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Cultura, comunicação e média – CLC_5

Porto, 2019
Carga
Cultura, comunicação e média – CLC_5 horária
50 horas
Objetivo(s)  Compreende as diferentes utilizações da língua nas comunicações rádio, adequando-as às necessidades
da organização do seu quotidiano.
 Identifica as mais valias da sistematização da informação disponibilizada por via eletrónica em
contextos socioprofissionais.
 Reconhece os impactos dos mass media na constituição do poder mediático e sua influência na
regulação institucional.
 Desenvolve uma atitude crítica face aos conteúdos disponibilizados através da internet e dos meios de
comunicação social no geral.

CONTEÚDOS

Novas formas e expressões de Cultura: evolução e impacto social das tecnologias de informação e
comunicação

Conceitos-chave: Tecnologias de Informação e Comunicação; memória coletiva; arte digital; museu virtual; arte interativa; lazer;
otimização e rentabilização do trabalho; macroeletrónica; microeletrónica; ergonomia do trabalho.

Temas:  As tecnologias de informação e comunicação (TIC) ao serviço da memória coletiva;


 A difusão da arte e da cultura pelas tecnologias de informação e comunicação quanto à acessibilidade e celeridade
no acesso à informação/formação; consequências no conceito de cultura;
 A Reinvenção da Arte através do ciberespaço: a Arte Digital e os Museus Virtuais;
 Alteração do conceito de propriedade autoral: Arte Interativa;
 Reflexos da alteração das coordenadas espaço/tempo do ciberespaço na construção e apropriação de elementos
culturais;
 Gestão das diversas dimensões do quotidiano com recurso às TIC: gestão dos recursos domésticos, novas formas de
lazer e novas noções de qualidade de vida:
 Vantagens trazidas pela evolução das tecnologias de informação e comunicação no coletivo profissional;
 Novos métodos de otimização e rentabilização do trabalho e de gestão da comunicação;
 Micro e macro eletrónica ao serviço da ergonomia do trabalho;
 Armazenamento e recuperação de dados.

Construção linguística da intervenção cultural e comunicacional com recurso às tecnologias de


informação e comunicação

Conceitos-chave: Pesquisa, seleção e tratamento de informação; iconografia; comunicação em suporte eletrónico; intencionalidade
comunicativa; discurso oral;
Temas:  Técnicas de pesquisa, seleção e tratamento de informação, com objetivos pessoais e profissionais, através do
recurso a ferramentas disponibilizadas pelas tecnologias de informação e comunicação (processador de texto e
folha de cálculo);
 Adequação a situações de comunicação em suporte eletrónico;
 Perceção das intencionalidades comunicativas implícitas e explícitas na comunicação em linha;
 Produção de discurso oral em presença e a distância: consciencialização dos mecanismos linguísticos supressores
da ausência do interlocutor;
 Construção de uma ou mais identidades eletrónicas e mobilização de recursos linguísticos adequados à
participação em comunidades cibernéticas (Netiquette);
 Interpretação de textos argumentativos, crónicas e discursos políticos para intervenção sustentada em
comunidades de opinião em linha;
 Mecanismos de Língua para sistematização da informação, em contexto socioprofissional;
 Adequação linguística e caracterização comunicacional das diversas ferramentas das tecnologias de informação
e comunicação: mensagens eletrónicas, fax, texto processado, folhas de cálculo, ASCII, Visual Basic, HTML;
 Resposta a anúncios e construção de Curriculum Vitae em modelos diversos;
 O hipertexto como recurso comunicativo linguístico verbal e não verbal ao serviço da capacidade de intervenção
na ação das instituições: páginas pessoais, blogs, entre outros;
 Formas de intervenção crítica sobre a informação mediatizada: resumo e síntese de textos informativos e
construção de folhetos informativos para apropriação e esclarecimento das mensagens veiculadas pelos média.
Os média e a alteração dos processos de comunicação, intervenção e participação pública

Conceitos-chave: Comunidade; comunicação global; identidade local; identidade eletrónica; opinião publica; pensamento crítico à
escala global.

Temas:  Reformulação do conceito de comunidade por efeito das potencialidades comunicativas das tecnologias de
informação e comunicação;
 Alteração do perfil das interrelações humanas; noção de Identidade eletrónica;
 Comunicação global vs identidade local;
 O poder dos média: importância da imagem e de novas formas de linguagem e de comunicação na formulação
e preservação de uma opinião pública;
 A importância da segurança dos sistemas de informação em contextos profissionais e institucionais:
enquadramento legal e exploração dos instrumentos disponíveis para uma comunicação organizacional com
vista à minimização de riscos;
 Perceção da iconografia como linguagem preferencial dos diversos suportes tecnológicos e seu relacionamento
pertinente com os tipos de texto e de comunicação inerentes;
 A universalização dos grandes debates da Humanidade: a intervenção comunitária e a formulação de
pensamento crítico numa conjuntura de globalização.
Cultura, comunicação e média – CLC_5
MÓDULO I

Novas formas e expressões de Cultura:


evolução e impacto social das tecnologias de informação e comunicação

Sessões  As tecnologias de informação e comunicação (TIC) ao serviço da memória coletiva


1, 2, 3

O que são TICs?


Tecnologias da informação e comunicação (TICs) é uma expressão que se refere ao papel da comunicação na moderna
tecnologia da informação. Entende-se que TIC consistem de todos os meios técnicos usados para tratar a informação
e auxiliar na comunicação, o que inclui o hardware de computadores, rede, telemóveis, bem como todo software
necessário. Em outras palavras, TIC consistem em TI bem como quaisquer formas de transmissão de informações e
correspondem a todas as tecnologias que interferem e medeiam os processos informacionais e comunicativos dos
seres. Ainda, podem ser entendidas como um conjunto de recursos tecnológicos integrados entre si, que
proporcionam, por meio das funções de hardware, software e telecomunicações, a automação e comunicação dos
processos de negócios, da pesquisa científica, de ensino e aprendizagem entre outras.
Diariamente, novas formas de integração das TICs são criadas. Uma das áreas mais favorecidas com as TICs é a
educacional. Na educação presencial, as TICs são vistas como potencializadoras dos processos de ensino-
aprendizagem. Além disso, a tecnologia traz a possibilidade de maior desenvolvimento – aprendizagem - comunicação
entre as pessoas com necessidades educacionais especiais.

Para pensar
1. No seu dia a dia qual o recurso de TIC mais utilizado?
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2. Descreva brevemente quais os recursos e meios que teria de lançar mão caso tivesse que,
momentaneamente, substituir essa TIC?
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O que é “memória coletiva”?
Memória coletiva é a memória de um grupo de pessoas, tipicamente passadas de uma geração para a seguinte, ou
ainda a memória compartilhada de um grupo, família, grupo religioso, étnico, classe social ou nação. Pierre Nora
definiu como "a memória, ou o conjunto de memórias, mais ou menos conscientes de uma experiência vivida ou
mitificada por uma comunidade, cuja identidade é parte integrante do sentimento do passado".
Maurice Halbwachs usa o termo memória coletiva para designar o fenômeno que surge da interação social.

Para pensar
3. Descreva uma memória coletiva da sua família que permanece relembrada por gerações.
Como a história é contada e recontada?
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O advento da Internet
~ O Google está a nos deixar estúpidos? ~
Há alguns anos tenho a impressão de que algo está a mexer com meu cérebro, remapeando os circuitos neuronais, reprogramando
a memória. Minha mente está a mudar. Não estou mais a pensar como costumava pensar. Percebo isso de modo mais acentuado
quando estou a ler. Mergulhar num livro, ou num longo artigo, costumava ser fácil. Minha mente se enredava na narrativa ou nas
voltas do argumento e eu passava horas lendo longos trechos de prosa. Isso raramente ocorre atualmente. Agora minha atenção
começa a divagar depois de duas ou três páginas. Eu fico inquieto, perco o fio de meada, começo a procurar outras coisas para fazer.
Sinto como se estivesse sempre a arrastar meu cérebro divagante de volta ao texto. A leitura fluida e profunda que costumava ser
tão natural para mim agora se tornou uma luta.
Creio que sei o que está a acontecer. Por mais de uma década venho passando mais tempo online, a procurar, surfando e algumas
vezes acrescentando informação à grande biblioteca da internet. A internet tem sido uma dádiva para um escritor como eu. Pesquisas
que antes exigiam dias de procura em jornais ou na biblioteca agora podem ser feitas em minutos. Algumas procuras no Google,
alguns cliques rápidos em hiperlinks e eu consigo os fatos reveladores ou as citações exatas que procurava. Mesmo quando não estou
a trabalhar acabo me surpreendendo, mais frequentemente do que deveria, à caça de informação na web ou lendo e escrevendo e-
mails, a escanear manchetes e blogs, assistindo vídeos, ouvindo podcasts ou apenas vagando de um link para outro. Ao contrário das
notas de rodapé, às quais eles são comparados, hiperlinks não apenas nos referem a trabalhos relacionados; eles nos arremessam
em direção a eles.
A internet está se tornando um meio universal, o conduíte por onde passa a maior parte da informação que chega aos meus olhos,
ouvidos e mente. As vantagens de ter acesso rápido a quantidades inacreditavelmente ricas de informação são muitas, e elas têm
sido extensivamente descritas e justamente aplaudidas. Mas isso tem seu preço. Como disse o teórico da comunicação Marshall
McLuhan nos anos 1960, a mídia não é apenas um canal passivo para o tráfego de informação. Ela fornece a matéria, mas também
molda o processo de pensamento. E o que a internet parece fazer é pulverizar minha capacidade de concentração e contemplação.
Minha mente agora espera absorver informação do modo como a internet as distribui: num fluxo veloz e intermitente de partículas.
Antes eu era um mergulhador num mar de palavras. Agora eu deslizo pela superfície.
- Nicholas Carr (2008). Is Google Making Us Stupid? What the Internet is doing to our brains. Disponível em
https://www.theatlantic.com/magazine/archive/2008/07/is-google-making-us-stupid/306868/
Para fazer
4. Pesquise e faça uma linha do tempo sobre os principais elementos da evolução das TICs nos últimos 50 anos.
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Referências
- Wikipedia, disponível em www.wikipedia.pt
- The New Oxford Dictionay (2005) Oxford University Press, 2005.
- Maurice Halbwachs (1992). On Collective Memory. Chicago: University of Chicago Press. pp. 54–166.
- Pierre Nora (1978). Mémoire collective, in Jacques Le Goff (curatore). La nouvelle histoire, Paris: Retz, p. 398.
Nome: _______________________________________________________________________________________

DR_1 | TRABALHO INDIVIDUAL

O QUE É, O QUE É ?????


