Você está na página 1de 53

LEGISLAÇÃO CONTÁBIL APLICADA

ÀS ENTIDADES DO

TERCEIRO SETOR
E COOPERATIVAS

COM ORIENTAÇÃO SOBRE O

Laudelino Jochem
Gilberto Quadros
Marcos Sebastião Rigoni de Mello
Descomplicando a contabilidade do
Terceiro Setor e Cooperativas
INTRODUÇÃO 04

1. ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR 05


1.1. Alguns conceitos 06

SUMÁ
1.2. Como aplicar corretamente a legislação
contábil às entidades do terceiro setor 08
1.3. Cuidados legais com relação ao
certificado do CEBAS 18

RIO
2. SOCIEDADES COOPERATIVAS 34
2.1. Alguns conceitos 35
2.2. Como Interpretar e Aplicar as Normas de
Contabilidade as Sociedades Cooperativas 37

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS 46
INTRODUÇÃO 4

Prezado(a) leitor(a). Seja bem-vindo(a) ao universo Já as Sociedades Cooperativas tiveram sua


da leitura e consequentemente ao mundo do regulamentação contábil, convergida às normas
conhecimento. internacionais de contabilidade, através da
Este e-book visa apresentar a você os principais publicação e aprovação da ITG 2004 pelo CFC –
cuidados a serem tomados para aplicar corretamente Conselho Federal de Contabilidade, fato este, que
a legislação contábil vigente para Entidades do ocorreu já no final do ano de 2017, e,
Terceiro Setor e Sociedades Cooperativas. consequentemente produziu efeitos a partir de 01
As Entidades do Terceiro Setor possuem como de janeiro de 2018. O ponto de partida para criação
matriz contábil principal a ITG 2002 (R1) do CFC – de uma política contábil tem origem nesta
Conselho Federal de Contabilidade, sendo que a interpretação, e, esta obra tem como principal
partir desta interpretação, é preciso desenvolver desafio, com relação as cooperativas, demonstrar o
uma política contábil seguindo as diretrizes nela caminho a ser percorrido.
estabelecidas. Este é o principal propósito desta obra
com relação e estas entidades. Boa leitura!!!

Os autores
ENTIDADES DO
TERCEIRO SETOR
1.1 ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 6

Políticas ou práticas contábeis

São os princípios, as bases, as convenções, as


regras e as práticas específicas aplicadas por
uma entidade na preparação e na apresentação
das demonstrações contábeis. Tais políticas
Alguns conceitos devem ser selecionadas e aplicadas pela
entidade de maneira uniforme para transações,
eventos e condições semelhantes. (Item 05, da
NBC TG 23 (R2)).
1.1 Alguns conceitos ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 7

Entidade do terceiro setor cultura, beneficente, social entre


ou entidades sem finalidade outras. (Itens 02 e 03 da ITG
de lucros 2002 (R1)).

Consideram-se entidades do NBC TG: Norma Brasileira de


terceiro setor ou entidades sem Contabilidade Técnica Geral
finalidade de lucros, aquelas editada pelo CFC – Conselho
constituídas sob a natureza Federal de Contabilidade.
jurídica de fundação de direito
privado, associações, ITG: Interpretação Técnica Geral
organização social, organização editada pelo CFC - Conselho
religiosa, partido político e Federal de Contabilidade.
entidade sindical. Tais entidades
podem exercer atividades de CTG: Comunicado Técnico Geral
assistência social, saúde, editado pelo CFC – Conselho
educação, técnico-científica, Federal de Contabilidade.
esportiva, religiosa, política,
1.2 ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 8

Na elaboração de uma política contábil a ser


aplicada às entidades do terceiro setor, também
denominadas de entidades sem finalidade de
Como Aplicar lucros, é preciso ter como ponto de partida a
ITG 2002 (R1). Neste sentido, vale destacar que
Corretamente a todas as situações já contempladas por esta
interpretação se consideram como

Legislação Contábil predominantes sobre eventuais divergências ou


conflitos encontrados em outras normas ou
interpretações.
às Entidades do
Para situações não contempladas nesta
Terceiro Setor interpretação (ITG 2002 (R1) é preciso recorrer
as características qualitativas da informação
contábil, para em seguida, considerando o porte
de cada entidade, aplicar a NBC TG 1000 (R1)
ou as normas completas de contabilidade.
1.2 Como Aplicar Corretamente a Legislação
Contábil às Entidades do Terceiro Setor ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 9

Como classificar o porte das


entidades

ITG 2002 (R1) Pode-se, com base no item 1.2,


1º da NBC TG 1000(R1), definir
como entidades sem finalidade
de lucro, quanto ao seu porte,
Características como “pequenas e médias”, as
2º qualitativas que:

 não têm obrigação pública de


NBC TG 1000 (R1) ou prestação de contas; e
3º Normas Completas  elaboram demonstrações
contábeis para fins gerais para
usuários externos.
1.2 Como Aplicar Corretamente a Legislação
Contábil às Entidades do Terceiro Setor ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 10

A lei nº 11.638/2007 em seu Art. “Considera-se de grande porte [...] a sociedade


3o, Parágrafo único, defininiu as
características de uma sociedade ou conjunto de sociedades sob controle
de grande porte, definição está, comum que tiver, no exercício social anterior,
que pode ser considerada
igualmente válida, para fins de
ativo total superior a R$ 240.000.000,00
classificação do porte das (duzentos e quarenta milhões de reais) ou
entidades sem finalidade de receita bruta anual superior a
lucros, afim de considerá-las
como sendo de pequeno e médio R$.300.000.000,00 (trezentos milhões de
porte ou como de grande porte: reais)”.
1.2 Como Aplicar Corretamente a Legislação
Contábil às Entidades do Terceiro Setor ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 11

