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Julho de 2019

Carteira Small Caps - Elite Investimentos


Ibovespa acima de 100 mil pontos : Eu voltei... voltei para ficar ?

Depois da máxima intraday de meados de março, o Ibovespa finalmente voltou a ultrapassar a barreira histórica
dos 100 mil pontos e pela primeira vez na história fechou acima deste patamar.

O turbulento mês de maio, quando a bolsa brasileira chegou a perder os 90 mil pontos, foi-se embora e junho
chegou com uma grande dose de otimismo no mercado. Nem mesmo a falta de articulação política do governo
parecia atrapalhar este bom momento. Porém no fim do mês, nuvens carregadas voltaram a pairar no céu de
brigadeiro de junho. Para o investidor, que voltou às compras, a votação da reforma da previdência na Câmara em
Julho, antes do recesso, parecia certa. O governo e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia já
contabilizavam os votos necessário para a aprovação da reforma. Mas, no fim, a votação da reforma da
Previdência na comissão especial da Câmara, antes esperada para até o fim de Junho, foi adiada. Os
parlamentares ainda discutem se vão reincluir a aplicação automática das regras para estados e municípios. Os
líderes dos partidos esperam a "contrapartida" dos governadores para incluir Estados na reforma, que são os
votos das bancadas estaduais. Apesar dos esforços para que seja realizada logo a votação no plenário, é possível
que ela fique somente para depois do recesso. O mercado sentiu o baque e chegou a operar abaixo dos 100 mil
pontos em dois pregões na última semana do mês.

Já as turbulências políticas do vazamento das supostas conversas do então juiz Sérgio Moro (atual ministro da
Justiça) com os procuradores do Ministério Público Federal (MPF), responsáveis pela operação lava-jato e as
demissões de Joaquim Levy do BNDES e do General Santos Cruz da secretaria de governo foram bem absorvidas
pelo mercado.

No exterior, sinais da Europa e dos EUA mostraram que os Bancos Centrais estariam tendo uma postura mais
“dovish”. Um relaxamento monetário no hemisfério norte faria com que aumentasse o apetite do investidor global
ao risco, favorecendo as economias emergentes. Porém, no fim do mês, Jerome Powell, chairman do Fed,
diminuiu o ânimo do mercado sobre a queda dos juros nos EUA, apontando que um corte nos juros americanos na
próxima reunião, que acontece em de julho, não é algo "definido". Até porque, os Estados Unidos e a China
concordaram, durante a reunião do G20 no Japão, no último sábado, em reiniciar discussões comerciais. Os EUA
suspenderam as novas tarifas sobre exportações chinesas, em um sinal de pausa nas hostilidades comerciais entre
as duas maiores economias do mundo, o que faria com que um eventual corte nos juros americanos fosse
postergado, uma vez que a continuidade da guerra comercial teria com consequência a queda do PIB americano.
EUA e China chegando em um acordo, possivelmente não haveria arrefecimento da atividade econômicas nos
Estados Unidos e acabaria a necessidade deste pais de adotar uma política monetária expansionista.

As tensões no Oriente Médio entre o Irã e os EUA, com o ataque a um navio petroleiro cuja autoria é negada pelo
pais islâmico e o abatimento por este país de um drone americano também ficaram no radar dos investidores em
Junho.

Por aqui, o Copom sinaliza que poderá haver queda na Selic já na próxima reunião, nos dias 30 e 31 de Julho,
fazendo com que a taxa básica de juros atinja novos patamares mínimos históricos. Colaboram a para isso as
expectativas dos analistas do mercado, e do próprio BACEN, que esperam um comportamento benigno da
inflação em 2019 e no ano que vem, ao reduzir suas previsões para o IPCA. Na pesquisa Focus, os analistas já
esperam que a Selic feche o ano de 2019 a 5,50 % ao ano. E também o cambaleante desempenho da economia
brasileira, cujo PIB no 1T 19 teve queda de 0,2%, na comparação com o último trimestre do ano passado. E já tem
analista prevendo que o PIB de 2019 cresça abaixo de 1 %. E na esteira dos indicadores mais recentes de
atividade, que mostram interrupção no processo de retomada da economia, o Relatório Trimestral de Inflação