5. Pesquise e descreva os termos técnicos frequentemente utilizados em TIC?

Ciberespaço – Cyberspace
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Internet
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WWW
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Hiperlink
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6. Enumere outros termos técnicos de TIC que utilizas e descreva o seu significado.

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Bom trabalho!
Cultura, comunicação e média – CLC_5
MÓDULO I

Novas formas e expressões de Cultura:


evolução e impacto social das tecnologias de informação e comunicação

Sessões  A difusão da arte e da cultura pelas tecnologias de informação e comunicação quanto à


4, 5, 6
acessibilidade e celeridade no acesso à informação/formação; consequências no
conceito de cultura

Arte e cultura em tempos de dispersão da informação

1 Autorretrato com a Orelha Cortada (1889), de Vincent van Gogh. Fonte: https://www.vangoghmuseum.nl/
2 Animais pintados na Gruta de Lascaux, um dos sítios de arte rupestre mais famosos do mundo. Fonte: http://archeologie.culture.fr/lascaux/fr
3 Grafiti em estêncil do artista Banski, UK. Fonte: http://www.banksy.co.uk/

O que é ARTE?
Arte do termo latino ars, significando técnica e/ou habilidade pode ser entendida como a atividade humana ligada às
manifestações de ordem estética ou comunicativa, realizada por meio de uma grande variedade de linguagens, tais
como: arquitetura, desenho, escultura, pintura, escrita, música, dança, teatro e cinema, em suas variadas combinações
e processos. As artes moderna e contemporânea, em todas as suas expressões, sofreram grande impacto nas novas
tecnologias de informação e comunicação do século XX, muito em função da sua difusão em parcelas da sociedade
não pertencentes as elites culturais.

O que é CULTURA?
Cultura do termo latino cultura, culturae, que significa “ação de tratar”, “cultivar” ou “cultivar a mente e os
conhecimentos”. Pode ser descrito como um processo, um conjunto de atividades e modos de agir pensar, os costumes
e instruções de um povo. É o meio pelo qual o homem se adapta às condições de existência transformando a realidade.

Para pensar
1. Quando ouves a palavra “arte” qual é a primeira coisa quem vem à mente? Descreva
resumidamente.
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2. Quando ouves a palavra “cultura” qual é a primeira coisa quem vem à mente? Descreva
resumidamente.
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TEXTO

A Arte e as TIC sempre fizeram e fazem parte da vida do homem, de sua cultura e de sua organização social; é um fator
essencial no processo de humanização. Constituindo-se como um dos meios pelos quais o homem interage com o
mundo em que vive, constrói conhecimento, responde e/ou elabora novos questionamento sobre si e o mundo, ordena,
significa a vida e a consciência de existir.
Por meio da Arte e das TIC, o homem constrói e (re) constrói o percurso da história humana, produz artefatos, músicas,
filmes, pinturas, danças, peças teatrais, entre outros que expressam as representações imaginárias das diferentes
culturas. Constrói, assim, uma história social de produções culturais e compõem o patrimônio artístico e cultural da
humanidade.
Desse modo, é importante compreender a Arte e as TIC´s em suas inter-relações com a sociedade, a formação humana
e a educação.
Estabelece-se como primeiro plano da discussão a articulação entre a educação, a cultura e as linguagens artísticas, com
vistas a compreender a arte como um elemento cultural enriquecedor da formação humana omnilateral, uma educação
integral, que abranja as dimensões intelectuais, criativas, estéticas, expressivas, emocionais e éticas.
- Arantes, M; Valadares, F.(2014). O ensino das artes e as TICs: desafios e possibilidades. In: Congreso Iberoamericano de Ciencia, Tecnología, Innovación y Educación.
Disponível em https://www.oei.es/historico/congreso2014/memoriactei/744.pdf

Para pensar e fazer


3. Imagine e descreva uma atividade artística e/ou cultural e sua difusão através das TICs
disponíveis atualmente.
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TICs, arte e cultura: consequências no processo de difusão

Como podemos perceber, o advento das novas tecnologias de informação e comunicação alteraram os processos
de difusão artística e cultural em nossa sociedade. Conteúdos que antes estavam disponíveis para o a acesso
(físico) de poucos hoje, tomam as redes e são vistas por milhares instantaneamente. Com certeza, tais processos
das TICs trouxeram uma ampliação de acesso e maior democratização e conhecimento público. Mas a analisar de
maneira mais ampla e crítica, parece que algumas coisas foram e estão sendo perdidas no meio do caminho. A
concentração, o tempo necessário e a profundidade requeridas pelos processos culturais parecem não serem
mais o mesmo. A rapidez em registar em fotografia, fazer um post e passar para o próximo item parecem hoje ser
prioridade nos processos de difusão.
O que pensas disso tudo? Os aspetos negativos (rapidez, superficialidade, desatenção) suplantam os positivos
(maior e melhor difusão cultura)?
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PESQUISA - TPC
4. Para o próximo encontro de formação traga algumas “antigas” tecnologias que tens em casa
de audição de música (discos de vinil, fitas k7, CDs, players diversos). Vamos pesquisar e
entender como os processos artísticos e culturais que envolvem a música estão em
desenvolvimento nos dias atuais.
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MÓDULO I

Novas formas e expressões de Cultura:


evolução e impacto social das tecnologias de informação e comunicação

Sessões  A Reinvenção da Arte através do ciberespaço: a Arte Digital e os Museus Virtuais


7, 8, 9

Arte em tempos de ciberespaço

Ciberespaço e cibercultura
Com o advento da internet e a criação de novos espaços virtuais, surgiram novos formatos de divulgação de
informações. Os veículos de comunicação migraram para este novo meio, criando espaços de interação com seus
públicos. Grandes portais oferecem a cada dia mais serviços aos seus usuários. Os meios virtuais não apresentam os
mesmos problemas de restrição ou censura prévia dos meios impressos, o que pode ampliar as relações entre temas
e a consequente mescla de tendências e visões. Com a revolução tecnológica os espaços da arte estão em um processo
de reinvenção diária.

Na medida em que vão surgindo novas tecnologias, aparecem novas denominações. Como em inglês o espaço virtual é
chamado de ciberspace este, traduzido, denomina-se ciberespaço, significando, basicamente, o conjunto de
computadores, serviços e toda atividade que constitui a internet. O ciberespaço é uma projeção e representação das
relações sociais na rede, uma virtualização da realidade, do mundo real para um mundo de interações virtuais.
A conscientização desta nova realidade altera a definição que tínhamos sobre o significado de localização.
O ciberespaço: nômade urbanístico, gênio informático, pontes e calçadas líquidas do Espaço do saber. Ele traz consigo
maneiras de perceber, sentir, lembrar-se, trabalhar, jogar e estar junto. É uma arquitetura do interior, um sistema
inacabado dos equipamentos coletivos da inteligência, uma estonteante cidade de tetos de signos. A administração do
ciberespaço, o meio de comunicação e de pensamento dos grupos humanos, será uma das principais áreas de atuação
estética e política do próximo século.
- Lévy, Pierre (1998). A inteligência coletiva. São Paulo: Edições Loyola, p. 105.
O que são museus virtuais?
Museu virtual é um espaço virtual de mediação e de relação do patrimônio com seus usuários através da internet. É
também conhecido como museu online, museu eletrônico, hypermuseu, museu digital, cibermuseu ou museu na web.
É um museu paralelo e complementar, que privilegia a comunicação como forma de envolver e dar a conhecer
determinado patrimônio. Nesse sentido, os museus virtuais são aqueles que trabalham o patrimônio por meio de
ações museológicas, mas que não necessariamente têm suas portas abertas ao público em seu espaço físico.