Assim, é possível concluir que as Normas, interpretações e não é apropriado produzir, ou


entidades sem finalidade de comunicados técnicos deixar de corrigir, incorreções
lucros, que se enquadrem dentro imateriais em relação a eles para
do conceito de pequena e média As normas, as interpretações e se alcançar determinada
entidade, podem adotar como os comunicados técnicos apresentação da posição
modelo contábil, para as estabelecem políticas contábeis patrimonial e financeira (balanço
situações não contempladas pela que o Conselho Federal de patrimonial), do desempenho
ITG 2002 (R1), o previsto na Contabilidade - CFC concluiu (demonstração do resultado) ou
NBC TG 1000 (R1). Já as que resultarem em demonstrações dos fluxos de caixa da entidade.
não se enquadram dentro deste contábeis, contendo informação
modelo devem, obrigatória- relevante e confiável sobre as
mente, adotar, alternativamente transações, outros eventos e
para as situações não previstas condições a que se aplicam. Tais
na ITG 2002 (R1), o conjunto políticas não precisam ser
completo de normas de aplicadas quando o efeito da sua
contabilidade. aplicação for imaterial, porém
1.2 Como Aplicar Corretamente a Legislação
Contábil às Entidades do Terceiro Setor ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 12

E quando não houver • Confiável, de tal modo que as


normas, interpretações e demonstrações contábeis:
comunicados aplicáveis? representem adequadamente
a posição patrimonial e
Na ausência de norma, financeira, o desempenho Gostando deste conteúdo?
interpretação ou comunicado financeiro e os fluxos de caixa
técnico que se aplique da entidade; reflitam a Então não deixe de visitar e
especificamente a uma transação essência econômica de se inscrever em nossa
a administração exercerá seu transações, outros eventos e Fanpage. Temos vídeos
julgamento no desenvolvimento condições e, não, meramente novos e conteúdos de alto
e na aplicação de uma política a forma legal; nível todas as semanas.
contábil que resulte em • Neutra, isto é, que esteja
informação que seja: isenta de viés; Clique aqui:
• Prudente;
• Relevante para a tomada de • E seja completa em todos os
decisão econômica por parte aspectos materiais.
dos usuários;
1.2 Como Aplicar Corretamente a Legislação
Contábil às Entidades do Terceiro Setor ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - XX

Aplicação da NBC TG 1000 (R1)

NBC TG 1000 (R1) de forma específica, questões A norma, NBC TG 1000 (R1),
semelhantes e relacionadas
emitida pelo CFC – Conselho
1º Item 10.5 “a” NBC TG 1000 (R1) Federal de Contabilidade não
alcança todas as situações que
Definições, critérios de reconhecimento e de precisam ser tratadas no dia a
mensuração da seção 2 para ativos, passivos,
2º receitas e despesas dia do Profissional da
Contabilidade. Neste sentido, a
Item 10.5 “b” NBC TG 1000 (R1)
própria norma determina a
política contábil a ser adotada
Características qualitativas da
para situações não contempladas
3º Informação contábil-financeira útil

Item 10.5 “b” NBC TG 1000 (R1)


pela NBC TG 1000 (R1).
1.2 Como Aplicar Corretamente a Legislação
Contábil às Entidades do Terceiro Setor ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 14

Exercendo julgamentos, selecionando e res contábeis que usem uma estrutura conceitual
aplicando políticas contábeis semelhante à do CFC para desenvolver normas de
contabilidade, ou ainda, outra literatura contábil e
Ao exercer os julgamentos a administração deve práticas geralmente aceitas do setor, até o ponto
consultar e considerar a aplicabilidade das em que estas não entrem em conflito com a norma
seguintes fontes por ordem decrescente: ou orientação do CFC.

• os requisitos e a orientação das normas, A entidade deve selecionar e aplicar suas políticas
interpretações e comunicados técnicos que contábeis uniformemente para transações
tratem de assuntos semelhantes e relacionados; semelhantes, outros eventos e condições, a menos
• e as definições, os critérios de reconhecimento e que a norma, interpretação ou comunicado técnico
os conceitos de mensuração para ativos, especificamente exija ou permita a classificação de
passivos, receitas e despesas. itens para os quais possam ser aplicadas diferentes
políticas. Se a norma, a interpretação ou o
Ao exercer os julgamentos a administração pode comunicado técnico exigir ou permitir tal
também considerar as mais recentes posições classificação, uma política contábil apropriada deve
técnicas assumidas por outros órgãos normatizado- ser selecionada e aplicada uniformemente para
cada categoria.
1.2 Como Aplicar Corretamente a Legislação
Contábil às Entidades do Terceiro Setor ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 15

Alterando políticas contábeis Quando a entidade muda uma norma, interpretação ou


política contábil na adoção inicial comunicado técnico que se
A entidade deve alterar uma de norma, interpretação ou aplique especificamente a uma
política contábil apenas se a comunicado técnico que não transação, outro evento ou
mudança: inclua disposições transitórias circunstância, a administração
específicas que se apliquem a pode aplicar uma política
• For exigida por norma, essa mudança, ou quando muda contábil derivada de norma
interpretação ou comunicado uma política contábil recente emanada de outros
técnico; voluntariamente, ela deve aplicar ______________
• Ou resultar em informação a mudança retrospectivamente.
¹ Os usuários das demonstrações
confiável e mais relevante nas contábeis devem ter a possibilidade de
demonstrações contábeis A adoção antecipada de uma comparar as demonstrações contábeis da
sobre os efeitos das norma, interpretação ou entidade ao longo do tempo para
comunicado técnico não deve identificar tendências na sua posição
transações, outros eventos ou patrimonial e financeira, no seu
condições acerca da posição ser considerada como mudança desempenho e nos seus fluxos de caixa.
patrimonial e financeira, do voluntária na política contábil. Por isso, devem ser aplicadas as mesmas
desempenho ou dos fluxos de políticas contábeis em cada período e de
um período para o outro.
caixa da entidade ¹. CUIDADO! Na ausência de
1.2 Como Aplicar Corretamente a Legislação
Contábil às Entidades do Terceiro Setor ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 16

