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EPCAR

Força Aérea Brasileira

Cadetes do Ar
A apostila preparatória é elaborada antes da publicação do Edital Oficial com
base no Edital anterior, para que o aluno antecipe seus estudos.

MA016-2017
DADOS DA OBRA

Título da obra: Força Aérea Brasileira - EPCAR

Cargo: Cadetes do Ar

(Baseado no Edital: Portaria DEPENS Nº275-T/de 2, de maio de 2016)

• Língua portuguesa
• Matemática
• Língua Inglesa

Gestão de Conteúdos
Emanuela Amaral de Souza

Produção Editorial/Revisão
Elaine Cristina
Igor de Oliveira
Suelen Domenica Pereira

Capa
Rosa Thaina dos Santos

Editoração Eletrônica
Marlene Moreno

Gerente de Projetos
Bruno Fernandes
APRESENTAÇÃO

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SUMÁRIO

Língua Portuguesa

1.1 ESTUDO DE TEXTO......................................................................................................................................................................................................01


1.1.1 Intelecção de textos literários e não literários, verbais e não verbais.........................................................................................01
1.2 GRAMÁTICA....................................................................................................................................................................................................................01
1.2.1 Fonologia: Fonemas, encontros consonantais e vocálicos, dígrafos, divisão silábica, acentuação gráfica e ortografia
de acordo com a nova ortografia..........................................................................................................................................................................08
1.2.2 Morfologia: Estrutura das palavras, formação de palavras, classes de palavras: classificação, flexão e emprego
(substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição)...........................20
1.2.3 Sintaxe: Análise sintática da oração, análise sintática do período, pontuação, regência e concordância, estudo da
crase e colocação pronominal.................................................................................................................................................................................59
1.3 SEMÂNTICA E ESTILÍSTICA.......................................................................................................................................................................................72
1.3.1 Variedades linguísticas.....................................................................................................................................................................................72
1.3.2 Sinonímia e antonímia, hiponímia e hiperonímia, polissemia, ambiguidade..........................................................................72
1.3.3 Denotação e conotação, figuras de linguagem, funções da linguagem e vícios da linguagem.....................................72
1.3.4 Versificação............................................................................................................................................................................................................72

Matemática

2.1 Conjuntos dos números naturais; sistema de numeração; e bases.......................................................................................................01


2.2 Operações com números naturais.......................................................................................................................................................................01
2.3 Divisibilidade: múltiplos e divisores, números primos e fatoração completa...................................................................................01
2.4 Conjunto dos números racionais: números fracionários, operações e operações inversas no conjunto dos racionais.............01
2.5 Razões: número racional absoluto e razões especiais (velocidade e densidade)...........................................................................01
2.6 Proporções: propriedades, porcentagem, números proporcionais, regra de três, juros e câmbio.........................................01
2.7 Ampliação numérica: conjunto dos inteiros relativos, conjunto dos racionais relativos. Operações diretas e inversas em
inteiros relativos e em racionais relativos.................................................................................................................................................................01
2.8 Equações e inequações do primeiro grau: resolução de inequações do primeiro grau com uma variável no conjunto
dos números racionais relativos...................................................................................................................................................................................01
IE/EA CPCAR 2017 Portaria DEPENS nº 275-T/DE-2 de 9 de maio de 2016. 38......................................................................................01
2.9 Números Reais, números racionais e números irracionais: operações diretas e inversas no conjunto dos números reais,
cálculo com radicais, transformação de radicais e casos deracionalização...............................................................................................01
2.10 Cálculo literal em Reais: expressões equivalentes, reduções, fatoração, equações, inequações e sistemas de equações
simultâneas em Reais........................................................................................................................................................................................................01
2.11 Polinômio numa variável: operações. Noção intuitiva do conceito de “zeros” de um polinômio........................................01
2.12 Equações do segundo grau: resolução das equações incompletas e das equações completas. Fórmula de resolução.
Simplificação no caso de ser “a = l” e “b é par”. Relações entre coeficientes e raízes. Forma (S,P) de uma equação do 2°
grau. Composição de uma equação do 2° grau, conhecidas as raízes.......................................................................................................44
2.13 Equações biquadradas e equações irracionais.............................................................................................................................................44
2.14 Sistemas simples do 2° grau: problemas do segundo grau...................................................................................................................44
2.15 Funções: conceito de função, domínio e conjunto imagem e funções definidas por equações...........................................52
2.16 Coordenadas cartesianas no plano. Gráfico das funções definidas por equações......................................................................52
2.17 Função: afim, linear e constante, gráfico e propriedades dessas funções. Conceito de declividade. Gráficos de inequa-
ções do primeiro grau com duas variáveis. Interseção de regiões do plano...........................................................................................52
2.18 Função trinômio do segundo grau: estudo da função trinômio do segundo grau e construção dos respectivos gráfi-
cos. Propriedade do gráfico da função trinômio do segundo grau. Inequação do segundo grau................................................52
2.19 Introdução à geometria dedutiva: elementos fundamentais: ponto, reta, semi-reta, segmento,.........................................72
plano, semiplano, ângulo e congruência. Estudo dos polígonos em geral, dos triângulos e quadriláteros em particular..72
2.20 Estudo da circunferência: disco, círculo, arcos e cordas. Propriedades. Medidas de ângulos e de arcos..........................72
2.21 Transformações geométricas elementares: translação, rotação e simetria.....................................................................................72
2.22 Razão e proporção de segmentos: feixe de paralelas. Teorema de Tales........................................................................................72
2.23 Semelhança de triângulos e de polígonos. Razões trigonométricas de ângulos agudos........................................................81
2.24 Relações métricas no triângulo retângulo: teorema de Pitágoras. Projeção ortogonal............................................................81
SUMÁRIO

2.25 Relações métricas num triângulo qualquer: lei dos co-senos e senos..............................................................................................81
2.26 Relações métricas no círculo................................................................................................................................................................................81
2.27 Razões trigonométricas: razões trigonométricas dos ângulos 30, 45 e 60 graus. Relações entre as razões trigonomé-
tricas. Emprego das tábuas trigonométricas. Problemas de aplicação.......................................................................................................81
2.28 Polígonos regulares: relações métricas nos polígonos regulares..................................................................................................... 109
2.29 Áreas de regiões planas: relações métricas entre áreas de figuras planas................................................................................... 116
2.30 Medidas de volume, de capacidade, de massa, de comprimento e de área............................................................................... 116
2.31 Noções de Estatística: gráficos de barras, de colunas, de setores e de linhas; distribuição de frequências, população e
variável; variáveis discretas, variáveis contínuas, variáveis qualitativas, média, mediana e moda; dispersão de dados; desvio
e desvio padrão................................................................................................................................................................................................................. 121
2.32 Contagem e Probabilidade: princípio fundamental da contagem; e, Probabilidade............................................................... 136

Língua Inglesa

3.1 COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS. .........................................................................................................................................01


3.2 ESTRUTURAS GRAMATICAIS. ................................................................................................................................................................................01
3.2.1 Substantivos: gênero, número, contáveis e incontáveis. .......................................................................................................................01
3.2.2 Pronomes: pessoal, oblíquo, possessivo, reflexivo, demonstrativo, indefinido e interrogativo. ..........................................01
3.2.3 Adjetivos: grau comparativo de superioridade. .........................................................................................................................................01
3.2.4 Preposições: tempo e lugar. 3.2.5 Conjunções. .........................................................................................................................................01
3.2.6 Advérbios: tempo, lugar, modo e frequência. ............................................................................................................................................01
3.2.7 Numerais. 3.2.8 Artigos: definidos e indefinidos. ......................................................................................................................................01
3.2.9 Verbos: regulares e irregulares, (be, there be), modos, tempos (presente simples, passado simples e presente contí-
nuo), modal (can / can’t), demostrando habilidade, permissão e possibilidade. ..................................................................................01
3.2.10 Caso possessivo. ...................................................................................................................................................................................................01
3.2.11 Question tag e respostas curtas......................................................................................................................................................................01
LÍNGUA PORTUGUESA

1.1 ESTUDO DE TEXTO......................................................................................................................................................................................................01


1.1.1 Intelecção de textos literários e não literários, verbais e não verbais.........................................................................................01
1.2 GRAMÁTICA....................................................................................................................................................................................................................01
1.2.1 Fonologia: Fonemas, encontros consonantais e vocálicos, dígrafos, divisão silábica, acentuação gráfica e ortografia
de acordo com a nova ortografia..........................................................................................................................................................................08
1.2.2 Morfologia: Estrutura das palavras, formação de palavras, classes de palavras: classificação, flexão e emprego
(substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição)...........................20
1.2.3 Sintaxe: Análise sintática da oração, análise sintática do período, pontuação, regência e concordância, estudo da
crase e colocação pronominal.................................................................................................................................................................................59
1.3 SEMÂNTICA E ESTILÍSTICA.......................................................................................................................................................................................72
1.3.1 Variedades linguísticas.....................................................................................................................................................................................72
1.3.2 Sinonímia e antonímia, hiponímia e hiperonímia, polissemia, ambiguidade..........................................................................72
1.3.3 Denotação e conotação, figuras de linguagem, funções da linguagem e vícios da linguagem.....................................72
1.3.4 Versificação............................................................................................................................................................................................................72
LÍNGUA PORTUGUESA

Condições básicas para interpretar


1.1 ESTUDO DE TEXTO
1.1.1 INTELECÇÃO DE TEXTOS Fazem-se necessários:
LITERÁRIOS E NÃO LITERÁRIOS, a) Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros
literários, estrutura do texto), leitura e prática;
VERBAIS E NÃO VERBAIS
b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do
texto) e semântico;
Observação – na semântica (significado das palavras)
É muito comum, entre os candidatos a um cargo pú- incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e cono-
blico, a preocupação com a interpretação de textos. Isso tação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de lingua-
acontece porque lhes faltam informações específicas a gem, entre outros.
respeito desta tarefa constante em provas relacionadas a c) Capacidade de observação e de síntese e
concursos públicos. d) Capacidade de raciocínio.
Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão aju-
Interpretar X compreender
dar no momento de responder às questões relacionadas
a textos.
Interpretar significa
- explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacio- - Através do texto, infere-se que...
nadas entre si, formando um todo significativo capaz de - É possível deduzir que...
produzir interação comunicativa (capacidade de codificar - O autor permite concluir que...
e decodificar ). - Qual é a intenção do autor ao afirmar que...

Contexto – um texto é constituído por diversas frases. Compreender significa


Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz - intelecção, entendimento, atenção ao que realmente
ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando con- está escrito.
dições para a estruturação do conteúdo a ser transmitido. - o texto diz que...
A essa interligação dá-se o nome de contexto. Nota-se que - é sugerido pelo autor que...
o relacionamento entre as frases é tão grande que, se uma - de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
frase for retirada de seu contexto original e analisada se- - o narrador afirma...
paradamente, poderá ter um significado diferente daquele
inicial. Erros de interpretação

É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência


Intertexto - comumente, os textos apresentam refe-
de erros de interpretação. Os mais frequentes são:
rências diretas ou indiretas a outros autores através de ci-
tações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. a) Extrapolação (viagem)
Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias
Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma que não estão no texto, quer por conhecimento prévio do
interpretação de um texto é a identificação de sua ideia tema quer pela imaginação.
principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias,
ou fundamentações, as argumentações, ou explicações, b) Redução
que levem ao esclarecimento das questões apresentadas É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a
na prova. um aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de
ideias, o que pode ser insuficiente para o total do entendi-
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a: mento do tema desenvolvido.

1. Identificar – é reconhecer os elementos fundamen- c) Contradição


tais de uma argumentação, de um processo, de uma época Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do can-
(neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais didato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, conse-
definem o tempo). quentemente, errando a questão.
2. Comparar – é descobrir as relações de semelhança
Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor
ou de diferenças entre as situações do texto.
e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova
3. Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado
de concurso, o que deve ser levado em consideração é o
com uma realidade, opinando a respeito. que o autor diz e nada mais.
4. Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secun-
dárias em um só parágrafo. Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
5. Parafrasear – é reescrever o texto com outras pala- relacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre
vras. si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de

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LÍNGUA PORTUGUESA

um pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um pro- a informação expressa pelo pressuposto, mas pode negar
nome oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se que tenha desejado transmitir a informação expressa pelo
vai dizer e o que já foi dito. subentendido.
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia - Negação da informação não nega o pressuposto.
-a-dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e - Pressuposto não verdadeiro – informação explícita
do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do absurda.
verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer - Principais marcadores de pressupostos: a) adjetivos;
também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor b) verbos; c) advérbios; d) orações adjetivas; e) conjunções.
semântico, por isso a necessidade de adequação ao ante-
cedente. QUESTÕES
Os pronomes relativos são muito importantes na in-
terpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de (Agente Estadual de Trânsito – DETRAN - SP – Vu-
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que nesp/2013)
existe um pronome relativo adequado a cada circunstância,
a saber: O uso da bicicleta no Brasil

que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente, A utilização da bicicleta como meio de locomoção no
mas depende das condições da frase. Brasil ainda conta com poucos adeptos, em comparação
qual (neutro) idem ao anterior. com países como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos
quem (pessoa) quais a bicicleta é um dos principais veículos nas ruas. Ape-
cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois sar disso, cada vez mais pessoas começam a acreditar que
o objeto possuído. a bicicleta é, numa comparação entre todos os meios de
como (modo) transporte, um dos que oferecem mais vantagens.
onde (lugar) A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicle-
quando (tempo) tas e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e
quanto (montante) jamais na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são
todos considerados veículos, com direito de circulação pe-
exemplo:
las ruas e prioridade sobre os automotores.
Falou tudo QUANTO queria (correto)
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
bicicleta no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade,
aparecer o demonstrativo O ).
pois as bikes não emitem gases nocivos ao ambiente, não
consomem petróleo e produzem muito menos sucata de
Dicas para melhorar a interpretação de textos
metais, plásticos e borracha; a diminuição dos congestio-
namentos por excesso de veículos motorizados, que atin-
- Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
assunto; gem principalmente as grandes cidades; o favorecimento
- Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito bom; e
a leitura; a economia no combustível, na manutenção, no seguro e,
- Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto claro, nos impostos.
pelo menos duas vezes; No Brasil, está sendo implantado o sistema de com-
- Inferir; partilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo,
- Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar; o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitu-
- Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do ra, em parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com
autor; quase um ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São
- Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor Paulo, Santos, Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo
compreensão; país aderirem a esse sistema, mais duas capitais já estão
- Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada com o projeto pronto em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do
questão; compartilhamento é semelhante em todas as cidades. Em
- O autor defende ideias e você deve percebê-las; Porto Alegre, os usuários devem fazer um cadastro pelo
site. O valor do passe mensal é R$10 e o do passe diário,
Segundo Fiorin: R$5, podendo-se utilizar o sistema durante todo o dia, das
-Pressupostos – informações implícitas decorrentes 6h às 22h, nas duas modalidades. Em todas as cidades que
necessariamente de palavras ou expressões contidas na já aderiram ao projeto, as bicicletas estão espalhadas em
frase. pontos estratégicos.
- Subentendidos – insinuações não marcadas clara- A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção
mente na linguagem. não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda
- Pressupostos – verdadeiros ou admitidos como tal. não sabem que a bicicleta já é considerada um meio de
- Subentendidos – de responsabilidade do ouvinte. transporte, ou desconhecem as leis que abrangem a bike.
- Falante não pode negar que tenha querido transmitir Na confusão de um trânsito caótico numa cidade grande,

2
LÍNGUA PORTUGUESA

carros, motocicletas, ônibus e, agora, bicicletas, misturam- mas também se engajam num comportamento de risco –
se, causando, muitas vezes, discussões e acidentes que po- algumas até agem especificamente para irritar o outro mo-
deriam ser evitados. torista ou impedir que este chegue onde precisa.
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. Essa é a evolução de pensamento que alguém poderá
A verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles ter antes de passar para a ira de trânsito de fato, levando
estão totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. um motorista a tomar decisões irracionais.
Por isso é tão importante usar capacete e outros itens de Dirigir pode ser uma experiência arriscada e emocio-
segurança. A maior parte dos motoristas de carros, ônibus, nante. Para muitos de nós, os carros são a extensão de
motocicletas e caminhões desconhece as leis que abran- nossa personalidade e podem ser o bem mais valioso que
gem os direitos dos ciclistas. Mas muitos ciclistas também possuímos. Dirigir pode ser a expressão de liberdade para
ignoram seus direitos e deveres. Alguém que resolve in- alguns, mas também é uma atividade que tende a aumen-
tegrar a bike ao seu estilo de vida e usá-la como meio de tar os níveis de estresse, mesmo que não tenhamos cons-
locomoção precisa compreender que deverá gastar com ciência disso no momento.
alguns apetrechos necessários para poder trafegar. De Dirigir é também uma atividade comunitária. Uma vez
que entra no trânsito, você se junta a uma comunidade
acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, as bicicletas
de outros motoristas, todos com seus objetivos, medos e
devem, obrigatoriamente, ser equipadas com campainha,
habilidades ao volante. Os psicólogos Leon James e Diane
sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais,
Nahl dizem que um dos fatores da ira de trânsito é a ten-
além de espelho retrovisor do lado esquerdo. dência de nos concentrarmos em nós mesmos, descartan-
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. do o aspecto comunitário do ato de dirigir.
Adaptado) Como perito do Congresso em Psicologia do Trânsito,
o Dr. James acredita que a causa principal da ira de trânsi-
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como to não são os congestionamentos ou mais motoristas nas
meio de locomoção nas metrópoles brasileiras ruas, e sim como nossa cultura visualiza a direção agressi-
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra va. As crianças aprendem que as regras normais em relação
devido à falta de regulamentação. ao comportamento e à civilidade não se aplicam quando
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido dirigimos um carro. Elas podem ver seus pais envolvidos
incentivado em várias cidades. em comportamentos de disputa ao volante, mudando de
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela faixa continuamente ou dirigindo em alta velocidade, sem-
maioria dos moradores. pre com pressa para chegar ao destino.
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com Para complicar as coisas, por vários anos psicólogos
os demais meios de transporte. sugeriam que o melhor meio para aliviar a raiva era des-
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade carregar a frustração. Estudos mostram, no entanto, que a
arriscada e pouco salutar. descarga de frustrações não ajuda a aliviar a raiva. Em uma
situação de ira de trânsito, a descarga de frustrações pode
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos transformar um incidente em uma violenta briga.
objetivos centrais do texto é Com isso em mente, não é surpresa que brigas vio-
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do lentas aconteçam algumas vezes. A maioria das pessoas
ciclista. está predisposta a apresentar um comportamento irracio-
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta nal quando dirige. Dr. James vai ainda além e afirma que a
é mais seguro do que dirigir um carro. maior parte das pessoas fica emocionalmente incapacitada
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bi- quando dirige. O que deve ser feito, dizem os psicólogos,
é estar ciente de seu estado emocional e fazer as escolhas
cicleta no Brasil.
corretas, mesmo quando estiver tentado a agir só com a
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como
emoção.
meio de locomoção se consolidou no Brasil.
(Jonathan Strickland. Disponível em: http://carros.hsw.
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista uol.com.br/furia-no-transito1 .htm. Acesso em: 01.08.2013.
deve dar prioridade ao pedestre. Adaptado)
(Oficial Estadual de Trânsito - DETRAN-SP - Vunesp 3-) Tomando por base as informações contidas no tex-
2013) Leia o texto para responder às questões de 3 a 5 to, é correto afirmar que
(A) os comportamentos de disputa ao volante aconte-
Propensão à ira de trânsito cem à medida que os motoristas se envolvem em decisões
conscientes.
Dirigir um carro é estressante, além de inerentemente (B) segundo psicólogos, as brigas no trânsito são cau-
perigoso. Mesmo que o indivíduo seja o motorista mais se- sadas pela constante preocupação dos motoristas com o
guro do mundo, existem muitas variáveis de risco no trân- aspecto comunitário do ato de dirigir.
sito, como clima, acidentes de trânsito e obras nas ruas. E (C) para Dr. James, o grande número de carros nas ruas
com relação a todas as outras pessoas nas ruas? Algumas é o principal motivo que provoca, nos motoristas, uma di-
não são apenas maus motoristas, sem condições de dirigir, reção agressiva.

3
LÍNGUA PORTUGUESA

(D) o ato de dirigir um carro envolve uma série de ex- II. Parte do poder de convencimento da ficção cientí-
periências e atividades não só individuais como também fica deriva do fato de serem apresentados ao espectador
sociais. objetos imaginários que, embora não existam na vida real,
(E) dirigir mal pode estar associado à falta de controle estão, de algum modo, conectados à realidade.
das emoções positivas por parte dos motoristas. III. A ficção científica extrapola os limites da realidade,
mas baseia-se naquilo que, pelo menos em teoria, acredi-
4. A ira de trânsito ta-se que seja possível.
A) aprimora uma atitude de reconhecimento de regras. Está correto o que se afirma APENAS em
(B) implica tomada de decisões sem racionalidade. (A) III.
(C) conduz a um comportamento coerente. (B) I e II.
(D) resulta do comportamento essencialmente comu- (C) I e III.
nitário dos motoristas. (D) II e III.
(E) decorre de imperícia na condução de um veículo. (E) II.
5. De acordo com o perito Dr. James,
7-) Sem prejuízo para o sentido original e a correção
(A) os congestionamentos representam o principal fa-
gramatical, o termo sonhar, em ... a sociedade se permite
tor para a ira no trânsito.
(B) a cultura dos motoristas é fator determinante para sonhar seus piores problemas... (2o parágrafo), pode ser
o aumento de suas frustrações. substituído por:
(C) o motorista, ao dirigir, deve ser individualista em (A) descansar.
suas ações, a fim de expressar sua liberdade e garantir que (B) desprezar.
outros motoristas não o irritem. (C) esquecer.
(D) a principal causa da direção agressiva é o desco- (D) fugir.
nhecimento das regras de trânsito. (E) imaginar.
(E) o comportamento dos pais ao dirigirem com ira
contradiz o aprendizado das crianças em relação às regras (TRF 3ª região/2014) Atenção: Para responder às ques-
de civilidade. tões de números 8 a 10 considere o texto abaixo.
Texto I
(TRF 3ª região/2014) Para responder às questões de O canto das sereias é uma imagem que remonta às
números 6 e 7 considere o texto abaixo. mais luminosas fontes da mitologia e da literatura gregas.
Toda ficção científica, de Metrópolis ao Senhor dos As versões da fábula variam, mas o sentido geral da trama
anéis, baseia-se, essencialmente, no que está acontecen- é comum.
do no mundo no momento em que o filme foi feito. Não As sereias eram criaturas sobre-humanas. Ninfas de
no futuro ou numa galáxia distante, muitos e muitos anos extraordinária beleza, viviam sozinhas numa ilha do Medi-
atrás, mas agora mesmo, no presente, simbolizado em pro- terrâneo, mas tinham o dom de chamar a si os navegantes,
jeções que nos confortam e tranquilizam ao nos oferecer graças ao irresistível poder de sedução do seu canto. Atraí-
uma adequada distância de tempo e espaço. dos por aquela melodia divina, os navios batiam nos recifes
Na ficção científica, a sociedade se permite sonhar seus submersos da beira-mar e naufragavam. As sereias então
piores problemas: desumanização, superpopulação, totali- devoravam impiedosamente os tripulantes.
tarismo, loucura, fome, epidemias. Não se imita a realida- Doce o caminho, amargo o fim. Como escapar com
de, mas imagina-se, sonha-se, cria-se outra realidade onde vida do canto das sereias? A literatura grega registra duas
possamos colocar e resolver no plano da imaginação tudo
soluções vitoriosas. Uma delas foi a saída encontrada por
o que nos incomoda no cotidiano. O elemento essencial
Orfeu, o incomparável gênio da música e da poesia.
para guiar a lógica interna do gênero, cuja quebra implica
o fim da magia, é a ciência. Por isso, tecnologia é essen- Quando a embarcação na qual ele navegava entrou
cial ao gênero. Parte do poder desse tipo de magia cine- inadvertidamente no raio de ação das sereias, ele conse-
matográfica está em concretizar, diante dos nossos olhos, guiu impedir a tripulação de perder a cabeça tocando uma
objetos possíveis, mas inexistentes: carros voadores, robôs música ainda mais sublime do que aquela que vinha da
inteligentes. Como parte dessas coisas imaginadas acaba ilha. O navio atravessou incólume a zona de perigo.
se tornando realidade, o gênero reforça a sensação de que A outra solução foi a de Ulisses. Sua principal arma
estamos vendo na tela projeções das nossas possibilidades para vencer as sereias foi o reconhecimento franco e cora-
coletivas futuras. joso da sua fraqueza e da sua falibilidade − a aceitação dos
(Adaptado de: BAHIANA, Ana Maria. Como ver um fil- seus inescapáveis limites humanos.
me. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012. formato ebook.) Ulisses sabia que ele e seus homens não teriam firmeza
para resistir ao apelo das sereias. Por isso, no momento
6-) Considere: em que a embarcação se aproximou da ilha, mandou que
I. Segundo o texto, na ficção científica abordam-se, todos os tripulantes tapassem os ouvidos com cera e orde-
com distanciamento de tempo e espaço, questões con- nou que o amarrassem ao mastro central do navio. O sur-
troversas e moralmente incômodas da sociedade atual, de preendente é que Ulisses não tapou com cera os próprios
modo que a solução oferecida pela fantasia possa ser apli- ouvidos − ele quis ouvir. Quando chegou a hora, Ulisses
cada para resolver os problemas da realidade. foi seduzido pelas sereias e fez de tudo para convencer os

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LÍNGUA PORTUGUESA

tripulantes a deixarem-no livre para ir juntar-se a elas. Seus dispensa um cuidado diferente com a linguagem escrita,
subordinados, contudo, cumpriram fielmente a ordem de e que os leitores dispensam uma atenção diferenciada ao
não soltá-lo até que estivessem longe da zona de perigo. que foi produzido.
Orfeu escapou das sereias como divindade; Ulisses, Outra diferença importante é com relação ao trata-
como mortal. Ao se aproximar das sereias, a escolha diante mento do conteúdo: ao passo que, nos textos não literários
do herói era clara: a falsa promessa de gratificação ime- (jornalísticos, científicos, históricos, etc.) as palavras servem
diata, de um lado, e o bem permanente do seu projeto de para veicular uma série de informações, o texto literário
vida − prosseguir viagem, retornar a Ítaca, reconquistar funciona de maneira a chamar a atenção para a própria
Penélope −, do outro. A verdadeira vitória de Ulisses foi língua (FARACO & MOURA, 1999) no sentido de explorar
contra ele mesmo. Foi contra a fraqueza, o oportunismo vários aspectos como a sonoridade, a estrutura sintática e
suicida e a surdez delirante que ele soube reconhecer em o sentido das palavras.
sua própria alma. Veja abaixo alguns exemplos de expressões na lingua-
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Auto-engano. São gem não literária ou “corriqueira” e um exemplo de uso da
mesma expressão, porém, de acordo com alguns escrito-
Paulo, Cia. das Letras, 1997. Formato eBOOK)
res, na linguagem literária:
8-) Há no texto
Linguagem não literária:
(A) comparação entre os meios que Orfeu e Ulisses
1- Anoitece.
usam para enfrentar o desafio que se apresenta a eles. 2- Teus cabelos loiros brilham.
(B) rivalidade entre o mortal Ulisses e o divino Orfeu, 3- Uma nuvem cobriu parte do céu. ...
cujo talento musical causava inveja ao primeiro.
(C) juízo de valor a respeito das atitudes das sereias em Linguagem literária:
relação aos navegantes e elogio à astúcia de Orfeu. 1- A mão da noite embrulha os horizontes. (Alvarenga
(D) crítica à forma pouco original com que Orfeu deci- Peixoto)
de enganar as sereias e elogio à astúcia de Ulisses. 2- Os clarins de ouro dos teus cabelos cantam na luz!
(E) censura à atitude arriscada de Ulisses, cuja ousadia (Mário Quintana)
quase lhe custou seu projeto de vida. 3- um sujo de nuvem emporcalhou o luar em sua nas-
cença. (José Cândido de Carvalho)
9-) Depreende-se do texto que as sereias atingiam
seus objetivos por meio de Como distinguir, na prática, a linguagem literária da
(A) intolerância. não literária?
(B) dissimulação. - A linguagem literária é conotativa, utiliza figuras (pa-
(C) lisura. lavras de sentido figurado), em que as palavras adquirem
(D) observação. sentidos mais amplos do que geralmente possuem.
(E) condescendência. - Na linguagem literária há uma preocupação com a
escolha e a disposição das palavras, que acabam dando
10-) O navio atravessou incólume a zona de perigo. (4o vida e beleza a um texto.
parágrafo). Mantém-se o sentido original do texto substi- - Na linguagem literária é muito importante a maneira
tuindo-se o elemento grifado por original de apresentar o tema escolhido.
(A) insolente. - A linguagem não literária é objetiva, denotativa,
(B) inatingível. preocupa-se em transmitir o conteúdo, utiliza a palavra em
seu sentido próprio, utilitário, sem preocupação artística.
(C) intacto.
Geralmente, recorre à ordem direta (sujeito, verbo, com-
(D) inativo.
plementos).
(E) impalpável.
Leia com atenção os textos a seguir e compare as lin-
guagens utilizadas neles.
GABARITO
Texto A
1- B 2-A 3-D 4-B 5-E Amor (ô). [Do lat. amore.] S. m. 1. Sentimento que pre-
6- D 7-E 8-A 9-B 10-C dispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma
coisa: amor ao próximo; amor ao patrimônio artístico de
Sabemos que a “matéria-prima” da literatura são as pa- sua terra. 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser
lavras. No entanto, é necessário fazer uma distinção entre a a outro ser ou a uma coisa; devoção, culto; adoração: amor
linguagem literária e a linguagem não literária, isto é, aque- à Pátria; amor a uma causa. 3. Inclinação ditada por laços
la que não caracteriza a literatura. de família: amor filial; amor conjugal. 4. Inclinação forte por
Embora um médico faça suas prescrições em determi- pessoa de outro sexo, geralmente de caráter sexual, mas
nado idioma, as palavras utilizadas por ele não podem ser que apresenta grande variedade e comportamentos e rea-
consideradas literárias porque se tratam de um vocabulá- ções.
rio especializado e de um contexto de uso específico. Ago- Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Novo Dicionário
ra, quando analisamos a literatura, vemos que o escritor da Língua Portuguesa, Nova Fronteira.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Texto B não foi feito por mim.


Amor é fogo que arde sem se ver; Este açúcar veio
É ferida que dói e não se sente; da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
É um contentamento descontente; dono da mercearia.
é dor que desatina sem doer. Este açúcar veio
Luís de Camões. Lírica, Cultrix. de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
Você deve ter notado que os textos tratam do mesmo e tampouco o fez o dono da usina.
assunto, porém os autores utilizam linguagens diferentes. Este açúcar era cana
No texto A, o autor preocupou-se em definir “amor”, e veio dos canaviais extensos
usando uma linguagem objetiva, científica, sem preocupa- que não nascem por acaso
ção artística. no regaço do vale.
No texto B, o autor trata do mesmo assunto, mas com Em lugares distantes, onde não há hospital
preocupação literária, artística. De fato, o poeta entra no nem escola,
campo subjetivo, com sua maneira própria de se expres- homens que não sabem ler e morrem de fome
sar, utiliza comparações (compara amor com fogo, ferida, aos 27 anos
contentamento e dor) e serve-se ainda de contrastes que plantaram e colheram a cana
acabam dando graça e força expressiva ao poema (con- que viraria açúcar.
tentamento descontente, dor sem doer, ferida que não se Em usinas escuras,
sente, fogo que não se vê). homens de vida amarga
e dura
Questões produziram este açúcar
branco e puro
1-) Leia o trecho do poema abaixo. com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
O Poeta da Roça
fonte: “O açúcar” (Ferreira Gullar. Toda poesia. Rio de
Sou fio das mata, cantô da mão grosa
Janeiro, Civilização Brasileira, 1980, pp.227-228)
Trabaio na roça, de inverno e de estio
A minha chupana é tapada de barro
TEXTO II
Só fumo cigarro de paia de mio.
A cana-de-açúcar
Patativa do Assaré
Originária da Ásia, a cana-de-açúcar foi introduzida no
A respeito dele, é possível afirmar que
Brasil pelos colonizadores portugueses no século XVI. A re-
(A) não pode ser considerado literário, visto que a lin- gião que durante séculos foi a grande produtora de cana-
guagem aí utilizada não está adequada à norma culta for- de-açúcar no Brasil é a Zona da Mata nordestina, onde os
mal. férteis solos de massapé, além da menor distância em re-
(B) não pode ser considerado literário, pois nele não lação ao mercado europeu, propiciaram condições favorá-
se percebe a preservação do patrimônio cultural brasileiro. veis a esse cultivo. Atualmente, o maior produtor nacional
(C) não é um texto consagrado pela crítica literária. de cana-de-açúcar é São Paulo, seguido de Pernambuco,
(D) trata-se de um texto literário, porque, no processo Alagoas, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Além de produzir
criativo da Literatura, o trabalho com a linguagem pode o açúcar, que em parte é exportado e em parte abastece o
aparecer de várias formas: cômica, lúdica, erótica, popular mercado interno, a cana serve também para a produção de
etc álcool, importante nos dias atuais como fonte de energia
(E) a pobreza vocabular – palavras erradas – não permi- e de bebidas. A imensa expansão dos canaviais no Brasil,
te que o consideremos um texto literário. especialmente em São Paulo, está ligada ao uso do álcool
Leia os fragmentos abaixo para responder às questões como combustível.
que seguem:
2-) Para que um texto seja literário:
TEXTO I a) basta somente a correção gramatical; isto é, a ex-
O açúcar pressão verbal segundo as leis lógicas ou naturais.
O branco açúcar que adoçará meu café b) deve prescindir daquilo que não tenha correspon-
nesta manhã de Ipanema dência na realidade palpável e externa.
não foi produzido por mim c) deve fugir do inexato, daquilo que confunda a capa-
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre. cidade de compreensão do leitor.
Vejo-o puro d) deve assemelhar-se a uma ação de desnudamento.
e afável ao paladar O escritor revela, ao escrever, o mundo, e, em especial, re-
como beijo de moça, água vela o Homem aos outros homens.
na pele, flor e) deve revelar diretamente as coisas do mundo: senti-
que se dissolve na boca. Mas este açúcar mentos, ideias, ações.

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LÍNGUA PORTUGUESA

3-) Ainda com relação ao textos I e II, assinale a opção As figuras acima nos comunicam sua mensagem atra-
incorreta vés da linguagem verbal (usa palavras para transmitir a in-
a) No texto I, em lugar de apenas informar sobre o real, formação).
ou de produzi-lo, a expressão literária é utilizada principal-
mente como um meio de refletir e recriar a realidade. - Não Verbal: aquela que utiliza outros métodos de
b) No texto II, de expressão não literária, o autor infor- comunicação, que não são as palavras. Dentre elas estão a
ma o leitor sobre a origem da cana-de-açúcar, os lugares linguagem de sinais, as placas e sinais de trânsito, a lingua-
onde é produzida, como teve início seu cultivo no Brasil, gem corporal, uma figura, a expressão facial, um gesto, etc.
etc.
c) O texto I parte de uma palavra do domínio comum –
açúcar – e vai ampliando seu potencial significativo, explo-
rando recursos formais para estabelecer um paralelo entre
o açúcar – branco, doce, puro – e a vida do trabalhador que
o produz – dura, amarga, triste.
d) No texto I, a expressão literária desconstrói hábitos
de linguagem, baseando sua recriação no aproveitamento
de novas formas de dizer. Essas figuras fazem uso apenas de imagens para co-
e) O texto II não é literário porque, diferentemente do municar o que representam.
literário, parte de um aspecto da realidade, e não da ima-
ginação. A Língua é um instrumento de comunicação, sendo
composta por regras gramaticais que possibilitam que de-
Gabarito terminado grupo de falantes consiga produzir enunciados
que lhes permitam comunicar-se e compreender-se. Por
1-) D exemplo: falantes da língua portuguesa.
A língua possui um caráter social: pertence a todo um
2-) D – Esta alternativa está correta, pois ela remete ao conjunto de pessoas, as quais podem agir sobre ela. Cada
caráter reflexivo do autor de um texto literário, ao passo membro da comunidade pode optar por esta ou aquela
em que ele revela às pessoas o “seu mundo” de maneira forma de expressão. Por outro lado, não é possível criar
peculiar. uma língua particular e exigir que outros falantes a com-
preendam. Dessa forma, cada indivíduo pode usar de ma-
3-) E – o texto I também fala da realidade, mas com um neira particular a língua comunitária, originando a fala. A
cunho diferente do texto II. No primeiro há uma colocação fala está sempre condicionada pelas regras socialmente
diferenciada por parte do autor em que o objetivo não é estabelecidas da língua, mas é suficientemente ampla para
unicamente passar informação, existem outros “motivado- permitir um exercício criativo da comunicação. Um indiví-
res” por trás desta escrita. duo pode pronunciar um enunciado da seguinte maneira:

Linguagem Verbal e Não Verbal A família de Regina era paupérrima.

Linguagem é a capacidade que possuímos de expres- Outro, no entanto, pode optar por:
sar nossos pensamentos, ideias, opiniões e sentimentos.
Está relacionada a fenômenos comunicativos; onde há co- A família de Regina era muito pobre.
municação, há linguagem. Podemos usar inúmeros tipos As diferenças e semelhanças constatadas devem-se
de linguagens para estabelecermos atos de comunicação, às diversas manifestações da fala de cada um. Note, além
tais como: sinais, símbolos, sons, gestos e regras com sinais disso, que essas manifestações devem obedecer às regras
convencionais (linguagem escrita e linguagem mímica, por gerais da língua portuguesa, para não correrem o risco de
exemplo). Num sentido mais genérico, a linguagem pode produzir enunciados incompreensíveis como:
ser classificada como qualquer sistema de sinais que se va-
lem os indivíduos para comunicar-se. Família a paupérrima de era Regina.
A linguagem pode ser:
Não devemos confundir língua com escrita, pois são
- Verbal: aquela que faz uso das palavras para comu- dois meios de comunicação distintos. A escrita represen-
nicar algo. ta um estágio posterior de uma língua. A língua falada
é mais espontânea, abrange a comunicação linguística em
toda sua totalidade. Além disso, é acompanhada pelo tom
de voz, algumas vezes por mímicas, incluindo-se fisiono-
mias. A língua escrita não é apenas a representação da lín-
gua falada, mas sim um sistema mais disciplinado e rígido,
uma vez que não conta com o jogo fisionômico, as mímicas

7
LÍNGUA PORTUGUESA

e o tom de voz do falante. No Brasil, por exemplo, todos Signo


falam a língua portuguesa, mas existem usos diferentes da É um elemento representativo que apresenta dois as-
língua devido a diversos fatores. Dentre eles, destacam-se: pectos: o significado e o significante. Ao escutar a palavra
- Fatores Regionais: é possível notar a diferença do “cachorro”, reconhecemos a sequência de sons que formam
português falado por um habitante da região nordeste e essa palavra. Esses sons se identificam com a lembrança
outro da região sudeste do Brasil. Dentro de uma mesma deles que está em nossa memória. Essa lembrança constitui
região, também há variações no uso da língua. No estado uma real imagem sonora, armazenada em nosso cérebro
que é o significante do signo “cachorro”. Quando escuta-
do Rio Grande do Sul, por exemplo, há diferenças entre a
mos essa palavra, logo pensamos em um animal irracional
língua utilizada por um cidadão que vive na capital e aque- de quatro patas, com pelos, olhos, orelhas, etc. Esse concei-
la utilizada por um cidadão do interior do estado. to que nos vem à mente é o significado do signo “cachorro”
- Fatores Culturais: o grau de escolarização e a for- e também se encontra armazenado em nossa memória.
mação cultural de um indivíduo também são fatores que Ao empregar os signos que formam a nossa língua,
colaboram para os diferentes usos da língua. Uma pessoa devemos obedecer às regras gramaticais convencionadas
escolarizada utiliza a língua de uma maneira diferente da pela própria língua. Desse modo, por exemplo, é possível
pessoa que não teve acesso à escola. colocar o artigo indefinido “um” diante do signo “cachor-
- Fatores Contextuais: nosso modo de falar varia de ro”, formando a sequência “um cachorro”, o mesmo não
acordo com a situação em que nos encontramos: quando seria possível se quiséssemos colocar o artigo “uma” diante
conversamos com nossos amigos, não usamos os termos do signo “cachorro”. A sequência “uma cachorro” contraria
que usaríamos se estivéssemos discursando em uma sole- uma regra de concordância da língua portuguesa, o que
nidade de formatura. faz com que essa sentença seja rejeitada. Os signos que
constituem a língua obedecem a padrões determinados
- Fatores Profissionais: o exercício de algumas ativi-
de organização. O conhecimento de uma língua engloba
dades requer o domínio de certas formas de língua chama-
tanto a identificação de seus signos, como também o uso
das línguas técnicas. Abundantes em termos específicos, adequado de suas regras combinatórias.
essas formas têm uso praticamente restrito ao intercâmbio Signo: elemento representativo que possui duas par-
técnico de engenheiros, químicos, profissionais da área de tes indissolúveis: significado e significante. Significado (é o
direito e da informática, biólogos, médicos, linguistas e ou- conceito, a ideia transmitida pelo signo, a parte abstrata
tros especialistas. do signo) + Significante (é a imagem sonora, a forma, a
- Fatores Naturais: o uso da língua pelos falantes parte concreta do signo, suas letras e seus fonemas).
sofre influência de fatores naturais, como idade e sexo.
Uma criança não utiliza a língua da mesma maneira que Língua: conjunto de sinais baseado em palavras que
um adulto, daí falar-se em linguagem infantil e linguagem obedecem às regras gramaticais.
adulta.
Fala Fala: uso individual da língua, aberto à criatividade
e ao desenvolvimento da liberdade de expressão e com-
É a utilização oral da língua pelo indivíduo. É um ato
preensão.
individual, pois cada indivíduo, para a manifestação da fala,
pode escolher os elementos da língua que lhe convém,
conforme seu gosto e sua necessidade, de acordo com a
situação, o contexto, sua personalidade, o ambiente socio- 1.2 GRAMÁTICA
cultural em que vive, etc. Desse modo, dentro da unidade 1.2.1 FONOLOGIA: FONEMAS,
da língua, há uma grande diversificação nos mais variados ENCONTROS CONSONANTAIS E
níveis da fala. Cada indivíduo, além de  conhecer o que fala, VOCÁLICOS, DÍGRAFOS,
conhece também o que os outros falam; é por isso que DIVISÃO SILÁBICA, ACENTUAÇÃO
somos capazes de dialogar com pessoas dos mais variados GRÁFICA E ORTOGRAFIA DE ACORDO COM A
graus de cultura, embora nem sempre a linguagem delas NOVA ORTOGRAFIA.
seja exatamente como a nossa. 
Devido ao caráter individual da fala, é possível observar
alguns níveis:
Letra e Fonema
- Nível Coloquial-Popular: é a fala que a maioria das
pessoas utiliza no seu dia a dia, principalmente em situa- Letra é o sinal gráfico da escrita. Exemplos: pipoca
ções informais. Esse nível da fala é mais espontâneo, ao (tem 6 letras); hoje (tem 4 letras).
utilizá-lo, não nos preocupamos em saber se falamos de
acordo ou não com as regras formais estabelecidas pela Fonema é o menor elemento sonoro capaz de esta-
língua. belecer uma distinção de significado entre palavras. Veja,
- Nível Formal-Culto: é o nível da fala normalmente nos exemplos, os fonemas que marcam a distinção entre
utilizado pelas pessoas em situações formais. Caracteriza- os pares de palavras:
se por um cuidado maior com o vocabulário e pela obe-
diência às regras gramaticais estabelecidas pela língua. bar – mar tela – vela sela – sala

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LÍNGUA PORTUGUESA

Não confunda os fonemas com as letras. Fonema é um Encontro Vocálicos


elemento acústico e a letra é um sinal gráfico que repre-
senta o fonema. Nem sempre o número de fonemas de - Ditongos: é o encontro de uma vogal e uma semi-
uma palavra corresponde ao número de letras que usamos vogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Exemplos: pai
para escrevê-la. Na palavra chuva, por exemplo, temos (vogal + semivogal = ditongo decrescente); ginásio (semi-
vogal + vogal = ditongo crescente).
quatro fonemas, isto é, quatro unidades sonoras [xuva] e
- Tritongos: é o encontro de uma semivogal com uma
cinco letras. vogal e outra semivogal numa mesma sílaba. Exemplo: Pa-
Certos fonemas podem ser representados por diferen- raguai.
tes letras. É o caso do fonema /s/, que pode ser representa- - Hiatos: é a sequência de duas vogais numa mesma
do por: s (pensar) – ss (passado) – x (trouxe) – ç (caçar) – sc palavra mas que pertencem a sílabas diferentes, pois nunca
(nascer) – xc (excelente) – c (cinto) – sç (desço) há mais de uma vogal numa sílaba. Exemplos: saída (sa-í-
da), juiz (ju-iz)
Às vezes, a letra “x” pode representar mais de um fone-
ma, como na palavra táxi. Nesse caso, o “x” representa dois Encontro Consonantais
sons, pois lemos “táksi”. Portanto, a palavra táxi tem quatro
letras e cinco fonemas. Ocorre quando há um grupo de consoantes sem vogal
intermediária. Exemplos: flor, grade, digno.
Em certas palavras, algumas letras não representam
Dígrafos
nenhum fonema, como a letra h, por exemplo, em pala-
vras como hora, hoje, etc., ou como as letras m e n quando Grupo de duas letras que representa apenas um fone-
são usadas apenas para indicar a nasalização de uma vogal, ma. Exemplos: passo (ss = fonema /s/), nascimento (sc =
como em canto, tinta, etc. fonema /s/), queijo (qu = fonema /k/)

Classificação dos Fonemas Os dígrafos podem ser consonantais e vocálicos.

Os fonemas classificam-se em vogais, semivogais e con- - Consonantais: ch (chuva), sc (nascer), ss (osso), sç


soantes. (desça), lh (filho), xc (excelente), qu (quente), nh (vinho), rr
(ferro), gu (guerra)
- Vocálicos: am, an (tampa, canto), em, en (tempo, ven-
Vogais: são fonemas resultantes das vibrações das
to), im, in (limpo, cinto), om, on (comprar, tonto), um, un
cordas vocais e em cuja produção a corrente de ar passa (tumba, mundo)
livremente na cavidade bucal. As vogais podem ser orais e
nasais. Atenção: nos dígrafos, as duas letras representam um
Orais: quando a corrente de ar passa apenas pela cavi- só fonema; nos encontros consonantais, cada letra repre-
dade bucal. São elas: a, é, ê, i, ó, ô, u. Exemplos: já, pé, vê, ali, senta um fonema.
pó, dor, uva.
Nasais: quando a corrente de ar passa pela cavidade Observe de acordo com os exemplos que o número
bucal e nasal. A nasalidade pode ser indicada pelo til (~) de letras e fonemas não precisam ter a mesma quantidade.
ou pelas letras n e m. Exemplos: mãe, venda, lindo, pomba, - Chuva: tem 5 letras e 4 fonemas, já que o “ch” tem
um único som.
nunca.
- Hipopótamo: tem 10 letras e 9 fonemas, já que o “h”
não tem som.
Observação: As vogais ainda podem ser tônicas ou áto- - Galinha: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “nh” tem
nas, dependendo da intensidade com que são pronuncia- um único som.
das. A vogal tônica é pronunciada com maior intensidade: - Pássaro: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “ss” só tem
café, bola, vidro. A vogal átona é pronunciada com menor um único som.
intensidade: café, bola, vidro. - Nascimento: 10 letras e 8 fonemas, já que não se pro-
nuncia o “s” e o “en” tem um único som.
Semivogais: são os fonemas /i/ e /u/ quando, juntos - Exceção: 7 letras e 6 fonemas, já que não tem som o
de uma vogal, formam com ela uma mesma sílaba. Obser- “x”.
ve, por exemplo, a palavra papai. Ela é formada de duas - Táxi: 4 letras e 5 fonemas, já que o “x” tem som de
“ks”.
sílabas: pa-pai. Na sílaba pai, o fonema vocálico /i/ não é
- Guitarra: 8 letras e 6 fonemas, já que o “gu” tem um
tão forte quanto o fonema vocálico /a/; nesse caso, o /i/ é único som e o “rr” também tem um único som.
semivogal. - Queijo: 6 letras e 5 fonemas, já que o “qu” tem um
único som.
Consoantes: são os fonemas em que a corrente de ar,
emitida para sua produção, teve de forçar passagem na Repare que através do exemplo a mudança de apenas
boca, onde determinado movimento articulatório lhe criou uma letra ou fonema gera novas palavras: C a v a l o / C a v
embaraço. Exemplos: gato, pena, lado. a d o / C a l a d o / C o l a d o / S o l a d o.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Exercícios 08. O “I” não é semivogal em:

01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas a) Papai


são as letras que a compõem é: b) Azuis
a) importância c) Médio
b) milhares d) Rainha
c) sequer e) Herói
d) técnica
e) adolescente 09. Assinale a alternativa que apresenta apenas hiatos:

02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não a) muito, faísca, balaústre.
um, mas dois fonemas? b) guerreiro, gratuito, intuito.
a) exemplo c) fluido, fortuito, Piauí.
b) complexo d) tua, lua, nua.
c) próximos e) n.d.a.
d) executivo
e) luxo 10. Em qual dos itens abaixo todas as palavras apresen-
tam ditongo crescente:
03. Qual palavra possui dois dígrafos? a) Lei, Foice, Roubo
a) fechar b) Muito, Alemão, Viu
b) sombra c) Linguiça, História, Área
c) ninharia d) Herói, Jeito, Quilo
d) correndo e) Equestre, Tênue, Ribeirão
e) pêssego
Respostas:
04. Indique a alternativa cuja sequência de vocábulos
01-D (Em d, a palavra possui 7 fonemas e 7 letras. Nas
apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato,
demais alternativas, tem-se: a) 10 fonemas / 11 letras; b) 7
hiato, ditongo.
fonemas / 8 letras; c) 5 fonemas / 6 letras; e) 9 fonemas /
a) jamais / Deus / luar / daí
11 letras).
b) joias / fluir / jesuíta / fogaréu
02-B (a palavra complexo, o x equivale ao fonema /ks/).
c) ódio / saguão / leal / poeira
03-D (Em d, há o dígrafo “rr” e o dígrafo nasal “en”).
d) quais / fugiu / caiu / história
04-B (Observe os encontros: oi, u - i, u - í e eu).
05-D / 06-D / 07-C / 08-D / 09-D / 10-C
05. Os vocabulários passarinho e querida possuem:
DIVISÃO SILÁBICA
a) 6 e 8 fonemas respectivamente;
b)10 e 7 fonemas respectivamente; Sílaba
c) 9 e 6 fonemas respectivamente;
d) 8 e 6 fonemas respectivamente; A palavra amor está dividida em grupos de fonemas
e) 7 e 6 fonemas respectivamente. pronunciados separadamente: a - mor. A cada um des-
ses grupos pronunciados numa só emissão de voz dá-se
06. Quantos fonemas existem na palavra paralelepípe- o nome de sílaba. Em nossa língua, o núcleo da sílaba é
do: sempre uma vogal: não existe sílaba sem vogal e nunca
há mais do que uma vogal em  cada sílaba. Dessa forma,
a) 7 para sabermos o número de sílabas de uma palavra, deve-
b) 12 mos perceber quantas vogais tem essa palavra. Atenção:
c) 11 as letras i e u (mais raramente com as letras e e o) podem
d) 14 representar semivogais.
e) 15
Classificação das palavras quanto ao número de sí-
07. Os vocábulos pequenino e drama apresentam, res- labas
pectivamente:
- Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Exemplos:
a) 4 e 2 fonemas mãe, flor, lá, meu;
b) 9 e 5 fonemas - Dissílabas: possuem duas sílabas. Exemplos: ca-fé,
c) 8 e 5 fonemas i-ra, a-í, trans-por;
d) 7 e 7 fonemas - Trissílabas: possuem três sílabas. Exemplos: ci-ne-ma,
e) 8 e 4 fonemas pró-xi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir;

10
LÍNGUA PORTUGUESA

- Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas. Exem- Saiba que:


plos: a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor - São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister,
-ri-no-la-rin-go-lo-gis-ta. Nobel, novel, ruim, sutil, transistor, ureter.
- São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago,
Divisão Silábica boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano,
filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impu-
Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as dico, inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo,
seguintes normas: necropsia (alguns dicionários admitem também necrópsia),
Normandia, pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubri-
- Não se separam os ditongos e tritongos. Exemplos: ca, subido(a).
foi-ce, a-ve-ri-guou; - São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito,
- Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Exem- bávaro, bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ôme-
plos: cha-ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa; ga, pântano, trânsfuga.
- Não se separam os encontros consonantais que ini- - As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla
ciam sílaba. Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co; tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceâ-
- Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: ca-a-tin- nia/Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil,
ga, fi-el, sa-ú-de; zângão/zangão.
- Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc.
Exemplos: car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len- Exercícios
te;
- Separam-se os encontros consonantais das sílabas 1-Assinale o item em que a divisão silábica é incorreta:
internas, excetuando-se aqueles em que a segunda con- a) gra-tui-to;
soante é l ou r. Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, b) ad-vo-ga-do;
a-brir, a-pli-car. c) tran-si-tó-rio;
d) psi-co-lo-gi-a;
e) in-ter-stí-cio.
Acento Tônico
2-Assinale o item em que a separação silábica é incor-
Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas,
reta:
percebe-se que há uma sílaba de maior intensidade sonora
a) psi-có-ti-co;
do que as demais.
b) per-mis-si-vi-da-de;
calor - a sílaba lor é a de maior intensidade.
c) as-sem-ble-ia;
faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade. d) ob-ten-ção;
sólido - a sílaba só é a de maior intensidade. e) fa-mí-lia.
Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas 3-Assinale o item em que todos os vocábulos têm as
palavras, em meio à sílabas de menor intensidade, é um sílabas corretamente separadas:
dos elementos que dão melodia à frase.
a) al-dei-a, caa-tin-ga , tran-si-ção;
Classificação da sílaba quanto a intensidade b) pro-sse-gui-a, cus-tó-dia, trans-ver-sal;
c) a-bsur-do, pra-ia, in-cons-ci-ên-cia;
-Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade. d) o-ccip-tal, gra-tui-to, ab-di-car;
- Átona: é a sílaba pronunciada com menor intensida- e) mis-té-rio, ap-ti-dão, sus-ce-tí-vel.
de.
- Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária. 4-Assinale o item em que todas as sílabas estão corre-
Ocorre, principalmente, nas palavras derivadas, correspon- tamente separadas:
dendo à tônica da palavra primitiva. 
a) a-p-ti-dão;
Classificação das palavras quanto à posição da sí- b) so-li-tá-ri-o;
laba tônica c) col-me-ia;
d) ar-mis-tí-cio;
De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábu- e) trans-a-tlân-ti-co.
los da língua portuguesa que contêm  duas ou mais sílabas
são classificados em: 5- Assinale o item em que a divisão silábica está errada:
- Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última.
Exemplos: avó, urubu, parabéns a) tran-sa-tlân-ti-co / de-sin-fe-tar;
- Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúl- b) subs-ta-be-le-cer / de-su-ma-no;
tima. Exemplos: dócil, suavemente, banana c) cis-an-di-no / sub-es-ti-mar;
- Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a an- d) ab-di-ca-ção / a-bla-ti-vo;
tepenúltima. Exemplos: máximo, parábola, íntimo e) fri-is-si-mo / ma-ci-is-si-mo.

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6- Existe erro de divisão silábica no item: Regras básicas – Acentuação tônica

a) mei-a / pa-ra-noi-a / ba-lai-o; A acentuação tônica implica na intensidade com que


b) oc-ci-pi-tal / ex-ces-so / pneu-má-ti-co; são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá
c) subs-tân-cia / pers-pec-ti-va / felds-pa-to; de forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica.
d) su-bli-nhar / su-blin-gual / a-brup-to;
As demais, como são pronunciadas com menos intensida-
e) tran-sa-tlân-ti-co / trans-cen-der / tran-so-ce-â-ni-
co. de, são denominadas de átonas.

7- A única alternativa correta quanto à divisão silábica De acordo com a tonicidade, as palavras são classifi-
é: cadas como:

a) ma-qui-na-ri-a / for-tui-to; Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
b) tun-gs-tê-nio / ri-tmo; ; última sílaba. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
c) an-do-rin-ha / sub-o-fi-ci-al; Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica recai
d) bo-ê-mi-a / ab-scis-sa; na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato
e) coe-são / si-len-cio-so. – passível
8- Indique a alternativa em que as palavras “sussurro”,
”iguaizinhos” e “gnomo”, estão corretamente divididas em Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica
sílabas: está na antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara – tím-
pano – médico – ônibus
a) sus - su - rro, igu - ai - zi - nhos, g - no - mo;
b) su - ssu - rro, i - guai - zi - nhos, gno - mo; Como podemos observar, os vocábulos possuem mais
c) sus - su - rro, i - guai - zi - nhos, gno - mo; de uma sílaba, mas em nossa língua existem aqueles com
d) su - ssur - ro, i - gu - ai - zi - nhos, gn - omo; uma sílaba somente: são os chamados monossílabos que,
e) sus - sur - ro, i - guai - zi - nhos, gno - mo. quando pronunciados, apresentam certa diferenciação
quanto à intensidade.
9- Na expressão “A icterícia nada tem a ver com he- Tal diferenciação só é percebida quando os pronun-
modiálise ou disenteria”, as palavras grifadas apresentam-
ciamos em uma dada sequência de palavras. Assim como
se corretamente divididas em sílabas na alternativa:
podemos observar no exemplo a seguir:
a) i-cte-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ria; “Sei que não vai dar em nada,
b) ic-te-rí-ci-a, he-mo-diá-li-se, dis-en-te-ria; Seus segredos sei de cor”.
c) i-c-te-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ria;
d) ic-te-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ri-a; Os monossílabos classificam-se como tônicos; os de-
e) ic-te-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ria. mais, como átonos (que, em, de).

