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Aula 04

Direito da Criança e do Adolescente p/ OAB 1ª Fase XXV Exame - Com videoaulas

Professor: Ricardo Torques

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ECA – XXV EXAM E D A OAB
t e or ia e que st õe s
Aula 04 - Prof. Ricardo Torques

A ULA 0 4
ACESSO À JUSTI ÇA,
CRI MES E I NFRAÇÕES
ADMI NI STRATI VAS

SUMÁRIO
Sum ário .............................................................................................................. 1
1 - Considerações I niciais ...................................................................................... 2
2 - Acesso à Just iça .............................................................................................. 2
2.1 - Disposições Gerais ..................................................................................... 2
2.2 - Just iça da I nfância e da Juvent ude ............................................................... 4
2.3 - Serviços Auxiliares .................................................................................... 5
2.4 - Procedim ent os .......................................................................................... 6
2.5 - Perda e da Suspensão do Poder Fam iliar ....................................................... 7
2.6 - Dest it uição da Tut ela ............................................................................... 12
2.7 - Colocação em Fam ília Subst it ut a ............................................................... 12
2.8 - I nfilt ração de Agent es de Polícia para I nvest igação de Crim es cont ra a Dignidade
Sexual de Crianças e de Adolescent es ................................................................ 14
2.9 - Apuração de I rregularidades em Ent idade de At endim ent o ............................ 15
2.10 - Apuração de I nfração Adm inist rat iva às Norm as de Prot eção à Criança e ao
Adolescent e ................................................................................................... 15
2.11 - Recursos .............................................................................................. 15
2.12 - Minist ério Público ................................................................................... 17
2.13 - Advogado ............................................................................................. 18
2.14 - Prot eção Judicial dos I nt eresses I ndividuais, Difusos e Colet ivos ................... 18
3 - Crim es e Das I nfrações Adm inist rat ivas ............................................................ 20
3.1 - Crim es ................................................................................................... 20
3.2 - I nfrações Adm inist rat ivas ......................................................................... 23
4 - List a de Quest ões da Aula ............................................................................... 27

5 - CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................... 31

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ACESSO À JUSTIÇA, CRIMES E INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS


1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Chegam os a últ im a aula do Curso de Direit o das Crianças e do Adolescent e
para o XXV Exam e da OAB. Est e encont ro será dedicado ao est udo de t rês
assunt os.
Verem os prim eiram ent e algum as regras do ECA at inent es ao “ a ce sso à
Just iça ” . Esse assunt o possui relevância para fins do nosso exam e, pois
aproxim a- se da at uação do advogado.
Na sequência vam os est udar os “ cr im e s” e as “ infr a çõe s
a dm inist r a t iva s” previst as no ECA.
Bons est udos!

2 - ACESSO À JUSTIÇA
2.1 - Disposições Gerais
O acesso à Just iça de crianças e adolescent e deve ser garant ido pelos
diversos órgãos com at uação no Poder Judiciário, pela at uação do Minist ério
Público, da Defensoria ou pela assist ência j udiciária grat uit a, prest ada aos
que dela necessit arem , por int erm édio de defensor público ou advogado
nom eado.
Com int uit o de assegurar o acesso à Just iça, o ECA assegura a ise nçã o de
cust a s e e m olum e nt os, r e ssa lva da a hipót ese de lit igância de m á- fé.
Na prát ica de at os processuais, devem os observar a regra abaixo:

M EN ORES D E 1 6 represent ados

EN TRE 1 6 E 1 8 AN OS assist idos

Se, em um processo em cont at o, for verificada criança ou adolescent e sem


represent ant es legais ou na hipót ese de os int eresses da criança colidirem
com os dos pais ou represent ant es legais, assegura- se a nom eação de
curador especial.

Que st ã o - OAB/ FGV - V Ex a m e de Or de m – 2 0 1 1


Com nít ida inspiração na dout rina da prot eção int egral, o ECA garant iu à
criança e ao adolescent e o m ais am plo acesso à Just iça, com o form a de
viabilizar a efet ivação de seus direit os, consagrou- lhes o acesso a t odos os
órgãos do Poder Judiciário, assim com o lhes assegurou o acesso a órgãos

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que exercem funções essenciais à Just iça, com o o Minist ério Público e a
Defensoria. Tendo em cont a t al am pla prot eção, assinale a alt ernat iva
corret a.
a) As cust as e em olum ent os nas ações de dest it uição do poder fam iliar,
perda ou m odificação da t ut ela deverão ser cust eadas pela part e
sucum bent e ao final do processo.
b) Na hipót ese de colisão de int eresses ent re a criança ou adolescent e e
seus pais ou responsável, a aut oridade j udiciária lhes dará curador especial,
o m esm o ocorrendo nas hipót eses de carência de represent ação ou
assist ência legal, ainda que event ual.
c) Em obediência ao princípio da publicidade, é perm it ida a divulgação de
at os j udiciais e adm inist rat ivos que digam respeit o à aut oria de at o
infracional prat icado por adolescent e, podendo ser expedida cert idão ou
ext raída cópia dos aut os, independent em ent e da dem onst ração do
int eresse e j ust ificat iva acerca da finalidade. Tais fat os, no ent ant o, se
not iciados pela im prensa escrit a ou falada, devem cont er apenas as iniciais
do nom e e sobrenom e do m enor, sendo vedadas as dem ais form as
exposit ivas, com o fot ografia, referência ao nom e, apelido, et c.
d) A assist ência j udiciária grat uit a será prest ada aos que dela necessit arem
por defensor público, sendo adm it ida a nom eação pelo j uiz de advogado se
o adolescent e não t iver defensor, não podendo, post eriorm ent e, o
adolescent e const it uir out ro de sua preferência.
Com e nt á r ios
A a lt e r na t iva A est á incorret a. Conform e o art . 141, § 2º , as ações que se
subm et em à Vara da I nfância e da Juvent ude são isent as de cust as e
em olum ent os.
§ 2º As ações j udiciais da com pet ência da Just iça da I nfância e da Juvent ude
são isent as de cust as e em olum ent os, ressalvada a hipót ese de lit igância
de m á- fé.
A a lt e r na t iva B est á corret a e é o gabarit o da quest ão, consoant e dispõe
o art . 142, § único.
Art . 142. Os m enores de dezesseis anos serão represent ados e os m aiores
de dezesseis e m enores de vint e e um anos assist idos por seus pais, t ut ores
ou curadores, na form a da legislação civil ou processual.
Parágrafo único. A aut oridade j udiciária dará curador especial à criança ou
adolescent e, sem pre que os int eresses dest es colidirem com os de seus pais
ou responsável, ou quando carecer de represent ação ou assist ência legal
ainda que event ual.
A a lt e r na t iva C est á incorret a. Fica vedada a divulgação de at os j udiciais,
policiais ou adm inist rat ivos que envolvam crianças e adolescent es na
prat ica de at o infracional. É o que dispõe o art . 143.
Art . 143. E vedada a divulgação de at os j udiciais, policiais e adm inist rat ivos
que digam respeit o a crianças e adolescent es a que se at ribua aut oria de
at o infracional.
A a lt e r na t iva D est á incorret a, pois o m enor poderá const it uir defensor de
sua preferência a qualquer t em po. Vej am os o art . 207, § 1º .

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Art . 207. Nenhum adolescent e a quem se at ribua a prát ica de at o


infracional, ainda que ausent e ou foragido, será processado sem
defensor.
§ 1º Se o adolescent e não t iver defensor, ser- lhe- á nom eado pelo j uiz,
ressalvado o direit o de, a t odo t em po, const it uir out ro de sua preferência.
GABARI TO: B

2.2 - Justiça da Infância e da Juventude


A j urisdição em m at éria de infância e j uvent ude será definida em razão:
 do dom icílio dos pa is ou r e sponsá ve l;
 do luga r onde se e ncont r e a cr ia nça ou a dole sce nt e , à falt a dos
pais ou responsável;
 nos casos de at o infracional, será com pet ent e a aut oridade do luga r
da a çã o ou om issã o, observadas as regras de conexão, cont inência
e prevenção;
E qua is a s m a t é r ia s sã o de com pe t ê ncia do Ju iz da I nfâ ncia e
Juve nt u de ?
O ECA t raz um ext enso rol de com pet ência, cuj a m em orização para o Exam e
da OAB é fundam ent al. Vej am os:
 represent ações prom ovidas pelo Minist ério Público, para apuração
de at o infracional at ribuído a adolescent e;
 concessão de rem issão, com o form a de suspensão ou ext inção do
processo;
 pedidos de adoção e seus incident es;
 ações civis fundadas em int eresses individuais, difusos ou colet ivos
afet os à criança e ao adolescent e
 ações decorrent es de irregularidades em ent idades de
at endim ent o, aplicando as m edidas cabíveis;
 penalidades adm inist rat ivas nos casos de infrações cont ra norm a
de prot eção à criança ou adolescent e;
 conhecer de casos encam inhados pelo Conselho Tut elar, aplicando
as m edidas cabíveis.
Essas são as principais hipót eses de com pet ência do Juiz da I nfância e
Juvent ude. Cont udo, caso a criança est ej a expost a a sit uação de risco,
t am bém será da com pet ência do Juiz da I nfância e Juvent ude as seguint es
m at érias:
 pedidos de guarda e t ut ela;
 ações de dest it uição do poder fam iliar, perda ou m odificação da
t ut ela ou guarda;
 suprim ent o da capacidade ou o consent im ent o para o casam ent o;

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 pedidos baseados em discordância pat erna ou m at erna, em relação


ao exercício do poder fam iliar;
 em ancipação, nos t erm os da lei civil, quando falt arem os pais;
 designação de curador especial em casos de apresent ação de
queixa ou represent ação, ou de out ros procedim ent os j udiciais ou
ext raj udiciais em que haj a int eresses de criança ou adolescent e;
 ações de alim ent os;
 cancelam ent o, a ret ificação e o suprim ent o dos regist ros de
nascim ent o e óbit o.
Essas hipót eses, em regra, t ram it am perant e o Juízo Cível. Cont udo, caso
verificada hipót ese de risco à criança por ação ou om issão do Est ado,
sociedade ou dos país e, at é m esm o, em razão da condut a da criança a
com pet ência desloca- se para o Juiz da I nfância e Juvent ude.
O ECA arrola um a série de aut orizações j udicias que envolvem crianças e
adolescent e. Para fins do exam e é im port ant e que conheçam os essas
hipót eses.