órgãos técnicos que se utilizem o período anterior mais antigo passivos de abertura do período
de estrutura conceitual apresentado e os demais mais antigo para o qual seja
semelhante no desenvolvimento montantes comparativos praticável a aplicação
de normas contábeis. Se, ao divulgados para cada período retrospectiva, que pode ser o
seguir uma mudança de referida anterior apresentado, como se a período corrente, e deve
norma, a entidade optar por nova política contábil tivesse proceder ao ajuste
mudar uma política contábil, essa sempre sido aplicada. correspondente no saldo de
mudança deve ser contabilizada abertura de cada componente do
e divulgada como mudança Quando for impraticável patrimônio líquido desse
voluntária na política contábil. determinar o período dos efeitos período².
específicos da mudança na ______________
Quando uma mudança na política contábil na informação
² Quando a entidade aplica uma política
política contábil é aplicada, comparativa para um ou mais contábil retrospectivamente, faz correção
retrospectivamente a entidade períodos anteriores de erros de forma retrospectiva é preciso
deve ajustar o saldo de abertura apresentados, a entidade deve apresentar no mínimo três saldos
de cada componente do aplicar a nova política contábil comparativos.
patrimônio líquido afetado para aos saldos contábeis de ativos e
1.2 Como Aplicar Corretamente a Legislação
Contábil às Entidades do Terceiro Setor ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 17

Quando for impraticável minar o efeito cumulativo da


determinar o efeito cumulativo, aplicação da política a todos os
no início do período corrente, da períodos anteriores, a entidade
aplicação da nova política deve aplicar a nova política
contábil a todos os períodos prospectivamente desde o início
anteriores, a entidade deve do período mais antigo
ajustar a informação praticável. Portanto, ignora-se a
comparativa para aplicar a nova parcela do ajuste cumulativo em
política contábil ativos, passivos e patrimônio
prospectivamente a partir do líquido correspondente a
período mais antigo que for períodos anteriores. A mudança
praticável. na política contábil é permitida
mesmo que seja impraticável
Quando for impraticável à aplicar a nova política a qualquer
entidade deve aplicar a nova período anterior.
política contábil retrospectiva-
mente, porque não pode deter-
1.3 ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 18

A certificação das entidades beneficentes de


assistência social e a isenção de contribuições
para a seguridade social serão concedidas às
pessoas jurídicas de direito privado, sem fins
Certificado do CEBAS lucrativos, reconhecidas como entidades
beneficentes de assistência social com a

– Cuidados Legais finalidade de prestação de serviços nas áreas de


assistência social, saúde ou educação, e que
atendam aos requisitos a seguir descritos.

COM ORIENTAÇÃO SOBRE O As entidades deverão obedecer ao princípio da


universalidade do atendimento, sendo vedado
dirigir suas atividades exclusivamente a seus
associados ou a categoria profissional.
1.3 Certificado do CEBAS – Cuidados Legais ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 19

A certificação ou sua renovação será concedida à a) celebrar contrato, convênio ou instrumento


entidade beneficente que demonstre, no exercício congênere com o gestor do SUS;
fiscal anterior ao do requerimento, observado o b) ofertar a prestação de seus serviços ao SUS no
período mínimo de 12 meses de constituição da percentual mínimo de 60% (sessenta por cento);
entidade, o cumprimento do itens a seguir c) comprovar, anualmente, da forma
elencados, de acordo com as respectivas áreas de regulamentada pelo Ministério da Saúde, a
atuação, e, cumpra, cumulativamente, os seguintes prestação dos serviços, com base nas
requisitos: seja constituída como pessoa jurídica; e internações e nos atendimentos ambulatoriais
preveja, em seus atos constitutivos, em caso de realizados. A entidade de saúde deverá ainda
dissolução ou extinção, a destinação do eventual informar, obrigatoriamente, ao Ministério da
patrimônio remanescente à entidade sem fins Saúde, na forma por ele estabelecida:
lucrativos congênere ou a entidades públicas. d) a totalidade das internações e atendimentos
ambulatoriais realizados para os pacientes não
Entidades da Saúde usuários do SUS;
e) a totalidade das internações e atendimentos
Para ser considerada beneficente e fazer jus à ambulatoriais realizados para os pacientes
certificação, a entidade de saúde deverá: usuários do SUS; e
f) as alterações referentes aos registros no
Cadastro Nacional de Estabelecimentos de
Saúde - CNES.
1.3 Certificado do CEBAS – Cuidados Legais ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 20

Entidades da educação certificação de entidades regular e presencial, deverá:


beneficentes de assistência
A certificação ou sua renovação social constituem-se em a) demonstrar sua adequação
será concedida à entidade de instrumentos de promoção da às diretrizes e metas
educação que atenda aos política pública de acesso à estabelecidas no Plano
dispostos a seguir e à legislação educação do Ministério da Nacional de Educação (PNE),
aplicável. Educação. que conduzam a: erradicação
As entidades de educação do analfabetismo; universa-
certificadas deverão prestar Entidades que atuam na lização do atendimento
escolar; melhoria da qua-
informações ao Censo da educação básica, regular e
Educação Básica e ao Censo da lidade do ensino; formação
presencial
Educação Superior, conforme para o trabalho; promoção
definido pelo Ministério da humanística, científica e
Para fins de concessão ou
Educação. tecnológica do País.
renovação da certificação, a
estabelecimento de meta de
entidade de educação que atua
As bolsas de estudo concedidas aplicação de recursos em
nas diferentes etapas e
no âmbito do processo de educação como proporção do
modalidades da educação básica,
1.3 Certificado do CEBAS – Cuidados Legais ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 21

