias, que são exceções ao caso acima.

Obrigação Solidária: Passiva - o devedor de uma parte da dívida poderá ser responsável pelo pagamento da dívida inteira. (passiva). Ativa - O credor de uma parte da dívida poderá cobrá-la por inteiro.

Obrigação Indivisível: a prestação só poderá ser exigida integralmente, já que o objeto é impossível de dividir. (Ex.: um cachorro).

Lei Seca Código Civil

Arts. 233 a 242 dar coisa certa

Arts. 233 a 242 – dar coisa certa

Arts. 243 a 246 dar coisa incerta

Arts. 243 a 246 – dar coisa incerta

Arts. 247 a 249 fazer

Arts. 247 a 249 – fazer

Arts. 250 e 251 não fazer

Arts. 250 e 251 – não fazer

Arts. 252 a 256 alternativas

Arts. 252 a 256 – alternativas

Arts. 257 a 263 divisíveis e indivisíveis

Arts. 257 a 263 – divisíveis e indivisíveis

Arts. 264 a 285 - solidárias

Arts. 264 a 285 - solidárias

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o

Transmissão:

Conceito: quando o credor ou o devedor passam a um terceiro os direitos/obrigações oriundas do contrato através de um novo negócio jurídico.

Modalidades: Cessão de Crédito quando o credor cede o direito de receber à um terceiro (pode ser

de forma gratuita ou onerosa). O devedor não é parte da cessão, mas deverá ser notificado sobre a alteração para saber para quem deve pagar. Assunção de Dívida quando um terceiro assume da dívida oriunda do contrato, tornando-se o devedor.

 

Lei Seca Código Civil

 

Arts. 286 a 298 Cessão de Crédito

Arts. 286 a 298 – Cessão de Crédito

Arts. 299 a 303 Assunção de Dívida

Arts. 299 a 303 – Assunção de Dívida

o

Adimplemento e Extinção das Obrigações:

 

Pagamento Direto: é a extinção da obrigação pela satisfação imediata da obrigação. É a melhor e mais eficaz forma de extinguir uma obrigação. O pagamento será efetuado no domicílio do devedor, salvo disposição em contrário.

Pagamento Indireto: é a satisfação da obrigação de forma mediata. O credor receberá o pagamento, mas com determinadas condições:

Consignação em pagamento: quando o credor recusa o recebimento sem justa causa, o devedor têm dúvida sobre a quem deve pagar ou se possui dificuldade de realizar o pagamento. O adimplemento por consignação se dá através de um depósito em conta judicial. Sub-rogação: quando um terceiro realiza o pagamento ao credor, tomando esse lugar, passando o terceiro a ser credor do devedor que nada fez para sanar sua dívida. Imputação: quando há várias dívidas de igual natureza entre os mesmos credores e devedores. Ao pagar, o devedor deverá indicar qual dívida estará saldando. Dação em pagamento: quando o devedor oferece objeto diverso do obrigado para sanar a dívida. Vale lembrar que o credor não é obrigado a receber objeto diverso do pactuado.

Extinção: quando não há pagamento, mas, ainda assim, a dívida se extingue. Novação: cria-se uma nova obrigação diversa da anterior, para que seja extinta a primeira. Confusão: quando a pessoa é credora e devedora de si mesmo, restando impossível a cobrança; Remissão: é a renúncia ao crédito pelo perdão ao devedor.

Lei Seca Código Civil

Arts. 304 a 312 do pagamento

Arts. 304 a 312 – do pagamento

Arts. 334 a 345 consignação

Arts. 334 a 345 – consignação

Arts. 346 a 351 sub-rogação

Arts. 346 a 351 – sub-rogação

Arts. 352 a 355 imputação

Arts. 352 a 355 – imputação

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Arts. 356 a 359 dação

Arts. 356 a 359 – dação

Art. 360 a 367 novação

Art. 360 a 367 – novação

Arts. 368 a 380 compensação

Arts. 368 a 380 – compensação

Arts. 381 a 384 confusão

Arts. 381 a 384 – confusão

Arts. 385 a 388 remissão

Arts. 385 a 388 – remissão

o Do Inadimplemento: ocorre quando o devedor deixa de pagar sua dívida. No caso de atraso, o devedor responde por perdas e danos + juros + atualização monetária + honorários de advogado.

Mora: quando o devedor não efetua o pagamento e o credor não aceitar receber de maneira diferente da convencionada. (Ex.: as partes convencionaram que o pagamento ocorreria em determinado lugar, mas acaba ocorrendo em outro.)

⚠

NÃO CONFUNDIR a mora com o mero atraso no cumprimento da prestação.

O devedor responderá pelos prejuízos que sua mora der causa + juros + correção honorários. Vale lembrar que só se imputa mora ao devedor se este der causa ao atraso.

Perdas e Danos: trata-se do pagamento do que o credor perdeu com o que efetivamente deixou de ganhar em razão do inadimplemento do devedor.

Juros Legais: quando as partes não ajustam uma porcentagem de juros decorrentes do atraso, esta será calculada conforme àquela prevista do atraso de pagamento de impostos.

Cláusula Penal: é a cláusula contratual que prevê uma espécie de pena/multa àquele que deixar de cumprir com sua obrigação.

Arras/Sinal: trata-se de uma garantia que o devedor oferece ao credor, como forma de demonstrar que irá realizar o pagamento. Havendo inadimplência, o devedor perde tal garantia.

Lei Seca Código Civil

Arts. 394 a 401 mora

Arts. 394 a 401 – mora

Arts. 402 a 405 perdas e danos

Arts. 402 a 405 – perdas e danos

Arts. 406 e 407 juros legais

Arts. 406 e 407 – juros legais

Arts. 408 a 416 cláusula penal

Arts. 408 a 416 – cláusula penal

Arts. 417 a 420 Arras/Sinal

Arts. 417 a 420 – Arras/Sinal

Teoria Geral dos Contratos

o

Conceito: contrato é um acordo de vontades, nos termos da lei, com a finalidade de produzir efeitos jurídicos (criar, resguardar ou extinguir direitos).

o

Funções Contratuais

Função Ética: é o Princípio da boa-fé objetiva, que busca a criação de uma sociedade solidária.

Função Social: Princípio da função social dos contratos, que busca a superação do individualismo.

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o

Formação do contrato: partes negociações minuta contratual contrato preliminar contrato principal.

o

Contrato de Adesão: realizado pelo fornecedor unilateralmente, sem que o consumidor possa discutir ou modificar o conteúdo. O maior problema desse tipo de contrato é que, por ser unilateral, o fornecedor pode incluir certas cláusulas abusivas. Para reprimir tal abuso, o C.C. previu a nulidade das cláusulas abusivas ou a interpretação mais favorável ao consumidor.

⚠

NÃO EXISTE HERANÇA DE PESSOA VIVA, EM NENHUMA HIPÓTESE! Qualquer contrato que prever tal

circunstância é ilícito e será nulo de pleno direito!

o

Vícios Redibitórios: são defeitos ocultos no objeto do contrato que prejudicarão a normal utilização ou reduzir seu valor. Constatando-se a presença do vício, o adquirente tem o direito potestativo de extinguir o negócio jurídico ou ficar com a coisa desde que abatido seu preço. Vale lembrar que tais ações possuem prazos decadenciais para o seu exercício: 30d se o bem for móvel 01 ano se for imóvel.

o Evicção: é a garantia que se dá ao adquirente de um bem quando este vier a se perder. Vale lembrar que a evicção só ocorre em contratos onerosos.

Direitos Reais

Lei Seca Código Civil

Arts. 421 a 440 teoria geral

Seca – Código Civil Arts. 421 a 440 – teoria geral Arts. 441 a 446 –

Arts. 441 a 446 vícios redibitórios

teoria geral Arts. 441 a 446 – vícios redibitórios Arts. 447 a 457 – evicção Arts.

Arts. 447 a 457 evicção

– vícios redibitórios Arts. 447 a 457 – evicção Arts. 481 em diante – contratos em

Arts. 481 em diante contratos em espécie

evicção Arts. 481 em diante – contratos em espécie o Conceito: são direitos de caráter absoluto,

o Conceito: são direitos de caráter absoluto, e toda a sociedade tem o dever jurídico de se abster de praticar atos que violem tal titularidade. Os direitos reais são oponíveis erga omnes.

o

Rol Taxativo: Art. 1.225 são direitos reais: a propriedade, a superfície, as servidões, o usufruto, o uso, a habitação, o direito do promitente comprador do imóvel, o penhor, a hipoteca, a anticrese, a concessão de uso especial para fins de moradia, a concessão do direito real de uso. Propriedade Fiduciária: é um direito real de garantia.

o

Obrigação Propter Rem: são obrigações derivadas da titularidade de um direito real. (Ex.: pagamento de taxa de confomínio, IPTU, IPVA, etc.)

o

Usucapião: é uma forma originária de aquisição de propriedade em decorrência do exercício manso, pacífico e contínuo da posse pelo prazo estabelecido em lei.