É D A COM PETÊN CI A D O JUI Z D A I N FÂN CI A E


JUVEN TUD E EXPED I R ALVARÁ PARA

• A ent rada e perm anência de criança ou adolescent e, desacom panhado


dos pais ou responsável, em est ádio, ginásio e cam po desport ivo; bailes
ou prom oções dançant es; boat e ou congêneres; casa que explore
com ercialm ent e diversões elet rônicas; est údios cinem at ográficos, de
t eat ro, rádio e t elevisão.
• A part icipação de criança e adolescent e em : espet áculos públicos e seus
ensaios; cert am es de beleza.

Para concessão do alvará, o Juiz deve levar em consideração os princípios


afet os à infância e j uvent ude, as peculiaridades locais, a exist ência de
inst alações adequadas, o t ipo de frequência habit ual ao local; a adequação
do am bient e a event ual part icipação ou frequência de crianças e
adolescent es e a nat ureza do espet áculo.

2.3 - Serviços Auxiliares


Em razão da m ult idisciplinariedade afet a aos processos que t ram it am
perant e a infância e Juvent ude, há a const it uição de serviços auxiliares,
dest inado à assessora o Juiz.
Prevê o ECA que à equipe int erprofissional com pet e:
• fornecer subsídios por escrit o, m ediant e laudos, ou verbalm ent e, na
audiência;
• desenvolver t rabalhos de aconselham ent o, orient ação,
encam inham ent o, prevenção.

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2.4 - Procedimentos
Disposições Gerais
Em relação às regras gerais de procedim ent o, dest aca- se:
 aplicação subsidiária das norm as gerais previst as na legislação
processual pert inent e.
 prioridade absolut a na t ram it ação dos processos e procedim ent os
previst os, assim com o na execução dos at os e diligências j udiciais a
eles referent es.
 Os prazos processuais são cont ados em dias corridos, não
seguindo a regra do NCPC.
Vej am os quest ões sobre o assunt o:
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Acerca do ECA, assinale a opção corret a.
a) Nos casos de at o infracional, a com pet ência j urisdicional, em regra, será
det erm inada pelo dom icílio dos pais ou responsável pelo adolescent e.
b) O adolescent e a quem se at ribua aut oria de at o infracional não poderá
ser conduzido ou t ransport ado em com part im ent o fechado de veículo
policial, sob pena de responsabilidade.
c) A represent ação feit a pelo MP em face de adolescent e dependerá de
prova pré- const it uída da aut oria e m at erialidade do at o infracional.
d) O adolescent e apreendido por força de ordem j udicial será, desde logo,
encam inhado à aut oridade policial com pet ent e, para oit iva e qualificação.
Com e nt á r ios
A a lt e r na t iva A est á incorret a. Segundo o art . 147, §1º , do ECA, nos casos
de at o infracional, será com pet ent e a aut oridade do lugar da ação ou
om issão, observadas as regras de conexão, cont inência e prevenção.
A a lt e r na t iva B est á corret a e é o gabarit o da quest ão, pois é o que dispõe
o art . 178, da referida Lei:
Art . 178. O adolescent e a quem se at ribua aut oria de at o infracional não poderá ser
conduzido ou t ransport ado em com part im ent o fechado de veículo policial, em condições
at ent at órias à sua dignidade, ou que im pliquem risco à sua int egridade física ou m ent al,
sob pena de responsabilidade.
A a lt e r n a t iva C est á incorret a. Com base no §2º , do art . 182, da Lei nº
8.069/ 90, a represent ação independe de prova pré- const it uída da aut oria e
m at erialidade.
A a lt e r na t iva D est á incorret a. De acordo com o art . 171, da referida Lei,
o adolescent e apreendido por força de ordem j udicial será, desde logo,
encam inhado à aut oridade j udiciária.
Ga ba r it o: B

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Com relação ao procedim ent o de apuração do at o infracional, assinale a


opção corret a de acordo com o que dispõe o ECA.
a) Cabe recurso em sent ido est rit o da decisão que aplica m edida
socioeducat iva, sendo possível o j uízo de ret rat ação.
b) No recurso de apelação, ant es de det erm inar a rem essa dos aut os à
inst ância superior, o j uiz poderá reform ar a decisão proferida.
c) Na ausência de advogado const it uído, para resguardar o sigilo quant o à
condut a do infrat or, não se adm it e a nom eação de defensor ad hoc.
d) A out orga de m andat o é indispensável caso o defensor sej a const it uído
ou nom eado, sendo a form alidade necessária em face das peculiaridades
do procedim ent o.
Com e nt á r ios
A a lt e r n a t iva A est á incorret a, pois cabe apelação e não recurso em
sent ido est rit o, em bora adm issível o j uízo de ret rat ação.
A a lt e r na t iva B est á corret a e é o gabarit o da quest ão. De acordo com o
art . 198 VI I , do ECA, no caso de apelação, ant es de det erm inar a rem essa
dos aut os à superior inst ância, o j uiz poderá m ant er ou reform ar a decisão,
no prazo de cinco dias.
Art . 198. Nos procedim ent os afet os à Just iça da I nfância e da Juvent ude, inclusive os
relat ivos à execução das m edidas socioeducat ivas, adot ar- se- á o sist em a recursal da Lei
no 5.869, de 11 de j aneiro de 1973 ( Código de Processo Civil) , com as seguint es
adapt ações:
VI I - ant es de det erm inar a rem essa dos aut os à superior inst ância, no caso de apelação,
ou do inst rum ent o, no caso de agravo, a aut oridade j udiciária proferirá despacho
fundam ent ado, m ant endo ou reform ando a decisão, no prazo de cinco dias;
A a lt e r n a t iva C est á incorret a. Segundo o art . 186, §2º , da Lei nº
8.069/ 90, na falt a de advogado const it uído, ao m enor será nom eado out ro
defensor.
§ 2º Sendo o fat o grave, passível de aplicação de m edida de int ernação ou colocação em
regim e de sem i- liberdade, a aut oridade j udiciária, verificando que o adolescent e não possui
advogado const it uído, nom eará defensor, designando, desde logo, audiência em
cont inuação, podendo det erm inar a realização de diligências e est udo do caso.

A a lt e r na t iva D est á incorret a. Com base no §3º , do art . 207, da referida


Lei, será dispensada a out orga de m andat o, quando se t rat ar de defensor
nom eado ou, sido const it uído, t iver sido indicado por ocasião de at o form al
com a presença da aut oridade j udiciária.
Ga ba r it o: B
Na sequência verem os algum as regras específica a cada espécie de
procedim ent o que t ram it e perant e a Vara de I nfância e Juvent ude.

2.5 - Perda e da Suspensão do Poder Familiar


O processo de perda ou suspensão do poder fam iliar poderá ser inst aurado
pelo Minist ério Público ou pela part e int eressada. O ECA est abelece os
requisit os da pet ição inicial de perda ou suspensão do poder fam iliar:
• a aut oridade j udiciária a que for dirigida;

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• o nom e, o est ado civil, a profissão e a residência do requerent e e do


requerido, dispensada a qualificação em se t rat ando de pedido
form ulado por represent ant e do Minist ério Público;
• a exposição sum ária do fat o e o pedido;
• as provas que serão produzidas, oferecendo, desde logo, o rol de
t est em unhas e docum ent os.
Há possibilidade de ant ecipação de concessão de m edida lim inar nesses
processos, com o int uit o de afast ar a criança do convício fam iliar, quando
houver m ot ivo grave e fundados indícios de que a criança se encont ra em
risco.
Recebida a inicial e decidido o pedido incident al de suspensão, se for o caso,
será det erm inada a cit ação do réu para oferecer respost a no prazo de 10
dias, com a indicação de provas.
No m esm o despacho que ordena a cit ação, o j uiz da infância e j uvent ude
deverá det erm inar a realização do est udo social. Trat a- se de m edida que
visa agilizar o procedim ent o, um a vez que o est udo social é t écnico e
dem orado.
A cit ação do réu deve ser pessoal, inclusive se est iver privado de liberdade.
A cit ação som ent e não será pessoal se não encont rado, hipót ese em que a
cit ação poderá ser fict a ( com hora cert a ou por edit al) .
Caso o réu não t enha possibilidade de const it uir advogado nos aut os poderá
requerer j unt o ao cart ório a nom eação de defensor dat ivo para
apresent ação de respost a. Nesse caso, o prazo para repost a será renovado,
a cont ar da int im ação do defensor.
Caso não haj a cont est ação e j á t endo sido j unt ado aos aut os o est udo social,
o Juiz dará vist a dos aut os ao m em bro do MP, com prazo de cinco dias e
sent enciará no prazo de cinco dias.
Caso haj a cont est ação, dá- se vist a ao Minist ério Público e, na sequência,
há designação da audiência de inst rução e j ulgam ent o.
Na inst rução o Juiz, de ofício ou a requerim ent o das part es, det erm inará a
oit iva de t est em unhas. Prevê o ECA que o prot egido poderá ser ouvido,
especialm ent e nas ações que im port ar na alt eração da guarda. Além disso,
é obrigat ório det erm inar o depoim ent o dos pais ou responsáveis legais da
criança ou do adolescent e, quando encont rados.
Ordem dos at os na inst rução:

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Prevê o ECA que a sent ença deve ser proferida em audiência, m as


excepcionalm ent e poderá o Juiz decidir no prazo m áxim o de cinco dias.
Por fim , regist re- se que t odo o pr oce dim e nt o de ve r á t r a m it a r EM N O
M ÁXI M O 1 2 0 D I AS, conform e det erm ina o ECA.
Além disso, caso sej a decret ada a perda ou a suspensão do poder fam iliar
t al at o será averbo à m argem do regist ro de nascim ent o da criança ou do
adolescent e.
Para facilit ar a absorção da m at éria, vej am os um a linha do t em po:

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TRÂMI TE DA AÇÃO
cit ação ( é
DE SUSPENSÃO aj uizam ent o
pessooal,
OU DESTI TUI ÇÃO ( MP ou
excet o se não
DO PODER int eressado)
encont rado)
FAMI LI AR

sem respost a ( na
ação int ent ada
respost a no
com cont est ação, pelo MP) , o Juiz
prazo de 10
inst aura- se a fase dá vist as no
dias ( deve
de inst rução. prazo de 5 dias
t razer provas)
ao MP e, em igual
prazo, sent encia.

m anifest ação
sent ença na
das part es e
realização de audiência ou
inst rução do MP no
est udo social em cinco
prazo de 20
m inut os
m inut os

Vej am os duas excelent es quest ões de exam es ant eriores.

Que st ã o - OAB/ FGV - XI I I Ex a m e de Or de m - 2 0 1 4


Vilm a, avó m at erna do m enor Oscar, de quinze anos de idade, pret ende
m over ação de suspensão do poder fam iliar em face de Onísio e Paula, pais
do m enor. Argum ent a que Oscar est aria na condição de evasão escolar e
os pais negligent es, em bora incansavelm ent e quest ionados por Vilm a
quant o as consequências negat ivas para a form ação de Oscar.
Considere a hipót ese narrada e assinale a única opção corret a aplicável ao
caso.
a) Do pont o de vist a processual, Vilm a não t em legit im idade para propor a
ação que deve ser m ovida exclusivam ent e pelo Minist ério Público, diant e da
indisponibilidade do direit o em quest ão, a quem a int eressada deve dirigir
a argum ent ação para a t om ada das m edidas j udiciais cabíveis.
b) Do pont o de vist a m at erial, os elem ent os indicados por Vilm a são
suficient es ao pleit o de suspensão do poder fam iliar, do m esm o m odo que
a falt a ou a carência de recursos m at eriais são, ainda que isoladam ent e,
j ust o m ot ivo para proposit ura da m edida de suspensão do poder fam iliar.

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c) Do pont o de vist a m at erial, os argum ent os indicados por Vilm a são


irrelevant es a dar ensej o à m edida de suspensão de poder fam iliar, m edida
grave e excepcionalm ent e aplicada, m as são suficient es ao pleit o de
aplicação de m ult a e repreensão aos pais negligent es, por se t rat ar de
infração adm inist rat iva.
d) Do pont o de vist a processual, Vilm a possui legit im idade para propor a
ação de suspensão do poder fam iliar e, t ram it ando o processo perant e a
Just iça da I nfância e da Juvent ude, é im posit iva a isenção de cust as e
em olum ent os, independent e de concessão da grat uidade de j ust iça,
conform e dispõe expressa e lit eralm ent e o ECA.
Com e nt á r ios
Vej am os cada um a das alt ernat ivas.
A a lt e r na t iva A est á incorret a, pois Vilm a t em legit im idade para propor a
ação, um a vez que possui legít im o int eresse. Vej am os o art . 155, do ECA.
Art . 155. O procedim ent o para a perda ou a suspensão do poder fam iliar
t erá início por provocação do Minist ério Público ou de quem t enha legít im o
int eresse.
A a lt e r na t iva B est á incorret a. A prim eira part e da alt ernat iva est á corret a,
cont udo, o erro est á em m encionar que a falt a ou carência de recursos
m at eriais const it ui m ot ivo para a perda ou suspensão do poder fam iliar.
Vej am os o art . 23, do ECA.
“ Art . 23. A falt a ou a carência de recursos m at eriais não const it ui m ot ivo
suficient e para a perda ou a suspensão do poder fam íliar” .
A a lt e r na t iva C est á incorret a, pois a negligência dos pais pode ensej ar a
suspensão do poder fam iliar.
A a lt e r na t iva D est á corret a e é o gabarit o da quest ão. Conform e art . 155,
cit ado acim a, Vilm a é part e legít im a para propor a ação. O processo
t ram it ará frent e à Vara da I nfância e da Juvent ude e, port ant o, a ação é
isent e do pagam ent o de cust as, conform e art . 141, § 2º .
“ Art . 141. É garant ido o acesso de t oda criança ou adolescent e à Defensoria
Pública, ao Minist ério Público e ao Poder Judiciário, por qualquer de seus
órgãos.
§ 2º As ações j udiciais da com pet ência da Just iça da I nfância e da Juvent ude
são isent as de cust as e em olum ent os, ressalvada a hipót ese de lit igância
de m á- fé” .
GABARI TO: D

Que st ã o - OAB/ FGV - I I I Ex a m e de Or de m – 2 0 1 1


Com relação aos procedim ent os para a perda e a suspensão do poder
fam iliar regulados pelo Est at ut o da Criança e do Adolescent e, é corret o
afirm ar que
a) a aut oridade j udiciária, ouvido o Minist ério Público, poderá decret ar
lim inar ou incident alm ent e a suspensão do poder fam iliar,
independent em ent e da gravidade do m ot ivo.

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b) o procedim ent o para perda ou suspensão do poder fam iliar dispensa que
os pais sej am ouvidos, m esm o se est es forem ident ificados e est iverem em
local conhecido.
c) o procedim ent o para perda ou suspensão do poder fam iliar t erá início por
provocação do Minist ério Público ou de quem t enha legít im o int eresse.
d) em conform idade com a nova redação dada pela Lei 12.010, de 3 de
agost o de 2009, o prazo m áxim o para a conclusão do procedim ent o de
perda ou suspensão do poder fam iliar será de 180 ( cent o e oit ent a) dias.
Com e nt á r ios
A a lt e r na t iva A est á incorret a. A gravidade do m ot ivo deve ser levada em
cont a para de suspensão do poder fam iliar de form a lim inar. Vej am os o art .
157, do ECA.
“ Art . 157. Havendo m ot ivo grave, poderá a aut oridade j udiciária, ouvido o
Minist ério Público, decret ar a suspensão do poder fam iliar, lim inar ou
incident alm ent e, at é o j ulgam ent o definit ivo da causa, ficando a criança ou
adolescent e confiado a pessoa idônea, m ediant e t erm o de
responsabilidade” .
A a lt e r na t iva B est á incorret a, pois é obrigat ória a oit iva dos pais. Vej am os
o art . 161, § 4º .
“ § 4º É obrigat ória a oit iva dos pais sem pre que esses forem ident ificados
e est iverem em local conhecido” .
A a lt e r na t iva C est á corret a e é o gabarit o da quest ão, conform e art . 155.
Art . 155. O procedim ent o para a perda ou a suspensão do poder fam iliar
t erá início por provocação do Minist ério Público ou de quem t enha legít im o
int eresse.
A a lt e r na t iva D est á incorret a. O prazo m áxim o nesse caso é de 120 dias.
Vej am os o art . 163.
“ Art . 163. O prazo m áxim o para conclusão do procedim ent o será de 120
( cent o e vint e) dias” .
GABARI TO: C

2.6 - Destituição da Tutela


Em relação à dest it uição de t ut ela o ECA apenas afirm a que a m at éria será
regida pela legislação processual civil, aplicando- se subsidiariam ent e as
regras acim a est udadas acerca da suspensão ou dest it uição do poder
fam iliar.

2.7 - Colocação em Família Substituta


O procedim ent o para colocação de crianças e adolescent e em fam ília
subst it ut a deve observar o rol de requeridos arrolados no ECA. Deve- se
lem brar, previam ent e, que a colocação em fam ília subst it ut a requerer o
desfazim ent o j udicial dos vínculos com a fam ília de origem . Após t al
decisão, prevê o ECA:

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REQUI SI TOS PARA A CON CESSÃO D E PED I D OS D E


COLOCAÇÃO EM FAM Í LI A SUBSTI TUTA

• qualificação com plet a do requerent e e de seu event ual cônj uge, ou


com panheiro, com expressa anuência dest e;
• indicação de event ual parent esco do requerent e e de seu cônj uge, ou
com panheiro, com a criança ou adolescent e
• qualificação com plet a da criança ou adolescent e e de seus pais
• indicação do cart ório onde foi inscrit o nascim ent o
• declaração sobre a exist ência de bens, direit os ou rendim ent os relat ivos à
criança ou ao adolescent e.