produto interno bruto; bolsa de estudo integral para transporte, uniforme, material
b) atender a padrões mínimos de cada 9 (nove) alunos pagantes; e didático, moradia, alimentação e
qualidade, aferidos pelos bolsas de estudo parciais de 50% outros benefícios, ações e
processos de avaliação (cinquenta por cento), quando serviços definidos em ato do
conduzidos pelo Ministério da necessário para o alcance do Ministro de Estado da Educação.
Educação; e número mínimo exigido, Admite-se o cumprimento do
c) conceder anualmente bolsas conforme definido em percentual 25% (vinte e cinco
de estudo na proporção de 1 regulamento. por cento) com projetos e
(uma) bolsa de estudo integral atividades para a garantia da
para cada 5 (cinco) alunos Se rá fa cul tad o à e nti d a d e educação em tempo integral
pagantes. substituir até 25% (vinte e cinco para alunos matriculados na
por cento) da quantidade das educação básica em escolas
Pa ra o c u m p r i m e n t o d e s t a bolsas de estudo por benefícios públicas, desde que em
proporção, a entidade poderá concedidos a beneficiários cuja articulação com as respectivas
oferecer bolsas de estudo renda familiar mensal per capita instituições públicas de ensino,
parciais, observadas as seguintes não exceda o valor de um salário na forma definida pelo
condições: no mínimo, 1 (uma) míni mo e meio, tais como Ministério da Educação.
1.3 Certificado do CEBAS – Cuidados Legais ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 22

Para fins do cumprimento da proporção: cada bolsa Entidades que atuam na educação superior
de estudo integral concedida a aluno com e que aderiram ao PROUNI
deficiência, assim declarado ao Censo da Educação
Básica, equivalerá a 1,2 (um inteiro e dois décimos) Para fins de concessão e de renovação da
do valor da bolsa de estudo integral; e cada bolsa de certificação, as entidades que atuam na educação
estudo integral concedida a aluno matriculado na superior e que aderiram ao Programa Universidade
educação básica em tempo integral equivalerá a 1,4 para Todos (Prouni), deverão demonstrar sua
(um inteiro e quatro décimos) do valor da bolsa de adequação às diretrizes e metas estabelecidas no
estudo integral. Plano Nacional de Educação (PNE); atender a
padrões mínimos de qualidade, aferidos pelos
processos de avaliação conduzidos pelo Ministério
da Educação; e conceder anualmente bolsas de
estudo na proporção de 1 (uma) bolsa de estudo
integral para cada 5 (cinco) alunos pagantes. Para
atender a padrões mínimos de qualidade, aferidos
pelos processos de avaliação conduzidos pelo
Ministério da Educação, a entidade poderá oferecer
bolsas de estudo parciais, observadas as seguintes
condições:
1.3 Certificado do CEBAS – Cuidados Legais ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 23

a) no mínimo, 1 (uma) bolsa de estudo integral para


cada 9 (nove) alunos pagantes; e
b) bolsas de estudo parciais de 50% (cinquenta por
cento), quando necessário para o alcance do
número mínimo exigido, conforme definido em
regulamento;

Será facultado à entidade substituir até 25% (vinte


e cinco por cento) da quantidade das bolsas de
estudo por benefícios concedidos a beneficiários
cuja renda familiar mensal per capita não exceda o
valor de um salário mínimo e meio, tais como
transporte, uniforme, material didático, moradia,
alimentação e outros benefícios, ações e serviços
definidos em ato do Ministro de Estado da
Educação.
1.3 Certificado do CEBAS – Cuidados Legais ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 24

Entidades que prestam Entidades que atuam parciais de 50% (cinquenta por
serviços integralmente concomitantemente em cento) e de benefícios.
gratuitos educação superior e que
Somente serão aceitas no âmbito
tenham aderido ao prouni e
As entidades de educação que da educação superior bolsas de
educação básica
prestam serviços integralmente estudo vinculadas ao Prouni,
gratuitos deverão garantir a salvo as bolsas integrais ou
As entidades que atuam
observância da proporção de, no parciais de 50% (cinquenta por
concomitantemente no nível de
mínimo, 1 (um) aluno cuja renda cento) para pós-graduação
educação superior e que tenham
familiar mensal per capita não stricto sensu.
aderido ao Prouni e no de
exceda o valor de um salário- educação básica estão obrigadas
mínimo e meio para cada 5 (cinco) Excepcionalmente, serão aceitas
a cumprir os requisitos exigidos,
alunos matriculados. como gratuidade, no âmbito da
para cada nível de educação,
educação superior, as bolsas de
inclusive quanto à
estudo integrais ou parciais de
complementação eventual da
50% (cinquenta por cento)
gratuidade por meio da
oferecidas fora do Prouni aos
concessão de bolsas de estudo
1.3 Certificado do CEBAS – Cuidados Legais ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 25

alunos, desde que a entidade Para os fins da concessão da c) conceder anualmente bolsas
tenha cumprido a proporção de certificação, as entidades que de estudo na proporção de 1
uma bolsa de estudo integral para atuam na educação superior e (uma) bolsa de estudo
cada 9 (nove) alunos pagantes no que não tenham aderido ao integral para cada 4 (quatro)
Prouni e que tenha ofertado Prouni deverão: alunos pagantes.
bolsas no âmbito do Prouni que
não tenham sido preenchidas. a) demonstrar sua adequação
às diretrizes e metas
Somente serão computadas as estabelecidas no Plano
bolsas concedidas em cursos de Nacional de Educação (PNE);
graduação ou sequencial de b) atender a padrões mínimos
formação específica regulares, de qualidade, aferidos pelos
além das bolsas para pós- processos de avaliação
graduação stricto sensu. conduzidos pelo Ministério
da Educação; e
Entidades de educação superior
que NÃO aderiram ao PROUNI
1.3 Certificado do CEBAS – Cuidados Legais ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 26