10- Assinale a única opção em que há, um vocábulo Os acentos


cuja separação silábica não esta feita de acordo com a nor-
ma ortográfica vigente:
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras «a», «i»,
a) es-cor-re-gou / in-crí-veis;
b) in-fân-cia / cres-ci-a; «u» e sobre o «e» do grupo “em” - indica que estas letras
c) i-dei-a / lé-guas; representam as vogais tônicas de palavras como Amapá,
d) des-o-be-de-ceu / cons-tru-í-da; caí, público, parabéns. Sobre as letras “e” e “o” indica, além
e) vo-ou / sor-ri-em. da tonicidade, timbre aberto.Ex.: herói – médico – céu (di-
tongos abertos)
Respostas: 1-E / 2-C / 3-E / 4-D / 5-C / 6-D / 7-A /
8-E / 9-E / 10-D acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”,
“e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado: Ex.:
ACENTUAÇÃO GRÁFICA tâmara – Atlântico – pêssego – supôs
acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as re-
artigos e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles
gras estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se com-
põe de algumas particularidades, às quais devemos estar trema ( ¨ ) – De acordo com a nova regra, foi total-
atentos, procurando estabelecer uma relação de familia- mente abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado
ridade e, consequentemente, colocando-as em prática na em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros. Ex.:
linguagem escrita. mülleriano (de Müller)
À medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a
prática de redigir, automaticamente aprimoramos essas til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vo-
competências, e logo nos adequamos à forma padrão. gais nasais. Ex.: coração – melão – órgão – ímã

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Regras fundamentais: O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi


abolido. Ex.:
Palavras oxítonas: Antes Agora
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, crêem creem
“o”, “em”, seguidas ou não do plural(s): Pará – café(s) – ci- lêem leem
pó(s) – armazém(s) vôo voo
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos: enjôo enjoo
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, se-
guidos ou não de “s”. Ex.: pá – pé – dó – há - Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, se- que, no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais
guidas de lo, la, los, las. Ex. respeitá-lo – percebê-lo – com- acento como antes: CRER, DAR, LER e VER.
pô-lo
Repare:
Paroxítonas: 1-) O menino crê em você
Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em: Os meninos creem em você.
- i, is : táxi – lápis – júri 2-) Elza lê bem!
- us, um, uns : vírus – álbuns – fórum Todas leem bem!
- l, n, r, x, ps : automóvel – elétron - cadáver – tórax – 3-) Espero que ele dê o recado à sala.
fórceps Esperamos que os garotos deem o recado!
- ã, ãs, ão, ãos : ímã – ímãs – órfão – órgãos 4-) Rubens vê tudo!
-- Dica da Zê!: Memorize a palavra LINURXÃO. Para Eles veem tudo!
quê? Repare que essa palavra apresenta as terminações
das paroxítonas que são acentuadas: L, I N, U (aqui inclua * Cuidado! Há o verbo vir:
UM = fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará mais fácil a memo- Ele vem à tarde!
rização! Eles vêm à tarde!

-ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quan-
não de “s”: água – pônei – mágoa – jóquei do seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z. Ra-ul, ru
-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
Regras especiais:
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se esti-
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos verem seguidas do dígrafo nh. Ex: ra-i-nha, ven-to-i-nha.
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento
de acordo com a nova regra, mas desde que estejam em Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
palavras paroxítonas. precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
As formas verbais que possuíam o acento tônico na
* Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são “e” ou “i” não serão mais acentuadas. Ex.:
acentuados. Ex.: herói, céu, dói, escarcéu.
Antes Depois
Antes Agora apazigúe (apaziguar) apazigue
assembléia assembleia averigúe (averiguar) averigue
idéia ideia argúi (arguir) argui
geléia geleia
jibóia jiboia Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa
apóia (verbo apoiar) apoia do plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm (verbo
paranóico paranoico vir)

Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acom- A regra prevalece também para os verbos conter, ob-
panhados ou não de “s”, haverá acento. Ex.: saída – faísca ter, reter, deter, abster.
– baú – país – Luís ele contém – eles contêm
ele obtém – eles obtêm
Observação importante: ele retém – eles retêm
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando ele convém – eles convêm
hiato quando vierem depois de ditongo: Ex.:
Antes Agora Não se acentuam mais as palavras homógrafas que
bocaiúva bocaiuva antes eram acentuadas para diferenciá-las de outras seme-
feiúra feiura lhantes (regra do acento diferencial). Apenas em algumas
Sauípe Sauipe exceções, como:

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A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do 06. (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua sen- PE/2012) Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência”
do acentuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa recebem acento gráfico com base na mesma regra de
do singular do presente do indicativo). Ex: acentuação gráfica.
Ela pode fazer isso agora. (...) CERTO ( ) ERRADO
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou...
07. (BACEN – TÉCNICO DO BANCO CENTRAL – CES-
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da GRANRIO/2010) As palavras que se acentuam pelas mes-
preposição por. mas regras de “conferência”, “razoável”, “países” e “será”,
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “co- respectivamente, são
locar”, estaremos trabalhando com um verbo, portanto: a) trajetória, inútil, café e baú.
“pôr”; nos outros casos, “por” preposição. Ex: b) exercício, balaústre, níveis e sofá.
Faço isso por você. c) necessário, túnel, infindáveis e só.
d) médio, nível, raízes e você.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
e) éter, hífen, propôs e saída.
Questões sobre Acentuação Gráfica
08. (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011) São acen-
tuados graficamente de acordo com a mesma regra de
01. (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁRIA – acentuação gráfica os vocábulos
VUNESP/2010) Assinale a alternativa em que as palavras A) também e coincidência.
são acentuadas graficamente pelos mesmos motivos que B) quilômetros e tivéssemos.
justificam, respectivamente, as acentuações de: década, C) jogá-la e incrível.
relógios, suíços. D) Escócia e nós.
(A) flexíveis, cartório, tênis. E) correspondência e três.
(B) inferência, provável, saída.
(C) óbvio, após, países. 09. (IBAMA – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
(D) islâmico, cenário, propôs. PE/2012) As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de
(E) república, empresária, graúda. acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
(...) CERTO ( ) ERRADO
02. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) GABARITO
Assinale a alternativa com as palavras acentuadas segundo
as regras de acentuação, respectivamente, de intercâmbio 01. E 02. D 03. E 04. C 05. E
e antropológico. 06. C 07. D 08. B 09. E
(A) Distúrbio e acórdão.
(B) Máquina e jiló. RESOLUÇÃO
(C) Alvará e Vândalo.
(D) Consciência e características. 1-) Década = proparoxítona / relógios = paroxítona
(E) Órgão e órfãs. terminada em ditongo / suíços = regra do hiato
(A) flexíveis e cartório = paroxítonas terminadas em
03. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE – ditongo / tênis = paroxítona terminada em “i” (seguida
TÉCNICO EM MICROINFORMÁTICA - CESPE/2012) As pa- de “s”)
(B) inferência = paroxítona terminada em ditongo /
lavras “conteúdo”, “calúnia” e “injúria” são acentuadas de
provável = paroxítona terminada em “l” / saída = regra do
acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
hiato
( ) CERTO ( ) ERRADO
(C) óbvio = paroxítona terminada em ditongo / após
= oxítona terminada em “o” + “s” / países = regra do hiato
04. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS (D) islâmico = proparoxítona / cenário = paroxítona
GERAIS – OFICIAL JUDICIÁRIO – FUNDEP/2010) Assinale a terminada em ditongo / propôs = oxítona terminada em
afirmativa em que se aplica a mesma regra de acentuação. “o” + “s”
A) tevê – pôde – vê (E) república = proparoxítona / empresária = paroxíto-
B) únicas – histórias – saudáveis na terminada em ditongo / graúda = regra do hiato
C) indivíduo – séria – noticiários
D) diário – máximo – satélite 2-) Para que saibamos qual alternativa assinalar, pri-
meiro temos que classificar as palavras do enunciado
05. (ANATEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES- quanto à posição de sua sílaba tônica:
PE/2012) Nas palavras “análise” e “mínimos”, o emprego Intercâmbio = paroxítona terminada em ditongo; An-
do acento gráfico tem justificativas gramaticais diferentes. tropológico = proparoxítona (todas são acentuadas). Ago-
(...) CERTO ( ) ERRADO ra, vamos à análise dos itens apresentados:

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(A) Distúrbio = paroxítona terminada em ditongo; Necessário = paroxítona terminada em ditongo; túnel
acórdão = paroxítona terminada em “ão” = paroxítona terminada em “l’; infindáveis = paroxítona
(B) Máquina = proparoxítona; jiló = oxítona terminada terminada em “i + s”; só = monossílaba terminada em “o”.
em “o” d) médio, nível, raízes e você.
(C) Alvará = oxítona terminada em “a”; Vândalo = pro- Médio = paroxítona terminada em ditongo; nível = pa-
paroxítona roxítona terminada em “l’; raízes = regra do hiato; será =
(D) Consciência = paroxítona terminada em ditongo; oxítona terminada em “a”.
características = proparoxítona e) éter, hífen, propôs e saída.
(E) Órgão e órfãs = ambas: paroxítona terminada em Éter = paroxítona terminada em “r”; hífen = paroxítona
“ão” e “ã”, respectivamente. terminada em “n”; propôs = oxítona terminada em “o + s”;
saída = regra do hiato.
3-) “Conteúdo” é acentuada seguindo a regra do hiato;
calúnia = paroxítona terminada em ditongo; injúria = paro- 8-)
xítona terminada em ditongo. A) também e coincidência.
RESPOSTA: “ERRADO”. Também = oxítona terminada em “e + m”; coincidência
= paroxítona terminada em ditongo
4-) B) quilômetros e tivéssemos.
A) tevê – pôde – vê Quilômetros = proparoxítona; tivéssemos = proparo-
Tevê = oxítona terminada em “e”; pôde (pretérito per- xítona
feito do Indicativo) = acento diferencial (que ainda preva- C) jogá-la e incrível.
lece após o Novo Acordo Ortográfico) para diferenciar de Oxítona terminada em “a”; incrível = paroxítona termina-
“pode” – presente do Indicativo; vê = monossílaba termi- da em “l’
nada em “e” D) Escócia e nós.
B) únicas – histórias – saudáveis Escócia = paroxítona terminada em ditongo; nós =
Únicas = proparoxítona; história = paroxítona termi- monossílaba terminada em “o + s”
nada em ditongo; saudáveis = paroxítona terminada em E) correspondência e três.
ditongo. Correspondência = paroxítona terminada em ditongo;
C) indivíduo – séria – noticiários três = monossílaba terminada em “e + s”
Indivíduo = paroxítona terminada em ditongo; séria =
paroxítona terminada em ditongo; noticiários = paroxítona 9-) Pó = monossílaba terminada em “o”; só = monos-
terminada em ditongo. sílaba terminada em “o”; céu = monossílaba terminada em
D) diário – máximo – satélite ditongo aberto “éu”.
Diário = paroxítona terminada em ditongo; máximo = RESPOSTA: “ERRADO”.
proparoxítona; satélite = proparoxítona.
ORTOGRAFIA OFICIAL.
5-) Análise = proparoxítona / mínimos = proparoxíto-
na. Ambas são acentuadas pela mesma regra (antepenúlti- A ortografia é a parte da língua responsável pela gra-
ma sílaba é tônica, “mais forte”). fia correta das palavras. Essa grafia baseia-se no padrão
RESPOSTA: “ERRADO”. culto da língua.
As palavras podem apresentar igualdade total ou par-
6-) Indivíduo = paroxítona terminada em ditongo; diá- cial no que se refere a sua grafia e pronúncia, mesmo ten-
ria = paroxítona terminada em ditongo; paciência = paro- do significados diferentes. Essas palavras são chamadas
xítona terminada em ditongo. Os três vocábulos são acen- de homônimas (canto, do grego, significa ângulo / canto,
tuados devido à mesma regra. do latim, significa música vocal). As palavras homônimas
RESPOSTA: “CERTO”. dividem-se em homógrafas, quando têm a mesma grafia
(gosto, substantivo e gosto, 1ª pessoa do singular do verbo
7-) Vamos classificar as palavras do enunciado: gostar) e homófonas, quando têm o mesmo som (paço, pa-
1-) Conferência = paroxítona terminada em ditongo lácio ou passo, movimento durante o andar).
2-) razoável = paroxítona terminada em “l’ Quanto à grafia correta em língua portuguesa, devem-
3-) países = regra do hiato se observar as seguintes regras:
4-) será = oxítona terminada em “a”
O fonema s:
a) trajetória, inútil, café e baú.
Trajetória = paroxítona terminada em ditongo; inútil = Escreve-se com S e não com C/Ç as palavras substan-
paroxítona terminada em “l’; café = oxítona terminada em tivadas derivadas de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel,
“e” corr e sent: pretender - pretensão / expandir - expansão /
b) exercício, balaústre, níveis e sofá. ascender - ascensão / inverter - inversão / aspergir aspersão
Exercício = paroxítona terminada em ditongo; balaús- / submergir - submersão / divertir - diversão / impelir - im-
tre = regra do hiato; níveis = paroxítona terminada em “i + pulsivo / compelir - compulsório / repelir - repulsa / recorrer
s”; sofá = oxítona terminada em “a”. - recurso / discorrer - discurso / sentir - sensível / consentir
c) necessário, túnel, infindáveis e só. - consensual

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Escreve-se com SS e não com C e Ç os nomes deri- *estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento, gim.
vados dos verbos cujos radicais terminem em gred, ced, *as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com
prim ou com verbos terminados por tir ou meter: agredir poucas exceções): imagem, vertigem, penugem, bege, foge.
- agressivo / imprimir - impressão / admitir - admissão /
ceder - cessão / exceder - excesso / percutir - percussão / Observação: Exceção: pajem
regredir - regressão / oprimir - opressão / comprometer - *as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio,
compromisso / submeter - submissão litígio, relógio, refúgio.
*quando o prefixo termina com vogal que se junta com *os verbos terminados em ger e gir: eleger, mugir.
a palavra iniciada por “s”. Exemplos: a + simétrico - assimé- *depois da letra “r” com poucas exceções: emergir, sur-
trico / re + surgir - ressurgir gir.
*no pretérito imperfeito simples do subjuntivo. Exem- *depois da letra “a”, desde que não seja radical termi-
plos: ficasse, falasse nado com j: ágil, agente.
Escreve-se com J e não com G:
Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS os vocábulos *as palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje.
de origem árabe: cetim, açucena, açúcar *as palavras de origem árabe, africana ou exótica: ji-
*os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó, boia, manjerona.
Juçara, caçula, cachaça, cacique *as palavras terminada com aje: aje, ultraje.
*os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu,
uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço, O fonema ch:
esperança, carapuça, dentuço
*nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção / Escreve-se com X e não com CH:
deter - detenção / ater - atenção / reter - retenção *as palavras de origem tupi, africana ou exótica: aba-
*após ditongos: foice, coice, traição caxi, muxoxo, xucro.
*palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r): *as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J):
marte - marciano / infrator - infração / absorto - absorção
xampu, lagartixa.
*depois de ditongo: frouxo, feixe.
O fonema z:
*depois de “en”: enxurrada, enxoval.
Escreve-se com S e não com Z:
Observação: Exceção: quando a palavra de origem
*os sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é subs-
não derive de outra iniciada com ch - Cheio - (enchente)
tantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos: freguês,
freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa, etc.
*os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, me- Escreve-se com CH e não com X:
tamorfose. *as palavras de origem estrangeira: chave, chumbo,
*as formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis, chassi, mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha.
quiseste.
*nomes derivados de verbos com radicais terminados As letras e e i:
em “d”: aludir - alusão / decidir - decisão / empreender - *os ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem.
empresa / difundir - difusão Com “i”, só o ditongo interno cãibra.
*os diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís - *os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são
Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis - lapisinho escritos com “e”: caçoe, tumultue. Escrevemos com “i”, os
*após ditongos: coisa, pausa, pouso verbos com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, possui.
*em verbos derivados de nomes cujo radical termina - atenção para as palavras que mudam de sentido
com “s”: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar - pesquisar quando substituímos a grafia “e” pela grafia “i”: área (su-
perfície), ária (melodia) / delatar (denunciar), dilatar (expan-
Escreve-se com Z e não com S: dir) / emergir (vir à tona), imergir (mergulhar) / peão (de
*os sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de adje- estância, que anda a pé), pião (brinquedo).
tivo: macio - maciez / rico - riqueza
*os sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de Fonte: http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portu-
origem não termine com s): final - finalizar / concreto - con- gues/ortografia
cretizar
*como consoante de ligação se o radical não terminar Questões sobre Ortografia
com s: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal ≠ lápis +
inho - lapisinho 01. (TRE/AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2011) Entre
as frases que seguem, a única correta é:
O fonema j: a) Ele se esqueceu de que?
b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para distri-
Escreve-se com G e não com J: bui-lo entre os presentes.
*as palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa, c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas crí-
gesso. ticas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindicações 06.(IAMSPE/SP – ATENDENTE – [PAJEM] - CCI) – VU-
dos funcionários. NESP/2011) Assinale a alternativa em que o trecho – Mas
e) Não sei por que ele mereceria minha consideração. ela cresceu ... – está corretamente reescrito no plural, com o
verbo no tempo futuro.
02. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2013). Assinale a alter- (A) Mas elas cresceram...
nativa cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo
(B) Mas elas cresciam...
com a norma- -padrão.
(C) Mas elas cresçam...
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. (D) Mas elas crescem...
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório lo- (E) Mas elas crescerão...
cal.
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos. 07. (IAMSPE/SP – ATENDENTE – [PAJEM – CCI] – VU-
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos! NESP/2011 - ADAPTADA) Assinale a alternativa em que o
trecho – O teste decisivo e derradeiro para ele, cidadão an-
03. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – sioso e sofredor...– está escrito corretamente no plural.
2013). Suponha-se que o cartaz a seguir seja utilizado para (A) Os testes decisivo e derradeiros para eles, cidadãos
informar os usuários sobre o festival Sounderground. ansioso e sofredores...
Prezado Usuário
(B) Os testes decisivos e derradeiros para eles, cidadães
________ de oferecer lazer e cultura aos passageiros do
ansioso e sofredores...
metrô, ________ desta segunda-feira (25/02), ________ 17h30,
começa o Sounderground, festival internacional que presti- (C) Os testes decisivos e derradeiros para eles, cida-
gia os músicos que tocam em estações do metrô. dãos ansiosos e sofredores...
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen- (D) Os testes decisivo e derradeiros para eles, cidadões
tarão e divirta-se! ansioso e sofredores...
Para que o texto atenda à norma-padrão, devem-se (E) Os testes decisivos e derradeiros para eles, cidadães
preencher as lacunas, correta e respectivamente, com as ansiosos e sofredores...
expressões
A) A fim ...a partir ... as B) A fim ...à partir ... às 08. (MPE/RJ – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FUJB/2011)
C) A fim ...a partir ... às D) Afim ...a partir ... às Assinale a alternativa em que a frase NÃO contraria a nor-
E) Afim ...à partir ... as
ma culta:
04. (TRF - 1ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - A) Entre eu e a vida sempre houve muitos infortúnios,
FCC/2011) As palavras estão corretamente grafadas na se- por isso posso me queixar com razão.
guinte frase: B) Sempre houveram várias formas eficazes para ultra-
(A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é passarmos os infortúnios da vida.
boa a ansiedade com que enfrentam o excesso de passa- C) Devemos controlar nossas emoções todas as vezes
geiros nos aeroportos. que vermos a pobreza e a miséria fazerem parte de nossa
(B) Comete muitos deslises, talvez por sua espontanei- vida.
dade, mas nada que ponha em cheque sua reputação de D) É difícil entender o por quê de tanto sofrimento,
pessoa cortês. principalmente daqueles que procuram viver com dignida-
(C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do só- de e simplicidade.
cio de descançar após o almoço sob a frondoza árvore do
E) As dificuldades por que passamos certamente nos
pátio.
(D) Não sei se isso influe, mas a persistência dessa má- fazem mais fortes e preparados para os infortúnios da vida.
goa pode estar sendo o grande impecilho na superação
dessa sua crise. 09.Assinale a alternativa cuja frase esteja incorreta:
(E) O diretor exitou ao aprovar a retenção dessa alta A) Porque essa cara? B) Não vou porque
quantia, mas não quiz ser taxado de conivente na conces- não quero.
são de privilégios ilegítimos. C) Mas por quê? D) Você saiu por quê?

05.Em qual das alternativas a frase está corretamente 10-) (GOVERNO DO ESTADO DE ALAGOAS – TÉCNICO
escrita? FORENSE - CESPE/2013 - adaptada) Uma variante igual-
A) O mindingo não depositou na cardeneta de pou- mente correta do termo “autópsia” é autopsia.
pansa.
( ) Certo
B) O mendigo não depositou na caderneta de poupan-
ça. ( ) Errado
C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans-
sa. GABARITO
D) O mendingo não depozitou na carderneta de pou- 01.E 02. D 03. C 04. A 05. B
pansa. 06. E 07. C 08. E 09. A 10. C

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LÍNGUA PORTUGUESA

RESOLUÇÃO 7-) Como os itens apresentam o mesmo texto, a alter-


nativa correta já indica onde estão as inadequações nos
1-) demais itens.
(A) Ele se esqueceu de que? = quê?
(B) Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu para 8-) Fiz as correções entre parênteses:
distribui-lo (distribuí-lo) entre os presentes. A) Entre eu (mim) e a vida sempre houve muitos infor-
(C) Embora devêssemos (devêssemos) , não fomos ex- túnios, por isso posso me queixar com razão.
cessivos nas críticas. B) Sempre houveram (houve) várias formas eficazes
(D) O juíz (juiz) nunca (se) negou a atender às reivindi- para ultrapassarmos os infortúnios da vida.
cações dos funcionários. C) Devemos controlar nossas emoções todas as vezes
(E) Não sei por que ele mereceria minha consideração. que vermos (virmos) a pobreza e a miséria fazerem parte
de nossa vida.
2-) D) É difícil entender o por quê (o porquê) de tanto so-
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. = ta- frimento, principalmente daqueles que procuram viver com
beliães dignidade e simplicidade.
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. E) As dificuldades por que (= pelas quais; correto) pas-
= cidadãos samos certamente nos fazem mais fortes e preparados
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório lo- para os infortúnios da vida.
cal. = certidões
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos = de- 9-) Por que essa cara? = é uma pergunta e o pronome
graus está longe do ponto de interrogação.

3-) Prezado Usuário 10-) autopsia s.f., autópsia s.f.; cf. autopsia
A fim de oferecer lazer e cultura aos passageiros do me- (fonte: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/
trô, a partir desta segunda-feira (25/02), às 17h30, começa sys/start.htm?sid=23)
o Sounderground, festival internacional que prestigia os mú- RESPOSTA: “CERTO”.
sicos que tocam em estações do metrô.
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen- HÍFEN
tarão e divirta-se!
A fim = indica finalidade; a partir: sempre separado;
O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado
antes de horas: há crase
para ligar os elementos de palavras compostas (couve-flor,
ex-presidente) e para unir pronomes átonos a verbos (ofe-
4-) Fiz a correção entre parênteses:
receram-me; vê-lo-ei).
(A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é
Serve igualmente para fazer a translineação de pala-
boa a ansiedade com que enfrentam o excesso de passa-
vras, isto é, no fim de uma linha, separar uma palavra em
geiros nos aeroportos.
duas partes (ca-/sa; compa-/nheiro).
(B) Comete muitos deslises (deslizes), talvez por sua
espontaneidade, mas nada que ponha em cheque (xeque)
sua reputação de pessoa cortês. Uso do hífen que continua depois da Reforma Or-
(C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do sócio tográfica:
de descançar (descansar) após o almoço sob a frondoza
(frondosa) árvore do pátio. 1. Em palavras compostas por justaposição que formam
(D) Não sei se isso influe (influi), mas a persistência uma unidade semântica, ou seja, nos termos que se unem
dessa mágoa pode estar sendo o grande impecilho (empe- para formar um novo significado: tio-avô, porto-alegrense,
cilho) na superação dessa sua crise. luso-brasileiro, tenente-coronel, segunda-feira, conta-gotas,
(E) O diretor exitou (hesitou) ao aprovar a retenção guarda-chuva, arco- -íris, primeiro-ministro, azul-escuro.
dessa alta quantia, mas não quiz (quis) ser taxado de coni-
vente na concessão de privilégios ilegítimos. 2. Em palavras compostas por espécies botânicas e
zoológicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, abóbora-
5-) menina, erva-doce, feijão-verde.
A) O mindingo não depositou na cardeneta de pou-
pansa. = mendigo/caderneta/poupança 3. Nos compostos com elementos além, aquém, recém
C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans- e sem: além-mar, recém-nascido, sem-número, recém-casa-
sa. = mendigo/caderneta/poupança do, aquém- -fiar, etc.
D) O mendingo não depozitou na carderneta de pou-
pansa. =mendigo/depositou/caderneta/poupança 4. No geral, as locuções não possuem hífen, mas algu-
mas exceções continuam por já estarem consagradas pelo
6-) Futuro do verbo “crescer”: crescerão. Teremos: mas uso: cor- -de-rosa, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé-
elas crescerão... de-meia, água-de- -colônia, queima-roupa, deus-dará.

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LÍNGUA PORTUGUESA

5. Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte Rio- Questões sobre Hífen


Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas combinações
históricas ou ocasionais: Áustria-Hungria, Angola-Brasil, Al- 01.Assinale a alternativa em que o hífen, conforme o
sácia-Lorena, etc. novo Acordo, está sendo usado corretamente:
A) Ele fez sua auto-crítica ontem.
6. Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e su- B) Ela é muito mal-educada.
per- quando associados com outro termo que é iniciado C) Ele tomou um belo ponta-pé.
por r: hiper-resistente, inter-racial, super-racional, etc. D) Fui ao super-mercado, mas não entrei.
E) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões.
7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex-diretor,
ex- -presidente, vice-governador, vice-prefeito. 02.Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do
hífen:
8. Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-: A) Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que
pré-natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação, etc. faria uma superalimentação.
B) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada.
9. Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se, abra- C) Depois de comer a sobrecoxa, tomou um antiácido.
ça-o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc. D) Nossos antepassados realizaram vários anteproje-
tos.
10. Nas formações em que o prefixo tem como segun- E) O autodidata fez uma autoanálise.
do termo uma palavra iniciada por “h”: sub-hepático, ele-
tro-higrómetro, geo-história, neo-helênico, extra-humano, 03.Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego
semi-hospitalar, super- -homem. do hífen, respeitando-se o novo Acordo.
A) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo.
11. Nas formações em que o prefixo ou pseudo prefixo B) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal
termina na mesma vogal do segundo elemento: micro-on- do campeonato.
das, eletro-ótica, semi-interno, auto-observação, etc. C) Era um sem-vergonha, pois andava seminu.
Obs: O hífen é suprimido quando para formar outros
D) O recém-chegado veio de além-mar.
termos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar.
E) O vice-reitor está em estado pós-operatório.
- Lembre-se: ao separar palavras na translineação (mu-
dança de linha), caso a última palavra a ser escrita seja for- 04.Segundo o novo Acordo, entre as palavras pão duro
mada por hífen, repita-o na próxima linha. Exemplo: escre- (avarento), copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o
verei anti-inflamatório e, ao final, coube apenas “anti-”. Na hífen é obrigatório:
linha debaixo escreverei: “-inflamatório” (hífen em ambas A) em nenhuma delas.
B) na segunda palavra.
as linhas).
C) na terceira palavra.
D) em todas as palavras.
Não se emprega o hífen: E) na primeira e na segunda palavra.
1. Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo 05.Fez um esforço __ para vencer o campeonato __.
termina em vogal e o segundo termo inicia-se em “r” ou Qual alternativa completa corretamente as lacunas?
“s”. Nesse caso, passa-se a duplicar estas consoantes: antir- A) sobreumano/interregional
religioso, contrarregra, infrassom, microssistema, minissaia, B) sobrehumano-interregional
microrradiografia, etc. C) sobre-humano / inter-regional
2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudopre-
D) sobrehumano/ inter-regional
fixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se com
vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação, autoes- E) sobre-humano /interegional
trada, autoaprendizagem, hidroelétrico, plurianual, autoes-
cola, infraestrutura, etc. 06. Suponha que você tenha que agregar o prefixo
sub- às palavras que aparecem nas alternativas a seguir.
3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos Assinale aquela que tem de ser escrita com hífen:
“dês” e “in” e o segundo elemento perdeu o h inicial: desu- A) (sub) chefe
mano, inábil, desabilitar, etc. B) (sub) entender
C) (sub) solo
4. Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando D) (sub) reptício
o segundo elemento começar com “o”: cooperação, coo- E) (sub) liminar
brigação, coordenar, coocupante, coautor, coedição, coexistir,
etc. 07.Assinale a alternativa em que todas as palavras es-
tão grafadas corretamente:
5. Em certas palavras que, com o uso, adquiriram noção A) autocrítica, contramestre, extra-oficial
de composição: pontapé, girassol, paraquedas, paraquedis- B) infra-assinado, infra-vermelho, infra-som
ta, etc. C) semi-círculo, semi-humano, semi-internato
6. Em alguns compostos com o advérbio “bem”: benfei- D) supervida, superelegante, supermoda
to, benquerer, benquerido, etc. E) sobre-saia, mini-saia, superssaia

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LÍNGUA PORTUGUESA

08.Assinale o item em que o uso do hífen está incor- 6-) Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também
reto. diante de palavra iniciada por r. : subchefe, subentender,
A) infraestrutura / super-homem / autoeducação subsolo, sub- -reptício (sem o hífen até a leitura da pala-
B) bem-vindo / antessala /contra-regra vra será alterada; /subre/, ao invés de /sub re/), subliminar
C) contramestre / infravermelho / autoescola
D) neoescolástico / ultrassom / pseudo-herói 7-)
E) extraoficial / infra-hepático /semirreta A) autocrítica, contramestre, extraoficial
B) infra-assinado, infravermelho, infrassom
09.Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção C) semicírculo, semi-humano, semi-internato
quanto ao emprego do hífen. D) supervida, superelegante, supermoda = corretas
A) O pseudo-hermafrodita não tinha infraestrutura E) sobressaia, minissaia, supersaia
para relacionamento extraconjugal. 8-) B) bem-vindo / antessala / contrarregra
B) Era extraoficial a notícia da vinda de um extraterre-
9-) D) O antissemita tomou um antibiótico e vacina an-
no.
tirrábica.
C) Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultrama-
rinas.
D) O anti-semita tomou um anti-biótico e vacina an- 10-) C) O contrarregra comeu um contrafilé.
tirrábica.
E) Era um suboficial de uma superpotência.

10.Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto ao .1.2.2 MORFOLOGIA: ESTRUTURA


emprego do hífen. DAS PALAVRAS, FORMAÇÃO DE
A) Foi iniciada a campanha pró-leite. PALAVRAS, CLASSES DE PALAVRAS:
B) O ex-aluno fez a sua autodefesa.
CLASSIFICAÇÃO, FLEXÃO E
C) O contrarregra comeu um contra-filé.
D) Sua vida é um verdadeiro contrassenso. EMPREGO (SUBSTANTIVO,
E) O meia-direita deu início ao contra-ataque. ADJETIVO, ARTIGO, NUMERAL,
PRONOME, VERBO, ADVÉRBIO,
GABARITO PREPOSIÇÃO, CONJUNÇÃO
E INTERJEIÇÃO).
01. B 02. B 03. A 04. E 05. C
06. D 07. D 08. B 09. D 10. C

RESOLUÇÃO Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou


característica do ser e se relaciona com o substantivo.
1-) Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, per-
A) autocrítica cebemos que, além de expressar uma qualidade, ela pode
C) pontapé ser colocada ao lado de um substantivo: homem bondoso,
D) supermercado moça bondosa, pessoa bondosa.
E) infravermelhos
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qua-
lidade, não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: ho-
2-)B) Nas circunvizinhanças há uma casa mal-assom-
mem bondade, moça bondade, pessoa bondade. Bondade,
brada.
portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
3-) A) O semianalfabeto desenhou um semicírculo.
4-) Morfossintaxe do Adjetivo:
a) pão-duro / b) copo-de-leite (planta) / c) pé de mo-
leque (doce) O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função
a) Usa-se o hífen nas palavras compostas que não dentro de uma oração) relativas aos substantivos, atuando
apresentam elementos de ligação. como adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito
b) Usa-se o hífen nos compostos que designam espé- ou do objeto).
cies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos,
raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação. Adjetivo Pátrio (ou gentílico)
c) Não se usa o hífen em compostos que apresentam
elementos de ligação. Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser.
Observe alguns deles:
5-) Fez um esforço sobre-humano para vencer o cam-
peonato inter-regional. Estados e cidades brasileiros:
- Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h. Alagoas alagoano
- Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma Amapá amapaense
letra com que se inicia a outra palavra Aracaju aracajuano ou aracajuense

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LÍNGUA PORTUGUESA

Amazonas amazonense ou baré Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça
Belo Horizonte belo-horizontino função de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra
Brasília brasiliense que estiver qualificando um elemento for, originalmente,
Cabo Frio cabo-friense um substantivo, ela manterá sua forma primitiva. Exemplo:
Campinas campineiro ou campinense a palavra cinza é originalmente um substantivo; porém, se
estiver qualificando um elemento, funcionará como adje-
Adjetivo Pátrio Composto tivo. Ficará, então, invariável. Logo: camisas cinza, ternos
cinza.
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro Veja outros exemplos:
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, eru- Motos vinho (mas: motos verdes)
dita. Observe alguns exemplos: Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
África afro- / Cultura afro-americana
Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto Adjetivo Composto
-inglesas
América américo- / Companhia américo-africana É aquele formado por dois ou mais elementos. Nor-
Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses malmente, esses elementos são ligados por hífen. Apenas
China sino- / Acordos sino-japoneses o último elemento concorda com o substantivo a que se
Espanha hispano- / Mercado hispano-português refere; os demais ficam na forma masculina, singular. Caso
Europa euro- / Negociações euro-americanas um dos elementos que formam o adjetivo composto seja
França franco- ou galo- / Reuniões franco-italia- um substantivo adjetivado, todo o adjetivo composto fica-
nas rá invariável. Por exemplo: a palavra rosa é originalmente
Grécia greco- / Filmes greco-romanos um substantivo, porém, se estiver qualificando um elemen-
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas to, funcionará como adjetivo. Caso se ligue a outra pala-
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portu- vra por hífen, formará um adjetivo composto; como é um
guesa substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro ficará
Japão nipo- / Associações nipo-brasi- invariável. Por exemplo:
leiras Camisas rosa-claro.
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros Ternos rosa-claro.
Olhos verde-claros.
Flexão dos adjetivos Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
O adjetivo varia em gênero, número e grau. Obs.: - Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qual-
quer adjetivo composto iniciado por cor-de-... são sempre
Gênero dos Adjetivos invariáveis.
- Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se têm os dois elementos flexionados.
referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos
substantivos, classificam-se em: Grau do Adjetivo

Biformes - têm duas formas, sendo uma para o mas- Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a inten-
culino e outra para o feminino. Por exemplo: ativo e ativa, sidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo:
mau e má, judeu e judia. o comparativo e o superlativo.
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no
feminino somente o último elemento. Por exemplo: o moço Comparativo
norte-americano, a moça norte-americana.
Exceção: surdo-mudo e surda-muda. Nesse grau, comparam-se a mesma característica atri-
buída a dois ou mais seres ou duas ou mais característi-
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino cas atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de
como para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher igualdade, de superioridade ou de inferioridade. Observe
feliz. os exemplos abaixo:
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade
feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença No comparativo de igualdade, o segundo termo da
político-social. comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou
quão.
Número dos Adjetivos
Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Supe-
Plural dos adjetivos simples rioridade Analítico
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acor- No comparativo de superioridade analítico, entre os
do com as regras estabelecidas para a flexão numérica dos dois substantivos comparados, um tem qualidade supe-
substantivos simples. Por exemplo: mau e maus, feliz e feli- rior. A forma é analítica porque pedimos auxílio a “mais...do
zes, ruim e ruins boa e boas que” ou “mais...que”.

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LÍNGUA PORTUGUESA

O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo de Supe- radical do adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, -imo
rioridade Sintético ou érrimo. Por exemplo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo. A
forma popular é constituída do radical do adjetivo portu-
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de su- guês + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
perioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São eles: 3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, preca-
bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/superior, riíssimo, necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual,
grande/maior, baixo/inferior. as formas seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o de-
Observe que: sagradável hiato i-í.
a) As formas menor e pior são comparativos de supe-
rioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais mau, res- O advérbio, assim como muitas outras palavras exis-
pectivamente. tentes na Língua Portuguesa, advém de outras línguas.
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas Assim sendo, tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações fei- ideia de proximidade, contiguidade. Essa proximidade faz
tas entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve- referência ao processo verbal, no sentido de caracterizá-lo,
se usar as formas analíticas mais bom, mais mau,mais gran- ou seja, indicando as circunstâncias em que esse processo
de e mais pequeno. Por exemplo: se desenvolve.
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois ele- O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sen-
mentos. tido de caracterizar os processos expressos por ele. Contu-
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de do, ele não é modificador exclusivo desta classe (verbos),
duas qualidades de um mesmo elemento. pois também modifica o adjetivo e até outro advérbio. Se-
Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de In- guem alguns exemplos:
ferioridade Para quem se diz distantemente alheio a esse assunto,
Sou menos passivo (do) que tolerante. você está até bem informado.
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o ad-
Superlativo
jetivo alheio, representando uma qualidade, característica.
O artista canta muito mal.
O superlativo expressa qualidades num grau muito
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifi-
elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser
ca outro advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos
absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:
pudemos verificar que se tratava de somente uma palavra
Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de
funcionando como advérbio. No entanto, ele pode estar
um ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apre-
demarcado por mais de uma palavra, que mesmo assim
senta-se nas formas:
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de pala- não deixará de ocupar tal função. Temos aí o que chama-
vras que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: mos de locução adverbial, representada por algumas ex-
O secretário é muito inteligente. pressões, tais como: às vezes, sem dúvida, frente a frente, de
Sintética: a intensificação se faz por meio do acrésci- modo algum, entre outras.
mo de sufixos. Por exemplo: O secretário é inteligentíssimo. Dependendo das circunstâncias expressas pelos advér-
Observe alguns superlativos sintéticos: bios, eles se classificam em distintas categorias, uma vez
benéfico beneficentíssimo expressas por:
bom boníssimo ou ótimo de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pres-
comum comuníssimo sas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos
cruel crudelíssimo poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral,
difícil dificílimo frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior
doce dulcíssimo parte dos que terminam em -”mente”: calmamente, triste-
fácil facílimo mente, propositadamente, pacientemente, amorosamente,
fiel fidelíssimo docemente, escandalosamente, bondosamente, generosa-
mente
Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
um ser é intensificada em relação a um conjunto de seres. excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto,
Essa relação pode ser: quão, tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase,
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala. de todo, de muito, por completo.
De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
Note bem: amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
1) O superlativo absoluto analítico é expresso por meio doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, en-
dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, fim, afinal, breve, constantemente, entrementes, imediata-
etc., antepostos ao adjetivo. mente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às
2) O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em
duas formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, quando, de quando em quando, a qualquer momento, de
de origem vernácula. A forma erudita é constituída pelo tempos em tempos, em breve, hoje em dia

22
LÍNGUA PORTUGUESA

de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, Combinação dos Artigos
atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí,
abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, É muito presente a combinação dos artigos definidos
adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, exter- e indefinidos com preposições. Veja a forma assumida por
namente, a distância, à distancia de, de longe, de perto, em essas combinações:
cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta
de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, Preposições Artigos
de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum o, os
a ao, aos
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, provavel- de do, dos
mente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe em no, nos
por (per) pelo, pelos
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, efe- a, as um, uns uma, umas
tivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, indubi- à, às - -
tavelmente (=sem dúvida). da, das dum, duns duma, dumas
na, nas num, nuns numa, numas
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, so- pela, pelas - -
mente, simplesmente, só, unicamente
- As formas à e às indicam a fusão da preposição a
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, tam- com o artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é
bém conhecida por crase.

de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente Constatemos as circunstâncias em que os artigos se


manifestam:
de designação: Eis
de interrogação: onde? (lugar), como? (modo), quan- - Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do
do? (tempo), por quê? (causa), quanto? (preço e intensidade), numeral “ambos”: Ambos os garotos decidiram participar
para quê? (finalidade) das olimpíadas.
Locução adverbial - Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso
do artigo, outros não: São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza,
É reunião de duas ou mais palavras com valor de ad- A Bahia...
vérbio. Exemplo:
Carlos saiu às pressas. (indicando modo) - Quando indicado no singular, o artigo definido pode
Maria saiu à tarde. (indicando tempo) indicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem.

Há locuções adverbiais que possuem advérbios cor- - No caso de nomes próprios personativos, denotando
respondentes. Exemplo: Carlos saiu às pressas. = Carlos a ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso
saiu apressadamente. do artigo: O Pedro é o xodó da família.

Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de - No caso de os nomes próprios personativos estarem


modo são flexionados, sendo que os demais são todos in- no plural, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias,
variáveis. A única flexão propriamente dita que existe na os Incas, Os Astecas...
categoria dos advérbios é a de grau:
Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe - Usa-se o artigo depois do pronome indefinido to-
- longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente - do(a) para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele
inconstitucionalissimamente, etc.; (o artigo), o pronome assume a noção de qualquer.
Diminutivo: diminui a intensidade. Exemplos: perto - Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
pertinho, pouco - pouquinho, devagar - devagarinho. Toda classe possui alunos interessados e desinteressa-
Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, dos. (qualquer classe)
indica se ele está sendo empregado de maneira definida ou
indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o - Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é
gênero e o número dos substantivos. facultativo:
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo.
Classificação dos Artigos
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma
Artigos Definidos: determinam os substantivos de ideia de aproximação numérica: O máximo que ele deve ter
maneira precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal. é uns vinte anos.
Artigos Indefinidos: determinam os substantivos de - O artigo também é usado para substantivar palavras
maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu matei oriundas de outras classes gramaticais: Não sei o porquê de
um animal. tudo isso.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome re- Classificação


lativo cujo (e flexões). - Conjunções Coordenativas
Este é o homem cujo amigo desapareceu. - Conjunções Subordinativas
Este é o autor cuja obra conheço.
Conjunções coordenativas
- Não se deve usar artigo antes das palavras casa ( no
sentido de lar, moradia) e terra ( no sentido de chão firme), Dividem-se em:
a menos que venham especificadas. - ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. Ex.
Gosto de cantar e de dançar.
Eles estavam em casa. Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas
Eles estavam na casa dos amigos. também, não só...como também.
Os marinheiros permaneceram em terra.
Os marinheiros permanecem na terra dos anões. - ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de opo-
sição, de compensação. Ex. Estudei, mas não entendi nada.
- Não se emprega artigo antes dos pronomes de trata- Principais conjunções adversativas: mas, porém, contu-
mento, com exceção de senhor(a), senhorita e dona: Vossa do, todavia, no entanto, entretanto.
excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.
- ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
- Não se une com preposição o artigo que faz parte do Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
nome de revistas, jornais, obras literárias: Li a notícia em O Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora,
Estado de S. Paulo. quer...quer, já...já.
- CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às ora-
Morfossintaxe ções. Ex. Estudei muito, por isso mereço passar.
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
relações com o substantivo. Assim, nas orações da língua
portuguesa, o artigo exerce a função de adjunto adnominal - EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex.
do substantivo a que se refere. Tal função independe da É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá
função exercida pelo substantivo: fora.
A existência é uma poesia. Principais conjunções explicativas: que, porque, pois
Uma existência é a poesia. (antes do verbo), porquanto.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações
ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por Conjunções subordinativas
exemplo:
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as - CAUSAIS
amiguinhas. Principais conjunções causais: porque, visto que, já que,
uma vez que, como (= porque).
Deste exemplo podem ser retiradas três informações: Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu
as amiguinhas - COMPARATIVAS
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...
Cada informação está estruturada em torno de um ver- como, mais...do que, menos...do que.
bo: segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três ora- Ela fala mais que um papagaio.
ções:
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e - CONCESSIVAS
mostrou 3ª oração: quando viu as amiguinhas. Principais conjunções concessivas: embora, ainda que,
A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e mesmo que, apesar de, se bem que.
a terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. Indicam uma concessão, admitem uma contradição,
As palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações. um fato inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de
Observe: Gosto de natação e de futebol. estar cansada)
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são Apesar de ter chovido fui ao cinema.
partes ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra
“e” está ligando termos de uma mesma oração. - CONFORMATIVAS
Principais conjunções conformativas: como, segundo,
Morfossintaxe da Conjunção conforme, consoante
Cada um colhe conforme semeia.
As conjunções, a exemplo das preposições, não exer- Expressam uma ideia de acordo, concordância, confor-
cem propriamente uma função sintática: são conectivos. midade.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- CONSECUTIVAS No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo.


Expressam uma ideia de consequência. Toda sua raiva se traduz numa palavra: Droga! Ele poderia
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou sim-
“tanto”, “tão”, “tamanho”). plesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
Falou tanto que ficou rouco. As sentenças da língua costumam se organizar de for-
ma lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e
- FINAIS os distribui em posições adequadas a cada um deles. As in-
Expressam ideia de finalidade, objetivo. terjeições, por outro lado, são uma espécie de “palavra-fra-
Todos trabalham para que possam sobreviver. se”, ou seja, há uma ideia expressa por uma palavra (ou um
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, conjunto de palavras - locução interjetiva) que poderia ser
porque (=para que), colocada em termos de uma sentença. Veja os exemplos:
Bravo! Bis!
- PROPORCIONAIS bravo e bis: interjeição = sentença (sugestão): “Foi
Principais conjunções proporcionais: à medida que,
muito bom! Repitam!”
quanto mais, ao passo que, à proporção que.
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé... ai: interjeição = senten-
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
ça (sugestão): “Isso está doendo!” ou “Estou com dor!”
- TEMPORAIS
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, que não há uma ideia organizada de maneira lógica, como
logo que. são as sentenças da língua, mas sim a manifestação de um
Quando eu sair, vou passar na locadora. suspiro, um estado da alma decorrente de uma situação
particular, um momento ou um contexto específico. Exem-
Diferença entre orações causais e explicativas plos:
Ah, como eu queria voltar a ser criança!
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
(OSA) e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos de- Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
paramos com a dúvida de como distinguir uma oração hum: expressão de um pensamento súbito = interjei-
causal de uma explicativa. Veja os exemplos: ção
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser
atropelado”: O significado das interjeições está vinculado à maneira
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificati- como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que
va ou uma explicação do fato expresso na oração anterior. dita o sentido que a expressão vai adquirir em cada contex-
b) As orações são coordenadas e, por isso, indepen- to de enunciação. Exemplos:
dentes uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expres-
orações que vêm marcadas por vírgula. são na rua; significado da interjeição (sugestão): “Estou te
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado. chamando! Ei, espere!”
Outra dica é, quando a oração que antecede a OC Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expres-
(Oração Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, são em um hospital; significado da interjeição (sugestão):
ela será explicativa. “Por favor, faça silêncio!”
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo im- Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
perativo)
puxa: interjeição; tom da fala: euforia
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra
puxa: interjeição; tom da fala: decepção
cidade porque não havia cemitério no local.”
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê-la é 1) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria,
colocá-la no início do período, introduzida pela conjunção tristeza, dor, etc.
como - o que não ocorre com a CS Explicativa. Você faz o que no Brasil?
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar Eu? Eu negocio com madeiras.
os mortos em outra cidade. Ah, deve ser muito interessante.
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente
dependentes uma da outra. 2) Sintetizar uma frase apelativa
Cuidado! Saia da minha frente.
Interjeição é a palavra invariável que exprime emo-
ções, sensações, estados de espírito, ou que procura agir As interjeições podem ser formadas por:
sobre o interlocutor, levando-o a adotar certo comporta- - simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
mento sem que, para isso, seja necessário fazer uso de es- - palavras: Oba!, Olá!, Claro!
truturas linguísticas mais elaboradas. Observe o exemplo: - grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!,
Droga! Preste atenção quando eu estou falando! Ora bolas!

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LÍNGUA PORTUGUESA

A ideia expressa pela interjeição depende muitas ve- Observações:


zes da entonação com que é pronunciada; por isso, pode - As interjeições são como frases resumidas, sintéticas.
ocorrer que uma interjeição tenha mais de um sentido. Por Por exemplo: Ué! = Eu não esperava por essa!, Perdão! =
exemplo: Peço-lhe que me desculpe.
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contra-
riedade) - Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o
Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria) seu tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes
gramaticais podem aparecer como interjeições.
Classificação das Interjeições Viva! Basta! (Verbos)
Fora! Francamente! (Advérbios)
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!, - A interjeição pode ser considerada uma “palavra-fra-
se” porque sozinha pode constituir uma mensagem. Ex.:
Atenção!, Olha!, Alerta!
Socorro!, Ajudem-me!, Silêncio!, Fique quieto!
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
- Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imita-
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
tivas, que exprimem ruídos e vozes. Ex.: Pum! Miau! Bum-
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, ba! Zás! Plaft! Pof! Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!,
Eia!, Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca! etc.
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, - Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com
Boa! a sua homônima “oh!”, que exprime admiração, alegria,
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã! tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, e não a fazemos depois do “ó” vocativo.
Safa!, Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora! “Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!” (Olavo Bilac)
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá! Oh! a jornada negra!” (Olavo Bilac)
- Desculpa: Perdão!
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, - Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas
Oh!, Eh! de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, no diminutivo ou no superlativo: Calminha! Adeusinho!
Epa!, Ora! Obrigadinho!
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!,
Quê!, Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Interjeições, leitura e produção de textos
Cruz!, Putz!
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Usadas com muita frequência na língua falada informal,
Raios!, Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora! quando empregadas na língua escrita, as interjeições cos-
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade! tumam conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquiali-
- Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!, dade. Além disso, elas podem muitas vezes indicar traços
Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha- pessoais do falante - como a escassez de vocabulário, o
me, Deus! temperamento agressivo ou dócil, até mesmo a origem
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio! geográfica. É nos textos narrativos - particularmente nos
- Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh! diálogos - que comumente se faz uso das interjeições com
o objetivo de caracterizar personagens e, também, graças à
sua natureza sintética, agilizar as falas. Natureza sintética e
Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto
conteúdo mais emocional do que racional fazem das inter-
é, não sofrem variação em gênero, número e grau como
jeições presença constante nos textos publicitários.
os nomes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto
e voz como os verbos. No entanto, em uso específico, al- Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
gumas interjeições sofrem variação em grau. Deve-se ter morf89.php
claro, neste caso, que não se trata de um processo natural
dessa classe de palavra, mas tão só uma variação que a Numeral é a palavra que indica os seres em termos
linguagem afetiva permite. Exemplos: oizinho, bravíssimo, numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os
até loguinho. situa em determinada sequência.
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco.
Locução Interjetiva [quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”]
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma Eu quero café duplo, e você?
expressão com sentido de interjeição. Por exemplo : Ora ...[duplo: numeral = atributo numérico de “café”]
bolas! Quem me dera! Virgem Maria! Meu Deus! A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor!
Ó de casa! Ai de mim! Valha-me Deus! Graças a Deus! ...[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequên-
Alto lá! Muito bem! cia de “fila”]

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LÍNGUA PORTUGUESA

Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a ex-
pressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata de numerais, mas sim de algarismos.
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras
consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par,
ambos(as), novena.

Classificação dos Numerais

Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico: um, dois, cem mil, etc.
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada: primeiro, segundo, centésimo, etc.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada:
dobro, triplo, quíntuplo, etc.

Leitura dos Numerais


Separando os números em centenas, de trás para frente, obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no
início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”.
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte e seis.
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.

Flexão dos numerais

Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas
em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número:
milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.

Os numerais ordinais variam em gênero e número:


primeiro segundo milésimo
primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
primeiras segundas milésimas

Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro do esforço e con-
seguiram o triplo de produção.
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses triplas do
medicamento.
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças
partes
Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sen-
tido. É o que ocorre em frases como:
“Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda divisão de futebol)

Emprego dos Numerais

*Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo
e a partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo:

Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)

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LÍNGUA PORTUGUESA

*Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)

*Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são lar-
gamente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência.
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância da solidariedade. Ambos agora participam das atividades
comunitárias de seu bairro.
Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática. Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinqüenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo ou noningentésimo -nongentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo

Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normal-
mente há uma subordinação do segundo termo em relação ao primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.

Tipos de Preposição
1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente como preposições: a, ante, perante, após, até, com, contra,
de, desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.

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LÍNGUA PORTUGUESA

2. Preposições acidentais: palavras de outras classes Em + este(s) = neste(s)


gramaticais que podem atuar como preposições: como, Em + esta(s) = nesta(s)
durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto. Em + esse(s) = nesse(s)
3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valen- Em + aquele(s) = naquele(s)
do como uma preposição, sendo que a última palavra é Em + aquela(s) = naquela(s)
uma delas: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a res- Em + isto = nisto
peito de, de acordo com, em cima de, embaixo de, em frente Em + isso = nisso
a, ao redor de, graças a, junto a, com, perto de, por causa de, Em + aquilo = naquilo
por cima de, por trás de. A + aquele(s) = àquele(s)
A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto A + aquela(s) = àquela(s)
pode unir-se a outras palavras e assim estabelecer concor- A + aquilo = àquilo
dância em gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por Dicas sobre preposição
+ a = pela.
Vale ressaltar que essa concordância não é caracterís-
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome
tica da preposição, mas das palavras às quais ela se une.
pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los? Caso o “a”
Esse processo de junção de uma preposição com outra
seja um artigo, virá precedendo um substantivo. Ele servirá
palavra pode se dar a partir de dois processos:
para determiná-lo como um substantivo singular e femi-
1. Combinação: A preposição não sofre alteração. nino.
preposição a + artigos definidos o, os A dona da casa não quis nos atender.
a + o = ao Como posso fazer a Joana concordar comigo?
preposição a + advérbio onde
a + onde = aonde - Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração. termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
Preposição + Artigos Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para pro-
De + o(s) = do(s) curar um tratamento adequado.
De + a(s) = da(s)
De + um = dum - Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o
De + uns = duns lugar e/ou a função de um substantivo.
De + uma = duma Temos Maria como parte da família. / Nós a temos como
De + umas = dumas parte da família
Em + o(s) = no(s) Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém.
Em + a(s) = na(s) / Creio que a conhecemos melhor que ninguém.
Em + um = num
Em + uma = numa 2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio
Em + uns = nuns das preposições:
Em + umas = numas Destino = Irei para casa.
A + à(s) = à(s) Modo = Chegou em casa aos gritos.
Por + o = pelo(s) Lugar = Vou ficar em casa;
Por + a = pela(s) Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
Preposição + Pronomes
Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
De + ele(s) = dele(s)
Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o tra-
De + ela(s) = dela(s)
tamento.
De + este(s) = deste(s)
De + esta(s) = desta(s) Instrumento = Escreveu a lápis.
De + esse(s) = desse(s) Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
De + essa(s) = dessa(s) Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
De + aquele(s) = daquele(s) Companhia = Estarei com ele amanhã.
De + aquela(s) = daquela(s) Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
De + isto = disto Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
De + isso = disso Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
De + aquilo = daquilo Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
De + aqui = daqui Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
De + aí = daí Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
De + ali = dali
De + outro = doutro(s) Fonte:
De + outra = doutra(s) http://www.infoescola.com/portugues/preposicao/

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LÍNGUA PORTUGUESA

Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou Os pronomes pessoais variam de acordo com as fun-
a ele se refere, ou que acompanha o nome, qualificando-o ções que exercem nas orações, podendo ser do caso reto
de alguma forma. ou do caso oblíquo.

A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus so- Pronome Reto
nhos!
[substituição do nome] Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sen-
A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bo- tença, exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
nita! Nós lhe ofertamos flores.
[referência ao nome]
Essa moça morava nos meus sonhos! Os pronomes retos apresentam flexão de número, gê-
[qualificação do nome] nero (apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a
principal flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso.
Grande parte dos pronomes não possuem significados Dessa forma, o quadro dos pronomes retos é assim confi-
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro gurado:
de um contexto, o qual nos permite recuperar a referên-
cia exata daquilo que está sendo colocado por meio dos - 1ª pessoa do singular: eu
pronomes no ato da comunicação. Com exceção dos pro- - 2ª pessoa do singular: tu
nomes interrogativos e indefinidos, os demais pronomes - 3ª pessoa do singular: ele, ela
têm por função principal apontar para as pessoas do dis- - 1ª pessoa do plural: nós
curso ou a elas se relacionar, indicando-lhes sua situação - 2ª pessoa do plural: vós
no tempo ou no espaço. Em virtude dessa característica, - 3ª pessoa do plural: eles, elas
os pronomes apresentam uma forma específica para cada
pessoa do discurso. Atenção: esses pronomes não costumam ser usados
como complementos verbais na língua-padrão. Frases
como “Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
eu até aqui”, comuns na língua oral cotidiana, devem ser
[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
evitadas na língua formal escrita ou falada. Na língua for-
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
mal, devem ser usados os pronomes oblíquos correspon-
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se
dentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a na praça”, “Trouxeram-
fala]
me até aqui”.
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem Obs.: frequentemente observamos a omissão do pro-
se fala] nome reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as pró-
prias formas verbais marcam, através de suas desinências,
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras as pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto: Fizemos
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em núme- boa viagem. (Nós)
ro (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência
através do pronome seja coerente em termos de gênero Pronome Oblíquo
e número (fenômeno da concordância) com o seu objeto,
mesmo quando este se apresenta ausente no enunciado. Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na
sentença, exerce a função de complemento verbal (objeto
Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da nos- direto ou indireto) ou complemento nominal.
sa escola neste ano. Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância
adequada] Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma
[neste: pronome que determina “ano” = concordância variante do pronome pessoal do caso reto. Essa variação
adequada] indica a função diversa que eles desempenham na oração:
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concor- pronome reto marca o sujeito da oração; pronome oblíquo
dância inadequada] marca o complemento da oração.
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou
tônicos.
Pronomes Pessoais
Pronome Oblíquo Átono
São aqueles que substituem os substantivos, indicando
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve São chamados átonos os pronomes oblíquos que não
assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, são precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica
“vós”, “você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e fraca: Ele me deu um presente.
“ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim con-
ou às pessoas de quem fala. figurado:

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LÍNGUA PORTUGUESA

- 1ª pessoa do singular (eu): me Observe que as únicas formas próprias do pronome tô-
- 2ª pessoa do singular (tu): te nico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe demais repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
- 1ª pessoa do plural (nós): nos - As preposições essenciais introduzem sempre prono-
- 2ª pessoa do plural (vós): vos mes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o uso da
língua formal, os pronomes costumam ser usados desta
Observações: forma:
O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se Não há mais nada entre mim e ti.
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união en- Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
tre o pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por Não há nenhuma acusação contra mim.
acompanhar diretamente uma preposição, o pronome Não vá sem mim.
“lhe” exerce sempre a função de objeto indireto na oração.
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos Atenção: Há construções em que a preposição, apesar
diretos como objetos indiretos. de surgir anteposta a um pronome, serve para introduzir
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como uma oração cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o
objetos diretos. verbo pode ter sujeito expresso; se esse sujeito for um pro-
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combi- nome, deverá ser do caso reto.
nar-se com os pronomes o, os, a, as, dando origem a for- Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
mas como mo, mos , ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, Não vá sem eu mandar.
lhas; no-lo, no-los, no-la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las.
Observe o uso dessas formas nos exemplos que seguem: - A combinação da preposição “com” e alguns prono-
- Trouxeste o pacote? mes originou as formas especiais comigo, contigo, consigo,
- Sim, entreguei-to ainda há pouco. conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos fre-
- Não contaram a novidade a vocês? quentemente exercem a função de adjunto adverbial de
- Não, no-la contaram. companhia.
No português do Brasil, essas combinações não são Ele carregava o documento consigo.
usadas; até mesmo na língua literária atual, seu emprego - As formas “conosco” e “convosco” são substituídas
é muito raro. por “com nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais
são reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios,
Atenção: Os pronomes o, os, a, as assumem formas todos, ambos ou algum numeral.
especiais depois de certas terminações verbais. Quando o Você terá de viajar com nós todos.
verbo termina em -z, -s ou -r, o pronome assume a forma Estávamos com vós outros quando chegaram as más
lo, los, la ou las, ao mesmo tempo que a terminação verbal notícias.
é suprimida. Por exemplo: Ele disse que iria com nós três.
fiz + o = fi-lo
fazeis + o = fazei-lo Pronome Reflexivo
dizer + a = dizê-la São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcio-
nem como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome as- da oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação
sume as formas no, nos, na, nas. Por exemplo: expressa pelo verbo.
viram + o: viram-no O quadro dos pronomes reflexivos é assim configura-
repõe + os = repõe-nos do:
retém + a: retém-na - 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
tem + as = tem-nas Eu não me vanglorio disso.
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
Pronome Oblíquo Tônico
- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos Assim tu te prejudicas.
por preposições, em geral as preposições a, para, de e com. Conhece a ti mesmo.
Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função
de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica - 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.
forte. Guilherme já se preparou.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim con- Ela deu a si um presente.
figurado: Antônio conversou consigo mesmo.
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo - 1ª pessoa do plural (nós): nos.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela Lavamo-nos no rio.
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco - 2ª pessoa do plural (vós): vos.
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas Vós vos beneficiastes com a esta conquista.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.


