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Aula 01 A Comunicação, o Planejamento e o Processo Decisório Objetivos da aula: Os objetivos

Aula 01A Comunicação, o Planejamento e o Processo Decisório Objetivos da aula: Os objetivos desta aula

Aula 01 A Comunicação, o Planejamento e o Processo Decisório Objetivos da aula: Os objetivos desta

A Comunicação, o Planejamento e o Processo

Decisório

Objetivos da aula:

Os objetivos desta aula visam estabelecer uma discussão a respeito das questões pertinentes à comunicação, ao seu planejamento e à sua relação com o contexto do processo de tomada de decisão.

Ao final desta aula, você deverá estar apto a compreender como os níveis de informação e comunicação são importantes para o planejamento e o processo decisório em uma organização empresarial.

e o processo decisório em uma organização empresarial. 1 COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA 1.2 Conceitos A comunicação
e o processo decisório em uma organização empresarial. 1 COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA 1.2 Conceitos A comunicação
e o processo decisório em uma organização empresarial. 1 COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA 1.2 Conceitos A comunicação
e o processo decisório em uma organização empresarial. 1 COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA 1.2 Conceitos A comunicação

1 COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA

1.2 Conceitos

A comunicação estratégica relaciona-se, de uma maneira, ou de outra,

com as mensagens formais e informais, individuais ou com aquelas

comunicadas a toda a organização, isto desde que elas sejam interna e/ou externamente consistentes. E consistentes em termos do que é escrito, ou comunicado verbalmente no tocante a toda a hierarquia organizacional,

ou seja, é necessário que os altos executivos digam as mesmas coisas que

o restante do pessoal nos níveis inferiores da organização. No entanto,

desenvolver esta consistência em todas as dimensões da organização não

é

uma tarefa fácil.

A

Comunicação é um dos principais eixos que sustentam uma organização.

O

propósito fundamental da comunicação numa organização é o de

incentivar e permitir com que os funcionários realizem a intenção estratégica de uma empresa. As organizações precisam de capacitação para rapidamente identificar, enviar, receber e compreender informações estratégicas críveis, sensatas e relevantes.

informações estratégicas críveis, sensatas e relevantes. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Mas executar com êxito uma estratégia ou realizar mudança operacional ou cultural, ou, ainda, alcançar

Mas executar com êxito uma estratégia ou realizar mudança operacional ou cultural, ou, ainda, alcançar objetivos ambiciosos ou revolucionários requer algo maior: que as pessoas adquiram total conscientização, compreensão e aceitação da intenção estratégica como alicerces para o compromisso delas. Decisões sobre estratégia e política precisam levar em conta o desafio da comunicação, assim como as ferramentas e o talento da função de comunicação devem estar voltados às prioridades estratégicas da organização.

2. TOMADA DE DECISÃO 2.1 Insegurança e decisão
2. TOMADA DE
DECISÃO
2.1
Insegurança e decisão

As organizações, os cientistas, os políticos, os gerentes enfrentam com assiduidade o problema de tomar decisões. Não há nada mais difícil para um executivo do que a insegurança na hora de decidir.

Os problemas, quando convenientemente analisa-dos, apresentam-se de forma muito simples, admitindo muitas vezes soluções simples, sendo que a escolha de decisões, no caso, geralmente costuma ser também simples. À medida que o espaço de alternativas cresce, cresce conseqüentemente o número de linhas de ação para a tomada de decisões. Neste caso, um gestor que vai tomar decisões deve saber como reconhecer o grau de complexidade do Processo

Decisório (WRIGHT et alii: 2000).

Decidir consiste em escolher uma linha de ação que possibilite o resultado esperado. Portanto, tomar uma decisão significa selecionar a variável que trará o melhor resultado para aquilo que queremos. É claro que o resultado de uma tomada de decisão dependerá tanto de fatores controlados, bem como daqueles que não estão sob controle.

Sendo assim, chamamos de problema tudo aquilo que está fora do estabelecido e que venha a bloquear o alcance dos resultados esperados.

e que venha a bloquear o alcance dos resultados esperados. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno

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3. Características Algumas características básicas estão sempre associadas a um problema de decisão (WRIGHT et

3. Características

Algumas características básicas estão sempre associadas a um problema de decisão (WRIGHT et alii: 2000):

Uma ou várias pessoas procuram atingir um ou vários objetivos; 

 

Ograu de confiança para atingir determinado objetivo está

grau

de

confiança

para

atingir

determinado

objetivo

está

condicionado à existência de variáveis não controladas;

 

O objetivo perseguido poderá ser atingido por diferentes caminhos;à existência de variáveis não controladas;   Estão disponíveis informações relativas aos caminhos

Estão disponíveis informações relativas aos caminhos possíveis. 

 

A caracterização de um problema de decisão pede que se estabeleça uma metodologia para o Processo Decisório, a qual deve abranger, certamente, os seguintes elementos: (WRIGHT et alli: 2000)

Problema;certamente, os seguintes elementos: (WRIGHT et alli: 2000) Sistema de Informação (dados do problema); Sistema de

Sistema de Informação (dados do problema);os seguintes elementos: (WRIGHT et alli: 2000) Problema; Sistema de Previsão (determinação das possibilidades de

Sistema de Previsão (determinação das possibilidades de ocorrência do resultado, de acordo com a seleção de uma linha de ação);2000) Problema; Sistema de Informação (dados do problema); Sistema de Valorização (simulação da utilidade associada

Sistema de Valorização (simulação da utilidade associada a cada resultado);de acordo com a seleção de uma linha de ação); Sistema de Preferência (estabelecimento de uma

Sistema de Preferência (estabelecimento de uma ordem completa entre os resultados, a fim de selecionar a melhor linha de ação);de uma linha de ação); Sistema de Valorização (simulação da utilidade associada a cada resultado); Decisão.

Decisão.de Preferência (estabelecimento de uma ordem completa entre os resultados, a fim de selecionar a melhor

Sem querer entrar muito no mérito da questão de um problema em particular, o mais importante de tudo seria, sem dúvida, refletir-se a respeito do fato de que tanto o levantamento de um determinado problema quanto a sua adequada solução requerem informações precisas de modo que o processo de tomada de decisões e a sua efetiva comunicação no âmbito organizacional consigam atender às necessidades vitais da empresa.

4. O Processo decisório

às necessidades vitais da empresa. 4. O Processo decisório Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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No processo decisório é necessário o estabelecimento de certos critérios, também denominados de preferência ou

No processo decisório é necessário o estabelecimento de certos critérios, também denominados de preferência ou dominância acerca das diferentes

linhas de ação disponíveis. Estes critérios deverão ser observados quando

se dispõe a selecionar uma linha de ação ou uma estratégia, e devem

possibilitar a comparação dos resultados para se determinar, portanto, a opção de estratégia a ser adotada.

Quando existem várias alternativas e um critério de decisão selecionado e aceito, é possível chegar a um conhecimento completo em termos de uma medida de rendimento. Por este processo torna-se viável a seleção de uma alternativa ótima.

A decisão em condições de incerteza ocorre quando ela é tomada

desconhecendo-se as probabilidades associadas. Neste caso, admite- se que o agente de decisão não dispõe de informações sobre os possíveis acontecimentos futuros. Há casos em que se admite um relativo conhecimento do futuro, mas não se pode associá-lo a uma probabilidade.

5. Decisões

Em nossa vida, a todo o momento, estamos tomando decisões, desde a hora em que o despertador toca pela manhã até a hora de dormir, convivemos com uma interminável seqüência de decisões, e muitas delas tomadas despercebidas e inconscientemente.

Uma decisão ocorre sempre quando nos deparamos com certos cursos alternativos de comportamento, ou seja, quando podemos fazer algo de

duas ou mais formas diferentes. Esta encruzilhada de alternativas conduz a determinado tipo de decisão. Quando só existe uma única maneira para

se fazer as coisas, não há decisão a se tomar. Assim, a decisão é a escolha

frente a várias alternativas de ação ou estratégias diversas. Decisão envolve, portanto, sempre opção e escolha.

Decisão envolve, portanto, sempre opção e escolha. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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6. Dimensões de planejamento Quando falamos em planejamento, estabelecemos algumas dimensões cujos aspectos básicos

6. Dimensões de planejamento

Quando falamos em planejamento, estabelecemos algumas dimensões cujos aspectos básicos serão apresentados a seguir (WRIGHT et alii:

2000).

A primeira dimensão do planejamento corresponde ao assunto abordado, que pode ser tanto produção, pesquisa, novos produtos, finanças, marketing, recursos humanos, etc.

Por sua vez, a segunda dimensão corresponde aos elementos do planejamento, entre os quais podem ser citados: os seus propósitos, objetivos, estratégias, políticas, programas, orçamentos, normas e procedimentos, entre outros elementos.

Já a terceira dimensão leva em conta o tempo do planejamento, que pode ser, por exemplo, de longo, médio ou curto prazo.

Por outro lado, a quarta dimensão diz respeito às unidades organizacionais nas quais o planejamento é elaborado e, neste caso, pode-se ter vários modelos de planejamento: planejamento corporativo, de subsidiárias, de grupos funcionais, de divisões, de departamentos, de produtos, etc.

Por último, a quinta dimensão trata das características do planejamento que podem ser representadas pela sua complexidade ou simplicidade, ou pela sua qualidade ou quantidade; também pelos planejamentos estratégicos ou táticos, confidenciais ou públicos, formais ou informais, econômicos ou dispendiosos.

7. O planejamento

O planejamento estratégico corresponde ao estabelecimento de um conjunto de providências a serem tomadas pelo executivo sempre que o futuro tende a ser diferente do passado (Wright e outros: 2000).

tende a ser diferente do passado (Wright e outros: 2000). Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno

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O planejamento é, ainda, um processo contínuo, ou seja, um exercício que é executado pela

O planejamento é, ainda, um processo contínuo, ou seja, um exercício que

é executado pela empresa independentemente da vontade específica de

seus executivos. Pressupõe a necessidade de um processo decisório que ocorrerá antes, durante e depois de sua elaboração e implementação na empresa.

Este processo de tomada de decisões na empresa deve conter, ao mesmo tempo, os componentes individuais e organizacionais, bem como a ação nestes dois níveis deve ser orientada de tal maneira que garanta certa confluência de interesses entre os diversos fatores alocados no ambiente da empresa.

O processo de planejar envolve, portanto, um modo de pensar; e um saudável

modo de pensar envolve indagações; indagações envolvem questionamentos sobre o que fazer, como, quando, quanto, para quem, por quê, por quem e onde; e tudo isso envolve tomada de decisões que afetarão a organização em seu presente e futuro.

Toda atividade de planejamento nas empresas, por sua natureza, deverá resultar de decisões presentes, tomadas a partir do exame do impacto das mesmas no futuro, o que lhe proporciona uma dimensão temporal de significado relevante.

8. Níveis de

informação e decisão

Os níveis de informação e decisão empresarial obedecem à hierarquia padrão existente na maioria das empresas, também chamada de

pirâmide empresarial, sendo conhecidos como: níveis estratégico, tático

e operacional.

Utiliza-se um diagrama triangular para visualizar melhor estes níveis, simbolizando o afunilamento existente no fluxo de informações e decisões dentro da empresa, com diferentes graus de agrupamento, sumarização e detalhes de informações.

O tipo de decisão que é tomada em cada nível requer diferente grau de

que é tomada em cada nível requer diferente grau de Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno

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agregação da informação, e os diferentes níveis de decisão requerem diferentes informações nos seus diversos

agregação da informação, e os diferentes níveis de decisão requerem diferentes informações nos seus diversos tipos de produtos externados, tais como: telas, relatórios, etc.

8.1

Nível estratégico

tais como: telas, relatórios, etc. 8.1 Nível estratégico As decisões se dão no alto escalão da

As decisões se dão no alto escalão da empresa e geram atos cujo efeito é duradouro e mais difícil de se inverter. Emanam do planejamento em longo prazo da empresa, conhecido como Planejamento Estratégico, pelo qual se define, por exemplo: a construção de uma nova fábrica, uma nova linha de produção, possibilidade de novos mercados, desenvolvimento de novos produtos.

Com relação aos níveis hierárquicos, no nível estratégico, encontram-se

o presidente, os diretores e os sócios da empresa, também chamados de alta administração.

O Planejamento Estratégico pode ser conceituado como um processo de gestão que possibilita ao executivo estabelecer o rumo a ser seguido pela empresa, com vistas a obter um nível de otimização na relação da empresa com o seu ambiente. O nível estratégico de influência considera a

estrutura organizacional de toda a empresa e a melhor interação desta com

o ambiente. Neste caso, o nível da informação é macro, contemplando a empresa como um todo, ou seja, meio ambiente interno e/ou externo.

8.2 Nível tático ou gerencial

interno e/ou externo. 8.2 Nível tático ou gerencial As decisões táticas se dão nos escalões intermediários,

As decisões táticas se dão nos escalões intermediários, gerando atos de efeito num prazo mais curto, porém, de menos impacto no funcionamento estratégico da empresa.

Emanam também do Planejamento e Controle Gerencial ou do Planejamento Tático.

Com relação aos níveis hierárquicos, no nível tático ou gerencial estão

níveis hierárquicos, no nível tático ou gerencial estão Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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os gestores de nível médio, ou seja, as gerências, chefias, coordenações, mestrias, supervisões da empresa,

os gestores de nível médio, ou seja, as gerências, chefias, coordenações, mestrias, supervisões da empresa, divididas pelas suas respectivas Unidades Departamentais.

O Planejamento Tático tem como finalidade otimizar determinada área de resultado ou função empresarial, não abrangendo a empresa como um todo. O nível tático de influência considera determinado conjunto de

aspectos homogêneos da estrutura organizacional da empresa. Neste caso,

o nível da informação é em grupo (agrupada ou sintetizada), contemplando

a junção de determinadas informações de uma Unidade Departamental e ou de um negócio.

8.3 Nível operacional

Departamental e ou de um negócio. 8.3 Nível operacional As decisões operacionais estão ligadas ao controle

As decisões operacionais estão ligadas ao controle e às atividades operacionaisdaempresa. Visamaindaalcançarospadrõesdefuncionamento preestabelecidos, com controles do detalhe ou Planejamento Operacional.

Com relação aos níveis hierárquicos, no nível operacional está o corpo técnico da empresa, ou seja, os engenheiros, assistentes, auxiliares da empresa, alocados nas suas respectivas Subunidades Departamentais ou Setores.

O Planejamento Operacional pode ser considerado como formalização de

processos, principalmente no que diz respeito aos documentos escritos, às metodologias de desenvolvimento, respectivas normas e implementação estabelecidas. Cria, portanto, condições para a adequada realização de trabalhos diários da empresa, em que o nível operacional de influência

considera uma parte bem específica da estrutura organizacional. Neste caso,

o nível da informação é detalhada (analítica), contemplando pormenores específicos de um dado, de uma tarefa ou atividade.

Os níveis da informação empresarial têm suas relações com os níveis decisórios (estratégico, tático ou gerencial e operacional) e os níveis hierárquicos.

ou gerencial e operacional) e os níveis hierárquicos. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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8.4 Relação entre tomada de decisão e planejamento Ao estabelecer a relação entre tomada de

8.4 Relação entre tomada de decisão e planejamento

Ao estabelecer a relação entre tomada de decisão e planejamento, podemos afirmar que o propósito do planejamento pode ser definido

como o desenvolvimento de processos, técnicas e atitudes administrativas,

as quais proporcionam uma situação viável para se avaliar as implicações

futuras de decisões presentes em detrimento dos objetivos empresariais, que facilitarão a tomada de decisão no futuro, de modo mais rápido, coerente, eficaz e eficiente (Wright et alii: 2000).