EUROPA
Louvre - https://www.louvre.fr/en/visites-en-ligne
Van Gohg - https://www.vangoghmuseum.nl/en/explore-the-collection

PORTUGAL
Museu Nacional de História Natural e da Ciência - https://museus.ulisboa.pt/pt-pt/visita-virtual
Museu Calouste Gulbenkian - https://gulbenkian.pt/museu/colecoes/visita-virtual/
Visita virtual ao Pavilhão do Conhecimento - https://www.pavconhecimento.pt/media/tour_virtual/preview_visita.html

BRASIL
Museu Virtual de Arte - http://www.acervosvirtuais.com.br/layout/museuvirtualdearte/
Cultura, comunicação e média – CLC_5
MÓDULO I

Novas formas e expressões de Cultura:


evolução e impacto social das tecnologias de informação e comunicação

Sessões  Alteração do conceito de propriedade autoral: Arte Interativa


10,
11, 12

Alteração do conceito de propriedade autoral: Arte Interativa


A propriedade intelectual é um conjunto de direitos que abrange as criações do conhecimento humanos - criações
intelectuais e divide-se em duas grande áreas - Direito de Autor e Direitos Conexos e Propriedade Industrial.
O Direito de Autor visa a proteção das obras literárias e artísticas e abrange direitos de carácter patrimonial e direitos
de natureza pessoal, denominados direitos morais.
A proteção ou o registo do direito de autor não é obrigatório para os criadores mas é muito importante pois garante
a quem regista uma obra literária ou artística a presunção da titularidade do direito sobre a obra.
O regime aplicável ao registo está contemplado no Decreto-Lei n.º 143/2014 de 26 de setembro.
São muitas as obras que podem ser protegidas e registadas e este constitui um elemento muito importante e acrescido
de proteção do direito dos autores e titulares de direitos conexos sobre as suas obras, especialmente nos dias de hoje
em que, num click, as obras literárias e artísticas podem ser veiculadas em ambiente digital para o mundo inteiro.
Podem ser registadas as criações intelectuais dos domínios literário, científico e artístico protegidas nos termos do
Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos, entre as quais temos, designadamente:
 Livros, folhetos, revistas, jornais e outros escritos, conferências, lições, alocuções e sermões;
 Obras dramáticas e dramático-musicais e a sua encenação, obras coreográficas e pantomimas, cuja expressão
se fixa por escrito ou por qualquer outra forma e composições musicais, com ou sem palavras;
 Obras cinematográficas, televisivas, fonográficas, videográficas ou radiofónicas e obras de desenho, tapeçaria,
pintura, escultura, cerâmica, azulejo, gravura, litografia e arquitetura;
 Obras fotográficas ou produzidas por quaisquer processos análogos aos da fotografia e obras de arte aplicadas,
desenhos ou modelos industriais e obras de design que constituam criação artística, independentemente da
proteção relativa à propriedade industrial;
 Ilustrações e cartas geográficas, projetos, esboços e obras plásticas respeitantes à arquitetura, ao urbanismo,
à geografia ou às outras ciências;
 Lemas ou divisas, ainda que de carácter publicitário, se se revestirem de originalidade, paródias e outras
composições literárias ou musicais, ainda que inspiradas num tema ou motivo de outra obra;
 Programas de computador que tenham carácter criativo e bases de dados;
 As traduções, arranjos, instrumentações, dramatizações, cinematizações e outras transformações de qualquer
obra, ainda que esta não seja objeto de proteção;
 Os sumários e as compilações de obras protegidas ou não, tais como seletas, enciclopédias e antologias que,
pela escolha ou disposição das matérias, constituam criações intelectuais;
 As compilações sistemáticas ou anotadas de textos de convenções, de leis, de regulamentos e de relatórios ou
de decisões administrativas, judiciais ou de quaisquer outros órgãos ou autoridades do Estado ou da
Administração Pública.

Não são protegidos e não podem ser registados os seguintes elementos ou obras:
 As ideias;
 Os processos;
 Os sistemas;
 Os métodos operacionais;
 Os conceitos;
 Os princípios ou as descobertas;
 As notícias do dia e os relatos dos acontecimentos diversos com carácter de simples informações de qualquer
modo divulgados;
 Os requerimentos, alegações, queixas e outros textos apresentados por escrito ou oralmente perante
autoridades ou serviços públicos;
 Os textos propostos e os discursos proferidos perante assembleias ou outros órgãos colegiais, políticos e
administrativos, de âmbito nacional, regional ou local, ou em debates públicos sobre assuntos de interesse
comum;
 Os discursos políticos.

LEGISLAÇÃO ASSOCIADA
- Lei n.º 45/85, de 17 de setembro
- Lei n.º 114/91, de 3 de setembro
- DL n.º 252/94, de 20 de outubro
- Portaria n.º 238/2011, de 16 de junho
- DL n.º 143/2014, de 26 de setembro

Direitos de Autor e o mundo digital


O conceito e a aplicação da legislação vigente dos direitos de autor, tanto no contexto português como no
europeu tem sofrido inúmera alterações com a evolução dos sistemas digitais de compartilhamento de
informações e dados. Atualmente, a maior parte de obras musicais, por exemplo, tem passagem garantida
através de plataformas como o YouTube, Netflix e Spotify. Diariamente, milhares de vídeos, músicas, podcasts
são partilhados e visualizados imediatamente por usuários que permanecem conectados à Internet. Assim, a
produção de conteúdos, em que pese o necessário respeito pela legislação vigente de propriedade intelectual,
tem sido pressionada no sentido de acompanhar a rápida mobilização de um “mercado digital” cada vez mais
sedento por informações instantâneas.
Pressionadas pelos produtores de conteúdos em função de violações de direitos de autor, essas plataformas
têm criado sistemas automatizados de proteção e notificação dos usuários que partilham conteúdos dos quais
não possuem direitos. Outro ponto muito discutido tem sido a rentabilização e o pagamento pela visualização
destes conteúdos.

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Referências
- Wikipedia, disponível em wikipedia.pt;
- Inspeção-Geral das Atividade Culturais - https://www.igac.gov.pt/registo-da-propriedade-intelectual
Nome: _______________________________________________________________________________________

DR_1 | TRABALHO INDIVIDUAL

Para pensar e fazer

1. Faça um projeto de produção de um conteúdos cultural/artístico para ser descarregado na


plataforma YouTube. O trabalho deverá ter três etapas e ser descrito em um trabalho a ser
enviado ao formador. A saber:
- Nome do projeto (título);
- Conceito e tipologia do vídeo;
- Planeamento (deverá descrever os cuidados com a produção, quais tecnologias foram
utilizadas e se o vídeo respeita os direitos de autor estudados);
- Link do vídeo descarregado no YouTube;
- Reflexão final.

Importante:
- Caso o formando não possua uma conta Google deverá fazer o cadastro para ter acesso
ao processo de compartilhamento de vídeo;
- O vídeo pode ser mantido como “privado” e posteriormente apagado após a verificação e
feedback do trabalho.
Cultura, comunicação e média – CLC_5
MÓDULO I

Novas formas e expressões de Cultura:


evolução e impacto social das tecnologias de informação e comunicação

Sessões  Reflexos da alteração das coordenadas espaço/tempo do ciberespaço na construção e


13,
14, 15
apropriação de elementos culturais

As coordenadas tradicionais de espaço/tempo, frutos da revolução científica do século XX com o advento e consolidação
da Teoria da Relatividade de Alberto Einstein têm merecido uma especial atenção com a consolidação de espaços e tempos
virtuais. Assim, os elementos culturais desta radical transformação das últimas décadas estão a vista de todos e, por isso
mesmo, devem ser pensados. Em primeiro lugar, vamos rever alguns conceitos básicos desta alteração. Hoje, tempo e
espaço também devem ser pensados em termos de cyberespaço.

TEXTO

Ciberespaço é um espaço existente no mundo de comunicação em que não é necessária a presença física do homem
para constituir a comunicação como fonte de relacionamento, dando ênfase ao ato da imaginação, necessária para
a criação de uma imagem anônima, que terá comunhão com os demais. É o espaço virtual para a comunicação que
surge da interconexão das redes de dispositivos digitais interligados no planeta, incluindo seus documentos,
programas e dados, portanto não se refere apenas à infraestrutura material da comunicação digital, mas também
ao universo de informações que ela abriga.
O conceito de ciberespaço, ao mesmo tempo, inclui os sujeitos e instituições que participam da interconectividade
e o espaço que interliga pessoas, documentos e máquinas. O ciberespaço representa a capacidade dos indivíduos
de se relacionar criando redes que estão cada vez mais conectadas a um número maior de pontos, tornando-se as
fontes de informação mais acessíveis.
Porém, o ciberespaço se compreende não só como um ambiente de divulgação de informação, mas também de
entretenimento e cultura, no qual os indivíduos podem expressar suas singularidades e, ao mesmo tempo, se
relacionar criando novas e diversas pluralidades. Isto é possível porque o ciberespaço é considerado um espaço de
acesso livre e descentrado, onde todos os tipos de texto, voz, imagens, vídeos, etc. são traduzidos a uma única
linguagem: a informática.
Pierre Levy diz que o ciberespaço é “o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos
computadores. O termo especifica não apenas a infraestrutura material da comunicação digital, mas também o
universo oceânico de informações que ele abriga, assim como os seres humano que navegam e alimentam esse
universo” (2000, p.17). Com essa afirmativa Pierre Levy não apenas entende o ciberespaço como meio de
comunicação construtor de um universo paralelo, como também agrega ao conceito as estruturas de ligação do
mundo material ao mundo imaterial, levando a uma maior compreensão da interligação entre ambos os espaços.
Fonte: Wikipedia
Para pensar e fazer
Eu, o tempo e o espaço.

