Você está na página 1de 12

Universidade Anhanguera – UNIDERP

Curso de Educação Física – 5º semestre

Benedito Aparecido Faria – R.A 2715722500

Bruno Serra Cezar – R.A 2173915535

Dilermando Ferreira Reis Junior – RA 4202736201

Elaine Chagas Santos Faria – R.A 2708957810

João Luis de Oliveira – R.A 3278394588

DESAFIO PROFISSIONAL

DISCIPLINAS DE: Fisiologia do Exercício, Metodologia do Ensino do Futsal e Futebol,


Metodologia do Ensino do Handebol, Metodologia do Ensino de Lutas, Seminário da
Prática – Metodologias do Ensino da Educação Física: Jogos Coletivos e Lutas.

Tutor EAD: Rogério Clemilson Gois

Osasco – SP

2018
2

Universidade Anhanguera – UNIDERP


Curso de Educação Física – 4º semestre

DESAFIO PROFISSIONAL

DISCIPLINAS DE: Metodologia do ensino do voleibol; Metodologia do ensino do


basquetebol; Metodologia do ensino do atletismo; Cinesiologia e biomecânica;
Seminários da prática – metodologia do ensino de modalidades coletivas e atletismo

Trabalho desenvolvido para o curso de Educação


física, disciplinas norteadoras Fisiologia do Exercício,
Metodologia do Ensino do Futsal e Futebol, Metodologia
do Ensino do Handebol, Metodologia do Ensino de
Lutas, Seminário da Prática – Metodologias do Ensino
da Educação Física: Jogos Coletivos e Lutas,
apresentado à Anhanguera Educacional como requisito
para a avaliação na Atividade Desafio Profissional do
2º semestre 2018, sob orientação da tutor EAD Rogério
Clemilson Gois

Osasco – SP
2018
3

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ...............................................................................................04

2. CAPACIDADES MOTORAS ..........................................................................05

2.1- Capacidades motoras coordenativas .....................................................05

2.2 - Capacidades motoras condicionais ........................................................07

2.3 - Capacidades motoras desenvolvidas nas modalidades futebol/futsal....08

3. PESQUISA DE CAMPO – ENTREVISTA NA ESCOLA .................................09

4. PLANO DE AULA ...........................................................................................10

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ...........................................................................11

6. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..............................................................12


4

1. INTRODUÇÃO

O desenvolvimento das capacidades motoras serve para executarmos nossas


ações durante toda a vida e seu treinamento começa na infância, de forma lúdica para
aumentar o grau de interesse das crianças pela atividade física, desenvolvendo esse
hábito saudável, dessa maneira é papel do professor de educação física tornar sua aula
motivante e interessante, isso pode ser conseguindo contextualizando a brincadeira
com assuntos rotineiros as crianças através de contos, músicas e outras ferramentas.
Assim a infância é entendida como um período de grande importância para o
desenvolvimento motor, sobretudo porque é nesta fase que ocorrem o desenvolvimento
das habilidades motoras fundamentais que servem de base para o desenvolvimento
das habilidades motoras especializadas que o indivíduo utilizará nas suas atividades
cotidianas, de lazer ou esportivas (GALLAHUE, 2005).
Conforme a criança vai crescendo a tendência é que as capacidades motoras
se desenvolvam, porém esse desenvolvimento só se dará de forma acentuada se as
crianças forem devidamente estimuladas respeitando os princípios do treinamento
desportivo. Esse treinamento deve ser cercado por cuidados especiais, sobretudo em
relação à estrutura osteo-mio-articular das crianças que é mais frágil que nos adultos.
Desta forma, diante da importância da infância para o desenvolvimento motor
e das possibilidades de intervenção do profissional de Educação Física nessa fase, o
presente estudo teve como objetivo analisar por meio de uma pesquisa bibliográfica, o
desenvolvimento motor da criança e o papel da iniciação esportiva durante a infância,
dando destaque para a prática da modalidade esportiva futebol/futsal.
5

