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SOCIEDADE SIMPLES, SEGUNDO O CÓDIGO CIVIL DE 2002.

JurisWay Sala dos Doutrinadores Artigos Jurídicos Direito Empresarial

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Autoria:

Cezar De Lima Brito

Formação Acadêmica.Pós-Graduação nível Especialização: Direito e Consultoria


Empresarial.Instituição de Ensino: Pontifícia Universidade Católica de Goias. Ano de Conclusão:
2014/2º.Pós - Graduação: MBA em Gestão Empresarial,Instituição de Ensino: Fundação Getúlio
Vargas - Goiânia -GO. Ano de Conclusão: 2012.Graduação: Relações Internacionais,Instituição
de Ensino: Pontifícia Universidade Católica de Goiás Ano de Conclusão: 2012

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Resumo:

O presente estudo tem com objetivo descrever como ficou a definição da sociedade simples
segundo o código civil de 2002. A definição do que é sociedade simples, que segundo o código
civil de 2002, esta definida como sendo uma sociedade de pessoas.

Texto enviado ao JurisWay em 01/09/2013.

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Cezar de Lima Brito[1]

RESUMO
O presente estudo tem com objetivo descrever como ficou a definição da sociedade simples
segundo o código civil de 2002. Trazendo uma discussão sobre o tema em questão, ou seja,
sobre a sociedade simples. Para tornar o entendimento mais fácil, percebe-se a necessidade
de definir conceitualmente a definição do que é sociedade simples, que segundo o código civil
de 2002, esta definida como sendo uma sociedade de pessoas, uma vez que se constituem a
partir do relacionamento pessoal entre os sócios, pela vontade da união de pessoas a partir de
qualidades subjetivas dos demais sócios (FINKELSTEIN, 2009).

Além da definição conceitual, serão abordadas as principais características da sociedade


simples, quais os tipos de sociedade simples existente, além da apresentação de alguns
exemplos que se enquadram dentro da sociedade simples; assim como os tramites legais para
o seu registro, além da responsabilidade dos sócios, pois a sociedade simples sendo composta
por sócios, que pode fazer uso da sua qualificação profissional para montar uma sociedade.

E por ultimo a diferença entre a sociedade simples e a sociedade empresaria, pois entende-se
que maiores esclarecimentos sobre a sociedade simples e a empresarial, e de suma
importância.

Em geral, em função da estrutura da atividade econômica, e que vai definir se e ou não uma
sociedade simples, percebe-se que a grande distinção da sociedade simples é a inexistência de
uma organização de bens materiais e imateriais (intelectuais), bem como de recursos
humanos, voltada para a produção sistemática de riqueza. É o que se passa com sociedades
em que se verifica, essencialmente, trabalho não organizado, autônomo, desempenhado por
cada um dos sócios sem conexão maior com a atuação dos demais.

INTRODUÇÂO.

O objetivo deste trabalho é apresentar uma discussão acerca da análise da definição sobre a
sociedade simples, segundo o código civil de 2002, como forma de alcançar um melhor
entendimento a respeito da nova definição de sociedade simples. Essa alteração foi
incorporada no código civil de 2002, por tanto e de suma importância o seu entendimento.

As sociedades simples foram introduzidas pelo novo código civil de 2002 em substituição às
sociedades civis, abrangendo aquelas sociedades que não exercem atividades próprias de
empresário sujeito a registro segundo o artigo 982.
O artigo 985 do código civil, nos traz informações sobre como a sociedade pode ser
constituída, afirmando: A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no registro
próprio e na forma da lei, dos seus atos constitutivos (arts. 45 e 1.150).

Sociedade simples São sociedades que exploram a atividade de prestação de serviços


decorrentes de atividades intelectuais e de cooperativa. Na Sociedade Simples, organizada por
no mínimo duas pessoas, tem o objeto lícito descrito em seu contrato social, de natureza
essencialmente não mercantil, onde para a execução de seu objeto, os sócios recaiam na
exceção prevista acima, ou seja, exerçam profissão intelectual, de natureza científica, literária
ou artística, mesmo que para a execução necessitem de auxiliares ou colaboradores.
Exemplos: Cooperativas e representações comerciais.

1- SOCIEDADE SIMPLES

Este trabalho tem como objetivo definir o conceito de sociedade simples, de acordo estudiosos
da ária do direito, e também trazendo a definição dos artigos que fala sobre a definição do que
e uma sociedade simples.