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Julho de 2019

Carteira Small Caps - Elite Investimentos


(RTI), elaborado pelo Banco Central (BC) também reduziu sua expectativa para o crescimento do PIB em 2019, de
2,0% para 0,8%. E o mercado de trabalho brasileiro criou 32.140 empregos com carteira assinada em maio, de
acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Esse foi o pior resultado para o
mês desde 2016, quando foram fechadas 72.615 vagas.

Por outro lado, o das boas notícias, no fim do mês, os países do Mercosul e da União Europeia anunciaram em
Bruxelas um acordo onde formarão uma das maiores áreas de livre comércio do planeta, , o que deve impulsionar
fortemente o comércio entre os dois continentes. Juntos, os dois blocos representam cerca de 25% da economia
mundial e um mercado de 780 milhões de pessoas.

Com a inflação controlada, baixo crescimento, desemprego em alta e o alívio fiscal da aprovação da reforma da
previdência, esta queda nos juros pode se tornar realidade. Porém é importante ressaltar que, segundo o Copom,
embora o balanço de riscos para a inflação tenha evoluído de maneira favorável, o risco relacionado à agenda de
reformas é preponderante, o que pode fazer com que a Selic permaneça estável na próxima reunião.

Portanto, para Julho, é importante que o investidor leve em conta que parte do otimismo com a reforma da
previdência e a queda nos juros já pode ter sido antecipado pelo mercado nas últimas semanas. E que os atrasos
na aprovação da reforma da previdência, reveses nas negociações comerciais entre os EUA e China e o aumento
da tensão no Oriente Médio tendem a aumentar a volatilidade do mercado. Por isso, é sempre bom ficar preparo
para os sobressaltos no meio do caminho. A perda dos 100 mil pontos no intraday do Ibovespa no fim do mês foi
um bom exemplo.

COMPOSIÇÃO DA CARTEIRA
Cotação Inicial Variação Participação na Carteira
Mês de Inclusão
Ação Código Setor Mês
na Carteira Inicial Fech. Mês Período Mês Atual Mov.
Anterior

Abc Brasil PN ABCB4 Intermediários financeiros março/2019 18,28 19,22 5,14% 6,31% 10% 10% ◄►

Ferbasa PN FESA4 Siderurgia e metalurgia maio/2019 21,17 22,10 4,39% -2,20% 10% 10% ◄►

Guararapes ON GUAR3 Comércio julho/2019 16,18 16,18 0,00% 3,93% 10% 0% ↗

LOG Commercial Prop ON LOGG3 Logística abril/2019 16,98 19,93 17,37% 5,73% 10% 10% ◄►

Movida ON MOVI3 Locação outubro/2018 7,94 14,90 87,66% 16,86% 10% 10% ◄►

MRV ON MRVE3 Construção civil fevereiro/2019 15,00 19,57 30,47% 16,24% 0% 10% ↘

Paranapanema ON PMAM3 Siderurgia e metalurgia abril/2019 1,46 21,88 ####### 5,85% 10% 10% ◄►

Petrorio ON PRIO3 Petróleo, gás e biocombustíveis julho/2019 15,77 15,77 0,00% -9,21% 10% 0% ↗

Oi ON OIBR3 Telecomunicações julho/2019 1,60 1,60 0,00% 8,84% 10% 0% ↗

Inds Romi ON ROMI3 Máquinas e equipamentos fevereiro/2019 10,00 11,61 16,10% 10,15% 0% 10% ↘

Sierrabrasil ON SSBR3 Exploração de imóveis junho/2018 21,07 29,80 41,43% 1,05% 0% 10% ↘

