Você está na página 1de 39

Commented [MMN1]:

WELLINGTON RIGONI JUSTI

GESTÃO DE DISPOSITIVOS DE REDE COM O USO DO


ZABBIX EM EMPRESAS

LINHARES
2017
WELLINGTON RIGONI JUSTI

GESTÃO DE DISPOSITIVOS DE REDE COM O USO DO


ZABBIX EM EMPRESAS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à


Faculdade Pitágoras, como requisito parcial
para a obtenção do título de graduado em
Sistemas de Informação.

Orientador: Mariana Nunes

LINHARES
2017
WELLINGTON RIGONI JUSTI

GESTÃO DE DISPOSITIVOS DE REDE COM O USO DO ZABBIX EM


EMPRESAS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à


Faculdade Pitágoras, como requisito parcial
para a obtenção do título de graduado em
Sistemas de Informação.

BANCA EXAMINADORA

Prof(ª). Titulação Nome do Professor(a)

Prof(ª). Titulação Nome do Professor(a)

Prof(ª). Titulação Nome do Professor(a)

Linhares, 05 de dezembro de 2017


Dedico este trabalho...

(OPCIONAL) (Fonte Arial 12)


AGRADECIMENTOS (OPCIONAL)

Elemento opcional. Texto em que o autor faz agradecimentos dirigidos àqueles


que contribuíram de maneira relevante à elaboração do trabalho. (Fonte Arial 12)
SOBRENOME, Nome Prenome do autor. Título do trabalho: subtítulo. Ano de
Realização. Número total de folhas. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em
Nome do Curso) – Nome da Instituição, Cidade, ano.

RESUMO

Elemento obrigatório, consiste em texto condensado do trabalho de forma clara e


precisa, enfatizando os pontos mais relevantes como natureza do problema estudado;
objetivo geral; metodologia utilizada; resultados mais significativos; principais
conclusões, de forma que o leitor tenha ideia de todo o trabalho. Deverá conter no
mínimo 150 e máximo 250 palavras, é escrito em parágrafo único, sem citações,
ilustrações ou símbolos, espaçamento simples e sem recuo na primeira linha.

Palavras-chave: Palavra 1; Palavra 2; Palavra 3; Palavra 4; Palavra 5.


(Obs.: São palavras ou termos que identificam o conteúdo do trabalho. Deixe o
espaço entre o resumo e as palavras-chave. Escreva de três a cinco palavras chave,
com a primeira letra em maiúscula e separada por um ponto-e-vírgula.)
SOBRENOME, Nome Prenome do autor. Título do trabalho na língua estrangeira:
subtítulo na língua estrangeira. Ano de Realização. Número total de folhas. Trabalho
de Conclusão de Curso (Graduação em nome do curso) – Nome da Instituição,
Cidade, ano.

ABSTRACT

Deve ser feita a tradução do resumo para a língua estrangeira.

Key-words: Word 1; Word 2; Word 3; Word 4; Word 5.

(Obs.: Siga as mesmas considerações do Resumo)


LISTA DE ILUSTRAÇÕES (OPCIONAL)

Figura 1 – Título da figura ....................................................................................... 00


Figura 2 – Título da figura ....................................................................................... 00
Figura 3 – Título da figura ....................................................................................... 00
Figura 4 – Título da figura ....................................................................................... 00
Figura 5 – Título da figura ....................................................................................... 00
LISTA DE TABELAS (OPCIONAL)

Tabela 1 – Título da tabela ...................................................................................... 00


Tabela 2 – Título da tabela ...................................................................................... 00
Tabela 3 – Título da tabela ...................................................................................... 00
Tabela 4 – Título da tabela ...................................................................................... 00
Tabela 5 – Título da tabela ...................................................................................... 00
LISTA DE QUADROS (OPCIONAL)

Quadro 1 - Níveis do trabalho monográfico .............................................................00


LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS (OPCIONAL)

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas


BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IBICT Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
NBR Norma Brasileira

Além da lista de abreviaturas e siglas, o significado de cada uma deve ser mencionado
por extenso após aparecer a primeira vez no texto. Ex: Todo o trabalho foi
elaborado seguindo as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas
Técnicas).
SUMARIO

1 INTRODUÇÃO ................................................................................................... 13
2 GERENCIAMENTO DE REDES ........................................................................ 16
2.1 ÁREAS DE GERENCIAMENTO ..................................................................................................................................17
2.2 ELEMENTOS DO GERENCIAMENTO DE REDES ............................................................................................18
2.2.1 Estação gerente .........................................................................................................................................18
2.2.2 Elementos gerenciados ..............................................................................................................................18
2.2.3 Agente .........................................................................................................................................................18
2.2.4 Protocolo de gerenciamento .....................................................................................................................19
2.2.5 Base de dados .......................................................................................................................................19
3 O SOFTWARE DE MONITORAMENTO ZABBIX ............................................. 21
3.1.1 O que é o Zabbix? .................................................................................................................................21
3.1.2 Breve história do Zabbix.......................................................................................................................21
3.1.3 Componentes do Zabbix .......................................................................................................................22
3.1.4 Arquitetura ...........................................................................................................................................23
3.1.5 Requisitos de Hardware .......................................................................................................................24
3.1.6 Requisitos de Software .........................................................................................................................24
3.2 CONCEITOS DO ZABBIX .........................................................................................................................................26
3.2.1 Host .......................................................................................................................................................26
3.2.2 Item .......................................................................................................................................................26
3.2.3 Trigger ...................................................................................................................................................27
3.2.4 Evento....................................................................................................................................................27
3.2.5 Template ...............................................................................................................................................27
3.2.6 Ações .....................................................................................................................................................27
3.2.7 Condições ..............................................................................................................................................28
3.2.8 Descoberta de rede ..............................................................................................................................29
3.2.9 Operações .............................................................................................................................................29
3.2.10 Macros .............................................................................................................................................30
3.2.11 Aplicações ........................................................................................................................................30
3.2.12 Mídias ...............................................................................................................................................30
4 FUNÇÕES DO ZABBIX ..................................................................................... 31
4.1.1 Coletar ...................................................................................................................................................31
4.1.2 Armazenar ..................................................................................................................................................31
4.1.3 Gerenciar ....................................................................................................................................................31
4.1.4 Alertar ...................................................................................................................................................32
4.1.5 Visualizar ...............................................................................................................................................32
4.2 GRÁFICOS ...........................................................................................................................................................35
4.3 SUPORTE E DOCUMENTAÇÃO ...................................................................... 37
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 38
REFERÊNCIAS......................................................................................................... 39
13

1 INTRODUÇÃO Commented [MMN2]: Ajuste os títulos dos capítulos e das


seções, tanto no sumário, quanto no trabalho, de acordo com
o esquema:
A tecnologia da informação evolui em um ritmo acelerado, e no âmbito 1 TÍTULO CAPÍTULO
1.1 TÍTULO NÍVEL 2 – Seção Secundária
empresarial são utilizadas diversas tecnologias como: internet, softwares de gestão 1.1.1 Título nível 3 – Seção Terciária (evitar usar mais que 3
níveis)
empresarial, e-mail, planilhas eletrônicas entre outros. Desta forma possibilitando a
gestão dos processos nas empresas.

