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MODELO DE PETIÇÃO DE AÇÃO DE INTERDIÇÃO COM PEDIDO DE CURATELA -

NOVO CPC

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ____________ DA COMARCA DE


__________________ - ___

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______________, (nacionalidade), (estado civil), (profissão), portador(a) da carteira de


identidade nº XXXXXX e do CPF nº XXXXXXX, residente e domiciliado(a) no (Endereço),
por sua advogada devidamente constituídaa pelo instrumento de mandato anexo, nos termos
do art. 39 do CPC (documento 1), vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência,
com fundamento no art. 1.768 do CC, combinado o art. 747 e seguintes do novo CPC, propor
a presente

AÇÃO DE INTERDIÇÃO COM PEDIDO DE CURATELA PROVISÓRIA EM


ANTECIPAÇÃO DE TUTELA

em face de FULANO(A) DE TAL, (nacionalidade), (estado civil), (profissão), portador(a) da


carteira de identidade nº XXXXXX e do CPF nº XXXXXXX, residente e domiciliado(a) no
(Endereço), pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:

PRELIMINARMENTE DA JUSTIÇA GRATUITA

A autora não possui condições de pagar as custas e despesas do processo sem prejuízo
próprio ou de sua família, conforme consta da declaração de pobreza em anexo. Ademais, nos
termos do § 1º do art. 4º da Lei 1.060, de 5.2.1950, milita em seu favor a presunção de
veracidade da declaração de pobreza por ela firmada. Desse modo, a autora faz jus à
concessão da gratuidade de Justiça. Insta ressaltar que entender de outra forma seria impedir
os mais humildes de ter acesso à Justiça, garantia maior dos cidadãos no Estado Democrático
de Direito.

I. DOS FATOS

A interditanda não possui o necessário discernimento para a prática dos atos da vida civil,
sendo incapaz de reger sua pessoa e seus bens, porquanto portadora de doença mental de CID
XXX (INFORMAR O CID E VERIFICAR NA LISTAGEM O QUE SIGNIFICA), conforme
cópia de (laudo e/ou atestado e/ou perícia) médica em anexo.
Destarte, ante esse défice intelectual duradouro, a interditanda (informar estado civil / se
possui filhos), não possui bens (se houver bens deverá especificá-los).

A requerente é (INFORMAR O PARENTESCO), conforme observa-se em documentos


acostados nos autos, de modo ser legitima a interpor esta demanda.
Diante todo o exposto, verifica-se que os problemas de saúde que o impossibilita de reger sua
vida cível.

II. DOS FUNDAMENTOS DA INTERDIÇÃO

O artigo 1º do Código Civil estatui que “toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem
civil“. Assim, liga-se à pessoa a ideia de personalidade, que é consagrado nos direitos
constitucionais de vida, liberdade e igualdade.

É cediço que a personalidade tem a sua medida na capacidade de fato ou de exercício, que, no
magistério de Maria Helena Diniz:

é a aptidão de exercer por si os atos da vida civil, dependendo, portanto, do discernimento,


que é critério, prudência, juízo, tino, inteligência, e, sob o prisma jurídico, da aptidão que tem
a pessoa de distinguir o lícito do ilícito, o conveniente do prejudicial.(Curso de Direito Civil
Brasileiro: Teoria Geral do Direito Civil. São Paulo: Saraiva)
Todavia essa capacidade pode sofrer restrições legais quanto ao seu exercício, visando a
proteger os que são portadores de uma deficiência jurídica apreciável. Assim, segundo Maria
Helena Diniz , a incapacidade é a restrição legal ao exercício dos atos da vida civil. Os
artigos 3º e 4º do Código Civil graduam a forma de proteção, a qual assume a feição de
representação para os absolutamente incapazes e a de assistência para os relativamente
incapazes.

A incapacidade cessa quando a pessoa atinge a maioridade, tornando-se, por conseguinte,


plenamente capaz para os atos da vida civil.

Entretanto, pode ocorrer, por razões outras, que a pessoa, apesar da maioridade, não possua
condições para a prática dos atos da vida civil, ou seja, para reger a sua pessoa e administrar
os seus bens. Persiste, assim, a sua incapacidade real e efetiva, a qual tem de ser declarada
por meio do procedimento de interdição, tratado nos arts. 747 a 770 do Novo Código de
Processo Civil, bem como nomeado curador, consoante o artigo 1.767 do Código Civil.

Posto isso, depreende-se que o interditando faz jus à proteção, a qual será assegurada ante a
sua interdição e a nomeação da autora como sua curadora, a fim de que esta possa representá-
la ou assisti-la no exercício dos atos da vida civil, de acordo com os limites da curatela
prudentemente fixados na sentença de interdição.

III. DA CURATELA PROVISÓRIA EM ANTECIPAÇÃO DE TUTELA


O défice intelectual duradouro deflui dos elementos de convicção em anexo e dos fatos já
aduzidos, os quais demonstram a incapacidade do interditando para reger a sua pessoa.

Ante a proteção exigida pelo ordenamento jurídico pátrio aos interesses do incapaz, como
o(a) interditando(a) não detém o elementar discernimento para a prática dos atos da vida
civil, torna-se temerária e incerta a adequada gestão dos recursos fundamentais à sua
manutenção.

Destarte, mister a concessão de medida liminar de antecipação de tutela, consoante o art. 300
do Novo Código de Processo Civil, de modo a nomear a autora como curadora provisória ao
interditando.

IV. DO PEDIDO

Diante do acima exposto, requer:

1) a concessão dos benefícios da gratuidade de Justiça, haja vista que a autora é pobre no
sentido jurídico do termo;

2) a concessão da tutela provisória de urgência, nos termos do art. 300 do Novo CPC, com a
nomeação do(a) autor(a) como curador(a) provisória a(a) interditanda(o), a fim de que aquela
possa representá-la nos atos da vida civil, sobretudo na adequada gestão dos recursos
fundamentais à sua manutenção.

3) a citação do interditando para que, em dia a ser designado, seja efetuado sua entrevista, nos
termos do art. 751 do Novo CPC;

4) seja concedido prazo legal para que o interditando possa apresentar impugnação nos
termos do art. 752 do Novo CPC;

5) a representação do interditando nos autos do procedimento pelo digno Membro do


Ministério Público, nos termos do § 1º do art. 752 do Novo CPC;

6) seja julgado procedente o pedido, confirmando-se a antecipação da tutela, para nomear em


definitivo a autora como curadora ao interditando, que deverá representá-la ou assisti-la em
todos os atos de sua vida civil, de acordo com os limites da curatela prudentemente fixados
na sentença.

Protesta provar o alegado por todos os meios de prova admitidos em direito, que ficam desde
já requeridos, ainda que não especificados.

Atribui-se à causa o valor de R$ XXXXX, para fins de alçada.


Nestes termos,

Pede deferimento.

[Local] [data]

__________________________________

[Nome Advogado] - [OAB] [UF].

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