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Umbanda

A Umbanda é uma religião afro-brasileira surgida em 1908 fundada por Zélio


Fernandino de Moraes.
A palavra "umbanda" pertence ao vocabulário quimbundo, de Angola, e quer dizer
"arte de curar".

Origem
A umbanda é uma religião surgida nos subúrbios do Rio de Janeiro.

Em 15 de novembro de 1908, Zélio Fernandino de Moraes, nascido em São


Gonçalo/RJ, teria incorporado do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Este espírito o
teria ajudado a criar a religião de Umbanda.

Rapidamente, ela se espalhou por todo Brasil e outros países da América Latina.

Suas crenças misturam elementos do candomblé, do espiritismo e do catolicismo.


Por isso, para muitos estudiosos, a Umbanda seria apenas o candomblé sem
sacrifícios de animais que seria mais aceito pela população branca e urbana.

Ainda pegou conceitos do kardecismo, que estava chegando ao país, como o de


“evolução” e “reencarnação”.

Também tem Jesus como referência espiritual e não é raro encontrar sua imagem
em lugar destacado nos altares das casas ou de terreiros de umbanda.

Local de Culto

Celebração de Umbanda realizada na beira de uma lagoa


O local para a realização das cerimônias da umbanda chama-se Casa, Terreiro ou
Barracão. Igualmente, são feitas várias celebrações ao ar livre, junto à natureza, em
rios, cachoeiras ou na praia.

Essas cerimônias são presididas por um “pai” ou “mãe”, um sacerdote que dirige os
ritos e comanda a casa. Também é responsável por ensinar a doutrina e os
segredos da umbanda aos seus discípulos.
Cerimônias
Nestes locais realizam-se sessões de “passe”, no qual a entidade reorganiza o
“campo energético astral” da pessoa.

Igualmente são feitas sessões de “descarrego”, quando é captada a energia


negativa da pessoa e transferida para os fundamentos do templo.

Note que não é permitido qualquer tipo de remuneração por esses trabalhos
espirituais.

As vestes mais usadas nestas cerimônias são de cor branca porque é a cor neutra
que agrada todos os orixás e guias.

Na Umbanda não se pratica o sacrifício de animais e se celebra rituais de batizado,


consagração e casamento.

Pontos de Umbanda
Os pontos de umbanda são cantigas para louvar, chamar e se despedir do orixá e as
linhas de entidades.

Acompanhadas por instrumentos de percussão como o atabaque é importante


conhecer o ritmo de cada orixá/entidade. Este aprendizado começa na infância do
iniciado. Igualmente é preciso saber uma infinidade de canções.

Os pontos de umbanda e do candomblé influenciaram diretamente a música popular


brasileira.

Hino da Umbanda
Apesar da Umbanda variar de acordo com cada região do Brasil e de cada
casa/terreiro, ao menos uma canção é muito popular: o Hino da Umbanda.

Composta por José Manoel Alves (letra) e Dalmo da Trindade Reis (música) foi
oficializada como hino em 1961.

Refletiu a Luz Divina


Com todo seu esplendor
É do reino de Oxalá
Onde há paz e amor
Luz que refletiu na terra
Luz que refletiu no mar
Luz que veio de Aruanda
Para tudo iluminar
A Umbanda é paz e amor
É um mundo cheio de Luz
É a força que nos dá vida
É a grandeza que nos conduz
Avantes, filhos de fé
Como a nossa lei não há
Levando ao mundo inteiro
A bandeira de Oxalá
Levando ao mundo inteiro
A bandeira de Oxalá
Símbolos
Símbolos de Exu, o mensageiro entre o mundo terreno e espiritual
Antes de iniciar as cerimônias na Umbanda é comum uma pessoa iniciada riscar o
chão com símbolos diversos: estrelas, cruzes, tridentes, traços retos ou curvos, etc.

Estes podem variar de acordo com a casa de Umbanda, mas o sentido é o mesmo.
Ou seja, chamar as entidades que vão ser trabalhadas, garantir a chegada dos guias
a serem incorporados, homenagear os orixás, trazer bons fluidos e energias aos
participantes.

Crenças
Como todas as religiões politeístas, a umbanda não adora um único deus, mas
várias personificações de elementos da natureza e de energia chamadas de orixás.

Porém, na Umbanda, existe o conceito de um Deus supremo, denominado “Olorum”


ou “Oxalá”. Creem na imortalidade da alma, na reencarnação e nas leis kármicas.
Acreditam nos orixás e em guias espirituais. Estes podem se incorporar durante
certas cerimônias e vir a Terra para ajudar as pessoas que necessitam.

Os guias são denominados “entidades” e cada orixá possui uma linha de entidades
que o auxilia.

Sobre a Umbanda : Caboclo das Sete Encruzilhadas fala aos


Umbandistas

A Umbanda é uma religião nova, com cerca de um século de


existência.

Ela é sincrética e absorveu conceitos, posturas e preceitos


cristãos, indígenas e afros, pois estas três culturas religiosas
estão na sua base teológica e são visíveis ao bom observador.

Uma data é o marco inicial da Umbanda: a manifestação do


Senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas no médium Zélio Fernandino
de Morais ocorrida no ano de 1908, diferenciando-a do espiritismo e
dos cultos de nação Candomblé de então.

A Umbanda tem suas raízes nas religiões indígenas, africanas e


cristã, mas incorporou conhecimentos religiosos universais
pertencentes a muitas outras religiões.

Umbanda é o sinônimo de prática religiosa e magística


caritativa e não tem a cobrança pecuniária como uma de suas
práticas usuais. Porém, é licito o chamamento dos médiuns e das
pessoas que freqüentam seus templos no sentido de contribuírem
para a manutenção deles ou para a realização de eventos de cunho
religioso ou assistencial aos mais necessitados.

A Umbanda não recorre aos sacrifícios de animais para


assentamento de orixás e não tem nessa prática legitima e
tradicional do Candomblé um dos seus recursos ofertatórios às
divindades, pois recorre às oferendas de flores, frutos, alimentos e
velas quando as reverencia.

A Umbanda não aceita a tese defendida por alguns adeptos dos


cultos de nação que diz que só com a catulagem de cabeça e só com
o sacrifício de animais é possível as feituras de cabeça (coroação do
médium) e o assentamento dos orixás, pois, para a Umbanda, a fé é
o mecanismo íntimo que ativa Deus, suas divindades e os guias
espirituais em beneficio dos médiuns e dos freqüentadores dos seus
templos.

A fé é o principal fundamento religioso da Umbanda e suas


práticas ofertatórias isentas de sacrifícios de animais são uma
reverencia aos orixás e aos guias espirituais, recomendando-as aos
seus fiéis, pois são mecanismos estimuladores do respeito e da
união religiosa com as divindades e os espíritos da natureza ou que
se servem dela para auxiliarem os encarnados.

A Umbanda não é uma seita, e sim um religião, ainda meio


difusa devido à aceitação maciça de médiuns cujas formações
religiosas se processaram em outras religiões e cujo usos e
costumes vão sendo diluídos muito lentamente para não melindrar
os conceitos e as posturas religiosas dos seus novos adeptos,
adquiridos fora da Umbanda, mas respeitados por ela.

A Umbanda não apressa o desenvolvimento doutrinário dos seus


fiéis, pois tem no tempo e na espiritualidade dois ótimos recursos
para conquistar o coração e a mente dos seus fiéis.

A Umbanda tem na mediunidade de incorporação a sua maior fonte


de adeptos, pois a mediunidade independe da crença religiosa das
pessoas e, como a maioria das religiões, condena os médiuns ou
segrega-os, taxando-os de pessoas possessas ou desequilibradas,
então a Umbanda não tem que se preocupar, pois sempre será
procurada pelas pessoas possuidoras de faculdades mediúnicas,
principalmente a de incorporação.

A Umbanda tem de preparar muito bem os seus sacerdotes para que


estes acolham em seus templos todas as pessoas possuidoras de
faculdades mediúnicas e as auxiliem no desenvolvimento delas,
preparando-as para que futuramente se tornem, também elas os
seus futuros sacerdotes.

A Umbanda tem na mediunidade de incorporação o seu


principal mecanismo de prática religiosa, pois, com seus
médiuns bem preparados, assiste seus fiéis, auxilia na resolução de
problemas graves ou corriqueiros, todos tratados com a mesma
preocupação e dedicação espiritual e sacerdotal.

A Umbanda é uma religião espírita e espiritualista. Espírita


porque está, em parte, fundamentada na manifestação dos espíritos
guias. E espiritualista porque incorporou conceitos e práticas
espiritualistas (referentes ao mundo espiritual), tais como magias
espirituais e religiosas, culto aos ancestrais Divinos, culto religioso
aos espíritos superiores da natureza, culto aos espíritos elevados ou
ascencionados e que retornam como guias-chefes, para auxiliar a
evolução das pessoas que freqüentam os templos de Umbanda.

A Umbanda, por ser sincrética, não alimenta em seu seio


segregacionismo religioso de nenhuma espécie e vê as outras
religiões como legitimas representantes de Deus. E vê todas
como ótimas vias evolutivas criadas por Ele para acelerarem a
evolução da humanidade.

A Umbanda não adota práticas agressivas de conversão religiosa,


pois acha estes procedimentos uma violência consciencial contra as
pessoas, preferindo somente auxiliar quem adentrar em seus
templos. O tempo e o auxílio espiritual desinteressado ou livre de
segundas intenções tem sido os maiores atrativos dos fiéis
umbandistas.

A Umbanda crê que sacerdotes que exigem a conversão ou batismo


obrigatório de quem os procura (pois só assim poderão ser
auxiliados por eles e por Deus) com certeza são movidos por
segundas intenções e, mais dia menos dia, as colocarão para quem
se converteu para serem auxiliados por eles. (Veja famosos pastores
mercantilistas eletrônicos ou alguns supostos sacerdotes de cultos
que vivem dos boris e dos ebós que recomendam incisivamente aos
seus fiéis, tornando-os totalmente dependentes dessas práticas caso
queiram algum auxílio espiritual ou religioso).

A Umbanda prega que os espíritos elevados (os seus espíritos guias)


são dotados de faculdades e poderes superiores ao senso comum
dos encarnados e tem neles um dos seus recursos religiosos e
magísticos, recorrendo a eles em suas sessões de trabalho e tendo
neles um dos seus fundamentos religiosos.

A Umbanda prega que as divindades de Deus (os orixás) são


seres Divinos dotados de faculdades e poderes superiores aos
dos espíritos e tem nelas um dos seus fundamentos
religiosos, recomendando o culto a elas e a prática de oferendas
como uma das formas de reverenciá-las, já que são indissociadas da
natureza terrestre ou Divina de tudo o que Deus criou.

A Umbanda prega a existência de um Deus único e tem nessa sua


crença o seu maior fundamento religioso, ao qual não dispensa em
nenhum momento nos seus cultos religiosos e, mesmo que
reverencie as divindades, os espíritos da natureza e os espíritos
ascencionados (os guias-chefes), não os dissocia D'Ele, o nosso Pai
Maior e nosso Divino Criador.

As quatro quatro correntes de Umbanda

Se a Umbanda é uma religião nova, seus valores religiosos


fundamentais são ancestrais e foram herdados de culturas
religiosas anteriores ao Cristianismo.

A Umbanda tem na sua base de informação os cultos afros, os cultos


nativos, a doutrina espírita kardecista, a religião católica e um pouco
da religião oriental (budismo e hinduísmo) e também da magia, pois
é uma religião magística por excelência o que a distingue e a honra,
porque dentro dos seus templos a magia é combatida e anulada
pelos espíritos que neles se manifestam incorporando nos seus
médiuns.

Dos elementos formadores das bases da Umbanda surgiram as sua


principais correntes religiosas, as quais interpretamos assim:

1ª Corrente: Formada pelos espíritos nativos que aqui viviam antes


da chegada dos estrangeiros conquistadores. Esses espíritos já
conheciam o fenômeno da mediunidade de incorporação, pois o
xamanismo multimilenar já era praticado pelos seus pajés em suas
cerimônias. Eles já acreditavam na imortalidade do espírito, na
existência do mundo sobrenatural e na capacidade de “os mortos”
interferirem na vida dos encarnados. Também acreditavam na
existência de divindades associadas a aspectos da natureza e da
Criação Divina. Tinham um panteão ao qual temiam, respeitavam e
recorriam sempre que se sentiam ameaçados pela natureza, pelos
inimigos ou pelo mundo sobrenatural. Também acreditavam na
existência de espíritos malignos e de demônios infernais, mas sem a
elaboração da religião cristã que aqui se estabeleceu.

2ª Corrente: Os cultos de nação africana, sem contato com os


nativos brasileiros, tinham essas mesmas crenças, só que mais
elaboradas e muito bem definidas. Seus sacerdotes praticavam
rituais e magias para equilibrar as influências do mundo
sobrenatural sobre o mundo terreno e também para equilibrar as
pessoas.

Acreditavam na imortalidade dos espíritos e no poder deles sobre os


encarnados, chegando mesmo a criar um culto para eles (o culto de
egungum dos povos nigerianos).

Também cultuavam os ancestrais por meios de ritos elaboradíssimos


e que perduram até hoje, pois são um dos pilares de suas crenças
religiosas.
Sua cultura era transmitida oralmente de pai para filho, na forma de
lendas, preservando conhecimentos muito antigos, como a criação
do mundo, dos homens e até eventos análogos ao dilúvio bíblico.

A Umbanda herdou dos cultos de nação afro o seu vasto panteão


Divino e tem no culto às divindades de Deus um dos seus
fundamentos religiosos, tendo desenvolvido rituais próprios do
religamento do encarnado com sua divindade.

O panteão Divino dos cultos afros era pontificado por um Ser


Supremo e povoado por divindades quês são os executores e
manifestadores Dele junto aos seres humanos, assim como são seus
auxiliares Divinos que o ajudaram na concretização do mundo
material, demonstrando-nos que, de forma simples, tinham uma
noção exata, ainda que limitada por fatores culturais, da forma
como se nos mostra Deus e seu universo Divino.

3ª Corrente: Formada pelos kardecistas de mesa, que


incorporavam espíritos de índios, de ex-excravos negros, de
orientais, etc. Criaram a corrente denominada “Umbanda Branca”,
nos moldes espíritas, mas na qual aceitavam a manifestação de
caboclos, pretos-velhos e crianças.

Esta corrente pode ser descrita como um meio termo entre o


espiritismo, os cultos nativos e os afros, pois se fundamenta na
doutrina cristã, mas cultua valores religiosos herdados dos índios e
negros.

Não abre seus cultos com cantos e atabaques, mas sim com orações
a Jesus Cristo. As suas sessões são mais próximas dos kardecistas
que das umbandistas genuínas, que usam cantos, palmas e
atabaques. Seus membros se identificam como Espíritas de
Umbanda.
4ª Corrente: A magia é comum a toda a humanidade e as pessoas
recorrem a ela sempre que se sentem ameaçadas por fatores
desconhecidos ou pelo mundo sobrenatural, principalmente pela
atuação de espíritos malignos e por processos de magia negra ou
negativa.

Dentro da Umbanda, o uso da magia branca ou magia positiva se


disseminou de forma tão abrangente que se tornou parte da religião,
sendo impossível separar os trabalhos religiosos espirituais puros
dos trabalhos espirituais mágicos. Muitas pessoas desconhecem a
magia classificada como magia religiosa. Mas esta nada mais é que
a fusão da religião com a magia.

Estas são as principais correntes religiosas e doutrinarias que


formam as bases da Umbanda. E isso sem falarmos do sincretismo
religioso, pela qual a religião católica nos forneceu as suas imagens
que, colocadas em nossos altares, facilitaram o processo de
transição de católicos para a Umbanda.

A estrutura religiosa espiritual da Umbanda já está pronta e só falta


ser estruturada aqui, no plano material, para dar-lhe uma feição
uniforme, quando seus valores religiosos e seus fundamentos
Divinos serão definitivos, deixando de mudar ao sabor das suas
correntes mais expressivas.

Os mensageiros espirituais nos alertam que esta estruturação deve


ser feita de forma lenta e muito bem pensada. Nós temos certeza de
que no futuro a Umbanda terá uma feição religiosa muito bem
definida, pois suas correntes formadoras se unificarão e se
uniformizarão, fortalecendo a Umbanda como religião.
Orixás Cósmicos e Universais

QUEM SÃO

A classificação dos Orixás por Cósmicos e Universais está intrinsecamente ligada a


forma de atuação de cada uma dessas divindades em nossas vidas. Essa forma de
conceber e entender os orixás do panteão umbandista tem origem nos estudos
concedidos à Rubens Saraceni por Pai Benedito de Aruanda.
Neles compreende-se a interpretação da função que cada orixá desempenha na vida
dos seres e como isso se relaciona com o conceito de Sete Linhas de Umbanda, que
segundo Rubens são a manifestação das sete vibrações e/ou sete sentidos da vida que
emanam de Deus.
Para entender sobre isso acesse o texto: 7 Linhas de Umbanda são 7 Orixás?
A organização de acordo com esse estudo irá estipular dois orixás para cada linha
de Umbanda e estes irão reger o mistério (trono) no qual estão assentados. Para
cada linha tem-se portanto um Orixá que irradia a natureza feminina da criação e
outro que irradia a natureza masculina dela. Veja essa organização no quadro
abaixo:
Pai Alexandre Cumino fala sobre essa maneira de entender as sete linhas
explicando que é certo que existem mais formas de se nomear ou considerar os
orixás, por exemplo, no esquema acima não encontramos Ossaim – que para
algumas casas é o orixá das matas e florestas – mas isso não quer dizer que
ele não exista, apenas que se encontra inserido dentro de um dos mistérios que
mais refletem sua forma de atuar.
No caso de Ossaim podemos associa-lo a linha do elemento vegetal onde nesse
esquema está representado por Oxóssi e Obá. Para essa afirmação Cumino
argumenta “não quer dizer que só existem esses Orixás, existem muitos outros eles
também podem ser colocados nessas sete vibrações”.
Rubens Saraceni também falou sobre essa questão dizendo que embora nem todas
as correspondências, leia-se nomes, de orixás sejam reconhecidas dentro desse
esquema, ainda temos que levar em consideração os orixás desconhecidos por
nossa cultura e/ou que já perderam suas referências de culto com o passar dos
anos.

Mais uma vez lembramos que pensando nestas dificuldades de conhecer,


estudar e cultuar os Orixás, os mentores de Pai Rubens Saraceni apresentam
a opção de estudar 14 Orixás distribuídos aos pares nas Sete Linhas de
Umbanda e identificamos eles como: “universal” ou “cósmico”

Pai Alexandre Cumino


Estudo sobre os Orixás na Umbanda 100% online
Universais
Oxalá, Oxum, Oxóssi, Xangô, Ogum, Obaluayê e Iemanjá. Esses sete orixás carregam
consigo um aspecto em comum: todos desempenham a ação amparadora do ser.
Mas o que isso quer dizer? Na prática entendemos isso quando realizamos ações
positivas em prol do bem de alguém, de si ou de todos, portanto, no momento em
que estamos equilibrados e zelosos em nosso viver recebemos a irradiação dos
orixás universais, que agem potencializando e sustentando nossas qualidades.
Por exemplo, alguém que desenvolve dentro da sua profissão que seja (ninguém
precisa ser super herói) algo com que se orgulhe, pelo simples fato de desenvolver
isso pautado nos princípios de integridade e honestidade, essa pessoa contará
sempre com a irradiação dos orixás universais sob sua vida.

E para cada caso podemos relacionar um orixá de acordo com a linha que ele
pertence, por exemplo um Pai de Santo sempre receberá as irradiações de Pai
Oxalá que é o orixá universal regente do mistério da fé.

Essa atuação também é considerada passiva, pois esses orixás não mudam o curso
de nossa ações, mas sim cuidam para que essas permaneçam fortes e ativas.
Irradiam-se em todos os padrões vibratórios e chegam a todos que
vibram positivo. Quando alguém está vibrando positivo em algum sentido da
vida estará amparado pelo Orixá Universal correspondente. O Orixá Universal
ao identificar este positivismo como uma virtude em seu campo de atuação irá
agir de acordo com a necessidade e o livre arbítrio da pessoa positivada.

Alexandre Cumino
Cósmicos
Logunan, Oxumaré, Obá, Oroiná (Egunitá), Iansã, Nanã e Omúlu. À esses Orixás está
incumbência ou a natureza absorvedora, que cuida de quem está em desalinho
em algum sentido da vida.
Por exemplo Mãe Iansã é a Orixá cósmica assentada no sentido da justiça e sua
função está em colher os seres foras da lei divina e com seu magnetismo alterar seu
emocional, mental e consciencial. Sendo assim, os seres que sentem as vibrações
de Iansã são estimulados a ficar mais emotivos ou fragilizados com as situações e
desta forma é um ser mais suscetível ao redirecionamento correto.

Os Orixás Cósmicos nos redirecionam a novos caminhos e mudança de ação


e comportamento, por isso são considerados ativos em sua forma de atuar.
Pai Alexandre Cumino
A principal atribuição dos Orixás cósmicos está na vida de quem possui um
comportamento desregrado ou desequilibrado, porém, eles também agem
reparando, restaurando e retificando nossas ações positivas e agindo em conjunto
com os Orixás universais em prol do equilíbrio de nossos sentidos.

Dentre essas ações nós também veremos uma outra atribuição que também confere
aos Orixás universais que são seu magnetismo paralisador. Rubens Saraceni
aponta no livro Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada a seguinte frase “quando não
é possível reconduzir o ser à linha reta da evolução então o Orixá cósmico pode
paralisa-lo a fim de esgotar todo o seu negativismo”.
Alexandre Cumino exemplifica isso em aula dando o exemplo do fanático religioso,
que não é nenhuma qualidade e muito menos algo a se orgulhar, mas que para
alguém que já se encontrava em uma situação de vício e que era um constante
perigo aos demais, o fanatismo pode ser uma “troca de vício” menos prejudicial.

Estudo sobre os Orixás na Umbanda 100% online


É comum encontrarmos histórias de pessoas que saíram de uma vida
desequilibrada, seja em razão de vício em bebidas ou entre inúmeras ações
negativas e que encontraram na religião um “novo vício”, deixando para trás aquela
vida, para de agora em diante se dedicar em mostrar que a sua verdade é a única.

Sem entrar no mérito de que isso seja algo muito distante do saudável, o que o
sacerdote exemplifica é que se alguém substitui o vício em drogas pelo vício em
religião ele pode nesse segundo ainda encontrar uma via de melhora e por fim
entender o sentido de se ter uma fé sadia, mas no primeiro não há nenhuma chance
daquela situação se tornar algo benéfico.

É desta forma que podem agir os Orixás cósmicos paralisando o ser em um vício a
fim de esgotar todo o seu negativismo.
O Orixá Cósmico ao identificar este negativismo como um vício em seu
campo de atuação irá agir de acordo com a necessidade e o livre arbítrio da
pessoa negativada. O Orixá Cósmico tanto pode manter a pessoa no vício por
alguma razão que lhe dê sentido ou pode atuar no sentido de afasta-lo deste
vício o que pode se realizar de forma tranquila ou brusca dependendo
da situação.
Oxalá

Oxalá é o Trono Natural da Fé e seu campo de atuação preferencial


é a religiosidade dos seres, aos quais ele envia o tempo todo suas
vibrações estimuladoras da fé individual e suas irradiações
geradoras de sentimentos de religiosidade.

Fé! Eis o que melhor define o Orixá Oxalá. Sim, amamos irmãos na
fé em Oxalá. O nosso amado Pai da Umbanda é o Orixá irradiador da
fé em nível planetário e multidimensional. Oxalá é sinônimo de fé.
Ele é o Trono da Fé que, assentado na Coroa Divina, irradia a fé em
todos os sentidos e a todos os seres. Comentar Oxalá é
desnecessário porque ele é a própria Umbanda. Logo, vamos nos
afixar nas suas qualidades, atributos e atribuições.

QUALIDADES: As qualidades de Oxalá são, todas elas, mistérios da


Fé, pois ele é o Trono Divino irradiador da Fé. Nada ou ninguém
deixa de ser alcançado por suas irradiações estimuladoras da fé e da
religiosidade. Seu alcance ultrapassa o culto dos Orixás, pois a
religiosidade é comum a todos os seres pensantes. Jesus Cristo é
um Trono da Fé de nível intermediário dentro da hierarquia de
Oxalá. E o mesmo acontece com Buda e outras divindades
manifestadoras da fé, pois muitos Tronos Intermediários já se
humanizaram para falar aos homens como homens e , assim,
melhor estimularem a fé em Deus. Todas as divindades irradiam a
fé. Mas os Tronos da hierarquia de Oxalá são mistérios da Fé e
irradiam-na o tempo todo.

ATRIBUTOS: Os atributos de Oxalá são cristalinos, pois é através da


essência cristalina que suas irradiações nos chegam, imantando-nos
e despertando em nosso íntimo os virtuosos sentimentos de fé.
Saibam que a essência cristalina irradiada pelo Divino Trono
Essencial da Fé é neutra quando irradiada. Mas como tudo se
polariza em dois tipos de magnetismos, então o pólo positivo e
irradiante é Oxalá e o pólo negativo e absorvente é Oiá. Oxalá
irradia fé o tempo todo e Oiá absorve as irradiações religiosas
desordenadas vibradas pelos religiosos deseiquilibrados. Ela se
contrapõe a ele porque a atuação dela é no sentido de absorver os
excessos religiosos vibrados pelos seres que se excedem nos
domínios da fé. Já Oxalá irradia fé e estimula a religiosidade o
tempo todo, a todos.

ATRIBUIÇÕES: As atribuições de Oxalá são as de não deixar um só


ser sem o amparo religioso dos mistérios da Fé. Mas nem sempre o
ser absorve suas irradiações quando está com a mente voltada para
o materialismo desenfreado dos espíritos encarnados. É uma pena
que seja assim, porque os próprios seres se afastam da luminosa e
cristalina irradiação do divino Oxalá... e entram nos gélidos domínios
da divina Oiá, a Senhora do Tempo e dos eguns negativados nos
aspectos da fé.

OFERENDAS: Oxalá é oferendado com velas brancas, frutas, côco


verde, mel e flôres. Os locais para oferendá-lo são aqueles que mais
puros se mostram, tais como: bosques, campinas, praias limpas,
jardins floridos, etc. Já os regentes dos pólos negativos da linha da
Fé não se abrem ao plano material e não são invocados ou
oferendados.

Oxum

Oxum é o Trono irradiador do Amor Divino e da Concepção da Vida


em todos os sentidos. Como “Mãe da Concepção” ela estimula a
união matrimonial, e como Trono Mineral ela favorece a conquista
da riqueza espiritual e a abundância material.

A Orixá Oxum é o Trono Regente do pólo magnético irradiante da


linha do Amor e atua na vida dos seres estimulando em cada um os
sentimentos de amor, fraternidade e união.

Seu elemento é o mineral e, junto com Oxumaré, forma toda uma


linha vertical cujas vibrações, magnetismo e irradiações planetárias
multidimensionais atuam sobre os seres e os estimula os
sentimentos de amor e acelera a união e a concepção.

Na Coroa Divina, a Orixá Oxum e o Orixá Oxumaré surgem a partir


da projeção do Trono do Amor, que é o regente do sentido do Amor.

Oxum assume os mistérios relacionados à concepção de vidas


porque o seu elemento mineral atua nos seres estimulando a união
e a concepção.

Todos devem saber que a água é o melhor condutor das energias


minerais e cristalinas. Por esta sua qualidade única, surgem diversos
tipos de água, sendo que a água “doce” dos rios é a melhor rede de
distribuição de energias minerais que temos na face da Terra. E o
mar é o melhor irradiador de energias cristalinas.
Saibam que a energia irradiada pelo mar é cristalina e a energia
irradiada pelos rios é mineral. E justamente neste ponto, surgem
confusões quando confundem a Orixá Oxum com Yemanjá.