1. Recorde teus 10 anos de idade e descreva em até 10 linhas os espaços que visitava, os melhores
amigos e o tempo para a realização das atividades do dia a dia. Quanto tempo gastava para
estar, presencialmente, com os amigos e familiares? Pesquise o facto histórico mais importante
daquele ano e a invenção tecnológica mais relevante que todos comentavam.
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2. Agora, descreva os espaços e tempos atuais. Onde passa a maioria parte dos dias? Qual o tempo
dedicado aos amigos e familiares? Qual o tempo investido nas redes sociais, comunicações e
internet?
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Referências
Wikipedia - https://pt.wikipedia.org/
HARVEY, David (1992). Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. 5. ed. São Paulo: Loyola.
LEVY, Pierre (2000). Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. 2a. ed. São Paulo: Editora 34.
Cultura, comunicação e média – CLC_5
MÓDULO I

Novas formas e expressões de Cultura:


evolução e impacto social das tecnologias de informação e comunicação

Sessões  Gestão das diversas dimensões do quotidiano com recurso às TIC: gestão dos
13 - 18
recursos domésticos, novas formas de lazer e novas noções de qualidade de vida:
 Vantagens trazidas pela evolução das tecnologias de informação e comunicação no
coletivo profissional;
 Novos métodos de otimização e rentabilização do trabalho e de gestão da
comunicação;
 Micro e macro eletrónica ao serviço da ergonomia do trabalho;
 Armazenamento e recuperação de dados.

Gestão das diversas dimensões do quotidiano com recurso às TIC

Como já percebemos, o tempo e espaço – no contexto atual de advento do ciberespaço – alterou o quotidiano das
ações e a produção de técnicas, habilidades e competências. Ouvimos cada vez mais de todas as pessoas: “não tenho
tempo” ao passo que são multiplicadas as horas online nas redes sociais e plataformas de disponibilização de
conteúdos na Internet.
Assim, cada vez mais se impõe a necessidade de uma nova gestão nas diversas dimensões da vida atual. Para tanto,
os instrumentos possibilitados pelas tecnologias de Informação e comunicação são fundamentais para a criação de um
espaço de otimização de tempos e recursos. Administrar, como nunca, é fundamental em tempos de uma vida em
muitas dimensões e com acréscimos de responsabilidades.

OTIMIZAR
Dar a uma máquina, a uma empresa, a uma ação, etc., o rendimento ótimo, criando as condições
mais favoráveis ou tirando o melhor partido possível.
Vantagens trazidas pela evolução das tecnologias de informação e
comunicação no coletivo profissional

As TICs alteraram, radicalmente, o ambiente profissional nos últimos 40 anos. Muitas são as vantagens observadas,
todos os dias, pelos instrumentos e ferramentas na área da comunicação e informação. Imagine, hoje, pensar num dia
de trabalho sem o uso de correio eletrónico, telemóvel, redes sociais, Skype, Google etc. Neste sentido, em especial
na área da comunicação, o uso de softwares facilitadores e que reduziram o custo das comunicações “regulares”,
tiveram o condão de aproximar diferentes tipos de coletivo de trabalho, colocando, na “mesma sala”, técnicos e
profissionais que podem estar do outro lado do mundo a discutir pela web de maneira instantânea.

Da mesma forma, consultar informações distintas – hoje – requer muito menos tempo e recursos. Com a formação de
uma verdadeira “teia” de partilha na Internet, boa parte do que estava antes apenas em livros ou manuais, permanece
à disposição das teclas e ecrã de um computador ou telemóvel.

Assim, vamos pensar algumas vantagens dentro do coletivo profissional com o advento das TICs. Pense e registe, pelo
menos, 5 vantagens que observa no seu quotidiano de trabalho, estudo:

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Novos métodos de otimização e rentabilização do trabalho e de gestão da comunicação

Com o advento das TICs no ambiente de trabalho, novos métodos de rentabilizar tempo e dinheiro nos espaços foram,
passo a passo, assumindo uma posição de centralidade na gestão das atividades profissionais.

Há muitos métodos de otimização utilizados na administração e que têm sido relevantes para a chamada
rentabilização das ações e atividades. Vejamos alguns.

5 Porquês (5W)
Os “5 Porquês” é uma técnica para encontrar a causa raiz de um defeito ou problema.
É uma técnica de análise que parte da premissa que após perguntar 5 vezes o porque um problema está acontecendo,
sempre relacionado a causa anterior, será determinada a causa raiz do problema ao invés da fonte de problemas.
Esta ferramenta é muito usada na área de qualidade, mas na prática se aplica em qualquer área, e inclusive pode ser
muito útil em seu dia a dia.
É uma ferramenta simples de resolução de problemas que foi desenvolvida por Taiichi Ono, pai do Sistema de Produção
Toyota e consiste em formular a pergunta “Por quê” cinco vezes para compreender o que aconteceu (a causa-raiz).
Nada impede, porém, que mais (ou menos) do que 5 perguntas sejam feitas. O número 5 vem da observação de Ono
de que esse número costuma ser suficiente para se chegar a causa raiz.
Ele usa um conjunto específico de etapas, com instrumentos associados, para encontrar a causa primária do problema,
de modo que você pode:
 Determinar o que aconteceu.
 Determinar por que isso aconteceu.
 Descobrir o que fazer para reduzir a probabilidade de que isso vai acontecer novamente.

Por qual motivo são 5 porquês?


A razão é que geralmente quando indagados sobre o que causa um problema, o ser humano tende a culpar alguma
coisa ao invés de raciocinar e realmente procurar a causa.

Geralmente se diz que:


 No 1º porquê, temos um sintoma
 No 2º porquê, temos uma desculpa
 No 3º porquê, temos um culpado
 No 4º porquê, temos uma causa
 No 5º porquê, temos a causa raíz
Técnica “Pomodoro”
O nome Pomodoro vem do italiano e significa “tomate”. A escolha do nome é do Francesco Cirillo, que usou um
daqueles cronómetros de cozinha com formato de tomate para gerenciar o seu tempo.

Pomodoro se baseia na ideia de fluxos de trabalho divididos em blocos para melhorar a agilidade do cérebro e
estimular o foco. Depois de diversas pesquisas, Francesco chegou na seguinte técnica:

 Selecione todas as suas tarefas e monte uma lista das principais;


 Determine 25 minutos para fazer apenas uma das tarefas principais;
 Mantenha todo o seu foco apenas nela;
 Quando o despertador tocar, faça uma pausa de 5 minutos. Nesse período vale levantar, fazer um exercício,
caminhar, alongar, meditar. Procure algo que te ajuda a relaxar;
 Risque a tarefa da sua lista depois que terminá-la;
 Retome o trabalho depois da pausa por mais um “pomodoro” (25 minutos);
 A cada quatro “pomodoros”, faça uma pausa mais longa: 30 minutos até voltar ao trabalho.

A ideia é que, com o passar do tempo, você descubra quantos “pomodoros” usa para fazer suas atividades (isso vai te
ajudar a estimar prazos).

Há muitas técnicas e metodologias disponíveis atualmente. Faça uma pesquisa na web e encontre, pelo menos, 3
métodos para otimizar e rentabilizar a gestão do trabalho e comunicação:

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Micro e macro eletrónica ao serviço da ergonomia do trabalho

Ergonomia
A ergonomia é a aplicação do conhecimento científico no design de objetos, sistemas e tecnologia utilizada pelo ser
humano com o objetivo de garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores e aumentar os níveis de produtividade.
Os princípios ergonómicos são aplicados em diversas atividades humanas como o trabalho, o lazer ou o desporto. O
objetivo é garantir que as pessoas tiram o máximo de proveito das atividades realizadas em condições de sua saúde e
segurança. A ergonomia é fundamental na área da higiene e segurança no trabalho mas não é exclusiva desta.
No entanto, no mundo do trabalho há quatro preocupações centrais para ergonomia. Essas condições chave são:
segurança, saúde, eficiência e produtividade.
A Ergonomia contribui para a higiene e segurança no trabalho porque quando aplicada permite evitar:
 Ausências dos trabalhadores por motivos de saúde;
 Acidentes de trabalho;
 Necessidade de recolocação profissional devido ao desgaste físico;

Ignorar a aplicação dos princípios ergonómicos no mundo do trabalho pode resultar em repercussões muito sérias,
que não se ficam pelos danos causados nos trabalhadores. A própria organização pode sofrer ao nível da produtividade
e motivação dos empregados. São muitos os acidentes de trabalho graves que podem ser evitados quando se aplicam
os princípios ergonómicos.

Para aplicar os princípios ergonómicos de forma eficaz são vários os aspetos que têm de ser considerados, podendo
estes ser divididos em três categorias mais genéricas:

 A tarefa a ser desempenhada e as exigências desta;


 O equipamento utilizado (tamanho, forma, a adaptabilidade);
 A informação utilizada (como é apresentada, acedida e alterada);
 A atmosfera onde é desempenhada a tarefa (temperatura, níveis de humidade, iluminação, ruído, vibrações);
 Ambiente social (trabalho de equipa, apoio da administração);

Capacidade física:
 Tamanho e volume do corpo do indivíduo;
 Resistência e força;
 Postura;
 Sentidos: visão, audição, tato;
 Resistência muscular e ligamentos;

Capacidade mental:
 Capacidades mentais;
 Personalidade;
 Conhecimento;
 Experiência;

Ergonomia em ambientes de escritório (office) e comércio


O comércio e as atividades ao nível do escritório são muito semelhantes uma vez que ambos envolvem longos períodos
em que os trabalhadores estão sentados. Porém, por vezes estes períodos são intercalados com o carregamento de
alguns objetos para substituir stocks ou para pesquisar em arquivos.
A ergonomia nestas atividades não se fica pelas preocupações com a forma como os empregados estão sentados. É
também muito importante fazer com que os trabalhadores se sintam confortáveis para poderem realizar as tarefas de
que estão encarregues de forma mais produtiva.
Nos escritórios, os computadores, nomeadamente o teclado e o rato, exigem grande preocupação para minimizar o
impacto do cansaço e do desconforto que estes podem causar. No entanto, há outros aspetos que também são
fundamentais para melhorar a eficácia dos trabalhadores, nomeadamente, a temperatura ambiente, o ruído e a
iluminação.
Por exemplo, quando se passa grande parte do dia sentado para manter os níveis de concentração é essencial trabalhar
num ambiente bem iluminado e com níveis de ruído baixos. Por outro lado, se o trabalho disser respeito ao transporte
de materiais, a temperatura deve ser fresca, uma vez que o corpo vai gerar calor por si, sendo que os níveis de
iluminação e ruído não são tão importantes.