Será facultado à entidade substituir até 25% (vinte Entidades que atuam na educação superior
e cinco por cento) da quantidade das bolsas de e educação básica
estudo por benefícios concedidos a beneficiários
cuja renda familiar mensal per capita não exceda o As entidades que atuam concomitantemente na
valor de um salário mínimo e meio, tais como educação superior e na educação básica são
transporte, uniforme, material didático, moradia, obrigadas a cumprir os requisitos exigidos para
alimentação e outros benefícios, ações e serviços ambas as situações de maneira segregada, por nível
definidos em ato do Ministro de Estado da de educação, inclusive quanto à eventual
Educação. complementação da gratuidade por meio da
concessão de bolsas de estudo parciais de 50%
Sem prejuízo da proporção definida, a entidade de (cinquenta por cento) e de benefícios.
educação deverá ofertar, em cada uma de suas
instituições de ensino superior, no mínimo, 1 (uma) Somente serão computadas as bolsas concedidas
bolsa integral para cada 25 (vinte e cinco) alunos em cursos de graduação ou sequencial de formação
pagantes. específica regulares.

A entidade deverá ofertar bolsa integral em todos


os cursos de todas as instituições de ensino
superior por ela mantidos.
1.3 Certificado do CEBAS – Cuidados Legais ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 27

Principais critérios dias, cujas matrículas tenham A bolsa de estudo parcial será
sido recusadas no período letivo concedida a aluno cuja renda
Consideram-se alunos pagantes, imediatamente subsequente ao familiar mensal per capita não
para fins de aplicação das inadimplemento, conforme exceda o valor de 3 (três) salários
proporções, o total de alunos que definido em regulamento. mínimos.
não possuem bolsas de estudo
integrais. A bolsa de estudo refere-se às Para fins da certificação, o aluno
semestralidades ou anuidades a ser beneficiado será pré-
Na aplicação das proporções, escolares fixadas na forma da lei, selecionado pelo perfil
serão considerados os alunos vedada a cobrança de taxa de socioeconômico e,
pagantes matriculados em cursos matrícula e de custeio de cumulativamente, por outros
de graduação ou sequencial de material didático. critérios definidos pelo
formação específica regulares. Ministério da Educação.
A bolsa de estudo integral será
Não se consideram alunos concedida a aluno cuja renda Os alunos beneficiários das
pagantes os inadimplentes por familiar mensal per capita não bolsas de estudo, ou seus pais ou
período superior a 90 (noventa) exceda o valor de 1 1/2 (um e responsáveis, quando for o caso,
meio) salário mínimo.
1.3 Certificado do CEBAS – Cuidados Legais ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 28

respondem legalmente pela demais sanções cíveis e penais especialmente quanto à sua
veracidade e autenticidade das cabíveis. operacionalização por meio de
informações por eles prestadas. sistema específico.
Os estudantes a serem
Compete à entidade de educação beneficiados pelas bolsas de É vedado qualquer discriminação
confirmar o atendimento, pelo estudo para os cursos de ou diferença de tratamento
candidato, ao perfil graduação poderão ser pré- entre alunos bolsistas e
socioeconômico e aos demais selecionados pelos resultados do pagantes.
critérios estabelecidos pelo Exame Nacional do Ensino
Ministério da Educação. Médio (Enem). Considerações importantes

As bolsas de estudo poderão ser É vedado ao estudante acumular No ato de concessão ou de


canceladas a qualquer tempo, em bolsas de estudo em entidades renovação da certificação, as
caso de constatação de falsidade de educação certificadas. entidades de educação que não
da informação prestada pelo tenham concedido o número
bolsista ou seu responsável, ou de O Ministério da Educação mínimo de bolsas exigidas
inidoneidade de documento disporá sobre os procedimentos poderão compensar o número de
apresentado, sem prejuízo das para seleção de bolsistas, bolsas devido nos 3 (três)
1.3 Certificado do CEBAS – Cuidados Legais ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 29

exercícios subsequentes com acréscimo de 20% O Termo de Ajuste de Gratuidade poderá ser
(vinte por cento) sobre o percentual não atingido ou celebrado somente uma vez com a mesma entidade
o número de bolsas não concedido, mediante a a cada período de 10 (dez) anos, a contar da data da
assinatura de Termo de Ajuste de Gratuidade, nas assinatura do último termo e desde que este tenha
condições estabelecidas pelo Ministério da sido devidamente cumprido.
Educação.
As bolsas de pós-graduação stricto sensu poderão
Após a publicação da decisão relativa ao julgamento integrar o percentual de acréscimo de
do requerimento de concessão ou de renovação da compensação de 20% (vinte por cento), desde que
certificação na primeira instância administrativa, as se refiram a áreas de formação definidas pelo
entidades de educação disporão do prazo Ministério da Educação.
improrrogável de 30 (trinta) dias para requerer a
assinatura do Termo de Ajuste de Gratuidade. A regulamentação do CEBAS das entidades da área
da educação se deu através da Portaria Normativa
Na hipótese de descumprimento do Termo de nº 15, de 11 de agosto de 2017. A referida portaria
Ajuste de Gratuidade, a certificação da entidade esclarece os detalhes para operacionalização do
será cancelada relativamente a todo o seu período certificado.
de validade.
1.3 Certificado do CEBAS – Cuidados Legais ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 30

Entidade de assistência social

A certificação ou sua renovação será concedida à


entidade de assistência social que presta serviços
ou realiza ações socioassistenciais, de forma
gratuita, continuada e planejada, para os usuários e
para quem deles necessitar, sem discriminação.

Consideram-se entidades de assistência social


aquelas que prestam serviços, sem fins lucrativos,
atendimento e assessoramento aos beneficiários de
tais atendimentos ou assessoramentos, e as que
atuam na defesa e garantia de seus direitos.

