Você está na página 1de 14

1

ANALISE DOS INDICADORES FINANCEIROS: ESTUDO DE CASO DA


EMPRESA COMPANHIA SINDERURGICA NACIONAL (CSN)

SANTOS, Eduarda Gabriella Silva Alves dos1


JUNIOR, Roberio Silvio Azevedo1
SILVA, Roberto César Faria e2
GUIMARÃES, João Guilherme3

RESUMO

Este trabalho assumiu como objetivo fazer uma análise financeira da empresa
Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), para tanto, utilizou-se dados dos últimos
dois balanços patrimoniais da empresa (2017 e 2018). A pesquisa possui caráter
descritivo e quantitativo. Foram analisados os índices de liquidez, de rentabilidade
e de estrutura de capital. Em relação aos índices de liquidez, observou-se bons
resultados (LG = 6,48% e LS = 1,15%) no ano de 2017, entretanto, no ano de 2018,
verificou-se uma piora em tais indicadores, inclusive, a LS demonstrou-se
insatisfatória, ou seja, a empresa não consegue arcar com seus compromissos de
curto prazo na ausência do estoque. No que tange à rentabilidade, todos os
indicadores analisados (Margem Líquida - ML, Retorno sobre o Patrimônio Líquido
– ROE e Retorno sobre o Ativo – ROA) evoluíram em relação ao primeiro ano de
análise, demonstrando que a empresa apresentou bom desempenho para
investidores e credores. Por fim, observou-se uma redução no índice de
endividamento global de um ano para o outro (83,94% e 82,20%). Assim, observou-
se um cenário mais positivo no ano de 2018 se comparado ao ano de 2017.

Palavra-Chave: Companhia Siderúrgica Nacional (CSN); Liquidez; Rentabilidade;


Estrutura de Capital.

1 INTRODUÇÃO
Um dos mais eficientes complexos siderúrgicos integrados do mundo, a
Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) atua com destaque em cinco
setores: siderurgia, mineração, logística, cimento e energia. Empresa
multinacional com orgulho de ser brasileira, a organização acredita e investe no
país. Com a força do trabalho de seus mais de 20 mil colaboradores, enfrenta com
sucesso os desafios da economia globalizada.

1
Acadêmicos do 3º Período do Curso de Administração — Campus Norte de Minas
2
Professor do curso de Administração Unimontes.
3
Doutorando do Centro de Pós-Graduação e Pesquisa Administração (CEPEAG-UFMG)
2

Fundada em abril de 1941, a CSN foi a primeira produtora integrada de


aço plano no Brasil, um marco no processo de industrialização do país. Seu aço
viabilizou a implantação das primeiras indústrias nacionais, núcleo do atual parque
fabril brasileiro. Privatizada em 1993, a Companhia vem, desde então,
modernizando-se e diversificando sua atuação. O grupo está presente em 18
Estados brasileiros e também atua em dois outros países - Alemanha e Portugal.
Partindo desse pressuposto torna-se importante o presente estudo para
analisar as variações ocorridas nos índices financeiros da empresa para saber sua
sobrevivência no mercado e consequente retorno para seu país de origem. Para tal
finalidade, o presente artigo teve como objetivo geral analisar os indicadores
financeiros da empresa CSN nos anos de 2017 e 2018. Para atingir esse objetivo,
o estudo teve como objetivos específicos analisar a liquidez, rentabilidade e
endividamento da empresa (2017 e 2018).

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 Demonstração de resultados do exercício

De acordo com Hoji (2014, p. 255 e 256), “a demonstração de resultado


do exercício (DRE) é uma demonstração contábil que apresenta o fluxo de receitas
e despesas, que resulta em aumento ou redução do patrimônio líquido entre duas
datas. Ela deve ser apresentada de forma dedutiva, isto é. Inicia-se com a Receita
bruta operacional e dela deduz-se custos e despesas, para apurar o lucro liquido”.
O mesmo afirma que:
A (DRE) demonstra a situação dinâmica da empresa. Isso porque a
situação patrimonial de uma empresa altera-se de uma data para outra em
função do movimento que ocorre no período compreendido entre as duas
datas. Esse movimento (fluxo) é refletido na demonstração de resultados
do período. (HOJI, 2014, p. 256).

