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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

NOME DO 1º AUTOR
NOME DO 2º AUTOR
NOME DO 3º AUTOR

TÍTULO DA MONOGRAFIA (CAPA DA MONOGRAFIA)

Niterói
2019
Nome(s) do(s) Aluno(s)

Título da Monografia

Monografia apresentada ao Curso de


Graduação em Engenharia Civil da
Universidade Estácio de Sá, como
requisito parcial à obtenção do título de
Bacharel em Engenharia Civil.

Orientador: Prof.º MSc. Nome do Professor orientador

Niterói
2019
Espaço destinado à Ficha Catalográfica Elaborada pela Biblioteca

Autorizo, apenas para fins acadêmicos e científicos, a reprodução total ou parcial


desta monografia, desde que citada a fonte.

________________________________________ _____________________
_
Assinatura Data
ERRATA
Nome(s) do(s) Aluno(s)

Título da Monografia

Monografia apresentada ao Curso de


Graduação em Engenharia Civil da
Universidade Estácio de Sá, como
requisito parcial à obtenção do título de
Bacharel em Engenharia Civil.

Aprovada em XX de XXXXXXX de 2019.


Banca Examinadora:

______________________________________________
Prof.º ESp. ou MSc. ou DSc. Nome do prof. Orientador)
Faculdade de Engenharia – UNESA

______________________________________________
Prof.º ESp. ou MSc. ou DSc. Nome do prof. Membro da banca
Faculdade de Engenharia – UNESA

Niterói
2019
DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho primeiramente а Deus,


por ter sido meu suporte e apoio durante toda a minha caminhada,
ao meu pai
e à minha mãe.
AGRADECIMENTOS

Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para
reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas
sementes no terreno de sua inteligência.... Sonhe, trace metas, estabeleça
prioridades e corra riscos para executar seus sonhos.
Autor Desconhecido
RESUMO

O presente trabalho aborda uma análise comparativa da volumetria de


materiais e movimentação de terra de fundações típicas com específicas,
utilizadas nas torres de Linhas de Transmissão da LT 600 kV Coletora Porto Velho
– Araraquara 2 – Bipolo 2, visando demonstrar discrepâncias que favoreçam um
dos modelos de projeto, como redução do volume dos materiais considerados no
estudo e menor custo financeiro. A LT 600 kV Norte Brasil possui 2420 km de
extensão e se estende ao longo dos estados do Rondônia, Mato Grosso, Goiás,
Minas Gerais e São Paulo. Mostra-se as grandes variações de volumetria de um
mesmo tipo de fundação ao serem considerados métodos de cálculos distintos –
o típico e o específico – que recebem dados de entrada diferenciados para a
realização do dimensionamento da infraestrutura, podendo vir a obter uma
volumetria mais econômica.

Palavras-chave: Linha de Transmissão. Fundação. Torre Autoportante. Análise


Comparativa. Norte Brasil.
ABSTRACT

Página idêntica ao resumo traduzida para o Inglês.


LISTA DE FIGURAS

Figura 1 Sistema Interligado Nacional – SIN Pág. 35

Figura 2 Torres metálicas estaiada e autoportante LT ATE I Pág. 37

Figura 3 Principais elementos das linhas de transmissão Pág. 38

Sondagem SPT sendo executada pela empresa de


Figura 4 sondagens e estaqueamentos – Multisolos (Passo Pág. 40
Fundo/RS)

Figura 5 Amostrador padrão bipartido do ensaio SPT Pág. 41

Ensaio SPT durante a cravação do amostrador padrão,


Figura 6 e avanço da perfuração por meio de trépano de Pág. 42
lavagem

Sapatas pré-moldadas com fuste vertical utilizadas na


Figura 7 Pág. 44
LT Norte Brasil

Visão das armaduras de ancoragem e estrutural do


bloco, vista da base e do fuste do bloco e vista de perfil
Figura 8 Pág. 45
da forma do bloco ancorado em rocha da torre 135-2
pronto para concretagem

Visão das armaduras do tubulão sem base alargada da


Figura 9 torre 1894-2, concretagem do tubulão e cava do tubulão Pág. 46
antes da colocação da armadura e concretagem

Figura 10 Içamento da torre estaiada 2407-1 Pág. 49

Torre estaiada 2407-1, primeira torre montada da LT


Figura 11 Pág. 50
Norte Brasil

Figura 12 Fundações típicas para torre autoportante Pág. 51

Figura 13 Traçado da LT Norte Brasil e estados interceptados Pág. 53

Figura 14 Esquema dos pontos de sondagens escolhidos Pág. 58


Figura 15 Parâmetros geotécnicos do dimensionamento típico Pág. 59

Figura 16 Esquemático da escolha das fundações Pág. 63

Figura 17 Modelo de estrutura com detalhe de composição Pág. 66

Figura 18 Tubulão com base alargada Pág. 71

Figura 19 Tubulão sem base alargada Pág. 72

Figura 20 Sapata Pág. 74

Figura 21 Bloco ancorado em rocha Pág. 76

LISTA DE GRÁFICOS

Redução média de volumetria das torres ao optar pelo


Gráfico 1 Pág. 109
uso de fundações específicas
Redução média de volumetria da torre A6N ao optar
Gráfico 2 Pág. 112
pelo uso de fundações específicas

Redução média de volumetria da torre T6N ao optar


Gráfico 3 Pág. 113
pelo uso de fundações específicas

Comparativo da redução média de volumetria entre as


Gráfico 4 torres A6N e T6N ao optar pelo uso de fundações Pág. 114
específicas

LISTA DE TABELAS

Geometria dos tubulões com base pelo


Tabela 1 Pág. 78
dimensionamento típico

Tabela 2 Geometria dos tubulões sem base pelo Pág. 78


dimensionamento típico

Tabela 3 Geometria das sapatas pelo dimensionamento típico Pág. 79

Geometria dos blocos ancorados em rocha pelo


Tabela 4 Pág. 79
dimensionamento típico

Geometria dos tubulões com base pelo


Tabela 5 Pág. 80
dimensionamento específico

Geometria dos tubulões sem base pelo


Tabela 6 Pág. 81
dimensionamento específico

Geometria das sapatas pelo dimensionamento


Tabela 7 Pág. 81
específico

Geometria dos blocos ancorados em rocha pelo


Tabela 8 Pág. 82
dimensionamento específico

Tabela 9 Volumetria total por torre pelo dimensionamento típico Pág. 84

Volumetria total por torre pelo dimensionamento


Tabela 10 Pág. 87
específico

Tabela 11 Comparativo financeiro de escavação Pág. 96

Tabela 12 Comparativo financeiro de reaterro Pág. 98

Tabela 13 Comparativo financeiro de armadura Pág. 99

Tabela 14 Comparativo financeiro de concreto estrutural Pág. 102

Tabela 15 Comparativo financeiro de concreto magro Pág. 104

Redução volumétrica em porcentagem devido à


Tabela 16 Pág. 106
aplicação de fundações específicas

Tabela 17 Comparativo financeiro final de material das fundações Pág. 110

Custo por projetos elaborados de acordo com o


Tabela 18 Pág. 111
dimensionamento escolhido
LISTA DE QUADROS

Quadro 1 Descrição dos tipos de solos Pág. 60

Quadro 2 Quadro resumo de fundações Pág. 62

Apresentação dos grupos de fundações específicas


Quadro 3 Pág. 67
aplicadas às torres A6N

Apresentação dos grupos de fundações específicas


Quadro 4 Pág. 68
aplicadas às torres T6N

Quadro 5 Preço unitário dos materiais e maquinários Pág. 90


LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas

ASTM American Society for Testing and Materials

BR Bloco ancorado em rocha

C Capacidade volumétrica

cm Centímetro

CF Custo final

CP Custo parcial

CT Custo total

D Dimensão do fuste

Db Dimensão da base

D/S Dias de serviço


EST Estaca

E Economia financeira

Ef Eficiência do maquinário

ET Economia financeira final

EVTE Estudo de viabilidade técnico e econômico

F Fator de correção devido ao empolamento

G Afloramento do fuste

H Hora

H Altura da fundação

H/N Hora necessária

International Organization for Standardization (Organização


ISO
Internacional para Padronização)

Kg Quilograma

Km Quilômetro

kV Quilovolt

L Profundidade da fundação

La Altura da base tronco-cônica ou tronco-piramidal

Lb Altura da base

Lf Comprimento enterrado do fuste

Ls Profundidade da camada de solo determinada “in loco”

LT Linha de Transmissão

M Metro

m³ Metro cúbico

N Newton

N Número de elementos da amostra da média aritmética

NBR Norma Brasileira Regulamentadora

nc Número de ciclos
Nspt Número de golpes da sondagem SPT

ONS Organização Nacional de Sistema Elétrico

P Altura do fuste

Pd Peso diferencial

Phe Produção horária de escavação

Pht Produção horária de transporte

PR Para-raio

PT Peso total de armadura

Punit Preço unitário do material ou maquinário

Q Quantidade de material

QA Quantidade de areia

QB Quantidade de brita

QC Quantidade de cimento

R$ Real

S Sapata

SE Subestação

SPPM Sapata pré-moldada com placa pré-moldada

SPT Standard Penetration Test (Ensaio de Penetração Dinâmica)

T Tempo de ciclo

T Tonelada

TSB Tubulão sem Base Alargada

TCB Tubulão com Base Alargada

U Unidade unitária do material

UNESA Universidade Estácio de Sá

VC Volume de concreto estrutural


VE Volume de escavação

Vesp Volume específico

VCM Volume de concreto magro

Vd Volume diferencial

VPM Viga pré-moldada

VS Volume de reaterro

VTconc Volume total de concreto estrutural ou magro

VTesc Volume total de escavação

Vtíp Volume típico

VTreat Volume total de reaterro

Xi Valores de cada elemento da série utilizada na média aritmética

LISTA DE SÍMBOLOS

 Pi

∑ Somatório

X bar Média aritmética simples

β Ângulo beta
cos Cosseno

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 24

1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO 24

1.2 SITUAÇÃO PROBLEMA 27

1.3 OBJETIVO GERAL 28

1.4 OBJETIVO ESPECÍFICO 29


1.5 HIPÓTESE 29

1.6 MEIOS DE PESQUISA 31

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 34

2.1 SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL (SIN) 34

2.2 LINHAS DE TRANSMISSÃO 35

2.3 INVESTIGAÇÃO GEOTÉCNICA 39

2.4 FUNDAÇÕES 42

2.5 TORRES DE LINHAS DE TRANSMISSÃO 46

2.6 TEORIA DE BASE 52

3 DESENVOLVIMENTO 53

3.1 A LINHA DE TRANSMISSÃO NORTE BRASIL 53

3.2 TORRES AUTOPORTANTES 55

3.3 TORRE T6N 56

3.4 DIMENSIONAMENTO TÍPICO 56

3.5 DIMENSIONAMENTO ESPECÍFICO 64

3.6 FUNDAÇÕES APLICADAS À TORRES AUTOPORTANTES 70

4 COLETA DE DADOS 78

4.1 GEOMETRIA 78

4.2 VOLUMETRIA 83

4.3 ESTUDO DE MERCADO FINANCEIRO 91

5 RESULTADOS 107
5.1 VOLUMETRIA 107

5.2 ESTUDO DE MERCADO FINANCEIRO 111

6 ANÁLISE DOS RESULTADOS 114

7 CONCLUSÃO 117

8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 119


24

1 INTRODUÇÃO

1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO

A eletricidade, devido ao avanço da era da informação, se torna cada vez


mais indispensável e de consumo elevado, sendo necessária a elaboração e
construção de mais usinas de energia no decorrer dos últimos anos no país. Por
consequência destas obras, se fez integrante a elaboração de projetos de Linhas
de Transmissão por onde é feita a etapa de transmissão de energia.
De acordo com Jung (2009), as Linhas de transmissão são obras de
grande porte que têm como objetivo interligar uma unidade geradora de energia à
uma unidade de distribuição, sendo estas, fundamentais para o abastecimento de
energia elétrica do País, cuja demanda tem crescido com o aumento da atividade
industrial e do consumo da população. As estruturas predominantes nessas obras
são torres metálicas, autoportantes ou estaiadas, com a função de suspender ou
ancorar os cabos condutores por onde a energia elétrica é transmitida.
O projeto de LT começa com estudo de viabilidade técnica e econômica
visando uma minimização do custo de transporte associada a um alto padrão de
qualidade dos serviços. Para maiores extensões de LT, as tensões são elevadas
no intuito na elevação dos carregamentos mecânicos, estruturas pesadas e
maiores volumes para as fundações (AZEVEDO, 2007 apud AZEVEDO, 2009).
Destacada a importância da utilização de recursos renováveis com as
devidas precauções na preservação do meio ambiente o foco sempre será o
desenvolvimento sustentável. O Brasil possui alto potencial hidráulico; entretanto,
o aumento da distância dos pontos de geração aos centros consumidores é
verificado, acarretando grande importância à transmissão da energia (AZEVEDO,
2007 apud AZEVEDO, 2009).
Com a necessidade de transmitir a energia em altas tensões, que podem
variar de 230 kV à 800 kV, e com capacidade de abastecer cidades e estados
inteiros, as linhas de transmissão são utilizadas para condução da energia,
promovendo a conexão entre as usinas e as áreas a serem abastecidas. Em
consequência disto, atravessam regiões extensas, estados inteiros, se deparando
com condições geotécnicas variadas para sua instalação. Isso gera um desafio
25

para os projetistas de fundações das torres que precisam estudar a fundo as


condições do solo por onde se dá o traçado da Linha e aplicar as bases mais
adequadas.
As informações obtidas com a realização de sondagens e análise das
cargas das torres auxiliam o estudo para a concepção dos projetos, e o
ponderamento das primeiras informações recebidas são de extrema importância
para o melhor conhecimento e escolha das infraestruturas a serem aplicadas ao
longo do traçado.
Desta forma, Jung (2009) afirma que para manter as estruturas estáveis no
solo são necessárias fundações projetadas de modo a resistir aos esforços aos
quais as torres são submetidas. As cargas horizontais na estrutura e nos cabos
ocasionam momentos que tendem a tombar a torre, resultando em solicitações de
tração nas fundações. Nos projetos dessas infraestruturas, os esforços de tração
são, na grande maioria dos casos, preeminentes, o que significa que as
dimensões necessárias para resistir os esforços de tração, são suficientes para
resistir às demais cargas na mesma.
Usualmente são utilizados projetos típicos que levam em consideração
informações básicas que na maioria dos casos gera um superdimensionamento
pois considera em seu cálculo as piores hipóteses de carga e consequentemente
gera um maior custo de execução de projeto.
As fundações possuem a finalidade de transmitir as cargas recebidas de
uma torre ou edificação para uma camada resistente de solo, e assim, dar
estabilidade e suporte a ela. Além de transmitir as cargas, também atuam
elevando a torre sobre o solo, através de um fuste sobrelevado, para evitar o
contato da estrutura metálica com um possível nível de água em situações
naturais de brejo, banhado e períodos de cheia.
Desta forma, é notória a visão da importância de fundações em amplos
setores da construção por ser a principal e mais importante meio de estabilização
de toda edificação, e devido a isso, sua elaboração é obrigada a manter fatores
mínimos de segurança.
Visando sempre se ter o menor custo possível, é possível estudar e
desenvolver um modelo mais complexo e mais completo, que ao invés de apenas
utilizar as informações básicas, também as analisa com mais exatidão no intuito
26

de se obter dados mais específicos para projetar uma fundação adequada às


condições reais que a estrutura se submete.
Neste trabalho de conclusão de curso, como estudo de caso, foram
utilizadas as informações referentes à LT de 600 kV Coletora Porto Velho –
Araraquara 2 – Bipolo 2, conhecida como LT Norte Brasil, construída pela
Empresa Abengoa, e as informações de cálculo usadas para realização deste
estudo foram obtidas através dos projetos elaborados pela Empresa X.
Esta linha é responsável pela distribuição de energia para quase todo o
país a partir das usinas Santo Antônio e Jirau, localizadas no Rio Madeira e “faz
parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), realizado pelo governo
federal para aumentar a eficiência energética, contribuindo para o
desenvolvimento do Brasil e para que não haja falta de energia elétrica
(“apagões”) como os ocorridos em 2001 e 2002”. (CANTO, J. B.)
A partir da análise comparativa entre projetos específicos e típicos, será
exposto o estudo da possível economia resultante do uso de um
dimensionamento mais detalhado e aprofundado das informações características
da estrutura e seu ambiente de locação.
Com frequência são elaborados projetos que permitem servir para mais de
uma condição de carga, facilitando a construção e reduzindo a variedade de
grandezas, todavia tendo como consequência um superdimensionamento em
situações de cargas não elevadas. Com o objetivo de se obter uma economia
sem perder o nível de segurança, é estudado um modelo de cálculo mais
completo, denominado projeto específico, para ser utilizado em situações de
cargas muito elevadas e com vasta variação.
Para a análise comparativa são utilizadas mais de 100 torres ao longo
deste traçado, fazendo uso de suas fundações e respectivas volumetrias para um
estudo do ponto de vista financeiro e o seu reflexo econômico deste em outras
etapas da construção, e para isto são empregadas as fundações do tipo tubulão
sem base alargada (TSB), tubulão com base alargada (TCB), sapata (S) e bloco
ancorado em rocha (BR).
No dimensionamento de fundações ao arrancamento, são utilizados
métodos de cálculo que estimam o valor da carga de tração que uma fundação
poderá suportar, de acordo com as características do solo onde ela será
27

construída. Devido ao fato de os esforços de tração estarem geralmente definindo


as dimensões das fundações, é importante lançar mão de métodos de cálculo de
previsão de capacidade de carga ao arrancamento que forneçam resultados mais
otimizados, e que desta forma conduzirão a um menor consumo de material e
consequentemente a menores custos de projetos (JUNG, 2009).
Para o dimensionamento são empregadas as árvores de carregamento de
torres autoportantes de ancoragem e de suspensão, denominadas A6N e T6N,
visando maior precisão para cálculo das dimensões da infraestrutura.
As sondagens são analisadas com mais retidão, excluindo o uso de
padrões de pedologia utilizados para unificar projetos e facilitar o
dimensionamento, e assim, obter informações reais do solo da região para aplicar
a base mais apropriada.
Após a coleta e análise de todos esses dados, as fundações são
dimensionadas em ambos os modelos de cálculo, seguindo suas rotinas e dados
de entrada, e assim, avaliado seus resultados para comparação de seus
benefícios e determinação da melhor forma de aplicação.