Todas as tecnologias utilizadas no ambiente empresarial dependem de um


dispositivo físico para funcionar (hardware), sendo assim a inoperabilidade destes,
acarreta na paralização parcial ou total dentro da empresa, assim gerando diversas
perdas. Por isso a gestão de dispositivos de rede se torna uma pratica essencial para
a minimização de paralizações de serviços essenciais.

De forma geral, a gestão de dispositivos é feita por meio de softwares de


monitoramento, onde existe um software agente que captura as informações, e um
servidor que as recebe e trata-as. Existem diversas ferramentas disponíveis no
mercado, desde totalmente livres e gratuitas até ferramentas proprietárias pagas.

A gestão de dispositivos de rede em empresas é algo complexo, devido ao fato


que as mesmas possuem pouco recurso para investir em soluções eficientes, e em
profissionais específicos. Assim acaba sendo adotada uma gestão reativa, onde o
gestor acaba sendo sempre pego de surpresa, tendo que corrigir problemas com um
prazo curto, e devido a isso nem sempre são usadas as melhores soluções.

Este trabalho tem o intuito de apresentar os benefícios, que uma empresa pode
obter ao utilizar um software de monitoramento de dispositivos. Tendo como foco o
Zabbix, que é um software que pode monitorar desde roteadores até servidores. O
mesmo é muito benéfico para empresas pois possibilita uma gestão proativa, e é
totalmente gratuito, personalizável, e tem uma enorme comunidade de apoio aos
usuários.

No ambiente das pequenas, existe uma alta dependência de seus dispositivos


de rede, pois é através deles que é possível realizar todas suas atividades diárias,
desde suas vendas até o controle de horas trabalhadas de seus funcionários.
14

Quando ocorre uma falha em algum dispositivo, as empresas ficam


parcialmente paralisadas, pois as mesmas geralmente não possuem redundância de
dispositivos, e caso a rede pare de funcionar, basicamente todos os setores ficam
impossibilitados de funcionar. Uma vez que os softwares de gestão empresarial
dependem de dados que só podem ser buscados em uma rede totalmente
operacional, dessa forma esses casos devem ser mitigados, pois se essas falhas se
prolongarem por várias horas, a empresa deixará de atender corretamente seus
clientes. Desta forma gerando perdas para a empresa, e para seus clientes, fato que
se torna inadmissível no âmbito empresarial.

Este estudo tem como objetivo apresentar as vantagens que as empresas


podem obter ao utilizar o software de monitoramento Zabbix. Com o uso das soluções
apresentadas neste trabalho será possível tornar a gestão de dispositivos proativa,
sendo que esta possibilitara um planejamento estratégico do setor de TI (tecnologia
da informação), assim minimizando as manutenções emergenciais, reduzindo o tempo
de indisponibilidade de todo o ambiente de TI, e consequentemente reduzindo os
prejuízos.

No meio empresarial as redes são utilizadas em diversos aspectos, incluindo


produção, armazenamento, logística, faturamento, financeiro e vários outros. Sendo
assim a maioria da empresas possuem diversas redes.

A gestão de dispositivos de rede em uma empresa é essencial para o bom


funcionamento da mesma, pois é através desses dispositivos que trafegam
informações cruciais das empresas. Entretanto essa gestão se torna complexa, devido
a uma variada gama de dispositivos e tecnologias existentes no âmbito empresarial.
Quando se trata de empresas que não são da área de tecnologia, tudo se torna mais
difícil, pois as mesmas possuem pouco recurso para investir em soluções eficientes e
em profissionais qualificados.

Visando a gestão eficiente dos dispositivos de rede em empresas, de que forma


é possível que um software de monitoramento possibilite uma gestão proativa,
minimizando falhas críticas dos dispositivos, e ao mesmo tempo tenha baixo custo de
implantação e manutenção?
15

Baseado na literatura disponível, foi feita uma introdução ao gerenciamento de


redes, e demonstrada uma solução de monitoramento que seja compatível com a
realidade das empresas, e supra suas necessidades de estabelecer uma gestão de
dispositivos de rede eficiente, visando o baixo custo de implantação e manutenção.

Com a análise de diversas publicações foi possível introduzir o conceito de


gerenciamento de redes. Para demonstrar as funcionalidades do Zabbix foram
utilizados livros e a documentação oficial, após análise da bibliografia existente foi
possível expor as funções do Zabbix, e seu formato de exibição de dados.

Para o desenvolvimento deste trabalho foi utilizada a pesquisa bibliográfica,


onde através da mesma foi possível buscar informações já publicadas no meio
científico. Sendo assim foram coletadas informações em diversos livros, artigos
científicos, e na documentação oficial do Zabbix. Tendo como objetivo buscar
informações que demonstrem os benefícios alcançados com o uso de softwares de
monitoramentos, tendo enfoque no software Zabbix.

Em seguida foi feita uma análise sobre a qualidade do material encontrado,


comparando suas informações e selecionando os que tinham conteúdo de melhor
qualidade, e que poderiam melhorar o conteúdo deste trabalho.

Com base no material selecionado, se tornou possível elaborar este trabalho


demonstrando as principais funções que o software Zabbix possui, assim discorrendo
sobre os benefícios que seu uso correto pode trazer para as empresas.
16

2 GERENCIAMENTO DE REDES

O gerenciamento de redes é de extrema importância no meio empresarial, pois


seu uso permite ter um acompanhamento eficaz de todos dispositivos localizados em
sua rede. Assim fornecendo uma alta qualidade no fornecimento dos serviços que
dependem da rede.

O gerenciamento de redes pode ser definido como uma forma de testar,


monitorar, configurar e resolver os problemas dos dispositivos da rede, tendo como
objetivo fornecer uma rede que supra todas necessidades do negócio. Para que esse
gerenciamento aconteça são necessários os seguintes elementos: Hardware,
software e seres humanos. (FOROUZAN; MOSHARRAF, 2012).