O exercício sistemático do planejamento tende a reduzir a incerteza

envolvida no processo decisório, e, conseqüentemente, a provocar o aumento da probabilidade de se atingir os objetivos, desafios e metas estabelecidas para a empresa, além de anteceder à decisão e à ação, por estabelecer um estado futuro e um meio de torná-lo realidade.

O planejamento não é um ato isolado nem, tampouco, diz respeito a

decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes, em que o processo torna-se mais importante do que o produto (plano). Assim sendo, apresenta-se então como um processo sistemático e constante de tomada de decisões, cujos efeitos e conseqüências deverão ocorrer em períodos de tempo futuros.

deverão ocorrer em períodos de tempo futuros. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Síntese A Comunicação é um dos principais eixos que sustentam uma organização. O propósito fundamental

Síntese

A Comunicação é um dos principais eixos que sustentam uma organização.

O propósito fundamental da comunicação numa organização é o de

incentivar e permitir que os funcionários realizem a intenção estratégica de uma empresa. As organizações precisam de capacitação para rapidamente identificar, enviar, receber e compreender informações estratégicas críveis, sensatas e relevantes.

O planejamento estratégico corresponde ao estabelecimento de um

conjunto de providências a serem tomadas pelo executivo. O planejamento é um processo contínuo, ou seja, um exercício que é executado pela empresa independentemente de vontade específica de seus executivos. Pressupõe a necessidade de um processo decisório que ocorrerá antes, durante e depois de sua elaboração e implementação na empresa. Os níveis de informação e decisão empresarial obedecem à hierarquia padrão existente na maioria das empresas, também chamada de pirâmide empresarial, e são conhecidos como níveis estratégico, tático e operacional. Este processo de tomada de decisões na empresa deve conter, ao mesmo tempo, os componentes individuais e organizacionais, bem como a ação nestes dois níveis deve ser orientada de tal maneira que garanta certa confluência de interesses dos diversos fatores alocados no ambiente da empresa. Na próxima aula, estaremos discutindo a questão relacionada entre o planejamento e a gestão estratégica. Até lá, então!

Referências Bibliográficas

WRIGHT, Peter; KROLL, Mark J.; PARNELL, John. Administração estratégica - conceitos. São Paulo: Atlas, 2000. PORTER, Michael E. Competição - estratégias competitivas essenciais. 6.ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

essenciais. 6.ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Aula 02 Planejamento e Gestão Estratégica Objetivos da aula: Os objetivos desta aula visam fornecer-lhe

Aula 02Planejamento e Gestão Estratégica Objetivos da aula: Os objetivos desta aula visam fornecer-lhe condições de

Planejamento e Gestão Estratégica

Objetivos da aula:

Os objetivos desta aula visam fornecer-lhe condições de estabelecer uma discussão a respeito das mudanças nos tempos atuais. Para tal, pretende- se compreender a diferença entre o planejamento e a gestão estratégica. Por último, serão apresentados elementos apropriados à implementação da gestão estratégica com base na comunicação organizacional. Ao final desta aula, você deverá estar apto a compreender o papel do planejamento e da gestão estratégica para as organizações empresariais modernas.

1 As grandes
1
As grandes

mudanças dos tempos atuais

Nos tempos atuais, em que grandes mudanças ocorrem rapidamente em todos os ambientes - local, nacional e internacional -, novas ondas, tendências e mesmo descontinuidades estão tirando o sono dos nossos dirigentes, executivos, gerentes e responsáveis por organizações e empresas sem fins lucrativos. Fala-se muito de temas aparentemente novos, tais como planejamento estratégico, administração estratégica, ameaças estratégicas, alianças estratégicas e ações estratégicas. Mas, trocando em miúdos, como se poderia resumir estes novos conceitos?

Talvez começando por descrever a Gestão Estratégica como um processo de transformação organizacional voltado para o futuro, liderado, conduzido e executado pela mais alta administração da entidade.

Este processo deve ser levado a efeito, sistematicamente, envolvendo, de forma integrada e regular: dirigentes, superintendentes, gerentes e supervisores, e tendo como objetivo principal assegurar o crescimento, a continuidade e a sobrevivência da entidade no longo prazo.

continuidade e a sobrevivência da entidade no longo prazo. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Aula 02 - Planejamento e Gestão Estratégica

A Gestão Estratégica é eclética, formando-se sobre várias estruturas teóricas.  

A

Gestão

Estratégica

é

eclética,

formando-se

sobre

várias

estruturas

teóricas.

 
Teoria da evolução e da revolução  

Teoria da evolução e da revolução

 

Esta perspectiva de mudança evolucionária tem influenciado muitos pensamentos de administração. Como resultado, acredita-se que as organizações são influenciadas pelo ambiente; que a mudança ambiental é gradual, exigindo uma mudança organizacional concomitante; e que as organizações eficazes são aquelas que mais se adaptam às exigências ambientais. As empresas que não conseguem ou não se adaptam à mudança externa gradual serão superadas por seus concorrentes e forçadas a sair do negócio.

Teoria da organização industrial  

Teoria da organização industrial

 

A organização industrial, um ramo da microeconomia, enfatiza a influência do ambiente setorial sobre a empresa. Está subentendida na teoria da organização industrial a premissa da mudança evolucionária. Uma empresa deve adaptar-se às forças particulares de seus setores para sobreviver e prosperar, de modo que seu desempenho financeiro é determinado pelo setor em que ela compete.

financeiro é determinado pelo setor em que ela compete. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Teorias econômicas de Chamberlin   O economista Edward Chamberlin, representando outro ramo da
Teorias econômicas de Chamberlin  

Teorias econômicas de Chamberlin

 

O

economista Edward Chamberlin, representando outro ramo da

microeconomia, apresentou suas idéias em um contexto de mudança

ambiental evolucionária. Propôs que uma empresa poderia distinguir-

se

claramente de seus concorrentes:

Uma classe geral de produtos se diferenciará se existir qualquer base significativa para distinguir os bens (ou serviços) de um vendedor para outro. Onde existir essa diferenciação, mesmo sendo pequena, os

compradores juntar-se-ão aos vendedores não aleatoriamente ( de acordo com suas preferências.

),

mas

A

diferenciação pode existir por determinado tempo, por conta de

proteções legais com marcas registradas ou patentes, ou em função de estratégias, competências e recursos únicos, que não podem ser facilmente duplicados pelos concorrentes.

A

premissa de que os compradores ao juntarem-se aos vendedores,

não aleatoriamente, mas de acordo com suas preferências, enfatiza

a

necessidade da empresa estruturar-se de modo compatível entre

sua situação competitiva (seus pontos fortes e fracos em relação aos dos concorrentes) e as oportunidades bem como ameaças em seu ambiente. Esta ênfase nos ajustes entre a empresa e seu ambiente reflete-se nas recentes teorias da contingência.

ambiente reflete-se nas recentes teorias da contingência. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Teoria da contingência Ateoriadacontingênciatambémexistedentrodocontextodamudança ambiental evolucionária. Sua
Teoria da contingência

Teoria da contingência

Ateoriadacontingênciatambémexistedentrodocontextodamudança ambiental evolucionária. Sua premissa básica é de que recursos financeiros mais altos estão associados a empresas que desenvolveram um ajuste mais favorável com seu ambiente. Diferentemente das teorias de mudanças evolucionárias/revolucionárias e da organização industriais anteriores, que eram estruturadas segundo um alto nível de distração, a teoria de contingência pode ser utilizada para visualizar a interação ambiental em qualquer nível de análise: setorial, de grupos estratégicos, ou de empresa individual.

Teoria baseada em recursos

Teoria baseada em recursos

A teoria baseada em recursos põe mais peso nas escolhas pró-ativas das empresas. Embora as oportunidades e ameaças ambientais sejam considerações importantes, os recursos únicos da empresa encerram as variáveis-chave que permitem a ela desenvolver e sustentar uma vantagem competitiva estratégica.

Recursos incluem todos os ativos tangíveis e inatingíveis de uma empresa, como: como capital, equipamentos, empregados, conhecimentos e informação. Como se pode inferir, a teoria baseada em recursos focaliza, em primeiro lugar, empresas individuais, e, depois, o ambiente competitivo.

Cabe aqui observar a distinção entre planejamento estratégico e gestão estratégica. Esta distinção é decorrente da observação, da experiência e da constatação empírica de algumas pessoas de que planos perfeitos, elaborados até pelas empresas mais famosas do mundo ou pelos consultores mais experientes, acabam sendo engavetados, sem nunca se tornarem realidade, e caem no esquecimento, quando não no descrédito.

Sabe-se que não basta fazer um bom plano. Por melhor que ele seja, é apenas uma parte, até pequena, do sucesso de qualquer transformação.

parte, até pequena, do sucesso de qualquer transformação. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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2. Planejamento estratégico X gestão estratégica O conceito de gestão estratégica é muito mais amplo

2. Planejamento estratégico X gestão estratégica

O conceito de gestão estratégica é muito mais amplo do que o de

planejamento. Engloba desde as avaliações de diagnósticos e de prontidão, a estruturação do processo de planejar e formular um propósito compartilhado para a organização, a escolha de estratégias, a fixação de metas e desafios, até a atribuição de responsabilidades para o detalhamento dos planos e projetos para conduzir e acompanhar as etapas de sua implantação.

a

continuidade e a sobrevivência da instituição, por meio da contínua adequação de sua estratégia, de sua capacitação e estrutura, possibilitando- lhe enfrentar e antecipar-se às mudanças observadas ou previsíveis no seu ambiente.

A gestão

estratégica

tem

por

finalidade

assegurar

o

crescimento,

A diferença clássica entre o planejamento estratégico e a gestão estratégica está exatamente na capacidade de fazer com que o cotidiano da empresa realize especificamente as ações estratégicas escolhidas. Desta maneira, problemas do tipo: contas-a-pagar de valores muito altos, inadimplência elevada, vendas em queda, reclamações dos clientes, nível de estoque excessivo, mão-de-obra inadequada, colaboradores desmotivados, etc., fazem parte da gestão diária da empresa.

Muitos destes problemas, porém, ocorrem justamente porque, no passado, problemas estratégicos que lhes deram causa não foram formulados e solucionados adequadamente.

Voltemos então às etapas da gestão estratégica. As etapas básicas do processo de gestão estratégica incluem:

Execução de uma análise do ambiente;

Execução de uma análise do ambiente;

Estabelecimento de uma diretriz organizacional;

Estabelecimento de uma diretriz organizacional;

Formulação de uma estratégia organizacional;

Formulação de uma estratégia organizacional;

Implementação da estratégia organizacional; e

Implementação da estratégia organizacional; e

Exercício do controle estratégico.

Exercício do controle estratégico.

organizacional; e Exercício do controle estratégico. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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3. A missão organizacional A missão organizacional é a finalidade de uma organização ou a

3.

3. A missão organizacional A missão organizacional é a finalidade de uma organização ou a razão

A missão organizacional

A missão organizacional é a finalidade de uma organização ou a razão

pela qual ela existe. A declaração de missão é a explicação por escrito das intenções e aspirações da empresa. O objetivo de uma missão é difundir o espírito da empresa, que está ligado à sua visão e a de todos os membros da organização, de forma a concentrar esforços para alcançar seus objetivos.

A missão é a razão de existência de toda e qualquer empresa.

4. O objetivo organizacional

Os objetivos são as metas que a organização têm. Tais objetivos, que visam

a reforçar as competências centrais da empresa nos fatores críticos do

sucesso, fixam os marcos pelos quais o desempenho desejado é definido e fazem com que a empresa tenha como foco os seus resultados.

Freqüentemente, a estratégia está ligada a duas ou mais organizações disputando o mesmo objetivo, em que a meta seria uma etapa para alcançar este objetivo tendo valor e data especificados. Para poder definir um rumo preciso, as empresas devem estabelecer uma missão e ter objetivos claros.

Para alcançar esses objetivos e continuar no rumo do sucesso, é necessário conceber estratégias que as diferenciem da sua concorrência.

Empresas que buscam vantagem competitiva podem escolher diversos caminhos estratégicos. Podem concentrar-se num único negócio ou diversificar, atender a uma grande variedade de clientes ou concentrar-se em um nicho, desenvolver uma linha de produtos ampla ou estreita ou, ainda, conseguir vantagem competitiva por intermédio de um conjunto de ações, como, por exemplo: custo baixo, superioridade de produto ou capacidade organizacional única.

As organizações precisam também decidir como responderão às mudanças de preferências dos consumidores, ou seja, como reagirão

de preferências dos consumidores, ou seja, como reagirão Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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às novas condições econômicas, o que deverão fazer para crescer de maneira sustentável para, em

às novas condições econômicas, o que deverão fazer para crescer de maneira sustentável para, em longo prazo, alcançar os objetivos e metas de desempenho, ultrapassando os seus concorrentes.

5.

A formulação da estratégiametas de desempenho, ultrapassando os seus concorrentes. 5. EA formulação da estratégia organizacional corresponde ao

EA formulação da estratégia organizacional corresponde ao processo de determinar os cursos de ação adequados para se atingir os objetivos e, conseqüentemente, os propósitos organizacionais. Na realidade, trata-se de um complexo processo decisório situado em longo prazo e envolvendo a totalidade da organização.

O processo de formulação de estratégias não é uma ciência exata. Não

há receitas de bolo prontas nos livros ou revistas, para serem meramente copiadas e implantadas.

Nesta área, há muito de engenho e arte, ou seja, invenção, criação,

experimentação,ajustes,enfim,umprocessodemelhoriaedeexperimentação

contínuas. Empiricamente sabe-se apenas que determinada estratégia tem sido aplicada com sucesso numa dada situação. Isto apenas sugere que ela tem mais chances de dar certo. Sabe-se também que existem estratégias que devem ser evitadas em certos casos, pois a probabilidade de sucesso é muito pequena.

É

bom destacar que qualquer estratégia precisa ser simples, clara e objetiva.

A

experiência tem mostrado que estratégias que têm muitos tópicos perdem

o

foco na ação e acabam se definindo por estratégia nenhuma.

na ação e acabam se definindo por estratégia nenhuma. 6. A implementação da estratégia A implementação

6. A

implementação da estratégia

A implementação da estratégia é a etapa final do processo de se por a

estratégia organizacional em ação. Sem uma adequada implementação, a estratégia, por mais oportuna e valiosa que seja, está virtualmente fadada

mais oportuna e valiosa que seja, está virtualmente fadada Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Aula 02 - Planejamento e Gestão Estratégica

ao insucesso. A implementação é feita por meio de várias atividades que são basicamente administrativas.

ao insucesso.

A implementação é feita por meio de várias atividades que são basicamente

administrativas. Seu propósito é determinar quando os recursos da

organização deverão ser mobilizados para colocá-la em marcha, qual

a estrutura organizacional adequada para o desempenho eficiente das tarefas solicitadas.

A implementação

habilidades do gestor:

bem

sucedida

de

Habilidades de Interação

Habilidades de Alocação

Habilidades de Monitoração

Habilidades de Organização

uma

estratégia

exige

quatro

Acima de tudo, a implementação de uma estratégia requer uma focalização

na coordenação adequada de pessoas, na alocação de recursos necessários

para a implementação, na monitoração do progresso da implementação e na resolução dos problemas que ocorrem. Talvez os requisitos mais importantes levem em conta o conhecimento de como as pessoas podem resolver problemas específicos da implementação e sua habilidade de envolver outras pessoas quando os problemas surgem.

Implementação significa alcançar resultados da seguinte forma:

Estrutura organizacional e relações: divisão do trabalho, coordenação e informação.