A energia mineral está presente em todos os seres e também em


todos os vegetais. E por isto Oxum também está presente na linha
do Conhecimento, pois sua energia cria a “atração” entre as células
vegetais carregadas de elementos minerais. Já em nível mental, a
atuação pelo conhecimento é uma irradiação carregada de essências
minerais ou de sentimento típicos de Oxum, a concepção em si
mesma.

Saibam que a Ciência dos Orixás é tão vasta quanto divina, e está
na raiz do todo o saber, na origem de todas as criações divinas e na
natureza de todos os seres. É na Ciência dos Orixás que as lendas se
fundamentam, e não o contrário. Leiam e releiam estes comentários
até entenderem esta magnífica ciência divina e apreenderem suas
chaves interpretadoras da ciência dos entrecruzamentos. Se
conseguirem estas duas coisas, temos certeza que daí por diante
entenderão porque a rosa vermelha é usada como presente pelos
namorados e a rosa branca é usada é usada pelos filhos quando
presenteiam suas mães. Ou porque se oferece rosas vermelhas para
oferendar pomba-gira, rosas brancas para Yemanjá e rosas
amarelas para oferendar Oxum, ou rosas “cor de rosa” para as
crianças (Erês).

Saibam que, se todas são rosas, no entanto os pigmentos que as


distinguem são os condutores de “minerais” e de energias minerais.
Para um leigo, todas são rosas. Mas para um conhecedor, cada rosa
é um mistério em si mesma. E o mesmo acontece com cada cor,
certo?

Logo, o mesmo acontece com cada Orixá Intermediário, que são


mistérios dos Orixás Maiores.Saibam também que todo jardim com
muitas roseiras é irradiador de essências minerais que tornam o
ambiente um catalisador natural das irradiações de amor da
divindade planetária que, amorosamente, chamamos de Mamãe
Oxum.Outra coisa que recomendo aos Umbandistas é: por que
vocês, ao invés de oferecerem rosas às suas Oxuns, não plantam
perto das cachoeiras mudas de roseiras? As rosas murcham e logo
apodrecem. Mas uma muda de roseira cresce, floresce, embeleza e
vivifica o santuário natural dessas nossas mães do Amor.

Oferenda: Velas brancas, azuis e amarelas; flores, frutos e essência


de rosas; champagne e licor de cereja, tudo depositado as pé de
uma cachoeira.

OXÓSSI

Oxóssi é o caçador por excelência, mas sua busca visa o


conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o
alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos
da fé quanto do saber religioso.

O Orixá Oxóssi é tão conhecido que quase dispensa um comentário.


Mas não podemos deixar de fazê-lo, pois falta o conhecimento
superior que explica o campo de atuação das hierarquias deste Orixá
regente do pólo positivo da linha do Conhecimento.

O fato é que o Trono do Conhecimento é uma divindade assentada


na Coroa Divina, é uma individualização do Trono das Sete
Encruzilhadas e em sua irradiação cria os dois pólos magnéticos da
linha do Conhecimento. O Orixá Oxóssi rege o pólo positivo e a
Orixá Obá rege o pólo negativo.

Oxóssi irradia o conhecimento e Obá o concentra.

Oxóssi estimula e Obá anula.


Oxóssi vibra conhecimento e Obá absorve as irradiações
desordenadas dos seres regidos pelos mistérios do Conhecimento.

Oxóssi é vegetal e Obá é telúrica.

Oxóssi é de magnetismo irradiante e Obá é de magnetismo


absorvente.

Oxóssi está nos vegetais e Obá está em sua raiz, como a terra fértil
onde eles crescem e se multiplicam.

Oxóssi é o raciocínio hábil e Obá é o racional concentrador.

OFERENDA: Velas brancas, verdes e rosa; cerveja, vinho doce e licor


de caju; flores do campo e frutas variadas, tudo depositado em
bosques e matas

Xangô

Xangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a


razão, despertando nos seres o senso de equilibrio e eqüidade, já
que só conscientizando e despertando para os reais valores da vida
a evolução se processa num fluir contínuo.

O Trono Regente Planetário se individualiza nos sete Tronos


Essenciais, que projetam-se energética, magnética e
vibratoriamente e criam sete linhas de forças ou irradiações
bipolarizadas, pois surgem dois pólos diferenciados em positivo e
negativo, irradiante e absorvente, ativo e passivo, masculino e
feminino, universal e cósmico.

Uma dessas projeções é a do Trono da Justiça Divina que, ao


irradiar-se, cria a linha de forças da Justiça, pontificada por Xangô e
Egunitá (divindade natural cósmica do Fogo Divino).
Na linha elemental da Justiça, ígnea por excelência, Xangô e Egunitá
são os pólos magnéticos opostos. Por isto eles se polarizam com a
linha da Lei, que é eólica por excelência.

Logo, Xangô polariza-se com a eólica Iansã e Egunitá polariza-se


com o eólico Ogum, criando duas linhas mistas ou linhas regentes
do Ritual de Umbanda Sagrada.

O Orixá Xangô é o Trono Natural da Justiça e está assentado no pólo


positivo da linha do Fogo Divino, de onde se projeta e faz surgir sete
hierarquias naturais de nível intermediário, pontificadas pelos
Xangôs regentes dos pólos e níveis vibratórios intermediários da
linha de forças da Justiça Divina.

Estes sete Xangôs são Orixás Naturais; são regentes de níveis


vibratórios; são multidimensionais e são irradiadores das qualidades,
dos atributos e das atribuições do Orixá maior Xangô.

Eles aplicam os aspectos positivos da justiça divina nos níveis


vibratórios positivos e polarizam-se com os Xangôs cósmicos, que
são os aplicadores dos aspectos negativos da justiça divina. Como,
na Umbanda, quem lida com os regentes desses aspectos são os
Exús e as Pomba-Giras.

Os Xangôs intermediários, tal como todos os Orixás Intermediários,


possuem nomes mântricos que não podem ser abertos ao plano
material. Muitos os chamam de Xangô da Pedra Branca, Xangô Sete
Pedreiras, Xangô dos Raios, etc. Enfim, são nomes simbólicos para
os mistérios regidos pelos Orixás Xangôs Intermediários. Só que
quem usa estes nomes simbólicos não são os regentes dos pólos
magnéticos da linha da Justiça, e sim os seus intermediadores, que
foram “humanizados” e regem linhas de caboclos que manifestam-
se no Ritual de Umbanda Sagrada comandando as linhas de
trabalhos de ação e reação. Eles são os aplicadores “humanos” dos
aspectos positivos da justiça divina.
Logo, se alguém disser: “Eu incorporo o Xangô tal”, com certeza
está incorporando o seu Xangô individual, que é um ser natural de
6° grau vibratório, ou um espírito reintegrado às hierarquias
naturais regidas por estes Xangôs. Nem no Candomblé se incorpora
um Xangô de nível intermediário ou qualquer outro Orixá desta
magnitude. O máximo que se alcança, em nível de incorporação, é
um Orixá de grau intermediador. Mas no geral, todos incorporam
seu Orixá individual natural, ou um espírito reintegrado às
hierarquias naturais e, portanto, um irradiador de um dos aspectos
do seu Orixá maior.

Temos, na Umbanda, os:

Xangôs da Pedra Branca, Xangôs da Pedra Preta, Xangôs das Sete


Pedreiras, Xangô das Sete Montanhas, etc.

Que são todos eles, Orixás Intermediadores e regentes de subníveis


vibratórios ou regentes de pólos energo-magnéticos cruzados por
muitas correntes eletromagnéticas, onde atuam como aplicadores
dos mistérios maiores, mas já em pólos localizados em subníveis
vibratórios. E todos estes Xangôs intermediadores são regentes de
imensas linhas de trabalho, ação e reação. Ou não é verdade que
temos caboclos da Pedra Branca, da Pedra Preta, do Fogo, etc.?

Meditem muito sobre o que aqui comentei, pois em se tratando de


Orixás, é preciso conhecê-lo a partir da ciência divina ou nos
perdemos no abstracionismo e na imaginação humana. Reflitam
bastante e depois consultem seus mentores espirituais acerca do
que aqui estou ensinando, irmão em Oxalá.

Oferenda: Velas brancas, vermelhas e marrom; cerveja escura,


vinho tinto e licor de ambrosia; flores diversas, tudo depositado em
uma cachoeira, montanha ou pedreira.
OGUM

Ogum é o Orixá da Lei e seu campo de atuação é a linha divisória


entre a razão e a emoção. É o Trono Regente das milícias celestes,
guardiãs dos procedimentos dos seres em todos os sentidos.

Ogum é sinônimo de lei e ordem e seu campo de atuação é a


ordenação dos processos e dos procedimentos. O Trono da Lei é
eólico e, ao projetar-se, cria a linha pura do ar elemental, já com
dois pólos magnéticos ocupados por Orixás diferenciados em todos
os aspectos. O pólo magnético positivo é ocupado por Ogum e o
pólo negativo é ocupado por Iansã. Esta linha eólica pura dá
sustentação a milhões de seres elementais do ar, até que eles
estejam aptos a entrar em contato com um segundo elemento. Uns
têm como segundo elemento o fogo, outros têm na água seu
segundo elemento, etc.

Portanto, na linha pura do “ar elemental” só temos Ogum e Iansã


como regentes.

Mas se estes dois Orixás são aplicadores da Lei (porque sua


natureza é ordenadora), então eles se projetam e dão início às suas
hierarquias naturais, que são as que nos chegam através da
Umbanda. Os Orixás regentes destas hierarquias de Ogum e Iansã
são Orixás Intermediários ou regentes dos níveis vibratórios da linha
de forças da Lei.

Saibam que Oxalá tem sete Orixás Intermediários positivos e tem


outros sete negativos, que são seus opostos, e tem sete Orixás
neutros; Oxum tem sete Orixás intermediárias positivas e tem
outras sete negativas, que são suas opostas; Oxóssi tem sete Orixás
intermediários positivos, sete negativos, que são seus opostos, e
tem sete outros que formam uma hierarquia vegetal neutra e
fechada ao conhecimento humano material; Xangô tem sete Orixás
intermediários positivos e tem sete negativos, que são seus opostos.

E o mesmo acontece com Obaluayê e Yemanjá. Agora, Ogum e


Iansã são os regentes do mistério “Guardião” e suas hierarquias não
são formadas por Orixás opostos em níveis vibratórios e pólos
magnéticos opostos, como acontece com outros. Não, senhores!
Ogum e Iansã formam hierarquias verticais retas ou seqüenciais,
sem quebra de “estilo” , pois todos os Oguns, sejam os regentes dos
pólos positivos, dos neutros ou tripolares, ou dos negativos, todos
atuam da mesma forma e movidos por um único sentido:
aplicadores da Lei!

Todo Ogum é aplicador natural da Lei e todos agem com a mesma


inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois mão se permitem uma conduta
alternativa. Onde estiver um Ogum, lá estarão os olhos da Lei,
mesmo que seja um “caboclo” de Ogum, avesso às condutas liberais
dos freqüentadores das tendas de Umbanda, sempre atento ao
desenrolar dos trabalhos realizados, tanto pelos médiuns quanto
pelos espíritos incorporadores.

Dizemos que Ogum é, em si mesmo, os atentos olhos da Lei,


sempre vigilante, marcial e pronto para agir onde lhe for ordenado.

OFERENDA: Velas brancas, azuis e vermelhas; cerveja, vinho tinto


licoroso; flores diversas e cravos, depositados nos campos,
caminhos, encruzilhadas, etc.

Obaluaiyê

Obaluaiyê é o Orixá que atua na Evolução e seu campo preferencial


é aquele que sinaliza as passagens de um nível vibratório ou estágio
da evolução para outro.
O Orixá Obaluaiyê é o regente do pólo magnético masculino da linha
da Evolução, que surge a partir da projeção do Trono Essencial do
Saber ou Trono da Evolução.

O Trono da Evolução é um dos sete Tronos essenciais que formam a


Coroa Divina regente do planeta, e em sua projeção faz surgir, na
Umbanda, a linha da Evolução, em cujo pólo magnético positivo,
masculino e irradiante, está assentado o Orixá Natural Obaluaiyê, e
em cujo pólo magnético negativo, feminino e absorvente está
assentada a Orixá Nanã Buruquê. Ambos são Orixás de magnetismo
misto e cuidam das passagens dos estágios evolutivos.

Ambos são Orixás terra-água (magneticamente, certo?). Obaluaiyê é


ativo no magnetismo telúrico e passivo no magnetismo aquático.
Nanã é ativa no magnetismo aquático e passiva no magnetismo
telúrico. Mas ambos atuam passivamente, o outro atua ativamente

Nanã decanta os espíritos que irão reencarnar e Obaluaiyê


estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo (feto),
que será recebido no útero materno assim que alcança o
desenvolvimento celular básico (órgãos físicos).

É o mistério “Obaluaiyê” que reduz o corpo plasmático do espírito


até que fique do tamanho do corpo carnal alojado no útero materno.
Nesta redução, o espírito assume todas as características e feições
do seu novo corpo carnal, já formado.

Muito associam o divino Obaluaiyê apenas com o Orixá curador, que


ele realmente é, pois cura mesmo! Mas Obaluaiyê é muito mais do
que já o descreveram. Ele é o “Senhor das Passagens” de um plano
para outro, de uma dimensão para a outra, e mesmo do espírito
para a carne e vice-versa.

Espero que os Umbandistas deixem de temê-lo e passem a amá-lo e


adorá-lo pelo que ele realmente é: um Trono Divino que cuida da
evolução dos seres, das criaturas e das espécies, e que esqueçam as
abstrações dos que se apegaram a alguns de seus aspectos
negativos e os usam para assustar seus semelhantes.

Estes manipuladores dos aspectos negativos do Orixá Obaluaiyê


certamente conhecerão os Orixás cósmicos que lidam com o
negativo dele. Ao contrário dos tolerantes Exús da Umbanda, estes
Obaluaiyês cósmicos são intolerantes com quem invoca os aspectos
negativos do Orixá maior Obaluaiyê para atingir seus semelhantes. E
o que tem de supostos “pais de Santo” apodrecendo nos seus pólos
magnéticos negativos só porque deram mau uso aos aspectos
negativos de Obaluaiyê... Bem, deixemos que eles mesmos cuidem
de suas lepras emocionais. Certo?

Oferenda: Velas brancas e brancas/pretas; vinho rosé licoroso, água


potável; coco fatiado coberto com mel e pipocas; rosas, margaridas
e crisântemos, tudo depositado no cruzeiro do cemitério, á beira-
mar ou á beira de um lago.

Yemanjá

Yemanjá é o Trono feminino da Geração e seu campo preferencial de


atuação é no amparo à maternidade.

Yemanjá é por demais conhecida e não nos alongaremos ao


comentá-la.

O fato é que o Trono Essencial da Geração assentado na Coroa


Divina projeta-se e faz surgir, na Umbanda, a linha da Geração, em
cujo pólo magnético positivo está assentada a Orixá Natural
Yemanjá, e em cujo pólo magnético negativo está assentado o Orixá
Omulu.
Yemanjá, a nossa amada Mãe da Vida é a água que vivifica e o
nosso amado pai Omulu é a terra que amolda os viventes. Como
dedicamos um comentário extenso ao Orixá Omulu, vamos nos
concentrar em Yemanjá.

Yemanjá rege sobre a geração e simboliza a maternidade, o amparo


materno, a mãe propriamente. Ela se projeta e faz surgir sete pólos
magnéticos ocupados por sete Yemanjás intermediarias, que são as
regentes dos níveis vibratórios positivos e são as aplicadoras de
seus aspectos, todos positivos, pois Yemanjá não possui aspectos
negativos.

Estas sete Yemanjás são intermediárias e comandam incontáveis


linhas de trabalho dentro da Umbanda. Suas Orixás intermediadoras
estão espalhadas por todos os níveis vibratórios positivos, onde
atuam como mães da “criação”, sempre estimulando nos seres os
sentimentos maternais ou paternais.

Todas atuam a nível multidimensional e projetam-se também para a


dimensão humana, onde têm muitas de suas filhas estagiando.
Todas têm suas hierarquias de Orixás Yemanjás intermediadoras,
que regem hierarquias de espíritos religados às hierarquias naturais.

OFERENDA: Velas brancas; azuis e rosas; champagne, calda de


ameixa ou de pêssego, manjar, arroz-doce e melão; rosas e palmas
brancas, tudo depositado à beira-mar.

ORIXÁS CÓSMICOS

Oiá
Oiá é a orixá do Tempo e seu campo preferencial de atuação é o
religioso, onde ela atua como ordenadora do caos religioso

O “Tempo” é a chave do mistério da Fé regido pela nossa amada


mãe Oiá, porque é na eternidade do tempo e na infinitude de Deus
que todas as evoluções acontecem. A orixá Oiá forma um pólo
magnético vibratório e energético oposto ao do orixá Oxalá, e ambos
regem a linha da Fé, que é a primeira das Sete Linhas de Umbanda,
que são as sete irradiações divinas do nosso Criador. Logo, o campo
de atuação de nossa amada mãe Oiá é o campo da fé, onde flui a
religiosidade dos seres, todos em continua evolução.

Oiá é a regente cósmica da linha da Fé, e tempo é o vazio cósmico


onde são retidos todos os espíritos que atentam contra os princípios
divinos que sustentam a religiosidade na vida dos seres.

“Tempo”, eis as qualidades, atributos e atribuições negativas de Oiá,


de que tanto falamos e alertamos aos supostos pais de Santo ou
magos negros que recorrem ao “Tempo” para prejudicar seus
semelhantes com seus ebós sujos e suas magias negras. Oiá é a
orixá regente do pólo negativo da linha da Fé, que é a primeira das
Sete Linhas de Umbanda e, com Oxalá assentado em seu pólo
positivo, dão sustentação a todas as manifestações da fé e dão
amparo a todos os “sacerdotes” virtuosos e guiados pelos princípios
divinos estimuladores da evolução religiosa dos seres.

Quando Oiá “vira no tempo”, seja contra um seu filho direto quanto
um seu filho indireto (que têm a coroa regida por outros orixás),
então sua vidaentra em parafuso e só deixará de rodar quando
esgotar tudo de desregrado e desvirtuado que nela existia. Isto é
Oiá, amados filhos dos orixás! Mãe religiosa por sua excelência
divina, mas mãe rigorosa por sua natureza cósmica, cujo principal
atributo junto dos espíritos humanos é o de esgotar o lobo
sanguinário que oculta-se por baixo da pele de cordeiro.
Enquanto Oxalá é irradiante, Oiá é absorvente, e enquanto os filhos
de Oxalá são extrovertidos, os de Oiá são introspectivos e até um
tanto tímidos, pois a natureza forte de sua mãe divina exige deles
uma certa “beatitude” 9já que, das mães divinas, ela é a mais
ciumenta por seus filhos amados e a mais rigorosa com os seus
filhos relapsos. Isto é Oiá, amados filhos das nossas amadas mães
divinas!

Se ela é assim, é porque ela é a orixá que, junto com Oxalá, rege a
primeira linha de Umbanda, que é a linha da Religiosidade. Logo, os
filhos de Umbanda, que têm em Oxalá o divino Pai da Fé, também
devem cultuar a divina mãe Oiá. Com ele no pólo positivo e ela no
pólo negativo, forma-se o par dos orixás excelsos que regem a linha
da Fé e estimulam a religiosidade nos seres.

Oxumaré

Oxumaré é o orixá que rege sobre a sexualidade e seu campo


preferencial de atuação é o da renovação dos seres, em todos os
aspectos.

Oxumaré é um dos orixás mais conhecidos, e no entanto é o mais


desconhecido dos orixás dentro da Umbanda, pois os médiuns só
cultuam a orixá Oxum, que na linha do Amor ou da Concepção
forma com ele a segunda linha de Umbanda. O aspecto positivo de
Oxumaré, que nos chega através das lendas dos orixás, é que ele
simboliza a renovação. Isto é verdadeiro. E o aspecto mais negativo
é que ele é andrógino, ou parte macho e parte fêmea. Mas isto não
é verdade. É inadmissível que uma divindade planetária tenha essas
qualidades bissexuais, que só acontecem em seres com disfunções
genéticas que provocam má formação, ou dupla formação, dos
órgãos sexuais, e em seres com desequilíbrios emocionais ou
conscienciais que fazem com que, psiquicamente, eles troquem seus
sinais mentais e invertam sua sexualidade.

Portanto, não tem sustentação alguns médiuns, com seus sinais


sexuais trocados, alegarem que são homossexuais porque são filhos
de Oxumaré e que ele é um orixá que por seis meses é macho e por
seis meses é fêmea.

Seres humanos com má-formações emocionais, mentais, genéticas


ou conscienciais, no afã de se justificarem, passam às divindades
suas vicissitudes humanas e não atentam para um detalhe
fundamental: com seus desequilíbrios, estão desfigurando
divindades planetárias que existem no mundo desde que Deus o
criou, que são imutáveis em sua natureza, seja ela masculina ou
feminina, e que regem alguns sentidos dos seres humanos, mas
também regem outras dimensões planetárias paralelas à dimensão
humana da vida.

Logo, desumanizaram uma divindade que humanizou algumas de


suas qualidades, atributos e atribuições somente para acelerar nossa
evolução e nos conduzir pelo caminho reto. Bastará um pouco de
bom senso para detectar, nesta caracterização negativa de
Oxumaré, uma justificativa de seres com desequilíbrios emocionais,
mentais, conscienciais ou genéticos, já que uma divindade é de
natureza positiva ou negativa, ativa ou passiva e masculina ou
feminina, mas nunca possui as duas em si mesma.

Logo, que cultue um Oxumaré andrógino aquele que é desprovido


do bom senso, certo? “Quem não souber valorizar a religiosidade
que o libertará da terra, então que pague caro pela religiosidade que
o aprisionará num diletantismo materialista!” Saibam que é isto que
tem feito, e muito bem, este nosso irmão cósmico encarnado que,
após ser afastado da Umbanda, criou todo um culto cuja doutrina,
ao invés de pregar os valores maiores de Jesus Cristo, tem pregado,
religiosamente, os seus próprios valores da “mais valia”. E também
tem cobrado de seus fiéis seguidores o justo preço que ele
estipulou: tudo o que puder tirar deles para usar em seu próprio
benefício, ou de sua “igreja. Que pague para cultuar Deus quem não
aprendeu a amá-Lo e adorá-Lo de graça! Certo?

Oxumaré, tal como revela a lenda dos orixás , e a renovação


continua, mas em todos os aspectos e em todos os sentidos da vida
de um ser. Sua identificação com Dá, a Serpente do Arco-íris, não
aconteceu por acaso, pois Oxumaré irradia as sete cores que
caracterizam as sete irradiações divinas que dão origem às Sete
Linhas de Umbanda. E ele atua nas sete irradiações como elemento
renovador. Oxumaré é a renovação do amor na vida dos seres. E
onde o amor cedeu lugar à paixão, ou foi substituído pelo ciúme,
então cessa a irradiação de Oxum e inicia-se a dele, que é diluidora
tanto da paixão como do ciúme.

Ele dilui a religiosidade já estabelecida na mente de um ser e o


conduz, emocionalmente, a outra religião, cuja doutrina o auxiliará a
evoluir no caminho reto. Ou não é comum os testemunhos dados
pelos neo-convictos no púlpito dos pastores mercantilistas, que
dizem quase todos isto:

“Irmãos, quando eu freqüentava a Umbanda, eu fornicava, traia


minha esposa e irmãos, gastava meu ordenado no jogo e nas
bebidas, mentia, mas desde que me converti e me entreguei a
Jesus, tudo em minha vida mudou. Hoje vivo para minha esposa e
filhos, e para Jesus!”. Sem dúvida, concordamos nós. Mas... porque
o mesmo irmão não ouviu os conselhos recebidos nos centros de
Umbanda, que, se seguidos corretamente, o teriam conduzido pelo
caminho reto? Não, ele não só não deu ouvidos às orientações dos
guias e dos pais e mães espirituais, como deu vazão ao seu
emocional e deu início ao mau uso do que aprendia dentro de uma
religião magística por excelência, quando solicitava aos exus que
fechassem os caminhos de seus desafetos em todos os campos da
vida, além de pedir outras coisas, tais como: mulher, dinheiro,
posses, etc. E ele não diz que nasceu numa família católica e cristã,
mas porque era um relapso para as coisas da fé, foi até a Umbanda
para ver se nela se emendava. Como não conseguiu, logo acabou
retomando ao reformatório religioso de Jesus Cristo.

Pois é isto o que são as igrejas evangélicas: reformatórios religiosos


onde nosso amado mestre Jesus recolhe os que nasceram sob sua
irradiação luminosa, mas não souberam captá-la da forma passiva
como ela é passada pela Igreja Católica. Ele, que é bondade, amor e
misericórdia, os conduz às divindades naturais (que são os orixás),
os conduz ao espiritismo e a muitas outras doutrinas para ver se
encontram uma onde suas naturezas ativas absorvam irradiações
luminosas.

Mas, quando vê que eles não se adaptam em nenhuma delas, ativa


seu pólo cósmico, e um de seus aspectos negativos logo os arrasta
para um de seus reformatórios religiosos, para que eles voltem a
trilhar o caminho reto. E se o aspecto negativo ativado não
conseguir reconduzi-los ainda na carne, não desistirá, mesmo depois
de desencarnar.

Renovação, eis a palavra chave que bem define o divino Oxumaré


que, em seu aspecto negativo, tem um mistério escuro chamado por
nós de “Sete Cobras” ou “Sete Caminhos Tortuosos”, que é por onde
transitam todos os seres que saíram do caminho reto e entraram
nos desvios da vida, que sempre conduzem aos caminhos da morte.
Bem, já falamos sobre vários aspectos do nosso pai Oxumaré e de
nossa amada mãe Oxum, que formam um par energético,
magnético, vibratório que dá formação à segunda linha de
Umbanda, que é a linha do Amor ou da Concepção.
Obá

Obá é a orixá que aquieta e densifica o racional dos seres, já que


seu campo preferencial de atuação é o esgotamento dos
conhecimentos desvirtuados.

Comentar sobre nossa amada mãe Obá é motivo de satisfação, pois,


nas lendas, resumem sua existência ao papel de esposa repudiada
por Xangô. Mas, justiça lhe seja feita, as lendas vêm sendo
repetidas a tanto tempo, e às vezes de forma tão empobrecida pelas
transmissões orais que, até como lendas, deixam a desejar e
mostram como é deficiente o conhecimento sobre o campo de ação
dos orixás.

Saibam que a orixá Obá que nós conhecemos e aprendemos a amar


e reverenciar é uma divindade regida pelos elementos terra e
vegetal, e forma com Oxóssi a terceira linha de Umbanda Sagrada,
que rege o Conhecimento. Oxóssi está assentado no pólo positivo e
irradiante desta linha e Obá está assentada em seu pólo negativo ou
cósmico, que é absorvente.

Esta lenda, na verdade, refere-se a um rei que, como herdeiro das


qualidades de Xangô, tinha várias esposas, que também se
apresentavam como herdeiras das qualidades das orixás femininas.
E, se o que esta lenda conta é verdade, no entanto só se refere a
personagens humanos que eram tidos na conta de semideuses. Mas
é só, porque esta história de orixá disputar pelejas tipicamente
humanas e carnais, está mais para coisas humanas de que mistérios
divinos. E, não tenham dúvidas de que os orixás são mistérios
divinos que foram, em muitos casos, descaracterizados pelas
próprias lendas, que visam eternizá-los na mente e nos corações
humanos.
Saibam que Obá é uma orixá cósmica cujo elemento original é a
terra, pois ela é orixá telúrica por excelência e atua nos seres
através do terceiro sentido da vida, que é o Conhecimento, que
desenvolve o raciocínio e a capacidade de assimilação mental da
realidade visível, ou somente perceptível, que influencia nossa vida
e evolução continua. Já o seu segundo elemento é o vegetal.
Enquanto o orixá Oxóssi, o mitológico caçador, estimula a busca do
conhecimento (evolução), Obá atrai e paralisa o ser que está se
desvirtuando justamente porque assimilou de forma viciada os
conhecimentos puros.