Tem os, cont udo, algum as especificidades:


 Na hipót ese de adoção, devem os observar, além dos requisit os
acim a, as regras específicas relat ivas à m at éria, que j á fora est udada.
 Na hipót ese de pais falecidos ou suspensos ou dest it uídos do poder
fam iliar o requerim ent o poderá ser form ulado diret am ent e perant e a
Vara da I nfância e Juvent ude, com a apresent ação dos docum ent os
acim a, sem necessidade de const it uição de advogado.
 Se os país concordarem com a colocação da criança ou adolescent e
em fam ília subst it ut a, eles serão ouvidos pela aut oridade j udiciária e
pelo represent ant e do Minist ério Público, t om ando- se por t erm o as
declarações. Not e que o ECA est abelece que a audiência deve ser
designada no prazo de 10 dias a cont ar do prot ocolo da pet ição ou da
ent rega da criança em j uízo com o form a de agilizar o procedim ent o.
Acerca do consent im ent o
 não pode ser por escrit o
 deve ser t om ado após o nascim ent o
 é ret rat ável at é a publicação da sent ença
Em at o cont ínuo, o j uiz j ulgará a ação, declarando a ext inção do poder
fam iliar.
 Há necessidade de realização de at o j udicial para colheit a do
consent im ent o dos pais, com a present a do Minist ério Público.
 A colocação em fam ília subst it ut a som ent e se opera na hipót ese de
não haver condições para m anut enção da criança ou do adolescent e
na fam ília de origem , nat ural ou ext ensa.
 Por det erm inação do Juiz, adm it e- se a realização de est udo social
para avaliar a colocação da criança em fam ília subst it ut a, inclusive na
m odalidade provisória para se aferir a adapt abilidade e os benefícios
à criança.

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2.8 - Infiltração de Agentes de Polícia para Investigação de


Crimes contra a Dignidade Sexual de Crianças e de
Adolescentes
Vam os t rat ar, nest e t ópico de algum as regras específicas, disciplinadas pela
Lei 13.441/ 2017 e recent em ent e int roduzidas no ECA, no art . 190- A. Por
se t rat ar de novidade é sem pre um assunt o quent e para a prova.
O art s. 190- A a 190- E do ECA est abelecem procedim ent o para que haj a
infilt ração da polícia na int ernet com a finalidade de invest igar os seguint es
crim es:
 Produção de cena de sexo explícit o envolvendo criança ou adolescent e.
 Oferecim ent o de m at erial que cont enha cena de sexo explícit o envolvendo criança
ou adolescent e.
 Aquisição de m at erial que cont enha cena de sexo explícit o envolvendo criança ou
adolescent e.
 Sim ular m at erial que cont enha cena de sexo explícit o envolvendo criança ou
adolescent e.
 Aliciar criança ou adolescent e para produção de m at erial que cont enha cena de
sexo explícit o.
 Crim e de invasão de disposit ivo inform át ico.
 Crim e de est upro de vulnerável.
 Crim e de corrupção de m enores.
 Crim e de sat isfação de lascívia m ediant e presença de criança ou adolescent e.
 Crim e de favorecim ent o da prost it uição ou out ra form a de exploração sexual de
criança, adolescent e ou vulnerável.

Faz- se necessária aut orização j udicial para a infração pret endida pela
aut oridade policial, sendo necessária prévia oit iva do Minist ério Público.
Além disso, o procedim ent o não pode exceder o prazo de 90 dias,
sucessivam ent e renováveis não podendo ult rapassar 720 dias.
Ao longo do procedim ent o, t ant o a aut oridade j udicial ( delegado) com o o
Minist ério Público podem requisit ar relat órios dos policiais infilt rados.
Por fim , um a regra bast ant e im port ant e. A infilt ração at ua com o um agent e
facilit ador da produção de provas. Se a infilt ração const it uir o único
expedient e de obt enção da prova, não poderá ser usada.
As inform ações levant as por int erm édio do procedim ent o de infilt ração
devem ser encam inhadas diret am ent e ao j uiz. Não obst ant e, os dados
podem ser acessados pelo Juiz, pelo m em bro do Minist ério Público e pelo
delegado de polícia.
O art . 190- C do ECA prevê que o policial que prat icar as condut as descrit as
no início dest e t ópico em razão da invest igação não com et e crim es.

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2.9 - Apuração de Irregularidades em Entidade de


Atendimento
O procedim ent o para apuração de irregularidades em ent idade de
acolhim ent o poderá ser inst aurado por por t a r ia do Ju iz da I nfância e
Juvent ude ou a part ir de r e pr e se nt a çã o do M inist é r io Pú blico ou
Conse lh o Tu t e la r .
Nesse processo quem responderá em nom e da ent idade é o dirigent e, o
qual poderá ser, inclusive, afast ado lim inarm ent e. Será cham ado a
apresent ar defesa no prazo de 10 dias, oport unidade em que indicará
provas.
Após a inst rução e j ulgam ent o, abre- se prazo de cinco dias para alegações
finais e, em seguida, lança- se a sent ença, que poderá det erm inar o
afast am ent o ( definit ivo ou provisório) do dirigent e e, inclusive, aplicação de
advert ência ou m ult a.

2.10 - Apuração de Infração Administrativa às Normas de


Proteção à Criança e ao Adolescente
O procedim ent o para im posição de penalidade adm inist rat iva por infração
às norm as de prot eção à criança e ao adolescent e inicia- se por
represent ação do Minist ério Público ou do Conselho Tut elar ou, ainda, por
aut o de infração elaborado por servidor efet ivo.
O requerido t erá prazo de 10 dias para apresent ar defesa a cont ar da
int im ação. Após a defesa, com ou sem int im ação, os aut os serão
encam inhados ao Minist ério Público no prazo de cinco dias.
Após a realização da inst rução, haverá sust ent ação oral no prazo de 20
m inut os e, por fim , o Juiz da I nfância e Juvent ude proferirá a sent ença.

2.11 - Recursos
O sist em a recursal do ECA aplica, em grande m edida, as regras do CPC,
pois são poucas as regras específicas fixadas no Est at ut o.
Os recursos no ECA não exigem preparo e, à exceção dos em bargos
declarat órios, serão apresent ados no prazo de 10 dias.

em bargos de
no ECA... exceção 5 dias
declaração
PRAZOS D OS
RECURSOS
regra 10 dias t odos

Os recursos que t ram it am perant e a Just iça da I nfância e Juvent ude t êm


preferência de j ulgam ent o e dispensarão revisor. Adem ais, ant es do envio
para a inst ância superior, o órgão j ulgador ad quem proferirá despacho
fundam ent ado, m ant endo ou reform ando a decisão, no prazo de cinco dias.

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Quant o aos efeit os dos recursos no ECA, são t rês as regras a serem
observadas:
1 ª REGRA: a sent ença que deferir a adoção produz efeit o desde logo,
em bora suj eit a a apelação, que será recebida e x clusiva m e nt e no
e fe it o de volut ivo, SALVO em a doçã o int e r na ciona l ou se houver
pe r igo de da no ir r e pa r á ve l ou de difícil r e pa r a çã o ao adot ando.
2 ª REGRA: a sent ença que dest it uir am bos ou qualquer dos genit ores
do poder fam iliar fica suj eit a a apelação, que deverá ser recebida
a pe na s no e fe it o de volut ivo.
3 ª REGRA: nos procedim ent os infracionais os recursos são recebidos
a pe na s no e fe t ivo de volut ivo.
É im port ant e dest acar, ainda, que os recursos são dist ribuídos de form a
im ediat a nos casos de adoção e de dest it uição de poder fam iliar, em face
da relevância das quest ões envolvidas.
Vej am os um a quest ão.

Que st ã o - OAB/ FGV - XI Ex a m e de Or de m - 2 0 1 3


No que se refere aos procedim ent os afet os à Just iça da I nfância e da
Juvent ude, inclusive os relat ivos à execução das m edidas socioeducat ivas,
assinale a afirm at iva corret a.
a) Será adot ado o sist em a recursal do Código de Processo Civil.
b) Em t odos os recursos, salvo nos em bargos de declaração, o prazo para
o Minist ério Público e para a defesa será sem pre de 30 ( t rint a) dias.
c) É exigido o preparo para a int erposição dos recursos.
d) Os recursos não t erão preferência de j ulgam ent o, nem dispensarão
revisor.
Com e nt á r ios
A a lt e r na t iva A est á corret a e é o gabarit o da quest ão, um a vez que t raz
o ent endim ent o exarado no art . 198 do ECA.
“ Art . 198. Nos procedim ent os afet os à Just iça da I nfância e da Juvent ude,
inclusive os relat ivos à execução das m edidas socioeducat ivas, adot ar- se- á
o sist em a recursal da Lei no 5.869, de 11 de j aneiro de 1973 ( Código de
Processo Civil) , com as seguint es adapt ações” :
A a lt e r na t iva B est á incorret a, um a vez que o prazo para o MP e para a
defesa é sem pre de 10 dias. Vej am os o art . 198, inciso I I .
“ I I - em t odos os recursos, salvo nos em bargos de declaração, o prazo para
o Minist ério Público e para a defesa será sem pre de 10 ( dez) dias; ”
A a lt e r n a t iva C est á incorret a, pois os recursos podem ser int erpost os
independent em ent e de preparo. Vej am os o art . 198, inciso I .
“ I - os recursos serão int erpost os independent em ent e de preparo; ”

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A a lt e r n a t iva D est á incorret a, pois os recursos t erão preferência de


j ulgam ent o e não será necessária a at uação do revisor. Vej am os o art . 198,
inciso I I I .
“ I I I - os recursos t erão preferência de j ulgam ent o e dispensarão revisor; ”
GABARI TO: A

