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Descrição de uma experiência com Salvia divinorum

Armando Bote
Em Gasteiz (Vitória), capital do país basco, comprei um extrato de Salvia

divinorum. Ao experimentá-la fumando uma pequena quantia num cachimbo de água e

prendendo fortemente a fumaça senti um dos efeitos mais fortes que já tive com

psicodélicos. A sensação foi fulminante, antes de soltar a fumaça comecei a sentir um

efeito e de súbito literalmente decolei, por alguns segundos perde-se completamente a

noção da própria autoconsciêcia e mergulha-se num turbilhão em que senti-me fundir-me

com o objeto que eu olhava (uma mancha no tapete). Na segunda experiência, dias mais

tarde, aumentei a dose e literalmente perdi a noção de identidade, de quem eu era, de

onde estava e mergulhei num estado onírico. Sem perceber caí lentamente para o lado e

S. dirigiu-me a palavra perguntando se eu não queria me sentar, o que fiz e depois deitei-

me, mas durante todo esse tempo eu não percebi nada disso, depois de segurar muito a

fumaça comecei a sentir o efeito e antes de soltá-la comecei a ver o ponto que eu

observava perder as formas, como se estivesse se derretendo como cera quente e

começando a girar (mais tarde dei-me conta de que eu tinha girado a cabeça caindo para o

lado) e sentia-me num universo completamente irreal, onde o peso da gravidade como

que me esmagava fixando-me ao solo, sem noção de em cima ou em baixo, num

turbilhão em que minha própria consciência se deixava arrastar, no meio desse vórtice eu

via/escutava a S. apontando-me uma porta e dizendo que eu devia entrar por ela, após

deitar-me recobrei a consciência de que era uma experiência com sálvia e balbuciei que

estava bem, mas suava e ofegava muito e sentia-me com calor e taquicardia. A
salvinorina é um dos mais fortes psicodélicos, com uma patamar de ação a partir de 200

microgramas, o que só ocorre com o LSD.

Após algumas vezes, só e com amigos, podemos ver que a sálvia não é um

alucinógeno psicodélico comum, mais bem poderíamos chamá-la de onirógena e

despersonalizante, Um efeito típico é uma noção de perda ou saída da consciência e/ou

do corpo, mesmo porque a consciência é antes de tudo, a consciência de um corpo, e com

a sálvia parecemos uma consciência sem corpo. Ou talvez, uma consciência sem

autoconsciência. Na terceira vez que tomei senti-me como num desenho animado em que

tudo ao meu redor se liquefazia, se desmilinguia, e os objetos, o tapete ou a parede,

falavam comigo como personagens de um desenho animado, dizendo: ah!, eis vc aqui de

volta!, e eu literalmente caia dentro do que eu observava e sentia esse desmilinguir-se de

tudo assim como de si mesmo, tive um temor de não poder dominar meu corpo, nem

levantar-me e nem sequer falar, mas quando tentei articulei facilmente as palavras e

chamei S. para o quarto, sua chegada deu-me um pouso e um porto seguro. Da mesma

forma, com S. e S. ao meu lado senti-me outra vez caindo num abismo formado pela

linha do tapete no solo e amparei-me dando as mãos para elas, o que assegurou-me uma

sensação de apoio e calor humano.

S. descreveu a experiência como um mergulho na indistinção. De fato, em todas as


viagens psiconáuticas sempre busco esse ápice, quando mergulhamos num vórtice, um
rafting psicodélico, no fluxo energético de tudo que palpita ao nosso lado como uma
fonte de puras emanações onde navegamos e perdemos a noção dos limites entre todas as
coisas e nós próprios. Mas esses momentos são raros e passageiros, apenas doses bem
fortes podem fixá-los por mais tempo quando se consegue um estado de concentração, de
meditação, de contemplação beatífica da clara luz da realidade. Para chegar a eles há
sempre caminhos difíceis.Os ácidos e cogumelos podem ser também dispersivos,
podemos vagar no “samsara” sem encontrar a luz para derretermo-nos nela, ficando ao
invés disso em jogos mentais e em verbalizações internas ou externas de tipo obsessivo,
auto-referente e /ou banais. Fixar o pensamento exige técnicas de êxtase ou um firme
propósito filosófico no empreendimento que concentre o pensamento em questões
elevadas. Com a ayahuasca, o ritual das religiões as vezes ajuda mas na maioria das
vezes, para mim, atrapalha, pois raramente consigo esse “mergulho na indistinção” em
torno dos hinos e dos rituais.