O culto à orixá Obá iniciou-se a quatro milênios atrás com a


irradiação simultânea de uma de suas qualidades ou aspectos, a
várias partes do mundo, quando, então, ela se humanizou.

E se nossa amada mãe Obá já recolheu boa parte de seus filhos


encantados que se espiritualizaram, muitos ainda estão evoluindo
nos dois lados da dimensão humana.

Muitos dos seus filhos são, hoje e na Umbanda, alguns dos mais
silenciosos exus e das mais discretas pomba-giras, dos mais
aguerridos caboclos e caboclas, resolutos nas suas ações, precisos
nos seus conselhos, e não são de muita conversa quando sentem
que o conhecimento que trazem não é assimilado por seus médiuns
ou pelas pessoas que os consultam.

Agora, deixando os aspectos individuais ou comentários de apoio, o


fato é que nossa amada mãe Obá é uma divindade planetária,
regente do pólo negativo da linha do Conhecimento, que é a terceira
linha de forças de Umbanda Sagrada.

Ela e Oxóssi formam esta linha e atuam em pólos opostos: enquanto


ele estimula a busca do conhecimento, ela paralisa os seres que se
desvirtuaram justamente porque adquiriram conhecimentos
viciados, distorcidos ou falsos.
O campo onde Obá mais atua é o religioso. Como divindade cósmica
responsável por paralisar os excessos cometidos pelas pessoas que
dominam o conhecimento religioso, uma de suas funções é paralisar
os conhecimentos viciados e aquietar os seres antes que cometam
erros irreparáveis.

O ser que está sendo atuado por Obá começa a desinteressar-se


pelo assunto que tanto o atraia e torna-se meio apático, alguns até
perdendo sua desvirtuada capacidade de raciocinar.

Então, quando o ser já foi paralisado e teve seu emocional


descarregado dos conceitos falsos, ai ela o conduz ao campo de ação
de Oxóssi, que começará a atuar no sentido de redirecioná-lo na
linha reta do conhecimento.

É certo que esta atuação que descrevemos é a que Obá realiza


através do seu aspecto positivo ou luminoso, por onde fluem suas
qualidades, atributos e atribuições positivas.

Mas como todo orixá cósmico, ela também possui seus aspectos
negativos, que ativa sempre que é preciso acelerar a paralisação de
um ser que, com seus conhecimentos, está prejudicando muitas
pessoas e atrapalhando suas evoluções pois está induzindo-as a
seguirem em uma direção contrária à que a Lei Maior reservou-lhes.

Saibam que todas as doutrinas religiosas rígidas e rigorosas com


seus adeptos têm a sustentá-las a silenciosa atuação de nossa
amada mãe Obá.

Vasto é o campo de atuação de nossa amada mãe Obá e aqui não


dá para mostrá-lo todo. Mas acreditamos que os filhos de Umbanda
já entenderam onde e quando ela atua.

E, porque ela atua de forma silenciosa e vai paralisando os seres


que dão mau uso ao dom do raciocino e aos conhecimentos
adquiridos, e atua preferencialmente no campo religioso, então está
na hora de resgatar os aspectos luminosos dessa amada mãe
cósmica e lançar no lixo religioso a lenda que denigre sua imagem
humana, pois foi por amor a nós, espíritos humanos, que ela se
humanizou e ajudou a acelerar nossa evolução.

Que fiquem propagando sua falsa humanização os que um dia


haverão de conhecer as verdades sobre Obá, mas nos domínios de
seus aspectos negativos

Egunitá

Egunitá é o Orixá Cósmico aplicador da Justiça Divina na vida dos


seres racionalmente desequilibrados

Fogo, eis o mistério de nossa amada mãe Egunitá, regente cósmica


do Fogo e da Justiça Divina que purifica os excessos emocionais dos
seres desequilibrados, desvirtuados e viciados. Os hindus nos
legaram uma divindade cósmica do fogo, punidora das falhas, dos
erros e das paixões humanas por excelência. Kali, no panteão hindu,
é uma divindade temida e evitada por todos os que desconhecem
seu mistério e o porquê de sua existência em oposição à de Agni, o
Senhor do Fogo Divino, do fogo da Fé.?

O fato é que todas as irradiações divinas, enquanto são apenas


essências, são neutras. Mas quando se condensam e dão origem aos
elementos, ai se polarizam em todos os sentidos e assumem
naturezas bem distintas. Pois aí, no fogo, surgem Agni e Kali. Ele é o
fogo em seu aspecto positivo e ela o é em seu aspecto negativo, ou
o fogo da purificação das ilusões humanas. Agni é o fogo da fé e Kali
é o fogo das paixões humanas. Agni é pólo masculino e Kali é pólo
feminino. Agni é passivo e irradiante e Kali é ativa e atratora. Agni
ilumina o ser e Kali o toma rubro. Agni é o raio dourado e Kali é o
raio rubro. Agni é a serpente flamigea da Fé e Kali é a serpente
rubra da paixão. Agni é a chama que aquece e Kali é o braseiro que
queima.

Esperamos que tenham entendido que, se recorremos às divindades


hindus Agni e Kali, foi para mostrar como um mesmo elemento
possui dois pólos, duas naturezas, duas formas de nos alcançar e de
nos estimular ou de nos paralisar; de acelerar ou paralisar nossa
evolução; de estimular nossa fé ou de esgotar nossos emocionais
desequilibrados.

Agora, coloquem no lugar de Agni o nosso amado orixá Xangô e no


lugar de Kali a nossa amada mãe Egunitá e teremos os mesmos
aspectos divinos, mas irradiados por divindades humanizadas em
solo africano. Teremos a linha pura do fogo elemental, cujas
energias incandescentes e flamejantes tanto consomem os vícios
quanto estimulam o sentimento de justiça, que são as qualidades,
atributos e atribuições de Xangô e Egunitá: aplicar a Justiça Divina
em todos os sentidos da vida!

Afinal, ou entendemos as divindades a partir da ciência ou até o ano


3000 d.C. ainda estaremos adorando-as somente através dos
fenômenos da natureza. E não é isto que elas desejam de nós, e não
foi para isto que deram inicio à sua renovação através da Umbanda,
certo? Nossa mãe Egunitá é fogo puro e suas irradiações cósmicas
absorvem o ar pois seu magnetismo é negativo e atrai este
elemento, com o qual se energiza e se irradia até onde houver ar
para dar-lhe esta sustentação energética e elemental.

Como Egunitá (fogo) é feminina, ela se polariza com Ogum (ar), que
é masculino e lhe dá a sustentação do elemento que precisa, mas de
forma passiva e ordenada. Só assim suas irradiações acontecem de
forma ordenada e alcançam apenas o objetivo que ela identificou. Se
ela polarizasse com Iansã, suas energias não seriam irradiadas
porque aconteceria uma propagação delas na forma de labaredas, já
que as duas são de magnetismo e elemento feminino. Eis ai a chave
das polarizações, que obedecem a uma ordenação das irradiações
através dos magnetismos.

O inverso acontece com Ogum, que é passivo e só se torna ativo em


seu segundo elemento, que é o fogo que o alimenta, aquecendo-o e
energizando suas irradiações. Ogum, enquanto aplicador da Lei,
atua nos campos da justiça como aplicador das sentenças.

Logo, se Ogum absorver o fogo de Xangô, que também é passivo


em seu magnetismo, este fogo só irá consumir o ar de Ogum e não
irá gerar a energia ígnea que fluiria como calor através das
irradiações retas do seu magnetismo, que é passivo. Ogum é
passivo no magnetismo eólico e ativo em seu segundo elemento,
que é o fogo que energiza (aquece) o ar. Ogum irradia em linha reta
(irradiação continua). Xangô irradia em linha reta (irradiação
continua). Iansã irradia em espirais (irradiação circular). Egunitá
irradia por propagação (irradiação propagada). Xangô polariza com
Iansã, e suas irradiações passivas se tornam ativas no ar (raios);
Egunitá polariza com Ogum, e suas irradiações por propagação
magnética assumem a forma de fachos flamejantes.

Observem que Lei e Justiça são inseparáveis e para comentarmos


Egunitá temos de envolver Ogum, Xangô e Iansã, que são os outros
três orixás que também se polarizam e criam campos específicos de
duas das Sete Linhas de Umbanda. Ela é cósmica (negativa) e seu
primeiro elemento é o fogo, que se polariza com seu segundo
elemento que é o ar. Portanto, como o fogo é o elemento da linha
da Justiça, ela é uma divindade que aplica a Justiça Divina na vida
dos seres. E, porque o ar é o seu segundo elemento, que a alimenta
e energiza e é o elemento da linha da Lei, ela é uma divindade que
aplica a justiça como agente ativa da Lei e consome os vícios
emocionais e os desequilíbrios mentais dos seres.
Os vícios emocionais tornam os seres insensíveis à dor alheia. Os
desequilíbrios mentais transformam os seres em tormentos para
seus semelhantes. As divindades têm uma função a realizar e nós
sempre seremos beneficiários de sua atuação. Quando nos
paralisam, também estão nos ajudando, pois estão evitando que
continuemos trilhando um caminho que nos conduzirá a um ponto
sem retorno. Ela é a executora da Justiça Divina nos campos da Lei,
regidos por Ogum no pólo positivo da linha pura da Lei.

Iansã

Iansã é a aplicadora da Lei na vida dos seres emocionados pelos


vícios. Seus campo preferencial de atuação é o emocional dos seres:
ela os esgota e os redireciona, abrindo-lhes novos campos por onde
evoluirão de forma menos “emocional”.

No comentário sobre o orixá Egunitá já abordamos nossa amada


mãe lansã. Logo, aqui seremos breves em nosso comentário sobre
ela, que também foi analisada no capitulo reservado ao orixá Ogum.
Como dissemos antes, lansã, em seu primeiro elemento, e ar e
forma com Ogum um par energético onde ele rege o pólo positivo e
é passivo pois suas irradiações magnéticas são retas. lansã é
negativa e ativa, e suas irradiações magnéticas são circulares ou
espiraladas. Observem que lansã se irradia de formas diferentes: é
cósmica (ativa) e é o orixá que ocupa o pólo negativo da linha
elemental pura do ar, onde polariza com Ogum. Já em seu segundo
elemento ela polariza com Xangô, e atua como o pólo ativo da linha
da Justiça, que é uma das sete irradiações divinas.

Na linha da Justiça, lansã é seu aspecto móvel e Xangô é seu


aspecto assentado ou imutável, pois ela atua na transformação dos
seres através de seus magnetismos negativos.
lansã aplica a Lei nos campos da Justiça e é extremamente ativa.
Uma de suas atribuições é colher os seres fora-da-Lei e, com um de
seus magnetismos, alterar todo o seu emocional, mental e
consciência, para, só então, redirecioná-lo numa outra linha de
evolução, que o aquietará e facilitará sua caminhada pela linha reta
da evolução.

As energias irradiadas por lansã densificam o mental, diminuindo


seu magnetismo, e estimulam o emocional, acelerando suas
vibrações. Com isso, o ser se torna mais emotivo e mais facilmente
é redirecionado. Mas quando não é possível reconduzi-lo à linha reta
da evolução, então uma de suas sete intermediárias cósmicas, que
atuam em seus aspectos negativos, paralisam o ser e o retém em
um dos campos de esgotamento mental, emocional e energético, até
que ele tenha sido esgotado de seu negativismo e tenha
descarregado todo o seu emocional desvirtuado e viciado.

Nossa amada mãe Iansã possui vinte e uma lansãs intermediárias,


que são assim distribuídas: Sete atuam junto aos pólos magnéticos
irradiantes e auxiliam os orixás regentes dos pólos positivos, onde
entram como aplicadoras da Lei segundo os princípios da Justiça
Divina, recorrendo aos aspectos positivos da orixá planetária Iansã.
Sete atuam junto aos pólos magnéticos absorventes e auxiliam os
orixás regentes dos pólos negativos, onde entram como aplicadoras
da Lei segundo seus princípios, recorrendo aos aspectos negativos
da orixá planetária Iansã. Sete atuam nas faixas neutras das
dimensões planetárias, onde, regidas pelos princípios da Lei, ou
direcionam os seres para as faixas vibratórias positivas ou os
direcionam para as faixas negativas.

Enfim, são vinte e uma orixás lansãs intermediárias aplicadoras da


Lei nas Sete Linhas de Umbanda. Como seus campos preferenciais
de atuação são os religiosos, não é de se estranhar que nossa
amada mãe lansã intermediária para a linha da Fé nos campos do
Tempo seja confundida com a própria Oiá, já que é ela quem envia
ao tempo os eguns fora-da-Lei no campo da religiosidade. lansã do
Tempo, não tenham dúvidas, tem um vasto campo de ação e colhe
os espíritos desvirtuados nas coisas da Fé, enviando-os ao Tempo
onde serão esgotados.

Mas, não tenham dúvidas, antes ela tenta reequilibrá-los e


redirecioná-los, só optando por enviá-los a um campo onde o
magnetismo os esvazia quando vê que um esgotamento total em
todos os sete sentidos é necessário. E isto o Tempo faz muito bem!
Já lansã Bale, do Bale, ou das Almas, é outra intermediária de nossa
mãe maior lansã que é muito solicitada e muito conhecida, porque
atua preferencialmente sobre os espíritos que desvirtuam os
princípios da Lei que dão sustentação à vida e, como vida é geração
e Omulu atua no pólo negativo da linha da Geração, então ela envia
aos domínios de Tatá Omulu todos os espíritos que atentaram contra
a vida de seus semelhantes ao desvirtuarem os princípios da Lei e
da Justiça Divina.

Logo, seu campo escuro localiza-se nos domínios do orixá Omulu,


que rege sobre o lado de “baixo” do campo santo. Mas também são
muito conhecidas as lansãs intermediárias Sete Pedreiras, dos Raios,
do Mar, das Cachoeiras e dos Ventos (lansã pura). As outras
assumem os nomes dos elementos que lhes chegam através das
irradiações inclinadas dos outros orixás, quando surgem as Iansãs
irradiantes e multicoloridas. Temos: • uma Iansã do Ar. • uma Iansã
Cristalina. • uma lansã Mineral. • uma Iansã Vegetal. • uma lansã
Ígnea. • uma lansã Telúrica. • uma lansã Aquática. Bom, só por esta
amostra dos múltiplos aspectos de nossa amada regente feminina
do ar, já deu para se ter uma idéia do imenso campo de ação do
mistério “Iansã”.

O fato é que ela aplica a Lei nos campos da Justiça Divina e


transforma os seres desequilibrados com suas irradiações
espiraladas, que o fazem girar até que tenham descarregado seus
emocionais desvirtuados e suas consciências desordenadas! Não
vamos nos alongar mais, pois muito já foi dito e escrito sobre a
“Senhora dos Ventos”.

Nanã

A orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de


atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres
emocionados e preparando-os para uma nova “vida”, já mais
equilibrada.

A orixá Nanã Buruquê rege uma dimensão formada por dois


elementos, que são: terra e água. Ela é de natureza cósmica pois
seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres que,
quando recebem suas irradiações, aquietam-se, chegando até a
terem suas evoluções paralisadas. E assim permanecem até que
tenham passado por uma decantação completa de seus vícios e
desequilíbrios mentais. Nanã forma com Obaluaiyê a sexta linha de
Umbanda, que é a linha da Evolução. E enquanto ele atua na
passagem do plano espiritual para o material (encarnação), ela atua
na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá
encarnar. Saibam que os orixás Obá e Omulu são regidos por
magnetismos “terra pura”, enquanto Nanã e Obaluaiyê são regidos
por magnetismos mistos “terra-água”. Obaluaiyê absorve essência
telúrica e irradia energia elemental telúrica, mas também absorve
energia elemental aquática, fraciona-a em essência aquática e a
mistura à sua irradiação elemental telúrica, que se torna “úmida”. Já
Nanã, atua de forma inversa: seu magnetismo absorve essência
aquática e a irradia como energia elemental aquática; absorve o
elemento terra e, após fracioná-lo em essência, irradia-o junto com
sua energia aquática.
Estes dois orixás são únicos, pois atuam em pólos opostos de uma
mesma linha de forças e, com processos inversos, regem a evolução
dos seres. Enquanto Nanã decanta e adormece o espírito que irá
reencarnar, Obaluaiyê o envolve em uma irradiação especial, que
reduz o corpo energético, já adormecido, até o tamanho do feto já
formado dentro do útero materno onde está sendo gerado .

Este mistério divino que reduz o espírito ao tamanho do corpo


carnal, ao qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação do
óvulo pelo sêmen, é regido por nosso amado pai Obaluaiyê, que é o
“Senhor das Passagens” de um plano para outro.

Já nossa amada mãe Nanã, envolve o espírito que irá reencarnar em


uma irradiação única, que dilui todos os acúmulos energéticos,
assim como adormece sua memória, preparando-o para uma nova
vida na carne, onde não se lembrará de nada do que já vivenciou. É
por isso que Nanã é associada à senilidade, à velhice, que é quando
a pessoa começa a se esquecer de muitas coisas que vivenciou na
sua vida carnal. Portanto, um dos campos de atuação de Nanã é a
“memória” dos seres. E, se Oxóssi aguça o raciocínio, ela adormece
os conhecimentos do espírito para que eles não interfiram com o
destino traçado para toda uma encarnação.

Em outra linha da vida, ela é encontrada na menopausa. No inicio


desta linha está Oxum estimulando a sexualidade feminina; no meio
está Yemanjá, estimulando a maternidade; e no fim está Nanã,
paralisando tanto a sexualidade quanto a geração de filhos. Nas
“linhas da vida”, encontramos os orixás atuando através dos
sentidos e das energias. E cada um rege uma etapa da vida dos
seres.

Logo, quem quiser ser categórico sobre um orixá, tome cuidado com
o que afirmar, porque onde um de seus aspectos se mostra, outros
estão ocultos. E o que está visível nem sempre é o principal aspecto
em uma linha da vida. Saibam que Nanã em seus aspectos positivos
forma pares com todos os outros treze orixás, mas sem nunca
perder suas qualidades “água-terra”. Já em seus aspectos negativos,
bem, como a Umbanda não lida com eles, que os comente quem
lidar, certo?

Omulú

Omulú é o orixá que rege a morte, ou no instante da passagem do


plano material para o plano espiritual (desencarne)

É com tristeza que temos visto o temor dos irmãos umbandistas


quando é mencionado o nome do nosso amado Pai Omulu. E no
entanto descobrimos que este medo é um dos frutos amargos que
nos foram legados pelos ancestrais semeadores dos orixás em solo
brasileiro, pois difundiram só os dois extremos do mais caridoso dos
orixás, já que Omulu é o guardião divino dos espíritos caídos. O
orixá Omulu guarda para Olorum todos os espíritos que fraquejaram
durante sua jornada carnal e entregaram-se à vivenciação de seus
vícios emocionais. Mas ele não pune ou castiga ninguém, pois estas
ações são atributos da Lei Divina, que também não pune ou castiga.
Ela apenas conduz cada um ao seu devido lugar após o desencarne.
E se alguém semeou ventos, que colha sua tempestade pessoal,
mas amparado pela própria Lei, que o recolhe a um dos sete
domínios negativos, todos regidos pelos orixás cósmicos, que são
magneticamente negativos. E Tatá Omulu é um desses guardiões
divinos que consagrou a si e à sua existência, enquanto divindade,
ao amparo dos espíritos caídos perante as leis que dão sustentação
a todas as manifestações da vida..

Esta qualidade divina do nosso amado pai foi interpretada de forma


incorreta ou incompleta, e o que definiram no decorrer dos séculos
foi que Tatá Omulu é um dos orixás mais “perigosos” de se lidar, ou
um dos mais intolerantes, e isto quando não o descrevem como
implacável nas suas punições.

Ele, na linha da Geração, que é a sétima linha de Umbanda, forma


um par energético, magnético e vibratório com nossa amada mãe
Yemanjá, onde ela gera a vida e ele paralisa os seres que atentam
contra os princípios que dão sustentação às manifestações da vida.
Em Tatá Omulu descobri o amor de Olorum, pois é por puro amor
que uma divindade consagra-se por inteiro ao amparo dos espíritos
caídos. E foi por amor a nós que ele assumiu a incumbência de nos
paralisar em seus domínios, sempre que começássemos a atentar
contra os princípios da vida. Enquanto a nossa mãe Yemanjá
estimula em nós a geração, o nosso pai Omulu nos paralisa sempre
que desvirtuamos os atos geradores.

Mas esta “geração” não se restringe só à hereditariedade, já que


temos muitas faculdades além desta, de fundo sexual. Afinal,
geramos idéias, projetos, empresas, conhecimentos, inventos,
doutrinas, religiosidades, anseios, desejos, angústias, depressões,
fobias, leis, preceitos, princípios, templos, etc. Temos a capacidade
de gerar muitas coisas, e se elas estiverem em acordo com os
princípios sustentados pela irradiação divina, que na Umbanda
recebe o nome de “linha da Geração” ou “sétima linha de Umbanda”,
então estamos sob a irradiação da divina mãe Yemanjá, que nos
estimula.

Mas, se em nossas “gerações”, atentarmos contra os princípios da


vida codificados como os únicos responsáveis pela sua multiplicação,
então já estaremos sob a irradiação do divino pai Omulu, que nos
paralisará e começará a atuar em nossas vidas, pois deseja
preservar-nos e nos defender de nós mesmos, já que sempre que
uma ação nossa for prejudicar alguém, antes ela já nos atingiu, feriu
e nos escureceu, colocando-nos em um de seus sombrios domínios.
Ele é o excelso curador divino pois acolhe em seus domínios todos
os espíritos que se feriram quando, por egoísmo, pensaram que
estavam atingindo seus semelhantes. E, por amor, ele nos dá seu
amparo divino até que, sob sua irradiação, nós mesmos tenhamos
nos curado para retomarmos ao caminho reto trilhado por todos os
espíritos amantes da vida e multiplicadores de suas benesses.

Todos somos dotados dessa faculdade, já que todos somos


multiplicadores da vida, seja em nós mesmos, através de nossa
sexualidade seja nas idéias, através de nosso raciocínio, assim como
geramos muitas coisas que tornam a vida uma verdadeira dádiva
divina. Tatá Omulu, em seu pólo positivo, é o curador divino e tanto
cura alma ferida quanto nosso corpo doente. Se orarmos a ele
quando estivermos enfermos ele atuará em nosso corpo energético,
nosso magnetismo, campo vibratório e sobre nosso corpo carnal, e
tanto poderá curar-nos quanto nos conduzir a um médico que
detectará de imediato a doença e receitaria medicação correta.

O orixá Omulu atua em todos os seres humanos, independente de


qual,. seja a sua religião. Mas esta atuação geral e planetária
processa-se através de, uma faixa vibratória especifica e exclusiva,
pois é através dela que fluem as irradiações divinas de um dos
mistérios de Deus, que nominamos de “Mistério da Morte”. Tatá
Omulu, enquanto força cósmica e mistério divino, é a energia que se
condensa em torno do fio de prata que une o espírito e seu corpo
físico, e o dissolve no momento do desencarne ou passagem de um
plano para o outro.

Neste caso ele não se apresenta como o espectro da morte coberto


com manto e capuz negro, empunhando o alfanje da morte que
corta o fio da vida. Esta descrição é apenas uma forma simbólica ou
estilizada de se descrever a força divina que ceifa a vida na carne.
Na verdade, a energia que rompe o fio da vida na carne é de cor
escura, e tanto pode parti-lo num piscar de olhos quando a morte é
natural e fulminante, como pode ir se condensando em torno dele,
envolvendo-o todo até alcançar o espírito, que já entrou em
desarmonia vibratória porque a passagem deve ser lenta, induzindo
o ser a aceitar seu desencarne de forma passiva.

O orixá Omulu atua em todas as religiões e em algumas é nominado


de “Anjo da Morte” e em outras de divindade ou “Senhor dos
Mortos”. No antigo Egito ele foi muito cultuado e difundido e foi dali
que partiram sacerdotes que o divulgaram em muitas culturas de
então. Mas com o advento do Cristianismo seu culto foi
desestimulado já que a religião cristã recorre aos termos “anjo” e
“arcanjo” para designar as divindades. Logo, nada mais lógico do
que recorrer ao arquétipo tão temido do “Anjo da Morte”, todo
coberto de preto e portando o alfanje da morte, para preencher a
lacuna surgida com o ostracismo do orixá ou divindade responsável
por este momento tão delicado na vida dos seres.

O culto a Tatá Omulu surgiu entre os negros levados como escravos


ao antigo Egito, que o identificaram como um orixá e o adaptaram
às suas culturas e religiões. Com o tempo, ele foi, a partir desse
sincretismo, assumindo sua forma definitiva, até que alcançou o
grau de divindade ligada à morte, à medicina e às doenças. Já em
outras regiões da África, este mistério foi assumindo outras feições e
outros orixás semelhantes surgiram, foram cultuados e se
humanizaram. “Humanizar-se” significa que o orixá ou a divindade
assumiu feições humanas, compreensíveis por nós e de mais fácil
assimilação e interpretação. Tatá Omulu não vibra menos amor por
nós do que qualquer um dos outros orixás e está assentado na
Coroa Divina, pois é um dos Tronos de Olorum, o Divino Criador.
Atotô, meu pai!

OUTROS
OS PRETOS VELHOS

São espíritos de velhos africanos que foram trazidos para o Brasil


como escravos e que trabalham na Umbanda como símbolos da fé e
da humildade. Seus trabalhos são de ajuda aqueles que estão em
dificuldade material ou emocional, sendo que, o seu trabalho se
desenvolve mais para o lado emocional e físico, das pessoas que os
procuram, sendo chamados, carinhosamente de psicólogos dos
aflitos.

Sua paciência em escutar os problemas e aflições dos consulentes,


fazem deles as entidades mais procuradas na Umbanda, são
chamados de Vovôs e Vovós da Umbanda.

Também usam ervas em seus trabalhos de magia e principalmente


para rezar pessoas doentes e crianças que estão com mal olhado,
suas rezas são conhecidas como poderosas, usam também de
patuás, saquinhos que são depositados elementos de magia e que
os consulentes usam no corpo para proteção.

Da mesma forma que os Caboclos, os Pretos Velhos usam


cachimbos para limpeza espiritual, jogando sua fumaça sobre a
pessoa que esta recebendo o passe

BAIANOS:

...Os fundadores da Umbanda são caboclo e preto-velho, que no


astral fizeram escola, com o tempo se assentaram ao seu lado
outros povos de trabalho, vemos hoje muito bem assentados dentro
do contexto Umbandista as figuras do boiadeiro, marinheiro, baiano
e cigano além das crianças, exú e pomba-gira.

... Todos são excelentes trabalhadores e cada “grupo de trabalho”


tem a sua maneira de atuar, no astral a linha de trabalho (povo a
que pertence) e o nome que eles carregam representa
respectivamente o grau e a força em que a entidade guia está
assentada.
...
No caso os Baianos formam uma corrente de entidades que ao
desencarnar, apesar da afinidade com o culto ao Orixá (muitos
foram sacerdotes), não tinham o grau de preto-velho,
estabeleceram uma egrégora de trabalhadores do astral que com o
tempo reconhecida pela Umbanda passaram a ter a oportunidade do
trabalho ativo e incorporante, acharam por bem batizar como linha
dos Baianos como homenagem a origem dos primeiros formadores
desta corrente e a Terra que tão bem acolheu o Orixá no Brasil.

... São muito ativos, despachados e descontraídos. Bons


orientadores e doutrinadores, tem facilidade em lidar com o
desmanche dos trabalhos de kimbanda e magia negra. Usam colares
de cocos e sementes. Tendo na sua forma de trabalhar muito das
qualidades de Iansã, por serem movimentadores e irrequietos,
combinam esta forma de trabalhar com sua natureza onde cada um
se mostra regido por um Orixá diferente assim trazendo para a gira
a força das sete linhas da Umbanda.

