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CÁLCULO DIFERENCIAL

Parte III – Limites e Derivadas

Prof. Fátima Furst

1 Limites

1.2 O que é limite?


O conceito de limite será facilmente entendido através dos exemplos a seguir:
EXEMPLO 1. Seja f: ℝ → ℝ definida por f x   2 x  1. Analisemos o que ocorre com esta
função quando x se aproxima de 2 por valores inferiores:
x 1,5 1,6 1,7 1,8 1,9 1,99 1,999  2
y 2 2,2 2,4 2,6 2,8 2,98 2,998  3

Podemos observar que quando x se aproxima de 2 por valores menores que ele a função f se
aproxima de 3, ou seja, quando x tenda a 2, por valores inferiores, f(x) tende a 3.

lim f x   3 limite lateral à esquerda


x 2 

Vejamos agora o que ocorre quando x se aproxima de 2 por valores superiores:

x 2,5 2,4 2,3 2,2 2,1 2,01 2,001  2

y 4 3,8 3,6 3,4 3,2 3,02 3,002  3

Podemos observar que quando x se aproxima de 2 por valores maiores que ele, a função f se
aproxima de 3, ou seja, quanto x tende a 2, por valores superiores, f(x) tende a 3.

lim f x   3 limite lateral à direita


x 2 

Com base no que foi mostrado temos a seguinte conclusão:

Observe o gráfico, os limites acima descritos podem ser melhor analisados e interpretados através
do gráfico da função:

Observe que quando x tende para 2,


f(x) tende para 3
x2  4
EXEMPLO 2. Seja f: ℝ → ℝ definida por f x   ; x  2 . Para x  2 temos:
x2
x 2  4 x  2x  2
f x     x2
x2  x  2
(para x  2 )

Analisemos o que ocorre com esta


função quando x se aproxima de – 2.
lim f x   lim x  2  4

 lim f x   4
x  2  x 2

lim f x   lim x  2  4 x2


x  2 x 2 

Observe no gráfico os limites acima.

Observe que quando x tende para -2, f(x) tende para -4.

 x  1 se x  1
EXEMPLO 3. Seja f: ℝ → ℝ definida por f x   
2 x  3 se x  1
Vejamos através do seu gráfico, o que ocorre com esta função quando x se aproxima de 1.

Observamos que quando x se aproxima de 1 pela


esquerda, a função y se aproxima de 2; quando x
se aproxima de 1 pela direita, y se aproxima de -1.
Então:
lim f x   2 

 lim f x   
x 1

lim f x   1 x1


x 1 
(limites laterais diferentes)
Portanto não existe lim f x  pois os limites
x 1

laterais são diferentes.


Seja f: ℝ → ℝ definida por f x   x  0 Analisemos o que ocorre com
1
EXEMPLO 4. ;
x
a função quando x se aproxima de zero.
x -0,1 -0,01 -0,001 -0,0001   0
y -10 -100 -1000 -10000   

x 0,1 0,01 0,001 0,0001   0


y 10 100 1000 10000   
Observe que:
 Quanto x tende a zero pela esquerda, y tende para   . lim f x   
x 0 

 Quanto x tende a zero pela direita, y tende para   . lim f x   


x 0 

lim f x   

 lim f x   
x 0 

lim f x    x0


x 0 
Como os limites laterais são diferentes não existe limite de f(x) quando x tende a zero.

Agora observe o gráfico e perceba que:

 Quanto x cresce indefinidamente para esquerda (   ), y tende para zero. lim f x   0


x 

 Quanto x cresce indefinidamente para direita (   ), y tende para zero. lim f x   0


x 
Seja f: ℝ → ℝ definida por f x   x  0 Veja o gráfico e analise.
1
EXEMPLO 5. ;
x2
Quando x cresce indefinidamente, a função se
aproxima de zero, ou seja, y tende a zero.
1 1
Logo lim 2
 0 e lim 2  0
x   x x   x

Quando x se aproxima de zero, se aproxima de zero,


y cresce indefinidamente, isto é, y tende a mais
infinito e indicamos:
lim f x   

 lim f x   
x 0 

lim f x    x0


x 0 

Seja f: ℝ → ℝ definida por f x   x  3 Veja o gráfico e analise.