Problemas Ergonómicos mais frequentes nesta Área


 Ecrã incorretamente posicionado, estando demasiado afastado/próximo, alto/baixo ou pouco centrado em
relação ao trabalhador;
 O rato incorretamente posicionado, exigindo que o trabalhador faça um esforço para o utilizar;
 Cadeiras mal ajustadas, fazendo com que o utilizar se sente em posições desconfortáveis e pouco naturais;
 Pausas insuficientes ou atividades monótonas;
 Equipamento e programas desadequados às tarefas realizadas, causando stress e frustração no utilizador;
 Cargas demasiado pesadas que requerem um esforço desadequado ao trabalhador;
 Levantamento de cargas repetitivo;
 Movimentos de corpo pouco naturais;
 Transporte manual de cargas realizado num piso pouco apropriado;
 Carregamento de materiais realizado com prazos apertados, restando pouco tempo para fazer pausas;
 Expetativas irrealistas em relação ao trabalho dos empregados;
 Falta de apoio dos colegas/patronato;
 Excesso de trabalho.

Pode ser relativamente fácil encontrar soluções para os problemas quando estes são bem identificados. Algumas
sugestões são:
 Fornecer aos trabalhadores cadeiras cuja altura pode ser alterada de acordo com as necessidades do
utilizador;
 Retirar possíveis obstáculos existentes debaixo das mesas para criar espaço suficiente para as pernas;
 Arrumar os materiais mais pesados e mais utilizados em prateleiras à altura da cintura para que a sua
movimentação exija pouco esforço;
 Introduzir um sistema de rotação nas tarefas realizadas para evitar a fatiga mental e física;
 Alterar a posição das secretárias para evitar os reflexos de luz nos ecrãs;
 Formação sobre as posturas a adotar na utilização do material informático e sobre as doenças que
comportamentos incorretos podem causar.
Armazenamento e recuperação de dados

O que é armazenamento de dados?


Armazenamento de dados é a retenção de informações usando uma tecnologia especificamente desenvolvida para
guardar esses dados e mantê-los acessíveis conforme necessário.
Armazenamento de dados refere-se ao uso de mídia de gravação para reter dados usando computadores ou outros
dispositivos. As formas mais predominantes de armazenamento de dados são armazenamento de arquivos,
armazenamento de bloco e armazenamento de objetos, cada um sendo ideal para diferentes finalidades.

O que é recuperação de dados?


Recuperação de dados é o processo de recuperação e tratamento dos dados contidos em mídias de armazenamento
secundário danificadas, falhadas, corrompidas ou inacessíveis quando ela não pode ser acessada normalmente.

Dispositivos de armazenamento de dados


Atualmente, há muitas opções disponíveis no mercado para esta importante tarefa. Como, por exemplo, HD (hard
disks), rede de servidores interligados, pen-drives, cartões de memórias, etc. Entretanto, tem ganhado muito força, o
armazenamento através de backup em dispositivos eletrónicos em nuvem (cloud) disponibilizados por várias empresas
diferentes.

Pesquise na Internet e registe, pelo menos, 3 softwares/empresas que fornecem o serviço de armazenamento de
dados por nuvem.

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Referências
Wikipedia - https://pt.wikipedia.org/
APSEI - https://www.apsei.org.pt/areas-de-atuacao/seguranca-no-trabalho/ergonomia/
Cultura, comunicação e média – CLC_5
MÓDULO II

Construção linguística da intervenção cultural e comunicacional com recurso às


tecnologias de informação e comunicação

Sessões  Técnicas de pesquisa, seleção e tratamento de informação, com objetivos pessoais e profissionais, através
19-25 do recurso a ferramentas disponibilizadas pelas tecnologias de informação e comunicação (processador de
texto e folha de cálculo);
 Adequação a situações de comunicação em suporte eletrónico.

Processadores de textos e folhas de cálculo


Entre os softwares mais utilizados em contexto das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nos
dias atuais, os processadores de textos e as folhas (planilhas) de cálculos estão entre os mais importantes
e requisitados. Seja em ambiente pessoal, académico ou profissionais, o conhecimento elementar da
utilização destas tecnologias é fundamental para o desempenho de atividades básicas como, por exemplo,
escrever cartas, relatórios, manuais ou organizar planilhas para a otimização de cálculos ou organização de
cronogramas de trabalho.

Entre os softwares ou ambientes mais utilizados podemos citar:

- Word e Excel do sistema Microsoft Windows;


- Documentos (Docs) e Folhas de Cálculo (Sheets) do Google.

Embora esteja instalado em quase todos os computadores, os softwares da Microsoft são do tipo
“proprietário” ou seja são pagos e não podem ser alterados pelo usuário.

Os softwares do Google estão disponíveis na sua plataforma online e pode ser acedida na página
https://www.google.com/docs/about/ . Caso o usuário tenha uma conta Google (Gmail), os ficheiros
podem ser salvos no Google Drive.

Printscreen de um ficheiro do tipo documento desenvolvido na última versão disponível do Microsoft Word.
Printscreen de um ficheiro do tipo folha de cálculo desenvolvido na última versão disponível do Microsoft Excel.

Printscreen da página de apresentação da plataforma de softwares eletrónicos do Google.

Para fazer
1. Elabore uma carta de apresentação para ser enviado a uma empresa juntamente com o seu Curriculum
Vitae. Faça um texto padrão e desenvolva nos dois processadores de texto.
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CORREIO ELETRÓNICO

Como escrever um e-mail formal


Quer seja para uma empresa, para um cliente, para o seu chefe ou para um professor, é importante saber como escrever
um e-mail formal corretamente. Dizemos-lhe como escrever um e-mail formal perfeito, para que não desperdice a
oportunidade de impressionar e passar a mensagem (e a imagem) correta.

Escolher o assunto do e-mail


Comece pelo campo do assunto para não correr o risco de enviar um e-mail sem título. Coloque o assunto de forma direta:

 se está a escrever um email formal para envio de currículo escreva: “Candidatura de X para o trabalho Y“;
 se vai pedir uma carta de recomendação, então escolha: “Pedido de carta de recomendação”;
 se quer informações sobre algo coloque: “Pedido de informações”;
 se escrever um email formal de agradecimento pode dizer simplesmente: "Agradecimento" ou "Obrigado".

Começar a escrever um email formal


Utilize palavras como “Caro”, “Prezado” e “Exmo.” no início do e-mail para se dirigir à pessoa. Se souber o nome da pessoa,
deve incluí-lo.

Tradicionalmente refere-se o cargo do recetor, como por exemplo: “Dr(a)., Diretor(a) de…”, ou “Sr(a), responsável por...”.

Escrever o corpo do e-mail


Seja conciso no texto do e-mail. O recetor tem tendência a não ler textos grandes, saltando informação que pode ser
importante. Mencione apenas aquilo que é relevante.

Utilize uma fonte simples para o texto e coloque negritos e sublinhados só em caso de necessidade. Não escreva em Caps
Lock, nem utilize sorrisos (emojis).

Não dispense o corretor ortográfico, para não deixar passar erros despercebidos. Só conseguirá ser levado a sério se a sua
escrita for irrepreensível.

Como terminar um e-mail formal


Para terminar um e-mail formal deve agradecer a atenção dispensada e deixar uma saudação cordial, como por exemplo:
“Melhores cumprimentos” e “Atentamente”. Se aplicável, pode referir até quando precisa de uma resposta.

Assinar o e-mail
Para fechar o e-mail formal não dispense a assinatura. Deve colocar o seu nome, título e contacto.

Últimas recomendações
Antes de enviar o e-mail formal, confirme estes aspetos:

 Leia e releia o e-mail que escreveu antes de enviar.


 Reveja se inseriu os anexos referidos no corpo do e-mail, bem como o título do e-mail.
 Coloque o seu endereço de e-mail em bcc, para garantir que o envio ocorre.

Para fazer
2. Elabore um mail para apresentação de candidatura a um trabalho.
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Cultura, comunicação e média – CLC_5
MÓDULO II

Construção linguística da intervenção cultural e comunicacional com recurso às


tecnologias de informação e comunicação

Sessões  Perceção das intencionalidades comunicativas implícitas e explícitas na comunicação em linha;


26-32  Produção de discurso oral em presença e a distância: consciencialização dos mecanismos linguísticos
supressores da ausência do interlocutor;
 Construção de uma ou mais identidades eletrónicas e mobilização de recursos linguísticos adequados à
participação em comunidades cibernéticas (Netiquette).