Estrutura organizacional e relações: divisão do trabalho, coordenação e informação.

Processos organizacionais e comportamentos: padrões e medidas, motivação e incentivos, sistemas de controle e

Processos organizacionais e comportamentos: padrões e medidas, motivação e incentivos, sistemas de controle e desenvolvimento de pessoal.

Liderança da alta administração: estratégica, tática e operacional.

Liderança da alta administração: estratégica, tática e operacional.

7. O controle da estratégia

tática e operacional. 7. O controle da estratégia Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Aula 02 - Planejamento e Gestão Estratégica

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A última e principal etapa do processo de administração estratégica, o exercício do controle estratégico,

A última e principal etapa do processo de administração estratégica,

o exercício do controle estratégico, consiste em fazer com que certas estratégias se desenvolvam da forma planejada.

Em organizações, controlar significa monitorar, avaliar e melhorar as diversas atividades que ocorrem dentro de uma organização. Exercer controle é a principal parte do trabalho de cada gestor.

Para Hitt (1999), controle é fazer com que algo aconteça na forma como foi planejado. Por exemplo, se uma organização planeja aumentar o lucro líquido em 5%, acelerando a demanda do produto, controle significa monitorar o progresso organizacional e fazer modificações, se necessário, para garantir com que o lucro líquido aumente realmente em 5%.

Na

rotina,

os

gestores

realmente

controlam

seguindo

três

etapas

gerais:

 
Medindo o desempenho;  

Medindo o desempenho;

 
Comparando o desempenho medido com os padrões; e  

Comparando o desempenho medido com os padrões; e

 
Tomando a atitude corretiva necessária para garantir com que os eventos planejados realmente se materializem.

Tomando a atitude corretiva necessária para garantir com que os eventos planejados realmente se materializem.

Síntese

os eventos planejados realmente se materializem. Síntese Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Nos tempos atuais, em que grandes mudanças ocorrem rapidamente em todos os ambientes - local,

Nos tempos atuais, em que grandes mudanças ocorrem rapidamente em todos os ambientes - local, nacional e internacional -, novas ondas, tendências e mesmo descontinuidades estão tirando o sono dos nossos dirigentes, executivos, gerentes e responsáveis por organizações e

empresas sem fins lucrativos. A Gestão Estratégica torna-se um processo de transformação organizacional voltado para o futuro, liderado, conduzido

e executado pela mais alta administração da entidade.

A gestão estratégica tem por finalidade assegurar o crescimento, a

continuidade e a sobrevivência da instituição, por meio da contínua adequação de sua estratégia, capacitação e estrutura, possibilitando-lhe enfrentar e antecipar-se às mudanças observadas ou previsíveis no seu ambiente.

A diferença clássica entre o planejamento estratégico e a gestão estratégica

está exatamente na capacidade de fazer com que o cotidiano da empresa realize especificamente as ações estratégicas escolhidas.

A missão organizacional é a finalidade de uma organização ou a razão

pela qual existe. A declaração de missão é a explicação por escrito das intenções e aspirações da empresa.

Os objetivos de uma organização são as metas que ela têm.

A implementação da estratégia é a etapa final do processo de pôr a

estratégia organizacional em ação. Sem uma adequada implementação, a

estratégia, por mais oportuna e valiosa que seja, está virtualmente fadada

ao

insucesso. Seu controle é fazer com que algo aconteça na forma como

foi

planejado.

Referências Bibliográficas

HITT, Michael A. et alii. Strategic management: competitiveness and globalization. Cincinatti, Ohio: International Thomson Publishing, 1999.

MINTZBERG Henry e outros. Safári de estratégia. Porto Alegre: Bookman,

2000.

Safári de estratégia . Porto Alegre: Bookman, 2000. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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WRIGHT, Peter; KROLL, Mark J.; PARNELL, John. Administração estratégica - conceitos. São Paulo: Atlas, 2000.

WRIGHT, Peter; KROLL, Mark J.; PARNELL, John. Administração estratégica - conceitos. São Paulo: Atlas, 2000.

estratégica - conceitos. São Paulo: Atlas, 2000. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Aula 03 Qualidade e o Contexto da Tecnologia da Objetivos da aula: Informação Os objetivos

Aula 03Qualidade e o Contexto da Tecnologia da Objetivos da aula: Informação Os objetivos desta aula

Qualidade e o Contexto da Tecnologia da

Objetivos da aula:

Informação

Os objetivos desta aula visam correlacionar o princípio de qualidade nas organizaçõescomprojetosdeimplementaçãodatecnologiadainformação. Para tal, serão identificados princípios que devem nortear a implementação da tecnologia da informação nas organizações empresariais.

Ao final desta aula, você deverá estar apto a desenvolver uma discussão a respeito da qualidade nas organizações e a estabelecer sua correlação com a implementação da tecnologia da informação no meio empresarial.

1. Qualidade e o Contexto da Tecnologia da

Informação

Desde o século passado que as alterações verificadas nos mercados de atuação das organizações, como o conceito da qualidade, têm evoluído de uma forma paralela. A qualidade tem constituído um meio eficaz de

adequar as organizações às características cada vez mais competitivas. De um modo geral podemos dizer que a qualidade impôs o controle de produtos e serviços, na altura dos ganhos de produtividade, implantou

a garantia de processos controlados, quando houve a necessidade de

racionalizar os custos e introduziu a melhoria contínua, adquirindo produtos e serviços que permitem destacar as empresas no mercado em que atuam. Um produto ou serviço de qualidade, assim como a satisfação dos clientes, são fatores decisivos e aceites para o sucesso de qualquer organização. Todavia, não são suficientes.

A gestão pela qualidade abre novos caminhos, apostando nas pessoas e

na sua capacidade para a constante inovação, como fator dinamizador das empresas e organizações. A gestão pela qualidade permite-nos avaliar as principais questões empresariais, ao desenvolver formas estruturadas

questões empresariais, ao desenvolver formas estruturadas Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Aula 03 - Qualidade e o Contexto da Tecnologia da Informação

e racionalizadas de abordar as necessidades dos clientes, ao balançar a gestão de processos através

e racionalizadas de abordar as necessidades dos clientes, ao balançar a

gestão de processos através de critérios de eficiência interna e eficácia de resultados, ao implementar uma cultura de melhoria de desempenho avaliada pelas exigências do mercado. A gestão pela qualidade vem trazer um desafio para a maioria das empresas, exigindo que cada organização

e cada um de nós aceite as mudanças que se fazem necessárias, em

simultâneo com a manutenção do controle e melhoria das atividades.

Deming (1990), define qualidade como “atender continuamente às necessidades e expectativas dos clientes a um preço que eles estejam dispostos a pagar”. Sua contribuição considerada mais importante é o trabalho estatístico no sentido de definir a variabilidade dos processos em termos de causas especiais e causas comuns. Para ele as causas comuns são responsáveis por 94% dos casos de variação desnecessária e costumam ser de responsabilidade do gerente. Deming propõe ainda, os chamados 14 pontos, de forma a alcançar a qualidade total:

- crie constância de propósitos para a melhora do produto e do serviço;

- adote a nova filosofia;

- cesse a dependência da inspeção em massa;

- acabe com a prática de aprovar orçamentos apenas com base no preço;

- melhore constantemente o sistema de produção e de serviços;

- institua treinamento;

- adote e institua liderança;

- afaste o medo;

- rompa as barreiras entre os diversos setores;

- elimine slogans, exortações e metas para a mão-de-obra;

- suprima as quotas numéricas para a mão-de-obra e elimine objetivo numérico para o pessoal de administração;

- remova as barreiras que privam os profissionais do justo orgulho pelo trabalho bem executado;

- estimule a formação e o auto-aprimoramento de todos;

- tome iniciativa para realizar a transformação.

de todos; - tome iniciativa para realizar a transformação. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Aula 03 - Qualidade e o Contexto da Tecnologia da Informação

Essas proposições representaram uma verdadeira revolução dentro da organização, levando a profundas transformações

Essas proposições representaram uma verdadeira revolução dentro da organização, levando a profundas transformações no relacionamento entre esta e seus clientes, fornecedores e empregados. Deming, alertava também para os obstáculos a serem enfrentados, bem como para o longo caminho a percorrer até a real implementação da nova filosofia. Esse enfoque não necessariamente atinge todos os empregados, pois muitos têm dificuldades em empregar a metodologia ou em aceitar os princípios. Outras vezes, não conseguem envolver a alta gerência, restringindo-se aos operários e engenheiros.

O comportamento e as atitudes dos indivíduos na organização, são fundamentais nesta nova maneira de encarar a qualidade e a sua gestão. Atualmente, o conceito de qualidade é colocado cada vez mais com um maior nível de abstração, onde a qualidade é a coerência entre aquilo que se faz e aquilo que se diz fazer. Para obter qualidade é necessário ser coerente consigo mesmo e observar atentamente o que se passa no mundo.

Um bom termo para a definição de qualidade seria: Um estado da arte, no resultado alcançado, por meio da realização das atividades desenvolvidas pelos indivíduos.

Uma questão que está diretamente relacionada com a qualidade e a implementação de novas tecnologias do conhecimento na organização é a condução eficiente e eficaz de um projeto.

A qualidade de um projeto deve avaliar o posicionamento da equipe em relação ao cumprimento do compromisso estabelecido com o projeto em questão. A ênfase então, será:

- O que será implementado;

- Como será implementado;

- Quando será implementado;

Para isso, faz-se necessário conhecermos alguns objetivos de qualidade em tecnologia da informação, para que um determinado projeto possa

da informação, para que um determinado projeto possa Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Aula 03 - Qualidade e o Contexto da Tecnologia da Informação

estar sendo implementado adequadamente. Rosini & Palmisano (2002) definem os seguintes princípios para

estar sendo implementado adequadamente. Rosini & Palmisano (2002) definem os seguintes princípios para implementação de um projeto com a utilização da tecnologia da informação que vise à qualidade empresarial:

- revisar o cumprimento dos requisitos necessários para a boa evolução da implementação do sistema de informação, sua devida documentação e aprovação;

- verificar a habilidade do time do projeto em cumprir as datas programadas;

- verificar se o tempo do projeto (prazos) é suficiente para o seu cumprimento;

- identificar impedimentos potenciais que possam ameaçar o cronograma de implementação;

- identificar oportunidades, para as devidas melhorias no projeto;

- acompanhar o acordo entre as partes envolvidas quanto ao andamento do projeto e quanto à avaliação dos pontos críticos de qualidade;

- acompanhar ações corretivas tomadas a partir da identificação de uma falha de qualidade;

- estabelecer um mecanismo de comunicação de riscos e questões críticas (issues) do projeto ao comitê executivo.

O método de trabalho é também um ponto importante para o sucesso de

uma implementação de sistemas de informação. Precisamos, portanto:

(a) conhecer a metodologia de implementação, principalmente no que diz respeito à seqüência em que as atividades serão executadas, além da forma com que seus resultados serão exibidos; (b) revisar o cumprimento dos

requisitos necessários para a implementação do sistema de informação,

a devida documentação e aprovação. O líder de qualidade conta com a

lista de revisão para auxiliá-lo nessa tarefa. Também deverá ser verificado por esse líder se as tarefas estão sendo cumpridas dentro do prazo estabelecido; (c) auxiliar, sob a forma de sugestões, no encaminhamento de soluções para o cumprimento das tarefas.

As etapas para que esse método de trabalho seja eficaz devem ser as

seguintes:

esse método de trabalho seja eficaz devem ser as seguintes: Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno

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Aula 03 - Qualidade e o Contexto da Tecnologia da Informação

- montagem da equipe de trabalho elencando as responsabilidades de cada um; - definição do

-

montagem da equipe de trabalho elencando as responsabilidades de cada um;

-

definição do responsável pelo projeto, isto é, o líder, que terá como responsabilidade efetuar o feedback à organização;

-

criação de cronograma;

-

determinação do local de trabalho, isto é, a sala do projeto;

-

treinamento básico da equipe de trabalho;

-

distribuição das atividades;

-

levantamento e análise de escopo do projeto;

-

realização de reuniões periódicas: semanais; quinzenais; emergenciais;

-

mas, nunca diárias, pois atrapalha o andamento do projeto; análises das mudanças que ocorrerão (novos cenários na organização);

-

utilização de padrões e documentações de controle, como, por exemplo: atas de reunião; documentação; desenho dos processos; horários seguidos à “risca”; testes das novas situações;

-

análise dos issues do projeto;

-

treinamentos dos envolvidos (demais pessoas da organização);

-

criação de um plano de contingência;

-

entrada em produção do sistema de informação.

Para que tenhamos um resultado eficaz na implementação de novas tecnologias da informação na organização, é preciso estar revendo respectivamente a equipe de trabalho. Abaixo, elencamos algumas condutas de um gerente e executivo da área de tecnologia e sistemas de informação:

- distribuir a equipe de forma a utilizar o máximo de competência técnica-funcional de cada integrante;

- ser claro e transparente na administração;

- focar as metas e os objetivos pertinentes ao cumprimento das atividades previamente planejadas (desviar, se for o caso);

- cobrar competência e produtividade dos integrantes da equipe;

- ser ético e humano;

- impor respeito e dar exemplos sadios e construtivos (postura);

- ser um líder;

exemplos sadios e construtivos (postura); - ser um líder; Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Aula 03 - Qualidade e o Contexto da Tecnologia da Informação

- investir nos recursos humanos e em treinamentos; - estar sempre atento a questão das

- investir nos recursos humanos e em treinamentos;

- estar sempre atento a questão das mudanças existentes, tanto internamente na organização, como fora dela (meio ambiente);

- impor e respeitar normas e regras da organização;

- ser eficiente e eficaz, portanto, competente.

Não obstante, é necessário que algumas outras características sejam atingidas pelo gestor de mudanças de uma organização, que realmente aposte em qualidade e eficiência do mesmo:

- conhecer a sua equipe: A diversidade no ambiente de trabalho pressiona os gerentes a entender o que faz as pessoas crescerem:

uma combinação de personalidade, conhecimento, talento, treinamento, experiência, circunstâncias pessoais e objetivos. Os indivíduos precisam e querem ser diferenciados, onde o importante é separar o que é essencial do que não é, quando estiver avaliando diferenças e necessidades individuais;

- orientar: Quando um projeto está sendo executado, é necessário observareaconselharoscomponentesdaequipe.Éimportanterever os resultados de forma sistemática, focalizando periodicamente o que as pessoas estão aprendendo, identificando claramente os pontos fortes e as possíveis melhorias;

- treinar: Identificar as áreas nas quais os funcionários podem melhorar as suas habilidades, dando oportunidade, mas não esquecendo de cobrá-los;

- compartilhar a informação: O envolvimento dos funcionários na troca de informações é necessário para mantê-los sempre atualizados. Isto motiva e facilita a questão da gestão do conhecimento;

- dar feedback: Manter o contato e o relacionamento com os componentes da equipe de trabalho é fundamental, colhendo feedback positivo ou negativo perante as ações realizadas;

- ser flexível: Enfatizar os aspectos de ter a tarefa feita da melhor forma, em vez do quando e onde ela foi feita. Algumas vezes precisamos nos adaptar da melhor maneira às normas e regras existentes na organização;

- reconhecimento: Reconhecer os esforços e as conquistas dos melhores

Reconhecer os esforços e as conquistas dos melhores Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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funcionários. Este processo motiva e cativa as pessoas. Desta maneira, estamos apoiando, comprometendo, motivando e

funcionários. Este processo motiva e cativa as pessoas.