2.2 Balanço patrimonial

De acordo com Assaf Neto (2005), o balanço patrimonial no Brasil é


dividido em quatro tópicos: ativo, passivo exigível, resultados de exercícios futuros
e patrimônio líquido. Alem das subdivisões como no ativo que possuí o circulante,
3

realizável a longo prazo e permanente este ultimo que ainda se divide em


investimentos, imobilizado e diferido. O passivo exigível também é subdividido em
dois grupos circulante e exigível a longo prazo. Por ultimo temos o patrimônio
liquido pode ser representado como uma fotografia da situação financeira da
empresa, ou seja, é estática, a empresa pode escolher a data que deseja encerrar
para fazer o balanço e obter os resultados, porem a maioria finaliza no dia 31 de
dezembro. Dentro do balanço devem apresentar informações sobre o ativo,
passivo e patrimônio liquido de forma agrupada que facilite a analise financeira da
empresa, sendo apresentada de ordem decrescente para o grau de liquidez do
ativo e de exigibilidade para o passivo e patrimônio líquido. O mesmo afirma que:

Hoji, Masakazu (2014 p. 248) completa com a seguinte afirmação:


O balanço Patrimonial demonstra a situação da empresa em determinado
momento. È como se fosse tirado uma fotografia da situação financeira da
empresa nesse momento. Cada empresa pode determinar a data de
encerramento do balanço conforme suas conveniências, mas a maioria
das empresas brasileiras encerra o balanço em 31 de dezembro de cada
ano, coincidindo com o encerramento do ano civil. (HOJI; MASAKAZU;
2014, p. 248).

2.3 Análise de demonstrações financeiras

Segundo HOJI (2014) a análise de demonstrações financeiras irá a


apresentar a o fluxo de receitas e despesas de uma empresa entre duas datas e o
que levará consequente ao aumento ou redução do patrimônio líquido. A mesma
deve ser apresentada de forma dedutiva onde primeiro obtém a receita bruta e a
partir dela se tira os custos e despesas para apurar o Lucro Líquido.

(..) a DRE demonstra a situação dinâmica da empresa. Isso porque a


situação patrimonial de uma empresa altera-se de uma data para a outra
em função do movimento que ocorre no período compreendido entre as
duas datas. E esse movimento (fluxo) é refletido na demonstração de
resultados do período. (HOJI, 2014, p.256).

2.4 Índices financeiros

De acordo com HOJI (2014, p.285) “A técnica de analise por meio de


índices consiste em relacionar contas e grupos de contas para extrair conclusões
sobre tendências e situação econômico-financeira da empresa”.
4

GITMAN (2010 p. 45) completa com a seguinte afirmação:

Os índices financeiros podem ser divididos, por uma questão de


conveniência, em cinco categorias básicas: liquidez, atividade e
endividamento, rentabilidade e valor de mercado. Basicamente, os índices
de liquidez atividade e endividamento medem risco; os de rentabilidade
medem retorno; os de valor de mercado capturam tanto risco como
retorno. (GITMAN, 2010, p.45).

2.4.1 Indicadores de liquidez

De acordo com GITMAN (2010) os indicadores de liquidez demostram a


capacidade de a empresa pagar o que deve a curto prazo assim que vencem, ou
seja, a facilidade que a empresa tem de pagar suas contas. Dessa forma se os
resultados desse indicador se mostrar baixo ou declinante representa dificuldade
financeira e falência, além de muitas vezes revelar problema no fluxo de caixa.
ASSAF NETO (2005, p.113) completa com a seguinte afirmação:

Uma grande restrição que se atribui a esses indicadores é a posição de


liquidez estática que revelam, isto é, não refletem a magnitude e a época
em que ocorrerão as diversas entradas e saídas circulantes. Por exemplo
uma empresa poderá apresentar excelente índice de liquidez, medido
formalmente por esses indicadores, e não manter, desde que seus direitos
ativos venham a se realizar somente após a um trimestre, recursos
circulantes o suficiente para fazer frente a suas necessidades de caixa nos
próximos três meses. (ASSAF NETO, 2005, p.113).

2.4.1.1 Índice de liquidez geral

De acordo com HOJI (2014) o índice de liquidez geral representa a


capacidade de a empresa pagar sua dívida a longo prazo. Em um exemplo onde o
resultado do LG é 1,31 mostra que para cada 1,00 de dívida a empresa tem 1,31
de bens e direitos. Porém é bom ressaltar que se a empresa estiver problemas
financeiros a curto prazo um índice bom a longo prazo não será mais válido.
Assaf Neto (2005, p. 114) completa com a seguinte afirmação:

Esse indicador financeiro retrata a saúde financeira a longo prazo da


empresa. (...) a importância desse índice para análise da folga financeira
pode ser prejudicada se os prazos dos ativos e passivos, considerados
em seu cálculo, forem muito diferentes. É recomendado que a análise da
liquidez seja desenvolvida de maneira integrada, associando todos os
indicadores financeiros com vista em melhor interpretação da folga
financeira da empresa. (ASSAF NETO, 2005, p. 114).
5

2.4.1.2 Índice de liquidez seca

De acordo com Assaf Neto (2005) apesar dos estoques serem


considerados no balanço patrimonial como circulantes de curto prazo na pratica
para serem transformados em capital em relação com os outros ativos a curto prazo
é mais demorado, da mesma forma ocorre com as despesas pagas
antecipadamente que são serviços, utilidades e benéficos a receber. Dessa forma
ambos são retirados do cálculo do índice de liquidez seca para se obter um
resultado dos recursos que a empresa possuí para arcar com os compromissos a
curtíssimo prazo.

Visando, dessa maneira, extrair da análise de curto prazo da empresa de


baixa liquidez dos estoques e das despesas antecipadas, criou-se o índice
liquidez seca, que é obtido mediante a relacionamento dos ativos
circulantes de maior liquidez (disponível, valores a receber a aplicações
financeiras de curto e curtíssimo prazo). (ASSAF NETO, 2005, p. 113).

O índice de liquidez seca é calculado pela fórmula apresentada a seguir


(ASSAF NETO, 2005):

Ativo circulante − estoques − Despesas Antecipadas


Índice de liquidez seca =
Passivo Circulante

2.4.2 Índices de rentabilidade.

Os índices de rentabilidade de acordo com Hoji (2010) medem o quanto


está rendendo os investimentos, insucesso da empresa. Esse indicador é calculado
sobre as Receitas Liquidas porem algumas vezes pode ser viável calcular somente
sobre as Receitas Brutas (deduzidas somente das Vendas canceladas e
Abatimentos).

Assaf Neto (2005, p.118) ressalta:

Ressalta-se ainda, que os analistas em geral dispendem grandes


atenções aos indicadores de rentabilidade, os quais costumam exercer
significante influencias sobre as decisões que envolvem a empresa em
6

análise, tomadas tanto no mercado de crédito como no mercado acionário.


(ASSAF NETO, 2005, p. 118).

2.4.3.1 Margem de lucro bruto

“A margem de lucro bruto mede a porcentagem de cada unidade


monetária de venda que resta após o pagamento dos custos dos produtos
vendidos. Quanto mais alta essa margem, melhor (ou seja, menor o custo relativo
dos produtos vendidos)”. (GITMAN, 2010, p. 52). O mesmo propõe a seguinte
fórmula para seu cálculo:

2.4.3.2 Retorno sobre o ativo total

De acordo com Gitman (2010, p.55) o retorno sobre o ativo total “mede
a eficácia geral da administração de uma empresa em termos de geração de lucros
com ativos disponíveis. Quanto maior for, melhor”. O autor propõe a seguinte
fórmula:

Lucro disponivel para os acionistas ordináriosl


Resumo do Ativo Total =
Ativo total
.

2.4.3.3 Resumo do capital próprio

Segundo Gitman (2010, p.55) “mede o retorno obtido no investimento do


capital dos acionistas ordinários da empresa. Em geral, quanto mais alto o ROE,
melhor para os acionistas”.
O resumo do capital próprio é calculado através da seguinte fórmula:

Resumo do capital próprio


Lucro disponível para os acionistas ordinarios
=
Patrimônio dos acionistas ordinários
7

2.4.4 Endividamento Geral


“O índice de endividamento geral mede a proporção dos ativos totais
financiada pelos credores da empresa. Quanto maior o índice, maior o volume
relativo de capital de outros investidores usado para gerar lucros na empresa”.
(GITMAN, 2010, P.50).
O endividamento geral é calculado através da seguinte fórmula

3 METODOLOGIA

Quanto ao objetivo, a pesquisa caracterizou-se como pesquisa


descritiva. De acordo com Gil (2008, p. 87) as “pesquisas descritivas têm como
objetivo primordial a descrição das características de determinado fenômeno ou o
estabelecimento de relações entre variáveis”. Para o autor este tipo de pesquisa é
realizado, principalmente, quando o trabalho em questão foca em técnicas
padronizadas de coleta de dados e estrutura a pesquisa em cima disso.
Quanto à natureza, foi utilizada a pesquisa quantitativa, que segundo
Malhotra (2005, p. 114) essa pesquisa procura quantificar os dados. O mesmo
ainda afirma que:

Ela busca uma evidencia conclusiva, que é baseada em amostras grandes


e representativas e de, alguma forma, aplica análise estatística.
Contrastando com a pesquisa qualitativa, as descobertas da pesquisa
quantitativa podem ser tratadas como conclusivas e utilizadas para
recomendar um curso de ação final. (MALHOTRA, 2005, p. 114).