Perceção das intencionalidades comunicativas implícitas e explícitas na comunicação em linha

A comunicação (do latim communicatio-onis, que significa "ação de participar") é um processo que envolve a troca de
informações entre dois ou mais interlocutores por meio de signos e determinadas regras mutuamente percebidas.
Trata-se de um processo social primário, que permite criar e interpretar mensagens que provocam uma resposta.
Os passos básicos da comunicação são as motivações ou a intenção de comunicar, a composição da mensagem, a
codificação e transmissão das mensagens codificadas, a receção dos sinais, a decodificação e finalmente a
interpretação da mensagem por parte do recetor. O processo da comunicação se define pela tecnologia da
comunicação, as características dos emissores e recetores da informação, seus códigos culturais de referência, seus
protocolos de comunicação e o alcance do processo.
A comunicação inclui temas técnicos (por exemplo, as telecomunicações), biológicos (por exemplo, fisiologia, função
e evolução) e sociais (por exemplo, jornalismo, relações públicas, publicidade, audiovisual e mídia).
No processo de comunicação em que está envolvido algum tipo de aparato técnico que intermedia os locutores, diz-
se que há uma comunicação mediada.
A comunicação em linha possui algumas características adicionais em função da capacidade ou não de perceção da
mensagem por parte dos participantes da ação de comunicar. O elemento fundamental para ultrapassar os obstáculos,
para além da adoção de técnicas e boas práticas de comunicação, é a dedicação e motivação ao processo e a perceção
das características implícitas e explicitas da comunicação.

Produção de discurso oral em presença e a distância: consciencialização dos mecanismos


linguísticos supressores da ausência do interlocutor

A comunicação pode ocorrer em presença física e, como ocorre muito nos dias atuais, através de meios eletrónicos.
Na comunicação presencial, embora possa ocorrer muitos ruídos e barreiras para uma boa comunicação, o contato,
os gestos, o contexto podem facilitar o entendimento a partir da construção do relacionamento entre as partes. O
desafio da atualidade é a evolução deste facilitadores ao ambiente digital e que, mesmo com a ausência física do
interlocutor, possa produzir um contexto de boa relação comunicacional.
Neste sentido, a produção de um discurso oral/escrito é fundamental para ultrapassar possíveis problemas de
comunicação em especial em contexto laboral. Vejamos algumas dicas:

Ouvir
Saber ouvir é o factor mais importante para o sucesso na comunicação . Desenvolva a escuta ativa, porque a escuta
ativa é a expressão de uma atitude de abertura ao diálogo, de respeito e consideração pelo interlocutor. Dê
oportunidade aos outros de exporem as suas ideias e alcance a plenitude do relacionamento humano.
Expresse-se com clareza
Seja você mesmo. A naturalidade acima de tudo. Ao comunicar seja natural, não existe melhor técnica do que a sua
própria naturalidade. Utilize sempre um vocabulário adequado à pessoa ou ao publico em questão e preocupe-se em
prenunciar bem as palavras, para além disso também é importante discursar sempre a um ritmo adequado, nem muito
lento, nem acelerado demais.
Utilize gestos adequados
É importante usar sempre gestos moderados e adequados à linguagem. Utilize os gestos como complemento da sua
mensagem.
Comunique de forma objetiva
O discurso tem princípio, meio e fim, por isso é importante ter as suas ideias organizadas e manter o foco no tema
central.
Atenção: mantenha o olhar concentrado
Um olhar concentrado, atenção, para além de transmitir segurança, também demonstra atenção e entusiasmo. Se
estiver a comunicar para uma plateia é importante que veja e seja visto por todos.

Crie Empatia
Habitue-se a sorrir, desenvolva o bom-humor e assim crie um agradável ambiente de interação.
Construção de uma ou mais identidades eletrónicas e mobilização de recursos linguísticos
adequados à participação em comunidades cibernéticas (Netiquette)

Por identidade eletrónica é entendido o processo de cadastro para acesso a redes de comunicação e informação. Há
pouco tempo, quase todo processo deveria ser realizado a preencher formulários eletrónicos e prestar informações
pessoais para a obtenção de login e palavra-passe de acesso. Atualmente e, daqui para frente, cada vez mais as
plataformas têm simplificado este processo, utilizando as contas próprias nas redes sociais e de partilha como, por
exemplo, Facebook, Twitter, Instagram, conta Google, etc.

Para fazer
1. Caso não possua, aceda as plataformas Instagram e Spotify e verifique o que é solicitado para a criação de uma conta
gratuita de usuário. Abaixo descreva o processo e requisitos.
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Netiqueta (do inglês "network" e "etiquette") é uma etiqueta que se recomenda observar na internet. A palavra pode ser
considerada como uma gíria, decorrente da fusão de duas palavras: o termo inglês net (que significa "rede") e o termo "etiqueta"
(conjunto de normas de conduta sociais). Trata-se de um conjunto de recomendações para evitar mal-entendidos em
comunicações via internet, especialmente em e-mails, chats, listas de discussão, etc. Serve, também, para regrar condutas em
situações específicas (por exemplo, ao colocar-se a resenha de um livro na internet, informar que naquele texto existem spoilers;
citar nome do site, do autor de um texto transcrito, etc).

Alguns exemplos de regras:


 evitar enviar mensagens exclusivamente em maiúsculas, grifos exagerados, ou em HTML.
 Não usar recursos de formatação de texto, como cores, tamanho da fonte, tags especiais, etc, em excesso.
 Respeitar para ser respeitado e tratar os outros como gostaria de ser tratado.
 Lembrar-se de que dialogar com alguém através do computador não o isenta das regras comuns da sociedade, por
exemplo, o respeito ao próximo.
 Usar sempre a força das ideias e dos argumentos. Nunca responder com palavrões.
 Apesar de compartilhar apenas virtualmente um ambiente, ninguém é obrigado a suportar ofensas e má-educação.
 Evitar enviar mensagens curtas em várias linhas.
 Ninguém é obrigado a usar a norma culta, mas é preciso usar um mínimo de pontuação. Ler um texto sem pontuação,
principalmente quando é grande, gera desconforto e aumenta as chances de ele ser mal interpretado.
 Nas redes sociais, respeitar os espaços de outras pessoas. Não usar os comentários de uma postagem, por exemplo, para
julgamentos, acusações ou insinuações a respeito do autor.
 Ater-se ao tema da conversa. Se quer falar de outro assunto, crie outro tópico ou postagem, em seu próprio perfil.
 Evitar escrever em outra língua quando não solicitado.
 Evitar ser arrogante ou inconveniente.
 Não interromper o assunto tratado por outra pessoa.
 Evitar ao máximo usar emoticons de letras, palavras e coisas do gênero.
 Usar a funcionalidade de se determinar um status ou estado como ausente, se possível.
 Procurar ser o mais claro possível para não gerar confusão.
 Não sair do mensageiro sem se despedir da pessoa com quem está "falando".
 Em fóruns e listas de discussão, deixar o papel de moderador para o próprio moderador.
 Em textos muito longos, deixar uma linha em branco em algumas partes do texto, paragrafando-o.
 Dependendo do destinatário de seu texto, evitar o uso de acrônimos e do internetês.
 Não copiar textos de sites ou qualquer outra fonte que possua conteúdo protegido por registro e que não permita cópias.
Quando a cópia for autorizada, sempre cite as fontes.

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Referências
Wikipedia - https://pt.wikipedia.org/
Cultura, comunicação e média – CLC_5
MÓDULO II

Construção linguística da intervenção cultural e comunicacional com recurso às


tecnologias de informação e comunicação

Sessões  Mecanismos de Língua para sistematização da informação, em contexto


33-39
socioprofissional;
 Resposta a anúncios e construção de Curriculum Vitae em modelos diversos;
 O hipertexto como recurso comunicativo linguístico verbal e não verbal ao serviço
da capacidade de intervenção na ação das instituições: páginas pessoais, blogs, entre
outros;

Mecanismos de Língua para sistematização da informação, em contexto socioprofissional

O correto e bom uso da língua formal é fundamental para uma clara comunicação em ambiente socioprofissional.
Neste ambiente, a linguagem formal, em especial na produção de relatórios, correio eletrónico etc é exigido
independente da flexibilidade ou abertura da empresa e colaboradores.
Objetividade e clareza são dois pontos fundamentais na linguagem formal. Ela precisa sempre chegar a algum lugar e
deve deixar claro onde este lugar fica o mais rápido o possível. Por isso, imagine que esteja escrevendo um e-mail
profissional.
O primeiro passo seria garantir que o assunto da sua correspondência vá direto ao ponto. Assim, nem você nem seu
leitor perdem tempo durante a troca de informações.
A cordialidade é outro traço típico da linguagem formal. Bom dia, boa tarde e boa noite devem sempre fazer parte da
redação de um e-mail profissional para que ele seja visto como tal. Algum tipo de cumprimento também pode ajudá-
lo.
Fazer uma boa revisão ortográfica e evitar abreviações que podem não ser compreendidas pelo seu leitor é outro dos
aspetos que vai transformar o seu discurso em algo mais formal. Evitar a caixa alta também ajuda a passar a impressão
de que polidez.

Para fazer
Simule a escrita de uma mensagem através de correio eletrónico a relatar um problema com um colega no ambiente
profissional. Revise todos os aspetos para um bom entendimento. Utilize nomes e situações hipotéticas.
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Resposta a anúncios e construção de Curriculum Vitae em modelos diversos

O curriculum vitæ (do latim "trajetória de vida"), também abreviado para CV ou apenas currículo (por vezes utiliza-se
o termo curricula, como forma no plural do termo) é um documento de tipo histórico, que relata a trajetória
educacional e as experiências profissionais de uma pessoa, como forma de demonstrar suas habilidades e
competências. De modo geral, o curriculum vitae tem como objetivo fornecer o perfil da pessoa para um empregador,
podendo também ser usado como instrumento de apoio em situações acadêmicas.
O curriculum vitae é uma síntese de aptidões e qualificações, na qual o candidato a alguma vaga de emprego descreve,
dados pessoais para contato, formação acadêmica e experiência profissional. Ainda é a forma que muitas empresas
usam para preencher vagas de emprego. A entrega do currículo é apenas a primeira fase da admissão em uma
instituição, as fases posteriores compreendem em entrevista e prova de conhecimentos.

