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TIROIDE

1-Diferencie os sintomas do hipertireoidismo e hipotireoidismo.


Os sintomas podem ser resumidos em todos aqueles sinais de que o metabolismo está
desacelerado, como menor número de batimentos cardíacos, intestino preso, menstruação
irregular, diminuição da memória, cansaço excessivo e dores musculares. Outros sintomas
como pele seca, queda de cabelo, ganho de peso, aumento de colesterol no sangue e
alterações no humor - que normalmente leva à depressão-, também são observados em
pessoas que têm hipotireoidismo.
Os principais sintomas do hipertireoidismo são o oposto do hipotireoidismo, ou seja,
irregularidade e aceleração nos batimentos cardíacos, geralmente acima de 100 batimentos
por minuto, nervosismo, mãos trêmulas e sudoreicas, ondas de calor repentinas, intestino
solto, perda de peso acentuada sem intenção. Alguns sintomas, no entanto, são os mesmos
como enfraquecimento e queda de cabelos, fraqueza e dores musculares e alterações no ciclo
menstrual. Ela também aumenta as chances de aborto e acelera a perda de cálcio dos ossos,
com aumento do risco de osteoporose e fraturas.
2-Qual a importância da tireoglobulina na tireoide?
O processo se inicia no retículo endoplasmático e no complexo de Golgi das células epiteliais
cuboides, os quais secretam uma grande glicoproteína chamada tireoglobulina nos folículos.
Cada molécula de tireoglobulina contém cerca de 70 aminoácidos tirosina. As tirosinas são os
principais substratos e se combinam com o iodo para formar os hormônios tireoideanos. Assim
sendo os hormônios tiroxina e triiodotironina são formados no interior da molécula de
tireoglobulina. Para formação dos hormônios tireoideanos ocorre primeiramente a conversão
dos íons iodeto para um forma oxidada de iodo ou o chamado iodo nascente (I0) ou I3-. Esta
conversão ocorre, pois desta forma o iodo consegue se combinar diretamente com o
aminoácido tirosina. Essa oxidação é promovida pela enzima peroxidase acompanhada do
peróxido de hidrogênio. A ligação da tireoglobulina com o iodo nascente é chamada de
organificação da tireoglobulina. Nesse momento o iodo se liga ao aminoácido tirosina para
formar os hormônios tirosina e triiodotironina. A tirosina é iodada inicialmente para
monoiodotirosina e então para diiodotirosina. O acoplamento de uma molécula de
monoiodotirosina com uma diiodotirosina forma a triiodotironina (T3), um dos hormônios
tireoideanos. O hormônio tiroxina (T4) é formado quando moléculas de iodotirosina se
acoplam uns aos outros. Assim a tireoide armazena seus recém-formados hormônios em seus
folículos no interior das moléculas de tireoglobulina em uma quantidade suficiente para suprir
as necessidades normais do organismo por 2 a 3 meses.
3-Qual o tratamento para hipotireoidismo? Por quê é usado o hormônio T4 e não T3?
O hipotireoidismo é tratado com uma medicação que contém o hormônio da tireoide, na
forma de comprimido. A levotiroxina é a droga de escolha e é um medicamento sintético
(industrializado) de T4 idêntico ao T4 que a tireoide produz. A levotiroxina é encontrada em
nomes de marcas e em versões genéricas.Os diferentes genéricos podem apresentar
composições diferentes e essas diferenças podem alterar a maneira como seu corpo absorve a
levotiroxina. Para asseguar que você recebe a mesma dose, procure usar um produto de marca
se possível. Se a sua receita for para um produto genérico, procure obter a levotiroxina
genérica sempre do mesmo fabricante. A maioria das pessoas precisa de reposição de
hormônio da tireoide por toda a vida. Se a marca ou a dosagem precisarem ser mudados, você
deve refazer os exames do TSH. A dose será ajustada com base em seu TSH testes. Ao longo do
tempo, doses elevadas de hormônios tireoideanos podem levar à perda de massa óssea, à
função cardíaca anormal e a arritmias cardíacas. Doses muito baixas podem não aliviar seus
sintomas. Em pessoas saudáveis, a tireoide capta o iodo consumido na dieta e usa-o para criar
dois hormônios: triiodotironina (T3) e tiroxina (T4). O T3 e o T4 produzidos pela tireoide são
lançados na corrente sanguínea, onde irão atuar diretamente nas células do nosso organismo,
ditando o modo como elas irão transformar oxigênio, glicose e calorias em energia. A
quantidade de hormônios produzida pela tireoide é dividida da seguinte forma: 80% de T4 e
20% de T3. O T4 é precursor do T3 Quem realmente age nas células é o T3. Grande parte do T4
produzido, ao chegar em órgãos ou tecidos, é transformado em T3 para utilização das células.