Segundo o artigo 997 do código civil de 2002, defini que a sociedade constitui-se mediante
contrato escrito, particular ou público, que, além de clausulas estipuladas pelas partes, da
sociedade.

“Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica


organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.

Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza
científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o
exercício da profissão constituir elemento de empresa (...).

Entende-se através da definição deste do artigo 966, do código civil de 2002, que todos
aqueles que exercem uma profissão, a qual seja de natureza cientifica, literária ou artística,
podem ser registrada como sociedade simples, segundo o código civil de 2002, que esta escrito
nos artigos 997 a 1038.

O código civil nos traz inúmeros exemplos, como por exemplo, os consultórios odontológicos,
a onde dois ou mais dentista se unem para forma uma sociedade, e assim explora a sua
profissão, neste caso o código civil classifica essa sociedade como sendo uma sociedade
simples, segundo a nova definição do código civil de 2002.

A disciplina das sociedades simples não possuiria maior importância, não fosse a opção do
legislador Pátrio em utilizar as regras das sociedades simples, como regras gerais aplicáveis a
todas as sociedade pelo código civil.

Tal opção é objeto de criticas acertado, tendo em vista que tais doutrinadores, como
Rubens[2], afirma de forma objetiva que seria melhor a legislação civil trazer regras gerais
atinentes a todas as sociedade, de forma capitular, e não como regras pertinentes relativas á
sociedade simples que não são ligadas a nossa tradição.

Destarte a sociedade simples não se destina as sociedades empresariais, sendo com certeza
uma afronta busca na sociedade simples solução para as sociedades limitadas (RUBENS, 2010).

1.1 O CONCEITO DE SOCIEDADE SIMPLES.

As sociedades simples são sociedades de pessoas, uma vez que se constituem a partir do
relacionamento pessoal entre os sócios, pela vontade da união de pessoas a partir de
qualidades subjetivas dos demais sócios (FINKELSTEIN, 2009).

As sociedades simples são dedicadas à profissão intelectual, de natureza cientifica literária ou


artística. É o caso, por exemplo, das atividades desenvolvidas por um grupo de escritores
literário, artigo 982 etc.
Entende-se que as interpretações não tem sido unânime entre os juristas, pois os artigos 997 a
1038 do código civil, que trata sobre a existência da sociedade simples, da margem para
interpretação diversas.

1.2 ELEMENTOS CARACTERIZADORES DA SOCIEDADE SIMPLES.

De acordo com a nova definição do código civil de 2002, existem vários tipos de sociedades, a
novidade, entre estes tipos societários, é exatamente a disposição normativa sobre as
sociedades simples.

Segundo alguns estudiosos (Fábio Ulhoa, 2010) da ária,o Código Civil não as definiu,
claramente, deixando implícito em alguns dispositivos legais as sua natureza jurídica, dando
margem, para inúmeras interpretações. Veja-se, por exemplo, o disposto no art. 982 do Código
Civil: salvo as exceções expressas, considera-se empresária a sociedade que tem por objeto o
exercício de atividade própria de empresário sujeito a registro (Art. 967); e, simples, as demais.

Segundo MAMEDE, 2010 a sociedade de advogados é um exemplo de sociedade simples, já


que tal característica é determinada pelos artigos 16e 17 da lei 8.906/94 (Estatuto da
Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil); O mesmo autor ainda sita um outro exemplo
como sendo sociedade simples, a sociedade de dentistas.

A sociedade simples tem por características:

I. É uma sociedade de pessoas[3]

II. A sociedade adquire personalidade jurídica[4] após o registro do contrato social no


registro civil de pessoa jurídica[5].

III. A atividade exercida por qualquer sócio.

IV. A sociedade possui natureza intelectual, cientifica literária ou artística.

V. Não esta sujeita a falência.


VI. Simplicidade de estrutura.

VII. Presunção de pequeno porte.

VIII. Atuação pessoal dos sócios superando a organização dos fatores de produção.

Percebe-se que mesmo diante dessa simplicidade, como demostra as características da


sociedade simples, seu entendimento tornar-se confuso em se tratando dos diversos tipos de
sociedade simples existe, as quais serão descrita asseguir.

1.3- TIPOS DE SOCIEDADE SIMPLES.

Encontra-se estipulado no artigo 983 do código civil, a sociedade simples poderá constituir-se
pelas normas que lhe são próprias, referindo-se aos artigos 997 a 1.038 do código civil
(MAMEDE, 2010).

O artigo 983 do código civil, ademais, aceita que a sociedade simples, seja constituída por um
dos tipos societário próprio da empresa, arrolados nos artigos 1.039 a 1.092 do código civil,
criando variações à sociedade simples em sentido estrito (MAMEDE, 2010).