2. CAPACIDADES MOTORAS

As capacidades motoras são pressupostas pelos movimentos que permitem


as qualidades inatas de uma pessoa, como um talento, um potencial se possam
evidenciar. Exemplos dessas capacidades são a força, resistência, flexibilidade, e a
velocidade.
As capacidades motoras estão dividias em dois grandes grupos: condicionais
e coordenativas. As capacidades condicionais definem o aspeto quantitativo - como
resistência, força, velocidade, agilidade, coordenação motora, flexibilidade e destreza
geral - são capacidades que o corpo permite apenas uma evolução até certo ponto, ou
seja, mesmo após muito treino, o atleta dificilmente conseguirá adquirir mais
resistência ou mais velocidade, justamente pela razão que o organismo não está
preparado para mais. O grupo das capacidades coordenativas - onde está incluída a
aprendizagem, a diferenciação, a reação, a orientação, o ritmo e o equilíbrio - são
capacidades que o atleta desenvolve mentalmente. Num contexto geral, as
capacidades coordenativas são desenvolvidas pelos atletas enquanto estes ainda são
crianças, isto é, entre os 6 e os 10 anos.

2.1 - CAPACIDADES MOTORAS COORDENATIVAS

Não só no desporto, mas também no cotidiano, as capacidades coordenativas


são um dos pressupostos necessários para aprendizagem a realização de ações
motoras. Estão baseadas em predisposições genéticas e desenvolvem-se através do
treino. Segundo diferentes autores, as fases fundamentais da evolução as
capacidades coordenativas situam-se entre os 6 e os 12 anos de idade. Seguem-se
alguns exemplos de capacidades físicas coordenativas:

Capacidade de observação - Capacidade de perceber um desenvolvimento de um


movimento, seja dos colegas, dos adversários ou da bola, tendo os objetos imóveis
como referência. O jogador consegue perceber o movimento dos colegas e dos
adversários, seja pelas instruções que lhe sejam dadas, ou pela experiência
anteriormente adquirida.
6

Controle motor - O futebol tem exigências em diferentes níveis e diferentes


situações. O atleta deve ser capaz de responder a essas exigências com elevada
precisão nos movimentos, seja do ponto de vista temporal, espacial e/ou dinâmico.

Capacidade de reação motora - é a capacidade do atleta em reagir o mais rápido e


corretamente possível a um determinado estímulo.

Antecipação - o jogador deve ser capaz de prever o desenvolvimento e o resultado


de uma determinada ação que se está a desenrolar, seja individual ou coletiva, para
que o próprio atleta possa preparar a sua ação.

Ritmo - difere o nível de compreensão, acumulação, interpretação e estruturas


temporais e dinâmicas pretendidas ou contidas na evolução do movimento.

Capacidade de expressão motora - é a capacidade do atleta em criar os próprios


movimentos de uma forma estética e artística, como fintas, dribles e passes.

Capacidade de representação - é a capacidade em imaginar situações bem


determinadas, dependendo das informações disponíveis.

Diferenciação cinestésica - é a capacidade de diferenciar as informações


provenientes dos músculos, dos tendões e ligamentos, que nos informa a mente sobre
a posição do corpo dum determinado momento e espaço, que permite o atleta de
realizar ações motoras de uma forma correta e económica, conseguindo assim a
coordenação dos movimentos.

Coordenação motora - responsável por adequar de forma correta uma combinação


de ações que se desenrolam de uma forma sequencial ao mesmo tempo, a
coordenação motora é uma das capacidades físicas mais importantes.
7

2.2 - CAPACIDADES MOTORAS CONDICIONAIS

Se o organismo apresenta capacidades mentais, apresenta também capacidades


físicas. As capacidades condicionais são capacidades do atleta que estão ligadas ao
processo energético e metabólico, que são determinadas pela obtenção e
transformação de energia. As capacidades condicionais gerais são:

Resistência - capacidade do atleta em suportar a fadiga física psicológica. Esta


capacidade possibilita executar esforços com determinada intensidade por longos
períodos de tempo, sem que a eficácia diminua de forma acentuada. A resistência
geral é solicitada a mais de 1/6 da massa muscular, e é limitada pelo sistema
respiratório. A resistência local é solicitada por menos de 1/6 da massa muscular total,
e é determinada pela resistência geral, pela força e pela capacidade anaeróbica.

Força - é a capacidade que permite reagir contra uma resistência através da


contração muscular, que possibilita esforços como saltar, levantar, puxar, empurrar e
saltar. A força geral é desenvolvida em todos os grupos musculares, as forças
específicas são desenvolvidas dependendo dos grupos musculares característicos de
cada modalidade.