...Suas oferendas podem ser feitas ao pé de um coqueiro ou no


ponto de força do Orixá que rege o baiano a ser oferendado. Gostam
de festas e comidas típicas da Bahia e batida de coco.

...Como comprimento dizemos simplesmente: “É da Bahia meu Pai...


Salve a Bahia” ou simplesmente “Salve os baianos”.

Texto Extraído Do Jus – Jornal De Umbanda Sagrada

BOIADEIROS
Para algumas correntes de pensamento umbandista, esses espíritos
já foram Exus e, numa transição dos seus graus evolutivos, hoje se
manifestam como caboclos boiadeiros.

...Essa é a interpretação mais aceitável, pois muitos desse espíritos


que hoje se manifestam nesta linha de trabalhos espirituais
realmente já trabalharam sob a irradiação do mistério Exu,que os
acolheu e direcionou, pois na Umbanda Sagrada Exu é mais um dos
seus graus evolutivos.

...Mas muitos desses caboclos boiadeiros nunca foram Exus e sim,


atuam nas linhas cósmicas dos sagrados orixás e são regidos por
Ogum e por Oyá e seus campos de ação são os caminhos (Ogum) e
o tempo ou as Campinas (Oiá).

...São espíritos hiper-ativos que atuam como refreadores do baixo-


astral e são aguerridos, demandadores e rigorosos quando tratam
com espíritos trevosos.

...O símbolo dos boiadeiros é o laço e o chicote, que são suas armas
espirituais e são verdadeiros mistérios, tal como são as espadas, as
flechas e outras “armas” usadas pelos espíritos que atuam como
refreadores das investidas das hostes sombrias formadas por
espíritos do baixo-astral.

...É uma linha muito poderosa e muito numerosa no mundo


espiritual e seus caboclos atuam nas sete linhas de Umbanda.

...Os Orixás que regem o mistério boiadeiros são Ogum e Oyá.

...Eles são descritos como Caboclos da Lei que atuam no tempo ou


Caboclos do Tempo que atuam na irradiação da lei.
Os Boiadeiros fazem parte de um dos “Povos de Umbanda” que se
apresentam nos terreiros. É uma linha de trabalho tão importante
quanto caboclos, pretos-velhos, baianos, ciganos, marinheiros, etc.

...Constituem uma linha intermediária e uma homenagem ao povo


sofrido que vivem nos campos. Muitas entidades em sua fase de
evolução, transitando das linhas de trabalho da esquerda para a
direita, encontram na forma de atuação como boiadeiros um ótimo
recurso para fazerem essa transição. Podemos assim dizer que
alguns boiadeiros já estiveram atuando como exús no passado.

...É uma linha muito amparada pelos Orixás Yansã e Oiá-Tempo,


pois, na sua forma de apresentação os boiadeiros costumam com
seus laços criar verdadeiras espirais nas quais “laçam” eguns e
quiumbas paralisados em seus negativos e que perturbam a paz dos
encarnados.

...Os boiadeiros em geral são alegres e costumam com seus brados


de “ô boi” trazerem a descontração e fazem poderosos descarregos
enquanto dançam.

...A saudação aos boiadeiros é “marranbá che tuá”, ou simplesmente


“salve os boiadeiros”.

...Por ser uma linha diversa, muitos praticantes não obtém o


conhecimento de seus trabalhos e procedimentos pautados no bom
senso, conta-se que em alguns terreiros menos esclarecidos alguns
médiuns na manifestação desta linha “incorporam” o “boi”, outros o
“boiadeiro” e então o terreiro torna-se um verdadeiro “rodeio” com
os médiuns laçando-se uns aos outros numa verdadeira
pantomima!!!

...O importante é que em todas as práticas mediúnicas nos


pautemos pela ética, onde as entidades manifestantes como Guias
Espirituais sempre vem para trabalhar prestando a caridade e os
médiuns sempre devem poder se responsabilizar por todo o trabalho
que suas entidades realizam em terra.

...Os Boiadeiros respondem à todo terreiro que traz uma doutrina


voltada para a prática do amor e da caridade com humildade e
devoção, e o que existir de ruim por aí, boiadeiro aparecerá apenas
para laçar e levar embora...

....Salve todos os Boiadeiros!

Texto Extraído Do Jus – Jornal De Umbanda Sagrada


(Christiane Pastor E Alexandre Cumino )

AS CRIANÇAS

Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria e da


honestidade, dessa forma, apesar da aparência frágil, são
verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objetivo com uma
força imensa, atuam em qualquer tipo de trabalho, mas, são mais
procurados para os casos de família e gravidez.

OS EXUS

OS MISTÉRIOS “EXU” E “POMBAGIRA”:

O MISTÉRIO EXU

Trazido da África como Orixá, logo se destacou como o mensageiro


dos outros Orixás, sendo oferendado sempre em primeiro lugar para
que não atrapalhasse e nem criasse confusão durante a engira, tinha
na África como símbolo um falo ereto, representando o seu vigor,
sim esta é a chave da correta interpretação de seu mistério pois
enquanto “elemento” é ele quem vitaliza os demais, não se assenta
exatamente em uma linha de Umbanda, mas para ela se manifesta
em todas dando a sustentação para as linhas de esquerda masculina
pois todos Orixás e Guias tem seus Exús correspondentes, Exús de
Oxalá , de Oxúm, de Yansã, de Omulú...., logo são vitalizadores ou
desvitalizadores da fé , do amor, da ordem, da geração......e
pasmem não trabalham por “desejo” ou “vontade própria” e sim pela
vontade da lei maior e de seus consulentes, e é aí que entra seu par
natural Pomba-Gira esbanjando desejos e vontades, que por si só
não se realizam sem a vitalidade. Elas trazem este elemento do
desejo para nossas vidas, desejo de viver, trabalhar, estudar....

Cada um de nós médiuns tem pelo menos três Exús , um Guardião


da nossa esquerda que raramente se manifesta e tem relação com
nosso Orixá Ancestral, um Exú de trabalho que normalmente
incorporamos com relação ao Orixá de Juntó , e um natural que
nunca incorporamos relacionado ao Orixá de Frente.

Já quem não trabalha tem apenas o natural que não incorpora e


atua através de terceiros pela lei maior . Campo de atuação de Exú
é vasto, visto que responde religiosamente e magisticamente.

“Sem Exú na Umbanda não se faz nada” uma vez que não
aprendemos a lidar com as forças das trevas, para o nosso próprio
bem, por vez quem as manipula é Exú e Pomba-gira através da Lei
Maior .

Respondem por nomes simbólicos, das suas linhas de trabalho, os


quais revela seu campo de atuação e a qual Orixá respondem
através da Lei onde:

Exú 7montanhas, 7= sete linhas, montanha = xangô, trabalha nos


sete sentidos da vida pela justiça de xangô.

Exú corta-fogo, corta = espada, fogo = xangô, ordenando os


campos da justiça.
Exú sete encruzilhadas, sete encruzilhadas é fator de oxalá para as
sete linhas, logo é um Exú que trabalha nos sete sentidos da vida
através da sua fé e convicções.

Todos eles atuando no sentido de vitalizar ou desvitalizar o que se


encontra em seu campo de atuação.

Texto Extraído Do Jus – Alexandre Cumino

O MISTÉRIO POMBAGIRA

Com a permissão da Divina Mahor-yê, Trono Guardião do Mistério


Pomba-Gira no Ritual de Umbanda Sagrada.

O mistério Pomba-Gira é regido por uma divindade cósmica que


tanto gera quanto irradia o fator desejo.

Saibam que esses fatores, vigor (Exu) e desejo (Pomba-Gira), se


completam e criam as condições ideais para que a Umbanda tenham
seus recursos mágicos e cármicos, também eles, atuando através de
linhas de força horizontais ou inclinadas, e dispensa a ativação
direta dos Tronos Cósmicos ou dos aspectos negativos dos regentes
das linhas de Umbanda.

Saibam também que nem Exu natural nem Pomba-Gira Natural


seguem a mesma linha de direção evolutiva dos espíritos, pois eles
seguem outra orientação e direcionamento.

Pomba-Gira natural é um ser cuja presença desperta o desejo,


porque é irradiadora natural desse fator divino. Só que esse fator
não se limita ao sexo, e destina-se a todos os sentidos da vida, pois
só desejando, um ser empreende alguma coisa ou toma alguma
iniciativa em algum sentido.
Portanto, o desejo, é um fator divino fundamental em nossa vida,
pois nós o absorvemos por todos os setes chacras principais e
também pelos secundários.

O desejo só existe porque Deus assim quis e ele não se manifesta só


através do sexo, pois sentimos o desejo de aprender, de viajar, de
conversar, de nos divertir, de comer determinado alimento ou de
vestir determinada roupa, etc.

O mistério Pomba-Gira se manifesta na Umbanda através de seres


naturais ou de espíritos incorporados às suas hierarquias ativas, pois
são elementos mágicos que podem ser ativados por qualquer
pessoa, desde que o faça dentro de um ritual codificado como
correto pelo Ritual de Umbanda Sagrada, assim como são agentes
cármicas, pois podem ser ativadas pela Lei Maior.

O mistério Pomba-Gira é em si neutro, e pode ser ativada com


oferenda ritual, pois é elemento mágico, assim como pode ser
ativada pela Lei Maior porque é agente cármica, esgotadora de
emocionais apassionados ou despertadora de desejo em seres
apáticos.

Entendam que Deus criou tudo, também gerou o desejo como uma
de suas qualidades ou fatores, pois sem vibrarmos o desejo, nada
desejaremos e nos tornaremos apáticos, desinteressados e nos
paralisaremos.

Logo, Deus, que tudo sabe, cuidou deste aspecto de nossa vida e
gerou o desejo como um de seus fatores, assim como gerou uma
divindade cósmica que tanto o gera como o irradia a tudo e a todos.

Essa divindade de Deus também formou sua hierarquia divina, que


chega até nós no nosso nível terra como as exuberantes Pomba-
Giras, que são regidas por um Trono Cósmico feminino cujo nome
mântrico é Ma-hor-iim-yê, ou Mahór yê, Senhora Guardiã dos
Mistérios do desejo, que polariza horizontalmente com o Trono
Cósmico Guardião dos Mistérios do Vigor.

Logo Pomba-Gira polariza com Exu. E o desejo, unindo-se com o


vigor, cria nos seres as condições ideais que os ativarão em todos os
sentidos e os induzirão a assumir com vigor e paixão as empreitadas
mais temerárias.]

Mas, caso sejam ativados e usados indevidamente, ai perdem suas


grandezas e se tornam paixões devastadoras e vigores
atormentadores para quem der uso a eles, pois são em si mistérios,
e, como tal, voltam-se contra quem lhes der mau uso. Aí subjugam
essa pessoa, induzem-na aos maiores destinos e aberrações até
lançá-la num tormento alucinante, delirante e bestificante, cuja
finalidade é levá-la à loucura em todos os sentidos.

Saibam que muitas pessoas que abandonaram a Umbanda e o


Candomblé e, todos confusos, atrapalhados e perseguidos por
hordas de espíritos obsessores, estão entre as que achavam que
Pomba-Gira e Exu eram seus escravos e os atenderiam
inconseqüentemente. Mas como começaram a pagar o preço ainda
aqui, correram para o abrigo das seitas salvacionistas, e dali se
voltam contra estes mistérios cósmicos, acusando-os de “demônios”.

Pomba-Gira não se auto ativa contra ninguém, ou alguém a ativa ou


isso quem faz é a Lei Maior.

E tanto pode ser ativada para ajudar quanto para esgotar o desejo
em todos os sentidos da vida de uma pessoa, quanto só num
sentido onde está se excedendo e se desviando de sua evolução reta
e contínua.

Não foi aberto para a dimensão material o mistério Exu feminino.


Logo, quem descreve Pomba-Gira como Exu fêmea não sabe nada
sobre este outro mistério da Umbanda.
Parte do texto retirado do Livro: “ UMBANDA SAGRADA” - Rubens
Saraceni.

São entidades em evolução, seu trabalho é dirigido, principalmente


a defesa dos seus médiuns e a defesa do terreiro, porém, são muito
procurados para resolver os problemas da vida sentimental e
material.

Costumam trabalhar com velas, charutos, cigarros, bebidas fortes,


punhais em seus pontos riscados, pembas brancas, pretas e
vermelhas . Devido ao seu temperamento forte e alegre costumam
atrair bastante os consulentes , principalmente pôr que quando
falam que vão ajudar certamente o farão.

Ciganos

Os mistérios desse povo nômade, ronda também as Giras de


Umbanda. A presença dessas entidades é rara, mas quando chegam
trazem com eles todos os mistérios da magia. Mas não uma magia
trabalhada apenas nas ervas e sim na destreza com que lidam com
o astral, com seus punhais, suas cartas, bola de cristal,
adivinhações, são verdadeiramente os "mágicos" da Umbanda, que
em seus atendimentos conseguem hipnotizar seu consulente. São
sutis, delicados, amorosos, práticos.

Gostam da dança embaladas pelos Banjos, da comida farta, gostam


de reunir sua "Compania" em volta de suas fogueiras, ou seja,
gostam da fartura e da liberdade.

Não criam raiz, vão onde está a fortuna.

Por não criar raízes, o povo cigano existe inclusive nos dias de hoje,
em diversas partes do mundo. Na Umbanda, se manifestam ciganos
que são de origem oriental, como também ciganos de outras partes
do mundo, inclusive brasileiros.
São especialistas em resolver problemas financeiros e também
amorosos.
Uma dica para que sempre haja fartura. : Pegue uma taça grande, e
preencha ela com grãos de arroz, milho, sementes de gira sol, folhas
de louro, moedas douradas. Depois de enfeitado acenda uma vela
amarela ao lado do copo, e batize o copo com o nome de um (a)
cigano(a), e peça que haja sempre muita fartura e muita riqueza em
sua vida. E sempre que tiver moedas douradas, complete o copo.

Médium de Umbanda

...O médium de Umbanda, ainda que muitos não o valorize, é o ponto


chave do ritual de Umbanda no plano material.

...E por sê-lo, deve merecer dos filhos de Fé já maduros (iniciados)


toda atenção, carinho e respeito quando adentram no espaço interno
das tendas, pois é mais um filho da Umbanda que é "dado" à luz. E
tal como quando a generosa mãe dá à luz mais um filho, onde tanto
o pai quanto os irmãos se acercam do recém-nascido e o cobrem de
bênçãos, amor, carinho e... compreensão para com seus choros, o
novo filho de Fé ainda é uma criança que veio à luz e precisa de
amparo e todos os cuidados devido à sua ainda frágil constituição
íntima e emocional.

...Do lado espiritual, todo o apoio lhe é dado, pois nós, os espíritos
guias deles, sabemos que este é o período em que mais frágil se
sente um ser que traz a mediunidade.
...Para um médium iniciante, este é um momento único em sua
vida, e também um período de transição, onde todos os seus valores
religiosos anteriores de nada lhe valem, pois outros valores lhe
estão sendo apresentados.

...Para todos os seres humanos este é um período extremamente


delicado em suas vidas. E não são poucos os médiuns que se
decepcionam com a falta de compreensão para com sua fragilidade
diante do novo e do ainda desconhecido.

...É tão comum uma pessoa dotada de forte mediunidade e de


grandes medos, ser vista como "fraca" de cabeça pelos já
"tarimbados" médiuns. Mas estes não param para pensar um pouco
no que realmente incomoda o novo irmão e, com isto, o Ritual de
Umbanda Sagrada vê mais um dos seus recém-nascidos filhos
perecer na maior angustia, e socorre-se a outros rituais que primam
pela ignorância do mundo espiritual e sufocam nos seus fieis, seus
mais elementares dons naturais.

...Muitos apregoam que tantos e tantos brasileiros são umbandista,


e que isto demonstra o vigor da religião umbandista. Mas,
infelizmente, isto não é verdade, e só serve para diminuir o que
poderia ser uma grande verdade.

...Vários milhões de brasileiros já assumiram suas mediunidades por


completo e são médiuns praticantes, que incorporam regularmente
seus guias dentro das tendas onde trabalham, ou nas suas reuniões
mais intimas em suas próprias casas.

...Mas alguns milhões de filhos de Fé com um potencial mediúnico


magnífico já foram perdidos para outros rituais, porque os diretores
das tendas não deram a devida atenção ao "fator médium" do ritual
de Umbanda, assim como não atentaram para o fato de que aqueles
que lhes são apresentados pelos guias zeladores dos novos médiuns,
se lhes são enviados, o são pelo próprio espírito universal e
universalista que anima a Umbanda Sagrada, e que é o seu espírito
religioso, que no lado espiritual tem meios sutis de atuar sobre um
filho de Fé, mas no lado material depende fundamentalmente dos
pais e mães no Santo, animadores materiais desse corpo invisível,
mas ativo e totalmente religioso.

...É tão comum vermos médiuns já "iniciados" que não tem a menor
noção da existência desse corpo religioso umbandista que se move
através do plasma universal que é Deus, é fé e é religiosidade. "Eu
sou filho de tal orixá...", e pronto! Sua fé acaba a partir daí, e sua
ligação com este plasma divinizado numa religião fica restrito a isto:
"Eu sou filho de tal orixá".

...Incorpora seus guias, estes trabalham, e maravilhosamente, pois


estão em comunhão total com este espírito ativo que é o corpo
religioso umbandista, corpo este que assume a forma de orixás ou
de seus pontos de forças, mas que não deixam de irradiar essa
energia divina chamada "Fé".

...O ritual é aberto a todas as manifestações, mas o lado material (


médiuns) tem de ser esclarecido de que as manifestações só
acontecem por causa desse espírito religioso invisível conhecido por
Ritual de Umbanda Sagrada, e que fora dele não há manifestações,
mas tão somente possessões espirituais.

...É este espírito invisível que sustenta todas as manifestações,


quando em nome da Umbanda Sagrada são realizados.

...Houve um tempo em que os orixás foram sincretizados com


santos católicos, pois aí a concretização do ritual aconteceria. As
imagens "mascaravam" a verdade oculta e as perseguições
religiosas, políticas e policiais foram abrandadas.

...Mas, atualmente, isto já não é preciso como meio de expansão da


Umbanda Sagrada. Hoje já existe liberdade suficiente para que
todos digam abertamente: "Sou um filho de Fé, sou um filho de
Umbanda!".

...Mas para que isso possa ser realmente dito, é chegado o tempo de
a Umbanda deixar de perder seus filhos recém-nascidos para
religiões que ainda recorrem a princípios medievais, quando não
obscurantistas.

...Há de ser criada uma forte linha de fé doutrinadora dos


sentimentos religiosos dos filhos de Fé, pois só assim a Umbanda
Sagrada sairá do interior das tendas e dos lares e abarcará, num
movimento abrangente e envolvedor, os milhões de irmãos que
afluem às tendas ou aos médiuns à procura de uma palavra de
consolo, conforto ou esclarecimento.

...É chegado o momento de todos os médiuns, diretores espirituais,


dirigentes espirituais e pais e mães no Santo, imprimirem aos seus
trabalhos mais uma vertente da Umbanda Sagrada: a doutrinação
dos irmãos e irmãs que afluem às tendas nos dias de trabalho.

...É preciso uma conscientização dos pais e mães no Santo de que


os necessitados, os aflitos, os carentes afluirão não só às tendas de
Umbanda, mas também a todas as outras portas abertas onde há
uma promessa, um vislumbre de socorro imediato. ...Mas só aquelas
portas que, a par do socorro imediato, oferecerem uma luz para
toda a vida, alcançarão seu real objetivo, pois a par do imediato
também oferecem o bem duradouro, que é a fé forte numa religião.
E a Umbanda Sagrada é uma religião!

...Por isso ela tem de sair das tendas e conquistar corações dos que
a ela afluem nos dias de trabalho, e conquistar o respeito e a
confiança de todos os cidadãos no seu trabalho de doutrinação e
salvação de almas.
...Nós temos acompanhado com carinho e atenção os irmãos
umbandistas que têm oferecido a maior parte de suas vidas a esta
necessidade da religião umbandista – abençoados sãos estes
verdadeiros filhos de Umbanda, mas temos acompanhado a vida de
todos os pais e mães no Santo e temos visto que bloqueiam a si
próprios e às suas potencialidades doutrinadoras dentro da
Umbanda Sagrada, quando limitam a si e sua religião aos trabalhos
dentro de suas tendas, quando os seus guias incorporam e
trabalham.

...Limitam-se só a isto e limitam à própria religião umbandista, pois


não concedem a si próprios as qualidades que seus orixás lhes
mostram que são possuidores. Muitos filhos de Fé, movidos de
nobres e dignificantes intenções, buscam nas línguas a explicação do
termo "Umbanda". Alguns chegam a mergulhar no passado ancestral
em busca do real significado desta palavra.

...Nada a opor de nossa parte, mas melhor fariam e mais louvável


aos olhos dos orixás seriam seus esforços, caso já tivessem atinado
com o real e verdadeiro sentido do termo "Umbanda".

...Umbanda significa: o sacerdócio em si mesmo, na m'banda, no


médium que sabe lidar tanto com os espíritos quanto com a
natureza humana. Umbanda é o portador das qualidades, atributos e
atribuições que lhe são conferidas pelos Senhores da natureza; os
orixás! Umbanda é o veiculo de comunicação entre os espíritos e os
encarnados, e só um Umbanda está apto a incorporar tanto os do
Alto, quanto os do Embaixo, assim como os do Meio, pois ele é, em
si mesmo, um templo.

• Umbanda é sinônimo de poder ativo.

• Umbanda é sinônimo de curador.

• Umbanda é sinônimo de conselheiro.


• Umbanda é sinônimo de intermediador.

• Umbanda é sinônimo de filho de Fé.

• Umbanda é sinônimo de sacerdote.

• Umbanda é a religiosidade do religioso.

...Umbanda é o veiculo, pois trazem em si os dons naturais, pelos


quais os encantados da natureza falam aos espíritos humanos
encarnados.

...Umbanda é o sacerdote atuante, que traz em si todos os recursos


dos templos de tijolo, pedras ou concreto armado.

...Umbanda é o mais belo dos templos, onde Deus mais aprecia ser
manifestado, ou mesmo onde mais aprecia estar: no intimo do ser
humano.

...Umbandas foram os primeiros espíritos dos sacerdotes, que aos


poucos foram criando para si, no intimo dos médiuns filhos de Santo
já preparados para recebe-los, uma linha tão poderosa, mas tão
poderosa que realizavam curas milagrosas nos freqüentadores dos
terreiros de "macumba".

...Umbandas eram os caboclos índios que dominavam os quiumbas e


libertavam os espíritos encarnados de obsessores vingativos e
perseguidores.

...Umbandas eram os pretos-velhos que baixavam nas "mesas


brancas" e faziam revelações que não só deixavam admirados quem
os ouviam, mas encantavam também.

...Umbandas eram os exus e pombas-giras brincalhões, debochados


e francos, tanto quanto os encarnados, pois falavam a estes de igual
para igual, e com isso iam rompendo o temor dos filhos de Santo
para com seus "santos".

...Umbanda era o inicio do rompimento da casca grossa da rituália


de culto aos eguns (os sacerdotes) já no outro lado da vida.

...Umbanda o sacerdócio; embanda, o chefe do culto; Umbanda, o


ritual aberto do culto dos ancestrais.

...Umbanda, onde na banda do "Um", mais um todos nós somos,


pois tudo o que nos cerca, através de nós pode se manifestar.

...Umbanda, na banda do "Um" , um todos são e sempre serão,


desde que limpem seus templos íntimos dos tabus a respeitos dos
orixás e os absorvam através da luz divina que irradiam seus
mistérios. Daí em diante, serão todos "mais um", plenos portadores
dos mistérios dos orixás.

...Na Umbanda, o médium não é esvaziado, mas tão somente


enriquecido com a riqueza espiritual de todos os orixás.

...Umbanda provém de "m'banda", o sacerdote, o curador.

...Umbanda é sacerdócio na mais completa acepção da palavra, pois


coloca o médium na posição de "doador" das qualidades de seus
orixás, que impossibilitados de falarem diretamente ao povo, falam
a partir de seus templos humanos: os filhos de Fé!

...Despertem para esta verdade, pais e mês de Santo! Olhem para


todos os que chegam até vocês, não como seres perturbados, mas
sim como irmãos em Oxalá que desejam dar "passagem" às forças
da natureza que lhes chegam, mas encontram seus templos
(mediunidade) ocupados por escolhos inculcados neles, através de
séculos e séculos que estiveram afastados de seus ancestrais orixás.
Não inculquem mais escolhos dizendo a eles que tem orixá brigando
pela cabeça deles, ou que exu está cobrando alguma coisa.
...Tratem os filhos que Olorum, o Incriado, lhes envia com o mesmo
amor, carinho e cuidados que devotam a seus filhos encarnados.

...Cuidem deles; transmitam a eles amor aos orixás, pois orixá é o


amor do Criador às Suas criaturas.

...Ensinem-lhes que, na lei de Oxalá, ninguém é superior a ninguém,


pois na banda do "Um", mais um todos são.

...Mostrem-lhes que orixá é um santo, mas é mais do que isso: orixá


é a natureza divina se manifestando de forma humana, para os
espíritos humanos.

...Não percam tempo tentando contar lendas do tempo de cativeiro,


quando irmãos de cultos diferentes, raças diferentes e formações as
mais diversas possíveis, eram reunidos numa só senzala e evitavam
a mistura dos orixás com medo de perderem seus últimos vestígios
humanos: seus "santos"de cabeça e de fé. O tempo da escravidão já
é passado e Umbanda é liberdade de manifestação dos orixás
através dos seus veículos naturais; os médiuns.

...Ensinem-lhes que, se estão aptos a incorporarem o "seu" pai de


cabeça, também estão aptos a serem as moradas de todos os outros
"pais", pois orixá é antes de qualquer coisa e acima de tudo, isto:
senhora da cabeça. é senhor da coroa luminosa que paira em torno
do mental purificado do filho de Fé já liberto dos escolhos que o
mantinham acorrentado e escravizado a tabus e dogmas religiosos,
que antes de tudo visavam impedi-lo de ser mais um na banda do
"Um", e mantê-lo na eterna dependência da vontade dos carnais
senhores dos cultos ao Criador, onde um é o pastor e os restantes,
só rebanho, ovelhas mesmo!

...Digam que na banda do "Um", o rebanho é composto só de


pastores, pois "Umbanda" é sacerdócio.
...Esclareçam ao filho recém-chegado que se sente incomodado, que
isto não é nada ruim, pois há todo um santuário aprisionado em seu
intimo que está tentando explodir através de sua mediunidade
magnífica.

...Conversem demoradamente com ele e procurem mostrar-lhe que


Umbanda não é a panacéia para todos os males do corpo e da
matéria, mas sim o aflorar da espiritualização sufocada por milênios
e milênios de ignorância e descaso para com as coisas do espírito.

...Expliquem que pode fazer o que quiser com seu corpo material,
mas deve preservar sua coroa (cabeça), pois é nela que a luz dos
orixás lhe chega e o liberta dos vícios da carne e do materialismo
brutal.

...Ensinem-lhe que, como templos, deve manter limpo seu íntimo,


pois nesse íntimo há uma centelha divina animada pelo fogo divino
que a tudo purifica, e que o purificará sempre que entregar sua
coroa ao seu orixá. Instrua-os com seu mentor guia chefe, irmãos e
irmãs (pais e mães de Santo).

...Estabeleçam um dia da semana ou do mês dedicado


exclusivamente a um guia doutrinador que lhe falará da Umbanda a
partir da visão mais acurada desta religião, em que os fiéis são mais
que fiéis: são "meios" onde toda uma gama magnífica de seres de
altíssima evolução se manifestam como humildes pretos-velhos,
garbosos mas amáveis caboclos, inocentes crianças ou humanos
exus e pombas-giras. Sim porque nós conhecemos irmãos exus que
possuem muito mais luz do que vocês imaginam. E se preferem
atuar como exus, é porque assim, bem humanos, chegam mais
rápido até onde desejam: aos consulentes sofredores e veículos de
espíritos sofredores afins.