O gerenciamento tem como objetivo coletar dados de dispositivos de uma rede,


Commented [MMN3]:
e a partir desses dados é possível avaliar o desempenho atual da rede, descobrir Expressões como “hoje em dia” e “atualmente” devem ser
evitadas – monografia é um trabalho atemporal; (Daqui a 10
congestionamentos, verificar falhas em dispositivos, analisar a necessidade de anos não vai ser atual. Este pode ser um questionamento da
sua banca Utilize sempre o ano. Exemplo: Em 2017 muitas
aumento de velocidade no link de internet, e também adquirir informações que pessoas... Desta forma a pesquisa ficará mais precisa e
clara.).
auxiliem na administração da rede, possibilitando o bom funcionamento da mesma. Cuidado também com termos amplos [(Todos? Quantos?)
(Bastante? O que pode ser bastante para você, pode ser
(SOUSA, 2014). pouco para o leitor) (Pouco? O que pode ser pouco para
você, pode ser muito para o leitor)].

O gerenciamento de redes se torna difícil devido a três fatores. Primeiro, quase


todas redes locais são formadas por diversos equipamentos diferentes, tendo software
de diversos fabricantes. Segundo as tecnologias mudam rapidamente, então novos
dispositivos serão instalados nessa redes. Terceiro os dispositivos são espalhados ao
longo da rede, desta forma o diagnóstico remoto de problemas em dispositivos se
torna complexo. (COMER, 2016).

Toda rede que requer uma alta demanda, necessita de uma ferramenta
especializada de gerenciamento, pois quando se possui uma diversidade de
equipamentos em uma rede, acaba se tornando ineficiente o uso das diversas
ferramentas disponibilizadas pelos fornecedores de dispositivos e sistemas
operacionais. Assim fazendo-se necessário o uso de um sistema centralizado que
colete informações de todos dispositivos de rede, e as armazene em um único local.
(OLIFER; OLIFER, 2008).
17

Para que exista um gerenciamento eficiente se faz necessário conhecer todo o


ambiente de rede da empresa, e também conhecer as áreas de gerenciamento que
existem.

2.1 ÁREAS DE GERENCIAMENTO

A International Organization Standardization (ISO) definiu um modelo de


gerencia que se divide nas seguintes áreas de gerenciamento de rede:

a) gerenciamento de configuração: O gerenciamento de configuração


possibilita que o gerente da rede tenha conhecimento de todos dispositivos
que compõem a rede, e quais são suas configurações de hardware e
software. (KUROSE; ROSS, 2010);

b) gerenciamento de contabilização: Este gerenciamento possibilita que o


gerente de rede defina, controle e registre o acesso dos usuários e
dispositivos. Assim possibilitando a criação de cotas de acesso, cobranças
por uso e definir acesso privilegiado. (KUROSE; ROSS, 2010);

c) gerenciamento de desempenho: O gerenciamento de desempenho foca


na tarefa de analisar, controlar e medir o desempenho da rede, através da
análise de uso dos diversos equipamentos que compõe a rede. (KUROSE;
ROSS, 2010);

d) gerenciamento de falhas: Este gerenciamento tem como objetivo registrar,


detectar e reagir as diversas falhas que podem ocorrer em uma rede, assim
aumentando seu desempenho e disponibilidade. (KUROSE; ROSS, 2010);

e) gerenciamento de segurança: O gerenciamento de segurança possibilita


através de alguma política definida o controle ao acesso a dispositivos e
dados da rede, e garantindo a integridade dos dados através do uso de
criptografia e autenticação dos usuários. (OLIFER; OLIFER, 2008).

Após conhecer o ambiente a ser monitorado e analisar quais áreas serão


gerenciadas, é indispensável que o administrador conheça os elementos básicos do
gerenciamento de redes.
18

2.2 ELEMENTOS DO GERENCIAMENTO DE REDES

No gerenciamento de redes existem diversos elementos, sendo que os mais


básicos são:

2.2.1 Estação gerente


A estação gerente é parte fundamental do gerenciamento, pois ela é a
responsável por monitorar e controlar os eventos que ocorrem na rede. Esta estação
funciona por meio de uma aplicação instalada em um servidor que tem a função de
enviar comandos automatizados para os elementos gerenciados, a fim de obter dados
sobre seu funcionamento. (MORAES, 2014).

A partir dos dados recolhidos a estação gerente pode executar diversas ações,
como por exemplo zerar um contador de falhas de um roteador, reinicia-lo através de
um comando remoto, podendo executar diversas outras funções de forma
automatizada, assim diminuindo o trabalho manual do gerente da rede. (MORAES,
2014).

2.2.2 Elementos gerenciados

Os elemento gerenciados são equipamentos que compõem uma rede. Um


dispositivo gerenciado pode ser um roteador, um Switch, uma impressora, ou qualquer
outro dispositivo que esteja conectado em uma rede local ou internet. Estes
dispositivos possuem diversos elementos que podem ser gerenciados, como em um
roteador que pode ter suas portas monitoradas, acompanhamento do uso de seu
processador e memória, e entre outros diversos componentes podem ser
monitorados. (KUROSE; ROSS, 2010).

2.2.3 Agente

O agente de gerenciamento é um software instalado no dispositivo gerenciado,


que monitora internamente o dispositivo e armazena os dados coletados em um
pequeno banco de dados local. Por meio de requisições feitas pela estação gerente o
agente busca as informações em seu banco de dados e envia para o gerente. Em
caso de falhas do dispositivo o agente envia em tempo real uma mensagem contendo
o evento ocorrido, essa mensagem é conhecida como “trap”. (MORAES, 2014).
19

2.2.4 Protocolo de gerenciamento

O protocolo padrão de gerenciamento de redes é o Protocolo Simples de


Gerenciamento de Redes (SMNP Simple Network Management Protocol), sendo o
SMNPv3 a sua última versão. O SNMP define o padrão das requisições feitas pelo
gerente, e o padrão das respostas feitas pelo agente. Também definindo o significado
de cada solicitação ou resposta efetuada. (COMER, 2016).

O SMNP tem um número reduzidos de comandos, pois trabalha com o


paradigma fetch-store, tendo duas operações básicas: fetch (buscar), onde é utilizado
para obter um valor de um dispositivo, e store (armazenar), usado para definir um
valor em um dispositivo. (COMER, 2016).