1
EXEMPLO 6. ;
x3

Quando x cresce indefinidamente, a função se


aproxima de zero, ou seja, y tende a zero.
Logo lim f x   0 e lim f x   0
x  x 

Quando x se aproxima de zero, se aproxima de


zero, y cresce indefinidamente, isto é, y tende a
mais infinito e indicamos:
lim f x   

 lim f x   
x 3

lim f x    x0


x 3 

1.3 Propriedades de limites

1 Limite da soma
O limite da soma de duas ou mais funções é a soma dos limites dessas funções.
lim f x   g x   lim f x   lim g x 
x a x a x a

2 Limite do produto
O limite do produto de duas ou mais funções é o produto dos limites dessas funções.
lim f x   g x   lim f x   lim g x 
x a x a x a
3 Limite do quociente
O limite do quociente de duas funções é o quociente dos limites dessas funções.

f x  lim f x 
lim  xa (sendo lim g x   0 )
x a g x  lim g x  x a
x a

1.4 Cálculo de limites

1.4.1 Limite de um polinômio com x→a

lim Px   Pa 


x a

Exemplos:
 
1. lim 3x 5  2 x 2  x  3  3  15  2  12  1  3  1
x 1

2. lim
x 2
x 2

 3  x  1  22  3  2  1  7  3

1.4.2 Limite de um polinômio com x→±∞

Px   a0 x n  a1 x n1  a2 x n2    an


n
Colocando x em evidência:

 a x n 1 a x n  2 a 
Px   x n  a0  1 n  2 n    nn 
 x x x 
 a a a 
Px   x n  a0  1  22    nn 
 x x x 
a1 a 2 a
Quando x→±∞ temos , 2 ,, nn  0
x x x
Então lim Px   lim a0 x n
x  x 

Portanto para calcular o limite de um polinômio P(x), quando x→±∞, basta calcular o limite do termo
de maior grau de P(x).
Exemplos:

1.
x 
 
lim 4 x 3  2 x 2  1  lim 4 x 3  4     
x 
3

2. lim
x 
x 3

 x  x 2  3  lim
x 
x3   3  
1.4.3 Limite de um quociente de polinômios com x→±∞
Seja:
Px   a0 x n  a1 x n1  a 2 x n2    a n a0  0
Qx   b0 x m  b1 x m1  b2 x m2    a m b0  0
P x  a xn
lim  lim 0 m
x  Q x  x  b x
0

Portanto, para calcular o limite de um quociente de polinômios quando x   , basta considerar o


termo de maior grau do numerador e o termo de maior grau do denominador.
Exemplos:
5 x 4  3x 2 5x 4
1. lim  lim  lim 5 x  
x  x 3  4 x x  x 3 x 

3x 4  x 2  x 3x 4 3 3
2. lim  lim  lim 
x  2 x 4  x 3  1 x  2 x 4 x  2 2
2x 3  x 2  1 2x 3 1
3. lim  lim  lim 0
x  4 x 4  3 x  1 x  4 x 4 x  2 x

1.4.4 Limite de um quociente com x→a


Px  Pa 
lim 
x  a Q x  Qa 

1º Caso: Q(a)≠0
Exemplo:
x 3  x  1 23  2  1
lim  9
x 2 x 1 2 1

2º Caso: Q(a) = 0 e P(x)≠0


Calculam-se os limites laterais.
Exemplos:

 x 1 2
lim   
x  1  x1 x 1 0 x 1
1. lim   Então : lim  
x 1 x  1 x 1 2 x 1 x 1
 lim   
 x1 x 1 0