Atualmente há muitas opções para uma elaboração funcional de um curriculum. Plataformas online oferecem design
e espaços já determinados para um preenchimento mais atrativo aos empregadores. Também os processadores de
texto como, por exemplo, o Word, oferecem modelos de ficheiros pré-configurados.

Para fazer
Aceda a plataforma EUROPASS e produza um curriculum com suas próprias informações para ser
enviado para empresas. Faça também uma carta de apresentação. Salve em PDF e copie as informações.
Após faça um outro CV a utilizar as ferramentas do Word.
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O hipertexto como recurso comunicativo linguístico verbal e não verbal ao serviço da capacidade
de intervenção na ação das instituições: páginas pessoais, blogs, entre outros

TEXTO

Hipertexto é um conceito associado às tecnologias da informação e que faz referência à


escrita eletrônica.
Desde sua origem, o hipertexto vem mudando a noção tradicional de autoria, uma vez
que ele contempla diversos textos.
Trata-se, portanto, de uma espécie de obra coletiva, ou seja, apresenta textos dentro de
outros, formando assim, uma grande rede de informações interativas.
Nesse sentido, sua maior diferença é justamente a forma de escrita e leitura. Assim, num
texto tradicional a leitura segue uma linearidade, enquanto no hipertexto ela é não-linear.

Essa nova forma de leitura e escrita contempla as diversas transformações da sociedade


moderna. Ou seja, a partir da proliferação de computadores, os textos adquirem uma
nova dinâmica interativa. Isso tudo de acordo com a rapidez das informações que
atualmente recebemos.

Essa nova organização multilinear de informações tem sido muito utilizada na educação.
Como forma de facilitar o entendimento apresenta uma nova estrutura de texto: a
narrativa hipertextual.

O conceito de hipertexto foi criado na década de 60 pelo filósofo e sociólogo


estadunidense Theodor Holm Nelson. A ideia era determinar a nova leitura não-linear e
interativa que surgiu com a informática e o advento da internet.
Fonte: https://www.todamateria.com.br/o-que-e-hipertexto/
Cultura, comunicação e média – CLC_5
MÓDULO II

Construção linguística da intervenção cultural e comunicacional com recurso às


tecnologias de informação e comunicação

Sessões  Interpretação de textos argumentativos, crónicas e discursos políticos para


40,
41, 42
intervenção sustentada em comunidades de opinião em linha;
 Formas de intervenção crítica sobre a informação mediatizada: resumo e síntese de
textos informativos e construção de folhetos informativos para apropriação e
esclarecimento das mensagens veiculadas pelos média.

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS, CRÓNICAS E DISCURSOS POLÍTICOS

Como sabemos, um texto é um conjunto de ideias organizadas em forma gráfica ou icónica, cujo objetivo
principal é a expressão de um argumento, opinião a outrem.
Há inúmeras tipologias de TEXTO cada qual com tempos e espaços para que a mensagem possa chegar
melhor ao público-alvo.
Vejamos a definição básica dos principais tipos de textos quês são utilizados para expressão um opinião
política nos dias atuais:

TEXTO ARGUMENTATIVO
Todo e qualquer texto argumentativo, como já dito, visa ao convencimento de seu ouvinte/leitor. Por isso,
ele sempre se baseia em uma tese, ou seja, o ponto de vista central que se pretende veicular e a respeito do
qual se pretende convencer esse interlocutor. Nos gêneros argumentativos escritos, sobretudo, convém que
essa tese seja apresentada, de maneira clara, logo de início e que, depois, através duma argumentação
objetiva e de diversidade lexical seja sustentada/defendida, com vistas ao mencionado convencimento.
A estrutura geral de um texto argumentativo consiste de introdução, desenvolvimento e conclusão, nesta
ordem.
CRÓNICA
A crônica é, primordialmente, um texto escrito para ser publicado em jornais e revistas. Assim o fato de ser
publicada nesses meios já lhe determina vida curta, pois à crônica de hoje seguem-se muitas outras nas
próximas edições.
Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se
inspira nos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica. Entretanto, há elementos que
distinguem um texto do outro. Após cercar-se desses acontecimentos diários, o cronista dá-lhes um toque
próprio, incluindo em seu texto elementos como: ficção, fantasia e criticismo, elementos que o texto
essencialmente informativo não contém.

ARTIGO DE OPINIÃO
O artigo de opinião é um tipo de texto dissertativo-argumentativo onde o autor tem a finalidade de
apresentar determinado tema e seu ponto de vista, e por isso recebe esse nome.
Possui as características de um texto jornalístico e tem como principal objetivo informar e persuadir o leitor
sobre um assunto.
Assim, a argumentação é o principal recurso retórico utilizado nos artigos de opinião, que surgem sobretudo,
nos textos disseminados pelos meios de comunicação, seja na televisão, rádio, jornais ou revistas.

DISCURSO
Discurso é uma exposição oral de um texto escrito que trata um ou mais assuntos e que é normalmente
preparado e organizado com antecedência para ser proferido em público. Embora o objetivo seja a
expressão oral, é um texto com exposição ordenada sobre um dado assunto utilizado para dar credibilidade
do expositor ao público pretendido.

Para fazer
Leia com atenção os 3 textos a seguir sobre o tema “abstenção nas eleições europeias
2019”. No processo, separe e ordene a/as ideia/s principais e o argumento do interlocutor.
TEXTO 1

EUROPEIAS 2019
Abstenção é falhanço das elites políticas, diz Rui Tavares
“A maneira como os partidos dominantes têm conduzido esta campanha é
um aspecto dessa falta de vontade de falar da UE”, acusa candidato do Livre.
O cabeça de lista do Livre ao Parlamento Europeu (PE), Rui Tavares,
considerou esta quinta-feira que a abstenção em eleições europeias
anteriores é “sintoma de um falhanço” das elites políticas nacionais, que
recusam falar sobre a Europa.
“O que se passa em termos de abstenção ou de baixa taxa de participação
dos portugueses em eleições europeias é um sintoma de um falhanço das
nossas elites políticas”, declarou à agência Lusa Rui Tavares, à margem de
uma reunião na Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP),
em Lisboa.
Na opinião do candidato, que também é um dos fundadores do Livre, os
partidos portugueses que já têm assento no PE “não quiseram acompanhar
a importância crescente que a União Europeia (UE)” teve em Portugal.
“Foi indiscutível nos anos 80 porque as coisas corriam bem, entravam
subsídios [no país], toda a nossa elite política era europeísta. Quando
começaram a vir más notícias, houve uma espécie de ‘europeísmo da
bonança’ que se transformou num ‘europeísmo da tormenta’”, sublinhou.
O cabeça de lista do Livre criticou também PS, PSD, CDS-PP, PCP e BE por
centrarem a campanha para as eleições europeias em assuntos nacionais:
“Quanto mais nos aproximamos das eleições, mais trazem casos políticos
que não têm que ver com a União Europeia.”
“A maneira como os partidos dominantes têm conduzido esta campanha é
um aspecto dessa falta de vontade de falar da UE”, acrescentou, para
“evitar, no fundo, revelar que entre PCP e Bloco de Esquerda, do lado
eurocatastrofista do debate, e PS, PSD e CDS, do lado euroinstitucionalista
do debate”, as diferenças “são quase nenhumas”.
Rui Tavares vincou ainda que “o Livre tem uma posição muito consistente”
em relação à importância da União Europeia para Portugal e que “cada vez
mais gente reconhece” esse esforço do partido em eleições para o
Parlamento Europeu.
“O que se vota, no fundo, no dia 26, não são os milhões de euros que os
partidos se auto-atribuem em financiamento para saturar visualmente, para
poluir visualmente o país com outdoors que dizem, na maior parte,
banalidades”, afirmou. Por isso, o candidato salientou que os portugueses
precisam que os “partidos digam o que querem para a Europa” e nisso “o
Livre é muito claro”.

Fonte: https://www.publico.pt/2019/05/16/politica/noticia/europeias-abstencao-falhanco-elites-politicas-rui-tavares-1872905
TEXTO 2