Eles se conheceram.
Elas deram a si um dia de folga.

A Segunda Pessoa Indireta


A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso inter-
locutor (portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
que podem ser observados no quadro seguinte:

Pronomes de Tratamento

Vossa Alteza V. A. príncipes, duques


Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) acerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e oficiais-generais
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus

Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados no
tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento familiar. Você e vocês são largamente empregados no português
do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é de uso frequente; em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito
à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.

Observações:
a) Vossa Excelência X Sua Excelência : os pronomes de tratamento que possuem “Vossa (s)” são empregados em rela-
ção à pessoa com quem falamos: Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este encontro.

*Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.

- Os pronomes de tratamento representam uma forma indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao tratar-
mos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, estamos nos endereçando à excelência que esse deputado suposta-
mente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.

- 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento dirijam-se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a
3ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar
na 3ª pessoa.
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.

- Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do
texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não
poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa.
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus cabelos. (correto)
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (correto)

Pronomes Possessivos

São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa
possuída).
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)

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LÍNGUA PORTUGUESA

NÚMERO PESSOA PRONOME


singular primeira meu(s), minha(s)
singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s)
plural primeira nosso(s), nossa(s)
plural segunda vosso(s), vossa(s)
plural terceira seu(s), sua(s)

Note que: A forma do possessivo depende da pessoa gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com
o objeto possuído: Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento difícil.

Observações:

1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar da alteração fonética da palavra senhor: Muito obrigado, seu
José.

2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse. Podem ter outros empregos, como:
a) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha.

b) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40 anos.

c) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.

3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o pronome possessivo fica na 3ª pessoa: Vossa Excelência trouxe
sua mensagem?

4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus livros e anota-
ções.

5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos átonos assumem valor de possessivo: Vou seguir-lhe os
passos. (= Vou seguir seus passos.)

Pronomes Demonstrativos

Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao
contexto. Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou discurso.
No espaço:
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro está perto da pessoa que fala.
Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o carro está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa
que fala.
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo.

Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto por meio de correspondência, que é uma modalidade escri-
ta de fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro localiza os seres em relação ao emissor; o segundo,
em relação ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade.
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universi-
dade destinatária).
Reafirmamos a disposição desta universidade em participar no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que
envia a mensagem).
No tempo:
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere ao ano presente.
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se referindo a um passado distante.

- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou invariáveis, observe:


Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s).
Invariáveis: isto, isso, aquilo.
- Também aparecem como pronomes demonstrativos:
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.) - Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lu-
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela gar do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase.
que te indiquei.) São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, nin-
guém, outrem, quem, tudo.
- mesmo(s), mesma(s): Estas são as mesmas pessoas Algo o incomoda?
que o procuraram ontem. Quem avisa amigo é.

- próprio(s), própria(s): Os próprios alunos resolveram - Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser
o problema. expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
- semelhante(s): Não compre semelhante livro. Cada povo tem seus costumes.
Certas pessoas exercem várias profissões.
- tal, tais: Tal era a solução para o problema.
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos,
ora pronomes indefinidos adjetivos:
Note que:
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos),
- Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
construções redundantes, com finalidade expressiva, para
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
salientar algum termo anterior. Por exemplo: Manuela, essa quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),
é que dera em cheio casando com o José Afonso. Desfrutar tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
das belezas brasileiras, isso é que é sorte! Menos palavras e mais ações.
Alguns se contentam pouco.
- O pronome demonstrativo neutro ou pode represen- Os pronomes indefinidos podem ser divididos em va-
tar um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso riáveis e invariáveis. Observe:
em que aparece, geralmente, como objeto direto, predi- Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário,
cativo ou aposto: O casamento seria um desastre. Todos o tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca,
pressentiam. vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, ne-
nhuns, todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos,
- Para evitar a repetição de um verbo anteriormente algumas, nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas,
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo outras, quantas.
fazer, chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada,
faz as vezes de): Ninguém teve coragem de falar antes que algo, cada.
ela o fizesse.
São locuções pronominais indefinidas:
- Em frases como a seguinte, este se refere à pessoa
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em cada qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que),
primeiro lugar: O referido deputado e o Dr. Alcides eram quem quer (que), seja quem for, seja qual for, todo aquele
amigos íntimos; aquele casado, solteiro este. [ou então: este (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro,
solteiro, aquele casado] uma ou outra, etc.
Cada um escolheu o vinho desejado.
- O pronome demonstrativo tal pode ter conotação
Indefinidos Sistemáticos
irônica: A menina foi a tal que ameaçou o professor?
Ao observar atentamente os pronomes indefinidos,
- Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em
percebemos que existem alguns grupos que criam oposi-
com pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, ção de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm
disso, nisso, no, etc: Não acreditei no que estava vendo. (no sentido afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm
= naquilo) sentido negativo; todo/tudo, que indicam uma totalidade
afirmativa, e nenhum/nada, que indicam uma totalidade
Pronomes Indefinidos negativa; alguém/ninguém, que se referem à pessoa, e
algo/nada, que se referem à coisa; certo, que particulariza,
São palavras que se referem à terceira pessoa do dis- e qualquer, que generaliza.
curso, dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando Essas oposições de sentido são muito importantes na
quantidade indeterminada. construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém vezes dependem a solidez e a consistência dos argumen-
-plantadas. tos expostos. Observe nas frases seguintes a força que os
pronomes indefinidos destacados imprimem às afirmações
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa de que fazem parte:
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser hu- prático.
mano que seguramente existe, mas cuja identidade é des- Certas pessoas conseguem perceber sutilezas: não são
conhecida ou não se quer revelar. Classificam-se em: pessoas quaisquer.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Pronomes Relativos

São aqueles que representam nomes já mencionados anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as
orações subordinadas adjetivas.
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = oração subordinada adjetiva).
O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sis-
tema” é antecedente do pronome relativo que.
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome demonstrativo o, a, os, as.
Não sei o que você está querendo dizer.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem expresso.
Quem casa, quer casa.
Observe:
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
Note que:
- O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego, sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído
por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for um substantivo.
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)
- O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para
verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles
são usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza ou depois de determinadas preposições: Regressando
de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria ambiguidade.)
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.)

- O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se refere a uma oração: Não chegou a ser padre, mas deixou de
ser poeta, que era a sua vocação natural.

- O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente, mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos
quais, das quais.
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas.
(antecedente) (consequente)
- “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo:
Emprestei tantos quantos foram necessários.
(antecedente)
Ele fez tudo quanto havia falado.
(antecedente)

- O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre precedido de preposição.


É um professor a quem muito devemos.
(preposição)

- “Onde”, como pronome relativo, sempre possui antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar: A casa
onde morava foi assaltada.
- Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em que.
Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no exterior.

- Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:


- como (= pelo qual): Não me parece correto o modo como você agiu semana passada.
- quando (= em que): Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.

- Os pronomes relativos permitem reunir duas orações numa só frase.


O futebol é um esporte.
O povo gosta muito deste esporte.
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.

35
LÍNGUA PORTUGUESA

- Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode O pronome oblíquo átono pode assumir três posições
ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de na oração em relação ao verbo:
gente que conversava, (que) ria, (que) fumava. 1. próclise: pronome antes do verbo
2. ênclise: pronome depois do verbo
Pronomes Interrogativos 3. mesóclise: pronome no meio do verbo

São usados na formulação de perguntas, sejam elas di- Próclise


retas ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos,
referem- -se à 3ª pessoa do discurso de modo A próclise é aplicada antes do verbo quando temos:
- Palavras com sentido negativo:
impreciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual
Nada me faz querer sair dessa cama.
(e variações), quanto (e variações).
Não se trata de nenhuma novidade.
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas - Advérbios:
preferes. Nesta casa se fala alemão.
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quan- Naquele dia me falaram que a professora não veio.
tos passageiros desembarcaram.
- Pronomes relativos:
Sobre os pronomes: A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje.
Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram.
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função
de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo - Pronomes indefinidos:
quando desempenha função de complemento. Vamos en- Quem me disse isso?
tender, primeiramente, como o pronome pessoal surge na Todos se comoveram durante o discurso de despedida.
frase e que função exerce. Observe as orações:
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar. - Pronomes demonstrativos:
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia Isso me deixa muito feliz!
lhe ajudar. Aquilo me incentivou a mudar de atitude!

- Preposição seguida de gerúndio:


Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso indicado à pesquisa escolar.
reto. Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe”
exercendo função de complemento, e, consequentemente, - Conjunção subordinativa:
é do caso oblíquo. Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso,
o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para Ênclise
a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se
devia ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe). A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta
não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos áto-
Importante: Em observação à segunda oração, o em- nos. A ênclise vai acontecer quando:
prego do pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do ver- - O verbo estiver no imperativo afirmativo:
bo intransitivo “ajudar” porque o pronome oblíquo pode Amem-se uns aos outros.
estar antes, depois ou entre locução verbal, caso o verbo Sigam-me e não terão derrotas.
principal (no caso “ajudar”) esteja no infinitivo ou gerúndio.
Eu desejo lhe perguntar algo. - O verbo iniciar a oração:
Diga-lhe que está tudo bem.
Eu estou perguntando-lhe algo.
Chamaram-me para ser sócio.
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou - O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da pre-
tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição, posição “a”:
diferentemente dos segundos que são sempre precedidos Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
de preposição. Passaram a cumprimentar-se mutuamente.
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que - O verbo estiver no gerúndio:
eu estava fazendo. Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de despreo-
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim cupada.
o que eu estava fazendo. Despediu-se, beijando-me a face.

A colocação pronominal é a posição que os prono- - Houver vírgula ou pausa antes do verbo:
mes pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação Se passar no concurso em outra cidade, mudo-me no
ao verbo a que se referem. São pronomes oblíquos átonos: mesmo instante.
me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos. Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Mesóclise (A) Ela não lembrava-se do caminho de volta.


(B) A menina tinha distanciado-se muito da família.
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado (C) A garota disse que perdeu-se dos pais.
no futuro do presente ou no futuro do pretérito: (D) O pai alegrou-se ao encontrar a filha.
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela (E) Ninguém comprometeu-se a ajudar a criança.
se realizará)
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma 05. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2011). Assinale a alter-
proposta a você) nativa cujo emprego do pronome está em conformidade
com a norma padrão da língua.
Questões sobre Pronome (A) Não autorizam-nos a ler os comentários sigilosos.
(B) Nos falaram que a diplomacia americana está aba-
01. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2012). lada.
Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não (C) Ninguém o informou sobre o caso WikiLeaks.
está claro até onde pode realmente chegar uma política ba- (D) Conformado, se rendeu às punições.
seada em melhorar a eficiência sem preços adequados para (E) Todos querem que combata-se a corrupção.
o carbono, a água e (na maioria dos países pobres) a terra.
É verdade que mesmo que a ameaça dos preços do carbono 06. (Papiloscopista Policial = Vunesp - 2013). Assinale
e da água faça em si diferença, as companhias não podem a alternativa correta quanto à colocação pronominal, de
suportar ter de pagar, de repente, digamos, 40 dólares por acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
tonelada de carbono, sem qualquer preparação. Portanto, (A) Para que se evite perder objetos, recomenda-se
elas começam a usar preços-sombra. Ainda assim, ninguém que eles sejam sempre trazidos junto ao corpo.
encontrou até agora uma maneira de quantificar adequada- (B) O passageiro ao lado jamais imaginou-se na situa-
mente os insumos básicos. E sem eles a maioria das políticas ção de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida.
de crescimento verde sempre será a segunda opção. (C) Nos sentimos impotentes quando não consegui-
(Carta Capital, 27.06.2012. Adaptado) mos restituir um objeto à pessoa que o perdeu.
Os pronomes “elas” e “eles”, em destaque no texto, re- (D) O homem se indignou quando propuseram-lhe
que abrisse a bolsa que encontrara.
ferem- -se, respectivamente, a
(E) Em tratando-se de objetos encontrados, há uma
(A) dúvidas e preços.
tendência natural das pessoas em devolvê-los a seus do-
(B) dúvidas e insumos básicos.
nos.
(C) companhias e insumos básicos.
(D) companhias e preços do carbono e da água.
07. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP – 2013).
(E) políticas de crescimento e preços adequados.
Há pessoas que, mesmo sem condições, compram produ-
tos______ não necessitam e______ tendo de pagar tudo______
02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013- prazo.
adap.). Fazendo-se as alterações necessárias, o trecho gri- Assinale a alternativa que preenche as lacunas, correta
fado está corretamente substituído por um pronome em: e respectivamente, considerando a norma culta da língua.
A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-lo A) a que … acaba … à
B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo- B) com que … acabam … à
lhes desalentado C) de que … acabam … a
C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem D) em que … acaba … a
de conhecê-lo? E) dos quais … acaba … à
D) ...não parecia ser um importante industrial... − não
parecia ser-lhe 08. (Agente de Apoio Socioeducativo – VUNESP –
E) incomodaram o general... − incomodaram-no 2013-adap.). Assinale a alternativa que substitui, correta e
respectivamente, as lacunas do trecho.
03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.). ______alguns anos, num programa de televisão, uma jo-
A substituição do elemento grifado pelo pronome cor- vem fazia referência______ violência______ o brasileiro estava
respondente, com os necessários ajustes, foi realizada de sujeito de forma cômica.
modo INCORRETO em: A) Fazem... a ... de que
A) mostrando o rio= mostrando-o. B) Faz ...a ... que
B) como escolher sítio= como escolhê-lo. C) Fazem ...à ... com que D) Faz ...à ... que
C) transpor [...] as matas espessas= transpor-lhes. E) Faz ...à ... a que
D) Às estreitas veredas[...] nada acrescentariam =
nada lhes acrescentariam. 09. (TRF 3ª região- Técnico Judiciário - /2014)
E) viu uma dessas marcas= viu uma delas. As sereias então devoravam impiedosamente os tripu-
lantes.
04. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013). Assinale a ... ele conseguiu impedir a tripulação de perder a ca-
alternativa em que o pronome destacado está posicionado beça...
de acordo com a norma-padrão da língua. ... e fez de tudo para convencer os tripulantes...

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LÍNGUA PORTUGUESA

Fazendo-se as alterações necessárias, os segmentos 5-)


grifados acima foram corretamente substituídos por um (A) Não nos autorizam a ler os comentários sigilosos.
pronome, na ordem dada, em: (B) Falaram-nos que a diplomacia americana está aba-
(A) devoravam-nos − impedi-la − convencê-los lada.
(B) devoravam-lhe − impedi-las − convencer-lhes (D) Conformado, rendeu-se às punições.
(C) devoravam-no − impedi-las − convencer-lhes (E) Todos querem que se combata a corrupção.
(D) devoravam-nos − impedir-lhe − convencê-los
(E) devoravam-lhes − impedi-la − convencê-los 6-)
10. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013- (B) O passageiro ao lado jamais se imaginou na situa-
adap.). No trecho, – Em ambos os casos, as câmeras dos ção de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida.
estabelecimentos felizmente comprovam os acontecimen- (C) Sentimo-nos impotentes quando não conseguimos
tos, e testemunhas vão ajudar a polícia na investigação. restituir um objeto à pessoa que o perdeu.
(D) O homem indignou-se quando lhe propuseram
– de acordo com a norma-padrão, os pronomes que subs-
que abrisse a bolsa que encontrara.
tituem, corretamente, os termos em destaque são:
(E) Em se tratando de objetos encontrados, há uma
A) os comprovam … ajudá-la.
tendência natural das pessoas em devolvê-los a seus do-
B) os comprovam …ajudar-la.
nos.
C) os comprovam … ajudar-lhe. 7-) Há pessoas que, mesmo sem condições, compram
D) lhes comprovam … ajudar-lhe. produtos de que não necessitam e acabam tendo
E) lhes comprovam … ajudá-la. de pagar tudo a prazo.
GABARITO 8-) Faz alguns anos, num programa de televisão, uma
jovem fazia referência à violência a que o brasileiro
01. C 02. E 03. C 04. D 05. C estava sujeito de forma cômica.
06. A 07. C 08. E 09. A 10. A Faz, no sentido de tempo passado = sempre no sin-
gular
RESOLUÇÃO
9-)
1-) Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primei- devoravam - verbo terminado em “m” = pronome
ro, não está claro até onde pode realmente chegar uma oblíquo no/na (fizeram-na, colocaram-no)
política baseada em melhorar a eficiência sem preços ade- impedir - verbo transitivo direto = pede objeto direto;
quados para o carbono, a água e (na maioria dos países “lhe” é para objeto indireto
pobres) a terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos convencer - verbo transitivo direto = pede objeto dire-
preços do carbono e da água faça em si diferença, as com- to; “lhe” é para objeto indireto
panhias não podem suportar ter de pagar, de repente, di- (A) devoravam-nos − impedi-la − convencê-los
gamos, 40 dólares por tonelada de carbono, sem qualquer
preparação. Portanto, elas começam a usar preços-som- 10-) – Em ambos os casos, as câmeras dos estabeleci-
bra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma ma- mentos felizmente comprovam os acontecimentos, e teste-
neira de quantificar adequadamente os insumos básicos. munhas vão ajudar a polícia na investigação.
E sem eles a maioria das políticas de crescimento verde felizmente os comprovam ... ajudá-la
sempre será a segunda opção. (advérbio)

Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Subs-


2-)
tantivo é a classe gramatical de palavras variáveis, as quais
A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-los
denominam os seres. Além de objetos, pessoas e fenôme-
B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo-os
nos, os substantivos também nomeiam:
desalentado
C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem de -lugares: Alemanha, Porto Alegre...
conhecê-las ? -sentimentos: raiva, amor...
D) ...não parecia ser um importante industrial... − não -estados: alegria, tristeza...
parecia sê-lo -qualidades: honestidade, sinceridade...
-ações: corrida, pescaria...
3-) transpor [...] as matas espessas= transpô-las
Morfossintaxe do substantivo
4-)
(A) Ela não se lembrava do caminho de volta. Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em
(B) A menina tinha se distanciado muito da família. geral exerce funções diretamente relacionadas com o ver-
(C) A garota disse que se perdeu dos pais. bo: atua como núcleo do sujeito, dos complementos ver-
(E) Ninguém se comprometeu a ajudar a criança bais (objeto direto ou indireto) e do agente da passiva.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Pode ainda funcionar como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como núcleo do predicativo do sujeito, do
objeto ou como núcleo do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos de adjuntos adnominais e de adjun-
tos adverbiais - quando essas funções são desempenhadas por grupos de palavras.

Classificação dos Substantivos

1- Substantivos Comuns e Próprios


Observe a definição: s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Brasil,
toda a sede de município é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).

Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada cidade.
Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum.
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma genérica: cidade, menino, homem,
mulher, país, cachorro.
Estamos voando para Barcelona.

O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Próprio: é
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma particular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.

2 - Substantivos Concretos e Abstratos



LÂMPADA MALA

Os substantivos lâmpada e mala designam seres com existência própria, que são independentes de outros seres. São
substantivos concretos.

Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe, independentemente de outros seres.
Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo real e do mundo imaginário.
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília, etc.
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc.

Observe agora:
Beleza exposta
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual.

O substantivo beleza designa uma qualidade.

Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que dependem de outros para se manifestar ou existir.
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou
coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar. Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato.
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraí-
dos, e sem os quais não podem existir: vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade (sentimento).

3 - Substantivos Coletivos

Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra abelha, mais outra abelha.
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.

Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais
outra abelha...
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural.
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular (enxame) para designar um conjunto de seres da mesma
espécie (abelhas).

O substantivo enxame é um substantivo coletivo.

Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mesmo estando no singular, designa um conjunto de seres da mes-
ma espécie.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Substantivo coletivo Conjunto de:


assembleia pessoas reunidas
alcateia l obos
acervo livros
antologia trechos literários selecionados
arquipélago ilhas
banda músicos
bando desordeiros ou malfeitores
banca examinadores
batalhão soldados
cardume peixes
caravana viajantes peregrinos
cacho frutas
cáfila camelos
cancioneiro canções, poesias líricas
colmeia abelhas
chusma gente, pessoas
concílio bispos
congresso parlamentares, cientistas.
elenco atores de uma peça ou filme
esquadra navios de guerra
enxoval roupas
falange soldados, anjos
fauna animais de uma região
feixe lenha, capim
flora vegetais de uma região
frota navios mercantes, ônibus
girândola fogos de artifício
horda bandidos, invasores
junta médicos, bois, credores, examinadores
júri jurados
legião soldados, anjos, demônios
leva presos, recrutas
malta malfeitores ou desordeiros
manada búfalos, bois, elefantes,
matilha cães de raça
molho chaves, verduras
multidão pessoas em geral
ninhada pintos
nuvem insetos (gafanhotos, mosquitos, etc.)
penca bananas, chaves
pinacoteca pinturas, quadros
quadrilha ladrões, bandidos
ramalhete flores
rebanho ovelhas
récua bestas de carga, cavalgadura
repertório peças teatrais, obras musicais
réstia alhos ou cebolas
romanceiro poesias narrativas
revoada pássaros
sínodo párocos
talha lenha
tropa muares, soldados
turma estudantes, trabalhadores
vara porcos

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LÍNGUA PORTUGUESA

Formação dos Substantivos mas, uma para o masculino e outra para o feminino. Obser-
ve: gato – gata, homem – mulher, poeta – poetisa, prefeito
Substantivos Simples e Compostos - prefeita
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a
terra. Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam
O substantivo chuva é formado por um único elemento uma única forma, que serve tanto para o masculino quanto
ou radical. É um substantivo simples. para o feminino. Classificam-se em:
- Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos: a
Substantivo Simples: é aquele formado por um único
cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré
elemento.
fêmea.
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja
agora: O substantivo guarda-chuva é formado por dois ele- - Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pes-
mentos (guarda + chuva). Esse substantivo é composto. soas: a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio,
o ídolo, o indivíduo.
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou - Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pes-
mais elementos. Outros exemplos: beija-flor, passatempo. soas por meio do artigo: o colega e a colega, o doente e a
doente, o artista e a artista.
Substantivos Primitivos e Derivados
Meu limão meu limoeiro, Saiba que: Substantivos de origem grega terminados
meu pé de jacarandá... em ema ou oma, são masculinos: o fonema, o poema, o
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou sistema, o sintoma, o teorema.
de nenhum outro dentro de língua portuguesa. - Existem certos substantivos que, variando de gêne-
ro, variam em seu significado: o rádio (aparelho receptor)
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de
e a rádio (estação emissora) o capital (dinheiro) e a capital
nenhuma outra palavra da própria língua portuguesa. O
substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir (cidade)
da palavra limão.
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
Substantivo Derivado: é aquele que se origina de ou-
tra palavra. - Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno
- aluna.
Flexão dos substantivos - Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao
masculino: freguês - freguesa
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variá- - Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino
vel quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por de três formas:
exemplo, pode sofrer variações para indicar: - troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
Plural: meninos Feminino: menina - troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
Aumentativo: meninão Diminutivo: menininho
-troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
Flexão de Gênero
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão
Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar - sultana
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, há
dois gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao gênero - Substantivos terminados em -or:
masculino os substantivos que podem vir precedidos dos - acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes: - troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
O velho e o mar
Um Natal inesquecível - Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: côn-
Os reis da praia sul - consulesa / abade - abadessa / poeta - poetisa / duque
- duquesa / conde - condessa / profeta - profetisa
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que
podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
- Substantivos que formam o feminino trocando o -e
A história sem fim
final por -a: elefante - elefanta
Uma cidade sem passado
As tartarugas ninjas
- Substantivos que têm radicais diferentes no masculi-
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes no e no feminino: bode – cabra / boi - vaca

Substantivos Biformes (= duas formas): ao indicar no- - Substantivos que formam o feminino de maneira es-
mes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está pecial, isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
relacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas for- czar – czarina réu - ré

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LÍNGUA PORTUGUESA

Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata, a
Epicenos: cataplasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a libido,
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros. a cal, a faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa).

Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso - São geralmente masculinos os substantivos de ori-
ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma gem grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilo-
para indicar o masculino e o feminino. grama, o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma telefonema, o estratagema, o dilema, o teorema, o trema, o
para designar os dois sexos. Esses substantivos são cha- eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o traco-
mados de epicenos. No caso dos epicenos, quando houver ma, o hematoma.
a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se palavras
macho e fêmea. Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
A cobra macho picou o marinheiro.
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira. Gênero dos Nomes de Cidades:

Sobrecomuns: Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.


Entregue as crianças à natureza.
A histórica Ouro Preto.
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo mas- A dinâmica São Paulo.
culino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem A acolhedora Porto Alegre.
o artigo nem um possível adjetivo permitem identificar o Uma Londres imensa e triste.
sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja: Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
A criança chorona chamava-se João.
A criança chorona chamava-se Maria. Gênero e Significação:
Outros substantivos sobrecomuns:
Muitos substantivos têm uma significação no masculi-
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa
no e outra no feminino. Observe: o baliza (soldado que, que
criatura.
à frente da tropa, indica os movimentos que se deve realizar
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de
em conjunto; o que vai à frente de um bloco carnavalesco,
Marcela faleceu
manejando um bastão), a baliza (marco, estaca; sinal que
marca um limite ou proibição de trânsito), o cabeça (chefe),
Comuns de Dois Gêneros:
a cabeça (parte do corpo), o cisma (separação religiosa, dissi-
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
dência), a cisma (ato de cismar, desconfiança), o cinza (a cor
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? cinzenta), a cinza (resíduos de combustão), o capital (dinhei-
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma ro), a capital (cidade), o coma (perda dos sentidos), a coma
vez que a palavra motorista é um substantivo uniforme. (cabeleira), o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro),
A distinção de gênero pode ser feita através da análise a coral (cobra venenosa), o crisma (óleo sagrado, usado na
do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substanti- administração da crisma e de outros sacramentos), a crisma
vo: o colega - a colega; o imigrante - a imigrante; um jovem (sacramento da confirmação), o cura (pároco), a cura (ato de
- uma jovem; artista famoso - artista famosa; repórter fran- curar), o estepe (pneu sobressalente), a estepe (vasta planície
cês - repórter francesa de vegetação), o guia (pessoa que guia outras), a guia (docu-
mento, pena grande das asas das aves), o grama (unidade de
- A palavra personagem é usada indistintamente nos peso), a grama (relva), o caixa (funcionário da caixa), a caixa
dois gêneros. (recipiente, setor de pagamentos), o lente (professor), a lente
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada (vidro de aumento), o moral (ânimo), a moral (honestidade,
preferência pelo masculino: O menino descobriu nas nuvens bons costumes, ética), o nascente (lado onde nasce o Sol), a
os personagens dos contos de carochinha. nascente (a fonte), o maria-fumaça (trem como locomotiva
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o femini- a vapor), maria-fumaça (locomotiva movida a vapor), o pala
no: O problema está nas mulheres de mais idade, que não (poncho), a pala (parte anterior do boné ou quepe, antepa-
aceitam a personagem. ro), o rádio (aparelho receptor), a rádio (estação emissora), o
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo voga (remador), a voga (moda, popularidade).
fotográfico Ana Belmonte.
Observe o gênero dos substantivos seguintes: Flexão de Número do Substantivo

Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó Em português, há dois números gramaticais: o singular,


(pena), o sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o que indica um ser ou um grupo de seres, e o plural, que
maracajá, o clã, o hosana, o herpes, o pijama, o suéter, o indica mais de um ser ou grupo de seres. A característica
soprano, o proclama, o pernoite, o púbis. do plural é o “s” final.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Plural dos Substantivos Simples adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-ho-


mens
- Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras
“n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã –
ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural). Exceção: cânon - Flexiona-se somente o segundo elemento, quando
- cânones. formados de:
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
- Os substantivos terminados em “m” fazem o plural palavra invariável + palavra variável = alto-falante e
em “ns”: homem - homens. alto- -falantes
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-re-
- Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plu- cos
ral pelo acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz - raízes.
- Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
Atenção: O plural de caráter é caracteres. formados de:
substantivo + preposição clara + substantivo = água-
- Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam- de-colônia e águas-de-colônia
se no plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quintais; cara- substantivo + preposição oculta + substantivo = cava-
col – caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e males, cônsul lo-vapor e cavalos-vapor
e cônsules. substantivo + substantivo que funciona como determi-
nante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do
- Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de termo anterior:
duas maneiras: palavra-chave - palavras-chave, bomba-relógio - bom-
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis bas-relógio, notícia-bomba - notícias-bomba, homem-rã -
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis. homens-rã, peixe- -espada - peixes-espada.
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada). - Permanecem invariáveis, quando formados de:
- Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
duas maneiras:
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os sa-
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o
ca-rolhas
acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam inva-
- Casos Especiais
riáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
o louva-a-deus e os louva-a-deus
o bem-te-vi e os bem-te-vis
- Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural
de três maneiras. o bem-me-quer e os bem-me-queres
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações o joão-ninguém e os joões-ninguém.
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos Plural das Palavras Substantivadas
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras
- Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: classes gramaticais usadas como substantivo, apresentam,
o látex - os látex. no plural, as flexões próprias dos substantivos.
Pese bem os prós e os contras.
Plural dos Substantivos Compostos O aluno errou na prova dos noves.
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
-A formação do plural dos substantivos compostos de-
pende da forma como são grafados, do tipo de palavras Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou
que formam o composto e da relação que estabelecem en- “z” não variam no plural: Nas provas mensais consegui mui-
tre si. Aqueles que são grafados sem hífen comportam-se tos seis e alguns dez.
como os substantivos simples: aguardente/aguardentes,
girassol/girassóis, pontapé/pontapés, malmequer/ Plural dos Diminutivos
malmequeres.
O plural dos substantivos compostos cujos elementos Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final
são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e e acrescenta-se o sufixo diminutivo.
discussões. Algumas orientações são dadas a seguir: pãe(s) + zinhos = pãezinhos
animai(s) + zinhos = animaizinhos
- Flexionam-se os dois elementos, quando formados botõe(s) + zinhos = botõezinhos
de: chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores farói(s) + zinhos = faroizinhos
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-per- tren(s) + zinhos = trenzinhos
feitos colhere(s) + zinhas = colherezinhas

43
LÍNGUA PORTUGUESA

flore(s) + zinhas = florezinhas Particularidades sobre o Número dos Substantivos


mão(s) + zinhas = mãozinhas
papéi(s) + zinhos = papeizinhos - Há substantivos que só se usam no singular: o sul, o
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
funi(s) + zinhos = funizinhos - Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsames,
túnei(s) + zinhos = tuneizinhos as espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes.
pai(s) + zinhos = paizinhos - Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do
pé(s) + zinhos = pezinhos singular: bem (virtude) e bens (riquezas), honra (probidade,
pé(s) + zitos = pezitos bom nome) e honras (homenagem, títulos).
- Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas
Plural dos Nomes Próprios Personativos com sentido de plural:
Aqui morreu muito negro.
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas
improvisadas.
sempre que a terminação preste-se à flexão.
Os Napoleões também são derrotados.
Flexão de Grau do Substantivo
As Raquéis e Esteres.
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir
Plural dos Substantivos Estrangeiros as variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considera-
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser es- do normal. Por exemplo: casa
critos como na língua original, acrescentando-se “s” (exce-
to quando terminam em “s” ou “z”): os shows, os shorts, os - Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho
jazz. do ser. Classifica-se em:
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adje-
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acor- tivo que indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
do com as regras de nossa língua: os clubes, os chopes, os Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
jipes, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os garçons, os ré- cador de aumento. Por exemplo: casarão.
quiens.
Observe o exemplo: - Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho
Este jogador faz gols toda vez que joga. do ser. Pode ser:
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa. Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo
que indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Plural com Mudança de Timbre Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
cador de diminuição. Por exemplo: casinha.
Certos substantivos formam o plural com mudança de
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa,
fonético chamado metafonia (plural metafônico). número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
Singular Plural ocorrência (nascer); desejo (querer).
corpo (ô) corpos (ó) O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não
os seus possíveis significados. Observe que palavras como
esforço esforços
corrida, chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo
fogo fogos
ao de alguns verbos mencionados acima; não apresentam,
forno fornos
porém, todas as possibilidades de flexão que esses verbos
fosso fossos
possuem.
imposto impostos
olho olhos Estrutura das Formas Verbais
osso (ô) ossos (ó) Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
ovo ovos apresentar os seguintes elementos:
poço poços - Radical: é a parte invariável, que expressa o significa-
porto portos do essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-ava; fal-am.
posto postos (radical fal-)
tijolo tijolos - Tema: é o radical seguido da vogal temática que in-
dica a conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo:
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bol- fala-r
sos, esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc. São três as conjugações: 1ª - Vogal Temática - A - (fa-
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), lar), 2ª - Vogal Temática - E - (vender), 3ª - Vogal Temática
de molho (ó) = feixe (molho de lenha). - I - (partir).

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Desinência modo-temporal: é o elemento que de- Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
signa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo: Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.) Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.)
** São impessoais, ainda:
- Desinência número-pessoal: é o elemento que de- 1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando
signa a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (sin- tempo: Já passa das seis.
gular ou plural): 2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) de, indicando suficiência: Basta de tolices. Chega de blas-
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.) fêmias.
3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está
Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem re-
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, ferência a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda,
pois a forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, nesse caso, classificar o sujeito como hipotético, tornando-
apesar de haver desaparecido do infinitivo, revela-se em se, tais verbos, então, pessoais.
algumas formas do verbo: põe, pões, põem, etc. 4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente
de “ser possível”. Por exemplo:
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas Não deu para chegar mais cedo.
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura Dá para me arrumar uns trocados?
dos verbos com o conceito de acentuação tônica, perce-
bemos com facilidade que nas formas rizotônicas o acento * Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conju-
tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por gam-se apenas nas terceiras pessoas, do singular e do
exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico não cai plural.
no radical, mas sim na terminação verbal: opinei, aprende- A fruta amadureceu.
rão, nutriríamos. As frutas amadureceram.
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como
Classificação dos Verbos verbos pessoais na linguagem figurada: Teu irmão amadu-
Classificam-se em:
receu bastante.
- Regulares: são aqueles que possuem as desinências
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alte-
Entre os unipessoais estão os verbos que significam
rações no radical: canto cantei cantarei cantava
vozes de animais; eis alguns: bramar: tigre, bramir: crocodi-
cantasse.
lo, cacarejar: galinha, coaxar: sapo, cricrilar: grilo
- Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca altera-
ções no radical ou nas desinências: faço fiz farei fi-
Os principais verbos unipessoais são:
zesse.
- Defectivos: são aqueles que não apresentam conju- 1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser
gação completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais (preciso, necessário, etc.):
e pessoais: Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos
* Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Nor- bastante.)
malmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
principais verbos impessoais são: É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
** haver, quando sinônimo de existir, acontecer, reali-
zar-se ou fazer (em orações temporais). 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, segui-
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) dos da conjunção que.
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) fumar.)
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo
Cláudia. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
** fazer, ser e estar (quando indicam tempo) Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
Era primavera quando a conheci. * Pessoais: não apresentam algumas flexões por moti-
Estava frio naquele dia. vos morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
- verbo falir. Este verbo teria como formas do presente
** Todos os verbos que indicam fenômenos da natu- do indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o
reza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, que provavelmente causaria problemas de interpretação
amanhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, em certos contextos.
“Amanheci mal-humorado”, usa-se o verbo “amanhecer”
em sentido figurado. Qualquer verbo impessoal, emprega- - verbo computar. Este verbo teria como formas do
do em sentido figurado, deixa de ser impessoal para ser presente do indicativo computo, computas, computa - for-
pessoal. mas de sonoridade considerada ofensiva por alguns ouvi-

45
LÍNGUA PORTUGUESA

dos gramaticais. Essas razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas verbais repudiadas por alguns gramáti-
cos: exemplo disso é o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a popularização da informática, tem sido
conjugado em todos os tempos, modos e pessoas.

- Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma
ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas curtas
(particípio irregular). Observe:

INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR

Anexar Anexado Anexo


Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto

INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR

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Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto
Pegar Pegado Pego
Soltar Soltado Solto

- Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Por exemplo: Ir, Pôr, Ser, Saber (vou, vais,
ides, fui, foste, pus, pôs, punha, sou, és, fui, foste, seja).

- Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal,
quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.

Vou espantar as moscas.


(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora do debate.


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Os noivos foram cumprimentados por todos os presentes.


(verbo auxiliar) (verbo principal no particípio)

Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

Conjugação dos Verbos Auxiliares

SER - Modo Indicativo


Presente Pret.Perfeito Pretérito Imp. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.do Pres. Fut. Do Pretérito
sou fui era fora serei seria
és foste eras foras serás serias
é foi era fora será seria
somos fomos éramos fôramos seremos seríamos
sois fostes éreis fôreis sereis seríeis
são foram eram foram serão seriam

SER - Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro


que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

46
LÍNGUA PORTUGUESA

SER - Modo Imperativo

Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês

SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles

ESTAR - Modo Indicativo


Presente Pret. perf. Pret. Imperf. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.doPres. Fut.do Preté.
estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam

ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo


Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo
esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

ESTAR - Formas Nominais


Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio
estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

HAVER - Modo Indicativo


Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Pret.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
hei houve havia houvera haverei haveria
hás houveste havias houveras haverás haverias
há houve havia houvhouvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

47
LÍNGUA PORTUGUESA

HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo


Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo
haja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

HAVER - Formas Nominais


Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio
haver haver havendo havido
haveres
haver
havermos
haverdes
haverem

TER - Modo Indicativo


Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Preté.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
Tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

TER - Modo Subjuntivo e Imperativo


Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo
Tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

- Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na
mesma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no
próprio sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:

- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abs-
ter-se, ater- -se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a reflexibilidade
já está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado lá.
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela
mesma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula inte-
grante do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de reforço da ideia
reflexiva expressa pelo radical do próprio verbo.
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respectivos pronomes):
Eu me arrependo
Tu te arrependes
Ele se arrepende
Nós nos arrependemos
Vós vos arrependeis
Eles se arrependem

- 2. Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto repre-
sentado por pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em
geral, os verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser conjugados com os pronomes mencionados,
formando o que se chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.

48
LÍNGUA PORTUGUESA

A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode - Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo: ou advérbio. Por exemplo:
Maria penteou-me. Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de ad-
vérbio)
Observações: Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função de
- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes adjetivo)
oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em
função sintática. curso; na forma composta, uma ação concluída. Por exem-
- Há verbos que também são acompanhados de pro- plo:
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.
nomes oblíquos átonos, mas que não são essencialmente
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.
pronominais, são os verbos reflexivos. Nos verbos refle-
- Particípio: quando não é empregado na formação
xivos, os pronomes, apesar de se encontrarem na pessoa
dos tempos compostos, o particípio indica geralmente o
idêntica à do sujeito, exercem funções sintáticas. Por exem- resultado de uma ação terminada, flexionando-se em gê-
plo: nero, número e grau. Por exemplo:
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me Terminados os exames, os candidatos saíram.
(objeto direto) - 1ª pessoa do singular
Quando o particípio exprime somente estado, sem
Modos Verbais nenhuma relação temporal, assume verdadeiramente a
função de adjetivo (adjetivo verbal). Por exemplo: Ela foi a
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas aluna escolhida para representar a escola.
pelo verbo na expressão de um fato. Em Português, exis-
tem três modos: Tempos Verbais
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu
sempre estudo. Tomando-se como referência o momento em que se
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos
Talvez eu estude amanhã. tempos. Veja:
Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estuda 1. Tempos do Indicativo
- Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste
agora, menino.
colégio.
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido
Formas Nominais
num momento anterior ao atual, mas que não foi comple-
tamente terminado: Ele estudava as lições quando foi inter-
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda for- rompido.
mas que podem exercer funções de nomes (substantivo, - Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num
adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado:
nominais. Observe: Ele estudou as lições ontem à noite.
- Infinitivo Impessoal: exprime a significação do ver- - Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato
bo de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já tinha es-
de substantivo. Por exemplo: tudado as lições quando os amigos chegaram. (forma com-
Viver é lutar. (= vida é luta) posta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram.
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) (forma simples).
- Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presen- ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento
te (forma simples) ou no passado (forma composta). Por atual: Ele estudará as lições amanhã.
exemplo: - Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode
É preciso ler este livro. ocorrer posteriormente a um determinado fato passado:
Era preciso ter lido este livro. Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.

2. Tempos do Subjuntivo
- Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três
- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no mo-
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não mento atual: É conveniente que estudes para o exame.
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do im- - Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado,
pessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira: mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele ven-
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu) cesse o jogo.
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.: termos (nós)
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.: terdes (vós) Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas cons-
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.: terem (eles) truções em que se expressa a ideia de condição ou desejo.
Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma Por exemplo: Se ele viesse ao clube, participaria do cam-
boa colocação. peonato.

49
LÍNGUA PORTUGUESA

- Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quando ele vier
à loja, levará as encomendas.

Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à
loja, levará as encomendas.

Presente do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

Pretérito Perfeito do Indicativo


1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

Pretérito mais-que-perfeito
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal (1ª/2ª e 3ª conj.) Desinência pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M

Pretérito Imperfeito do Indicativo


1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM

Futuro do Presente do Indicativo


1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

50
LÍNGUA PORTUGUESA

Futuro do Pretérito do Indicativo


1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM

Presente do Subjuntivo
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação).

1ª conjug. 2ª conjug. 3ª conju. Des. temporal Des.temporal Desinên. pessoal


1ª conj. 2ª/3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, ob-
tendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número
e pessoa correspondente.

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, ob-
tendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de número e
pessoa correspondente.

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pes-


soal
1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM PartiREM R EM

51
LÍNGUA PORTUGUESA

Modo Imperativo

Imperativo Afirmativo
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda
pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:

Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo

Eu canto --- Que eu cante


Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
Imperativo Negativo
Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo

Que eu cante ---


Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles

Observações:

- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).

Infinitivo Pessoal
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender parti
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM

Questões sobre Verbo

01. (Agente Polícia Vunesp 2013) Considere o trecho a seguir.


É comum que objetos ___________ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados se as pes-
soas _____________ a atenção voltada para seus pertences, conservando-os junto ao corpo.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.
(A) sejam … mantesse (
(B) sejam … mantivessem
(C) sejam … mantém (
((E) seja … mantêm

02. (Escrevente TJ SP Vunesp 2012-adap.) Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão apresentando quedas
sucessivas de 2005 para cá. –, a locução verbal em destaque expressa ação
(A) concluída.
(B) atemporal.
(C) contínua.
(D) hipotética.
(E) futura.

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LÍNGUA PORTUGUESA

03. (Escrevente TJ SP Vunesp 2013-adap.) Sem querer (A) Caso a criança se havia perdido…
estereotipar, mas já estereotipando: trata-se de um ser cujas (B) Caso a criança perdeu…
interações sociais terminam, 99% das vezes, diante da per- (C) Caso a criança se perca…
gunta “débito ou crédito?”. (D) Caso a criança estivera perdida…
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de (E) Caso a criança se perda…
(A) considerar ao acaso, sem premeditação.
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido 08. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP – 2013-
dela. adap.). Assinale a alternativa em que o verbo destacado está
(C) adotar como referência de qualidade. no tempo futuro.
(D) julgar de acordo com normas legais. A) Os consumidores são assediados pelo marketing …
(E) classificar segundo ideias preconcebidas.
B) … somente eles podem decidir se irão ou não com-
prar.
04. (Escrevente TJ SP Vunesp 2013) Assinale a alterna-
tiva contendo a frase do texto na qual a expressão verbal C) É como se abrissem em nós uma “caixa de necessi-
destacada exprime possibilidade. dades”…
(A) ... o cientista Theodor Nelson sonhava com um sis- D) … de onde vem o produto…?
tema capaz de disponibilizar um grande número de obras E) Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas…
literárias...
(B) Funcionando como um imenso sistema de informa- 09. (Papiloscopista Policial – VUNESP – 2013). Assina-
ção e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enorme le a alternativa em que a concordância das formas verbais
arquivo virtual. destacadas se dá em conformidade com a norma-padrão
(C) Isso acarreta uma textualidade que funciona por da língua.
associação, e não mais por sequências fixas previamente (A) Chegou, para ajudar a família, vários amigos e vizi-
estabelecidas. nhos.
(D) Desde o surgimento da ideia de hipertexto, esse (B) Haviam várias hipóteses acerca do que poderia ter
conceito está ligado a uma nova concepção de textuali- acontecido com a criança.
dade... (C) Fazia horas que a criança tinha saído e os pais já
(E) Criou, então, o “Xanadu”, um projeto para disponi- estavam preocupados.
bilizar toda a literatura do mundo... (D) Era duas horas da tarde, quando a criança foi en-
contrada.
05.(POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – ALUNO
(E) Existia várias maneiras de voltar para casa, mas a
SOLDADO COMBATENTE – FUNCAB/2012) No trecho: “O
crescimento econômico, se associado à ampliação do empre- criança se perdeu mesmo assim.
go, PODE melhorar o quadro aqui sumariamente descrito.”,
se passarmos o verbo destacado para o futuro do pretérito 10. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
do indicativo, teremos a forma: NESP – 2013-adap.). Leia as frases a seguir.
A) puder. I. Havia onze pessoas jogando pedras e pedaços de ma-
B) poderia. deira no animal.
C) pôde. II. Existiam muitos ferimentos no boi.
D) poderá. III. Havia muita gente assustando o boi numa avenida
E) pudesse. movimentada.
Substituindo-se o verbo Haver pelo verbo Existir e este
06. (Escrevente TJ SP Vunesp 2013) Assinale a alterna- pelo verbo Haver, nas frases, têm-se, respectivamente:
tiva em que todos os verbos estão empregados de acordo A) Existia – Haviam – Existiam
com a norma-padrão. B) Existiam – Havia – Existiam
(A) Enviaram o texto, para que o revíssemos antes da C) Existiam – Haviam – Existiam
impressão definitiva. D) Existiam – Havia – Existia
(B) Não haverá prova do crime se o réu se manter em E) Existia – Havia – Existia
silêncio.
(C) Vão pagar horas-extras aos que se disporem a tra-
balhar no feriado. GABARITO
(D) Ficarão surpresos quando o verem com a toga...
(E) Se você quer a promoção, é necessário que a reque- 01. B 02. C 03. E 04. B 05. B
ra a seu superior. 06. A 07. C 08. B 09. C 10. D

07. (Papiloscopista Policial Vunesp 2013-adap.) Assina- RESOLUÇÃO


le a alternativa que substitui, corretamente e sem alterar o
sentido da frase, a expressão destacada em – Se a crian- 1-) É comum que objetos sejam esquecidos em
ça se perder, quem encontrá-la verá na pulseira instruções locais públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evi-
para que envie uma mensagem eletrônica ao grupo ou tados se as pessoas mantivessem a atenção voltada para
acione o código na internet. seus pertences, conservando-os junto ao corpo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

2-) os níveis de pessoas sem emprego estão apresen- Verbos irregulares são verbos que sofrem alterações
tando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução ver- em seu radical ou em suas desinências, afastando-se do
bal em destaque expressa ação contínua (= não concluída) modelo a que pertencem.
No português, para verificar se um verbo sofre altera-
3-) Sem querer estereotipar, mas já estereotipando: ções, basta conjugá-lo no presente e no pretérito perfeito
trata-se de um ser cujas interações sociais terminam, 99% do indicativo. Ex: faço – fiz, trago – trouxe, posso - pude.
das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”. Não é considerada irregularidade a alteração gráfica
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de do radical de certos verbos para conservação da regulari-
dade fônica. Ex: embarcar – embarco, fingir – finjo.
classificar segundo ideias preconcebidas.
Exemplo de conjugação do verbo “dar” no presente do
4-) (B) Funcionando como um imenso sistema de infor- indicativo:
mação e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enor- Eu dou
me arquivo virtual. = verbo no futuro do pretérito Tu dás
Ele dá
5-) Conjugando o verbo “poder” no futuro do pretérito Nós damos
do Indicativo: eu poderia, tu poderias, ele poderia, nós po- Vós dais
deríamos, vós poderíeis, eles poderiam. O sujeito da oração Eles dão
é crescimento econômico (singular), portanto, terceira pes-
soa do singular (ele) = poderia. Percebe-se que há alteração do radical, afastando-se
do original “dar” durante a conjugação, sendo considerado
6-) verbo irregular.
(B) Não haverá prova do crime se o réu se mantiver em Exemplo: Conjugação do verbo valer:
silêncio.
(C) Vão pagar horas-extras aos que se dispuserem a Modo Indicativo
trabalhar no feriado. Presente
eu valho
(D) Ficarão surpresos quando o virem com a toga...
tu vales
(E) Se você quiser a promoção, é necessário que a re- ele vale
queira a seu superior. nós valemos
vós valeis
7-) Caso a criança se perca…(perda = substantivo: eles valem
Houve uma grande perda salarial...)
Pretérito Perfeito do Indicativo
8-) eu vali
A) Os consumidores são assediados pelo marketing = tu valeste
presente ele valeu
C) É como se abrissem em nós uma “caixa de necessi- nós valemos
dades”… = pretérito do Subjuntivo vós valestes
D) … de onde vem o produto…? = presente eles valeram
E) Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas… = Pretérito Imperfeito do Indicativo
pretérito perfeito eu valia
9-) tu valias
(A) Chegaram, para ajudar a família, vários amigos e ele valia
nós valíamos
vizinhos.
vós valíeis
(B) Havia várias hipóteses acerca do que poderia ter eles valiam
acontecido com a criança.
(D) Eram duas horas da tarde, quando a criança foi en- Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo
contrada. eu valera
(E) Existiam várias maneiras de voltar para casa, mas a tu valeras
criança se perdeu mesmo assim. ele valera
nós valêramos
10-) I. Havia onze pessoas jogando pedras e pedaços vós valêreis
de madeira no animal. eles valeram
II. Existiam muitos ferimentos no boi.
III. Havia muita gente assustando o boi numa avenida Futuro do Presente do Indicativo
movimentada. eu valerei
Haver – sentido de existir= invariável, impessoal; tu valerás
existir = variável. Portanto, temos: ele valerá
I – Existiam onze pessoas... nós valeremos
II – Havia muitos ferimentos... vós valereis
III – Existia muita gente... eles valerão

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LÍNGUA PORTUGUESA

Futuro do Pretérito do Indicativo Infinitivo


eu valeria Infinitivo Pessoal
tu valerias por valer eu
ele valeria por valeres tu
nós valeríamos por valer ele
vós valeríeis por valermos nós
eles valeriam por valerdes vós
por valerem eles
Mais-que-perfeito Composto do Indicativo
eu tinha valido Infinitivo Impessoal = valer
tu tinhas valido Particípio = Valido
ele tinha valido
nós tínhamos valido Acompanhe abaixo uma lista com os principais verbos
vós tínheis valido irregulares:
eles tinham valido Dizer
Presente do indicativo: Digo, dizes, diz, dizemos, di-
Gerúndio do verbo valer = valendo zeis, dizem.

Modo Subjuntivo Pretérito perfeito do indicativo: Disse, disseste, disse,


Presente dissemos, dissestes, disseram.
que eu valha
que tu valhas Futuro do presente do indicativo: Direi, dirás, dirá,
que ele valha diremos, direis, dirão.
que nós valhamos
que vós valhais Fazer
que eles valham Presente do indicativo: Faço, fazes, faz, fazemos, fa-
zeis, fazem.
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
se eu valesse Pretérito perfeito do indicativo: Fiz, fizeste, fez, fize-
se tu valesses mos, fizestes, fizeram.
se ele valesse
se nós valêssemos Futuro do presente do indicativo: Farei, farás, fará,
se vós valêsseis faremos, fareis, farão.
se eles valessem
Ir
Futuro do Subjuntivo Presente do indicativo: Vou, vais, vai, vamos, ides, vão.
quando eu valer
quando tu valeres Pretérito perfeito do indicativo: Fui, foste, foi, fomos,
quando ele valer fostes, foram.
quando nós valermos
quando vós valerdes Futuro do presente do indicativo: Irei, irás, irá, ire-
quando eles valerem mos, ireis, irão.

Imperativo Futuro do subjuntivo: For, fores, for, formos, fordes,


Imperativo Afirmativo forem.
--
vale tu Querer
valha ele Presente do indicativo: Quero, queres, quer, queremos,
valhamos nós quereis, querem.
valei vós
valham eles Pretérito perfeito do indicativo: Quis, quiseste, quis,
quisemos, quisestes, quiseram.
Imperativo Negativo
-- Presente do subjuntivo: Queira, queiras, queira, quei-
não valhas tu ramos, queirais, queiram.
não valha ele
não valhamos nós Ver
não valhais vós Presente do indicativo: Vejo, vês, vê, vemos, vedes,
não valham eles veem.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Pretérito perfeito do indicativo: Vi, viste, viu, vimos, vistes, viram.

Futuro do presente do indicativo:Verei, verás, verá, veremos, vereis, verão.

Futuro do subjuntivo: Vir, vires, vir, virmos, virdes, virem.

Vir
Presente do indicativo: Venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm.

Pretérito perfeito do indicativo: Vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram.

Futuro do presente do indicativo: Virei, virás, virá, viremos, vireis, virão.

Futuro do subjuntivo: Vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem.

Vozes do Verbo

Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente da ação. São
três as vozes verbais:
- Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação expressa pelo verbo. Por exemplo:
Ele fez o trabalho.
sujeito agente ação objeto (paciente)

- Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a ação expressa pelo verbo. Por exemplo:
O trabalho foi feito por ele.
sujeito paciente ação agente da passiva
- Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação. Por exemplo:
O menino feriu-se.

Obs.: não confundir o emprego reflexivo do verbo com a noção de reciprocidade: Os lutadores feriram-se. (um ao outro)

Formação da Voz Passiva

A voz passiva pode ser formada por dois processos: analítico e sintético.

1- Voz Passiva Analítica


Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + particípio do verbo principal. Por exemplo:
A escola será pintada.
O trabalho é feito por ele.

Obs.: o agente da passiva geralmente é acompanhado da preposição por, mas pode ocorrer a construção com a prepo-
sição de. Por exemplo: A casa ficou cercada de soldados.
- Pode acontecer ainda que o agente da passiva não esteja explícito na frase: A exposição será aberta amanhã.
- A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER), pois o particípio é invariável. Observe a transformação das
frases seguintes:
a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo)
O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indicativo)

b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)


O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)

c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente)


O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)

- Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa. Observe
a transformação da frase seguinte:
O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: é menos frequente a construção da voz passi- - Inversamente, usamos formas ativas com sentido
va analítica com outros verbos que podem eventualmente passivo:
funcionar como auxiliares. Por exemplo: A moça ficou mar- Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas)
cada pela doença. Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado)

2- Voz Passiva Sintética - Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no sentido


A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos, logo o
o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE. sujeito é paciente.
Por exemplo: Chamo-me Luís.
Abriram-se as inscrições para o concurso. Batizei-me na Igreja do Carmo.
Destruiu-se o velho prédio da escola. Operou-se de hérnia.
Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva Vacinaram-se contra a gripe.
sintética.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
Curiosidade: A palavra passivo possui a mesma raiz la- morf54.php
tina de paixão (latim passio, passionis) e ambas se relacio-
nam com o significado sofrimento, padecimento. Daí vem Questões sobre Vozes dos Verbos
o significado de voz passiva como sendo a voz que expres-
sa a ação sofrida pelo sujeito. Na voz passiva temos dois 01. (COLÉGIO PEDRO II/RJ – ASSISTENTE EM ADMI-
elementos que nem sempre aparecem: SUJEITO PACIENTE NISTRAÇÃO – AOCP/2010) Em “Os dados foram divulgados
e AGENTE DA PASSIVA. ontem pelo Instituto Sou da Paz.”, a expressão destacada é
(A) adjunto adnominal.
Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva (B) sujeito paciente.
(C) objeto indireto.
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar subs- (D) complemento nominal.
tancialmente o sentido da frase.
(E) agente da passiva.
Gutenberg inventou a imprensa (Voz Ativa)
Sujeito da Ativa objeto Direto
02. (FCC-COPERGÁS – Auxiliar Técnico Administrativo -
2011) Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz. Trans-
A imprensa foi inventada por Gutenberg (Voz Pas-
pondo- -se a frase acima para a voz passiva, a forma
siva)
verbal resultante será:
Sujeito da Passiva Agente da Passiva
(A) era abatido.
(B) fora abatido.
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o
sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo ativo (C) abatera-se.
assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo. (D) foi abatido.
Observe mais exemplos: (E) tinha abatido
- Os mestres têm constantemente aconselhado os alu-
nos. 03. (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010)
Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos ... valores e princípios que sejam percebidos pela socie-
mestres. dade como tais.
- Eu o acompanharei. Transpondo para a voz ativa a frase acima, o verbo pas-
Ele será acompanhado por mim. sará a ser, corretamente,
(A) perceba.
Obs.: quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, (B) foi percebido.
não haverá complemento agente na passiva. Por exemplo: (C) tenham percebido.
Prejudicaram-me. / Fui prejudicado. (D) devam perceber.
(E) estava percebendo.
Saiba que:
- Aos verbos que não são ativos nem passivos ou refle- 04. (TJ/RJ – TÉCNICO DE ATIVIDADE JUDICIÁRIA SEM
xivos, são chamados neutros. ESPECIALIDADE – FCC/2012) As ruas estavam ocupadas
O vinho é bom. pela multidão...
Aqui chove muito. A forma verbal resultante da transposição da frase aci-
ma para a voz ativa é:
- Há formas passivas com sentido ativo: (A) ocupava-se.
É chegada a hora. (= Chegou a hora.) (B) ocupavam.
Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nas- (C) ocupou.
cido.) (D) ocupa.
És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou) (E) ocupava.