 x2 4
 lim    
x2  x  2 x  2 0
2

x2
 
2. lim
x2  x  2 2
 Então : lim
 lim
x2

4
 
x1 x  22
 x 2  x  2 
 0
2
3º Caso: P(a) = Q(a) = 0
0
Neste caso, obtemos uma indeterminação do tipo . Sendo P(a) = Q(a) = 0, concluímos que P(x)
0
e Q(x) são divisíveis por x-a. Dividindo P(x) e Q(x) por x-a, normalmente a indeterminação
desaparece. Persistindo, dividi-se novamente até que desapareça a indeterminação.
Então:
Px 
Px 
lim  lim x  a
x a Q x  x a Q x 

xa
Exemplos:
2 x 3  2 x 2  x  1 2  13  2  12  1  1 0
1. lim  
x 1 x2 1 12  1 0
2x3  2x 2  x  1
2x3  2x 2  x  1 x 1 2x 2  1 3
lim  lim  lim 
x 1 x2 1 x 1 x2 1 x 1 x  1 2
x 1
x 4  4 x 3  6 x 2  4 x  1  1  4 1  6 1  1 1  4  6  4  1 0
4 3 2
2. lim   
x 1 x 3  5x 2  7 x  3  13  5 12  7 1  3  1  5  7  3 0
x 4  4x3  6x 2  4x  1
x 3  3x 2  3x  1  1  3 1  3 1  1 0
3 2
lim x 1  lim  
x  1 x 3  5x 2  7 x  3 x 1 x 2  4x  3  12  4 1  3 0
x 1
x 3  3x 2  3x  1
x 2  2 x  1  1  2 1  1 1  2  1
2
 lim x  1  lim   0
x  1 x 2  4x  3 x  1 x3  1  3 2
x 1

1.4.5 Limites do tipo ∞-∞


Muitas vezes, ao calcularmos certos limites, encontramos indeterminação do tipo    . Vejamos
como sair desta indeterminação através de alguns exemplos:

1. lim  2x  4  x 2     
x 
2

 2x  4  x 2  2x  4  x 2   lim 2x  4  2x  4  0
2 2 2 2
lim
x 
 2x  4  x 2 
2
2x  4  x 2  
x  2

2. lim  x  x  x     
2
x 

 x  x  x x  x  x  lim x  x  x  lim x  


2 2 2 2
lim
x 
 x  x  x
2 x 
x xx 2
x xx  x  2

Agora se trata de uma indeterminação já vista anteriormente   : considerar os termos de maior

grau. Então:
x x x 1 1
lim  lim  lim  lim 
x  x  x   
x xx
2
x x
2 2x x 2 2

1.4.6 Limite notável


sen x
lim 1
x 0 x
Exemplos:
sen 2a sen 2a
1. lim  lim 1
a 0 2a 2 a 0 2a
Se a  0  2a  0
sen x
tg x sen x 1 sen x 1 sen x 1 1
2. lim  lim cos x  lim   lim   lim  lim  1  1
x 0 x x 0 x x 0 cos x x x 0 x cos x x0 x x 0 cos x 1

3. lim
1  cos x
 lim
1  cos x 1  cos x   lim 1  cos 2 x  lim sen 2 x  lim sen x  sen x  1  0  0
x 0 x x 0 x1  cos x  x 0 x1  cos x  x 0 x1  cos x  x 0 x 1  cos x  2

2 Continuidade

Ex. 1
Solução: a função f é contínua em todos os
pontos do domínio [0,4], exceto para x = 1, x = 2
e x = 4. Nesses pontos, há saltos no gráfico.

Pontos nos quais f é contínua:


para x = 0 lim𝑥 →0+ 𝑓(𝑥) = 𝑓(0);
para x = 3 lim𝑥 →3 𝑓(𝑥) = 𝑓(3);
para 0 < c < 4, c ≠ 1, 2 lim𝑥 →𝑐 𝑓(𝑥) = 𝑓(𝑐).
Pontos nos quais f é descontínua
para x = 1 lim𝑥 →1 𝑓(𝑥) não existe;
para x = 3 lim𝑥 →2 𝑓(𝑥) = 1, mas 1 ≠ f(2);
para x = 4 lim𝑥 →4− 𝑓(𝑥) = 1, mas 1 ≠ f(4);
para c < 0, c > 4 estes pontos não estão no domínio de f.