Desta maneira, estamos apoiando, comprometendo, motivando e incentivando a equipe de trabalho. Podemos por analogia, estar implementando toda essa metodologia no restante da organização. Sem dúvida, estaríamos mais contentes e realizando nossas atividades mais felizes.

Um outro fator que merece um pouco mais de nossa discussão é a função do líder. Para Heller (1998), o desempenho de cada equipe depende da

qualidade de seu pensamento coletivo, refletindo nos processo de tomada

de decisão, onde o líder deve lutar para criar uma atmosfera positiva, livre

de rigidez e inveja e na qual as pessoas disputem idéias e não vaidade. Para o autor, no método clássico japonês, o líder escuta em silêncio até que todos tenham expressado a sua opinião, tomando então uma decisão pertinente a todo o grupo. Heller afirma que, o verdadeiro líder de equipe tentará facilitar, inspirar e implementar em lugar de exercer o controle.

O importante a refletirmos é que, o papel de uma equipe em uma

organização ou até mesmo em um departamento deve ser a de um time em perfeita harmonia de trabalho, uns aos outros se ajudando e apoiando, com o objetivo final de estar crescendo profissionalmente, todos de maneira conjunta.

2. Princípios de gestão da qualidade no controle

e condução da organização à melhoria de

desempenho

e condução da organização à melhoria de desempenho Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Liderança É a mola propulsora da Organização e a demonstração da ação do líder empreendedor
Liderança

Liderança

É

a mola propulsora da Organização e a demonstração da ação do

líder empreendedor e inovador dá-se pela sua efetiva participação

na identificação dos requisitos do cliente, das tendências do mercado

e,

principalmente, pela ação de transmitir e traduzir esses requisitos

para dentro de sua Organização. Cabe também ao Líder o papel de definir os rumos e as diretrizes que norteiam as ações de sua Organização, bem como de criar condições adequadas de ambiente de trabalho que permitam que seus liderados disponibilizem todas as suas competências no exercício de suas funções.

O Envolvimento de Pessoas

O

Envolvimento de Pessoas

É o princípio que trata do maior recurso disponível em cada Organização, pois pessoas envolvidas asseguram o uso efetivo de seu conhecimento e de sua dedicação. As pessoas precisam ser competentes e estarem conscientes da importância de seu trabalho correto para a conquista dos objetivos específicos de seus processos, bem como dos objetivos estratégicos da Organização.

A Abordagem de Processo

A

Abordagem de Processo

Identifica o modo que as pessoas competentes e envolvidas agrupam- se para conseguir os resultados desejados. Os processos devem ser radiografados de modo que se identifiquem, além das entradas

e

saídas, quais são os recursos e as informações necessárias para

assegurar o seu bom desempenho. Um dos recursos fundamentais para que os processos gerem os resultados esperados é o definido pelo princípio de Benefícios Mútuos nas Relações com os Fornecedores, pois somente com fornecedores tratados como parceiros é que será possível assegurar as melhores condições de preço, prazo e qualidade de produtos e serviços adquiridos.

prazo e qualidade de produtos e serviços adquiridos. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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A Abordagem Sistêmica para a Gestão É o princípio que orienta a Organização a identificar,
A Abordagem Sistêmica para a Gestão

A Abordagem Sistêmica para a Gestão

É o princípio que orienta a Organização a identificar, entender e

gerenciar os processos inter-relacionados com referência à forma que um sistema contribui para a eficácia e eficiência da organização de modo que esta atinja os seus objetivos; são os processos que assim alinhados permitem que o líder defina os indicadores de desempenho para monitorá-los adequadamente.

A Abordagem Factual para Tomada de Decisão

A

Abordagem Factual para Tomada de Decisão

Assegura que o líder possa identificar medir, acompanhar e analisar os dados e as informações para poder tomar decisões eficazes. O líder, ao adotar esse princípio, cria um painel de bordo que permite identificar seus pontos fortes e as oportunidades de melhoria que assegurarão o sucesso de sua Organização.

O princípio da Melhoria Contínua

O

princípio da Melhoria Contínua

Como o resultado das análises dos dados garante que a Organização siga em busca da excelência de seus processos e demonstre efetivamente o Foco no Cliente ao entender, atender e superar as expectativas.

3. Relação existente entre os princípios

Nesta seqüência, percebemos a lógica e a inter-relação existente entre vários princípios que determinam a obtenção da qualidade corporativa. Tratemos então do aprendizado decorrente do uso de cada um deles.

O uso ordenado dos princípios garante o aprendizado, de forma que:

os princípios de liderança e pessoas envolvidas constituem-se nas ações de Planejar.

os princípios de liderança e pessoas envolvidas constituem-se nas ações de Planejar.

os princípios de realização por processos e benefícios mútuos de fornecedores demonstram as ações de

os princípios de realização por processos e benefícios mútuos de fornecedores demonstram as ações de Executar

o princípio de abordagem sistêmica ocupa a posição do Controlar

o

princípio de abordagem sistêmica ocupa a posição do Controlar

os princípios de tomada de decisões baseadas em fatos e de melhoria contínua constituem-se no

os princípios de tomada de decisões baseadas em fatos e de melhoria contínua constituem-se no Agir.

em fatos e de melhoria contínua constituem-se no Agir. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Aula 03 - Qualidade e o Contexto da Tecnologia da Informação

   

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Cabe, também, ressaltar que esses princípios podem ser usados pelo líder como base para a

Cabe, também, ressaltar que esses princípios podem ser usados pelo líder como base para a definição da Política da Qualidade e dos Objetivos da Qualidade da Organização, bem como para motivar e conscientizar as pessoas no entendimento do Sistema de Gestão da Qualidade.

Essesprincípios,sóserãoefetivamenteúteisseforementendidos,discutidos

e utilizados pelos líderes das Organizações como valores fundamentais na busca da excelência.

Assim, ao entendermos e usarmos adequadamente os Princípios da Gestão da Qualidade estaremos construindo nosso Sistema de Gestão

da Qualidade sobre um conjunto estruturado de estacas que garantirão

o sucesso de nossa Organização.

Síntese

que garantirão o sucesso de nossa Organização. Síntese Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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A gestão pela qualidade abre novos caminhos, apostando nas pessoas e na sua capacidade para

A gestão pela qualidade abre novos caminhos, apostando nas pessoas e

na sua capacidade para a constante inovação, como fator dinamizador das

empresas e organizações. A gestão pela qualidade permite-nos avaliar

as

principais questões empresariais, ao desenvolver formas estruturadas

e

racionalizadas de abordar as necessidades dos clientes, ao balançar a

gestão de processos através de critérios de eficiência interna e eficácia

de resultados, ao implementar uma cultura de melhoria de desempenho

avaliada pelas exigências do mercado. A gestão pela qualidade vem trazer um desafio para a maioria das empresas, exigindo que cada organização

e cada um de nós aceite as mudanças que se fazem necessárias, em

simultâneo com a manutenção do controle e melhoria das atividades.

O comportamento e as atitudes dos indivíduos na organização, são

fundamentais nesta nova maneira de encarar a qualidade e a sua gestão. Atualmente, o conceito de qualidade é colocado cada vez mais com um maior nível de abstração, onde a qualidade é a coerência entre aquilo que se faz e aquilo que se diz fazer. Para obter qualidade é necessário ser coerente consigo mesmo e observar atentamente o que se passa no mundo.

O importante a refletirmos é que, o papel de uma equipe em uma

organização ou até mesmo em um departamento deve ser a de um time em perfeita harmonia de trabalho, uns aos outros se ajudando e apoiando, com o objetivo final de estar crescendo profissionalmente, todos de maneira conjunta.

Se utilizarmos adequadamente os Princípios da Gestão da Qualidade

estaremos construindo nosso Sistema de Gestão da Qualidade sobre um conjunto estruturado de estacas que garantirão o sucesso de nossa Organização.

Referências Bibliográficas

DEMING, W. E. Qualidade: a revolução da administração. Rio de Janeiro:

Marques Saraiva, 1990.

da administração. Rio de Janeiro: Marques Saraiva, 1990. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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1

HELLER, Robert. Managing teams . Londres: Dorling Kindersley, 1998. ROSINI, Alessandro Marco e PALMISANO, Ângelo.

HELLER, Robert. Managing teams. Londres: Dorling Kindersley, 1998.

ROSINI, Alessandro Marco e PALMISANO, Ângelo. Administração de Sistemas de Informação e a Gestão do Conhecimento. São Paulo, Thomson, 2003.

e a Gestão do Conhecimento . São Paulo, Thomson, 2003. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno

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Aula 04 - Gestão do Conhecimento e as Tecnologias da Objetivos da Aula Informação O
Aula 04 - Gestão do Conhecimento e as Tecnologias da Objetivos da Aula Informação O

Aula 04 -

Aula 04 - Gestão do Conhecimento e as Tecnologias da Objetivos da Aula Informação O objetivo

Gestão do Conhecimento

e as Tecnologias da

Aula 04 - Gestão do Conhecimento e as Tecnologias da Objetivos da Aula Informação O objetivo

Objetivos da Aula

Informação

O objetivo principal desta aula visa compreender o que é gestão do conhecimento. Para tal, pretende-se estabelecer a inter-relação entre gestão do conhecimento e organizações empresariais, bem como a inter- relação entre gestão do conhecimento e tecnologia da informação. Por último, será realizada uma reflexão acerca da importância da gestão do conhecimento tendo em vista a evolução das organizações empresariais.

Ao final desta aula, você deverá estar apto a estabelecer fundamentos sobre a gestão do conhecimento nas organizações e a sua relação com as tecnologias da informação

1. Gestão do Conhecimento

A

revolução da informação acelerou-se nos últimos anos, tornando-

se

muito benéfica para o desenvolvimento de nossa sociedade, desde

que se consiga obter equilíbrio entre informação, conhecimento e sabedoria. Estas mudanças no plano econômico terão muitos reflexos na

sociedade: as pessoas deverão ser mais criativas, participativas, envolvidas

e determinantes no seu futuro. Existe um contexto socioeconômico

independentemente dos resultados futuros da economia, trazidos à tona hoje pela internet.

A gestão do conhecimento, como a conhecemos hoje, é um fenômeno

relativamente recente. Pode-se dizer que o seu predecessor é o capital intelectual, que sensibilizou do início até meados dos anos 90, a conscientização de que a informação é um fator de produção, assim como:

a terra, o trabalho, o capital e a energia (TOLERO & GAUDETTE: 1995).

o capital e a energia (TOLERO & GAUDETTE: 1995). Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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O conhecimento deriva da informação assim como esta, dos dados. O conhecimento provém ainda de

O conhecimento deriva da informação assim como esta, dos dados. O

conhecimento provém ainda de experiência adquirida, valores, informação contextual e intuição de especialistas, que fornecem o referencial para a avaliação e incorporação de novas experiências e informações (SANTOS et alii: 2001, p. 30).

Ele também tem origem nas mentes daqueles que o detém como um elemento tácito. Este conhecimento tácito compreende o conhecimento individual de cada um. Numa organização, ele representa as habilidades, a intuição e o know-how que o indivíduo adquire no contato diário com as suas atividades.

Mas as organizações trabalham também com mais dois tipos de conhecimentos: o baseado em normas ou regras e o conhecimento cultural. O conhecimento baseado em regras (rule-based knowledge) apresenta-se mais explicitamente, sendo encontrado a partir do uso de rotinas, operações e procedimentos padrão, como: em documentos e repositórios gerados pela empresa, e também nas práticas e normas empregadas. A empresa possui ainda o seu conhecimento cultural (cultural knowledge), isto é, o conhecimento que faz parte da sua cultura organizacional, e que é comunicado por meio oral ou textual. Tratam-se de estórias, analogias, cenários, metáforas, visão e missão institucional. Incluem ainda crenças e valores que descrevem e explicam a realidade, assim como as convenções e expectativas que são utilizadas para atribuir valor e significado a novas informações dentro da organização.

Todos os três tipos de conhecimentos podem ser encontrados em qualquer organização, no entanto a organização inteligente, ou voltada para o aprendizado, habilita-se para expandir e renovar continuamente o seu conhecimento nas três categorias (CHOO: 1998, pp.11-12).

A gestão do conhecimento (em inglês Knowledge Management ou

simplesmente KM) é um processo sistemático, articulado e intencional, apoiado na identificação, geração, compartilhamento e aplicação do conhecimento organizacional, com o objetivo de maximizar a eficiência e

organizacional, com o objetivo de maximizar a eficiência e Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Aula 04 - Gestão do Conhecimento e as Tecnologias da Informação

39

o retorno em relação aos ativos de conhecimento da organização. Apóia- se também em tecnologia

o retorno em relação aos ativos de conhecimento da organização. Apóia-

se também em tecnologia informacional que comporta: computadores,

telecomunicações, e sistemas de software, que, por sua vez, possibilitam

a organização, transmissão, arquivamento e utilização do que pode ser chamado ainda de recursos do conhecimento.

O conhecimento deriva da informação assim como esta, dos dados,

pois envolve todo o processo mental da compreensão, entendimento e aprendizado que se processa na mente dos indivíduos, incorporando-o às

suas estruturas cognitivas únicas (WILSON: 2002). Cada estrutura cognitiva

é determinada pela biografia do indivíduo.

Nas organizações, ela vincula-se à biografia institucional, às estratégias organizacionais e ao processo de tomada de decisão, que também é único e está na mente do tomador de decisão. O processo de gestão do conhecimento não é uma atividade independente, ele está intrinsecamente ligado ao processo de gestão da informação e ao preparo (trabalho e análise) da informação em apoio à tomada de decisão, uma vez que ambos alimentam o ciclo de produção da inteligência.

Para Srour (1998), a era da chaminé (ou da máquina) foi superada. Assim,

não haveria mais razões para falar de civilização industrial, mas de uma economia supersimbólica que se baseia nos computadores e na troca de dados e informações. O autor apura um mesmo estatuto teórico atrelado

a três tendências: a atual, denominada terceira e que corresponde a uma revolução da informação; à segunda, identificada como a revolução industrial; e à primeira entendida como revolução agrícola.

Hoje em dia, devemos nos preocupar com o indivíduo que está à procura de determinados processos-chave motivacionais. A organização que não investir em seus recursos humanos não terá sucesso. Neste cenário,

acreditamos na teoria da gestão do conhecimento, para a qual as empresas

se voltaram com o intuito de entender, organizar, controlar e lucrar com o

valor intangível do conhecimento. No entanto, gestão do conhecimento ainda é uma área nebulosa no cruzamento entre teoria da organização, estratégia de negócios, tecnologia de informação e a própria cultura

negócios, tecnologia de informação e a própria cultura Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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organizacional. Nas organizações, a questão da gestão do conhecimento pode ser vista como um grande

organizacional.

Nas organizações, a questão da gestão do conhecimento pode ser vista como um grande processo análogo à qualidade total, pois quem garante

a qualidade é o próprio indivíduo pela execução de suas tarefas no dia-a-

dia do trabalho. “Estimativas de especialistas internacionais revelam que, nos próximos anos, as empresas irão gastar mais com gestão do conhecimento do que gastaram com qualidade ou com processos de reengenharia. Muitos pensadores da administração, como Nasbitt e Drucker, já falavam, desde 1980, na grande revolução da era da informação” (DAVENPORT & PRUSAK:

1998). Outros autores já traziam, nesta época, a questão da inovação para o centro das discussões estratégicas nos negócios, como é o caso da reengenharia de processos.

As principais preocupações, neste momento, em muitas organizações se direcionam para a estabilização do mercado, projetos de ERP (Enterprise resource planning) e projetos para internet, como grandes portais. Entretanto, a maioria das empresas ainda não começou a desenvolver projetos envolvidos na área de gestão do conhecimento.

