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O nosso objetivo é fazer com que você leia e compreenda o conteúdo dessa apostila.

Desde já lhe pedimos que ignore os erros ortográficos e frases incoerentes que por

ventura venha encontrá-los.

Bons estudos!

1 Autor: Iramar Campos


INDICE

1- Como desmontar o iPhone

2-
3- Como
Como testar a placa
remover do iPhone
hardware da placa do iPhone
4- Soldando componentes na placa do iPhone.
5- Removendo o nome de usuário do icloud

Para a manutenção de aparelhos elétros ou eletrônicos envolvendo smartphone,


camera digital táblet e muitos outros. É impressindivel ter um conhecimento de como
funciona a eletricidades. Para que seja possível o entendimento dos riscos em
eletricidade, deve-se primeiramente entender alguns conceitos básicos, por exemplo:
sabemos que o choque elétrico ocorre em função da corrente elétrica circulando pelo
corpo humano.

Mas sabemos o que é co rrente elétrica?


Para responder a essas e outras questões que surgirão no decorrer do nosso curso
devemos inicialmente entender o conceito de átomo, assim como os conceitos das
principais grandezas elétricas: Tensão, Corrente, Resistência e Potência.

Sabemos que toda a matéria (tudo o que nos cerca) é composto por átomos, o átomo é
teoricamente a menor partícula constituinte da matéria, ele apresenta em seu núcleo
os prótons com carga elétrica positiva e os nêutrons com carga neutra. Os elétrons que
são centenas de vezes mais leves do que os núcleos estão girando em uma órbita em
volta dele, presos pela força que o núcleo exerce sobre eles.

Podemos fazer, a grosso modo, uma analogia entre o átomo e o sistema solar,
imaginemos que o núcleo do átomo é o sol e os elétrons são os planetas que giram em
torno dele.

2 Autor: Iramar Campos


Eletricidade ou energia elétrica, para a maioria das pessoas, se traduz em iluminação de
ambientes, aquecimento de água e funcionamento de eletroeletrônicos. Mas, o que

acontece quando uma lâmpada acende?


Assim como toda matéria, os condutores (materiais capazes de conduzir corrente
elétrica) são compostos por átomos, por definição corrente elétrica é o movimento
ordenado de elétrons, esta grandeza é representada em cálculos pela letra I e tem como
unidade de medida Ampère (A). Logo, quando uma lâmpada incandescente acende,
podemos entender que existe um fluxo de elétrons pelo condutor, fluxo este provocado
por uma diferença de potencial.

A diferença de potencial, também conhecida como tensão elétrica é a força que


impulsiona o movimento dos elétrons, essa grandeza é representada em cálculos pelas
letras “U”, “V”, “T” o u “E” e tem como unidade de medida Volt (V). Em alguns livros de
ensino médio é possível que se encontre como sinônimo de tensão o termo voltagem,
este termo não é bem-aceito na área técnica.

O núcleo do átomo exerce uma força sobre o elétron, para que o elétron se desprenda
desse átomo e aconteça o fluxo é necessária uma força, que é chamada tensão.

A essa resistência oferecida ao fluxo de elétrons damos o nome de resistência elétrica e


está é uma grandeza que pode ser calculada e medida, é representada pela letra R e tem
como unidade de medida o Ohm (Ω).

Até então conseguimos entender que através dos condutores flui um movimento
ordenado de elétrons chamado corrente elétrica, esse movimento se dá por uma força
que impulsiona o movimento dos elétrons, chamada tensão e existe uma oposição a
passagem da corrente elétrica chamada resistência elétrica.

3 Autor: Iramar Campos


Para respondermos a esta pergunta devemos entender o conceito de Potência Elétrica
que é a capacidade de realizar trabalho. Logo, uma lâmpada brilha mais do que a outra
porque é mais potente do que a outra. Nos cálculos a potência é representada pela letra
P e sua unidade de medida é oWatt (W).

Agora já podemos estabelecer as relações entre as quatro grandezas definidas até


então.

Lei de Ohm: V=RxI

Lei de Joule: P=VxI


Logo, podemos perceber que quanto maior for a resistência para uma mesma tensão,
menor será a corrente elétrica e vice-versa.
I=V/R

R=V/I

Este é o momento de fixar o conteúdo apresentado até aqui, vamos verificar através de
exercícios resolvidos como aplicamos essas fórmulas.

1º Exemplo: Utilizando a fórmula I=P/V, pode-se afirmar que a corrente elétrica que
passa pelo resistor de um chuveiro de 5500W, ligado a uma tensão de 220V é:

Para resolvermos este exercício basta que apliquemos a fórmula que está no enunciado:
I=P/V, onde a corrente é igual a potência dividida pela tensão, por substituição
encontramos:

I=5500/220 =25A.

2º Exemplo: Utilizando a fórmula I=P/V, pode-se afirmar que a corrente elétrica que
passa pelo resistor de um chuveiro de 5500W, ligado a uma tensão de 127V é
aproximadamente:

Para resolvermos esta questão utilizaremos os mesmos procedimentos do exemplo


anterior, logo basta substituir os valores I=5500/127=43,3. Podemos concluir assim que
o chuveiro quando ligado em 127V, circula por ele uma corrente elétrica maior do que
quando ligado em 220V.

4 Autor: Iramar Campos


Revisada a estrutura atômica, comece a falar dos materiais condutores, em especial os
metais. Essa classe de elementos naturais destaca-se por conduzir bem a eletricidade,
além de outras características funcionais como condução de calor e brilho. Os elétrons
livres na última camada dos metais são os responsáveis pela versatilidade, que os
diferenciam de todos os outros.

Para entender o conceito de corrente elétrica, imagine um fio metálico que não esteja
sendo utilizado. Os elétrons livres encontram-se em movimentos caóticos, pois não há
nenhum fator externo que modifique tal estado. Ao se depararem com um estímulo
provocado, por exemplo, por uma bateria, os elétrons seguem todos em um sentido
preferencial denominado por fluxo ordenado de elétrons ou corrente elétrica.

Note que, no esquema apresentado, apesar do fluxo de elétrons estar com movimento
direcionado para a direita, a corrente elétrica é, por definição, adotada no sentido para
a esquerda. Parece um tanto quanto estranho você ter um conceito chamado de
corrente elétrica ser adotado no sentido contrário ao fluxo ordenado dos próprios
elétrons.

Mas isso é assim definido porque quando as experimentações e teorias fundamentais


da eletricidade estavam sendo formadas, os estudiosos não conheciam os elementos
portadores de cargas, nem a existência dos elétrons.
Para eles, a carga fluía de acordo com a natureza das coisas, ou seja, de onde havia

mais cargas (polo positivo) para onde havia menos cargas (polo negativo).