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Lei Seca Código Civil

Arts. 1.225 a 1.227 direitos reais

Lei Seca – Código Civil Arts. 1.225 a 1.227 – direitos reais Arts. 1.228 a 1.276

Arts. 1.228 a 1.276 direitos de propriedade

Lei Seca – Código Civil Arts. 1.225 a 1.227 – direitos reais Arts. 1.228 a 1.276

Direito de Família

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o

Casamento: trata-se de negócio jurídico público e solene, entre duas pessoas que estabelecem comunhão plena de vida fundada na igualdade de direitos e deveres. Quem celebra é o juiz de paz, autoridade competente no Cartório de Registro de Pessoas Naturais e é gratuito.

⚠

admite-se a realização de casamento religioso com efeitos civis.

Capacidade: homens e mulheres, a partir dos 16 anos. Em caso de jovens entre 16 e 18 anos, se faz necessário autorização dos representantes legais. Tal autorização é revogável até a celebração do casamento. Não há limite máximo de idade, mas o regime de separação de bens é obrigatório a partir dos 70 anos .Impedimentos: não podem se casar: os ascendentes e descendentes, os afins em linha reta, o adotante e o adotado, os irmãos ou colaterais até o 3º grau, o adotado com o filho do adotante, pessoas já casadas, o cônjuge sobrevivente com o condenado pelo homicídio contra seu consorte. Causas suspensivas: não devem se casar, o viúvo ou a viúva e o divorciado enquanto não houver a partilha de bens, o tutor ou curador com a pessoa tutelada, a viúva ou a mulher que teve o casamento desfeito até 10 meses do começo da viuvez ou da dissolução. Dissolução: a sociedade conjugal termina: pela morte de um dos cônjuges, pela nulidade/anulação do casamento, pela separação judicial, pelo divórcio.

o

Regime de Bens: são as relações patrimoniais entre cônjuges. Esses regimes são irrevogáveis e imutáveis. São eles: comunhão parcial, universal, participação final nos aquestos, e separação de bens. É admitida a criação de regime diverso pelos cônjuges. Em regra, caso os cônjuges não indiquem um regime específico, será o de comunhão parcial. A exceção é para os maiores de 70 anos, que sempre será separação total. Com exceção da comunhão parcial, os outros regimes exigem o pacto antenupcial documento solene cuja eficácia fica condicionada à realização do casamento.

⚠

Independente do regime de bens, os cônjuges são livres para praticar atos de disposição e administração

de suas profissões; administrar bens próprios; desobrigar ou reivindicar imóveis gravados/alienados sem seu consentimento; demandar rescisão de contratos de fiança e doação; reivindicar bens comuns transferidos pelo outro cônjuge ao concubino; praticar todos os atos que não lhes forem vedados

o

Relações de parentesco: relações que estabelecem laços consanguíneos entre sujeitos. Em linha reta: avós, pais e filhos; Em linha colateral: irmãos, primos, sobrinhos-netos.

o

Filiação: relação estabelecia em linha reta entre ascendentes em primeiro grau que gerou/recebeu por filho.

⚠

NÃO SÃO ADMITIDOS quaisquer tipo de discriminação entre filhos de origens distintas.

Presunção de Paternidade: de olhos nascidos 180d (pelo menos) depois de estabelecida a convivência conjugal; nascidos 300d após a dissolução da sociedade conjugal; de filhos havidos por fecundação artificial (mesmo após falecido o marido)/inseminação artificial (desde que haja autorização prévia) ou de embriões excedentários.

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⚠

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Uma vez reconhecido o filho pelo pai, não poderá este não poderá revogar o reconhecimento.

o

Adoção: negócio jurídico bilateral e solene por meio do qual se estabelece de maneira irrevogável, vínculo jurídico de filiação independente de conseguinidade ou afinidade. Adoção à brasileira: quando há o registro de filho alheio como se seu fosse, sem previsão legal. Regra geral, independentemente da idade, a adoção depende de procedimento judicial, com sentença constitutiva.

o

Alimentos: são prestações devidas para satisfazer as necessidades de subsistência ao filho/cônjuge que não consegue provê-las sozinho. É um direito personalíssimo, irrenunciável, incessível, impenhorável e incompensável. Até mesmo os avós podem dever alimentos aos netos, caso seus filhos não sejam capazes de fazê-lo. Este é o único tipo de dívida que leva à prisão do devedor.

o

Bem de família: é a garantia do direito de moradia dos entes familiares, de forma que tal imóvel será impenhorável pelas dívidas contraídas após sua aquisição.

o União Estável: entidade familiar constituída a partir da convivência pública, contínua e duradoura entre duas pessoas, com o objetivo de constituir uma família. A existência de impedimentos para o casamento afasta a possibilidade de união estável.

Lei Seca Código Civil

Arts. 1.511 a 1.595 casamento

Arts. 1.511 a 1.595 – casamento

Arts. 1.596 a 1.638 filiação

Arts. 1.596 a 1.638 – filiação

Arts. 1.639 a 1.693 regime de bens

Arts. 1.639 a 1.693 – regime de bens

Arts. 1.694 a 1.710 alimentos

Arts. 1.694 a 1.710 – alimentos

Arts. 1.711 a 1.722 união estável

Arts. 1.711 a 1.722 – união estável

Direito das Sucessões

o

Conceito: é a transmissão de bens de uma pessoa falecida aos herdeiros/legatários. A morte do sujeito enseja, imediatamente, a transmissão do patrimônio.

o

Sucessão Legítima: transmissão prevista em lei, ausente o testamento válido ou em caso de bens não contemplados em testamento.

o

Sucessão Testamentária: transmissão de bens através de disposição de última vontade.

o

Aceitação e Renúncia da Herança: o herdeiro poderá aceitar ou recusar a herança. Vale lembrar que tal ato é irrevogável.

o

Excluídos da Sucessão: autor/partícipe em homicídio doloso, tentado ou consumado, contra o falecido/cônjuge/companheiro/ascendente/descendente; acusação caluniosa do falecido em juízo; atentado contra a liberdade de testar do falecido. A exclusão depende de sentença, não se operando de pleno direito.

o

Herança Jacente: quando não há herdeiro certo e determinado, ou quando não se sabe da existência dele. Dessa forma, nomeia-se um curador para a administração dos bens até que um sucessor se habilite. São

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publicados editais para convocação dos herdeiros. Se, após 1 ano, não houver qualquer manifestação, a herança é declarada vacante.

o Herança Vacante: não havendo herdeiros habilitados nos próximos 05 anos da abertura da sucessão, os bens passarão ao domínio do poder público.

Atos Administrativos

Lei Seca Código Civil

Arts. 1.784 a 1.990 Sucessões.

– Código Civil Arts. 1.784 a 1.990 – Sucessões. Direito Administrativo o Conceito: é toda

Direito Administrativo

o

Conceito: é toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública que tem por objetivo adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir ou declarar direitos, ou impor obrigações.

o

Classificação:

 

Ato Simples: aquele que, com uma única manifestação de vontade torna o ato perfeito e acabado. Podem ser singulares (decisão de apenas uma autoridade) ou colegiais (decisão tomada por Comissões/Conselhos); 2. Ato Composto: quando há mais de uma manifestação de vontade de agentes em patamar de desigualdade. Ex.: um documento que precisa de assinatura de autoridade superior;

1.

3.

Ato Complexo: quando há mais de uma manifestação de vontade, mas nesse caso os agentes estão em patamar de igualdade, porém de órgãos diferentes.

Além disso, os atos podem ser classificados:

Quanto aos destinatários: gerais/normativos atos de comando abstrato, impessoal, erga omnes; ou individuais/especiais atos que possuem destinatários determinados e individualizados.

Quanto à exequibilidade: perfeitos reúnem todos os elementos necessários à sua operação; imperfeitos a formação do ato é incompleto, faltando algum elemento ou requisito para que seja operante.

o

Atributos 1. Presunção de Legitimidade: presume-se que o ato foi praticado conforme a lei, e que os fatos alegados

pela Administração são verdadeiros e morais. Importante lembrar que essa presunção é relativa, admitindo prova em contrário (o ônus da prova é do administrado);

2. Autoexecutoriedade: a Administração pode colocar em prática as decisões que tomou sem a necessidade de recorrer ao Judiciário. Isso porque possui os mecanismos coercitivos próprios necessários;

3. Tipicidade: O ato administrativo deve seguir os requisitos definidos em lei, aptos a produzir seus resultados;

4. Imperatividade: significa que o ato constitui unilateralmente em obrigações, sem que seja necessária a concordância do administrado. Ex.: multa de trânsito.

o Requisitos

1. Forma: por onde a Administração exterioriza sua vontade. Regra geral, a forma é escrita, podendo, excepcionalmente, ser admitida a forma verbal;

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2. Finalidade: o agente deve sempre buscar o interesse público.

3. Sujeito Competente: surge da necessidade de dividir o trabalho entre os agentes. Dessa forma, cada agente é responsável pela prática de um ato.