Também são consideradas entidades de assistência


social:
1.3 Certificado do CEBAS – Cuidados Legais ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 31

a) as que prestam serviços ou ações c) as que realizam serviço de acolhimento


socioassistenciais, sem qualquer exigência de institucional provisório de pessoas e de seus
contraprestação dos usuários, com o objetivo de acompanhantes, que estejam em trânsito e sem
habilitação e reabilitação da pessoa com condições de autosustento, durante o
deficiência e de promoção da sua inclusão à vida tratamento de doenças graves fora da
comunitária, no enfrentamento dos limites localidade de residência.
existentes para as pessoas com deficiência, de
forma articulada ou não com ações educacionais Desde que atendidas todas as exigências previstas
ou de saúde; para Certificação, poderão ser certificadas, com a
b) entidades sem fins lucrativos, que tenham por condição de que eventual cobrança de participação
objetivo a assistência ao adolescente e à do idoso no custeio da entidade se dê nos termos e
educação profissional, registradas no Conselho limites previstos pelo Conselho Municipal do Idoso
Municipal dos Direitos da Criança e do ou o Conselho Municipal da Assistência Social
Adolescente, desde que os programas de estabelecerá a forma de participação, que não
aprendizagem de adolescentes, de jovens ou de poderá exceder a 70% (setenta por cento) de
pessoas com deficiência sejam prestados com a qualquer benefício previdenciário ou de assistência
finalidade de promover a integração ao mercado social percebido pelo idoso.
de trabalho; e
1.3 Certificado do CEBAS – Cuidados Legais ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 32

As entidades certificadas como de assistência social Requisitos para certificação


terão prioridade na celebração de convênios,
contratos ou instrumentos congêneres com o poder Constituem ainda requisitos para a certificação de
público para a execução de programas, projetos e uma entidade de assistência social:
ações de assistência social.
a) estar inscrita no respectivo Conselho Municipal
de Assistência Social ou no Conselho de
Assistência Social do Distrito Federal; e
b) integrar o cadastro nacional de entidades e
organizações de assistência social que será
coordenado pela Administração Pública Federal.

Quando a entidade de assistência social atuar em


mais de um Município ou Estado ou em quaisquer
destes e no Distrito Federal, deverá inscrever suas
atividades no Conselho de Assistência Social do
1.3 Certificado do CEBAS – Cuidados Legais ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR - 33

respectivo Município de atuação A comprovação do vínculo da


ou do Distrito Federal, mediante a entidade de assistência social à
apresentação de seu plano ou rede socioassistencial privada no
relatório de atividades e do âmbito do SUAS é condição
comprovante de inscrição no suficiente para a concessão da
Conselho de sua sede ou de onde certificação, no prazo e na forma
desenvolva suas principais a serem definidos em
atividades. regulamento.

Quando não houver Conselho de


Assistência Social no Município, as
entidades de assistência social
deverão se inscrever nos
respectivos Conselhos Estaduais.
SOCIEDADES
COOPERATIVAS
2.1 SOCIEDADES COOPERATIVAS - 35

Fenômeno

é um fato objeto da ciência, que pode ser


descrito e explicado do ponto de vista científico.
Segundo JAPIASSÚ4 “[...] não é uma coisa, mas
um PROCESSO, uma AÇÃO que se desenrola”.
(Destaque dos autores). Em termos contábeis o

Alguns conceitos fenômeno pode ser compreendido como sendo


o processo que acontece nas relações que
desencadeiam um fenômeno econômico, o qual
precisa ser analisado para avaliar se deve ou não
ser registrado contabilmente. Tecnicamente,
dentro da perspectiva das normas brasileiras de
contabilidade, já convergidas aos padrões
______________
internacionais, costuma-se denominar esse
4 JAPIASSÚ, H; MARCONDES, D. Dicionário básico de
fenômeno de “fenômeno econômico” ou
Filosofia. 3ª. Ed. Zahar. RJ. 2001. p. 75. “fenômeno contábil”.
2.1 Alguns conceitos SOCIEDADES COOPERATIVAS - 36

Forma

Normalmente é aquilo que se visualiza pela


análise do exterior, pela utilização dos sentidos.
Para JAPIASSÚ5 “é aquilo que corresponde à
sensação; [...] a forma designa a percepção
global de um conjunto”. Em outras palavras é
possível afirmar que a forma é aquilo que o
fenômeno contábil aparenta ser.

Essência

É aquilo que efetivamente o fenômeno é, e não,


o que meramente ele pode aparentar através da
sua forma.“Aquilo que a coisa é [...]” 6Para o ______________
filósofo austríaco Karl Popper a essência é a
verdade última, situação real de um 5 Idem, Ibidem. p. 81.
determinado fato. 6 Idem, Ibidem. p. 67.
2.2 SOCIEDADES COOPERATIVAS - 37

Fenômeno

é um fato objeto da ciência, que pode ser

Como Interpretar e
descrito e explicado do ponto de vista científico.
Segundo JAPIASSÚ4 “[...] não é uma coisa, mas
um PROCESSO, uma AÇÃO que se desenrola”.
Aplicar as Normas de (Destaque dos autores). Em termos contábeis o
fenômeno pode ser compreendido como sendo
Contabilidade as o processo que acontece nas relações que
desencadeiam um fenômeno econômico, o qual
Sociedades precisa ser analisado para avaliar se deve ou não
ser registrado contabilmente. Tecnicamente,

Cooperativas dentro da perspectiva das normas brasileiras de


contabilidade, já convergidas aos padrões
internacionais, costuma-se denominar esse
fenômeno de “fenômeno econômico” ou
“fenômeno contábil”.
2.2 Como Interpretar e Aplicar as Normas de
Contabilidade as Sociedades Cooperativas SOCIEDADES COOPERATIVAS - 38