1.2 SITUAÇÃO PROBLEMA

Rosa (2009) explica que em construções, assim como na elaboração de


uma LT, o bom planejamento é a principal base para uma construção de baixo
custo, com redução no impacto ambiental e tempo de execução, onde o
conhecimento do profissional de engenharia civil é imprescindível para atingir
estas e demais metas do projeto.
Em projetos de fundações para LT é comum o uso de métodos de cálculo
objetivos denominados projetos típicos, por possuírem custo e tempo de projeto
mais reduzido, além de padronizar fundações a serem elaboradas em pré-
moldados, evitando variedade de peças para a infraestrutura, porém, este
apresenta o ônus de ter um superdimensionamento em várias aplicações, já que
são calculados considerando a pior hipótese de carga a ser suportada pela
infraestrutura. Estes em sua execução podem apresentar maior custo de
materiais, tempo, movimentação de terra, e consequentemente, de mão-de-obra
em múltiplas situações, onde as fundações podem chegar a estar com
28

dimensionamento muito superior ao necessário para suportar a carga a ser


aplicada na mesma.
As Empresas projetistas estimulam modelos de projetos mais
aprofundados, denominados em algumas como projetos específicos, porém, a
maioria dos clientes os rejeitam devido as condições e limitações iniciais do
projeto, como custo muito mais elevado se comparado ao típico e principalmente
ao tempo de projeto extenso que adia o início das obras, sendo assim, rara a
utilização deste método de cálculo.
É importante haver uma sensibilidade e diálogo entre ambos os lados para
que possa ser estudado e apresentado o melhor modelo de projeto a ser utilizado
em uma determinada linha, trecho ou torre, de modo a conhecer de forma mais
realista seus prós e contras em curtos, médios e longos prazos, e
consequentemente, realizar uma comparação entre eles e determinar a melhor
escolha.
Através de um estudo mais aprofundado e detalhado para o
dimensionamento de uma fundação, é possível evitar custos desnecessários e ter
ganho no tempo de execução das obras.

1.3 OBJETIVO GERAL

O objetivo deste projeto é fazer um estudo comparativo entre duas torres


autoportantes da LT Norte Brasil com base na análise das suas características
estruturais e do solo característico na área do traçado que influenciam às
fundações, visando demonstrar a possível redução das dimensões das
infraestruturas que, por conseguinte gera economia nos custos de implantação ao
mesmo tempo que garante o nível de segurança no suporte das estruturas a partir
de determinado método de cálculo.
Vale ressaltar que não é a intenção desprezar ou desmerecer um
dimensionamento ou outro, mas sim, elucidar algumas vantagens que façam
algum se sobressair podendo vir a ter melhores resultados no projeto, tendo
conhecimento de que ambos possuem vantagens e desvantagens assim como
suas limitações. Devido a isso, cada método é estudado individualmente e
correlacionado com o outro, considerando em ambos as mesmas condições para
29

comparativo volumétrico e consequente comparativo econômico, de modo a obter


resultados válidos.

1.4 OBJETIVO ESPECÍFICO

 Obter as geometrias das fundações dimensionadas pelos métodos típicos


e específicos pela Empresa X para as torres escolhidas para o estudo,
estas, citadas nos quadros 3 e 4 do subitem 3.5.
 Calcular o volume de concreto estrutural com o auxílio das equações de 1
a 9 para concreto estrutural, concreto magro, escavação e reaterro, e peso
de armadura, de modo a obter os valores totais volumétricos para a
execução das fundações.
 Realizar comparativo volumétrico e apresentar resultados em percentual de
modo a observar qual método de cálculo possui menor volume e peso de
fundação, sendo assim determinado, que é o método que projeta
infraestruturas mais esbeltas e econômicas com vista na execução.
 A partir do dados volumétricos encontrados, realizar estudo financeiro com
o auxílio de dados da tabela SINAPI, NBR 6120 e outras referências para
retratar em números financeiros os custos resultantes da escolha de um
método ou outro, e a economia ao optar pelo menos dispendioso.
 Ao final, deseja-se retratar as ultimações alcançadas decorrente da
interpretação dos valores volumétricos e financeiros resultantes do estudo,
e assim, determinar qual método de dimensionamento para fundações é
mais tecnicamente adequado e economicamente viável.

1.5 HIPÓTESE

Segundo Rosa (2009), obras voltadas para o setor de energia, sejam elas
de transmissão, distribuição ou transformação, são construções que necessitam
de grandes investimentos financeiros e que resultam em notórios impactos e, que
estes fatores, podem variar em função do local de implantação da obra. Em se
tratando do método de cálculo e aprofundamento da análise dos dados obtidos
para projeto da LT, estes custos financeiros se potencializam.
30

A concepção de uma LT possui um custo extremamente elevado e deve ser


isenta de erros e limitações, sendo necessária total atenção e precisão no
dimensionamento da mesma em todas suas etapas, desde o estudo do traçado e
topografia até a energização e sua operação e manutenção.
No que tange o dimensionamento das fundações das torres, deve-se
ponderar que este faz parte de uma etapa que depende da exatidão e rigor dos
predecessores para sua correta execução, e, por conseguinte, necessária para a
solicitação dos materiais prescritos para a concretização da mesma.
Rosa (2009) afirma que as infraestruturas possuem uma função de grande
relevância no que se trata de construções de uma LT por se tratar de um
empreendimento de grande porte, onde aquelas, dependendo da solução
implantada, podem impactar diretamente o tempo e custo de execução da obra.
Hoje devida à alta competitividade no mercado há uma evidente
necessidade de otimizar os projetos de fundações com redução de volumes
visando menores custos iniciais e em manutenções futuras. Ao mesmo tempo, o
conhecimento completo do problema é utópico devido às incertezas que fazem
parte de todo o processo AZEVEDO, 2007 apud AZEVEDO, 2009).
Estas questões apontam diretamente para a necessidade de economia em
todos os ciclos de construção da LT, não excluindo esta tangente dos projetos. A
partir desta necessidade principal, que tem como consequência outros benefícios
na área econômica como um todo, é aplicado o modelo de projetos que estuda
uma diminuição geral de custos para a execução da infraestrutura das torres.
De acordo com Azevedo (2009 apud AZEVEDO, 2007), os custos iniciais
da construção de uma LT podem ser potencialmente minimizados ao se otimizar
os projetos de fundações, porém, é necessário maior comprometimento em
estudos e pesquisas que visam a melhoria de ferramentas a que sejam atribuídos
dados de entradas reais com relação aos materiais e carregamentos envolvidos
no dimensionamento.
Seguindo esta linha de raciocínio, há o projeto específico, que tem como
seguimento a redução de suas grandezas a partir da utilização de dados de
entrada para cálculo de, parâmetros e cargas com maior relação com a realidade
da área de implantação da fundação e da estrutura a ser locado neste, capaz de
31

projetar uma infraestrutura também com características adequadas, nem super ou


subdimensionada, para suportar o que é transmitido a ela.
Projetos específicos tendem a ter uma maior variedade de dimensões e
tipos de fundações se comparado aos projetos típicos, porém é possível, a partir
de uma análise entre as características de cada um dos modelos, que possam
haver pontos relevantes para sua utilização.
Os projetos específicos possuem um custo inicial elevado para sua
concepção, o que faz com que seja raramente solicitado, e visando estudar e
demonstrar seus benefícios ou malefícios em longo prazo, será abordado neste
estudo um comparativo com base na volumetria das fundações com intuito de
provar através de resultados satisfatórios, a vantagem de aplicar esse modelo
mais aprofundado de dimensionamento com base em trabalho já realizado pela
Empresa X.
A hipótese deste estudo é relatar e comprovar ao fim deste, a partir dos
resultados obtidos do experimento, os benefícios de um projeto específico, que é
mais aprofundado, detalhado e ocasiona maior economia sem se distanciar da
segurança e precisão.

1.6 MEIOS DE PESQUISA

Este trabalho consiste em realizar um estudo de viabilidade técnico e


econômico (EVTE) de fundações dimensionadas a partir de dois métodos de
cálculo distintos, recebendo as mesmas informações iniciais como dados de
entrada.
Todo o processo de estudo e dimensionamento foi realizado pela Empresa
X, onde para os projetos típicos é considerada a pior hipótese de carga, e para os
projetos específicos as torres são separadas em grupos de acordo com suas
respectivas cargas, e após, para ambos, determinado seu tipo de solo e
fundação.
Determinado o tipo de fundação na tipificação, são utilizados modelos de
planilhas elaboradas pela Empresa com a finalidade de dimensionar as
fundações.
32

1.6.1 Técnicas de pesquisa

A partir da planilha de cálculo de dimensionamento de fundações, é


retirado os dados de volumetria de ambos os modelos de fundações das torres
utilizadas neste estudo e, com essas informações, montada a planilha para
análise comparativa da volumetria abordando tanto valor volumétrico quanto
percentual.
Para analisar as fundações em sapata e bloco ancorado em rocha, se fez
necessário a realização de cálculos para ter um valor volumétrico total por torre,
diferentemente da forma que foi abordada no projeto final, onde se considerou a
volumetria da fundação apenas por perna.
Com o intuito de se obter informações mais relevantes do ponto de vista
financeiro, uma pesquisa de mercado é realizada buscando determinar o custo
médio de mão-de-obra, materiais, tempo de operação e equipamentos, durante a
execução do projeto da Linha de Transmissão, e, com base nisso, realizar o
levantamento de uma nova análise comparativa levando em consideração a visão
financeira como um todo, para demonstrar o quão mais econômico poder ser o
modelo específico de dimensionamento.

1.6.2 Método de abordagem

Ao final deste estudo é desejado provar, a partir de planilhas comparativas


apresentando valores finais em percentuais, que ao se utilizar o método de
cálculo específico que, apesar de ser um pouco mais complexo e levar mais
tempo que o típico, garante, à longo prazo, benefícios maiores a partir do ponto
de vista dos três pilares da construção civil: custo, tempo e meio-ambiente.
Este trabalho é estruturado em seis capítulos: 1 - Introdução, 2 -
Fundamentação teórica, 3 – Desenvolvimento, 4 - Coleta de dados, 5 -
Resultados, 6 - Análise dos resultados, 7 – Conclusão.
Na introdução, capítulo 1, são citadas informações básicas relevantes
sobre o tema abordado, bem como a justificativa e o objetivo para o estudo deste,
a metodologia de pesquisa utilizada, e os possíveis resultados a serem
encontrados ao final da pesquisa.
33

Na fundamentação teórica, capítulo 2, são abordados diversos aspectos


sobre os assuntos tratados neste trabalho. Num primeiro momento são
apresentados alguns aspectos sobre energia e LT. Também são apresentados
importantes aspectos sobre fundações, torres de LT. Além de uma abordagem
sobre investigação geotécnica e parâmetros de solo. E finalmente são
apresentados detalhes sobre os métodos de cálculos usados no trabalho.
O desenvolvimento, apresentado no capítulo 3, é o item que aborda todos
as informações consideradas no trabalho, os modelos de torres e tipos de
fundações utilizadas, descrição dos métodos de cálculo utilizados no estudo, bem
como as características que diferem um do outro e suas interpretações, assim
como para com as estruturas e infraestruturas também, de modo que este
capítulo prepara o leitor para possuir discernimento do assunto abordado e
prosseguir a leitura.
No capítulo 4, coleta de dados, são apresentados os dados pesquisados e
obtidos através da pesquisa que irão fundamentar e orientar todo o trabalho até o
seu final, como as geometrias e volumes das fundações, as cargas que
resultaram nas dimensões das fundações, os parâmetros reais dos solos usados
nos métodos de cálculo e valores unitários para estudo de mercado financeiro.
No capítulo 5, resultados, são apresentados os resultados de comparação
entre as volumetrias em porcentagem e média, e os resultados financeiros por
tópico – escavação, reaterro, concreto estrutural, concreto magro e armadura – de
modo a desenvolver e verificar a eficiência dos métodos de cálculo estudados.
Na análise dos resultados, capítulo 6, são analisados os resultados da
presente pesquisa de modo geral, com os valores totais de economia financeira e
médias de diferença volumetria, bem como o percentual de economia de material
por fundação e torre analisada.
A conclusão é apresentada no capítulo 7, com a apresentação dos
principais itens observados durante o desenvolvimento da pesquisa e análise dos
resultados encontrados com base nos números, gráficos e tabelas apresentados.
Nos anexos são apresentadas informações importantes e complementares
para um melhor entendimento do estudo realizado neste trabalho.
34

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL (SIN)

Com tamanho e características que permitem considerá-lo único em âmbito


mundial, o sistema de produção e transmissão de energia elétrica do Brasil é um
sistema hidrotérmico de grande porte, com forte predominância de usinas
hidrelétricas e com múltiplos proprietários. O Sistema Interligado Nacional é
formado pelas empresas das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e
parte da região Norte. Apenas 1,7% da energia requerida pelo país encontra-se
fora do SIN, em pequenos sistemas isolados localizados principalmente na região
amazônica (ONS, 2015a).
Canto (2012) complementa explicando que o SIN permite que diversas
regiões conduzam energia entre si, podendo assim, quando uma detecta redução
do nível de energia reservada da outra, permutar energia para esta região com
deficiência. Pelo fato da maioria das usinas de energia no país serem
hidrelétricas, quando ocorre baixa no índice de chuvas em alguma região, cabe
aos grandes troncos (linhas de transmissão de altas tensões > 500 kV), abastecer
os pontos com produção insuficiente de energia para atender as necessidades da
região local. Isso deve-se ao fato das regiões brasileiras possuírem regimes de
chuvas distintos.
A figura 1 a seguir apresenta o mapa do SIN no Brasil atual com as linhas
já em projeto e destacando a tensão de todas elas. Nesta imagem é possível
visualizar a LT utilizada neste estudo localizada na extremidade oeste do País,
podendo ser notada sua extensão e os estados que atravessa, como Roraima,
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
35

Figura 1 – Sistema Interligado Nacional – SIN

Fonte: ONS, 2015b

2.2 LINHAS DE TRANSMISSÃO

Rosa (2009) define a composição de uma linha de transmissão como uma


constituição de vários componentes que dependem, fundamentalmente, da
tensão e potência de energização, o que irá definir os condutores, cadeia de
isoladores, padrão das estruturas e os tipos de fundação a serem aplicados na LT.
As linhas de transmissão têm como finalidade transportar a energia de um
centro gerador à um consumidor. Esta energia é transmitida por corrente contínua
36

ou alternada através de cabos condutores. As torres que sustentam estes cabos –


estaiadas e autoportantes – são fixadas ao solo através de fundações.
As linhas atravessam grandes extensões, e encontram condições variáveis
na natureza de relevo, clima e solo, que influenciam diretamente no projeto das
fundações.
Por onde uma LT passa é marcada uma faixa a ser deixada em desuso,
denominada faixa de servidão, esta possui uma largura que varia de 20 a 80 m de
acordo com a tensão da energia que a linha transporta, sendo a largura da faixa
diretamente proporcional à tensão.
Na imagem abaixo (figura 2) é possível visualizar duas torres em destaque,
sendo uma estaiada e outra autoportante, e a partir desta figura, ter uma melhor
visualização e discernimento visual do que é a faixa de servidão.
Entre uma torre e outra há uma distância média de 500 m, podendo variar
de acordo com a diferença de altura entre a catenária do cabeamento e o solo.
A distância entre as torres tem consequência no dimensionamento da
fundação, pois quanto maior a distância, maior a carga a ser suportada pela
infraestrutura devido aos esforços resultantes dos cabos que são somados aos
esforços oriundos das torres metálicas.