Por esse motivo então sempre devemos lembrar que apesar da corrente estar para um
lado, o fluxo dos elétrons está para o outro. Para se determinar o valor da corrente

5 Autor: Iramar Campos


elétrica (em Ampéres), chamamos de intensidade de corrente a relação entre a
quantidade de carga que atravessa o condutor dividido pelo tempo no qual ocorre o
evento:

onde Q representa a quantidade de carga medida em Coulombs (C) e , o tempo em


segundos (s).
3ª etapa
Visto o que é corrente elétrica, agora fica mais fácil ver o que é resistência. O material
condutor nem sempre permite a passagem do fluxo de elétrons com total facilidade,
mesmo sendo um metal. Em outras palavras, quase todos os materiais condutores
apresentam uma propriedade chamada resistência elétrica. O significado mais
profundo revela ser uma espécie de oposição à corrente elétrica que provoca o Efeito
Joule (transformação de energia elétrica em térmica). O choque entre os elétrons e os
átomos do material condutor ou mesmo entre eles mesmos compõe obstáculos que se
opõem à livre passagem de corrente. Lâmpadas incandescentes, aquecedores
elétricos, prancha de cabelos, ferro de passar, chuveiro elétrico são alguns dos
eletrodomésticos que são basicamente compostos por resistores. Essa propriedade
resistiva pode ser alterada por:

Tipo de material ( ρ): cada um reage de forma análoga, porém com intensidades

diferentes quando são submetidos à passagem do fluxo ordenado de elétrons. Essa


propriedade recebe o nome de resistividade do material ( ρ) e possui valores tabelados
experimentados em laboratório.

Comprimento (l): a resistência varia de acordo com o comprimento do elemento


condutor. A lógica está na propriedade de condução de corrente através do material,
pois quanto mais material ao longo da linha, mais elementos resistivos. Nesse contexto
podemos entender que os fios apesar de conduzirem bem a eletricidade, também são
elementos resistivos. Uma prova disso é o aquecimento notável dos fios de alguns
eletrodomésticos como secador de cabelos, ferro de passar e fornos elétricos.

Área de Secção transvers al (A ): Trata-se do calibre do elemento condutor. Quanto


maior a área de secção, mais espaço os elétrons têm para se distribuir e amenizar a

6 Autor: Iramar Campos


resistência. Fios mais finos apresentam mais resistência devido ao menor calibre para
o fluxo de elétrons. É por esse motivo que aqueles dispositivos que apresentam
maiores demandas de corrente possuem fios extremamente grossos.

Para facilitar a compreensão é possível fazer uma analogia ao tamanho de uma porta:
quanto maior sua abertura, ou seja, maior sua área de passagem, menor é a
resistência das pessoas para atravessá-la.

A relação entre esses fatores gera o que chamamos de resistência do material e pode
ser obtida pela fórmula:

(Conhecida por Segunda Lei de Ohm )


Com os valores de resistências é possível dimensionar melhor desde a ligações
residenciais como parques industriais ou até mesmo redes nacionais.

Fale para os alunos que todos os eletrodomésticos que basicamente esquentam (salvo
o microondas) funcionam a base de resistores. Mesmo aqueles que são edstinados a
outros objetivos, como a TV, o rádio, e o computador, também apresentam elementos
resistivos, pois acabam esquentando com o uso.

Você pode ir além nas discussões falando da resistência que o corpo humano
apresenta. Aqueles que sofrem acidentes mais sérios com corrente elétrica são vítimas
de queimaduras devido ao intenso aquecimento provocado pelo efeito Joule.

7 Autor: Iramar Campos


Agora que você sabe o que é corrente elétrica e o que é resistência, vamos falar sobre
a voltagem. Início fazendo uma pergunta básica: Qual a voltagem de uma pilha
comum? Qual a voltagem de uma bateria de carro? O que realmente significa 110V e
220V?

Tensão, voltagem, diferença de potencial (ddp), queda de potencial ou queda de


tensão são sinônimos para um mesmo conceito. Para compreendê-lo melhor é preciso
entender o que é potencial.

Podemos entender potencial como a energia que cada carga consegue carregar. Os
portadores de cargas, nesse caso os elétrons, são capazes de realizar trabalhos devido
à energia atrelada ao seu estado de excitação. A corrente elétrica nada mais é do que
o transporte dessa energia que faz com que ela chegue até o equipamento a ser

acionado.

A diferença de potencial (ddp) nada mais é do que a diferença dos potenciais entre
dois pontos específicos. Uma lâmpada em funcionamento usa os potenciais elétricos
para promover sua irradiação luminosa. Portanto é notável que haja uma diferença
nos elétrons que entram e que saem. Essa diferença que poder ser calculada é o que
chamamos de ddp e é intimamente vinculada ao consumo energético da lâmpada.

A figura ao lado ilustra o caminho do fluxo de elétrons e a perda de potencial ao


atravessar a lâmpada. Note que a quantidade de elétrons que entra é a mesma que
sai. O potencial está simbolizado pela vibração dos portadores de cargas. Houve uma
baixa no potencial devido ao consumo energético promovido pelo funcionamento da

8 Autor: Iramar Campos


lâmpada. Para os resistores a ddp que geralmente é representada pela letra U pode
ser encontrada através de uma relação entre corrente e resistência:

U = R.i

U: diferença de potencial - medida em Volt (V).


R: valor da resistência - medido em ohm (Ω).
i: intensidade de corrente - medida em Ampére (A).

explore o conceito de potência como sendo uma relação entre energia e tempo
(P=E/∆t). Podemos compreender como uma relação que mostra como a energia é
transformada ou o trabalho é realizado em uma unidade de tempo. Por esse motivo,
os elementos mais potentes são os mais cobiçados e também os mais caros. Em

contrapartida, os eletrodomésticos atuais buscam cada vez mais eficiência energética


na tentativa de reduzir a potência sem a perda de qualidade ou funcionalidade.

A unidade de potência no sistema internacional (SI) é oWatt (W). Porém, vestibulares


e concursos públicos estão explorando bastante questões que envolvem a unidade
comercial de energia elétrica, o quilowatt-hora (kWh). Essa notação nada mais é que
uma simplificação de valores, visto que 1 kWh corresponde a 3.600.000 J de energia
até aqui você aprendeu as grandezas da eletricidade e suas formulas.

9 Autor: Iramar Campos


Atualmente os smartphones são praticamente indispensáveis para nós. Diferente de
um simples celular que apenas realiza chamadas telefônicas e troca mensagens de
texto, um smartphone recebe e envia e-mails, acessa a internet, lê e edita
documentos, conecta-se a redes de relacionamento e mensageiros instantâneos,
enfim, mantém o seu portador conectado 24h por dia com o mundo. E tudo isso cabe
dentro do bolso da calça ou da camisa.