4. Motivo: trata-se da situação que necessita a emissão do ato.

5. Motivação: é a justificativa de se ter realizado determinado ato.

o Teoria dos motivos determinantes: quanto o ato tem sua prática motivada, está vinculada aos motivos expostos, que devem corresponder à realidade.

o Extinção dos atos:

1. Cumprimento: o ato se extingue pois seus efeitos foram cumpridos;

2. Desaparecimento: o ato se extingue em razão do desaparecimento do sujeito ou do objeto;

3. Renúncia: com a renúncia ocorre a extinção dos efeitos do ato em razão da rejeição, pelo beneficiário;

4. Anulação: extingue-se os efeitos do ato em razão de ilegalidade;

5. Revogação: extinção do ato por ser inconveniente ou inoportuno;

6. Cassação: extinção do ato pois o destinatário descumpriu uma condição;

7. Caducidade: retirada do ato em razão da superveniência de norma que não mais admite situação antes permitida e concedida pelo ato;

8. Contraposição: extinção do ato por advento de novo ato que impede que o primeiro produza seus efeitos.

Organização da Administração

o

Administração Direta: também conhecida como centralizada, trata-se dos entes políticos: União, Estados, DF e Municípios todos autônomos, com personalidade jurídica de direito público. Suas competências estão dispostas nos Arts. 21, 25 § 1º, 30 e 32.

o

Descentralização

x

Desconcentração

25 § 1º, 30 e 32. o Descentralização x Desconcentração Afastar do Centro – atribuir a

Afastar do Centro atribuir a outrem os poderes da Administração.

São órgãos despersonalizados agem em nome do Estado.

É a distribuição interna das competências Administrativa. Pode ser realizada tanto em razão da matéria ou em razão de grau de decisão.

Administração Indireta: pessoas que desempenham as atividades administrativas em nome do Estado de forma descentralizada. São divididas em:

1. Autarquias pessoa jurídica de direito público, criada por lei específicas, para exercer funções próprias do Estado, com independência e autoadministração. (INSS, IBAMA, CADE, Banco Central, UFRJ, etc.);

Agências Reguladoras: autarquias especiais com o objetivo de disciplinar determinadas atividades. (ANATEL, ANAC, ANTT, etc.)

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2. Fundações Públicas entidade pública de direito privado, a qual a lei atribui competências administrativas específicas.

3. Empresa Pública pessoa jurídica criada por autorização legal (lei específica), de direito privado, mas submetida a determinadas regras decorrente de sua atuação governamental. Seu capital é formado unicamente por recursos públicos. Seu objetivo é a prestação de serviço público ou exploração de atividade econômica.

4. Sociedade de Economia Mista pessoas jurídicas de direito privado, criadas por autorização legal, com forma de sociedade anônima. O controle acionário pertence ao poder público e seu objetivo é a exploração de atividades gerais de caráter econômico. não é o capital que é misto, mas a atuação econômica. Isso significa que o Estado atuará na direção da

⚠

empresa, que é de direito privado e seus funcionários são regidos pela CLT.

Agentes Públicos

o Conceito: agente público é toda pessoa que presta serviço público (em nome do Estado), sendo funcionário ou não, remunerado ou não, temporário ou não.

o Categorias de Agentes:

1. Servidores Públicos agentes que exercem função pública com caráter de permanência em decorrência de relação de trabalho.

2. Empregado Público trabalha nas entidades que possuem personalidade jurídica de direito privado. NÃO gozam de estabilidade.

A investidura em determinados cargos/empregos públicos depende de aprovação prévia em concurso de provas ou de provas e títulos, definidas de acordo com a complexidade do cargo. Somente a lei poderá sujeitar o candidato a exame psicotécnico. A aprovação no concurso não gera direito automático à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas, porém podem ter preferência à nomeação diante dos aprovados em concursos mais novos.

3. Particulares em colaboração com o Estado concessionários/permissionários de serviços púbicos; mesários de eleição; tribunal do júri, titulares de registro e ofícios de notas; agentes honoríficos.

4. Agentes de Fato desempenha função pública de situação excepcional.

5. Militares:

o

Estabilidade: são estáveis, após de 03 anos de efetivo exercício, os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso. Assim, só perderá o cargo por sentença judicial transitada em julgado; mediante processo administrativo, assegurada a ampla defesa; ou mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, assegurada a ampla defesa.

o

Remuneração: fixada por lei específica.

o

Direito de Greve: A CF/88 possibilita o direito de greve dos servidores, porém condiciona seu exercício nos termos de lei separada. Ocorre que essa lei ainda não existe. Diante disso, surge-se o mandado de injunção,

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que tem por objeto forçar a norma a produzir seus efeitos. Diante da falta de norma regulamentadora e a presença do remédio constitucional, o STF declarou que enquanto a lei não for editada, será aplicável o direito de greve do setor privado. Em caso de greve, a Administração deve descontar os dias de paralização, sendo incabível se demonstrar-se que a greve foi provocada por conduta ilícita do poder público. Vale lembrar que os servidores que atuam na segurança ou saúde pública não podem exercer a greve, pois se tratam de serviços essenciais.

o Aposentadoria: aplicam-se no que couber, o regime geral de previdência.

Lei Seca

Art. 39 a 42, CF/88 Servidores Públicos

Lei Seca Art. 39 a 42, CF/88 Servidores Públicos  Licitações e Contratos o Licitações: 

Licitações e Contratos

o

Licitações:

Conceito: procedimento prévio para escolha de proposta mais vantajosa para a Administração Pública

antes da celebração de um contrato administrativo. Seu objetivo é assegurar a igualdade de oportunidade

àqueles que desejam contratar com a administração.

Fases:

1.

Instauração/Abertura: ocorre com o instrumento convocatório (edital ou carta-convite)

2.

Habilitação/Qualificação: verificação da documentação dos licitantes habilitação jurídica, qualificação econômico-financeira, regularidade fiscal e trabalhista, etc.

3.

Classificação das Propostas: as propostas devem considerar todos os critérios objetivos definidos no edital/convite. Dessa forma, será desconsiderada qualquer oferta de vantagem não prevista no edital.

4.

Julgamento das Proposta: as propostas serão julgadas de acordo com o tipo de licitação: menor preço, melhor técnica, maior lance, etc.

5.

Homologação: quando a autoridade superior verifica a regularidade do procedimento.

6.

Adjudicação: resultado oficial

7.

Fase Contratual.

Modalidades:

1.

Concorrência: realizada entre quaisquer interessados que comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital

2.

Tomada de Preços: realizada entre interessados cadastrados ou que atendam as condições para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas sempre observando as qualificações.

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3. Convite: realizada entre interessados, cadastrados ou não, escolhidos e convidados (mínimo 3) pela administração que fixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na especialidade com antecedência de até 24h. realizado para compras pequenas.

4. Concurso: escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante instituição de prêmios ou remunerações aos vencedores, conforme edital.

5. Leilão: venda de móveis que não mais servem para a administração. Pode ocorrer entre quaisquer interessados.

6. Pregão: utilizado para aquisição de bens e serviços comuns (aqueles onde o padrão de desempenho e qualidade podem ser definidos no edital por especificações usuais.

Tipos (critério de julgamento):

1. Menor Preço: quando o critério de seleção é a proposta mais vantajosa, a Administração deverá declarar vencedor o licitante com a proposta com o menor preço.

2. Melhor Técnica: aqui, não se faz necessário que o licitante tenha o menor preço, desde que tenha a melhor técnica. É utilizado para serviços de natureza predominantemente intelectual.

3. Técnica e Preço: é a análise da licitação conforme os dois tipos acima.

4. Maior Lance ou Oferta: nos casos de alienação de bens, verificar-se-á o maior lance.

Licitação Dispensável: Art. 24, Lei 8.666/93. (LER!!!)

Licitação Inexigível: aquisição de materiais que só podem ser fornecidos por uma empresa exclusiva (é vedada a preferência de marca); para contratação de serviços técnicos de natureza singular com profissionais de notória especialização; contratação de profissional artístico. - Art. 25, 8.666/93 (Ler!!!)

Desistência: quando a entidade, antes do fim da licitação, renuncia ao seu procedimento. Pode ser por qualquer motivo, desde que de interesse público e superveniente.

Lei Seca

Lei 8.666/96 - Lei das Licitações

superveniente. Lei Seca Lei 8.666/96 - Lei das Licitações  Intervenção do Estado na Propriedade o

Intervenção do Estado na Propriedade

o

Conceito: apesar do direito à propriedade privada, o Estado condiciona o uso destas ao bem estar social. Dessa forma, o Poder Público impõe normas e limites ao uso/gozo de bens particulares. Esses limites permitem que o Estado intervenha na propriedade particular para satisfazer exigências e reprimir conduta antissocial

o

Modalidades:

Desapropriação: quando o Estado, baseado no interesse público, suprime o direito de propriedade do particular, adquirindo-o para si, de forma originária e mediante justa indenização. Desapropriação indireta: quando o Estado, em vez de cumprir o procedimento correto (aquisição originária, coercitiva e mediante indenização), apenas apossa-se da coisa alheira, esbulhando a posse.