Figura 2 – Torres metálicas estaiada e autoportante LT ATE I


37

Fonte: SNC, 2007 apud CANTO, 2012

Segundo Milani (2012), uma linha de transmissão comumente tem a


seguinte composição:
 Cabos condutores de energia e acessórios;
 Estruturas isolantes – cadeias de isoladores;
Os cabos condutores A, B e C, se conectam com os seus
respectivos isoladores, A, B e C.
 Estruturas de suporte – torres;
São as torres responsáveis por suportar e suspender os
cabos condutores para transmissão da energia. Este item é melhor
abordado no item 2.5.
 Fundações;
Elemento estrutural capaz de resistir às tensões resultantes
dos esforços da torre e seus demais componentes. Este tópico é
melhor aprofundado e explicado no tópico 2.4 deste trabalho.
 Cabos para-raios (PR);
Consiste em uma haste de metal conectada aos cabos
condutores que vai até o solo. As pontas dos cabos PR são
utilizadas para atrair os raios e desviá-los até o solo pelos cabos,
dissipando a descarga elétrica no solo sem causar danos à estrutura
da torre.
 Aterramento;
38

Trata-se de uma viga cravada no solo e conectada a um fio


que percorre toda o comprimento da estrutura. Possui como objetivo
reduzir a variação de tensão da LT, eliminar as perdas de energia e
oferecer proteção.
 Acessórios diversos

A figura 3 a seguir apresenta visualmente alguns dos elementos citados


anteriormente que fazem parte da composição de uma linha de transmissão de
modo a facilitar o entendimento da mesma.

Figura 3 – Principais elementos das linhas de transmissão

Fonte: LABEGALINI et al., 2005 apud MILANI, 2012

A distância entre as torres tem consequência no dimensionamento da


fundação, pois quanto maior a distância, maior a carga a ser suportada pela
infraestrutura devido aos esforços resultantes dos cabos que são somados aos
esforços oriundos das torres metálicas.

2.3 INVESTIGAÇÃO GEOTÉCNICA

Segundo Hachich (et al. 1998), os solos são extremamente distintos e


possuem retorno aos esforços submetidos de maneira distinta, desta forma, toda
39

experiência existente em relação a construções, sempre estarão relacionadas ao


tipo de solo existente no local de implantação da obra.
A diversidade dos solos e a enorme diferença de comportamento
apresentada pelos diversos solos perante as solicitações de interesse da
engenharia, levou a que eles fossem naturalmente agrupados em conjuntos
distintos, para os quais algumas propriedades podem ser atribuídas. Desta
tendência natural de organização da experiência acumulada, surgiram os
sistemas de classificação dos solos (HACHICH et al., 1998).
O objetivo da classificação dos solos, sob o ponto de vista de engenharia, é
o de poder estimar o provável comportamento do solo, ou, pelo menos, o de
orientar o programa de investigação necessário para permitir a adequada analise
de um problema.
De acordo com Hachich (et al. 1998), a sondagem de percussão é um
processo geotécnico in situ, capaz de amostrar o subsolo e que esta, quando
associada ao ensaio de penetração dinâmico (SPT), é capaz de estimar a
resistência do solo ao longo do percurso de profundidade perfurada.
Hachich (et al. 1998) complementa, com a realização de uma sondagem
pretende-se conhecer o tipo de solo atravessado a partir de uma amostra obtida,
a resistência oferecida pelo solo à penetração do amostrador e a possível
existência e posição de níveis de água, todos estes fatores são obtidos a cada
metro perfurado.
A figura 4 abaixo mostra um registro da investigação geotécnica SPT sendo
realizada por três funcionários, com o tripé já montado e um dos funcionários
içando o martelo para posterior queda. É possível visualizar também na imagem o
conjunto motor-bomba, utilizado para a circulação de água durante o avanço da
perfuração.

Figura 4 – Sondagem SPT sendo executada pela empresa de sondagens e estaqueamentos –


Multisolos (Passo Fundo/RS)
40

Fonte: FOLLE, 2010

Segundo Costa, o Standard Penetration Test (SPT) é um dos ensaios


geotécnicos de campo mais difundidos e utilizados no mundo. Vários países
possuem há décadas normalização específica para o ensaio, sendo no Brasil em
vigência a NBR 6484 (2001).
Belicanta e Ferras (2000) afirmam que “não há como desenvolver projetos
de fundações e de geotecnia em geral sem investigações de campo. Nesse
contexto, a sondagem de simples reconhecimento associada ao ensaio do tipo
SPT (Standard Penetration Test), com sua simplicidade e robustez, tem se
mostrado suficientemente eficiente, tornando-se não só no seu país de origem,
mas também no Brasil, uma sondagem/ensaio de uso corrente nas obtenções de
parâmetros necessários a tais projetos.
41

Contudo, mesmo seguindo-se rigorosamente a norma, uma sondagem SPT


é sujeita a diversos fatores que podem influenciar seus resultados. Tais fatores
são inerentes às condições de uso dos equipamentos, à equipe executora e aos
procedimentos seguidos (Belincanta, 1994). Mesmo se a variabilidade natural do
solo pudesse ser desconsiderada, duas equipes distintas executando ensaios
SPT em uma mesma camada poderiam chegar a valores de índices de
resistência à penetração Nspt divergentes por conta de influências acima
mencionadas. Isto ocorre porque o Nspt depende da energia transmitida ao
sistema amostrador-solo (COSTA et al.).
Segundo Belicanta e Ferraz, o SPT, isto é, o ensaio em si, se constitui na
cravação, a partir da extremidade do furo de sondagem e a cada metro de
perfuração, de um amostrador tubular padrão, apresentado abaixo na figura 5, de
51 mm de diâmetro externo e 35 mm de diâmetro interno, através de impacto de
um martelo de 650 N, com queda de 750 mm. O índice de resistência à
penetração N, proveniente do ensaio do tipo SPT, corresponde ao número de
golpes necessários à cravação do amostrador em 300 mm, após a cravação
inicial de 150 mm.

Figura 5 – Amostrador padrão bipartido do ensaio SPT

Fonte: FOLLE, 2010


42

A figura 6, segundo Ruver, apresenta as duas fases dos ensaios: cravação


do amostrar e avanço do furo de sondagem por meio de trépano de lavagem; bem
como os detalhes e dimensões dos principais elementos que compõem a
aparelhagem necessária para a execução do ensaio SPT.

Figura 6 – (a) Ensaio SPT durante a cravação do amostrador padrão, e (b) avanço da perfuração
por meio de trépano de lavagem

Fonte: RUVER, 2005

2.4 FUNDAÇÕES

Fundações são os elementos estruturais com função de transmitir as


cargas da estrutura ao terreno onde ela se apoia (AZEREDO, 1988 apud CANTO,
2012). Desta forma, elas precisam ser dimensionadas de modo a resistir de forma
adequada à todas as tensões consequentes dos esforços vindos das torres.
Além disso, o solo, que é também um fator de extrema importância a ser
considerado, deve ter uma boa capacidade de suporte, de modo a não sofrer
rupturas ou apresentar deformações. O mesmo tem grande consequência no
dimensionamento da infraestrutura, influenciando na geometria e tipo de fundação
a ser aplicada em cada ponto.
43

Wolle (1993) afirma que para a escolha correta da infraestrutura a ser


aplicada, é necessário conhecimento dos esforços atuantes sobre esta, as
características dos solos e também dos elementos estruturais que à compõe.
Desta forma, é analisada a possibilidade de se utilizar os distintos modelos de
fundações em ordem crescente de custos e obscuridade.
Milani (2012) complementa: “O tipo de fundação mais adequada para as
torres de uma determinada LT, do ponto de vista técnico e econômico, não pode
ser fixada a priori, pois depende de uma análise envolvendo a grandeza das
cargas, as condições dos subsolos e a logística de implementação das mesmas,
ou seja, depende da mão-de-obra, do material e dos equipamentos necessários
para sua execução. ”
As fundações mais utilizadas para torres autoportantes são as sapatas,
blocos ancorados em rocha e tubulões. Em situações especiais são aplicadas
estacas para solos extremamente fracos ou em casos de travessias de rios.
A figura 7 mostra as sapatas pré-moldadas com fuste vertical utilizadas na
LT Norte Brasil nas torres estaiadas. Nas torres autoportantes as sapatas eram
moldadas in loco e possuíam fuste inclinado.
44

Figura 7 – Sapatas pré-moldadas com fuste vertical utilizadas na LT Norte Brasil

Fonte: Adaptado de Empresa X, 2012


A figura 8 apresenta uma visão da armadura e formas do bloco ancorado
em rocha, mostrando detalhes da armadura de ancoragem e inclinação do fuste.
Esta fundação teve incidência menor na construção da LT.
45

Figura 8 – (a) Visão das armaduras de ancoragem e estrutural do bloco, (b) vista da base e do
fuste do bloco e (c) vista de perfil da forma do bloco ancorado em rocha da torre 135-2 pronto para
concretagem

(a)

(b) (c)
Fonte: Adaptado de Empresa X, 2012

Na imagem abaixo (figura 9), é possível ver detalhes do método construtivo


da fundação em tubulão sem base alargada, apresentando uma visualização da
cava – já com o fundo compactado –, armadura e lançamento do concreto.
46

Figura 9 – (a) Visão das armaduras do tubulão sem base alargada da torre 1894-2, (b)
concretagem do tubulão e (c) cava do tubulão antes da colocação da armadura e concretagem

(a)

(b) (c)
Fonte: Adaptado de Empresa X, 2012

2.5 TORRES DE LINHAS DE TRANSMISSÃO

As estruturas de suporte das linhas de transmissão têm como finalidade


sustentar os cabos condutores e para-raios, respeitando uma distância adequada
de segurança, desempenho e custo. Tais estruturas são, em geral, construídas
em treliças com perfis de aço galvanizado ou em postes de aço, concreto ou
madeira. No Brasil, é comum o uso de postes de madeira para tensões de 33 kV
e 69 kV e postes de concreto para o intervalo de 69 a 230 kV (Santiago, 1983).
Para tensões superiores a 138 kV, as estruturas mais usuais são as do tipo
treliçado. Todavia, observa-se, na região norte do país, o uso de postes de
concreto para tensões entre 138 kV e 230 kV (VELOZO, 2010).
Velozo (2010) completa que, no Brasil, é usado com mais constância as
torres metálicas treliçadas devido a sua possibilidade de ser implantada em áreas
pequenas, de espaço limitado. Estas estruturas apesar de terem uma elevada
47

altura, são leves e práticas por serem extremamente mais esbeltas, além de
possuírem também composição modular, o que viabiliza ajustes para que estas
sejam melhor aplicadas ao seu ponto de locação. Em consequência disso, seus
projetos executivos devem considerar suas inúmeras hipóteses de carregamento
devido as variações de montagem das torres, com diferentes alturas e extensões
de pernas – niveladas ou desniveladas – em distintas combinações.
Segundo Gontijo (1994), as torres utilizadas em linhas de transmissão
podem ser subdivididas quanto à disposição, ao número de circuitos elétricos, à
sua função na linha, à voltagem da linha, ao formato da silhueta da torre e à forma
de resistência das estruturas.
Quanto ao número de circuitos elétricos:
 Um circuito;
 Dois circuitos.
Quanto à resistência das estruturas:
 Torres autoportantes: São estruturas compostas de uma parte
superior, que pode ser reta ou triangular, e uma parte piramidal na
base, apoiada sobre quatro fundações que sustentam os quatro
montantes da torre (MILANI, 2012). As torres autoportantes podem
ser de suspensão, de ancoragem ou em ângulo.
 Torres estaiadas: São compostas por um mastro central treliçado,
apoiado na base, cuja estabilidade lateral é garantida por quatro
estais presos no topo, ou próximos ao topo, do mastro (MILANI,
2012).
Quanto à voltagem da linha:
 Alta tensão;
 Extra alta tensão;
 Ultra alta tensão;
Quanto à sua função na linha:
 Torres de suspensão: Têm a função de sustentar os cabos
condutores, suspensos através das cadeiras de isoladores, e os
cabos para-raios. Estas representam a maioria das torres em uma
LT. São utilizadas alinhadas ou com pequeno desvio angular
(MILANI, 2012);
48

 Torres de ancoragem: Utilizadas para ancoragem dos cabos. Podem


ser chamadas de terminal, nesse caso usadas nas extremidades da
LT, ou de ancoragem intermediária, quando colocadas entre as
estruturas de suspensão (apoio de cabos). Têm ainda a função de
ponto de tracionamento, além de evitar a ocorrência do efeito
cascata na linha (MILANI, 2012);
 Torre em ângulo: Segundo Milani (2012), esta é aplicada quando da
necessidade de alterar notavelmente a direção em que a LT segue;
 Ainda podem ser citadas às torres de derivação e de transposição,
todavia, não há a necessidade de descrição destas no referido
trabalho.

2.5.1 Torres estaiadas

Neste tipo de estrutura são empregados tirantes (ou estais) a fim de


absorver os esforços horizontais transversais e longitudinais. Os estais são
compostos por um cabo de aço, geralmente galvanizado. Em locais que possuem
agressividade ao zinco utilizam-se cabos de aço-alumínio ou aço-cobre. Os estais
transferem ao solo, através de ancoras equilibrando as componentes das
resultantes horizontais (LABEGALINI et al., 2005 apud MILANI, 2012).
Ainda de acordo com Milani (2012), uma das grandes desvantagens pela
escolha de aplicar torres estaiadas é a necessidade de uma grande área para
locar os estais da estrutura e também de terreno com topografia favorável para a
implantação dos mesmos, já que em terrenos não regulares é mais favorável a
utilização de torres autoportantes, estas também preferíveis como escolha de
torres para ancoragem ou fim de linha.
Como citado anteriormente conforme Velozo (2010), Milani (2012) também
confirma as vantagens de características como esbeltes e leveza das torres
metálicas treliçadas, e vai além ao afirmar que estas apresentam um melhor
comportamento mecânica. Porém, a partir destas mesmas características, estas
estruturas possuem reduzido amortecimento, refletindo em uma alta sensibilidade
às vibrações quando sujeitas a ações dinâmicas.
49

Segundo abordado por Junior, as torres estaiadas são locadas em trechos


em suspensão e em alinhamento, onde não há necessidade de uma angulação
no traçado da linha. Por serem mais esbeltas, possuírem uma menor quantidade
de estrutura metálica e quatro estais de cabos metálicos, esta torre torna-se mais
leve se comparada com a as autoportantes, podendo ter uma relação de 1 para 4,
tornando-a mais barata.
As figuras 10 e 11 abaixo apresentando uma torrei estaiada do tipo
monomastro, locada na LT Norte Brasil. Identificada com a numeração 2407-1,
esta foi a primeira torre a ser montada nesta linha. As imagens apresentam o
içamento da torre e também, esta já montada, com os estais tracionados e pronta
para a passagem do cabeamento.