Para a realização da pesquisa foi realizado um estudo de caso, que


segundo Gil (2008, p. 57) “é caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de um
ou de poucos objetos, de maneira a permitir o seu conhecimento amplo e
detalhado, tarefa praticamente impossível mediante os outros tipos de
delineamentos considerados”.
Além do estudo de caso, foi utilizada a pesquisa bibliográfica a partir de
material selecionado, constituído a partir de fontes primárias e secundárias com o
objetivo de compreender a teoria para utilizá-la na prática.
A pesquisa bibliográfica segundo Marconi e Lakatos (2003, p.183):
8

Abrange toda bibliografia já tornada pública em relação ao tema de estudo,


desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas,
monografias, teses, material cartográfico etc., até meios de comunicação
orais: rádio, gravações em fita magnética e audiovisuais: filmes e
televisão. Sua finalidade é colocar o pesquisador em contato direto com
tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto, inclusive
conferencias seguidas de debates que tenham sido transcritos por alguma
forma, quer publicadas, quer gravadas (MARCONI; LAKATOS, 2003, p.
183).

A unidade de análise do estudo se deu através de uma pesquisa


documental que, segundo Marconi e Lakatos (2003, p.174), a fonte de coleta de
dados da pesquisa “está restrita a documentos, escritos ou não, constituindo o que
se denomina de fontes primárias. Estas podem ser feitas no momento em que o
fato ou fenômeno ocorre, ou depois”.

4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

Para realizar a análise da liquidez, rentabilidade e endividamento foram


coletados os Balanços Patrimoniais e as DREs da empresa correspondentes aos
anos de 2017 e 2018. A seguir apresentam-se os resultados obtidos através dos
índices calculados.

4.1 Análise de liquidez

A análise dos índices de liquidez procura fornece um indicador que


mostra a capacidade da empresa de pagar suas dívidas. Dessa forma, foi calculada
a partir de dois índices: índice de liquidez geral e índice de liquidez seca.
De acordo com o GRÁFICO 01, a empresa CSN apresentava uma
liquidez geral muito boa em ambos os anos. Apesar de haver uma diminuição no
índice de 2018 em, aproximadamente, 2,07 em relação ao ano anterior, ou seja, o
mesmo ainda permaneceu alto mostrando um bom desempenho.
9

ÍNDICE DE LIQUIDEZ GERAL


7.00% 6.48%

6.00%

5.00% 4.4%
4.00%

3.00%

2.00%

1.00%

0.00%
ILG

2017 2018

GRÁFICO 01 – Índice de Liquidez Geral entre 2017 e 2018.


Fonte: Pesquisa direta, 2019.

Quanto ao índice de liquidez seca (GRÁFICO 02), nota-se que a


empresa dispunha de capital suficiente para quitar suas dívidas no ano de 2017,
porem no próximo ano esse índice caiu, mostrando que na ausência do estoque
em 2018 a mesma não conseguiria mais quitar com suas dívidas, apresentando um
índice de 0,76%.

ÍNDICE DE LIQUIZ SECA


1.40%

1.20%

1.00%

0.80%

0.60%

0.40%

0.20%

0.00%
ILS

2017 2018

GRÁFICO 02 – Índice de Liquidez Seca entre 2017 e 2018.


Fonte: Pesquisa direta, 2019.
10

4.3 Análise de rentabilidade

A análise de rentabilidade visa avaliar os lucros da empresa em relação


às vendas, os ativos ou investimento dos proprietários. Para essa análise foram
calculadas as margens de lucro bruto (ML), Retorno sobre o Patrimônio Líquido
(ROE) e Retorno sobre o Ativo (ROA).

MARGEM LÍQUIDA
30.00%

25.00%

20.00%

15.00%

10.00%

5.00%

0.00%
ML

2017 2018

GRÁFICO 03 – Margem líquida em 2017 e 2018.


Fonte: Pesquisa direta, 2019.

Pelo GRÁFICO 03, percebe-se que a margem de lucro líquida teve um


aumento de aproximadamente 19,4% em relação ao ano anterior. Essa aumento
se deu, principalmente, pelo fato de o custo dos produtos vendidos ter diminuído.