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Expropriação: é a intervenção do Estado na propriedade em que forem localizadas cultura ilegal de planta psicotrópica ou exploração de trabalho escravo. Tais propriedades se destinarão à reforma agrária. Vale lembrar que, nesse caso, o propriedade não recebe qualquer indenização.

Requisição Administrativa: permite que o Estado utilize a propriedade do particular em caso de iminente perigo público. A indenização ocorrerá posteriormente, se houver dano. Incide também sobre bens móveis.

Tombamento: tem por objeto a proteção do patrimônio histórico, artístico e nacional. Nesse caso, o Estado não toma a propriedade, apenas determina que a conservação do bem é de interesse público. Pode ocorrer voluntaria ou compulsoriamente.

Servidão Administrativa: é um direito real de gozo sobre imóvel alheio, mediante autorização legal. Decorre de ato unilateral da Administração.

Limitação Administrativa: ato pelo qual o Poder Público impõe obrigações aos proprietários com o objetivo de garantir que a propriedade atenda a função social.

Ocupação Temporária: apossamento de bem privado para uso temporário. Ocorre mediante ato administrativo unilateral em caso de iminente perigo público. Há a indenização desde que tenha ocorrido danos.

Serviço Público, Concessão e PPP

Lei Seca

Art. 5º, XXIV, XXV

Público, Concessão e PPP Lei Seca Art. 5º, XXIV, XXV Art. 182, § 4º; 184, 243

Art. 182, § 4º; 184, 243

PPP Lei Seca Art. 5º, XXIV, XXV Art. 182, § 4º; 184, 243 o Serviço Público:

o

Serviço Público: trata-se do dever do Estado em face da coletividade, para satisfazer necessidades ou utilidades públicas. Dividem-se em delegáveis, indelegáveis, coletivos ou singulares.

o

Concessão: delegação da prestação do serviço público, pelo poder concedente, mediante licitação na modalidade concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio que demonstre sua capacidade, por sua conta e risco

e

por prazo determinado.

Poderes do Concedente: fiscalizar; alterar unilateralmente cláusulas regulamentares; extinguir a concessão antes de findo o prazo; intervenção; aplicar sanções ao concessionário inadimplente.

A

responsabilidade das concessionárias por eventuais danos causados a terceiros é objetiva (independente de

dolo ou culpa). Extinção: por advento de termo contratual; encampação (extinção do contrato por interesse público); caducidade (descumprimento total ou parcial do contrato de concessão); rescisão; anulação; falência/extinção da empresa.

o

Permissão: pode ser realizada por pessoas físicas ou jurídicas, mediante licitação, feia por pessoa capaz de desempenhar tal serviço, por sua conta e risco.

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o

Parceria Público-Privada: contrato de prestação de obras/serviços não inferior a R$10 milhões, firmado entre empresa privada e a Administração. (+5. -35 anos). É vedada a PPP que tenha por objeto a mão de obra. Nesse caso, há a repartição objetiva de riscos entre as partes (inclusive caso fortuito, força maior, fato príncipe). A remuneração será por ordem bancária/cessão de crédito/outorga de direitos e outros meios admitidos em lei.

o

Autorização: ato pelo qual a administração possibilita ao particular a realização de atividade/utilização de bem público por interesse predominantemente privado. Trata-se de ato unilateral e sem licitação.

Lei Seca

Lei 8.987/95 - Concessão

Lei 8.987/95 - Concessão

Lei 11.079/04 - PPP

Lei 11.079/04 - PPP

Consumação e Tentativa

Direito Penal

o

Consumação: o crime se considera consumado quando ocorre a consumação do resultado naturalístico com a pratica da conduta.

o

Tentativa: quando se inicia a consumação do crime, mas este não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. A pena para a tentativa é correspondente ao crime consumado, diminuída de 1 a 2/3. Importante lembrar que alguns crimes e contravenções não admitem tentativa.

Desistência Voluntária: ocorre por uma conduta negativa (não fazer), uma vez que o agente poderia prosseguir com os atos executórios, mas opta por não fazer.

Arrependimento Eficaz: o agente, após realizar os atos executórios, toma uma providência para que o resultado não se produza.

Arrependimento Posterior: nos crimes praticados sem violência ou grave ameaça, mesmo que o resultado tenha se consumado, mas o agente repara o dano ou restitui a coisa, sua pena será reduzida de 1 a 2/3.

Crime Impossível: quando não é possível se consumar o crime por ineficácia absoluta do meio ou absoluta impropriedade do objeto. Nesse caso, pune-se a tentativa, visto que o agente tinha a intenção de praticar o crime.

Excludentes de Ilicitude:

Lei Seca

Art. 14 a 17 - CP

 Excludentes de Ilicitude: Lei Seca Art. 14 a 17 - CP o Conceito: são situações

o

Conceito: são situações em que não há crime, apesar da conduta ser típica.

o

Estado de Necessidade: aquele que pratica um fato típico para salvar-se (a si ou a outrem) de perigo atual ou iminente, que não provocou por sua vontade e nem poderia evitar.

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o

Legítima Defesa: quando a pessoa pratica um fato típico para repelir injusta agressão, atual ou iminente. Lembrando que deve-se utilizar dos meios de modo moderado.

o

Estrito Cumprimento do Dever Legal: quando o agente pratica fato típico por estar cumprindo suas funções públicas. Ou seja, ainda que ofender determinados bens jurídicos (vida, integridade, liberdade, etc.), se visando o cumprimento da lei, tal conduta será justificada pelo estrito cumprimento do dever legal.

o

Exercício Regular do Direito: o agente pratica fato típico, porém determinadas profissões permitem (ex.: lesão corporal em lutas) ou quando normas extrapenais consideram tal conduta lícita.

o

Excesso Punível: quando o agente deixa de utilizar os meios moderadamente para realizar conduta excessiva, responderá pelo excesso.

Concurso de Pessoas:

Lei Seca

Art. 23 a 25 - CP

 Concurso de Pessoas: Lei Seca Art. 23 a 25 - CP o Conceito: quando duas

o Conceito: quando duas ou mais pessoas realizam conduta típica ou concorrendo para que, de algum modo, o fato típico aconteça. Deve-se considerar a relevância de cada conduta e a vontade de colaborar para o

mesmo crime. Assim, todos os concorrentes responderão pelo mesmo crime (teoria monista). Pode também ocorrer a cooperação dolosamente distinta ou o desvio subjetivo da conduta. Significa que, se o concorrente quis participar de crime menos grave, será aplicada a pena deste, aumentada até a metade se resultado mais grave pudesse ser previsto.

Autoria: o autor é aquele que possui domínio sobre sua ação, realizando pessoalmente os elementos do tipo.

Autoria Colateral/Paralela: quando duas ou mais pessoas, ignorando a intenção da outra, realizam condutas convergentes. Na autoria colateral incerta, não há como individualizar a conduta dos agentes e quem praticou qual fato.

Participação: pode ser moral (induzimento-criar a ideia/instigação-reforçar a ideia) ou material (auxilio- fornecimento de meios materiais para a pratica do crime).

Concurso de Crimes:

Lei Seca

Art. 29 a 31. - CP

crime).  Concurso de Crimes: Lei Seca Art. 29 a 31. - CP o Concurso Material:

o

Concurso Material: quando o agente, mediante mais de uma ação/omissão pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não. Nesse caso, aplica-se a soma das penas.

o

Concurso Formal: quando o agente, mediante uma só ação/omissão, pratica dois crimes ou mais. Nesse caso, aplica-se a penas mais grave, aumentada de 1/6 a 1/2. Aplicam-se de forma cumulativa se a ação/omissão for dolosa.

@mirystudies

Lei Seca

Art. 69 e 70 - CP

de 1/6 a 1/2. Aplicam-se de forma cumulativa se a ação/omissão for dolosa. @mirystudies Lei Seca

@mirystudies

Erros

o

Erro Sobre o Elemento do Tipo: quando o agente não tem consciência de que está praticando uma infração penal. Ex.: quando, na caça, o agente acredita estar atirando em um animal, mas acaba matando um homem. Não há punição por dolo, mas admite por culpa, se for o caso.

o

Erro sobre a Ilicitude do Fato (Proibição): quando o agente pratica o crime sem saber que ele era proibido. Ex.: agente estrangeiro que fuma maconha em jogo de futebol acreditando que aquela conduta fosse lícita.

o

Erro Determinado por Terceiro: quando um terceiro induz a pessoa à pratica de determinado crime. Nesse caso, o terceiro responde pelo crime.

o

Erro sobre a Pessoa: quando o agente pratica o crime contra determinada vítima acreditando ser outra pessoa. O agente é punido com base em quem ele queria atingir.

o

Erro na Execução (Aberratio Ictus): quando, na execução do crime, o agente acaba por atingir vítima diversa da pretendida.

o

Discriminantes Putativas: é isento de pena quem, por erro justificável supõe situação de fato que se existisse, tornaria a ação legítima.