Com a sálvia, entretanto, esse mergulho é instantâneo, fulminante, lançando-nos num


estado tão distinto, tão bizarro e tão indescritível, que quase sempre perde-se a noção de
que se está realizando uma experiência e mergulha-se em outros ambientes que na
verdade são outros universos tão distintos que diria-se outra galáxia, outra forma de vida.
Esse mergulho é imediato, antes de se expirar a fumaça. O resto do tempo mantém-nos
com uma sensibilidade psicodélica acentuada, uma empatia calorosa e sensual a là
ecstasy e uma curiosidade interpretativa sobre o que se vivenciou naqueles segundos ou
minutos de intensidade total, que chega as vezes a uma espécie de amnésia e até mesmo
comportamentos sonambúlicos.

Na verdade, ouso dizer que com a sálvia tive os efeitos mais intensos de minha vida, a
sensação mais completa de mergulho total num esfera em que se mantém uma
consciência mas que perdeu a referência da identidade, da localização, da sua articulação
com o corpo, da sua fronteira egóica e que assiste uma completa explosão perceptiva que
exibe paisagens de uma dimensão extraterrestre.

B. referia-se a um suposto mecanismo neurofisiológico da “viagem astral” que

residiria numa desconexão entre o hipocampo, onde estaria a memória e a sensibilidade

proprioceptiva. A imagem do eu não se relacionando com o eu físico produziria uma

sentir-se fora do corpo, ou o que se chamou em jargão psiquiátrico, bird-eye image, uma

suposta visão de cima do campo onde se encontra o sujeito. Talvez tais elementos sejam

ressaltados na experiência da salvia. O eu desvincula-se do sistema proprioceptivo

produzindo um estado peculiar de dissoaciação psíquica.

Preciso ler o livro de Catherine Clément, Syncope. The philosophy of rapture, ou

ravissement, em francês (arrebatamento). A noção de síncope, presente na gramática, na

música, na medicina, é usada como metáfora para um estado de arrebatamento, de

rompimento do fio da narrativa da consciência em seu desenrolar rotineiro e linear para


um estado de vôo mental, de êxtase ou arrebatamento, o qual o ocidente teme e persegue,

proscrevendo e amaldiçoando tais comportamentos contemplativos extáticos e beatíficos.

Obtive mais importando dos EUA do site Sage wisdom, de Daniel Siebert. Que

milagre que um psicodélico tão forte ainda esteja disponível legalmente! A forma do

extrato alcoólico para administração sublingual oferece um efeito mais prolongado, de até

duas horas. Estou esperando achar um local adequado para fazer a prova.
Decreto assinado pelo prefeito Dário Berger coloca em situação de emergência toda a
área do Terminal Rodoviário Rita Maria, o mais movimentado do Estado, instalado na
entrada de Floripa. De acordo com o documento, técnicos da Diretoria Municipal de
Defesa Civil identificaram fissuras e rompimento em várias partes da estrutura de
concreto do Terminal, por onde passam milhares de pessoas todos os dias, com risco
iminente de desabamentos. A situação, de acordo com a Defesa Civil, se agravou nos
últimos anos pela falta de manutenção e também pela ação da maresia. O local é
administrado pelo Deter. No decreto, o prefeito autoriza os membros da Defesa Civil a
“penetrar na área do Terminal Rodoviário Rita Maria de Florianópolis, a qualquer hora do
dia ou da noite, mesmo sem o consentimento da Administração, para prestar socorro ou
para determinar a pronta evacuação dos usuários em geral”.

Os turistas que viajam para o litoral de Santa Catarina, indo em direção a cidade de
Florianópolis, desembarcando junto a rodoviária no centro da cidade, e com um posto de
informações turísticas para que possa orientar-se nas direções das praias, bem como ao
centro da cidade. Na saída da rodoviária o turista irá encontrar táxis a disposição para
levar a qualquer lugar, assim como linha de ônibus urbano que percorre a rodoviária
encaminhando os turista ao centro da cidade, bem como as praias de Florianópolis. Na
rodoviária o turista tem a disposição restaurantes, lojas, banheiros, agências bancárias
com posto 24 horas, terminal eletrônico.