Com o advento da Lei nº Com esta definição legal é regulador, carecem tais
12.249/2010, a qual fez possível afirmar que cabe pronunciamentos, da aprovação
modificações no Decreto-Lei nº exclusivamente ao CFC – por parte deste órgão.
9.295/46, cabe ao CFC – Conselho Federal de
Conselho Federal de Contabi- Contabilidade legislar sobre as Até o ano de 2010 diversas
lidade a responsabilidade para Normas Brasileiras de entidades e órgãos reguladores
editar Normas Brasileiras de Contabilidade. Neste sentido, legislavam sobre questões
Contabilidade, conforme a vale salientar que contábeis, dentre eles é possível
seguir: “são atribuições do pronunciamentos contábeis citar: CFC – Conselho Federal de
Conselho Federal de editados pelo CPC – Comitê de Contabilidade, RFB – Receita
Contabilidade: [...] regular acerca Pronunciamentos Contábeis, Federal do Brasil, BACEN –
dos princípios contábeis [...] não possuem força de lei antes Banco Central do Brasil, SUSEP
editar Normas Brasileiras de de serem aprovados pelo CFC –
Contabilidade de natureza Conselho Federal de
técnica e profissional”7 . (Grifo e Contabilidade, e para entidades ______________
destaque dos autores). cooperativas submetidas a órgão
7 Letra “f”, Art. 6º do Decreto-Lei
9.295/46.
2.2 Como Interpretar e Aplicar as Normas de
Contabilidade as Sociedades Cooperativas SOCIEDADES COOPERATIVAS - 39

– Superintendência de Seguros Privados, CPC – Comitê de


Pronunciamentos Contábeis, entre outros. Já após o ano de 2010
uma nova realidade vem sendo, gradativamente, implantada no Brasil
no aspecto das normas contábeis, visando centralizar na figura do
CFC – Conselho Federal de Contabilidade a tarefa de criar, aprovar e
rever a legislação contábil no Brasil, como bem ilustra a figura na Gostando deste conteúdo?
página seguinte:
Então não deixe de visitar e
se inscrever em nossa
Fanpage. Temos vídeos
novos e conteúdos de alto
nível todas as semanas.

Clique aqui:
2.2 Como Interpretar e Aplicar as Normas de
Contabilidade as Sociedades Cooperativas SOCIEDADES COOPERATIVAS - 40

Base legal da Contabilidade e órgão regulador

Lei, Resolução, Outros... Normas de Contabilidade

CFC – RFB – BACEN – SUSEP – CPV – CVM... CFC – CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE

CUIDADO!!!
2010 Aplicar as normas emitidas pelo CFC, exceto se conflitante com
norma de órgão regulador: BACEN, SUSEP, CVM...

“São atribuições do Conselho Federal de Contabilidade:


f) regular acerca dos princípios contábeis, [...] editar Normas Brasileiras de Contabilidade de natureza técnica e profissional”.
Art. 6º, Decreto-lei 9.295/46. (Alterado pela letra “f”, Art. 76 da Lei nº 12.249/2010.)
2.2 Como Interpretar e Aplicar as Normas de
Contabilidade as Sociedades Cooperativas SOCIEDADES COOPERATIVAS - 41

No tocante às cooperativas de O Profissional da Contabilidade


crédito, é preciso ressaltar que ao aplicar uma norma de
tais entidades, assim como contabilidade aprovada pelo
outros segmentos de atuação no CFC – Conselho Federal de
mercado, estão subordinadas a Contabilidade, precisa certificar-
órgãos reguladores, e, assim, se para analisar se não existe
sempre que tais órgãos conflito desta norma com
legislarem sobre assuntos relação ao órgão regulador.
contábeis, estas normas,
precisam ser seguidas, inclusive, Para facilitar a compreensão, a
quando estas forem conflitantes figura a seguir demonstra o
com normas aprovadas pelo CFC caminho a ser percorrido quanto
(Conselho Federal de à aplicação das normas contábeis
Contabilidade), prevalecem as às entidades cooperativas de
normas editadas pelos órgãos maneira geral.
reguladores.
2.2 Como Interpretar e Aplicar as Normas de
Contabilidade as Sociedades Cooperativas SOCIEDADES COOPERATIVAS - 42

ÁRVORE DE APLICAÇÃO DAS NORMAS CONTÁBEIS

INÍCIO

IASB

CPC CFC

Tem órgão SIM Tem SIM Aplicar norma


Regulador? Conflito? do órgão
regulador
NÃO
Aplica norma NÃO
do CFC

Legislação SIM Aplicar


Societária tem legislação
Conflito? societária

Tem exigência SIM Realizar a


Fiscal? neutralização
2.2 Como Interpretar e Aplicar as Normas de
Contabilidade as Sociedades Cooperativas SOCIEDADES COOPERATIVAS - 43

O Relatório Contábil-financeiro, Para o melhor entendimento da a) o objetivo da elaboração e


também conhecido como formatação e estruturação de divulgação de relatório
Demonstrações Contábeis e uma norma contábil, faz-se contábil-financeiro;
Financeiras, é embasado e necessário conhecer os pilares b) as características qualitativas
elaborado dentro dos ditames de sustentação geral presentes da informação contábil-
das Normas Brasileiras de na NBC TG – ESTRUTURA financeira útil;
Contabilidade Técnica Geral, CONCEITUAL, norma esta, que c) a definição, o reconhecimento e
NBC TG´s, pelas Interpretações serve de base e parâmetro para a mensuração dos elementos a
Técnicas Gerais, as ITG´s, e ainda criação e elaboração das demais partir dos quais as
pelos Comunicados Técnicos normas, interpretações e demonstrações contábeis são
Gerais, os CTG´s. Tais normas, comunicados técnicos. Neste elaboradas; e
interpretações e comunicados sentido, torna-se importante d) os conceitos de capital e de
técnicos estão alicerçados sobre conhecer o alcance desta norma manutenção de capital8.
a norma matriz denominada de matriz:
NBC TG ESTRUTURA
CONCEITUAL, sendo esta, Estrutura Conceitual aborda: ______________
também editada e aprovada pelo
8 Alcance, NBC TG ESTRUTURA
CFC – Conselho Federal de
CONCEITUAL.
Contabilidade.
2.2 Como Interpretar e Aplicar as Normas de
Contabilidade as Sociedades Cooperativas SOCIEDADES COOPERATIVAS - 44