Mesmo tendo comandos tão simples é possível ter um alto controle dos
dispositivos gerenciados, pois é possível buscar informações sobre erros, mudar
valores das variáveis no banco de dados dos agentes, e até solicitar a reinicialização
de um dispositivo. Para operações complexas como a reinicialização de um
dispositivo, o agente de monitoramento deve ser previamente configurado, para
interpretar o comando store enviado pelo gerente. (COMER, 2016).

2.2.5 Base de dados

Todos elemento de um dispositivo que o SMNP tem acesso, devem possuir um


nome único, assim tanto o gerente quanto o agente devem ter conhecimento desses
nomes, e também ter conhecimento dos significados das operações de fetch e store.
Esse conjunto de objetos que o SMNP pode acessar, são armazenados em um único
local que é conhecido como Base de Informações de Gerenciamento (MIB,
Management Information Base). (COMER, 2016).

A MIB é basicamente um banco de dados individual que cada agente possui,


onde são armazenados os s dados básicos de identificação de um dispositivo, e
informações de gerenciamento sobre suas interfaces e seus diversos elementos
gerenciados. Esses dados podem ser consultados a qualquer momento através de
solicitações SMNP disparadas pela estação gerente, onde o agente ao receber uma
20

solicitação, faz uma busca na MIB a procura dos dados, e os envia ao gerente.
(KUROSE; ROSS, 2010).

2.3 FERRAMENTAS PARA O GERENCIAMENTO DE REDES

As ferramentas de gerenciamento de redes são uma combinação de hardware


e softwares. Em uma rede com um pequeno número de dispositivos é possível utilizar
um conjunto de softwares independentes para realizar o monitoramento, sendo estes
geralmente disponibilizados pelo fabricante do dispositivo. (OLIFER; OLIFER, 2008).

Porem com o aumento da complexidade da rede, acaba se tornando inviável a


análise individual das informações fornecidas pelos diversos softwares de
monitoramento. Assim se faz necessário o uso de um sistema integrado de
gerenciamento de redes. (OLIFER; OLIFER, 2008).

No mercado existem diversos sistemas integrados de monitoramento. Alguns


são proprietários, tendo diversos custos em sua implantação e manutenção, e outros
de código aberto, sendo fornecidos de forma gratuita para qualquer interessado.
Sendo que ambos podem monitorar qualquer dispositivos que faça uso do Protocolo
de Internet (IP, Internet Protocol), e geralmente possuem uma página de internet onde
é possível visualizar as informações, e definir configurações do monitoramento.
(SOUSA, 2014).
21

3 O SOFTWARE DE MONITORAMENTO ZABBIX

3.1.1 O que é o Zabbix?

O Zabbix é uma ferramenta enterprise moderna, multiplataforma, que tem seu


código aberto, o que permite que seu usuário modifique-o da forma que for necessário,
sem acarretar nenhum problema legal. Possuindo uma licença GPLv2 (GNU General
Public License), o que o torna livre custos com licenciamento e mensalidades.
(HORST et al., 2015).

O Zabbix é um software que monitora diversos parâmetros de uma rede,


verificando desde dispositivos até a saúde dos serviços fornecidos pela rede. Através
de uma interface web é possível configurar alertas, definir elementos a serem
monitorados, gerar relatórios, gráficos e mapas contendo todos dispositivos da rede
administrada. (Zabbix SIA, 2017).

3.1.2 Breve história do Zabbix

O Zabbix foi criado por Alexei Vladishev, que ao trabalhar em um grande banco
da Letônia, notou que todas ferramentas de monitoramento comercial disponíveis no
mercado, tinham um preço muito elevado, demandavam um grande conhecimento
técnico, e tinham manutenções demoradas. (HORST et al, 2015, p.19).

Em 1998 teve a ideia de criar um sistema de monitoramento próprio, então foi


lançada em 2001 a primeira versão do Zabbix, e posteriormente foram lançadas novas

versões até chegar a versão 3.2, sendo esta a mais atual. Se tornando um dos mais

populares softwares de monitoramento de código aberto. (HORST et al, 2015, p. 19;


LIMA, 2014).
22

3.1.3 Componentes do Zabbix

O Zabbix é composto por vários módulos, sendo os principais:

a) agente Zabbix: É a aplicação instalada no equipamento a ser monitorado,


foi desenvolvido com o intuito de ter um pequeno consumo de recursos,
assim não impactando no ambiente monitorado. O agente é responsável
por coletar os dados do dispositivo e enviar para o servidor. Sendo capaz
de e acompanhar em tempo real todos recursos locais como: memória,
disco, serviços em execução entre outros. (HORST et al, 2015; LIMA, 2014).

b) banco de dados: Todos os dados, informações e configurações são


armazenados em um banco de dados. Sendo que o mesmo pode ser
acessado pelo servidor Zabbix e pela interface web. (HORST et al, 2015).

c) interface web: Através dela que são feitas todas configurações do sistema,
e são visualizadas todas informações referente aos dispositivos. (HORST et
al, 2015).

d) Proxy Zabbix: Este é um recurso opcional do Zabbix, sendo utilizado


quando se deseja monitorar dispositivos que estejam em uma rede distante.
Ele tem o papel de receber os dados dos agentes, e enviar para o Servidor
Zabbix que está em outra rede. (LIMA, 2014).

e) Servidor Zabbix: É o principal componente, sendo responsável por verificar


os serviços da rede através da checagem simples, e também recebe todos
os dados enviados pelos agentes dos dispositivos monitorados.
Posteriormente ele trata esses dados, gerando relatórios, se necessário
modifica configurações nos dispositivos, e emite alertas aos
administradores previamente cadastrados. (HORST et al, 2015).

Após conhecer um pouco da história do Zabbix e seus principais módulos, é de


grande valor ter conhecimento sobre a relação de seus módulos, e sua forma de
funcionamento.
23

3.1.4 Arquitetura

Frequentemente o Zabbix é instalado em somente uma máquina Linux, assim


ficando localizados na mesma máquina, o servidor Zabbix, o banco de dados, e a
interface web. Porem se for necessário os componentes podem ser instalados em
maquinas separadas, somente sendo necessário configurar as permissões de
acessos entre elas. (HORST et al, 2015).

Para melhor entendimento de sua arquitetura, segue abaixo a figura 1, onde é


exibida uma possível forma de implantação em um ambiente Zabbix.