São ônibus vindos do interior do estado de Santa Catarina, assim como de outras cidade
do litoral catarinense, bem como do Rio Grande do Sul, das Argentina, do Uruguai, do
Paraguai,da Bolívia, países estes que estão já acostumados em aproveitar as férias junto
a praia catarinense, devido as suas belezas naturais. Nota-se a vinda também de muitos
turistas brasileiros, das regiões norte, nordeste, centro-oeste, sudeste, principalmente de
São Paulo, e região sul, como o estado do Paraná e o Rio Grande do Sul.

Da rodoviária de Florianópolis, os turistas poderão tranqüilamente visitar outras praias do


litoral de Santa Catarina, como a praia de Itapema, o Balneário Camboriú, a cidade de
Laguna, Garopaba, próximas a cidade de Florianópolis. Assim como outras cidades
turísticas do estado de Santa Catarina, os turistas buscam conhecer seus atrativos
turísticos.

Fonte: http://www.florianopolistur.com.br

O terminal rodoviário Rita Maria é o único terminal rodoviário de Florianópolis onde


partem e chegam ônibus intermunicipais, interestaduais e também internacionais. Lá é
possível comprar passagens de ônibus, embarcar, desembarcar e usar outros serviços. A
Rodoviária de Florianópolis é bastante ampla e dentro dela você encontrará 3
lanchonetes, guarda-volumes, sanitários, informações turísticas, Associação
Florianopolitana de Voluntários, que disponibiliza jovens que ajudam os passageiros com
suas bagagens, agência do Banco Besc exclusiva para pagar o IPVA, Detran, telefones
públicos, loja que disponibiliza computador com internet, lojas comerciais e até uma
barbearia. No piso superior se encontram restaurante, central da moda, sanitários com
chuveiro, Deter, Agência Nacional de Transportes Terrestres. Para quem é visitante e
desembarca na Rodoviária basta seguir em frente no lugar de desembarque e encontrará a
saída. Compreendendo o centro de Florianópolis, onde situa-se a Rodoviária, pode-se
dizer que a partir deste ponto a sua direita localiza-se o TICEN que é o terminal urbano
integrado do centro de Florianópolis. A sua esquerda localizam-se as pontes que ligam a
Ilha ao continente. Neste mesmo ponto, se seguirmos em frente, teremos a passarela de
pedestres que passa por cima da Avenida Paulo Fontes e dá acesso ao centro histórico e
comercial de florianópolis. Para quem chega pelo TICEN em direção à saída temos a
rodoviária à esquerda, sendo assim, saindo das plataformas do TICEN pode-se girar à
esquerda para chegar à rodoviária. Este caminho seria o mais rápido, porém não mais
seguro, já que é necessário atravessar vias movimentadas. O caminho mais popular para
se chegar a rodoviária seria sair do TICEN e atravessar as duas pistas e o canteiro do
meio que se localizam logo a frente da saída e entrada do TICEN. Esta avenida de duas
pistas se chama Paulo Fontes. Por ter um tráfego intenso de carros e pedestres é
aconselhável atravessar na faixa de segurança em frente ao TICEN. Depois de atravessar
a primeira pista, você chegará ao canteiro, basta seguir em frente para atravessar a
segunda pista da avenida Paulo Fontes. Depois de atravessar você encontrará o
camelódromo, mas é comum esbarrar em vendedores ambulantes. Vire à esquerda
seguindo o piso podotátil, em poucos passos você chegará a uma esquina, vire à direita e
siga até o final da calçada, ali encontrarás uma rampa para deficientes físicos. Atravesse à
esquerda. Quando chegar à calçada vire à direita e siga em frente na calçada. Você deve
caminhar alguns passos até um alambrado que estará à sua esquerda, ali encontra-se um
grande estacionamento de automóveis. E, frente você encontrará uma rampa bastante alta
que é a entrada de automóveis deste estacionamento. Seguindo em frente caminhe uns
130 metros até encontrar uma rampa bastante alta que é a entrada de automóveis deste
estacionamento. Atravesse a rampa e siga em frente, virando levemente para a esquerda
até encontrar o piso podotátil. Passarás também pela subida da rampa de entrada de
carros do estacionamento, que atualmente é desativada. Continue em frente até o final da
calçada, depois volte para encontrar o poste de ferro ou a rampa para cadeirantes. O poste
de ferro se localiza no piso podotátil. Neste ponto atravesse a rua, que é a Pedro Ivo e
siga em frente. Quando chegar à calçada continue em frente mas tome cuidado com dois
orelhões que ali se localizam. Vá em frente até a entrada da passarela. Esta entrada é de
fácil percepção, pois é um lugar com acústica diferenciada onde é possível escutar ecos
produzidos pelos toques da bengala. Siga pelo corrimão e suba, ao final da subida vire à
esquerda e siga reto. Continue se referenciando pelo corrimão e desça à sua direita.
Saindo da passarela siga em frente. A sua esquerda tem um alambrado, uma grande onde
fica um estacionamento de automóveis, e à direita uma via onde saem os carros da
rodoviária. O piso é de pedra e em poucos passos se encontra uma pequena rampa,
seguindo esta mesma calçada, em poucos passos, se encontra o piso emborrachado da
rodoviária. Siga em frente, a rodoviária já está a sua esquerda, à direita é o
estacionamento dos táxis e demais carros. Gire à esquerda para procurar a primeira porta
da rodoviária, você perceberá a mudança de pisos, na entrada, junto às portas de vidro.
Este piso é liso. Siga e encontre a porta de vidro que fica sempre aberta. Ao entrar se
percebe novamente o piso emborrachado. Se você seguir em frente encontrará o
desembarque, desta porta até o desembarque são cerca de sessenta metros. Se virares à
direita poderás caminhar ao longo da rodoviária, ela tem cerca de duzentos metros de
extensão. Seguindo à direita, pela extensão da Rodoviária, você terá, a sua esquerda, lojas
comerciais e duas lanchonetes. Á direita, terá a escada que leva ao piso superior e mais a
frente todos os balcões e guichês de empresas rodoviárias. Caminhando por esta
extensão, tome cuidado com as colunas que ali se encontram. Elas ficam enfileiradas no
centro deste caminho. Os portões de embarque, portão a, portão b, portão c e portão d, se
localizam em frente aos balcões de compra de passagens, depois de passares por um
pipoqueiro, sempre com um cheirinho irresistível. Se você dobrou a direita lá na entrada
da rodoviária e está caminhando ao longo dela, estes portões de embarque estarão à sua
esquerda, do meio para o final da rodoviária.