Inquérito Policial

Lei Seca

Art. 20 a 21 - CP

 Inquérito Policial Lei Seca Art. 20 a 21 - CP Processo Penal o Características: escrito,

Processo Penal

o

Características: escrito, sigiloso, oficial (conduzido por agente do Estado), oficiosidade (o delegado atua de ofício, diante da ocorrência de uma infração), autoritariedade (cabe ao delegado conduzir as investigações), indisponibilidade (a autoridade policial não pode arquivar os autos, somente podendo solicitar seu arquivamento ao magistrado - o MP pode pedir também), inquisitivo (realização das diligências necessárias); dispensável (não é requisito que a investigação seja realizada por inquérito).

o

Instauração do Inquérito: ocorre com a "notitia criminis" (não confundir com a queixa-crime) - nesse caso, pode ser qualquer pessoa, não há necessidade de ser pessoa específica. Na ação incondicionada, o inquérito é instaurado de ofício/mediante requisição da autoridade/MP, do ofendido ou de seu representante. Na ação penal condicionada: mediante representação do ofendido ou Ministro da Justiça. Na ação penal privada: aquele que tem a qualidade para intentar.

⚠

Em caso de indeferimento de instauração de inquérito pela autoridade policial, cabe recurso administrativo

ao chefe de polícia.

o

Diligências: são realizadas pela autoridade policial (art. 6º - CPP). Constitui também diligencia, a reprodução simulada dos fatos.

@mirystudies

o Prazo:

Justiça

Prazo

Estadual/Federal

10 dias (se preso)

dias (se solto)

30

Lei de Drogas

30 dias (se preso)

90

dias (se solto)

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o

Arquivamento: como já visto anteriormente, a autoridade policial e o MP podem apenas solicitar o arquivamento, cabendo ao magistrado determiná-lo via despacho. Após arquivado, a ação não poderá ser desarquivado sem novas provas. O mais comum é que o inquérito seja arquivado por ausência de tipicidade penal e extinção de punibilidade.

Lei Seca

Art. 4º a 23 - CPP

e extinção de punibilidade. Lei Seca Art. 4º a 23 - CPP  Ação Penal Encerrado

Ação Penal Encerrado o Inquérito, havendo indícios suficientes de autoria e materialidade, dar-se-á início à ação penal.

o

Condições da Ação: legitimidade da parte, interesse de agir, possibilidade jurídica do pedido.

o

Ação Penal Pública: quando a ação é intentada pelo Ministério Público. Pode ser incondicionada, quando não depende de representação do ofendido, e condicionada, que só pode oferecer denúncia após representação.

A

ação penal pública é: obrigatória, indisponível (não cabe desistência) e oficial.

prazo para o oferecimento da denúncia, com o réu preso, é de 05 dias. Se solto, 15 dias. No caso da lei de drogas, o prazo é de 10 dias, estando o réu preso ou solto

O

⚠

Na ação condicionada à representação, uma vez que o MP oferecer denúncia, passa a ser irretratável.

Ou seja, se for para cancelar a representação, deve ser realizada antes do oferecimento da denúncia.

o

Ação Penal Privada: o ofendido oferece a queixa-crime para que se inicie a ação penal. Importante lembrar que a queixa-crime deve ser assinada por advogado.

A ação penal privada é regida por: oportunidade (pode processar o autor ou não); disponível (cabe desistência); indivisibilidade (o processamento/perdão de um réu acarreta ao dos outros).

O prazo para o oferecimento da queixa é de 06 meses contados da identificação do autor, sob pena de

decadência. Havendo alguma falha na queixa, o ofendido pode aditá-la. o Ação Penal Privada Subsidiária da Pública: o ofendido poderá oferecer ação penal em caso de inércia do MP. Vale lembrar que, se o MP analisar o caso, mas não prosseguir, não cabe esse tipo de ação.

@mirystudies

Lei Seca

Art. 24 a 62 - CPP

que, se o MP analisar o caso, mas não prosseguir, não cabe esse tipo de ação.

Competência

@mirystudies

o

Jurisdição dizer o direito, aplicá-lo no caso concreto.

o

Competência: são os limites da jurisdição. Dividem-se em absoluta e relativa. Absoluta, quando imutável (se o juiz for incompetente, as decisões por ele proferidas são absolutamente nulas); ou Relativa, que pode ser alterada (nesse caso, se o juiz for incompetente, não enseja a nulidade do processo apenas em caso de prejuízo).

Competência em Razão da Matéria: a matéria do crime define quem o julga. É uma exceção, considerando matérias especiais (militar, eleitoral, até mesmo o júri).

Competência pelo lugar da infração: definida a matéria, a regra geral é que o agente seja julgado tendo por base o lugar em que consumada a infração (teoria do resultado). Residualmente, não sendo conhecido o lugar da infração, será regulada pelo domicílio do réu.

Competência por Distribuição: havendo mais de um juiz competente, a competência será fixada por distribuição.

Competência por Conexão: determinada quando: ocorrendo mais de uma infração ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, mesmo que em tempo e lugar diferentes, umas contra outras; se, no mesmo caso, uma conduta foi praticada para facilitar/ocultar as outras ou conseguir impunidade/vantagem; quando a prova de uma infração influir na prova de outra.

Competência por Continência: determinada quando mais de uma pessoa for acusada pela mesma infração.

Competência por Prevenção: quando o juiz emite ato decisório antes de outro igualmente competente.

Crimes à Distância: aplica-se a teoria da ubiquidade, ou seja, a competência pode ser tanto onde realizou a ação quanto onde se produziu o resultado.

Rimes Plurilocais: regra geral, a competência é o local da consumação. Exceção: crimes contra a vida competência é do último lugar da execução.

Lei Seca

Art. 69 a 91 - CPP

do último lugar da execução. Lei Seca Art. 69 a 91 - CPP  Provas “Ninguém

Provas “Ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo”

o

Conceito: diante da iminência da privação da liberdade do indivíduo, faz-se necessário a existência de provas suficientes de autoria e materialidade.

o

In dubio pro reo: não havendo provas suficientes, a regra é que o acusado deva ser absolvido.

o

Apreciação da prova: o juiz deverá decidir conforme as provas produzidas pelas partes. Não poderá decidir com base em meras informações colhidas na investigação.

@mirystudies

@mirystudies

o

Ônus da Prova: quem alega, prova. Poderá o juiz ordenar a produção antecipada das provas urgentes/relevantes ou, durante o processo, realização de novas diligências com o objetivo de dirimir dúvida relevante.

o

Provas Ilícitas: são as provas obtivas a partir da violação da CF ou da lei e suas derivadas. É inadmissível, devendo ser excluídas do processo.

o

Modalidades:

Exame de Corpo de Delito: ocorre quando a infração deixar vestígios, caso em que é indispensável. Vale lembrar que a confissão do acusado não supre o exame. Será realizado por perito oficial, que analisará se há materialidade.

Interrogatório do Acusado: também serve como meio de defesa. O acusado apresentará sua versão dos fatos. Deve ser realizado na presença do magistrado e de seu defensor. Poderá o juiz realizar o interrogatório do réu preso por videoconferência, desde que para prevenir risco à segurança pública, viabilizar a participação do réu no processo, impedir a influência do réu na presença da vítima/testemunha ou garantir a ordem pública.

o silêncio NÃO importará em confissão do acusado e não será interpretado e, prejuízo da defesa.

Confissão: quando o acusado admite que cometeu a infração. O juiz pode considera-la total ou

parcialmente, além de ser cabível a retratação. Se realizada fora do interrogatório, será tomada a termo.

Ofendido: sempre que possível, o ofendido será questionado sobre as circunstâncias do crime: quem

quais

etc.

⚠

é

o

autor,

as

provas,

Se o ofendido, intimado, não comparecer sem justa causa, poderá ser conduzido.

O ofendido será comunicado dos atos processuais dos quais indicam a entrada e saída do acusado da prisão.

Testemunhas: toda pessoa poderá (e deverá) ser testemunha, que tem a obrigação de falar a

verdade.

Poderão se recusar a depor: o ascendente/descendente/pais ou filhos adotivos, afim e linha reta, o

cônjuge

São proibidas de depor: quem, em razão de função, ministério, ofício ou profissão, devam guardar segredo, salvo se desobrigadas pela parte interessada. Poderá o juiz, ouvir outras testemunhas além das indicadas pelas partes.

irmão.

pronto por escrito.

Será prestado oralmente,

(ainda

não

que

sendo

permitido que traga

desquitado),

o

⚠

as testemunhas serão interrogadas independentemente, sem que uma ouça a outra.

As perguntas serão formuladas diretamente à testemunha. O juiz deverá indeferir aquelas que induzem a resposta, não tiverem relação com a causa ou forem repetidas.

