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PROVA-MODELO 2

• Duração (caderno 1 + caderno 2): 150 minutos | Tolerância: 30 minutos


• Para responder aos itens de escolha múltipla, não apresentes cálculos nem justificações e escreve,
na folha de respostas:
– o número do item;
– a letra que identifica a única opção escolhida.
Na resposta aos itens de resposta aberta, apresenta todos os cálculos que tiveres de efetuar e
todas as justificações necessárias.
Quando, para um resultado, não é pedida a aproximação, apresenta sempre o valor exato.

CADERNO 1 – COM RECURSO À CALCULADORA


Cotação
(em pontos)
1. Considera, num referencial o.n. Oxy, uma elipse centrada na origem do referencial e de focos 8
F1(–6, 0) e F2(6, 0). Sabe-se que o ponto de coordenadas (0, –8) pertence à elipse. O com-
primento do eixo maior da elipse é:
(A) 8 (B) 10 (C) 16 (D) 20

2. Seja f uma função diferenciável no intervalo [1, 3], tal que a taxa média de variação de f no 8
intervalo [1, 3] é igual a 2. Qual das seguintes afirmações é necessariamente verdadeira?
(A) ∀ x ∈]1, 3[, f '(x) > 0 (B) ∀ x ∈]1, 3[, f(x) > 0
(C) ∃ x ∈]1, 3[, f '(x) = 2 (D) ∃ x ∈]1, 3[, f(x) = 2

3. Considera uma empresa em que:


• 80% dos funcionários falam inglês;
• dos funcionários que falam inglês, 25% falam espanhol;
• 5% dos funcionários não falam inglês nem espanhol.
3.1. Escolhe-se, ao acaso, um funcionário que não fala espanhol. Qual é a probabilidade de 10
ele falar inglês? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
3.2. Considera agora que essa empresa tem 50 funcionários. Escolhem-se, ao acaso, oito 10
funcionários. Determina a probabilidade de, pelo menos, sete desses funcionários
falarem inglês. Apresenta o resultado arredondado às centésimas.

4. Considera a função real de variável real g definida por: 8




ex – 1 – 1
se x < 1
g(x) = 2x – 2
ex + ln(x) + k se x ≥ 1

Para um certo valor de k, o teorema de Bolzano permite garantir a existência de pelo menos
uma solução da equação g(x) = 4 no intervalo [0, 2]. Qual é o valor de k?
1
(A) 0 (B) 1 – e (C) –e (D) 1
2

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PROVA-MODELO 2

Cotação
(em pontos)
5. Num determinado instante t = 0, um veterinário decide injetar uma substância no sangue de
um animal. No instante t, com t > 0 em minutos, a concentração C da substância injetada é
dada por C(t) = 10(e–t – e–2t).
Recorrendo a processos exclusivamente analíticos, resolve as alíneas seguintes.
12 5.1. Calcula, com aproximação às décimas, os instantes nos quais o valor da concentração é 0,5.
12 5.2. Sabe-se que a administração dessa substância ao animal só trará benefícios se a con-
centração atingir o seu máximo em menos de 1 minuto. Averigua se, de acordo com
este modelo, tal se verifica e qual é a concentração máxima atingida.

6. Uma fábrica produz peças metálicas, com a forma de um trapézio, em que AB– = BC
– = CD
– = 3 cm.
h Èp Èh
Seja x a medida da amplitude (em radianos) do ângulo BCD i x ∈Í , p Í i .
j Î3 Îj
B C
x

A D

12 6.1. Prova que a área A(x) do trapézio é dada, em cm2, por A(x) = 9 sen x – 4,5 sen(2x).

10 6.2. Recorrendo à calculadora, determina graficamente a solução da equação que permite


resolver o problema seguinte:
Qual terá de ser a amplitude, em radianos, do ângulo BCD, para que a peça tenha 3 cm2
de área?
Apresenta todos os elementos recolhidos na utilização da calculadora, nomeadamente
o gráfico, ou gráficos, obtido(s). Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado
às centésimas.

