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Aguapé / Gigoga amarela

Nome Científico: Eichornia Classipis; Eichhornia crassipes


SINONIMIA...: - Pontederia crassipes,
- Eichhornia speciosa,
- Piaropus crassipes,
- Piaropus mesomelas,
- Pontederia elongata,
- Heteranthera formosa
Eichhornia, vulgarmente conhecido em Portugal e Angola como jacinto-de-água e, no Brasil,
como aguapé, mururé, orelha-de-veado, pavoá, rainha-do-lago, uape e uapê, é um gênero botânico originário
na Bacia Amazônica, na América do Sul. Pertence à família Pontederiaceae. É considerada uma das piores espécies
invasoras. Na Europa, ela está em Portugal, Itália e Espanha. Em Portugal, esta espécie prolifera no centro do país e,
em Espanha, está presente na bacia do Guadiana.

"Jacinto d'água" é uma referência ao jacinto, uma flor terrestre de aspecto semelhante. "Aguapé" provém
do tupi awa'pé. "Mururé" provém do tupi muru'ré. "Orelha-de-veado" é uma referência ao formato da folha da planta.
"Uape" e "uapé" são oriundos do tupi wa'pé.

NOME(S) POPULAR (ES): Aguapé, jacinto d’água, gigoga, mururé, camalote, rainha-dos-lagos,
jacinto d’água...
FAMILIA...: Pontederiaceae
Origem: Américas do Norte e do Sul

INTRODUÇÃO...: O aguapé é uma planta aquática flutuante que se desenvolve muito bem nas
regiões de clima quente seu desenvolvimento é acelerado quando não existem limitações
nutricionais, como é o caso das águas das lagoas e represas que são poluídas por esgoto urbano e
alguns tipos de efluentes industriais.
Sua introdução nos sistemas de água das cidades brasileiras se deve justamente a sua característica
de absorver e acumular poluentes, "filtrando" a água.
Porém, quando em abundância, impede a proliferação de algas responsáveis pela oxigenação da
água, causando a morte dos organismos aquáticos.
No paisagismo, o aguapé é utilizado para povoar lagos e espelhos d`água, favorecendo a vida
aquática, principalmente os peixes.

Porte: até 1 metro


Floração: Verão
Clima: Quente e úmido
Luminosidade: sol pleno
A planta aguapé (Eichornia crassipes), também conhecida como baronesa, orelha-de-jegue,
jacinto d’água e miriru, pode ser considerada uma praga ou uma planta muito benéfica.
A planta aquática conhecida como aguapé é o que poderíamos chamar de "vegetal-água": 95% da
planta correspondem à água. Esta planta possui raízes longas, (podem medir até um metro),
rizomas, estolões, pecíolos, folhas e inflorescências. A parte que fica fora d´água, podendo atingir
uma altura que varia desde alguns centímetros até um 1metro.
O aguapé se apresenta suspenso, flutuando livremente, enroscado em obstáculos, preso ao solo em
locais de água rasa e até enraizado em áreas consideradas secas. A planta possui uma grande
quantidade de pecíolos cheios de cavidades de ar - isso explica o enorme poder de flutuar. A
reprodução dos aguapés ocorre por meio de sementes e por brotações laterais - novas plantas são
produzidas por estolões e o seu crescimento lateral ocorre a partir do rizoma.
O aguapé serve de abrigo natural a organismos de vários tamanhos e aspectos, servindo de habitat
para uma fauna bastante rica, desde microrganismos, moluscos, insetos, peixes, anfíbios e répteis
até aves.
Quando largado nas águas, sem uso, o aguapé chega a prejudicar a navegabilidade dos rios,
causando até problemas em reservatórios de usinas hidrelétricas em razão de sua rápida
proliferação. Entretanto, quando bem aproveitada esta planta pode trazer benefícios incríveis. Uma
das principais vantagens do aguapé é que ele é um filtro natural, pois apresenta a capacidade de
incorporar em seus tecidos uma grande quantidade de nutrientes. Assim, se um lago ou um
reservatório estiverem poluídos, coloca-se o aguapé: suas raízes longas e finas, com uma enorme
quantidade de bactérias e fungos, atuam sobre as moléculas tóxicas, quebrando sua estrutura e
permitindo que a planta assimile estes componentes tóxicos. O único cuidado é vigiar de perto seu
crescimento vigoroso para mantê-lo sempre sob controle. Não se aconselha, entretanto, a utilização
e presença de aguapés em lagos extensos, em represas com possíveis remansos ou mesmo em
tanques de dimensões maiores, pelas dificuldades de remoção e controle.

Propriedades Energéticas:
Candomblé: eja omode. Usado nos abô, nos bori e banhos de limpeza, pois purifica a aura e
afugenta ou anula Eguns.
GIGOGA VERMELHA (AGUAPÉ): ORIXA OYA / NKISI KAIANGU

Propriedades Medicinais:
A medicina popular manda que as folhas sejam usadas como adstringente e, em gargarejos,
fortalecem as cordas vocais.

Aguapé diminui a poluição de cursos d'água


A Unesp pesquisa plantas aquáticas e constata que elas servem até para tratar esgoto doméstico

É possível evitar a poluição de pequenos cursos d'água, ou mesmo permitir a sua reutilização para
diversos fins, por meio de tratamento da água com plantas aquáticas, como taboa, junco, lírio-do-
brejo, inhame e aguapé. Essa é a constatação de pesquisa da Universidade Estadual Paulista
(Unesp), campus de Botucatu, que trabalha para recuperar a qualidade de águas servidas,
envolvendo o tratamento do esgoto doméstico.
Ideal para todos - "O sistema é ideal para fazendas, e até pequenos distritos", garante o
professor Paulo Rodolfo Leopoldo, responsável pela coordenação do projeto da Unesp.
A pesquisa consiste na adoção de uma rede de coleta do efluente e na utilização de dois ambientes
distintos, constituindo-se em dois depósitos de decantação. Um deles tem a finalidade de reter o
material sólido, despejado no efluente. Após essa etapa, o efluente segue para o segundo
ambiente, onde se encontram as plantas aquáticas. Assim, a água recupera parte de sua qualidade
e pode ser utilizada em serviços domésticos e na agricultura.
Imprópria para consumo - "Apesar do tratamento, que elimina cerca de 90% das bactérias da
água, ela ainda não é própria para consumo humano", alerta o professor Paulo Rodolfo Leopoldo.
O sistema pesquisado pela universidade pode constituir-se em fonte de economia para o pequeno
agricultor. Isso porque o resíduo orgânico retido nas caixas de decantação é rico em ferro, zinco,
manganês, cálcio, potássio e matéria orgânica, ideal para ser utilizado na agricultura, substituindo,
em parte, os fertilizantes convencionais.

Fontes: Site Jardim de Flores.


Folha de São Paulo.