O depoimento testemunhal será reduzido a termo e assinado pela testemunha, o juiz e as partes

Reconhecimento de Coisas e Pessoas: havendo necessidade de reconhecer pessoa, quem tiver que reconhecer deverá descrever o acusado, que será colocado (se possível) ao lado de outros com a característica semelhante, para que quem for reconhecer aponte. Havendo risco, a autoridade deverá

@mirystudies

garantir que

No caso de reconhecimento, aplica-se, no que couber, o descrito acima.

o

acusado

não

veja

a

@mirystudies

testemunha.

Acareação: quando as declarações se divergem, procede-se a acareação, ato pelo qual as partes ou testemunhas são reperguntados para que expliquem os pontos divergentes.

Documentos: os documentos podem ser apresentados em qualquer fase do processo. Vale lembrar que cartas interceptadas ou obtidas por meios ilícitos serão descartadas.

Busca e Apreensão: utilizada para prender criminosos, apreender objetos do crime ou fruto deste. Será determinada de ofício ou a requerimento, e será domiciliar ou pessoal. As buscas domiciliares serão executadas de dia, salvo se o morador permitir a realização à noite após a leitura de mandado.

Lei Seca

Art155 a 250 - CPP

após a leitura de mandado. Lei Seca Art155 a 250 - CPP  Prisão, medidas cautelares

Prisão, medidas cautelares e liberdade provisória.

“Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito, ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado, ou no curso da investigação, em virtude de prisão temporária/preventiva.”

o Prisão em Flagrante: quando o agente está praticando ou acabou de praticar o crime. Pode ser realizada por qualquer pessoa do povo, mas a polícia tem obrigação legal de fazê-la.

Hipóteses: 1. Flagrante Próprio: quando o agente está praticando o ato.

2. Flagrante Impróprio: o agente é perseguido logo após a prática do crime, ou

encontrado em situação que se faça presumir ser o autor.

3. Flagrante Presumido: quando o agente é encontrado logo após o fato, com

instrumentos que se façam presumir ser o autor.

4. Flagrante Preparado: induz o agente a praticar infração para que seja preso.

É invalido!

5. Flagrante Esperado: quando a polícia aguarda o agente consumar a infração para

efetuar a prisão. É lícito!

6. Flagrante Forjado: prisão com abuso de autoridade implantação de provas pela

autoridade. É ilícito!

Nas infrações permanentes, o flagrante permanece enquanto não cessar a permanência do crime.

Procedimento: ocorrida a prisão, deve-se, imediatamente, comunicar ao juiz competente, o MP e à família/pessoa indicada pelo acusado. Vale lembrar que, no auto de infração, deve conter informação sobre a existência de filhos, suas idades, se possuem deficiência, nome e contato de eventual responsável. Ao receber o auto de prisão em flagrante o juiz deverá, mediante fundamentação: relaxar prisão ilegal, converter em preventiva ou conceder liberdade provisória.

@mirystudies

@mirystudies

o

Prisão Temporária: trata-se de prisão provisória que tem por objetivo garantir o bom andamento das investigações policiais (só é cabível nessa fase).

Prazo: 05 dias prorrogável por igual período em caso de extrema necessidade. Nos casos de crime hediondo, são 30 dias, na mesma regra.

Requerimento: pela autoridade policial ou MP.

⚠

NÃO poderá o juiz decretar de ofício.

o

Prisão Preventiva: decretada para garantir a ordem pública ou assegurar aplicação da lei. É subsidiária, aplicável quando não forem cabíveis as outras hipóteses. Ocorre de ofício ou mediante requerimento do MP/ofendido/assistente/autoridade policial. Também pode ser decretada em caso de descumprimento de medida cautelar.

Prazo: não há, porém o juiz, ao decretar, deve observar a razoabilidade. Requisitos: prova de existência do crime; indícios suficientes de autoria; garantia da ordem pública ou aplicação da lei; conveniência na instrução. não é cabível em caso de contravenção. ao decretar, deve observar a razoabilidade.  Requisitos: o tempo de prisão preventiva é computado na ao decretar, deve observar a razoabilidade.  Requisitos: o tempo de prisão preventiva é computado na o tempo de prisão preventiva é computado na pena privativa de liberdade/medida de segurança.

Poderá ser substituída por domiciliar, se o indiciado tiver mais de 80 anos, doença grave; cuidar de pessoa menor de 6 anos ou deficiente; se for gestante/mulher com filho menor de 12 anos; homem único responsável por filho menor de 12 anos.

o

Medidas Cautelares: tratam-se de medidas diversas da prisão, são elas: comparecimento periódico em juízo, proibição de acesso/frequência em determinados lugares ligados à infração, a proibição de manter contato com determinadas pessoas ligadas à infração, proibição de se ausentar da comarca, recolhimento domiciliar durante a noite/folga, suspensão do exercício de função pública/econômica ou financeira; internação provisória (em casos de crimes com violência/grave ameaça quando inimputável ou semi-imputável), fiança ou monitoração eletrônica.

o

Liberdade Provisória: ocorre quando ausentes os requisitos que autorizam a decretação da prisão preventiva, podendo impor, se necessário, medidas cautelares. É cabível fiança se a pena não passar de 04 anos.

Recursos (reexame)

Lei Seca

Art. 282 a 349 - CPP

anos.  Recursos (reexame) Lei Seca Art. 282 a 349 - CPP o Todos os recursos

o

Todos os recursos são voluntários, a exceção daqueles que devem ser interpostos de ofício pelo juiz, que são:

sentença que conceder habeas corpus ou que absolver desde logo o réu.

⚠

pelo princípio da obrigatoriedade, uma vez que o MP interpor recurso, não admitirá desistência.

o

Non Reformatio in Pejus: quando apenas a defesa recorrer de determinada decisão, não há possibilidade de piorar a situação do réu.

@mirystudies

@mirystudies

o

Em caso de concurso de agentes, a decisão de recurso interposto por um dos réus, aproveitará a todos (exceto se for fundado em motivos pessoais.)

o

Modalidades:

Recurso em Sentido Estrito: é cabível contra decisão de juiz singular, nos termos do art. 581 do CPP, estando entre eles: não recebimento da peça acusatória, incompetência de juízo, pronuncia do acusado (determinação que o acusado seja julgado pelo Júri), decisão que decreta ou não a extinção de punibilidade, decisão que conceder/negar/revogar a suspensão condicional da pena, o livramento condicional, decisão sobre unificação de penas, etc. Prazo: 05 dias.

Apelação: é o recurso mais comum, cabível contra sentença definitivas de juiz singular. Também é cabível em decisões do júri (nulidade, contrariedade à lei, erro ou injustiça, ou contrária à prova dos autos). Vale lembrar que esse deve ser feito em detrimento a outros. Prazo: 5 dias.

A apelação em sentença absolutória não impede que o réu seja posto em liberdade.

A apelação de sentença condenatória terá efeito suspensivo.

Embargos: cabível contra decisão não unânime de órgão de segunda instância desfavorável ao réu. Pode ser realizado em relação à matéria do mérito (embargos infringentes) ou à matéria processual (embargos de nulidade). Prazo: 10 dias. Também são cabíveis embargos de declaração, contra decisão de primeiro grau/acórdão, quando a decisão for obscura, contraditória ou omissa. Seu prazo é de 02 dias.

Recurso Ordinário Constitucional: cabível contra decisão denegatória de HC ou mandado de segurança em segunda instância ou tribunal superior. Interposto perante o STF ou STJ, endereçada ao presidente do tribunal que proferiu a sentença.

Recurso Extraordinário (RE): contra decisão proferida em única/última instância ou quando a decisão violar a CF. Julgado pelo STF.

Recurso Especial (RESP): contra decisão de TJ ou TRF que contrata tratado ou lei federal. Perante o STJ.

Carta Testemunhável: utilizado como garantia de exame do recurso cujo processamento o juiz impediu que fosse para instancia superior.

Revisão Criminal: quando a sentença condenatória for contra lei penal, se fundar em depoimento/exame/documento falso ou se aparecerem novas provas de inocência do condenado. Pode ser requerida a qualquer tempo, até após extinta a pena.

Agravo em Execução: contra decisões proferidas pelo juiz da execução penal.