Ex.: 2

Função contínua nos pontos a, b e c.

Definição: Função contínua em um ponto

Ponto interior: uma função y = f(x) é contínua em um ponto interior b do seu domínio quando

limx →b f(x) = f(b)

Extremidades: uma função y = f(x) é contínua na extremidade esquerda a ou é contínua na


extremidade direita c de seu domínio quando

lim𝑥→𝑎− 𝑓(𝑥) = f(a) ou lim𝑥→𝑐 + 𝑓(𝑥) = f(c), respectivamente.

Se uma função f não é contínua em um ponto c, dizemos que f é descontínua em c e que c é um


ponto de descontinuidade de f.

Observação: c não precisa pertencer ao domínio de f.

Teste de descontinuidade

Uma função f será contínua em x = c se, e somente se, ela obedecer às três condições seguintes:

 f(c) existe (c está no domínio de f);


 lim𝑥→𝑐 𝑓(𝑐) existe (f tem um limite quando x → c);
 lim𝑥→𝑐 𝑓(𝑐) = f(c) (o limite é igual ao valor da função).

Continuidade e derivabilidade

Se f é derivável em x0 , então f é contínua em x0 .

Retas tangentes a um gráfico

Representação gráfica de uma função S = t2 (uma bolinha rolando em um plano inclinado).


S = t2, t ≥ 0.

f(x)−f(x0 )
Reta secante – coeficiente angular tg α = x− x0
.

Ligando dois pontos do gráfico com uma reta, construiremos uma reta secante ao gráfico, que
representa a velocidade média no intervalo (a, s(a)) e (b, s(b)), os dois pontos do gráfico. A
velocidade média sobre o intervalo [a, b] pode ser interpretada como a inclinação da reta contendo
∆s
estes dois pontos ∆t
.

∆s 0
Para encontrar a velocidade instantânea, aproximando estes dois pontos, temos = , cuja
∆t 0
representação gráfica é uma reta tangente ao gráfico neste ponto.

Como calcular esta inclinação evitando a divisão por zero?

∆𝑠 𝑡 2 −12 (𝑡+1)(𝑡−1)
lim𝑡 →1 ∆𝑡 = lim𝑡→1 𝑡−1
= lim𝑡 →1 (𝑡−1)
= lim𝑡 →1 (𝑡 + 1) = 2

t−1
Se t ≠ 1,então = 1.
t−1

3 Derivada
Se y = f(x) é uma função qualquer, então podemos dizer como y varia quando x varia.

Definição – taxa média de variação.

Se y = f(x), então a taxa média de variação de y com relação a x sobre o intervalo [a, b] é:
∆y f(b)−f(a)
=
∆x b−a

Geometricamente, essa é a inclinação da reta secante que passa pelos pontos (a, f(a)) e (b, f(b)).

Usando limites podemos desenvolver a definição para a taxa instantânea de y com relação a x no
valor de x = a. Essa taxa de variação instantânea é chamada derivada, ou seja, derivada da função
y = f(x) quando x = a.
Definição – Derivada em um ponto.

A derivada da função f em x = a, denotada por f’(a) pode ser definida através do limite:
f(x)−f(a)
f’(a) = limx →a x−a

desde que o limite exista. Geometricamente, representa a inclinação da reta tangente ao gráfico de
f que passa pelo ponto (a, f(a)).

Derivada em um ponto

A derivada da função f em x = a, denotada por f’(a) é:


f(a+h)−f(a)
f’(a) = limh →0 h

desde que o limite exista.

Derivada de uma função f(x):

Se y = f(x), então a derivada da função f com relação a x é a função f’, cujo valor em x e:
f(x+h)−f(x)
f’(x) = limh →0 h

para todos os valores de x onde o limite existe.