A sociedade simples poderá assumir cinco formas específicas, ou seja, poderá estruturar-
se segundo as regras dos seguintes tipos societários:

I. Sociedade simples comum

II. Sociedade simples em nome coletivo

III. Sociedade simples em comandita

IV. Sociedade simples limitada


V. Sociedade cooperativa.

A sociedade simples comum se regerá apenas pelos artigos 997 a 1.038 do código civil. As
demais sociedades simples, por força do que se encontra determinado no artigo 1.150 do
código civil deverão respeitar, ainda, as normas específicas dos tipos societários assumidos.

As sociedades simples em nome coletivo, as específicas dos tipos societários assumidos: as


sociedades simples em nome coletivo, as especificidades dos artigos 1.039 a 1.044 do código
civil; as sociedades simples em comandita, os seus artigos 1.045 a 1.0151; sendo sociedade
simples limitada, respeitado as particularidades dispostas nos artigos 1.052 a 1.087 do mesmo
código, sempre que lhe sejam aplicáveis.

As sociedades cooperativas como já vistam, possuem tratamento especifico nos artigos 1.093
a 1.096 do código civil, além de uma legislação própria, a lei 5.764/71.

Art. 982. Salvo as exceções expressas, considera-se empresária a sociedade que tem por
objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito a registro (art. 967); e, simples,
as demais.

Parágrafo único. Independentemente “de seu objeto, considera-se empresária a sociedade por
ações; e, simples, a cooperativa”.

Alguns juristas divergem sobre a definição de quer as antigas sociedades civis correspondem
necessariamente às sociedades simples, bem como que as antigas sociedades comerciais
correspondem às sociedades empresárias. Pelo novo critério, não basta a mera análise do
objeto social para se determinar a natureza da sociedade. O artigo 969 do novo Código Civil
também leva em consideração o grau de organização da atividade econômica a ser exercida e
a pretensão de exercício de profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística
(Fábio Ulhoa, 2010).

Sendo assim, algumas sociedades tende a modificar seus regimes jurídicos, como por
exemplos:grandes construtoras de imóveis, que não acumulam atividades mercantis e que não
tenham a

a) Dotado a forma de sociedade anônima, antes eram consideradas sociedades civis e


passam a se enquadrar como sociedades empresárias;
b) Pequenos comércios, que antes eram considerados sociedades comerciais, passam a ser
enquadrados como sociedades simples, se não houver organização da atividade exercida.

Percebe-se quer por outro lado, o grau de organização das atividades de uma sociedade varia
com o tempo e geralmente não pode ser percebido pela simples leitura de seus contratos
sociais.

Entende-se, que enquanto não houver maiores esclarecimentos doutrinários e


jurisprudenciais, a posição de alguns cartórios de registro civil de pessoas jurídicas é a de que
caberá aos confeccionadores dos contratos sociais de sociedades em constituição ou já
existentes, analisarem cuidadosamente os elementos e o grau de organização da atividade a
ser exercido à luz do artigo 966 do novo Código Civil, e, ao final, enquadrar a sociedade como
simples ou empresária (www.diariodasleis.com.br).

Diante do exposto, tanto o oficial de registro, como o órgão do registro mercantil competente,
pouco poderão fazer no sentido de fiscalizar a correta atribuição do tipo jurídico das
sociedades constante de seus contratos sociais.

Poderão recusar a escolha da natureza adotada tão-somente quando houver manifesta


violação da lei, como, por exemplo, no caso de constituição de uma sociedade com dezenas de
sócios, vultuoso capital social e com a previsão de complexos organismos de deliberação,
administração e fiscalização, que dificilmente poderá ser enquadrara como sociedade simples,
diante da manifesta organização de sua atividade (www.diariodasleis.com.br).

Em seguida, será discorrido sobre os tramite legal para o registro da sociedade simples,
destacando assim os dispositivos legais, que regular a sociedade simples.

2 - TRAMITE LEGAL PARA O REGISTRO DAS SOCIEDADES SIMPLES.

Entende-se quanto e importante compreender, de que maneira se da o registro das


sociedades simples. Trataremos dos dispositivos legais para o registro da sociedade simples,
pois para ser considerada sociedade simples de fato, devem obedecer alguns pré-requisitos
legais, que devem estar bem claro e definido no ato constitutivo.

Ato constitutivo das sociedades simples.