Figura 1 – Arquitetura do Zabbix

Commented [MMN4]:
Ajuste todas as figuras, tabelas e quadro do trabalho,
conforme o modelo abaixo: Ajuste todas as figuras, tabelas e
quadro do trabalho, conforme o modelo abaixo:

Toda figura, quadro ou tabela obrigatoriamente deve


apresentar a Fonte de onde foi retirada e a mesma deve estar
presente nas Referências.

A numeração da figura deverá ser independente e


consecutiva, de acordo como aparece no texto.
Entre duas ilustrações, tabelas ou quadros deve haver um
texto de conjunção, todas as ilustrações, tabela ou quadro
Fonte: Lima (2014, p. 8) deve estar referenciado no texto o mais próximo possível, e
todas as ilustrações, tabelas e quadros devem ser explicados.
A citação a tabelas e figuras deve ser feita utilizando a
A figura 1 representa uma arquitetura distribuída do ambiente de implantação primeira letra em maiúscula e o numero do objeto: a Figura 2
apresenta a evolução de... A Tabela 3 contém um sumário
de... Nunca escreva figura abaixo, tabela a seguir, pois em
do Zabbix, onde podem ser vistos todos seus componentes. função da paginação a posição das tabelas e figuras pode ser
alterada na versão final.
24

3.1.5 Requisitos de Hardware

Para instalar o Zabbix é necessário ter no mínimo 128 MB de memória Ram e


256 MB de espaço disponível em disco. Logicamente que em um ambiente de
produção, será necessário mais memória física e maior espaço em disco. Pois
monitorar diversos dispositivos irá demandar um maior uso de memória, e
consequentemente será necessário maior espaço em disco para armazenar os
dados coletados. (ZABBIX SIA, 2017)

Segue abaixo o quadro 1, onde são apresentados os requisitos


aproximadamente ideais para alguns ambientes de acordo com o número de
equipamentos monitorados.

Quadro 1 - Requisitos de hardware e software para o Zabbix.


Tamanho Sistema CPU/Memória SGDB Hosts
Operacional Monitorados
Pequeno CentOS Máquina virtual MySQL InnoDB 100 Commented [MMN5]: QUADRO É formado por linhas
horizontais e verticais, sendo, portanto “fechado”.
Médio CentOS CPU com 2 MySQL InnoDB 500 Normalmente é usado para apresentar dados secundários, e
núcleos/2GB geralmente vem no “referencial teórico”. Nada impede, porém,
que um quadro apresente resultados da pesquisa. Um quadro
normalmente apresenta resultados qualitativos (textos). O
Grande RedHat CPU com 4 RAID10 MySQL >1000 número do quadro e o título vêm acima do quadro, e a fonte,
Enterprise núcleos/8GB InnoDB ou deve vir abaixo. Quadros apresentam informações não
Linux PostgreSQL numéricas, isto é, informações que não são objeto de
tratamento numérico. Diferentemente, as tabelas são
Muito RedHat CPU com 8 RAID10 rápido >10000 numéricas e servem para cálculos. As tabelas são muito úteis
para a construção de séries estatísticas
grande Enterprise núcleos/16GB MySQL InnoDB ou
Linux PostgreSQL TABELA É formada apenas por linhas verticais, sendo,
portanto, “aberta ”. Normalmente é usada para apresentar
Fonte: Zabbix SIA (2017) dados primários, e geralmente vem nos “resultados ” e na
discussão do trabalho. Nada impede, porém, que uma tabela
seja usada no referencial teórico de um trabalho. Uma tabela
O quadro 1 demonstra uma estimativa de hardware necessário para monitorar normalmente apresenta resultados quantitativos (números). O
um número aproximado de dispositivos: número da tabela e o título vêm acima do quadro, e a fonte,
deve vir abaixo.
FIGURA inclui gráficos, ilustrações, desenhos, fotos, e
3.1.6 Requisitos de Software qualquer outro material que não seja classificado como
quadro nem tabela. O número da figura e o título e a fonte
devem vir abaixo da figura.

Para a instalação do servidor do Zabbix, se faz necessário o uso de sistemas


Quando a Tabela ou Quadro ocupar mais de uma página, a
operacionais UNIX, pois somente ele pode entregar informações precisas, seguras e nota sobre a fonte na parte inferior deve ser colocada na
ser resistente a falhas. (ZABBIX SIA, 2017); última tabela, com a palavra “continuação” na parte superior,
repetindo-se o cabeçalho.

O Zabbix teve sua compatibilidade testada com as seguintes plataformas O uso de ilustrações, tabelas e quadros, enriquecem o texto,
exibidas no quadro 2. porém os mesmos devem fazer parte da escrita, ou seja, o
autor deve inseri-los em sua argumentação, ou seja, toda
figura, tabela ou quadro devem estar referenciados no texto.

Exemplo: Conforme mostra a Tabela 1.


25

Quadro 2 – Plataformas compatíveis com o Zabbix


FreeBSD
HP-UX
IBM AIX
Linux
Mac OS X
NetBSDOpenBSD
Solaris
Windows: 2000, Server 2003, XP, Vista, Server 2008, 7, 8, Server 2012
(Apenas Zabbix Agent).
Fonte: Zabbix SIA (2017)
O quadro 2 exibe todas plataformas que são suportados pelo Zabbix, sendo
que o ambiente Windows só o Zabbix Agent é compatível.
Os Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados (SGBD) compatíveis com o
Zabbix são exibidos abaixo no quadro 3.

Quadro 3 – Bancos de dados compatíveis com o Zabbix


Software Versão Comentários

MySQL 5.0.3 ou Se for o SGDB escolhido como backend database.


superior A engine InnoDB é requerida.
Oracle 10g ou Se for o SGDB escolhido como backend database.
superior
PostgreSQL 8.1 ou Se for o SGDB escolhido como backend database
superior Entretanto é sugerido o uso do PostgreSQL 8.3 ou
posterior, com o suporte ao VACUUM otimizado.
SQLite 3.3.5 ou Se for o SGDB escolhido como backend database.
superior
IBM DB2 9.7 ou Se for o SGDB escolhido como backend database.
superior
Fonte: Lima (2014, p. 11)

O quadro 3 exibe os Bancos de Dados compatíveis com o Zabbix, e suas


versões mínimas.