...Ensinem aos médiuns que eles trazem consigo mesmo todo um


templo já santificado e que nele se assentam os orixás sagrados. E
que através desse templo muitas vozes podem falar, e serem
ouvidas pois Umbanda provem de Embanda: sacerdote!

...E o médium é um sacerdote, um embanda, um Umbanda, ou mais


um na banda do um, a Umbanda!

Rubens Saraceni
> O Sacerdote de Umbanda e o Sacerdócio Umbandista

Observando a forma como surgem os centros de Umbanda e


conversando com muitas pessoas que dirigem seus centros, cheguei
a algumas conclusões aqui expostas e que, espero, não despertem
reações negativas mas sim levem todos à reflexão. Só isto é o que
desejo, e nada mais.

Todos os dirigentes com os quais conversei foram unânimes em


vários pontos:

a) foram solicitados pelos seus guias espirituais para que abrissem


suas casas.

b) todos relutaram em assumir responsabilidade tão grande.

c) todos, de início, se sentiam inseguros e não se achavam


preparados para tanto.

d) todos só assumiram missão tão espinhosa após seus guias


afiançarem-lhes que tinham essa missão e que teriam todo o apoio
do astral para levá-la adiante e ajudarem muitas pessoas.

e) todos sentiam então que lhes faltava uma preparação adequada


para poderem fazer um bom trabalho como dirigente espiritual.

f) todos confiavam nos seus guias espirituais e no magnífico


trabalho que eles realizavam em benefício das pessoas.

g) todos, sem exceção, só levaram adiante tal missão porque


acreditaram nos seus guias.
h) todos se sentem gratos aos seus guias por tê-los instruído
quando pouco ou quase nada sabiam sobre tantas coisas que
compõem o exercício da mediunidade e sobre sua missão de dirigir
uma tenda de Umbanda.

i) mas todos ainda acham que há algo a ser aprendido e


acrescentado ao seu trabalho, mesmo já tendo muitos anos de
atividade como dirigente e de já haver formado médiuns que hoje
também já montaram e dirigem suas próprias casas.

j) e todos acreditam que sempre é tempo de aprenderem um pouco


mais e não têm vergonha de ouvir o que outros dirigentes têm a
dizer.

Bem, só com essas observações acima já temos um retrato


fiel dos dirigentes umbandistas, e posso afirmar com
convicção algumas conclusões a que cheguei:

a) na Umbanda o sacerdócio é uma missão.

b) o sacerdote de Umbanda (a pessoa que deve dirigir um centro e


comandar os trabalhos espirituais) não é feito por ninguém; ele já
traz desde seu nascimento essa missão.

c) o sacerdote de Umbanda invariavelmente é escolhido pela


espiritualidade.

d) só consegue dirigir uma tenda quem traz essa missão pois esta
também é dos guias espirituais.

e) mesmo não se sentindo preparado para tão digno trabalho, no


entanto, a maioria crê nos seus guias e leva adiante sua
incumbência.
f) mesmo não sabendo muito sobre como dirigir uma tenda os guias
suprem essa nossa deficiência e vão nos ensinando coisas muito
práticas que, com o passar dos anos, se tornam um riquíssimo
aprendizado.

g) todos gostariam de se preparar melhor para o exercício


sacerdotal, ainda que já sejam ótimos dirigentes espirituais.

h) todos lêem muito sobre a Umbanda e procuram nas leituras


informações que os auxiliem no seu sacerdócio.

i) muitos fazem vários cursos holísticos para expandirem seus


horizontes e a compreensão do que lhe foi reservado pela
espiritualidade.

j) todos gostariam de ter alguém (uma escola, uma federação, uma


pessoa) que pudesse responder certas dúvidas que vão surgindo no
decorrer do exercício da sua missão.

Bem, o que deduzi é que ninguém faz um dirigente espiritual porque


só o é ou só o será quem receber essa missão dos seus guias
espirituais.

Mas, se assim é na Umbanda, no entanto o exercício do sacerdócio


pode ser organizado, graduado e direcionado por uma "escola", e
isto facilita muito porque traz confiança e orientações fundamentais
ao dirigente espiritual.

Devíamos ter na Umbanda mais escolas preparatórias tradicionais


que auxiliassem as pessoas que trazem essa missão, tornando mais
fácil as coisas para elas.

E, lamentavelmente, além de só termos alguns cursos voltados para


esse campo, ainda assim quem ousou montá-los é injustamente
acusado de charlatão, embusteiro, aproveitador e outros termos
pejorativos.
Eu mesmo, só porque montei um "colégio" sob orientação espiritual
e só porque psicografei algumas dezenas de livros de Umbanda
(muitos ainda não publicados) já sofri todo tipo de discriminação, de
calúnia, de ofensas e de acusações que espero que cessem, pois os
umbandistas acabarão por entender que todas as religiões têm
escolas preparatórias dos seus sacerdotes.

Só assim, com todos aprendendo as mesmas diretrizes e doutrina


umbandista, a nossa religião conseguirá organizar-se e expurgar do
seu meio os espertalhões que têm feito coisas condenáveis e cujos
atos têm refletido negativamente sobre o trabalho sério de todos os
verdadeiros umbandistas.

Sobre a utilização e confecção de "guias" de proteção na Umbanda

Também conhecidas como fio de contas no candomblé, na Umbanda


são simplesmente conhecidas como "guias". São colares
ritualísticos confeccionados sob instrução exclusiva das entidades
cujas características variam de falange a falange, orixá a orixá. A
utilização de colares ritualísticos, remonta aos tempos mais antigos,
visto que as civilizações astecas, incas, maias, índios, africanos,
etc... já as os utilizavam, não apenas como adorno mas sim como
proteção.

A Umbanda segue os preceitos da magia e da imantação de


vibrações e energias! Cada guia é um objeto pessoal,
intransferível, e cuja preparação deve ser feita sob as instruções
mais rigorosas das próprias entidades, sejam elas na sua imantação,
sejam elas no número de contas, sejam elas na utilização de cores.
São pontos de apoio de chamadas de vibrações para cada médium,
são pontos de atração das entidades e servem muitas das vezes
como escudo e sintonização das vibrações. Ajudam nas vibrações
dos chacras e em suas aberturas, atiçam a freqüência vibracional de
cada entidade ou falange.
Uma das muitas dúvidas que existem pelos iniciados é com relação a
sua confecção, que pode ser de várias maneiras, dependendo da
casa em que cada médium está inserido, pela instrução das
entidades ou até mesmo pela maneira de trabalho que destina sua
finalidade. Existem guias feitas de fios de nylon, fios de algodão,
contas de louça as, contas de fibras naturais, sementes, etc...

Existem também guias de aço, que geralmente são utilizadas com a


finalidade única de "proteção", até mesmo pelo seu material ser de
natureza isolante, só muito utilizadas em trabalhos de cambonagem,
onde o cambono recebe influência diversas de vibrações próximos
aos médiuns que trabalham juntos às suas entidades. É importante
ressaltar no entanto, que cada "casa" ou "terreiro" tem a sua própria
maneira de trabalhar e que não existem regras específicas, ou diria
receitas ... cada caso é um caso.

Magia

Magia

Inicialmente, o que é magia? Entre tantas interpretações, magia é


o ato de evocar poderes e mistérios de Deus e colocá-los em
ação. Do mesmo jeito que a ciência evoca os “poderes” da física –
que é um mistério da natureza – e os põe em ação através da
engenharia. Da teoria elétrica sai a engenharia que fabrica
computadores. Analogamente, da teoria divina sai a magia.

Assim, percebemos que a magia, contrariamente à religião, não


obriga os seus adeptos a crerem em determinados dogmas para
serem aceitos como magos. Ninguém é obrigado a crer na – ou
mesmo entender - física para utilizar de seus benefícios : quantos de
nós usamos telefones celulares sem sequer saber o que se passa por
trás de todo esse mecanismo? E só por causa disso, a física deixaria
de funcionar? É claro que não! A física funciona independente de
nossa crença ou entendimento. Assim também o é com a magia.

Deste modo, a magia “x” não é rival nem se acha dona da verdade
em relação à magia “y”. Apenas abordam conceitos diferentes mas
não obrigatoriamente divergentes.

No entanto, a magia trabalha com o íntimo de cada ser, com suas


faculdades mentais a saber : fé, ou força de vontade, e moralidade
– ou polarização.

Quanto maior a sua fé na magia, mais ela se intensifica.

Quanto maior a sua moralidade, mais ela se polariza.

Talvez me perguntem : “mas você não disse agora há pouco que


magia não é religião?” Exatamente! Eu posso ser um mago
umbandista, um mago católico (como Eliphas Levi), um mago
muçulmano, um mago judeu (os cabalistas) ou até mesmo –
pasmem! – um mago ateu. Se bem que os magos ateus são aqueles
magos inconscientes de seu próprio poder de realização.

A magia não te obriga a crer, você crê por si mesmo na magia.

Ora, então o que é fé? Fé é a crença ou certeza de que algo agirá


conforme suas aspirações mesmo sem ter como provar o fato.

Moralidade, ou polarização, é a tendência a um dos grandes pólos


universais : yin ou yang, luz ou trevas, bem ou mal.
Assim temos várias combinações : uma pessoa com muita fé, porém
negativa, acaba se tornando um poderoso mago das trevas. Uma
pessoa com pouca fé, porém positiva, acaba se tornando um
medíocre mago da luz. E por aí vai.

Chegamos então ao divisor de águas, pois o mago de verdade - ou


seja, aquele sintonizado com as Forças Supremas - é aquele que
utiliza a sua fé poderosa conforme os desígnios da Lei Maior e da
Justiça Divina.

O que diz a Lei Maior? “Cada um pode semear o que quiser, mas
com certeza colherá os frutos de suas semeaduras, sejam doces ou
amargos.”

O que diz a Justiça Divina? “Quem deve paga, quem merece


recebe.”

Filhos de Oxalá:

Mercê da própria presença soberana do Orixá Maior da Umbanda, os Filhos de Oxalá


também marcam naturalmente suas próprias presenças. Destacam-se com facilidade
em qualquer ambiente, são cuidadosos e generosos, e, dada sua exigência no sentido
de conseguir sempre a perfeição, são também detalhistas ao extremo. Curiosos,
procuram saber detalhes, às vezes, chegando mesmo a tornarem-se aborrecidos por
isso. Pais excelentes. Mães amorosas. Dedicam-se com um carinho excepcional às
crianças, com quem se relacionam muito naturalmente e de quem não gostam de
afastar-se. Relacionam-se com facilidade com filhos de outros Orixás, todavia, têm
sempre certa prevenção em relação às pessoas a quem não conhecem muito bem. São
um tanto inconstantes e se amuam ou se zangam com grande facilidade. Impõem sua
opinião até os extremos e não raramente por causa dessa característica se
desentendem com filhos de Ogum, Inhaçã e Xangô, principalmente. São, também,
pessoas de grande capacidade de mando, tornando-se, não raras vezes, líderes em
suas comunidades. Por outro lado, são também ensimesmados, tendo alguma
dificuldade em expor problemas e/ou desabafar com estranhos e, às vezes, até mesmo
com pessoas íntimas. A velhice tende a tornar os Filhos de Oxalá irritados e rabugentos.
Por paradoxal que pareça, a vaidade masculina encontra em seu mais alto ponto nos
Filhos de Oxalá, sempre preocupados em ostentar boa aparência e em serem
agradáveis. As Filhas de Oxalá são boas mães e esposas, embora, às vezes, se
mostrem um pouco dominadoras e ciumentas. Também gostam de apresentar-se bem,
embora discretamente.

Filhos de Iemanjá:

Iemanjá e Oxum se confundem com o Espírito Criador e muitas de suas características


também se confundem. Representam a própria instituição da família, seus laços, suas
dependências. O Filho de Iemanjá é empreendedor, ativo, um pouco sovina. Sonha com
grandes progressos, embora, às vezes, de forma ingênua, não tenha idéia de
proporção, exagerado em suas aspirações. Raramente toma atitudes agressivas,
excetuando-se, naturalmente, no plano familiar. De temperamento dócil, sereno, pode
também agitar-se por qualquer motivo. Dificilmente consegue esquecer uma ofensa
recebida e custa muito a depositar novamente confiança em quem haja lhe ferido ou
magoado. A mulher que é Filha de Iemanjá tem no marido e filhos seu principal objetivo.
Costuma ser muito exigente com os filhos, mas perdoa todas as suas faltas, não
raramente, escondendo-as, para que as crianças não sejam punidas por mestres ou
pais. Como uma fera, briga com quem quer que se interponha entre os filhos e o lar.
Também costuma ser desconfiada e não raro inferniza a vida do companheiro com
ciúmes doentios. Se necessário, ombreia-se com o marido para fazer frente às
dificuldades da vida, dando tudo de si. Nunca deixa de fazer o que lhe pedem, embora
tenha uma grande tendência a reclamar de tudo. É empreendedora e ativa, vaidosa e
coquete, gosta de adornos discretos e caros. Exige muitas atenções e geralmente,
embora realize com perfeição os deveres domésticos, parece não sentir grandes
atrações para com a cozinha, a não ser no que diz respeito aos filhos. O Filho de
Iemanjá parece estar sempre lutando para galgar um lugar de destaque, qualquer que
seja o empreendimento a que se dedique. É, por sua própria natureza, um lutador. Os
Filhos de Iemanjá são profundamente emotivos, razão pela qual são chamados de
chorões.
Filhos de Oxum:

Quase tudo o que foi dito sobre Iemanjá pode ser estendido a Oxum, cujo
relacionamento com seus filhos se equivale por representarem ambas o Princípio
Criador. Também é aplicada aos Filhos de Oxum, ainda mais emotivos que os de
Iemanjá, a denominação de chorões. A sensibilidade dos Filhos de Oxum é ainda maior
e, não raras vezes, chamados, principalmente as mulheres, de dengosas e flores de
estufa, que fenecem ao menor motivo. Na verdade, os Filhos de Oxum, essencialmente
honestos e dedicados, esperam sempre merecer as atenções que procuram despertar e
sentem-se desprestigiadas quando não acontece. Um fato a ser considerado é o de que
os Filhos de Oxum tendem a guardar por mais tempo alguma coisa que lhes tenha
atingido e olham com muita desconfiança quem os traiu uma vez. Por outro lado, menos
vaidoso do que os Filhos de Iemanjá ou Iansã, aparentam, mesmo em roupas discretas,
uma certa realeza. Ternos e carinhosos, são conseqüentes e seguros e buscam sempre
a companhia de pessoas de caráter. Preferem não impor suas opiniões, mas detestam
ser contrariados. Custam muito a se irritar, mas quando o fazem, também custam a
serenar. Oxum parece ocupar no coração das pessoas o espaço destinado à figura da
mãe e esta característica faz com que seus filhos sejam naturalmente bem quistos e,
não raras vezes, invejados. O homem e mulher, Filhos de Oxum, são, a exemplo de
Iemanjá, muito ligados ao lar e a família, em geral.
Dão muito valor à opinião pública, fazem qualquer coisa para não chocá-la, preferindo
contornar com suas diferenças com habilidade e diplomacia. São obstinadas na busca
de seus objetivos.Oxum é o arquétipo daqueles que agem com estratégia, que jamais
esquecem suas finalidades, atrás de sua imagem doce se esconde uma forte
determinação e um grande desejo de ascensão social.Têm uma certa tendência à
gordura, a imagem do gordinho risonho e bem-humorado combina com eles. Gostam de
festas, badalações e de outros prazeres que a vida possa lhes oferecer. Tendem a uma
vida sexual intensa, mas com muita discrição, pois detestam escândalos.Não se
desesperam por paixões impossíveis, por mais que gostem de uma pessoa, o seu amor-
próprio é muito maior. Eles são narcisistas demais para gostar muito de alguém.Graça,
vaidade, elegância, uma certa preguiça, charme e beleza definem os filhos de Oxum,
que gostam de jóias, perfumes, roupas vistosas e de tudo que é bom e caro.
Oxum é assim: bateu, levou. Não tolera o que considera injusto e adora uma pirraça. Da
beleza à destreza, da fragilidade à força, com toque feminino de bondade
O lado espiritual dos filhos de Oxum é bastante aguçado. Talvez por isso as maiores
ialorixás que o Brasil tem e teve são de Oxum.
Filhos de Iansã:

Nascidos da Luz da Manhã, os Filhos de Iansã são a própria majestade do Orixá. Sua
principal característica exterior é ser sempre uma entidade dominante. Ocupam
naturalmente posição de destaque e nunca passam desapercebidos. Gostam de vestir-
se sempre na moda e de estarem sempre atualizados, embora haja sempre uma pitada
de exagero em quase tudo o que fazem. Têm personalidade marcante, que dificilmente
é esquecida. Brilham em quase tudo o que fazem. São temperamentais por excelência,
mudam de opinião com facilidade, amando ou desprezando objetos e pessoas ou,
ainda, coisas, absolutamente sem motivos aparente. São inconstantes e sentimentais,
arrependendo-se com facilidade por atos praticados, mas, também, esquecendo-os e,
não raras vezes, repetindo-os. O Filho de Iansã herda do Orixá suas características
Guerreiras, empenha-se em discussões estéreis, às vezes, só pelo prazer de contestar,
não se preocupando absolutamente com os resultados finais. Todavia, quase em tudo o
que toca consegue levar a bom termo. É também muito dedicado e prestimoso e além
de tudo, alegre.
As Filhas de Iansã são sempre extremadas: ou amam apaixonadamente ou
simplesmente esquecem. Incapazes de odiar, não hesitam em se reaproximar de
alguém que lhes tenha magoado, sentindo, não raras vezes, uma real piedade e amor
por essa mesma pessoa se, por qualquer razão, estiver em posição de dor ou
inferioridade. Não raras vezes, também, assumem as causas alheias, trazem parentes
enfermos para dentro das próprias casas, depois, brigam com maridos e filhos por
causa desses parentes, posteriormente, invertem toda a situação, mandando embora
quem haviam trazido e buscando a paz familiar, como se nada tivesse acontecido.
Fazendo tudo em escala maior, amam com intensidade, dão-se com facilidade,
produzem ou promovem e depois, pura e simplesmente, esquecem. Quer seja homem
ou mulher, o Filho de Iansã será sempre alguém que dificilmente consegue passar
desapercebido. Será sempre um temporal num copo d‟água, passando da tranqüilidade
de um lago sereno a incerteza de um mar tempestuoso. Sua principal característica
positiva reside na sua capacidade de não apenas perdoar quem eventualmente lhe haja
ofendido, como principalmente, esquecer a ofensa. Talvez nenhum outro consiga
realmente esquecer o Filho de Iansã. Quando lideres em alguma atividade, quase
sempre marcam, de maneira indelével, suas administrações, mesmo que isso lhes custe
sacrifícios. As Filhas de Iansã são extremadas como as chamadas “super mães”. Lutam
pela felicidade e progresso de seus filhos e não admitem erros ou faltas, embora, quase
nunca tenham coragem de punir as crianças. Como pessoas são exageradamente
ciumentas, às vezes, chegando a infernizar a vida de seus companheiros por causa do
ciúme.

Filhos de Oxossi:

Oxossi representa a pureza das matas. Seus Filhos são honestos, desinteressados,
altruístas e espontâneos. A sua principal característica é a honestidade porque nunca
esperam recompensa por aquilo que fazem espontaneamente. Têm um grande
inconveniente: são inconstantes, não persistentes, seja qual for o motivo. Com muita
freqüência, após lutarem por um ideal, às vezes, às vésperas de consegui-lo desistem e
partem para nova idéia. Geralmente, os Filhos de Oxossi reúnem qualidades que são
muito importantes. Se alguém está doente, ele é aquele que vai várias vezes visitar a
pessoa, ver como está passando, se interessa pelo bem-estar dos outros. Não se
aborrecem com as reclamações e ouvem lamúrias dos outros sempre com muita
atenção. Dão-se muito bem com qualquer faixa de idade. Sentem-se mais à vontade em
ambientes descontraídos. Não gostam de andar muito presos em roupas sociais. Não se
sentem bem em cerimônias muito formais. São dados a vida muito singela. Não são
dados ao luxo; tem verdadeira ojeriza a tudo o que chama a atenção. Adoram andar,
gostam do ar livre, não gostam de ficar em ambientes fechados ou escuros. São muito
complacentes com a aquisição de bens materiais, sendo desligados de tudo aquilo que
se refira a luxo. O Filho de Oxossi costuma mudar de atividade com relativa facilidade,
mas na possibilidade de lançar raízes em algum campo de negócio, são profundos e
seguros, jamais mudam. O chefe de família, Filho de Oxossi, é um tanto desligado do
lar, não que ele não se interesse pelos problemas familiares, é que prefere ser servido a
servir. A mulher, Filha de Oxossi, tende a não ser muito boa dona de casa. Gosta das
coisas bem feitas, mas não de fazer, gosta das coisas em ordem, mas prefere mandar
que os outros façam.
Os filhos de Oxóssi são pessoas de aparência calma, que podem manter a mesma
expressão quando alegres ou aborrecidas, do tipo que não externa suas emoções, mas
não são, de forma alguma, pessoas insensíveis só preferem guardar os sentimentos
para si. São pessoas que podem parecer arrogantes e prepotentes, e às vezes o são.
Na realidade, os filhos de Oxóssi são desconfiados, cautelosos, inteligentes e atentos.
São seletivos quanto as suas amizades, pois possuem grande dificuldade em confiar
nas pessoas. Apesar de não confiarem, são pessoas altamente confiáveis, das quais
não se teme deslealdade; são incapazes de trair até um inimigo. Magoam-se com
pequenas coisas e quando terminam uma amizade é para sempre. São do tipo que ouve
conselhos com atenção, respeita a opinião de todos, mas sempre faz o que quer. Com
estratégia, acaba fazendo prevalecer a sua opinião e agradando a todos. Altos e
magros, os filho de Oxóssi possuem facilidade par se mover mesmo entre obstáculos.
Seu andar possui leveza e elegância. Sua presença é sempre notada, mesmo que não
façam nada par isso acontecer.

Os filhos de Oxóssi gostam de solidão, sempre se isolam, ficam à espreita, observam


atentamente tudo que se passa à sua volta. Curiosos, percebem as coisas com rapidez,
são introvertidos e discretos, vaidosos, distraídos e prestativos, comportamento típico de
um caçador, provedor do seu povo.

Filhos de Ogum:

Os Filhos de Ogum são tidos como brigões, mas é errôneo este pensamento. São mais
intransigentes e obstinados do que propriamente brigões. Ogum representa o Espírito
da Lei e seus Filhos têm esta característica bem predominante. Raramente pondera as
coisas: se o regulamento é este, então, tem que ser seguido a qualquer custo. Toda Lei
tem que ser estudada, para obter-se o seu verdadeiro sentido, para saber o seu espírito.
Porém, para o Filho de Ogum, ele é usada com parcimônia. Ele segue a Lei sem ligar se
ela serve para este ou aquele caso. É a Lei, tem que cumprir, implacavelmente. O pai de
família, Filho de Ogum, não dá muitas chances de diálogo para seus filhos. É inflexível e
radical. Usa uma lei para si e outra para os outros. É vaidoso, não gosta de ser
contrariado em suas opiniões. Raramente “arreda pé” de sua posição, mesmo quando
não dá certo. Quer sempre fazer prevalecer o seu ponto de vista. Não recua nenhuma
vez em suas decisões. Tem sempre tendências para resolver as coisas para o seu lado,
de qualquer forma. A mulher, Filha de Ogum é mais querelante do que briguenta. É mais
belicosa e de atitudes extremadas. É excelente mãe de família, porém, coitado do filho
que não andar direito: ela é do tipo que bate primeiro para depois perguntar onde foi o
erro. O Filho de Ogum é dado a fazer conquistas, tem facilidade de relacionamento com
o sexo oposto de qualquer filiação de Orixá.
Fisicamente, os filhos de Ogum são magros, mas com músculos e formas bem
definidos. Compartilham com Exu o gosto pelas festas e conversas que não acabam,
gostam de brigas.
São do tipo que dispensa um confortável colchão de molas para dormir no chão; gostam
de pisar a terra com os pés descalços. São pessoas batalhadoras, que não medem
esforços para atingir seus objetivos, são pessoas que mesmo contrariando a lógica
lutam insistentemente e vencem. São pessoas extremamente pontuais e ficam
enlouquecidos quando uma pessoa se atrasa ou cancela um compromisso previamente
agendado seja por que motivo for.

Não se prendem à riqueza, ganham hoje, gastam amanhã. Gostam mesmo é do poder,
gostam de comandar, são líderes natos. Essa necessidade de estar sempre à frente
pode torná-los pessoas egoístas e desagradáveis, mas nem sempre. Geralmente, os
filhos de Ogum são pessoas alegres, que falam e riem alto para que todos se divirtam
com suas histórias e que adoram compartilhar a sua felicidade.

Filhos de Xangô:
O Filho de Xangô é, por excelência, calmo e muito ponderado. Costuma pesar os fatos
com muito cuidado, procurando sempre pôr panos quentes em qualquer disputa. Só
toma decisões depois de pesar e analisar todos os ângulos dos problemas
apresentados, procurando ser o mais justo possível. Dedica-se de corpo e alma a tudo o
que se propõe a fazer, mas desilude-se com muita facilidade também. É sonhador por
excelência, acha sempre que tudo dará certo, deixando-se levar, com muita freqüência,
pela ilusão e pelo sonho. Sempre procura apresentar seus propósitos e planos de
maneira mais bonita, mais enfeitada, o mais claro possível, sem observar o que há de
viável neles. Nunca procura ver se há realismo no que se propõe a fazer. Os Filhos de
Xangô são capazes, geralmente, de grandes sacrifícios, mas aborrecem-se
profundamente se algo que programaram não dá certo. Não admitem mudanças de
programação, não só quando dependem deles a realização do plano programado.
Costumam ficar roendo muito o que lhes acontece, ou o que não se realizou como
queriam. Separam, com muita freqüência, a realidade de si, levando seus pensamentos
para altas esferas. Por serem muito honestos, magoam-se com muita facilidade pela
ingratidão das pessoas, achando que todo o mundo tem obrigação de ser honesto e
preciso em suas decisões. A Filha de Xangô, geralmente, é muito crédula, acredita em
tudo o que lhe dizem. Magoa-se profundamente por coisas que não tenha feito ou que
tenham dito que ela fez. Guarda mágoas profundas, mas não consegue guardar raiva.
Em relação ao lar, não gostam de sair de casa, preferem o aconchego do lar e são
excelentes mães de família, mantendo o lar em perfeita harmonia, não permitindo
desavenças entre os familiares, dando possibilidades a todos de se defenderem,
sempre que for necessário.
É muito fácil reconhecer um filho de Xangô apenas por sua estrutura física, pois seu
corpo é sempre muito forte, com uma quantidade razoável de gordura, apontando a sua
tendência à obesidade; mas a sua boa constituição óssea suporta o seu físico
avantajado.
Com forte dose de energia e auto-estima, os filhos de Xangô têm consciência de que
são importantes e respeitáveis, portanto quando emitem sua opinião é para encerrar
definitivamente o assunto. Sua postura é sempre nobre, com a dignidade de um rei.
Sempre andam acompanhados de grandes comitivas; embora nunca estejam sós, a
solidão é um de seus estigmas.
Conscientemente são incapazes de serem injustos com alguém, mas um certo egoísmo
faz parte de seu arquétipo. São extremamente austeros (para não dizer sovinas),
portanto não é por acaso que Xangô dança alujá com a mão fechada. Gostam do poder
e do saber, que são os grandes objetos de sua vaidade.