Exemplo 1: Encontrar f’(4) para f(x) = 2x2 – 3

Regras de derivação:

 Função constante:
 f(x) = K

f’(x) = 0

 Função potência
 f(x) = xn e n é uma constante

f’(x) = n xn - 1

 Função produto
 f(x) = u(x).v(x)

f’(x) = u’(x).v(x) + u(x).v’(x)

 Função soma
 f(x) = u(x) + v(x)

f’(x) = u’(x) + v’(x)

 Função diferença
 f(x) = u(x) - v(x)

f’(x) = u’(x) - v’(x)

 Função produto com um dos fatores constante (ou constante multiplicada por função).
 f(x) = k.v(x)

f’(x) = k.v’(x)
 Função quociente
u(x)
 f(x) = v(x)

u’(x).v(x)− u(x).v’(x)
f’(x) = [𝑣(𝑥)]2

 Função exponencial
 f(x) = ax, x ∈ ℝ, a > 0 e a ≠ 1

f’(x) = ax. ln a

 f(x) = ex, x ∈ ℝ

f’(x) = ex (𝒆𝒙 . ln 𝑒 = 𝒆𝒙 )

 Função logarítmica
 f(x) = log a x, x ∈ ]0, +∞[, a > 0 e a ≠ 1
1
f’(x) = 𝑥 ln a

 Função seno
 f(x) = sen x

f’(x) = cos x

 Função cosseno
 f(x) = cos x

f’(x) = - sen x

 Função tangente
 f(x) = tg x

f’(x) = sec2 x

Consequência: derivada da função

 f(x) = [u(x)]−n , n ∈ ℕ∗
 f(x) = x–n , f’(x) = -n x– (n + 1)

Exercícios: Obtenha a derivada das seguintes funções:

1. f(x) = 5
2. f(x) = x6
3. f(x) = x16
4. f(x) = c . xn
5. f(x) = tg x
6. f(x) = x + 1
7. f(x) = x2 + 3
8. f(x) = sen x + cos x
9. f(x) = x2 – ex
10. f(x) = 3x4
11. f(x) = 3x2 + 5x
12. f(x) = (x2 + 1)(x3 + 2x)
13. f(x) = sen x.cos x
14. Caso especial da derivada do produto – n fatores
 f(x) = [(u(x)]n ⇒ f’(x) = n.[(u(x)]n−1 . u’(x)
 f(x) = x2. sen x .ex
15. f(x) = sen4x
16. f(x) = e5x
ex
17. f(x) = 2
x
x2 +1
18. f(x) =
x+1
1
19. f(x) = x
2
20. f(x) = x4
7
21. f(x) = e2x
1
22. f(x) =
sen x

Derivada de uma função composta – Regra da Cadeia

F(x) = g(f(x)) ⇒ F’(x) = g’(f(x)).f’(x)

Exercícios:

23. F(x) = cos 2x


24. F(x) = sen3x
2
25. F(x) = e7x −2x
26. F(x) = (1 – 3x)4
27. F(x) = (x2 + x +1)34
28. F(x) = ln (x2 – 1)
3
29. F(x) = (2x 2 + x + 1 )2
30. F(x) = √x 4 + 1

Derivada da função inversa


1
x = f-1(y) ⇒ (f-1)(y) = f′(x)

Derivada da função logarítmica


1
y = log a x ⇒ y’ = x.ln a

1
y = ln x ⇒ y’ =
x

Derivada da função arc sen


1
y = arc sen x ⇒ y’ =
√1−x2

Derivada da função arc cos


1
y = arc cos x ⇒ y’ = −
√1−x2

Derivada da função arc tg


1
y = arc tg x ⇒ y’ = 1+ x2

Exercícios:

31. f(x) = log 2 x


32. f(x) = √x
3
33. f(x) = √x
34. f(x) = √sen x
35. f(x) = arc sen x2
36. f(x) = arc cos ex
37. f(x) = arc tg (ln x)

Aplicações para a derivada:

Representa a inclinação da reta tangente ao gráfico de uma função.