2.12 - Ministério Público


O ECA reserva um t ópico único para o Minist ério Público, at ribuindo- lhe
diversas funções. Vej am os, inicialm ent e, um rol das at ribuições declinadas
expressam ent e no ECA:
 conceder a rem issão com o form a de exclusão do processo;
 prom over e acom panhar os procedim ent os relat ivos às
infrações at ribuídas a adolescent es;
 prom over e acom panhar as ações de alim ent os e os
procedim ent os de suspensão e dest it uição do poder fam iliar,
nom eação e rem oção de t ut ores, curadores e guardiães, bem
com o oficiar em t odos os dem ais procedim ent os da
com pet ência da Just iça da I nfância e da Juvent ude;
 prom over, de ofício ou por solicit ação dos int eressados, a
especialização e a inscrição de hipot eca legal e a prest ação de
cont as dos t ut ores, curadores e quaisquer adm inist radores de
bens de crianças e adolescent es em sit uação de risco;
 prom over o inquérit o civil e a ação civil pública para a prot eção
dos int eresses individuais, difusos ou colet ivos relat ivos à
infância e à adolescência;
 inst aurar procedim ent os adm inist rat ivos;
 inst aurar sindicâncias, requisit ar diligências invest igat órias e
det erm inar a inst auração de inquérit o policial, para apuração de
ilícit os ou infrações às norm as de prot eção à infância e à
j uvent ude;
 zelar pelo efet ivo respeit o aos direit os e garant ias legais
assegurados às crianças e adolescent es, prom ovendo as
m edidas j udiciais e ext raj udiciais cabíveis;
 im pet rar m andado de segurança, de inj unção e habeas corpus,
em qualquer j uízo, inst ância ou t ribunal, na defesa dos
int eresses sociais e individuais indisponíveis afet os à criança e
ao adolescent e;
 represent ar ao j uízo visando à aplicação de penalidade por
infrações com et idas cont ra as norm as de prot eção à infância e
à j uvent ude, sem prej uízo da prom oção da responsabilidade
civil e penal do infrat or, quando cabível;
 inspecionar as ent idades públicas e part iculares de at endim ent o
e os program as;
 requisit ar força policial, bem com o a colaboração dos serviços
m édicos, hospit alares, educacionais e de assist ência social,
públicos ou privados, para o desem penho de suas at ribuições.

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Ainda que ext enso, o ECA deixa claro que essas at ribuições são
exem plificat ivas, podendo ser desem penhadas out ras desde que afet as à
finalidade do MP.
A at uação do Minist ério Público será t ant o na qualidade de part e com o de
fiscal da lei nos processos em que não for part e, ant e os direit os e int eresses
de que cuida o ECA. Nessas sit uações, o MP t erá vist a dos aut os depois das
part es, podendo j unt ar docum ent os e requerer diligências, usando os
recursos cabíveis.
A int im ação do MP será sem pre realizada de form a pessoal e, caso não
int im ado a se m anifest ar, o processo será considerado nulo de pleno direit o.

2.13 - Advogado
A at uação dos advogados nos processos da infância é j uvent ude é
fundam ent al. Para t ant o, assegura- se às part es que at uem em Juízo, a
const it uição de pat ronos.
Para fins do nosso Exam e, dest aca- se um a inform ação cent ral. Nenhum
adolescent e a quem se at ribua a prát ica de at o infracional, ainda que
ausent e ou foragido, será processado sem defensor. Em face disso, caso
não const it ua advogado, aos adolescent es será designado defensor, sob
penalidade de nulidade absolut a do procedim ent o.

2.14 - Proteção Judicial dos Interesses Individuais, Difusos e


Coletivos
O ECA fixa em t ópico próprio um rol de int eresses individuais, difusos e
colet ivos que devem ser assegurados às crianças e adolescent es. Esse rol
const it ui em basam ent o para pleit os j udiciais na defesa dos direit os das
crianças e adolescent es. Logo at enção aos dest aques!

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ASSEGURA- SE A TUTELA JUD I CI AL PARA GARAN TI R

ensino obrigat ório;

at endim ent o educacional especializado aos port adores de deficiência;

at endim ent o em creche e pré- escola às crianças de zero a seis anos de idade;

ensino not urno regular, adequado às condições do educando;

program as suplem ent ares de ofert a de m at erial didát ico- escolar, t ransport e e
assist ência à saúde do educando do ensino fundam ent al;

de serviço de assist ência social visando à prot eção à fam ília, à m at ernidade, à infância
==d8342==

e à adolescência, bem com o ao am d paro às crianças e adolescent es que dele


necessit em ;

acesso às ações e serviços de saúde;

escolarização e profissionalização dos adolescent es privados de liberdade.

ações, serviços e program as de orient ação, apoio e prom oção social de fam ílias e
dest inados ao pleno exercício do direit o à convivência fam iliar por crianças e
adolescent es.

program as de at endim ent o para a execução das m edidas socioeducat ivas e aplicação de
m edidas de prot eção.

Em relação à com pe t ê ncia t e r r it or ia l para t rat ar das ações que envolvem


as m at érias acim a, fixa- se a com pet ência no foro em que ocorreu ou deva
ocorrer a ação ou om issão.
A le git im ida de para aj uizam ent o de t ais ações é concorrent e ent re:
1. Minist ério Público
2. ent es federat ivos ( União, est ados e m unicípios)
3. associações legalm ent e const it uídas há pelo m enos um ano e que
incluam ent re seus fins inst it ucionais a defesa dos int eresses e
direit os prot egidos no ECA, se houver prévia aut orização est at ut ária.
Com o o Minist ério Público possui organização est adual e federal, adm it e- se
a form ação de lit isconsórcio ent re o MPU e os MPEs para a defesa dos
direit os da criança e do adolescent e.
Além disso, o Minist ério Público poderá ser cham ado a assum ir o polo, caso
haj a desist ência da ação por out ros legit im ados, em razão da
indisponibilidade dos direit os t ut elados.

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3 - CRIMES E DAS INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS


3.1 - Crimes
Aplica- se aos crim es t ipificados no ECA, a legislação pert inent e ao Código
Penal e Código de Processo Penal. Além disso, t ais t ipos penais são
considerados de a çã o pe na l pública incondiciona da . Vale dizer, o
M inist é r io Público é o t it u la r de t ais ações penais.
É im port ant e dest acar um procedim ent o específico, recent em ent e incluído
no ECA, por int erm édio da Lei 13.441/ 2017, que t rat a da infilt ração de
agent es de polícia para invest igação de crim es cont ra a dignidade sexual de
crianças e adolescent es. Basicam ent e, você deve lem brar para a prova que
se t rat a de procedim ent o que visa facilit ar a obt enção da prova, que
depende de aut orização j udicial, podendo ser prat icado por prazo
t em porários ( 90 dias, sucessivam ent
8 e prorrogável por igual período at é o
m áxim o de 720 dias) .
Para conhecim ent o, list am os os crim es que podem ser invest igados por
int erm édio da infilt ração:
 Produção de cena de sexo explícit o envolvendo criança ou adolescent e.
 Oferecim ent o de m at erial que cont enha cena de sexo explícit o envolvendo criança
ou adolescent e.
 Aquisição de m at erial que cont enha cena de sexo explícit o envolvendo criança ou
adolescent e.
 Sim ular m at erial que cont enha cena de sexo explícit o envolvendo criança ou
adolescent e.
 Aliciar criança ou adolescent e para produção de m at erial que cont enha cena de
sexo explícit o.
 Crim e de invasão de disposit ivo inform át ico.
 Crim e de est upro de vulnerável.
 Crim e de corrupção de m enores.
 Crim e de sat isfação de lascívia m ediant e presença de criança ou adolescent e.
 Crim e de favorecim ent o da prost it uição ou out ra form a de exploração sexual de
criança, adolescent e ou vulnerável.

Para fins do Exam e da OAB é fundam ent al conhecer as hipót eses legais,
sem necessidade de m em orização. Com int uit o de facilit ar o seu est udo,
vam os arrolar o com ando cent ral de cada um dos t ipos penais e de cada
um a das infrações adm inist rat ivas, o que é m ais do que suficient e para a
nossa prova.
 Deixar o encarregado de serviço ou o dirigent e de est abelecim ent o de
at enção à saúde de gest ant e de m ant er regist ro das at ividades
desenvolvidas, bem com o de fornecer à part urient e ou a seu
responsável, por ocasião da alt a m édica, declaração de nascim ent o,
onde const em as int ercorrências do part o e do desenvolvim ent o do
neonat o:

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 Deixar o m édico, enferm eiro ou dirigent e de est abelecim ent o de


at enção à saúde de gest ant e de ident ificar corret am ent e o neonat o e
a part urient e, por ocasião do part o, bem com o deixar de proceder aos
exam es para diagnóst ico e t erapêut ica de anorm alidades.
 Privar a criança ou o adolescent e de sua liberdade, procedendo à sua
apreensão sem est ar em flagrant e de at o infracional ou inexist indo
ordem escrit a da aut oridade j udiciária com pet ent e.
 Deixar a aut oridade policial responsável pela apreensão de criança ou
adolescent e de fazer im ediat a com unicação à aut oridade j udiciária
com pet ent e e à fam ília do apreendido ou à pessoa por ele indicada:
 Subm et er criança ou adolescent e sob sua aut oridade, guarda ou
vigilância a vexam e ou a const rangim ent o.
 Deixar a aut oridade com pet ent e, sem j ust a causa, de ordenar a
im ediat a liberação de criança ou adolescent e, t ão logo t enha
conhecim ent o da ilegalidade da 3 apreensão.
 Descum prir, inj ust ificadam ent e, prazo fixado nest a Lei em benefício
de adolescent e privado de liberdade.
 I m pedir ou em baraçar a ação de aut oridade j udiciária, m em bro do
Conselho Tut elar ou represent ant e do Minist ério Público no exercício
de função previst a no ECA.
 Subt rair criança ou adolescent e ao poder de quem o t em sob sua
guarda em virt ude de lei ou ordem j udicial, com o fim de colocação
em lar subst it ut o.
 Prom et er ou efet ivar a ent rega de filho ou pupilo a t erceiro, m ediant e
paga ou recom pensa.
 Prom over ou auxiliar a efet ivação de at o dest inado ao envio de criança
ou adolescent e para o ext erior com inobservância das form alidades
legais ou com o fit o de obt er lucro.
 Produzir, reproduzir, dirigir, fot ografar, film ar ou regist rar, por
qualquer m eio, cena de sexo explícit o ou pornográfica, envolvendo
criança ou adolescent e.
o Agenciar, facilit ar, recrut ar, coagir, ou de qualquer m odo
int erm ediar a part icipação de criança ou adolescent e em de
sexo explícit o ou pornográfica.
o São consideradas causa de aum ent o de pena se o agent es
est iver:
 no exercício de cargo ou função pública ou a pret ext o de
exercê- la;
 prevalecendo- se de relações dom ést icas, de coabit ação
ou de hospit alidade; ou
 prevalecendo- se de relações de parent esco consanguíneo
ou afim at é o t erceiro grau, ou por adoção, de t ut or,
curador, precept or, em pregador da vít im a ou de quem , a
qualquer out ro t ít ulo, t enha aut oridade sobre ela, ou com
seu consent im ent o.
 Vender ou expor à venda fot ografia, vídeo ou out ro regist ro que
cont enha cena de sexo explícit o ou pornográfica envolvendo criança
ou adolescent e.

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 Oferecer, t rocar, disponibilizar, t ransm it ir, dist ribuir, publicar ou


divulgar por qualquer m eio, inclusive por m eio de sist em a de
inform át ica ou t elem át ico, fot ografia, vídeo ou out ro regist ro que
cont enha cena de sexo explícit o ou pornográfica envolvendo criança
ou adolescent e.
o Considera- se crim e t am bém :
 assegurar os m eios ou serviços para o arm azenam ent o
das fot ografias, cenas ou im agens com cenas de sexo
explícit o ou pornográfico.
 assegurar, por qualquer m eio, o acesso por rede de
com put adores às fot ografias, com cenas de sexo explícit o
ou pornográfico.
 Adquirir, possuir ou arm azenar, por qualquer m eio, fot ografia, vídeo
ou out ra form a de regist ro que cont enha cena de sexo explícit o ou
pornográfica envolvendo criança 4 ou adolescent e.
 Sim ular a part icipação de criança ou adolescent e em cena de sexo
explícit o ou pornográfica por m eio de adult eração, m ont agem ou
m odificação de fot ografia, vídeo ou qualquer out ra form a de
represent ação visual.
 Vender, expor à venda, disponibilizar, dist ribuir, publicar ou divulgar
por qualquer m eio, adquire, possui ou arm azena o m at erial produzido
com cena de sexo explícit o ou pornográfica,
 Art . 241- D. Aliciar, assediar, inst igar ou const ranger, por qualquer
m eio de com unicação, criança, com o fim de com ela prat icar at o
libidinoso.
 Vender, fornecer ainda que grat uit am ent e ou ent regar, de qualquer
form a, a criança ou adolescent e arm a, m unição ou explosivo.
 Vender, fornecer, servir, m inist rar ou ent regar, ainda que
grat uit am ent e, de qualquer form a, a criança ou a adolescent e, bebida
alcoólica ou, sem j ust a causa, out ros produt os cuj os com ponent es
possam causar dependência física ou psíquica.
 Vender, fornecer ainda que grat uit am ent e ou ent regar, de qualquer
form a, a criança ou adolescent e fogos de est am pido ou de art ifício,
excet o aqueles que, pelo seu reduzido pot encial, sej am incapazes de
provocar qualquer dano físico em caso de ut ilização indevida:
 Subm et er criança ou adolescent e prost it uição ou à exploração sexual.
 Corrom per ou facilit ar a corrupção de m enor de 18 ( dezoit o) anos,
com ele prat icando infração penal ou induzindo- o a prat icá- la.
Vej am os um a quest ão sobre os assunt os t rat ados acim a.

Que st ã o - OAB/ FGV - XV Ex a m e de Or de m - 2 0 1 4


José, t ut or da criança Z, soube que Juarez vem oferecendo recom pensa
àqueles que lhe ent regam crianças ou adolescent es em carát er definit ivo.
Ent usiasm ado com a quant ia oferecida, José prom et e ent regar a criança
exat am ent e dez dias após o início da negociação. José cont ou aos seus

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vizinhos que não queria m ais “ t er t rabalho com o m enino” . I ndignada,


Mariet a, vizinha de José, com unicou im ediat am ent e o fat o à aut oridade
policial, que conseguiu im pedir a ent rega da criança Z a Juarez.
Nesse caso, à luz do Est at ut o da Criança e do Adolescent e, assinale a
afirm at iva corret a
a) A prom essa de ent rega de Z, por si só, j á configura infração penal, do
m esm o m odo que o seria em caso de efet iva ent rega da criança.
b) Som ent e a efet iva ent rega da criança m ediant e paga ou recom pensa
configuraria a prát ica de infração penal t ant o para quem ent rega quant o
para quem oferece o valor pecuniário.
c) Trat ar- se- ia de infração penal som ent e se a criança Z fosse filho de José,
sendo a figura do t ut or at ípica para esse t ipo de infração penal, não se
podendo aplicar analogia para a configuração de crim e
d) Som ent e incorre na pena pela prát 2 ica de infração penal o suj eit o que
oferece a paga ou recom pensa, sendo at ípica para o responsável legal a
m era prom essa de ent rega da criança.
Com e nt á r ios
A quest ão exige o conhecim ent o das condut as crim inalizadas pelo ECA. A
sit uação descrit a no enunciado da quest ão se subsum e ao crim e previst o
no art . 238.
“ Art . 238. Prom et er ou efet ivar a ent rega de filho ou pupilo a t erceiro,
m ediant e paga ou recom pensa:
Pena - reclusão de um a quat ro anos, e m ult a” .
Assim , a a lt e r na t iva A est á corret a, um a vez que a prom essa de ent rega
de filho ou pupilo a t erceiro m ediant e recom pensa j á configura a infração
penal.
GABARI TO: A

3.2 - Infrações Administrativas


 Deixar o m édico, professor ou responsável por est abelecim ent o de
at enção à saúde e de ensino fundam ent al, pré- escola ou creche, de
com unicar à aut oridade com pet ent e os casos de que t enha
conhecim ent o, envolvendo suspeit a ou confirm ação de m aus- t rat os
cont ra criança ou adolescent e.
 I m pedir o responsável ou funcionário de ent idade de at endim ent o o
exercício dos direit os assegurados aos adolescent es em cum prim ent o
de m edida rest rit iva de liberdade ( sem iliberdade e int ernação) .
 Divulgar, t ot al ou parcialm ent e, sem aut orização devida, por qualquer
m eio de com unicação, nom e, at o ou docum ent o de procedim ent o
policial, adm inist rat ivo ou j udicial relat ivo a criança ou adolescent e a
que se at ribua at o infracional.
 Exibir, t ot al ou parcialm ent e, fot ografia de criança ou adolescent e
envolvido em at o infracional, ou qualquer ilust ração que lhe diga
respeit o ou se refira a at os que lhe sej am at ribuídos, de form a a
perm it ir sua ident ificação, diret a ou indiret am ent e.

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 Deixar de apresent ar à aut oridade j udiciária de seu dom icílio, no


prazo de cinco dias, com o fim de regularizar a guarda, adolescent e
t razido de out ra com arca para a prest ação de serviço dom ést ico,
m esm o que aut orizado pelos pais ou responsável.
 Descum prir, dolosa ou culposam ent e, os deveres inerent es ao poder
fam iliar ou decorrent e de t ut ela ou guarda, bem assim det erm inação
da aut oridade j udiciária ou Conselho Tut elar.
 Hospedar criança ou adolescent e desacom panhado dos pais ou
responsável, ou sem aut orização escrit a desses ou da aut oridade
j udiciária, em hot el, pensão, m ot el ou congênere.
 Transport ar criança ou adolescent e, por qualquer m eio, com
inobservância das regras const ant es do ECA para viagem .
 Deixar o responsável por diversão ou espet áculo público de afixar, em
lugar visível e de fácil acesso, à ent rada do local de exibição,
inform ação dest acada sobre a nat ureza da diversão ou espet áculo e
a faixa et ária especificada no cert ificado de classificação.
 Anunciar peças t eat rais, film es ou quaisquer represent ações ou
espet áculos, sem indicar os lim it es de idade a que não se
recom endem .
 Transm it ir, at ravés de rádio ou t elevisão, espet áculo em horário
diverso do aut orizado ou sem aviso de sua classificação.
 Exibir film e, t railer, peça, am ost ra ou congênere classificado pelo
órgão com pet ent e com o inadequado às crianças ou adolescent es
adm it idos ao espet áculo.
 Vender ou locar a criança ou adolescent e fit a de program ação em
vídeo, em desacordo com a classificação at ribuída pelo órgão
com pet ent e.
 Não com ercializar revist as e publicações cont endo m at erial im próprio
ou inadequado a crianças e adolescent es deverão ser com ercializadas
em em balagem lacrada, com a advert ência de seu cont eúdo.
 Cont er ilust rações, fot ografias, legendas, crônicas ou anúncios de
bebidas alcoólicas, t abaco, arm as e m unições em revist as e
publicações dest inadas ao público infant o- j uvenil ou não respeit ar os
valores ét icos e sociais da pessoa e da fam ília.
 Deixar o responsável pelo est abelecim ent o ou o em presário de
observar o que dispõe est a Lei sobre o acesso de criança ou
adolescent e aos locais de diversão, ou sobre sua part icipação no
espet áculo.
 Deixar a aut oridade com pet ent e de providenciar regist ro de crianças
e adolescent es em condições de serem adot ados e out ro de pessoas
int eressadas na adoção.
 Deixar de efet uar o cadast ram ent o de crianças e de adolescent es em
condições de serem adot adas, de pessoas ou casais habilit ados à
adoção e de crianças e adolescent es em regim e de acolhim ent o
inst it ucional ou fam iliar.
 Deixar o m édico, enferm eiro ou dirigent e de est abelecim ent o de
at enção à saúde de gest ant e de efet uar im ediat o encam inham ent o à