Segundo Marlon[6] para adquirir personalidade jurídica, a sociedade deve arquivar seus atos
constitutivos no registro competente, que no caso das sociedades simples é a cartório de
registro civil das pessoas jurídicas, nos trintas dias subsequentes a sua constituição.

Para adquirir personalidade jurídica a sociedade deve arquivar seus atos constitutivos no
registro competente, que no caso das sociedades simples é o cartório de Registro Civil das
Pessoas Jurídicas, nos 30 dias subsequentes a sua constituição.

O registro é exigido para assegurar uma certa publicidade do que é a sociedade, assegurando o
conhecimento de elementos essenciais na vida da mesma a terceiros que negociam com a
mesma. Nada que esteja fora do contrato social, pode ser oposto a terceiros (art. 997,
parágrafo único). Há que se ressaltar que além do registro inicial, devem ser registradas
quaisquer alterações no ato constitutivo, bem como devem ser averbadas as instituições de
filias.

2.1 – REGISTRO DAS SOCIEDADES SIMPLES.

Segundo o art. 997, a sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público,
que, além de cláusulas estipuladas pelas partes. O ato constitutivo é denominado contrato
social e possui uma série de requisitos mencionados no artigo 997 do código civil de 2002,
devendo indicar:

I. Qualificação dos sócios, nome, nacionalidade, estado civil, profissão e residência


dos sócios, se pessoas naturais, e a firma ou a denominação, nacionalidade e sede dos sócios,
se jurídicas;

II. Denominação, objeto, sede e prazo da sociedade;

III. Capital da sociedade, expresso em moeda corrente, podendo compreender


qualquer espécie de bens, suscetíveis de avaliação pecuniária;

IV. A quota de cada sócio no capital social, e o modo de realizá-la;


V. As prestações a que se obriga o sócio, cuja contribuição consista em serviços;

VI. As pessoas naturais incumbidas da administração da sociedade, e seus poderes e


atribuições;

VII. A participação de cada sócio nos lucros e nas perdas;

VIII. Se os sócios respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais.

Parágrafo único. É ineficaz em relação a terceiros qualquer pacto separado, contrário ao


disposto no instrumento do contrato.

Art. 998. Nos trinta dias subsequentes à sua constituição, a sociedade deverá requerer a
inscrição do contrato social no Registro Civil das Pessoas Jurídicas do local de sua sede.

§ 1 o pedido de inscrição será acompanhado do instrumento autenticado do contrato, e, se


algum sócio nele houver sido representado por procurador, o da respectiva procuração, bem
como, se for o caso, da prova de autorização da autoridade competente. Com todas as
indicações enumeradas no artigo antecedente, será a inscrição tomada por termo no livro de
registro próprio, e obedecerá a número de ordem contínua para todas as sociedades inscritas.

Art. 999. As modificações do contrato social, que tenham por objeto matéria indicada no art.
997, dependem do consentimento de todos os sócios; as demais podem ser decididas por
maioria absoluta de votos, se o contrato não determinar a necessidade de deliberação
unânime.

Parágrafo único. Qualquer modificação do contrato social será averbada, cumprindo-se as


formalidades previstas no artigo antecedente.

Art. 1.000. A sociedade simples que instituir sucursal, filial ou agência na circunscrição de
outro Registro Civil das Pessoas Jurídicas, neste deverá também inscrevê-la, com a prova da
inscrição originária.

Parágrafo único. Em qualquer caso, a constituição da sucursal, filial ou agência deverá ser
averbada no Registro Civil da respectiva sede.
2.2 – DISPOSITIVO LEGAL QUE REGULA A SOCIEDAE SIMPLES.

O registro é exigido para assegurar certa publicidade do que é a sociedade, assegurando o


conhecimento de elementos essenciais de sua vida a terceiros que negociam com a sociedade
simples. Nada que esteja fora do contrato social poder ser oposto a terceiros (art. 997,
parágrafo único). Há que se ressaltar que, além do registro inicial, devem ser registradas quais
quer alterações no ato constitutivo, bem como devem ser averbado as instituições filiais
(Marlon Tomazette, 2009).

Quaisquer modificações do contrato social, que tenham por objetivo matéria indicadas no
artigo 997, dependem do consentimento de todos os sócios; as demais podem ser decididas
por maioria absoluta de votos, se o contrato não determinar a necessidade de deliberação
unanime (art. 999, do código civil, 2002).

Paragrafo único. Qualquer modificação do contrato social será averbado, cumprindo-se as


formalidades previstas no artigo anterior (art. 999, do código civil de 2002).