Mas os smartphones não são mais tão "básicos" assim, desde o surgimento do
primeiro iPhone uma explosão começou, os lançamentos são constantes e as
empresas brigam para oferecer o melhor produto. O que antes era destinado ao
mercado corporativo quase que com exclusividade, hoje interessa aos mais variados
tipos de pessoas e pode se tornar até uma central multimídia extremamente portátil.

Temos smartphones com capacidade de reprodução e gravação de vídeos em HD,


equipados com câmeras de 10MP ou mais, GPS então é algo já quase obrigatório em

um smartphone. Como se não bastasse isso, temos milhares de aplicativos dos mais
diversos tipos e utilidades rodando nos smartphones.

10 Autor: Iramar Campos


Eles são muito mais parecidos com um computador do que co m um t elefone celular
padrão, mas, como eles funcionam?

System-on-a-Chip
Assim como um computador normal, um smartphone é um conjunto de hardwares
que roda sob certo sistema operacional. O principal componente do hardware do
smartphone é o SoC (System-on-a-Chip). Além de ser o processador principal do
sistema, o SoC integra diversos outros processadores responsáveis por quase todas as
suas funções como som, vídeo, câmera, GPS, conectividade e outros.

Como o nome já sugere, o SoC é um sistema inteiro dentro de um único chip, ele reúne
diversos processadores, cada um (ou mais) é responsável por uma função especifica no
sistema. E no caso geral dos smartphones a CPU é baseada em um (ou dois) núcleos (s)
ARM.

Os principais SoCs no mercado de smartphones são fabricados pela Samsung,


Qualcomm, Texas Instruments, e mais recentemente também a nVidia com seus
Tegras.

Vamos falar um pouco mais sobre esses SoCs...

Samsung
iPhone/iPhone 3G SoC

Com certeza o mais famoso aparelho a utilizar SoCs da Samsung é o iPhone. Tanto a
primeira versão como o iPhone 3G utilizam um sistema com um CPU derivado da
arquitetura ARM11, mais precisamente um ARM1176JZF-S que roda a 412MHz (apesar
de ser capaz de rodar a 667MHz, a Apple fez a opção por um clock menor em prol de
uma maior autonomia). O núcleo ARM11 é capaz de executar uma única instrução RISC
em ordem. Conta com 16KB de cache L1 para dados e 16KB para instruções (32KB de
cache L1 total) e nenhum Cache L2. O consumo estimado, segundo a ARM, para um
núcleo ARM11 é de mais ou menos 0,25mW por MHz, esse chip deve consumir em
torno de 100mW apenas.

11 Autor: Iramar Campos


Junto com esse núcleo ARM11 o SoC ainda tem um processador gráfico Power VR
MBX-Lite que tem suporte por hardware de T&L; e é compatível com Open GL ES 1.1.
Mas ainda assim é um GPU bastante simples, a arquitetura de função fixa dele lembra
muito um GPU da época do DirectX 6 ou 7. Não tenho informações exatas sobre o
clock da GPU, mas deve rodar a um clock próximo aos 60MHz.

A arquitetura completa desse SoC não é muito divulgada pela Apple, mas para você ter
uma ideia esse SoC tem um CPU, uma GPU e diversos outros controladores num chip
menor que o Atom. da Intel. Este SoC é feito no processo de produção de 90
nanômetros.

iPhone 3GS SoC


O iPhone 3GS já utiliza um SoC bem mais potente. Segundo a Apple o iPhone 3GS é 2x
mais rápido que seu antecessor, no 3GS sai a dupla ARM11 + MBX-Lite e entram o
ARM Córtex A8 junto com o GPU Power VR SGX. O núcleo ARM Córtex A8, neste chip
roda a 600MHz, e é capaz de processar 2 instruções RISC em paralelo (o dobro que o
ARM11), mas ainda de forma em-ordem, muito parecido com o Pentium de primeira
geração. Para poder aumentar o clock na arquitetura Córtex A8 o número de estágios
em nível de pipeline para cálculo de inteiros sobe de 8 para 13. O Cache L1 tem o
dobro do tamanho de um ARM11 e conta agora com 32KB para dados e 32KB para
instruções e a CPU recebe um agradável cache L2 de 256KB.

O ARM11 tinha apenas um básico vetor responsável pelo cálculo de ponto flutuante, já
o Córtex A8 implementa um poderoso e avançado motor SIMD, o que o torna até mais
parecido com um Atom. do que com um Pentium. Infelizmente assim como o
desempenho, o consumo também aumenta no Córtex A8, a ARM estima pouco menos
de 0,59mW por MHz, totalizando +- 300mW para o CPU do iPhone 3GS.

A GPU desse SoC é um Power VR SGX, muito mais avançada que o MBX-Lite, ela tem
um núcleo totalmente programável, assim como as GPUs DirectX 8 ou 9, é compatível
com OpenGL ES 2.0. A toda a geometria e os pixel e vertex sharders são executados

por um motor de sombreamento chamado USSE (Universal Scalable Sharder Engine).


Esse chip roda a 200MHz e é praticamente o mesmo utilizado pela Intel no seu
GMA500, do chipset Pulsbo. Com poder de processamento de 28 milhões de
polígonos/seg tem um desempenho de geometria 28x maior, e um preenchimento de

12 Autor: Iramar Campos


500 milhões de pixels/seg, 5x maior, que o MBX-Lite. Esse SoC é feito no processo de
fabricação de 65nm.

Qualcomm
A Qualcomm, para quem não conhece, é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento
de tecnologias wireless, e também o maior fornecedor de chips "fabless" (sem fábricas
próprias) do mundo. Vamos falar de dois dos seus mais populares SoCs, o MSM 7201A
e o Snapdragon, que devido a sua potência já fez até sua aparição nos smartbooks com
a Lenovo e a Asus.

MSM 7201A
A família MSM 720xx é amplamente utilizada por diversos fabricantes nos seus
smartphones. Uma lista com vários modelos é rapidamente listada pela sua
popularidade, entre alguns deles temos os HTCs Hero, Dream, Touch Pro Touch Pro2,
Touch Diamond, Touch Diamond2, Touch HD, os HPs Data Messenger e Voice
Messenger, Motorola CLIQ e BACKFLIP, Asus Galaxy 7, Sony Ericsson X1 series e X2
series, Palm Treo Pro, Samsung Galaxy entre outros.