Figura 10 – Içamento da torre estaiada 2407-1

Fonte: Empresa X, 2012


50

Figura 11 – Torre estaiada 2407-1, primeira torre montada da LT Norte Brasil

Fonte: Empresa X, 2012

2.5.2 Torres autoportantes

Milani (2012) explica que uma das principais características das torres
autoportantes é a capacidade que possuem de se auto suportarem, se manterem
em equilíbrio sem a necessidade do auxílio de estais, como nas torres estaiadas.
Nas estruturas autoportantes todos os esforços são transmitidos ao solo pelas
fundações existentes em cada uma de suas quatro pernas, que sustentam os
quatro montantes da torre.
De acordo com Milani (2012), as infraestruturas são sujeitas, de forma
oscilante, a esforços de compressão e arrancamento, com exceção das torres
que possuem grande ângulos e de fins de linha, estas denominadas de torres
terminais.
51

Torres autoportantes podem ser de suspensão, de ancoragem, em ângulo,


ou terminal. As torres de suspensão são comumente as mais altas, e utilizadas
em trechos retos ou pontos de vértice (mudança de direção da linha de
transmissão) pequenos, de até 6 de deflexão à diretriz. As torres de ancoragem
em ângulo são as mais usadas em vértices, que vão até 30 de deflexão, e as
torres de ancoragem terminal, são aplicadas nas extremidades da linha e também
em situações de vértice 30 <  < 55~60.
Para esta pesquisa foram utilizados dois modelos de torres autoportantes
de ancoragem, aplicadas em vários trechos da linha, sendo assim, submetidas a
uma grande variação de pedologia.
A figura 12 a seguir apresenta um exemplo de torre autoportante e
fundação em sapata, que é uma das fundações rasas utilizadas para este tipo de
torre. Na apresentação da fundação em tubulão é possível ver o afloramento do
mesmo, e isto é aplicado e obrigatório em todo tipo de fundação para LT, tendo
que possuir no mínimo 30cm de afloramento de concreto.

Figura 12 – Fundações típicas para torre autoportante

Fonte: SNC, 2012 apud CANTO, 2012


52

2.6 TEORIA DE BASE

Com o estudo de artigos e teses dentro da mesma linha de pesquisa, foi


possível transmitir informações introdutórias mais completas e precisas sobre o
assunto, além de aprimorar o conhecimento para assimilação de ideias e
objetivos dentro do tema.
Como referência bibliográfica principal foram utilizadas a dissertação de
graduação em Engenharia Civil de Janaina Batista Canto, por estar alinhada com
a área a ser abordada na atual pesquisa, além de ambos terem como uso a
mesma linha de transmissão para estudo, LT 600 kV Coletora Porto Velho –
Araraquara 2 – Bipolo 2, e a dissertação de Mestrado em Graduação Civil de
Alisson Simonetti Milani, que aborda tema relacionado à LT e torres de energia.
Para referências secundárias procurou-se utilizar pesquisas e artigos que
abordassem estudos comparativos de fundações, ou apenas estudo de
viabilidade para aplicação de certo tipo de fundação, seja na área predial ou de
energia. Estes tipos de referências auxiliaram na orientação da abordagem do
tema e informações do assunto, principalmente a tese de Doutorado de Ricardo
Abranches Felix Cardoso Junior, por também abordar a mesma LT como base de
seu estudo de Licenciamento Ambiental de Sistemas de Transmissão, sendo
importante para obtenção de dados da Linha para complementação deste
trabalho referido.
Em relação ao comparativo financeiro abordado após estudo da volumetria
das fundações, é tido como referência de grande suporte de cálculo e
informações o trabalho de Tadeo Jaworski, que apresenta detalhadamente
métodos de cálculo de capacidade volumétrica e realização de atividades
adequados para cada equipamento escolhido no estudo e, as tabelas SINAPI que
dão base financeira com seus preços unitários atualizados e confiáveis em
diversas considerações de insumos.
53

3 DESENVOLVIMENTO

3.1 A LINHA DE TRANSMISSÃO NORTE BRASIL

A LT Norte Brasil possui 2420 quilômetros de extensão e atravessa 87


municípios pertencentes aos Estados de Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Minas
Gerais e São Paulo. A Linha interliga as Subestações (SE) Coletoras de Porto
Velho, no Estado de Rondônia, e Araraquara 2, no Estado de São Paulo. A figura
13 abaixo mostra o traçado desta Linha de Transmissão (adaptado de RIMA,
2010 apud CANTO, 2012).

Figura 13 – Traçado da LT Norte Brasil e estados interceptados

Fonte: CAM, 2010 apud JUNIOR, 2014

A linha estudada é denominada de Linha de Transmissão 600 kV CC Porto


Velho – Araraquara 2 – Bipolo 2, e corresponde ao lote G do leilão da ANEEL
54

007/2008. Está conectada a duas Estações Conversoras implantadas nas SE


coletoras de Porto Velho e outra em Araraquara.
Junior (2010) explica que a opção de se ter uma série de estruturas
diversificada – 16 tipos de torres – é decorrente da grande extensão da LT. Essa
escolha visa um melhor aproveitamento e otimização na construção da linha a
partir da capacidade de carga de cada torre e seus esforços em diversos locais ao
longo do traçado.
Segundo o projeto básico elaborado pela Empresa X (2012), as torres
aplicadas à LT Norte Brasil são:
 Torres estaiadas
o EL6AN
o EL6BN
o EM6AN
o EB6CN
o EF6AN
o EL6CN
o EM6BNE
o EM6CN
o EP6CN
 Torres autoportantes
o SL6AN
o SL6BN (Foi cancelada a aplicação desta torre durante a
etapa de projetos)
o SL6ANE
o SM6NE
o SM6N
o SL6CN
o A6N
o T6N

As torres utilizadas neste estudo de cenário são as torres A6N e T6N, para
as quais foi realizado um dimensionamento das fundações pelo método de cálculo
típico e específico.
A escolha dessas torres para a realização deste estudo de
dimensionamento se deve ao fato de serem utilizadas em condições extremas de
ancoragem e deflexão, gerando uma carga maior sobre o solo e
consequentemente maior custo financeiro para construção e locação das
mesmas.
55

3.2 TORRES AUTOPORTANTES

3.2.1 Torre A6N

Segundo informações obtidas da Empresa X (2012), a torre A6N é aplicável


à linhas com tensões de 600 kV e com circuitos de corrente contínua. É
empregada em situações de ancoragem em meio de linha com deflexão de 30°
(graus). Seus perfis metálicos são compostos por aços ASTM A36, ASTM A572
grau 50 e ASTM A572 grau 60, e parafuso ISO 898-1 CLASSE 5.8.
O anexo A apresenta o resumo das hipóteses de cargas recebidas pelo
fabricante da estrutura, sendo estas, utilizadas para a realização do resumo
principal que define as cargas consideradas para o dimensionamento típico da
fundação.
Os anexos C e E mostram, respectivamente, as cargas da torre A6N
utilizadas para o dimensionamento típico, sendo esta, a pior hipótese de carga
encontrada para a aplicação da torre, decorrente da obtenção de dados de
carregamentos do anexo A e, as cargas utilizadas para o dimensionamento
específico, sendo estas apresentadas da forma carga por torre.
O anexo G apresenta a silhueta detalhada da torre T6N, para melhor
visualização e compreensão de suas características ligadas à design, geometria,
variações e outros fatores consideráveis.
O anexo I aborda um exemplo de relatório de sondagem à percurssão
realizada no ponto de locação de uma torre A6N.

3.3 TORRE T6N

Segundo informações obtidas da Empresa X (2012), a torre T6N é aplicável


à linhas com tensões de 600 kV e com circuitos de corrente contínua. É
empregada em situações de ancoragem em meio ou fim de linha com deflexão de
no máximo 60°. Seus perfis metálicos são compostos por aços ASTM A36, ASTM
A572 GR 50 e ASTM A572 GR 60, e parafuso NBR-8855 CLASSE 5.8.
56

O anexo B apresenta o resumo das hipóteses de cargas recebidas pelo


fabricante da estrutura, sendo estas, utilizadas para a realização do resumo
principal que define as cargas consideradas para o dimensionamento típico da
fundação.
Os anexos D e F mostram, respectivamente, as cargas da torre T6N
utilizadas para o dimensionamento típico, sendo esta, a pior hipótese de carga
encontrada para a aplicação da torre, decorrente da obtenção de dados de
carregamentos do anexo B e, as cargas utilizadas para o dimensionamento
específico, sendo estas apresentadas da forma carga por torre.
O anexo H apresenta a silhueta detalhada da torre T6N, para melhor
visualização e compreensão de suas características ligadas à design, geometria,
variações e outros fatores consideráveis.
O anexo J aborda um exemplo de relatório de sondagem à percurssão
realizada no ponto de locação de uma torre T6N.
Quando comparada à torre A6N é possível notar que a torre T6N possui
menor altura em sua montagem básica e, consequentemente, menor carga,
ocasionando menores geometrias de fundação e menor custo de construção,
mesmo sendo uma torre passível de aplicação a condições piores de deflexão.

3.4 DIMENSIONAMENTO TÍPICO

Cada dimensionamento segue uma metodologia de projeto até sua


finalização, passando por resumo de cargas, sondagens, análise das sondagens,
tipificação dos solos e escolha das fundações.
As normas utilizadas para o dimensionamento são as NBRs 5629, 6118 e
6122 da ABNT.
A fundação típica é dimensionada de modo a suportar toda a variação de
esforços em um solo característico. Ela atende a mesma torre, independente das
suas diversas situações de carga, sendo assim, dimensionada a partir da pior
hipótese de carga da torre.
O projeto típico é realizado de forma rápida e possui poucas variações de
fundações para aplicações semelhante, sendo pelo menos um projeto para
atender cada condição de solo.
57

O dimensionamento consiste em pegar informações de carga nas


fundações a partir de um resumo realizado em cima de todas as hipóteses de
cargas possíveis na infraestrutura, dados estes que são enviados pelos
fabricantes das torres. Este resumo é obtido pegando a maior carga de
compressão e tração e suas respectivas cargas horizontais – transversal e
longitudinal – que constituem a hipótese de referência.
Os anexos A e B apresentam o resumo das hipóteses de cargas das torres
A6N e T6N respectivamente e, como citado nos itens 3.2.1 e 3.2.2, nos anexos C
e D são mostradas as cargas nas fundações utilizadas no dimensionamento
típico, que são as piores hipóteses e que, consequentemente, irão ocasionar uma
fundação com geometrias máximas necessárias para resistir aos esforços.
A partir de sondagens SPT realizadas no ponto central de locação da torre
– pontos estes definidos pela projetista por serem considerados pontos
geotécnicos críticos, e que devem ser investigados ao longo do traçado – é
definido o tipo de solo e a fundação a ser aplicada à torre. A figura 14 apresenta
um esquema dos pontos de sondagens escolhidos em uma linha fictícia entre
uma SE e outra, de modo a exemplificar melhor as etapas descritas nos
parágrafos anteriores.

Figura 14 – Esquema dos pontos de sondagens escolhidos


58

Fonte: SNC, 2012 apud CANTO, 2012

Com relação a figura acima, o número da estrutura é denominado


conforme sua localização no quilômetro da linha. O primeiro número é sempre
referência ao quilômetro da LT em que a torre se encontra, e o segundo número é
a posição da torre neste quilômetro, logo, a torre 1-3, é a terceira torre locada no
primeiro quilômetro da linha.
Os parâmetros utilizados para determinação dos tipos de solos a serem
considerados no dimensionamento típico são estimados e agrupados conforme a
resistência mecânica, estas características estão apresentadas na figura 15, e
são classificados a partir do número de golpes da sondagem SPT.
Os projetos típicos são elaborados baseados em parâmetros geotécnicos
estimados do solo. Este procedimento ocorre, pois, a campanha de investigação
dos solos (execução das sondagens) demanda normalmente quase todo o
período de tempo estimado para a concretização do projeto. Tal procedimento
torna mais ágil a execução destes. O Nspt (n° de golpes da sondagem SPT) do
solo no local de uma estrutura é comparado com os definidos na tabela e assim
aplicado o projeto adequado (CANTO, 2012).

Figura 15 – Parâmetros geotécnicos do dimensionamento típico


59

Fonte: SNC, 2012 apud CANTO, 2012

Os solos IS, IIS, IIIS são solos com características similares aos seus
respectivos, I, II e III, porém com presença de água, sendo o S uma referência à
submerso que, consequente, reduz a capacidade de resistência do solo.
O quadro 1 abaixo descreve algumas características dos tipos de solos
utilizados e faz uma conexão com a figura 15 que indica os parâmetros
geotécnicos de resistência dos mesmos para melhor entendimento do tipo do solo
e também, para compreender as distinções nas geometrias das fundações para
aplicação em cada um.

Quadro 1 - Descrição dos tipos de solos


60

Tipos de solos Descrição

Solos residuais jovens, passando, eventualmente, em


profundidade, à rocha completamente decomposta, tendo
cobertura de solo coluvial/residual maduro, de no máximo 1 m
I e IS de espessura. Os solos residuais jovens apresentam,
geralmente, constituição silto-arenosa ou areno-siltosa, às
vezes micáceos, exibindo as feições remanescentes da rocha
matriz e, tendo cores variegadas.

Solos residuais maduros, não porosos e não colapsáveis,


podendo passar a solo residual jovem em profundidade, com
cobertura de solo coluvionar de no máximo 1,5 m de
espessura. Os solos residuais maduros apresentam
II e IIS constituição mais argilosa que os solos residuais jovens, têm
coloração mais uniforme, vermelha, amarela ou rósea e
confundem-se com os solos coluvionares, que, geralmente, em
sua transição para o substrato, apresentam uma camada de
fragmentos de quartzo.

Solos coluvionares ou aluvionares (transportados), não


colapsáveis e não porosos, em zonas permanentemente acima
do nível d’água subterrâneo. São mais argilosos que os
eventuais residuais maduros sotopostos. Têm cor em geral
III e IIIS
marrom e/ou amarela. Os aluvionares, ou transportados, têm
as mesmas características que os coluvionares, diferenciando-
se desses pela existência de um nível de seixos rolados no
contato com o substrato.

Rocha sã ou pouco decomposta, escavável apenas com


explosivos, com poucas fraturas, podendo apresentar oxidação
IV
superficial, sem ou com pouca decomposição da rocha com
matriz sã.

Fonte: Adaptado de VELOZO, 2010 e complementado com informações de Empresa X, 2012

As sondagens são recebidas da Empresa responsável pela execução das


mesmas já em formato oficial, e a partir deste é feita análise dos golpes em
profundidade mediana – se a sondagem for até tal profundidade –, classificada
como 5m, onde a fundação deverá ficar assentada, e assim, em conjunto com
61

dados apresentados nos anexos C e D, atribuir as informações às planilhas de


dimensionamento típico da respectiva fundação escolhida.
Nos anexos I e J são mostrados alguns relatórios de investigação
geotécnica das torres A6N e T6N respectivamente.
Com os relatórios de sondagens em mãos, são analisados os números de
golpes em cada camada de solo e atribuído uma tipificação deste ponto. Após a
definição de solo para cada torre, é montada a tipificação dos solos, e
determinadas as fundações necessárias para atender todas as condições de
torre, carga e solo na LT.
Com estes dados é montado o quadro resumo, que é um quadro que
contém os tipos de fundações, torres e solo. O quadro resumo referente às torres
utilizadas neste estudo e suas respectivas fundações é mostrado abaixo
detalhadamente no quadro 2.
Neste quadro é informado o tipo de fundação aplicado a cada torre, e para
que tipos de solos a mesma foi projetada para atuar e resistir aos esforços. Estas
informações estão apresentadas no quadro 2 abaixo, e é a etapa final onde é
realizada a escolha das fundações.
Neste estudo não foi considerada a fundação em estaca por se tratar de
uma fundação especial aplicada em solos extremamente fracos.
62

Quadro 2 – Quadro resumo de fundações

QUADRO RESUMO

Nomenclatura
Tipo de solos*
Tipo de
Tipo de fundação
torre
I IS II IIS III IIIS IV V

Tubulão sem base


TSB x x x x x
alargada (Figura 19)
Tubulão com base
TCB x x x
Autoportante

alargada (Figura 20)


A6N

Sapata (Figura 21) S x x x x

Bloco ancorado em
BR x
rocha (Figura 22)

Estaca EST x

Tubulão sem base


TSB x x x
alargada
Tubulão com base
TCB x x X
Autoportante

alargada
T6N

Sapata S x x

Bloco ancorado em
BR x
rocha

Estaca EST x

* I ao IV: Fundações típicas e V: Fundações especiais (solos fracos)


Fonte: Adaptado de CANTO, 2012 com dados de Empresa X, 2012

A figura 16 abaixo mostra a escolha das fundações para cada ponto das
torres locadas, tenham elas sondagens ou não.
As fundações em SPPM (sapata pré-moldada com placa pré-moldada) e
VPM (viga pré-moldada) são aplicáveis somente em torres estaiadas, ao qual é
denominada no esquema abaixo como torre A. As demais denominações de
torres no esquema – B, C, D, E e F – representam as autoportantes.
63

O nome da fundação aplicável a determinada torre é montada com a


abreviatura do tipo de fundação escolhida, nome da torre e tipo de solo, nesta
exata ordem, como é demonstrado na figura 16 abaixo.