O código civil proíbe-se a associedade entre cônjuges pela regime de comunhão universal e da
separação total de bens. A real intensão da proibição entre cônjuges e justamente evitar a
mudança do regime matrimonial. Entretanto tal solução não e justificável, pois há bens que
mesmo em regime de comunhão universal conforme a artigo 1.668do código civil, alguns bens
não se comunicam.

Segundo Pontes Miranda[7] (1934, p. 226).

... nem sempre é necessário a participação efetiva de todos os sócios na vida da sociedade.
Além disso, para os casados no regime da separação obrigatória, não se proíbe a aquisição de
um bem em condomínio.

Desta forma não há porque a proibição entre os dois cônjuges na sociedade, m porem o código
civil, tem outra definição contraria a de Miranda.
2.3 – RESPONSABILIDADE DOS SOCIOS.

Dos Direitos e Obrigações dos Sócios

Art. 1.001. As obrigações dos sócios começam imediatamente com o contrato, se este não
fixar outra data, e terminam quando, liquidada a sociedade, se extinguirem as
responsabilidades sociais.

Art. 1.002. O sócio não pode ser substituído no exercício das suas funções, sem o
consentimento dos demais sócios, expresso em modificação do contrato social.

Art. 1.003. A cessão total ou parcial de quota, sem a correspondente modificação do contrato
social com o consentimento dos demais sócios, não terá eficácia quanto a estes e à sociedade.

Parágrafo único. Até dois anos depois de averbada a modificação do contrato, responde o
cedente solidariamente com o cessionário, perante a sociedade e terceiros, pelas obrigações
que tinha como sócio.

Art. 1.004. Os sócios são obrigados, na forma e prazo previstos, às contribuições estabelecidas
no contrato social, e aquele que deixar de fazê-lo, nos trinta dias seguintes ao da notificação
pela sociedade, responderá perante esta pelo dano emergente da mora.

Parágrafo único. Verificada a mora, poderá a maioria dos demais sócios preferir, à indenização,
a exclusão do sócio remisso, ou reduzir-lhe a quota ao montante já realizado, aplicando-se, em
ambos os casos, o disposto no § 1 o do art. 1.031.

Art. 1.005. O sócio que, a título de quota social, transmitir domínio, posse ou uso, responde
pela evicção; e pela solvência do devedor, aquele que transferir crédito.

Art. 1.006. O sócio, cuja contribuição consista em serviços, não pode, salvo convenção em
contrário, empregar-se em atividade estranha à sociedade, sob pena de ser privado de seus
lucros e dela excluído.
Art. 1.007. Salvo estipulação em contrário, o sócio participa dos lucros e das perdas, na
proporção das respectivas quotas, mas aquele, cuja contribuição consiste em serviços,
somente participa dos lucros na proporção da média do valor das quotas.

Art. 1.008. É nula a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de participar dos lucros e
das perdas.

Art. 1.009. A distribuição de lucros ilícitos ou fictícios acarreta responsabilidade solidária dos
administradores que a realizarem e dos sócios que os receberem, conhecendo ou devendo
conhecer-lhes a ilegitimidade.

Ao subscrever uma parte do capital, isto é, ao se comprometer a pagar o valor de


determinadas quotas, adquire-se a qualidade de sócio, da qual não decorrem apenas deveres,
mas também direitos. Tais direitos são de duas espécies: direitos pessoais e direitos
patrimoniaiswww.jus.com.br/artigos/3691/as-sociedades.

O direito patrimonial é o direito eventual de crédito contra a sociedade, consistente na


participação nos lucros e na participação no acervo social em caso de liquidação da sociedade.
Trata-se de um direito eventual, condicionado, na medida em que o seu exercício depende de
fatos incertos, como a produção de lucros ou a dissolução da
sociedade.www.jus.com.br/artigos/3691/as-sociedades.

Em relação à participação nos lucros, a princípio, é livre à sociedade decidir a forma de sua
divisão desde que não haja um pacto leonino, isto é, desde que não se atribuam vantagens ou
desvantagens exageradas a algum sócio. No silêncio do contrato social, cada sócio participa
dos lucros na proporção de suas quotas (art. 1.007).

Todavia, o sócio que contribui em serviços só participa dos lucros pela média do valor das
quotas, o que é criticado pela imprecisão e pela injusta discriminação, nos dizeres de Attila[8].

3 – DIFERENÇA EXISTENTE ENTRE SOCIEDADES SIMPLES E SOCIEDADE EMPRESARIA.