Para facilitar o entendimento do funcionamento do Zabbix, se faz necessário


ter um conhecimento mais detalhado sobre seus conceitos.
26

3.2 CONCEITOS DO ZABBIX

Para que seja possível o monitoramento, o Zabbix faz uso de cinco


elementos, sendo os seguintes:

3.2.1 Host
É o equipamento que será monitorado, podendo ser um roteador, servidor de
arquivos, impressoras, estações de trabalho ou qualquer outro dispositivo que tenha
um Internet Protocol (IP) ou Domain Name System (DNS). (Lima,2014)

3.2.2 Item
É o meio responsável por recolher os dados do Host, essa coleta de dados
pode ser feita de diversas formas, sendo que cada uma possui um funcionamento
diferente. (Lima,2014) Commented [MMN6]: Corrija as citações do TCC, de
acordo com o esquema abaixo.

No quadro 4 serão exibidos os itens de coleta que são suportados pelo


Zabbix.
Quadro 4 – Tipos de itens suportados pelo Zabbix
Agente Zabbix (passivo) A consulta é realizada pelo servidor.
É a forma padrão.
Agente Zabbix (ativos) Os dados são processados pelo
agente e transmitidos para o servidor.
Monitoramento simples Executado pelo servidor, não é
necessário instalar agente.
Agente SNMP Protocolo existente em diversos
equipamentos de rede.
Trapper Algum objeto externo pode injetar
dados dentro do Zabbix server
usando o Zabbix_sender.
Arquivos de log Arquivos de logs dos sistemas Unix e
Windows.
Interno Saúde do Zabbix. Estatísticas sobre
o ambiente do Zabbix Server.
Monitoramento externo Através de scripts
SSH Autenticação através de chaves ou
senhas.
Telnet Autenticação via senha.
JMX Monitoramento Java.
IPMI Monitoramento inteligente de
hardware.
Banco de dados Estatísticas de base de dados
através de query.
Calculado Reutilizando dados existentes na
base de dados.
Fonte: Lima (2014)

No quadro 4 são apresentados os itens suportados pelo Zabbix, e um breve


descritivo de sua operação.
27

Na figura 2 é exemplificada a forma de transferência de dados entre um item e o


Zabbix server.

Figura 2 – Conexão do servidor com o item

Fonte: Horst; Pires; Déo (2015, p. 24).

Na figura 2 são demonstradas as formas de comunicação entre o Agente


Zabbix e o servidor.

3.2.3 Trigger

Quando está sendo feito o monitoramento de um host, e é feita a coleta de Commented [MMN7]: Alinhe à esquerda, todos os
títulos que contenha numeração. Os títulos que não
um item, existe a possibilidade de trata-lo com uma trigger. A trigger é uma apresentam numeração devem estar centralizados no
expressão lógica, assim sendo uma regra que avalia cada item coletado. A partir texto. Consulte o modelo de espaçamento que será
enviado anexo junto com o arquivo de correção no Portal.
desta avalição o Zabbix pode tomar uma decisão baseada na expressão lógica. Os indicativos ou números de seções que acompanham
(Lima,2014) seus respectivos títulos devem ser apresentados alinhados
à margem esquerda da página. O espaçamento entrelinhas
deve ser o mesmo utilizado no texto: 1,5 e Fonte de
3.2.4 Evento Tamanho 12, fonte Arial ou Times. Ajuste todos os
espaçamentos entre linhas (1,5 cm), inclusive entre
parágrafos. Entre em "Parágrafos” no Word e onde
aparece a opção “Espaçamento”, deixa a opção "antes"=0
É gerado por qualquer acontecimento de diferentes fontes, quando ocorrem e "depois=0".
Ajuste o espaçamento da primeira linha do parágrafo
esses eventos o Zabbix pode tomar uma decisão, como o envio de um alerta por e- para 1,25 cm. Ajuste todo trabalho.
mail. (Lima,2014)

3.2.5 Template

O template é um conjunto de padrões que podem ser utilizados em diversos


hosts ou grupo de Hosts, a sua utilização facilita a operação e configuração do
Zabbix e é considerado um boa prática de monitoramento. (Lima,2014)

3.2.6 Ações

O Zabbix reage a eventos executando diversas operações. Ações podem


responder a um evento ou grupo de eventos do Zabbix. (Zabbix SIA, 2017)
28

3.2.7 Condições

Ações só executam quando um evento supre uma sequência de condições.


No Zabbix existem diversas condições que podem ser utilizadas em eventos com
origem de triggers. (Zabbix SIA, 2017)

Observando o quadro 5 é possível ter um maior entendimento do


funcionamento das condições suportadas.

Quadro 5 – Condições suportadas pelo Zabbix


Tipo da Operadores Descrição
condição suportados
Aplicação = Especifica ou exclui uma aplicação. = - o evento
como pertence a uma trigger que possui item associado a
diferente uma aplicação.
like - o evento pertence a uma trigger que possui item
associado a uma aplicação que contêm determinado
texto.
diferente - o evento pertence a uma trigger que possui
item associado a uma aplicação que NÃO CONTÊM
determinado texto.
Grupo do = Especifica ou exclui um grupo de hosts. = - o evento
host <> pertence a determinado grupo. <> - o evento NÃO
PERTENCE a determinado grupo.
Template = Especifica ou exclui templates. = - o evento pertence a
<> uma trigger herdada de determinado template. <> - o
evento pertence a uma trigger QUE NÃO FOI
HERDADA de determinado template.
Host = Especifica ou exclui hosts. = - o evento pertence a
<> determinado host. <> - o evento NÃO PERTENCE a
determinado host.
Trigger = Especifica ou exclui triggers. = - o evento foi gerado
<> por determinada trigger. <> - o evento foi gerado por
qualquer outra trigger que não a definida.
Nome da Como Especifica ou exclui a necessidade de ocorrência de
trigger diferente determinado texto no nome da trigger.
como - o evento foi gerado por trigger cujo nome
contêm determinado texto. Sensível ao caso.
diferente - o evento foi gerado por trigger cujo nome
NÃO CONTÊM determinado texto. Sensível ao caso.
Nota: O valor informado será verificado com o nome da
trigger após a expansão do valor de todas as macros.
Severidade = Define a severidade da trigger. = - igual a severidade
da trigger <> informada
>= <> - diferente da severidade informada
<= >= - maior ou igual à severidade informada
<= - menor ou igual à severidade informada.
Valor da = Define um valor para a trigger. = - igual ao valor da
trigger trigger (OK ou INCIDENTE)
29

Quadro 5 – Condições suportadas pelo Zabbix - Continuação


Tipo da Operadores Descrição
condição suportados
Intervalo Em Especifica ou exclui um intervalo de tempo.
não em em - o evento deve começar dentro do intervalo.
não em - o evento não pode começar dentro do intervalo.
Consulte o manual de definição de períodos de tempo para
maiores informações sobre o formato.
Status de Em Especifica ou exclui que o host deva estar dentro de período
manutenção não em de manutenção.
em - o host deverá estar em período de manutenção.
não em - o host não poderá estar em período de
manutenção.
Nota: Se diversos hosts estiverem envolvidos na expressão
da trigger a condição irá considerar se pelo menos um deles
está ou deixa de estar em modo de manutenção.
Fonte: Zabbix SIA (2017)

O quadro 5 demonstra as condições suportadas pelo Zabbix, seus operadores


e descreve seu uso.