Filhos de Nanã:
Nanã é um Orixá velho. O mais velho dos Orixás femininos, talvez por isso seja,
também, o mais amoroso e o mais egoísta. Os Filhos de Nanã são muito possessivos e
tendem a cercear seus amigos. São exclusivistas e não admitem dividir suas idéias.
Dedicam-se sem reservas a seus amigos e parentes, porém, procuram sempre criar
barreiras para evitar que os mesmos encontrem novas amizades e novos caminhos.
São rabugentos e costumam guardar em seu íntimo tudo aquilo que lhe fazem. O Filho
de Nanã jamais esquece o que lhe fazem, mesmo que depois lhe peçam desculpas.
Sempre comenta e toca no assunto quando há oportunidade. Gosta de estar rodeado de
amigos, porém, não abre mão de sua presença, fazendo questão de que ela seja notada
e comentada. Veste-se muito bem e possui um pouco da intransigência de Ogum. Os
Filhos de Nanã são resmungões e acham dificuldade em tudo o que precisam fazer.
Esperam sempre que os outros façam ou resolvam seus problemas. São muito ladinos,
sempre acham uma forma dos outros fazerem suas coisas. Por serem demasiadamente
possessivos, não admitem que seus filhos ou familiares mais próximos tomem decisões
sozinhos ou que seus companheiros saiam sós.
Os filhos de Nana são pessoas extremamente calmas, tão lentas no cumprimento de
suas tarefas que chegam a irritar. Agem com benevolência, dignidade e gentileza. As
pessoas de Nana parecem ter a eternidade à sua frente para acabar seus afazeres,
gostam de crianças e educam-nas com excesso de doçura e mansidão, assim como as
avós. São pessoas que no modo de agir e até fisicamente aparentam mais idade.

Podem apresentar precocemente problemas de idade, como tendência a viver no


passado, de recordações, apresentar infecções reumáticas e problemas nas
articulações em geral.
As pessoas de Nana podem ser teimosas e ranzinzas, daquelas que guardam por longo
tempo um rancor ou adiam uma decisão. Porém agem com segurança e majestade.
Suas reações bem equilibradas e a pertinência de suas decisões as mantêm sempre no
caminho da sabedoria e da justiça.
Embora se atribua a Nana um caráter implacável, seus filhos têm grande capacidade de
perdoar, principalmente as pessoas que amam. São pessoas bondosas, decididas,
simpáticas, mas principalmente respeitáveis, um comportamento digno da Grande
Deusa do Daomé.
Filhos de Abaluaiê:

Os Filhos de Abaluaiê são muito introvertidos, seu caráter, às vezes, são taciturnos,
calados, fechados em si próprio; ás vezes, tem piques de alegria, descontração,
satisfação, indo de um pólo a outro, com muita facilidade e com muita freqüência.Os
Filhos de Abaluaiê gostam de ocultismo, têm certa tendência para tudo o que é
misterioso. Gostam e frequentemente estudam a vida dos astros. Gostam das artes e
das pesquisas, dedicando-se muito a isso. Convivem melhor com pessoas idosas do
que com as mais jovens. Não têm a paciência necessária para suportar arroubos da
mocidade. Mesmo os Filhos de Abaluaiê com menos idade sempre procuram pessoas
mais velhas para conviver. Não gostam de aglomerações, preferem isolamento,
utilizando seu tempo em coisas que consideram de maior utilidade. Raramente se
abrem a respeito de seus problemas, preferindo “curtir” a mágoa ou a dor sem participar
a ninguém. Muito sentimentais e profundamente negativistas.
Os filhos de Obaluayê são pessoas extremamente pessimistas e teimosas que adoram
exibir seus sofrimentos, daqueles que procuram o caminho mais longo e difícil para
atingir algum fim.
Deprimidos e depressivos, são capazes de desanimar o mais otimista dos seres; acham
que nada pode dar certo, que nada está bom. Às vezes, são doces, mas geralmente são
pessoas que possuem manias de velho, como as rabugices.Gostam da ordem, gostam
que as coisas saiam da maneira que planejaram. Não são do tipo que levam desaforo
pra casa e se sentirem ofendidos respondem no ato, não importa a quem. Pensam que
só eles sofrem, que ninguém os compreende. Não possuem grandes ambições.
Podem apresentar doenças de pele, marcas no rosto, dores e outros problemas nas
pernas. São pessoas sem muito brilho, sem muita beleza. São perversos e adoram
irritar as pessoas; são lentos, exigentes e reclamam demais.São reprimidos, amargos e
vingativos. É difícil relacionar-se com eles. Parece que os filhos de Obaluayê são
pessoas que possuem muitos defeitos e poucas qualidades, mas, os filhos deste ORIXÁ
têm várias qualidades e uma delas que devemos destacar é uma qualidade que pode
compensar qualquer defeito: são extremamente prestativos e trabalhadores. São amigos
de verdade.

Filhos de Oxumarê:

São pessoas que tendem à renovação e à mudança. Periodicamente mudam tudo em


sua vida (de maneira radical): mudam de casa, de amigos, de religião, de emprego;
vivem rompendo com o passado e buscando novas alternativas para o futuro, para
cumprir seu ciclo de vida: mutável, incerto, de substituições constantes.
São magras. Como as cobras possuem olhos atentos, salientes, difíceis de encarar,
mas „não enxergam‟.
São pessoas que se prendem a valores materiais e adoram ostentar suas riquezas; São
orgulhosas, exibicionistas, mas também generosas e desprendidas quando se trata de
ajudar alguém.

Extremamente ativas e ágeis, estão sempre em movimento e ação, não podem parar.

São pessoas pacientes e obstinadas na luta por seus objetivos e não medem sacrifícios
para alcançá-los.
A dualidade do orixá também se manifesta em seus filhos, principalmente no que se
refere às guinadas que dão em suas vidas, que chegam a ser de 180 graus indo de um
extremo a outro sem o menor problema.
Mudam de repente da água para o vinho, assim como Oxumaré, o Grande Deus do
Movimento.
Filhos de Oba

Os filhos de Obá são a água não mais contida, a revolta dos que aguentam, no limite das
emoções, tudo o que a vida e as pessoas o trouxeram.

A água é um elemento tipicamente feminino e Obá, habita nas águas revoltas dos rios.
As pororocas, as águas fortes, o lugar das quedas são considerados domínios de Obá.

Filhos da Orixá Obá


Esta orixá é feminina, no entanto, representa o lado mais masculino da mulher. Seus filhos tem a
tendência a uma reação agressiva e poderosa contra uma situação incômoda que os atinge.

Temperamento forte
Talvez uma boa definição seja a de uma mulher que para ter um cabra mais macho que ela, o
sujeito tenha que ser muito macho mesmo! (risos)

Homenageada em 30 de maio

Os filhos de Obá são simples em estilo de vida, mas de grande conhecimento, apaixonados e
dedicados à vida amorosa, mas muitas vezes têm problemas por tanto se entregar a este favor e
em favor da pessoa amada.

Claro que são ciumentos e, apesar de bondosos, podem se tornar vingativos.

Mesmo sendo homens, as causas feministas são um foco de atenção para os filhos de Obá e as
mulheres mais ativas e de figura poderosa são muito atraentes aos olhos dos homens, pois além
da força e capacidade para a luta as filhas de Obá são também um tanto ingênuas.

Filhos de Obá podem ter sucesso profissional


Estar na defensiva é, também, uma constante entre os filhos de Obá, mas isso em nada
atrapalha seu sucesso profissional e material, e isso não vai, de forma alguma, contra seu estilo
simples de vida.

O temperamento de um filho de Obá também afasta os mais sensíveis pela sinceridade


exagerada e a falta de preocupação em agradar, contudo, isso tudo é acompanhado de
dedicação e lealdade àqueles que transpõem a superfície rígida da “mulher-macho”.

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE EGUNITA -


ORA INÁ
Raramente vemos essa querida Orixá regendo o Ori de alguém, porém nesses casos
essas pessoas são de gênio muito forte, grande senso de justiça e caladas.
Filhos de Egunitá não gostam de jogos e nehum tipo de vício, não são muito sociais e
adoram ficar em casa com seus familiares. São emotivos, reparadores e geniosos.
Apreciam conversas reservadas, os espetáculos emotivos, as reuniões direcionadas, tais
como reuniões de estudo, de orações, etc.
Também apreciam a companhia de pessoas passivas, gostam de passear.
Os filhos de Egunitá não suportam pessoas presunçosas, arrivistas e preguiçosas.
Também não gostam de conversas tolas, comidas enssosas e bebidas adocicadas.
Gostam de se vestir bem mas com roupas coloridas e de cores fortes.

Características das Filhos e Filhas de Logunan


Os filhos da Orixá são muito introvertidos e tímidos, passam um ar “beato”, isso se deve ao fato
de que sua mãe é muito rigorosa e exige atenção e modéstia de seus filhos.

Apesar da falta de jeito para se relacionarem e de seu ar discreto, eles são pessoas muito educadas
e simpáticas, capazes de surpreenderem com seus conselhos pois são muito observadores e
intuitivos. Entretanto, costumam sofrer em silêncio, não gostam de entristecer ou preocupar os
outros com seus problemas, mas encontram em seu refúgio forças para esclarecimentos e
enfrentam as situações como ninguém, o que faz deles grandes vencedores na vida.
Os filhos de Logunan são sábios e religiosos, facilmente você os reconhece como pessoas
maduras e amorosas, capazes de amenizar as dores espirituais mais profundas. Todavia, nunca
ofenda um filho de Logunan, o tempo não apaga de sua memória o que o fez sofrer e isso ficará
ressentido e guardado por toda sua existência.

Características dos Filhos de Ossain


É muito raro encontrar os filhos e filhas de Ossain, isto pode ser porque eles possuem
características como as do Orixá, que é extremamente reservado. Essas pessoas não avaliam nada
nem ninguém a primeira vista, são muito inteligentes e sabem que para compreender melhor uma
pessoa e seus mistérios é necessário que haja paciência. Assim, devido ao mesmo fator, um filho
de Ossain também não confiará em ninguém tão brevemente, o que os fazem pessoas de
sentimentos reclusos.

São curiosos e não aceitam uma afirmação facilmente, querem saber o porquê de tudo e estudar
possíveis caminhos, isso faz com que sejam ótimos em descobertas e estudos aprofundados. A
pressa e ansiedade não fazem parte de sua vida, eles precisam de espaço para
analisar meticulosamente cada detalhe, características que os tornam pessoas detalhistas e que
preferem na maioria das vezes trabalhar sozinhos.

Os filhos desse Orixá são ótimos julgadores, pois eles nunca usarão sua emoção para decidir algo,
serão sinceros e analisarão o contexto de forma racional e justa. Não são muito bons com
relacionamentos sociais, pois não fazem questão alguma de saber da vida alheia e muito menos
entra em uma fofoca. Possuem uma grande energia interna e mesmo com sua aparência esguia são
capazes de realizar muito mais coisas do que aparentam.

Nunca confunda o silêncio e isolamento dos filhos de Ossain com falta de carinho ou amor. Eles
são pessoas amorosas, mas precisam de seu tempo de solidão para se satisfazerem pessoalmente.
DIVISÃO DAS FOLHAS POR ORIXÁS

OBS: As folhas grifadas em itálico são as de uso mais freqüente em banhos, iniciações
ou lavagens de assentamentos e afins.

EXÚ
Picão, cambará, erva do diabo ou figueira do inferno, aroeira vermelha, dormideira,
pimentas (quaisquer), arruda, olho de gato, carrapicho, tiririca, alfavacão, perpétua,
sapê, cansanção, trombeta roxa, urtiga, maconha, branda-fogo ou folha de fogo,
vassourinha ou mastruz, mamona vermelha, corredeira, coroa de cristo, cana de açúcar,
arrebenta cavalo, bico de papagaio, azevinho, carurú ou bredo com espinho, tento de
Exú, comigo ninguém pode, assafétida, erva de bicho, espinheiro, erva grossa, losna,
hortelã pimenta, mandacaru, cacto, palmatória de Exú, pau d’alho, fortuna, patchouli,
babosa, assa peixe, avinagueira, barba de diabo, fedegoso, garra de diabo ou garra de
Exú ou unha de Pomba Gira, Jamelão, jurubeba, sempre viva, tinhorão roxo.

OGUM
Romã, milho, aroeira branca, akoko, alumã, visgo, sumaúma, cipó chumbo (Ogunjá),
lírio do brejo, pinhão branco ou roxo, tiririca, sapê, capixaba, espada de São Jorge,
lança de São Jorge, abre-caminho, guiné, guiné pipiu, cajazeiro, dendezeiro ou màriwò,
babosa, oficial de sala, folhas de inhame cará, dandá da costa (capim e raiz), mangueira
(principalmente espada), vence demanda ou vence tudo, peregum verde, agrião do
brejo ou erva botão ou pimenta d’água), carurú sem espinho, araçá, costela de adão,
eucalipto, goiabeira, espinheira santa, São Gonçalinho, alfavaquinha, beldroega,
camboatá, canela de macaco, capim limão, cordão de frade ou São Francisco, erva
tostão, erva de bicho, língua de vaca, losna, mutamba, pé de pinto, mal me quer,
coqueiro, carrapeteira.

OXÓSSI
Folhas de milho, folhas de coqueiro, murici, akoko, São Gonçalinho (principalmente os
mais guerreiros), visgo, pinhão branco e roxo, carrapicho, chifre de veado, dandá da
costa, sapê, taioba (principalmente Odé Inle), rama de leite, lágrima de Nossa Senhora,
guiné, guiné pipiu, acácia ou chuva de ouro, folhas de guaximba ou língua de galinha,
jasmim manga, carqueja, jurubeba, capim limão, cordão de frade ou São Francisco,
caiçara, guapo, colônia, alecrim do mato ou do campo, araçá, cajueiro, cipó caboclo,
erva curraleira, espinheira santa, juremeira, nicurizeiro, erva passarinho, chapéu de
couro, assa peixe, alfavaca, carurú sem espinho, cana fita, capeba, groselha, ingá,
língua de vaca, peregum verde, pitanga.

OSSAIN
OBS: Apesar de todo axé das folhas, e por conseqüência, todas as folhas, pertencerem
a Ossain, as folhas de fundamento do orixá e de uso mais comum para ele são:
Baunilha de nicuri ou nicurizeiro, tira teima, umbaúba branca, aroeira, akoko, cipó milomi
ou jarrinha, balainho de velho, aridan (folhas e favas), pimenta da costa, cipó chumbo,
bejerecum (folhas e favas), dandá da costa, andará (folhas e favas), sapê, hibisco
vermelho ou branco dobrado, trombeteira, quebra-pedra, erva pombinho, mamona, rama
de leite, lágrima de Nossa Senhora, erva vintém, pitangueira, jurubeba, ingá, obi, guapo,
orobô, patioba, peregum (verde ou rajado), barba de São Pedro ou sene, carrapicho,
erva pita, araçá, jureminha, cacau, café, carobinha, chapéu de napoleão (folhas), erva
andorinha, losna, olho de boi (folhas), louro, alecrim, alfavaquinha, amendoeira,
beldroega, canela de macaco, erva tostão, folhas de ficus, folhas de fumo, mal me que,
língua de galinha ou guaximba.
OMOLÚ/OBALUAÊ
Pata de vaca branca, erva passarinho, sete sangrias, rabujo, sabugueiro, cipó chumbo,
jenipapo, alfavaca, canela de velho, melão de São Caetano, quebra pedra, erva moura,
gervão, mostarda, cipó cabeludo, transagem, juá de capote, fedegoso, maria preta,
olhos de santa luzia ou marianinha, coreana, coroa de cristo, babosa, barba de velho,
jequitirana, cordão de frade ou de São Francisco, vassourinha, barba de boi, erva pita,
erva de Sta. Maria, carobinha, cinco chagas, copaíba, coqueiro de purga ou de catarro,
erva andorinha, erva de bicho, erva grossa, pau d’alho, kitoko, velame, viuvinha, cana
do brejo, alumã, beldroega vermelha, crisântemo, confrei.

OXUMARÊ
Erva passarinho, língua de galinha ou guaximba, dormideira, amendoim, folha da
riqueza (fortuna ou dólar ou dinheiro em penca), jibóia, folhas de batata doce, maria
preta, bananeira, vitória régia, oxibatá, tomateiro, trancinha de Oxumarê, melão de São
Caetano, coqueiro de Vênus, mutamba, parietária, rama de leite, cipó milomi ou jarrinha,
arrozinho, melancia, ojuorô, samambaia de poço ou pente de cobra, folhas trepadeiras,
de um modo geral.

IROKO
Gameleira branca ou Iroko, abiu, barba de velho, cajueiro, colônia, jaqueira, mãe boa,
cipó milomi, noz moscada, folhas de fruta pão, graviola, bananeira, mangueira, castanha
do Pará, erva pita, árvores centenárias de grande porte.

XANGÔ
Fortuna, cambará, romã, umbaúba branca ou vermelha, tamarindo, jaqueira, erva de
São João, alfavaca, xanan (aipim ou carurú sem espinho – para Barú), erva tostão,
pimenta de macaco, carurú sem espinho ou Oyó, branda fogo ou folha de fogo,
azedinha ou avinagueira, campainha, jaborandi, crista de galo, gerânio cheiroso, capim
fino, flamboyant, carrapeteira, cinco chagas, capim limão, alibé de Xangô (folhas e
favas), orobô, castanha do Pará, vence demanda, oxibatá vermelho, urucum,
cascaveleira ou xique-xique, cajueiro, camboatá, cruzeirinho, manjerona, negra-mina,
salsaparrilha, iroko ou gameleira branca, kitoko, lírio vermelho, lírio branco, elevante,
aroeira, beijo vermelho, capeba, erva prata, jarrinha ou cipó milomi, malva, para-raio,
panacéia, mangericão roxo, pena de Xangô.

OYÁ
Pata de vaca rosa, fedegoso, aroeira, dormideira, pinhão branco e roxo, bambú (folhas),
maravilha, trombeta rosa, erva tostão, erva prata, espada de Sta. Bárbara, lança de Sta.
Bárbara, branda fogo ou folha de fogo, campainha, mutamba, gerânio cheiroso, taquari,
fruta pão, para-raio, flamboyant, quiabo, amora, maracujá, cinco chagas, oxibatá rosa ou
vermelho, crista de galo, erva santa, jaborandi, peregum rajado, língua de vaca,
umbaúba vermelha, carurú sem espinho, canela de macaco, capeba, erva passarinho,
cipó milomi ou jarrinha, malva rosa, negra mina, parietária, rama de leite, taioba branca.

OXUM
Erva capitão ou abebê d’Oxum, picão, melão d’água, cipó milomi ou jarrinha, lavanda,
vassourinha de relógio, pimentinha d’água ou oripepê, bem me quer, mangericão
branco, melão, aguapé, elevante, hibisco, beti cheiroso ou aperta ruão, beti branco,
sândalo, carurú sem espinho, cana de jardim, brilhantina, trevo de quatro folhas, mal me
quer ou calêndula, erva cidreira, pata de galinha, capim fino, jambeiro rosa, erva vintém,
erva doce, pitangueira, mãe boa, macassá ou catinga de mulata, girassol (pétalas), erva
de Sta. Luzia, oxibatá amarelo ou branco, oriri, vassourinha d’Oxum, canela, alface,
assa peixe, cabelo de Vênus, flor de ouro ou botão de orunmilá, cajueiro, cravo, dinheiro
em penca, dólar, jasmim, tapete d’Oxum, poejo, colônia, lótus, melissa, flor de laranjeira,
alfazema, lírio, agoniada, amor do campo, capeba, malva branca, parietária, rama de
leite.

LOGUN
Combinação das folhas de Oxóssi e Oxum (verificar os caminhos para haver o
equilíbrio) + Coqueiro de Vênus, chifre de veado, comigo ninguém pode verde, peregum
rajado.

YEWÁ
Maravilha, batata de purga, cana de jardim ou bananeira de jardim, oxibatá lilás,
tomateiro, dormideira.

OBÁ
Vitória régia, oxibatá vermelho, tangerina, rosa vermelha.

IBEJI
Sapoti, flamboyant, quiabo, cana de açúcar, maracujá, bananeira, abacaxi, araruta,
poejo, uva.

IEMONJÁ
Melão d’água, coqueiro, lírio do brejo, melancia, mangericão branco, elevante,
maricotinha, beti branco, beti cheiroso, erva da jurema, erva prata, carurú sem espinho,
capeba, pariparoba, taioba branca, mostarda, lágrima de Nossa Senhora, salsa de praia,
azedinha do brejo ou erva saracura, mãe boa, macassá, emília, pandano (Iamacimalé),
oxibatá branco, vassourinha, árvore da felicidade (Iamacimalé), colônia, agrião d’água,
camboatá (Iamacimalé), rosa branca, uva, verbena, umbaúba branca, algas, panacéia,
alfazema, macela, aguapé, condessa, dandá do brejo, malva branca, papo de peru,
rama de leite, araçá da praia.

NANÃ
Pata de vaca branca ou rosa ou lilás, erva passarinho, espelina falsa, língua de galinha
ou guaximba, taioba, aguapé, melão de São Caetano, baronesa ou jacinto d’água,
mostarda, cipó cabeludo, maria preta, balaio de velho, marianinha, xaxim, azedinha do
brejo, mãe boa, batatinha, guacuri, oxibatá lilás, arnica do campo, manacá, quaresmeira,
viuvinha, umbaúba branca e roxa, vassourinha, alfavaca roxa, avenca, broto de feijão,
cana do brejo, capeba, cipreste, cipó milomi ou jarrinha, macaé, rama de leite.

OXALÁ
Fortuna, coqueiro, tamarindo, dama da noite, trombeta branca, oripepê, manjericão
branco, erva de bicho ou folha de igbi, guando, boldo ou tapete d’Oxalá, beti branco, beti
cheiroso ou aperta ruão, erva prata, mamona branca, brilhantina, parietária, mutamba,
lágrima de Nossa Senhora, beldroega, trevo de quatro folhas, algodão, alecrim, fruta
pão, mamoeiro, cabaceira, graviola, dendezeiro, salvia, língua de galinha ou guaximba,
erva vintém, azedinha do brejo, gameleira branca, folha de inhame cará, macaé, cinco
chagas, ingá, macassá, saião, emília, bananeira, guapo, língua de vaca, oxibatá branco,
oriri, chapéu de couro, carurú sem espinho, cana do brejo, amendoeira, bálsamo,
espinheira santa, benjoim, erva doce, colônia, lírio branco, jasmim ou junquilho, mirra,
noz moscada, pixurin, uva verde, maria sem vergonha branca, oliveira, elevante,
beldroega, louro, malva branca, paineira.

Os Orixás e seus falangeiros

Os Orixás não são Deuses como muitas pessoas podem conceber como em outras
religiões, mas sim Divindades criadas por um único Deus: Olorun (dentro da
corrente Nagô) ou Zamby (dentro da corrente Bantu e das correntes
sincréticas).
Na UMBANDA (de uma maneira geral, pois existem variações referentes às
diversas ramificações existentes), os Orixás são cultuados como divindades de
um plano astral superior, ARUANDA, que na Terra representam às forças da
natureza (muitas vezes confundindo-se a força da natureza com o próprio Orixá):

Exu: o mensageiro, o ponto de contato entre os Orixás e os seres humanos;


Oxalá: o senhor da força, o senhor do poder da vida.
Oxum: as águas doces;
Iemanjá: a rainha dos peixes das águas salgadas;
Iansã: os ventos, chuvas fortes, os relâmpagos;
Xangô: a força do trovão e o fogo provocado pelos relâmpagos quando (diz uma
lenda que "sem Iansã, Xangô não faz fogo ... ") chegam 'a Terra;
Ogum ou Ogun: senhor dos caminhos; os desbravador dos caminhos; senhor do
ferro;
Oxossí: o Orixá Odé, o Orixá caçador, senhor da fartura 'a mesa, senhor da
caça;
Ossãe: o Orixá das folhas e, sem folhas, nada é possível na Umbada ou no
Candomblé; o dono, preservador, das matas e florestas, das folhas medicinais,
das ervas de culto;
Obá: a guerreiro, a força da libertade;
Nanã: senhora do lodo, das águas lodosas da junção entre o rio e o mar, fonte de
vida, e também senhora da morte;
Obaluayê: "O dono da Terra, o Senhor da Terra"; o Orixá das doenças, senhor
dos mortos (pois conta uma lenda que Obaluayê foi o único Orixá que dominou a
morte, Iku); é aquele que tira a doença, mas também aquele que dá a doença.
Oxumaré: é o Orixá do arco-íris, um dos pontos de ligação entre o Aye (a Terra)
e o Orun (o Céu); também representa a fartura, o bem estar.
A cada Orixá está associada uma personalidade e um comportamento diante do
mundo e com seus filhos, os quais, são seus protegidos e uma parte das
emanações do próprio Orixá, presentes no Orí ou Camatuê (Cabeça) desses
filhos.
Orixá, dentro do culto Umbandista (de uma maneira geral) não são incorporados
(não se incorpora o fogo de Xangô, os ventos de Iansã, as águas doces de Oxum
...). O que se vê dentro dos vários terreiros, centros, tendas etc, são os
Falangeiros dos Orixás (ou também conhecidos como encantados); ou seja,
Espíritos (não reencarnacionais) de grande força espiritual (de grande Luz, como
alguns gostam de falar) que trabalham sob as Ordens de um determinado Orixá.
Os Falangeiros são os representantes dos Orixás, e, em muitos casos, a essência
dos próprios Orixas manifestada nos médiuns, pois sua força é a emanação pura
dos Orixás (ou como alguns dizem: são a vibração virginal dos Orixás). Sendo
assim, eles podem incorporar nos médiuns, em seus “cavalos”, e mostram sua
presença e sua força em nome de um Orixá. Porém, são frágeis (o médium pode
perder sua sintonia muito facilmente) e exigem muito dos médiuns, não podendo
permanecer por muito tempo em Terra. Podemos utilizar como exemplos de
falangeiros:
Falangeiros de Ogum
 Ogum Beira-Mar
 Ogum Megê
Ogum 

Ogum Sete Ondas
Ogum Sete Espadas
 Ogum Iara
 Ogum Matinata
 Ogum Rompe-Mato

Em algumas ramificações da Religião de Umbanda (nas Umbandas de Caboclo,


Umbanda branca, Umbanda esotéria e nas Umbandas voltadas ao Espiritismo ou
Kardecismo) que não trabalham diretamente com os Orixás , na forma de
Falangeiros de Orixás (não estão ligados a uma corrente africana), o trabalho
com os Orixás é feito com os Guias (Espíritos reencarnacionais, pois já tiveram
vida corpórea) chamados "Capangueiros de Orixás", ou seja, são Guias (entidades
que falam, bebem, fumam, dão consultas ...) que vêm na vibração ou emanação
daquele Orixá. Na maioria das vezes, são Caboclos que cumprem essa função e
carregam o nome do Orixá junto ao deles, como:
Caboclo Ogum Iara;
Caboclo Ogum Sete Espadas;
Caboclo Ogum Beira-mar;
Caboclo Xangô das Matas;
Caboclo Xangô Sete Pedreiras ...
Existem casos (talvez por isso cause tanta confusão) que os médiuns não colocam
a palavra caboclo na frente do nome do Capangueiro, e acaba saindo Ogum Iara,
Ogum Sete Espadas, em vez de Caboclo Ogum Iara, Caboclo Ogum Sete Espadas
... Isso confunde as pessoas e elas acabam achando que estão trabalhando com
um Orixá, que o Orixá bebe, fuma, dá consultas etc. Porém, o que está se
manifestando alí (com grande força e beleza), são Guias, são os Capangueiros.
Então como diferenciar os Falangeiros dos Orixás e os Guias Capangueiros dos
Orixás?
É simples. Os Falangeiros dos Orixás não falam, não bebem, não fumam (na
grande maioria dos casos), não dão consultas, e estão vinculados à casas de
corrente Africana (casas de Umbanda com fundamentos como feitura,
camarinha, boris, obrigações, oferendas, cortes ...). Trabalham na harmonização
do terreiro, afastando cargas e no desenvolvimento e equilíbrio dos médiuns. Já
os Guias Capangueiros dos Orixás dão consultas, fumam, bebem, e falam
(interagem) com os assistenciados (e as casas em que trabalham, em sua grande
maioria, não estão vinculados à corrente Africana diretamente).
Só lembrando que todos os guias (Pretos-velhos, Caboclos, Crianças, Boiadeiros,
Marinheiros, Baianos, Exus / Pombogiras, ...) trabalham sob as ordem de um
Orixá e também podem ser considerados como "Capangueiros". A diferença entre
eles e os Guias Capangueiros dos Orixás é que eles não carregam em seus nomes
o próprio nome do Orixá de trabalho.
Dentro da cultura Afro-brasileira é considerada a existência de uma “vida
passada na Terra”, na qual os Orixás teriam entrado em contato direto com os
seres humanos, aos quais passaram ensinamentos diretos e se mostraram em
forma humana.
Essa teria sido uma época muito distante na qual o ser humano necessitava da
presença física dos Orixás (um estado presencial em forma humana), pois o ser
humano ainda se encontrava em um estágio muito primitivo, tanto materialmente
como espiritualmente.