E muito comum perceber que muitas pessoas não sabem a deferência existe entre sociedades
simples e sociedade empresaria, por tanto entendo ser necessário explicitar a diferencia existe
entre ambas. Partindo deste pressuposto sobre a definição do que e sociedade simples e
sociedade empresariam, exemplificando para tornar melhor o entendimento sobre a
definição.

3.1 – SOCIEDADE SIMPLES.

A sociedade simples em sentido estrito surge a partir da inserção do respectivo contrato,


instrumento particular ou publico, segundo as regras do artigo 997.

As sociedades simples são sociedades de pessoas, uma vez que se constituem a partir do
relacionamento pessoal entre os sócios, pela vontade da união de pessoas a partir de
qualidades subjetivas dos demais sócios (FINKELSTEIN, 2009).

As sociedades simples são dedicadas à profissão intelectual, de natureza cientifica literária ou


artística. É o caso, por exemplo, das atividades desenvolvidas por um grupo de escritores
literário, artigo 982 etc.

Segundo o advogado Caetano, as sociedades simples são aquelas que os sócios exercem a suas
profissões, ou seja, a prestação de serviço tem natureza estritamente pessoal. O exemplo
clássico é uma sociedade de médicos, em que os próprios profissionais realizam a atividade fim
da sociedade, ou também, advogado, dentista, pesquisador, escritor, etc.

Em razão disso, as cooperativas e associações também sempre serão sociedades simples.


Como se pode depreender do exemplo aqui citado, no caso da sociedade simples, a expertise
dos sócios deve ter direta ligação com a atividade desenvolvida pela sociedade, o que não é o
caso, na empresária (www.caetanoadvogados.com).

A sociedade simples define-se como forma de exclusão das outras características societárias, o
art. 982 do código civil trata desta maneira: “Considera-se empresária a sociedade que tem
por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito a registro (art. 967); e,
simples, as demais”.

Assim sendo uma a sociedade simples não exerce atividade econômica organizada para a
produção ou circulação de bens e serviços, destina-se principalmente a cooperativas (força de
lei), atividades intelectuais, científicas, literárias ou artísticas que unem capitais e criam uma
pessoa jurídica sem a adoção de uma organização empresarial.
3.2– SOCIEDADE EMPRESÁRIA.

As sociedades empresárias são aquelas que têm por objeto o exercício de atividade própria de
empresário sujeito a registro, conforme a previsão anotada nos artigos 966 e 967 do Código
Civil.

A sociedade empresaria e a sociedade personificada (pessoa jurídica) que tem,


profissionalmente, por objetivo, a atividade econômica organizada para a produção ou
circulação de bens ou serviços (cc, arts. 966 e 982), no mercado, buscando lucro, que pode ser
de maneira mediata ou imediata, sendo constituída por documento levada a assento no
registro publico de empresas mercantis (cc, art. 967), (FINKELSTEIN, 2011).

Segundo Fabio Ulhoa[9], a sociedade empresaria, na sua construção de seu conceito, dois
institutos jurídicos servem de base ou de alicerces. De um lado, se encontra a pessoa jurídica,
e do outro está a atividade empresarial.

Ainda segundo Fabio Ulhoa, uma primeira aproximação a definição deste conceito, se faz pela
ideia de pessoa jurídica empresaria, ou seja, que exerce atividade econômica sob a forma de
empresa. E uma idéia correta, mas ainda segundo Fabio Ulhoa encontrar-se incompleta.

Então se entende que somente algumas espécies de pessoas jurídicas que exploram atividade
definida pelo direito como natureza empresarial é que podem ser conceituada como
sociedades empresariais. Além disso, há pessoas jurídicas que são sempre empresariais,
qualquer quer seja o seu objetivo. Um ponto de partida, assim para a conceituação de
sociedade empresaria e da sua localização no quadro geral das pessoas jurídicas (FABIO
ULHOA, 2004).

CONCLUSÃO

Através deste estudo, conclui-se, que a sociedade simples é totalmente distinta de sociedade
empresária, segundo o código civil de 2002, e é enquadrado como atividade econômica, não
exercendo atividade própria, de linha de produção, e foram introduzidas pelo novo Código
Civil de 2002 em substituição as sociedades civis.

Mesmo sendo distinta, a sociedade simples das sociedades empresárias, elas não perdem a
sua figura de seus sócios ou integrantes, ou seja, cada uma das sociedades tem sua forma ou
estilo de atuar, na economia nacional.

