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Princípios de Aplicação da Anestesia Geral

Minimizar potencias efeitos


deletérios (diretos/indiretos) Manter homeostase durante

Anestésicos Gerais Fármaco


Técnica
o procedimento
- Hemorragias
- Isquemias
- Reperfusão de tecidos
Anestésicos inalatórios Isquêmicos
- Trocas de fluidos
Anestésicos intravenosos - Exposição a baixa
temperatura
- Alterações de hemostasia

Melhorar os resultados pós-


operatórios
Tratamento/bloquei
o do stress cirúrgico
que deixem
sequelas

Prof Dr Wander Jeremias

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Efeitos Hemodinâmicos Efeitos Respiratórios


• Tendência hipotensora • Perda de controle voluntário e involuntário
• Vasodilatação direta • Ventilação assistida
• Depressão miocárdica • Perda do reflexo de êmese
• Perda do controle por barorreceptores
• Redução geral do tônus simpatico
• Inibição do estímulo da tosse
• Redução tônus do esfíncter esofágico inferior
• Risco de regurgitação ativa/passiva
• Agravos • Entubação endotraqueal – menor risco de aspirações
• Disfunção miocárdica preesistente
• Relaxamento de musculatura na indução – desejável
• Perda de volume subjacente
(facilitar entubação)
• Relaxantes musculares - alternativas

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Hipotermia Náusea e Vômito


• Comum durante cirurgias • Comum após anestesias gerais
• Baixa temperatura do ambiente • Efeito de anestésicos na zona de disparo e no centro
• Exposição de cavidades corporais da êmese
• Infusão de fluidos resfriados • Modulação por neurotransmissores
• Comprometimento da termorregulação • 5HT, Histamina, Ach, DA, substância P
• Redução de taxa metabólica • Prevenção
• Até 30% durante anesthesia
• Ondansetrona (antag. 5HT3)
• Causa de morbidade pós operatória • Indução com propofol
• Prevenção • Combinação: droperidol e metoclopramide (antag. DA),
dexametasona
• Evitar óxido nitroso (NO2)

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Outros Fenômenos associados a AG


• Hipertensão e Taquicardia
• Isquemia miocárdica em paciente com doença
coronariana
• Excitação psicomotora na recuperação (5 a 30%) – Estádios da
• Taquicardia, agitação, choro, murmúrios Anestesia Geral
• Sinais neurológicos: delírio, espasticidade, hiperrreflexia
• Tremor pós operatório (hipotermia central)
Redução da excitabilidade
GABAA
NMDA

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Anestésicos Inalatórios Concentração Alveolar Mínima (CAM)


• Profundidade da anestesia ⍺ Pressão ParcialSNC
• Gases e líquidos voláteis • PParcialSNC - dificuldade de determinação
• IT: 2 – 4 (risco da Administração) • PParcialSNC ⍺ PParcialInsp
• Toxicidade relacionada ao potencial para efeitos • PParcialInsp ► PParcialAlvolar
colaterais
• PParcialAlvolar(Mín) = CAM
• Potência ⍺ 1/CAM

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Propriedades de Anestésicos
Regra de Meyer-Overton
Inalatórios
• Coeficiente de Partição Óleo/Gás

• Potência Anestésico ⍺ Lipossolubilidade

• Lipossolubilidade ⍺ 1/CAM

CAM = 1,3/CPo/g

Farmacologia - Katzung

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Potência de Anestésicos Inalatórios Exemplo: Isoflurano

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Farmacocinética - Absorção Farmacocinética - Distribuição

Partição sangue/gás

Óxido Nitroso Éter die^lico


Desflurano
Cevoflurano

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Estados Anormais Indução

Aumento da ventilação acelara o equilíbrio


Mais rápido em crianças

Equilíbrio entre respiração


mais rápida (favorece)
Débito cardíaco maior (limita)
Aumento do DC retarda o equilíbrio

Efeito anestésico => Reduz DC =>

Retirada do alvéolo lenta => aumenta P alv

GRV equilibra mais rápido com P alv


(limitados por ventilação – maior efeito)

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Maior Pressão Inicial – Acelerando a Indução Anestésicos Inalatórios

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Anestésicos Intravenosos Anestésicos Intravenosos


• Indução e manutenção de anestesia, • Ação rápida – Barbitúricos (Tiopental,
isoladamente ou associado a outro quando Pentobarbital); Imidazólicos (Etomidato);
administrado adequadamente; Alquil-fenóis (Propofol – ultra-curto);
• Vantagens – Rápida indução de inconsciência • Ação lenta – Quetamina (KetalarÒ);
(alívio da ansiedade de pacientes); amnésia; Benzodiazepínicos (Diazepam, Midazolam,
rápida recuperação com pequenas doses, Flunitrazepam); Opióides (Fentanil, Alfentanil,
fácil administração; Sufentanil); Combinação Neuroléptico +
Opióide

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Quetamida - (KetalarÒ) Quetamida - (KetalarÒ)


• Ação rápida, porém um pouco mais lenta em relação ao • ­ secreção salivar a brônquica (anticolinérgico, como
Tiopental; Atropina); ­PA; ­tônus muscular; ­trabalho cardíaco;
• Início da ação – 30seg. após administração IV; • Despertar – alterações psíquicas (alucinações) – BZDs
como Diazepam;
• Duração da ação – 5 a 10min. IV ou 12 a 25min. IM;
• Extenso metabolismo hepático e excreção renal;
• Produz analgesia e anestesia, sem relaxamento muscular; • Efeitos adversos: Hipertensão; delírios; depressão
• Mecanismos de ação ainda não claros – bloqueio de respiratória (rara); náuseas e vômitos;
transmissões aferentes relacionadas à percepção da dor; • Conveniente em cirurgias nas quais o relaxamento do
• Anestesia Dissociativa – profunda analgesia; desconexão músculo esquelético não é essencial. Também útil para
do ambiente (catalepsia) e sedação superficial; indução de anestesia;
• Posologia – 1 a 2mg/kg IV ou 5 a 10mg/kg IM;

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Etomidato (HypnomidateÒ) Anestesia Balanceada


• Base fraca, sendo fracamente hidrossolúvel; “Nenhum fármaco isolado alcança todos os objetivos
• Rápida distribuição e curta meia-vida (mínima ação cumulativa) – desejados da anestesia”
indicação para manutenção da anestesia por infusão contínua;
• Mais seguro que Tiopental (IT 6X maior);
• Ações no SNC similares aos barbitúricos;
• Outros efeitos – diminuição na frequência respiratória (dose-
Associação de Fármacos
dependente); mínimos efeitos sobre parâmetros cardiovasculares Inalatórios e intravenosos
(grande vantagem); não causa liberação de quantidades significativas
de histamina (poucas reações alérgicas); náuseas, vômitos e dor na
injeção (principais efeitos); Desaconselhado na gravidez ou lactação; Baixar custos
• Normalmente uso associado a Fentanil; Melhora na segurança
• Posologia – 0,3mg/kg IV (adultos e crianças > 10anos) (0,2-0,6mg/kg)
Melhora na recuperação

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