Velocidade - é a capacidade que permite realizar movimentos no menor espaço


possível. Mas existem vários tipos de velocidade. A velocidade de reação é o tempo
que o atleta demora a reagir a um estímulo, seja visual, auditivo ou tátil. A velocidade
de deslocamento é traduzida pela distância percorrida durante determinado período
de tempo. Na sua intensidade máxima, geralmente a duração é inferior a 6/8
segundos.

Flexibilidade - é a capacidade de realizar movimentos de grande amplitude e


aproveitar as possibilidades de movimentação do corpo no menor espaço possível. A
Flexibilidade geral consiste na amplitude de oscilações de articulações, onde o ombro,
a anca e a coluna vertebral estão entre as principais articulações. A flexibilidade
específica consiste na amplitude necessária para a realização de movimentos
específicos de cada modalidade.
8

Destreza geral - é a capacidade que permite dominar, de forma segura, gestos


motores mais ou menos completos, seja com alternância de ritmos, de velocidade ou
em deslocamento.

2.3 - CAPACIDADES MOTORAS DESENVOLVIDAS NAS MODALIDADES


FUTEBOL E FUTSAL

O futebol ou futsal, é um esporte que traz bastante dinamismo, com várias


situações, que trazem contribuições de extrema importância para o desenvolvimento
das crianças, pois não necessita apenas de força e velocidade, mas também
coordenação e, principalmente, inteligência tática, que se revela na relação entre a
percepção e a tomada de decisão necessária para solucionar os problemas
apresentados no jogo. Esses elementos surgem durante os jogos em jogadas
individuais, em jogadas de pequenos grupos de jogadores e em jogadas táticas do
time como um todo (FIGUEIRA E GRECO, 2008).
Entretanto embora o treinamento desportivo do futsal ou futebol seja
direcionado às características da modalidade, na iniciação esportiva o enfoque é mais
aberto e possibilita que segmentos como a motricidade fina, a motricidade global e o
esquema corporal sejam beneficiados. Também são aprimorados outros
componentes motores de presença mais generalizada nas atividades esportivas,
como o equilíbrio, a organização espacial e a organização temporal, auxiliando na
transferência de aprendizagem para destrezas motoras mais específicas.
Desta forma é extremamente importante que o professor de educação física
entenda bem o que é a criança, como ela se move como aprende e como manifesta
suas emoções e sentimentos. É em função dessas características que o professor vai
estabelecer os objetivos do conteúdo e o método de ensino a ser colocado para as
crianças. O professor sempre deverá trabalhar de acordo com o estágio de
desenvolvimento motor, procurando sempre a melhor qualidade de controle do
movimento da criança.
Portanto o desenvolvimento das capacidades motoras são um fator a ter
sempre em primeiro plano, pois é essencial para o desenvolvimento motor global da
criança, sendo que estas capacidades servirão de alicerce para a aprendizagem dos
fundamentos técnicos do futebol e futsal.
9

3- PESQUISA DE CAMPO – ENTREVISTA NA ESCOLA

Entrevista com o professor Joaquim

Nº de alunos: 35 Série/Ano: 2º ano Meninos: 14 Meninas: 21


Necessidades: Não tem

1- Quais modalidades esportivas são desenvolvidas durante as aulas?


R: Futebol/futsal, handebol, vôlei e basquete

2 - Quantas atividades são realizadas por aula?


R: um esporte por aula ou atividades desenvolvidas por meio de circuito

3 - Quais capacidades motoras são desenvolvidas durante a aula?


R: Coordenação, agilidade, flexibilidade, resistência, velocidade, força e potência.

4 - São realizadas atividades em grupo?


R: Sim

5 - Todos os alunos participam das atividades?


R: Todos os alunos participam.

6 - Você aplica alguma atividade em circuito durante a aula?


R: Sim
10

4- PLANO DE AULA

Horário:13:00/13:50 Turma: 2º ano


Nº de alunos: 35
Tema da aula: Circuito motor
Conteúdo: Jogos motores
Objetivo: Desenvolver a coordenação motora ampla, a agilidade, a percepção e o
equilíbrio. Estimular, com a prática, o desenvolvimento dos principais segmentos
corporais de maneira lúdica. Proporcionar diferentes situações nas quais o desafio seja
prazeroso.
Recursos materiais: Corda grande, plinto, 20 cones, 2 bancos suecos, 4 colchões de
ginástica artística.