A sociedade simples que podem ser constituída de cinco formas: As sociedades simples em
nome coletivo, as específicas dos tipos societários assumidos: as sociedades simples em nome
coletivo, as especificidades dos artigos 1.039 a 1.044 do código civil; as sociedades simples em
comandita, os seus artigos 1.045 a 1.0151; sendo sociedade simples limitada, respeitado as
particularidades dispostas nos artigos 1.052 a 1.087 do mesmo código, sempre que lhe sejam
aplicáveis.

As sociedades cooperativas como já vistam, possuem tratamento especifico nos artigos 1.093
a 1.096 do código civil, além de uma legislação própria, a lei 5.764/71.

Art. 982. Salvo as exceções expressas, considera-se empresária a sociedade que tem por
objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito a registro (art. 967); e, simples,
as demais.

Parágrafo único. Independentemente “de seu objeto, considera-se empresária a sociedade por
ações; e, simples, a cooperativa”.

Alguns juristas divergem sobre a definição de quer as antigas sociedades civis correspondem
necessariamente às sociedades simples, bem como que as antigas sociedades comerciais
correspondem às sociedades empresárias. Pelo novo critério, não basta a mera análise do
objeto social para se determinar a natureza da sociedade. O artigo 969 do novo Código Civil
também leva em consideração o grau de organização da atividade econômica a ser exercida e
a pretensão de exercício de profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística
(Fábio Ulhoa, 2010).

Concluir-se reafirmando que o objetivo deste estudo, foi trazer a definição de sociedade
simples, segundo o código civil de 2002, e também as diversas opiniões de estudiosos da aria.
Referencia bibliográfica.

BULGARELLI, Waldirio. Sociedades comerciais, sociedades civis e sociedades cooperativas


empresas e estabelecimento comercial. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2000.

COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de direito comercial. 1. ed. v. 1. São Paulo: Saraiva, 2000.

______. Curso de direito comercial. 3. ed. v. 2.São Paulo: Saraiva, 2000.

______. Manual de direito comercial. 3. ed. v. 1.São Paulo: Saraiva, 2000.

COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de direito comercial: direito de empresa/Fabio ulhoa coelho.-22
ed.-são Paulo: saraiva, 2010.

COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de direito comercial/Fabio ulhoa coelho. 15. ed. Ver. e atual São
Paulo: Saraiva, 2004

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26/08/2013

[1] Acadêmico do curso de pós-graduação, nível de especialização em Direito e Consultoria


Empresarial da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, graduado em Relações Internacionais
pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Tenho também o curso de MBA pela Função
Getúlio Vargas, em Gestão Empresarial.

[2] Rubens Requião foi um comercialista brasileiro. Autor de mais de vinte estudos e
Catedrático de Direito Comercial do Curso de Direito, além de Catedrático em Instituições de
Direito Privado do Curso de Economia do setor de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade
Federal do Paraná. Na cadeira de Direito Comercial da UFPR, foi o sucessor de Oscar Joseph de
Plácido e Silva. Foi membro do Instituto dos Advogados do Paraná e sócio honorário do
Instituto dos Advogados da Bahia. Foi também o relator do anteprojeto de Lei que,
posteriormente, se tornou a Lei que regulamenta o exercício da Representação Comercial (Lei
n° 4886/65).

[3]As sociedades simples são sociedades de pessoas, uma vez que se constituem a partir do
relacionamento pessoal entre os sócios, pela vontade da união de pessoas a partir de
qualidades subjetivas dos demais sócios (FINKELSTEIN, 2009).

[4]Art. 985. A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no registro próprio e
na forma da lei, dos seus atos constitutivos (arts. 45 e 1.150).

[5]Pessoa jurídica - É a figura jurídica idealizada capaz de direitos e deveres na ordem civil.
Pode ser formada por pessoas naturais ou por bens. As pessoas jurídicas são de direito público,
interno ou externo, e de direito privado. Veja arts. 40 a 69, do Código Civil (Lei 10.406/02)
(direitonet.com.br)