8 7. Os números complexos –4i e –2√∫2 – 2√∫2i são duas raízes consecutivas de ordem n de um
número complexo z. Qual é o valor de n?
(A) 2 (B) 4 (C) 6 (D) 8

CADERNO 2 – SEM RECURSO À CALCULADORA

8 8. A expressão 2009C300 + 3 ¥ 2009C301 + 3 ¥ 2009C302 + 2009C303 é igual a:


(A) 2012C302 (B) 2012C303 (C) 2013C302 (D) 2013C303

10 9. Prova, pelo princípio de indução matemática, que:


(2n)!
1 ¥ 3 ¥ 5 ¥ … ¥ (2n – 1) = , ∀ n ∈N
2n ¥ n!

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PROVA-MODELO 2

Cotação
(em pontos)
10. De uma função f, sabe-se que é contínua, estritamente decrescente, tem domínio [–3, 1], 10
1
f(–3) = 2 e f(1) = –5. Seja g a função definida por g(x) = + k, em que k é uma constante.
f(x)
Prova que o gráfico da função g tem uma única assíntota.

11. De uma função f, sabe-se que a bissetriz dos quadrantes pares é uma assíntota ao seu gráfico. 8

ex + ln(x) + f(x)
Qual é o valor de lim x ?
x Æ +∞

(A) 0 (B) –∞ (C) +∞ (D) –1

12. Na figura está representada, num referencial o.n. Oxy, parte da y 8


g
representação gráfica da função g, de domínio R, definida por r

g(x) = e2x – 5x.


Sabe-se que a reta r é tangente ao gráfico da função g no ponto
p O a x
de abcissa a e tem inclinação radianos. Qual é o valor de a?
4
h3h ln(6) 1 h5h
(A) ln i i (B) (C) ln i i (D) ln(√∫3)
j2j 2 2 j2j

13. Considera, num referencial o.n. Oxy, a representação gráfica de uma função g, de domínio 10
R\ {0}.
Sabe-se que:
• g é uma função ímpar;
• o gráfico de g tem duas assíntotas não verticais;
g(x) 1
• lim =
x Æ –∞ x 2
• a segunda derivada, g’’, da função g é tal que g’’(x) > 0, para x > 0.
Apenas uma das opções seguintes pode representar graficamente uma parte da função g.
(I) y (II) y
g g

–2 O 2 x –2 O 2 x

(III) y (IV) y

g
0,5
O x –2 O 2 x
–0,5

Elabora uma composição na qual:


• indiques a opção que pode representar g;
• apresentes três razões para rejeitar as restantes opções, uma por cada opção rejeitada.

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PROVA-MODELO 2

Cotação
(em pontos)
14. Seja C o conjunto dos números complexos.
–1 + i5 + i53 + 3i34
10 14.1. Considera z1 = (1 – i)3 e z2 = . Resolve a equação z3 – z2 = –6 + z1.
1 + 2i
Apresenta as soluções da equação na forma algébrica.
z+w
10 14.2. Prova que se |z| = |w| = 1 e 1 + zw ≠ 0, então é real.
1 + zw

8 15. Em qual das figuras seguintes está representado o conjunto dos afixos dos números com-
p
plexos z que satisfazem a condição 2z – 2(–z) = 4i ∧ 0 < Arg(z) ≤ ?
4
(A) Im(z) (B) Im(z)

1 1

O 1 Re(z) O 1 Re(z)

(C) Im(z) (D) Im(z)

1
1

O 1 Re(z) O Re(z)

16. Na figura está representada, num referencial o.n. Oxyz, uma pirâmide quadrangular regular
de vértice V e base [ABCD]. Considera ainda o ponto E como sendo o centro da base da
pirâmide.
Sabe-se que as coordenadas dos pontos C e D são (0, 3, 0) e (0, 0, 3), respetivamente, e que
a reta BC é paralela ao eixo Ox.
z

V
D

O
A
C y

B
x

10 16.1. Determina as equações paramétricas da reta AB e uma equação vetorial da reta EV.
10 16.2. Sabendo que a altura da pirâmide mede 3√∫2, escreve uma equação da superfície es-
férica de centro em V que passa no ponto E.

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SOLUÇÕES

pois são escolhidas cinco raparigas de entre as 88 3.