Valid ON VLID3 Serviços janeiro/2019 18,00 15,48 -14,00% 4,17% 10% 10% ◄►

Viavarejo ON VVAR3 Comércio abril/2019 4,22 5,07 20,14% 7,87% 10% 10% ◄►
100% 100%
Subiu Participação na Carteira ▲ Entrou na Carteira ↗
Manteve Participação na Carteira ◄► Saiu da Carteira ↘
Caiu Participação na Carteira ▼

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CRITÉRIOS PARA INCLUSÃO DAS AÇÕES NA CARTEIRA DE SMALL CAPS


 Diversificação: Evitar que a carteira tenha grande participação em um setor da economia e/ou muito
peso de uma ação na carteira total;
 Valor de Mercado: Consideramos small caps as empresas com capitação de mercado em até R$ 8,5
bilhões;
 Liquidez em bolsa: ações que tenham tido negócios em pelo menos 95 por cento dos pregões nos
últimos 90 pregões;

RENTABILIDADE
abr|2019 mai|2019 jun|2019 2019 3m 6m 12m 24m
Carteira Small Caps -1,65 3,88 7,20 29,31 10,77 29,31 66,35 -
Small Cap 1,66 1,97 6,99 19,26 12,29 19,26 43,00 63,11
Ibovespa 0,98 0,70 4,06 14,88 6,97 14,88 40,69 62,81
CDI 0,52 0,54 0,47 3,07 1,56 3,10 6,35 14,22
Dólar 1,25 -0,12 -2,75 -1,10 -3,43 -1,10 -0,52 16,02
IGP-M 0,92 0,45 0,80 4,38 - 4,38 - -

CONSENSO DE MERCADO BLOOMBERG

EMPRESA AÇÃO COMPRA MANUTENÇÃO VENDA PREÇO-ALVO CASAS


Via Varejo VVAR3 7 7 1 R$ 6,19 15
Banco ABC ABCB4 6 3 0 R$ 21,92 9
Log CP LOGG3 4 0 0 R$ 23,35 4
Ferbasa FESA4 2 0 0 R$ 25,00 2
Movida MOVI3 8 5 0 R$ 13,16 13
Paranapanema PMAM3 - - - - -
Petro Rio PRIO3 1 0 1 R$ 24,50 2
Guararapes GUAR3 1 5 0 R$ 20,58 6
Valid VLID3 4 2 0 R$ 22,98 6
Oi Brasil OIBR3 4 1 3 R$ 2,12 8
F ONTE: BLOOMBERG

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PARTICIPAÇÃO POR SETOR

Siderurgia e
Comércio
metalurgia
20%
20%

Serviços
10% Construção civil
10%
Intermediários
Máquinas e financeiros
equipamentos 10%
10% Logística
10% Locação
10%

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Agosto de 2018

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INDICADORES

P/L P/VPA DIVIDEND YIELD (%) VARIAÇÃO (%) COTAÇÃO (R$)