Pessoa jurídica - Aquela que, sendo incorpórea, é compreendida por uma entidade coletiva ou
artificial, legalmente organizada, com fins políticos, sociais, econômicos e outros, a que se
destine, com existência autônoma, independente dos membros que a integram. É sujeita, ativa
ou passivamente, a direitos e obrigações. As pessoas jurídicas classificam-se de acordo com a
sua natureza, constituição e finalidades, em pessoas jurídicas de Direito Público (União,
Estados, Distrito Federal e Municípios) e pessoas jurídicas de Direito Privado (sociedades civis,
sociedades comerciais e fundações) (saberjuridico.com.br).
Pessoa jurídica de direito público - Além da pessoa natural existem figuras jurídicas que, por
ficção, se acham dotadas de personalidade; são as pessoas jurídicas. Desta forma, a
personalidade civil é conferida pela lei ao próprio ser humano enquanto tal, ou a um ente
coletivo, como a pessoa jurídica. Trata-se de uma realidade ideal, jurídica, não sensível. As
pessoas jurídicas podem ser de direito público interno, externo e de direito privado. São
pessoas de direito público interno a União, os Estados federados, o Distrito Federal e os
Municípios. Quanto às pessoas de direito público externo, temos como exemplos a ONU, o FMI
e a ALALC (saberjuridico.com.br)

[6] Marlon Tomazette, curso de direito empresarial: teoria geral e direito societário, volume 1
de 2009.

[7] Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda (Maceió, 23 de abril de 1892 — Rio de Janeiro, 22
de dezembro de 1979) foi um jurista, filósofo, matemático e escritor brasileiro.

Autor de livros de Matemática e das Ciências Sociais como Sociologia, Psicologia, Política,
Poesia, Filosofia e sobre tudo Direito, tem obras publicadas em português, alemão, francês,
espanhol e italiano.

Aos dezenove anos formou-se bacharel em Direito e Ciências Sociais (1911) pela Faculdade de
Direito do Recife (hoje integrante da Universidade Federal de Pernambuco), mesmo ano em
que escreveu seu Ensaio de Psicologia Jurídica, o qual foi alvo de elogios de Ruy Barbosa.

Foi professor honoris causa da Universidade de São Paulo, Universidade do Brasil,


Universidade do Recife, Universidade Federal de Alagoas, Pontifícia Universidade Católica do
Rio Grande do Sul e Universidade Federal de Santa Maria (RS).

Foi desembargador do antigo Tribunal de Apelação do Distrito Federal e embaixador do Brasil


na Colômbia.

Em sua produção bibliográfica, 144 volumes dos quais 128 estudos jurídicos, destaca-se seu
Tratado de Direito Privado, obra com 60 volumes e mais de 30 mil páginas, concluído em 1970.
Suas primeiras obras - À margem do direito (1912) e A moral do futuro(1913) - foram à época
elogiadas pelos juristas Clóvis Beviláqua, Ruy Barbosa e pelo crítico literário José Veríssimo.
Por duas vezes foi premiado na década de 1920 pela Academia Brasileira de Letras, da qual
tornou-se imortal em 1979. Seus prêmios: Prêmio da Academia Brasileira de Letras (1921) por
A Sabedoria dos Instintos e Láurea de Erudição (1925) por Introdução à Sociologia Geral.

É considerado o parecerista mais citado na jurisprudência brasileira. Sua biblioteca pessoal


(16.000 volumes e fichário) hoje integra o acervo do Supremo Tribunal Federal.
Paulatinamente, desde a década de 1990, suas obras estão sendo atualizadas e retornando ao
mercado editorial brasileiro, através de várias editoras.1

Autor de influência alemã, introduziu novos métodos e concepções no Direito brasileiro, nos
ramos da Teoria Geral do Direito, Filosofia do Direito, Direito Constitucional, Direito
Internacional Privado, Direito Civil, Direito Comercial e Direito Processual Civil.

[8] Dr. Attila de Souza Leao Andrade Junior, sócio, graduado pela Faculdade de Direito da
Universidade do Rio de Janeiro (antiga Faculdade Nacional de Direito) em 1969. Obteve
posteriormente o seu grau de mestre em direito (“Master of Laws”) em 1972 e o grau de
doutor em ciências jurídicas (“Juristic Science Doctor’) em 1977 pela Faculdade de Direito, de
Yale, em New Haven, Connecticut, Estados Unidos da América. Membro da OAB secão Rio de
Janeiro e de São Paulo e também professor visitante da Universidade de Miami professor de
Direito no curso em inglês da BSP São Paulo, no seu programa de MBA, com o curso “Business
Law”. Escreveu diversos livros publicados a saber :

[9]Prof. Dr. Fábio Ulhoa Coelho é advogado formado em 1981 pela Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo (PUC-SP) instituição pela qual obteve os títulos de Mestre, com a
dissertação "Desconsideração da Personalidade Jurídica" (1985), Doutor, com a tese "Direito e
Poder" (1991), e Livre-docente, com a tese "O Empresário e os direitos do consumidor" (1993).

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