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1.Introdução
O presente estudo tem como tema: Medidas de promoção, protecção e recuperação da saúde.

Parte-se de principio que à Saúde da Criança representa um campo prioritário dentro dos
cuidados à saúde das populações. Para promover a melhoria nesse campo da saúde, é necessário
desenvolver um conjunto de acções de promoção, prevenção e protecção da criança,
considerando os aspectos epidemiológicos, sociais, culturais, ecológicos e psicológicos, visando
à formulação e à construção de políticas saudáveis para esse segmento populacional.

Os Programas de Promoção e Prevenção voltados à Saúde da Criança devem deslocar o foco da


assistência baseada em patologias para uma modalidade de atenção que contemple a criança no
seu processo de crescimento e desenvolvimento e o direito à cidadania. A promoção da saúde
integral da criança e o desenvolvimento de acções de prevenção de agravos combinadas às de
assistência são objectivos que, além da redução da mortalidade infantil, apontam para o
compromisso de se prover qualidade de vida para a criança, ou seja, que esta possa crescer e
desenvolver todo o seu potencial.

A educação pré-escolar em moçambicano se revela de um nível consideravelmente fraco, a


Educação Pré-escolar disponível ainda não oferece a qualidade necessária para promover o
desenvolvimento integral da criança. Aliado a este factor não se verifica uma efectiva promoção
de saúde pré escolar.

Há uma necessidade de coordenação das instituições envolvidas no processo de educação das


crianças com vista a melhorara o cenário actual.
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1.1.Metodologia

O presente exame tem como metodologia a pesquisa bibliográfica que a é o estudo sistematizado
desenvolvido com base em material publicado em livros, redes electrónicas, isto é, material
acessível ao público em geral.

A pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído


principalmente de livros e artigos científicos. Neste mesmo contexto Marconi e Lakatos (2001)
diz que pesquisa bibliográfica é: “o levantamento de toda a bibliografia já publicada, em forma
de livros, revistas, publicações avulsas e imprensa escrita, cuja finalidade consiste em colocar o
pesquisador em contacto directo com o material escrito sobre assunto a ser pesquisado”.
MARCONI e LAKATOS (2003). Nesta totalidade desenvolveu-se uma pesquisa em sites, livros
e revistas, com a finalidade de se aprofundar e compreender o tema estudado, para um melhor
desenvolvimento e alcance dos objectivos. A escolha da metodologia prende-se por este ser um
trabalho totalmente descritivo.
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1.2.Objectivos da Pesquisa

1.2.1 Objectivo Geral


i. Analisar as Estratégia de Promoção da Saúde da População em Idade Pre-Escolar Em
Moçambique.

1.2.2 Objectivos Específicos


i. Identificar as forças, oportunidades, fraquezas e ameaças das práticas actuais de M&A
dos programas de Saúde pré-escolar em Moçambique.
ii. Analisar o papel dos profissionais da Educação pré-escolar e da Saúde bem como dos
pais e encarregados de educação e outros intervenientes no programa de Saúde pré-
escolar em Moçambique.
iii. Avaliar as condições do actual sistema de Monitoria e Avaliação para o programa de
Saúde pré-escolar em Moçambique.
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CAPÍTULO II

2.QUADRO CONCEPTUAL

2. 1 Saúde, Promoção de Saúde e Saúde pré-escolar

2.1.1 Conceito de saúde


A Saúde é definida como o estado dinâmico de completo bem-estar físico, mental, social,
espiritual e não apenas a ausência de doença (WHO, 1998). Em 1978, ocorreu em Alma -Ata
(ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), a “Conferência Internacional sobre Cuidados
Primários de Saúde”, na qual “a saúde foi definida como um direito humano fundamental, e que
o alcance do mais alto nível de saúde é a principal meta social, cuja realização requer o
envolvimento de outros sectores económicos e sociais como as escolas, além do sector da saúde”
(WHO, 1998; WHO, 1996).
A Promoção da Saúde foi definida na Conferência Internacional em Ottawa (1986) como o
processo que visa aumentar a capacidade dos indivíduos e das comunidades para controlarem a
sua saúde, no sentido de a melhorar. Tendo em consideração que neste projecto se pretende a
promoção da saúde, através da promoção de estilos de vida saudáveis, tornou-se importante a
escolha de um modelo teórico que permitisse nortear as intervenções de enfermagem,
adequando-as o mais possível àquilo que é a promoção da saúde. Teve-se o cuidado de escolher
o Modelo de Promoção da Saúde de Nola Pender (anexo I) que parece ser o mais integrador
deste conceito e que justifica a intervenção ao nível do pré-escolar em termos de promoção da
saúde, principalmente na área da alimentação e exercício físico.