ROA
4.00% 3.34%
3.00%

2.00%
0.76%
1.00%

0.00%
ROA

2017 2018

GRÁFICO 04 – ROA em 2017 e 2018.


Fonte: Pesquisa direta, 2019.
11

Houve também uma melhora no retorno sobre o ativo, no qual em 2017


era de 0,76% este aumentou para 3,34% no ano seguinte (GRÁFICO 04). Nota-se,
portanto, uma maior capacidade da empresa de gerar lucros a partir dos seus
ativos, ou seja o ganho gerado a partir do capital investido, aumentando dessa
forma o interesse de investidores sobre a empresa.

ROE 18.78%
20.00%

15.00%

10.00%

4.73%
5.00%

0.00%
ROE

2017 2018

GRÁFICO 05 – ROE em 2017 e 2018.


Fonte: Pesquisa direta, 2019.

A empresa CSN teve uma melhora também no índice de Retorno Sobre


o Patrimônio Líquido o que levando em consideração o resultado do ROA
mostra empresa está gerando bons ganhos com o dinheiro em caixa. Em 2018
apresentou um resultado de 18,78% diferente de 2017 que foi de 4,73%. Com
esses resultados dá segurança ao investidor que tem interesse na empresa, pois
mostra o quanto que a empresa gera de retorno para cada centavo que o acionista
aplica na organização.

4.4 Índice de endividamento

Devido aos resultados dos índices mencionados anteriormente já era


esperado que o endividamento da empresa em questão fosse alto o que não é um
problema gravíssimo pois mostra que a mesma trabalha bastante com o capital de
12

terceiros. Foi possível observar (GRÁFICO 06) que houve um sensível para queda
nos resultados de 2017 para 2018 de 83,94% para 82,20%.

ENDIVIDAMENTO GERAL
84.50%

84.00%

83.50%

83.00%

82.50%

82.00%

81.50%

81.00%
EG

2017 2018

GRÁFICO 05 – Endividamento geral em 2017 e 2018.


Fonte: Pesquisa direta, 2019.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esse artigo teve como objetivo analisar as variações que ocorreram nos
indicadores de liquidez, de atividade e de rentabilidade da empresa CSN –
Companhia Siderúrgica Nacional, entre os anos de 2017 e 2018.
A análise de liquidez foi calculada a partir de dois índices: liquidez geral
e liquidez seca. Verificou-se que a empresa possuía uma boa solidez em 2017,
contudo, no ano seguinte, teve uma queda de 0,39 no índice de liquidez seca e,
com isso, a empresa já não conseguiria mais quitar suas dívidas. Para a análise da
rentabilidade, calculou-se diversas margens de lucro, o retorno sobre o patrimônio
líquido e retorno sobre o ativo. Através destes cálculos, notou-se que ao contrário
das análises mencionadas anteriormente, esta se mostrou boa em 2018, se
comparado com o ano anterior. A margem de lucro bruto subiu 4,65%, a margem
de lucro operacional teve um aumento de 21,24%, e a margem de lucro líquido
apresentou um aumento de 19,4%. O retorno sobre ativo e sobre o patrimônio
13

líquido também sofreram mudanças positivas, aumentaram 2,58% e 14,05%


respectivamente de um ano para o outro.
Portanto ocorreram mudanças nos indicadores financeiros analisados
neste período, onde pode-se constatar que de forma geral os índices de liquidez
pioraram e os indicadores de rentabilidade da CSN aumentaram
consideravelmente.
Recomenda-se a realização de estudos mais recentes na empresa que
considerem a análise de um maior número de índices por um período de tempo
maior, tendo resultados mais objetivos.

REFERÊNCIAS

CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). Quem somos. Disponível em: <


http://www.csn.com.br/defautpit.asp?idioma=0&conta=45>. Acesso em: 09/05 jun
2019.

ASSAF NETO, Alexandre. Finanças Corporativas e Valor. 2 ed. São Paulo: Atlas,
2005.

GITMAN, Lawrence J. Princípios de administração financeira. 12 ed. São Paulo:


Pearson Prentice Hall, 2010.

HOJI, Masakazu. Administração financeira e orçamentária: matemática


financeira aplicada, estratégias financeiras, orçamento empresarial. 11ed. São
Paulo: 2014.

MALHOTRA, Naresh K. Introdução à pesquisa de marketing. São Paulo:


Pearson, 2005.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de


metodologia científica. 5. ed. São Paulo : Atlas, 2003.
14

Você também pode gostar