3.2.8 Descoberta de rede

O Zabbix possui um funcionalidade de descoberta automática de rede, isso


torna possível uma configuração mais veloz dos hosts, e facilita a administração.
Pois o Zabbix pode detectar mudanças na rede sem a necessidade da intervenção
do administrador. (Zabbix SIA, 2017)
Em um certo intervalo de tempo o Zabbix percorre todo um range de IP
previamente definido, esse intervalo é definido para cada regra de descoberta. Cada
regra existente tem várias verificações que devem ser executadas em cada IP
existente no range, e para cada evento de descoberta existe uma ação. (Zabbix SIA,
2017)

3.2.9 Operações

Uma operação ou conjunto de operações são executadas no Zabbix, sempre


que um evento corresponde as condições previamente estabelecidas, e assim
gerando uma ação. (Zabbix SIA, 2017)
O Zabbix pode executar as seguintes operações:

a) Adicionar anfitrião;
b) Adicionar ao grupo;
c) Comando remoto;
d) Desvincular de um modelo;
e) Remover anfitrião;
f) Remover do grupo;
g) Vincular a um modelo.
30

3.2.10 Macros

O uso de macros é muito importante, quando se está manipulando valores de


objetos que mudam com frequência. Quando o Zabbix lê uma configuração que faz
uso de macro, ele busca o último valor do objeto existe no banco de dados. (LIMA,
2014)

Por exemplo a seguinte configuração de macros: “Assunto padrão -


{TRIGGER.NAME} em {HOSTNAME}”, faz com que o assunto de e-mail tenha uma
saída de acordo com o a trigger disparada e o nome do host. (LIMA, 2014)

3.2.11 Aplicações

As aplicações são uma forma de criar grupos de itens, estes grupos são
criados para que o monitoramento seja facilitado quando se faz necessário a
visualização dos dados coletados. (LIMA, 2014)

Por exemplo o aplicativo ‘Servidor_Banco’ pode conter todos os itens


relacionados ao servidor do banco de dados: a disponibilidade do servidor, uso da
memória, temperatura, entre outros. (ZABBIX SIA, 2017)

3.2.12 Mídias

A mídia é um canal de entrega de alertas, que define a instruções que serão


utilizadas no envio de notificações para os usuários. (ZABBIX SIA, 2017)
Como:

a) Notificações via e-mail;


b) Notificações via SMS;

Após conhecer os conceitos do Zabbix, é indispensável conhecer suas


funcionalidades e formas de operação.
31

4 FUNÇÕES DO ZABBIX

O Zabbix trabalha com cinco funções básicas: coletar, armazenar, gerenciar,


alertar e visualizar, a explicação de cada uma delas segue abaixo.

4.1.1 Coletar

A coleta de dados é feita pelo elemento chamado item, podendo ser feita
usando vários métodos diferentes, por exemplo: Zabbix Agent, SMNP, IPMI e etc.
(LIMA, 2014)

Os dados podem ser coletados em diversas camadas, tais como os exibidos


no quadro 6.

Quadro 6 – Elementos que podem ser coletados pelo Zabbix


Hardware Processador, memória, ventoinhas, temperatura.
Rede Roteador, tráfego de entrada / saída, velocidade de link
de conexão.
Sistema operacional Unix, Linux, Mac OS, Solaris, Windows.
Middleware JBoss, TomCat
Aplicações Qualquer aplicação utilizada pelo cliente
Fonte: Lima (2014)

O quadro 6 apresenta alguns dos diversos elementos que podem ser


coletados com o uso da Zabbix.

4.1.2 Armazenar

Todos os dados coletados pelo Zabbix são armazenados em um banco de


dados relacional, sendo assim o limite de armazenamento é definido no SGBD
utilizado. Estes dados armazenados além de serem utilizados pelo Zabbix, podem
ser reutilizados por outras ferramentas de terceiros. (LIMA, 2014)

4.1.3 Gerenciar

Os dados são gerenciados pelo Zabbix a fim de manter históricos para


utilizações posteriores, podendo ser comprimidos e exibidos em forma de gráficos.
(LIMA, 2014)
32

4.1.4 Alertar

Ao ocorrer uma falha em um host monitorado, o Zabbix pode disparar alertas


de várias formas diferentes, como: envio de e-mail, SMS, mensagem via chat. Esses
alertas podem ser escalonados para notificar várias pessoas diferentes, de acordo
com a hierarquia do ambiente monitorado. Um exemplo é exibido na figura 3.
(LIMA, 2014)

Figura 3 – Hierarquia de alertas do Zabbix

Fonte: Lima (2014, p. 49)

A figura 3 exibe um possível cenário de erro, onde existem diversos alertas


que podem ser disparados de acordo com a inexistência da correção do problema.

4.1.5 Visualizar

Todo contato que o usuário tem com o Zabbix é feito através de páginas Web,
que proporcionam uma visão de alto nível. Os alertas são visualizados em um painel
de controle, e os dados são exibidos nas seguintes formas: gráficos, mapas de rede,
ou telas. (LIMA, 2014)

As figuras 4 e 5 são exemplos de como o Zabbix exibe as informações


coletadas.
Figura 4 – Gráfico de carga do processador

Fonte: Zabbix SIA (2017)


33

Commented [MMN8]:
No caso da figura 4 temos o exemplo de um gráfico de uso do Quando se escreve um trabalho acadêmico-científico, o autor
processador, onde existem diferentes médias da carga de uso do núcleo. (você) está descrevendo fatos que são importantes à
humanidade e a sociedade como um todo, e não apenas a
pessoa que está publicando ou escrevendo. Portanto, a
escrita do TCC deve ser feita sempre na terceira pessoa do
singular, utilizando o SE. Ao invés de escrever pesquisei,
deve-se escrever pesquisou-se. No caso da monografia o
tempo verbal da escrita é o pretérito perfeito ("pesquisou-
se...") ou pretérito imperfeito ( " pesquisava-se..."). No caso
do projeto de pesquisa o tempo verbal é o futuro.
O texto deve ser produzido de forma impessoal. Por exemplo:
"conclui-se que", "percebe-se pela leitura do texto", "é válido
supor", "verifícar-se-á" etc.
Não é necessário, portanto, dizer: "conforme vimos no item
anterior". Diz-se: "conforme visto no item anterior", ou, em vez
de "dissemos que", "foi dito que" etc..
34