@mirystudies

Lei Seca

Art. 574 a 646 - CPP

em Execução: contra decisões proferidas pelo juiz da execução penal. @mirystudies Lei Seca Art. 574 a

Recursos:

Processo Civil

@mirystudies

o

Apelação: cabível contra qualquer sentença decisão que põe fim ao processo.

o

Agravo de Instrumento: cabível contra decisão interlocutória soluciona determinada questão, mas não põe fim ao processo

o

Agravo Interno: contra decisão de relator

o

Embargos de Declaração: quando a sentença for obscura, contraditória, omissa ou conter erro.

o

Recurso Ordinário (Constitucional): cabível ao STF contra decisão denegando mandado de segurança, HC e mandados de injunção decididos em única instancia ou instancia superior.

o

Recurso Especial (RESP): cabível contra decisão que contraria lei infraconstitucional. Endereçado ao STJ.

o

Recurso Extraordinário (RE): cabível contra decisão que contraria a CF. Endereçado ao STF.

o

Agravo em RESP/RE: cabível contra decisão de tribunal de origem que denega RE ou RESP, por presidente ou vice (do tribunal).

o

Embargos de Divergência: cabível contra decisões que contraria julgamento de outro órgão em RE ou RESP.

o Recurso Adesivo: cabível em caso de sucumbência recíproca, e ocorre quando uma parte interpõe e a outra dele aproveita. A remessa necessária não é recurso! É quando a Fazenda Pública perde a ação e, mesmo sem recurso, a decisão

tem que ser confirmada pelo Tribunal. A decisão será remetida quando a Fazenda for condenada nos seguintes valores:

⚠

Fazenda

Valor

União

1.000 S.M.

Estados/DF/Municípios Capitais

500 S.M.

Municípios

100 S.M.

* Se o valor da condenação for inferior a tais valores, não se faz necessário o reexame.

Execução e Cumprimento de Sentença

Lei Seca

Art. 994 a 1.044 CPC.

de Sentença Lei Seca Art. 994 a 1.044 – CPC. @mirystudies Lei Seca Art. 513 A

@mirystudies

Lei Seca

Art. 513 A 538 CPC Sentença.

Art. 994 a 1.044 – CPC. @mirystudies Lei Seca Art. 513 A 538 – CPC Sentença.

Art. 806 913 CPC Execuções.

Art. 994 a 1.044 – CPC. @mirystudies Lei Seca Art. 513 A 538 – CPC Sentença.

Direito Tributário

Princípios (limitações ao poder de tributar):

@mirystudies

1. Legalidade a Fazenda não poderá exigir/aumentar/reduzir tributo sem lei

Exceção: o Poder Executivo poderá, dentro dos limites da lei, alterar as alíquotas de II, IE, IPI IOS.

2. Igualdade é vedado à Fazenda instituir tratamento desigual entre contribuintes.

Exceção: tratar com igualdade os iguais e com desigualdade os desiguais.

3. Capacidade Contributiva os impostos devem ser pessoal e graduados conforme a capacidade econômica do contribuinte. Desse modo, pode-se instituir alíquotas progressivas.

4. Irretroatividade Tributária é vedado à Fazenda exigir tributos antes da entrada da lei em vigor. Exceção: retroatividade benéfica aplicação da lei mais benéfica, retroativamente.

5. Anterioridade é vedado à Fazenda cobrar tributos no mesmo exercício financeiro da publicação de lei que os instituiu/aumentou ou antes de decorridos 90 dias da publicação da lei que os instituiu/aumentou.

6. Vedação de utilização de tributo com efeito confiscatório.

7. Limitação do tráfego de pessoas ou bens não poderá a Fazenda limitar o trafego de pessoas ou bens por meio de tributos, ressalvada a cobrança de pedágio.

Espécies de Tributos 1. Impostos tem por fato gerador, situação independente de qualquer atividade estatal. não vinculados.

2. Taxas tem por fato gerador a prestação de algum serviço público ou pelo exercício de poder de polícia.

3. Contribuições (de melhoria, sociais, custeio de iluminação pública, etc.) são maneiras de ressarcir o gasto público

na realização de aprimoramentos. As contribuições sociais são sempre instituídas pela União.

5. Empréstimo Compulsório de competência exclusiva da União, criados mediante lei complementar para atender despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública, ou no caso de investimento público urgente.

Competência Lei complementar deve resolver eventuais conflitos de competência entre os entes públicos.

União

Estados/DF

Municípios

I.I.; IE; IR; IPI; IOF; ITR; IGF; I. Extraord.; I. Residuais.

ICMS, ITCMD, IPVA

IPTU, ISS, ITBI

+

+

+

Contribuição de Melhoria

Contribuição de iluminação pública e

Contribuição especial, social e de melhoria.

de melhoria.

Sujeito Passivo, Responsabilidade, Capacidade e Domicílio:

o

Sujeito Passivo: contribuinte, aquele que tem relação direta e pessoal com o fato gerador.

o

Responsabilidade de Terceiro: aquele que não praticou o fato, mas é chamado para assumir o ônus da obrigação. É a transferência do dever tributário. só pode ocorrer por força de lei.

@mirystudies

@mirystudies

o

Capacidade: o CTN entende que todas as pessoas se submetem à incidência tributária independente de limitações. Logo, a capacidade tributária é plena e independe da capacidade civil.

o

Domicílio: os contribuintes podem eleger seus domicílios. Na falta de eleição, se o domicílio for incerto, considera- se o lugar da situação dos bens ou do fato gerador.

Suspenção, extinção e exclusão do crédito.

o

Suspensão: a moratória (dilação do prazo de pagamento), o depósito do seu montante integral, as reclamações

e

recursos, a concessão de liminar em MS ou tutela antecipada e o parcelamento.

o

Extinção: o pagamento, a compensação, a transação (concessões recíprocas), a remissão (perdão), a prescrição (cobrança) e a decadência (lançamento), a conversão em renda, o pagamento antecipado, a consignação em pagamento, a decisão administrativa irreformável, a decisão judicial transitada em julgado e a dação em pagamento de bens imóveis.

o

Exclusão: isenção e anistia.

Contrato de Trabalho

Direito do Trabalho

o

O

Contrato de Trabalho pode ser tácito ou expresso, e é correspondente a relação de emprego.

o

Características: de direito privado, de forma pessoal (ao empregado), consensual (manifestação de vontade das partes), sinalagmático (obrigações recíprocas); sucessivo/continuado; oneroso, principal.

o

Elementos: capacidade das partes; objeto lícito; forma (verbal ou tácito).

o

Nulidades: quando o trabalho é proibido (como na contratação irregular de menores ou trabalho escravo), o contrato é nulo. Tal nulidade tem efeito ex nunc (não retroage), se o objeto do trabalho for ilícito, a nulidade tem efeito ex tunc (retroativo).

o

Prova: pode-se provar a existência do contrato de trabalho pelas anotações na CTPS ou por instrumento escrito.

o

Efeitos: obrigação do empregado em prestar os serviços e obrigação do empregador em pagar a contraprestação.

o

Salário e Remuneração: trata-se da contraprestação do empregador ao empregado, pelos serviços prestados.

A gorjeta será dada espontaneamente pelo cliente ao empregado, ou o valor cobrado pela empresa como

serviço adicional. As empresas que cobrarem, deverão anotar na CTPS e no contracheque o salário fixo + percentual recebido a título de gorjeta. Comissão: salário condicionado ao resultado do trabalho realizado pelo empregado; Gratificações: paga em decorrência de cargo de confiança (não integra salário, ainda que paga de forma habitual, de forma que pode ser suprimido). Não se considera salário: a ajuda de custo, o auxílio-alimentação, as premiações/bônus, as diárias de viagens.

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Equiparação Salarial: todo trabalho de igual valor deve corresponder ao salário igual. De forma que, presentes os requisitos previstos, empregado que ganhar menos que o outro (paradigma) tem direito a pleitear a equiparação. Vale lembrar que, para isso, os empregados devem trabalhar para o mesmo empregador, no mesmo estabelecimento e a função deve ser idêntica, com a mesma produtividade e perfeição técnica A diferença de tempo de serviço não pode ser superior a 4 anos, e na função, não superior a 2.

o

Jornada de Trabalho: período em que o empregado permanece à disposição do empregador, seja trabalhando ou aguardando ordens. Não se consideram tempo à disposição do empregador, períodos em que o empregado, por escolha própria, buscar proteção pessoal, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para exercer atividades, como: pratica religiosa, descanso, lazer, estudo, alimentação, troca de roupa/uniforme quando não houver obrigatoriedade, etc. Em estabelecimentos com mais de 10 empregados, há a obrigação do empregador em efetuar o controle de horário.

A

jornada extraordinária pode ser prestada excepcionalmente, por no máximo 2 horas extras nos dias, e o

pagamento será, no mínimo 50% a mais do que a hora normal. Nesses casos, havendo acordo ou convenção coletiva, poderá ser usado o sistema de compensação de jornada e banco de horas, situação em que não há pagamento em dinheiro, mas em horas de folga. Jornada noturna: das 22h às 5h

o

Duração: prazo indeterminado, exceto no caso de trabalho intermitente, que deve ser determinado.

o

Interrupção: descanso semanal, feriados, férias, faltas justificadas, licenças, afastamentos e greves.

o

Suspensão: licença não remunerada, afastamento (+15d), suspensão disciplinar, faltas injustificadas, participação em cursos ou programas de qualificação profissional, greve abusiva, aposentadoria por invalidez.

o

Extinção: dá-se em decorrência ao cumprimento integral (termino do prazo ou condição resolutiva). As verbas rescisórias devidas são: salário + 13º proporcional + férias proporcionais acrescidas de 1/3 + FGTS.

