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ÁLGEBRA

Mestrado Integrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores − MIEEC


Ano lectivo de 2009/2010

Apontamentos para a resolução dos exercícios da aula teórico-prática n. 5

ESPAÇOS VECTORIAIS − PROJECÇÕES

1. Este exercício resolve-se aplicando o procedimento descrito no teorema de Gram-Schmidt.

{ }
T
a) Coloca-se o primeiro vector na base: B1 =  1 −1 −1 1  .
 
Seguidamente determina-se a diferença entre o segundo vector e a sua projecção no
subespaço gerado por B1 :
 3   1  1
     
 −2   −1   0
  8 
u2 = v2 − Pspan (B )(v2 ) =   −   =   .
1
 − 1  4  −1  1
     
 2   1   0 
     

{ }
T T
Sendo não nulo, o vector entra para a base: B2 =  1 −1 −1 1  ,  1 0 1 0  .
   
Repete-se o procedimento para o terceiro vector, relativamente ao subespaço gerado
por B2 :

 8   1  1 0
       
 −5  20  −1  6  0  0
 
u 3 = v3 − Pspan (B )(v3 ) =   −   −   =   .
2
 −2  4  −1  2  1  0
 5       
   1   0 
  0 
   

{ }
T T
Sendo nulo, o vector é descartado: B3 = B2 =  1 −1 −1 1  ,  1 0 1 0  .
   
Aplica-se mais uma vez o procedimento, agora para o quarto vector e relativamente ao
subespaço gerado por B3 (que é igual a B2 ):
 3   1  1  2 
       
 4   −1  0  3 
  −4   4    
u4 = v 4 − Pspan (B )(v 4 ) =   − −
 −1  2  1  =  −2  .
3
  1 4      
       
 −2   1   0   −1 
       
Sendo não nulo, o vector entra para a base, que fica finalmente:

SRC
{ }
T T T
B4 =  1 −1 −1 1  ,  1 0 1 0  ,  2 3 −2 −1  .
     
b) Basta dividir cada um dos vectores pela sua norma (euclidiana, dado ser a induzida
pelo produto interno usual), obtendo-se:
  1 1 1 1 T  2 2 T  2 2 2 2
T

B =   − −  , 0 0 ,  − −  .
  2 2 2 2   2 2   3 2 3 6  

c) A dimensão é igual ao número de vectores da base: três.

2. a) v1, v2 = 1 × 2 + (−1) × 2 + 3 × 0 = 2 − 2 + 0 = 0 .
v1, u1 v ,u 1 2  13 9 3 T
b) u1′ = PV ′ (u1 ) = v1 + 2 1 v2 = v1 + v2 =   ,
v1, v1 v2 , v2 11 8  22 22 11 
v ,u v ,u 11 −4 T
u2′ = PV ′ (u2 ) = 1 2 v1 + 2 2 v2 = v1 + v2 =  0 −2 3  .
v1, v1 v2 , v 2 11 8  

 9 9 3 1 3 22
c) u1 − u1′ =  − −  , u1 − u1′ = 92 + 92 + 62 = ,
 22 22 11  22 22
u2 − u2′ =  0 0 0  , u2 − u2′ = 0 .
 
d) Concui-se que u2 pertence ao subespaço gerado por v1 e v2 .
 
e) ang(u1, u2 ) = arccos 
u1, u2
 u1, u1 ½ u2 , u2 ½ (
 = arccos

) 0
1 13
= arccos(0) = 90º ,

 13 
 u , u ′   
ang(u1,V ′) = arccos  1 1  = arccos  22  = arccos( 13 ) = 39.76º ,
½ ½  286  286
 u1, u1 u1′, u1′   1 
22 
ang(u2,V ′) = 0º porque u2 pertence a V ′ .

3. Note-se que, embora sendo linearmente independentes, os vectores v1 e v2 não são


ortogonais. Assim, é necessário aplicar o teorema de Gram-Schmidt para obter uma base
ortogonal. O procedimento é análogo ao efectuado para o primeiro problema. Obtém-se
como base B = { u1, u2 } , onde:
T  12 4 T
u1 =  1 0 3  e u2 =  2 −  .
  5 5
Pode agora calcular-se a projecção de u no plano:
1  12   25 
     
u1, u u2 , u 10   4 1  1  
u ′ = Pspan (B )(u ) = u + u =  0 +  10  =  10  .
u1, u1 1 u2 , u2 2 10   260 5   13  
 3  25  −4   35 
   
Finalmente calcula-se a norma de u − u ′ :

SRC
1  T 1 4 26
u − u′ =  −12 16 4  = 122 + 162 + 42 = .
13   13 13

4. Este é um exercício de aplicação simples da fórmula que dá o ângulo entre dois vectores a
partir do produto interno:
u1, u2
cos(θ) = ½ ½
.
u1, u1 u2 , u2

a) cos(θ) =
20
25 25
4
= , θ = arccos
5 ()
4
5
≈ 36.87º .

= , θ = arccos ( ) ≈ 36.87º .
4 4 4
b) cos(θ) =
5 5 5 5

5. Aplicando o procedimento subjacente ao teorema de Gram-Schmidt, coloca-se na base


ortogonal o primeiro elemento da base original: B1 = { x 2 } . Seguidamente determina-se a
diferença entre o segundo vector da base e a sua projecção no espaço gerado por B1 :
x 2, x 2
1
4 2 5
u2 = v2 − Pspan (B )(v2 ) = x − 2 2 x = x − 1
x = − x2 + x .
1 x ,x 5 4

Sendo este vector não nulo, entra para a base: B2 = { x 2 , − 54 x 2 + x } . Repete-se o


procedimento para o terceiro vector:
x 2 ,1 2 − 54 x 2 + x ,1
u3 = v3 − Pspan (B )(v3 ) = 1 − 2 2 x −
2 x ,x − 54 x 2 + x , − 54 x 2 + x ( − 54 x 2
)
+x =

(− 54 x )
1 1
10 2
= 1 − 13 x 2 − 12
1
2
+x = x − 4x + 1.
5 48 3

Obtém-se assim a base B3 = { x 2 , − 54 x 2 + x , 103 x 2 − 4x + 1 } . A norma induzida por este


produto interno é:
½ 1 2 1 1
p(x ) = ax 2 + bx + c, ax 2 + bx + c = a + ab + (b 2 + 2ac) + bc + c 2 .
5 2 3

6. Notando que u = (u − u ′) + u ′ e que u − u ′, u ′ = u ′, u − u ′ = 0 porque u ′ ∈ V ′ e


u − u ′ é ortogonal a qualquer vector de V ′ , verifica-se que:
u, u = (u − u ′) + u ′,(u − u ′) + u ′
= u − u ′, u − u ′ − u − u ′, u ′ − u ′, u − u ′ + u ′, u ′
= u − u ′, u − u ′ + u ′, u ′ .
2 2 2
Sendo u, u = u , u ′, u ′ = u ′ e u − u ′, u − u ′ = u − u ′ = D 2 , resulta:
2 2 2 2
u = D2 + u ′ ⇔ D= u − u′ .

A norma da projecção de um vector é sempre inferior ou igual à norma do vector.

SRC