Após passarem seus ensinamento voltaram à Aruanda, mas deixaram na Terra sua
essência e representatividade nas forças da natureza.
Em algumas correntes Umbandistas ditas sincréticas há a associações entre
Oxalá e Jesus Cristo, entre Santo Antônio e Exu, entre Santa Bárbara e Iansão,
entre São Jorge e Ogum ... E isso acabaou virando "uma simbiose Espiritual, uma
apropriação simbólica", em que a imagem do Santo Católico apenas representa um
Orixá, mas não é o Orixá; é apenas um símbolo, uma referência material e a
apropriação da data de comemoração do Santo para se louvar o Orixá.
Entendendo assim, que não se "baixa" São Jorge em umo terreiro, não se baixa
Santa Bárbara, mas sim, o Orixá, que é representado com a imagem do Santo.
Em alguns terreiros de Umbanda a associação sincrética (não em todos) acabau
virando transmutação religiosa. Esses terreiros deUmbanda acreditam que Oxalá
é Jesus e utilizam toda uma forma doutrinária voltada ao Cristianismo. Uns até
utilizam a Bíblia e, outros, o Evangelho Segundo o Espiritismo em sua doutrina e
estudos. Daí acabou surgindo as correntes que se auto denominam como
"Umbanda Cristã" ou "Umbandista Cristã".
Os Orixás e seus dias de comemoração (sincretismo Afro-Católico):
Orixá Sincretizado Como: Comemoração

Exu* Santo Antônio 13 de Junho

Iansã Santa Barbara 4 de Dezembro

Iemanjá Nossa Senhora da Glória 15 de Agosto

Nanã Nossa Senhora de Sant'Anna 26 de Julho

Oba Joana d'Arc 30 de Maio

Obaluayê São Roque 16 de Agosto

Ogum São Jorge 23 de Abril

Oxalá Jesus Cristo 25 de Dezembro

Omulu São Lázaro 17 de Dezembro

Oxossi São Sebastião 20 de Janeiro

Oxum Nossa Senhora da Conceição 8 de deDezembro

Oxumaré São Bartolomeu 24 de Agosto

Xangô São Jerônimo 30 de Setembro


* O Orixá Exu não é sincretizado como o Diabo Judaico-Cristão.
Exu não é Diabo e nunca foi. Isso foi uma invenção doentia que ainda macula o bom nome da
religião de Umbanda.
A UMBANDA é dividida em linhas. Cada uma delas com um chefe, um Orixá que a
comanda. E cada linha é dividida em falanges:
As 7 Linhas das Umbanda:
As linhas representão os grupamentos dos Orixás e seus falangeiros que atuam
dentro da Umbanda.
Não existe uma ortodoxia dentro da Umbanda. Assim, existem diversas
representações das 7 linhas, e, em algumas correntes, já citam a possibilidade de
existirem não 7, mas 9 linhas, ou mesmo 14 linhas.
Existe um concenso de 5 linhas fixas (Oxalá, Xangô, Ogum, Yemanjá e Oxossi) e
duas linhas variáveis que serão ocupadas de acordo com os fundamentos
doutrinários oriundos de cada forma doutrinária de Umbanda.
Dentro do trabalho da "Umbanda de pretos-velhos", as linhas assim estão
dispostas:
Orixás componentes à Falangeiros ou falange
Linha
linha subordinada
Guias Flangeiros de
Oxalá, guias mais
Linha de Oxalá Todos os Orixás
comuns: Pretos-Velhos,
Caboclos e Crianças.
Marinheiros, Sereias,
Oxum, Nanã, Obá e Ondinas, Caboclos de
Linha de Iemanjá ou Yemanjá Oxumaré Iemanjá, Falangeiros do
Orixá Iemanjá, Guias
Falangeiros de Iemanjá.
Falangeiros do Orixá
Xangô, Guias Falangeiros
do Orixá Xang,Caboclos
Linha de Xangô Iansã de Xangô, falange do
Oriente.
Guias mais comuns:
Caboclos e Baianos.
Falangeiros do Orixá
Ogum, Guias Falangeiros
Linha de Ogum
do Orixá Ogum,
Falangeiros em geral.

Falangeiros do Orixá
Oxossi, Guias
Falangeiros do Orixá
Linha de Oxossi Oxossi, Falangeiros em
geral, guias mais
comuns: Caboclos,
Baoiadeiros e Baianos.
Linha de Almas ou Pretos-
Velhos
(Linha Africana ou dos Interagem com a Linha
Pretos-velhos.
Ancestrais - Babalorixás, do Orixá Omulu.
Yalorixás, Sacerdotes
diversos)
Pretos-velhos e
Caboclos, curadores e
Linha de Omulu Obaluayê
mandingueiros,
Exus e Pombogiras.
s falanges dentro das Linhas
As falanges são formadas por grupos de características iguais chamados guias,
assim temos os seguintes grupamentos dentro da Umbanda:

 Pretos-velhos
 Caboclos
 Crianças
 Boiadeiros
 Marinheiros
 Exus

Outras falanges trabalhadas em outras ramificações da Umbanda:

 Baianos
 Ciganos
 Orientais
 AS FALANGES DA UMBANDA
 As falanges espirituais são agrupamentos de espíritos afins a determinados orixás que
possuem semelhante vibração e compromisso caritativo: pretos velhos, caboclos, exus,
crianças, baianos, boiadeiros, marinheiros ciganos, orientais das mais diversas etnias,
entre outras formas e raças relacionadas à evolução humana no orbe.
É importante esclarecer algumas dúvidas mais comuns quanto à formação das falanges
na umbanda. Numa determinada falange pode haver centenas de espíritos atuando com
o mesmo nome, aos quais denominamos de falangeiros dos orixás. A falange de
Cabocla Jurema, por exemplo, é constituída de milhares de espíritos que adotam este
nome, como se fossem procuradores diretos da vibração do orixá Oxossi. Então, sob o
comando de um espírito, existe uma quantidade enorme de outros espíritos que se
utilizam dessa mesma "chancela" ou "insígnia" - uma espécie de autorização dos
Maiorais que regem o movimento umbandista e que identificam os que já adquiriram o
direito de trabalho nas suas frentes de caridade no orbe. Na verdade, quando um
médium incorpora uma Cabocla Jurema, ele se enfeixa na falange que tem uma vibração
peculiar. Por isso, pode ocorrer a manifestação de centenas de caboclas juremas ao
mesmo tempo, pelo Brasil afora, inclusive dentro de um mesmo terreiro.
 (trecho retirado do Livro Umbanda Pé no Chão, Norberto Peixoto, Editora do
Conhecimento)
 Formas de apresentação dos espíritos na Umbanda:
 - Os caboclos são espíritos de índios brasileiros, sul ou norte-americanos, que dispõem
de conhecimento milenar xamânico do uso de ervas para banhos de limpeza e chás para
auxílio à cura das doenças. São entidades simples, diretas, por vezes altivas, como
velhos índios guerreiros. Com sua simplicidade, conquistam os corações humanos e
passam confiança e credibilidade aos que procuram amparo. São exímios nas limpezas
das carregadas auras humanas, experientes nas desobsessões e embates com o Astral
inferior. Na magia que praticam, usam pembas para riscar seus pontos, fogo, essências
cheirosas, flores, ervas, frutas, charutos e incenso.
Na Umbanda, os Caboclos (assim como preto-velhos, baianos, boiadeiros, crianças)
constituem uma falange e, como tal, penetram em todas as linhas, atuando em diversas
vibrações. Entretanto, cada um deles tem uma vibração originária, que pode ser ou não
aquela em que ele atua. Antigamente existia a concepção de que todo Caboclo seria um
Oxossi, ou seja, viria sob a vibração deste Orixá. Porém em nossa percepção,
compreendemos que Caboclos diferentes possuem Vibrações Originais Diferentes,
podendo se apresentar sob a Vibração de Ogum, de Xangô, de Oxossi ou Omulu. Já as
Caboclas, podem se apresentar sob as Vibrações de Iemanjá, de Oxum, de Iansã ou de
Nanã. Não há necessidade da Vibração do Caboclo-guia, coincidir com a do Orixá dono
da coroa do médium: o guia pode ser, por exemplo, de Ogum, e atuar em um sensitivo
que é filho de Oxossi; apenas neste caso, a entidade, embora sendo de Ogum,
assimilará a vibração de Oxóssi.
 A magia praticada pelos espíritos de caboclos é sempre positiva, não existe na Umbanda
trabalho de magia negativa, ao contrário, a Umbanda trabalha para desfazer a magia
negativa.
 - Os pretos velhos, tanto espíritos de idosos africanos escravizados e trazidos para o
Brasil, como de negros que nasceram em solo pátria, são símbolos de sabedoria e
humildade, verdadeiros psicólogos do profundo conhecimento dos sofrimentos e aflições
humanas. Joana de Ângelis, a venerável irmã conhecida da lide espírita, conhecedora da
alma e dos sofrimentos dos encarnados, arguta observadora do psiquismo, atua como
mais uma singela e anônima vovó preta nas frentes umbandísticas, assumindo um nome
simbólico, como tantos outros espíritos luminares, retomando a forma de uma antiga
encarnação em solo africano. A todos, esses espíritos missionários consolam
amorosamente, como faziam antigamente, inclusive nas senzalas após longo dia de
incansável trabalho físico.
A infinita paciência em ouvir as mazelas e choramingas dos consulentes fazem dos
pretos velhos as entidades mais procuradas nos terreiros. Assim como os caboclos,
usam ervas em suas mandingas e mirongas. Suas rezas e invocações são poderosas.
Com suas cachimbadas e fala matreira, espargem fumaça sobre a pessoa que está
recebendo o passe e higienizam as auras de larvas astrais e energias negativas. Com
seus rosários e grande amor, são notáveis evangelizadores do Cristo, e com muita
"facilidade" doutrinam os obsessores que acompanham os consulentes. Demonstram
que não é o conhecimento intelectual ou a forma racial que vale no atendimento
caridoso, e sim a manifestação amorosa e sábia, de acordo com a capacidade de
entendimento de cada filho de fé que os procuram.
 - As crianças (chamada de ERÊ). São espíritos que já estiveram encarnados na terra e
que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de caridade,
incorporando em médiuns nos terreiros de Umbanda. Em sua maioria, foram espíritos
que desencarnaram com pouca idade (terrena), por isso trazem características de sua
última encarnação, como o trejeito e a fala de criança, o gosto por brinquedos e doces.
Assim como todos os servidores dos Orixás, elas também têm funções bem específicas,
e a principal delas é a de mensageiro dos Orixás. Muitas entidades que atuam sob as
vestes de um espírito infantil, são muito amigas e têm mais poder do que imaginamos.
Mas como não são levadas muito a sério, o seu poder de ação fica oculto, são
conselheiros e curadores, por isso foram associadas a Cosme e Damião, curadores que
trabalhavam com a magia dos elementos. Não gostam de desmanchar demandas, nem
de fazer desobsessões .Preferem as consultas, e em seu decorrer vão trabalhando com
seu elemento de ação sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração,
regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano. Esses seres, mesmo
sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas
humanas. E não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles. Eles
manipulam as energias elementares e são portadores naturais de poderes só
encontrados nos próprios Orixás que os regem. Quando incorporadas em um médium,
gostam de brincar, correr e fazer brincadeiras (arte) como qualquer criança. É necessária
muita concentração do médium (consciente), para não deixar que estas brincadeiras
atrapalhem na mensagem a ser transmitida. É comum em uma gira de criança, ver um
médium "cambaleando" antes de incorporar inteiramente, isso se dá devido à "disputa"
que estes espíritos travam para ver quem incorpora primeiro, bem típico desta linha. No
seu dia de comemoração acaba virando uma grande festa de aniversário, adoram
guaraná e doces e promovem uma animada "bagunça" quando baixam no terreiro. Sua
energia é transbordante de vitalidade e alegria, sendo capaz de derramar as maiores
bênçãos da fertilidade e da harmonia. Os "meninos" são em sua maioria mais
bagunceiros, enquanto que as "meninas" são mais quietas e calminhas. Alguns deles
incorporam pulando e gritando, outros descem chorando, outros estão sempre com fome,
etc... Estas características, que às vezes nos passam desapercebido, são sempre formas
que eles têm de exercer uma função específica, como a de descarregar o médium, o
terreiro ou alguém da assistência. Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria
e da honestidade, dessa forma, apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e
conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa, atuam em qualquer tipo de
trabalho, mas, são mais procurados para os casos de família e gravidez. Os pedidos
feitos a uma criança incorporada normalmente são atendidos de maneira bastante
rápida. Entretanto a cobrança que elas fazem dos presentes prometidos é grande. Nunca
prometa um presente a uma criança e não o dê assim que seu pedido for atendido, pois
a "brincadeira" (cobrança) que ela fará para lhe lembrar do prometido pode não ser tão
"engraçada" assim.
 - O Caboclo Boiadeiro. Dentre muitos caboclos que baixam em vários terreiros, o
Caboclo Boiadeiro tem sempre uma participação especial nas seções de caboclo.
Boiadeiro é muito respeitado por trazer de volta ao nosso convívio toda a sua experiência
adquirida em tempos de boiada, do sertão bravio, do homem responsável pela conduta
da boiada do seu patrão. De um modo geral, Boiadeiro usa um chapéu de couro com
abas largas (para proteger-lhe do sol forte), calças arregaçadas e movimenta-se muito
rápido. Um pequeno cântaro para carregar água, tão importante para a viagem. O
chicote que usa para açoitar a rez feroz. A corda, usada para laçar o boi bravo, ou para
pegar aquele que se afasta da boiada, ou ainda usada para derrubar o boi para abate.
Boiadeiro, na verdade, traz toda uma soma de sabedoria acumulada dessas viagens e
vivências do campo. Na verdade, estamos descrevendo uma maravilhosa entidade de
muita luz e muita força. O caboclo boiadeiro está ligado com a imagem do peão
boiadeiro, habilidoso, valente e de muita força física. Vem sempre gritando e agitando os
braços como se possuísse na mão, um laço para laçar um novilho. Sua dança simboliza
o peão sobre o cavalo a andar nas pastagens. Em geral, trabalha rodando sua guia por
sobre a cabeça do consulente e depois a esfregando pelo seu corpo, para promover a
limpeza do campo áurico. Invariavelmente a guia arrebenta... Enquanto os "caboclos
índios" são quase sempre sisudos e de poucas palavras, é possível encontrar alguns
boiadeiros sorridentes e conversadores.
 - Os Baianos. A corrente baiana é formada por espíritos alegres, brincalhões,
descontraídos e são poderosos em"desmanchar" demandas. São pessoas que viveram
na Bahia (geralmente), e que vêm ao terreiro para passar seu axé, e sua energia
positiva. São muito conselheiros, orientadores, aguerridos e chegados à dança durante a
qual trabalham enquanto giram com seus passos próprios. Apreciam as "festas" que lhes
fazem, onde bebem batida de coco e comem comidas típicas da cozinha baiana. A gira
do Povo Baiano é muito animada, estas entidades, também têm muito o que ensinar.
 - Os marinheiros. Esses falangeiros chegam do mar e desembarcam em terra, sua
alegria é contagiante, abraçam a todos, brincando sempre, com aquele jeito meio
“maroto”, embriagado. São os Marinheiros, grupo de Espíritos que trabalham na
Umbanda em prol da caridade.
Eles conheceram muito bem o mar e a navegação, pois participaram da descoberta de
novos mundos através das viagens que empreenderam que duraram anos e anos.
As Entidade de Marinheiro trabalham na Linha de Iemanjá que compõe o chamado “Povo
da Água”. Seus conselhos e mensagens são sempre cheios de esperança e de fé.
Costumam trabalhar em grupos. São fortes, pois enfrentarem guerras e mares agitados,
mas também conheceram a calmaria e a bonança.
Dão consultas, passes e também fazem trabalhos fortes de descarrego que envolvam
grandes demandas. Em algumas casas, também costumam trabalhar nas giras de
desenvolvimento de Médiuns.
Todas as pessoas tem uma idéia muitas vezes distorcida desta linha de trabalho. Os
marinheiros são em sua grande maioria espíritos que militam a umbanda para dar
sustento no campo da diluição de cargas trevosas, outros atuam como elementos de
sustentação de trabalhos voltados a curas, atraindo os poderes elementais dos quais
estes espíritos de alto grau espiritual, trazem consigo.
Na realidade estes abnegados servidores da lei são verdadeiros “magos que atuam nos
mistérios aquáticos” e com uma forma de atuação única dentro dos domínios da
umbanda. Como magos, trazem para nós, a possibilidade de nos libertarmos de nossos
entraves, com uma forma bem simpática lidam com os consulentes de forma
extrovertida, deixando o assistido muito a vontade com trejeitos peculiares desta linha
maravilhosa da umbanda.
Muito diferente do que imaginamos, estes irmãos do astral não são e não estão
embriagados, como muitos se mostram, na realidade sua forma de balanço é uma
maneira de liberar suas ondas energéticas se utilizando do próprio médium.
 Retirado da página : https://povodearuanda.wordpress.com/2007/07/29/marinheiros/
 - Os orientais se apresentam como hindus, árabes, marroquinos, persas, etíopes,
chineses, egípcios, tibetanos, e nos trazem conhecimentos milenares. São espíritos que
encarnaram entre esses povos e que ensinam ciências "ocultas", cirurgias astrais,
projeções da consciência, cromoterapia, magnetismo, entre outras práticas para a
caridade que não conseguimos ainda transmitir em palavras. Por sua alta freqüência
vibratória, criam poderosos campos de forças para a destruição de templos de feitiçaria e
de magias negativas do passado, libertando os espíritos encarnados e desencarnados.
Incentivam-nos no caminho da evolução espiritual, por meio do estudo e da meditação;
conduzem-nos a encontrar o Cristo interno, por meio do conhecimento das leis divinas
aplicadas em nossas atitudes e ações; atuam com intensidade no mental de cada
criatura, fortalecendo o discernimento e a consciência crística.
 - Os ciganos são espíritos ricos em histórias e lendas. Foram nômades em séculos
passados, pertencentes a várias etnias. Em grande parte são do antigo Oriente.
Erroneamente são confundidos com cartomantes ociosas de praças públicas que, por
qualquer vintém, lêem as vidas passadas. São entidades festeiras, amantes da liberdade
de expressão, excelentes curadores, trabalham com fogo e minerais. Cultuam a natureza
e apresentam completo desapego às coisas materiais. São alegres, fiéis e ótimos
orientadores nas questões afetivas e dos relacionamentos humanos. Utilizam
comumente nas suas magias moedas, fitas e pedras, perfumes e outros elementos para
a caridade, de acordo com certas datas e dias especiais sob a regência das fases da
Lua.
 - As Pomba-Giras, Pombogira ou Bombogira: O termo Pomba-Gira é corruptela do termo
"Bombogira" que significa em Nagô, Exú.
A origem do termo Pomba-Gira, também é encontrada na história.
No passado, ocorreu uma luta entre a ordem dórica e a ordem iônica. A primeira
guardava a tradição e seus puros conhecimentos. Já a iônica tinha-os totalmente
deturpados. O símbolo desta ordem era uma pomba-vermelha, a pomba de Yona. Como
estes contribuíram para a deturpação da tradição e foi uma ordem formada pela maioria
por mulheres tinham que saldar suas dívidas. Atualmente elas vem pela Lei de Umbanda
como Pomba-giras para ensinar, e fazer seu resgate do passado.
Se Exú já é mal interpretado, confundindo-o com o Diabo, quem dirá a Pomba-Gira?
Dizem que Pomba-Gira é uma mulher da rua, uma prostituta. Que Pomba-Gira é mulher
de Sete Exús! As distorções e preconceitos são características dos seres humanos,
quando eles não entendem corretamente algo, querendo trazer ou materializar conceitos
abstratos, distorcendo-os.
Pomba-Gira é um Exu Feminino, não são prostitutas. Na verdade, dos Sete Exús Chefes
de Legião - do Sétimo Grau, apenas um Exu é feminino, ou seja, ocorreu uma inversão
destes conceitos, dizendo que a Pomba-Gira é mulher de Sete Exu.
Dentro da hierarquia do Exú Feminino (Pomba-Gira), estão divididas em níveis diversas
outras pombas-gira, da mesma forma que as demais falanges.
É claro que em alguns casos, podem ocorrer que uma delas, em alguma encarnação
tivesse sido uma prostituta, mas, isso não significa que as pombas-gira tenham sido
todas prostitutas e que assim agem.
A função das pombas-gira está relacionada à sensualidade. Elas frenam os desvios
sexuais dos seres humanos, direcionam as energias sexuais para a construção e evitam
as destruições.
A sensualidade desenfreada é um dos "sete pecados capitais" que destroem o homem: a
volúpia. Este vício é alimentado tanto pelos encarnados, quanto pelos desencarnados,
criando um ciclo ininterrupto, caso as pombas-gira não atuassem neste campo
emocional.
As pombas-gira são grandes magas e conhecedoras das fraquezas humanas. São, como
qualquer Exu, executoras da Lei e do Karma.
Cabe a elas esgotar os vícios ligados ao sexo. Quando um espírito é extremamente
viciado ao sexo, elas, às vezes, dão a ele "overdoses" de sexo, para esgotá-lo de uma
vez por todas.
Elas, ao se manifestarem, carregam em si, grande energia sensual, não significa que
elas sejam desequilibradas, mas sim que elas recorrem a este expediente para
"descarregar" o ambiente deste tipo de energia negativa.
São espíritos alegres e gostam de conversar sobre a vida. São astutas, pois conhecem a
maioria das más intenções.

- Os Exus: aqui trataremos de Exu entidade e não como vibração cósmica ( exu Orixá).
Estes espíritos, assim como os Preto-velhos, e crianças são servidores dos Orixás. Não
se devem confundir os Exus da Umbanda com Exu da Nação (candomblé), pois são
diferentes. Apesar das imagens de Exus, fazerem referência ao "Diabo" medieval
(herança do Sincretismo religioso), eles não devem ser associados à prática do "Mal",
pois como são servidores dos Orixás, todos tem funções específicas e seguem as ordens
de seus "patrões". Dentre várias, duas das principais funções dos Exus são: abertura dos
caminhos e a proteção de terreiros e médiuns contra espíritos perturbadores, seja
durante a gira ou obrigações, ou na defesa do dia a dia. Desta forma estes espíritos não
trabalham somente durante a "gira de Exus" dando consultas, onde resolvem problemas
de emprego, pessoal, demanda e etc... de seus consulentes. Mas também durante as
outras giras (Caboclos, Preto-velhos, Crianças), protegendo o terreiro e os médiuns, para
que a caridade possa ser praticada. Os exus recebem na Umbanda certas
denominações como Povo de Rua, Compadres e Comadres, Guardiões etc , para
classificar entidades que trabalham num plano astral evolutivo. Estas entidades são
firmadas em um lugar chamado de tronqueira. São verdadeiros guardiões, cumpridores
das Leis do Carma , Lei do Retorno, Lei da Ação e Reação, ou seja, das Leis Divinas.
Trabalham na linha chamada de esquerda, que significa a esquerda da Cruz de Cristo.
Costumam trabalhar com velas, charutos, cigarros, punhais em seus pontos riscados,
pembas brancas, pretas e vermelhas. Devido ao seu temperamento forte e alegre
costumam atrair bastante os consulentes. É a Polícia de Choque da Umbanda, é quem
cobra na hora e também é quem tem maior ligação com os seres encarnados.
Na falange de Exu existem muitos, entre eles, estão: Exu Tranca-Rua-das-Almas, Exu
Tirirí, Exu Marabô, Exu Veludo, Exu Morcego, Exu Gira-mundo, Exu Caveira , Exu
Ventania etc.
 ESCLARECIMENTO: na Umbanda o nome EXU tem significado de GUARDIÃO DE LUZ
, que trabalha „nas‟ Trevas por ser útil ao tipo de serviço e para sua EVOLUÇÃO e dos
irmãos que resgata.
 Mas apenas para relatar a opinião de alguns autores e evitar confusões passemos a
algumas definições. Alguns autores separam os Exus em três tipos:
 EXU PAGÃO (erroneamente assim chamados): é aquele que não sabe distinguir o Bem
do Mal, trabalha para quem pagar mais. Não é confiável, pois se pego, é castigado pelas
falanges do Bem, então volta-se contra quem o mandou. É tido como o marginal da
espiritualidade, aquele sem luz, sem conhecimento da evolução, trabalhando na magia
para o mal, embora possa ser despertado para evoluir de condição.
Para evitar essa confusão, não damos aos chamados “Exus Pagãos” a denominação de
“Exu”, classificando-os apenas como Kiumbas. E reservamos para os ditos “Exus
Batizados” a denominação de “Exu”.
 EXU BATIZADO: é todo aquele que já conhece o Bem e o Mal, tendo plena consciência
de seus atos; são os executores das ordens das entidades chefes de terreiro, a cujo
serviço evoluem sempre na prática do bem, porém conservando suas forças de
cobrança, de executores da Lei, esgotando os vícios e mazelas humanas, não devendo
confundir isso com a prático do Mal.
 EXU COROADO: é aquele que após grande evolução como empregado das Entidades
do Bem, recebem por mérito, a permissão de se apresentarem como elementos das
linhas positivas, Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, etc.
 Texto retirado: 1- Livro Umbanda Pé no chão, Norterto Peixoto; 2- Blogspot Lar
Umbandista Pai Xangô Caboclo Peã Branca.

Dicionario de Umbanda

A
Abadá: Túnica longa, de mangas largas, em geral branca, utilizada inicialmente por
negros muçulmanos; hoje designa roupa com a qual se identificam grupos religiosos.
Abaré: Médium já desenvolvido.
Abaré-Guassu: Grande trabalho
Abaré-Mirim: Médium em início de desenvolvimento.
Adjá: Espécie de sineta, às vezes múltipla (tem de 1 a 7 bocas), tocada nos rituais
pelos pais-de-santo com a finalidade de invocar entidades e Orixás, seja para que
venham participar dos trabalhos, seja para que atendam a algum pedido. É usado
também para induzir os médiuns ao transe.
Agô: Pedir agô é pedir licença, pedir permissão para realizar algo, pedir perdão.
Ajeum: Nome dado para as comidas votivas servidas dentro do terreiro.
Aldeia: Terreiro; Templo; É o conjunto de pessoas nele contida (caboclo).
Alguidar: Vasilha de barro empregada para fazer a comida destinada aos Orixás,
também utilizada pelos guias para a realização de alguns trabalhos como acender
velas, consagrar guias de contas etc.
Amaci ou Amassi: Líquido preparado com ervas e água procedente de variadas
fontes, usado para dar firmeza aos médiuns. As ervas costumam ser maceradas e
ficam em repouso numa vasilha de louça por algum tempo, geralmente 7 dias(o tipo
da erva e o tempo que devem ficar maceradas depende de cada Orixá). O poder das
ervas e a força do ritual (colocação das ervas no ori do médium) propiciam uma
conexão mais direta com o Orixá correspondente. As folhas são do orixá chefe do
templo e as de Ossain.
Amuleto: Objeto com finalidade protetora (poder passivo), que se traz pendurado ao
pescoço, consigo na roupa, guardado no bolso, na bolsa ou em casa. Considera-se
que tenha o poder de afastar os maus fluídos que trazem doenças, má sorte, morte,
etc. Pode ser medalha, figura, inscrição ou objetos, dentro de um saquinho ou
qualquer objeto “preparado”, para defesa, de qualquer material: pedra, marfim,
madeira, metal, pano, etc.
Aparelho: Designa a pessoa que serve de suporte para a “descida” do orixá ou da
entidade do médium.
Aruanda: Infinito, céu, morada do criador, plano espiritual mais elevado; nome dado
ao local onde estão os guias que trabalham na Umbanda.
Assitência: Grupo de visitantes em um Terreiro de Umbanda que aguardam pelo
atendimento das Entidades ou apenas assistem a uma Gira.
Axé: Força, energia, poder. Pode ser a energia que está nos elementos puros da
natureza ou a que está concentrada dentro de um terreiro, trazida pelos guias que ali
trabalham (que formam a egrégora da casa) e pelos objetos mágicos utilizados,
incluindo os fundamentos que, em geral, se encontram enterrados sob o solo do
terreiro.