Lei Seca

Art. 442 a 486 - CLT

Art. 442 a 486 - CLT

Processo do Trabalho

Reclamação Trabalhista e Respostas da Reclamada

o Reclamação Trabalhista: há o jus postulandi. Por esse motivo, a reclamação poderá ser oral ou escrita, excedo inquérito para apuração de falta grave/dissídio coletivo que devem ser escritos. Após distribuição, a reclamação verbal deverá ser reduzida a termo (5d sob pena de perempção 6 meses para nova ação). Seus requisitos

CPC.

a Citação da reclamada não depende de pedido da parte, sendo realizada automaticamente pela Justiça do

Trabalho. Também não se faz necessário a indicação dos meios de prova que o autor deseja produzir, pois estas serão definidas pelo magistrado na audiência. Deve indicar o valor da causa pedido certo e determinado.

são

os

mesmos

do

Art.

319

do

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Por se tratar de jus postulandi, o magistrado deve conceder ao reclamante 15 dias para suprir irregularidade, sob pena de indeferimento. o Resposta da Reclamada: em regra, é apresentada oralmente, pelo prazo de 20min. A parte poderá apresentar

a defesa por escrito pelo sistema judicial eletrônico até a audiência.

A exceção de suspeição ou de incompetência deverá ser arguida no prazo de 05 dias do recebimento da

notificação da reclamação, suspendendo o processo, caso em que não se realizará a audiência. Reconvenção é o contra-ataque do réu, que apresenta pedido de condenação do autor.

Procedimento Sumaríssimo

Lei Seca

Art. 837 a 852 - CLT

 Procedimento Sumaríssimo Lei Seca Art. 837 a 852 - CLT o Conceito: ações em que

o Conceito: ações em que o valor não ultrapassem 40 S.M. (não é cabível onde a Adm. Pública é parte).

A reclamação deve trazer o valor da causa e o endereço completo e correto da reclamada sob pena de arquivamento do processo sem resolução do mérito.

Recursos:

Lei Seca

Art. 852-A a 852-I - CLT

do mérito.  Recursos: Lei Seca Art. 852-A a 852-I - CLT 1. Embargos de Declaração:

1. Embargos de Declaração: contra decisão omissa/obscura. - Prazo: 5d

2. Recurso Ordinário: contra sentença de conhecimento/acórdão TRT. - Prazo: 8d

3. Agravo de Petição: contra sentença de execução. - Prazo: 8d

4. Recurso de Revista: contra acórdão em RO/Agravo de Petição. - Prazo: 8d

5. Embargos: contra acórdão em RR/TST em dissídio coletivo Prazo: 8d

6. Recurso Extraordinário: contra decisão em última instancia TST Prazo: 15d

7. Agravo: contra decisão monocrática do relator. Prazo: 8d

10. Agravo de Instrumento: contra decisão que tranca recurso. Prazo: 8d.

@mirystudies

Lei Seca

Art. 893 a 902 - CLT

8d 10. Agravo de Instrumento: contra decisão que tranca recurso. Prazo: 8d. @mirystudies Lei Seca Art.

Sociedades:

Direito Empresarial

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o

Classificação:

Quanto à Natureza da Atividade:

Será empresarial se exercer atividade econômica (atividade econômica organizada e profissional voltada à produção de bens ou serviços).

Será simples se exercidas por profissionais intelectuais, artísticos, científicos ou literários.

Quanto á importância dos sócios ou do capital:

Será de pessoas quando as qualidades dos sócios são mais importantes que sua contribuição à empresa aqui os sócios podem impedir o ingresso de terceiros na sociedade.

Será de capitais quando as contribuições para o capital social se fazem mais relevantes que as qualidades dos sócios aqui, a transferência de ações para terceiro se faz livre.

Quanto à responsabilidade dos sócios:

As dívidas da empresa podem ser ilimitadas e solidárias entre os sócios (caso o patrimônio da sociedade seja insuficiente para suprir dívidas, o sócio poderá ser responsabilizado pelo pagamento com seus bens pessoais);

Sendo responsabilidade limitada, os sócios respondem apenas pela integralização do capital total subscrito;

Na sociedade anônima, o sócio apenas se responsabiliza pela integralização das ações que ele subscreveu. Nos dois últimos casos, não haverá responsabilidade dos sócios desde que o capital já esteja integralizado.

Há, também, a sociedade em comandita simples, onde o sócio comanditário responde apenas pelo valor de sua quota., enquanto o sócio comanditado responde ilimitadamente.

Na sociedade em comandita por ações, o diretor acionista responde ilimitadamente e os demais

acionistas, limitadamente pela integralização de suas ações.

Nas sociedades por conta de participação, o sócio ostensivo responde com os bens pessoais pelas dívidas sociais. O sócio participante não responde perante terceiros, mas perante o sócio ostensivo.

Quanto à aquisição de personalidade jurídica: as sociedades podem ou não adquirir personalidade jurídica. Caso o façam, surge uma nova pessoa jurídica distinta dos sócios.

o

Sociedades não personificadas: são as sociedades que não possuem personalidade jurídica.

Títulos de Crédito:

Modalidades: Letra de Câmbio: trata-se de ordem de pagamento emitida pelo sacador, para que o sacado pague ao beneficiário determinado valor. Efetuado o saque, o sacador se obriga a realizar o pagamento da letra caso o sacador não pague. Obs.: deve haver concordância do sacado.

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Nota Promissória: é uma promessa de pagamento pelo sacador ao beneficiário. O sacador é o próprio devedor principal.

Cheque: É ordem de pagamento à vista, emitida pelo sacador (correntista de banco), para que o sacado (banco) pague determinada quantia ao beneficiário. Poderá ser ao portador, se seu valor for até R$ 100,00 e circula por mera tradição. O endosso não poderá ser parcial, sob pena de ser nulo poderá ser feito em preto, quando o endossatário é identificado, ou em branco, onde o endossante apenas assina, sem identificar. O Aval é uma garantia cambiária fornecida pelo avalista ao avalizado, feito no anverso do cheque (apenas o sacado não pode ser considerado avalista). O avalista será considerado coobrigado, possuindo a mesma obrigação do avalizado.

Duplicata: é título de crédito causal, e somente poderá ser emitida em razão de uma compra e venda, ou de um contrato de prestação de serviços. É sacada a partir da fatura ou das notas fiscais.

o Classificação:

Quanto à natureza: podem ser causais (somente emitidos em razão de determinado negócio Ex:

duplicata mercantil) ou abstratos (o negócio é irrelevante letra de câmbio, cheque, nota promissória).

Quanto à tipicidade: podem ser típicos (definidos em lei Ex.: NP, Cheque) ou atípicos (não definidos

em lei(

Quanto ao modo de circulação: podem ser ao portador (transferidos pela mera entrega); nominativos (título que identifica o credor beneficiário e a transferência se dará mediante termo no registro, não basta o endosso) ou à ordem (não exige termo de transferência, o título será emitido em favor de determinada pessoa, que poderá endossá-lo a terceiro por mero endosso).

Quanto ao emissor: podem ser públicos ou privados conforme emissão.

Quanto à estrutura jurídica: podem ser ordens de pagamentos (título emitido pelo sacador) ou promessas de pagamento (título emitido pelo sacado).

Falência e Recuperação Judicial

o

Conceito: trata-se de uma execução coletiva dos bens da empresa. Decorre de crise econômico-financeira onde o empresário não consegue mais satisfazer as obrigações contraídas. O empresário, nesse caso, será afasado da condução da atividade com o objetivo de preservar e otimizar a utilidade dos bens ativos e recursos da empresa.

o

Competência: o juízo local do principal estabelecimento do devedor ou da filial da empresa que possui sede fora do Brasil será responsável por homologar plano de recuperação extrajudicial, deferir a recuperação judicial ou decretar a falência.

o

Sujeitos à lei de falência e recuperação: apenas os empresários e sociedades empresárias.

o

Autor do pedido de falência: o devedor, o cônjuge sobrevivente, qualquer herdeiro, o quotista ou acionista ou qualquer credor.

o

Administrador Judicial: nomeado quando houver sentença de decretação de falência ou no processo de recuperação judicial. O administrador judicial é auxiliar da justiça, e atua independente do falido e credores,

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visando a garantia do interesse público da preservação da atividade econômica. Será remunerado conforme a capacidade de pagamento do devedor, o grau de complexidade do trabalho e os valores do mercado para atividades semelhantes.

o

Assembleia Geral de Credores: é a manifestação de vontade coletiva dos credores, sempre que houver necessidade de decidir sobre questões de seu interesse na falência/recuperação. Todos os credores com créditos habilitados até a assembleia tem direito a voto. É formado por 04 classes: titulares de créditos provenientes da lei trabalhista; créditos com garantia real (até o limite do bem dado em garantia); créditos quirografários, com privilegio especial, geral ou subordinados e, por fim, os ME e EPP.

o

Comitê de Credores: sempre que houver manifestação através da assembleia geral, poderá ser constituído um comitê de credores que possuem poderes de fiscalização da atuação do administrador judicial. O comitê é facultativo.

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