12
que não são a Ana nem a Bárbara. Existem 88C3 gru- 3.1. 3.2. 0,49
13
pos que se podem constituir com a Ana e com a
4. (C)
Bárbara, pois, além destas raparigas, são escolhidas
outras três de entre as restantes 88 para fazer um 5
grupo com um total de cinco. 5.1. t ≈ 0,1 e t ≈ 2,9
Finalmente, para satisfazer as condições pretendi- 5.2. De acordo com este modelo, a concentração má-
xima é 2,5 e é atingida em, aproximadamente, 42
das, podem ainda ser formados grupos sem a Ana,
segundos, ou seja, em menos de um minuto.
mas com a Bárbara. 88C4 é o número de grupos
nessa situação, já que, com a Bárbara no grupo, 6.
apenas é necessário escolher outras quatro rapari- 6.2. y
gas, de entre as 88 possíveis, pois como a Bárbara 3
já faz parte e a Ana não pode fazer, os elementos π
são escolhidos de entre 90 – 2 = 88 raparigas. O π x
2,97
Assim, 88C5 + 88C3 + 88C4 é o número de grupos que 3
podem ser formados, sabendo que a Ana só aceita x ≈ 2,97
fazer parte do grupo se a Bárbara também fizer. 7. (D)
4. (B)
Caderno 2
5. Reta BD: (x, y, z) = (0, 5, 0) + k(0, 0, 1), k ∈R
Plano ABD: x + 2y – 10 = 0 8. (B)
6. 11. (C)
6.1. O gráfico de g tem a concavidade voltada para cima 12. (D)
È p pÈ È 5p 13p È 13. A opção (I) não pode representar o gráfico da função
em Í– , Í e em Í , Í e tem concavidade
Î 6 3Î Î 3 6 Î g, pois g é uma função ímpar, ou seja, o gráfico de g
È p 5p È tem que ser simétrico em relação à origem do refe-
voltada para baixo em Í , Í . Os pontos de abcissa
Î3 3 Î rencial. Nesta opção está representada uma função
p 5p
e são pontos de inflexão do gráfico de g. par, isto é, um gráfico simétrico em relação ao eixo Oy.
3 3
A opção (III) também não pode representar o gráfico
6.3. 3,01 y da função g, pois g tem duas assíntotas não verticais
y = –sen(3x) + g(x)
3
1 h g(x) 1 h
2 de declive idado que g é ímpar e lim = i,
2 j x Æ –∞ x 2j
1
0,42 ou seja, as duas assíntotas não verticais têm que ser
O x oblíquas e não horizontais.
5,76
A opção (IV) não pode representar o gráfico da fun-
–1,66 ção g pois, nesta opção, para x > 0 o gráfico da fun-
a ¥ 3,01 + b = 2 a ≈ 0,64 e b ≈ 0,07


ção apresenta a concavidade voltada para baixo.


a ¥ (–1,66) + b = –1 Como se sabe que g’’(x) > 0 para x > 0, o gráfico de
g terá que apresentar a concavidade voltada para
cima quando x > 0.
Caderno 2 Assim, a única opção que pode representar o gráfico
8. (C) da função g é a opção (II).
9. 14.
9.1. x = –3 e y = x + 1 14.1. C.S. = {1 + √∫3i, –2, 1 – √∫3i}
9.2. f é crescente nos intervalos ]–∞, –3[ e ]–3, +∞[. 15. (B)
x=3


f não tem extremos. 16.


10. (C) 16.1. Reta AB: y = 3k , k ∈R
11. (A) z = 3 – 3k
h3 3 3 h
12. Para ser contínua em todo seu domínio, g tem de Reta EV: (x, y, z) = i , , i+ k(0, 1, 1), k ∈R
j2 2 2 j
ser contínua em x = 0. No entanto, verifica-se que, 2 2 2
1 h 3 hi h 9 hi h 9h
qualquer que seja o número real k, lim – g(x) = 16.2. ix – + iy – + iz – i = 18
xÆ0 2 j 2j j 2j j 2j
será sempre diferente de lim + g(x) = –∞.
xÆ0
13. (C) Prova-modelo 3 – páginas 417 a 419
14. Caderno 1
h p 5p h
14.1. |z + 2| ≤ 3 ∧ i0 ≤ Arg(z) ≤ ∨ ≤ Arg(z) ≤ pi 1. (D)
j 2 6 j
3√∫3 3 2. (C)
14.2. z2 = – + i
2 2 3.
15. (B) 3.1. a e b são perpendiculares. 3.2. V(9, –5, 5)
4. (A)
5.
Prova-modelo 2 – páginas 413 a 416 5.2. A distância máxima é 34 dm para t = 14 s, aproxi-
Caderno 1 madamente.
1. (D) 6. (B)
2. (C) 7. (A)

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