AÇÃO CÓDIGO
1T 18 1T19 ÚLTIMO 1T 18 1T19 ÚLTIMO 1T 18 1T19 12M MÊS ANO ÚLTIMA MÁX 52S MÍN 52S

Abc Brasil PN ABCB4 8,15 6,23 9,16 1,07 1,08 1,09 5,98 5,66 5,61 6,31 18,37 19,22 20,32 12,99
Ferbasa PN FESA4 7,13 4,69 6,45 1,14 1,04 1,05 5,89 5,40 6,55 -2,20 10,95 22,10 26,90 16,58
Log Com Prop ON LOGG3 - - 30,17 - 0,55 0,65 - - - 5,73 11,42 19,93 21,24 12,98
Movida ON MOVI3 21,28 9,79 20,10 1,19 1,69 2,33 0,97 2,76 1,84 16,86 73,26 14,90 15,21 4,80
Guararapes ON GUAR3 18,38 11,79 6,65 2,32 1,82 1,64 1,18 2,81 3,20 3,93 -19,78 16,18 20,76 10,76
Paranapanema ON PMAM3 -5,37 -1,86 -2,85 1,22 1,76 1,55 0,00 0,00 0,00 5,85 -8,07 21,88 27,37 17,42
Oi ON OIBR3 0,11 0,09 -0,75 0,09 0,33 0,35 0,00 0,00 0,00 8,84 28,00 1,60 3,02 1,23
Petrorio ON PRIO3 15,21 10,82 13,08 0,84 2,32 1,93 0,00 0,00 0,00 -9,21 58,97 15,77 21,63 6,57
Valid ON VLID3 32,33 15,27 11,59 1,30 1,25 1,00 1,94 5,05 5,32 4,17 -14,00 15,48 21,41 11,69
Viavarejo ON VVAR3 62,28 46,38 -16,94 3,70 2,79 3,35 0,33 0,28 0,00 7,87 15,49 5,07 8,41 3,80

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Agosto de 2018

Carteira Small Caps - Elite Investimentos


TESE DE INVESTIMENTO

Paranapanema (PMAM3): Um processo de turn around é sempre exaustivo, requer o envolvimento de


diversas pessoas em várias frentes de atuação ao mesmo tempo. Em visita à planta de Dias D’Ávila em junho de
2018, pudemos conferir de perto a grandiosidade da fábrica, tanto em dimensões como em potencial.

Entendemos o movimento como primordial no sucesso da capitalização da Paranapanema, movimento este que
diluirá as posições da Previ, Petros e Caixa. Ao final do dia enviaremos um relatório dedicado à companhia
explicando todos os movimentos e nossas perspectivas.

Via Varejo (VVAR3): O case em Via Varejo é visto como controverso. Para nós, no entanto, é muito claro: a
companhia está em liquidação na Bolsa. Apesar de ainda atrasada em relação aos principais concorrentes nos
canais online, uma vez que este movimento estiver completo, a empresa terá como vantagem a grande
capilaridade e popularidade de suas marcas: PontoFrio e Casas Bahia.

Após um longo período de espera o GPA concluiu as vendas das suas ações da Via Varejo, o empresário Michel
Klein é atualmente o maior acionista e presidente do Conselho de Administração. Assim a família fundadora da
Via Varejo retorna ao comando da companhia. Essas mudanças devem proporcionar um novo fôlego para
companhia focar no aperfeiçoamento operacional e estrutural e enfrentar as transformações que vem ocorrendo
do varejo.

LOG CP (LOGG3): Em dezembro uma agradável surpresa chegou ao índice e ao Novo Mercado, a listagem da
Log Comercial Properties, fruto da cisão com a sua controladora MRV. A relação de troca proposta foi de 0,0741
ação da Log para cada 1 ação detida de MRV.

A decisão buscou trazer maior eficiência operacional, assim como maior clareza das atividades realizadas pela
MRV e pela Log, facilitando a identificação do potencial valor gerado para os acionistas por estas operações e
destravando valor para acionistas da MRV via entrega de ações da Log. Desde sua entrada no IBOV, vínhamos
estudando o caso. A dificuldade estava justamente na falta de comparabilidade, mas alguns outros fatores se
demonstraram predominantes. A empresa atua no segmento de galpões logísticos e industriais e conta 45
parques em 26 cidades, ao total de 770 mil m² em área bruta locável, ou ABL. A característica que mais nos
chamou atenção foi a flexibilidade de seus galpões modulares, ou seja, redesenhado conforme a demanda do
inquilino.

Banco ABC (ABCB4): Com o inicio de suas atividades em 1989, o Banco ABC Brasil é um banco múltiplo,
com notável expertise no segmento Corporate. Nossas atenções voltaram-se à instituição no segundo semestre;
enquanto os grandes players se esforçavam para reduzir exposição às grandes empresas, Banco ABC nada de
braçadas ofertando produtos personalizados e de maior valor agregado. A recomendação finalmente chegou
quando a ambição de ampliar as operações no mercado de capitais, M&A e médias empresas veio à tona.