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LÍNGUA PORTUGUESA

05. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) ma verbal resultante será:


A frase que NÃO admite transposição para a voz passiva (A) foi empreendida.
está em: (B) são empreendidos.
(A) Quando Rodolfo surgiu... (C) foi empreendido.
(B) ... adquiriu as impressoras... (D) é empreendida.
(C) ... e sustentar, às vezes, família numerosa. (E) são empreendidas.
(D) ... acolheu-o como patrono.
(E) ... que montou [...] a primeira grande folhetaria do GABARITO
Recife ... 01. E 02. D 03. A 04. E 05. A
06. B 07. C 08. D 09. A 10. D
06. (TRF - 4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO –
FCC/2010) O engajamento moral e político não chegou a RESOLUÇÃO
constituir um deslocamento da atenção intelectual de Said ...
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a for- 1-) No enunciado temos uma oração com a voz passiva
ma verbal resultante é: do verbo. Transformando-a em ativa, teremos: “O Instituto
a) se constituiu. Sou da Paz divulgou dados”. Nessa, “Instituto Sou da Paz”
b) chegou a ser constituído. funciona como sujeito da oração, ou seja, na passiva sua
c) teria chegado a constituir. função é a de agente da passiva. O sujeito paciente é “os
d) chega a se constituir. dados”.
e) chegaria a ser constituído.
2-) Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz. =
07. (METRÔ/SP – TÉCNICO SISTEMAS METROVIÁRIOS Ele foi abatido...
CIVIL – FCC/2014 - ADAPTADA) ...’sertanejo’ indicava indis-
tintamente as músicas produzidas no interior do país... 3-) ... valores e princípios que sejam percebidos pela
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a for- sociedade como tais = dois verbos na voz passiva, então
ma verbal resultante será: teremos um na ativa: que a sociedade perceba os valores
(A) vinham indicadas. e princípios...
(B) era indicado.
(C) eram indicadas. 4-) As ruas estavam ocupadas pela multidão = dois
(D) tinha indicado. verbos na passiva, um verbo na ativa:
(E) foi indicada. A multidão ocupava as ruas.
08. (GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO –
PROCON – AGENTE ADMINISTRATIVO – CEPERJ/2012 - 5-)
adaptada) Um exemplo de construção na voz passiva está B = as impressoras foram adquiridas...
em: C = família numerosa é sustentada...
(A) “A Gulliver recolherá 6 mil brinquedos” D – foi acolhido como patrono...
(B) “o consumidor pode solicitar a devolução do di- E – a primeira grande folhetaria do Recife foi montada...
nheiro” 6-) O engajamento moral e político não chegou a cons-
(C) “enviar o brinquedo por sedex” tituir um deslocamento da atenção intelectual de Said =
(D) “A empresa também é obrigada pelo Código de dois verbos na voz ativa, mas com presença de preposição
Defesa do Consumidor” e, um deles, no infinitivo, então o verbo auxiliar “ser” ficará
(E) “A empresa fez campanha para recolher” no infinitivo (na voz passiva) e o verbo principal (constituir)
ficará no particípio: Um deslocamento da atenção intelec-
09. (METRÔ/SP –SECRETÁRIA PLENO – FCC/2010) tual de Said não chegou a ser constituído pelo engajamen-
Transpondo-se para a voz passiva a construção Mais tarde to...
vim a entender a tradução completa, a forma verbal resul-
tante será: 7-)’sertanejo’ indicava indistintamente as músicas pro-
(A) veio a ser entendida. duzidas no interior do país.
(B) teria entendido. As músicas produzidas no país eram indicadas pelo
(C) fora entendida. sertanejo, indistintamente.
(D) terá sido entendida.
(E) tê-la-ia entendido. 8-)
(A) “A Gulliver recolherá 6 mil brinquedos” = voz ativa
10. (INFRAERO – CADASTRO RESERVA OPERACIONAL (B) “o consumidor pode solicitar a devolução do di-
PROFISSIONAL DE TRÁFEGO AÉREO – FCC/2011 - ADAP- nheiro” = voz ativa
TADA) (C) “enviar o brinquedo por sedex” = voz ativa
... ele empreende, de maneira quase clandestina, a série (D) “A empresa também é obrigada pelo Código de
Mulheres. Defesa do Consumidor” = voz passiva
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a for- (E) “A empresa fez campanha para recolher” = voz ativa

58
LÍNGUA PORTUGUESA

9-)Mais tarde vim a entender a tradução completa... A oração, às vezes, é sinônimo de frase ou período
A tradução completa veio a ser entendida por mim. (simples) quando encerra um pensamento completo e vem
10-) ele empreende, de maneira quase clandestina, a limitada por ponto-final, ponto de interrogação, ponto de
série Mulheres. exclamação e por reticências.
A série de mulheres é empreendida por ele, de maneira Um vulto cresce na escuridão. Clarissa encolhe-se. É Vas-
quase clandestina. co.

Acima temos três orações correspondentes a três pe-


ríodos simples ou a três frases. Mas, nem sempre oração é
1.2.3 SINTAXE: ANÁLISE SINTÁTICA frase: “convém que te apresses” apresenta duas orações,
DA ORAÇÃO, ANÁLISE SINTÁTICA DO mas uma só frase, pois somente o conjunto das duas é que
traduz um pensamento completo.
PERÍODO, PONTUAÇÃO, REGÊNCIA
Outra definição para oração é a frase ou membro de
E CONCORDÂNCIA, ESTUDO DA
frase que se organiza ao redor de um verbo. A oração pos-
CRASE E COLOCAÇÃO PRONOMINAL. sui sempre um verbo (ou locução verbal), que implica na
existência de um predicado, ao qual pode ou não estar li-
gado um sujeito.
Frase, período e oração: Assim, a oração é caracterizada pela presença de um
Frase é todo enunciado suficiente por si mesmo para verbo. Dessa forma:
estabelecer comunicação. Expressa juízo, indica ação, esta- Rua! = é uma frase, não é uma oração.
do ou fenômeno, transmite um apelo, ordem ou exterioriza Já em: “Quero a rosa mais linda que houver, para enfei-
emoções. tar a noite do meu bem.” Temos uma frase e três orações:
Normalmente a frase é composta por dois termos – o As duas últimas orações não são frases, pois em si mesmas
sujeito e o predicado – mas não obrigatoriamente, pois em não satisfazem um propósito comunicativo; são, portanto,
membros de frase.
Português há orações ou frases sem sujeito: Há muito tem-
po que não chove.
Quanto ao período, ele denomina a frase constituí-
da por uma ou mais orações, formando um todo, com
Enquanto na língua falada a frase é caracterizada pela
sentido completo. O período pode ser simples ou com-
entoação, na língua escrita, a entoação é reduzida a sinais
posto.
de pontuação.
Quanto aos tipos de frases, além da classificação em
Período simples é aquele constituído por apenas uma
verbais e nominais, feita a partir de seus elementos consti-
oração, que recebe o nome de oração absoluta.
tuintes, elas podem ser classificadas a partir de seu sentido
Chove.
global: A existência é frágil.
- frases interrogativas: o emissor da mensagem formu- Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres
la uma pergunta: Que queres fazer? de opinião.
- frases imperativas: o emissor da mensagem dá uma
ordem ou faz um pedido: Dê-me uma mãozinha! Faça-o Período composto é aquele constituído por duas ou
sair! mais orações:
- frases exclamativas: o emissor exterioriza um estado “Quando você foi embora, fez-se noite em meu viver.”
afetivo: Que dia difícil! Cantei, dancei e depois dormi.
- frases declarativas: o emissor constata um fato: Ele já
chegou. Termos essenciais da oração:
Quanto à estrutura da frase, as frases que possuem
verbo (oração) são estruturadas por dois elementos essen- O sujeito e o predicado são considerados termos es-
ciais: sujeito e predicado. O sujeito é o termo da frase que senciais da oração, ou seja, sujeito e predicado são termos
concorda com o verbo em número e pessoa. É o “ser de indispensáveis para a formação das orações. No entanto,
quem se declara algo”, “o tema do que se vai comunicar”. existem orações formadas exclusivamente pelo predicado.
O predicado é a parte da frase que contém “a informação O que define, pois, a oração, é a presença do verbo.
nova para o ouvinte”. Ele se refere ao tema, constituindo a O sujeito é o termo que estabelece concordância com
declaração do que se atribui ao sujeito. o verbo.
Quando o núcleo da declaração está no verbo, temos “Minha primeira lágrima caiu dentro dos teus olhos.”
o predicado verbal. Mas, se o núcleo estiver num nome, “Minhas primeiras lágrimas caíram dentro dos teus
teremos um predicado nominal: olhos”.
Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres Na primeira frase, o sujeito é minha primeira lágrima.
de opinião. Minha e primeira referem-se ao conceito básico expresso
A existência é frágil. em lágrima. Lágrima é, pois, a principal palavra do sujeito,

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LÍNGUA PORTUGUESA

sendo, por isso, denominada núcleo do sujeito. O núcleo - com o verbo na terceira pessoa do singular, acrescido
do sujeito relaciona-se com o verbo, estabelecendo a con- do pronome se. Esta é uma construção típica dos verbos
cordância. que não apresentam complemento direto:
A função do sujeito é basicamente desempenhada por Precisa-se de mentes criativas;
substantivos, o que a torna uma função substantiva da ora- Vivia-se bem naqueles tempos;
ção. Pronomes, substantivos, numerais e quaisquer outras Trata-se de casos delicados;
palavras substantivadas (derivação imprópria) também po- Sempre se está sujeito a erros.
dem exercer a função de sujeito. O pronome se funciona como índice de indetermina-
Ele já partiu; ção do sujeito.
Os dois sumiram;
As orações sem sujeito, formadas apenas pelo predi-
Um sim é suave e sugestivo.
cado, articulam-se a partir de um verbo impessoal. A men-
sagem está centrada no processo verbal. Os principais ca-
Os sujeitos são classificados a partir de dois elementos: sos de orações sem sujeito com:
o de determinação ou indeterminação e o de núcleo do - os verbos que indicam fenômenos da natureza:
sujeito. Amanheceu repentinamente;
Um sujeito é determinado quando é facilmente iden- Está chuviscando.
tificável pela concordância verbal. O sujeito determinado
pode ser simples ou composto. - os verbos estar, fazer, haver e ser, quando indicam
A indeterminação do sujeito ocorre quando não é fenômenos meteorológicos ou se relacionam ao tempo em
possível identificar claramente a que se refere a concor- geral:
dância verbal. Isso ocorre quando não se pode ou não inte- Está tarde.
ressa indicar precisamente o sujeito de uma oração. Ainda é cedo.
Estão gritando seu nome lá fora; Já são três horas, preciso ir;
Trabalha-se demais neste lugar. Faz frio nesta época do ano;
Há muitos anos aguardamos mudanças significativas;
O sujeito simples é o sujeito determinado que possui Faz anos que esperamos melhores condições de vida;
um único núcleo. Esse vocábulo pode estar no singular ou
O predicado é o conjunto de enunciados que numa
no plural; pode também ser um pronome indefinido.
dada oração contém a informação nova para o ouvinte.
Nós nos respeitamos mutuamente;
Nas orações sem sujeito, o predicado simplesmente enun-
A existência é frágil; cia um fato qualquer:
Ninguém se move; Chove muito nesta época do ano;
O amar faz bem. Houve problemas na reunião.

O sujeito composto é o sujeito determinado que pos- Nas orações que surge o sujeito, o predicado é aquilo
sui mais de um núcleo. que se declara a respeito desse sujeito.
Alimentos e roupas andam caríssimos; Com exceção do vocativo, que é um termo à parte,
Ela e eu nos respeitamos mutuamente; tudo o que difere do sujeito numa oração é o seu predi-
O amar e o odiar são tidos como duas faces da mesma cado.
moeda. Os homens (sujeito) pedem amor às mulheres (predica-
do);
Além desses dois sujeitos determinados, é comum a Passou-me (predicado) uma ideia estranha (sujeito) pelo
referência ao sujeito oculto ( ou elíptico), isto é, ao núcleo pensamento (predicado).
do sujeito que está implícito e que pode ser reconhecido
pela desinência verbal ou pelo contexto. Para o estudo do predicado, é necessário verificar se
Abolimos todas as regras. = (nós) seu núcleo está num nome ou num verbo. Deve-se consi-
derar também se as palavras que formam o predicado re-
ferem-se apenas ao verbo ou também ao sujeito da oração.
O sujeito indeterminado surge quando não se quer
Os homens sensíveis (sujeito) pedem amor sincero às
ou não se pode identificar claramente a que o predicado mulheres de opinião.
da oração refere--se. Existe uma referência imprecisa ao
sujeito, caso contrário, teríamos uma oração sem sujeito. O predicado acima apresenta apenas uma palavra que
Na língua portuguesa o sujeito pode ser indetermina- se refere ao sujeito: pedem. As demais palavras ligam-se
do de duas maneiras: direta ou indiretamente ao verbo.
- com verbo na terceira pessoa do plural, desde que o A existência (sujeito) é frágil (predicado).
sujeito não tenha sido identificado anteriormente:
Bateram à porta; O nome frágil, por intermédio do verbo, refere-se ao
Andam espalhando boatos a respeito da queda do mi- sujeito da oração. O verbo atua como elemento de ligação
nistro. entre o sujeito e a palavra a ele relacionada.

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LÍNGUA PORTUGUESA

O predicado verbal é aquele que tem como núcleo Os homens sensíveis pedem amor às mulheres de opi-
significativo um verbo: nião;
Chove muito nesta época do ano; Os homens sinceros pedem-no às mulheres de opinião;
Senti seu toque suave; Dou-lhes três.
O velho prédio foi demolido. Houve muita confusão na partida final.
Os verbos acima são significativos, isto é, não servem
apenas para indicar o estado do sujeito, mas indicam pro- O objeto direto preposicionado ocorre principalmente:
cessos. - com nomes próprios de pessoas ou nomes comuns
referentes a pessoas:
O predicado nominal é aquele que tem como núcleo Amar a Deus;
significativo um nome; esse nome atribui uma qualidade Adorar a Xangô;
ou estado ao sujeito, por isso é chamado de predicativo Estimar aos pais.
do sujeito. O predicativo é um nome que se liga a outro
nome da oração por meio de um verbo. - com pronomes indefinidos de pessoa e pronomes de
Nos predicados nominais, o verbo não é significativo, tratamento:
isto é, não indica um processo. O verbo une o sujeito ao Não excluo a ninguém;
predicativo, indicando circunstâncias referentes ao estado Não quero cansar a Vossa Senhoria.
do sujeito:
“Ele é senhor das suas mãos e das ferramentas.” - para evitar ambiguidade:
Ao povo prejudica a crise. (sem preposição, a situação
Na frase acima o verbo ser poderia ser substituído por seria outra)
estar, andar, ficar, parecer, permanecer ou continuar, atuan-
do como elemento de ligação entre o sujeito e as palavras O objeto indireto é o complemento que se liga indire-
a ele relacionadas. tamente ao verbo, ou seja, através de uma preposição.
A função de predicativo é exercida normalmente por Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres;
um adjetivo ou substantivo.
Os homens pedem-lhes amor sincero;
Gosto de música popular brasileira.
O predicado verbo-nominal é aquele que apresen-
ta dois núcleos significativos: um verbo e um nome. No
O termo que integra o sentido de um nome chama-se
predicado verbo-nominal, o predicativo pode referir-se ao
complemento nominal. O complemento nominal liga-se
sujeito ou ao complemento verbal.
ao nome que completa por intermédio de preposição:
O verbo do predicado verbo-nominal é sempre sig-
Desenvolvemos profundo respeito à arte;
nificativo, indicando processos. É também sempre por in-
termédio do verbo que o predicativo se relaciona com o A arte é necessária à vida;
termo a que se refere. Tenho-lhe profundo respeito.
O dia amanheceu ensolarado;
As mulheres julgam os homens inconstantes Termos acessórios da oração e vocativo:

No primeiro exemplo, o verbo amanheceu apresenta Os termos acessórios recebem esse nome por serem
duas funções: a de verbo significativo e a de verbo de liga- acidentais, explicativos, circunstanciais. São termos acessó-
ção. Esse predicado poderia ser desdobrado em dois, um rios o adjunto adverbial, adjunto adnominal, o aposto e o
verbal e outro nominal: vocativo.
O dia amanheceu;
O dia estava ensolarado. O adjunto adverbial é o termo da oração que indi-
ca uma circunstância do processo verbal, ou intensifica o
No segundo exemplo, é o verbo julgar que relaciona sentido de um adjetivo, verbo ou advérbio. É uma função
o complemento homens como o predicativo inconstantes. adverbial, pois cabe ao advérbio e às locuções adverbiais
exercerem o papel de adjunto adverbial.
Termos integrantes da oração: Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha praça.

Os complementos verbais (objeto direto e indireto) e o As circunstâncias comumente expressas pelo adjunto
complemento nominal são chamados termos integrantes adverbial são:
da oração. - acréscimo: Além de tristeza, sentia profundo cansaço.
Os complementos verbais integram o sentido dos ver- - afirmação: Sim, realmente irei partir.
bos transitivos, com eles formando unidades significativas. - assunto: Falavam sobre futebol.
Esses verbos podem se relacionar com seus complementos - causa: Morrer ou matar de fome, de raiva e de sede…
diretamente, sem a presença de preposição ou indireta- - companhia: Sempre contigo bailando sob as estrelas.
mente, por intermédio de preposição. - concessão: Apesar de você, amanhã há de ser outro dia.
O objeto direto é o complemento que se liga direta- - conformidade: Fez tudo conforme o combinado.
mente ao verbo. - dúvida: Talvez nos deixem entrar.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- fim: Estudou para o exame. c) resumidor ou recapitulativo: Fantasias, suor e sonho,


- frequência: Sempre aparecia por lá. tudo isso forma o carnaval.
- instrumento: Fez o corte com a faca. d) comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fixa-
- intensidade: Corria bastante. ram-se por muito tempo na baía anoitecida.
- limite: Andava atabalhoado do quarto à sala.
- lugar: Vou à cidade. O vocativo é um termo que serve para chamar, invocar
- matéria: Compunha-se de substâncias estranhas. ou interpelar um ouvinte real ou hipotético.
- meio: Viajarei de trem. A função de vocativo é substantiva, cabendo a subs-
- modo: Foram recrutados a dedo. tantivos, pronomes substantivos, numerais e palavras subs-
- negação: Não há ninguém que mereça. tantivadas esse papel na linguagem.
- preço: As casas estão sendo vendidas a preços exorbi-
tantes. João, venha comigo!
- substituição ou troca: Abandonou suas convicções por Traga-me doces, minha menina!
privilégios econômicos.
- tempo: Ontem à tarde encontrou o velho amigo. PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO

O adjunto adnominal é o termo acessório que deter- O período composto caracteriza-se por possuir mais
mina, especifica ou explica um substantivo. É uma função de uma oração em sua composição. Sendo assim:
adjetiva, pois são os adjetivos e as locuções adjetivas que - Eu irei à praia. (Período Simples = um verbo, uma
exercem o papel de adjunto adnominal na oração. Também oração)
atuam como adjuntos adnominais os artigos, os numerais e - Estou comprando um protetor solar, depois irei à
os pronomes adjetivos. praia. (Período Composto =locução verbal, verbo, duas
O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu orações)
amigo de infância. - Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um
protetor solar. (Período Composto = três verbos, três ora-
ções).
O adjunto adnominal liga-se diretamente ao substan-
tivo a que se refere, sem participação do verbo. Já o predi-
Cada verbo ou locução verbal corresponde a uma
cativo do objeto liga-se ao objeto por meio de um verbo.
oração. Isso implica que o primeiro exemplo é um perío-
O poeta português deixou uma obra originalíssima.
do simples, pois tem apenas uma oração, os dois outros
O poeta deixou-a.
exemplos são períodos compostos, pois têm mais de uma
(originalíssima não precisou ser repetida, portanto: ad-
oração.
junto adnominal)
Há dois tipos de relações que podem se estabelecer
O poeta português deixou uma obra inacabada.
entre as orações de um período composto: uma relação de
O poeta deixou-a inacabada. coordenação ou uma relação de subordinação.
(inacabada precisou ser repetida, então: predicativo do Duas orações são coordenadas quando estão juntas
objeto) em um mesmo período, (ou seja, em um mesmo bloco de
informações, marcado pela pontuação final), mas têm, am-
Enquanto o complemento nominal relaciona-se a um bas, estruturas individuais, como é o exemplo de:
substantivo, adjetivo ou advérbio; o adjunto nominal rela- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia.
ciona-se apenas ao substantivo. (Período Composto)
Podemos dizer:
O aposto é um termo acessório que permite ampliar, 1. Estou comprando um protetor solar.
explicar, desenvolver ou resumir a ideia contida num termo 2. Irei à praia.
que exerça qualquer função sintática. Separando as duas, vemos que elas são independentes.
É esse tipo de período que veremos agora: o Período
Ontem, segunda-feira, passei o dia mal-humorado. Composto por Coordenação.
Quanto à classificação das orações coordenadas, te-
Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tempo mos dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas
ontem. Dizemos que o aposto é sintaticamente equivalen- Sindéticas.
te ao termo que se relaciona porque poderia substituí-lo:
Segunda-feira passei o dia mal-humorado. Coordenadas Assindéticas
O aposto pode ser classificado, de acordo com seu va- São orações coordenadas entre si e que não são liga-
lor na oração, em: das através de nenhum conectivo. Estão apenas justapos-
a) explicativo: A linguística, ciência das línguas huma- tas.
nas, permite-nos interpretar melhor nossa relação com o
mundo. Coordenadas Sindéticas
b) enumerativo: A vida humana compõe-se de muitas Ao contrário da anterior, são orações coordenadas en-
coisas: amor, arte, ação. tre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coor-

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LÍNGUA PORTUGUESA

denativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração Podemos modificar o período acima. Veja:
uma classificação. As orações coordenadas sindéticas são Eu sinto existir em meu gesto o teu
classificadas em cinco tipos: aditivas, adversativas, alterna- gesto.
tivas, conclusivas e explicativas. Oração Principal Oração Subordinada

Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: suas prin- A análise das orações continua sendo a mesma: “Eu
cipais conjunções são: e, nem, não só... mas também, não sinto” é a oração principal, cujo objeto direto é a oração
só... como, assim... como. subordinada “existir em meu gesto o teu gesto”. Note que
Não só cantei como também dancei. a oração subordinada apresenta agora verbo no infinitivo.
Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia. Além disso, a conjunção “que”, conectivo que unia as duas
Comprei o protetor solar e fui à praia. orações, desapareceu. As orações subordinadas cujo verbo
surge numa das formas nominais (infinitivo - flexionado ou
Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: suas não -, gerúndio ou particípio) chamamos orações reduzi-
principais conjunções são: mas, contudo, todavia, entretan- das ou implícitas.
to, porém, no entanto, ainda, assim, senão.
Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
Obs.: as orações reduzidas não são introduzidas por
Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dan-
conjunções nem pronomes relativos. Podem ser, eventual-
çando.
mente, introduzidas por preposição.
Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à
praia.
1) ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: suas
principais conjunções são: ou... ou; ora...ora; quer...quer; A oração subordinada substantiva tem valor de subs-
seja...seja. tantivo e vem introduzida, geralmente, por conjunção inte-
Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador. grante (que, se).
Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carreiras Suponho que você foi à biblioteca hoje.
diferentes. Oração Subordinada Substantiva
Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quar-
to. Você sabe se o presidente já chegou?
Oração Subordinada Substantiva
Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: suas Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também
principais conjunções são: logo, portanto, por fim, por con- introduzem as orações subordinadas substantivas, bem
seguinte, consequentemente, pois (posposto ao verbo) como os advérbios interrogativos (por que, quando, onde,
Passei no concurso, portanto irei comemorar. como). Veja os exemplos:
Conclui o meu projeto, logo posso descansar. O garoto perguntou qual seu nome.
Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada. Oração Subordinada Substantiva
A situação é delicada; devemos, pois, agir
Não sabemos por que a vizinha se
Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: suas mudou.
principais conjunções são: isto é, ou seja, a saber, na verda- Oração Subordinada Substan-
de, pois (anteposto ao verbo). tiva
Só passei na prova porque me esforcei por muito tempo.
Só fiquei triste por você não ter viajado comigo. Classificação das Orações Subordinadas Substanti-
Não fui à praia, pois queria descansar durante o Do-
vas
mingo.
De acordo com a função que exerce no período, a ora-
PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO
ção subordinada substantiva pode ser:
Observe o exemplo abaixo de Vinícius de Moraes: a) Subjetiva
“Eu sinto que em meu gesto existe o É subjetiva quando exerce a função sintática de sujeito
teu gesto.” do verbo da oração principal. Observe:
Oração Principal Oração Subordinada É fundamental o seu comparecimento à reu-
nião.
Observe que na oração subordinada temos o verbo Sujeito
“existe”, que está conjugado na terceira pessoa do singular
do presente do indicativo. As orações subordinadas que É fundamental que você compareça à reu-
apresentam verbo em qualquer dos tempos finitos (tem- nião.
pos do modo do indicativo, subjuntivo e imperativo), são Oração Principal Oração Subordinada Substantiva
chamadas de orações desenvolvidas ou explícitas. Subjetiva

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LÍNGUA PORTUGUESA

Atenção: Meu pai insiste em que eu estude. (Meu pai insiste


Observe que a oração subordinada substantiva pode nisso)
ser substituída pelo pronome “ isso”. Assim, temos um pe- Oração Subordinada Substantiva Objetiva
ríodo simples: Indireta
É fundamental isso. ou Isso é fundamental.
Obs.: em alguns casos, a preposição pode estar elíptica
Dessa forma, a oração correspondente a “isso” exerce- na oração.
rá a função de sujeito Marta não gosta (de) que a chamem de senhora.
Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na oração Oração Subordinada Substantiva Objetiva
principal: Indireta

- Verbos de ligação + predicativo, em construções do d) Completiva Nominal


A oração subordinada substantiva completiva nominal
tipo: É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece certo - É
completa um nome que pertence à oração principal e tam-
claro - Está evidente - Está comprovado
bém vem marcada por preposição.
É bom que você compareça à minha festa.
Sentimos orgulho de seu comportamento.
- Expressões na voz passiva, como: Sabe-se - Soube-se Complemento Nominal
- Conta-se - Diz-se - Comenta-se - É sabido - Foi anunciado
- Ficou provado Sentimos orgulho de que você se comportou. (Senti-
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro. mos orgulho disso.)
Oração Subordinada Substantiva Completiva
- Verbos como: convir - cumprir - constar - admirar - Nominal
importar - ocorrer - acontecer
Convém que não se atrase na entrevista. Lembre-se: as orações subordinadas substantivas ob-
jetivas indiretas integram o sentido de um verbo, enquanto
Obs.: quando a oração subordinada substantiva é sub- que orações subordinadas substantivas completivas nomi-
jetiva, o verbo da oração principal está sempre na 3ª. pes- nais integram o sentido de um nome. Para distinguir uma
soa do singular. da outra, é necessário levar em conta o termo complemen-
tado. Essa é, aliás, a diferença entre o objeto indireto e o
b) Objetiva Direta complemento nominal: o primeiro complementa um verbo,
o segundo, um nome.
A oração subordinada substantiva objetiva direta exer-
ce função de objeto direto do verbo da oração principal. e) Predicativa
A oração subordinada substantiva predicativa exerce
Todos querem sua aprovação no concurso. papel de predicativo do sujeito do verbo da oração princi-
Objeto Direto pal e vem sempre depois do verbo ser.
Nosso desejo era sua desistência.
Todos querem que você seja aprovado. (Todos Predicativo do Sujeito
querem isso)
Oração Principal oração Subordinada Substantiva Nosso desejo era que ele desistisse. (Nosso desejo
era isso)
Objetiva Direta
Oração Subordinada Substantiva
As orações subordinadas substantivas objetivas diretas
Predicativa
desenvolvidas são iniciadas por:
Obs.: em certos casos, usa-se a preposição expletiva
- Conjunções integrantes “que” (às vezes elíptica) e “se”: “de” para realce. Veja o exemplo: A impressão é de que não
A professora verificou se todos alunos estavam presentes. fui bem na prova.
- Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às f) Apositiva
vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas: A oração subordinada substantiva apositiva exerce
O pessoal queria saber quem era o dono do carro importado. função de aposto de algum termo da oração principal.
Fernanda tinha um grande sonho: a felicidade!
- Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às ve- Aposto
zes regidos de preposição), nas interrogações indiretas: Eu (Fernanda tinha um grande sonho: isso.)
não sei por que ela fez isso.
Fernanda tinha um grande sonho: ser feliz!
c) Objetiva Indireta Oração Subordinada Substantiva
A oração subordinada substantiva objetiva indireta atua Apositiva
como objeto indireto do verbo da oração principal. Vem reduzida de infinitivo
precedida de preposição.
Meu pai insiste em meu estudo. * Dica: geralmente há a presença dos dois pontos!
Objeto Indireto (:)

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LÍNGUA PORTUGUESA

2) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS dualizando-o. Nessas orações não há marcação de pausa,


sendo chamadas subordinadas adjetivas restritivas. Existem
Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui também orações que realçam um detalhe ou amplificam
valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale. As dados sobre o antecedente, que já se encontra suficien-
orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem temente definido, as quais denominam-se subordinadas
a função de adjunto adnominal do antecedente. Observe adjetivas explicativas.
o exemplo: Exemplo 1:
Esta foi uma redação bem-sucedida. Jamais teria chegado aqui, não fosse a gentileza de um
Substantivo Adjetivo (Adjunto Adno- homem que passava naquele momento.
minal)
Oração Subordinada Adjetiva Restritiva
Note que o substantivo redação foi caracterizado pelo
adjetivo bem-sucedida. Nesse caso, é possível formarmos Nesse período, observe que a oração em destaque res-
outra construção, a qual exerce exatamente o mesmo pa- tringe e particulariza o sentido da palavra “homem”: trata-
pel. Veja: se de um homem específico, único. A oração limita o uni-
Esta foi uma redação que fez sucesso. verso de homens, isto é, não se refere a todos os homens,
Oração Principal Oração Subordinada Ad- mas sim àquele que estava passando naquele momento.
jetiva
Exemplo 2:
Perceba que a conexão entre a oração subordinada ad- O homem, que se considera racional, muitas vezes
jetiva e o termo da oração principal que ela modifica é feita age animalescamente.
pelo pronome relativo “que”. Além de conectar (ou relacio- Oração Subordinada Adjetiva Explicativa
nar) duas orações, o pronome relativo desempenha uma
função sintática na oração subordinada: ocupa o papel que Nesse período, a oração em destaque não tem sentido
seria exercido pelo termo que o antecede. restritivo em relação à palavra “homem”; na verdade, essa
Obs.: para que dois períodos se unam num período oração apenas explicita uma ideia que já sabemos estar
composto, altera-se o modo verbal da segunda oração. contida no conceito de “homem”.
Atenção: Vale lembrar um recurso didático para reco- Saiba que: A oração subordinada adjetiva explicativa
nhecer o pronome relativo que: ele sempre pode ser subs- é separada da oração principal por uma pausa que, na es-
tituído por: o qual - a qual - os quais - as quais crita, é representada pela vírgula. É comum, por isso, que
Refiro-me ao aluno que é estudioso. a pontuação seja indicada como forma de diferenciar as
Essa oração é equivalente a: orações explicativas das restritivas; de fato, as explicativas
Refiro-me ao aluno o qual estuda. vêm sempre isoladas por vírgulas; as restritivas, não.

Forma das Orações Subordinadas Adjetivas 3) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS

Quando são introduzidas por um pronome relativo e Uma oração subordinada adverbial é aquela que exer-
apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as ce a função de adjunto adverbial do verbo da oração prin-
orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvolvi- cipal. Dessa forma, pode exprimir circunstância de tempo,
das. Além delas, existem as orações subordinadas adjetivas modo, fim, causa, condição, hipótese, etc. Quando desen-
reduzidas, que não são introduzidas por pronome relativo volvida, vem introduzida por uma das conjunções subor-
(podem ser introduzidas por preposição) e apresentam o dinativas (com exclusão das integrantes). Classifica-se de
verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou acordo com a conjunção ou locução conjuntiva que a in-
particípio). troduz.
Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.
Ele foi o primeiro aluno a se apresentar. Durante a madrugada, eu olhei você dormindo.
No primeiro período, há uma oração subordinada ad- Oração Subordinada Adverbial
jetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome
relativo “que” e apresenta verbo conjugado no pretérito Observe que a oração em destaque agrega uma cir-
perfeito do indicativo. No segundo, há uma oração subor- cunstância de tempo. É, portanto, chamada de oração su-
dinada adjetiva reduzida de infinitivo: não há pronome re- bordinada adverbial temporal. Os adjuntos adverbiais são
lativo e seu verbo está no infinitivo. termos acessórios que indicam uma circunstância refe-
rente, via de regra, a um verbo. A classificação do adjunto
Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas adverbial depende da exata compreensão da circunstância
que exprime. Observe os exemplos abaixo:
Na relação que estabelecem com o termo que caracte- Naquele momento, senti uma das maiores emoções de
rizam, as orações subordinadas adjetivas podem atuar de minha vida.
duas maneiras diferentes. Há aquelas que restringem ou Quando vi a estátua, senti uma das maiores emoções de
especificam o sentido do termo a que se referem, indivi- minha vida.

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LÍNGUA PORTUGUESA

No primeiro período, “naquele momento” é um ad- Principal conjunção subordinativa condicional: SE


junto adverbial de tempo, que modifica a forma verbal Outras conjunções condicionais: caso, contanto que,
“senti”. No segundo período, esse papel é exercido pela desde que, salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que,
oração “Quando vi a estátua”, que é, portanto, uma oração sem que, uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo).
subordinada adverbial temporal. Essa oração é desenvol- Se o regulamento do campeonato for bem elaborado,
vida, pois é introduzida por uma conjunção subordinativa certamente o melhor time será campeão.
(quando) e apresenta uma forma verbal do modo indicati- Uma vez que todos aceitem a proposta, assinaremos o
vo (“vi”, do pretérito perfeito do indicativo). Seria possível contrato.
reduzi-la, obtendo-se: Caso você se case, convide-me para a festa.

Ao ver a estátua, senti uma das maiores emoções de d) Concessão


minha vida. As orações subordinadas adverbiais concessivas indi-
cam concessão às ações do verbo da oração principal, isto
A oração em destaque é reduzida, pois apresenta uma é, admitem uma contradição ou um fato inesperado. A ideia
das formas nominais do verbo (“ver” no infinitivo) e não é de concessão está diretamente ligada ao contraste, à que-
introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por uma bra de expectativa.
preposição (“a”, combinada com o artigo “o”). Principal conjunção subordinativa concessiva: EMBORA
Obs.: a classificação das orações subordinadas adver- Utiliza-se também a conjunção: conquanto e as locu-
biais é feita do mesmo modo que a classificação dos ad- ções ainda que, ainda quando, mesmo que, se bem que, pos-
juntos adverbiais. Baseia-se na circunstância expressa pela to que, apesar de que.
oração. Só irei se ele for.
A oração acima expressa uma condição: o fato de “eu” ir
Circunstâncias Expressas pelas Orações Subordina- só se realizará caso essa condição seja satisfeita.
das Adverbiais Compare agora com:
Irei mesmo que ele não vá.
a) Causa
A distinção fica nítida; temos agora uma concessão:
A ideia de causa está diretamente ligada àquilo que
irei de qualquer maneira, independentemente de sua ida. A
provoca um determinado fato, ao motivo do que se declara
oração destacada é, portanto, subordinada adverbial con-
na oração principal. “É aquilo ou aquele que determina um
cessiva.
acontecimento”.
Observe outros exemplos:
Principal conjunção subordinativa causal: PORQUE
Embora fizesse calor, levei agasalho.
Outras conjunções e locuções causais: como (sempre
introduzido na oração anteposta à oração principal), pois, Conquanto a economia tenha crescido, pelo menos me-
pois que, já que, uma vez que, visto que. tade da população continua à margem do mercado de con-
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito forte. sumo.
Como ninguém se interessou pelo projeto, não houve al- Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / embo-
ternativa a não ser cancelá-lo. ra não estudasse). (reduzida de infinitivo)
Já que você não vai, eu também não vou.
e) Comparação
b) Consequência As orações subordinadas adverbiais comparativas esta-
As orações subordinadas adverbiais consecutivas ex- belecem uma comparação com a ação indicada pelo verbo
primem um fato que é consequência, que é efeito do que da oração principal.
se declara na oração principal. São introduzidas pelas con- Principal conjunção subordinativa comparativa: COMO
junções e locuções: que, de forma que, de sorte que, tanto Ele dorme como um urso.
que, etc., e pelas estruturas tão...que, tanto...que, tamanho... Saiba que: É comum a omissão do verbo nas orações
que. subordinadas adverbiais comparativas. Por exemplo:
Principal conjunção subordinativa consecutiva: QUE Agem como crianças. (agem)
(precedido de tal, tanto, tão, tamanho) Oração Subordinada Adverbial Comparativa
É feio que dói. (É tão feio que, em consequência, causa
dor.) No entanto, quando se comparam ações diferentes,
Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou con- isso não ocorre. Por exemplo: Ela fala mais do que faz. (com-
cretizando-os. paração do verbo falar e do verbo fazer).
Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Reduzi-
da de Infinitivo) f) Conformidade

c) Condição As orações subordinadas adverbiais conformativas indi-


Condição é aquilo que se impõe como necessário para cam ideia de conformidade, ou seja, exprimem uma regra,
a realização ou não de um fato. As orações subordinadas um modelo adotado para a execução do que se declara na
adverbiais condicionais exprimem o que deve ou não ocor- oração principal.
rer para que se realize ou deixe de se realizar o fato expres- Principal conjunção subordinativa conformativa: CON-
so na oração principal. FORME

66
LÍNGUA PORTUGUESA

Outras conjunções conformativas: como, consoante e 02. “Estudamos, logo deveremos passar nos exames”.
segundo (todas com o mesmo valor de conforme). A oração em destaque é:
Fiz o bolo conforme ensina a receita. a) coordenada explicativa
Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm b) coordenada adversativa
direitos iguais. c) coordenada aditiva
d) coordenada conclusiva
g) Finalidade e) coordenada assindética
As orações subordinadas adverbiais finais indicam a
intenção, a finalidade daquilo que se declara na oração 03. (Agente Educacional – VUNESP – 2013-adap.) Re-
principal. leia o seguinte trecho:
Principal conjunção subordinativa final: A FIM DE QUE Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida
Outras conjunções finais: que, porque (= para que) e a
prática.
locução conjuntiva para que.
Sem que haja alteração de sentido, e de acordo com a
Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigos.
norma- -padrão da língua portuguesa, ao se substituir o
Felipe abriu a porta do carro para que sua namorada en- termo em destaque, o trecho estará corretamente reescrito
trasse. em:
A) Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como
h) Proporção quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
As orações subordinadas adverbiais proporcionais ex- para nossa vida prática.
primem ideia de proporção, ou seja, um fato simultâneo ao B) Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como
expresso na oração principal. quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
Principal locução conjuntiva subordinativa proporcio- para nossa vida prática.
nal: À PROPORÇÃO QUE C) Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase
Outras locuções conjuntivas proporcionais: à medida toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
que, ao passo que. Há ainda as estruturas: quanto maior... sa vida prática.
(maior), quanto maior...(menor), quanto menor...(maior), D) Joyce e Mozart são ótimos, todavia eles, como qua-
quanto menor...(menor), quanto mais...(mais), quanto mais... se toda a cultura humanística, têm pouca relevância para
(menos), quanto menos...(mais), quanto menos...(menos). nossa vida prática.
À proporção que estudávamos, acertávamos mais ques- E) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
tões.
sa vida prática.
Visito meus amigos à medida que eles me convidam.
Quanto maior for a altura, maior será o tombo.
04. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013-adap.)
Em – ...fruto não só do novo acesso da população ao auto-
i) Tempo móvel mas também da necessidade de maior número de
As orações subordinadas adverbiais temporais acres- viagens... –, os termos em destaque estabelecem relação de
centam uma ideia de tempo ao fato expresso na oração A) explicação.
principal, podendo exprimir noções de simultaneidade, an- B) oposição.
terioridade ou posterioridade. C) alternância.
Principal conjunção subordinativa temporal: QUANDO D) conclusão.
Outras conjunções subordinativas temporais: enquan- E) adição.
to, mal e locuções conjuntivas: assim que, logo que, todas as
vezes que, antes que, depois que, sempre que, desde que, etc. 05. Analise a oração destacada: Não se desespere, que
Quando você foi embora, chegaram outros convidados. estaremos a seu lado sempre.
Sempre que ele vem, ocorrem problemas. Marque a opção correta quanto à sua classificação:
Mal você saiu, ela chegou. A) Coordenada sindética aditiva.
Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando termi- B) Coordenada sindética alternativa.
nou a festa) (Oração Reduzida de Particípio) C) Coordenada sindética conclusiva.
D) Coordenada sindética explicativa.
Questões sobre Orações Coordenadas
06. A frase abaixo em que o conectivo E tem valor ad-
versativo é:
01. A oração “Não se verificou, todavia, uma transplan- A) “O gesto é fácil E não ajuda em nada”.
tação integral de gosto e de estilo” tem valor: B )“O que vemos na esquina E nos sinais de trânsito...”.
A) conclusivo C) “..adultos submetem crianças E adolescentes à tarefa
B) adversativo de pedir esmola”.
C) concessivo D) “Quem dá esmola nas ruas contribui para a manu-
D) explicativo tenção da miséria E prejudica o desenvolvimento da socie-
E) alternativo dade”.

67
LÍNGUA PORTUGUESA

E) “A vida dessas pessoas é marcada pela falta de di- B) Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como
nheiro, de moradia digna, emprego, segurança, lazer, cul- quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
tura, acesso à saúde E à educação”. para nossa vida prática. = conformativa
C) Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase
07. Assinale a alternativa em que o sentido da conjun- toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
ção sublinhada está corretamente indicado entre parênte- sa vida prática. = conclusiva
ses.
E) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase
A) Meu primo formou-se em Direito, porém não pre-
tende trabalhar como advogado. (explicação) toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
B) Não fui ao cinema nem assisti ao jogo. (adição) sa vida prática. = explicativa
C) Você está preparado para a prova; por isso, não se Dica: conjunção pois como explicativa = dá para eu
preocupe. (oposição) substituir por porque; como conclusiva: substituo por por-
D) Vá dormir mais cedo, pois o vestibular será amanhã. tanto.
(alternância)
E) Os meninos deviam correr para casa ou apanhariam 4-) fruto não só do novo acesso da população ao au-
toda a chuva. (conclusão) tomóvel mas também da necessidade de maior número de
viagens... estabelecem relação de adição de ideias, de fatos
08. Analise sintaticamente as duas orações destacadas
no texto “O assaltante pulou o muro, mas não penetrou na
casa, nem assustou seus habitantes.” A seguir, classifique 5-) Não se desespere, que estaremos a seu lado sem-
-as, respectivamente, como coordenadas: pre.
A) adversativa e aditiva. = conjunção explicativa (= porque) - coordenada sin-
B) explicativa e aditiva. dética explicativa
C) adversativa e alternativa. D) aditiva e alternativa.
6-)
A) “O gesto é fácil E não ajuda em nada”. = mas não
09. Um livro de receita é um bom presente porque aju- ajuda (ideia contrária)
da as pessoas que não sabem cozinhar. A palavra “porque” B )“O que vemos na esquina E nos sinais de trânsito...”.
pode ser substituída, sem alteração de sentido, por = adição
A) entretanto.
C) “..adultos submetem crianças E adolescentes à tarefa
B) então.
C) assim. de pedir esmola”. = adição
D) pois. D) “Quem dá esmola nas ruas contribui para a manu-
E) porém. tenção da miséria E prejudica o desenvolvimento da socie-
dade”. = adição
10- Na oração “Pedro não joga E NEM ASSISTE”, te- E) “A vida dessas pessoas é marcada pela falta de di-
mos a presença de uma oração coordenada que pode ser nheiro, de moradia digna, emprego, segurança, lazer, cul-
classificada em: tura, acesso à saúde E à educação”. = adição
A) Coordenada assindética;
B) Coordenada assindética aditiva; 7-)
C) Coordenada sindética alternativa; A) Meu primo formou-se em Direito, porém não pre-
D) Coordenada sindética aditiva.
tende trabalhar como advogado. = adversativa
GABARITO C) Você está preparado para a prova; por isso, não se
01. B 02. E 03. D 04. E 05. D preocupe. = conclusão
06. A 07. B 08. A 09. D 10. D D) Vá dormir mais cedo, pois o vestibular será amanhã.
RESOLUÇÃO = explicativa
E) Os meninos deviam correr para casa ou apanhariam
1-) “Não se verificou, todavia, uma transplantação inte- toda a chuva. = alternativa
gral de gosto e de estilo” = conjunção adversativa, portan-
to: oração coordenada sindética adversativa 8-) - mas não penetrou na casa = conjunção adversa-
tiva
2-) Estudamos, logo deveremos passar nos exames =
- nem assustou seus habitantes = conjunção aditiva
a oração em destaque não é introduzida por conjunção,
então: coordenada assindética
9-) Um livro de receita é um bom presente porque aju-
3-) Joyce e Mozart são ótimos, mas eles... = conjunção da as pessoas que não sabem cozinhar.
(e ideia) adversativa = conjunção explicativa: pois
A) Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância 10-) E NEM ASSISTE= conjunção aditiva (ideia de adi-
para nossa vida prática. = conclusiva ção, soma de fatos) = Coordenada sindética aditiva.

68
LÍNGUA PORTUGUESA

Questões sobre Orações Subordinadas A) condição.


B) causa.
(Papiloscopista Policial – Vunesp/2013). C) comparação.
Mais denso, menos trânsito D) tempo.
E) concessão.
As grandes cidades brasileiras estão congestionadas e
em processo de deterioração agudizado pelo crescimento 03. (UFV-MG) As orações subordinadas substantivas
econômico da última década. Existem deficiências evidentes que aparecem nos períodos abaixo são todas subjetivas,
em infraestrutura, mas é importante também considerar o exceto:
planejamento urbano. A) Decidiu-se que o petróleo subiria de preço.
Muitas grandes cidades adotaram uma abordagem de B) É muito bom que o homem, vez por outra, reflita
desconcentração, incentivando a criação de diversos centros sobre sua vida.
C) Ignoras quanto custou meu relógio?
urbanos, na visão de que isso levaria a uma maior facilidade
D) Perguntou-se ao diretor quando seríamos recebi-
de deslocamento.
dos.
Mas o efeito tem sido o inverso. A criação de diversos
E) Convinha-nos que você estivesse presente à reunião
centros e o aumento das distâncias multiplicam o número de
viagens, dificultando o investimento em transporte coletivo e 04. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP –
aumentando a necessidade do transporte individual. 2013). Considere a tirinha em que se vê Honi conversando
Se olharmos Los Angeles como a região que levou a com seu Namorado Lute.
desconcentração ao extremo, ficam claras as consequências.
Numa região rica como a Califórnia, com enorme investi-
mento viário, temos engarrafamentos gigantescos que vira-
ram característica da cidade.
Os modelos urbanos bem-sucedidos são aqueles com
elevado adensamento e predominância do transporte coleti-
vo, como mostram Manhattan e Tóquio.
O centro histórico de São Paulo é a região da cidade
mais bem servida de transporte coletivo, com infraestrutura
de telecomunicação, água, eletricidade etc. Como em outras
grandes cidades, essa deveria ser a região mais adensada da
metrópole. Mas não é o caso. Temos, hoje, um esvaziamento
gradual do centro, com deslocamento das atividades para
diversas regiões da cidade.
A visão de adensamento com uso abundante de trans-
porte coletivo precisa ser recuperada. Desse modo, será pos-
sível reverter esse processo de uso cada vez mais intenso do
transporte individual, fruto não só do novo acesso da popu-
lação ao automóvel, mas também da necessidade de maior
número de viagens em função da distância cada vez maior
entre os destinos da população.
(Dik Browne, Folha de S. Paulo, 26.01.2013)
(Henrique Meirelles, Folha de S.Paulo, 13.01.2013.
Adaptado)
É correto afirmar que a expressão contanto que esta-
As expressões mais denso e menos trânsito, no título,
belece entre as orações relação de
estabelecem entre si uma relação de A) causa, pois Honi quer ter filhos e não deseja traba-
(A) comparação e adição. lhar depois de casada.
(B) causa e consequência. B) comparação, pois o namorado espera ter sucesso
(C) conformidade e negação. como cantor romântico.
(D) hipótese e concessão. C) tempo, pois ambos ainda são adolescentes, mas já
(E) alternância e explicação pensam em casamento.
D) condição, pois Lute sabe que exercendo a profissão
02. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU- de músico provavelmente ganhará pouco.
NESP – 2013). No trecho – Tem surtido um efeito positi- E) finalidade, pois Honi espera que seu futuro marido
vo por eles se tornarem uma referência positiva dentro da torne-se um artista famoso.
unidade, já que cumprem melhor as regras, respeitam o
próximo e pensam melhor nas suas ações, refletem antes 05. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013). Em –
de tomar uma atitude. – o termo em destaque estabelece Apesar da desconcentração e do aumento da extensão
entre as orações uma relação de urbana verificados no Brasil, é importante desenvolver

69
LÍNGUA PORTUGUESA

e adensar ainda mais os diversos centros já existentes... –, 09. “Os Estados Unidos são considerados hoje um país
sem que tenha seu sentido alterado, o trecho em destaque bem mais fechado – embora em doze dias recebam o mes-
está corretamente reescrito em: mo número de imigrantes que o Brasil em um ano.” A alter-
A) Mesmo com a desconcentração e o aumento da Ex- nativa que substitui a expressão em negrito, sem prejuízo
tensão urbana verificados no Brasil, é importante desenvol- ao conteúdo, é:
ver e adensar ainda mais os diversos centros já existentes... A) já que.
B) Uma vez que se verifica a desconcentração e o au- B) todavia.
mento da extensão urbana no Brasil, é importante desen- C) ainda que.
volver e adensar ainda mais os diversos centros já existen- D) entretanto.
tes... E) talvez.
C) Assim como são verificados a desconcentração e o
aumento da extensão urbana no Brasil, é importante de- 10. (Escrevente TJ SP – Vunesp – 2013) Assinale a alter-
senvolver e adensar ainda mais os diversos centros já exis- nativa que substitui o trecho em destaque na frase – Assi-
tentes... narei o documento, contanto que garantam sua autenti-
D) Visto que com a desconcentração e o aumento da cidade. – sem que haja prejuízo de sentido.
extensão urbana verificados no Brasil, é importante desen- (A) desde que garantam sua autenticidade.
volver e adensar ainda mais os diversos centros já existen- (B) no entanto garantam sua autenticidade.
tes... (C) embora garantam sua autenticidade.
E) De maneira que, com a desconcentração e o aumen- (D) portanto garantam sua autenticidade.
to da extensão urbana verificados no Brasil, é importante (E) a menos que garantam sua autenticidade.
desenvolver e adensar ainda mais os diversos centros já
existentes... GABARITO
01. B 02. B 03. C 04. D 05. A
06. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013). Em – 06. C 07. D 08. E 09. C 10. A
É fundamental que essa visão de adensamento com uso RESOLUÇÃO
abundante de transporte coletivo seja recuperada para
1-) mais denso e menos trânsito = mais denso, conse-
que possamos reverter esse processo de uso… –, a expres-
quentemente, menos trânsito, então: causa e consequência
são em destaque estabelece entre as orações relação de
A) consequência.
2-) já que cumprem melhor as regras = estabelece en-
B) condição.
tre as orações uma relação de causa com a consequência
C) finalidade.
de “tem um efeito positivo”.
D) causa.
E) concessão.
3-) Ignoras quanto custou meu relógio? = oração
subordinada substantiva objetiva direta
07. (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013 – adap.). A oração não atende aos requisitos de tais orações, ou
Considere o trecho: “Como as músicas eram de protesto, seja, não se inicia com verbo de ligação, tampouco pelos
naquele mesmo ano foi enquadrado na lei de segurança na- verbos “convir”, “parecer”, “importar”, “constar” etc., e tam-
cional pela ditadura militar e exilado.” O termo Como, em bém não inicia com as conjunções integrantes “que” e “se”.
destaque na primeira parte do enunciado, expressa ideia
de 4-) a expressão contanto que estabelece uma relação
A) contraste e tem sentido equivalente a porém. de condição (condicional)
B) concessão e tem sentido equivalente a mesmo que.
C) conformidade e tem sentido equivalente a confor- 5-) Apesar da desconcentração e do aumento da ex-
me. tensão urbana verificados no Brasil = conjunção concessiva
D) causa e tem sentido equivalente a visto que. B) Uma vez que se verifica a desconcentração e o au-
E) finalidade e tem sentido equivalente a para que. mento da extensão urbana no Brasil, = causal
C) Assim como são verificados a desconcentração e o
08. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças aumento da extensão urbana no Brasil = comparativa
Públicas – VUNESP – 2013-adap.) No trecho – “Fio, disjun- D) Visto que com a desconcentração e o aumento da
tor, tomada, tudo!”, insiste o motorista, com tanto orgulho extensão urbana verificados no Brasil = causal
que chega a contaminar-me. –, a construção tanto ... que E) De maneira que, com a desconcentração e o aumen-
estabelece entre as construções [com tanto orgulho] e [que to da extensão urbana verificados no Brasil = consecutivas
chega a contaminar-me] uma relação de
A) condição e finalidade. 6-) para que possamos = conjunção final (finalidade)
B) conformidade e proporção.
C) finalidade e concessão. 7-) “Como as músicas eram de protesto = expressa
D) proporção e comparação. ideia de causa da consequência “foi enquadrado” = causa
E) causa e consequência. e tem sentido equivalente a visto que.

70
LÍNGUA PORTUGUESA

8-) com tanto orgulho que chega a contaminar-me. – a 05. Assinale a alternativa correta e identifique o sujeito
construção estabelece uma relação de causa e consequên- das seguintes orações em relação aos verbos destacados:
cia. (a causa da “contaminação” – consequência) - Amanhã teremos uma palestra sobre qualidade de
vida.
9-) Os Estados Unidos são considerados hoje um país - Neste ano, quero prestar serviço voluntário.
bem mais fechado – embora em doze dias recebam o mes-
mo número de imigrantes que o Brasil em um ano.” = A)Tu – vós
conjunção concessiva: ainda que B)Nós – eu
10-) contanto que garantam sua autenticidade. = con- C)Vós – nós
junção condicional = desde que D) Ele - tu

Questões sobre Análise Sintática 06. Classifique o sujeito das orações destacadas no tex-
to seguinte e, a seguir, assinale a sequência correta.
01. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013). Os É notável, nos textos épicos, a participação do sobrena-
trabalhadores passaram mais tempo na escola... tural. É frequente a mistura de assuntos relativos ao nacio-
O segmento grifado acima possui a mesma função sin- nalismo com o caráter maravilhoso. Nas epopeias, os deu-
tática que o destacado em: ses tomam partido e interferem nas aventuras dos heróis,
A) ...o que reduz a média de ganho da categoria. ajudando-os ou atrapalhando- -os.
B) ...houve mais ofertas de trabalhadores dessa clas- A)simples, composto
se. B)indeterminado, composto
C) O crescimento da escolaridade também foi impul- C)simples, simples
sionado... D) oculto, indeterminado
D) ...elevando a fatia dos brasileiros com ensino mé-
dio... 07. (ESPM-SP) “Surgiram fotógrafos e repórteres”.
E) ...impulsionado pelo aumento do número de uni-
Identifique a alternativa que classifica corretamente a fun-
versidades...
ção sintática e a classe morfológica dos termos destacados:
A) objeto indireto – substantivo
02.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013). Donos
B) objeto direto - substantivo
de uma capacidade de orientação nas brenhas selvagens [...],
C) sujeito – adjetivo
sabiam os paulistas como...
D) objeto direto – adjetivo
O segmento em destaque na frase acima exerce a mes-
E) sujeito - substantivo
ma função sintática que o elemento grifado em:
A) Nas expedições breves serviam de balizas ou mos-
tradores para a volta. GABARITO
B) Às estreitas veredas e atalhos [...], nada acrescenta- 01. C 02. D 03. B 04. C 05. B 06. C 07. E
riam aqueles de considerável... RESOLUÇÃO
C) Só a um olhar muito exercitado seria perceptível o
sinal. 1-) Os trabalhadores passaram mais tempo na escola
D) Uma sequência de tais galhos, em qualquer flores- = SUJEITO
ta, podia significar uma pista. A) ...o que reduz a média de ganho da categoria. = ob-
E) Alguns mapas e textos do século XVII apresentam- jeto direto
nos a vila de São Paulo como centro... B) ...houve mais ofertas de trabalhadores dessa classe.
= objeto direto
03. Há complemento nominal em: C) O crescimento da escolaridade também foi impulsio-
A)Você devia vir cá fora receber o beijo da madrugada. nado... = sujeito paciente
B)... embora fosse quase certa a sua possibilidade de D) ...elevando a fatia dos brasileiros com ensino médio...
ganhar a vida. = objeto direto
C)Ela estava na janela do edifício. E) ...impulsionado pelo aumento do número de univer-
D)... sem saber ao certo se gostávamos dele. sidades... = agente da passiva
E)Pouco depois começaram a brincar de bandido e
mocinho de cinema. 2-) Donos de uma capacidade de orientação nas bre-
nhas selvagens [...], sabiam os paulistas como... = SUJEITO
04. (ESPM-SP) Em “esta lhe deu cem mil contos”, o ter- A) Nas expedições breves = ADJUNTO ADVERBIAL
mo destacado é: B) nada acrescentariam aqueles de considerável...= ad-
A) pronome possessivo junto adverbial
B) complemento nominal C) seria perceptível o sinal. = predicativo
C) objeto indireto D) Uma sequência de tais galhos = sujeito
D) adjunto adnominal E) apresentam-nos a vila de São Paulo como = objeto
E) objeto direto direto

71
LÍNGUA PORTUGUESA

3-) Nenhuma língua é usada de maneira uniforme por


A) o beijo da madrugada. = adjunto adnominal todos os seus falantes em todos os lugares e em qual-
B)a sua possibilidade de ganhar a vida. = complemento quer situação. Sabe-se que, numa mesma língua, há for-
nominal (possibilidade de quê?) mas distintas para traduzir o mesmo significado dentro de
C)na janela do edifício. = adjunto adnominal um mesmo contexto. Suponham-se, por exemplo, os dois
D)... sem saber ao certo se gostávamos dele. = objeto enunciados a seguir:
indireto
E) a brincar de bandido e mocinho de cinema = objeto Veio me visitar um amigo que eu morei na casa dele faz
indireto tempo.
Veio visitar-me um amigo em cuja casa eu morei há
4-) esta lhe deu cem mil contos = o verbo DAR é bitran- anos.
sitivo, ou seja, transitivo direto e indireto, portanto precisa Qualquer falante do português reconhecerá que os
de dois complementos – dois objetos: direto e indireto. dois enunciados pertencem ao seu idioma e têm o mesmo
Deu o quê? = cem mil contos (direto)
sentido, mas também que há diferenças. Pode dizer, por
Deu a quem? lhe (=a ele, a ela) = indireto
exemplo, que o segundo é de gente mais “estudada”.
Isso é prova de que, ainda que intuitivamente e sem
5-) - Amanhã ( nós ) teremos uma palestra sobre qua-
saber dar grandes explicações, as pessoas têm noção de
lidade de vida.
- Neste ano, ( eu ) quero prestar serviço voluntário. que existem muitas maneiras de falar a mesma língua. É o
que os teóricos chamam de variações linguísticas.
6-) É notável, nos textos épicos, a participação do so- As variações que distinguem uma variante de outra
brenatural. É frequente a mistura de assuntos relativos ao se manifestam em quatro planos distintos, a saber: fônico,
nacionalismo com o caráter maravilhoso. Nas epopeias, os morfológico, sintático e lexical.
deuses tomam partido e interferem nas aventuras dos he-
róis, ajudando-os ou atrapalhando-os. Variações Fônicas
Ambos os termos apresentam sujeito simples
7-) Surgiram fotógrafos e repórteres. São as que ocorrem no modo de pronunciar os sons
O sujeito está deslocado, colocado na ordem indireta constituintes da palavra. Os exemplos de variação fônica
(final da oração). Portanto: função sintática: sujeito (com- são abundantes e, ao lado do vocabulário, constituem os
posto); classe morfológica (classe de palavras): substanti- domínios em que se percebe com mais nitidez a diferen-
vos. ça entre uma variante e outra. Entre esses casos, podemos
citar:
- a queda do “r” final dos verbos, muito comum na lin-
1.3 SEMÂNTICA E ESTILÍSTICA
guagem oral no português: falá, vendê, curti (em vez de
1.3.1 VARIEDADES LINGUÍSTICAS.
curtir), compô.
1.3.2 SINONÍMIA E ANTONÍMIA, - o acréscimo de vogal no início de certas palavras: eu
HIPONÍMIA E HIPERONÍMIA, me alembro, o pássaro avoa, formas comuns na linguagem
POLISSEMIA, AMBIGUIDADE. clássica, hoje frequentes na fala caipira.
1.3.3 DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO, - a queda de sons no início de palavras: ocê, cê, ta, tava,
FIGURAS DE LINGUAGEM, FUNÇÕES DA marelo (amarelo), margoso (amargoso), características na
LINGUAGEM E VÍCIOS DA LINGUAGEM. linguagem oral coloquial.
1.3.4 VERSIFICAÇÃO. - a redução de proparoxítonas a paroxítonas: Petrópis
(Petrópolis), fórfi (fósforo), porva (pólvora), todas elas for-
mam típicas de pessoas de baixa extração social.
- A pronúncia do “l” final de sílaba como “u” (na maio-
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA ria das regiões do Brasil) ou como “l” (em certas regiões do
Rio Grande do Sul e Santa Catarina) ou ainda como “r” (na
“Há uma grande diferença se fala um deus ou um herói; linguagem caipira): quintau, quintar, quintal; pastéu, paster,
se um velho amadurecido ou um jovem impetuoso na flor pastel; faróu, farór, farol.
da idade; se uma matrona autoritária ou uma dedicada; se - deslocamento do “r” no interior da sílaba: largato,
um mercador errante ou um lavrador de pequeno campo preguntar, estrupo, cardeneta, típicos de pessoas de baixa
fértil (...)” extração social.