No caminho da implementação da gestão do conhecimento, seja qual

for a estratégia adotada, haverá muita dificuldade, obstáculos, esforços e

investimentosaseremrealizados,pois,nãoésomenteemrecursosmateriais

e financeiros a maior dificuldade, mas sim também, no envolvimento e na participação dos indivíduos durante o processo de implementação.

Investir em gestão do conhecimento só vale a pena para aquelas empresas que estejam pensando em longo prazo, porque pretendem ainda estar no seu negócio daqui a alguns anos. Se o conhecimento das pessoas na organização não faz parte do modelo de seu negócio, se a gestão da empresa não vê o conhecimento das pessoas agregando valores aos seus clientes, enfim, se na organização, o lado do capital enxerga o lado do trabalho apenas pela sua utilidade imediata, então, pouco importa qual será a estratégia a ser utilizada.

Atualmente, muita atenção está sendo dada à cadeia alimentar da

muita atenção está sendo dada à cadeia alimentar da Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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informação : dado, informação, conhecimento. Descobre-se o valor, antes negligenciado, dos recursos intangíveis,

informação: dado, informação, conhecimento. Descobre-se o valor, antes negligenciado, dos recursos intangíveis, como: marcas, imagem, conhecimento. Evoluindo-se mais no pensamento organizacional, deixa- se para trás definitivamente a visão do homem-máquina e discute-se agora o trabalhador do conhecimento, que deixa cada vez mais de realizar atividades manuais (rotineiras), passando a tomar decisões, que prescindem da atuação de um indivíduo sobretudo ético, consciente, responsável e participante.

Alguns autores definem dado como sendo uma seqüência de símbolos

quantificados ou quantificáveis, na qual um texto, por exemplo, é um dado, sendo que dados ainda podem ser também: fotos, figuras, sons gravados

e animação. Devemos lembrar de que dados podem ser realmente

quantificados a ponto de se ter eventualmente uma certa dificuldade quando se quer distinguir a sua forma de reprodução, principalmente a partir da sua representação quantificada, entendendo-se tanto a forma original como a informação reproduzida como uma abstração informal. Isto é, ela não pode ser formalizada necessariamente por meio de uma teoria lógica ou matemática apenas, a qual está na mente de alguém, representando algo significativo para determinada pessoa. Lembremos ainda de que se a representação da informação for feita por meio de dados digitais, por exemplo, ela poderá ser, portanto, armazenada em um computador.

Uma distinção fundamental entre dado e informação é que o primeiro elemento é puramente sintático, enquanto que o segundo contém necessariamente uma determinada semântica (isto está implícito, por exemplo, na palavra significado, muito usada em sua caracterização).

É interessante ainda notar que é difícil introduzir e processar semântica em um computador, porque a máquina é puramente sintática, a não ser quando a abordagem empregada tiver base em inteligência artificial.

abordagem empregada tiver base em inteligência artificial. 2. O Mercado Atual e Mudanças Na nova economia,

2. O Mercado Atual

tiver base em inteligência artificial. 2. O Mercado Atual e Mudanças Na nova economia, os dados

e Mudanças

Na

nova

economia,

os

dados

estão

em

formato

e Mudanças Na nova economia, os dados estão em formato Faculdade On-Line UVB digital: bits. Para

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digital:

bits.

Para

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Tapscott (1997), quando a informação é digitalizada e comunicada por meio de redes digitais, revela-se

Tapscott (1997), quando a informação é digitalizada e comunicada por meio de redes digitais, revela-se um novo mundo de possibilidades, no qual quantidades enormes de informação podem ser comprimidas e transmitidas na velocidade da luz, pois sua qualidade pode ser muito

melhor do que nas transmissões analógicas. Para o autor, muitas formas diferentes de informação podem ser combinadas, criando-se, por exemplo, documentos multimídia. Além disso, as informações podem

ser armazenadas e recuperadas instantaneamente de qualquer parte do

mundo, propiciando, conseqüentemente, acesso imediato à maior parte das informações registradas pela civilização humana.

Numa organização de serviços, cujo principal ativo é o conhecimento coletivo sobre os clientes, os processos de negócios são cada vez mais importantes para vencer a concorrência. As informações, tendo em vista esta conformidade, são as matérias-primas do trabalho de cada indivíduo na organização. Assim, cresce cada vez mais a ênfase na espiral do conhecimento, nas diversas ações possíveis, tendo como base conhecimentos específicos sobre métodos, técnicas e ferramentas de gestão da informação.

As principais ferramentas tecnológicas utilizadas atualmente são: CRM -

Customer Relationship Management, que aborda o relacionamento com os clientes em geral, realizando o marketing One-to-One ou One-to-Many,; Data Mining, que tem como objetivo explorar estatisticamente os dados; ferramentas de LMS-LearningManagementSystem,que gerencia transações em educação a distância; e o Data Warehouse, depósito de dados.

A expressão CRM (Customer Relationship Management) reflete um

constante uso da informação como recurso para conquistar e reter clientes por meio do diálogo, o que permite criar relações duradouras mutuamente vantajosas entre os clientes e as empresas. A utilização eficaz dos dados dos clientes, a adoção de um sistema fechado de conversação com a empresa e a análise dos benefícios qualitativos e quantitativos para ambas as partes, constituem três dos mais importantes fatores a ter em conta neste conceito. Em suma, o objetivo do CRM é fazer com que os consumidores e as suas necessidades sejam os maiores impulsionadores

e as suas necessidades sejam os maiores impulsionadores Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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no comportamento organizacional. O Learning Management System (LMS) é um software que automatiza a administração

no comportamento organizacional.

O Learning Management System (LMS) é um software que automatiza a administração dos eventos de treinamento, registrando usuários, trilhando cursos em um catálogo e gravando dados de alunos. Além disso, o LMS, por seu desenvolvimento, pode lidar com cursos em forma de múltiplas publicações e em provedores distintos. Usualmente, não inclui capacidade própria de autoria; ao contrário, foca apenas a compatibilidade de cursos criados.

Os sistemas de gestão de aprendizado tratam tanto do segmento de cursos on-line quanto daqueles ministrados em classe, como também de outros processos de capacitação (em termos de segmento, estes últimos devem ser colocados no sistema de forma manual). O projeto de um LMS típico permite com que ele seja utilizado por diferentes equipes (instituição, tutores e especialistas em tecnologia). Temos como referência de LMS, o software Docent, conforme o site www.docent.com.

Muitas vantagens devem ser levadas em consideração para qualquer empresa ou instituição que tenha como objetivo a implementação de um LMS:

o

Administração fácil. A plataforma pode ser gerenciada pelo administrativo, dado que requer somente um conhecimento básico de informática, ou seja, na ótica de um utilizador;

o

Navegação fácil. As aplicações são desenhadas inteiramente orientadas para o utilizador, tanto na arquitetura da informação como na interface de acesso;

Integração fácil. Baseada na tecnologia utilizada e na sua modularidade; o Adaptação. Suporta tanto um número reduzido de utilizadores como um ambiente empresarial com cursos via internet.

o

Um conceito muito empregado pelas empresas com base na utilização adequada da tecnologia de informação tanto para agregar valor ao conhecimento como para ajudar as pessoas na tomada de decisões é o

como para ajudar as pessoas na tomada de decisões é o Faculdade On-Line UVB Anotações do

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Data Warehouse. Inmon (1992) conceitua Data Warehouse como sendo uma coleção de dados orientada por

Data Warehouse. Inmon (1992) conceitua Data Warehouse como sendo uma coleção de dados orientada por assuntos, integrada, variante no tempo e não volátil, cujo objetivo é dar suporte aos processos de tomada de decisão. Este conceito já caracteriza o ambiente e possui em si significados específicos, sendo eles:

o Orientação por assunto: Diz respeito às informações específicas e importantes para o negócio da empresa. Como exemplo, podemos citar: os produtos, clientes, fornecedores, funcionários e ramos de atividade em que a empresa atua;

o Integração: Todos os dados trazidos para um Data Warehouse devem ser padronizados em relação ao nome que receberão neste ambiente. (É o conceito do dicionário de dados, por exemplo, pois, por meio dele, cada entidade da empresa é conhecida por um único nome, e este será o padrão para ser utilizado por todos os sistemas incorporados). Por exemplo, a entidade Cliente, uma vez adotada para caracterizar os clientes da empresa, somente será utilizada para este fim, ao mesmo tempo em que todos os clientes da empresa somente puderem ser referenciados por ela; o Variante no tempo: Os dados carregados no Data Warehouse, referem- se a um momento específico de tempo que não é atualizável no próprio dado já carregado. Para que isto ocorra, é necessária uma nova atualização de dados para refletir também uma nova posição no tempo. Por isso, torna-se importante definir a significância do dado em relação ao tempo (período) que ele deva representar (dia, semana, mês, ano ou outro que seja relevante);

o Não volátil: Os dados uma vez carregados para o Data Warehouse não sofrerão alteração no que se refere à atualização de registros, como ocorre, por exemplo, em dados de sistemas operacionais, nos quais, na medida em que determinado processo é realizado, os reflexos das mudanças também são feitos na sua base de dados. É, portanto, fundamental definir o melhor momento para se fazer a carga no Data Warehouse, de forma que as informações possam refletir momentos significativos em um determinado período de tempo.

momentos significativos em um determinado período de tempo. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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A organização precisa tanto da: agilidade, iniciativa, capacidade de se modificar, de se adaptar continuamente;

A organização precisa tanto da: agilidade, iniciativa, capacidade de se

modificar, de se adaptar continuamente; quanto da: confiabilidade, constância e permanência de seus sistemas de informação. Ela precisa ainda de clareza e de transparência. O atendimento às suas necessidades passa pela solução destas questões e é tem grande relevância no processo de formação do trabalhador do conhecimento.

Estamos passando hoje, de um processo de repetição do trabalho manual para um momento da inovação no trabalho. O dinamismo se tornou uma categoria central no mundo atual, intimamente associado ao comportamento das pessoas na sociedade e nas organizações. Estas mudanças são particularmente incisivas no mundo do trabalho em que todas as áreas da organização precisam ser repensadas.

As pessoas devem estar convencidas da nova forma de trabalho e da necessidade da mudança, de maneira a encarar o seu próprio papel na organização. Á medida que se intensifica o fluxo de informações no mundo, as pessoas são cada vez mais bombardeadas com informações por diversas mídias, pois os indivíduos estão continuamente conectados ao resto do mundo por: telefone, televisão, fax, pager e correios eletrônicos, propiciando o crescimento no ritmo das mudanças.

Portanto, no cenário contemporâneo, administrar envolve uma gama

muito mais abrangente e diversificada de atividades do que no passado.

A ênfase na gestão vem da necessidade de aperfeiçoar continuamente

os processos de negócios, pelo aprendizado e inovação permanentes. No contexto da administração, estamos na era da ênfase no talento dos indivíduos, na sua atualização permanente e na importância do trabalho em equipe.

Assim,

a

evolução

da

empresa

precisa,

considerar

três

pontos

fundamentais:

 

o

Visão estratégica: a forma como a empresa percebe a evolução do ambiente em que atua e como ela se vê no cenário futuro;

o

Cultura organizacional: como os valores e pressupostos básicos das

organizacional: como os valores e pressupostos básicos das Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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pessoas que atuam na organização interagem com esta visão estratégica e como as pessoas se

pessoas que atuam na organização interagem com esta visão estratégica e como as pessoas se posicionam diante da inovação;

o Tecnologia: como os recursos tecnológicos disponíveis podem ser usados pela empresa na realização de sua visão estratégica, considerando a sua cultura organizacional.

Os sistemas de informação, ao longo dos tempos, evoluíram para acompanhar a sofisticação na gerência de negócios. A ênfase nestes sistemas de informação é dada em relação à validação dos dados, visando à maior qualidade e depuração deles. Sem uma metodologia adequada, não é possível obter a qualidade. E, sem qualidade de dados, não é possível obter uma inteligência competitiva (informação), a partir dos dados corporativos captados e encapsulados de uma organização.

A implementação de ferramentas para gerenciar o conhecimento

impõe mudanças de perfis profissionais nas empresas e novas maneiras

de encarar o trabalho. Portanto, é necessário seguir algumas etapas de

modo a adaptar os funcionários à nova gestão empresarial. Os executivos

necessitam, primeiro, preparar as estruturas organizacionais para a questão

da gestão do conhecimento, como se segue:

o

Gestão de processos: repensar os processos da empresa;

o

Formação do trabalhador do conhecimento: rever o perfil profissional das pessoas na empresa e no mercado de trabalho;

o

Dimensão do trabalho: a passagem do trabalho manual para o intelectual, num momento em que a maioria das tarefas repetitivas já é assumida por máquinas, o que indica que a relação da pessoa com o trabalho se altera profundamente, assim como será mudado o que ela precisa saber para trabalhar no futuro próximo.

Quando implementamos um sistema de informação em uma organização, ou apenas trocamos uma tecnologia (ferramenta computacional),

necessitamos trabalhar ao máximo a gestão do conhecimento interno. Não nos basta apenas trocar o sistema ou trocar a tecnologia, mas também prepararmos os indivíduos e as organizações metodologicamente a fim

de termos o máximo de ganho estrutural e conceitual com base nas novas

máximo de ganho estrutural e conceitual com base nas novas Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno

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tecnologias. O conceito de processo empresarial associa-se intensamente à idéia de cadeia de valores, a

tecnologias.

O conceito de processo empresarial associa-se intensamente à idéia de

cadeia de valores, a partir da definição do conceito de fluxos de valor, ou seja, uma coleção de atividades, que envolve a empresa de ponta a ponta com o propósito de entregar um resultado a um cliente ou a um usuário final. Este cliente pode ser tanto interno como externo à organização. Portanto, o processo empresarial torna-se uma coleção dos fluxos de valores voltados à satisfação das expectativas de um determinado grupo de clientes (GONNÇALVES: 2000).

As mudanças atualmente são grandes, abrangendo todos os campos.

A sociedade assiste a estas mudanças todas ao mesmo tempo em que

participa de um processo muito veloz de adaptação, em que a única constante é o valor da mudança. Justamente, por isso, para Pereira (2002), algumas empresas estão criando parcerias, com pessoas que têm interesses

nas suas ações empresariais, os chamados stakeholders, tais como: clientes, empregados, acionistas, fornecedores, governos, comunidade em geral e

os grupos de interesse popular.

A partir de uma visão estratégica fundamentada e de uma análise

estrutural da empresa, principalmente no que tange a novos entrantes e produtos substitutos, e de uma avaliação da cadeia de valor agregado, a organização busca identificar oportunidades de diferenciação e redução de custos, por meio da aplicação de novas tecnologias e processos em que a atividade de prospecção deve ser permanentemente empregada na

empresa. A inovação passa a ser uma das características marcantes entre

os líderes de mercado no cenário atual.

Em todo o mundo, a meta para se alcançar níveis elevados de produtividade e de qualidade está sendo considerada como uma das grandes prioridades entre as empresas. Estas duas condições devem, além de ser permanentes, também crescer com o decorrer do tempo. No Brasil, por exemplo, tudo indica que estamos experimentando um período de busca incessante pela excelência em termos de qualidade e produtividade.

pela excelência em termos de qualidade e produtividade. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Geralmente, a mudança esbarra em dois fatores que funcionam como obstáculos intransponíveis para que as

Geralmente, a mudança esbarra em dois fatores que funcionam como obstáculos intransponíveis para que as pessoas possam atuar como agentes ativos de mudança organizacional: a qualidade e a produtividade, que são as principais metas administrativas almejadas pelas empresas que almejam alta competitividade. A inovação, melhoria da qualidade e aumento da produtividade requerem ação, implicando em algo diferente a ser feito em relação ao que se fazia bem anteriormente.

