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SAMYR MIGUEL MACHADO ROSA DE OLIVEIRA

OS BENEFÍCIOS DA MANUTENÇÃO PREDITIVA EM


EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS.

Governador Valadares
2019
SAMYR MIGUEL MACHADO ROSA DE OLIVEIRA

OS BENEFÍCIOS DA MANUTENÇÃO PREDITIVA EM


EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS.

Projeto apresentado ao Curso de Engenharia


Mecânica da Instituição Faculdade Pitágoras -
GV.

Orientadora: Carla Palma

Governador Valadares
2019
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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 4

1.1 O PROBLEMA....................................................................................................... 4

2 OBJETIVOS ............................................................................................................. 6

2.1 OBJETIVO GERAL ............................................................................................... 6

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ................................................................................. 6

3 JUSTIFICATIVA ....................................................................................................... 7

4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................ 8

4.1 MANUTENÇÃO ..................................................................................................... 8

4.2 TIPOS DE MANUTENÇÃO ................................................................................... 8

4.2.1 Manutenção corretiva planejada e não planejada .............................................. 9

4.2.2 Manutenção preventiva ...................................................................................... 9

4.3.3 Manutenção preditiva ....................................................................................... 10

4.3.4 Manutenção detectiva ...................................................................................... 11

4.3.5 Engenharia de manutenção ............................................................................. 11

5 METODOLOGIA..................................................................................................... 13

6 CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO .......................................................... 14

REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 15
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1 INTRODUÇÃO

Com a chegada das máquinas e com a ascensão do processo industrializado


como método mais eficiente no processo de fabricação de produtos diversos, muitos
estudiosos e empresários empenharam-se a encontrar a maneira mais eficaz de se
coordenar o processo fabril. Em sua maioria, o objetivo desses estudos visava
alcançar o maior nível possível de produtividade possível. No intuito de se alcançar o
objetivo desejado (máximo de produtividade), várias estratégias e metodologias
foram criadas, entre elas, a Gestão da Manutenção. Através de um bom programa
de manutenção, as indústrias são capazes de diminuir ou cessar a parada de
máquinas, indesejada, do chão de fábrica, e por consequência o atraso de entregas,
perdas financeiras, aumento dos custos de produção, perda de espaço no mercado,
entre outros malefícios advindos desse problema.
Porém, ter a manutenção apenas em função de corrigir os erros não é o
suficiente, segundo KARDEC E NASCIF (2009), “a atividade de manutenção precisa
deixar de ser apenas eficiente para se tornar eficaz”, ou seja, a manutenção deve
ser utilizada não apenas para reparar as falhas ocorridas, mas, majoritariamente,
para evita-las a longo prazo. Dados da Associação Brasileira de Manutenção
(ABRAMAN) do ano de 2017, revelam que, em geral, 4% do PIB nacional é investido
por empresas na área de manutenção. É um valor que, apesar de representar uma
baixa do ano de 2015, mostra como é uma área que vem sendo valorizada.
Reis et al. (2010) salientam que a manutenção é uma área estratégica da
empresa, e não apenas operacional, e contribui efetivamente para a excelência
empresarial e para o equilíbrio entre gestão e técnica. Dessa forma, precisamos
entender a manutenção e seus métodos mais utilizados.

1.1 O PROBLEMA

O grande objetivo das empresas inseridas no mercado é otimizar seu


processo de produção, de forma a obter um maior rendimento e, por consequência,
lucro. Dos muitos meios utilizados para se alcançar esse objetivo (máximo possível
de produtividade) encontramos a Gestão da Manutenção. Dessa forma, como a
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manutenção preditiva se mostra mais eficiente comparada aos outros tipos de


manutenção?
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2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL

Compreender de qual forma um bom programa de manutenção beneficia a


indústria, com foco na manutenção preditiva.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Explicar os tipos de manutenção mais conhecidos.