Todas as pessoas que falam uma determinada língua Variações Morfológicas


conhecem as estruturas gerais, básicas, de funcionamento
podem sofrer variações devido à influência de inúmeros São as que ocorrem nas formas constituintes da pa-
fatores. Tais variações, que às vezes são pouco perceptíveis lavra. Nesse domínio, as diferenças entre as variantes não
e outras vezes bastantes evidentes, recebem o nome gené- são tão numerosas quanto as de natureza fônica, mas não
rico de variedades ou variações linguísticas. são desprezíveis. Como exemplos, podemos citar:

72
LÍNGUA PORTUGUESA

- o uso do prefixo hiper- em vez do sufixo -íssimo para - a escolha do adjetivo maior em vez do advérbio muito
criar o superlativo de adjetivos, recurso muito característico para formar o grau superlativo dos adjetivos, características
da linguagem jovem urbana: um cara hiper-humano (em da linguagem jovem de alguns centros urbanos: maior le-
vez de humaníssimo), uma prova hiper difícil (em vez de gal; maior difícil; Esse amigo é um carinha maior esforçado.
dificílima), um carro hiper possante (em vez de possantís- - as diferenças lexicais entre Brasil e Portugal são tantas
simo). e, às vezes, tão surpreendentes, que têm sido objeto de
- a conjugação de verbos irregulares pelo modelo dos piada de lado a lado do Oceano. Em Portugal chamam de
regulares: ele interviu (interveio), se ele manter (mantiver), cueca aquilo que no Brasil chamamos de calcinha; o que
se ele ver (vir) o recado, quando ele repor (repuser). chamamos de fila no Brasil, em Portugal chamam de bicha;
- a conjugação de verbos regulares pelo modelo de café da manhã em Portugal se diz pequeno almoço; cami-
irregulares: vareia (varia), negoceia (negocia). sola em Portugal traduz o mesmo que chamamos de suéter,
- uso de substantivos masculinos como femininos ou malha, camiseta.
vice-versa: duzentas gramas de presunto (duzentos), a
champanha (o champanha), tive muita dó dela (muito dó),
Designações das Variantes Lexicais:
mistura do cal (da cal).
- a omissão do “s” como marca de plural de substanti-
vos e adjetivos (típicos do falar paulistano): os amigo e as - Arcaísmo: diz-se de palavras que já caíram de uso
amiga, os livro indicado, as noite fria, os caso mais comum. e, por isso, denunciam uma linguagem já ultrapassada e
- o enfraquecimento do uso do modo subjuntivo: Es- envelhecida. É o caso de reclame, em vez de anúncio publi-
pero que o Brasil reflete (reflita) sobre o que aconteceu nas citário; na década de 60, o rapaz chamava a namorada de
últimas eleições; Se eu estava (estivesse) lá, não deixava broto (hoje se diz gatinha ou forma semelhante), e um ho-
acontecer; Não é possível que ele esforçou (tenha se esfor- mem bonito era um pão; na linguagem antiga, médico era
çado) mais que eu. designado pelo nome físico; um bobalhão era chamado de
coió ou bocó; em vez de refrigerante usava-se gasosa; algo
Variações Sintáticas muito bom, de qualidade excelente, era supimpa.

Dizem respeito às correlações entre as palavras da fra- - Neologismo: é o contrário do arcaísmo. Trata-se de
se. No domínio da sintaxe, como no da morfologia, não palavras recém-criadas, muitas das quais mal ou nem es-
são tantas as diferenças entre uma variante e outra. Como traram para os dicionários. A moderna linguagem da com-
exemplo, podemos citar: putação tem vários exemplos, como escanear, deletar, prin-
- o uso de pronomes do caso reto com outra função tar; outros exemplos extraídos da tecnologia moderna são
que não a de sujeito: encontrei ele (em vez de encontrei-o) mixar (fazer a combinação de sons), robotizar, robotização.
na rua; não irão sem você e eu (em vez de mim); nada houve
entre tu (em vez de ti) e ele. - Estrangeirismo: trata-se do emprego de palavras
- o uso do pronome lhe como objeto direto: não lhe emprestadas de outra língua, que ainda não foram apor-
(em vez de “o”) convidei; eu lhe (em vez de “o”) vi ontem. tuguesadas, preservando a forma de origem. Nesse caso,
- a ausência da preposição adequada antes do prono- há muitas expressões latinas, sobretudo da linguagem ju-
me relativo em função de complemento verbal: são pes- rídica, tais como: habeas-corpus (literalmente, “tenhas o
soas que (em vez de: de que) eu gosto muito; este é o me- corpo” ou, mais livremente, “estejas em liberdade”), ipso
lhor filme que (em vez de a que) eu assisti; você é a pessoa facto (“pelo próprio fato de”, “por isso mesmo”), ipsis lit-
que (em vez de em que) eu mais confio.
teris (textualmente, “com as mesmas letras”), grosso modo
- a substituição do pronome relativo “cujo” pelo pro-
(“de modo grosseiro”, “impreciso”), sic (“assim, como está
nome “que” no início da frase mais a combinação da pre-
escrito”), data venia (“com sua permissão”).
posição “de” com o pronome “ele” (=dele): É um amigo
que eu já conhecia a família dele (em vez de ...cuja família As palavras de origem inglesas são inúmeras: insight
eu já conhecia). (compreensão repentina de algo, uma percepção súbita),
- a mistura de tratamento entre tu e você, sobretudo feeling (“sensibilidade”, capacidade de percepção), briefing
quando se trata de verbos no imperativo: Entra, que eu (conjunto de informações básicas), jingle (mensagem pu-
quero falar com você (em vez de contigo); Fala baixo que a blicitária em forma de música).
sua (em vez de tua) voz me irrita. Do francês, hoje são poucos os estrangeirismos que
- ausência de concordância do verbo com o sujeito: Eles ainda não se aportuguesaram, mas há ocorrências: hors-
chegou tarde (em grupos de baixa extração social); Faltou concours (“fora de concurso”, sem concorrer a prêmios),
naquela semana muitos alunos; Comentou-se os episódios. tête-à-tête (palestra particular entre duas pessoas), esprit
de corps (“espírito de corpo”, corporativismo), menu (car-
Variações Léxicas dápio), à la carte (cardápio “à escolha do freguês”), phy-
sique du rôle (aparência adequada à caracterização de um
É o conjunto de palavras de uma língua. As varian- personagem).
tes do plano do léxico, como as do plano fônico, são
muito numerosas e caracterizam com nitidez uma va- - Jargão: é o lexo típico de um campo profissional
riante em confronto com outra. Eis alguns, entre múlti- como a medicina, a engenharia, a publicidade, o jorna-
plos exemplos possíveis de citar: lismo. No jargão médico temos uso tópico (para remédios

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LÍNGUA PORTUGUESA

que não devem ser ingeridos), apneia (interrupção da res- Que tipo de pessoa comumente fala dessa maneira?
piração), AVC ou acidente vascular cerebral (derrame cere- Vamos caracterizá-la, por exemplo, pela sua profissão: um
bral). No jargão jornalístico chama-se de gralha, pastel ou advogado? Um trabalhador braçal de construção civil? Um
caco o erro tipográfico como a troca ou inversão de uma médico? Um garimpeiro? Um repórter de televisão?
letra. A palavra lide é o nome que se dá à abertura de uma E quem usaria a frase abaixo?
notícia ou reportagem, onde se apresenta sucintamente o
assunto ou se destaca o fato essencial. Quando o lide é “Obviamente faltou-lhe coragem para enfrentar os la-
muito prolixo, é chamado de nariz-de-cera. Furo é notícia drões.” (frase 2)
dada em primeira mão. Quando o furo se revela falso, foi
uma barriga. Entre os jornalistas é comum o uso do verbo Sem dúvida, associamos à frase 1 os falantes perten-
repercutir como transitivo direto: __ Vá lá repercutir a notícia centes a grupos sociais economicamente mais pobres.
de renúncia! (esse uso é considerado errado pela gramática Pessoas que, muitas vezes, não frequentaram nem a escola
normativa). primária, ou, quando muito, fizeram-no em condições não
adequadas.
- Gíria: é o lexo especial de um grupo (originariamen- Por outro lado, a frase 2 é mais comum aos falantes
te de marginais) que não deseja ser entendido por outros que tiveram possibilidades socioeconômicas melhores e
grupos ou que pretende marcar sua identidade por meio puderam, por isso, ter um contato mais duradouro com
da linguagem. Existe a gíria de grupos marginalizados, de a escola, com a leitura, com pessoas de um nível cultural
grupos jovens e de segmentos sociais de contestação, so- mais elevado e, dessa forma, “aperfeiçoaram” o seu modo
bretudo quando falam de atividades proibidas. A lista de de utilização da língua.
gírias é numerosíssima em qualquer língua: ralado (no Convém ficar claro, no entanto, que a diferenciação fei-
sentido de afetado por algum prejuízo ou má sorte), ir pro ta acima está bastante simplificada, uma vez que há diver-
brejo (ser malsucedido, fracassar, prejudicar-se irremedia- sos outros fatores que interferem na maneira como o fa-
velmente), cara ou cabra (indivíduo, pessoa), bicha (homos- lante escolhe as palavras e constrói as frases. Por exemplo,
sexual masculino), levar um lero (conversar). a situação de uso da língua: um advogado, num tribunal
de júri, jamais usaria a expressão “tá na cara”, mas isso não
- Preciosismo: diz-se que é preciosista um léxico ex- significa que ele não possa usá-la numa situação informal
cessivamente erudito, muito raro, afetado: Escoimar (em (conversando com alguns amigos, por exemplo).
vez de corrigir); procrastinar (em vez de adiar); discrepar Da comparação entre as frases 1 e 2, podemos concluir
(em vez de discordar); cinesíforo (em vez de motorista); ob- que as condições sociais influem no modo de falar dos in-
nubilar (em vez de obscurecer ou embaçar); conúbio (em divíduos, gerando, assim, certas variações na maneira de
vez de casamento); chufa (em vez de caçoada, troça). usar uma mesma língua. A elas damos o nome de variações
socioculturais.
- Vulgarismo: é o contrário do preciosismo, ou seja,
o uso de um léxico vulgar, rasteiro, obsceno, grosseiro. É - Geográfica: é, no Brasil, bastante grande e pode ser
o caso de quem diz, por exemplo, de saco cheio (em vez facilmente notada. Ela se caracteriza pelo acento linguís-
de aborrecido), se ferrou (em vez de se deu mal, arruinou- tico, que é o conjunto das qualidades fisiológicas do som
se), feder (em vez de cheirar mal), ranho (em vez de muco, (altura, timbre, intensidade), por isso é uma variante cujas
secreção do nariz). marcas se notam principalmente na pronúncia. Ao conjun-
to das características da pronúncia de uma determinada
Tipos de Variação região dá-se o nome de sotaque: sotaque mineiro, sota-
que nordestino, sotaque gaúcho etc. A variação geográfica,
Não tem sido fácil para os estudiosos encontrar para além de ocorrer na pronúncia, pode também ser percebida
as variantes linguísticas um sistema de classificação que no vocabulário, em certas estruturas de frases e nos sen-
seja simples e, ao mesmo tempo, capaz de dar conta de tidos diferentes que algumas palavras podem assumir em
todas as diferenças que caracterizam os múltiplos modos diferentes regiões do país.
de falar dentro de uma comunidade linguística. O principal Leia, como exemplo de variação geográfica, o trecho
problema é que os critérios adotados, muitas vezes, se su- abaixo, em que Guimarães Rosa, no conto “São Marcos”, re-
perpõem, em vez de atuarem isoladamente. cria a fala de um típico sertanejo do centro-norte de Minas:
As variações mais importantes, para o interesse do
concurso público, são os seguintes: “__ Mas você tem medo dele... [de um feiticeiro chamado
Mangolô!].
- Sócio-Cultural: Esse tipo de variação pode ser per- __ Há-de-o!... Agora, abusar e arrastar mala, não faço.
cebido com certa facilidade. Por exemplo, alguém diz a se- Não faço, porque não paga a pena... De primeiro, quando eu
guinte frase: era moço, isso sim!... Já fui gente. Para ganhar aposta, já fui,
de noite, foras d’hora, em cemitério... (...). Quando a gente é
“Tá na cara que eles não teve peito de encará os ladrão.” novo, gosta de fazer bonito, gosta de se comparecer. Hoje,
(frase 1) não, estou percurando é sossego...”

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- Histórica: as línguas não são estáticas, fixas, imutá- Ponha aí o computador, os anticoncepcionais, os mísseis,
veis. Elas se alteram com o passar do tempo e com o uso. a motoneta, a Velo-Solex, o biquíni, o módulo lunar, o anti-
Muda a forma de falar, mudam as palavras, a grafia e o biótico, o enfarte, a acumputura, a biônica, o acrílico, o ta le-
sentido delas. Essas alterações recebem o nome de varia- gal, a apartheid, o som pop, as estruturas e a infraestrutura.
ções históricas. Não esqueça também (seria imperdoável) o Terceiro
Os dois textos a seguir são de Carlos Drummond de Mundo, a descapitalização, o desenvolvimento, o unissex, o
Andrade. Neles, o escritor, meio em tom de brincadeira, bandeirinha, o mass media, o Ibope, a renda per capita, a
mostra como a língua vai mudando com o tempo. No texto mixagem.
I, ele fala das palavras de antigamente e, no texto II, fala das Só? Não. Tem seu lugar ao sol a metalinguagem, o ser-
palavras de hoje. vomecanismo, as algias, a coca-cola, o superego, a Futurolo-
gia, a homeostasia, a Adecif, a Transamazônica, a Sudene, o
Texto I Incra, a Unesco, o Isop, a Oea, e a ONU.
Antigamente Estão reclamando, porque não citei a conotação, o con-
glomerado, a diagramação, o ideologema, o idioleto, o ICM,
Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e a IBM, o falou, as operações triangulares, o zoom, e a gui-
eram todas mimosas e prendadas. Não fazia anos; comple- tarra elétrica.
tavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo não Olhe aí na fila – quem? Embreagem, defasagem, barra
sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, tensora, vela de ignição, engarrafamento, Detran, poliéster,
mas ficavam longos meses debaixo do balaio. E se levantam filhotes de bonificação, letra imobiliária, conservacionismo,
tábua, o remédio era tirar o cavalo da chuva e ir pregar em carnet da girafa, poluição.
outra freguesia. (...) Os mais idosos, depois da janta, faziam o Fundos de investimento, e daí? Também os de incentivos
quilo, saindo para tomar a fresca; e também tomava cautela fiscais. Knon-how. Barbeador elétrico de noventa microrra-
de não apanhar sereno. Os mais jovens, esses iam ao ani- nhuras. Fenolite, Baquelite, LP e compacto. Alimentos super
matógrafo, e mais tarde ao cinematógrafo, chupando balas congelados. Viagens pelo crediário, Circuito fechado de TV
de alteia. Ou sonhavam em andar de aeroplano; os quais, de Rodoviária. Argh! Pow! Click!
pouco siso, se metiam em camisas de onze varas, e até em Não havia nada disso no Jornal do tempo de Vences-
calças pardas; não admira que dessem com os burros n’agua. lau Brás, ou mesmo, de Washington Luís. Algumas coisas
(...) Embora sem saber da missa a metade, os presun- começam a aparecer sob Getúlio Vargas. Hoje estão ali na
çosos queriam ensinar padre-nosso ao vigário, e com isso esquina, para consumo geral. A enumeração caótica não é
punham a mão em cumbuca. Era natural que com eles se uma invenção crítica de Leo Spitzer. Está aí, na vida de todos
perdesse a tramontana. A pessoa cheia de melindres ficava os dias. Entre palavras circulamos, vivemos, morremos, e pa-
sentida com a desfeita que lhe faziam quando, por exemplo, lavras somos, finalmente, mas com que significado?
insinuavam que seu filho era artioso. Verdade seja que às (Carlos Drummond de Andrade, Poesia e prosa,
vezes os meninos eram mesmo encapetados; chegavam a pi- Rio de Janeiro, Nova Aguiar, 1988)
tar escondido, atrás da igreja. As meninas, não: verdadeiros
cromos, umas teteias. - De Situação: aquelas que são provocadas pelas al-
(...) Antigamente, os sobrados tinham assombrações, os terações das circunstâncias em que se desenrola o ato de
meninos, lombrigas; asthma os gatos, os homens portavam comunicação. Um modo de falar compatível com determi-
ceroulas, bortinas a capa de goma (...). Não havia fotógrafos, nada situação é incompatível com outra:
mas retratistas, e os cristãos não morriam: descansavam.
Mas tudo isso era antigamente, isto é, doutora. Ô mano, ta difícil de te entendê.

Texto II Esse modo de dizer, que é adequado a um diálogo em


situação informal, não tem cabimento se o interlocutor é o
Entre Palavras professor em situação de aula.
Assim, um único indivíduo não fala de maneira unifor-
Entre coisas e palavras – principalmente entre palavras me em todas as circunstâncias, excetuados alguns falantes
– circulamos. A maioria delas não figura nos dicionários de da linguagem culta, que servem invariavelmente de uma
há trinta anos, ou figura com outras acepções. A todo mo- linguagem formal, sendo, por isso mesmo, considerados
mento impõe-se tornar conhecimento de novas palavras e excessivamente formais ou afetados.
combinações de. São muitos os fatores de situação que interferem na
Você que me lê, preste atenção. Não deixe passar ne- fala de um indivíduo, tais como o tema sobre o qual ele
nhuma palavra ou locução atual, pelo seu ouvido, sem regis- discorre (em princípio ninguém fala da morte ou de suas
trá-la. Amanhã, pode precisar dela. E cuidado ao conversar crenças religiosas como falaria de um jogo de futebol ou
com seu avô; talvez ele não entenda o que você diz. de uma briga que tenha presenciado), o ambiente físico em
O malote, o cassete, o spray, o fuscão, o copião, a Ve- que se dá um diálogo (num templo não se usa a mesma
maguet, a chacrete, o linóleo, o nylon, o nycron, o ditafone, linguagem que numa sauna), o grau de intimidade entre
a informática, a dublagem, o sinteco, o telex... Existiam em os falantes (com um superior, a linguagem é uma, com um
1940? colega de mesmo nível, é outra), o grau de comprometi-

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mento que a fala implica para o falante (num depoimento - Alfabeto, abecedário.
para um juiz no fórum escolhem-se as palavras, num rela- - Brado, grito, clamor.
to de uma conquista amorosa para um colega fala-se com - Extinguir, apagar, abolir, suprimir.
menos preocupação). - Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial.
As variações de acordo com a situação costumam ser Na maioria das vezes não é indiferente usar um sinô-
chamadas de níveis de fala ou, simplesmente, variações de nimo pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum,
estilo e são classificadas em duas grandes divisões: os sinônimos diferenciam-se, entretanto, uns dos outros,
- Estilo Formal: aquele em que é alto o grau de refle- por matizes de significação e certas propriedades que o
xão sobre o que se diz, bem como o estado de atenção e escritor não pode desconhecer. Com efeito, estes têm sen-
vigilância. É na linguagem escrita, em geral, que o grau de tido mais amplo, aqueles, mais restrito (animal e quadrúpe-
formalidade é mais tenso. de); uns são próprios da fala corrente, desataviada, vulgar,
- Estilo Informal (ou coloquial): aquele em que se fala outros, ao invés, pertencem à esfera da linguagem culta,
com despreocupação e espontaneidade, em que o grau de literária, científica ou poética (orador e tribuno, oculista e
reflexão sobre o que se diz é mínimo. É na linguagem oral oftalmologista, cinzento e cinéreo).
íntima e familiar que esse estilo melhor se manifesta. A contribuição Greco-latina é responsável pela existên-
cia, em nossa língua, de numerosos pares de sinônimos.
Como exemplo de estilo coloquial vem a seguir um pe- Exemplos:
queno trecho da gravação de uma conversa telefônica en- - Adversário e antagonista.
tre duas universitárias paulistanas de classe média, trans- - Translúcido e diáfano.
crito do livro Tempos Linguísticos, de Fernando Tarallo. AS - Semicírculo e hemiciclo.
reticências indicam as pausas. - Contraveneno e antídoto.
- Moral e ética.
- Colóquio e diálogo.
Eu não sei tem dia... depende do meu estado de espíri-
- Transformação e metamorfose.
to, tem dia que minha voz... mais ta assim, sabe? taquara
- Oposição e antítese.
rachada? Fica assim aquela voz baixa. Outro dia eu fui lê
um artigo, lê?! Um menino lá que faiz pós-graduação na,
O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se si-
na GV, ele me, nóis ficamo até duas hora da manhã ele me
nonímia, palavra que também designa o emprego de si-
explicando toda a matéria de economia, das nove da noite. nônimos.
Como se pode notar, não há preocupação com a pro- Antônimos: são palavras de significação oposta. Exem-
núncia nem com a continuidade das ideias, nem com a es- plos:
colha das palavras. Para exemplificar o estilo formal, eis um - Ordem e anarquia.
trecho da gravação de uma aula de português de uma pro- - Soberba e humildade.
fessora universitária do Rio de Janeiro, transcrito do livro - Louvar e censurar.
de Dinah Callou. A linguagem falada culta na cidade do Rio - Mal e bem.
de Janeiro. As pausas são marcadas com reticências.
A antonímia pode originar-se de um prefixo de senti-
...o que está ocorrendo com nossos alunos é uma frag- do oposto ou negativo. Exemplos: Bendizer/maldizer, sim-
mentação do ensino... ou seja... ele perde a noção do todo... pático/antipático, progredir/regredir, concórdia/discórdia,
e fica com uma série... de aspectos teóricos... isolados... que explícito/implícito, ativo/inativo, esperar/desesperar, co-
ele não sabe vincular a realidade nenhuma de seu idioma... munista/anticomunista, simétrico/assimétrico, pré-nupcial/
isto é válido também para a faculdade de letras... ou seja... pós-nupcial.
né? há uma série... de conceitos teóricos... que têm nomes
bonitos e sofisticados... mas que... na hora de serem em- Homônimos: são palavras que têm a mesma pronún-
pregados... deixam muito a desejar... cia, e às vezes a mesma grafia, mas significação diferente.
Exemplos:
Nota-se que, por tratar-se de exposição oral, não há o - São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo).
grau de formalidade e planejamento típico do texto escrito, - Aço (substantivo) e asso (verbo).
mas trata-se de um estilo bem mais formal e vigiado que o
da menina ao telefone. Só o contexto é que determina a significação dos ho-
mônimos. A homonímia pode ser causa de ambiguidade,
Significação das Palavras por isso é considerada uma deficiência dos idiomas.
O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspec-
Significação das Palavras to fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em:

Quanto à significação, as palavras são divididas nas se- Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e dife-
guintes categorias: rentes no timbre ou na intensidade das vogais.
- Rego (substantivo) e rego (verbo).
Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproxima- - Colher (verbo) e colher (substantivo).
do. Exemplo: - Jogo (substantivo) e jogo (verbo).

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Apoio (verbo) e apoio (substantivo). Podemos citar ainda, como exemplos de palavras po-
- Para (verbo parar) e para (preposição). lissêmicas, o verbo dar e os substantivos linha e ponto, que
- Providência (substantivo) e providencia (verbo). têm dezenas de acepções.
- Às (substantivo), às (contração) e as (artigo).
- Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de Sentido Próprio e Sentido Figurado: as palavras po-
per+o). dem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido fi-
gurado. Exemplos:
Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e di- - Construí um muro de pedra. (sentido próprio).
ferentes na escrita. - Ênio tem um coração de pedra. (sentido figurado).
- Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir). - As águas pingavam da torneira, (sentido próprio).
- Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emen- - As horas iam pingando lentamente, (sentido figura-
dar). do).
- Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato
de consertar). Denotação e Conotação: Observe as palavras em des-
- Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar). taque nos seguintes exemplos:
- Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar (ace- - Comprei uma correntinha de ouro.
lerar). - Fulano nadava em ouro.
- Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo se- No primeiro exemplo, a palavra ouro denota ou desig-
lar). na simplesmente o conhecido metal precioso, tem sentido
- Censo (recenseamento) e senso (juízo). próprio, real, denotativo.
- Cerrar (fechar) e serrar (cortar). No segundo exemplo, ouro sugere ou evoca riquezas,
- Paço (palácio) e passo (andar). poder, glória, luxo, ostentação; tem o sentido conotativo,
- Hera (trepadeira) e era (época), era (verbo). possui várias conotações (ideias associadas, sentimentos,
- Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cas- evocações que irradiam da palavra).
sar = anular).
- Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e Exercícios
sessão (tempo de uma reunião ou espetáculo).
01. Estava ....... a ....... da guerra, pois os homens ....... nos
Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na pro- erros do passado.
núncia. a) eminente, deflagração, incidiram
- Caminhada (substantivo), caminhaada (verbo). b) iminente, deflagração, reincidiram
- Cedo (verbo), cedo (advérbio). c) eminente, conflagração, reincidiram
- Somem (verbo somar), somem (verbo sumir). d) preste, conflaglação, incidiram
- Livre (adjetivo), livre (verbo livrar). e) prestes, flagração, recindiram
- Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr).
- Alude (avalancha), alude (verbo aludir). 02. “Durante a ........ solene era ........ o desinteresse do
mestre diante da ....... demonstrada pelo político”.
Parônimos: são palavras parecidas na escrita e na pro- a) seção - fragrante - incipiência
núncia: Coro e couro, cesta e sesta, eminente e iminente, b) sessão - flagrante - insipiência
tetânico e titânico, atoar e atuar, degradar e degredar, cé- c) sessão - fragrante - incipiência
tico e séptico, prescrever e proscrever, descrição e discri- d) cessão - flagrante - incipiência
ção, infligir (aplicar) e infringir (transgredir), osso e ouço, e) seção - flagrante - insipiência
sede (vontade de beber) e cede (verbo ceder), comprimento
e cumprimento, deferir (conceder, dar deferimento) e diferir 03. Na ..... plenária estudou-se a ..... de direitos territo-
(ser diferente, divergir, adiar), ratificar (confirmar) e retifi- riais a ..... .
car (tornar reto, corrigir), vultoso (volumoso, muito grande: a) sessão - cessão - estrangeiros
soma vultosa) e vultuoso (congestionado: rosto vultuoso). b) seção - cessão - estrangeiros
c) secção - sessão - extrangeiros
Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma signi- d) sessão - seção - estrangeiros
ficação. A esse fato linguístico dá-se o nome de polissemia. e) seção - sessão - estrangeiros
Exemplos:
- Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar 04. Há uma alternativa errada. Assinale-a:
as plantas ou apagar incêndios; árvore frutífera; grande a) A eminente autoridade acaba de concluir uma via-
curral de gado. gem política.
- Pena: pluma, peça de metal para escrever; punição; b) A catástrofe torna-se iminente.
dó. c) Sua ascensão foi rápida.
- Velar: cobrir com véu, ocultar, vigiar, cuidar, relativo d) Ascenderam o fogo rapidamente.
ao véu do palato. e) Reacendeu o fogo do entusiasmo.

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05. Há uma alternativa errada. Assinale-a: Definição: Figuras de linguagem são certos recursos
a) cozer = cozinhar; coser = costurar não--convencionais que o falante ou escritor cria para dar
b) imigrar = sair do país; emigrar = entrar no país maior expressividade à sua mensagem.
c) comprimento = medida; cumprimento = saudação
d) consertar = arrumar; concertar = harmonizar Metáfora
e) chácara = sítio; xácara = verso É o emprego de uma palavra com o significado de ou-
tra em vista de uma relação de semelhanças entre ambas. É
06. Assinale o item em que a palavra destacada está uma comparação subentendida.
incorretamente aplicada: Minha boca é um túmulo.
a) Trouxeram-me um ramalhete de flores fragrantes. Essa rua é um verdadeiro deserto.
b) A justiça infligiu a pena merecida aos desordeiros.
c) Promoveram uma festa beneficiente para a creche. Comparação
d) Devemos ser fiéis ao cumprimento do dever. Consiste em atribuir características de um ser a outro,
e) A cessão de terras compete ao Estado. em virtude de uma determinada semelhança.
O meu coração está igual a um céu cinzento.
07. O ...... do prefeito foi ..... ontem. O carro dele é rápido como um avião.
a) mandado - caçado
b) mandato - cassado Prosopopeia
c) mandato - caçado É uma figura de linguagem que atribui características
d) mandado - casçado humanas a seres inanimados. Também podemos chamá-la
e) mandado - cassado de PERSONIFICAÇÃO.
O céu está mostrando sua face mais bela.
08. Marque a alternativa cujas palavras preenchem cor- O cão mostrou grande sisudez.
retamente as respectivas lacunas, na frase seguinte: “Ne-
Sinestesia
cessitando ...... o número do cartão do PIS, ...... a data de
Consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes
meu nascimento.”
(mistura dos cinco sentidos).
a) ratificar, proscrevi
Raquel tem um olhar frio, desesperador.
b) prescrever, discriminei
Aquela criança tem um olhar tão doce.
c) descriminar, retifiquei
d) proscrever, prescrevi
Catacrese
e) retificar, ratifiquei
É o emprego de uma palavra no sentido figurado por
falta de um termo próprio.
09. “A ......... científica do povo levou-o a .... de feiticeiros O menino quebrou o braço da cadeira.
os ..... em astronomia.” A manga da camisa rasgou.
a) insipiência tachar expertos
b) insipiência taxar expertos Metonímia
c) incipiência taxar espertos É a substituição de uma palavra por outra, quando
d) incipiência tachar espertos existe uma relação lógica, uma proximidade de sentidos
e) insipiência taxar espertos que permite essa troca. Ocorre metonímia quando empre-
gamos:
10. Na oração: Em sua vida, nunca teve muito ......, apre- - O autor pela obra.
sentava-se sempre ...... no ..... de tarefas ...... . As palavras Li Jô Soares dezenas de vezes. (a obra de Jô Soares)
adequadas para preenchimento das lacunas são: - o continente pelo conteúdo.
a) censo - lasso - cumprimento - eminentes O ginásio aplaudiu a seleção. (ginásio está substituindo
b) senso - lasso - cumprimento - iminentes os torcedores)
c) senso - laço - comprimento - iminentes - a parte pelo todo.
d) senso - laço - cumprimento - eminentes Vários brasileiros vivem sem teto, ao relento. (teto
e) censo - lasso - comprimento - iminentes substitui casa)
- o efeito pela causa.
Respostas: (01.B)(02.B)(03.A)(04.D)(05.B)(06.C)(07.B) Suou muito para conseguir a casa própria. (suor subs-
(08.E)(09.A)(10.B) titui o trabalho)
Perífrase
Figuras de Linguagem, É a designação de um ser através de alguma de suas
características ou atributos, ou de um fato que o celebri-
Segundo Mauro Ferreira, a importância em reconhecer zou.
figuras de linguagem está no fato de que tal conhecimento, A Veneza Brasileira também é palco de grandes espe-
além de auxiliar a compreender melhor os textos literários, táculos. (Veneza Brasileira = Recife)
deixa-nos mais sensíveis à beleza da linguagem e ao signi- A Cidade Maravilhosa está tomada pela violência. (Ci-
ficado simbólico das palavras e dos textos. dade Maravilhosa = Rio de Janeiro)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Antítese Anacoluto
Consiste no uso de palavras de sentidos opostos. Consiste numa mudança repentina da construção sin-
Nada com Deus é tudo. tática da frase.
Tudo sem Deus é nada. Ele, nada podia assustá-lo.
Nota: o anacoluto ocorre com frequência na lingua-
Eufemismo gem falada, quando o falante interrompe a frase, abando-
Consiste em suavizar palavras ou expressões que são nando o que havia dito para reconstruí-la novamente.
desagradáveis.
Ele foi repousar no céu, junto ao Pai. (repousar no céu Anáfora
= morrer) Consiste na repetição de uma palavra ou expressão
Os homens públicos envergonham o povo. (homens para reforçar o sentido, contribuindo para uma maior ex-
públicos = políticos) pressividade.
Cada alma é uma escada para Deus,
Hipérbole
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
É um exagero intencional com a finalidade de tornar
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
mais expressiva a ideia.
Ela chorou rios de lágrimas. Para Deus e em Deus com um sussurro noturno. (Fer-
Muitas pessoas morriam de medo da perna cabeluda. nando Pessoa)
Ironia
Consiste na inversão dos sentidos, ou seja, afirmamos Silepse
o contrário do que pensamos. Ocorre quando a concordância é realizada com a ideia
Que alunos inteligentes, não sabem nem somar. e não sua forma gramatical. Existem três tipos de silepse:
Se você gritar mais alto, eu agradeço. gênero, número e pessoa.
De gênero: Vossa excelência está preocupado com as
Onomatopeia notícias. (a palavra vossa excelência é feminina quanto à
Consiste na reprodução ou imitação do som ou voz forma, mas nesse exemplo a concordância se deu com a
natural dos seres. pessoa a que se refere o pronome de tratamento e não
Com o au-au dos cachorros, os gatos desapareceram. com o sujeito).
Miau-miau. – Eram os gatos miando no telhado a noite De número: A boiada ficou furiosa com o peão e der-
toda. rubaram a cerca. (nesse caso a concordância se deu com a
ideia de plural da palavra boiada).
Aliteração De pessoa: As mulheres decidimos não votar em deter-
Consiste na repetição de um determinado som conso- minado partido até prestarem conta ao povo. (nesse tipo
nantal no início ou interior das palavras. de silepse, o falante se inclui mentalmente entre os partici-
O rato roeu a roupa do rei de Roma. pantes de um sujeito em 3ª pessoa).
Elipse Questões sobre Figuras de Linguagem
Consiste na omissão de um termo que fica subentendi-
do no contexto, identificado facilmente. 01. Analista de informática II – VUNESP – 2013
Após a queda, nenhuma fratura.
Ciência e liberdades
Zeugma
Consiste na omissão de um termo já empregado an-
Aparentemente, o título deste artigo não faria nenhum
teriormente.
Ele come carne, eu verduras. sentido, considerando a época em que vivemos, na qual a
Pleonasmo pesquisa científica goza de uma ampla liberdade, garanti-
Consiste na intensificação de um termo através da sua da por universidades e institutos de pesquisa. Vai longe o
repetição, reforçando seu significado. tempo em que Giordano Bruno e Galileu foram condena-
Nós cantamos um canto glorioso. dos à morte.
No entanto, a liberdade de que goza a pesquisa cien-
Polissíndeto tífica vem tendo um contraponto na utilização pelo Estado
É a repetição da conjunção entre as orações de um pe- dos produtos dessa mesma pesquisa. Isso é especialmente
ríodo ou entre os termos da oração. visível no uso da ciência por políticas públicas de saúde.
Chegamos de viagem e tomamos banho e saímos para Resultados de pesquisas, ou mesmo hipóteses não verifica-
dançar. das, são utilizados como instrumentos de ações governa-
mentais, como se assim estivessem justificados.
Assíndeto Tais ações públicas estão particularmente presentes
Ocorre quando há a ausência da conjunção entre duas nas políticas conduzidas contra alimentos gordurosos e
orações. bebidas açucaradas. Governos arrogam-se direitos de in-
Chegamos de viagem, tomamos banho, depois saímos tervenção na vida dos cidadãos, supostamente amparados
para dançar. no conhecimento científico.

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LÍNGUA PORTUGUESA

É próprio do progresso científico que seus resultados 03. Assinale a expressão inconveniente por repetir in-
sejam tornados públicos, vindo a balizar a vida das pessoas formações:
se elas optarem por seguir esse conhecimento adquirido. A) É preciso encarar os problemas com coragem;
Mas uma coisa é as pessoas, de posse de certos conheci- B) Ela é o elo entre mim e você;
mentos, optarem por não consumir determinado produto C) É preciso deixar o animal em seu habitat natural;
por considerá-lo prejudicial à sua saúde. Nesse sentido, D) Iniciei os trabalhos há dois meses;
seria função do Estado informar os cidadãos sobre os ma- E) Já não há motivo para reclamação.
lefícios reais ou prováveis do consumo de tais produtos.
Outra, muito diferente, é o Estado impor determinadas 04. Antítese é uma figura de linguagem caracterizada
condutas restritivas da liberdade de escolha, em nome de pela presença de vocábulos de significação oposta. A frase
um conhecimento científico apropriado pelo governo com abaixo em que ocorre uma antítese é:
vista a seus fins específicos. A) “Para que serve um advogado honesto quando o
Consequentemente estaríamos diante de algo extre- que você precisa é de um advogado desonesto?” (Eric Am-
mamente perigoso, a saber, a administração “científica” da bler)
vida. Cidadãos administrados são cidadãos tutelados, inca- B) “Nunca minta para o seu médico, para o seu confes-
pazes de discernir por si mesmos o que é “bom” para eles. sor ou para o seu advogado”. (George Herbert)
A pior administração é a que se diz “verdadeira”, “cien- C) “A ambição universal dos homens é viver colhendo
tífica”, como se coubesse ao Estado optar no lugar dos ci- o que nunca plantaram”. (Adam Smith)
dadãos. Cidadãos administrados cientificamente tendem a D) “O brasileiro é um povo com os pés no chão. E as
se tornar servos do Estado. A eles é reservado um lugar mãos também”. (Ivan Lessa)
específico, o de serem destituídos do conhecimento “ver- E) “Mais vale um pássaro na mão, que dois voando”.
dadeiro”, esse que lhes é imposto à sua revelia. (ditado popular)
A comunidade científica, à medida que avança no terre-
no do político, começa a abandonar o seu terreno próprio, 05. Na metáfora, a palavra adquire um sentido diferen-
vindo a se tornar uma parte do problema, em vez de poder te do comum. Assim, metaforicamente, uma pessoa pode
ser um elemento de sua solução. Melhor fariam os cientistas ser chamada de “flor”, ou um obstáculo ser chamado de
em avançar em suas pesquisas, mostrando, por exemplo, os “pedra”. Assinale qual das frases abaixo apresenta uma me-
elementos e produtos eventualmente prejudiciais à saúde táfora:
dos indivíduos. Não lhes compete uma conduta de “cruza- A) O céu hoje está estrelado, sem nuvens.
dos” pelo controle “científico” dos cidadãos. B) Essa joia é cara, pois é toda de ouro.
Cidadãos devem ser informados, não tutelados. A sua C) Aquele trabalho foi fatigante, exigiu muito esforço.
liberdade de escolha deve ser, antes de tudo, preservada, D) A rainha desfilou com sua coroa de brilhantes.
tratando-se de um direito fundamental do ser humano. E) João disse que a bela Maria é a estrela de sua vida.
(Denis Lerrer Rosenfield, www.estadao.com.br,
25.03.2013. Adaptado) 06. Assinale a alternativa correta de acordo com a in-
dicação entre parênteses, referentes às figuras de lingua-
Assinale a alternativa em que o termo em negrito é gem.
empregado, no texto, com sentido metafórico. A) Ódio e amor são sentimentos que se manifestam no
A)... considerando a época em que vivemos, na qual a homem. (comparação)
pesquisa científica goza de uma ampla liberdade, garanti- B) Seu olhar é uma chuva de estrelas. (metáfora)
da por universidades e institutos de pesquisa. (primeiro C) A noite é escura como ébano. (prosopopeia)
parágrafo) D) Esqueci-me de trazer Paulo Coelho para você. (an-
B) Resultados de pesquisas, ou mesmo hipóteses não títese)
verificadas, são utilizados como instrumentos de ações go- E) Você está faltando com a verdade. (pleonasmo)
vernamentais... (segundo parágrafo)
C) Tais ações públicas estão particularmente presentes 07. A figura encontrada na frase “Paula para aqui, Paula
nas políticas conduzidas contra alimentos gordurosos e para ali” é:
bebidas açucaradas. (terceiro parágrafo) A) elipse
D) Nesse sentido, seria função do Estado informar os B) anacoluto
cidadãos sobre os malefícios reais ou prováveis do consu- C) pleonasmo
mo de tais produtos. (quarto parágrafo) D) anáfora
E) Não lhes compete uma conduta de “cruzados” pelo
controle “científico” dos cidadãos. (penúltimo parágrafo) 08. Nos versos abaixo, de Chico Buarque, encontra-se
a figura de linguagem:
02. “Ele fez anotações na folha do livro”. A expressão “Deixe em paz meu coração que ele é um pote até aqui
sublinhada lembra uma figura: de mágoas”
A) metáfora A) metáfora
B) catacrese B) ironia
C) anacoluto C) eufemismo
D) metonímia D) paradoxo

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LÍNGUA PORTUGUESA

09. A figura de linguagem presente na oração abaixo é: Funções de Linguagem


Paulinho é uma joia preciosa.
A) Metáfora. Quando se pergunta a alguém para que serve a lingua-
B) Pleonasmo. gem, a resposta mais comum é que ela serve para comuni-
C) Antítese. car. Isso está correto. No entanto, comunicar não é apenas
D) Repetição. transmitir informações. É também exprimir emoções, dar
ordens, falar apenas para não haver silêncio. Para que serve
10. Em: “Baticum! Com a terrível colisão o velho cami- a linguagem?
nhão mergulhou na lagoa central”, há a presença da lingua- - A linguagem serve para informar: Função Referencial.
gem figurada denominada:
A) prosopopeia “Estados Unidos invadem o Iraque”
B) perífrase
C) metonímia Essa frase, numa manchete de jornal, informa-nos so-
D) sinédoque
bre um acontecimento do mundo.
Com a linguagem, armazenamos conhecimentos na
GABARITO
memória, transmitimos esses conhecimentos a outras pes-
01. E 02. B 03. C 04. A 05. E soas, ficamos sabendo de experiências bem-sucedidas, so-
06. B 07. D 08. A 09. A 10. A mos prevenidos contra as tentativas mal sucedidas de fazer
alguma coisa. Graças à linguagem, um ser humano recebe
COMENTÁRIOS de outro conhecimentos, aperfeiçoa-os e transmite-os.
Condillac, um pensador francês, diz: “Quereis aprender
1-) cruzados – empregado no sentido de “lutadores”, ciências com facilidade? Começai a aprender vossa própria
defensores” língua!” Com efeito, a linguagem é a maneira como apren-
2-) folha do livro – A catacrese costuma ocorrer quan- demos desde as mais banais informações do dia a dia até
do, por falta de um termo específico para designar um con- as teorias científicas, as expressões artísticas e os sistemas
ceito, toma-se outro “emprestado”. Passa-se a empregar filosóficos mais avançados.
algumas palavras fora de seu sentido original. A função informativa da linguagem tem importância
central na vida das pessoas, consideradas individualmente
3-) habitat natural – segundo a maioria dos gramáticos, ou como grupo social. Para cada indivíduo, ela permite co-
todo habitat é natural. nhecer o mundo; para o grupo social, possibilita o acúmulo
de conhecimentos e a transferência de experiências. Por
4-) Para que serve um advogado honesto quando o meio dessa função, a linguagem modela o intelecto.
que você precisa é de um advogado desonesto? – uso de É a função informativa que permite a realização do
palavras antônimas no mesmo contexto. trabalho coletivo. Operar bem essa função da linguagem
possibilita que cada indivíduo continue sempre a aprender.
5-) João disse que a bela Maria é a estrela de sua vida. A função informativa costuma ser chamada também de
função referencial, pois seu principal propósito é fazer com
6-) Ódio e amor são sentimentos que se manifestam que as palavras revelem da maneira mais clara possível as
no homem. (antítese) coisas ou os eventos a que fazem referência.
A noite é escura como ébano. (comparação)
Esqueci-me de trazer Paulo Coelho para você. (meto-
- A linguagem serve para influenciar e ser influenciado:
nímia)
Função Conativa.
Você está faltando com a verdade. (eufemismo)

7-) Paula para aqui, Paula para ali “Vem pra Caixa você também.”
– anáfora= Repetição da mesma palavra ou grupo de
palavras Essa frase fazia parte de uma campanha destinada a
aumentar o número de correntistas da Caixa Econômica
8-) Deixe em paz meu coração que ele é um pote até Federal. Para persuadir o público alvo da propaganda a
aqui de mágoas. = Metáfora adotar esse comportamento, formulou-se um convite com
** dica: Quando a conjunção como ou outros elemen- uma linguagem bastante coloquial, usando, por exemplo, a
tos comparativos (tal qual, assim como, tão... quanto, etc.) forma vem, de segunda pessoa do imperativo, em lugar de
estiverem expressos na frase, a figura de linguagem cha- venha, forma de terceira pessoa prescrita pela norma culta
ma-se comparação. quando se usa você.
Pela linguagem, as pessoas são induzidas a fazer de-
9-) Paulinho é uma joia preciosa. = metáfora (compara- terminadas coisas, a crer em determinadas ideias, a sen-
ção subentendida, não expressa) tir determinadas emoções, a ter determinados estados de
alma (amor, desprezo, desdém, raiva, etc.). Por isso, pode-
10-) o velho caminhão mergulhou na lagoa central = se dizer que ela modela atitudes, convicções, sentimentos,
características humanas atribuídas a seres inanimados. emoções, paixões. Quem ouve desavisada e reiterada-

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LÍNGUA PORTUGUESA

mente a palavra negro pronunciada em tom desdenhoso Esse é um típico diálogo de pessoas que se encontram
aprende a ter sentimentos racistas; se a todo momento nos num elevador e devem manter uma conversa nos poucos
dizem, num tom pejorativo, “Isso é coisa de mulher”, apren- instantes em que estão juntas. Falam para nada dizer, ape-
demos os preconceitos contra a mulher. nas porque o silêncio poderia ser constrangedor ou pare-
Não se interfere no comportamento das pessoas ape- cer hostil.
nas com a ordem, o pedido, a súplica. Há textos que nos Quando estamos num grupo, numa festa, não pode-
influenciam de maneira bastante sutil, com tentações e mos manter-nos em silêncio, olhando uns para os outros.
seduções, como os anúncios publicitários que nos dizem Nessas ocasiões, a conversação é obrigatória. Por isso,
como seremos bem sucedidos, atraentes e charmosos se quando não se tem assunto, fala-se do tempo, repetem-se
usarmos determinadas marcas, se consumirmos certos histórias que todos conhecem, contam-se anedotas velhas.
produtos. Por outro lado, a provocação e a ameaça expres-
A linguagem, nesse caso, não tem nenhuma função que
sas pela linguagem também servem para fazer fazer.
Com essa função, a linguagem modela tanto bons ci- não seja manter os laços sociais. Quando encontramos al-
dadãos, que colocam o respeito ao outro acima de tudo, guém e lhe perguntamos “Tudo bem?”, em geral não que-
quanto espertalhões, que só pensam em levar vantagem, remos, de fato, saber se nosso interlocutor está bem, se
e indivíduos atemorizados, que se deixam conduzir sem está doente, se está com problemas.
questionar. A fórmula é uma maneira de estabelecer um vínculo
Emprega-se a expressão função conativa da linguagem social.
quando esta é usada para interferir no comportamento das Também os hinos têm a função de criar vínculos, seja
pessoas por meio de uma ordem, um pedido ou uma su- entre alunos de uma escola, entre torcedores de um time
gestão. A palavra conativo é proveniente de um verbo la- de futebol ou entre os habitantes de um país. Não importa
tino (conari) que significa “esforçar-se” (para obter algo). que as pessoas não entendam bem o significado da letra
do Hino Nacional, pois ele não tem função informativa: o
- A linguagem serve para expressar a subjetividade: importante é que, ao cantá-lo, sentimo-nos participantes
Função Emotiva. da comunidade de brasileiros.
Na nomenclatura da linguística, usa-se a expressão
“Eu fico possesso com isso!” função fática para indicar a utilização da linguagem para
estabelecer ou manter aberta a comunicação entre um fa-
Nessa frase, quem fala está exprimindo sua indignação
lante e seu interlocutor.
com alguma coisa que aconteceu. Com palavras, objetiva-
mos e expressamos nossos sentimentos e nossas emoções.
Exprimimos a revolta e a alegria, sussurramos palavras de - A linguagem serve para falar sobre a própria lingua-
amor e explodimos de raiva, manifestamos desespero, gem: Função Metalinguística.
desdém, desprezo, admiração, dor, tristeza. Muitas vezes,
falamos para exprimir poder ou para afirmarmo-nos social- Quando dizemos frases como “A palavra ‘cão’ é um
mente. Durante o governo do presidente Fernando Henri- substantivo”; “É errado dizer ‘a gente viemos’”; “Estou usan-
que Cardoso, ouvíamos certos políticos dizerem “A intenção do o termo ‘direção’ em dois sentidos”; “Não é muito elegan-
do Fernando é levar o país à prosperidade” ou “O Fernando te usar palavrões”, não estamos falando de acontecimen-
tem mudado o país”. Essa maneira informal de se referirem tos do mundo, mas estamos tecendo comentários sobre a
ao presidente era, na verdade, uma maneira de insinuarem própria linguagem. É o que chama função metalinguística.
intimidade com ele e, portanto, de exprimirem a importân- A atividade metalinguística é inseparável da fala. Falamos
cia que lhes seria atribuída pela proximidade com o poder. sobre o mundo exterior e o mundo interior e ao mesmo
Inúmeras vezes, contamos coisas que fizemos para afir- tempo, fazemos comentários sobre a nossa fala e a dos
marmo-nos perante o grupo, para mostrar nossa valentia outros. Quando afirmamos como diz o outro, estamos co-
ou nossa erudição, nossa capacidade intelectual ou nossa mentando o que declaramos: é um modo de esclarecer que
competência na conquista amorosa. não temos o hábito de dizer uma coisa tão trivial como a
Por meio do tipo de linguagem que usamos, do tom que estamos enunciando; inversamente, podemos usar a
de voz que empregamos, etc., transmitimos uma imagem
metalinguagem como recurso para valorizar nosso modo
nossa, não raro inconscientemente.
de dizer. É o que se dá quando dizemos, por exemplo, Pa-
Emprega-se a expressão função emotiva para designar
a utilização da linguagem para a manifestação do enuncia- rodiando o padre Vieira ou Para usar uma expressão clássi-
dor, isto é, daquele que fala. ca, vou dizer que “peixes se pescam, homens é que se não
podem pescar”.
- A linguagem serve para criar e manter laços sociais:
Função Fática. - A linguagem serve para criar outros universos.

__Que calorão, hein? A linguagem não fala apenas daquilo que existe, fala
__Também, tem chovido tão pouco. também do que nunca existiu. Com ela, imaginamos novos
__Acho que este ano tem feito mais calor do que nos mundos, outras realidades. Essa é a grande função da arte:
outros. mostrar que outros modos de ser são possíveis, que outros
__Eu não me lembro de já ter sentido tanto calor. universos podem existir. O filme de Woody Allen “A rosa

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LÍNGUA PORTUGUESA

púrpura do Cairo” (1985) mostra isso de maneira bem ex- Observe-se que a maior concentração de sons oclu-
pressiva. Nele, conta-se a história de uma mulher que, para sivos ocorre no segundo verso, quando se afirma que o
consolar-se do cotidiano sofrido e dos maus-tratos infligi- barulho dos cavalos aumenta.
dos pelo marido, refugia-se no cinema, assistindo inúmeras Quando se usam recursos da própria língua para acres-
vezes a um filme de amor em que a vida é glamorosa, e o centar sentidos ao conteúdo transmitido por ela, diz-se
galã é carinhoso e romântico. Um dia, ele sai da tela e am- que estamos usando a linguagem em sua função poética.
bos vão viver juntos uma série de aventuras. Nessa outra
realidade, os homens são gentis, a vida não é monótona, o Para melhor compreensão das funções de linguagem,
amor nunca diminui e assim por diante. torna-se necessário o estudo dos elementos da comuni-
cação.
- A linguagem serve como fonte de prazer: Função Antigamente, tinha-se a ideia que o diálogo era de-
Poética. senvolvido de maneira “sistematizada” (alguém pergunta
- alguém espera ouvir a pergunta, daí responde, enquanto
Brincamos com as palavras. Os jogos com o sentido outro escuta em silêncio, etc).
e os sons são formas de tornar a linguagem um lugar de Exemplo:
prazer. Divertimo-nos com eles. Manipulamos as palavras
para delas extrairmos satisfação. Elementos da comunicação
Oswald de Andrade, em seu “Manifesto antropófago”,
diz “Tupi or not tupi”; trata-se de um jogo com a frase sha- - Emissor - emite, codifica a mensagem;
kespeariana “To be or not to be”. Conta-se que o poeta Emí- - Receptor - recebe, decodifica a mensagem;
lio de Menezes, quando soube que uma mulher muito gor- - Mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor;
da se sentara no banco de um ônibus e este quebrara, fez - Código - conjunto de signos usado na transmissão e
o seguinte trocadilho: “É a primeira vez que vejo um banco recepção da mensagem;
quebrar por excesso de fundos”.
- Referente - contexto relacionado a emissor e recep-
A palavra banco está usada em dois sentidos: “móvel
tor;
comprido para sentar-se” e “casa bancária”. Também está
- Canal - meio pelo qual circula a mensagem.
empregado em dois sentidos o termo fundos: “nádegas” e
Porém, com os estudos recentes dos linguistas, essa
“capital”, “dinheiro”.
teoria sofreu uma modificação, pois, chegou-se a conclu-
são que quando se trata da parole, entende-se que é um
Observe-se o uso do verbo bater, em expressões diver-
veículo democrático (observe a função fática), assim, admi-
sas, com significados diferentes, nesta frase do deputado
te-se um novo formato de locução, ou, interlocução (diá-
Virgílio Guimarães:
logo interativo):
“ACM bate boca porque está acostumado a bater: bateu
continência para os militares, bateu palmas para o Collor e - locutor - quem fala (e responde);
quer bater chapa em 2002. Mas o que falta é que lhe bata - locutário - quem ouve e responde;
uma dor de consciência e bata em retirada.” - interlocução - diálogo
(Folha de S. Paulo)
As respostas, dos “interlocutores” podem ser gestuais,
Verifica-se que a linguagem pode ser usada utilitaria- faciais etc. por isso a mudança (aprimoração) na teoria.
mente ou esteticamente. No primeiro caso, ela é utilizada As atitudes e reações dos comunicantes são também
para informar, para influenciar, para manter os laços so- referentes e exercem influência sobre a comunicação
ciais, etc. No segundo, para produzir um efeito prazero-
so de descoberta de sentidos. Em função estética, o mais Lembramo-nos:
importante é como se diz, pois o sentido também é cria-
do pelo ritmo, pelo arranjo dos sons, pela disposição das - Emotiva (ou expressiva): a mensagem centra-se no
palavras, etc. “eu” do emissor, é carregada de subjetividade. Ligada a
Na estrofe abaixo, retirada do poema “A Cavalgada”, esta função está, por norma, a poesia lírica.
de Raimundo Correia, a sucessão dos sons oclusivos /p/, - Função apelativa (imperativa): com este tipo de men-
/t/, /k/, /b/, /d/, /g/ sugere o patear dos cavalos: sagem, o emissor atua sobre o receptor, afim de que este
assuma determinado comportamento; há frequente uso
E o bosque estala, move-se, estremece... do vocativo e do imperativo. Esta função da linguagem é
Da cavalgada o estrépito que aumenta frequentemente usada por oradores e agentes de publici-
Perde-se após no centro da montanha... dade.
- Função metalinguística: função usada quando a lín-
Apud: Lêdo Ivo. Raimundo Correia: Poesia. 4ª ed. gua explica a própria linguagem (exemplo: quando, na
Rio de Janeiro, Agir, p. 29. Coleção Nossos Clássi- análise de um texto, investigamos os seus aspectos mor-
cos. fossintáticos e/ou semânticos).

