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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 5ª VARA

CRIMINAL DE NOVA IGUAÇU.

Processo nº 00555-55.2019.8.19.0038

CAIO DE TAL, já qualificado nos autos do processo acima


mencionado, vem perante V. Exa., por seu advogado, oferecer RESPOSTA nos termos
do artigo 396-A do Código de Processo Penal.

Os fatos narrados na denúncia não correspondem com a


verdade.

Todavia, ainda que fossem verdadeiros os fatos narrados na


denúncia, a conduta atribuída ao acusado é atípica, ........

A denúncia imputa ao acusado a subtração de.....

O laudo de ..........

Portanto, o valor .....

Trata-se, assim, da hipótese .......

A jurisprudência, quanto ao tema, assim orienta:

“........................................................................................................”
( )

Ante o exposto, requer que seja....

Todavia, .....(não deixar de arrolar testemunhas e as provas que


pretende produzir).
-

P. deferimento.

Nova Iguaçu,
_______________________
OAB/RJ –
EXCELENTÍSSIMO SENHOR. DOUTOR. JUIZ DE DIREITO DA 10ª VARA
CRIMINAL DA COMARCA DE NOVA IGUAÇU.

Processo nº XXXX

............. já qualificada nos autos do processo acima


mencionado, vem perante V. Exa., por seu advogado, oferecer RESPOSTA nos
termos do artigo 396-A do CPP, na forma que segue.

O representante do Ministério Público ofereceu denúncia


em face da acusada, imputando-lhe a conduta descrita no artigo ....º, do Código
Penal.

Ocorre que os fatos narrados na denúncia não


correspondem com a verdade.

Ao final da instrução criminal, a inocência do acusado


resultará demonstrada.

Nesta oportunidade arrola as seguintes testemunhas:

-(nome e endereço);
-;
-;

P. deferimento.

Local e data

Assinatura
Art. 394, § 4º, CPP - aplicam-se as disposições dos artigos 395, 396 e 397

Art. 395 hipóteses onde o juiz rejeita a denúncia ou queixa liminarmente

I - manifestamente inepta (verificar artigo 41 CPP)

II

III

Art. 396. Nos procedimentos ordinário e sumário, oferecida a denúncia ou


queixa, o juiz, se não a rejeitar liminarmente, recebê-la-á e ordenará a citação
do acusado para responder à acusação, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias.

Parágrafo único. No caso de citação por edital, o prazo para a defesa a fluir a
partir do comparecimento pessoal do acusado ou do defensor constituído.

Art. 396-A. Na resposta, o acusado poderá arguir preliminares e alegar tudo o


que interesse à sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar
as provas pretendidas e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo sua
intimação quando necessário.

§ 1º A exceção será processada em apartado, nos termos dos arts. 95 a 112


deste Código.

§ 2º Não apresentada a resposta no prazo legal, ou se o acusado, citado, não


constituir defensor, o juiz nomeará defensor para oferecê-la, concedendo-lhe
vista dos autos por 10 (dez) dias.

Art. 397. Após o cumprimento do disposto no artigo 396-A, e parágrafos,


deste Código, o juiz deverá absolver sumariamente o acusado quando verificar:

I- a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato;


II- a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade
III- que o fato narrado evidentemente não constitui crime; ou
IV- extinta a punibilidade do agente.
EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA 10ª VARA CRIMINAL DA COMARCA
DE NOVA IGUAÇU.

INQ. XXX

PROC. XXX

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, pelo


Promotor de Justiça com atribuições perante esse r. Juízo, vem, com base no
artigo 129, inciso I, da Constituição Federal e artigo 24 do Código de Processo
Penal, oferecer

DENÚNCIA

em face de CAIO DE TAL, devidamente qualificado nos autos do inquérito


policial que instrui a presente, pela prática da seguinte conduta delituosa.