 Apontar os benefícios de se manter um bom programa de manutenção
dentro da empresa.
 Expor as vantagens, desvantagens e conceitos da manutenção
preditiva no ambiente industrial.
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3 JUSTIFICATIVA

Dada a crescente busca por se sobressair no mercado, e a elevada


competividade nesse meio, as empresas que atuam no setor industrial, têm buscado
implementar e aprimorar áreas estratégicas de produção, como por exemplo a
manutenção. Dentro do conceito geral da mesma, algumas técnicas se destacam, e
dentre elas, a preditiva que busca antecipar falhas nas máquinas antes da falha,
assim evitando gastos não programados em decorrência de defeitos nos
equipamentos.
Ainda que a importância de um bom programa de manutenção já tenha sido
provada por muitos estudiosos nessa área como o professor e pesquisador Paulo
Samuel de Almeida em seu livro “Gestão da Manutenção Aplicada a Áreas Industrial,
Predial e Elétrica”, muitas empresas de pequeno e médio porte tratam a manutenção
de forma a “curar a doença”, ao invés de se preocuparem de se precaverem da
mesma, ou seja, se preocupam em reparar o que se quebrou, ao invés de, através
de análises e ajustes periódicos, evitar os defeitos e melhorar o desempenho das
máquinas.
À vista disso, este trabalho busca explicar e demonstrar a relevância de um
bom programa de manutenção e poder servir de exemplo para empresas e
acadêmicos que ainda não se atentaram para a importância da manutenção
preditiva, demonstrando os claros benefícios que a mesma traz.
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4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

4.1 MANUTENÇÃO

A fim de se compreender a importância da manutenção em uma indústria que


está inserida no modelo de mercado atual, precisamos antes entender o que é a
manutenção.
Segundo o professor Almeida (2017, p. 4) “A manutenção, de maneira geral,
engloba todos os procedimentos necessários para manter instalações, máquinas,
equipamentos e todos os recursos de infraestrutura requeridos.”. De acordo com a
NBR 5462/1994, no item 2.8.1, manutenção é a combinação de todas as ações
técnicas e administrativas, incluindo as de supervisão, destinadas a manter ou
recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função
adequada. Para Monchy (1987, p. 3) “o termo manutenção tem sua origem no
vocábulo militar, cujo sentido era manter nas unidades de combate o efetivo e o
material num nível constante de aceitação”.
Existem diversas definições e conceitos associados a manutenção, além das
citadas acima, porém baseando-se apenas nelas, podemos resumir que a
manutenção é a junção de procedimentos e técnicas utilizados com o objetivo de
preservar o bom estado de equipamentos, máquinas e instalações.

4.2 TIPOS DE MANUTENÇÃO

A norma da ABNT que rege a “Confiabilidade e mantenabilidade”, a NBR


5462/1994, define quatro tipos de manutenção, a manutenção corretiva planejada e
não planejada, manutenção preventiva e manutenção preditiva. Porém, neste
trabalho, serão tratadas de seis tipos, que são consideradas as principais por vários
autores, além dos tipos de manutenção supracitados, há também a manutenção
detectiva e a engenharia de manutenção.
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4.2.1 Manutenção corretiva planejada e não planejada

A manutenção corretiva é o tipo mais remoto de manutenção. De acordo com


Kardec e Nascif (2009):

“A manutenção corretiva é a atuação para a correção da falha ou do


desempenho menor que o esperado. Ao atuar em um equipamento
que apresenta um defeito ou um desempenho diferente do esperado
estamos realizando manutenção corretiva. Sendo assim, a
manutenção corretiva não é necessariamente, a manutenção de
emergência.”

Ou seja, a manutenção corretiva visa “curar a doença”, e por isso é o tipo de


manutenção menos recomendável. A manutenção corretiva acaba por trazer
diversos prejuízos para as empresas, uma vez que, uma máquina quebrada não
produz, e por consequência atrasa diversas outras áreas envolvidas no processo de
produção.
A manutenção corretiva pode ainda ser dividida em dois tipos: planejada e
não planejada.
- Manutenção corretiva planejada: A característica principal da manutenção
corretiva planejada é função da qualidade da informação fornecida pelo
acompanhamento do equipamento. Mesmo que a decisão gerencial seja de deixar o
equipamento funcionar até a quebra, esse é uma decisão conhecida e algum
planejamento pode ser feito quando a falha ocorrer (KARDEC E NASCIF, 2009).
- Manutenção corretiva não-planejada: é a correção da falha de maneira
aleatória, caracterizando-se pela atuação da manutenção em um fato já ocorrido,
seja este uma falha ou um desempenho menor que o esperado. Não há tempo para
a preparação do serviço. Infelizmente ainda é mais praticado do que se deveria.
(KARDEC E NASCIF, 2009).