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Função informativa (ou referencial): função usada b) Cacoépia: erro na pronúncia dos fonemas.
quando o emissor informa objetivamente o receptor de Por Exemplo: Estou com poblemas a resolver. (proble-
uma realidade, ou acontecimento. mas)
- Função fática: pretende conseguir e manter a atenção c) Cacografia: erro na grafia ou na flexão de uma pa-
dos interlocutores, muito usada em discursos políticos e lavra.
textos publicitários (centra-se no canal de comunicação). Exemplos:
- Função poética: embeleza, enriquecendo a mensa- Eu  advinhei quem ganharia o concurso. (adivinhei)
gem com figuras de estilo, palavras belas, expressivas, rit- O segurança deteu aquele homem. (deteve)
mos agradáveis, etc.
2) Morfologia
Também podemos pensar que as primeiras falas cons- Exemplos:
cientes da raça humana ocorreu quando os sons emitidos Se eu ir aí, vou me atrasar. (for)
evoluíram para o que podemos reconhecer como “interjei- Sou a aluna mais maior da turma. (maior)
ções”. As primeiras ferramentas da fala humana.
A função biológica e cerebral da linguagem é aquilo 3) Semântica
que mais profundamente distingue o homem dos outros Por Exemplo: José  comprimentou seu vizinho ao sair
animais. de casa. (cumprimentou)
Podemos considerar que o desenvolvimento desta
função cerebral ocorre em estreita ligação com a bipedia e 4) Estrangeirismos
a libertação da mão, que permitiram o aumento do volume Considera-se barbarismo o emprego desnecessário de
do cérebro, a par do desenvolvimento de órgãos fonadores palavras estrangeiras, ou seja, quando já existe palavra ou
e da mímica facial expressão correspondente na língua.
Devido a estas capacidades, para além da linguagem Exemplos:
falada e escrita, o homem, aprendendo pela observação de O show é hoje! (espetáculo)
animais, desenvolveu a língua de sinais adaptada pelos sur- Vamos tomar um drink? (drinque)
dos em diferentes países, não só para melhorar a comuni-
cação entre surdos, mas também para utilizar em situações Solecismo
especiais, como no teatro e entre navios ou pessoas e não É o desvio de sintaxe, podendo ocorrer nos seguintes
animais que se encontram fora do alcance do ouvido, mas níveis:
que se podem observar entre si. 1) Concordância
Por Exemplo: Haviam muitos alunos naquela sala.
Vícios da Linguagem (Havia)
2) Regência
Ao contrário das figuras de linguagem, que represen- Por Exemplo: Eu assisti o filme em casa. (ao)
tam realce e beleza às mensagens emitidas, os vícios de lin- 3) Colocação
guagem são palavras ou construções que vão de encontro Por Exemplo: Dancei tanto na festa que não aguentei-
às normas gramaticais. Os vícios de linguagem costumam me em pé. (não me aguentei em pé)
ocorrer por descuido, ou ainda por desconhecimento das
regras por parte do emissor. Observe: Ambiguidade ou Anfibologia
Ocorre quando, por falta de clareza, há duplicidade de
Pleonasmo Vicioso ou Redundância sentido da frase.
Diferentemente do pleonasmo tradicional, tem-se
pleonasmo vicioso quando há repetição desnecessária de Exemplos:
uma informação na frase. Ana disse à amiga que seu namorado havia chegado.
(O namorado é de Ana ou da amiga?)
Exemplos: O pai  falou com o filho caído no chão. (Quem estava
Entrei para dentro de casa quando começou a anoitecer. caído no chão? Pai ou filho?)
Hoje fizeram-me uma surpresa  inesperada.
Encontraremos outra alternativa para esse problema. Cacofonia
Observação: o pleonasmo é considerado vício de Ocorre quando a junção de duas ou mais palavras na
linguagem quando usado desnecessariamente, no en- frase provoca som desagradável ou palavra inconveniente.
tanto, quando usado para reforçar a mensagem, cons-
titui uma figura de linguagem. Exemplos:
Uma mão lava outra. (mamão)
Barbarismo Vi ela na esquina. (viela)
É o desvio da norma que ocorre nos seguintes níveis: Dei um beijo na boca dela. (cadela)
1) Pronúncia Eco
a) Silabada: erro na pronúncia do acento tônico. Ocorre quando há palavras na frase com terminações
Por Exemplo: Solicitei à cliente sua rúbrica. (rubrica) iguais ou semelhantes, provocando dissonância.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Por Exemplo: A divulgação da promoção não causou (B) Um levantamento mostrou que, os adolescentes


comoção na população. americanos consomem, em média 357 calorias diárias des-
Hiato sa fonte.
Ocorre quando há uma sequência de vogais, provo- (C) Um levantamento mostrou que os adolescentes
cando dissonância. americanos consomem, em média, 357 calorias diárias des-
Exemplos: sa fonte.
Eu a amo. (D) Um levantamento, mostrou que os adolescentes
Ou eu ou a outra ganhará  o concurso. americanos, consomem em média 357 calorias diárias des-
sa fonte.
Colisão (E) Um levantamento mostrou que os adolescentes
Ocorre quando há repetição de consoantes iguais ou americanos, consomem em média 357 calorias diárias, des-
semelhantes, provocando dissonância. sa fonte.
Por Exemplo: Sua saia sujou.
Assinalei com um “X” onde há pontuação inadequada
ou faltante:
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/estil/
(A) Um levantamento mostrou, (X) que os adolescentes
estil11.php
americanos consomem (X) em média (X) 357 calorias, (X)
diárias dessa fonte.
(B) Um levantamento mostrou que, (X) os adolescentes
EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES americanos consomem, em média (X) 357 calorias diárias
dessa fonte.
(C) Um levantamento mostrou que os adolescentes
1-) (FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC/SP americanos consomem, em média, 357 calorias diárias des-
– ADMINISTRADOR - VUNESP/2013) Assinale a alternativa sa fonte.
correta quanto à concordância, de acordo com a norma (D) Um levantamento, (X) mostrou que os adolescentes
-padrão da língua portuguesa. americanos, (X) consomem (X) em média (X) 357 calorias
(A) A má distribuição de riquezas e a desigualdade so- diárias dessa fonte.
cial está no centro dos debates atuais. (E) Um levantamento mostrou que os adolescentes
(B) Políticos, economistas e teóricos diverge em relação americanos, (X) consomem (X) em média (X) 357 calorias
aos efeitos da desigualdade social. diárias, (X) dessa fonte.
(C) A diferença entre a renda dos mais ricos e a dos
mais pobres é um fenômeno crescente. RESPOSTA: “C”.
(D) A má distribuição de riquezas tem sido muito criti-
cado por alguns teóricos. 3-) (TRT/RO E AC – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2011)
(E) Os debates relacionado à distribuição de riquezas Estão plenamente observadas as normas de concordância
não são de exclusividade dos economistas. verbal na frase:
a) Destinam-se aos homens-placa um lugar visível nas
Realizei a correção nos itens: ruas e nas praças, ao passo que lhes é suprimida a visibili-
(A) A má distribuição de riquezas e a desigualdade so- dade social.
cial está = estão b) As duas tábuas em que se comprimem o famigera-
(B) Políticos, economistas e teóricos diverge = diver- do homem-placa carregam ditos que soam irônicos, como
“compro ouro”.
gem
c) Não se compara aos vexames dos homens-placa a
(C) A diferença entre a renda dos mais ricos e a dos
exposição pública a que se submetem os guardadores de
mais pobres é um fenômeno crescente.
carros.
(D) A má distribuição de riquezas tem sido muito criti-
d) Ao se revogarem o emprego de carros-placa na
cado = criticada propaganda imobiliária, poupou-se a todos uma demons-
(E) Os debates relacionado = relacionados tração de mau gosto.
e) Não sensibilizavam aos possíveis interessados em
RESPOSTA: “C”. apartamentos de luxo a visão grotesca daqueles velhos
carros-placa.
2-) (COREN/SP – ADVOGADO – VUNESP/2013) Seguin-
do a norma-padrão da língua portuguesa, a frase – Um le- Fiz as correções entre parênteses:
vantamento mostrou que os adolescentes americanos con- a) Destinam-se (destina-se) aos homens-placa um lu-
somem em média 357 calorias diárias dessa fonte. – recebe gar visível nas ruas e nas praças, ao passo que lhes é supri-
o acréscimo correto das vírgulas em: mida a visibilidade social.
(A) Um levantamento mostrou, que os adolescentes b) As duas tábuas em que se comprimem (comprime)
americanos consomem em média 357 calorias, diárias des- o famigerado homem-placa carregam ditos que soam irô-
sa fonte. nicos, como “compro ouro”.

85
LÍNGUA PORTUGUESA

c) Não se compara aos vexames dos homens-placa a (C) Um dos argumentos trazidos pelo autor do texto,
exposição pública a que se submetem os guardadores de contra os que votam a favor do ensino religioso na escola
carros. pública, consistem = consiste.
d) Ao se revogarem (revogar) o emprego de carros (D) O número de templos em atividade na cidade de
-placa na propaganda imobiliária, poupou-se a todos uma São Paulo vêm gradativamente aumentando, em propor-
demonstração de mau gosto. ção maior do que ocorrem = ocorre
e) Não sensibilizavam (sensibilizava) aos possíveis in- (E) Tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação como
teressados em apartamentos de luxo a visão grotesca da- a regulação natural do mercado sinalizam para as incon-
queles velhos carros-placa. veniências que adviriam da adoção do ensino religioso
nas escolas públicas.
RESPOSTA: “C”.
RESPOSTA: “E”.
4-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV/2011) 6-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV/2011) Se-
Assinale a palavra que tenha sido acentuada seguindo a gundo o Manual de Redação da Presidência da República,
mesma regra que distribuídos. NÃO se deve usar Vossa Excelência para
(A) sócio (A) embaixadores.
(B) sofrê-lo (B) conselheiros dos Tribunais de Contas estaduais.
(C) lúcidos (C) prefeitos municipais.
(D) constituí (D) presidentes das Câmaras de Vereadores.
(E) órfãos (E) vereadores.

Distribuímos = regra do hiato (...) O uso do pronome de tratamento Vossa Senhoria


(A) sócio = paroxítona terminada em ditongo (abreviado V. Sa.) para vereadores está correto, sim. Numa
(B) sofrê-lo = oxítona (não se considera o pronome Câmara de Vereadores só se usa Vossa Excelência para o
seu presidente, de acordo com o Manual de Redação da
oblíquo. Nunca!)
Presidência da República (1991).
(C) lúcidos = proparoxítona
(Fonte: http://www.linguabrasil.com.br/nao-tropece-
(D) constituí = regra do hiato (diferente de “constitui”
detail.php?id=393)
– oxítona: cons-ti-tui)
(E) órfãos = paroxítona terminada em “ão”
RESPOSTA: “E”.
RESPOSTA: “D”.
7-) (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010)
... valores e princípios que sejam percebidos pela socie-
5-) (TRT/PE – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2012) A dade como tais.
concordância verbal está plenamente observada na frase: Transpondo para a voz ativa a frase acima, o verbo pas-
(A) Provocam muitas polêmicas, entre crentes e ma- sará a ser, corretamente,
terialistas, o posicionamento de alguns religiosos e par- (A) perceba.
lamentares acerca da educação religiosa nas escolas pú- (B) foi percebido.
blicas. (C) tenham percebido.
(B) Sempre deverão haver bons motivos, junto àque- (D) devam perceber.
les que são contra a obrigatoriedade do ensino religioso, (E) estava percebendo.
para se reservar essa prática a setores da iniciativa priva-
da. ... valores e princípios que sejam percebidos pela so-
(C) Um dos argumentos trazidos pelo autor do texto, ciedade como tais = dois verbos na voz passiva, então te-
contra os que votam a favor do ensino religioso na escola remos um na ativa: que a sociedade perceba os valores e
pública, consistem nos altos custos econômicos que acar- princípios...
retarão tal medida.
(D) O número de templos em atividade na cidade de RESPOSTA: “A”
São Paulo vêm gradativamente aumentando, em propor-
ção maior do que ocorrem com o número de escolas pú-
blicas.
(E) Tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação como
a regulação natural do mercado sinalizam para as incon-
veniências que adviriam da adoção do ensino religioso
nas escolas públicas.

(A) Provocam = provoca (o posicionamento)


(B) Sempre deverão haver bons motivos = deverá ha-
ver

86
MATEMÁTICA

2.1 Conjuntos dos números naturais; sistema de numeração; e bases.......................................................................................................01


2.2 Operações com números naturais.......................................................................................................................................................................01
2.3 Divisibilidade: múltiplos e divisores, números primos e fatoração completa...................................................................................01
2.4 Conjunto dos números racionais: números fracionários, operações e operações inversas no conjunto dos racionais.............01
2.5 Razões: número racional absoluto e razões especiais (velocidade e densidade)...........................................................................01
2.6 Proporções: propriedades, porcentagem, números proporcionais, regra de três, juros e câmbio.........................................01
2.7 Ampliação numérica: conjunto dos inteiros relativos, conjunto dos racionais relativos. Operações diretas e inversas em
inteiros relativos e em racionais relativos.................................................................................................................................................................01
2.8 Equações e inequações do primeiro grau: resolução de inequações do primeiro grau com uma variável no conjunto
dos números racionais relativos...................................................................................................................................................................................01
IE/EA CPCAR 2017 Portaria DEPENS nº 275-T/DE-2 de 9 de maio de 2016. 38......................................................................................01
2.9 Números Reais, números racionais e números irracionais: operações diretas e inversas no conjunto dos números reais,
cálculo com radicais, transformação de radicais e casos deracionalização...............................................................................................01
2.10 Cálculo literal em Reais: expressões equivalentes, reduções, fatoração, equações, inequações e sistemas de equações
simultâneas em Reais........................................................................................................................................................................................................01
2.11 Polinômio numa variável: operações. Noção intuitiva do conceito de “zeros” de um polinômio........................................01
2.12 Equações do segundo grau: resolução das equações incompletas e das equações completas. Fórmula de resolução.
Simplificação no caso de ser “a = l” e “b é par”. Relações entre coeficientes e raízes. Forma (S,P) de uma equação do 2°
grau. Composição de uma equação do 2° grau, conhecidas as raízes.......................................................................................................44
2.13 Equações biquadradas e equações irracionais.............................................................................................................................................44
2.14 Sistemas simples do 2° grau: problemas do segundo grau...................................................................................................................44
2.15 Funções: conceito de função, domínio e conjunto imagem e funções definidas por equações...........................................52
2.16 Coordenadas cartesianas no plano. Gráfico das funções definidas por equações......................................................................52
2.17 Função: afim, linear e constante, gráfico e propriedades dessas funções. Conceito de declividade. Gráficos de inequa-
ções do primeiro grau com duas variáveis. Interseção de regiões do plano...........................................................................................52
2.18 Função trinômio do segundo grau: estudo da função trinômio do segundo grau e construção dos respectivos gráfi-
cos. Propriedade do gráfico da função trinômio do segundo grau. Inequação do segundo grau................................................52
2.19 Introdução à geometria dedutiva: elementos fundamentais: ponto, reta, semi-reta, segmento,.........................................72
plano, semiplano, ângulo e congruência. Estudo dos polígonos em geral, dos triângulos e quadriláteros em particular..72
2.20 Estudo da circunferência: disco, círculo, arcos e cordas. Propriedades. Medidas de ângulos e de arcos..........................72
2.21 Transformações geométricas elementares: translação, rotação e simetria.....................................................................................72
2.22 Razão e proporção de segmentos: feixe de paralelas. Teorema de Tales........................................................................................72
2.23 Semelhança de triângulos e de polígonos. Razões trigonométricas de ângulos agudos........................................................81
2.24 Relações métricas no triângulo retângulo: teorema de Pitágoras. Projeção ortogonal............................................................81
2.25 Relações métricas num triângulo qualquer: lei dos co-senos e senos..............................................................................................81
2.26 Relações métricas no círculo................................................................................................................................................................................81
2.27 Razões trigonométricas: razões trigonométricas dos ângulos 30, 45 e 60 graus. Relações entre as razões trigonomé-
tricas. Emprego das tábuas trigonométricas. Problemas de aplicação.......................................................................................................81
2.28 Polígonos regulares: relações métricas nos polígonos regulares..................................................................................................... 109
2.29 Áreas de regiões planas: relações métricas entre áreas de figuras planas................................................................................... 116
2.30 Medidas de volume, de capacidade, de massa, de comprimento e de área............................................................................... 116
2.31 Noções de Estatística: gráficos de barras, de colunas, de setores e de linhas; distribuição de frequências, população e
variável; variáveis discretas, variáveis contínuas, variáveis qualitativas, média, mediana e moda; dispersão de dados; desvio
e desvio padrão................................................................................................................................................................................................................. 121
2.32 Contagem e Probabilidade: princípio fundamental da contagem; e, Probabilidade............................................................... 136

IE/EA CPCAR 2017 Portaria DEPENS nº 275-T/DE-2 de 9 de maio de 2016.


39
2.33 BIBLIOGRAFIA
2.33.1 BRANDÃO, Marcius. Matemática: conceituação. 5ª/6ª/7ª/8ª séries. São Paulo: Editora
Brasil S/A, 1978.
2.33.2 DOLCE, Oswaldo; POMPEO, José Nicolau. Fundamentos de matemática elementar:
geometria plana. 8. ed. São Paulo: Atual, 2005. v. 9.
2.33.3 IEZZI, Gelson; DOLCE, Osvaldo; MACHADO, Antônio. Matemática e realidade: 6º ano.
8. ed. São Paulo: Atual, 2013.
2.33.4 IEZZI, Gelson; DOLCE, Osvaldo; MACHADO, Antônio. Matemática e realidade: 7º ano.
8. ed. São Paulo: Atual, 2013.
2.33.5 IEZZI, Gelson; DOLCE, Osvaldo; MACHADO, Antônio. Matemática e realidade: 8º ano.
8. ed. São Paulo: Atual, 2013.
2.33.6 IEZZI, Gelson; DOLCE, Osvaldo; MACHADO, Antônio. Matemática e realidade: 9º ano.
8. ed. São Paulo: Atual, 2013.
MATEMÁTICA

2.1 CONJUNTOS DOS NÚMEROS NATURAIS; SISTEMA DE NUMERAÇÃO; E BASES.2.2


OPERAÇÕES COM NÚMEROS NATURAIS. 2.3 DIVISIBILIDADE: MÚLTIPLOS E DIVISORES,
NÚMEROS PRIMOS E FATORAÇÃO COMPLETA.2.4 CONJUNTO DOS NÚMEROS
RACIONAIS: NÚMEROS FRACIONÁRIOS, OPERAÇÕES E OPERAÇÕES INVERSAS
NO CONJUNTO DOS RACIONAIS. 2.5 RAZÕES: NÚMERO RACIONAL ABSOLUTO E
RAZÕES ESPECIAIS (VELOCIDADE E DENSIDADE). 2.6 PROPORÇÕES: PROPRIEDADES,
PORCENTAGEM, NÚMEROS PROPORCIONAIS, REGRA DE TRÊS, JUROS E CÂMBIO.
2.7 AMPLIAÇÃO NUMÉRICA: CONJUNTO DOS INTEIROS RELATIVOS, CONJUNTO
DOS RACIONAIS RELATIVOS. OPERAÇÕES DIRETAS E INVERSAS EM INTEIROS
RELATIVOS E EM RACIONAIS RELATIVOS. 2.8 EQUAÇÕES E INEQUAÇÕES DO PRIMEIRO
GRAU: RESOLUÇÃO DE INEQUAÇÕES DO PRIMEIRO GRAU COM UMA VARIÁVEL NO
CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS RELATIVOS.2.9 NÚMEROS REAIS, NÚMEROS
RACIONAIS E NÚMEROS IRRACIONAIS: OPERAÇÕES DIRETAS E INVERSAS NO
CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS, CÁLCULO COM RADICAIS, TRANSFORMAÇÃO
DE RADICAIS E CASOS DE RACIONALIZAÇÃO. 2.10 CÁLCULO LITERAL EM REAIS:
EXPRESSÕES EQUIVALENTES, REDUÇÕES, FATORAÇÃO, EQUAÇÕES, INEQUAÇÕES E
SISTEMAS DE EQUAÇÕES SIMULTÂNEAS EM REAIS.2.11 POLINÔMIO NUMA VARIÁVEL:
OPERAÇÕES. NOÇÃO INTUITIVA DO CONCEITO DE “ZEROS” DE UM POLINÔMIO

Números Naturais

O conjunto dos números naturais é representado pela letra maiúscula N e estes números são construídos com os
algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, que também são conhecidos como algarismos indo-arábicos. No século VII, os árabes
invadiram a Índia, difundindo o seu sistema numérico. Embora o zero não seja um número natural no sentido que tenha
sido proveniente de objetos de contagens naturais, iremos considerá-lo como um número natural uma vez que ele tem as
mesmas propriedades algébricas que os números naturais. Na verdade, o zero foi criado pelos hindus na montagem do
sistema posicional de numeração para suprir a deficiência de algo nulo.
Na sequência consideraremos que os naturais têm início com o número zero e escreveremos este conjunto como: N =
{ 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, ...}
Representaremos o conjunto dos números naturais com a letra N. As reticências (três pontos) indicam que este conjun-
to não tem fim. N é um conjunto com infinitos números.
Excluindo o zero do conjunto dos números naturais, o conjunto será representado por: N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, ...}

A construção dos Números Naturais

- Todo número natural dado tem um sucessor (número que vem depois do número dado), considerando também o
zero.
Exemplos: Seja m um número natural.
a) O sucessor de m é m+1.
b) O sucessor de 0 é 1.
c) O sucessor de 1 é 2.
d) O sucessor de 19 é 20.

- Se um número natural é sucessor de outro, então os dois números juntos são chamados números consecutivos.
Exemplos:
a) 1 e 2 são números consecutivos.
b) 5 e 6 são números consecutivos.
c) 50 e 51 são números consecutivos.
- Vários números formam uma coleção de números naturais consecutivos se o segundo é sucessor do primeiro, o ter-
ceiro é sucessor do segundo, o quarto é sucessor do terceiro e assim sucessivamente.
Exemplos:
a) 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 são consecutivos.
b) 5, 6 e 7 são consecutivos.
c) 50, 51, 52 e 53 são consecutivos.

1
MATEMÁTICA

- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um Multiplicação de Números Naturais
antecessor (número que vem antes do número dado).
Exemplos: Se m é um número natural finito diferente É a operação que tem por finalidade adicionar o pri-
de zero. meiro número denominado multiplicando ou parcela, tan-
a) O antecessor do número m é m-1. tas vezes quantas são as unidades do segundo número
b) O antecessor de 2 é 1. denominadas multiplicador.
c) O antecessor de 56 é 55.
Exemplo
d) O antecessor de 10 é 9.
O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos
4 vezes 9 é somar o número 9 quatro vezes: 4 x 9 = 9
números naturais pares. Embora uma sequência real seja + 9 + 9 + 9 = 36
outro objeto matemático denominado função, algumas O resultado da multiplicação é denominado produto
vezes utilizaremos a denominação sequência dos números e os números dados que geraram o produto, são chama-
naturais pares para representar o conjunto dos números dos fatores. Usamos o sinal × ou · ou x, para representar a
naturais pares: P = { 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, ...} multiplicação.
O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos
números naturais ímpares, às vezes também chamados, a Propriedades da multiplicação
sequência dos números ímpares. I = { 1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...}
- Fechamento: A multiplicação é fechada no conjunto
Operações com Números Naturais N dos números naturais, pois realizando o produto de dois
ou mais números naturais, o resultado estará em N. O fato
Na sequência, estudaremos as duas principais opera- que a operação de multiplicação é fechada em N é conhe-
cido na literatura do assunto como: A multiplicação é uma
ções possíveis no conjunto dos números naturais. Pratica-
lei de composição interna no conjunto N.
mente, toda a Matemática é construída a partir dessas duas - Associativa: Na multiplicação, podemos associar 3 ou
operações: adição e multiplicação. mais fatores de modos diferentes, pois se multiplicarmos o
primeiro fator com o segundo e depois multiplicarmos por
A adição de números naturais um terceiro número natural, teremos o mesmo resultado
que multiplicar o terceiro pelo produto do primeiro pelo
A primeira operação fundamental da Aritmética tem segundo. (m . n) . p = m .(n . p) → (3 . 4) . 5 = 3 . (4 . 5) = 60
por finalidade reunir em um só número, todas as unidades - Elemento Neutro: No conjunto dos números naturais
de dois ou mais números. Antes de surgir os algarismos existe um elemento neutro para a multiplicação que é o 1.
indo-arábicos, as adições podiam ser realizadas por meio Qualquer que seja o número natural n, tem-se que: 1 . n =
de tábuas de calcular, com o auxílio de pedras ou por meio n.1=n→1.7=7.1=7
de ábacos. - Comutativa: Quando multiplicamos dois números na-
turais quaisquer, a ordem dos fatores não altera o produto,
ou seja, multiplicando o primeiro elemento pelo segundo
Propriedades da Adição
elemento teremos o mesmo resultado que multiplicando o
- Fechamento: A adição no conjunto dos números na- segundo elemento pelo primeiro elemento. m . n = n . m
turais é fechada, pois a soma de dois números naturais é → 3 . 4 = 4 . 3 = 12
ainda um número natural. O fato que a operação de adição
é fechada em N é conhecido na literatura do assunto como: Propriedade Distributiva
A adição é uma lei de composição interna no conjunto N.
- Associativa: A adição no conjunto dos números na- Multiplicando um número natural pela soma de dois
turais é associativa, pois na adição de três ou mais parce- números naturais, é o mesmo que multiplicar o fator, por
las de números naturais quaisquer é possível associar as cada uma das parcelas e a seguir adicionar os resultados
parcelas de quaisquer modos, ou seja, com três números obtidos. m . (p + q) = m . p + m . q → 6 x (5 + 3) = 6 x 5 +
naturais, somando o primeiro com o segundo e ao resulta- 6 x 3 = 30 + 18 = 48
do obtido somarmos um terceiro, obteremos um resultado
que é igual à soma do primeiro com a soma do segundo e Divisão de Números Naturais
o terceiro. (A + B) + C = A + (B + C)
Dados dois números naturais, às vezes necessitamos
- Elemento neutro: No conjunto dos números naturais,
saber quantas vezes o segundo está contido no primeiro.
existe o elemento neutro que é o zero, pois tomando um O primeiro número que é o maior é denominado dividendo
número natural qualquer e somando com o elemento neu- e o outro número que é menor é o divisor. O resultado da
tro (zero), o resultado será o próprio número natural. divisão é chamado quociente. Se multiplicarmos o divisor
- Comutativa: No conjunto dos números naturais, a pelo quociente obteremos o dividendo.
adição é comutativa, pois a ordem das parcelas não altera No conjunto dos números naturais, a divisão não é
a soma, ou seja, somando a primeira parcela com a segun- fechada, pois nem sempre é possível dividir um número
da parcela, teremos o mesmo resultado que se somando a natural por outro número natural e na ocorrência disto a
segunda parcela com a primeira parcela. divisão não é exata.

2
MATEMÁTICA

Relações essenciais numa divisão de números naturais Questões


- Em uma divisão exata de números naturais, o divisor
deve ser menor do que o dividendo. 35 : 7 = 5 1 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) A partir de 1º de
- Em uma divisão exata de números naturais, o dividen- março, uma cantina escolar adotou um sistema de rece-
do é o produto do divisor pelo quociente. 35 = 5 x 7 bimento por cartão eletrônico. Esse cartão funciona como
- A divisão de um número natural n por zero não é pos- uma conta corrente: coloca-se crédito e vão sendo debi-
sível pois, se admitíssemos que o quociente fosse q, então tados os gastos. É possível o saldo negativo. Enzo toma
poderíamos escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que: n = 0 lanche diariamente na cantina e sua mãe credita valores no
x q = 0 o que não é correto! Assim, a divisão de n por 0 não cartão todas as semanas. Ao final de março, ele anotou o
tem sentido ou ainda é dita impossível. seu consumo e os pagamentos na seguinte tabela:

Potenciação de Números Naturais

Para dois números naturais m e n, a expressão mn é um


produto de n fatores iguais ao número m, ou seja: mn = m
. m . m ... m . m → m aparece n vezes
O número que se repete como fator é denominado
base que neste caso é m. O número de vezes que a base se
repete é denominado expoente que neste caso é n. O re-
sultado é denominado potência. Esta operação não passa
de uma multiplicação com fatores iguais, como por exem-
No final do mês, Enzo observou que tinha
plo: 23 = 2 × 2 × 2 = 8 → 43 = 4 × 4 × 4 = 64
A) crédito de R$ 7,00.
B) débito de R$ 7,00.
Propriedades da Potenciação
C) crédito de R$ 5,00.
D) débito de R$ 5,00.
- Uma potência cuja base é igual a 1 e o expoente na-
E) empatado suas despesas e seus créditos.
tural é n, denotada por 1n, será sempre igual a 1.
Exemplos:
2 - (PREF. IMARUI/SC – AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS
a- 1n = 1×1×...×1 (n vezes) = 1
- PREF. IMARUI/2014) José, funcionário público, recebe sa-
b- 13 = 1×1×1 = 1
lário bruto de R$ 2.000,00. Em sua folha de pagamento vem
c- 17 = 1×1×1×1×1×1×1 = 1 o desconto de R$ 200,00 de INSS e R$ 35,00 de sindicato.
Qual o salário líquido de José?
- Se n é um número natural não nulo, então temos que A) R$ 1800,00
no=1. Por exemplo: B) R$ 1765,00
C) R$ 1675,00
- (a) nº = 1 D) R$ 1665,00
- (b) 5º = 1
- (c) 49º = 1 3 – (Professor/Pref.de Itaboraí) O quociente entre dois
números naturais é 10. Multiplicando-se o dividendo por
- A potência zero elevado a zero, denotada por 0o, é cinco e reduzindo-se o divisor à metade, o quociente da
carente de sentido no contexto do Ensino Fundamental. nova divisão será:
A) 2
- Qualquer que seja a potência em que a base é o nú- B) 5
mero natural n e o expoente é igual a 1, denotada por n1, é C) 25
igual ao próprio n. Por exemplo: D) 50
E) 100
- (a) n¹ = n
- (b) 5¹ = 5 4 - (PREF. ÁGUAS DE CHAPECÓ – OPERADOR DE MÁ-
- (c) 64¹ = 64 QUINAS – ALTERNATIVE CONCURSOS) Em uma loja, as
compras feitas a prazo podem ser pagas em até 12 vezes
- Toda potência 10n é o número formado pelo algaris- sem juros. Se João comprar uma geladeira no valor de R$
mo 1 seguido de n zeros. 2.100,00 em 12 vezes, pagará uma prestação de:
Exemplos: A) R$ 150,00.
a- 103 = 1000 B) R$ 175,00.
b- 108 = 100.000.000 C) R$ 200,00.
c- 10o = 1 D) R$ 225,00.

3
MATEMÁTICA

5 - PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPERA- 9 – (CREFITO/SP – ALMOXARIFE – VUNESP/2012) O su-


CIONAIS – MAKIYAMA/2013) Ontem, eu tinha 345 bolinhas cessor do dobro de determinado número é 23. Esse mesmo
de gude em minha coleção. Porém, hoje, participei de um determinado número somado a 1 e, depois, dobrado será
campeonato com meus amigos e perdi 67 bolinhas, mas igual a
ganhei outras 90. Sendo assim, qual a quantidade de bo- A) 24.
linhas que tenho agora, depois de participar do campeo- B) 22.
nato? C) 20.
A) 368 D) 18.
B) 270 E) 16.
C) 365
D) 290 10 - (SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABILIDA-
E) 376 DE – FCC/2012) Uma montadora de automóveis possui cin-
co unidades produtivas num mesmo país. No último ano,
6 – (Pref. Niterói) João e Maria disputaram a prefeitura cada uma dessas unidades produziu 364.098 automóveis.
de uma determinada cidade que possui apenas duas zo- Toda a produção foi igualmente distribuída entre os merca-
nas eleitorais. Ao final da sua apuração o Tribunal Regional dos consumidores de sete países. O número de automóveis
Eleitoral divulgou a seguinte tabela com os resultados da que cada país recebeu foi
eleição. A quantidade de eleitores desta cidade é: A) 26.007
B) 26.070
C) 206.070
1ª Zona Elei- 2ª Zona Elei-
toral toral D) 260.007
E) 260.070
João 1750 2245 Respostas
Maria 850 2320
1 - RESPOSTA: “B”.
Nulos 150 217 crédito: 40+30+35+15=120
Brancos 18 25 débito: 27+33+42+25=127
120-127=-7
Abstenções 183 175
Ele tem um débito de R$ 7,00.
A) 3995
2 - RESPOSTA: “B”.
B) 7165
C) 7532 2000-200=1800-35=1765
D) 7575 O salário líquido de José é R$1765,00.
E) 7933
3 - RESPOSTA: “E”.
7 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPE- D= dividendo
RACIONAIS – MAKIYAMA/2013) Durante um mutirão para d= divisor
promover a limpeza de uma cidade, os 15.000 voluntários Q = quociente = 10
foram igualmente divididos entre as cinco regiões de tal R= resto = 0 (divisão exata)
cidade. Sendo assim, cada região contou com um número Equacionando:
de voluntários igual a: D= d.Q + R
A) 2500 D= d.10 + 0 → D= 10d
B) 3200
C) 1500 Pela nova divisão temos:
D) 3000
E) 2000

8 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPERA- Isolando Q temos:


CIONAIS – MAKIYAMA/2013) Em determinada loja, o paga-
mento de um computador pode ser feito sem entrada, em
12 parcelas de R$ 250,00. Sendo assim, um cliente que opte
por essa forma de pagamento deverá pagar pelo compu-
tador um total de: 4 - RESPOSTA: “B”.
A) R$ 2500,00
B) R$ 3000,00
C) R$1900,00
D) R$ 3300,00
E) R$ 2700,00 Cada prestação será de R$175,00

4
MATEMÁTICA

5 - RESPOSTA: “A”. 1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula,


345-67=278 um número finito de algarismos. Decimais Exatos:
Depois ganhou 90
278+90=368 2 = 0,4
5
6 - RESPOSTA: “E”. 1 = 0,25
Vamos somar a 1ª Zona: 1750+850+150+18+183 = 4
2951 35 = 8,75
2ª Zona : 2245+2320+217+25+175 = 4982 4 = 3,06
153
Somando os dois: 2951+4982 = 7933 50
7 - RESPOSTA: “D”.
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula,
infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se perio-
dicamente. Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
1
= 0,333...
Cada região terá 3000 voluntários. 3
8 - RESPOSTA: “B”. 1 = 0,04545...
250∙12=3000 22
O computador custa R$3000,00. 167 = 2,53030...
66
9 - RESPOSTA: “A”.
Se o sucessor é 23, o dobro do número é 22, portanto
o número é 11. Representação Fracionária dos Números Decimais
(11+1) → 2=24
Trata-se do problema inverso: estando o número ra-
10 - RESPOSTA: “E”. cional escrito na forma decimal, procuremos escrevê-lo na
364098 → 5=1820490 automóveis forma de fração. Temos dois casos:

1º) Transformamos o número em uma fração cujo nu-


merador é o número decimal sem a vírgula e o denomina-
dor é composto pelo numeral 1, seguido de tantos zeros
quantas forem as casas decimais do número decimal dado:
Números Racionais – Q
0,9 = 9
m Um número racional é o que pode ser escrito na forma
10
, onde m e n são números inteiros, sendo que n deve 5,7 =
57
n
ser diferente de zero. Frequentemente usamos m/n para 10
significar a divisão de m por n. 0,76 = 76
Como podemos observar, números racionais podem 100
ser obtidos através da razão entre dois números inteiros, 3,48 = 348
razão pela qual, o conjunto de todos os números racionais 100
é denotado por Q. Assim, é comum encontrarmos na lite-
0,005 = 5 = 1
ratura a notação: 1000 200
m
Q={ : m e n em Z, n diferente de zero}
n 2º) Devemos achar a fração geratriz da dízima dada;
No conjunto Q destacamos os seguintes subconjuntos: para tanto, vamos apresentar o procedimento através de
alguns exemplos:
- Q* = conjunto dos racionais não nulos;
- Q+ = conjunto dos racionais não negativos; Exemplo 1
- Q*+ = conjunto dos racionais positivos;
- Q _ = conjunto dos racionais não positivos; Seja a dízima 0, 333... .
- Q*_ = conjunto dos racionais negativos.
Façamos x = 0,333... e multipliquemos ambos os mem-
Representação Decimal das Frações bros por 10: 10x = 0,333
Subtraindo, membro a membro, a primeira igualdade
Tomemos um número racional q , tal que p não seja da segunda:
p

múltiplo de q. Para escrevê-lo na forma decimal, basta efe- 10x – x = 3,333... – 0,333... ⇒ 9x = 3 ⇒ x = 3/9
tuar a divisão do numerador pelo denominador.
Nessa divisão podem ocorrer dois casos: Assim, a geratriz de 0,333... é a fração 3 .
9

5
MATEMÁTICA

Exemplo 2 Subtração de Números Racionais


Seja a dízima 5, 1717... A subtração de dois números racionais p e q é a própria
operação de adição do número p com o oposto de q, isto é:
Façamos x = 5,1717... e 100x = 517,1717... . p – q = p + (–q)
Subtraindo membro a membro, temos:
99x = 512 ⇒ x = 512/99 Multiplicação (Produto) de Números Racionais

Assim, a geratriz de 5,1717... é a fração 512 . Como todo número racional é uma fração ou pode ser
Exemplo 3 99 escrito na forma de uma fração, definimos o produto de
dois números racionais a e c , da mesma forma que o
Seja a dízima 1, 23434... produto de frações, através
b de:d
a c ac
Façamos x = 1,23434... 10x = 12,3434... 1000x = x =
b d bd
1234,34... .
O produto dos números racionais a e b também pode
Subtraindo membro a membro, temos:
ser indicado por a × b, axb, a.b ou ainda ab sem nenhum
990x = 1234,34... – 12,34... ⇒ 990x = 1222 ⇒ x
sinal entre as letras.
= 1222/990
Para realizar a multiplicação de números racionais, de-
vemos obedecer à mesma regra de sinais que vale em toda
Simplificando, obtemos x = 611 , a fração geratriz da a Matemática:
dízima 1, 23434... 495
(+1) × (+1) = (+1)
(+1) × (-1) = (-1)
Módulo ou valor absoluto: É a distância do ponto que (-1) × (+1) = (-1)
representa esse número ao ponto de abscissa zero. (-1) × (-1) = (+1)

Podemos assim concluir que o produto de dois núme-


Exemplo: Módulo de - 3 é 3 . Indica-se - 3 = 3 ros com o mesmo sinal é positivo, mas o produto de dois
2 2 2 2 números com sinais diferentes é negativo.
3
Módulo de + 3 é 3 . Indica-se + 3 = Propriedades da Multiplicação de Números Racio-
2 2 2 2 nais
3
Números Opostos: Dizemos que – 2 e 2 são números
3
O conjunto Q é fechado para a multiplicação, isto é,
racionais opostos ou simétricos e cada um deles é o oposto o produto de dois números racionais ainda é um número
racional.
do outro. As distâncias dos pontos – 3 e 3 ao ponto zero
- Associativa: Para todos a, b, c em Q: a × ( b × c ) = (
da reta são iguais.
2 2
a×b)×c
- Comutativa: Para todos a, b em Q: a × b = b × a
Soma (Adição) de Números Racionais - Elemento neutro: Existe 1 em Q, que multiplicado por
todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é: q × 1 = q
Como todo número racional é uma fração ou pode ser - Elemento inverso: Para todo q =
a em Q, q diferen-
escrito na forma de uma fração, definimos a adição entre b
os números racionais
a
e
c
, da mesma forma que a te de zero, existe q-1 = b em Q: q × q-1 = 1 a
b d a b
soma de frações, através de: x b =1
a
a
+ c =
ad + bc - Distributiva: Para todos a, b, c em Q: a × ( b + c ) = (
b d bd a×b)+(a×c)

Propriedades da Adição de Números Racionais Divisão de Números Racionais

A divisão de dois números racionais p e q


O conjunto Q é fechado para a operação de adição,
é a própria operação de multiplicação do nú-
isto é, a soma de dois números racionais ainda é um nú-
mero p pelo inverso de q, isto é: p ÷ q =
mero racional. p × q-1
- Associativa: Para todos a, b, c em Q: a + ( b + c ) = (
a+b)+c Potenciação de Números Racionais
- Comutativa: Para todos a, b em Q: a + b = b + a
- Elemento neutro: Existe 0 em Q, que adicionado a A potência qn do número racional q é um produto de
todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é: q + 0 = q n fatores iguais. O número q é denominado a base e o nú-
- Elemento oposto: Para todo q em Q, existe -q em Q, mero n é o expoente.
tal que q + (–q) = 0 qn = q × q × q × q × ... × q, (q aparece n vezes)

6
MATEMÁTICA

Exemplos: - Potência de Potência. Para reduzir uma potência de


3 potência a uma potência de um só expoente, conservamos
⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ 8
a) ⎜ ⎟ = ⎜ ⎟ .⎜ ⎟ .⎜ ⎟ = a base e multiplicamos os expoentes
⎝ 5 ⎠ ⎝ 5 ⎠ ⎝ 5 ⎠ ⎝ 5 ⎠ 125

b)

c) (–5)² = (–5) . ( –5) = 25


Radiciação de Números Racionais
d) (+5)² = (+5) . (+5) = 25 Se um número representa um produto de dois ou mais
fatores iguais, então cada fator é chamado raiz do número.
Propriedades da Potenciação: Toda potência com ex- Vejamos alguns exemplos:
poente 0 é igual a 1.
0 Exemplo 1
⎛ 2⎞ = 1
⎜⎝ + ⎟⎠
5 4 Representa o produto 2 . 2 ou 22. Logo, 2 é a raiz
quadrada de 4. Indica-se √4= 2.
- Toda potência com expoente 1 é igual à própria base.
Exemplo 2
1
⎛ 9⎞ 9
⎜⎝ − ⎟⎠ = - 4 1
Representa o produto
1
.
1
ou ⎛ 1⎞
2
. Logo,
1
é a raiz
4 9 3 3 ⎜⎝ ⎟⎠
3 3

quadrada de .Indica-se =
1 1 1
9 3
- Toda potência com expoente negativo de um número
9

racional diferente de zero é igual a outra potência que tem


a base igual ao inverso da base anterior e o expoente igual Exemplo 3
ao oposto do expoente anterior.
−2 2 0,216 Representa o produto 0,6 . 0,6 . 0,6 ou (0,6)3.
⎛ 3⎞ ⎛ 5 ⎞ 25
Logo, 0,6 é a raiz cúbica de 0,216. Indica-se 3 0,216 = 0,6.
⎜⎝ − ⎟⎠ .⎜⎝ − ⎟⎠ =
5 3 9
- Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo si- Assim, podemos construir o diagrama:
nal da base.

3
⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ 8 N Z Q
⎜⎝ ⎟⎠ = ⎜⎝ ⎟⎠ .⎜⎝ ⎟⎠ .⎜⎝ ⎟⎠ =
3 3 3 3 27

- Toda potência com expoente par é um número po-


sitivo. Um número racional, quando elevado ao quadrado, dá
2 o número zero ou um número racional positivo. Logo, os
⎛ 1⎞ ⎛ 1⎞ ⎛ 1⎞ 1 números racionais negativos não têm raiz quadrada em Q.
⎜⎝ − ⎟⎠ = ⎜⎝ − ⎟⎠ .⎜⎝ − ⎟⎠ =
5 5 5 25
O número -100 não tem raiz quadrada em Q, pois tan-
- Produto de potências de mesma base. Para reduzir
9
to -10 como +10 , quando elevados ao quadrado, dão 100 .
um produto de potências de mesma base a uma só potên-
3
Um número racional positivo só tem raiz quadrada no
3 9

cia, conservamos a base e somamos os expoentes. conjunto dos números racionais se ele for um quadrado
2 3 2+3 5 perfeito.
⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2 2⎞ ⎛ 2 2 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞
⎜⎝ ⎟⎠ .⎜ ⎟ = ⎜ . ⎟ .⎜ . . ⎟ = ⎜ ⎟ =⎜ ⎟
5 ⎝ 5⎠ ⎝ 5 5⎠ ⎝ 5 5 5⎠ ⎝ 5⎠ ⎝ 5⎠ O número
2
não tem raiz quadrada em Q, pois não
3
existe número racional que elevado ao quadrado dê 2 .
- Quociente de potências de mesma base. Para redu- 3
zir um quociente de potências de mesma base a uma só Questões
potência, conservamos a base e subtraímos os expoentes.
1 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPE-
RACIONAIS – MAKIYAMA/2013) Na escola onde estudo,
¼ dos alunos tem a língua portuguesa como disciplina fa-
vorita, 9/20 têm a matemática como favorita e os demais
têm ciências como favorita. Sendo assim, qual fração repre-
senta os alunos que têm ciências como disciplina favorita?

7
MATEMÁTICA

A) 1/4
B) 3/10
C) 2/9
D) 4/5
E) 3/2

,2 - (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL –


UEM/2014) Dirce comprou 7 lapiseiras e pagou R$ 8,30,
em cada uma delas. Pagou com uma nota de 100 reais e
obteve um desconto de 10 centavos. Quantos reais ela re-
cebeu de troco?
A) R$ 40,00
B) R$ 42,00
7 – (Prof./Prefeitura de Itaboraí) Se x = 0,181818...,
C) R$ 44,00
então o valor numérico da expressão:
D) R$ 46,00
E) R$ 48,00

3 - (FUNDAÇÃO CASA – AGENTE DE APOIO OPERA-


CIONAL – VUNESP/2013) De um total de 180 candidatos,
2/5 estudam inglês, 2/9 estudam francês, 1/3estuda espa-
nhol e o restante estuda alemão. O número de candidatos A) 34/39
que estuda alemão é: B) 103/147
A) 6. C) 104/147
B) 7. D) 35/49
C) 8. E) 106/147
D) 9.
E) 10. 8 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Mariana abriu
seu cofrinho com 120 moedas e separou-as:
4 - (FUNDAÇÃO CASA – AGENTE DE APOIO OPERA- − 1 real: ¼ das moedas
CIONAL – VUNESP/2013) Em um estado do Sudeste, um − 50 centavos: 1/3 das moedas
Agente de Apoio Operacional tem um salário mensal de: − 25 centavos: 2/5 das moedas
salário­base R$ 617,16 e uma gratificação de R$ 185,15. No − 10 centavos: as restantes
mês passado, ele fez 8 horas extras a R$ 8,50 cada hora, Mariana totalizou a quantia contida no cofre em
mas precisou faltar um dia e foi descontado em R$ 28,40. A) R$ 62,20.
No mês passado, seu salário totalizou B) R$ 52,20.
A) R$ 810,81. C) R$ 50,20.
B) R$ 821,31. D) R$ 56,20.
C) R$ 838,51. E) R$ 66,20.
D) R$ 841,91.
E) R$ 870,31. 9 - (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014)
Numa operação policial de rotina, que abordou 800 pes-
5 - (Pref. Niterói) Simplificando a expressão abaixo
soas, verificou-se que 3/4 dessas pessoas eram homens e
1/5 deles foram detidos. Já entre as mulheres abordadas,
Obtém-se :
1/8 foram detidas.
A) ½
Qual o total de pessoas detidas nessa operação poli-
B) 1
C) 3/2 cial?
D) 2 A) 145
E) 3 B) 185
C) 220
6 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Em um jogo D) 260
matemático, cada jogador tem direito a 5 cartões marcados E) 120
com um número, sendo que todos os jogadores recebem
os mesmos números. Após todos os jogadores receberem 10 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS
seus cartões, aleatoriamente, realizam uma determinada OPERACIONAIS – MAKIYAMA/2013) Quando pergunta-
tarefa que também é sorteada. Vence o jogo quem cumprir do sobre qual era a sua idade, o professor de matemática
a tarefa corretamente. Em uma rodada em que a tarefa era respondeu:
colocar os números marcados nos cartões em ordem cres- “O produto das frações 9/5 e 75/3 fornece a minha
cente, venceu o jogador que apresentou a sequência idade!”.

8
MATEMÁTICA

Sendo assim, podemos afirmar que o professor tem: 6 - RESPOSTA: “D”.


A) 40 anos.
B) 35 anos.
C) 45 anos.
D) 30 anos.
E) 42 anos.

Respostas
A ordem crescente é :
1 - RESPOSTA: “B”.
Somando português e matemática: 7 - RESPOSTA: “B”.
x=0,181818... temos então pela transformação na fra-
ção geratriz: 18/99 = 2/11, substituindo:

O que resta gosta de ciências:

8 - RESPOSTA: “A”.
2 - RESPOSTA: “B”.

Como recebeu um desconto de 10 centavos, Dirce pa-


gou 58 reais
Troco:100-58=42 reais

3 - RESPOSTA: “C”.

Mmc(3,5,9)=45 Mariana totalizou R$ 62,20.

9 - RESPOSTA: “A”.

O restante estuda alemão: 2/45

Como 3/4 eram homens, 1/4 eram mulheres


4 - RESPOSTA: “D”.

ou 800-600=200 mulheres

Salário foi R$ 841,91.

5 - RESPOSTA: “B”. Total de pessoas detidas: 120+25=145


1,3333= 12/9 = 4/3
1,5 = 15/10 = 3/2 10 - RESPOSTA: “C”.

9
MATEMÁTICA

Conjunto dos Números Inteiros – Z Propriedades da adição de números inteiros: O con-


junto Z é fechado para a adição, isto é, a soma de dois
Definimos o conjunto dos números inteiros como a re- números inteiros ainda é um número inteiro.
união do conjunto dos números naturais (N = {0, 1, 2, 3,
4,..., n,...}, o conjunto dos opostos dos números naturais e o Associativa: Para todos a,b,c em Z:
zero. Este conjunto é denotado pela letra Z (Zahlen=núme- a + (b + c) = (a + b) + c
ro em alemão). Este conjunto pode ser escrito por: Z = {..., 2 + (3 + 7) = (2 + 3) + 7
-4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, ...}
O conjunto dos números inteiros possui alguns sub- Comutativa: Para todos a,b em Z:
conjuntos notáveis: a+b=b+a
3+7=7+3
- O conjunto dos números inteiros não nulos:
Z* = {..., -4, -3, -2, -1, 1, 2, 3, 4,...}; Elemento Neutro: Existe 0 em Z, que adicionado a
Z* = Z – {0} cada z em Z, proporciona o próprio z, isto é:
z+0=z
- O conjunto dos números inteiros não negativos: 7+0=7
Z+ = {0, 1, 2, 3, 4,...}
Z+ é o próprio conjunto dos números naturais: Z+ = N Elemento Oposto: Para todo z em Z, existe (-z) em Z,
tal que
- O conjunto dos números inteiros positivos: z + (–z) = 0
Z*+ = {1, 2, 3, 4,...} 9 + (–9) = 0
- O conjunto dos números inteiros não positivos: Subtração de Números Inteiros
Z_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0}
A subtração é empregada quando:
- O conjunto dos números inteiros negativos: - Precisamos tirar uma quantidade de outra quantidade;
Z*_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1} - Temos duas quantidades e queremos saber quanto
uma delas tem a mais que a outra;
Módulo: chama-se módulo de um número inteiro a
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto
distância ou afastamento desse número até o zero, na reta
falta a uma delas para atingir a outra.
numérica inteira. Representa-se o módulo por | |.
O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0
A subtração é a operação inversa da adição.
O módulo de +7 é 7 e indica-se |+7| = 7
O módulo de –9 é 9 e indica-se |–9| = 9 Observe que: 9 – 5 = 4 4+5=9
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de diferença
zero, é sempre positivo.
subtraendo
Números Opostos: Dois números inteiros são ditos minuendo
opostos um do outro quando apresentam soma zero; as-
sim, os pontos que os representam distam igualmente da Considere as seguintes situações:
origem.
Exemplo: O oposto do número 2 é -2, e o oposto de -2 1- Na segunda-feira, a temperatura de Monte Sião
é 2, pois 2 + (-2) = (-2) + 2 = 0 passou de +3 graus para +6 graus. Qual foi a variação da
No geral, dizemos que o oposto, ou simétrico, de a temperatura?
é – a, e vice-versa; particularmente o oposto de zero é o Esse fato pode ser representado pela subtração: (+6)
próprio zero. – (+3) = +3

Adição de Números Inteiros 2- Na terça-feira, a temperatura de Monte Sião, duran-


te o dia, era de +6 graus. À Noite, a temperatura baixou de
Para melhor entendimento desta operação, associare- 3 graus. Qual a temperatura registrada na noite de terça-
mos aos números inteiros positivos a idéia de ganhar e aos feira?
números inteiros negativos a idéia de perder. Esse fato pode ser representado pela adição: (+6) +
Ganhar 5 + ganhar 3 = ganhar 8 (+5) + (+3) = (+8) (–3) = +3
Perder 3 + perder 4 = perder 7 (-3) + (-4) = (-7) Se compararmos as duas igualdades, verificamos que
Ganhar 8 + perder 5 = ganhar 3 (+8) + (-5) = (+3) (+6) – (+3) é o mesmo que (+6) + (–3).
Perder 8 + ganhar 5 = perder 3 (-8) + (+5) = (-3)
Temos:
O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispen- (+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3
sado, mas o sinal (–) antes do número negativo nunca pode (+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3
ser dispensado. (–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3

10
MATEMÁTICA

Daí podemos afirmar: Subtrair dois números inteiros Divisão de Números Inteiros
é o mesmo que adicionar o primeiro com o oposto do se-
gundo.
Dividendo divisor dividendo:
Multiplicação de Números Inteiros Divisor = quociente 0
Quociente . divisor = dividendo
A multiplicação funciona como uma forma simplificada
de uma adição quando os números são repetidos. Podería- Sabemos que na divisão exata dos números naturais:
mos analisar tal situação como o fato de estarmos ganhan- 40 : 5 = 8, pois 5 . 8 = 40
do repetidamente alguma quantidade, como por exemplo,
36 : 9 = 4, pois 9 . 4 = 36
ganhar 1 objeto por 30 vezes consecutivas, significa ganhar
30 objetos e esta repetição pode ser indicada por um x,
isto é: 1 + 1 + 1 ... + 1 + 1 = 30 x 1 = 30 Vamos aplicar esses conhecimentos para estudar a di-
Se trocarmos o número 1 pelo número 2, obteremos: 2 visão exata de números inteiros. Veja o cálculo:
+ 2 + 2 + ... + 2 + 2 = 30 x 2 = 60 (–20) : (+5) = q  (+5) . q = (–20)  q = (–4)
Se trocarmos o número 2 pelo número -2, obteremos: Logo: (–20) : (+5) = - 4
(–2) + (–2) + ... + (–2) = 30 x (-2) = –60 Considerando os exemplos dados, concluímos que,
Observamos que a multiplicação é um caso particular para efetuar a divisão exata de um número inteiro por ou-
da adição onde os valores são repetidos. tro número inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo
Na multiplicação o produto dos números a e b, pode do dividendo pelo módulo do divisor. Daí:
ser indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum sinal - Quando o dividendo e o divisor têm o mesmo sinal, o
entre as letras. quociente é um número inteiro positivo.
Para realizar a multiplicação de números inteiros, deve- - Quando o dividendo e o divisor têm sinais diferentes,
mos obedecer à seguinte regra de sinais: o quociente é um número inteiro negativo.
(+1) x (+1) = (+1) - A divisão nem sempre pode ser realizada no conjunto
(+1) x (-1) = (-1) Z. Por exemplo, (+7) : (–2) ou (–19) : (–5) são divisões que
(-1) x (+1) = (-1) não podem ser realizadas em Z, pois o resultado não é um
(-1) x (-1) = (+1) número inteiro.
- No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é as-
Com o uso das regras acima, podemos concluir que:
sociativa e não tem a propriedade da existência do ele-
mento neutro.
Sinais dos números Resultado do produto 1- Não existe divisão por zero.
Iguais Positivo Exemplo: (–15) : 0 não tem significado, pois não existe
Diferentes Negativo um número inteiro cujo produto por zero seja igual a –15.
2- Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente
Propriedades da multiplicação de números intei- de zero, é zero, pois o produto de qualquer número inteiro
ros: O conjunto Z é fechado para a multiplicação, isto é, a por zero é igual a zero.
multiplicação de dois números inteiros ainda é um número Exemplos: a) 0 : (–10) = 0 b) 0 : (+6) = 0 c) 0 : (–1)
inteiro. =0

Associativa: Para todos a,b,c em Z: Potenciação de Números Inteiros


a x (b x c) = (a x b) x c
2 x (3 x 7) = (2 x 3) x 7 A potência an do número inteiro a, é definida como um
produto de n fatores iguais. O número a é denominado a
Comutativa: Para todos a,b em Z: base e o número n é o expoente.
axb=bxa an = a x a x a x a x ... x a
3x7=7x3 a é multiplicado por a n vezes
Elemento neutro: Existe 1 em Z, que multiplicado por Exemplos:33 = (3) x (3) x (3) = 27
todo z em Z, proporciona o próprio z, isto é:
(-5)5 = (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) = -3125
zx1=z
7x1=7 (-7)² = (-7) x (-7) = 49
Elemento inverso: Para todo inteiro z diferente de (+9)² = (+9) x (+9) = 81
zero, existe um inverso z–1=1/z em Z, tal que - Toda potência de base positiva é um número inteiro
z x z–1 = z x (1/z) = 1 positivo.
9 x 9–1 = 9 x (1/9) = 1 Exemplo: (+3)2 = (+3) . (+3) = +9

Distributiva: Para todos a,b,c em Z: - Toda potência de base negativa e expoente par é
a x (b + c) = (a x b) + (a x c) um número inteiro positivo.
3 x (4+5) = (3 x 4) + (3 x 5) Exemplo: (– 8)2 = (–8) . (–8) = +64

11
MATEMÁTICA

- Toda potência de base negativa e expoente ímpar é Observação: Ao obedecer à regra dos sinais para o
um número inteiro negativo. produto de números inteiros, concluímos que:
Exemplo: (–5)3 = (–5) . (–5) . (–5) = –125 (a) Se o índice da raiz for par, não existe raiz de número
inteiro negativo.
Propriedades da Potenciação: (b) Se o índice da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz
Produtos de Potências com bases iguais: Conserva- de qualquer número inteiro.
se a base e somam-se os expoentes. (–7)3 . (–7)6 = (–7)3+6
= (–7)9 Questões

Quocientes de Potências com bases iguais: Conser- 1 - (TRF 2ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2012) Uma
va-se a base e subtraem-se os expoentes. (+13)8 : (+13)6 = operação λ é definida por:
(+13)8 – 6 = (+13)2 wλ = 1 − 6w, para todo inteiro w.
Com base nessa definição, é correto afirmar que a
Potência de Potência: Conserva-se a base e multipli- soma 2λ + (1λ) λ é igual a
cam-se os expoentes. [(+4)5]2 = (+4)5 . 2 = (+4)10 A) −20.
B) −15.
Potência de expoente 1: É sempre igual à base. (+9)1 C) −12.
= +9 (–13)1 = –13 D) 15.
Potência de expoente zero e base diferente de zero: E) 20.
É igual a 1. Exemplo: (+14)0 = 1 (–35)0 = 1 2 - (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014)
Ruth tem somente R$ 2.200,00 e deseja gastar a maior
Radiciação de Números Inteiros quantidade possível, sem ficar devendo na loja.
A raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro a é Verificou o preço de alguns produtos:
a operação que resulta em outro número inteiro não ne- TV: R$ 562,00
gativo b que elevado à potência n fornece o número a. O
DVD: R$ 399,00
número n é o índice da raiz enquanto que o número a é o
Micro-ondas: R$ 429,00
radicando (que fica sob o sinal do radical).
Geladeira: R$ 1.213,00
A raiz quadrada (de ordem 2) de um número inteiro a
é a operação que resulta em outro número inteiro não ne-
Na aquisição dos produtos, conforme as condições
gativo que elevado ao quadrado coincide com o número a.
mencionadas, e pagando a compra em dinheiro, o troco
recebido será de:
Observação: Não existe a raiz quadrada de um núme-
A) R$ 84,00
ro inteiro negativo no conjunto dos números inteiros.
B) R$ 74,00
Erro comum: Frequentemente lemos em materiais di- C) R$ 36,00
dáticos e até mesmo ocorre em algumas aulas aparecimen- D) R$ 26,00
to de: E) R$ 16,00
√9 = ±3
mas isto está errado. O certo é: 3 - (PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYA-
√9 = +3 MA/2013) Analise as operações a seguir:

Observamos que não existe um número inteiro não


negativo que multiplicado por ele mesmo resulte em um
I abac=ax
número negativo.
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a
operação que resulta em outro número inteiro que elevado
ao cubo seja igual ao número a. Aqui não restringimos os II
nossos cálculos somente aos números não negativos.

Exemplos
III
3
(a) 8 = 2, pois 2³ = 8. De acordo com as propriedades da potenciação, temos
que, respectivamente, nas operações I, II e III:
(b)
3
− 8 = –2, pois (–2)³ = -8. A) x=b-c, y=b+c e z=c/2.
3
B) x=b+c, y=b-c e z=2c.
(c) 27 = 3, pois 3³ = 27. C) x=2bc, y=-2bc e z=2c.
D) x=c-b, y=b-c e z=c-2.
(d)
3
− 27 = –3, pois (–3)³ = -27. E) x=2b, y=2c e z=c+2.