Figura 16 – Esquemático da escolha das fundações

Fonte: SNC, 2012 apud CANTO, 2012

Após essas etapas, as fundações são dimensionadas conforme as NBRs


indicadas no início do subitem 3.3. Além destas, são utilizados como referências
de dimensionamento para os tubulões os livros de PFEIL (1989), BROMS (1964)
e BIAREZ E BARRAUD (1968). Para o dimensionamento de sapatas são
considerados como referência também os livros de BIAREZ E BARRAUD (1968),
PFEIL (1989) e BOWLES (1988). No dimensionamento dos blocos ancorados em
rocha são usados como referência de cálculo os livros VELLOSO E LOPES (2004
64

e 2010) e PFEIL (1989). A NBR 5629 é somente utilizada como referência no


dimensionamento do BA.

3.5 DIMENSIONAMENTO ESPECÍFICO

O dimensionamento específico se difere do típico pelo aprofundamento no


estudo dos dados recebidos para entrada, sendo estes, as sondagens e os
carregamentos atuantes na fundação.
Com relação às sondagens, apresentadas nos anexos I e J, pelo método
de cálculo específico, é realizada leitura mais aprofundada, com conclusões sobre
o solo sobre o qual será implantada a fundação com base nas descrições do
mesmo no documento resultado da amostragem do solo ao longo de sua
profundidade penetrada. Neste são incluídas descrições sobre as características
do solo e o tipo de material predominante no mesmo, seja ele argila, areia, silte,
ou uma mistura variável entre estes, ou ainda rocha e suas demasiadas variações
de descrições como, rocha sã, rocha fraturada, rocha alterada, alteração de
rocha, pedregulhos, cascalhos, entre outros. Também é considerada a existência
de água no local, sua profundidade e variação de profundidade entre as 24 horas
do ensaio, como também a possibilidade de ter água e com qual frequência neste
local, esteja este em uma área de banhado, brejo, planície de inundação, ou com
momentos temporários raros de alagamento.
Todos estes fatores ligados a presença de água no local determinado para
locação da infraestrutura e, consequente da fundação, apesar de também serem
considerados no estudo do dimensionamento típico, possuem maior interpretação
ao decorrer do estudo do método agora abordado, para que com isso, possa-se
limitar e condicionar o dimensionamento de modo que a fundação seja a mais
precisa, adaptável e resistente às condições reais e necessárias do ambiente
onde será implantada.
Além desta leitura dos relatórios de sondagem, é estudado em paralelo
relatórios de inspeções táteis-visuais, – com exemplo modelo apresentado no
anexo K – que são documentos preenchidos no momento da visitação, onde o
profissional responsável pela sua elaboração descreve de modo sucinto as
descrições perceptíveis no primeiro momento ao se olhar para o solo local, assim
65

como características relacionadas ao toque neste como, textura, coesão,


granulometria e, até mesmo em alguns casos, de composição. Este relatório é
encaminhado à projetista juntamente com uma fotografia do solo do local tanto
em seu ambiente, como também às vezes retirado, para melhor visualização e
interpretação do profissional secundário que está a receber as informações.
São utilizadas também as plantas de perfil do traçado da LT no geral, ou
somente para visualização das torres que está sendo estudada a utilização do
método de cálculo específico. Nestas plantas de perfil, mostradas no anexo L,
estão indicadas todas as informação importantes e necessárias para localização e
entendimento do ambiente e do traçado por onde passa a LT, tais como,
coordenadas de locação da torre, pernas, altura e tipo de estrutura escolhida para
locação, além de informações do entorno como representação do relevo, nível
d’água em baixa ou cheia e, em alguns casos muito necessários, afloramento
mínimo de alguma fundação, seja para nivelamento das pernas da torre em caso
de desnível de terreno muito elevado, ou para que a infraestrutura não fique
submersa em caso de níveis d’água muito elevados.
Estas informações em conjunto dão uma base confiável e precisa para
determinação de dados do solo que, para o outro método eram tabelados, como
apresentado na figura 15. Para o dimensionamento específico não mais existe
uma tabela com parâmetros de solos ou tipos de solos padronizados com suas
respectivas nomenclaturas, como utilizado no dimensionamento típico e mostrado
no quadro 1, estas informações e fatores são determinados no momento do
cálculo após leitura e estudo dos documentos recentemente citados, dando maior
certeza e veracidade para as informações utilizadas como dado de entrada para
cada fundação projetada.
Acerca dos carregamentos, para estes dados não mais são consideradas
as piores hipóteses de carga, mas sim, é considerado detalhes reais de cada
estrutura, como altura real e características de cada componente da mesma,
indicado na figura 17 abaixo, como modelo, quantidade e posição da(s) mísula(s),
tipo e comprimento da torre básica, presença ou não de extensão, altura das
pernas aplicadas, e as respectivas cargas de cada um, além das variantes de
esforços externos atuantes, como as cargas de vento e peso dos cabos que as
torres sustentam. Os valores apresentados na figura abaixo para extensão e
66

pernas são os mais comuns encontrados nas variações dos modelos de


estruturas.

Figura 17 – Modelo de estrutura com detalhe de composição

Fonte: Adaptado de Empresa X, 2016

As cargas específicas, estas apresentadas nos anexos E e F, são obtidas


de forma que haja um carregamento como dado de entrada distinto para cada
67

conjunto de infraestruturas a serem dimensionadas para uma torre, por estas


sofrerem ações e transmitir esforços sempre diversificados.
Os resultados de esforços obtidos são avaliados e, a partir disto, as cargas
são separadas em grupos por faixa de variação dos carregamentos e também
similaridade do solo em que cada estrutura se encontra, estes grupos montados
são mostrados nos quadros 3 e 4 abaixo, de modo que possa se produzir uma
quantidade de projetos limitadas, mas que atendam, de modo objetivo, as
necessidades de suporte das torres sem ocorrer superdimensionamento.

Quadro 3 – Apresentação dos grupos de fundações específicas aplicadas às torres A6N

A6N
Tipo de
Grupo Torres
fundação
332-3, 574-1, 961-2, 980-1, 1043-2, 1283-1, 1626-1,
ESP1
1640-1, 2411-1

ESP2 1086-2, 1093-1, 1620-1, 1655-2, 2407-2


TCB
ESP3 1294-1, 1342-1, 1400-1, 1464-2, 2435-2

ESP4 1068-1, 1688-1

ESP1 8-2, 20-2, 390-2, 503-2, 613-1, 725-2, 1985-1

ESP2 893-3, 956-2, 967-2, 1204-2, 1659-2, 1665-1

ESP3 1861-1, 2335-1, 2355-1, 2404-2, 2456-2

ESP4 1689-1, 1747-2, 1761-1, 2181-2, 2570-2


TSB
ESP5 2188-2, 2388-1, 2391-3, 2420-2, 2454-1, 2486-1

ESP6 826-3, 1414-2, 1705-2, 2297-2, 2536-3

ESP7 1950-2

ESP8 2317-1
S
ESP1 59-1, 74-1, 166-1, 313-1, 2278-3, 2383-1, 2389-1
ESP2 90-2, 309-1, 951-1
68

ESP3 1240-2

ESP4 623-1

ESP5 1466-2, 1675-1

ESP7 1687-2

ESP8 1327-1

BR ESP1 253-1, 1028-1, 1455-1, 1470-2, 1487-2


Fonte: Adaptado de Empresa X, 2016
O grupo S-A6N-ESP6 não é mostrado na tabela devido às estruturas que
se atribuíam a este grupo terem sido desconsideradas para estudo de uso de
fundações específicas nelas.

Quadro 4 – Apresentação dos grupos de fundações específicas aplicadas às torres T6N

T6N
Tipo de
Grupo Torres
fundação

ESP1 1320-2, 1404-2, 1633-3

TCB ESP2 1255-1, 1423-1, 1468-2, 1545-2

ESP3 0-0

ESP1 24-2, 549-1

TSB ESP2 1416-2, 2254-2, 2321-1, 2545-1

ESP3 0-1

ESP1 366-1, 1323-2, 2444-2

S ESP2 489-1

ESP3 1965-3

BR ESP1 1462-2, 1465-1, 1477-1, 1490-2, 1670-2


Fonte: Adaptado de Empresa X, 2016
69

Para a LT em estudo a faixa de variação dos carregamentos intervalou em


uma carga de 30 a 50t, podendo assim, obter resultados de dimensionamento que
não encontrasse distinções de geometria elevadas.
Com estes dados mais detalhados e aprofundados, é realizado o
dimensionamento das fundações específicas, de modo a tentar obter resultados
de geometrias menores, mais esbeltas e mais econômicas.
O processo de cálculo do método específico é o mesmo do típico,
utilizando-se das mesmas referências de cálculo abordadas no subitem 3.3,
porém com algumas distinções de nomenclaturas e quadros resumos.
As nomenclaturas, por exemplo, dos projetos de fundações específicas não
possuem a inclusão do tipo de solo, por este não ser padronizado, mas sim,
inclui-se uma nomenclatura específica, determinada pela projetista, para
diferenciar um projeto do outro. Para os projetos da LT apresentada neste estudo
foi utilizado o pós fixo ESP (especial) acrescido de uma numeração para variação
que, em alguns tipos de fundação chega a 8. Sendo assim, os nomes das
infraestruturadas dimensionadas são, como modelo, TCB-A6N-ESP4, ou seja, um
tubulão com base alargada dimensionado para o grupo de torres 4 da torre A6N,
estas torres, apresentadas conforme o grupo de cargas ao qual pertencem,
podem ser vistas no quadros 3 e 4 apresentadas anteriormente.
O quadro resumo, antes de grande valia para a apresentação dos projetos
típicos, para o método agora apresentado não é mais utilizado devido a não
padronização por tipo de solo, como no caso das nomenclaturas. Para questões
de apresentação e informação, é utilizado uma listagem com as nomenclaturas
utilizadas e, em alguns casos, uma tabela de referência, montada por torre e tipo
de fundação, similar a apresentada na figura 17, com os parâmetros de solos
utilizados para o dimensionamento de cada fundação.
Devido a estes fatores de estudo e interpretação dos dados de entrada, é
justificado o maior tempo para conclusão do projeto específico, que é uma
condição para que as Empresas clientes não optem por este e sim pelo típico.
70

3.6 FUNDAÇÕES APLICADAS À TORRES AUTOPORTANTES

As fundações usadas para o estudo foram tubulão com e sem base


alargada, sapata e bloco ancorado em rocha, todas representadas
esquematicamente a seguir nas figuras 18, 19, 20 e 21, respectivamente, de
modo a auxiliar no entendimento dos dimensionamentos da volumetria de cada
uma das fundações.
As fundações são dimensionadas com base nas NBRs 6118 e 6122 e
adaptadas pela Empresa para as condições de esforços decorrentes das torres.

3.6.1 Tubulões

Conforme a norma NBR 6122: a fundação profunda transmite a carga ao


terreno pela base (resistência de ponta), por sua superfície lateral (resistência do
fuste) ou por uma combinação das duas, e está ausente em profundidade
superior ao dobro de sua menor dimensão em planta e, no mínimo, a 3m
(VELLOSO E LOPES, 2010). O tubulão inclui-se neste tipo de fundação.
Segundo Melani (2012), os esforços verticais ao qual os tubulões são
submetidos, são absorvidos por compressão da base e atrito lateral, enquanto
que os esforços de tração são reduzidos pelo peso próprio da fundação e pelo
peso do tronco de terra no caso dos tubulões com base alargada que, desta
maneira, contribui para uma maior capacidade de carga da fundação diante a
qualquer esforço vertical.
Velloso e Lopes (2010) afirmam que os tubulões possuem sempre o fuste
cilíndrico, podendo a base ser alargada ou não, e esta ter a final uma forma
cilíndrica ou “elíptica”. Neste projeto serão usados ambos os tipos de tubulão para
o estudo, tanto o tubulão com base alargada cilíndrica (Figura 18), como o tubulão
sem base alargada (Figura 19).
Canto (2012) informa que os tubulões possuem profundidades que podem
oscilar entre 3 e 10m, com fustes de no mínimo 70cm, e que podem ser
executados com ou sem a sua base alargada, sendo executados de forma
manual ou mecanizada.
71

Velloso e Lopes (2010) complementa informando que “os alargamentos de


base são feitos de modo que o formato final da base dispense o uso da
armadura”.
A concretagem do tubulão preenche todo o volume de solo escavado, logo,
não possui volume de reaterro e, por se tratar de uma fundação profunda, não há
necessidade de estabilização de fundo com o uso de concreto magro.
Os tubulões são moldados in loco e são sujeitos a esforços de tração e
compressão.
Volumes obtidos pelo tubulão com base alargada:

 Volume de concreto estrutural

  D2   Db2   La
VC    L f  G   Lb    D 2  Db2  D  Db  Eq. (1)
4 4 12

 Volume de escavação

  Db2   D2   La
VE   Lb  L   D 2  Db2  D  Db  Eq. (2)
4 4 12

Figura 18 – Tubulão com base alargada


72

Fonte: Empresa X, 2016


Volumes obtidos pelo tubulão sem base alargada:

 Volume de concreto estrutural

  D2
VC    L  G Eq. (3)
4

 Volume de escavação

  D2
VE  L Eq. (4)
4

Figura 19 – Tubulão sem base alargada


73

Fonte: Empresa X, 2016

3.6.2 Sapata

A sapata é um elemento de fundação superficial (ou “direta” ou rasa) de


concreto armado, aplicado comumente a pequenas profundidades que variam de
2,0 a 3,0 m, dimensionado de tal maneira que as tensões de tração sejam
resistidas pela armadura. Se caracterizam por transmitir a carga ao solo através
de sua base. Neste grupo inclui-se os blocos, descrito no item 3.1.3.
Segundo Velloso e Lopes (2004), as sapatas apresentam como
característica uma rigidez elevada, e Milani (2012) complementa afirmando que
nas sapatas os esforços verticais são neutralizados por compressão da base ou,
em caso de esforços de arrancamento, pelo peso próprio da infraestrutura
acrescido do peso do solo sobre a mesma e, os esforços horizontais, são
absorvidos pelo efeito cisalhante com o terreno.
Velloso e Lopez (2004) explicam que, para o uso de sapatas como escolha
de fundação para torres de LT estas são dimensionada de maneira a possuírem
74

pequenas alturas com relação às suas dimensões horizontais. Estas fundações


são, em alguns casos, denominadas sapatas placas ou flexíveis
Milani (2012) complementa que estas são recomendadas,
excepcionalmente, para aplicação em torres autoportantes de suspensão e, que
executadas em ermo, sendo uma sapata executada para cada perna da torre.
Canto (2012) acrescenta que as sapatas empregadas às torres autoportantes são
moldadas in loco e podem possuir bases quadradas ou retangulares e estarem
sujeitadas a esforços de compressão e arrancamento. Podem estar em base com
profundidades de até no máximo 5m e possuir um elevado valor volumétrico para
escavação e reaterro.
Segundo Ashcar (1999), a sapata é viável economicamente para torres de
suspensão, devido aos pequenos esforços que ocorrem na fundação (MILANI,
2012).
Atualmente, na Empresa X, as sapatas têm sido dimensionadas com o
fuste (pilarete) inclinado, pois diminui os momentos atuantes na base e,
consequentemente, reduzindo os custos das fundações. Elas são moldadas in
loco e são sujeitas a esforços de tração e compressão.
A figura 20 abaixo, apresenta a planta de uma sapata com as notações
utilizadas neste trabalho.

 Volume de escavação

V E  Db2   L  0,05 Eq. (5)

 Volume de concreto magro

VCm  Db2  0,05 Eq. (6)

 Volume de concreto estrutural

VC  D 2   L f  G  
La
3
 2
 2
 Db  D 2  Db  D  Db  Lb Eq. (7)

 Volume de reaterro
75

 D 2  L f La 
VS   Db2   L f  La  
cos 

3
 
 Db2  D 2  Db  D  Eq. (8)
 

Figura 20 – Sapata

Fonte: Empresa X, 2016

3.6.3 Bloco ancorado em rocha

De acordo com Hachich (et al. 1998), os blocos são elementos de uma
fundação de concreto, dimensionados de forma que os esforços de tração sobre
ele submetidos possam ser neutralizados pelo concreto, sem a necessidade de
colocação de armaduras. Todavia, neste estudo, o bloco é de concreto armado,
pois se tornam necessárias devido aos esforços de tração – arrancamento –
exercidos pelas torres e pelos cabos.
Milani (2012) explica que os blocos, decorrente da complexidade de
realização de escavação manual, é frequentemente emprego à menores
profundidades, que variam entre 2,5 e 3,5m, sendo assim, não indicados para
implantação em terrenos sujeitos à erosão ou íngremes.
76

Os blocos ancorados (Figura 21) são utilizados onde não é viável a


escavação manual da rocha, e a aplicação do bloco simples (peso) não é
suficiente para atender e resistir as solicitações de arrancamento, aplicando-se
assim as armaduras de ancoragem, que são utilizadas para manter o bloco rígido
na rocha em que está sendo fixado.
Geralmente os chumbadores utilizados possuem diâmetros de 20 ou
25mm, em aço CA-50, e introduzidos em furos de no mínimo 50mm.
Os blocos ancorados são prismas retos de dimensões, em planta, menores
e de maior altura que as sapatas, associados à chumbadores constituídos por
barras de aço. Como as sapatas, os blocos podem ter pilares de concreto armado
para receber os “stubs”, peça que tem a função de ligar a estrutura (torre) e a
fundação (VELOSO, 2010 apud MILANI, 2012).