4.2.2 Manutenção preventiva

Segundo a AFNOR NF X 60 010, é a “Manutenção efetuada com a intenção


de reduzir a probabilidade de falha de um bem ou a degradação de um serviço
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prestado”. Para Monchy (1987), ela deve ser a manutenção deve ser a atividade
principal da manutenção em qualquer empresa.
Em contraponto à manutenção corretiva (planejada e não planejada), a
manutenção preventiva é beneficial ao ambiente empresarial, uma vez que através
de uma série de tarefas sistemáticas como: inspeções, reformas e trocas de peça,
procura, literalmente, prevenir a falha. Desta forma, o problema é, na maioria das
vezes, evitado sem que seja necessário, longas paradas de máquinas e perda de
produção.

4.3.3 Manutenção preditiva

A manutenção preditiva, é o modelo no qual esse trabalho se baseia.


Segundo Xenos (1998, p. 25), esse tipo de manutenção “(...) permite otimizar a troca
das peças ou reforma dos componentes e estender o intervalo de manutenção, pois
permite prever quando a peça ou componente estarão próximos do seu limite de
vida. ”. Para Almeida (2000):

“Trata-se de um meio de se melhorar a produtividade, a qualidade do


produto, o lucro, e a efetividade global de nossas planta industriais
de manufatura e de produção. A manutenção preditiva não é
meramente monitoramento de vibração ou análise de óleo
lubrificante ou de imagens térmicas ou qualquer das outras técnicas
de teste não destrutivo que tem sido marcadas como ferramentas de
manutenção preditiva. A manutenção preditiva é uma filosofia ou
atitude que usa a condição operacional real do equipamento e
sistemas da planta industrial para otimizar a operação total da planta
industrial.”

Por se tratar de um monitoramento realizado regularmente, a manutenção


preditiva depende de aparelhos de leitura, que muitas vezes, são específicos para
uma aplicação. Graças a isso, é um processo com alto custo de implantação, mas
que, a longo prazo, pode gerar uma redução drástica de despesas com manutenção.
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4.3.4 Manutenção detectiva

A manutenção detectiva começou a ser mencionada na literatura a partir da


década de 90. Sua denominação Detectiva está ligada à palavra Detectar em inglês
Detective Maintence. Ela visa a detecção de falhas ocultas ao pessoal da
manutenção, em sistemas de proteção, comando e controle (Kardec e Nascif, 2009).
Um exemplo de manutenção detectiva, é a válvula de alívio presente em
compressores de ar, que ao detectar um aumento fora de padrão dentro do
compressor permite a saída do excesso de ar comprimido até que o sistema esteja
mais uma vez normalizado.
Esse tipo de manutenção é importante no processo industrial, uma vez que
sabemos que, em sistemas industriais modernos e complexos, 40% dos modos de
falhas ocorridos são classificados na categoria “ocultas” e 80% desses requerem a
averiguação da falha, o que resulta em que, aproximadamente, um terço das tarefas
sejam detectivas (MOUBRAY, 1997).

4.3.5 Engenharia de manutenção

A engenharia de manutenção é um conceito que começou a ser amplamente


utilizado, a partir da necessidade de melhorar a confiabilidade e disponibilidade dos
equipamentos industriais, criada em meados da década de 70. Essa forma de
manutenção, trouxe uma quebra de paradigma, primariamente por focar no
estabelecimento de melhorias contínuas e mudanças na rotina de atividades da área
de manutenção.
Para Kardec e Nascif (2009), adotar esse método:

“É deixar de ficar consertando continuamente, para procurar as


causas básicas, modificar situações permanentes de mau
desempenho, deixar de conviver com problemas crônicos, melhorar
padrões e sistemáticas, desenvolver a manutenibilidade, dar
feedback ao Projeto, interferir tecnicamente nas compras. ”

A empresa ao implementar a engenharia de manutenção, passa a, além de


realizar um acompanhamento preditivo de seus equipamentos e máquina, alimentar
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uma estrutura de dados e informações sobre manutenção que servirão para, através
de análises e estudos, proposição de melhorias no futuro (KARDEC E NASCIF,
2009).
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5 METODOLOGIA

Este trabalho será realizado através de uma revisão bibliográfica que segundo
Santos e Canderolo (2006, p. 43), “[...] é parte de um projeto de pesquisa, que revela
explicitamente o universo de contribuições científicas de autores sobre um tema
específico”. Esse trabalho vai utilizar artigos e livros que foram publicados no
período de 1987 a 2017, disponíveis em acervos de livros online de forma completa,
como o Scribd e o Passei Direto. Além disso, serão utilizados trabalhos acadêmicos
disponíveis na biblioteca online da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora). As
palavras chaves serão: manutenção, engenharia de manutenção, manutenção
proditiva.
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6 CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO

Quadro 1 – Cronograma de execução das atividades do Projeto e do


Trabalho de Conclusão de Curso.