12
MATEMÁTICA

4 - (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESGRANRIO/2013) Multiplicando-se o maior número inteiro menor do


que 8 pelo menor número inteiro maior do que - 8, o resultado encontrado será
A) - 72
B) - 63
C) - 56
D) - 49
E) – 42

5 - (SEPLAG - POLÍCIA MILITAR/MG - ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - FCC/2012) Em um jogo de tabuleiro, Carla


e Mateus obtiveram os seguintes resultados:

Ao término dessas quatro partidas,


A) Carla perdeu por uma diferença de 150 pontos.
B) Mateus perdeu por uma diferença de 175 pontos.
C) Mateus ganhou por uma diferença de 125 pontos.
D) Carla e Mateus empataram.

6 – (Operador de máq./Pref.Coronel Fabriciano/MG) Quantos são os valores inteiros e positivos de x para os quais

é um número inteiro?

A) 0
B) 1
C) 2
D) 3
E) 4

7- (CASA DA MOEDA) O quadro abaixo indica o número de passageiros num vôo entre Curitiba e Belém, com duas
escalas, uma no Rio de Janeiro e outra em Brasília. Os números indicam a quantidade de passageiros que subiram no avião
e os negativos, a quantidade dos que desceram em cada cidade.

Curtiba +240
-194
Rio de Janeiro
+158
-108
Brasília
+94

O número de passageiros que chegou a Belém foi:


A) 362
B) 280
C) 240
D) 190
E) 135

Respostas

1 - RESPOSTA:“E”.
Pela definição:
Fazendo w=2

13
MATEMÁTICA

Números Reais

O conjunto dos números reais R é uma expansão do


conjunto dos números racionais que engloba não só os in-
teiros e os fracionários, positivos e negativos, mas também
todos os números irracionais.
Os números reais são números usados para represen-
tar uma quantidade contínua (incluindo o zero e os nega-
tivos). Pode-se pensar num número real como uma fração
decimal possivelmente infinita, como 3,141592(...). Os nú-
2 - RESPOSTA: “D”. meros reais têm uma correspondência biunívoca com os
Geladeira + Microondas + DVD = 1213+429+399 = pontos de uma reta.
2041 Denomina-se corpo dos números reais a coleção dos
Geladeira + Microondas + TV = 1213+429+562 = elementos pertencentes à conclusão dos racionais, forma-
2204, extrapola o orçamento do pelo corpo de frações associado aos inteiros (números
Geladeira +TV + DVD=1213+562+399=2174, é a maior racionais) e a norma associada ao infinito.
quantidade gasta possível dentro do orçamento. Existem também outras conclusões dos racionais, uma
Troco:2200-2174=26 reais para cada número primo p, chamadas números p-ádicos. O
corpo dos números p-ádicos é formado pelos racionais e a
3 - RESPOSTA: “B”. norma associada a p!

Propriedade
I da propriedade das potências, temos: O conjunto dos números reais com as operações biná-
rias de soma e produto e com a relação natural de ordem
formam um corpo ordenado. Além das propriedades de
um corpo ordenado, R tem a seguinte propriedade: Se R
II for dividido em dois conjuntos (uma partição) A e B, de
modo que todo elemento de A é menor que todo elemen-
to de B, então existe um elemento x que separa os dois
III conjuntos, ou seja, x é maior ou igual a todo elemento de A
e menor ou igual a todo elemento de B.
4 - RESPOSTA: “D”.
Maior inteiro menor que 8 é o 7
Menor inteiro maior que -8 é o -7.
Portanto: 7⋅(-7)=-49
Ao conjunto formado pelos números Irracionais e pe-
5 - RESPOSTA: “C”.
los números Racionais chamamos de conjunto dos núme-
Carla: 520-220-485+635=450 pontos
ros Reais. Ao unirmos o conjunto dos números Irracionais
Mateus: -280+675+295-115=575 pontos com o conjunto dos números Racionais, formando o con-
Diferença: 575-450=125 pontos junto dos números Reais, todas as distâncias representadas
por eles sobre uma reta preenchem-na por completo; isto
6 - RESPOSTA:“C”. é, ocupam todos os seus pontos. Por isso, essa reta é de-
Fazendo substituição dos valores de x, dentro dos con- nominada reta Real.
juntos do inteiros positivos temos:

x=0 ; x=1

, logo os únicos números que sa-

tisfazem a condição é x= 0 e x=5 , dois números apenas.

7 - RESPOSTA:“D”.
240- 194 +158 -108 +94 = 190

14
MATEMÁTICA

Podemos concluir que na representação dos números Aproximação por


Reais sobre uma reta, dados uma origem e uma unidade, a
cada ponto da reta corresponde um número Real e a cada Falta Excesso
número Real corresponde um ponto na reta. Erro menor
π π
que
1 unidade 1 3 2 4
1 décimo 1,4 3,1 1,5 3,2
1 centésimo 1,41 3,14 1,42 3,15
1 milésimo 1,414 3,141 1,415 3,142
1 décimo de
1,4142 3,1415 1,4134 3,1416
milésimo
Ordenação dos números Reais Operações com números Reais
A representação dos números Reais permite definir
uma relação de ordem entre eles. Os números Reais positi- Operando com as aproximações, obtemos uma suces-
vos são maiores que zero e os negativos, menores. Expres- são de intervalos fixos que determinam um número Real. É
samos a relação de ordem da seguinte maneira: Dados dois assim que vamos trabalhar as operações adição, subtração,
números Reais a e b,  multiplicação e divisão. Relacionamos, em seguida, uma
a≤b↔b–a≥0 série de recomendações úteis para operar com números
Reais:
Exemplo: -15 ≤ ↔ 5 – (-15) ≥ 0 - Vamos tomar a aproximação por falta.
5 + 15 ≥ 0 - Se quisermos ter uma ideia do erro cometido, esco-
lhemos o mesmo número de casas decimais em ambos os
Propriedades da relação de ordem números.
- Se utilizamos uma calculadora, devemos usar a apro-
- Reflexiva: a ≤ a ximação máxima admitida pela máquina (o maior número
- Transitiva: a ≤ b e b ≤ c → a ≤ c de casas decimais).
- Anti-simétrica: a ≤ b e b ≤ a → a = b - Quando operamos com números Reais, devemos fa-
- Ordem total: a < b ou b < a ou a = b  zer constar o erro de aproximação ou o número de casas
decimais.
Expressão aproximada dos números Reais - É importante adquirirmos a idéia de aproximação em
função da necessidade. Por exemplo, para desenhar o pro-
jeto de uma casa, basta tomar medidas com um erro de
centésimo.
- Em geral, para obter uma aproximação de n casas de-
cimais, devemos trabalhar com números Reais aproxima-
dos, isto é, com n + 1 casas decimais.
Para colocar em prática o que foi exposto, vamos fazer
as quatro operações indicadas: adição, subtração, multipli-
cação e divisão com dois números Irracionais. 

Valor Absoluto
Como vimos, o erro  pode ser:
Os números Irracionais possuem infinitos algarismos - Por excesso: neste caso, consideramos o erro positivo.
decimais não-periódicos. As operações com esta classe de - Por falta: neste caso, consideramos o erro negativo.
números sempre produzem erros quando não se utilizam Quando o erro é dado sem sinal, diz-se que está dado
todos os algarismos decimais. Por outro lado, é impossível em valor absoluto. O valor absoluto de um número a é de-
utilizar todos eles nos cálculos. Por isso, somos obrigados signado por |a| e coincide com o número positivo, se for
a usar aproximações, isto é, cortamos o decimal em algum positivo, e com seu oposto, se for negativo. 
lugar e desprezamos os algarismos restantes. Os algaris- Exemplo: Um livro nos custou 8,50 reais. Pagamos com
mos escolhidos serão uma aproximação do número Real. uma nota de 10 reais. Se nos devolve 1,60 real de troco, o
Observe como tomamos a aproximação de e do número vendedor cometeu um erro de +10 centavos. Ao contrário,
nas tabelas. se nos devolve 1,40 real, o erro cometido é de 10 centavos. 

15
MATEMÁTICA

3 - (TRT 6ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO- ADMINISTRA-


TIVA – FCC/2012) Em uma praia chamava a atenção um
catador de cocos (a água do coco já havia sido retirada).
Ele só pegava cocos inteiros e agia da seguinte maneira:
o primeiro coco ele coloca inteiro de um lado; o segundo
ele dividia ao meio e colocava as metades em outro lado;
o terceiro coco ele dividia em três partes iguais e coloca-
va os terços de coco em um terceiro lugar, diferente dos
outros lugares; o quarto coco ele dividia em quatro partes
iguais e colocava os quartos de coco em um quarto lugar
diferente dos outros lugares. No quinto coco agia como
se fosse o primeiro coco e colocava inteiro de um lado, o
seguinte dividia ao meio, o seguinte em três partes iguais,
o seguinte em quatro partes iguais e seguia na sequência:
inteiro, meios, três partes iguais, quatro partes iguais. Fez
isso com exatamente 59 cocos quando alguém disse ao
catador: eu quero três quintos dos seus terços de coco e
metade dos seus quartos de coco. O catador consentiu e
deu para a pessoa
A) 52 pedaços de coco.
B) 55 pedaços de coco.
C) 59 pedaços de coco.
D) 98 pedaços de coco.
E) 101 pedaços de coco.

4 - (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014)


A mãe do Vitor fez um bolo e repartiu em 24 pedaços, to-
dos de mesmo tamanho. A mãe e o pai comeram juntos, ¼
do bolo. O Vitor e a sua irmã comeram, cada um deles, ¼
do bolo. Quantos pedaços de bolo sobraram?
A) 4
B) 6
C) 8
Questões D) 10
E) 12
1 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Um comer-
ciante tem 8 prateleiras em seu empório para organizar os 5 - (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014)
produtos de limpeza. Adquiriu 100 caixas desses produtos Paulo recebeu R$1.000,00 de salário. Ele gastou ¼ do sa-
com 20 unidades cada uma, sendo que a quantidade total lário com aluguel da casa e 3/5 do salário com outras des-
de unidades compradas será distribuída igualmente entre pesas. Do salário que Paulo recebeu, quantos reais ainda
restam?
essas prateleiras. Desse modo, cada prateleira receberá um
A) R$ 120,00
número de unidades, desses produtos, igual a
B) R$ 150,00
A) 40 C) R$ 180,00
B) 50 D) R$ 210,00
C) 100 E) R$ 240,00
D) 160
E) 250 6 - (UFABC/SP – TECNÓLOGO-TECNOLOGIA DA IN-
FORMAÇÃO – VUNESP/2013) Um jardineiro preencheu
2 - (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA – parcialmente, com água, 3 baldes com capacidade de 15
INDEC/2013) Em uma banca de revistas existem um total litros cada um. O primeiro balde foi preenchido com 2/3
de 870 exemplares dos mais variados temas. Metade das de sua capacidade, o segundo com 3/5 da capacidade, e
o terceiro, com um volume correspondente à média dos
revistas é da editora A, dentre as demais, um terço são pu-
volumes dos outros dois baldes. A soma dos volumes de
blicações antigas. Qual o número de exemplares que não
água nos três baldes, em litros, é
são da Editora A e nem são antigas? A) 27.
A) 320 B) 27,5.
B) 290 C) 28.
C) 435 D) 28,5.
D) 145 E) 29.

16
MATEMÁTICA

7 - (UFOP/MG – ADMINISTRADOR DE EDIFICIOS – editora A: 870/2=435 revistas


UFOP/2013) Uma pessoa caminha 5 minutos em ritmo publicações antigas: 435/3=145 revistas
normal e, em seguida, 2 minutos em ritmo acelerado e,
assim, sucessivamente, sempre intercalando os ritmos da
caminhada (5 minutos normais e 2 minutos acelerados). A
caminhada foi iniciada em ritmo normal, e foi interrompida
após 55 minutos do início. O número de exemplares que não são da Editora A e
O tempo que essa pessoa caminhou aceleradamente nem são antigas são 290.
foi:
A) 6 minutos 3 - RESPOSTA: “B”.
B) 10 minutos
C) 15 minutos
D) 20 minutos

8 - (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF. 14 vezes iguais


IMARUÍ/2014) Sobre o conjunto dos números reais é Coco inteiro: 14
CORRETO dizer: Metades:14.2=28
A) O conjunto dos números reais reúne somente os nú- Terça parte:14.3=42
meros racionais. Quarta parte:14.4=56
B) R* é o conjunto dos números reais não negativos. 3 cocos: 1 coco inteiro, metade dos cocos, terça parte
C) Sendo A = {-1,0}, os elementos do conjunto A não Quantidade total
são números reais. Coco inteiro: 14+1=15
D) As dízimas não periódicas são números reais. Metades: 28+2=30
Terça parte:42+3=45
9 - (TJ/SP - AUXILIAR DE SAÚDE JUDICIÁRIO - AU- Quarta parte :56
XILIAR EM SAÚDE BUCAL – VUNESP/2013) Para numerar
as páginas de um livro, uma impressora gasta 0,001 mL
por cada algarismo impresso. Por exemplo, para numerar
as páginas 7, 58 e 290 gasta-se, respectivamente, 0,001 mL,
0,002 mL e 0,003 mL de tinta. O total de tinta que será
gasto para numerar da página 1 até a página 1 000 de um
4 - RESPOSTA “B”.
livro, em mL, será
A) 1,111.
B) 2,003.
C) 2,893.
D) 1,003.
E) 2,561. Sobrou 1/4 do bolo.

10 - (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-


GRANRIO/2013) Gilberto levava no bolso três moedas de
R$ 0,50, cinco de R$ 0,10 e quatro de R$ 0,25. Gilberto reti-
rou do bolso oito dessas moedas, dando quatro para cada 5 - RESPOSTA: “B”.
filho.
A diferença entre as quantias recebidas pelos dois fi- Aluguel:
lhos de Gilberto é de, no máximo,
A) R$ 0,45 Outras despesas:
B) R$ 0,90
C) R$ 1,10
D) R$ 1,15 Restam :1000-850=R$150,00
E) R$ 1,35
6 - RESPOSTA: “D”.
Respostas Primeiro balde:

1 - RESPOSTA: “E”.
Total de unidades: 100⋅20=2000 unidades
Segundo balde:
unidades em cada prateleira.

2 - RESPOSTA: “B”.

17
MATEMÁTICA

Terceiro balde: 1º) decompomos os números em fatores primos


2º) o m.m.c. é o produto dos fatores primos comuns e
não comuns:
                   12   =  2  x  2  x  3
A soma dos volumes é : 10+9+9,5=28,5 litros                    30   =          2  x  3   x  5
m.m.c (12,30)  = 2  x  2  x  3   x  5
7 - RESPOSTA: “C”. Escrevendo a fatoração dos números na forma de
A caminhada sempre vai ser 5 minutos e depois 2 mi- potência, temos:
nutos, então 7 minutos ao total. 12 = 22  x  3
Dividindo o total da caminhada pelo tempo, temos: 30 = 2   x  3  x  5 
m.m.c (12,30)  = 22  x  3  x  5
O mmc de dois ou mais números, quando fatorados,
é o produto dos fatores comuns e não comuns , cada um
com seu maior expoente
Assim, sabemos que a pessoa caminhou 7. (5 minutos
+2 minutos) +6 minutos (5 minutos+1 minuto)
2) Método da decomposição simultânea
Aceleradamente caminhou: (7.2)+1➜ 14+1=15 minu- Vamos encontrar o mmc (15, 24, 60)
tos

8 - RESPOSTA: “D”.
A) errada - O conjunto dos números reais tem os con-
juntos: naturais, inteiros, racionais e irracionais.
B) errada – R* são os reais sem o zero.
C) errada - -1 e 0 são números reais.

9 - RESPOSTA: “C”.
1 a 9 =9 algarismos=0,001⋅9=0,009 ml Neste processo decompomos todos os números ao
De 10 a 99, temos que saber quantos números tem. mesmo tempo, num dispositivo como mostra a figura aci-
99-10+1=90. ma. O produto dos fatores primos que obtemos nessa de-
OBS: soma 1, pois quanto subtraímos exclui-se o pri- composição é o m.m.c. desses números.
meiro número. Portanto, m.m.c.(15,24,60) = 2 x 2 x 2 x 3 x 5 = 120
90 números de 2 algarismos: 0,002⋅90=0,18ml OBS:
1. Dados dois ou mais números, se um deles é múlti-
De 100 a 999 plo de todos os outros, então ele é o m.m.c. dos números
999-100+1=900 números dados.
900⋅0,003=2,7ml 2. Dados dois números primos entre si, o mmc deles é
1000=0,004ml o produto desses números.
Somando: 0,009+0,18+2,7+0,004=2,893
Máximo divisor comum (mdc)
10 - RESPOSTA: “E”. É o maior divisor comum entre dois ou mais núme-
ros naturais. Usamos a abreviação MDC
Supondo que as quatro primeiras moedas sejam as 3
de R$ 0,50 e 1 de R$ 0,25(maiores valores).
Cálculo do m.d.c
Um filho receberia : 1,50+0,25=R$1,75
Vamos estudar dois métodos para encontrar o mdc de
E as ouras quatro moedas sejam de menor valor: 4 de dois ou mais números
R$ 0,10=R$ 0,40. 1) Um modo de calcular o m.d.c. de dois ou mais nú-
A maior diferença seria de 1,75-0,40=1,35 meros é utilizar a decomposição desses números em fato-
Dica: sempre que fala a maior diferença tem que o res primos:
maior valor possível – o menor valor. - Decompomos os números em fatores primos;
- O m.d.c. é o produto dos fatores primos comuns.
MMC Acompanhe o cálculo do m.d.c. entre 36 e 90:
36 = 2 x 2 x 3 x 3
O mmc de dois ou mais números naturais é o menor 90 = 2 x 3 x 3 x 5
número, excluindo o zero, que é múltiplo desses números. O m.d.c. é o produto dos fatores primos comuns =>
m.d.c.(36,90) = 2 x 3 x 3
Cálculo do m.m.c. Portanto m.d.c.(36,90) = 18.
Vamos estudar dois métodos para encontrar o mmc de Escrevendo a fatoração do número na forma de potên-
dois ou mais números: cia temos:
1)  Podemos calcular o m.m.c. de dois ou mais números 36 = 22 x 32
utilizando a fatoração. Acompanhe o cálculo do m.m.c. de 90 = 2  x 32 x 5
12 e 30: Portanto m.d.c.(36,90) = 2 x 32 = 18.

18
MATEMÁTICA

2) Processo das divisões sucessivas : Nesse processo 5. João tinha 20 bolinhas de gude e queria distribuí-las
efetuamos várias divisões até chegar a uma divisão exata. entre ele e 3 amigos de modo que cada um ficasse com
O divisor desta divisão é o m.d.c. Acompanhe o cálculo do um número par de bolinhas e nenhum deles ficasse com o
m.d.c.(48,30). mesmo número que o outro. Com quantas bolinhas ficou
cada menino? 
Regra prática:
1º) dividimos o número maior pelo número menor; Resposta
    48 / 30 = 1 (com resto 18)
2º) dividimos o divisor 30, que é divisor da divisão an- 1. Calculamos o MDC entre 156 e 234 e o resultado é
terior, por 18, que é o resto da divisão anterior, e assim :  os retalhos devem ter 78 cm de comprimento. 
sucessivamente;
    30 / 18 = 1 (com resto 12) 2. Calculamos o MDC entre 30, 48 e 36. O número de
18 / 12 = 1 (com resto 6) equipes será igual a 19, com 6 participantes cada uma. 
12 / 6 = 2 (com resto zero - divisão exata)
3. Calculamos o MMC entre 3, 4 e 6. Concluímos que
3º) O divisor da divisão exata é 6. Então m.d.c.(48,30) após 12 dias, a manutenção será feita nas três máquinas.
= 6. Portanto, dia 14 de dezembro. 
OBS: 4. Calculamos o MMC entre 2, 3 e 6. De 6 em 6 horas os
1.Dois ou mais números são primos entre si quando o três remédios serão ingeridos juntos. Portanto, o próximo
máximo divisor comum entre eles é o número. horário será às 14 horas. 
2.Dados dois ou mais números, se um deles é divisor
de todos os outros, então ele é o mdc dos números dados. 5. Se o primeiro menino ficar com 2 bolinhas, sobrarão
18 bolinhas para os outros 3 meninos. Se o segundo rece-
Problemas ber 4, sobrarão 14 bolinhas para os outros dois meninos.
O terceiro menino receberá 6 bolinhas e o quarto receberá
1. Uma indústria de tecidos fabrica retalhos de mes- 8 bolinhas.
mo comprimento. Após realizarem os cortes necessários,
verificou-se que duas peças restantes tinham as seguintes Razão
medidas: 156 centímetros e 234 centímetros. O gerente
de produção ao ser informado das medidas, deu a ordem Sejam dois números reais a e b, com b ≠ 0. Chama-se
para que o funcionário cortasse o pano em partes iguais e razão entre a e b (nessa ordem) o quociente a b, ou .
de maior comprimento possível. Como ele poderá resolver A razão é representada por um número racional, mas é
essa situação?  lida de modo diferente.

2. Uma empresa de logística é composta de três áreas: Exemplos


administrativa, operacional e vendedores. A área adminis- 3
trativa é composta de 30 funcionários, a operacional de 48 a) A fração lê-se: “três quintos”.
e a de vendedores com 36 pessoas. Ao final do ano, a em- 5
presa realiza uma integração entre as três áreas, de modo 3
que todos os funcionários participem ativamente. As equi- b) A razão lê-se: “3 para 5”.
pes devem conter o mesmo número de funcionários com 5
o maior número possível. Determine quantos funcionários Os termos da razão recebem nomes especiais.
devem participar de cada equipe e o número possível de O número 3 é numerador
equipes. 
3
a) Na fração
3. (PUC–SP) Numa linha de produção, certo tipo de 5
O número 5 é denominador
manutenção é feita na máquina A a cada 3 dias, na máqui-
na B, a cada 4 dias, e na máquina C, a cada 6 dias. Se no dia O número 3 é antecedente
2 de dezembro foi feita a manutenção nas três máquinas,
após quantos dias as máquinas receberão manutenção no a) Na razão 3
mesmo dia.  5 O número 5 é consequente
4. Um médico, ao prescrever uma receita, determina Exemplo 1
que três medicamentos sejam ingeridos pelo paciente de
acordo com a seguinte escala de horários: remédio A, de 2 A razão entre 20 e 50 é 20 = 2 ; já a razão entre 50 e
em 2 horas, remédio B, de 3 em 3 horas e remédio C, de 6 20 é 50 5 . 50 5
=
em 6 horas. Caso o paciente utilize os três remédios às 8 20 2
horas da manhã, qual será o próximo horário de ingestão
dos mesmos? Exemplo 2

19
MATEMÁTICA

Numa classe de 42 alunos há 18 rapazes e 24 moças. madamente, segundo estimativas projetadas pelo Instituto
A razão entre o número de rapazes e o número de moças Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o ano de
1995.
é = , o que significa que para “cada 3 rapazes há 4 mo-
18 3
24 4
ças”. Por outro lado, a razão entre o número de rapazes e Dividindo-se o número de habitantes pela área, obte-
o total de alunos é dada por = ,
18 3
o que equivale a dizer remos o número de habitantes por km2 (hab./km2):
42 7
que “de cada 7 alunos na classe, 3 são rapazes”. 6628000
≅ 71,5hab. / km 2
927286
Razão entre grandezas de mesma espécie

A razão entre duas grandezas de mesma espécie é o A esse tipo de razão dá-se o nome de densidade de-
quociente dos números que expressam as medidas dessas mográfica.
grandezas numa mesma unidade. A notação hab./km2 (lê-se: ”habitantes por quilômetro
quadrado”) deve acompanhar a razão.
Exemplo
Exemplo 3
Uma sala tem 18 m2. Um tapete que ocupar o centro
dessa sala mede 384 dm2. Vamos calcular a razão entre a Um carro percorreu, na cidade, 83,76 km com 8 L de
área do tapete e a área da sala. gasolina. Dividindo-se o número de quilômetros percor-
Primeiro, devemos transformar as duas grandezas em ridos pelo número de litros de combustível consumidos,
uma mesma unidade: teremos o número de quilômetros que esse carro percorre
Área da sala: 18 m2 = 1 800 dm2 com um litro de gasolina:
Área do tapete: 384 dm2
Estando as duas áreas na mesma unidade, podemos
escrever a razão: 83, 76km
≅ 10, 47km / l
2 8l
384dm 384 16
2
= =
1800dm 1800 75
A esse tipo de razão dá-se o nome de consumo mé-
Razão entre grandezas de espécies diferentes dio.
A notação km/l (lê-se: “quilômetro por litro”) deve
Exemplo 1 acompanhar a razão.

Considere um carro que às 9 horas passa pelo quilô- Exemplo 4


metro 30 de uma estrada e, às 11 horas, pelo quilômetro
170. Uma sala tem 8 m de comprimento. Esse comprimento
é representado num desenho por 20 cm. Qual é a escala
Distância percorrida: 170 km – 30 km = 140 km
Tempo gasto: 11h – 9h = 2h do desenho?

Calculamos a razão entre a distância percorrida e o comprimento i no i desenho 20cm 20cm 1


tempo gasto para isso: Escala = = = = ou1: 40
comprimento i real 8m 800cm 40
140km
= 70km / h
2h A razão entre um comprimento no desenho e o corres-
pondente comprimento real, chama-se Escala.
A esse tipo de razão dá-se o nome de velocidade mé-
dia. Proporção
Observe que: A igualdade entre duas razões recebe o nome de pro-
- as grandezas “quilômetro e hora” são de naturezas
porção.
diferentes;
- a notação km/h (lê-se: “quilômetros por hora”) deve 3 6
acompanhar a razão. Na proporção 5 = 10 (lê-se: “3 está para 5 assim como
6 está para 10”), os números 3 e 10 são chamados extre-
Exemplo 2 mos, e os números 5 e 6 são chamados meios.

A Região Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Observemos que o produto 3 x 10 = 30 é igual ao pro-
Janeiro e São Paulo) tem uma área aproximada de 927 286 duto 5 x 6 = 30, o que caracteriza a propriedade fundamen-
km2 e uma população de 66 288 000 habitantes, aproxi- tal das proporções:

20
MATEMÁTICA

“Em toda proporção, o produto dos meios é igual


ao produto dos extremos”. 4 8 4 − 3 8 − 6 1 2
= ⇒ = ⇒ =
3 6  4 8 4 8
Exemplo 1
2 6 ou
Na proporção = , temos 2 x 9 = 3 x 6 = 18;
3 9 4 8 4 − 3 8 − 6 1 2
= ⇒ = ⇒ =
e em 1 = 4 , temos 4 x 4 = 1 x 16 = 16. 3 6  3 6 3 6
4 16 A soma dos antecedentes está para a soma dos con-
sequentes assim como cada antecedente está para o seu
Exemplo 2 consequente.
Na bula de um remédio pediátrico recomenda-se a
seguinte dosagem: 5 gotas para cada 2 kg do “peso” da 12 3 ⎧12 + 3 12 15 12
= ⇒⎨ = ⇒ =
criança. 8 2 ⎩ 8+2 8 10 8
Se uma criança tem 12 kg, a dosagem correta x é dada
por:
ou
5gotas x 12 3 ⎧12 + 3 3 15 3
= → x = 30gotas = ⇒⎨ = ⇒ =
2kg 12kg 8 2 ⎩ 8 + 2 2 10 2
Por outro lado, se soubermos que foram corretamente
ministradas 20 gotas a uma criança, podemos concluir que A diferença dos antecedentes está para a diferença dos
seu “peso” é 8 kg, pois: consequentes assim como cada antecedente está para o
seu consequente.
5gotas
= 20gotas / p → p = 8kg
2kg 3 1 ⎧ 3−1 3 2 3
= ⇒⎨ = ⇒ =
15 5 ⎩15 − 5 15 10 15
(nota: o procedimento utilizado nesse exemplo é co-
mumente chamado de regra de três simples.) ou
3 1 ⎧ 3−1 1 2 1
Propriedades da Proporção = ⇒⎨ = ⇒ =
15 5 ⎩15 − 5 5 10 5
O produto dos extremos é igual ao produto dos meios:
essa propriedade possibilita reconhecer quando duas ra- Questões
zões formam ou não uma proporção.
1 - (VUNESP - AgSegPenClasseI-V1 - 2012) – Em um
4 12 concurso participaram 3000 pessoas e foram aprovadas
e
3 9 formam uma proporção, pois 1800. A razão do número de candidatos aprovados para o
total de candidatos participantes do concurso é:
Produtos dos extremos ← 4.9  → Produtos dos
 = 3.12 A) 2/3
meios. 36 36
B) 3/5
C) 5/10
A soma dos dois primeiros termos está para o primeiro
D) 2/7
(ou para o segundo termo) assim como a soma dos dois
E) 6/7
últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo).
2 – (VNSP1214/001-AssistenteAdministrativo-I – 2012)
5 10 ⎧ 5 + 2 10 + 4 7 14 – Em uma padaria, a razão entre o número de pessoas que
= ⇒⎨ = ⇒ =
2 4 ⎩ 5 10 5 10 tomam café puro e o número de pessoas que tomam café
ou com leite, de manhã, é 2/3. Se durante uma semana, 180
pessoas tomarem café de manhã nessa padaria, e supondo
5 10 ⎧ 5 + 2 10 + 4 7 14 que essa razão permaneça a mesma, pode-se concluir que
= ⇒⎨ = ⇒ =
2 4 ⎩ 2 4 2 4 o número de pessoas que tomarão café puro será:
A) 72
A diferença entre os dois primeiros termos está para B) 86
o primeiro (ou para o segundo termo) assim como a dife- C) 94
rença entre os dois últimos está para o terceiro (ou para o D) 105
quarto termo). E) 112

21
MATEMÁTICA

3 - (PREF. NEPOMUCENO/MG – TÉCNICO EM SEGU- D)


RANÇA DO TRABALHO – CONSULPLAN/2013) Num zooló- Nº de revis-
gico, a razão entre o número de aves e mamíferos é igual à Nº de livros
tas
razão entre o número de anfíbios e répteis. Considerando
que o número de aves, mamíferos e anfíbios são, respecti- Antes da compra 200 50
vamente, iguais a 39, 57 e 26, quantos répteis existem neste Após a compra 300 200
zoológico?
A) 31 E)
B) 34
C) 36 Nº de revis-
Nº de livros
D) 38 tas
E) 43 Antes da compra 200 200
Após a compra 50 300
4 - (TRT - Técnico Judiciário) Na figura abaixo, os pon-
tos E e F dividem o lado AB do retângulo ABCD em seg-
mentos de mesma medida.
6 - (CREFITO/SP – ALMOXARIFE – VUNESP/2012)
Uma rede varejista teve um faturamento anual de 4,2 bi-
lhões de reais com 240 lojas em um estado. Considerando
que esse faturamento é proporcional ao número de lojas,
em outro estado em que há 180 lojas, o faturamento anual,
em bilhões de reais, foi de
A) 2,75
B) 2,95
C) 3,15
D) 3,35
E) 3,55
A razão entre a área do triângulo (CEF) e a área
do retângulo é:
7 - (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF. IMA-
a) 1/8
b) 1/6 RUÍ/2014) De cada dez alunos de uma sala de aula, seis são
c) 1/2 do sexo feminino. Sabendo que nesta sala de aula há de-
d) 2/3 zoito alunos do sexo feminino, quantos são do sexo mas-
e) 3/4 culino?
A) Doze alunos.
5 - (CREFITO/SP – ALMOXARIFE – VUNESP/2012) Na B) Quatorze alunos.
biblioteca de uma faculdade, a relação entre a quantidade C) Dezesseis alunos.
de livros e de revistas era de 1 para 4. Com a compra de D) Vinte alunos.
novos exemplares, essa relação passou a ser de 2 para 3.
Assinale a única tabela que está associada corretamen-
8 - (TJ/SP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
te a essa situação.
A) NESP/2013) Em um dia de muita chuva e trânsito caótico,
2/5 dos alunos de certa escola chegaram atrasados, sendo
Nº de livros Nº de revistas
que 1/4 dos atrasados tiveram mais de 30 minutos de atra-
Antes da com- so. Sabendo que todos os demais alunos chegaram no ho-
50 200
pra rário, pode-se afirmar que nesse dia, nessa escola, a razão
Após a compra 200 300 entre o número de alunos que chegaram com mais de 30
minutos de atraso e número de alunos que chegaram no
B) horário, nessa ordem, foi de
Nº de livros Nº de revistas A) 2:3
B) 1:3
Antes da compra 50 200 C) 1:6
Após a compra 300 200 D) 3:4
E) 2:5
C)
Nº de livros Nº de revistas 9 - (PMPP1101/001-Escriturário-I-manhã – 2012) – A
Antes da compra 200 50 razão entre as idades de um pai e de seu filho é hoje de
5/2. Quando o filho nasceu, o pai tinha 21 anos. A idade do
Após a compra 200 300 filho hoje é de

22
MATEMÁTICA

A) 10 anos
B) 12 anos
C) 14 anos
D) 16 anos
E) 18 anos

10 - (FAPESP – ANALISTA ADMINISTRATIVO – VUNESP/2012) Em uma fundação, verificou-se que a razão entre o nú-
mero de atendimentos a usuários internos e o número de atendimento total aos usuários (internos e externos), em um
determinado dia, nessa ordem, foi de 3/5. Sabendo que o número de usuários externos atendidos foi 140, pode-se concluir
que, no total, o número de usuários atendidos foi
A) 84
B) 100
C) 217
D) 280
E) 350
Respostas

1 – Resposta “B”

2 – Resposta “A”
Sejam CP e CL o número de pessoas que consumiram café puro e café com leite respectivamente. Como na semana o
número total de pessoas que consumiram café foi de 180, temos que:

CP+CL = 180

A relação encontrada entre eles é de ; assim aplicando a propriedade da proporção teremos:

  180.2 = CP.5  CP =  CP = 72

3 - RESPOSTA: “D”

Aplicando-se o produto dos meios pelos extremos temos:

4 - Resposta “B”

23
MATEMÁTICA

5 - RESPOSTA: “A” 10 - RESPOSTA: “E”


Para cada 1 livro temos 4 revistas Usuários internos: I
Significa que o número de revistas é 4x o número de Usuários externos : E
livros.
50 livros: 200 revistas
 5I = 3I+420 2I = 420 I = 210
Depois da compra
2 livros :3 revistas
200 livros: 300 revistas I+E = 210+140 = 350

6 - RESPOSTA: “C” Porcentagem

É uma fração de denominador centesimal, ou seja, é


uma fração de denominador 100. Representamos porcen-
tagem pelo símbolo % e lê-se: “por cento”.
50
Deste modo, a fração é uma porcentagem que po-
240.x = 4,2.180 → 240x = 756 → x = 3,15 bilhões demos representar por 50%.
100

7 - RESPOSTA: “A” Forma Decimal: É comum representarmos uma por-


Como 6 são do sexo feminino, 4 são do sexo masculi- centagem na forma decimal, por exemplo, 35% na forma
no(10-6 = 4) .Então temos a seguinte razão: decimal seriam representados por 0,35.
75
 6x = 72  x = 12 75% = = 0,75
100

Cálculo de uma Porcentagem: Para calcularmos uma


porcentagem p% de V, basta multiplicarmos a fração p
8- RESPOSTA: “C”
por V. 100

Se 2/5 chegaram atrasados p


P% de V = .V
100
chegaram no horário
Exemplo 1

23% de 240 = . 240 = 55,2


23
100
tiveram mais de 30 minutos de atraso
Exemplo 2

Em uma pesquisa de mercado, constatou-se que 67%


de uma amostra assistem a um certo programa de TV. Se a
população é de 56.000 habitantes, quantas pessoas assis-
tem ao tal programa?
67
Resolução: 67% de 56 000 = .56000 = 37520
100

9 – RESPOSTA: “C” Resposta: 37 520 pessoas.

A razão entre a idade do pai e do filho é respectiva- Porcentagem que o lucro representa em relação ao
mente , se quando o filho nasceu o pai tinha 21, sig- preço de custo e em relação ao preço de venda
nifica que hoje o pai tem x + 21 , onde x é a idade do filho.
Montando a proporção teremos: Chamamos de lucro em uma transação comercial de
compra e venda a diferença entre o preço de venda e o
preço de custo.
Lucro = preço de venda – preço de custo
Caso essa diferença seja negativa, ela será chamada de
prejuízo.

Assim, podemos escrever:


Preço de custo + lucro = preço de venda
Preço de custo – prejuízos = preço de venda

24
MATEMÁTICA

Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem Resolução: VA = 1,4 . V


de duas formas: 3 500 = 1,4 . V
Lucro sobre o custo = lucro/preço de custo. 100%
3500
Lucro sobre a venda = lucro/preço de venda. 100% V= = 2500
1,4

Observação: A mesma análise pode ser feita para o Resposta: R$ 2 500,00


caso de prejuízo.
Aumentos e Descontos Sucessivos: Consideremos
Exemplo um valor inicial V, e vamos considerar que ele irá sofrer
dois aumentos sucessivos de p1% e p2%. Sendo V1 o valor
Uma mercadoria foi comprada por R$ 500,00 e vendida após o primeiro aumento, temos:
por R$ 800,00.
Pede-se: V1 = V . (1 +
p1
)
- o lucro obtido na transação; 100
- a porcentagem de lucro sobre o preço de custo; Sendo V2 o valor após o segundo aumento, temos:
- a porcentagem de lucro sobre o preço de venda. V2 = V1 . (1 + p2 )
100
Resposta: V2 = V . (1 + 1 ) . (1 + 2 )
p p
Lucro = 800 – 500 = R$ 300,00 100 100
Sendo V um valor inicial, vamos considerar que ele irá
Lc = 300
= 0,60 = 60% sofrer dois descontos sucessivos de p1% e p2%.
500

Lv = = 0,375 = 37,5%
300
800 Sendo V1 o valor após o primeiro desconto, temos:
V1 = V. (1 – p1 )
Aumento 100

Sendo V2 o valor após o segundo desconto, temos:


Aumento Percentual: Consideremos um valor inicial V
que deve sofrer um aumento de p% de seu valor. Chame- V2 = V1 . (1 –
p2
)
mos de A o valor do aumento e VA o valor após o aumento. 100
Então, A = p% de V = p . V
100 V2 = V . (1 – p1 ) . (1 – p2 )
100 100
p Sendo V um valor inicial, vamos considerar que ele irá
VA = V + A = V + .V
100 sofrer um aumento de p1% e, sucessivamente, um descon-
p to de p2%.
VA = ( 1 + ).V
100 Sendo V1 o valor após o aumento, temos:
V1 = V . (1+ 1 )
p p
Em que (1 + 100 ) é o fator de aumento. 100

Desconto Sendo V2 o valor após o desconto, temos:


V2 = V1 . (1 – p2 )
100
Desconto Percentual: Consideremos um valor inicial V
que deve sofrer um desconto de p% de seu valor. Chame- V2 = V . (1 + p1 ) . (1 – p2 )
100 100
mos de D o valor do desconto e VD o valor após o descon-
to. Então, D = p% de V = p . V Exemplo
100
(VUNESP-SP) Uma instituição bancária oferece um ren-
VD = V – D = V –
p
.V dimento de 15% ao ano para depósitos feitos numa certa
100 modalidade de aplicação financeira. Um cliente deste ban-
VD = (1 –
p
).V co deposita 1 000 reais nessa aplicação. Ao final de n anos,
100 o capital que esse cliente terá em reais, relativo a esse de-
Em que (1 –
p
) é o fator de desconto. pósito, são:
100 n
 p 
Exemplo Resolução: VA = 1 +  .v
 100 
n

Uma empresa admite um funcionário no mês de janei- VA = 1. 15  .1000


ro sabendo que, já em março, ele terá 40% de aumento. Se VA = 1 000
100 . (1,15)n

a empresa deseja que o salário desse funcionário, a partir V = 1 000 . 1,15n


A

de março, seja R$ 3 500,00, com que salário deve admiti-lo? VA = 1 150,00n

25
MATEMÁTICA

Questões

1 - (PREF. AMPARO/SP – AGENTE ESCOLAR – CONRIO/2014) Se em um tanque de um carro for misturado 45 litros
de etanol em 28 litros de gasolina, qual será o percentual aproximado de gasolina nesse tanque?
A) 38,357%
B) 38,356%
C) 38,358%
D) 38,359%

2 - (CEF / Escriturário) Uma pessoa x pode realizar uma certa tarefa em 12 horas. Outra pessoa, y, é 50% mais eficiente
que x. Nessas condições, o número de horas necessárias para que y realize essa tarefa é :
A) 4
B) 5
C) 6
D) 7
E) 8

3 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Observe a tabela que indica o consumo mensal de uma mesma torneira da pia
de uma cozinha, aberta meia volta por um minuto, uma vez ao dia.

Em relação ao consumo mensal da torneira alimentada pela água da rua, o da torneira alimentada pela água da caixa
representa, aproximadamente,
A) 20%
B) 26%
C) 30%
D) 35%
E) 40%

4 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FCC/2014) O preço de uma mercadoria, na loja J, é
de R$ 50,00. O dono da loja J resolve reajustar o preço dessa mercadoria em 20%. A mesma mercadoria, na loja K, é vendida
por R$ 40,00. O dono da loja K resolve reajustar o preço dessa mercadoria de maneira a igualar o preço praticado na loja J
após o reajuste de 20%. Dessa maneira o dono da loja K deve reajustar o preço em
A) 20%.
B) 50%.
C) 10%.
D) 15%.
E) 60%.

5 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FCC/2014) O preço de venda de um produto, des-
contado um imposto de 16% que incide sobre esse mesmo preço, supera o preço de compra em 40%, os quais constituem
o lucro líquido do vendedor. Em quantos por cento, aproximadamente, o preço de venda é superior ao de compra?
A) 67%.
B) 61%.
C) 65%.
D) 63%.
E) 69%.

6 - (DPE/SP – AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA – FCC/2013) Um comerciante comprou uma mercadoria por R$
350,00. Para estabelecer o preço de venda desse produto em sua loja, o comerciante decidiu que o valor deveria ser sufi-
ciente para dar 30% de desconto sobre o preço de venda e ainda assim garantir lucro de 20% sobre o preço de compra.
Nessas condições, o preço que o comerciante deve vender essa mercadoria é igual a

26
MATEMÁTICA

A) R$ 620,00. Quem arrematou algum dos lotes disponíveis no leilão


B) R$ 580,00. pagou 20% do lance mais 5% de comissão do leiloeiro no
C) R$ 600,00. ato da arrematação. Os 80% restantes foram pagos impre-
D) R$ 590,00. terivelmente até o dia 11 de dezembro.
E) R$ 610,00.
Fonte: http://www.ssp.se.gov.br05/12/13 (modificada).
7 - (DPE/SP – AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA –
FCC/2013) Uma bolsa contém apenas 5 bolas brancas e 7 Vitor arrematou um lote, pagou o combinado no ato
bolas pretas. Sorteando ao acaso uma bola dessa bolsa, a da arrematação e os R$28.800,00 restantes no dia 10 de
probabilidade de que ela seja preta é
dezembro. Com base nas informações contidas no texto,
A) maior do que 55% e menor do que 60%.
calcule o valor total gasto por Vitor nesse leilão.
B) menor do que 50%.
C) maior do que 65%.
D) maior do que 50% e menor do que 55%. A) R$34.600,00
E) maior do que 60% e menor do que 65%. B) R$36.000,00
C) R$35.400,00
8 - PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYA- D) R$32.000,00
MA/2013) Das 80 crianças que responderam a uma en- E) R$37.800,00
quete referente a sua fruta favorita, 70% eram meninos.
Dentre as meninas, 25% responderam que sua fruta favori- Respostas
ta era a maçã. Sendo assim, qual porcentagem representa,
em relação a todas as crianças entrevistadas, as meninas 1 - RESPOSTA: “B”.
que têm a maçã como fruta preferida? Mistura:28+45=73
A) 10% 73------100%
B) 1,5% 28------x
C) 25% X=38,356%
D) 7,5%
E) 5% 2 - RESPOSTA “C”.
12 horas → 100 %
9 - (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014)
50 % de 12 horas = = 6 horas
Numa liquidação de bebidas, um atacadista fez a seguinte
promoção:
X = 12 horas → 100 % = total de horas trabalhado
Y = 50 % mais rápido que X.
Então, se 50% de 12 horas equivalem a 6 horas, logo Y
faz o mesmo trabalho em 6 horas.

3 - RESPOSTA: “B”.

Alexandre comprou duas embalagens nessa promoção


e revendeu cada unidade por R$3,50. O lucro obtido por
ele com a revenda das latas de cerveja das duas embala- 4 - RESPOSTA: “B”.
gens completas foi:
A) R$33,60
B) R$28,60
C) R$26,40
D) R$40,80
E) R$43,20

10 - (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014)


Leilão de veículos apreendidos do Detran aconteceu no dia O reajuste deve ser de 50%.
7 de dezembro.
5 - RESPOSTA: “A”.
O Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe – De- Preço de venda: PV
tran/SE – realizou, no dia 7 de dezembro, sábado, às 9 ho- Preço de compra: PC
ras, no Espaço Emes, um leilão de veículos apreendidos em
fiscalizações de trânsito. Ao todo foram leiloados 195 veí- Note que: 1,4 = 100%+40% ou 1+0,4.Como ele supe-
culos, sendo que 183 foram comercializados como sucatas rou o preço de venda (100%) em 40% , isso significa soma
e 12 foram vendidos como aptos para circulação. aos 100% mais 40%, logo 140%= 1,4.

27
MATEMÁTICA

PV - 0,16PV = 1,4PC Juros Simples


0,84PV=1,4PC
Toda vez que falamos em juros estamos nos referin-
do a uma quantia em dinheiro que deve ser paga por um
devedor, pela utilização de dinheiro de um credor (aquele
que empresta).
O preço de venda é 67% superior ao preço de compra.
- Os juros são representados pela letra j.
6 - RESPOSTA: “C”. - O dinheiro que se deposita ou se empresta chama-
Preço de venda: PV mos de capital e é representado pela letra C.
Preço de compra: 350 - O tempo de depósito ou de empréstimo é represen-
30% de desconto, deixa o produto com 70% do seu tado pela letra t.
valor. - A taxa de juros é a razão centesimal que incide sobre
Como ele queria ter um lucro de 20% sobre o preço um capital durante certo tempo. É representado pela letra i
de compra, devemos multiplicar por 1,2(350+0,2.350) ➜ e utilizada para calcular juros.
0,7PV = 1,2 . 350
Chamamos de simples os juros que são somados ao
capital inicial no final da aplicação.

Devemos sempre relacionar taxa e tempo numa mes-


ma unidade:
O preço de venda deve ser R$600,00. Taxa anual --------------------- tempo em anos
Taxa mensal-------------------- tempo em meses
7 - RESPOSTA: “A”. Taxa diária---------------------- tempo em dias
Ao todo tem 12 bolas, portanto a probabilidade de se
tirar uma preta é: Consideremos, como exemplo, o seguinte problema:

Uma pessoa empresta a outra, a juros simples, a quan-


tia de R$ 3. 000,00, pelo prazo de 4 meses, à taxa de 2% ao
8 - RESPOSTA: “D”. mês. Quanto deverá ser pago de juros?
Tem que ser menina E gostar de maçã.
Meninas:100-70=30% Resolução:

, simplificando temos ➜ - Capital aplicado (C): R$ 3.000,00


P = 0,075 . 100% = 7,5%. - Tempo de aplicação (t): 4 meses
- Taxa (i): 2% ou 0,02 a.m. (= ao mês)
9 - RESPOSTA: “A”.
Fazendo o cálculo, mês a mês:
- No final do 1º período (1 mês), os juros serão: 0,02 x
R$ 3.000,00 = R$ 60,00
- No final do 2º período (2 meses), os juros serão: R$
60,00 + R$ 60,00 = R$ 120,00
- No final do 3º período (3 meses), os juros serão: R$
120,00 + R$ 60,00 = R$ 180,00
- No final do 4º período (4 meses), os juros serão: R$
180,00 + R$ 60,00 = R$ 240,00
Desse modo, no final da aplicação, deverão ser pagos
R$ 240,00 de juros.

O lucro de Alexandre foi de R$33,60. Fazendo o cálculo, período a período:


- No final do 1º período, os juros serão: i.C
10 - RESPOSTA: “E”. - No final do 2º período, os juros serão: i.C + i.C
R$28.800-------80% - No final do 3º período, os juros serão: i.C + i.C + i.C
x------------------100% ------------------------------------------------------------
-----------
- No final do período t, os juros serão: i.C + i.C + i.C +
... + i.C

Portanto, temos:

Valor total: R$36.000,00+R$1.800,00=R$37.800,00 J=C.i.t

28
MATEMÁTICA

Observações: Observe que o crescimento do principal segundo ju-


ros simples é LINEAR enquanto que o crescimento segun-
1) A taxa i e o tempo t devem ser expressos na mesma do juros compostos é EXPONENCIAL, e, portanto tem um
unidade. crescimento muito mais “rápido”. Isto poderia ser ilustrado
2) Nessa fórmula, a taxa i deve ser expressa na forma graficamente da seguinte forma:
decimal.
3) Chamamos de montante (M) a soma do capital com
os juros, ou seja: Na fórmula J= C . i . t, temos quatro va-
riáveis. Se três delas forem valores conhecidos, podemos
calcular o 4º valor.

M=C+ j
Exemplo

A que taxa esteve empregado o capital de R$ 20.000,00


para render, em 3 anos, R$ 28.800,00 de juros? (Observa- Na prática, as empresas, órgãos governamentais e
ção: Como o tempo está em anos devemos ter uma taxa investidores particulares costumam reinvestir as quantias
anual.) geradas pelas aplicações financeiras, o que justifica o em-
prego mais comum de juros compostos na Economia. Na
C = R$ 20.000,00 verdade, o uso de juros simples não se justifica em estudos
t = 3 anos econômicos.
j = R$ 28.800,00
i = ? (ao ano) Fórmula para o cálculo de Juros compostos
Considere o capital inicial (principal P) $1000,00 aplica-
do a uma taxa mensal de juros compostos ( i ) de 10% (i =
j = C.i.t
100 10% a.m.). Vamos calcular os montantes (principal + juros),
mês a mês:
28 800 = 20000..i.3
100 Após o 1º mês, teremos: M1 = 1000 x 1,1 = 1100 =
1000(1 + 0,1)
28 800 = 600 . i
Após o 2º mês, teremos: M2 = 1100 x 1,1 = 1210 =
1000(1 + 0,1)2
i = 28.800
600 Após o 3º mês, teremos: M3 = 1210 x 1,1 = 1331 =
1000(1 + 0,1)3
i = 48
.................................................................................................
Após o nº (enésimo) mês, sendo S o montante, tere-
Resposta: 48% ao ano. mos evidentemente: S = 1000(1 + 0,1)n

Juros Compostos De uma forma genérica, teremos para um principal P,


aplicado a uma taxa de juros compostos i durante o perío-
O capital inicial (principal) pode crescer, como já sabe- do n : S = P (1 + i)n onde S = montante, P = principal, i =
mos, devido aos juros, segundo duas modalidades, a saber: taxa de juros e n = número de períodos que o principal P
Juros simples - ao longo do tempo, somente o princi- (capital inicial) foi aplicado.
pal rende juros. Nota: Na fórmula acima, as unidades de tempo refe-
Juros compostos - após cada período, os juros são in- rentes à taxa de juros (i) e do período (n), tem de ser neces-
corporados ao principal e passam, por sua vez, a render sariamente iguais. Este é um detalhe importantíssimo, que
juros. Também conhecido como “juros sobre juros”. não pode ser esquecido! Assim, por exemplo, se a taxa for
Vamos ilustrar a diferença entre os crescimentos de um 2% ao mês e o período 3 anos, deveremos considerar 2%
capital através juros simples e juros compostos, com um ao mês durante 3x12=36 meses.
exemplo: Suponha que $100,00 são empregados a uma
taxa de 10% a.a. (ao ano) Teremos: Exemplos
1 – Expresse o número de períodos n de uma aplica-
ção, em função do montante S e da taxa de aplicação i por
período.

Solução:
Temos S = P(1+i)n
Logo, S/P = (1+i)n

29
MATEMÁTICA

Pelo que já conhecemos de logaritmos, poderemos es- A) R$63.600,00.


crever: B) R$63.672,48.
n = log (1+ i ) (S/P) . Portanto, usando logaritmo decimal C) R$63.854,58.
(base 10), vem: D) R$62.425,00.
log(S / P) log S − log P E) R$62.400,00.
n= =
log(1+ i) log(1+ i)
3. CREA/PR – AGENTE ADMINISTRATIVO – FUNDA-
TEC/2013) Um empréstimo de R$ 50.000,00 será pago no
Temos também da expressão acima que: n.log(1 + i) = prazo de 5 meses, com juros simples de 2,5% a.m. (ao mês).
logS – logP Nesse sentido, o valor da dívida na data do seu vencimento
será:
Deste exemplo, dá para perceber que o estudo dos A) R$6.250,00.
juros compostos é uma aplicação prática do estudo dos B) R$16.250,00.
logaritmos. C) R$42.650,00.
2 – Um capital é aplicado em regime de juros compos- D) R$56.250,00.
tos a uma taxa mensal de 2% (2% a.m.). Depois de quanto E) R$62.250,00.
tempo este capital estará duplicado?
4. (PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYA-
Solução: Sabemos que S = P (1 + i)n. Quando o capital MA/2013) Teresa pagou uma conta no valor de R$ 400,00
inicial estiver duplicado, teremos S = 2P. com seis dias de atraso. Por isso, foi acrescido, sobre o va-
Substituindo, vem: 2P = P(1+0,02)n [Obs: 0,02 = 2/100 lor da conta, juro de 0,5% em regime simples, para cada dia
= 2%] de atraso. Com isso, qual foi o valor total pago por Teresa?
Simplificando, fica: A) R$ 420,00.
2 = 1,02n , que é uma equação exponencial simples. B) R$ 412,00.
Teremos então: n = log1,022 = log2 /log1,02 = 0,30103 C) R$ 410,00.
/ 0,00860 = 35
D) R$ 415,00.
E) R$ 422,00.
Nota: log2 = 0,30103 e log1,02 = 0,00860; estes valores
podem ser obtidos rapidamente em máquinas calculadoras
5. PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014)
científicas. Caso uma questão assim caia no vestibular, o
Polícia autua 16 condutores durante blitz da Lei Seca
examinador teria de informar os valores dos logaritmos ne-
No dia 27 de novembro, uma equipe da Companhia
cessários, ou então permitir o uso de calculadora na prova,
de Polícia de Trânsito(CPTran) da Polícia Militar do Estado
o que não é comum no Brasil.
Portanto, o capital estaria duplicado após 35 meses de Sergipe realizou blitz da Lei Seca na Avenida Beira Mar.
(observe que a taxa de juros do problema é mensal), o que Durante a ação, a polícia autuou 16 condutores.
equivale a 2 anos e 11 meses. Segundo o capitão Fábio <achado, comandante da CP-
Resposta: 2 anos e 11 meses. Tran, 12 pessoas foram notificadas por infrações diversas e
quatro por desobediência à Lei Seca[...].
Exercícios O quarteto detido foi multado em R$1.910,54 cada e
teve a Carteira Nacional de Trânsito (CNH) suspensa por
1. (SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABILIDA- um ano.
DE – FCC/2012) Renato aplicou uma quantia no regime de (Fonte: PM/SE 28/11/13, modificada)
capitalização de juros simples de 1,25% ao mês. Ao final de Investindo um capital inicial no valor total das quatros
um ano, sacou todo o dinheiro da aplicação, gastou meta- mulas durante um período de dez meses, com juros de 5%
de dele para comprar um imóvel e aplicou o restante, por ao mês, no sistema de juros simples, o total de juros obti-
quatro meses, em outro fundo, que rendia juros simples de dos será:
1,5% ao mês. Ao final desse período, ele encerrou a aplica- A) R$2.768,15
ção, sacando um total de R$ 95.082,00. A quantia inicial, em B) R$1.595,27
reais, aplicada por Renato no primeiro investimento foi de C) R$3.821,08
A) 154.000,00 D) R$9.552,70
B) 156.000,00 E) R$1.910,54
C) 158.000,00
D) 160.000,00 6. (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA – IN-
E) 162.000,00 DEC/2013) Uma aplicação financeira rende mensalmente
0,72%. Após 3 meses, um capital investido de R$ 14.000,00
2. (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMI- renderá: (Considere juros compostos)
NISTRATIVO – FCC/2014) José Luiz aplicou R$60.000,00 A) R$ 267,92
num fundo de investimento, em regime de juros compos- B) R$ 285,49
tos, com taxa de 2% ao mês. Após 3 meses, o montante C) R$300,45
que José Luiz poderá sacar é D) R$304,58

30
MATEMÁTICA

7. (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA – INDEC/2013) Qual a porcentagem de rendimento mensal de um


capital de R$ 5.000,00 que rende R$ 420,00 após 6 meses?
(Considere juros simples)
A) 2,2%
B) 1,6%
C) 1,4%
D) 0,7%

8. (PM/SP – OFICIAL – VUNESP/2013) Pretendendo aplicar em um fundo que rende juros compostos, um investidor
fez uma simulação. Na simulação feita, se ele aplicar hoje R$ 10.000,00 e R$ 20.000,00 daqui a um ano, e não fizer nenhuma
retirada, o saldo daqui a dois anos será de R$ 38.400,00. Desse modo, é correto afirmar que a taxa anual de juros conside-
rada nessa simulação foi de
A) 12%.
B) 15%.
C) 18%.
D) 20%.
E) 21%.

9. (TRT 1ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC/2013) Juliano possui R$ 29.000,00 aplicados em
um regime de juros compostos e deseja comprar um carro cujo preço à vista é R$30.000,00. Se nos próximos meses essa
aplicação render 1% ao mês e o preço do carro se mantiver, o número mínimo de meses necessário para que Juliano tenha
em sua aplicação uma quantia suficiente para comprar o carro é
A) 7.
B) 4.
C) 5.
D) 6.
E) 3.

10. (BANCO DO BRASIL – ESCRITURÁRIO – CESGRANRIO/2012) João tomou um empréstimo de R$900,00 a juros com-
postos de 10% ao mês. Dois meses depois, João pagou R$600,00 e, um mês após esse pagamento, liquidou o empréstimo.
O valor desse último pagamento foi, em reais, aproximadamente,
A) 240,00
B) 330,00
C) 429,00
D) 489,00
E) 538,00

Respostas

1 - RESPOSTA: “B”.
Quantia inicial: C= 25.000 ; i=1,25% a.m = 0,0125 ; t= 1 ano = 12 meses
M= J+C e J= C.i.t da junção dessas duas fórmulas temos : M=C.(1+i.t),aplicando

Como ele gastou metade e a outra metade ele aplicou a uma taxa i=1,5% a.m=0,015 e t=4m e sacou após esse período
R$ 95.082,00

95.082 = 0,6095C ➜ ➜ C= 156.000

A quantia inicial foi de R$ 156.000,00.

31
MATEMÁTICA

2 - RESPOSTA: “B”.
C=60.000 ; i = 2% a.m = 0,02 ; t = 3m

O montante a ser sacado será de R$ 63.672,48.

3 - RESPOSTA: “D”.
J=C.i.t C = 50.000 ; i = 2,5% a.m = 0,025 ; t = 5m
J=50 000.0,025.5
J=6250
M=C+J
M=50 000+6 250=56250
O valor da dívida é R$56.250,00.

4 – RESPOSTA: “B”.

C = 400 ; t = 6 d ; i = 0,5% a.d = 0,005

O valor que ela deve pagar é R$412,00.

5 - RESPOSTA: “C”.

O juros obtido será R$3.821,08.