Figura 21 – Bloco ancorado em rocha


77

Fonte: Empresa X, 2016

 Volume de concreto estrutural

VC  D 2  P 
La
3
 
 Db2  D 2  Db  D  Db2  La Eq. (9)
78

4 COLETA DE DADOS

4.1 GEOMETRIA

A geometria final e o afloramento médio utilizados para a comparação entre


ambos os tipos de dimensionamento estão apresentados a seguir, da tabela 3 a 6
para as geometrias obtidas pelo método de cálculo típico, e da tabela 7 a 10 para
as obtidas pelo método de cálculo específico.
Estas grandezas foram obtidas através do dimensionamento realizado pela
Empresa X das fundações considerando as cargas resumidas – indicadas no
anexo A e B – e adequadas para cada método de cálculo
A partir destes dados apresentados nas tabelas nos subitens a seguir, é
realizado o cálculo da volumetria das fundações, por torre, com o uso das
equações apresentadas anteriormente no subitem 3.5, e estes volumes finais
serão mostrados no subitem 4.2.

4.1.1 Típico

As fundações típicas são obtidas através do processo de dimensionamento


típico, – descrito no subitem 3.3 deste trabalho – e possuem fundações mais
robustas, com grandezas maiores quando comparadas as fundações específicas
que serão apresentadas no subitem a seguir.
As tabelas com os dados das geometrias estão separadas por tipo de
fundação, sendo elas TCB, TSB, S e BR.
As variáveis apresentadas nas tabelas são indicadas nas figuras 18, 19, 20
e 21 que esquematizam as fundações utilizadas no estudo.
O valor de G (afloramento) considerado em todas as fundações é o valor
médio deste quando resultante do dimensionamento. Esta variável é determinada
pelo projetista decorrente do estudo do local a ser locada a torre, que pode ser
influenciado principalmente pelo nível de água no terreno em épocas de cheia e
chuva intensa e/ou inclinação do terreno que ocasiona variação da altura das
pernas da torre. Este valor varia de 0,30m (valor mínimo a ser considerado em
79

todas as fundações) a 1,70m, na maioria dos casos, podendo chegar a ter valores
muito maiores.
As tabelas 1, 2, 3 e 4 indicam, respectivamente, as grandezas das
fundações específicas dimensionadas do tipo TCB, TSB, S e BR.

Tabela 1 – Geometria dos tubulões com base pelo dimensionamento típico

Tubulão com base alargada


Db D Lb La Lf L P H G
Fundações
(m) (m) (m) (m) (m) (m) (m) (m) (m)

TCB-A6N-I 1,80 1,20 0,20 0,40 6,70 7,30 7,70 8,30 1,00

TCB-A6N-IS 1,80 1,20 0,20 0,40 9,20 9,80 10,20 10,80 1,00

TCB-A6N-II 2,20 1,20 0,20 0,70 8,55 9,45 9,55 10,45 1,00

TCB-T6N-I 1,60 1,20 0,20 0,30 8,25 8,75 9,25 9,75 1,00

TCB-T6N-IS 1,60 1,20 0,20 0,30 8,25 8,75 9,25 9,75 1,00

TCB-T6N-II 1,90 1,20 0,20 0,50 10,70 11,40 11,70 12,40 1,00
Fonte: Adaptado de Empresa X, 2012

Tabela 2 – Geometria dos tubulões sem base pelo dimensionamento típico

Tubulão sem base alargada

Db D H G
Fundações
(m) (m) (m) (m)

TSB-A6N-IS 1,50 12,20 13,20 1,00

TSB-A6N-II 1,50 14,50 15,50 1,00

TSB-A6N-IIS 1,70 13,80 14,80 1,00

TSB-A6N-III 1,70 14,00 15,00 1,00

TSB-A6N-IIIS 1,70 24,30 25,30 1,00

TSB-T6N-II 1,50 13,90 14,90 1,00

TSB-T6N-III 1,60 14,40 15,40 1,00


80

TSB-T6N-IIIS 2,00 18,00 19,00 1,00


Fonte: Adaptado de Empresa X, 2012

Tabela 3 – Geometria das sapatas pelo dimensionamento típico

Sapata
Db D Lb La Lf L P H G
Fundações
(m) (m) (m) (m) (m) (m) (m) (m) (m)

S-A6N-IS 4,80 0,70 0,20 1,20 3,20 4,60 4,20 5,60 1,00

S-A6N-IIS 5,00 0,70 0,20 1,25 3,35 4,80 5,05 6,50 1,70

S-A6N-III 5,10 0,70 0,20 1,30 2,65 4,15 3,65 5,15 1,00

S-A6N-IIIS 5,40 0,70 0,20 1,40 3,55 5,15 4,55 6,15 1,00

S-A6N-IIIS* 5,40 0,70 0,20 1,40 3,55 5,15 5,25 6,85 1,70

S-T6N-III 5,40 0,80 0,20 1,35 1,85 3,40 2,85 4,40 1,00

S-T6N-IIIS 5,50 0,80 0,20 1,40 2,95 4,55 3,95 5,55 1,00
*Esta fundação típica é utilizada somente no comparativo com a fundação específica S-A6N-ESP4
devido ao valor de G
Fonte: Adaptado de Empresa X, 2012

Tabela 4 – Geometria dos blocos ancorados em rocha pelo dimensionamento típico

Bloco Ancorado em Rocha


Db D La P H
Fundações
(m) (m) (m) (m) (m)

BR-A6N-IV 2,00 0,70 0,90 3,00 3,90

BR-T6N-IV 2,20 0,70 0,80 3,17 3,97


Fonte: Adaptado de Empresa X, 2012

4.1.2 Específico

As fundações específicas são obtidas a partir da aplicação do


dimensionamento específico, detalhado no subitem 3.4, gerando fundações mais
81

esbeltas, mas também uma variedade maior de infraestruturas dimensionadas


derecorrente do seu método de cálculo.
Assim como nas tabelas do subitem 4.1.1, as tabelas são separadas por
tipo de fundação – TCB, TSB, S e BR – e as variáveis são indicadas nos
esquemas das referidas fundações nas figuras 18, 19, 20, 21 do subitem 3.5.
O valor de G das fundações específicas utilizados como referência nem
sempre foram os medianos, para estes foram levados em consideração os
valores médios utilizados na atribuição às tabelas das fundações típicas, para
realização de comparativo válido e consistente. O valor do afloramento nas
fundações específicas possui menor variação devido a seu estudo mais detalhado
de pré-dimensionamento e atribuição da infraestrutura dimensionada à um
número mais limitado de torres.
As tabelas 5, 6, 7 e 8 indicam, respectivamente, as grandezas das
fundações específicas dimensionadas do tipo TCB, TSB, S e BR.

Tabela 5 – Geometria dos tubulões com base pelo dimensionamento específico

Tubulão com base alargada


Db D Lb La Lf L P H G
Fundações
(m) (m) (m) (m) (m) (m) (m) (m) (m)

TCB-A6N-ESP1 1,80 1,20 0,20 0,40 4,40 5,00 5,40 6,00 1,00

TCB-A6N-ESP2 1,80 1,20 0,20 0,40 4,80 5,40 5,80 6,40 1,00

TCB-A6N-ESP3 1,90 1,20 0,20 0,50 5,70 6,40 6,70 7,40 1,00

TCB-A6N-ESP4 2,00 1,40 0,20 0,40 6,40 7,00 7,40 8,00 1,00

TCB-T6N-ESP1 1,60 1,20 0,20 0,20 5,30 5,70 6,30 6,70 1,00

TCB-T6N-ESP2 2,10 1,40 0,20 0,50 5,30 6,00 6,30 7,00 1,00

TCB-T6N-ESP3 2,00 1,50 0,20 0,30 4,10 4,60 5,10 5,60 1,00
Fonte: Adaptado de Empresa X, 2012
82

Tabela 6 – Geometria dos tubulões sem base pelo dimensionamento específico

Tubulão sem base alargada


Db D H G
Fundações
(m) (m) (m) (m)

TSB-A6N-ESP1 1,20 13,00 14,00 1,00

TSB-A6N-ESP2 1,20 9,50 10,50 1,00

TSB-A6N-ESP3 1,40 9,00 10,00 1,00

TSB-A6N-ESP4 1,20 15,00 16,00 1,00

TSB-A6N-ESP5 1,40 11,00 12,00 1,00

TSB-A6N-ESP6 1,40 15,00 16,00 1,00

TSB-A6N-ESP7 1,60 10,00 11,00 1,00

TSB-A6N-ESP8 1,40 10,00 11,00 1,00

TSB-T6N-ESP1 1,40 9,40 10,40 1,00

TSB-T6N-ESP2 1,40 14,00 15,00 1,00

TSB-T6N-ESP3 1,20 6,90 7,90 1,00


Fonte: Adaptado de Empresa X, 2012

Tabela 7 – Geometria das sapatas pelo dimensionamento específico

Sapata
Db D Lb La Lf L P H G
Fundações
(m) (m) (m) (m) (m) (m) (m) (m) (m)

S-A6N-ESP1 4,80 0,70 0,20 1,20 3,30 4,70 4,30 5,70 1,00

S-A6N-ESP2 4,10 0,70 0,20 1,30 2,20 3,70 3,20 4,70 1,00

S-A6N-ESP3 5,20 0,70 0,20 1,30 3,10 4,60 4,10 5,60 1,00

S-A6N-ESP4 4,30 0,70 0,20 1,00 3,50 4,70 5,15 6,35 1,65

S-A6N-ESP5 4,50 0,70 0,20 1,10 2,70 4,00 3,70 5,00 1,00

S-A6N-ESP7 4,40 0,70 0,20 1,10 2,50 3,80 4,20 5,50 1,70
83

S-A6N-ESP8 3,30 0,70 0,20 0,70 2,50 3,40 3,50 4,40 1,00

S-T6N-ESP1 4,30 0,70 0,20 1,00 3,30 4,50 4,30 5,50 1,00

S-T6N-ESP2 3,80 0,70 0,20 0,90 2,90 4,00 3,90 5,00 1,00

S-T6N-ESP3 4,50 0,70 0,20 1,10 2,00 3,30 3,00 4,30 1,00
Fonte: Adaptado de Empresa X, 2012

Tabela 8 – Geometria dos blocos ancorados em rocha pelo dimensionamento específico

Bloco ancorado em rocha


Db D La P H
Fundações
(m) (m) (m) (m) (m)

BR-A6N-ESP1 2,30 0,70 0,65 3,25 3,90

BR-T6N-ESP1 2,30 0,70 0,65 3,35 4,00


Fonte: Adaptado de Empresa X, 2012

4.2 VOLUMETRIA

A seguir, nas tabelas 9 e 10, são apresentados os dados de volumetria –


dos modelos de cálculo típico e específico, separadamente – das fundações das
103 torres usadas neste estudo. As informações volumétricas consistem em
dados de escavação, reaterro, concreto estrutural e magro e armadura.
Para este valor total é considerado o dimensionamento do volume
calculado a partir do uso das fórmulas – equações de 1 a 9 – apresentadas
anteriormente no subitem 3.5, com atribuição à estas, dos valores variáveis das
grandezas das fundações indicados nas tabelas do subitem 4.1. Este valor
volumétrico obtido é multiplicado por 4 (quatro) – quantidade de pernas e,
consequente, de fundações que a torre possui – por decorrência da fórmula que
calcula o volume por fundação, e que por conseguinte, na tabela, é apresentado o
resultado volumétrico por torre.
84

4.2.1 Típico

Os volumes típicos foram obtidos a partir do uso das equações de 1 a 9


indicadas no subitem 3.5 com a aplicação nas mesmas dos valores das
geometrias variáveis das fundações típicas apresentadas nas tabelas de 3 a 6 do
subitem 4.1.
Estes valores volumétricos são apresentados por torre e podem ser
encontrados os mesmos resultados totais atribuídos na tabela à diversas torres
utilizadas no estudo, isso ocorre devido a estas possuírem as mesmas
infraestruturas atribuídas para atenderem suas condições de carga e solo.
A tabela 9 a seguir apresenta os valores volumétricos e de peso – para
armadura - das fundações típicas para cada torre utilizada no estudo, sendo esta
dividida em número da torre, nome da fundação, tipo de solo, volumes de
escavação e reaterro, peso de armadura e volume de concreto estrutural e magro.
Os volumes são indicados em m³ e o peso em kgf. Os espaços vazios – em
branco – na tabela, são devido a não necessidade deste na execução da referida
fundação, como para TCB e TSB que não há valores volumétricos para reaterro e
concreto magro, ou BA, que não possui informações de escavação, reaterro e
concreto magro.
Como informado anteriormente, é possível notar a repetição dos tipos de
fundação em diversos casos, como por exemplo, nas torres em sequência 59-1,
74-1, 90-2 e 166-1. Isso ocorre devido a estas estarem submetidas a condições
de solo semelhantes, já que para as fundações típicas, a diferença de carga não
influencia, pois estas são dimensionadas sendo considerada a pior hipótese de
carga, e a infraestrutura é aplicável em todas que possuem uma condição de
resistência do solo similar.
Estas repetições são importantes para melhor consolidação e confiança na
certeza dos valores medianos de volumetria, peso, custo e tempo que é visado
obter ao final deste estudo para comparabilidade.
As repetições na aplicação indicam uma frequência no índice do uso de
determinada fundação e de regularidade na ocorrência de certos tipos de solo ao
longo do traçado da LT, estas informações são significativas para que ao final
85

possa ser observado quais são empregadas com maior afluxo e com isso
fundamentar os resultados finais encontrados.
Tabela 9 – Volumetria total por torre pelo dimensionamento típico
86
87
88

Fonte: Adaptado de Empresa X, 2012

4.2.2 Específico

Os volumes específicos foram obtidos a partir do uso das equações


apresentadas no subitem 3.5, com a aplicação nestas dos valores das geometrias
variáveis das fundações específicas apresentadas nas tabelas de 5 a 8 do
subitem 4.1.
Estes valores volumétricos nas tabelas são apresentados da mesma forma
que na tabela 9 acima.
A tabela 10 a seguir apresenta valores com as mesmas características da
tabela 9 do subitem 4.2.2, porém não possui a divisão tipo de solo, decorrente do
seu método de cálculo que não utiliza dos dados tabelados de solo já
apresentados na figura 15 do subitem 3.3. Sua classificação de solo é elucidada
no subitem 3.4 deste referido trabalho.
A ocorrência de repetições é menor para as condições de uso de
fundações específicas, todavia também sucede e é notável, sendo estas também
consideradas com a mesma relevância como na tabela 13.
A partir dos resultados obtidos nas tabelas 9 e 10 é possível realizar um
comparativo da volumetria resultante do dimensionamento dos dois métodos de
cálculo, que é exposto no item 5.
89

Tabela 10– Volumetria total por torre pelo dimensionamento específico


90
91

Fonte: Adaptado de Empresa X, 2012

4.3 ESTUDO DE MERCADO FINANCEIRO

Obtido através de pesquisas em tabelas oficias de preços na construção


civil, como EMOP e SINOPI, é exposto no quadro 5 valores unitários para
atribuição a cada material considerado para a realização deste estudo econômico.
Considerando os tópicos ou divisões apresentadas acima nas tabelas 13 e
14 de volumetria do subitem 4.2, foram definidos e classificados os materiais e
maquinários básicos que utilizados para o estudo econômico, tais como: cimento,
areia, brita, pá carregadeira, pá escavadeira e armadura.