O MSM 7201A é um SoC datado de 2008 e tem como CPU um núcleo baseado na
arquitetura ARM11, mesma utilizada pelo chip do iPhone da primeira geração e do
iPhone 3G, então não vamos comentar de novo sobre ela. Mais precisamente esse CPU

é um ARM1136EJ-S que roda a 528MHz. Levando em consideração os dados da ARM


nós devemos ter um consumo de cerca de 130mW para esse processador.

Ainda integrando esse SoC temos um modem 3G baseado na arquitetura ARM9, dois
DSPs QDSP4000 e QDSP5000 capazes de funcionar nas tecnologias GSM, GPRS/EGPRS
Multislot Classe 12, EDGE, UMTS/WCDMA, HSDPA, HSUPA e MBMS, um módulo a-GPS
(GPS assistido) gpsOne, todos esses desenvolvidos pela própria Qualcomm. O GPU
desse SoC é um ATI Imageon com poder processamento de 4 milhões de polígonos/seg
e de preenchimento de 133 milhões de pixels/seg. Além da parte gráfica o ATI

Imageon pode gerenciar toda a parte multimídia, é responsável pelo processador de


áudio, câmera fotográfica de até 6MP, playback de vídeo VGA em até 30fps e gravação
de vídeos QVGA em até 24fps.

13 Autor: Iramar Campos


Finalizando, esse SoC é feito no processo de fabricação de 65nm.

Snapdragon
O Snapdragon hoje é a menina dos olhos da Qualcomm, por si só ele não é um SoC
propriamente dito, mas sim uma arquitetura utilizada por SoCs da Qualcomm, e é uma
das mais rápidas encontrada nos smartphones atuais. Dentre os utilizadores de SoCs
Snapdragon temos o HTC/Google Nexus One, HTC HD2, Acer Liquid A1 e neoTouch,
Toshiba TG01, LG eXpo e vários lançamentos estão por vir, entre eles o HTC Desire e o
Sony Ericsson X10.

A base de um Snapdragon é um CPU derivado da arquitetura ARM Córtex A8, mesma


utilizada pelo processador do iPhone 3GS, só que rodando em clocks muito maiores. O
chip mais recente produzido pela Qualcomm utiliza um Dual Core Córtex A8 rondando
a incríveis 1,5GHz, é o QSD8672, fabricado em 45nm foi apresentando no segundo
semestre de 2009, mas ainda não foi lançado oficialmente. Mas, na maioria das vezes
nos vemos o Snapdragon na "singela" configuração com apenas um núcleo Córtex A8
rodando a 1GHz.

Todos os processadores Snapdragon tem integrados um GPU capaz de decodificar


vídeos HD em 720p (a exceção do QSD7672 que é capaz de decodificar vídeo em
1080p) com poder de processamento de até 22 milhões de polígonos/seg e
preenchimento de 133 milhões de pixels/seg.

Completam ainda o SoC um DSP de 600MHz, módulo a-GPS gpsOne, modem 3G,
controladores responsáveis pela comunicação WiFi e Bluetooth, para a câmera de até
12MP, para o áudio com suporte a vários codecs (MP3, AAC+, eAAC+ entre outros) e
por fim para a TV digital compatível com os padrões DVB-H e ISDB-T.

Devido ao seu grande poder de processamento os Snapdragons também são


encontrados nos novos smartbooks como no Lenovo Skylight e em uma versão do Asus
eeePC que roda o Android 2.1.

Texas Instruments
A Texas Instruments tem um uma plataforma própria que já se encontra na quarta
geração, são os SoCs OMAP (Open Multimedia Application Plataform). Os OMAPs são

14 Autor: Iramar Campos


muito famosos por sua utilização por parte da Nokia (grande parte dos seus telefones
utilizam esses chips), assim como a Motorola, Palm, Sony e outras. Vamos comentar a
respeitos nos últimos OMAP3 e OMAP4.

OMAP3
A Texas Instruments dividiu seus SoCs OMAP3 em três grupos: os OMAP34xx, os
OMAP35xx, e os OMAP36xx. Os OMAP34xx e OMAP36xx são os utilizados pelas
grandes fabricantes nos seus smartphones, enquanto que os OMAPS35xx têm outros
fins. Basicamente o OMAP36xx é uma versão de 45nm do OMAP34x, feito em 65nm,
com maior clock.

O CPU que roda em um OMAP3 é um ARM Córtex A8 (mesma arquitetura do chip do


iPhone 3GS) com clocks variando entre 600MHz e 1GHz, para o OMAP3640. Mas nós
vamos nos ater mais no modelo OMAP3430 que é o utilizado nos telefones Motorola

Droid (Milestone aqui no Brasil), Palm Pré e Nokia N900. Esse chip é gravado em 65nm
e o CPU opera a um clock de 600MHz devendo ter um consumo estimado por volta dos
300mW.

Não é regra, mas os OMAP3, incluindo o OMAP3430, vem com um GPU PowerVR SGX
530, mesma arquitetura do GPU utilizado pelo iPhone 3GS, e este roda a 200MHz com
poder de processamento de 14 milhões de polígonos/seg e um preenchimento de 500
milhões de pixels/seg. Completam ainda o SoC um DSP C64x de 430Mhz, um ISP e um
acelerador de Imagem, Vídeo e Áudio chamado, criativamente, de IVA2, ele oferece

suporte a câmeras de até 12MP, vídeos HD em 720p e diversos codec de som.

OMAP4
O OMAP4 foi anunciado recentemente pela Texas Instruments, mas ainda não chegou
ao mercado, ele oferece o que a ARM e a PowerVR tem de melhor, é equipado com
um Dual Core ARM Córtex A9 com frequências entre 750MHz e mais de 1GHz. Traz
consigo ainda um poderoso GPU PowerVR SGX540 que roda a 200MHz e oferece o
dobro do desempenho do SGX530 utilizado nos OMAP3.

Ele virá com um novo acelerador IVA3 que suporta câmeras de até 20MP, diversos
codecs de áudio e como principal novidade a capacidade de reproduzir vídeos em
resolução FullHD (1080p) em até três telas independentes. Originalmente deverá ser

15 Autor: Iramar Campos


fabricado em 45nm e promete uma autonomia até 3x maior que os OMAP3 na
reprodução de áudio.

Esperamos para o segundo semestre do ano para que apareçam os primeiros


aparelhos dotados desses chips. Ahh, e quanto à arquitetura do ARM Córtex A9, nos já
iremos falar dela logo adiante.

nVidia
Apesar de produzir seus SoC Tegra há um bom tempo, até hoje não vimos nenhum
smartphone que utilize ele. Porém a nVidia não está de bobeira e quer entrar logo
neste, muito, lucrativo mercado. Ela estima que somente esse ano o Tegra deva render
aos seus cofres cerca de US$ 4 bilhões, valor esse que sobe para 6 bilhões em 2011 e
chega aos US$ 10 bilhões no ano de 2013. Isso é mais dinheiro do que a nVidia
arrecada no mercado de PCs hoje em dia.