No dia 21 de julho de 2019, por volta as 11:45 horas, no interior da loja


RICANA, estabelecida na Rua K, número 54, Centro, Nova Iguaçu, comarca, o
denunciado, consciente e voluntariamente, tentou subtrair uma lapiseira da
marca x, no valor de R$ 2,00, conforme laudo de avaliação direta de fls. x.

O vigilante do estabelecimento Tício de tal, que


monitorava o denunciado, percebeu quando o mesmo pegou a lapiseira
colocando-a dentro de sua mochila. Ato continuo, verificou que o denunciado se
dirigiu até a saída da loja com a intenção de sair sem pagar pela lapiseira,
momento que através de rádio, informou o fato ao vigilante Mévio de tal, o
qual abordou o denunciado, encontrando em sua mochila a res, acionando assim
a Polícia Militar..

Assim, agindo, está o denunciado incurso nas penas do


artigo 155, caput, c/c 14, II, ambos do Código Penal.
Isto posto, recebida a presente, requer o Ministério Público
seja ordenada a citação do denunciado para responder os termos da presente,
sob pena de revelia, esperando que seja julgado procedente a pretensão
punitiva estatal.

Para deporem sobre s fatos ora narrados, requer a


notificação/requisição das pessoas abaixo arroladas:.

ROL DE TESTEMUNHAS:

1) TICIO DE TAL, FLS. X

2) MÉVIO DE TAL – FLS. XX;

3) PMERJ TÍCIO DE TAL - FLS. XXX.

Nova Iguaçu, 27 de setembro de 2018.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Promotor de Justiça
Jurisprudência:

• “Se as coisas subtraídas pelo acusado de indústria em que trabalhava,


embora sob o angulo estritamente formal, estejam subsumidas à figura do
furto que lhe é imputado, não produziriam, em virtude da escassa lesividade,
qualquer repercussão representativa no patrimônio daquela, não se justifica o
reconhecimento do delito, nem a imposição de pena” (TACRIM-SP – AC – Rel.
Silva Franco – RT 569/338).

• “Não há julgar severamente a conduta de quem, estando desempregado,


subtrai simples tênis de lona para substituir sapatos furados com vistas a ter
boa apresentação diante de entrevista em novo emprego, eis que a conduta, na
hipótese, é praticada muito perto de um estado de necessidade. Impõe-se a
solução, máxime, quando, a par do ínfimo valor da res, não vier a vítima a ter
qualquer prejuízo final, ante a recuperação do objeto furtado” (TACRIM-SP –
AC – Rel. Costa Mendes – JUTACRIM 38/252).

Princípio da insignificância – Furto – Pequeno valor da coisa furtada –


Atipicidade do fato ante ausência da lesividade ou danosidade social – “A lei
penal jamais deve ser invocada para atuar em casos menores, de pouca ou
escassa gravidade. E o princípio da insignificância surge justamente para evitar
situações dessa espécie, atuando como instrumento de interpretação restritiva
do tipo penal, com o significado sistemático e político-criminal de expressão da
regra constitucional do nullum crimen sine lege, que nada mais faz do que
revelar a natureza subsidiária e fragmentária do direito penal” (TACRIM-SP –
AC – Rel. Márcio Bártoli – RT 733/579)

“EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. FURTO. TENTATIVA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.


APLICABILIDADE. OCULTA COMPENSATIO. 1. A aplicação do princípio da insignificância há de ser
criteriosa e casuística. 2. Princípio que se presta a beneficiar as classes subalternas, conduzindo à
atipicidade da conduta de quem comete delito movido por razões análogas às que toma São Tomás de
Aquino, na Suma Teológica, para justificar a oculta compensatio. A conduta do paciente não excede esse
modelo. 3. O paciente tentou subtrair de um estabelecimento comercial mercadorias de valores
inexpressivos. O direito penal não deve se ocupar de condutas que não causem lesão significativa a bens
jurídicos relevantes ou prejuízos importantes ao titular do bem tutelado, bem assim à integridade da
ordem social. Ordem deferida.” (HC 97189 / RS - RIO GRANDE DO SUL
HABEAS CORPUS
Relator(a): Min. ELLEN GRACIE).