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aut oridade j udiciária de caso de que t enha conhecim ent o de m ãe ou


gest ant e int eressada em ent regar seu filho para adoção.
 Vender produt os proibidos às crianças ( arm as, m unições e explosivos,
bebidas alcoólicas, subst âncias que possam causar dependência física
ou psíquica por ut ilização indevida, fogos de art ifício, revist as e
publicações com pornografia ou bilhet es lot éricos) .
Vej am os um a quest ão que envolve as regras t rat adas acim a.

Que st ã o - OAB/ FGV - XI V Ex a m e de Or de m - 2 0 1 4


O Hot el Bot anic recebeu o casal de nam orados Júlia e Mat heus com o
hóspedes durant e um feriado prolongado. Júlia t em 15 anos de idade e
Mat heus 18 anos, m ot ivo pelo qual a adolescent e foi adm it ida no
est abelecim ent o, por est ar acom panhada de um a pessoa m aior de idade.
Com base no caso apresent ado, a part ir do que dispõe o Est at ut o da Criança
e do Adolescent e, assinale a opção corret a.
a) Trat a- se de infração penal, m ot ivo pelo qual, sem prej uízo da pena de
m ult a aplicada ao est abelecim ent o, o funcionário responsável pela
adm issão da adolescent e est á suj eit o à responsabilidade crim inal pessoal.
b) Trat a- se de prát ica cot idiana sem im plicações adm inist rat ivas ou
crim inais previst as na norm a especial, um a vez que a adolescent e est ava
acom panhada de pessoa m aior de idade que se t orna responsável por ela.
c) Trat a- se de infração adm inist rat iva, suj eit ando- se à aplicação de pena
de m ult a, a hospedagem de adolescent e desacom panhado dos pais,
responsáveis, ou sem aut orização escrit a desses ou da aut oridade
j udiciária.
d) Trat a- se de infração adm inist rat iva e penal, suj eit ando- se o
est abelecim ent o, por det erm inação da aut oridade j udiciária, a im ediat o
fecham ent o por at é quinze dias.
Com e nt á r ios
A condut a descrit a configura infração adm inist rat iva e não t ipo penal.
Vej am os o que dispõe o art . 250 do ECA.
“ Art . 250. Hospedar criança ou adolescent e desacom panhado dos pais ou
responsável, ou sem aut orização escrit a desses ou da aut oridade j udiciária,
em hot el, pensão, m ot el ou congênere
Pena – m ult a” .
A hospedagem de m enor de idade som ent e é possível se est iver
acom panhado de pai ou responsável, ou ainda, se houver aut orização dos
pais ou responsáveis ou de aut oridade j udiciária.
Assim , o Hot el Bot anic se enquadra na infração adm inist rat iva acim a, cuj a
pena é a m ult a. Desse m odo, a a lt e r na t iva C est á corret a e é o gabarit o
da quest ão.
GABARI TO: C

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2016
O adolescent e F, 16 anos, filho de Pedro, foi surpreendido por seu pai
enquant o falava pela int ernet com Fábio, 30 anos, que o induzia à prát ica
de at o t ipificado com o infração penal. Pedro inform ou im ediat am ent e o
ocorrido à aut oridade policial, que inst aurou a persecução penal cabível.
No caso narrado, ao induzir o adolescent e F à prát ica de at o t ipificado com o
infração penal, a condut a de Fábio
a) configura crim e nos t erm os do ECA, ainda que realizada por m eio
elet rônico e que não venha a ser provada a corrupção do adolescent e, por
se t rat ar de delit o form al.
b) não configura crim e nos t erm os do ECA, pois a m era indução sem a
prát ica do at o pelo adolescent e configura infração adm inist rat iva, j á que se
t rat a de delit o m at erial.
c) configura infração penal, t ipificada na Lei de Cont ravenções Penais, m as
a m at erialidade do crim e com a prova da corrupção do adolescent e é
im prescindível à condenação do réu em observância ao princípio do favor
rei.
d) não configura crim e nos t erm os est abelecidos pelo ECA, post o que
inexist e t ipificação se o at o for prat icado por m eio elet rônico, não havendo
de se aplicar analogia em m alam part em .
Com e nt á r ios
De acordo com o art . 244- B, com binado com o §1º , do ECA, a condut a de
Fábio configura infração penal.
Art . 244- B. Corrom per ou facilit ar a corrupção de m enor de 18 ( dezoit o) anos, com ele
prat icando infração penal ou induzindo- o a prat icá- la:
Pena - reclusão, de 1 ( um ) a 4 ( quat ro) anos.
§ 1o I ncorre nas penas previst as no caput dest e art igo quem prat ica as condut as ali
t ipificadas ut ilizando- se de quaisquer m eios elet rônicos, inclusive salas de bat e- papo da
int ernet .
Assim , a a lt e r na t iva A est á corret a e é o gabarit o da quest ão.

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4 - LISTA DE QUESTÕES DA AULA


Que st ã o - OAB/ FGV - XV Ex a m e de Or de m - 2 0 1 4
José, t ut or da criança Z, soube que Juarez vem oferecendo recom pensa
àqueles que lhe ent regam crianças ou adolescent es em carát er definit ivo.
Ent usiasm ado com a quant ia oferecida, José prom et e ent regar a criança
exat am ent e dez dias após o início da negociação. José cont ou aos seus
vizinhos que não queria m ais “ t er t rabalho com o m enino” . I ndignada,
Mariet a, vizinha de José, com unicou im ediat am ent e o fat o à aut oridade
policial, que conseguiu im pedir a ent rega da criança Z a Juarez.
Nesse caso, à luz do Est at ut o da Criança e do Adolescent e, assinale a
afirm at iva corret a
a) A prom essa de ent rega de Z, por si só, j á configura infração penal, do
m esm o m odo que o seria em caso de efet iva ent rega da criança.
b) Som ent e a efet iva ent rega da criança m ediant e paga ou recom pensa
configuraria a prát ica de infração penal t ant o para quem ent rega quant o
para quem oferece o valor pecuniário.
c) Trat ar- se- ia de infração penal som ent e se a criança Z fosse filho de José,
sendo a figura do t ut or at ípica para esse t ipo de infração penal, não se
podendo aplicar analogia para a configuração de crim e
d) Som ent e incorre na pena pela prát ica de infração penal o suj eit o que
oferece a paga ou recom pensa, sendo at ípica para o responsável legal a
m era prom essa de ent rega da criança.
GABARI TO: A

Que st ã o - OAB/ FGV - XI V Ex a m e de Or de m - 2 0 1 4


O Hot el Bot anic recebeu o casal de nam orados Júlia e Mat heus com o
hóspedes durant e um feriado prolongado. Júlia t em 15 anos de idade e
Mat heus 18 anos, m ot ivo pelo qual a adolescent e foi adm it ida no
est abelecim ent o, por est ar acom panhada de um a pessoa m aior de idade.
Com base no caso apresent ado, a part ir do que dispõe o Est at ut o da Criança
e do Adolescent e, assinale a opção corret a.
a) Trat a- se de infração penal, m ot ivo pelo qual, sem prej uízo da pena de
m ult a aplicada ao est abelecim ent o, o funcionário responsável pela
adm issão da adolescent e est á suj eit o à responsabilidade crim inal pessoal.
b) Trat a- se de prát ica cot idiana sem im plicações adm inist rat ivas ou
crim inais previst as na norm a especial, um a vez que a adolescent e est ava
acom panhada de pessoa m aior de idade que se t orna responsável por ela.
c) Trat a- se de infração adm inist rat iva, suj eit ando- se à aplicação de pena
de m ult a, a hospedagem de adolescent e desacom panhado dos pais,
responsáveis, ou sem aut orização escrit a desses ou da aut oridade
j udiciária.
d) Trat a- se de infração adm inist rat iva e penal, suj eit ando- se o
est abelecim ent o, por det erm inação da aut oridade j udiciária, a im ediat o
fecham ent o por at é quinze dias.