Tegra
O Tegra de primeira geração utiliza um processador single core ARM11, mesma
arquitetura do chip do iPhone de primeira geração, rodando a 600MHz conta com
suporte a memórias LP-DDR e está disponível em duas versões para o mercado de
smartphones, a APX 2500 e APX 2600, que se diferem basicamente no maior suporte a
memórias flash para a versão APX 2600.

Vindo da nVidia nós devemos esperar um SoC com ótimo desempenho de vídeo, e é o
que temos. O GPU integrado no Tegra, o qual a nVidia não revela maiores informações,
conta com suporte a OpenGL ES 2.0 e Mobile Direct3D, hardware com Pixel e Vertex
Sharders programáveis assim como nas mais recentes arquiteturas (desde os GPUs
DirectX 8). O chip é capaz de reproduzir vídeos HD em até 720p e conta com saídas
HDMI 1.3 (limitado a 720p), VGA (até 1280x1024), S-Video e vídeo composto, mas não
temos dados sobre seu poder de processamento e preenchimento. Ainda tem o
suporte para câmeras de até 12MP e vários codecs de áudio, incluindo AAC, AMR,

WMA e MP3.

Esse chip é feito no processo de fabricação de 65nm da TSMC com um consumo que
deve girar entre os 150mW e 200mW para o CPU.

16 Autor: Iramar Campos


Tegra2
Com o Tegra2 a nVidia passou direto pelos ARM Córtex A8 e nos trouxe os novíssimos
e super. Poderosos ARM Córtex A9, que também equipam os OMAP4, numa
configuração Dual Core em um SoC composto num total por 8 processadores. Ela, e

francamente eu também, acredito que é uma solução melhor que o Córtex A8, a ARM
afirma que o Cortex A9 em 65 rodando a 1GHz consome menos de 250mW por núcleo,
contra algo em torno dos 500mW para um Cortex A8. Como temos o Tegra2 sendo
fabricado em 40nm, esse valor deve ser um pouco menor ainda.

E agora sim vamos falar da arquitetura do Cortex A9. Do ARM11 pro Cortex A8 os
cálculos de inteiros subiram de 8 para 13 estágios de pipeline (para poder elevar o
clock dos chips), agora no Cortex A9 a ARM consegue uma façanha e volta aos 8
estágios de pipeline mantendo e até elevando o clock em relação ao seu antecessor. O

Cortex A9 ainda executa duas instruções RISC em paralelo, mas agora também pode
executá-las fora de ordem, assim como os mais modernos processadores x86.

O mais impressionante são as frequências que o Cortex A9 pode atingir, os núcleos


OMAP4 rodarão entre 750MHz e mais de 1GHz, o Tegra2 rodará a 1GHz, mas a ARM
afirma ser possível produzir núcleos rodando em até 2GHz com o processo de 40nm da
TSMC.

Quanto ao que se refere a desempenho, o Cortex A9 conta com um motor SIMD

(NEON) capaz de realizar 16 operações por instrução, o que garante ao Cortex A9 o


dobro de desempenho em ponto flutuante em comparação com o Cortex A8. A ARM
diz que um Cortex A8 é capaz de fazer 2 DMPIS por MHz, já o Cortex A9 faz 2,5 DMPIS
por MHz. Levando em conta que a grande maioria dos Cortex A8 foi produzido em
600MHz nós chegamos a 1200 DMIPS, e os Cortex A9 estão sendo produzidos em
clocks a partir de 750MHz, então nós já partimos dos 1875 DMIPS (mais de 50% em
relação a maioria dos Cortex A8), e isso vale para um único core (o que pensar de um
Dual Core?).

Voltando ao Tegra2 e completando os seus 8 processadores ainda temos os núcleos


responsáveis pela reprodução e gravação de vídeos em FullHD (1080p), contra os 720p
do Tegra de primeira geração. Um processador de imagem com suporte a câmeras de
até 12MP com diversos recursos de tratamento, um processador de áudio capaz de

17 Autor: Iramar Campos


reproduzir vários codecs (incluindo AAC, AMR, WMA e MP3) e um núcleo ARM7
responsável pelas tarefas gerais do chip. Por final o Tegra2 inclui um GPU com a
mesma arquitetura do Tegra de primeira geração, porém, segundo a nVidia com o
dobro do desempenho sendo capaz de rodar Quake3 em 720p com AA ativado a mais
de 40fps.

Para completar, o Tegra2 conta com suporte a memórias LP-DDR2 e deverá aparecer
primeiro nos táblets e smartbooks para depois começar a aparecer nos smartphones
também. Devemos ter produtos disponíveis antes do fim de 2010.

Deixamos um pouco de lado a parte do hardware e vamos falar sobre a briga dos
Sistemas Operacionais para smartphones que está cada vez mais quente. Até pouco
tempo atrás (antes do lançamento do iPhone) o Symbian era líder absoluto e
inquestionável no mercado, mas agora a coisa está mudando, com o iPhone OS, e toda
a quantidade de iPhones vendidos até hoje, o surgimento do Android do Google que
vem crescendo muito, o Symbian já rompeu a marca dos 50% para baixo e segue
caindo. Sem contar que ainda temos as opções do Windows Mobile/Phone, o recente
MeeGo que surgiu de uma fusão do Moblin da Intel com o Maemo da Nokia, o RIM OS
dos BlackBerry, e mais recentemente até a Samsung anunciou um novo SO, chamado
de BADA, e algumas versões baseadas em Linux para smartphones por aí.

Symbian
O Symbian é um sistema operacional que atualmente pertence à Nokia e equipa
praticamente todos os seus smartphones e mais alguns modelos de outras marcas.
Recentemente teve seu código fonte aberto com a esperança de ter seu
desenvolvimento impulsionado pela comunidade Open Source.

Antes do surgimento do iPhone OS e do Android o Symbian era dono de mais da


metade do mercado dos smartphones e inquestionável na liderança. Ele é um SO
muito rápido e estável, mas que com o surgimento de novos concorrentes foi -
perdendo a graça - e hoje em dia a versão Symbian^1 (S60) é bastante questionada e
sua utilização está em crescente queda nas pesquisas divulgadas recentemente. Uma
nova versão Symbian^3 está em desenvolvimento e promete grandes novidades, entre
elas melhoras na Ovi Store e na utilização da interface Touch screen.

