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1 O QUE É UM FLUIDO QUIESCENTE E EXTENSO?

Um meio extenso é, em princípio, um meio infinito. Como um fluido quiescente é um fluido que, a menos
do que ocorre perto do fio, está em repouso, sua velocidade longe do fio aquecido é zero.

2 QUAIS CONDIÇÕES SÃO NECESSÁRIAS PARA UM ESCOAMENTO IMPULSIONADO PELO


EMPUXO?
É devido a presença combinada de um gradiente de densidade no fluido e de uma força de corpo que
é proporcional à densidade. A força de corpo geralmente é gravitacional. Já no gradiente de densidade
a forma mais comum que aparece no fluido é devido a presença de um gradiente de temperatura.

3 QUAL É A DIFERENÇA ENTRE OS PERFIS DE VELOCIDADES EM UMA CAMADA-LIMITE DE


CONVECÇÃO NATURAL SOBRE UMA PLACA VERTICAL AQUECIDA E EM UMA CAMADA-
LIMITE ASSOCIADA AO ESCOAMENTO FORÇADO SOBRE UMA PLACA PARALELA?
Na placa vertical aquecida o perfil de velocidade se dá pelas forças de empuxo que induzem o
aparecimento de uma camada limite de convecção natural, a qual o fluido ascende verticalmente,
arrastando o fluido para a região quiescente. O fluido próximo a placa é menos denso do que o fluido -
dela afastado. A distribuição de velocidades resultante é diferente da associada às camadas-limite de
convecção forçada.
Quando o fluido estiver confinado por placas paralelas a diferentes temperaturas, sendo a temperatura
da placa superior menor que a placa inferior, a densidade diminui no sentido da força gravitacional. Se
a diferença de temperaturas é superior a um valor critico, as condições são instáveis e as forças de
empuxo são capazes de superar a influencia retardadora das forças viscosas. A força gravitacional no
fluido mais denso nas camadas superiores excede aquela que atua no fluido mais leve nas camadas
inferiores e um determinado padrão de circulação irá existir. O fluido mais pesado irá descer, sendo
aquecido durante o processo, enquanto o fluido mais leve irá subir, resfriando-se a medida que se
desloca.

4 QUAL É A FORMA GERAL DO TERMO DO EMPUXO NA EQUAÇÃO DO MOMENTO NA


DIREÇÃO X EM UMA CAMADA-LIMITE DE CONVECÇÃO NATURAL? COMO ELE PODE SER
APROXIMADO SE O ESCOAMENTO É DEVIDO A VARIAÇÕES DE TEMPERATURA? QUAL É O
NOME DA APROXIMAÇÃO?
[u.(du/dx)] + [v.(du/dy)] = [g.(Δρ/ρ)] + [v.(d²u/dy²)]
se a variação da densidade for somente devido a variação de temperatura, essa parcela pode ser
relacionada pelo coeficiente de expansão volumétrica térmica (β):
β = (-1/ρ).(dρ/dT)

5 QUAL É A INTERPRETAÇÃO FÍSICA DO NÚMERO DE GRASHOF? O QUE É O NÚMERO DE


RAYLEIGH? COMO CADA UM DESTES PARÂMETROS DEPENDE DO COMPRIMENTO
CARACTERÍSTICO?
O numero de Grashof (Grl) é definido como o quadrado no novo numero de Reynolds [(g.β.(Ts -
T∞).L³)/v²]^(1/2), que fornece uma medida da razão entre a força de empuxo e as forças viscosas que
atuam no fluido e que descreve a convecção natural.
Já o numero de Rayleigh é o produto de Grl e Pr. Ele é definido pelo simples fato de que a convecção
forçada tem grande efeito na transferência de calor. Convecção natural se aplica se Ra<10^9.

6 PARA UMA PLACA HORIZONTAL AQUECIDA EM AR QUIESCENTE, VOCÊ ACHA QUE A


TRANSFERÊNCIA DE CALOR SERÁ MAIOR NA SUPERFÍCIE SUPERIOR OU NA INFERIOR? POR
QUÊ? PARA UMA PLACA HORIZONTAL RESFRIADA EM AR QUIESCENTE, VOCÊ ESPERA QUE
A TRANSFERÊNCIA DE CALOR SEJA MAIOR NA SUPERFÍCIE SUPERIOR OU NA INFERIOR?
POR QUÊ?
Quando a placa é aquecida a transferência de calor acontece mais facilmente na superfície superior da
placa e o escoamento é movido por porções do fluido ascendente. A conservação de massa dita que o
fluido quente ascendente oriundo da superfície seja substituído pelo fluido descendente mais frio do
ambiente e a transferência de calor é muito mais efetiva. Já quando a placa fria ocorre o contrário, o
escoamento é movido por porções de fluido descendente. A conservação de massa dirá que o fluido
ascendente mais quente do ambiente e a transferência de calor na superfície inferior é muito mais
efetivo.