B
Babá: Termo que entra em grande número de palavras, com diferentes significados.
No sentido de pai, compõe o nome de diferentes sacerdotes: Babalorixá; Babaojê;
Babalaô; Babalossain; etc. Chefe feminino nos templos de umbanda; títulos de Orixá
nos Candomblé.
Babalorixá: Chefe masculino de terreiro; Sacerdote de candomblé; ou de umbanda
(a umbanda também o usa = Babalaô). Denominado popularmente “pai-de-santo”,
dirige tanto o corpo administrativo como o sacerdotal. Substitui o Axogum; pode
colher as ervas sagradas. Orienta a vida espiritual da comunidade religiosa; quando
o dirigente é mulher deve-se usar Yalorixá.
Baixar: Possuir por parte do orixá ou entidade, o corpo de um filho ou filha de santo.
Banda: Lugar de origem de entidade.
Banzo: Sentimento de saudade que os escravos sentiam de sua terra natal;
nostalgia. Atualmente os pretos velhos usam a expressão para designar um estado
emocional aproximado de depressão.
Barraco, Buraco ou Cazuá: Casa, residência da pessoa; pode ser usado também
para designar um local qualquer, inclusive o próprio terreiro.
Bater Paô: Bater palmas para despertar energias e chamar entidades. Maneira de
apresentar-se ao Orixá para dizer: “aqui estou para reverenciá-lo; olhe por mim!”
Bori: Ritual, em geral do Candomblé, no qual o médium oferece sua cabeça ao
orixá.
Boró: Pagamento que se faz em troca de um trabalho espiritual ou de oferendas a
entidades. Também usado como sinônimo de dinheiro, assim como “Pataco”;
“Jimba” ou “Jimbo”; “Plata” (no caso dos ciganos) ou “Prata”; “Cobre”. Há inúmeras
formas pelas quais os guias se referem à moeda corrente.
Breve: Espécie de Patuá; pequeno envelope de pano ou couro, contendo uma
oração ou imagem de santo. Usado como proteção.
Burro: Modo como alguns guias (em geral os Exus) chamam seus médiuns. Estes
são chamados também de Cavalo ou (no Kardecismo) de Aparelho. Em todos os
casos, a ideia é a de alguém que empresta seu corpo para ser utilizado por uma
entidade que precisa realizar um trabalho espiritual.

C
Cabeça Maior: Pessoa de alta hierarquia no templo.
Cabeça de Legião: Exús batizados e que controlam os mais atrasados.
Cadinho: Presente, agrado.
Calunga Pequena: Cemitério; também chamado de Campo Santo.
Calunga Grande: Mar, considerado o grande cemitério da humanidade.
Camarinha: Espaço existente nos terreiros que tem como finalidade abrigar os
médiuns em suas obrigações, em certos rituais, como a feitura de santo, por
exemplo. Em geral é um compartimento isolado, para que o médium possa ter
tranquilidade ao realizar suas obrigações ou meditações.
Campo Santo: Sinônimo de Cemitério. O mesmo que Calunga Pequena.
Canjerê: Reunião de pessoas para a prática de cerimônias religiosas africanas, em
geral para praticar o que os homens brancos chamavam de “feitiçaria”. O termo
também é utilizado para designar uma dança nos moldes africanos.
Canjira: Filho homem.
Capangueiro: Termo usado no sentido de companheiro.
Caricó: Templo, Terreiro.
Carregado ou Carregada: Pessoa que está com más vibrações espirituais, o que é
demonstrado por mal-estar, medo sem causa, etc.
Caruruto: Charuto.
Casa das Almas: Pequeno cômodo com velas, cruzes. Alguns templos colocam a
imagem de Obaluayê.
Casa Grande: Sinônimo de Hospital ou Clínica Médica.
Casa Limpa: Templo livre de más influências e de demandas.
Catimbozeiro: Termo para chefe de Catimbó, no sentido de feiticeiro terrível.
Catira: Espécie de dança que lembra os movimentos rítmicos dos primitivos
africanos. É mais praticada na zona rural: os dançarinos, em fileiras opostas, cantam
e batem o pé para marcar o ritmo.
Catular: Cortar o cabelo do médium na preparação do ritual de raspagem para
Iniciação.
Cavalo: Pessoa que serve de suporte para os Orixás ou Entidades. É o Médium. O
mesmo que Aparelho ou Burro.
Cazuá: Terreiro, Templo, Local.
Cera dos Três Reinos: São ceras utilizadas em trabalhos de Umbanda. As 3 ceras
e seus respectivos reinos correspondentes são os seguintes: 1: Carnaúba (Reino
Vegetal). 2: Abelha (Reino Animal). 3: Parafina (Reino Mineral).
Chamego ou Dengo: Carinho, namoro, relações sexuais.
Chefe de Cabeça: Entidade guia protetora do médium.
Chefe de Falange: Entidade espiritual muito evoluída, já livre de reencarnação, que
serve como guia a um conjunto de espíritos também adiantados e vibrantes em uma
mesma corrente espiritual.
Chefe de Terreiro: Entidade responsável por orientar e coordenar os trabalhos
realizados em um Terreiro de Umbanda. O mesmo que Dirigente Espiritual.
Chefe de Legião: Entidade de grande evolução espiritual, que “descem” nos
terreiros representando Orixás, dentro de suas linhas ou correntes vibratórias.
Choque de Retorno: Ação de voltarem as más vibrações de um feitiço, atingindo
quem o fez ou encomendou.
Coité: Cumbuca feita originalmente de uma cabaça cortada ao meio no sentido
horizontal. Atualmente é feita de casca de coco seco.
Compadre: Designação para Exú.
Congá ou Oca: Casa de fé; Local onde se praticam os rituais. Em geral são
chamados de Terreiros, Templos ou Tendas de Umbanda. Congá também é
utilizado para denominar o “altar” onde são colocadas as estatuas (imagens) dos
Orixás e Guias e algumas firmezas em uma Casa de Umbanda.
Consulta: Conversa entre Consulente e a Entidade com intuito de receber um passe
e/ou desmanchar alguma demanda.

Consulente: Pessoa que se dirige a uma Entidade com intuito de receber um passe
e/ou desmanchar alguma demanda.
Corre-Corre: Sinônimo de veículo, automóvel.
Cubata: Casa muito simples, choça ou choupana.
Curiar: Comer ou beber.

D
Dar Firmeza ao Terreiro: Ato de riscar ponto na porteira, sob o altar, defumar,
cantar pontos, etc. São feitas antes de uma sessão, para afastar ou impedir a
entrada de más influências espirituais.
Dar Passagem: Ato do Orixá ou guia deixar o médium para que outra entidade nele
se incorpore.
Deká: Ritual de comemoração do sétimo aniversário de iniciação sacerdotal. Nessas
ocasiões o Pai-de-Santo responsável pelo filho que comemora os sete anos entrega
a ele os instrumentos necessários à prática religiosa, principalmente aqueles que
serão utilizados quando da coroação de seus próprios filhos, como facas, navalhas,
tesouras, cuias.
Demanda: Desentendimento, problemas ou lutas espirituais entre Orixás ou
entidades, entre terreiros, entre pessoas.
Descarga: Ação de afastar do corpo de alguém ou de um ambiente vibrações
negativas ou maléficas por meio de banhos, passes, defumação, queima ou pólvora.
Descarregar: Livrar alguém ou um ambiente de vibrações maléficas ou negativas.
Descer: Ato do Orixá ou Entidade incorporar em um médium.
Desencarnar: Ato do espírito da pessoa deixar o corpo (morrer). O mesmo que
no Espiritismo.
Desenvolvimento: Aprendizado dos médiuns iniciados para melhoria de sua
capacidade mediúnica, com a finalidade de incorporação de entidades.
Despachar: Ato de colocar, arriar em local determinado pelos Orixás ou Entidades
suas oferendas.
Despachar Exú: Enviar Exú, por meio de Oferendas (bebidas, comidas, cânticos e
sacrifício animal), para impedi-lo de perturbar uma cerimônia.
Despacho: Oferenda feita a Exú com a finalidade de enviá-lo como mensageiro aos
Orixás e de conseguir sua boa vontade, para que a cerimônia a ser feita não seja
perturbada. Oferta feita por terreiros de Quimbanda com a finalidade de pedir o mal
para alguém, geralmente colocado em encruzilhada. Oferenda a Exú com finalidade
de desfazer trabalhos maléficos.
Djacutá: Originalmente é uma das qualidades de Xangô e refere-se à sua
capacidade de arremessar pedras e raios. Por extensão de sentido, designa a força
de determinadas pedras consagradas com fins de dar firmeza ao médium e facilitar
o recebimento de boas vibrações.

E
Ebó: Alimento ritualístico que é oferecido aos Orixás ou Exús, podendo ser uma
oferenda para agradar-lhe ou algo que vai servir como despacho para limpar
energeticamente uma pessoa. Os alimentos, em geral, são passados pelo corpo da
pessoa que está sendo tratada.
Egum: No Candomblé é um ancestral morto, cultuado pelos africanos (Iorubanos,
grupo ético da Nigéria). Nas giras de Umbanda, costuma-se chamar de egum o
espírito desencarnado que vaga, sem conseguir atingir sua evolução no mundo
astral.
Eledá: Entidade protetora de uma pessoa, sincretizada, aqui no Brasil, com o Anjo
da Guarda da cultura Cristã.
Encarnação: Ato de vir um Espírito à vida terrestre, tomando um corpo, ou voltar
num corpo novo e continuar sua evolução espiritual.
Enconsto: Espírito de Desencarnado que se aproxima e “encosta” nas pessoas,
trazendo-lhe prejuízos emocionais, espirituais e materiais, além de abalar a saúde
(uma vez que suga as energias) da pessoa que está sendo vampirizada. Rezas,
passes e banhos ajudam a afastá-lo, mas o ideal é a Doutrinação, para que esse
espírito encontre o caminho da Evolução.
Encruza: Local onde habitam os Exús. É o cruzamento dos caminhos, vias férreas,
ruas, etc.
Encruzar: Fazer cruzes com a Pemba na testa, nuca, mãos e pés do médium com a
finalidade de protegê-lo ou de auxiliá-lo na ligação com as Falanges que vão tomar
conta dos trabalhos. O encruzamento também pode ocorrer no chão do Terreiro,
com a finalidade de trazer segurança aos trabalhos. Esse ritual é feito pelo Dirigente
Espiritual da Casa, sob a irradiação de um ponto especificamente cantado para isso.
Engira: O mesmo que gira – trabalho – sessão.
Entidade: Seres espirituais na Umbanda.
Escora: Pessoa que suporta os ataques de espíritos obsessores sem ser
prejudicada.
Escrevinhador ou Escrevedor: Lápis, caneta, qualquer coisa que escreva.
Espírito de Luz: Espírito muito desenvolvido, superior e puro.
Espírito Sem Luz: Espírito inferior, pouco evoluído, ainda apegado a matéria.
Espíritos Obsessores: Espíritos sem nenhum desenvolvimento espiritual, que se
apossam das pessoas, fazendo-as sentirem-se doentes e prejudicando-as em todos
os sentidos.

F
Falange: O mesmo que Legião, conjunto de seres espirituais que trabalham dentro
de uma mesma corrente (Linha). Subdivisão das linhas de Umbanda, cada uma com
suas funções definidas e dirigidas por um Chefe de Falange (espírito superior).
Fazer a Passagem: O mesmo que Desencarnar.
Fechar a Gira: Encerrar uma sessão ou uma cerimônia em que tenha havido
formação de corrente vibratória.
Fechar a Tronqueira: Fechar o Terreiro às más vibrações dos Quiumbas, por meio
de defumação e aspersão de aguardente nos quatro cantos do local onde se
realizará o culto.
Feitiço: Irradiação de forças negativas e maléficas contra alguém. Despacho. Objeto
que contém vibrações maléficas para atingir a quem tocar.
Filho de Fé: Designação usada para denominar um médium de Umbanda.
Firmar: Concentrar-se para a Incorporação. Dar segurança a um ato.
Firmar Porteira: Riscar a entrada do templo em um ponto especial para protegê-lo
das más influências ou fazer defumação na entrada.
Firmar Anjo da Guarda: Fortalecer, por meio de rituais especiais e Oferendas de
comida votivas o Orixá patrono do médium.
Firmar Ponto: Cantar coletivamente o Ponto (cântico) determinado pela Entidade
que vai dirigir os trabalhos, para conseguir uma concentração da corrente espiritual.
Filá: Originalmente feito de palha-da-costa, é o que recobre a cabeça de Omulú e de
onde saem franjas que ocultam seu rosto. Atualmente, usa-se o termo para designar
uma espécie de gorro ou lenço que o médium usa como proteção para seu Ori.
Firmeza: O mesmo que segurança. Conjunto de objetos com força mística (Axé),
que enterrados no chão, protegem um terreiro e constituem sua base espiritual.
Fluídos: Emanações, positivas ou negativas, das forças cósmicas, que podem ser
manejadas por agentes espirituais para o bem ou para o mal.
Força Espiritual: Poderes e conhecimentos que um médium possui quando em
transe e quando as Entidades que o protege têm. Quando possuem grande poder,
são fortes e importantes no Plano Astral.
Fundamentos: Leis de Umbanda, suas crenças.
Fundanga ou (Tuia, na linguagem dos Caboclos): Pólvora quando usada para fazer
descarrego. Por extensão, também se chama de Fundanga o ritual em que a pólvora
é queimada num círculo de fogo, abrindo em espiral um portal de uma terceira
dimensão. A pólvora funciona como um acelerador de partículas, libera gases e
corta os cordões fluídicos negativos, afastando das pessoas que estão dentro do
círculo os elementos negativos e as Larvas Astrais que se desintegram na corrente
elétrica criada. Por ser um elemento magístico poderoso, só pode ser utilizada por
entidades que tenham a permissão para fazê-lo, na presença do dirigente da casa.

G
Gaiola: Apartamento; viver em gaiola significa morar num prédio de apartamentos.
Ganga: “Nganga” é palavra de origem Kimbundo que significa mágico, feiticeiro ou
vidente. Para os angola-congolenses é o chefe supremo, o Tata. O nome Ganga
também denomina os chefes dos antigos terreiros cabindas.
Garrafada: Mezinha (remédio caseiro) preparada pelos guias. Consiste em colocar
ervas maceradas, raízes ou pedaços de cascas de plantas em garrafa (em geral de
vinho branco licoroso) para que fique descansando por um certo tempo e depois
seja ingerida pelo doente para a cura de determinados males. Às vezes os guias
recomendam que a garrafada seja enterrada por alguns dias antes de ser
consumida. Quando para uso externo, a poção pode ser feita em álcool de cereal.
Gira: Sessão religiosa, com cânticos e danças para cultuar as entidades espirituais.
Pode ser definida para uma linha específica. Ex.: Gira de Caboclo, Gira de Exu.

Griot: Pessoa responsável pela transmissão oral de histórias e costumes do povo


africano. São sábios extremamente respeitados e também possuem atribuições
magístico-religiosas. Muitos povos africanos são ágrafos; daí a importância dos
griots.
Guia: Entidade espiritual, espírito superior. Alguns são o guia protetor do templo,
outros do médium. Geralmente o guia do terreiro incorpora no dirigente espiritual do
templo. colar ritualístico especial para cada entidade (adereço).
Guia de Cabeça: Orixá ou Entidade principal do médium, seu protetor.
Guia de Frente: O mesmo que Guia de Cabeça.

H
Hora Grande: Meia-noite.
Hora Pequena: Meio-dia.
Homem das Encruzilhadas ou Homem de Rua: Sinônimo de Exú.
Homem de Branco: Médico, Enfermeiro, pessoas ligadas à área da saúde.
Humaitá: É uma planície do Amazonas onde havia muitas tribos, de onde alguns
caboclos que baixam na Umbanda hoje vieram, e na mitologia tupi era onde se
consagrava o deus da guerra, protetor dos guerreiros, deus este que tem uma
ligação muito forte com Ogum. Na Umbanda esta expressão se refere ao lugar onde
os Caboclos de Ogum moram, similar a Aruanda e Matas, mas também determina
um ponto de forças da linha.

I
Ibi: Lugar, chão, terra; por extensão de sentido, pode ser usado como sepultura.
Ilê: Casa, moradia, residência; por extensão, a palavra é usada para designar
barracões onde se pratica o Candomblé.
Incorporar ou Incorporação: Processo de aproximação da entidade ao médium,
onde a mesma assume o controle das funções motoras e de fala do médium, se
utilizando delas para realizar passes, trabalhos e passar orientações, geralmente
utilizando os Chakras Frontal (Ajna), Laríngeo (Visuddha) e Cardíaco (Anahata).
Transe, possessão mediúnica.
Ita: Pedra de santo, pedra consagrada; às vezes os guias preparam “itas” que ficam
ocultas no Peji para proteção da casa.

J
Jaci: Lua na fala de alguns Caboclos, principalmente os de Oxóssi e Xangô.

L
Legião: Exército de seres espirituais, o mesmo que Falange. Conjunto de seres
espirituais de grande evolução. Conjunto de espíritos elementares em evolução.
Lei da Umbanda: A crença da Umbanda e seus rituais.
Letrado: Indivíduo que tem estudo ou diploma.
Linha: Faixa de vibração, dentro da corrente vibratória espiritual. Um Orixá também
chamado protetor e que é chefe dos seres que vibram e atuam nessa faixa.
Conjunto de falanges que se subdivide em uma faixa vibratória. Conjunto de
representações (corporal, dança, cores, símbolos) e rituais (comidas, bebidas, dia da
semana), etc. de cada Orixá ou entidade. Conjunto de cerimônias rituais de
determinado tipo. Ex.: Linha de Umbanda, Linha Branca, etc.
Linha Branca: Ritual visando unicamente o bem.
Lua Inteira: Corresponde ao período de um mês.
Lua Grande: Corresponde ao período de um ano.

M
Macaia: Mata, lugar onde os guias (principalmente os da linha de Oxóssi) trabalham
e os médiuns podem fazer oferendas e/ou “retiros” para, em contato com a natureza,
readquirir forças psíquicas. Pode significar também as folhas dessa mata.
Macumba: Antigo instrumento musical usado outrora nos terreiros afro-brasileiros.
Nome que os leigos usam para denegrir a Umbanda. Nome que os leigos usam para
designar “despacho” de rua (pejorativo).
Madrinha: O mesmo que dirigente espiritual, Mãe de Santo, Babá sacerdotisa.
Termo utilizado na Umbanda para designar a Entidade Espiritual e/ou Médium que
foi escolhido por um Filho de Fé para batizá-lo.
Mandinga: Originalmente, nome de um povo do norte da África e da língua falada
por ele. Por extensão e deturpação de sentido, passou a determinar certas rezas ou
“feitiçarias” que esse povo, como os brancos alegavam, deveria praticar. Praga
rogada em voz alta.
Manifestar: Ato do ser espiritual incorporar-se em alguém, tomar conta do corpo de
alguém.
Marafo ou Marafa: Pinga, caninha, cachaça. Também usam Parati.
Matéria: Corpo ou parte material do homem, a mais afastada da pureza espiritual.
Mazela: Doenças, males físicos de que se sofre na Terra.
Médium: Pessoa que tem a faculdade especial de servir de intermediário entre o
mundo físico e espiritual. Termo do espiritismo também adotado pela Umbanda.
Mesa Branca: Denominação dada as sessões de Espiritismo.
Mijo: Cerveja.
Mironga: Ssegredo, mistério, feitiço; conhecimento que alguns guias têm e usam
para resolverem os problemas, sem que se possa entender como funciona.
Morubixaba: No sincretismo das religiões afro-brasileiras é nome que se dá aos
guias ou entidades que incorporam em médiuns que assumem a direção espiritual
de um Templo de Umbanda.

O
Obi: Fruto africano utilizado em alguns rituais, oferecido para agradar os Orixás e
trazer benefícios a quem o oferece.
Odu: Destino.
Ofá: Arco e flecha empunhados por médiuns incorporados com Oxóssi em suas
danças nos terreiros.
Ori: Originalmente é um Orixá pessoal, a força e a intuição espiritual própria (e
única) de uma pessoa, mas, na prática, essa palavra é usada para designar a
cabeça e, mais especificamente a coroa, o chacra coronal. Em alguns cultos
também se diz OTI.
Orixá Cruzado: Entidade pertencente às duas linhas (direita e esquerda).
Orixá de Cabeça ou Orixá de Frente: Orixá principal do médium.
Orô: Preceito, costume tradicional que é repetido em alguns rituais, como, por
exemplo, na coroação do médium.
Oxê: Machado de Xangô. É um machado de dois gumes que pode ser feito de
madeira, cobre, bronze ou latão.

P
Padê: Oferenda para Exu no início das sessões ou festas, constando de alimentos,
bebidas, velas, flores etc, a fim de que se afastem as perturbações nas cerimônias.
Padrinho: Dirigente Espiritual, Chefe de Terreiro, Pai-de-Santo ou Babalorixá.
Termo utilizado na Umbanda para designar a entidade espiritual e/ou médium que
foi escolhido por um Filho de Fé para batizá-lo.
Parati: Aguardente (Exú, Zé Pilintra).
Passe: Ato da entidade, através do médium incorporado, emitir vibrações que
anulem as más influências sofridas pelos consulentes, através de feitiço, olho gordo,
inveja, etc.
Patuá: Amuleto que se leva pendurado ao pescoço ou pregado na roupa.
Antigamente eram saquinhos de couro ou de pano, com boca amarrada com cordão
metálico, junto a uma conta de vidro da cor da divindade protetora. Atualmente são
de forma quadrada ou retangular, em couro natural ou sintético, mas cores rituais,
contendo Figas de Guiné, Búzio, Estrela de Salomão, etc; ou pedaços de ervas as
vezes orações. PA=erradicar doenças, antídoto, TU = propiciar, WA = viver, existir
(viver, sem doenças).
Peji: Altar; local do terreiro destinado aos elementos materiais (imagens, velas,
flores, ervas, pedras, armas simbólicas) que servirão de portal para captar e irradiar
aos fiéis as energias positivas e o magnetismo vindos das divindades. Os elementos
devem estar consagrados de acordo com rituais específicos. Todo cuidado é pouco
quando se toca nos objetos do peji.
Perna de Calça: Marido, namorado ou companheiro. Também usam Mulungo.
Pito: Cigarro, charuto ou cachimbo que as entidades fumam para, por meio da
fumaça, descarregar seus médiuns da carga negativa que possa vir dos
consulentes. Os caboclos guardam esse hábito da pajelança indígena, ritual que foi
acrescentado ao culto dos Orixás africanos.
Ponteiro: Pequeno punhal utilizado em magias e em alguns rituais.
Ponto Cantado: Letra e melodia de cântico sagrado, diferente para cada entidade.
É uma prece evocativa cantada que tem por finalidade atrair as entidades espirituais,
homenageá-las. Quando chegam e despedi-las quando devem partir. Assim os
pontos podem ser apenas de louvor ou cantados com finalidades rituais durante
determinadas cerimônias.

Ponto Riscado: Desenho formado por um conjunto de sinais cabalísticos, que


riscado com pemba ajuda a chamar a entidade ao mundo terreno. Quando riscado
pelo médium incorporado identifica a entidade.
Porteira: Entrada do Templo.
Povo da Encruza: Exús e Pomba-Giras.
Povo de Rua: Exús e Pomba-Giras.
Preceito: Determinação. Prescrição feita para ser cumprida pelos fiéis.
Proseado: Conversa com os guias; em geral tem uma conotação de
aconselhamento moral, admoestação. Não é uma conversa social em que se
discutirão banalidades.
Puxar o Ponto: Iniciar um cântico. É geralmente feito por um Ogã.

Q
Quimbas: Espíritos atrasadíssimos. São obsessores e apossam-se dos humanos ou
“encostam-se” neles, dando-lhes ideias obsedantes de doença, males suicídios, etc.
São ainda mistificadores, fazendo-se passar por espíritos mais elevados. Chamados
também “rabos de encruza”, estão no sétimo e último plano da hierarquia espiritual,
sendo vigiados e controlados pelos Exus.
Quizila: Antipatia, zanga, aversão, inimizade; muitas vezes, para não provocar
quizila com os Orixás, os médiuns são obrigados a não ingerir certos alimentos.

R
Rabo de Saia: Esposa, namorada ou companheira na linguagem dos Pretos-Velhos
e Exus. Também usam Mulunga.
Rábula: Termo com que se designam os que conhecem o Direito e exercem
livremente a advocacia, sem que sejam legalmente formados por curso de nível
superior. Na Umbanda, o Sr. Zé Pelintra é considerado rábula por conhecer as leis,
mas não possuir diploma.
Receber: Entrar em transe. Incorporar uma entidade.
Receber Irradiação do Guia: Entrar em meio transe ou comunicar-se de algum
modo com uma entidade superior.
Riscador: Pemba.
Riscar Ponto: Fazer desenhos de sinais cabalísticos que representam
determinadas entidades espirituais e que possuem poderes de chamamento das
mesmas ou lhe servem de identificação.
Roncó: Quarto de santo destinado à iniciação dos médiuns ou à realização de
alguns rituais fechados.

S
Saravá: Usa-se como uma saudação nos terreiros, com o significado de “salve”,
“seja bem-vindo”, “salve sua força”. A palavra que lhe deu origem é Salvar. Os
escravos tinham dificuldade para pronunciá-la, e diziam “vamu salavar”,
acrescentando uma vogal A depois do L. Sob a influência da fonologia banta, houve
a troca da consoante L pelo R e a palavra passou a ser pronunciada “saravá”, com a
perda do R final. Com o tempo, o verbo se tornou substantivo, como sinônimo de
“culto”: hoje se diz: “vamos num saravá”.
Sessão de Umbanda: Cerimônia, rituais geralmente com a finalidade de cura física
e espiritual por meio de guias, após dança e toques, com o uso do ponto cantado e
riscado, pólvora, aguardente, defumações. Também sessão de desenvolvimento, de
aprendizado e aperfeiçoamento dos médiuns, sessões festivas, públicas, com toque
de atabaque e danças.
Sinhazinha: Criança do sexo feminino, menina-moça.

T
Toco, Pavio ou Sebo: Vela.
Tomar Passe: Receber das mãos dos médiuns em transe vibrações da entidade, as
quais retiram do corpo da pessoa os males provocados por vibrações negativas,
provenientes de mau-olhado, encosto, castigo das entidades, etc.
Trabuco: Trabalho, emprego, ganha-pão. Trabucar é trabalhar.
Tuia: Pólvora.
Tupã: Olorum na fala alguns Caboclos, principalmente os de Oxóssi e Xangô.
Y
Yabás: Termo com o qual se designam
as Orixás femininas: Yansã, Yemanjá, Oxum, Obá, Oyá, Nanã, Egunitá.

Z
Zambi: Olorum na fala dos Pretos-Velhos.