Portanto, o T3 é efetivamente o hormônio tireoideano que age em nosso organismo. O T4 é
uma espécie de reserva, que é usado para gerar T3 sempre que necessário. Quando o paciente
apresenta baixa produção de hormônios tireoideanos, a reposição é feita preferencialmente
com levotiroxina (T4 artificial) para que o organismo continue, de certo modo, com o controle
de quanto T4 será convertido em T3, de acordo com as suas necessidades. Se a reposição fosse
sempre feita diretamente com T3, o risco de superdosagem do hormônio seria muito maior.
Até existem drogas com T3 artificial, mas a maioria dos pacientes atinge um bom controle do
hipotireoidismo apenas com a reposição de T4. Obviamente, se uma dose excessiva de T4 for
administrada, esse excesso acabará sendo transformado em T3.
4-Como age o Tiamazol? E quais fármacos podem alterar a quantidade de hormônios da
tireoide?
Tapazol é um medicamento que tem como substância ativa o Metimazol que serve para o
tratamento da tireóide. Ele inibe a absorção de iodo e controla a produção excessiva de
hormônios amenizando assim os sintomas do hipertireoidismo. Os fármacos que podem
alterar a quantidade de hormônios da tireoide são: Iodo, Amiodarona, radiação ionizante,
interferon-alfa, lítio, interleucina-2, quimioterápicos, glicocorticoides, dopamina e
bromocriptina, hormônios sexuais, propranolol, salicilatos, heparina e anticonvulsivantes.
5-Como age o Iodo radioativo, para que é usado e quais as suas implicações posteriores?
O isótopo I-131 (iodo radioativo), igualmente captado pela glândula tireoide, é utilizado na
medicina para diagnóstico e tratamento de tumores na tireoide, pois esse isótopo libera
radiação capaz de destruir as células carcinogênicas. Ele emite dois tipos de radiação: (1)
radiação gama, semelhante aos raios X e (2) radiação beta, empregada na terapia de combate
às eventuais células cancerígenas ainda presentes no corpo após a cirurgia. As partículas que
emitem radiação beta servem como pequenas “bombas” que irão se armazenar nas células da
tireoide, destruindo-as. A radiação gama, também emitida pelo iodo 131, é empregada em
outros tipos de diagnóstico, como a cintilografia, por exemplo, e no mapeamento da tireoide.
As doses de radiação usadas para fins terapêuticos são maiores que as usadas em exames
diagnósticos. Este iodo possui meia vida em torno de oito dias (tempo durante o qual persiste
no organismo, embora sua quantidade vá decrescendo). Assim, o paciente que tomar o iodo
131 deve manter-se afastado de outras pessoas, especialmente crianças e mulheres grávidas,
pois qualquer um que esteja por perto ou em contato prolongado com o paciente estará
exposto desnecessariamente à radiação. Os efeitos colaterais variam de acordo com o
organismo do paciente e com a dose de iodo radioativo ingerida. Ficar com a boca seca, por
exemplo, é um efeito comumente detectado, assim como alterações no humor. Para evitar
transtornos é necessário, portanto, ingerir muita água. Outros possíveis riscos e efeitos
colaterais são sensibilidade no pescoço, enjoos, dores na barriga e alterações no paladar. Para
que o paciente não coloque a vida de ninguém em risco desnecessariamente, ele deve
permanecer em um quarto especial depois do procedimento. O tratamento com iodo
radioativo pode fazer você ter hipotireoidismo para o resto de sua vida. Muitas pessoas
acabam tomando hormônio da tireoide para o resto de suas vidas depois de receber este
método de tratamento agressivo. Este tratamento causa danos à glândula tireoide, o que afeta
a capacidade de produzir hormônio da tireoide. Enquanto o iodo radioativo pode efetivamente
eliminar os sintomas com hipertireoidismo, provavelmente irá deixar você com sintomas de
hipotireoidismo