2019 2019
ATIVIDADES JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
Escolha do tema.
Definição do problema X X X
de pesquisa
Definição dos objetivos, X X X
justificativa.
Definição da
metodologia. X X X X X
Pesquisa bibliográfica e
elaboração da X X
fundamentação teórica.
Entrega da primeira
versão do projeto. X
Entrega da versão final
do projeto. X X
Revisão das
referências para
elaboração do TCC. X X X
Elaboração do Capítulo
1. X X X
Revisão e
reestruturação do
Capítulo 1 e elaboração X X X
do Capítulo 2.
Revisão e
reestruturação dos
Capítulos 1 e 2.
Elaboração do Capítulo X X X
3.
Elaboração das
considerações finais.
Revisão da Introdução. X X X
Reestruturação e
revisão de todo o texto.
Verificação das X X X
referências utilizadas.
Elaboração de todos os
elementos pré e pós- X X X
textuais.
Entrega da monografia. X
Defesa da monografia. X
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REFERÊNCIAS

ALMEIDA, M. T. Manutenção Preditiva: Confiabilidade e Qualidade. 2000.


Disponível em: <https://pt.scribd.com/document/92264769/Almeida-M-T-
Manutencao-preditiva>. Acesso em 25 abr. 2019.

ALMEIDA, Paulo Samuel de. Gestão da Manutenção Aplicada a Áreas Industrial,


Predial e Elétrica. 1ª edição. São Paulo: Érica, 2017. 152 p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR-5462: confiabilidade e


mantenabilidade. Rio de Janeiro: ABNT, 2004.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MANUTENÇÃO. Documento Nacional de


Manutenção: A Situação da manutenção no Brasil. Curitiba, 2017.

ASSOCIATION FRANÇAISE DE NORMALISATION. NF X 60 010: Maintenance


industrielle - Fonction maintenance. Saint-Denis: AFNOR, 2002.

COSTA, Mariana de Almeida. Gestão estratégica da manutenção: uma


oportunidade para melhorar o resultado operacional. 2013. 104 f. Trabalho de
conclusão de curso (Graduação em Engenharia de Produção) – Universidade
Federal de Juiz de Fora, 2013, Juiz de Fora.

Freitas, Laís Fulgêncio. Elaboração de um plano de manutenção em uma


pequena empresa do setor metal mecânico de juiz de fora com base nos
conceitos da manutenção preventiva e preditiva. 2016. 96 f. Trabalho de
conclusão de curso (Graduação em Engenharia Mecânica) – Universidade Federal
de Juiz de Fora, 2016, Juiz de Fora.

KARDEC, A.; NASCIF J. Manutenção: função estratégica. 3ª edição. Rio de


Janeiro: Qualitymark: Petrobrás, 2009. 384 p.

MONCHY, François. A Função Manutenção: Formação para a gerência da


Manutenção Industrial. 1ª edição. São Paulo: Ed. Durban, 1987. 424 p.

MOUBRAY, J. Introdução à Manutenção Centrada na Confiabilidade. São Paulo:


Aladon, 1996

REIS, Zaida Cristiane dos; DENARDIN, Carina Desconzi; MILAN, Gabriel Sperandio.
A Implantação de um Planejamento e Controle da Manutenção: Um estudo de caso
desenvolvido em uma empresa do ramo alimentício. In: VI Congresso Nacional de
Excelência em Gestão, 2010, Niterói. Disponível em: <
http://www.excelenciaemgestao.org/Portals/2/documents/cneg6/anais/T10_0268_09
81.pdf > Acesso em 20 mai. 2019.

XENOS, H. G. Gerenciando a Manutenção Produtiva. 1ª edição. Rio de Janeiro:


INDG, 1998. 302 p.s