A finalidade da norma NBC TG – ESTRUTURA d) auxiliar os responsáveis pela elaboração das


CONCEITUAL é assim definida: demonstrações contábeis na aplicação das
normas, interpretações e comunicados
a) dar suporte ao desenvolvimento de novas técnicose no tratamento de assuntos que ainda
normas, interpretações e comunicados não tenham sido objeto desses documentos;
técnicos e à revisão dos já existentes, e) auxiliar os auditores independentes a formar
quando necessário; sua opinião sobre a conformidade das
b) dar suporte à promoção da harmonização demonstrações contábeis com as normas,
das regulações, das normas contábeis e dos interpretações e comunicados técnicos;
procedimentos relacionados à apresentação f) auxiliar os usuários das demonstrações
das demonstrações contábeis, provendo contábeis na interpretação de informações
uma base para a redução do número de nelas contidas, elaboradas em conformidade
tratamentos contábeis alternativos com as normas, interpretações e comunicados
permitidos pelas normas, interpretações e técnicos; e
comunicados técnicos;
c) dar suporte aos órgãos reguladores
nacionais;
2.2 Como Interpretar e Aplicar as Normas de
Contabilidade as Sociedades Cooperativas SOCIEDADES COOPERATIVAS - 45

g) proporcionar aos interessados NBC TG ESTRUTURA informação contábil-financeira


informações sobre o enfoque CONCEITUAL e uma norma, útil trazem a base de suporte
adotado na formulação das uma interpretação ou um para esta interpretação.
normas, das interpretações e comunicado técnico. Se isto
dos comunicados técnicos9. acontecer prevalecem as A NBC TG ESTRUTURA
exigências da norma, da CONCEITUAL, em seu item
Vale esclarecer que a NBC TG – interpretação ou do comunicado QC3, assim determina:“as
ESTRUTURA CONCEITUAL não técnico.10 características qualitativas da
é uma norma propriamente dita informação contábil-financeira
e, portanto, não define normas Um fenômeno econômico ou útil [...] devem ser aplicadas à
ou procedimentos para qualquer fenômeno contábil, quase informação contábil-financeira
questão particular sobre sempre, para ser reconhecido fornecida pelas demonstrações
aspectos de mensuração ou exige do Profissional da contábeis, assim como à
divulgação. Neste sentido ela Contabilidade, além do informação contábil-financeira
não substitui qualquer norma, conhecimento técnico trazido fornecida por outros meios.”
interpretação ou comunicado pela legislação normativa, ______________
técnico. Em certos casos podem capacidade de interpretação. As
9 Alcance e status, NBC TG ESTRUTURA
ser observados conflitos entre a características qualitativas da
CONCEITUAL.
10 Idem, Ibidem
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS - 47

Prezado (a) leitor (a), ao chegar ao final deste e- Diante disso só resta agradecer a você pela
book ainda cabem alguns esclarecimentos e leitura deste ebook! E fique atento para
comentários quanto à elaboração e revisão de eventuais atualizações que possam ser
políticas contábeis. Fique atento para aplicar aprovadas pelo CFC – Conselho Federal de
corretamente a legislação contábil na Contabilidade ou por órgão regulador.
elaboração da política a ser aplicada
contabilmente no dia-a-dia da escrituração
contábil. Sucesso!!!

As políticas adotadas precisam ser detalhadas Professor Laudelino Jochem


em notas explicativas para que os usuários das
informações contábeis tenham condições de
entender exatamente o caminho percorrido pelo
Profissional da Contabilidade e com isso
propiciar o entendimento das demonstrações
contábeis no tocante à posição patrimonial,
financeira, de desempenho, e, de fluxos de caixa.
SOBRE OS AUTORES
LAUDELINO JOCHEM

Bacharel em Filosofia e Ciências


Contábeis, professor, palestrante
na área de contabilidade e
escritor com vários livros
publicados sobre diversos temas
deste segmento. Coordenador
geral da AIC Consultoria, Vice-
Presidente de Administração e
Finanças do CRC/PR e Consultor
de qualidade para empresas de
serviços contábeis.
GILBERTO QUADROS

Bacharel em Ciências Contábeis,


Especialista em Contabilidade e
Finanças pela
UFPR, Professor no Curso de
Ciências Contábeis da PUC-PR,
no período de 2003 a 2015,
Pesquisador da Contabilidade
aplicada às Entidades do Terceiro
Setor e Palestrante. Atua como
Inspetor Fiscal Pleno no Trabalho
no Conselho Regional de
Contabilidade do Paraná.
MARCOS SEBASTIÃO RIGONI DE MELLO

Bacharel em Ciências Contábeis,


Auditor, Consultor de Empresas e
Perito Judicial. Pós-Graduado em
Contabilidade Gerencial e
Auditoria e MBA em Perícia
Judicial e Controladoria. Sócio
Administrador da empresa Porto
Digital Serviços de Contabilidade
e instrutor de diversos cursos da
área tributária. Atualmente é
Presidente do CRC/PR.
Um canal para trazer à luz temas da
Contabilidade de forma descomplicada e
acessível, com o uso de exemplos e casos
práticos sempre que possível.
Aqui, vamos descomplicar o Terceiro Setor e
Cooperativas, áreas em que a Contabilidade é
importantíssima mas também repleta de
dúvidas, por parte dos profissionais.
Acompanhe nossos canais e participe curtindo,
comentando e tirando suas dúvidas.
CONHEÇA NOSSOS CANAIS DO CONHEÇA NOSSAS FANPAGES
YOUTUBE

Descomplicont Terceiro Setor /DescomplicontTerceiroSetor

Descomplicont Cooperativas /DescomplicontCooperativas