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Carteira Small Caps - Elite Investimentos


Valid (VLID3): A Valid é uma empresa com atuação em diversos segmentos focados em soluções de segurança
digital e física. Uma das características que nos chamou atenção é a versatilidade de seus produtos, que podem
ser aplicados a praticamente qualquer setor, principalmente nas suas atividades de data solution.

Os negócios da companhia se estendem a soluções para meio de pagamentos, mobile, track and trace
(rastreamento), identificação, certificação digital e internet das coisas. Em outubro, a Valid anunciou a compra de
participação majoritária na start up Agrotopus e fez sua estreia no agronegócio. O setor tem cada vez mais
demandado soluções tecnológicas diversas a fim de modernizar e melhorar a eficiência no campo.

Inicialmente, o foco será consolidar “as soluções ligadas à rastreabilidade segura e certificações sobre a origem e
todo processo produtivo exigidas pelo segmento cafeeiro no setor nacional e para exportações”, segundo fato
relevante. A base de clientes da Agrotopus é composta de cooperativas de café, que juntas somam 12% do
mercado brasileiro e será a porta de entrada para uma futura atuação em outros cultivos.

Ainda de acordo com o documento, a empresa estima que o novo segmento deverá representar 4% de sua receita
total em até 4 anos, com uma linha agro oferecendo três serviços principais: Fazenda Digital (com oferta de
soluções em internet das coisas), Armazém Inteligente (acompanhamento online da movimentação de produtos e
lotes dentro do armazém graças a identificação por etiquetas RFID -Radio Frequency Identification) e
Marketplace (plataforma segura para a venda de itens de insumo ou consumo entre cooperados, cooperativas e
outros players).

A aquisição foi, em nossa opinião, importantíssima e marca a entrada da Valid em um dos setores da economia
mais promissores e com potencial de crescimento para o ano que vem. A estratégia da multinacional inclui
também aumentar sua participação no mercado norte americano, apostando principalmente na tendência de meio
de pagamentos com SmartCards EMV. O perfil da Valid mescla com sucesso a estabilidade de seus negócios já
consolidados com o rápido processo de mudanças tecnológicas.

Movida (MOVI3): Criada com o intuído de consolidar todas as operações de rent a car (RAC) e terceirização
de frotas (GTF) do Grupo JSL, a Movida é em nossa opinião uma potência no setor de locação, ainda em
desenvolvimento no país. Contando com 246 lojas próprias, sendo 186 lojas de locação de veículos e 60 lojas de
venda de veículos seminovos, a companhia é a terceira maior em frota e market share, com 81.295 veículos a
disposição.

Seguindo o exemplo da Unidas (antiga Locamerica), a Movida anunciou em setembro uma parceria de 10 anos
com a americana Avis Budget Car Rental. A estratégia de se posicionar nos principais aeroportos do país servirá
justamente para abocanhar as reservas feitas por turistas estrangeiros, que possuem em média maior ticket em
relação ao praticado no país. O acordo envolverá R$ 150 milhões pelo direito de incorporação de 4,4 mil carros e
44 lojas, e ainda sobre a integração das reservas inbound e outbond (estrangeiros viajando ao Brasil e brasileiros
ao estrangeiro, respectivamente).

Conhecida pelo seu perfil inovador, a empresa recentemente realizou parceria com a startup E-moving e lançará o
serviço de aluguel de bicicletas elétricas. Com um investimento de R$ 1 milhão e duração prevista inicialmente
para 5 anos, a nova linha de negócio chamará I-move e estará disponível até o final de 2018.

A Movida tem a aspiração de tornar-se não apenas uma grande locadora, como uma empresa que oferece
soluções para a melhora da mobilidade urbana.