18 Autor: Iramar Campos


Research In Motion
O Research In Motion (RIM) é um SO da empresa de mesmo nome que produz os
famosos BlackBerry, um SO, que assim como os smartphones que equipa, é mais
voltado ao mercado corporativo do que para funções multimídia e outras. Atualmente

encontra-se na segunda posição em utilização do mercado com uma participação de


aproximadamente 20% e em alta. Bastante fácil e intuitivo de usar os BlackBerry
acabam conquistando o usuário pela sua simplicidade e esperteza.

Peca por não ter uma loja de aplicativos para downloads como seus concorrentes.

iPhone OS
O iPhone OS é o sistema operacional que equipa os iPhones e mais recentemente o
iPad, derivado do MAC OS X da Apple ele atualmente ocupa a terceira posição em

utilização do mercado com aproximadamente 15% de participação, e em forte alta


recente.

Um SO feito sob medida para utilização no iPhone que é quase unanime sua aprovação
pelos usuários, mas que peca apenas pela falta de suporte a utilização de multitasking
em aplicativos de terceiros (não fornecidos pela Apple).

Desenvolvido desde o início para a utilização com o Touch screen do iPhone tem uma
interface muito intuitiva que após 10 ou 15 minutos de utilização dá a impressão de

parecer que você sempre o utilizou. Ele inovou com a introdução da App Store, loja de
aplicativos que podem ser baixados e instalados do próprio aparelho, que conta, hoje
em dia, com aproximadamente 140 mil softwares disponíveis e tem um modelo de
funcionamento que foi copiado pelos seus concorrentes.

Windows Mobile/Phone
O Windows Mobile apesar de seu um bom sistema operacional sofre, assim como a
versão para PCs, com alguns problemas de desempenho e não dificilmente encontram -
se relatos de instabilidade do mesmo. Conta com a integração com o sistema
operacional mais utilizado no mundo, o que facilita muito as coisas para a Microsoft. A
atual versão 6.5 está em queda na utilização pelos fabricantes e também na
participação no mercado, tendo incrivelmente reduzido até o número de smartphones
utilizando ele.

19 Autor: Iramar Campos


Mas a Microsoft não está disposta a deixar isso como está, mudou até o nome do SO
para tentar apagar a marca ruim que ficou. A nova versão, com lançamento recente, se
chama Windows Phone 7 e é muito mais restritiva para os fabricantes que a anterior.

Agora o hardware terá que seguir um padrão, assim ela espera que os problemas
relacionados à performance e instabilidade irão acabar. Com suporte a multitasking e a
introdução de uma loja deaplicativos, a Windows Phone Marketplace, que tem como
grande vantagem a possibilidade de testar os aplicativos pagos antes de comprá -los. A
briga promete esquentar ainda mais com o Windows Phone 7.

Android
O sistema operacional do Google, lançado oficialmente em outubro de 2008, tinha até
o fim do mesmo ano uma participação de 0,5% do mercado e no final no ano seguinte
já contava aproximadamente 4% do mercado, e esse número não para de crescer. O
Google entrou com tudo e conta com o apoio da Motorola, Sony Ericsson e
principalmente da HTC, entre outras. Quase todos os fabricantes de telefones celulares
já têm modelos rodando o sistema operacional do Google.

Com interface customizável, suporte a multitasking, uma crescente loja de aplicativos


que já têm mais de 30 mil aplicativos gratuitos e integração total com os serviços do
Google, o Android é um sucesso inegável. Para ter uma ideia, a Motorola, que andava
um tanto quanto sumida dos - top sellers - desde o lançamento do V3, vendeu mais

unidades do seu Droid (Milestone no Brasil) que o iPhone nas primeiras 10 semanas
após o lançamento.

Baseado em Linux o SO é muito ágil, estável e de fácil adaptação, conta com uma
grande comunidade de desenvolvedores. O Android é Open Source sobre a licença
Apache.

BADA
Lançado em novembro do ano passado, o BADA, da Samsung, aparece como

alternativa aos já existentes sistemas operacionais, o primeiro smartphone equipado


com ele deve aparecer nos próximos dias, agora em abril, o Samsung Wave. Como
definiu a imprensa, que pode ver seu funcionamento na Mobile World Congress
(MWC) 2010, o BADA é um Android piorado. O nome foi até motivo de piadas por

20 Autor: Iramar Campos


parte da imprensa, se referindo a - palavras - pronunciadas por bebês. O BADA não
acrescenta nada de novo e parece que não vai ter muito sucesso num mercado
bastante concorrido.

MeeGo
Na tentativa de frear o crescimento do Android a Intel e a Nokia se juntaram e
lançaram o MeeGo, que surgiu da fusão do Maemo, da Nokia, um SO baseado em
Linux para smartphones, com o Moblin, da Intel, um SO baseado em Linux porem
voltado para notebooks. Diferentemente dos outros SOs (para smartphones) ele é um
sistema compatível várias arquiteturas que visa atingir diversos segmentos entre eles
os smartphones (óbvio!), smartbooks, táblets, netbooks entre outros.

Por parte da Nokia sua utilização vai se dar principalmente nos smartphones top de
linha, uma versão para o N900 deve estar disponível já nos próximos dias. E a Intel
quer introduzir seus Atoms no lucrativo mercado dos smartphones (apesar de isso não
ser tão simples devido ao seu consumo, ainda, muito elevado para esses aparelhos).

E ele não está limitado para a utilização somente por essas duas empresas, então
podemos ver mais aparelhos com esse SO até o fim do ano. Com dois gigantes do
porte da Intel e da Nokia no desenvolvimento desse sistema operacional, nós devemos
ter um novo, e forte, concorrente surgindo.

Considerações Finais
Um smartphone, nos dias de hoje, é praticamente um computador extremamente
portátil que levamos com nós 24h por dia, nos mantendo informados e ligados com o
mundo o tempo todo. Um conjunto composto por um bom hardware capaz de
oferecer desempenho e autonomia satisfatórios, um bom sistema operacional e um
bom conjunto de acessórios e aplicativos formam um smartphone de sucesso.

Num mercado tão rentável quanto esse, a concorrência só tende a aumentar, e com a
concorrência o avanço tecnológico acontece de maneira mais rápida também, para
desgosto de uns e alegrias de outros. Um smartphone de 1 ano atrás pode já estar
bastante defasado em comparação com os apresentados hoje em dia, mas isso é algo

21 Autor: Iramar Campos


que já nos acostumamos a ver no mercado dos PCs e deveremos nos acostumar
também nos smartphones.

A questão da conectividade também é fundamental, nos dias de hoje, 3G já é "de


linha", mas alternativas como uma conexão WiFi, por exemplo, são fundamentais. Com
softwares de localização disponíveis para quase todos os sistemas operacionais um
módulo a-GPS é sempre um diferencial que não pode ser esquecido.