Função Movimento:

38. A função horária do movimento de uma partícula é dada por s(t) = (t2 – t) ln t. Calcule a
velocidade escalar nos instantes:
a. ½
b. 1

Obs.: a velocidade escalar é aquela que é lida no velocímetro do carro.


t
39. Calcule a velocidade, dada a função horária s(t) = t+4.
40. A inclinação da reta tangente ao gráfico da função horária de um movimento no ponto (4,
13) é 12. Calcule s(4) e v(4).

Taxa de variação:

 Função horária → velocidade escalar;


 Velocidade → aceleração escalar;
 Massa → densidade linear;
 Volume de líquido que flui → vazão.

Aplicações à economia: funções marginais.

Função demanda: sendo p o preço por unidade de um certo bem oferecido a um mercado, seja x a
quantidade desse bem demandada pelos consumidores, temos a função de demanda em que p
depende de x. Normalmente, quanto menor o preço, maior a quantidade demandada.

Função oferta: a quantidade x de um produto colocada no mercado por produtores relaciona-se


com o preço por unidade p desse produto. Quanto maior o preço, maior a quantidade do produto
oferecida. Temos, então, a função de oferta, g(x) = p.

O ponto de interseção P dos gráficos das funções de demanda e oferta relativas a um mesmo
produto é chamado ponto de equilíbrio.

Pe = ponto de equilíbrio;

pe = preço de equilíbrio;

Qe = quantidade de equilíbrio.

Funções marginais: As taxas de variação das funções definidas na economia, como função receita,
função lucro, função demanda, função custo, etc., são batizadas de marginais (suas derivadas).

41. A equação de demanda para um certo produto é D(x) = 13 – x – 2x2 e o custo para produzi-
lo é dado pela função custo C(x) = 4x + ½ x2.Pede-se:
 A função custo marginal para 1 unidade;
 A função receita marginal;
 O lucro marginal para 1 unidade.

Significado do sinal das derivadas primeira e segunda.

Uma função f com derivada positiva em todos os pontos de um intervalo I indica que f é crescente
neste intervalo.

Analogamente, se f’(x) < 0 para todo x de um intervalo I, então f é decrescente em I.

Derivada segunda: Calcule a derivada segunda da função f(x) = 3x5 – 7x2 + 2.

Critério da derivada primeira para concavidade:

a) f tem concavidade para cima em I se, e somente se, f’ é crescente em I;


b) f tem concavidade para baixo em I se, e somente se, f’ é decrescente em I.

Critério da derivada segunda para concavidade:

a) se f”(x) > 0 para todo x do interior de I, então f tem concavidade para cima em I;
b) se f”(x) < 0 para todo x do interior de I, então, f tem concavidade para baixo em I.

Aplicação a máximos e mínimos de função:

Quando f tem concavidade para cima e em um intervalo o ponto x0 tem f’(x) = 0, ou seja, a reta
tangente ao gráfico de f no ponto P0 = (x0, f(x0)) é horizontal, x0 é ponto de mínimo de f em I (todos
os outros pontos do gráfico de f estão acima dessa tangente).

Quando a concavidade é para baixo e a derivada é nula em um ponto, esse ponto é ponto de
máximo.

Critério de concavidade:

 se f tem concavidade para cima em um intervalo I, e f’(x0) = 0 para algum x0 de I, então x0 é


ponto de mínimo de f em I;
 se f tem concavidade para baixo em um intervalo I, e f’(x0) = 0 para algum x0 de I, então x0 é
ponto de máximo de f em I;
 se f”(x0) < 0, então x0 é ponto de máximo local de f;
 se f”(x0) > 0, então x0 é ponto de mínimo local de f.

42. Obtenha os extremos absolutos de f(x) = x3 + x2 – x + 1 no intervalo [-2, ½].


43. A parte lateral de uma caixa é obtida dobrando-se uma faixa retangular de papelão, de
comprimento 60cm e largura 20cm, como mostrado na figura abaixo. Determine as
dimensões x e y para que o volume da caixa seja máximo.