ELEIÇÕES EUROPEIAS
A vencedora das Europeias: a abstenção
Luís Rosa

Em vez de assumir a maior derrota do PSD em eleições nacionais, Rio foi o exemplo
perfeito de um líder autista, cismando que a sua estratégia de acordos de regime com o
PS está correta.
Não, não foi o sol e praia que fizeram com que mais de dois terços dos eleitores não
fossem votar. Mais de 68% dos eleitores não foram votar porque não quiseram. E se
querem procurar dois culpados, concentremo-nos nestes: classe política portuguesa e a
União Europeia.
Primeiro, os políticos. De acordo com a sondagem publicada este sábado pelo Expresso,
apenas 55% dos portugueses sabiam que as eleições do dia seguinte servia para eleger os
membros do Parlamento Europeu (PE). É uma percentagem incrivelmente baixa mas que
demonstra bem o afastamento colossal que os portugueses sentem em relação ao órgão
legislativo europeu.
E por que razão existe esse afastamento? Em primeiro lugar, os eleitores não sabem o
que fazem os seus representantes porque estes simplesmente não lhes prestam contas.
Cada vez mais, e com o alargamento de competências do PE, decidem-se questões
fundamentais em Bruxelas para a vida dos portugueses mas nenhum dos eurodeputados
nacionais consegue comunicar o que quer seja com o seu eleitorado. Vão viver para
Bruxelas e só dão sinais de vida ao fim de cinco anos — para tentarem renovar um novo
mandato. Logo, não nos podemos admirar quando só 31% consegue dizer o nome de um
eurodeputado português.
Acresce a tudo isto o facto de os eurodeputados portugueses serem muito pouco
influentes e da classe política portuguesa ter desde sempre uma relação claramente
subserviente com Bruxelas. Tudo pormenores que não ajudam a reforçar a confiança
entre eleitores e eleitos.
Agora a União Europeia. Não deixa de ser uma forte e grande ironia que Portugal seja um
dos países que historicamente menos vota nas europeias — a abstenção acima dos 60%
começou em 1994 — quando é o país em que os fundos estruturais europeus mais pesam
no investimento público nacional: são 84,2%.
Mais outro número: já recebemos mais de 100 mil milhões de euros de fundos estruturais
desde que entrou para União Europeia e mais de 69% dos portugueses discorda que o
país tivesse futuro fora União Europeia, segundo o Eurobarómetro.
Talvez por isso mesmo, os portugueses vejam a União Europeia como algo seguro — e
uma fonte permanente de financiamento. O que não deixa de ser uma segunda ironia
quando a UE nunca esteve sob um ataque tão forte como agora, com as forças populistas
e de extrema-direita a ultrapassarem a fasquia dos 100 deputados (podem chegar aos
115) eleitos este domingo para o PE. Os partidos eurocéticos ganharam no Reino Unido,
França, Itália e ficaram bem posicionados noutros países. E porquê? Porque a UE continua
a carecer de uma forte legitimidade democrática, tanto por os sucessivos avanços do
projeto europeu serem feitos nas costas dos eleitorados europeus, como por a elite em
Bruxelas apenas admitir um caminho possível contra ventos e máres: o aprofundamento
do federalismo europeu.

Fonte: Excerto. Texto completo em https://observador.pt/opiniao/a-vencedora-das-europeias-a-abstencao/


TEXTO 3

ELEIÇÕES EUROPEIAS
OPINIÃO
ABSTENÇÃO? AFINAL, HOUVE MAIS GENTE A VOTAR EM PORTUGAL DO QUE HÁ 5 ANOS

Rui Tavares Guedes


Diretor Executivo - Visão

Um milhão de eleitores a mais e uma abstenção de quase 99% no estrangeiro fez subir a
percentagem final para números históricos

Se olharmos unicamente para as mesas de voto instaladas no território nacional, a


abstenção diminuiu face às europeias de 2014: o número de votantes chegou aos 35,32%
(correspondente a 3 300 409 votos), ligeiramente superior aos 34,66% (3 278 481
votantes) registados no escrutínio de maio de há cinco anos.

A percentagem de votantes de apenas 31,40% que aparece nos números finais -


correspondente a uma abstenção de 68,60% - tem grande parte da sua explicação no voto
no estrangeiro, onde, entretanto, o número de inscritos aumentou em quase um milhão,
mas a taxa de participação continuou em valores muito baixos, com a abstenção a rondar
os 99%. Embora o número de votantes no estrangeiro até tenha triplicado, em valores
absolutos, face aos resultados de 2014 (passou de 4485 para 12 146), a verdade é que
esse aumento foi uma pequena gota de água num universo que, nestas eleições,
"explodiu" de 217 990 para 1 205 117 inscritos. Consequência: a taxa de participação no
estrangeiro até baixou de 2,06% para 1,01 por cento.

Em França, por exemplo, apenas votaram 1200 dos 386 916 eleitores inscritos - uma taxa
de participação de 0,31 por cento.

Nas mesas instaladas em território nacional, a participação eleitoral aumentou - tanto a


nível de votos como de percentagem - na maioria das grandes cidades, como se observa
nos concelhos de Lisboa (taxa de participação de 45,33%), Porto (44,53%), Braga (39,03%),
Coimbra (38,35%) e Aveiro (36,58%).

No campo oposto, o número de votantes diminuiu nos distritos de Faro (participação de


26,92%), Bragança (28,47%), Vila Real (28,79%), Viseu (30,53%) e Açores (18,71%), entre
outros.

Fonte: http://visao.sapo.pt/opiniao/2019-05-27-Abstencao--Afinal-houve-mais-gente-a-votar-em-Portugal-do-que-ha-5-anos
Técnico CAD/CAM
Cultura, comunicação e média – CLC_5

Nome: _____________________________________________________________

Para fazer
1. A partir das ideias expressas nos três textos, identifique a ideia principal e, pelo menos, um
argumento usado pelo autor para apoiá-la.

TEXTO 1
Ideia principal:
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Argumentos:
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TEXTO 2
Ideia principal:
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Argumentos:
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TEXTO 3
Ideia principal:
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Argumentos:
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2. Escreva um mini-texto sobre a ABSTENÇÃO nas eleições europeias. Pode ser um artigo de
opinião, crónica ou discurso.

INTRODUÇÃO
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DESENVOLVIMENTO ___________________________________________________________________________
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CONCLUSÃO ____________________________________________________________________________
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Bom trabalho!
Cultura, comunicação e média – CLC_5
MÓDULO III

Os média e a alteração dos processos de comunicação, intervenção e participação pública


Sessões  Reformulação do conceito de comunidade por efeito das potencialidades
43-50
comunicativas das tecnologias de informação e comunicação;
 Alteração do perfil das interrelações humanas; noção de Identidade eletrónica;
 Comunicação global vs identidade local;
 O poder dos média: importância da imagem e de novas formas de linguagem e de
comunicação na formulação e preservação de uma opinião pública;
 A importância da segurança dos sistemas de informação em contextos profissionais
e institucionais: enquadramento legal e exploração dos instrumentos disponíveis
para uma comunicação organizacional com vista à minimização de riscos;
 Perceção da iconografia como linguagem preferencial dos diversos suportes
tecnológicos e seu relacionamento pertinente com os tipos de texto e de
comunicação inerentes;
 A universalização dos grandes debates da Humanidade: a intervenção comunitária e
a formulação de pensamento crítico numa conjuntura de globalização.

Reformulação do conceito de comunidade por efeito das potencialidades comunicativas


das tecnologias de informação e comunicação

A comunidade (do termo latino communitate) é um grupo de indivíduos que compartilham algo.
Uma comunidade é um conjunto de pessoas que se organizam sob o mesmo conjunto de normas,
geralmente vivem no mesmo local, sob o mesmo governo ou compartilham do mesmo legado cultural
e histórico.
O conceito tradicional de comunidade tem sofrido muitas transformações em tempos de advento das
TICs. Hoje, há grandes “comunidades” organizadas e estruturadas apenas “virtualmente” que
produzem uma história e linguagem própria comum.
Participar de uma comunidade – presencial ou virtual – produz mediações que alteram nossos
processos comunicacionais e vivenciais.

A boa utilização das TICs têm revelado uma grande mais-valia no crescimento individual e coletivo
das pessoas em contexto de comunidade.

Alteração do perfil das interrelações humanas; noção de Identidade eletrónica

A identidade eletrónica ou digital é a representação digital dos dados relacionados com uma pessoa,
empresa, sistema, máquina, acessível através de dispositivos computacionais. A identidade digital
pode incluir dados biográficos (que apresentam registro de informações históricas como nome,
endereço, número da segurança social, números de conta, palavras-chave, etc.) ou biométricos (que
apresentam registro de características físicas ou comportamentais das pessoas como forma de
identificá-las unicamente). Ou seja, abrange um conjunto de informações atualizadas, organizadas e
codificadas em meios informáticos.

Hoje, possuímos muitas identidades nas redes sociais por conta da quantidade de partilha de
informações. O cuidado com a privacidade tem recebido uma grande atenção de toda sociedade.

Para fazer
Anote todos os nicknames e logins que utiliza nas redes sociais, emails etc. Quais as diferenças, quais as
características em comum?
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Comunicação global vs identidade local

A globalização é um fenómeno dos nossos dias que se apresenta à sociedade de forma tão transversal
que afeta os países, tanto nas suas relações internas – envolvendo as suas estruturas sociais – como
na inter-relação entre os estados. Em termos de áreas da sociedade, chega a sectores diversos, como
economia, negócios, mercado financeiro, universo cultural, sociedade, comunicação, artes, entre
outras.
Neste contexto, hoje, falar de comunidade local versus identidade local é fundamental para
pensarmos o que ganhamos com o envolvimento de novas informações de outras culturais e também
o que estamos a perder a deixar as identidades locais em segundo plano.

Assim, torna-se evidente a ambivalência que o termo pode incorporar, apesar do esforço feito por
vários autores no sentido de conceptualizar as questões globais.

Hoje encontramos terminologias como ‘comunicação global’, ‘negócios internacionais’,


‘internacionalização’, ‘globalização financeira’, ‘globalização de dados’, o que representa um enorme
esforço da comunidade científica em enquadrar os efeitos da globalização nas diferentes áreas da
sociedade, sejam elas economia, informática, imprensa, finanças ou mundo empresarial.

Para fazer
Construa um conceito sobre “comunidade global” e sobre “identidade local”.
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O poder dos média: importância da imagem e de novas formas de linguagem e de
comunicação na formulação e preservação de uma opinião pública

A importância e a influência da comunicação social, bem como das redes sociais, é cada vez maior
porque interferem decisivamente ao nível da opinião que elaboram e das opiniões que suscitam. Se
o veículo utilizado for a televisão, então essa influência, por via da força da imagem, tenderá a ser
muito mais marcante.

Para fazer
A partir do cartoon abaixo, escreva dois parágrafos sobre o poder dos medias e a formação de um
opinião relevantes sobre os fatos políticos, económicos e sociais.
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