No nosso corpo circula uma energia denominada energia estática, ou eletrostática.


Ao tocarmos em uma placa eletrônica que contenha componentes sensíveis como
placa de celular, câmera digital, computador e muitos outros. Podemos queimá -la
devido a essa energia que circula no nosso corpo.
Por prevenção orientamos o uso de uma pulseira antiestética. Esse equipamento
faz com que descarreguemos essa energia, prevenindo uma possível queima das placas
no aparelho.
Mas isso não quer dizer que mesmo com a pulseira podemos tocar de qualquer
jeito as placas, devemos sempre tomar alguns cuidados como segura-las pelas bordas
A pulseira só é necessária para serviços em que você fica bastante tempo mexendo
com placas. Você coloca-a no seu pulso, e a parte do clip ali é conectada, de alguma

forma, a um cabo aterrado . Aí é que está o segredo, o cabo tem de ser aterrado
mesmo, se não ela não irá funcionar perfeitamente. Veja o exemplo na foto ab aixo .

22 Autor: Iramar Campos


Outra alternativa é simplesmente tocar com as palmas das mãos em uma superfície
metálica. Com isso também descarregamos a energia. Exemplo na foto abaixo

23 Autor: Iramar Campos


Antes de desmontar o iPhone 5, certifique-se que o mesmo esteja desligado.
Com a Chave Pentalobe retire os dois parafusos 3,6 mm perto do conector de carga
Lightning.

Para abrir o iPhone 5, usaremos uma ventosa. Não é necessário ter uma ventosa especial.
Muitas vezes usamos a ventosa que serve de suporte do GPS Tomtom. O importante
neste passo, é ter uma ferramenta que segure a tela para poder levanta-la.

Coloque a ventosa na tela, em cima do botão home.


Levante
Há váriosa encaixes
tela com nas
um pouco
lateraisdedoforça, sobre
frame, queatem
áreaa do botãodehome.
função segurar a tela no chassi.
Se não possui uma ventosa, use um spudger fino de metal, utilize como alavanca na área
do botão home e levante a tela para cima.

Retire os seguintes parafusos que seguram o chapa protetora dos flat do Touch, LCD,
câmera frontal e sensor de proximidade.
• Dois parafusos Phillips 1,2 mm
• Um parafuso Phillips 1,6 mm

24 Autor: Iramar Campos


Retire a chapa protetora dos flats, levante pelo lado direito e empurre para baixo.
Utilize um spudger antiestético para desconectar os flats da placa lógica.
• Flat câmera frontal e sensor de proximidade
• Flat do Touch
• Flat LCD

É possível que ao a montar o iPhone, o flat do LCD não fique bem conectado, causando
linhas brancas na tela. Se isso acontecer, desconecte os flats e volte a conecta -los
corretamente, lembre-se de reiniciar o iPhone desconectando a bateria.
Retire a tela.

25 Autor: Iramar Campos


Retire os dois parafusos que seguram a chapa protetora do flat da bateria.
• Um parafuso Phillips 1,8 mm
• Um parafuso Phillips 1,6 mm

Retire a chapa.

26 Autor: Iramar Campos


Levante o flat da bateria, fazendo uma alavanca para cima.
Preste atenção e tenha cuidado para não levantar o encaixe que está soldado na placa
lógica.

Pode retirar a bateria levantando o plástico transparente, que já é feito para levantar a
mesma, mas, aconselhamos a usar um spudger já que o plást ico rasga facilmente, caso
contrário ficara disforme.

27 Autor: Iramar Campos


Utilize um spudger e faça alavanca para cima para levantar a bateria. Faça com cuidado,
descolando todos os cantos da bateria, se você notar que esta deformando, não tenha
medo, mas tome cuidado para não a perfurar.

Retire a bateria.

Retire o parafuso que segura a chapa pro tetora do flat do conector carga “Lightning”

28 Autor: Iramar Campos


Retire a chapa.

Pegue o plástico transparente cole nos chassis, para que você possa trabalhar
confortavelmente na placa lógica.

29 Autor: Iramar Campos


Use um spudger para desconectar os flats da placa lógica:
• Cabo de interconexão superior.
• Flat dos botões de volume, controle da campainha, bloqueio e desbloqueio do vibra.

Use um spudger desconecte os dos cabos de interconexão inferiores.

30 Autor: Iramar Campos


Retire os dos cabos de interconexão.

Retire os dois parafusos que seguram a chapa e que faz contato com a câmera e placa
lógica.

31 Autor: Iramar Campos


Retire a chapa.

Retire os dois parafusos Phillips 1,3 mm da parte superior interna que une a antena Wi-Fi
soldada na placa lógica ao chassi.

32 Autor: Iramar Campos


Levante o cabo da antena GSM, que está localizada em cima da caixa acústica “alto -
falante” do iPhone.

Desconecte o flat do conector carga “Lightning” da placa lógica.

Retire o suporte da bandeja NanoSIM.

33 Autor: Iramar Campos


Retire os parafusos restantes que seguram a placa lógica no chassi.
• Dois parafusos Phillips de 2,3 mm
• Três parafusos fenda de 2,7 mm
• Estes parafusos são algo parecidos aos parafusos Phillips, no entanto, você vai
precisar de uma chave de fenda de 2,5mm

Levante a placa com cuidado, mas não retire inteira, o cabo da antena Wi-fi está ligado
abaixo da placa e pode danificar.

34 Autor: Iramar Campos


Gire a placa e desconecte o cabo da antena Wi-FI.

Retire os parafusos que seguram o suporte do motor vibra com o chassi.

Retire o suporte.

35 Autor: Iramar Campos


Retire o parafuso que segura o motor vibra no chassi.

Retire o motor vibra

36 Autor: Iramar Campos


Retire a antena Wi-Fi que está colada no chassi.

Retira o suporte do flash “é possível que este suporte tenha saído junto com o flat da
câmera”.

Remova os parafusos da chapa que mantem o flat entre a placa e o chassi:


• Um parafuso de 2,9 mm
Este parafuso é parecido aos parafusos Phillips, mas você vai precisar de uma chave de
fenda de cabeça chata de 2,5 mm.
• Um parafuso Phillips de 1,6 mm

37 Autor: Iramar Campos


Retire a chapa que mantem o flat entre a placa e o chassi.

Remova o parafuso Phillips de 1,9 mm que segura o suporte do botão Power da parte
superior interna com o chassi.

38 Autor: Iramar Campos


Mova o suporte como se fosse uma porta.

Retire o botão de Power, lembre-se que ao voltar a colocar em seu lugar, o ferro que se
encontra no botão Power fique para cima.