 Cimento: O cimento considerado no estudo foi o Portland Composto CP II-


32 da tabela SINAPI (abr. 2016), em sacos de 50kg.
 Areia: A areia atribuída é a média do código 00000370 da tabela SINAPI
(abr. 2016) e, com valor de preço unitário para cada m³ fornecido onde, de
acordo com NBR 6120 (1980) equivale a 1700kg de material.
 Brita: Insumo de pedra brita nº. 1 (9,5 a 19mm) do código 00004721 da
tabela SINAPI (abr. 2016), com preço unitário a cada m³ de material e, que
de acordo com NBR 6120 (1980) equivale a 18000kg.
 Equipamento escavador: O modelo de equipamento escavador definido
para uso no estudo possui capacidade de 1,2m³ de escavação de solo por
vez – referente ao insumo de código 00014525 da tabela SINAPI (abr.
2016) –, e seu preço unitário – do insumo de código 00002720 da tabela
SINAPI (abr. 2016) – é atribuído a 1h de aluguel.
 Equipamento carregador: Maquinário utilizado para movimentação de terra
decorrente da escavação e para reaterro das fundações. O modelo
considerado é uma pá carregadeira sobre pneus com lâmina com
92

capacidade 3,0m³ e preço unitário de base, referente ao aluguel do


equipamento por 1h de atividade, retirado da tabela SINAPI (abr. 2016) no
código 00004259.
 Armadura: O aço da armadura determinado possui bitola de ferro de
12,5mm em vergalhão, alusivo ao insumo de código 00034457 da tabela
SINAPI (abr. 2016), com preço unitário atribuído a cada 1kg de material.

Quadro 5 – Preço unitário dos materiais e maquinários

Preço unitário
Materiais Unidade
(R$)

Saco de cimento 50 Kg 25,00

Areia 1700 Kg/m³ 61,79

Brita 1800 Kg/m³ 67,00


Equipamento
1 Hora 143,40
escavador
Equipamento
1 Hora 65,25
carregador
Armadura 1 Kg 4,38
Fonte: Adaptado da tabela SINAPI, abr. 2016 e NBR 6120, 1980

O valor em volumes que uma escavadeira hidráulica e/ou uma pá


carregadeira cava ou transporta por hora depende de alguns fatores que devem
ser levados em consideração no estudo, como: acessibilidade ao local de
trabalho, condições meteorológicas, condições geotécnicas, habilidades do
operador e o tipo e modelo do maquinário a ser utilizado no trabalho. Todavia,
neste trabalho, é considerado para o estudo a situação em condições ideais para
trabalho, só havendo variação devido ao modelo do maquinário utilizado.
A tabela 16 abaixo é estruturada de modo a apresentar as horas e dias
necessários de trabalho dos maquinários, para assim, realizar o somatório de
volumes exibido na parte superior da tabela referente a cada método de cálculo e
saber como atendê-lo. O valor de horas necessárias (H/N) de aluguel do
maquinário é multiplicado pelo seu valor unitário de aluguel por hora indicado no
quadro 5.
93

As fórmulas utilizadas para os cálculos das tabelas 16 e 17 têm como


referência de base às apresentadas no estudo de JAWORSKI (1997).
Segundo Jaworski (1997), a produção horária de um maquinário de
escavação depende simplesmente do volume de material que o equipamento
movimenta em uma hora de trabalho. Este, pode ser obtido através da
capacidade volumétrica da lâmina da escavadeira, C, pelo produto do número de
ciclos, nc, efetuados em 60 minutos.

 A produção horária, Phe, é expressa da forma a seguir:

Phe  C  nc Eq. (10)

 O número de ciclos de trabalho pode ser obtido através da equação


abaixo:

60
nc  Eq. (11)
T

T é o ciclo de trabalho por minuto, e esta variável depende de diversos


fatores para sua determinação que não são palpáveis de se obter neste estudo
por ser uma estimação. Decorrente destas limitações, o valor atribuído a T será
de 30 segundos ou, 0,5 minutos que, de acordo com Jaworski (1997),
exemplificando, é considerado um valor médio.
Jaworski (1997) explica que o tempo de ciclo de um equipamento é o
intervalo de tempo para a realização de uma repetição de uma série completa
destas. Esta variável depende de outros fatores como, velocidade do
deslocamento do maquinário e a distância média de transporte entre o percurso.
De acordo com informações passadas por Jaworski (1997), o cálculo da
produção horário pode obter resultados mais precisos, se a estes, na sua fórmula
teórica, forem considerados fatores corretivos que influenciam na exatidão do
valor final como, empolamento e compactação dos materiais do solo, resistência
ao rolamento, altitude geográfico do local da escavação, a eficiência do
maquinário, componentes do tempo de ciclo e resistência de rampa deste. Neste
trabalho é utilizada a equação básica de produção horária por não poder ser
94

atribuído essas condicionantes, decorrentes da não escolha de um local para


simulação da execução das atividades.

 A produção horária, a partir destas observações, assume o seguinte


formato:

60  C
Phe  Eq. (12)
T

60  1,2
Phe   144
0,5

A partir do uso das equações acima é possível obter a produção horária da


escavadeira que é de 144m³/h.
Com a produção horária é possível saber o tempo total que o equipamento
escavador e carregador leva para realizar as atividades no solo referentes a cada
modelo de dimensionamento e, posteriormente, o total de custo médio para
aluguel dos maquinários.

 Horas necessárias de trabalho para a realização da escavação total de


todas as fundações típicas e específicas, separadamente.

VT esc
H/N  Eq. (13)
Phe
18332,56
H / N típ   127,31
144

11378,72
H / N esp   79,02
144

Considerando a carga horária de trabalho segundo a CLT que é de 8 horas


diárias, temos:

 Dias de serviço necessários de trabalho para a realização da escavação


total de todas as fundações.

H/N
D/S  Eq. (14)
8
95

127,31
D / S típ   15,91
8

79,02
D / S esp   9,88
8

 Valor do aluguel do maquinário em estudo para atender a demanda nos


dias e horários necessários para realização de todo o trabalho.

C P  H / N  Punit Eq. (15)

CP típ  127,31  143,40  18256,17

C P esp  79,02  143,40  11331,31

O preço unitário, Punit, varia de acordo com o material ou maquinário


considerado no cálculo, sendo necessário observar as informações financeiras
explícitas no quadro 5.
O trator carregador ou pá carregadeira, é um equipamento capaz de
efetuar o transporte de material até um local adequado e promover descarga
deste.
Decorrente dos dados informados no início do subitem 4,3, sabe-se que o
equipamento possui capacidade nominal da caçamba de transporte de 3,0m³ por
ciclo e, que é um maquinário de rodas, adequado para distâncias não muito
extensas – no máximo 30m – como o que ocorre em locais de execução de
fundações.
A opção de escolher maquinário de rodas deve-se ao fator desfavorável do
maquinário de esteiras, que necessita do auxílio de um trator de empurrador ou
carretas para deslocamento entre as frentes de trabalho. Jaworski (1997)
denomina o trator de empurrador como “pusher”, e estes possuem lâmina frontal.
Segundo Jaworski (1997), as carregadeiras atuam com velocidades usuais
que variam de 6 a 20km/h (6km/h = 1ª marcha; 12km/h = 2ª marcha; 20km/h = 3ª
marcha), possuem força de tração e grande facilidade de deslocamento entre as
frentes de serviço.
96

 Para obtenção do valor de produção horária do maquinário de


transporte, utiliza-se a seguinte equação:

60  C  Ef  f
Pht  Eq. (16)
T

f = Fator de correção devido ao empolamento

Empolamento é o aumento de volume do material de escavação que passa


do estado de compactação natural ao estado solo ou desagregado (JAWORSKI
(1997).
Este fator de correção, como explicado por Jaworski (1997), considera a
compactação que o material do solo escavado é submetido ao ser colocado na
caçamba do carregador. Este valor corretivo multiplicado pelo volume nominal da
caçamba, fornece o volume real escavado.
Se o material a ser carregado estiver solto ou empolado, não deve ser
considerado o fator de correção, porém, decorrente da leitura das sondagens,
exemplo apresentado no anexo I, será considerado o material como terra seca,
que melhor se atribui à classificação de solo I, e possui fator de correção f = 0,79.
A eficiência do maquinário, Ef, é determinada de acordo com seu modelo.
Como abordado por Jaworski (1997), um equipamento carregador de esteiras,
com as características abordadas acima, recebe atribuição de eficiência de E =
0,8.
De acordo com Jaworski (1997), o tempo de ciclo, para cálculos prévios, de
equipamentos carregadores que efetuam as atividades em distâncias pequenas –
até 20m – é definido como T = 0,40 minutos para maquinário de pneus/rodas e T
= 0,32 minutos para maquinário de esteiras. Considerado o equipamento
atribuído no estudo e a frequência da área de implantação de uma estrutura ser
comumente pequena e limitada, o valor de T será igual a 0,32.
Fundamentado nas informações acima descritas, é possível realizar a
formulação do valor de produção horária para transporte do material escavado.

60  2,0  0,8  0,79


Pht   190
0,40
97

Apoiado no resultado da equação acima, a produção horária do


equipamento carregador é de 190m³/h.

 Horas necessárias de trabalho para a realização da movimentação total de


solo escavado.

VT esc
H/N  Eq. (17)
Pht
18332,56
H / N típ   96,69
190

11378,72
H / N esp   60,01
190

 Dias de serviço necessários de trabalho, utiliza-se a equação 14 como


base.

96,69
D / S típ   12,09
8

60,01
D / S esp   7,50
8

 Custo parcial (Eq. 15)

C P típ  99,69  126,70  12250,71

C P esp  60,01  126,70  7603,82

Abaixo, na tabela 11, é apresentado os resultados obtidos a partir do uso


das fórmulas descritas acima. A tabela é dividida por método de cálculo com seus
valores totais de escavação necessários para a execução de todas as fundações
dimensionadas através dele e, seus respectivos números financeiros finais para a
obtenção do custo final e comparativo entre ambos para locação dos maquinários
que irão realizar a atividade.
98

As tabelas de 11 a 15 apresentam seu comparativo financeiro de modo a


apresentar resultados econômicos quando da escolha da utilização de fundações
específicas, sendo o custo total e a economia – positiva ou negativa – pela opção
de uso da infraestrutura específica. As equações de ambas as variáveis são
apresentadas posteriormente.

 O custo total é obtido através do somatório do custo parcial resultante do


uso de maquinários para a realização completa da atividade.

CT   C P Eq. (18)

CT típ  18256,17  12250,71  30506,89

CT esp  11331,31  7603,82  18935,13

 A economia é a diferença entre os custos totais obtidos pelo método de


cálculo típico e o método de cálculo específico.

E  CT típ  CT esp Eq. (19)

E  30506,89 _ 18935,13  11571,76

Tabela 11 – Comparativo financeiro de escavação


Típico Específico
18.332,56 m³ 11.378,72 m³
Máquinas
D/S Valor D/S
H/N (h) H/N (h) Valor (R$)
(dias) (R$) (dias)
Equipamento
127,31 15,91 18.256,17 79,02 9,88 11.331,31
escavador
Equipamento
96,69 12,09 12.250,71 60,01 7,50 7.603,82
carregador
Total (R$) 30.506,89 18.935,13
Economia
11.571,76
(R$)
Fonte: Autor, 2016
99

Para o item de estudo reaterro, utiliza-se de alguns resultados e equações


do estudo financeiro do item escavação, referente aos dados de transporte e do
equipamento carregador, que é o mesmo.
É tido como referência de cálculo as equações de 14 a 15 e, 18 a 19, para
os cálculos a seguir.
Para o valor de produção horária atribuído nas fórmulas, é considerado o
valor obtido a partir da equação 16, onde Pht = 190.

 Horas necessárias

VT reat
H/N  Eq. (20)
Pht
9834,92
H / N típ   51,87
190

6338,24
H / N esp   33,43
190

 Dias de serviço

51,87
D / S típ   6,48
8

33,43
D / S esp   4,18
8

 Custo parcial

C P típ  51,87  126,70  6572,17

C P esp  33,43  126,70  4235,52

 Por haver somente um maquinário atribuído a este item em estudo, o valor


de custo total para ambos os modelos de dimensionamento, é igual ao
custo parcial.

CT típ  6572,17
100

CT esp  4235,52

 Economia

E  6572,17  4235,52  2336,65

Tabela 12 – Comparativo financeiro de reaterro


Típico Específico
Máquinas
9.834,92 m³ 6.338,24 m³
D/S Valor D/S Valor
H/N (h) H/N (h)
(dias) (R$) (dias) (R$)
Equipamento
51,87 6,48 6.572,17 33,43 4,18 4.235,52
carregador
Total (R$) 6.572,17 4.235,52

Economia (R$) 2.336,65


Fonte: Autor, 2016

Para o item armadura do estudo comparativo, soma-se somatório de todo o


peso de armadura necessário para e elaboração das fundações de acordo com o
método de dimensionamento utilizado e, a partir deste valor de peso e o preço
unitário atribuído a cada 1kg de armadura, obtém-se o custo total para execução
das fundações.

 O custo do material do item estudado é o produto entre o peso total e o


preço unitário do kg da armadura.

C P  PT  Punit Eq. (21)

C P típ  572060,00  4,38  2505622,80

C P esp  333644,00  4,38  1461360,72


101

Os valores de custo total do item estudado e economia são alcançados


semelhante à apresentada nas equações 18 e 19.

 Semelhante ao que ocorre no item reaterro, no comparativo do item


armadura há somente um material a ser considerado, resultando no valor
de custo total igual ao custo parcial.

CT típ  2505622,80

CT esp  1461360,72

 Para o cálculo da economia, tem-se como referência a equação 19.

E  2505622,80  1461360,72  1044262,08

Tabela 13 – Comparativo financeiro de armadura


Típico Específico
Materiais
572.060 kgf 333.644 kgf
Quantidade Quantidade
Valor (R$) Valor (R$)
(kg) (kg)
Armadura 572.060 2.505.622,80 333.644 1.461.360,72

Total (R$) 2.505.622,80 1.461.360,72

Economia (R$) 1.044.262,08


Fonte: Autor, 2016

Tanto para o concreto estrutural como para o concreto magro foram


considerados traços de material para sua melhor elaboração e padronização do
estudo. Os traços utilizados são de referência de Watanabe (2009) e Lima (s.d.),
que informam, em agregação de informações, os seguintes dados:

 Traço para obter 1m³ de betão armado é 1:3:4, sendo considerado as


seguintes quantidades de cada componente.
Cimento: 315kg
102

Areia: 945kg
Brita: 1260kg

 Traço para obter 1m³ de concreto magro é 1:4:8, sendo considerado as


seguintes quantidades de cada componente.
Cimento: 160kg
Areia: 640kg
Brita: 1280kg

Os dados sobre a componente água nos traços são descartados devido a


este componente não estar sendo considerado no estudo comparativo entre os
métodos de cálculo.
A partir das informações sobre os traços de ambos os concretos utilizados
na construção das fundações, é seguido o cálculo financeiro de ambos os itens do
estudo com o uso dos valores de quantidade de cada material.

 Quantidade em kg de areia para execução das fundações.

Q A  VT conc  945 Eq. (22)

QAtíp  9124,04  945  8622218

QAesp  5574,44  945  5267846

 Para obter a quantidade em kg de brita para produção do concreto


estrutural.

QB  VT conc  1260 Eq. (23)

Q B típ  9124,04  1260  11496290

QB esp  5744,44  1280  7023794


103

 Quantidade necessária de cimento para produzir o total de concreto


estrutural para as fundações é o produto entre o volume total de
construção e o volume do kg/m³ indicado no traço.

QC  VT conc  315 Eq. (24)

QC típ  9124,04  315  2874073

QC esp  5574,44  315  1755949

 Para obter o custo de cada material do item estudado. Esta equação


resume o cálculo, de modo que é a relação entre o produto dos valores de
QA, QB e QC – que devem ser atribuídos à variável Q quando do CP do
material desejado obter – e o seu respectivo Punit, pelo valor unitário de
medida do material, U, já indicado no quadro 5.

Q  Punit
CP  Eq. (25)
U

QAtíp  Punit 8622218  61,79


CP típ    313392,26
UA 1700
QB típ  Punit 1149620  67,00
CP típ    427917,48
UB 1800
QC típ  Punit 2874073  25,00
C P típ    1437036,30
UC 50

Q Aesp  Punit 5267846  61,79


CP esp    191470,70
UA 1700
QB esp  Punit 7023794  67,00
C P esp    261441,24
UB 1800
QC esp  Punit 1755949  25,00
C P esp    877974,30
UC 50
104

 Utiliza-se da equação 18 para cálculo do custo total

CT típ  313392,26  427917,48  1437036,30  2178346,03

CT esp  191470,70  261441,24  877974,30  1330886,24

 A economia neste item estudado segue a equação 19 já descrita.