Procedimentos didáticos:

Montar o circuito em progressão, iniciando com movimentos mais fáceis e partindo


para os mais difíceis. Formar os alunos em coluna à frente do primeiro obstáculo. O
circuito pode ser montado com: 1º - Banco sueco (equilíbrio); 2º - Banco sueco invertido
(equilíbrio com auxílio do professor); 3º - 10 cones em linha afastados para zig-zag; 4º
- Plinto na altura que o aluno possa subir e pular em seguida (com um colchão para
amortecer a queda); 5º - Corda grande estendida no chão para equilíbrio; 6º - 10 cones
posicionados dois a dois afastados, com uma corda apoiada a cada dois cones pra
rastejar (protegidos por dois colchões). O circuito deverá ser realizado individualmente,
com supervisão e respeitando o limite. É interessante a demonstração do professor no
início da atividade. Orienta-se que no primeiro momento, realize-se de forma lenta,
para assimilação dos movimentos e precaução. Após a primeira passagem, alonga-se
e permite-se que cada aluno atinja o seu limite.

Avaliação: Pode ser realizada de forma interna, com feedback ao final da aula.
11

4- CONSIDERAÇÕES FINAIS

O desenvolvimento motor é extremamente importante para o crescimento e


desenvolvimento global da criança, uma vez que uma criança ao possuir boas
habilidades motoras, terá maior sucesso na prática esportiva e, consequentemente,
terá maior capacidade para realizar tarefas cotidianas na vida adulta.
Porém, o desenvolvimento motor infantil é influenciado por diversos fatores,
como a maturação, nível socioeconômico e as vivências motoras, sendo esta última
um dos fatores mais importantes para a melhor aquisição das habilidades motoras.
E uma dessas experiências motoras é a iniciação esportiva, que se aplicada
com uma metodologia correta, evitando a especialização precoce da criança e
proporcionando atividades lúdicas e criativas que possibilitem a exploração e
descoberta de movimentos, pode auxiliar na aprendizagem das habilidades motoras
fundamentais, que serão essenciais para a prática esportiva e para a vida cotidiana.
Nesse contexto, a prática do futebol/futsal pode ser muito benéfica ao
desenvolvimento motor da criança como uma forma de experiência motora.
Entretanto, a iniciação ao futebol deve ser realizada de forma adequada, respeitando
o grau de desenvolvimento de cada aluno, satisfazendo seus interesses e
necessidades e acima de tudo, proporcionando à criança um repertório de habilidades
motoras bastante diversificado.
Em síntese, percebe-se que o desenvolvimento motor é fundamental para a
vida de um indivíduo e, neste processo, a iniciação esportiva é imprescindível para
que a aquisição das habilidades motoras seja otimizada pela criança, sendo a prática
do futebol e futsal uma excelente forma de experiência motora para a criança.
12

5- REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

ANDRADE JUNIOR, J. R. de. Futsal: Aquisição, iniciação e


especialização. Curitiba: Juruá, 2007.

APOLO, A. Manual técnico didático de futsal. São Paulo: Scortecci, 1995.

ARENA, S. S.; BOHME, M. T. S. Programas de iniciação e especialização


esportiva na grande São Paulo. Revista Paulista de Educação Física. São Paulo:
14(2), 184-195, jul/dez. 2000.

BOMPA, T. O. Periodização: teoria e metodologia do treinamento. São Paulo:


Phorte Editora, 2002.

CAMPOS, W. Criança no esporte. Revista Treinamento Desportivo. Vol. 3(3), p.48-


53, 1998.

CAMPOS, W. Criança no esporte. Curitiba: UFPR: EDUFPR, 2004.

CORTEZ, J. A. A. Modalidades esportivas coletivas: o futebol. . In: ROSE JR, D.


de. Modalidades esportivas coletivas. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

DIEM, L. Esportes para crianças: uma abordagem pedagógica. Rio de Janeiro:


Beta, 1977.

Você também pode gostar