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GABARI TO: C

Que st ã o - OAB/ FGV - XI I I Ex a m e de Or de m - 2 0 1 4


Vilm a, avó m at erna do m enor Oscar, de quinze anos de idade, pret ende
m over ação de suspensão do poder fam iliar em face de Onísio e Paula, pais
do m enor. Argum ent a que Oscar est aria na condição de evasão escolar e
os pais negligent es, em bora incansavelm ent e quest ionados por Vilm a
quant o as consequências negat ivas para a form ação de Oscar.
Considere a hipót ese narrada e assinale a única opção corret a aplicável ao
caso.
a) Do pont o de vist a processual, Vilm a não t em legit im idade para propor a
ação que deve ser m ovida exclusivam ent e pelo Minist ério Público, diant e da
indisponibilidade do direit o em quest ão, a quem a int eressada deve dirigir
a argum ent ação para a t om ada das m edidas j udiciais cabíveis.
b) Do pont o de vist a m at erial, os elem ent os indicados por Vilm a são
suficient es ao pleit o de suspensão do poder fam iliar, do m esm o m odo que
a falt a ou a carência de recursos m at eriais são, ainda que isoladam ent e,
j ust o m ot ivo para proposit ura da m edida de suspensão do poder fam iliar.
c) Do pont o de vist a m at erial, os argum ent os indicados por Vilm a são
irrelevant es a dar ensej o à m edida de suspensão de poder fam iliar, m edida
grave e excepcionalm ent e aplicada, m as são suficient es ao pleit o de
aplicação de m ult a e repreensão aos pais negligent es, por se t rat ar de
infração adm inist rat iva.
d) Do pont o de vist a processual, Vilm a possui legit im idade para propor a
ação de suspensão do poder fam iliar e, t ram it ando o processo perant e a
Just iça da I nfância e da Juvent ude, é im posit iva a isenção de cust as e
em olum ent os, independent e de concessão da grat uidade de j ust iça,
conform e dispõe expressa e lit eralm ent e o ECA.
GABARI TO: D

Que st ã o - OAB/ FGV - XI Ex a m e de Or de m - 2 0 1 3


No que se refere aos procedim ent os afet os à Just iça da I nfância e da
Juvent ude, inclusive os relat ivos à execução das m edidas socioeducat ivas,
assinale a afirm at iva corret a.
a) Será adot ado o sist em a recursal do Código de Processo Civil.
b) Em t odos os recursos, salvo nos em bargos de declaração, o prazo para
o Minist ério Público e para a defesa será sem pre de 30 ( t rint a) dias.
c) É exigido o preparo para a int erposição dos recursos.
d) Os recursos não t erão preferência de j ulgam ent o, nem dispensarão
revisor.
GABARI TO: A

Que st ã o - OAB/ FGV - V Ex a m e de Or de m – 2 0 1 1


Com nít ida inspiração na dout rina da prot eção int egral, o ECA garant iu à
criança e ao adolescent e o m ais am plo acesso à Just iça, com o form a de

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viabilizar a efet ivação de seus direit os, consagrou- lhes o acesso a t odos os
órgãos do Poder Judiciário, assim com o lhes assegurou o acesso a órgãos
que exercem funções essenciais à Just iça, com o o Minist ério Público e a
Defensoria. Tendo em cont a t al am pla prot eção, assinale a alt ernat iva
corret a.
a) As cust as e em olum ent os nas ações de dest it uição do poder fam iliar,
perda ou m odificação da t ut ela deverão ser cust eadas pela part e
sucum bent e ao final do processo.
b) Na hipót ese de colisão de int eresses ent re a criança ou adolescent e e
seus pais ou responsável, a aut oridade j udiciária lhes dará curador especial,
o m esm o ocorrendo nas hipót eses de carência de represent ação ou
assist ência legal, ainda que event ual.
c) Em obediência ao princípio da publicidade, é perm it ida a divulgação de
at os j udiciais e adm inist rat ivos que digam respeit o à aut oria de at o
infracional prat icado por adolescent e, podendo ser expedida cert idão ou
ext raída cópia dos aut os, independent em ent e da dem onst ração do
int eresse e j ust ificat iva acerca da finalidade. Tais fat os, no ent ant o, se
not iciados pela im prensa escrit a ou falada, devem cont er apenas as iniciais
do nom e e sobrenom e do m enor, sendo vedadas as dem ais form as
exposit ivas, com o fot ografia, referência ao nom e, apelido, et c.
d) A assist ência j udiciária grat uit a será prest ada aos que dela necessit arem
por defensor público, sendo adm it ida a nom eação pelo j uiz de advogado se
o adolescent e não t iver defensor, não podendo, post eriorm ent e, o
adolescent e const it uir out ro de sua preferência.
GABARI TO: B

Que st ã o - OAB/ FGV - I I I Ex a m e de Or de m – 2 0 1 1


Com relação aos procedim ent os para a perda e a suspensão do poder
fam iliar regulados pelo Est at ut o da Criança e do Adolescent e, é corret o
afirm ar que
a) a aut oridade j udiciária, ouvido o Minist ério Público, poderá decret ar
lim inar ou incident alm ent e a suspensão do poder fam iliar,
independent em ent e da gravidade do m ot ivo.
b) o procedim ent o para perda ou suspensão do poder fam iliar dispensa que
os pais sej am ouvidos, m esm o se est es forem ident ificados e est iverem em
local conhecido.
c) o procedim ent o para perda ou suspensão do poder fam iliar t erá início por
provocação do Minist ério Público ou de quem t enha legít im o int eresse.
d) em conform idade com a nova redação dada pela Lei 12.010, de 3 de
agost o de 2009, o prazo m áxim o para a conclusão do procedim ent o de
perda ou suspensão do poder fam iliar será de 180 ( cent o e oit ent a) dias.
GABARI TO: C

Que st ã o – FGV/ OAB – Ex a m e de Or de m – XI X – Pr im e ir a Fa se –


2016

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ECA – XXV EXAM E D A OAB
t e or ia e que st õe s
Aula 04 - Prof. Ricardo Torques

O adolescent e F, 16 anos, filho de Pedro, foi surpreendido por seu pai


enquant o falava pela int ernet com Fábio, 30 anos, que o induzia à prát ica
de at o t ipificado com o infração penal. Pedro inform ou im ediat am ent e o
ocorrido à aut oridade policial, que inst aurou a persecução penal cabível.
No caso narrado, ao induzir o adolescent e F à prát ica de at o t ipificado com o
infração penal, a condut a de Fábio
a) configura crim e nos t erm os do ECA, ainda que realizada por m eio
elet rônico e que não venha a ser provada a corrupção do adolescent e, por
se t rat ar de delit o form al.
b) não configura crim e nos t erm os do ECA, pois a m era indução sem a
prát ica do at o pelo adolescent e configura infração adm inist rat iva, j á que se
t rat a de delit o m at erial.
c) configura infração penal, t ipificada na Lei de Cont ravenções Penais, m as
a m at erialidade do crim e com a prova da corrupção do adolescent e é
im prescindível à condenação do réu em observância ao princípio do favor
rei.
d) não configura crim e nos t erm os est abelecidos pelo ECA, post o que
inexist e t ipificação se o at o for prat icado por m eio elet rônico, não havendo
de se aplicar analogia em m alam part em .
Ga ba r it o: A

Que st ã o – CESPE/ OAB – Ex a m e de Or de m – 2 0 0 9


Acerca do ECA, assinale a opção corret a.
a) Nos casos de at o infracional, a com pet ência j urisdicional, em regra, será
det erm inada pelo dom icílio dos pais ou responsável pelo adolescent e.
b) O adolescent e a quem se at ribua aut oria de at o infracional não poderá
ser conduzido ou t ransport ado em com part im ent o fechado de veículo
policial, sob pena de responsabilidade.
c) A represent ação feit a pelo MP em face de adolescent e dependerá de
prova pré- const it uída da aut oria e m at erialidade do at o infracional.
d) O adolescent e apreendido por força de ordem j udicial será, desde logo,
encam inhado à aut oridade policial com pet ent e, para oit iva e qualificação.
Ga ba r it o: B

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Com relação ao procedim ent o de apuração do at o infracional, assinale a
opção corret a de acordo com o que dispõe o ECA.
a) Cabe recurso em sent ido est rit o da decisão que aplica m edida
socioeducat iva, sendo possível o j uízo de ret rat ação.
b) No recurso de apelação, ant es de det erm inar a rem essa dos aut os à
inst ância superior, o j uiz poderá reform ar a decisão proferida.
c) Na ausência de advogado const it uído, para resguardar o sigilo quant o à
condut a do infrat or, não se adm it e a nom eação de defensor ad hoc.

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d) A out orga de m andat o é indispensável caso o defensor sej a const it uído


ou nom eado, sendo a form alidade necessária em face das peculiaridades
do procedim ent o.
Ga ba r it o: B

5 - CONSIDERAÇÕES FINAIS
Chegam os ao final da quint a aula e do Curso! Hoj e t rat am os:

Crim es e
Acesso à Just iça I nfrações
Adm inist rat ivas

Analisam os t odos os principais assunt os at inent es ao Exam e da OAB na


part e de ECA. Vim os t am bém t odas as quest ões ant eriores exigidas no
Exam e.
Sugiro, por fim , a leit ura da Lei nº 13.257/ 2016. Essa lei t rat a de um a série
de regras sobre a prim eira infância e pode ser obj et o de cobrança. A lei é
diret a e a m elhor form a de est udar é ler seus disposit ivos. Se você t iver
qualquer dúvida sobre essa legislação ent re em cont at o conosco.
Acredit em em vocês, m ant enham o foco e dediquem - se ao m áxim o nest as
últ im as sem anas. No m ais, m ant enham a calm a. Esperam os cont ar com
vocês na prova prát ico- profissional do XXV Exam e da OAB.
Crít icas, sugest ões ou dúvidas, por favor, nos procurem ! Seguem
novam ent e os canais de com unicação:

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Um fort e abraço e bons est udos a t odos!


Ricardo Torques

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