E  2178346,03  1330886,24  847459,80

Tabela 14 – Comparativo financeiro de concreto estrutural


Típico Específico
9124,04 m³ 5574,44 m³
Materiais
Quantidade (kg) Valor (R$) Quantidade (kg) Valor (R$)

Areia 8.622.218 313.392,26 5.267.846 191.470,70

Brita 11.496.290 427.917,48 7.023.794 261.441,24

Cimento 2.874.073 1.437.036,30 1.755.949 877.974,30

Total (R$) 2.178.346,03 1.330.886,24

Economia (R$) 847.459,80


Fonte: Autor, 2016

Para o quantitativo dos componentes concreto magro, utiliza-se das


equações de 22 a 24 descritas anteriormente no estudo do concreto estrutural.

 Areia

QAtíp  120,72  640  77261

 Brita

QB típ  120,72  1280  154522


105

 Cimento

QC típ  120,72  160  19315

Para obter os valores de custo parcial, CP, para os materiais da tabela 18,
tem-se como base a equação 25.

 Custo parcial

QAtíp  Punit 77261 61,79


CP típ    2808,20
UA 1700
QB típ  Punit 154522  67,00
C P típ    5751,64
UB 1800
QC típ  Punit 19315  25,00
CP típ    9657,60
UC 50

Q Aesp  Punit 56934  61,79


C P esp    2069,40
UA 1700
QB esp  Punit 113869  67,00
C P esp    4238,45
UB 1800
QC esp  Punit 14234  25,00
C P esp    7116,80
UC 50

Tanto para obtenção dos valores de custo total, CT, quanto de economia, E,
são seguidas como base as equações 18 e 19.

 Custo total

CT típ  2808,20  5751,64  9657,60  18217,44

CT esp  2069,40  4238,45  7116,80  13424,65


106

 Economia

E  18217,44  13424,65  4792,79

Tabela 15 – Comparativo financeiro de concreto magro


Típico Específico
120,72 m³ 88,96 m³
Materiais
Quantidade (kg) Valor (R$) Quantidade (kg) Valor (R$)

Areia 77.261 2.808,20 56.934 2.069,40

Brita 154.522 5.751,64 113.869 4.238,45

Cimento 19.315 9.657,60 14.234 7.116,80

Total (R$) 18.381,77 13.545,75

Economia (R$) 4.836,04


Fonte: Autor, 2016
107

5 RESULTADOS

5.1 VOLUMETRIA

A partir dos valores totais de volumetria obtidos e exibidos nas tabelas 9 e


10, é realizada uma comparação entre esses resultados apresentando um total
em porcentagem, mostrando a redução em cada tópico da tabela como
consequência por optar pela utilização das fundações dimensionadas pelo
método de cálculo específico.
O resultado apresenta uma redução considerável na maioria das torres
utilizadas no estudo. Naquelas em que a diferença percentual é baixa, deve-se a
razão de que a carga final derivada da torre na fundação quase se iguala a pior
hipótese de carregamento considerada para o dimensionamento das fundações
no método de cálculo típico. Estes resultados podem ser visualizados na tabela
16.
As equações 10 e 11 abaixo apresentam as fórmulas utilizadas para o
cálculo da diferença percentual de volume e peso entre as fundações típicas e
específicas, considerando como escolha a aplicação das fundações específicas é:
 Para volumes

Vesp  100
Vd %  100  Eq. (26)
Vtíp

 Para pesos

Pesp  100
Pd %  100  Eq. (27)
Ptíp

A valor de redução volumétrica média é obtida através de uma média


aritmética dos valores de cada item considerado no estudo na referente torre e os
Abaixo, na equação 12, é mostrada a fórmula média aritmética, sendo Xi os
valores dos itens em estudo, e n a quantidade total de itens, que, neste trabalho,
varia entre 3 e 6.

X 
X i
Eq. (28)
n
108

Tabela 16 – Redução volumétrica em porcentagem devido a aplicação de fundações específicas


109
110

Fonte: Autor, 2015

A partir dos valores explícitos nesta tabela é possível obter uma média
geral de redução volumétrica ao ser escolhido para a construção das fundações
destas torres na LT àquelas que foram dimensionadas pelo método de cálculo
específico.
Ao usar a fórmula básica de mediana descrita na equação 12 do atual item,
é encontrado o resultado de 35,59% a menos de volume nas fundações e
consequente redução de material ao adotar fundações específicas para
execução.
O gráfico 1 abaixo demonstra esta redução volumétrica em percentual por
fundação, o que faz ter maior discernimento de em qual tipo de infraestrutura o
decaimento é mais notável e benéfico e, consequentemente, dos seus custos de
implantação.
É notório a partir da observação do gráfico abaixo, constatar maior
diminuição no TSB, seguido da S e do TCB. Apesar de uma míngua volumétrica
bem menor que os demais tipos de fundações, consequência também da baixa
aplicação desta nas torres utilizadas no estudo, o BA possui também sua
influência significativa na economia final da construção das fundações.
111

Gráfico 1 – Redução média de volumetria das torres ao optar pelo uso de fundações específicas

Fonte: Autor, 2015

Independentemente do tipo de fundação que apresentar maior ou menor


atenuação, é importante salientar que todas, sem exceções, apresentaram
benefícios ao se utilizar da aplicação das infraestruturas dimensionadas pelo
modelo de cálculo específico.

5.2 ESTUDO DE MERCADO FINANCEIRO

Decorrente do estudo e análise dos valores financeiros encontrados e


apresentados nas tabelas (11 a 15) do subitem 4.3, é apresentada a tabela 17
abaixo com os valores financeiros totais finais derivados do uso de fundações
tanto típicas, como específicas, apresentando também a diferença em reais pela
escolha de um dos dois modelos de dimensionamento para elaboração dos
projetos.
Para este valor total financeiro foi realizada soma de todos os totais
parciais de custos apresentados ao final da tabela de cada item considerado no
estudo, sendo estes, escavação, reaterro, concreto estrutural, concreto magro e
armadura.
112

 Valor final total de custo das fundações típicas e específicas.

C F típ   CT típ Eq. (29)

CF típ  30506,89  6572,17  2505622,80  2178346,03  18217,44  4739265,34

C F esp   CT esp Eq. (30)

C F esp  18935,13  4235,52  1461360,72  1330886,24  13424,65  2828842,25

 Economia final ao utilizar o dimensionamento específico como referência.

EF  E Eq. (31)

Ou

EF  CF típ  CF esp Eq. (32)

E F  4739265,34  2828842,25  1910423,08

Tabela 17 – Comparativo financeiro final de material das fundações

Economia total Típico Específico

Total (R$) 4.739.265,34 2.828.842,25

Economia (R$) 1.910.423,08


Fonte: Autor, 2016

A partir da tabela acima é explícita a redução dos custos a partir da


utilização das fundações dimensionadas pelo método de cálculo específico,
podendo obter em média para a condição apresentada no trabalho – levando em
consideração as torres utilizadas e quantidade destas aplicadas ao estudo, suas
113

condições de carga e solo e traçado da linha – uma economia de quase 2 bilhões


de reais.
Ainda há como ser considerado o custo de compra dos projetos a serem
elaborados e emitidos, projetos estes que irão conter todas as informações das
fundações, independente do método de cálculo escolhido para dimensiona-las.
Os valores unitários e totais de despesas com o pagamento dos projetos estão
indicados na tabela 18 a seguir. Se considerado o valor por projeto elaborado,
temos:

Tabela 18 – Custo por projetos elaborados de acordo com o dimensionamento escolhido

Custo de projeto Típico Específico

Valor unitário (R$) 1.000,00 10.000,00

Valor total (R$) 22.000,00 300.000,00


Fonte: Adaptado de Empresa X, 2016

Ponderada a quantidade de projetos elaborados a partir de cada método de


cálculo – 22 projetos pelo modelo típico e 30 pelo modelo específico – é
encontrado um gasto de R$ 22.000 mil no primeiro e R$ 300.000 mil no segundo.
Uma diferença extrema se levado somente este fator em consideração, porém ao
adicionar estes custos aos que foram obtidos em decorrência da execução da
infraestrutura, é encontrado resultados de R$ 4.761 bilhões e R$ 3.128 bilhões de
custos, respectivamente à ordem acima, e ainda obtem uma economia de R$
1.633 bilhões.
114

6 ANÁLISE DOS RESULTADOS

Os gráficos 2 e 3 a seguir apresentam os percentuais de redução


volumétrica para a efetuação das obras das fundações separadamente para cada
tipo de torre – A6N e T6N – e também por tipo de fundação utilizada.
Sabe-se, a partir das informações de cargas expostas nos anexos C, D, E
e F que a torre A6N possui carga consideravelmente maior que a torre T6N, e
este fator, além da quantidade de cada tipo de estrutura utilizada no estudo –
sendo 78 torres A6N e 25 torres T6N –, contribui para a diferença de valores
percentuais finais entre os dois gráficos.

Gráfico 2 – Redução média volumétrica da torre A6N ao optar pelo uso de fundações específicas

Fonte: Autor, 2016


115

Gráfico 3 – Redução média volumétrica da torre T6N ao optar pelo uso de fundações específicas

Fonte: Autor, 2016

Ao observar ambos os gráficos acima, é visível a ainda sequência de


predominância na diminuição dos números entre os tipos de fundações utilizadas,
sendo maior para TSB e menor para BA, independente da torre considerada,
apesar de uma leve variação de valores com relação as fundações do tipo S e
TCB, é possível ainda legitimar os resultados resumos apresentados no gráfico 1
a partir dos valores obtidos da tabela 17 do subitem 5.1.
O gráfico de linha abaixo exibe um comparativo da atenuação volumétrica
das infraestruturas ao optar pelo uso daquelas dimensionadas a partir do método
de cálculo específico, e apresenta seus valores em percentual por tipo de
fundação entre as torres A6N e T6N, seus dados expostos também provém dos
gráficos 2 e 3 mostrados e descritos anteriormente.
A linha laranja representa os dados percentuais referentes à torre A6N, e a
linha azul referente aos dados da torre T6N.
116

Gráfico 4 – Comparativo da redução média volumétrica entre as torres A6N e T6N ao optar pelo
uso de fundações específicas

Fonte: Autor, 2016

Resultante da observação do gráfico 4 acima, é justificável depreender que


o apoucamento da volumetria ocasiona aumento de economia dos itens
considerados no estudo para execução das fundações, e que esta afirmativa é
mais notável quando em estruturas com maiores esforços a transferir para a
infraestrutura. Isso deve-se a elevada variação das cargas atuantes das
estruturas com estas características, que em dimensionamentos típicos ocasiona
um superdimensionamento da fundação.
117

7 CONCLUSÃO

Com base nos resultados apresentados no item 5 e suas conseguintes


observações e percepções, e também da análise destes resultados em
perspectivas mais detalhadas abordadas no item 6 e suas posteriores
complementações, é de se findar este estudo com segurança nos valores finais
encontrados e o que os mesmos transmitem e simbolizam.
Após todos os cálculos, tabelas e montagem e interpretação gráfica, é
confirmada a elevada míngua volumétrica que ocorre ao se optar pelo método
específico. Com a obtenção do número em percentual de quase 36% como
provável média de redução de volumetria das infraestruturas, é justiçável a
recomendação pela optação do método específico para dimensionamento das
fundações, de modo a obter, através desta redução da volumetria, consequente
da diminuição das grandezas das fundações, menores custos para execução e
implantação destas.
É reconhecido que o uso do dimensionamento típico é mais custoso que o
dimensionamento específico, mesmo quando considerado os custos de
contratação para elaboração dos projetos executivos de cada um, que varia de 1
para 10 em média, como apresentado na tabela 18 acima.
A longo prazo, este estudo apresenta economia a partir do uso das
fundações denominadas específicas de materiais, maquinários, recursos
humanos e, consequentemente, financeiro, o que é evidenciado se considerarmos
a diminuição de volume das fundações na tabela 17 deste trabalho. Diga-se a
longo prazo, pois estes resultados são considerados até o fim da execução da
fundação específica em local pré-determinado e, pela consequente duração – em
média duas vezes – maior para elaboração do projeto executivo do mesmo, como
citado anteriormente no subitem 3.4.
Com estas informações declara-se positivamente e visivelmente benéfica a
escolha e implementação do dimensionamento específico para infraestruturas de
LT, singularmente para estruturas com cargas muito elevadas, se comparadas as
demais escolhidas para também locação na LT, e grande variação de esforços, o
118

que é manifesto no item 6 a partir de seus gráficos e observações e conclusões


descritas decorrente destes.
Sintetizando, os custos finais para implantação das fundações
dimensionadas utilizadas neste estudo, sejam elas típicas ou específicas, obtém
como resultados de despesas financeiras, considerando custos com insumos e
recursos, de R$ 4.739 bilhões e R$ 2.838 bilhões respectivamente, sendo essas,
atribuídas para suportar e suspender as mesmas estruturas metálicas. Desse
modo, encontra-se uma economia, ao se utilizar das infraestruturas específicas,
num total mediano de R$ 1.910 bilhões. Quando considerado o custo de projeto,
os números de dispêncio crescem para R$ 4.761 bilhões e R$ 3.128 bilhões,
respectivamente à ordem acima, mas ainda é obtida uma economia de R$ 1.633
bilhões, confirmando os benefícios da escolha do método de cálculo específico
para dimensionamento, seja ele em grande ou menor escala.
Ambos os dimensionamentos apresentam pontos positivos e negativos
para sua escolha e implementação, sejam eles no dimensionamento, geometria
das fundações, custo para aquisição de recursos, tempo de elaboração dos
projetos, quantidade de projetos, padronização, tempo de execução e finalização,
todavia pelo objetivo do estudo realizado e, resposta e resultados objetivados a
serem encontrados, um se destaca mais que outro em grandes proporções, assim
como suposto no capítulo 1.
As fundações específicas comprovam ser mais esbeltas, econômicas,
dispender de menor tempo para execução, apesar de possuírem necessidade de
maior tempo para elaboração de projeto, garantem a mesma segurança e certeza
de suporte da estrutura, e são elaboradas de modo a atender as necessidades
específicas de cada grupo de estruturas montado.
Este estudo se permite ser mais aprofundado, podendo vir a apresentar
resultados ainda mais positivos se consideradas outras fundações, maiores
extensões e quantidade de torres e, até mesmo, o método de cálculo para
dimensionamento de fundações especiais, este, mais detalhado e limitado que o
método específico.
119

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123

ANEXOS

ANEXO A – Resumo geral das cargas nas fundações das torres A6N

Resumo geral das cargas inclinadas de compressão

Fonte: Empresa X, 2011


124

Resumo geral das cargas inclinadas de tração

Fonte: Empresa X, 2011


125

Resumo geral das cargas verticais de compressão e tração

Fonte: Empresa X, 2011


126

ANEXO B – Resumo de cargas nas fundações das torres T6N

Resumo geral das cargas inclinadas de compressão e tração

Fonte: Empresa X, 2011


127

Resumo geral das cargas verticais de compressão e tração

Fonte: Empresa X, 2011


128

ANEXO C - Tabela de cargas típicas atuantes nas fundações das torres A6N

Cargas utilizadas no dimensionamento das fundações

Fonte: Adaptada de Empresa X, 2012

ANEXO D - Tabela de cargas típicas atuantes nas fundações das torres T6N

Cargas utilizadas no dimensionamento das fundações

Fonte: Adaptada de Empresa X, 2012


129

ANEXO E - Tabela de cargas específicas atuantes nas fundações das torres


A6N

Cargas utilizadas no dimensionamento das fundações


130
131
132
133
134
135
136
137

Fonte: Adaptada de Empresa X, 2012


ANEXO F - Tabela de cargas específicas atuantes nas fundações das torres
T6N

Cargas utilizadas no dimensionamento das fundações


138
139

Fonte: Adaptada de Empresa X, 2012


140

ANEXO G – Silhueta das torres A6N

Fonte: Empresa X, 2011


141

ANEXO H – Silhueta das torres T6N

Fonte: Empresa X, 2011


142

ANEXO I – Relatórios de investigação geotécnica das torres A6N

Sondagem referente às coordenadas da torre A6N 2355/1 com classificação do solo tipo III

Fonte: Empresa X, 2011


143

ANEXO J – Relatórios de investigação geotécnica das torres T6N

Sondagem referente às coordenadas da torre T6N 1670/2 com classificação do solo tipo IV

Fonte: Empresa X, 2012


144

ANEXO K – Relatório de inspeção tátil-visual


145

ANEXO L – Planta de perfil