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Oi Brasil (OIBR3): com o mercado concorrente acirrado a Oi Brasil tem boas perspectivas com a aprovação
do novo marco regulatório das telecomunicações, a PLC 79 se baseia na alteração de concessões de telefonia fixa
para autorizações. As alterações desoneram as companhias aumentando a rentabilidade. A Lei das Teles está no
Congresso e sua votação é prevista para antes do recesso parlamentar.

Ferbasa (FESA4): A Ferbasa exerce atividades nas áreas de mineração, metalurgia e de recursos florestais e
sua estreia na Carteira de Dividendos em janeiro trouxe o anúncio de distribuição de R$ 8,36 milhões em JCP, ou
R$ 0,1014 por ação a pagos em 22/01. Líder em produção de ferroligas e única produtora integrada de
ferrocromo das Américas, a companhia está entre as 10 maiores empresas da Bahia, com faturamento anual
superior a US$ 500 milhões.

Petrorio (PRIO3): a Petrorio apresentou bons resultados operacionais no 1T19 como o aumento de 55% na
produção média diária comparado com 1T18. A companhia reportou um prejuízo de R$ 53,7 milhões devido a
aquisição do Campo de Frade. Para 2019 a Petrorio tem a expectativa de perfurar 4 novos prospectos dos 22
restantes com potencial petrolífero. A companhia deverá obter crescimentos nos resultados financeiros em 2019
e 2020, com a entrada de Chevron e a nova campanha de perfuração de 2019 no Campo de Polvo. Além disso, a
companhia deverá mostrar um ganho de margem operacional devido à eficiência e sinergia das operações.

Guararapes (GUAR3): Fundada em 1947 pelos irmãos Rocha a Guararapes abriu sua primeira loja em Natal,
Rio Grande do Norte. No ano seguinte a companhia inaugurou uma pequena confecção em Recife
Pernambucana. Em 1970 a companhia abriu seu capital e expandiu suas operações de lojas e confecção no
Nordeste do país. A Guararapes adquiriu as lojas Riachuelo em 1979 e nos anos 2000 iniciou sua expansão para o
mercado do Sul e Sudeste do Brasil. A companhia atualmente além da rede de 315 lojas Riachuelo a companhia
possui a confecção Guararapes, a Midway Financeira, Shopping Midway Mall em Natal-RN e a transportadora
Casa Verde.

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O presente relatório foi preparado pela ELITE INVESTIMENTOS e destina-se somente para informação de
investidores, não constituindo oferta ou solicitação de compra ou de venda de qualquer instrumento financeiro
ou de participação em qualquer estratégia de negócio específica. Qualquer decisão de compra ou venda de títulos
e valores mobiliários deverá ser baseada em informações públicas existentes sobre os referidos títulos e, quando
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financeiros abordados neste relatório podem não ser adequados para todos os perfis de investidores.

Caso o instrumento financeiro seja expresso em uma moeda que não seja a do investidor, uma alteração nas taxas
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desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros, e nenhuma declaração ou
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O presente relatório não poderá ser reproduzido, distribuído ou publicado pelo seu destinatário para qualquer fim
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I - As recomendações refletem única e exclusivamente sua(s) opiniões pessoais e foram elaboradas de forma
independente, inclusive em relação à ELITE INVESTIMENTOS;

II – É (são) certificado(s) e credenciado(s) pela APIMEC;

II – Sua(s) remuneração é (são) fixa(s), podendo receber PL semestral de acordo com o resultado da Instituição
como um todo e não relacionado ao trabalho específico de análise.

ANALISTAS
Alexandre de Macedo Marques Filho, CNPI alexandre.marques@eliteinvestimentos.com.br

Louise Barsi, CNPI louise.barsi@eliteinvestimentos.com.br

DEMAIS COLABORADORES (*)


Fabiano Vaz fabiano.vaz@eliteinvestimentos.com.br
(*)Atuam no back office auxiliando os Analistas com dados relevantes, cotações, fontes de consultas, armazenagem de informações,
entre outros. Não produzem Relatórios de Análise.

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