39 Autor: Iramar Campos


Remova os parafusos que seguram os suportes dos botões de volume e do vibra.

Empurre o suporte e retire o botão vibra.

40 Autor: Iramar Campos


Empurre o suporte e retire os botões do volume.

Descole e retire o flat do volume, botão vibra e Power.

41 Autor: Iramar Campos


O aparelho não reconh ece o SIM Card. (C hip da o peradora)
1º Passo- cheque o slot fazendo uma limpeza com álcool isopropílico.

2º Passo- observe se o sim card está encaixando como deve ser. Pois existe um
mecanismo que desliga o sinal do aparelho quando o sim card está r emovido. Veja na
foto abaixo como deve ficar o mecanismo com o sim card encaixado correto.

42 Autor: Iramar Campos


Sim card removido ou mal encaixado

Concluido esse primeiro passo feche o gabinete do aparelho

vamos ligar para ver o resultado. Se o aparelho continuar sem reconhecer o SIM card,
vamos para o proxima passo.

43 Autor: Iramar Campos


3º Passo- reinicie o aparelho observe que nesse exemplo o aparelho reconheceu o SIM
card.

Depois de feito todos os procedimentos de configurações de som e o aparelho


continua com o defeito, é hora de checar a placa que pode ter dado pau em um dos
hardwares responsável pelo som do aparelho.
1º Passo- com o aparelho desmontado remova a tampa onde contem a cápsula
captadora de som. Exemplo da imagem abaixo.

44 Autor: Iramar Campos


Corte um pedaço de um SIM card inutilizado na parte que não tenha o metal e colo Em
cima da capsula que pode por consequência de uma queda ou com bastante uso tenha
se deslocado provocando a falta de som.

Cortando o pedaço da embalagem do sim card.

45 Autor: Iramar Campos


Colocando o pedaço da embalagem sobre a capsula.

Coloque a tampa de forma que fique pressionando o calço na capsula

Feche o aparelho e confira se o som voltou a funcionar. Se necessário refaça as


configurações de som no aparelho que deve funcionar o som. Caso esse procedimento
não tenha resolvido devemos trocar o ci????????? Que é responsável por todo o
funcionamento do aparelho.

46 Autor: Iramar Campos


Com o aparelho configurado o Wi-FI e não aparece nem uma rede. Vamos desmontar
o aparelho. Exemplo foto abaixo

Com o aparelho desmontado cheque o encaixe de antena do HI-FI que pode estar com
mal contato. Limpe cuidadosamente o slot da placa de HI-FI com álcool isopropílico.
Veja na foto abaixo.

47 Autor: Iramar Campos


Caso não resolva, infelizmente temos que trocar a placa de HI-FI. Foto abaixo

48 Autor: Iramar Campos


Existe vários motivos que pode levar ao bloqueado total do aparelho. Não é somente
caracterizado por furto do aparelho. De qualquer forma fica chato você possuir um
aparelho iPhone com a conta de outro usuário mesmo que você crie sua conta no
icloud. E para remover a conta do usuário antigo você precisa saber o login e senha do
mesmo. Sem isso é totalmente impossível realizar esse desbloqueio.

Para realizar o desbloqueio precisa trocar o CI, CPU BASEBAND e HD onde fica
armazenado todas as informações do antigo usuário. Então vamos o procedimento
para essa maneira de desbloqueio.

1ª Passo- desmonte o aparelhopeça por peça. Preda aplaca numa base fixadora para
facilitar a remoção do CI.

2º Passo- com uma estação de solda ar quente ajustado em 370C esquente o CI, CPU
BASEBAND e com uma pinça vá removendo cuidadosamente o CICPU baseband. Vá
movimentando até se certificar que o CI CPU baseband está totalmente soldado.

Veja na foto abaixo.

49 Autor: Iramar Campos


3º Passo- remova também o CI HD.

Limpe com fluxo de solda líquido o local onde estava o CI HD. Em seguida coloque o CI HD
novo.

50 Autor: Iramar Campos


Ressoldando o novo CI HD. Com a estação de solda ajustada em 370C vá movimentando até se
certificar que o CI HD está totalmente soldado.

4º Passo- monte o aparelho e se tudo ocorreu certinho o aparelho deverá ilgar e funcionar
como se fosse zerado e sem a conta de usuário. O próximo passo é criar a nova conta de
usuário.

51 Autor: Iramar Campos


As telas Touch screen vieram para revolucionar os celulares com suas multifuncionalidades.
Apesar dos diversos benefícios, esse modelo de display suja com facilidade, fica cheios de
marcas de dedo e até suor. E como limpá-los corretamente basta ter por perto um pouco
de água, um pano de microfibra

A limpeza de tela de um smartphone ou tabletes é simples. O que é preciso entender


não é exatamente o que deve ser feito durante a limpeza, mas o que não deve ser feito
e que pode danificar o seu dispositivo, tais como usar produtos químicos na limpeza da
tela. Vamos entender e procurar as melhores soluções, produtos, e limpeza para as
telas e películas desses dispositivos.

Antes de sair comprando um kit milagroso de limpeza de telas de celulares, cabe dizer
coisas que não devem ser feitas por quem quer limpar a tela de um táblets ou
smartphone sem danificá-la.
Produtos químicos não devem ser utilizados. A única combinação aceita é uma
combinação de uma parte de água para uma parte de vinagre e mesmo assim, essa
combinação é questionável. Existem soluções recomendadas pelas fabricantes de
dispositivos eletrônicos que podem ser usadas com segurança, mas nada substitui a boa
e velha água filtrada (porque filtra partículas que poderiam arranhar a tela).
Não use toalhas de papel, panos abrasivos, lenços de papel, ou qualquer outro tipo de
pano que não seja a microfibra. Este tipo de pano foi criado especificamente para as
superfícies delicadas das telas.
Na hora de usar a água ou o produto de limpeza, não exagere na quantidade. O paninho
tem que estar ligeiramente umedecido, e a tela tem que estar desligada durante a
limpeza.
Não seja bruto na hora da limpeza, ou você vai arranhar seu dispositivo. Se uma sujeira
é persistente, prefira leves passadas várias vezes e suavemente. Caso a tela tenha uma
película protetora, o método poderá ser um pouco diferente.

A limpeza da tela de um celular ou táblets é fácil, mas exige cuidados para não provocar
arranhões ou outros tipos de danos aos dispositivos. Para limpar use uma toalha de
microfibra encontrada facilmente nas lojas do ramo. Exemplo foto abaixo.

52 Autor: Iramar Campos


Autor: Iramar Campos
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53 Autor: Iramar Campos

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