6 - RESPOSTA: “D”.
i = 0,72%a.m = 0,0072 ; t = 3m ; C = 14.000

Como ele quer saber os juros:


M = C+J ➜ J = 14304,58-14000 = 304,58
A aplicação renderá R$ 304,58.

7 - RESPOSTA: “C”.
C = 5.000 ; J = 420 ; t = 6m
J=C.i.t ➜ 420=5000.i.6

A porcentagem será de 1,4%.

8 - RESPOSTA: “D”.

32
MATEMÁTICA

C1º ano = 10.000 ; C2º ano = 20.000

M1+M2 = 384000

Têm se uma equação do segundo grau, usa-se então a fórmula de Bhaskara:

É correto afirmar que a taxa é de 20%

9 - RESPOSTA: “B”.

C=29.000 ; M=30.000 ; i=1%a.m = 0,01

Teremos que substituir os valores de t, portanto vamos começar dos números mais baixos:
1,013=1,0303, está próximo, mas ainda é menor
1,014=1,0406
Como t=4 passou o número que precisava(1,0344), então ele tem que aplicar no mínimo por 4 meses.

10 - RESPOSTA: “E”.

C = 900 ; i = 10% a.m=0,10 ; t = 2m ; pagou 2 meses depois R$ 600,00 e liquidou após 1 mês

33
MATEMÁTICA

Depois de dois meses João pagou R$ 600,00. Solução: Indicando por x o número de horas e colocan-
do as grandezas de mesma espécie em uma mesma coluna
1089-600=489 e as grandezas de espécies diferentes que se correspon-
dem em uma mesma linha, temos:
Velocidade (km/h) Tempo (h)
Regra de Três Simples 60 4
80 x
Os problemas que envolvem duas grandezas direta-
mente ou inversamente proporcionais podem ser resol- Na coluna em que aparece a variável x (“tempo”), va-
vidos através de um processo prático, chamado regra de mos colocar uma flecha:
três simples.
Velocidade (km/h) Tempo (h)
Exemplo 1: Um carro faz 180 km com 15L de álcool.
Quantos litros de álcool esse carro gastaria para percorrer 60 4
210 km? 80 x

Solução: Observe que, se duplicarmos a velocidade, o tempo


O problema envolve duas grandezas: distância e litros fica reduzido à metade. Isso significa que as grandezas ve-
de álcool. locidade e tempo são inversamente proporcionais. No
Indiquemos por x o número de litros de álcool a ser nosso esquema, esse fato é indicado colocando-se na co-
consumido. luna “velocidade” uma flecha em sentido contrário ao da
Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma flecha da coluna “tempo”:
mesma coluna e as grandezas de espécies diferentes que
se correspondem em uma mesma linha: Velocidade (km/h) Tempo (h)
Distância (km) Litros de álcool 60 4
180 15 80 x
210 x

Na coluna em que aparece a variável x (“litros de ál- sentidos contrários


cool”), vamos colocar uma flecha:
Na montagem da proporção devemos seguir o sentido
Distância (km) Litros de álcool
180 15   das flechas. Assim, temos:
210 x 4 80 4 12
= 4x = 4 . 3 4x = 12 x= x=3
x 60 3 4
Observe que, se duplicarmos a distância, o consumo
de álcool também duplica. Então, as grandezas distância
e litros de álcool são diretamente proporcionais. No es- Resposta: Farei esse percurso em 3 h.
quema que estamos montando, indicamos esse fato colo-
cando uma flecha na coluna “distância” no mesmo sentido Exemplo 3: Ao participar de um treino de Fórmula
da flecha da coluna “litros de álcool”: 1, um competidor, imprimindo velocidade média de 200
km/h, faz o percurso em 18 segundos. Se sua velocidade
Distância (km) Litros de álcool fosse de 240 km/h, qual o tempo que ele teria gasto no
180 15 percurso?
210 x Vamos representar pela letra x o tempo procurado.
Estamos relacionando dois valores da grandeza veloci-
dade (200 km/h e 240 km/h) com dois valores da grandeza
mesmo sentido tempo (18 s e x s).
Queremos determinar um desses valores, conhecidos
Armando a proporção pela orientação das flechas, te-
os outros três.
mos:

180 6 15
= 6x = 7 . 15 6x = 105 x = 105 x Velocidade Tempo gasto para fazer o percurso
210 7 x = 17,5 6
200 km/h 18 s
240 km/h x
Resposta: O carro gastaria 17,5 L de álcool.
Se duplicarmos a velocidade inicial do carro, o tempo
Exemplo 2: Viajando de automóvel, à velocidade de gasto para fazer o percurso cairá para a metade; logo, as
60 km/h, eu gastaria 4 h para fazer certo percurso. Aumen- grandezas são inversamente proporcionais. Assim, os nú-
tando a velocidade para 80 km/h, em quanto tempo farei meros 200 e 240 são inversamente proporcionais aos nú-
esse percurso? meros 18 e x.

34
MATEMÁTICA

Daí temos: Exemplo 2: Uma empreiteira contratou 210 pessoas


200 . 18 = 240 . x para pavimentar uma estrada de 300 km em 1 ano. Após
3 600 = 240x 4 meses de serviço, apenas 75 km estavam pavimentados.
240x = 3 600 Quantos empregados ainda devem ser contratados para
x = 3600 que a obra seja concluída no tempo previsto?
240
x = 15 Solução: Em de ano foi pavimentada de estrada.
Conclui-se, então, que se o competidor tivesse andan- Comparemos cada grandeza com aquela em que está
do em 200 km/h, teria gasto 18 segundos para realizar o o x.
percurso.

Regra de Três Composta

O processo usado para resolver problemas que envol-


vem mais de duas grandezas, diretamente ou inversamente Sentido contrário
proporcionais, é chamado regra de três composta.
Exemplo 1: Em 4 dias 8 máquinas produziram 160 pe- As grandezas “pessoas” e “tempo” são inversamente
ças. Em quanto tempo 6 máquinas iguais às primeiras pro- proporcionais (duplicando o número de pessoas, o tem-
duziriam 300 dessas peças? po fica reduzido à metade). No nosso esquema isso será
Solução: Indiquemos o número de dias por x. Coloque- indicado colocando-se na coluna “tempo” uma flecha no
mos as grandezas de mesma espécie em uma só coluna e sentido contrário ao da flecha da coluna “pessoas”:
as grandezas de espécies diferentes que se correspondem
em uma mesma linha. Na coluna em que aparece a variável
x (“dias”), coloquemos uma flecha:

Máquinas Peças Dias


8 160 4  
6 300 x
Comparemos cada grandeza com aquela em que está
As grandezas “pessoas” e “estrada” são diretamente
o x.
As grandezas peças e dias são diretamente proporcio- proporcionais. No nosso esquema isso será indicado colo-
nais. No nosso esquema isso será indicado colocando-se cando-se na coluna “estrada” uma flecha no mesmo senti-
na coluna “peças” uma flecha no mesmo sentido da flecha do da flecha da coluna “pessoas”:
da coluna “dias”:
Máquinas Peças Dias
8 160 4
6 300 x

Mesmo sentido

As grandezas máquinas e dias são inversamente pro-


porcionais (duplicando o número de máquinas, o número
de dias fica reduzido à metade). No nosso esquema isso
será indicado colocando-se na coluna (máquinas) uma fle- Como já haviam 210 pessoas trabalhando, logo 315 –
cha no sentido contrário ao da flecha da coluna “dias”: 210 = 105 pessoas.
Máquinas Peças Dias
8 160 4
6 300 x Reposta: Devem ser contratados 105 pessoas.

Sentidos contrários Questões

Agora vamos montar 1 – (FUNDAÇÃO CASA – AGENTE DE APOIO OPE-


4 a proporção, igualando a razão
que contém o x, que é , com o produto das outras razões, RACIONAL – VUNESP/2013) Um atleta está treinando
obtidas segundo a orientação
x
das flechas  6 160  : para fazer 1 500 metros em 5 minutos. Como ele pretende
 .  manter um ritmo sempre constante, deve fazer cada 100
2
4 6 160 81  8 300  metros em
= .
A) 15 segundos.
5
x 81 30015
4 2 4 2.5 B) 20 segundos.
=
x 5 => 2x = 4 . 5 a x= 1 => x = 10 C) 22 segundos.
2 D) 25 segundos.
Resposta: Em 10 dias. E) 30 segundos.

35
MATEMÁTICA

2 – (SAP/SP – AGENTE DE SEGURANÇA PENITEN- 7 – (PREF. CORBÉLIA/PR – CONTADOR – FAUEL/2014)


CIÁRIA DE CLASSE I – VUNESP/2013) Uma máquina de- Uma equipe constituída por 20 operários, trabalhando 8
mora 1 hora para fabricar 4 500 peças. Essa mesma máqui- horas por dia durante 60 dias, realiza o calçamento de uma
na, mantendo o mesmo funcionamento, para fabricar 3 375 área igual a 4800 m². Se essa equipe fosse constituída por
dessas mesmas peças, irá levar 15 operários, trabalhando 10 horas por dia, durante 80
A) 55 min. dias, faria o calçamento de uma área igual a:
B) 15 min. A) 4500 m²
C) 35 min. B) 5000 m²
D) 1h 15min. C) 5200 m²
E) 45 min. D) 6000 m²
E) 6200 m²
3 - (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF.
IMARUÍ/2014) Manoel vendeu seu carro por R$27.000,00(- 8 – (PC/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VU-
vinte e sete mil reais) e teve um prejuízo de 10%(dez por NESP/2014) Dez funcionários de uma repartição traba-
cento) sobre o valor de custo do tal veículo, por quanto lham 8 horas por dia, durante 27 dias, para atender certo
Manoel adquiriu o carro em questão? número de pessoas. Se um funcionário doente foi afastado
A) R$24.300,00 por tempo indeterminado e outro se aposentou, o total de
B) R$29.700,00 dias que os funcionários restantes levarão para atender o
C) R$30.000,00 mesmo número de pessoas, trabalhando uma hora a mais
D)R$33.000,00 por dia, no mesmo ritmo de trabalho, será:
E) R$36.000,00 A) 29.
B) 30.
4 - (DNOCS -2010) Das 96 pessoas que participaram C) 33.
de uma festa de Confraternização dos funcionários do De- D) 28.
partamento Nacional de Obras Contra as Secas, sabe-se E) 31.
que 75% eram do sexo masculino. Se, num dado momento
9 - (TRF 3ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2014) Sa-
antes do término da festa, foi constatado que a porcen-
be-se que uma máquina copiadora imprime 80 cópias em
tagem dos homens havia se reduzido a 60% do total das
1 minuto e 15 segundos. O tempo necessário para que 7
pessoas presentes, enquanto que o número de mulheres
máquinas copiadoras, de mesma capacidade que a primei-
permaneceu inalterado, até o final da festa, então a quanti-
ra citada, possam imprimir 3360 cópias é de
dade de homens que haviam se retirado era?
A) 15 minutos.
A) 36. B) 3 minutos e 45 segundos.
B) 38. C) 7 minutos e 30 segundos.
C) 40. D) 4 minutos e 50 segundos.
D) 42. E) 7 minutos.
E) 44.
10 – (PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYA-
5 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Em uma ma- MA/2013) Os 5 funcionários de uma padaria produzem,
quete, uma janela de formato retangular mede 2,0 cm de utilizando três fornos, um total de 2500 pães ao longo das
largura por 3,5 cm de comprimento. No edifício, a largura 10 horas de sua jornada de trabalho. No entanto, o dono
real dessa janela será de 1,2 m. O comprimento real corres- de tal padaria pretende contratar mais um funcionário,
pondente será de: comprar mais um forno e reduzir a jornada de trabalho de
A) 1,8 m seus funcionários para 8 horas diárias. Considerando que
B) 1,35 m todos os fornos e funcionários produzem em igual quan-
C) 1,5 m tidade e ritmo, qual será, após as mudanças, o número de
D) 2,1 m pães produzidos por dia?
E) 2,45 m A) 2300 pães.
B) 3000 pães.
6 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO AD- C) 2600 pães.
MINISTRATIVO – FCC/2014) O trabalho de varrição de D) 3200 pães.
6.000 m² de calçada é feita em um dia de trabalho por 18 E) 3600 pães.
varredores trabalhando 5 horas por dia. Mantendo-se as
mesmas proporções, 15 varredores varrerão 7.500 m² de Respostas
calçadas, em um dia, trabalhando por dia, o tempo de
A) 8 horas e 15 minutos. 1- RESPOSTA: “B”
B) 9 horas. Como as alternativas estão em segundo, devemos tra-
C) 7 horas e 45 minutos. balhar com o tempo em segundo.
D) 7 horas e 30 minutos. 1 minuto = 60 segundos ; logo 5minutos = 60.5 = 300
E) 5 horas e 30 minutos. segundos

36
MATEMÁTICA

Metro Segundos Largura comprimento


1500 ----- 300 0,02m ------------ 0,035m
100 ----- x 1,2m ------------- x

Como estamos trabalhando com duas grandezas dire-


tamente proporcionais temos:
6. - RESPOSTA: “D”.
15.x = 300.1 ➜ 15x = 300 ➜ x = 20 segundos Comparando- se cada grandeza com aquela onde esta
o x.
2- RESPOSTA: “E”. M²↑ varredores↓ horas↑
Peças Tempo 6000--------------18-------------- 5
4500 ----- 1 h 7500--------------15--------------- x
3375 ----- x
Quanto mais a área, mais horas(diretamente propor-
Como estamos trabalhando com duas grandezas dire- cionais)
tamente proporcionais temos: Quanto menos trabalhadores, mais horas(inversamen-
te proporcionais)

4500.x = 3375.1 ➜ x = 0,75 h


Como a resposta esta em minutos devemos achar o
correspondente em minutos
Hora Minutos
1 ------ 60
0,75 ----- x
1.x = 0,75.60 ➜ x = 45 minutos.
Como 0,5 h equivale a 30 minutos , logo o tempo será
de 7 horas e 30 minutos.
3. RESPOSTA : “C”
Como ele teve um prejuízo de 10%, quer dizer 27000 é
7 - RESPOSTA: “D”.
90% do valor total.
Operários↑ horas↑ dias↑ área↑
Valor %
20-----------------8-------------60-------4800
27000 ------ 90
X ------- 100 15----------------10------------80-------- x

= 27000.10 ➜ 9x = 270000 Todas as grandezas são diretamente proporcionais,


logo:
➜ x = 30000.

4. RESPOSTA : “A”

75% Homens = 72
25% Mulheres = 24 Antes

40% Mulheres = 24
60% Homens = x Depois
8- RESPOSTA: “B”
40% -------------- 24 Temos 10 funcionários inicialmente, com os afastamen-
60% -------------- x to esse número passou para 8. Se eles trabalham 8 horas
por dia , passarão a trabalhar uma hora a mais perfazendo
40x = 60 . 24 ➜ x = ➜ x = 36. um total de 9 horas, nesta condições temos:
Funcionários↑ horas↑ dias↓
Portanto: 72 – 36 = 36 Homens se retiraram. 10---------------8--------------27
8----------------9-------------- x

5. RESPOSTA: “D” Quanto menos funcionários, mais dias devem ser tra-
Transformando de cm para metro temos : 1 metro = balhados (inversamente proporcionais).
100cm Quanto mais horas por dia, menos dias devem ser tra-
➜ 2 cm = 0,02 m e 3,5 cm = 0,035 m balhados (inversamente proporcionais).

37
MATEMÁTICA

Funcionários↓ horas↓ dias↓ 2y3 – 5y = 11 (equação de 3º grau)


8---------------9-------------- 27
2
10----------------8----------------x 1 – 3x + =x+ 1 (equação de 1º grau)
5 2
➜ x.8.9 = 27.10.8 ➜ 72x = 2160 ➜ x = 30 O método que usamos para resolver a equação de 1º
dias. grau é isolando a incógnita, isto é, deixar a incógnita sozi-
nha em um dos lados da igualdade. Para conseguir isso, há
dois recursos:
9 - RESPOSTA: “C”. - inverter operações;
Transformando o tempo para segundos: 1 min e 15 se- - efetuar a mesma operação nos dois lados da igual-
gundos = 75 segundos dade.
Quanto mais máquinas menor o tempo (flecha con-
trária) e quanto mais cópias, mais tempo (flecha mesma Exemplo 1
posição) Resolução da equação 3x – 2 = 16, invertendo opera-
ções.
Máquina↑ cópias↓ tempo↓
1----------------80-----------75 segundos Procedimento e justificativa: Se 3x – 2 dá 16, conclui-
7--------------3360-----------x se que 3x dá 16 + 2, isto é, 18 (invertemos a subtração).
Devemos deixar as 3 grandezas da mesma forma, in- Se 3x é igual a 18, é claro que x é igual a 18 : 3, ou seja, 6
vertendo os valores de” máquina”. (invertemos a multiplicação por 3).

Máquina↓ cópias↓ tempo↓ Registro


7----------------80----------75 segundos
1--------------3360--------- x 3x – 2 = 16
3x = 16 + 2
3x = 18
➜ x.7.80 = 75.1.3360 ➜ 560x = 252000
18
➜ x = 450 segundos x=
3
Transformando x=6
1minuto-----60segundos
x-------------450 Exemplo 2
x=7,5 minutos=7 minutos e 30segundos.
2 1
Resolução da equação 1 – 3x + =x+ , efetuan-
10 - RESPOSTA: “D”. 5
do a mesma operação nos dois lados da igualdade.
2
Funcionários↑ Fornos ↑ pães ↑ horas↑
5--------------------3-----------2500----------10 Procedimento e justificativa: Multiplicamos os dois
6--------------------4-------------x--------------8 lados da equação por mmc (2;5) = 10. Dessa forma, são
As flecham indicam se as grandezas são inversamente eliminados os denominadores. Fazemos as simplificações
ou diretamente proporcionais. e os cálculos necessários e isolamos x, sempre efetuando a
Quanto mais funcionários mais pães são feitos(direta- mesma operação nos dois lados da igualdade. No registro,
mente) as operações feitas nos dois lados da igualdade são indica-
das com as setas curvas verticais.

Registro
1 – 3x + 2/5 = x + 1 /2
10 – 30x + 4 = 10x + 5
-30x - 10x = 5 - 10 - 4
-40x = +9(-1)
40x = 9
x = 9/40
x = 0,225

Há também um processo prático, bastante usado, que


Equação do 1º Grau se baseia nessas ideias e na percepção de um padrão visual.
- Se a + b = c, conclui-se que a = c + b.
Veja estas equações, nas quais há apenas uma incóg-
nita: Na primeira igualdade, a parcela b aparece somando
no lado esquerdo; na segunda, a parcela b aparece sub-
3x – 2 = 16 (equação de 1º grau) traindo no lado direito da igualdade.

38
MATEMÁTICA

- Se a . b = c, conclui-se que a = c + b, desde que b ≠ 0. 2 - (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF. IMA-
Na primeira igualdade, o número b aparece multipli- RUÍ/2014) Certa quantia em dinheiro foi dividida igual-
cando no lado esquerdo; na segunda, ele aparece dividin- mente entre três pessoas, cada pessoa gastou a metade do
do no lado direito da igualdade. dinheiro que ganhou e 1/3(um terço) do restante de cada
uma foi colocado em um recipiente totalizando R$900,00(-
O processo prático pode ser formulado assim: novecentos reais), qual foi a quantia dividida inicialmente?
- Para isolar a incógnita, coloque todos os termos com A) R$900,00
incógnita de um lado da igualdade e os demais termos do B) R$1.800,00
outro lado. C) R$2.700,00
- Sempre que mudar um termo de lado, inverta a ope- D) R$5.400,00
ração.
3 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Um quadrado é
Exemplo chamado mágico quando suas casas são preenchidas por
números cuja soma em cada uma das linhas, colunas ou
5(x+2) (x+2) . (x-3) x2 diagonais é sempre a mesma.
Resolução da equação = - , usan-
2 3 3 O quadrado abaixo é mágico.
do o processo prático.

Procedimento e justificativa: Iniciamos da forma


habitual, multiplicando os dois lados pelo mmc (2;3) = 6.
A seguir, passamos a efetuar os cálculos indicados. Nes-
te ponto, passamos a usar o processo prático, colocando
termos com a incógnita à esquerda e números à direita,
invertendo operações.

Registro
5(x+2) (x+2) . (x-3) x2
- =
2 3 3
2
6. 5(x+2) - 6. (x+2) . (x-3) = 6. x
2 3 3
15(x + 2) – 2(x + 2)(x – 3) = – 2x2
15x + 30 – 2(x2 – 3x + 2x – 6) = – 2x2
15x + 30 – 2(x2 – x – 6) = – 2x2
15x + 30 – 2x2 + 2x + 12 = – 2x2 Um estudante determinou os valores desconhecidos
17x – 2x2 + 42 = – 2x2 corretamente e para 3x − 1 atribuiu
17x – 2x2 + 2x2 = – 42 A)14
17x = – 42 B) 12
x=-
42 C) 5
17 D) 3
Note que, de início, essa última 2equação aparentava E) 1
x
ser de 2º grau por causa do termo - no seu lado direito.
3 4 - (PGE/BA – ASSISTENTE DE PROCURADORIA –
Entretanto, depois das simplificações, vimos que foi reduzi-
FCC/2013) A prefeitura de um município brasileiro anun-
da a uma equação de 1º grau (17x = – 42).
ciou que 3/5 da verba destinada ao transporte público se-
riam aplicados na construção de novas linhas de metrô. O
Questões
restante da verba seria igualmente distribuído entre quatro
outras frentes: corredores de ônibus, melhoria das estações
1 - (PRF) Num determinado estado, quando um veículo de trem, novos terminais de ônibus e subsídio a passagens.
é rebocado por estacionar em local proibido, o motorista Se o site da prefeitura informa que serão gastos R$ 520 mi-
paga uma taxa fixa de R$ 76,88 e mais R$ 1,25 por hora lhões com a melhoria das estações de trem, então o gasto
de permanência no estacionamento da polícia. Se o valor com a construção de novas linhas de metrô, em reais, será
pago foi de R$ 101,88 o total de horas que o veículo  ficou de
estacionado na polícia corresponde a:
A) 20        A) 3,12 bilhões.
B) 21       B) 2,86 bilhões.
C) 22       C) 2,60 bilhões.
D) 23      D) 2,34 bilhões.
E) 24 E) 2,08 bilhões.

39
MATEMÁTICA

5 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMI- 9 - (METRO/SP - AGENTE DE SEGURANÇA METROVIÁ-


NISTRATIVO – FCC/2014) Um funcionário de uma empresa RIA I - FCC/2013) Glauco foi à livraria e comprou 3 exem-
deve executar uma tarefa em 4 semanas. Esse funcionário plares do livro J. Comprou 4 exemplares do livro K, com
executou 3/8 da tarefa na 1a semana. Na 2a semana, ele preço unitário de 15 reais a mais que o preço unitário do
executou 1/3 do que havia executado na 1a semana. Na 3a livro J. Comprou também um álbum de fotografias que
e 4a semanas, o funcionário termina a execução da tarefa e custou a terça parte do preço unitário do livro K.
verifica que na 3a semana executou o dobro do que havia
executado na 4a semana. Sendo assim, a fração de toda a Glauco pagou com duas cédulas de 100 reais e recebeu
tarefa que esse funcionário executou na 4ª semana é igual o troco de 3 reais. Glauco pagou pelo álbum o valor, em
a reais, igual a
A) 5/16. A) 33.
B) 1/6. B) 132.
C) 8/24. C) 54.
D)1/ 4. D) 44.
E) 2/5. E) 11.

6 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINIS- 10 - AGENTE DE SEGURANÇA METROVIÁRIA I -


TRATIVO – FCC/2014) Bia tem 10 anos a mais que Luana, FCC/2013) Hoje, a soma das idades de três irmãos é 65
que tem 7 anos a menos que Felícia. Qual é a diferença de anos. Exatamente dez anos antes, a idade do mais velho era
idades entre Bia e Felícia? o dobro da idade do irmão do meio, que por sua vez tinha
A) 3 anos. o dobro da idade do irmão mais novo. Daqui a dez anos, a
B) 7 anos. idade do irmão mais velho será, em anos, igual a
C) 5 anos. A) 55.
D) 10 anos. B) 25.
E) 17 anos. C) 40.
D) 50.
7 -(DAE AMERICANAS/SP – ANALISTA ADMINSTRATI- E) 35.
VO – SHDIAS/2013) Em uma praça, Graziela estava conver-
sando com Rodrigo. Graziela perguntou a Rodrigo qual era Respostas
sua idade, e ele respondeu da seguinte forma:
- 2/5 de minha idade adicionados de 3 anos correspon- 1 - RESPOSTA “A”.
dem à metade de minha idade. Devemos inicialmente equacionar através de uma
Qual é a idade de Rodrigo? equação do 1º grau, ou seja:
A) Rodrigo tem 25 anos.
y= 76,88 + 1,25. x ➜ 101,88 = 76,88 + 1,25x ➜
B) Rodrigo tem 30 anos.
C) Rodrigo tem 35 anos. 101,88 – 76,88 = 1,25x
D) Rodrigo tem 40 anos. 1,25x = 25 ➜ x = ➜ x = 20 horas.

8 - (METRO/SP - AGENTE DE SEGURANÇA METROVIÁ- Obs.: y é o valor pago pela multa x corresponde ao nú-
RIA I - FCC/2013) Dois amigos foram a uma pizzaria. O mais mero de horas de permanência no estacionamento.
velho comeu da pizza que compraram. Ainda da mesma
pizza o mais novo comeu da quantidade que seu amigo 2 - RESPOSTA: “B”.
havia comido. Sendo assim, e sabendo que mais nada des- Quantidade a ser dividida: x
sa pizza foi comido, a fração da pizza que restou foi Se 1/3 de cada um foi colocado em um recipiente e
deu R$900,00, quer dizer que cada uma colocou R$300,00.

40
MATEMÁTICA

6 - RESPOSTA: “A”.
Luana: x
Bia: x+10
Felícia: x+7
x = 1800 Bia-Felícia= x+10-x-7 = 3 anos.

3 - RESPOSTA: “A”. 7 - RESPOSTA: “B”.


Igualando a 1ª linha com a 3ª , temos: Idade de Rodrigo: x

3x-1=14

4 - RESPOSTA: “A”. Mmc(2,5)=10


520 milhões para as melhorias das estações de trem,
como foi distribuído igualmente, corredores de ônibus, no-
vos terminais e subsídio de passagem também receberam
cada um 520 milhões.
Restante da verba foi de 520.4 = 2080 ; 106 = notação
científica de milhões (1.000.000).
Verba: y

8 - RESPOSTA: “C”.

ou 3,12 bi-
lhões.

5 - RESPOSTA: “B”.
Tarefa: x Sobrou 1/10 da pizza.
Primeira semana: 3/8x
9 - RESPOSTA: “E”.
2 semana: Preço livro J: x
Preço do livro K: x+15

1ª e 2ª semana:

Na 3ª e 4ª semana devem ser feito a outra metade, pois


ele executou a metade na 1ª e 2ª semana como consta na Valor pago:197 reais (2.100 – 3)
fração acima (1/2x).
3ªsemana: 2y
4ª semana: y

41
MATEMÁTICA

Propriedades da desigualdade

Propriedade Aditiva:
O valor pago pelo álbum é de R$ 11,00.
Mesmo sentido
 
10 - RESPOSTA: “C”. Exemplo: Se 8 > 3, então 8 + 2 > 3 + 2, isto é: 10 > 5.
Irmão mais novo: x  
Irmão do meio: 2x Somamos +2 aos dois membros da desigualdade
Irmão mais velho:4x
Uma desigualdade não muda de sentido quando adi-
Hoje: cionamos ou subtraímos um mesmo número aos seus dois
Irmão mais novo: x+10 membros.
Irmão do meio: 2x+10
Irmão mais velho:4x+10 Propriedade Multiplicativa:

x+10+2x+10+4x+10=65 Mesmo sentido


7x=65-30  
7x=35 Exemplo: Se 8 > 3, então 8 . 2 > 3 . 2, isto é: 16 > 6.
x=5  
Multiplicamos os dois membros por 2
hoje: Uma desigualdade não muda de sentido quando mul-
Irmão mais novo: x+10=5+10=15 tiplicamos ou dividimos seus dois membros por um mes-
Irmão do meio: 2x+10=10+10=20 mo número positivo.
Irmão mais velho:4x+10=20+10=30 Mudou de sentido
 
Daqui a dez anos Exemplo: Se 8 > 3, então 8 . (–2) < 3 . (–2), isto é: –16 < –6
Irmão mais novo: 15+10=25  
Irmão do meio: 20+10=30 Multiplicamos os dois membros por –2
Irmão mais velho: 30+10=40
Uma desigualdade muda de sentido quando multipli-
O irmão mais velho terá 40 anos. camos ou dividimos seus dois membros por um mesmo
número negativo.
Inequação do 1º Grau
Resolver uma inequação é determinar o seu conjunto
Inequação é toda sentença aberta expressa por uma verdade a partir de um conjunto universo dado.
desigualdade.
Vejamos, através do exemplo, a resolução de inequa-
As inequações x + 5 > 12 e 2x – 4 ≤ x + 2 são do 1º ções do 1º grau.
grau, isto é, aquelas em que a variável x aparece com ex- a) x < 5, sendo U = N
poente 1.

A expressão à esquerda do sinal de desigualdade cha-


ma-se primeiro membro da inequação. A expressão à di-
reita do sinal de desigualdade chama-se segundo membro
da inequação. Os números naturais que tornam a desigualdade ver-
dadeira são: 0, 1, 2, 3 ou 4. Então V = {0, 1, 2, 3, 4}.
Na inequação x + 5 > 12, por exemplo, observamos b) x < 5, sendo U = Z
que:

A variável é x;
O primeiro membro é x + 5;
O segundo membro é 12.
Todo número inteiro menor que 5 satisfaz a desigual-
Na inequação 2x – 4 ≤ x + 2: dade. Logo, V = {..., –2, –1, 0, 1, 2, 3, 4}.

A variável é x; c) x < 5, sendo U = Q


O primeiro membro é 2x – 4; Todo número racional menor que 5 é solução da ine-
O segundo membro é x + 2. quação dada. Como não é possível representar os infinitos

42
MATEMÁTICA

números racionais menores que 5 nomeando seus elemen- 3 – (Tec.enfermagem/PM) O menor número inteiro que
tos, nós o faremos por meio da propriedade que caracteri- satisfaz a inequação 4x + 2 (x-1) > x – 12 é:
za seus elementos. Assim: A) -2.
V = {x ∊ Q / x <5} B) -3.
C) -1.
Resolução prática de inequações do 1º grau: D) 4.
A resolução de inequações do 1º grau é feita proce- E) 5.
dendo de maneira semelhante à resolução de equações, ou
seja, transformando cada inequação em outra inequação 4 – (AUX. TRT 6ª/FCC) Uma pessoa, brincando com uma
equivalente mais simples, até se obter o conjunto verdade. calculadora, digitou o número 525. A seguir, foi subtraindo
6, sucessivamente, só parando quando obteve um número
Exemplo negativo. Quantas vezes ela apertou a tecla corresponden-
Resolver a inequação 4(x – 2) ≤ 2 (3x + 1) + 5, sendo te ao 6?
U = Q. A) 88.
4(x – 2) ≤ 2 (3x + 1) + 5 B) 87.
4x – 8 ≤ 6x + 2 + 5 aplicamos a propriedade dis- C) 54.
tributiva D) 53.
4x – 6x ≤ 2 + 5 + 8 aplicamos a propriedade aditiva E) 42.
–2x ≤ 15 reduzimos os termos semelhantes
5 – (CFSD/PM/2012) Baseado na figura abaixo, o me-
Multiplicando os dois membros por –1, devemos mu- nor valor inteiro par que o número x pode assumir para
dar o sentido da desigualdade. que o perímetro dessa figura seja maior que 80 unidades
2x ≥ –15 de comprimento é:
Dividindo os dois membros por 2, obtemos:
2x 15 15
≥− ⇒x≥−
2 2 2
⎧ 15 ⎫
Logo, V = ⎨ x ∈Q | x ≥ − ⎬
⎩ 2⎭
Vamos determinar o conjunto verdade caso tivéssemos
U = Z.
15
Sendo − = −7,5 , vamos indicá-lo na reta numerada:
2

Logo, V = {–7, –6, –5, –4, ...} ou V = {x ∊ Z| x ≥ –7}. A) 06.


B) 08.
Questões C) 10.
D) 12.
1 – (OBM) Quantos são os números inteiros x que sa- E) 14.
tisfazem à inequação ?
A) 13; 6 - (MACK) – Em N, o produto das soluções da inequa-
B) 26; ção 2x – 3
C) 38; A) maior que 8.
D) 39; B) 6.
E) 40. C) 2.
D) 1.
2 - (ASSISTENTE ADMINISTRATIVO) A pontuação numa E) 0.
prova de 25 questões é a seguinte: + 4 por questão res-
pondida corretamente e –1 por questão respondida de for- Respostas
ma errada. Para que um aluno receba nota correspondente
a um número positivo, deverá acertar no mínimo: 1 - RESPOSTA “D”.
A) 3 questões Como só estamos trabalhando com valores positivos,
B) 4 questões podemos elevar ao quadrado todo mundo e ter 9 < x < 49,
C) 5 questões sendo então que x será 10, 11, 12, 13, 14,..., 48.
D) 6 questões Ou seja, poderá ser 39 valores diferentes.
E) 7 questões

43
MATEMÁTICA

2 - RESPOSTA “D”.
Se a cada x questões certas ele ganha 4x pontos então 2.12 EQUAÇÕES DO SEGUNDO GRAU:
quando erra (25 – x) questões ele perde (25 – x)(-1) pontos, RESOLUÇÃO DAS EQUAÇÕES
a soma desses valores será positiva quando: INCOMPLETAS E DAS EQUAÇÕES
4X + (25 -1 )(-1) > 0 ➜ 4X – 25 + x > 0 ➜ 5x > 25 ➜
COMPLETAS. FÓRMULA DE RESOLUÇÃO.
x>5
SIMPLIFICAÇÃO NO CASO DE SER
O aluno deverá acertar no mínimo 5 questões.
“A = L” E “B É PAR”. RELAÇÕES ENTRE
3 - RESPOSTA “C”. COEFICIENTES E RAÍZES. FORMA (S,P) DE
4x + 2 – 2 > x -12 UMA EQUAÇÃO DO 2° GRAU.
4x + 2x – x > -12 +2 COMPOSIÇÃO DE UMA EQUAÇÃO DO
5x > -10 2° GRAU, CONHECIDAS AS RAÍZES.
x > -2 2.13 EQUAÇÕES BIQUADRADAS E
Se enumerarmos nosso conjunto verdade teremos: EQUAÇÕES IRRACIONAIS.
V={-1,0,1,2,...}, logo nosso menor número inteiro é -1. 2.14 SISTEMAS SIMPLES DO 2° GRAU:
PROBLEMAS DO SEGUNDO GRAU.
4 - RESPOSTA “A”.
Vamos chamar de x o número de vezes que ele apertou
a calculadora Equação do 2º Grau
525 – 6x < 0 ( pois o resultado é negativo)
-6x < -525. (-1) ➜ 6x > 525 ➜ x > 87,5 ; logo a respos- Denomina-se equação do 2º grau na incógnita x toda
ta seria 88( maior do que 87,5). equação da forma :
ax2 + bx + c = 0, em que a, b, c são números reais e a
5 - RESPOSTA “B”. ≠ 0.
Perímetro soma de todos os lados de uma figura: Nas equações de 2º grau com uma incógnita, os núme-
6x – 8 + 2.(x+5) + 3x + 8 > 80 ros reais expressos por a, b, c são chamados coeficientes
6x – 8 + 2x + 10 + 3x + 8 > 80 da equação:
11x + 10 > 80
- a é sempre o coeficiente do termo em x2.
11x > 80 -10
- b é sempre o coeficiente do termo em x.
x > 70/11
- c é sempre o coeficiente ou termo independente.
x > 6,36
Como tem que ser o menor número inteiro e par, logo Equação completa e incompleta:
teremos 8. - Quando b ≠ 0 e c ≠ 0, a equação do 2º grau se diz
completa.
6 – RESPOSTA “E”

Exemplos

5x2 – 8x + 3 = 0 é uma equação completa (a = 5, b =


Como ele pede o produto das soluções, teremos: – 8, c = 3).
3.2.1.0,...= 0; pois todo número multiplicado por zero será y2 + 12y + 20 = 0 é uma equação completa (a = 1, b =
ele mesmo 12, c = 20).
- Quando b = 0 ou c = 0 ou b = c = 0, a equação do 2º
grau se diz incompleta.

Exemplos
x2 – 81 = 0 é uma equação incompleta (a = 1, b = 0 e
c = – 81).
10t2 +2t = 0 é uma equação incompleta (a = 10, b = 2
e c = 0).
5y2 = 0 é uma equação incompleta (a = 5, b = 0 e c = 0).
Todas essas equações estão escritas na forma ax2 + bx
+ c = 0, que é denominada forma normal ou forma reduzi-
da de uma equação do 2º grau com uma incógnita.
Há, porém, algumas equações do 2º grau que não es-
tão escritas na forma ax2 + bx + c = 0; por meio de trans-
formações convenientes, em que aplicamos o princípio
aditivo e o multiplicativo, podemos reduzi-las a essa forma.

44
MATEMÁTICA

Exemplo: Pelo princípio aditivo. −b± ∆ −b+ ∆


x= x' =
2x2 – 7x + 4 = 1 – x2 2.a 2.a
2x2 – 7x + 4 – 1 + x2 = 0
2x2 + x2 – 7x + 4 – 1 = 0
3x2 – 7x + 3 = 0 −b− ∆
x '' =
2.a
Exemplo: Pelo princípio multiplicativo.
2 1 x 2º caso: é zero ( = 0).
- =
x 2 x-4
Neste caso, ∆ é igual a zero e ocorre:
4.(x - 4) - x(x - 4) 2x2
=
2x(x - 4) 2x(x - 4)
−b± ∆ −b± 0 −b±0 −b
4(x – 4) – x(x – 4) = 2x2 x= = x= = =
4x – 16 – x2 + 4x = 2x2 2.a 2.a 2.a 2a
– x2 + 8x – 16 = 2x2
– x2 – 2x2 + 8x – 16 = 0 Observamos, então, a existência de um único valor real
– 3x2 + 8x – 16 = 0 para a incógnita x, embora seja costume dizer que a equa-
ção tem duas raízes reais e iguais, ou seja:
Resolução das equações incompletas do 2º grau com
uma incógnita. −b
x’ = x” =
- A equação é da forma ax2 + bx = 0. 2a
x2 + 9 = 0 ➜ colocamos x em evidência
x . (x – 9) = 0
x=0 ou x–9=0 3º caso: é um número real negativo ( < 0).
x=9 Neste caso, ∆ não é um número real, pois não há no
Logo, S = {0, 9} e os números 0 e 9 são as raízes da conjunto dos números reais a raiz quadrada de um número
equação. negativo.
Dizemos então, que não há valores reais para a incóg-
- A equação é da forma ax2 + c = 0. nita x, ou seja, a equação não tem raízes reais.
A existência ou não de raízes reais e o fato de elas se-
x2 – 16 = 0 ➜ Fatoramos o primeiro membro, que é rem duas ou uma única dependem, exclusivamente, do
uma diferença de dois quadrados. discriminante = b2 – 4.a.c; daí o nome que se dá a essa
(x + 4) . (x – 4) = 0 expressão.
x+4=0 x–4=0 Na equação ax2 + bx + c = 0
x=–4 x=4 - = b2 – 4.a.c
Logo, S = {–4, 4}.
- Quando ≥ 0, a equação tem raízes reais.
- Quando < 0, a equação não tem raízes reais.
Fórmula de Bháskara - > 0 (duas raízes diferentes).
- = 0 (uma única raiz).
Usando o processo de Bháskara e partindo da equação
escrita na sua forma normal, foi possível chegar a uma fór- Exemplo: Resolver a equação x2 + 2x – 8 = 0 no con-
mula que vai nos permitir determinar o conjunto solução junto R.
de qualquer equação do 2º grau de maneira mais simples. temos: a = 1, b = 2 e c = – 8
Essa fórmula é chamada fórmula resolutiva ou fór- = b2 – 4.a.c = (2)2 – 4 . (1) . (–8) = 4 + 32 = 36 > 0
mula de Bháskara.
−b± ∆ Como > 0, a equação tem duas raízes reais diferen-
x= tes, dadas por:
2.a
Nesta fórmula, o fato de x ser ou não número real vai
depender do discriminante ; temos então, três casos a
estudar.

1º caso: é um número real positivo ( > 0). −2+6 4 − 2−6 −8


Neste caso, ∆ é um número real, e existem dois va- x’ = = =2 x” = = = −4
lores reais diferentes para a incógnita x, sendo costume re- 2 2 2 2
presentar esses valores por x’ e x”, que constituem as raízes
da equação. Então: S = {-4, 2}.

45
MATEMÁTICA

Propriedade das raízes ao valor do brinde sem o desconto é dada por:


A) b2 - 2b + 48 = 0
Dada a equação ax2 + bx + c=0 , com a , e S e P a soma B) b2 + 10b - 1200 = 0
e o produto respectivamente dessas raízes. C) b2 - 2b - 48 = 0
D) b2 - 10b + 1200 = 0
E) b2 + 2b - 240 = 0

6 - (PREF. PAULISTANA/PI – PROFESSOR DE MATE-


MÁTICA – IMA/2014) Temos que a raiz do polinômio p(x)
= x² – mx + 6 é igual a 6. O valor de m é:
A) 15
Logo podemos reescrever a equação da seguinte for-
B) 7
ma: x2 – Sx +P=0 C) 10
D) 8
Questões E) 5

1 - (PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYA- 7 – (TEC. JUD. – 2ª FCC) Em certo momento, o núme-
MA/2013) Para que a equação (3m-9)x²-7x+6=0 seja uma ro x de soldados em um policiamento ostensivo era tal que
equação de segundo grau, o valor de m deverá, necessaria- subtraindo-se do seu quadrado o seu quadruplo, obtinha-
mente, ser diferente de: se 1845. O valor de x é:
A) 1. A) 42.
B) 2. B) 45.
C) 3. C) 48.
D) 0. D) 50.
E) 9. E) 52.

2 - (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA – 8 - (CPTM - Médico do trabalho – Makiyama) A me-


trologia anunciou que o dia de amanhã será frio, com al-
INDEC/2013) Qual a equação do 2º grau cujas raízes são
gumas pancadas de chuva. A temperatura mínima prevista
1 e 3/2?
é A e a temperatura máxima é B. Sabendo que A e B são as
A) x²-3x+4=0 raízes da equação x² - 26x + 160 = 0, podemos afirmar que
B) -3x²-5x+1=0 A e B são respectivamente, em graus Celsius.
C) 3x²+5x+2=0 (A) 10° e 16°.
D) 2x²-5x+3=0 (B) 12° e 16°.
(C) 10° e 18°.
3 - (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA – (D) 15° e 17°.
INDEC/2013) O dobro da menor raiz da equação de 2º (E) 12° e 18°.
grau dada por x²-6x=-8 é:
A) 2 9 - (Prefeitura de São Paulo - SP - Guarda Civil Me-
B) 4 tropolitano - MS CONCURSOS) Se x1 > x2 são as raízes da
C) 8 equação x2 - 27x + 182 = 0, então o valor de é:
D) 12

4 - (CGU – ADMINISTRATIVA – ESAF/2012) Um seg-


mento de reta de tamanho unitário é dividido em duas par-
tes com comprimentos x e 1-x respectivamente.

Calcule o valor mais próximo de x de maneira que


x = (1-x) / x, usando √5=2,24.
A) 0,62
B) 0,38
C) 1,62 10 - (Pref. Mogeiro/PB - Professor – Matemática –
C) 0,5 EXAMES) A soma das raízes da equação (k - 2)x² - 3kx +
D) 1/ 1 = 0, com k ≠ 2, é igual ao produto dessas raízes. Nessas
condições. Temos:
5 - Antônio gastou R$ 240,00 na compra de brindes A) k = 1/2.
iguais para distribuir no final de ano. Com um desconto de B) k = 3/2.
R$ 2,00 em cada brinde, teria comprado 10 brindes a mais C) k = 1/3.
com os mesmos R$ 240,00. A equação cuja solução levará D) k = 2/3.
E) k = -2.

46
MATEMÁTICA

Respostas

1 - RESPOSTA: “C”.
Neste caso o valor de a
3m-9≠0
3m≠9
m≠3

2 - RESPOSTA: “D”.
Como as raízes foram dadas, para saber qual a equação:
x² - Sx +P=0, usando o método da soma e produto; S= duas raízes somadas resultam no valor numérico de b; e P= duas
raízes multiplicadas resultam no valor de c.

3 - RESPOSTA: “B”.
x²-6x+8=0

Dobro da menor raiz: 2⋅2=4

4 - RESPOSTA: “A”.

5 - RESPOSTA “C”.
Dados:
→ preço de cada brinde
→ total de brindes
De acordo com o enunciado temos:

47
MATEMÁTICA

Substituindo em teremos:

6 – RESPOSTA: “B”.
Lembrando que a fórmula pode ser escrita como :x²-Sx+P, temos que P(produto)=6 e se uma das raízes é 6, a outra é 1.
Então a soma é 6+1=7
S=m=7

7 – RESPOSTA “B”
Montando a expressão
x2 – 4x =1845 ; igualando a expressão a zero teremos: x2 – 4x -1845=0
Aplicando a formula de Bháskara:

Logo o valor de x = 45

8 - RESPOSTA: “A”.
Resolvendo a equação pela fórmula de Bháskara:
x2 – 26x + 160 = 0; a = 1, b = - 26 e c = 160

∆ = b2 – 4.a.c
∆ = (- 26)2 – 4.1.160
∆ = 676 – 640
∆ = 36

9 - RESPOSTA: “D”.
Primeiro temos que resolver a equação:

a = 1, b = - 27 e c = 182

∆ = b2 – 4.a.c
∆ = (-27)2 – 4.1.182
∆ = 729 – 728
∆=1

48
MATEMÁTICA

O mmc entre x1 e x2 é o produto x1.x2 Finalmente, tomamos como solução para inequação as
regiões do eixo x que atenderem às exigências da desi-
= gualdade.

Exemplo

10 - RESPOSTA: “C”. Resolver a inequação x2 – 6x + 8 ≥ 0.


Vamos usar as fórmulas da soma e do produto: S = - Fazemos y = x2 – 6x + 8.
. - Estudamos a variação de sinal da função y.
(k – 2)x2 – 3kx + 1 = 0; a = k – 2, b = - 3k e c = 1

S=P

- Tomamos, como solução da inequação, os valores de


Inequações do 2˚ Grau
x para os quais y > 0:
Chamamos inequação do 2º grau às sentenças: S = {x ∈ R| x < 2 ou x > 4}

ax2 + bx + c > 0 Observação: Quando o universo para as soluções não


ax2 + bx + c ≥ 0 é fornecido, fazemos com que ele seja o conjunto R dos
ax2 + bx + c < 0 reais.
ax2 + bx + c ≤ 0
Questões
Onde a, b, c são números reais conhecidos, a ≠ 0, e x
é a incógnita. 1- Foram colocados em uma reserva 35 animais amea-
çados de extinção. Decorridos t anos, com 0 t 10, a popu-
Estudo da variação de sinal da função do 2º grau: lação N desses animais passou a ser estimada por N(t) = 35
+ 4t – 0,4 t². Nessas condições, o número máximo que essa
- Não é necessário que tenhamos a posição exata do população de animais poderá atingir é:
vértice, basta que ele esteja do lado certo do eixo x; A) 38
- Não é preciso estabelecer o ponto de intersecção do B) 45
gráfico da função com o eixo y e, considerando que a ima- C) 52
gens acima do eixo x são positivas e abaixo do eixo negati- D) 59
vas, podemos dispensar a colocação do eixo y. E) 63
Para estabelecermos a variação de sinal de uma função
do 2º grau, basta conhecer a posição da concavidade da 2 - (SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABI-
parábola, voltada para cima ou para baixo, e a existência e LIDADE – FCC/2012) No conjunto dos números reais, a
quantidade de raízes que ela apresenta. inequação (x − 1) (x + 5) + x ≤ (2x − 1)² apresenta como
Consideremos a função f(x) = ax2 + bx + c com a ≠ 0. conjunto solução:
A) R
B) {x ∈ R / x ≤ −2 ou x ≥ −1}
C) {x ∈ R / −2 ≤ x ≤ −1}
D) {x ∈ R / x ≤ 1 ou x ≥ 2}
E) {x ∈ R / 1 ≤ x ≤ 2}

3 - (PRF 2013 – Cespe) - Considere que o nível de con-


centração de álcool na corrente sanguínea, em g/L, de uma
pessoa, em função do tempo t, em horas, seja expresso por
N = – 0,008(t² – 35t + 34). Considere, ainda, que essa pes-
soa tenha começado a ingerir bebida alcoólica a partir de
t = t0 (N(t0) = 0), partindo de um estado de sobriedade, e
que tenha parado de ingerir bebida alcoólica em t = t1, vol-
tando a ficar sóbria em t = t2. Considere, por fim, a figura
acima, que apresenta o gráfico da função N(t) para t є [t0,
t2]. Com base nessas informações e tomando 24,3 como
valor aproximado de √589, julgue os itens que se seguem.

49
MATEMÁTICA

O nível de concentração de álcool na corrente sanguí- S = {5,35 ˂ t ˂ 29,65} , diferença entre eles = 24,3
nea da pessoa em questão foi superior a 1 g/L por pelo
menos 23 horas. 4 – RESPOSTA : “C”
( ) Certa ( ) Errada n² – 6n + 8 > 0,resolvendo pelo método da Soma e
Produto, temos: 
 4 – A proposição funcional “Para todo e qualquer valor
de n, tem-se 6n < n² + 8  ” será verdadeira, se n for um
número real
A) menor que 8.
B) menor que 4.
C) menor que 2.
D) maior que 2.  Precisamos descobrir dois números cuja soma é 6 e o
E) maior que 3. produto é 8 só podem ser 2 e 4.
Como a>0 a parábola tem concavidade para cima:
Respostas

1 - RESPOSTA “B”.
Como o intervalo de tempo corresponde de 0 a 10
anos e o maior tempo é 10 anos , logo teremos:
S = n < 2 ou n > 4

Sistema de Equação

Definição
2 - RESPOSTA: “D”.
x² + 5x – x – 5 + x ≤ 4x² - 4x +1 Observe o raciocínio: João e José são colegas. Ao pas-
-3x²+9x-6 ≤0 : (3) sarem por uma livraria, João resolveu comprar 2 cadernos
-x²+3x-2≤0 .(-1) e 3 livros e pagou por eles R$ 15,40, no total dos produtos.
x²-3x+2≥0 José gastou R$ 9,20 na compra de 2 livros e 1 caderno. Os
dois ficaram satisfeitos e foram para casa.
No dia seguinte, encontram um outro colega e fala-
ram sobre suas compras, porém não se lembrava do preço
unitário de dos livros. Sabiam, apenas que todos os livros,
como todos os cadernos, tinham o mesmo preço.
Bom, diante deste problema, será que existe algum
modo de descobrir o preço de cada livro ou caderno com
as informações que temos ? Será visto mais à frente.
Um sistema de equação do primeiro grau com duas
incógnitas x e y, pode ser definido como um conjunto for-
mado por duas equações do primeiro grau. Lembrando
que equação do primeiro grau é aquela que em todas as
S={x ∈ R / x ≤ 1 ou x ≥ 2} incógnitas estão elevadas à potência 1.

3 – RESPOSTA : CERTA Observações gerais


– 0,008(t² – 35t + 34) > 1
– 8(t² – 35t + 34) > 1000 Em tutoriais anteriores, já estudamos sobre equações
t² – 35t + 34 > – 125 do primeiro grau com duas incógnitas, como exemplo: X +
t² – 35t + 159 > 0 y = 7 x – y = 30 x + 2y = 9 x – 3y = 15

50
MATEMÁTICA

Foi visto também que as equações do 1º grau com Para saber se estes valores satisfazem ao sistema, basta
duas variáveis admitem infinitas soluções: substituir os valores em ambas as equações:
X+y=6x–y=7 x-y=2x+y=8
5–3=25+3=8
2 = 2 (verdadeiro 8 = 8 (verdadeiro)

A resposta então é verdadeira. O par (5,3) é a solu-


ção do sistema de equações acima.

Métodos para solução de sistemas do 1º grau.

Vendo a tabela acima de soluções das duas equações, - Método de substituição


é possível checar que o par (4;2), isto é, x = 4 e y = 2, é a
solução para as duas equações. Esse método de resolução de um sistema de 1º grau
estabelece que “extrair” o valor de uma incógnita é substi-
Assim, é possível dizer que as equações tuir esse valor na outra equação.
X+y=6 Observe:
X–y=7 x–y=2
x+y=4
Formam um sistema de equações do 1º grau.
Vamos escolher uma das equações para “extrair” o va-
Exemplos de sistemas: lor de uma das incógnitas, ou seja, estabelecer o valor de
acordo com a outra incógnita, desta forma:
x – y = 2 ---> x = 2 + y

Agora iremos substituir o “X” encontrado acima, na “X”


da segunda equação do sistema:
x+y=4
(2 + y ) + y = 4
2 + 2y = 4 ----> 2y = 4 -2 -----> 2y = 2 ----> y = 1

Temos que: x = 2 + y, então


Observe este símbolo. A matemática convencionou x=2+1
neste caso para indicar que duas ou mais equações for- x=3
mam um sistema.
Assim, o par (3,1) torna-se a solução verdadeira do sis-
Resolução de sistemas tema.

Resolver um sistema significa encontrar um par de va- - Método da adição


lores das incógnitas X e Y que faça verdadeira as equações
que fazem parte do sistema. Este método de resolução de sistema do 1º grau con-
Exemplos: siste apenas em somas os termos das equações fornecidas.
a) O par (4,3 ) pode ser a solução do sistema
x–y=2 Observe:
x+y=6 x – y = -2
Para saber se estes valores satisfazem ao sistema, basta 3x + y = 5
substituir os valores em ambas as equações: Neste caso de resolução, somam-se as equações da-
x-y=2x+y=6 das:
4–3=14+3=7 x – y = -2
1 ≠ 2 (falso) 7 ≠ 6 (falso) 3x + y = 5 +
4x = 3
A resposta então é falsa. O par (4,3) não é a solução x = 3/4
do sistema de equações acima.
b) O par (5,3 ) pode ser a solução do sistema Veja nos cálculos que quando somamos as duas equa-
x–y=2 ções o termo “Y” se anula. Isto tem que ocorrer para que
x+y=8 possamos achar o valor de “X”.

51
MATEMÁTICA

Agora, e quando ocorrer de somarmos as equações e os valores de “x” ou “y” não se anularem para ficar somente uma
incógnita ?

Neste caso, é possível usar uma técnica de cálculo de multiplicação pelo valor excludente negativo.

Ex.:
3x + 2y = 4
2x + 3y = 1

Ao somarmos os termos acima, temos:


5x + 5y = 5, então para anularmos o “x” e encontramos o valor de “y”, fazemos o seguinte:
» multiplica-se a 1ª equação por +2
» multiplica-se a 2ª equação por – 3

Vamos calcular então:


3x + 2y = 4 ( x +2)
2x + 3y = 1 ( x -3)
6x +4y = 8
-6x - 9y = -3 +
-5y = 5
y = -1

Substituindo:
2x + 3y = 1
2x + 3.(-1) = 1
2x = 1 + 3
x=2

Verificando:
3x + 2y = 4 ---> 3.(2) + 2(-1) = 4 -----> 6 – 2 = 4

2.15 FUNÇÕES: CONCEITO DE FUNÇÃO, DOMÍNIO E CONJUNTO IMAGEM E FUNÇÕES


DEFINIDAS POR EQUAÇÕES. 2.16 COORDENADAS CARTESIANAS NO PLANO. GRÁFICO
DAS FUNÇÕES DEFINIDAS POR EQUAÇÕES. 2.17 FUNÇÃO: AFIM, LINEAR E
CONSTANTE, GRÁFICO E PROPRIEDADES DESSAS FUNÇÕES. CONCEITO DE
DECLIVIDADE. GRÁFICOS DE INEQUAÇÕES DO PRIMEIRO GRAU COM DUAS VARIÁVEIS.
INTERSEÇÃO DE REGIÕES DO PLANO. 2.18 FUNÇÃO TRINÔMIO DO SEGUNDO
GRAU: ESTUDO DA FUNÇÃO TRINÔMIO DO SEGUNDO GRAU E CONSTRUÇÃO DOS
RESPECTIVOS GRÁFICOS. PROPRIEDADE DO GRÁFICO DA FUNÇÃO TRINÔMIO DO
SEGUNDO GRAU. INEQUAÇÃO DO SEGUNDO GRAU.

Função do 1˚ Grau

Dados dois conjuntos A e B, não-vazios, função é uma relação binária de A em B de tal maneira que todo elemento x,
pertencente ao conjunto A, tem para si um único correspondente y, pertencente ao conjunto B, que é chamado de imagem
de x.

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MATEMÁTICA

Notemos que, para uma relação binária dos conjuntos Reconhecemos, graficamente, uma função injetora
A e B, nesta ordem, representarem uma função é preciso quando, uma reta horizontal, qualquer que seja interceptar
que: o gráfico da função, uma única vez.

- Todo elemento do conjunto A tenha algum corres-


pondente (imagem) no conjunto B;
- Para cada elemento do conjunto A exista um único
correspondente (imagem) no conjunto B.

Assim como em relação, usamos para as funções, que


são relações especiais, a seguinte linguagem:

Domínio: Conjunto dos elementos que possuem ima- f(x) é injetora g(x) não é injetora
gem. Portanto, todo o conjunto A, ou seja, D = A. (interceptou o gráfico mais
de uma vez)
Contradomínio: Conjunto dos elementos que se colo-
cam à disposição para serem ou não imagem dos elemen- Sobrejetora: Quando todos os elementos do contra-
tos de A. Portanto, todo conjunto B, ou seja, CD = B. domínio forem imagens de pelo menos um elemento do
domínio.
Conjunto Imagem: Subconjunto do conjunto B forma-
do por todos os elementos que são imagens dos elementos
do conjunto A, ou seja, no exemplo anterior: Im = {a, b, c}.

Exemplo

Consideremos os conjuntos A = {0, 1, 2, 3, 5} e B = {0,


1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}.
Reconhecemos, graficamente, uma função sobrejetora
Vamos definir a função f de A em B com f(x) = x + 1. quando, qualquer que seja a reta horizontal que interceptar
o eixo no contradomínio, interceptar, também, pelo menos
Tomamos um elemento do conjunto A, representado
uma vez o gráfico da função.
por x, substituímos este elemento na sentença f(x), efetua-
mos as operações indicadas e o resultado será a imagem
do elemento x, representada por y.

f: A → B f(x) é sobrejetora g(x) não é sobrejetora


y = f(x) = x + 1 (não interceptou o gráfico)
Tipos de Função Bijetora: Quando apresentar as características de fun-
ção injetora e ao mesmo tempo, de sobrejetora, ou seja,
Injetora: Quando para ela elementos distintos do do- elementos distintos têm sempre imagens distintas e todos
mínio apresentam imagens também distintas no contrado- os elementos do contradomínio são imagens de pelo me-
mínio. nos um elemento do domínio.

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MATEMÁTICA

Função crescente: A função f(x), num determinado in-