7 PARA A CONVECÇÃO NATURAL EM UM CANAL VERTICAL ENTRE PLACAS PARALELAS,


QUE TIPO DE EQUILÍBRIO DE FORÇAS GOVERNA A VAZÃO NO CANAL?
Nos canais verticais (Θ = 0) a força de empuxo atua e induz o movimento do fluido na direção da
corrente (eixo x) e, iniciando em x = 0, camadas-limite se desenvolvem sobre cada superfície. Para
canais curtos e/ou grandes espaçamento, ocorre o desenvolvimento independente das camadas-limite
em cada superfície e condições correspondentes às de uma única placa em um meio quiescente infinito
estão presentes. Entretanto, para grandes L/s as camadas-limite que se desenvolvem sobre as
superfícies opostas acabam se fundindo, fornecendo uma condição plenamente desenvolvida. Se o
canal for inclinado, há um componente da força de empuxo na direção normal a direção da corrente,
bem como um componente na direção paralela, e as condições podem ser fortemente influenciadas
pelo desenvolvimento de um escoamento secundário tridimensional.

8 PARA UM CANAL VERTICAL ENTRE PLACAS PARALELAS ISOTÉRMICAS, QUAL É A BASE


FÍSICA PARA A EXISTÊNCIA DE UM ESPAÇAMENTO ÓTIMO?
O objetivo do espaçamento ótimo é maximizar a transferência de calor em uma serie de placas
isotérmicas, fornece um valor máximo para o produto envolvendo h médio é a área superficial total das
placas.

9 QUAL É A NATUREZA DO ESCOAMENTO EM UMA CAVIDADE CUJAS SUPERFÍCIES


VERTICAIS SÃO UMA AQUECIDA E OUTRA RESFRIADA? QUAL É A NATUREZA DO
ESCOAMENTO EM UM ESPAÇO ANULAR ENTRE SUPERFÍCIES CILÍNDRICAS CONCÊNTRICAS
QUE SÃO UMA AQUECIDA E OUTRA RESFRIADA?
Τ=90° o movimento do fluido é caracterizado por um escoamento circular ou celular no qual o fluido se
move na direção ascendente ao longo da parede quente e na direção descendente ao longo da parede
fria. O escoamento na região anular é caracterizado por duas células que são simétricas em relação
ao plano vertical intermediário. Se o cilindro interno estiver aquecido e o cilindro externo resfriado
(Ti>Te) o fluido ascende e descende ao longo dos cilindros interno e externo respectivamente. Se
(Ti<Te) os escoamentos celulares são invertidos.

10 O QUE QUER DIZER O TERMO CONVECÇÃO MISTA? COMO SE PODE DETERMINAR SE OS


EFEITOS DA CONVECÇÃO MISTA DEVAM SER CONSIDERADOS EM UMA ANÁLISE DE
TRANSFERÊNCIA DE CALOR? SOB QUAIS CONDIÇÕES A TRANSFERÊNCIA DE CALOR É
INTENSIFICADA PELA CONVECÇÃO MISTA? SOB QUAIS CONDIÇÕES ELA É REDUZIDA?
É o regime de convecção natural e forçada combinados. Quando Grl/Re² = 1, o empuxo atua na
intensificação da taxa de transferência de calor associado à convecção forçada pura quando os
escoamentos são paralelos ou transversais. Nos escoamentos opostos o empuxo então atuaria então
atuaria na diminuição dessa taxa.

11 SEJA O TRANSPORTE DA ESPÉCIE A DE UMA SUPERFÍCIE HORIZONTAL VOLTADA PARA


CIMA EM UM FLUIDO QUIESCENTE B. SE TS = T∞ E A MASSA MOLAR DE A É MENOR DO QUE A
DE B, QUAL É O PROBLEMA ANÁLOGO DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR? QUAL É O PROBLEMA
ANÁLOGO DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR SE A MASSA MOLAR DE A ULTRAPASSAR A DE B?
Assim como na questão 6 que em uma superfície quente o fluido é ascendente. Essa consideração é
valida para terma da concentração, no caso de ρs>ρ∞ o escoamento induzido pelo empuxo é
ascendente ao londo da superfície. Se o posto for verdadeiro ρs<ρ∞ o escoamento é descendente.
Ρs = ρA
ρ∞ = ρB