Terminal Rodoviário Rita Maria Localizado na Av. Paulo Fontes, no centro de


Florianópolis, o Terminal Rita Maria, ganhou este nome em homenagem a uma senhora,
moradora das imediações, que recebia anteriormente os visitantes que aqui chegavam. A
rodoviária possui tipologia arquitetônica marcante, servindo como ponto de referência
para a cidade. Faz uso da linguagem brutalista, sendo construída com concreto aparente,
vidro e argamassa. O projeto é dos arquitetos Enrique Brena e Yamandu Carlevaro, e foi
inaugurado em 7 de setembro de 1981 na gestão do governador Jorge Konder
Bornhausen. O espaço da edificação é costituído por um grande elemento horizontal, tipo
um galpão, que possui no seu interior alguns mezaninos com estrutura independente. Oito
torres de serviço, que avançam além da cobertura, quebram a horizontalidade do
conjunto. Os materiais e a forma adotada, tanto do prédio quanto da cobertura,
contribuem muito para o conforto térmico da edificação, fazendo com que a rodoviária
possua uma amplitude térmica baixa, e mantenha sempre uma temperatura agradável. O
fluxo atual é em média de 12.000 pessoas/dia na alta e de 8.000 pessoas/dia na baixa
temporada . A princípio, o objetivo do projeto, por possuir tão expressivo número de
usuários diários, era manter a circulação livre ao longo de todo o espaço. Porém, com o
passar dos anos, muitas reformas foram feitas e esses objetivos foram deixados de lado.
Acabou surgindo mais espaços para comércio, tanto que em um dos mezaninos encontra-
se a Central da Moda. Atualmente a administração do terminal Rodoviário Rita Maria
está nas mãos do DETER, e segundo este a privatização não acontecerá ainda.