O primeiro fator tem a ver com a organização do trabalho. Até o início de

1980, a grande maioria dos nossos executivos ainda adotava paradigmas de produção inventados há mais de cem anos. O sistema americano de produção, com ênfase no mercado em massa, no desenho padronizado, nos grandes volumes e nos ganhos de escala, revolucionou a indústria no início do século XX. Nesta época, o homem era apenas um apêndice do sistema. A organização do trabalho, em vez de obter cooperação e gerar sinergia, se propunha a limitar e a restringir os esforços das pessoas.

O segundo fator, por sua vez, decorre da cultura que predomina nas

nossas empresas. Antes, a expectativa era a de que cada pessoa faria o melhor possível por seus próprios méritos, independentemente da ajuda

de outras pessoas. Era a ênfase no trabalho individual, na especialização

e na autoconfiança, elementos subordinados à coletividade da qual a pessoa fazia parte.

Atualmente, a empresa deve se esforçar para proporcionar uma nova cultura organizacional, calcada na inovação, participação e envolvimento emocional de todas as pessoas no âmbito do seu negócio, por meio do esforço coletivo e do trabalho em equipe. Além disso, precisa ainda ser capaz de definir novos paradigmas, e uma nova mentalidade, a respeito do seu negócio, e do envolvimento entre todas as pessoas na sua consecução, autoridade e responsabilidade para inovar e resolver seus problemas operacionais.

Isto tudo representa uma profunda mudança na cultura organizacional, que deve promover a liderança na inovação e orientação quanto à utilização das técnicas para solução de problemas.

à utilização das técnicas para solução de problemas. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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A empresa tem de ser capaz de assegurar a ação em longo prazo de seu

A empresa tem de ser capaz de assegurar a ação em longo prazo de seu

programa de inovação, e de melhoria da qualidade e produtividade, sendo que este não deve ser meramente um fator temporário ou durar apenas enquanto existirem certos problemas a serem resolvidos. Este processo requer apoio e liderança contínuos por parte da alta direção, bem como aplicação de técnicas adicionais para solução dos problemas, que vão sendo descobertas e desenvolvidas ao longo do tempo.

Por outro lado, a organização também requer ainda novas conquistas, desafios e estímulos para fazer da inovação, qualidade e produtividade: o pano de fundo da consciência entre as pessoas envolvidas na organização. As mudanças nas organizações devem partir dos profissionais da alta direção, com maior visão estratégica do negócio e atentos às necessidades do mercado. Espera-se deste profissional: competência, qualidade e lealdade para gerir as inovações e os avanços. Esta mudança tem de ser vista como uma oportunidade de evolução profissional.

Para Gubman (1999), a extensão e o tipo de mudança, muitas vezes, são elementos que andam juntos, e quanto maior for a mudança, o foco e

a complexidade, mais diferentes e complexos tenderão a se tornar tais elementos. Podemos perceber este enfoque, visualizando o Quadro 1:

Quadro 1. RELAÇÃO ENTRE A EXTENSÃO, O FOCO E A COMPLEXIDADE DA MUDANÇA

EXTENSÃO DA

FOCO NA

COMPLEXIDADE E TIPO DE MUDANÇA

MUDANÇA

MUDANÇA

Pequena

Processo ou

Retificação ou melhoramento em algumas das coisas que já se faz --- um ou dois métodos precisam ser realinhados ou há apenas alguns hiatos que precisam ser tratados. Isto é desenvolvimento da organização.

conteúdo

Isto é desenvolvimento da organização. conteúdo Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Média Processo e Um método ou um processo gigantesco precisa de um exame minucioso e

Média

Processo e

Um método ou um processo gigantesco precisa de um exame minucioso e isto afetará vários outros métodos, ou vários métodos e processos precisarão ser mudados ao mesmo tempo. Isto dará também muito trabalho. Trata-se, portanto, de uma mudança de sistemas inteiros.

conteúdo

Grande

Processo,

Toda a maneira de fazer negócios precisa mudar: ou você renova a estratégia empresarial básica e alinha quase todos os processos ou métodos para fazer isto, ou precisará mudar a proposição de valor e começar tudo de novo. Isto é transformação.

conteúdo e

contexto

Fonte: Gubman (1999).

Uma organização que queira mudar efetivamente, de maneira rápida

e segura, deve ser ainda capaz de, segundo Schein (1992): (1) importar informações de forma eficiente, dando-nos a idéia de autonomia; (2)

repassá-las aos lugares certos da organização, para que as demais pessoas possam analisá-las e tomar as devidas decisões corretamente, nos dando

a idéia do processo de comunicação, desde que ela nos dê confiabilidade;

(3) efetuar as mudanças e transformações necessárias para que as novas informações sejam contabilizadas, nos dando a idéia de elaboração; (4) dar feedback (retorno) dos impactos causados e sentidos na organização e em seu ciclo de informação interna, nos fornecendo a idéia de um ambiente sistêmico.

A tecnologia da informação tem um papel importante no processo de

mudança que ocorre na organização, porém este é um processo crítico que deve ser encarado de forma prioritária, devendo ser apoiado pela alta direção da organização. Portanto, se faz necessário um estudo mais detalhado da cultura organizacional.

um estudo mais detalhado da cultura organizacional. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Síntese O conhecimento deriva da informação assim como esta, dos dados. O conhecimento provém ainda

Síntese

O conhecimento deriva da informação assim como esta, dos dados. O

conhecimento provém ainda de experiência adquirida, valores, informação contextual e intuição de especialistas, que fornecem o referencial para a avaliação e incorporação de novas experiências e informações, elementos que têm origem nas mentes daqueles que detém o conhecimento, em forma de conhecimento tácito. O conhecimento tácito consiste de um conhecimento individual. Numa organização representa as habilidades, intuição e know-how que o indivíduo adquire no contato diário com as suas atividades.

Nas organizações, a questão da gestão do conhecimento pode ser vista como um grande processo análogo à qualidade total, pois quem garante a qualidade é o próprio indivíduo pela execução de suas tarefas no dia-a- dia de trabalho.

Numa organização de serviços, cujo principal ativo é o conhecimento coletivo sobre os clientes, os processos de negócios são cada vez mais importantes para vencer a concorrência. As informações, tendo em vista esta conformidade, são as matérias-primas do trabalho de cada indivíduo na organização. Assim, cresce cada vez mais a ênfase na espiral do conhecimento, nas diversas ações possíveis, tendo como base conhecimentos específicos sobre métodos, técnicas e ferramentas de gestão da informação.

A organização precisa tanto da: agilidade, iniciativa, capacidade de se

modificar, de se adaptar continuamente, quanto da: confiabilidade, constância e permanência de seus sistemas de informação. Ela prescinde de clareza e transparência para atuar no mercado. O atendimento às suas necessidades passa ainda pela solução destas questões, sendo de fundamental importância no processo de formação do trabalhador do conhecimento.

no processo de formação do trabalhador do conhecimento. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Referências Bibliográficas CHOO, Chun W. Information management for the intelligent organization: the art of scanning

Referências Bibliográficas

CHOO, Chun W. Information management for the intelligent organization:

the art of scanning the environment. 2nd Edition. ASIS monograph series,

1998.

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como as organizações gerenciam o seu capital. São Paulo: Campus, 1998. GONÇALVES, José Ernesto Lima. As empresas são grandes coleções de processos. RAE: Revista de Administração de Empresas, Vol. 40, No.1, pp. 6- 19, jan./mar. São Paulo: 2000.

GUBMAN, Edward. Talento: desenvolvendo pessoas e estratégias para obter resultados extraordinários. Rio de Janeiro: Campus, 1999. INMON, W. H. Building the data warehouse. New York: John Wiley & Sons,

1992.

PEREIRA, Raquel da Silva. Desenvolvimento sustentável como responsabilidade social das empresas: um enfoque ambiental. São Paulo:

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POLANIY, Michael. The tacit dimension. London: Routledge & Kegan Paul,

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POLANIY, Michael. Personal Knowledge. London: Routledge & Kegan Paul,

Personal Knowledge. London: Routledge & Kegan Paul, Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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1973. TAPSCOTT, Don. Economia digital: promessa e perigo na era da inteligência em rede. São

1973.

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2005.

TERRA, José Cláudio Cirineu. Gestão do conhecimento – as 7 dimensões. O grande desafio empresarial. São Paulo: Editora Campus, 1a edição, 2005.

empresarial. São Paulo: Editora Campus, 1a edição, 2005. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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A Gestão do Conhecimento e a Cultura Aula Nº 05 – Organizacional Objetivos da Aula
A Gestão do Conhecimento e a Cultura Aula Nº 05 – Organizacional Objetivos da Aula
A Gestão do Conhecimento e a Cultura Aula Nº 05 – Organizacional Objetivos da Aula

A Gestão do

Conhecimento e a Cultura

Aula Nº 05 –

Organizacional

do Conhecimento e a Cultura Aula Nº 05 – Organizacional Objetivos da Aula Os objetivos desta

Objetivos da Aula

Os objetivos desta aula visam compreender a relação entre gestão do conhecimento e cultura organizacional. Para tal, serão apresentados vários elementos que caracterizam um ambiente corporativo moderno bem como papel da liderança frente a todas as transformações que decorrem de novas estratégias e atitudes empresariais.

Ao final desta aula, o aluno deverá estar apto a estabelecer fundamentos sobre a gestão do conhecimento nas organizações e sua relação com a cultura organizacional.

A Cultura e a Liderança Organizacionalorganizações e sua relação com a cultura organizacional. As pessoas e seus conhecimentos são a base,

As pessoas e seus conhecimentos são a base, ou seja, a coluna vertebral de uma empresa. Sem profissionais motivados, treinados e qualificados, a empresa perde seu propósito e sua eficiência. Assim sendo, uma organizaçãojamaisobteráinteligênciacompetitivasenãotiverprofissionais qualificados.

Na era do conhecimento, busca-se o homem global, o homem integrado e generalista. O enfoque do papel das pessoas na organização e do valor do seu conhecimento mudou, demandando novas tecnologias de gestão. Nas organizações, o conhecimento se encontra não apenas nos documentos, bases de dados e sistemas de informação, mas também nos processos de negócios, nas práticas dos grupos e na experiência acumulada pelas pessoas. O conhecimento da empresa, da competição, dos processos,

O conhecimento da empresa, da competição, dos processos, Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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enfim, do ramo de negócio, tem estado por trás de milhões de decisões estratégicas e

enfim, do ramo de negócio, tem estado por trás de milhões de decisões estratégicas e operacionais ao longo dos anos.

Para Nonaka & Takeuchi (1997), os estudos da cultura organizacional lançaram luz sobre a organização como um sistema epistemológico e, além disso, destacaram a importância de fatores humanos, como, por exemplo: valores, significados, compromissos, símbolos e crenças, abrindo caminho para pesquisas mais sofisticadas em relação ao aspecto tácito do conhecimento. Estes estudos reconheceram que a organização, como um sistema de significado compartilhado, pode aprender, mudar e evoluir ao longo do tempo a partir da interação social entre seus membros, entre si mesma e com o próprio ambiente.

A ponte da gestão do conhecimento se dá, para os autores, justamente,

por intermédio da cultura organizacional. A mudança ocorre na medida das necessidades de competição no mercado, ou seja, numa visão de

curto prazo. Neste cenário, cada vez mais, o profissional global é exigido em virtude de seu entendimento do negócio, sua visão da concorrência e seu conhecimento da tecnologia disponível. E como é possível perceber,

o poder do conhecimento das pessoas vem ultrapassando a força bruta das coisas.

As pessoas nascem, crescem e vivem em um ambiente social, e dele recebem complexa e contínua influência no decorrer de toda a sua vida. A

cultura representa o ambiente de crenças e valores, costumes e tradições, conhecimentos e práticas de convívio social e relacionamento entre elas. Para Fleury (1992), cultura organizacional é o conjunto de pressupostos básicos que um grupo inventou, descobriu ou desenvolveu ao aprender como lidar com os problemas de adaptação externa e integração interna,

e que funcionaram bem o suficiente para serem considerados válidos e

ensinados a novos membros como a forma correta de perceber, pensar

e sentir tais problemas. A autora atribui maior importância ao papel dos

fundadores da organização no processo de moldar seus padrões culturais:

os primeiros líderes, ao desenvolver formas próprias de equacionar os problemas da organização, acabam por imprimir a sua visão de mundo aos demais, e também a sua visão do papel que a organização deve

e também a sua visão do papel que a organização deve Faculdade On-Line UVB Anotações do

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desempenhar no mundo. Já para Gomes (2000), as questões relacionadas à cultura organizacional, residem na

desempenhar no mundo.

Já para Gomes (2000), as questões relacionadas à cultura organizacional, residem na possibilidade de compreender que a organização é processo em construção, no qual, a complexidade é inerente à sua própria dinâmica.

A questão do clima organizacional também merece atenção especial, pois

não conseguiremos implementar novas tecnologias do conhecimento sem

a participação efetiva das pessoas, ou seja, é de fundamental importância

todo um cenário positivo e concordante para que a tecnologia e os sistemas de informação sejam implementados.

Campbell et al.(1970) definem clima organizacional como um conjunto de atributos específicos de uma organização em particular, que pode ser influenciado pela forma como ela lida com seus membros e seu ambiente. Para cada indivíduo na empresa, o clima assume a forma de um conjunto de atitudes e expectativas que a descrevem em termos tanto de características estáticas (grau de autonomia, por exemplo) quanto de variáveis comportamentais de resultado (eventos de saída). Estudos dos mesmos autores apontam que o clima organizacional seria uma descrição da situação da organização e, como tal, deveria conter significativas variações entre os grupos que a integram.

ParaHarman&Hormann(1993),aculturaéumaforçapoderosa,masesquiva-

se quando se trata de implantar mudança de natureza transformadora nas organizações. Assim, o papel da cultura que influencia o comportamento não pode ser simplesmente ignorado. Os autores sugerem que se deve estar consciente do “sistema imunológico da empresa” que “tenta matar tudo aquilo que lhe parece estranho”. A cultura é, então, uma força poderosa na manutenção do status quo do indivíduo.

À medida que as organizações sedimentam suas identidades, elas conseguem iniciar transformações mais amplas na ecologia social a que pertencem. Podem estabelecer as bases para a própria destruição, ou

então, podem criar as condições que permitirão a elas evoluírem junto com

o ambiente. Entretanto, muitas empresas devoram a sua sobrevivência

Entretanto, muitas empresas devoram a sua sobrevivência Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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futura, criando oportunidade para que novos padrões de relações emirjam, mas às expensas da sua

futura, criando oportunidade para que novos padrões de relações emirjam, mas às expensas da sua própria existência futura (MORGAN: 1996).

Organizações egocêntricas consideram a sobrevivência como dependendo muito mais da conservação de sua identidade estreitamente autodefinida e fixa, do que da evolução menos rígida e aberta da identidade do sistema ao qual pertencem. É freqüentemente difícil para elas abandonar

identidades e estratégias que as criaram ou que forneceram as bases para

o sucesso no passado, apesar de ser isso que a sobrevivência e a evolução quase sempre requerem.

Para Collins & Porras (1995), um passo importante para a criação de uma empresa visionária não é agir, mas sim mudar o ponto de vista do indivíduo, tendo como apoio e referência as necessidades e aspirações humanas. Não obstante, a busca do progresso para os autores, é proveniente de uma profunda necessidade humana, tais como: explorar, criar, descobrir, alcançar, mudar, melhorar.