Figura 5 – Painel de controle do Zabbix

Fonte: Zabbix SIA (2017)

A figura 5 demonstra o painel de controle do Zabbix, sendo que é através


deste que o gerente da rede tem uma visão geral sobre o ambiente monitorado em
tempo real.
35

4.2 GRÁFICOS

O Zabbix possui diversos gráficos que ajudam os administradores a


dimensionar equipamentos e planejar os recursos computacionais, de acordo com a
demanda do ambiente monitorado. (Lima, 2014)

4.2.1 Normal

É o mais utilizado, onde as informações ficam uma na frente das outras.


(Lima, 2014)

Figura 6 – Gráfico de consumo de rede

Fonte: Zabbix SIA (2017)

A figura 6 é um exemplo de gráfico normal do Zabbix, onde o mesmo está


exibindo as velocidades médias de uso de uma interface de rede.
36

4.2.2 Pilha

Esse estilo de gráfico é utilizado para exibir o monitoramento de memória e


processador, como existem muitas informações a serem exibidas elas ficam uma
sobre as outras. (Lima, 2014)

Figura 7 – Gráfico de uso de memoria

Fonte: Zabbix SIA (2017)

A figura 7 se trata de um gráfico do tipo pilha, onde monitora diversos


parâmetros da memória de um dispositivo.

4.2.3 Torta

Este gráfico é exibido quando se deseja exibir o último valor de um item


coletado. (Lima, 2014)
Figura 8 - Gráfico de uso de disco

Fonte: Zabbix SIA (2017)


No caso da figura 8 está sendo utilizado um gráfico do tipo torta, onde o
mesmo está representando o último valor coletado de uso de um disco.
37

4.3 SUPORTE E DOCUMENTAÇÃO

O Zabbix possui um suporte empresarial oferecido pela empresa Zabbiz SIA,


e também por meio de parceiros espalhados por todo o mundo. Por ser um software
de monitoramento difundido em diversos países, conta com uma vasta
documentação, em sua grande maioria em inglês, mas também podem ser
encontrados vários tutoriais e fóruns em português, e no seu site oficial
(www.zabbix.com) existe o manual oficial do Zabbix traduzida para português.
(HORST et al, 2015).

Como o Zabbix é um software gratuito, existem diversas comunidades ativas


de usuários na internet, que tem o intuito de ensinar a utiliza-lo, e também ajudam a
solucionar problemas em seu uso.

Para quem quer utilizar o Zabbix mas não possui experiência, é


disponibilizado no site oficial uma versão appliance, que são sistemas já compilados
com o sistema instalado para utilização, e pode ser executada em uma máquina
virtual, assim facilitando o aprendizado dos novos usuários. (ZABBIX SIA, 2017)
38

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As considerações finais devem levar a reflexão dos leitores quanto aos


objetivos propostos para o trabalho e se os mesmos foram alcançados, e caso não o
tenha sido o porquê de não ser possível.

Deve-se escrever de forma sintética, clara e ordenada os principais pontos


abordados ao longo do trabalho. O autor deve ficar atento para não apresentar dados
quantitativos, muito menos dados novos que não foram discutidos ao longo dos
capítulos. Neste item deve-se ainda apresentar propostas de trabalhos futuros. Faça
pelo menos 3 parágrafos bem elaborados (não faça parágrafos com menos de 4
linhas), concluindo o seu trabalho cada parágrafo falando de um capítulo, não coloque
referências neste item.
39

REFERÊNCIAS Commented [MMN9]: Revise todas as citações e


referências. Não pode haver nenhuma referência sem
que a mesma não esteja citada no texto e logo não pode
COMER, D. E. Redes de computadores e internet. Porto Alegre: Bookman, 2016. haver nenhuma citação que não esteja incluída nas
referências. Retire-as que não foram citadas no trabalho.
Instruções Gerais
FOROUZAN, B. A.; MOSHARRAF, F. Redes de computadores: uma abordagem
top-down. Porto Alegre: AMGH, 2013. O capítulo das referências não apresenta numeração de
capítulo e deve estar centralizado na página.

HORST, A. S.; PIRES, A. D. S.; DÉO, A. L. B. De A a ZABBIX. São Paulo: Novatec, As referências são digitadas em espaçamento simples e
separadas entre si por 2 espaços simples; ordenadas em
2015. ordem alfabética por sobrenome de autor ou título.

Os meses dos acessos são sempre abreviados, a única


KUROSE, J. F.; ROSS, K. W. Redes de Computadores e a Internet: Uma exceção é o mês de maio. Não deixe em algarismos.
abordagem Top-Down. São Paulo: Pearson, 2010.
Coloque os títulos das obras em negrito. (Somente os
títulos e não o Autor).
LIMA, J. D. R. Monitoramento de Redes Com ZABBIX: Monitore a saúde dos
servidores e equipamentos de rede. Rio de Janeiro: BRASPORT, 2014. Retire o sublinhado e a cor azul dos links dos sites.

As fontes das figuras são consideradas citações e logo


MORAES., A. F. D. Administraçao
̃ de Redes Remotas. São Paulo: Érica, 2014. devem estar nas referências

Apresente todas as citações nas normas da ABNT,


OLIFER, N.; OLIFER, V. REDES DE COMPUTADORES: Princípios, Tecnologias e inclusive com CAIXA ALTA no sobrenome do autor, no início
da Referência. (Somente no sobrenome).
Protocolos para o Projeto de Redes. Rio de Janeiro: LTC, 2008.
Quando for utilizar citações ou referências que foram
retirados da internet, siga o modelo:
SIA, Z. Zabbix Documentation. Zabbix, 2016. Disponivel em:
<https://www.zabbix.com>. Acesso em: 15 abr. 2017. Nas referências coloque:
SOLELUX. História do Led. Disponível em: <
http://www.solelux.com.br/tecnologia-led/historia-do-led/>.
SOUSA, L. B. D. Administração de Redes Locais. São Paulo: Érica, 2014. Acesso em: 18 mar.2016.
E na citação entre parênteses:

(SOLELUX, 2016) ou em chamada no texto: Solelux (2016).