Mas, assim como ocorre na natureza, muitas linhas de desenvolvimento organizacional podem se revelar como becos sem saída. Apesar de viáveis e da possibilidade de considerável sucesso por certo período, determinadas organizações podem experimentar uma mudança na sorte como resultado daquilo que são, e como resultado da ação e da passividade que este senso de identidade encoraja.

Concepções menos egocêntricas de identidade facilitam este processo à medida que solicitam que as organizações percebam que são muito mais do que elas mesmas. Ao se considerar que os fornecedores, o mercado,

a força de trabalho, a coletividade local, nacional ou internacional e até mesmo a competição são, na verdade, partes do mesmo sistema de organização, torna-se possível partir em direção a uma apreciação de interdependência sistêmica, bem como estimular as suas conseqüências.

Como foi exposto, percebe-se que, em todos os níveis da organização, fala-se no novo papel das pessoas. A velocidade e, principalmente, a direção das mudanças é condicionada pela competição imediatista entre

é condicionada pela competição imediatista entre Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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interesses alheios à compreensão e ao controle dos indivíduos. Assim, talvez a verdadeira questão não

interesses alheios à compreensão e ao controle dos indivíduos. Assim, talvez a verdadeira questão não seja como aproveitar melhor o tempo no sentido utilitário das novas tecnologias da informação e da comunicação, mas, talvez o interessante seja recuperar o controle sobre o tempo moderno, adaptando seu ritmo, redescobrindo o espaço da reflexão e da ociosidade.

Para Davenport & Prusak (1998), as principais atividades relacionadas à gestão do conhecimento em geral, são: compartilhar o conhecimento internamente, atualizar o conhecimento, processar e aplicar o conhecimento para algum benefício organizacional encontrar o conhecimento internamente, adquirir conhecimento externamente, reutilizar conhecimento, criar novos conhecimentos e compartilhar o conhecimento com a comunidade externa à empresa.

Como estamos percebendo, tudo isto está relacionado com a questão do processo de comunicação nas organizações.

Ainda segundo os autores, a gestão do conhecimento não é uma pura

e simples extensão da tecnologia da informação, em que é preciso sair

do patamar do processamento de transações, da integração da logística, por meio do workflow e do comércio eletrônico para se agregar um perfil de construção de formas de comunicação, conversação e aprendizado no trabalho, ou ainda de comunidades de trabalho pelas quais torne-se possível a estruturação e acesso às idéias e experiências coletivas.

Para que isto realmente aconteça, é necessária muita vontade e também determinação por parte do indivíduo, e, principalmente, a ação e o bom exemplo em relação a estas ações.

O papel a ser desempenhado pela tecnologia da informação é estratégico:

ajudar o desenvolvimento do conhecimento coletivo e do aprendizado contínuo, tornando mais fácil para as pessoas na organização compartilhar:

problemas, perspectivas, idéias e soluções. Desta maneira, os sistemas de informação para suporte à gestão do conhecimento têm o objetivo de promovernasempresasaprodutividadeeoaprendizadosimultaneamente.

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A tecnologia da informação não substitui a rede humana, sendo importante estarmos cientes das limitações

A tecnologia da informação não substitui a rede humana, sendo

importante estarmos cientes das limitações das tecnologias, em qualquer programa de gestão do conhecimento. As tecnologias da informação são

apenas o meio condutor, isto é, o sistema de armazenagem para a troca de conhecimentos, não criando saberes, nem garantindo e nem promovendo

a geração de conhecimento ou a sua partilha numa cultura empresarial que não a favoreça.

A tecnologia é, sem dúvida, uma forte aliada na distribuição do saber nos

ambientes corporativos, mas ressalta-se que a diferença essencial é que

o saber está no interior das pessoas, provendo uma certa complexidade,

devido ao fato de estar associado a cada uma delas. O conhecimento envolve o estabelecimento de relações entre informações isoladas. Se pensarmos neste sentido, muito do que é chamado de conhecimento que obtivemos é apenas informação desconectada: conceitos vazios para serem memorizados e esquecidos. A informação é descartável, justamente por não ter vínculos nem com outras informações, nem com conhecimento, mas, sobretudo, por não termos com ela vínculos emocionais (GUERRA:

2001). É necessário, portanto, vontade, emoção e volição pelo indivíduo, para que haja a evolução do ser humano.

A partir dos fundamentos trazidos pela teoria da informação, podemos esboçar o seguinte fluxo do conhecimento e da sabedoria:

Figura 1. FLUXO DA COMUNICAÇÃO À SABEDORIA

COMUNICAÇÃO

INFORMAÇÃO

CONHECIMENTO

SABEDORIA

Fonte: Guerra (2001).

O conhecimento, supostamente, é adquirido primeiramente pelo processo

de comunicação existente no meio localizado, gerando informações a ele.

Por meio destas informações, poderemos adquirir ou não o conhecimento esperado. Isso nos leva a discorrer um pouco a respeito do sentido da sabedoria, que é desenvolvida pela experiência e não exclusivamente pela inteligência. Assim, precisamos, saber dispor do conhecimento e da ação de modo a trazer o máximo de benefícios para os indivíduos. Se o conhecimento, muitas vezes, nos leva a uma postura arrogante, a sabedoria

muitas vezes, nos leva a uma postura arrogante, a sabedoria Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno

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só é atingida a partir da humildade, podendo ser entendida em virtude da ação associada,

só é atingida a partir da humildade, podendo ser entendida em virtude da ação associada, no contexto e no momento específico desta ação. A sabedoria não pode ser expressa em termos de regras, ou seja, ela não pode ser generalizada nem transmitida diretamente de modo inseparável da realização pessoal daquele que busca o saber.

Davenport & Prusak (1998) indicam princípios de gerenciamento do conhecimento que permitem a eficácia na organização:

- Promover a consciência do valor do conhecimento buscado e uma vontade de investir no processo que irá gerar;

- Identificar quais os trabalhadores de conhecimentos-chave que possam

se reunir em um esforço de implementação;

- Enfatizar o potencial criativo inerente na complexidade e diversidade de

idéias, vendo diferenças como positivas em lugar de fontes de conflito, e evitando respostas simples para questões complexas;

- Tornar a necessidade de geração do conhecimento clara para encorajá- la, recompensá-la e dirigi-la a um objetivo comum.

Desta forma, o que podemos depreender é que tais princípios são importantes para que haja conscientização e participação efetiva das pessoas, bem como para que se crie um forte apoio redimensionado a partir da cultura organizacional, isto é, para que exista a necessidade de apoio marcante por parte da alta direção da empresa, sendo necessária uma mudança de regras e condutas internas.

Conseqüentemente, há também uma necessidade de identificação e adaptação de algumas destas regras, bem como do seu gerenciamento. Para que este processo realmente aconteça, temos a seguinte metodologia que deve ser aplicada, segundo Davenport & Prusak:

- Começar por uma área de alto valor adicionado, e desenvolver o projeto

com base em experiências anteriores;

- Iniciar por meio de um projeto-piloto, testando os conceitos e permitindo que a procura defina as iniciativas a serem realizadas posteriormente;

- Primeiro concluir algo;

a serem realizadas posteriormente; - Primeiro concluir algo; Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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- Trabalhar simultaneamente várias frentes e não somente as tecnologias, como, por exemplo, a organizacional

- Trabalhar simultaneamente várias frentes e não somente as tecnologias, como, por exemplo, a organizacional (estrutura);

- Não limitar a captação e circulação do saber. Pois, há outros tipos de saberes acumulados que não podem ser desprezados, como o feedback dos clientes; - Não estar restrito apenas à filosofia das learning organizations (organizações do aprendizado são um conjunto de fatores que levam o conhecimento às organizações);

- Não confundir a captação do saber com a digitalização dos dados;

- Adaptar os projetos à cultura organizacional da corporação.

Antes, é preciso investigar qual é esta natureza e, depois, decidir o estilo de atuação bem como a base de partida para o gerenciamento do conhecimento.

Para Sveiby (1998), há muita discussão hoje com base nas atribuições e responsabilidades relacionadas aos dados, informações e o conhecimento na empresa. Os recursos humanos, pelo lado do capital intelectual, marketing pela via da inteligência competitiva, e tecnologia da informação pelo viés da gestão do conhecimento são áreas em foco no momento. Neste contexto, o profissional da informação é o protótipo do trabalhador do conhecimento de amanhã.

Para Nonaka & Takeuchi (1997), o conhecimento tácito é pessoal e difícil de ser formalizado, dificultando sua transmissão e compartilhamento com os outros. Como exemplo deste tipo de conhecimento, temos: conclusões, insights e palpites subjetivos. Este tipo de conhecimento para o autor está diretamente relacionado com as ações e experiências de um indivíduo, bem como com suas emoções, valores ou idéias.

Não obstante, é um desafio lançado aos próprios indivíduos para se fazer com que o conhecimento tácito adquirido possa ser organizado (organizar idéias, conclusões e ações), de forma a ser expresso e repassado a outras pessoas.

O futuro irá pertencer às empresas que conseguirem explorar o potencial

pertencer às empresas que conseguirem explorar o potencial Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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da centralização das prioridades, bem como as ações e os recursos nos seus processos. Estas

da centralização das prioridades, bem como as ações e os recursos nos seus processos. Estas empresas do futuro deixarão de enxergar processos apenas na área industrial, sendo cada vez mais organizadas em torno de seus processos não fabris essenciais, pois centrarão seus esforços em seus clientes. Mas para que isto aconteça, urge necessariamente uma atenção especial no domínio de seus processos internos.

Como a cultura organizacional é uma base de sustentação importante ao uso de novas tecnologias do conhecimento, ela requer em si também o surgimento de novos líderes na organização. Não obstante, eles nunca podem estar sozinhos, necessitando sempre estarem apoiados pela alta direção da empresa.

Talvez um dos principais papéis para que realmente ocorra o contexto da gestão do conhecimento nas empresas, seja o dos administradores da alta direção. Segundo Senge (1997), o líder de uma organização deve atuar como: professor, mentor, guia ou facilitador, incentivando as pessoas e a organização, de maneira geral, a desenvolver habilidades fundamentais para a existência de um aprendizado generativo ou capaz de recriar o mundo (controle autônomo, visão compartilhada, modelos mentais e pensamento sistêmico). Além disso, acrescenta Senge que a liderança deve se basear no princípio da tensão criativa, que surge a partir do entendimento das diferenças entre a visão de onde se quer chegar e a realidade. Desta maneira, consegue-se utilizar mais eficazmente a motivação intrínseca das pessoas.

No entanto, isto não quer dizer que a liderança deva ditar a estratégia, mas, sim, promover o pensamento estratégico. Neste sentido, Senge (1997) cita o conhecido caso da Shell em que os planejadores reconheceram que seu trabalho de construção de cenários começou a exercer impacto quando estes passaram a serem utilizados para promover o aprendizado dos gerentes operacionais. Isto ocorria à medida que os gerentes tinham de pensar em como agir e gerenciar sob diversos cenários, preparando-se assim, de fato, para o futuro que é, claramente, não previsível.

Comoestamospercebendo,aquestãodaliderançaéfatorfundamentalpara

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a mudança realmente acontecer. Sob a ótica da abordagem contingencial (King & Anderson, 1995), diferentes

a mudança realmente acontecer. Sob a ótica da abordagem contingencial

(King & Anderson, 1995), diferentes fases do processo de inovação requerem diferentes estilos de liderança. Em outras palavras, o estilo de

liderança, para gerar idéias relevantes é diferente do estilo adequado para

a discussão, implementação ou rotinização da idéia escolhida. O Quadro

1 torna este conceito mais claro, ao descrever o comportamento gerencial associado a cada estilo de liderança por fase do processo de inovação:

Quadro 1. MODELO CONTINGENCIAL DE LIDERANÇA EM GRUPOS PARA APOIAR O PROCESSO DE INOVAÇÃO

Fase do processo de

estilo de liderança

 

comportamento

inovação

gerencial

Iniciação

Estímulo

Cria um ambiente seguro para a geração de novas idéias, mantendo

a

mente aberta

e garantindo um ambiente pouco crítico.

Discussão

Desenvolvimento

Busca

opiniões,

avaliaaspropostas,

define o plano de

implementação

e

encaminha

o

projeto.

Implementação

Championing

Vende

o

projeto

para

todos

os

grupos

afetados

e

assegura

o

comprometimento

e a participação na implementação.

comprometimento e a participação na implementação. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Rotinização V a l i d a ç ã o / Modificação Avalia efetividade, identifica

Rotinização

V a l i d a ç ã o / Modificação

Avalia efetividade, identifica ligações fracas, modifica e melhora o projeto.

Fonte: Innovation and Change in Organizations (King & Anderson :1995).

Não obstante, para Davis & Newstrom (1998), o sistema de comportamento organizacional mais eficaz tende a variar de acordo com o ambiente organizacional total, em que o comportamento organizacional aplica-se a um relacionamento contingencial.

Observamos que, nem todas as organizações necessitam da mesma quantidade de participação, de comunicação aberta ou outra condição qualquer para ser eficaz. Algumas situações permitem uma mais extensiva participação do que outras e algumas pessoas querem mais participação do que outras, por sua vez. A partir desta abordagem, é fundamental entender que as teorias contingenciais e os objetivos que buscam as organizações mais humanas coexistem lado a lado como idéias conjugadas. Precisamos, entretanto, contemplar um cenário mais humano nas organizações. Davis & Newstrom apontam no Quadro 2 as aplicações das idéias contingenciais aos ambientes estáveis e em mudança.

Quadro 2. APLICAÇÃO DAS IDÉIAS CONTINGENCIAIS AOS AMBIENTES ESTÁVEIS EM MUDANÇA

características

ambiente estável

ambiente em mudança

organizacionais

Estrutura

Hierarquia mais rígida

Mais flexível (projetos matriciais)

Sistema de produção

Maior especialização

M

a

i

o

r

enriquecimento

do

cargo

 

Estilo de liderança

Maior estrutura

Maior consideração

Comunicação

Mais vertical

Mais

multidirecional

Comunicação Mais vertical Mais multidirecional Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Modelo de comportamento organizacional Mais autocrático Maior apoio Medida do Mais administração

Modelo de comportamento organizacional

Mais autocrático

Maior apoio

Medida do

Mais

administração

Mais

administração

desempenho

por regras

por objetivo

Fonte: Comportamento Humano no Trabalho, Davis & Newstrom (1998).

Percebemos neste quadro, a necessidade das organizações mudarem suas características a fim de propiciarem os aspectos de mudanças que venham

a ocorrer internamente. Sem o apoio e evolução dos estilos e características dos indivíduos, esta mudança fatalmente não ocorrerá.

Os mesmos autores identificaram outras cinco dimensões essenciais que proporcionam melhorias no trabalho de um modo especial. Faz-se necessário que o indivíduo (trabalhador) tenha todas as cinco dimensões:

- Variedade de tarefas: execuções de modo diferente e pela variedade de tarefas propriamente; - Identidade de tarefas: identificação do desempenho de uma etapa completa do trabalho;

- Importância da tarefa: momento no qual o trabalho que é supostamente executado tem um certo grau de importância;

- Autonomia: controle dos empregados sobre as suas próprias tarefas; - Feedback: informações retroalimentadas pela própria execução das atividades e/ou tarefas.

Isto tudo significa que quanto maior for o ambiente de mudança, maiores devem ser tanto o apoio quanta a consideração dadas pela alta direção da organização em relação ao posicionamento do indivíduo em seu trabalho. Supostamente, fica até fácil e claro este entendimento, em virtude da organização não ter, em seu propósito, um fracasso esperado e desejado. Porém, busca-se uma questão maior de humanização do trabalho no dia- a-dia das pessoas, para que o indivíduo se sinta respeitado, em um cenário mais ético, íntegro e transparente, e onde haja participação e colaboração de todos.

e onde haja participação e colaboração de todos. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Síntese As pessoas e seus conhecimentos são a base, ou seja, a coluna vertebral de

Síntese

As pessoas e seus conhecimentos são a base, ou seja, a coluna vertebral de uma empresa. Sem profissionais motivados, treinados e qualificados, a empresa perde seu propósito e sua eficiência. Assim, uma organização jamais obterá inteligência competitiva se não tiver profissionais qualificados.

Não obstante, a cultura organizacional pode ser uma grande aliada neste processo, ao agregar gestão do conhecimento nas organizações, pois as empresas são compostas por pessoas. Para isso, é necessário que haja o comprometimento individual e coletivo de todos, inclusive o da alta direção. O líder nato tem certamente um papel decisivo neste processo.

Referências Bibliográficas

CAMPBELL,J.P.etal. Managerialbehaviorperformanceandeffectiveness. New York: Mcgraw Hill Book, 1970.

COLLINS, James C.; PORRAS, Jerry I. Feitas para durar: práticas bem sucedidas de empresas visionárias. Rio de Janeiro: Rocco, 1995.

DAVENPORT, Thomaz H.; PRUSAK, Laurence. Conhecimento empresarial:

como as organizações gerenciam o seu capital. São Paulo: Campus,

1998.

DAVIS, Keith; NEWSTROM, John W. Comportamento humano no trabalho:

uma abordagem psicológica. 2. ed. São Paulo: Pioneira, 1998, vol. 2.

FLEURY, Maria Thereza Leme. Cultura e poder nas organizações. São Paulo: Atlas, 1992.

GOMES, Duarte. Cultura organizacional. Coimbra: Quarteto, 2000.

GUERRA, Carlos Gustavo Marcante. Ampliando a construção da mente, Capturado em 17 de Fevereiro de 2001. [ONLINE - Disponível na INTERNET:http://www.eps.ufsc.br/~cgustavo/transdisciplinar/mente.

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html#informacao. HARMAN, Willis; HORMANN, John. O trabalhocriativo:o papel construtivo dos negócios numa sociedade em

html#informacao.

HARMAN, Willis; HORMANN, John. O trabalhocriativo:o papel construtivo dos negócios numa sociedade em transformação. 2. ed. São Paulo:

Cultrix, 1993.

KING, N.; ANDERSON, N. Innovation and change in organizations. New York: Routledge, 1995.

MORGAN, Gareth. Imagens da organização. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1996.

NONAKA, Ikugiro; TAKEUCHI, Hirotaka. Criação de conhecimento na empresa. 8. ed. São Paulo: Campus, 1997.

SENGE, P. M. O novo trabalho do líder: construindo organizações que aprendem. In: STARKEY, Ken (ed.). Como as organizações aprendem: relatos do sucesso das grandes empresas. São Paulo: Futura, 1997.

SVEIBY, Karl Erik. A nova riqueza das organizações: gerenciando e avaliando patrimônios de conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 1998.

Bibliografia Complementar

CARBONE, Pedro Paulo; BRANDÃO, Hugo Pena; LEITE, João B D. Gestão por

competências e gestão do conhecimento. 1. ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV,

2005.

TERRA, José Cláudio Cirineu. Gestão do Conhecimento – As 7 dimensões. O Grande Desafio Empresarial. 1. ed. São Paulo: Editora Campus, 2005.

Empresarial. 1. ed. São Paulo: Editora Campus, 2005. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Aula Nº 06 – As Tecnologias da Informação e Comunicação Objetivos da Aula Os objetivos
Aula Nº 06 – As Tecnologias da Informação e Comunicação Objetivos da Aula Os objetivos

Aula Nº 06 –

Aula Nº 06 – As Tecnologias da Informação e Comunicação Objetivos da Aula Os objetivos desta

As Tecnologias da

Informação e Comunicação

Nº 06 – As Tecnologias da Informação e Comunicação Objetivos da Aula Os objetivos desta aula

Objetivos da Aula

Os objetivos desta aula visam compreender a importância do uso Tecnologia da Informação como elemento de Comunicação Estratégica em uma organização moderna. Para tal, pretende-se refletir a respeito da mudança do paradigma comunicacional nas organizações com o implemento da Tecnologia da Informação.

Ao final desta aula, você deverá estar apto a compreender melhor o uso da tecnologia da informação e comunicação nas organizações.

As Tecnologias deda informação e comunicação nas organizações. Informação e Comunicação Tem-se observado, muitas vezes,

Informação e Comunicação

Tem-se observado, muitas vezes, que o computador não é uma solução, mas apenas uma tecnologia. Em outras palavras, ao formular políticas públicas na área das tecnologias da informação e comunicação, precisamos manter sempre em mente certos princípios fundamentais. A liberdade de expressão, o direito à educação e o acesso à informação são acentuados na Declaração Universal dos Direitos Humanos como as pedras fundamentais para a participação efetiva dos cidadãos na sociedade civil. Hoje, as tecnologias da informação e comunicação abrem possibilidades, antes inexistentes, para se implementar estes direitos fundamentais. No entanto, ao avaliar o potencial destas tecnologias precisamos também responder às perguntas:

Para que servem elas? E para que serve a economia do conhecimento? Se, estamos de acordo com o fato de que a economia não é um fim em si mesma, mas um meio para a existência, e, se possível, para a prosperidade de uma sociedade e dos seus membros, temos que chegar à conclusão de que o nosso objetivo, no que diz respeito à economia do conhecimento, deve ser a construção de uma sociedade do conhecimento, baseada no

a construção de uma sociedade do conhecimento, baseada no Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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conhecimento compartilhado (UNESCO: 2001). As tecnologias da informação e comunicação podem habilitar os indivíduos e

conhecimento compartilhado (UNESCO: 2001).

As tecnologias da informação e comunicação podem habilitar os indivíduos

e oferecer-lhes um meio de alcançar a soberania pessoal. É o que elas podem

fazer se as políticas públicas estimularem, ativamente, a sua utilização neste sentido. Estamos todos seriamente preocupados com os riscos do chamado divisor digital. Concordamos com a necessidade de utilizar estas tecnologias na luta contra a pobreza e a exclusão. Se não superarmos este grave problema, o divisor poderia deixar-nos com uma economia do conhecimento cuja geografia consistisse, em última análise, em pequenas ilhas de extraordinária riqueza, perdidas em um abismo oceânico de carências, já que isto não se tratando apenas de uma questão meramente

técnica. Não podemos incorrer no mesmo erro cometido no passado em relação ao desenvolvimento. É preciso integrar, plenamente, nossa abordagem das tecnologias da informação e comunicação às dimensões sociais, culturais e técnicas do desenvolvimento humano sustentável.

A informação é fator fundamental para as organizações e os administradores,

e, conseqüentemente, para os demais indivíduos. Quando se fala em mercado aberto e comum, e temas como: competitividade, concorrência, qualidade, entre outros, percebe-se que nada disto seria possível sem que

existisse a informação e a ela não se tivesse um rápido acesso. Desta forma,

é de fundamental importância estudar como a tecnologia da informação

interage nas organizações, pois, por meio dela acabam ocorrendo mudanças culturais e conseqüentes mudanças de comportamento nos interlocutores envolvidos.

Um aspecto importante na etapa de avaliação de novas tecnologias é a mensuração comparativa de indicadores de qualidade e produtividade. Quando da decisão de adotar uma nova tecnologia, torna-se necessária uma estimativa da relação custo X benefício. No momento da avaliação, é que esta estimativa é comparada aos resultados efetivos. Neste momento, cabe também uma análise do clima organizacional, ou seja, da mudança nos processos gerenciais, bem como na estrutura geral de custos, e, naturalmente, uma avaliação de outros indicadores internos indiretos, dentre eles: a qualidade das informações e comunicação entre as áreas.

qualidade das informações e comunicação entre as áreas. Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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Segundo Walton (1994), a definição de tecnologia da informação abrange uma gama de produtos de

Segundo Walton (1994), a definição de tecnologia da informação abrange uma gama de produtos de hardware e software, com a capacidade de coletar, armazenar, processar e acessar números bem como imagens para

o controle de equipamentos e processos de trabalho de modo a conectar

pessoas, funções e escritórios tanto dentro das organizações quanto entre elas, sendo ainda uma poderosa ferramenta para controle ao permitir tanto monitorar quanto registrar muitos aspectos do comportamento e desempenho na organização. A tecnologia acaba facilitando determinadas atividades até então desenvolvidas por outros métodos, como, por exemplo, pelo processo manual.

As opções de desenho da organização formal e da tecnologia da informação

são importantes porque moldam os padrões de comportamento organizacional (o comprometimento e a competência dos empregados e

o alinhamento de suas ações com as prioridades da organização) que, por

sua vez, afetam os resultados dos negócios, a motivação e o bem-estar dos empregados.

Walton (1994) argumenta ainda a respeito da importância de dois fatores fundamentais para aumentar o conhecimento acerca da integração entre

a tecnologia da informação e a organização. O primeiro deles é que a

relação entre a tecnologia da informação avançada e a organização se torna cada vez mais complexa e profunda. E o segundo, diz respeito ao fato de que estas relações se tornam menos objetivas. Os efeitos organizacionais dos antigos sistemas batch baseados em grandes computadores eram relativamente previsíveis, até então simplificadores e reguladores no

andamento do trabalho. As duas potencialidades das tecnologias avançadas de informação permitem aos administradores optarem em relação a qual tipo de influência organizacional pretendem por parte dos sistemas de tecnologia da informação que aprovam.

Por dupla potencialidade, entende-se a capacidade que a tecnologia básica tem de produzir um conjunto de efeitos organizacionais ou seus opostos.

O enfoque preferido por muitas empresas para a gestão dos recursos

humanos se distancia assim da confiança baseada no controle imposto visando um ativo comprometimento por parte do empregado. A tecnologia

ativo comprometimento por parte do empregado. A tecnologia Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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da informação representa uma força poderosa para qualquer finalidade por poder reforçar a orientação voltada

da informação representa uma força poderosa para qualquer finalidade por poder reforçar a orientação voltada ao controle/submissão, ou ainda por facilitar a mudança em uma organização orientada ao comprometimento, conforme demonstra o Quadro 1.

Quadro 1. A DUPLA POTENCIALIDADE DA TI SOBRE A ORGANIZAÇÃO

EFEITOS NA ORGANIZAÇÃO VOLTADA À ACEITAÇÃO

EFEITOS NA ORGANIZAÇÃO VOLTADA AO COMPROMETIMENTO

Monitora e controla

Distribui o poder e a informação e promove a auto-supervisão

Rotiniza e cadencia

Proporciona o discernimento e promove a inovação

Despersonaliza

Enriquece a comunicação

Despoja os indivíduos de seu conhecimento

Levanta as necessidades de habilidades e promove o aprendizado

Reduz a dependência das pessoas

Aumenta a importância da habilidade individual e a motivação interna

Fonte: WALTON (1994).

Percebemos no Quadro 1 que, as funções e ações voltadas ao comprometimento das pessoas na organização (com a presença da tecnologia da informação) facilitam a evolução nos processos de trabalho nas organizações, enriquecendo assim as habilidades e o conhecimento do indivíduo, tanto de forma individual como coletiva.

É importante que a tecnologia da informação seja aceita pelos indivíduos, mas, não podemos garantir, com esta aceitação, o comprometimento dos indivíduos que a utilizam.

A tecnologia da informação é uma poderosa ferramenta para controle,

pois permite monitorar e registrar muitos aspectos do comportamento

e desempenho da organização. Ao prover tais dados aos supervisores

organizacionais, ela reforça o seu controle hierárquico. A mesma tecnologia

pode ser utilizada para reforçar os níveis inferiores de uma organização

para reforçar os níveis inferiores de uma organização Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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pelo acesso à informação, estendendo-o a um maior número de pessoas. O potencial de reforço

pelo acesso à informação, estendendo-o a um maior número de pessoas. O potencial de reforço da capacidade de monitoria reside em sua habilidade de prover o retorno da informação aos usuários de uma maneira que direciona o aprendizado e a autocorreção.

Não obstante, relacionamos alguns dilemas da tecnologia da informação, que devem ser levados em consideração, quanto à sua utilização. Segundo (WALTON: 1994):

o

Ela pode ser utilizada para rotinizar e cadenciar o trabalho dos operadores, ou ainda aumentar o discernimento do operador, provendo uma ferramenta para a inovação;

o

Pode isolar e despersonalizar ou também conectar as pessoas, enriquecendo as possibilidades de comunicação;

o

Pode ser utilizada para despojar e desabilitar os indivíduos por embutir seu conhecimento do cargo dentro do sistema ou também aumentar as necessidades de conhecimento e habilidades, dotando os usuários com um novo entendimento de suas tarefas e dos fatores que as afetam, mudando, assim, o perfil dos profissionais;

o

Pode reduzir a dependência da organização sobre a habilidade

e

motivação dos indivíduos em certos cargos ou aumentar

necessidade de empregados internamente motivados e altamente competentes.

a

Com o objetivo de alcançar maiores índices de competitividade em relação às organizações, as empresas têm utilizado uma complexa gama de tecnologias, que vão desde o planejamento de novos produtos, a reorganização de processos produtivos, passando pela adoção de novos modelos de gestão administrativa. Assim, novas tecnologias podem ser encontradas em vários ambientes, com reflexo diferente em cada um deles em virtude das peculiaridades inerentes a cada contexto.

Para Silva & Fleury (2000), a utilização de novas tecnologias não é algo que se faz facilmente, porque implica em obter novos pontos de vista e assumir novos papéis. Isto acarreta uma revisão dos papéis para cada indivíduo

Isto acarreta uma revisão dos papéis para cada indivíduo Faculdade On-Line UVB Anotações do Aluno Comunicação

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e, naturalmente, redimensiona a importância de cada agente inserido no contexto. É natural que os

e, naturalmente, redimensiona a importância de cada agente inserido no

contexto. É natural que os indivíduos reajam negativamente à proposta,

via de regra, para preservar significados, poder e, principalmente, visando

o conforto proporcionado pela manutenção de seu status, já adquirido

anteriormente. Os autores ponderam que, apesar de ser planejável, concreta, mensurável e de consumir vários recursos, não é a parte técnica a mais importante causa de abandono de sistemas, pois se leva muito tempo para se absorver altas somas de recursos para serem elaborados, isto é, a tecnologia não é fator impeditivo no sucesso da implementação de novas tecnologias de informação e comunicação, mas sim o elemento de grande comprometimento entre os indivíduos.

No ambiente organizacional, uma das tecnologias que mais curiosidade tem suscitado é a da informação. Ela tem um papel fundamental, muitas vezes negligenciado, ou mesmo passado desapercebido, na maioria das empresas. As competências essenciais e o conhecimento coletivo se baseiam em informações de negócio, conhecimento e experiência que não necessariamente cabem ou se restringem, por exemplo, a um data warehouse da área ou da empresa. Na maioria das empresas, a responsabilidade pela gestão do conhecimento não está centralizada, hoje em dia, somente no nível de diretoria, mas é também disseminada entre a média gerência, sendo muitas vezes, vista como parte do trabalho de cada colaborador na empresa.

É necessário sairmos do patamar do processamento de transações, da

integração da logística, do workflow e do comércio eletrônico a fim de agregar um perfil de construção de formas de comunicação, conversação e aprendizado no trabalho, de comunidades de trabalho e de estruturação e