2.1.2.Saúde Pré-escolar
A saúde pré-escolar define –se como um conjunto de diversas acções que devem envolver tanto
os profissionais da área da saúde como os da educação, com o objectivo de promover, proteger e
recuperar a saúde das crianças e de toda a comunidade escolar ou pré escolar. Desta forma, trata–
se de acções voltadas para a comunidade escolar para a concretização dos propósitos de
promoção da saúde (WHO, 1998). Investir na SE é investir no futuro do País e na capacidade do
seu povo para prosperar economicamente como uma sociedade (World Bank et all, 2000).
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2.1.3.Instituicao pré-escolar como promotora de saúde


É a Instituição pré-escolar que envolve profissionais de saúde, de educação, pais, encarregados
de educação e comunidade no esforço de promover a saúde, como um lugar limpo, seguro, com
água potável, instalações sanitárias adequadas, oferece segurança aos utentes e um ambiente
psicológico favorável para aprendizagem. É livre de violência física, verbal e psicológica e é um
lugar onde se promove o direito ao desenvolvimento humano são (OMS, 1999).

A Escola Promotora da Saúde (EPS) que “traz uma nova visão nesta área (Iervolino, 2000),
resulta da fraca evidência do impacto positivo e a longo - termo de programas de “cariz vertical”
pois, considera que o desenvolvimento harmonioso da criança em idade escolar depende em
grande parte das condições ambientais, da alimentação e nutrição adequadas, das oportunidades
de aprendizagem de habilidades, da construção de conhecimentos e do acesso à recreação e às
condições de segurança que lhes são oferecidas (Pelicioni, 2000).

A Escola Promotora da Saúde, tem como finalidades: (i) melhorar a saúde de toda a comunidade
escolar; (ii) prevenir doenças; (iii) manter um ambiente ecologicamente sustentável; (iv)
promover a auto–estima; (v) reduzir gastos em saúde (cura de doenças preveníveis) e, (vi)
monitorar e avaliar a eficácia das suas acções (OPAS & OMS, 2003).

Segundo o MISAU e UNICEF (2003), a promoção da saúde na escola representa uma estratégia
mediática entre as pessoas e o meio ambiente interligando a escola, o pessoal de saúde e a
comunidade sobre o que fazer para o bem-estar da sua saúde.
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3. Princípios da educação pré-escolar em Moçambique


Segundo a EDICIPE (2012) citado por Sapane (p. 57), a educação pré-escolar em Moçambique
deve reger-se pelos seguintes princípios: princípio da universalidade, princípio da
progressividade, princípio da inclusão, princípio da resposta multi-sectorial e princípio da
participação.

3.1. Princípio da Universalidade


Segundo este princípio todas as crianças em idade pré-escolar, residentes no território nacional,
sem excepção, têm direito à protecção. A estratégia deverá contribuir para que todas as crianças
em idade pré-escolar (0-5 anos) tenham acesso aos serviços sociais básicos e à protecção da
família e da sociedade.

3.2. Princípio da progressividade


Este princípio refere que a capacidade actual, financeira e institucional do país para a
materialização imediata desta universalidade de direitos é ainda limitada. Esta realidade obriga à
definição de prioridades e a que o cumprimento integral desses direitos tenha de ser efectuado de
forma gradual.

3.3. Princípio da inclusão


A estratégia visa propiciar as condições necessárias para o desenvolvimento integral de todas
crianças em idade pré-escolar, incluindo as que se apresentem com necessidades educativas
especiais.

3.4. Princípio da resposta multissectorial


O desenvolvimento integral da criança exige a intervenção adequada de vários sectores da
sociedade, nomeadamente as Comunidades e famílias, Parceiros de cooperação, Organizações
religiosas e ONG’s. Cabe a esses sectores, em coordenação com o MINED, as atribuições a
seguir indicadas na tabela 1:
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3.5. Princípio da participação


Na base deste princípio a definição, implementação, monitorização e avaliação da estratégia
assenta no envolvimento e responsabilização de todas as partes interessadas no desenvolvimento
integral da criança em idade pré-escolar, designadamente, a criança, a sua família, a comunidade,
as organizações da sociedade civil, os parceiros de cooperação e os organismos do Estado.
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4.Estratégia de Promoção da Saúde da População em Idade Pré-Escolar Em Moçambique.


Em Moçambique, as práticas de Saúde Pré-escolar, mais frequentes fundamentam-se no
paradigma tradicional que consiste em intervenções do sector da Saúde no âmbito pre-escolar, na
a lógica biomédica, centrada na assistência e na prevenção da doença, em contraposição à Escola
Promotora da Saúde que se baseia no conceito de promoção da saúde (Cossa, 2009).

De acordo com esta estratégia, o sucesso do programa (MISAU e UNICEF, 2001) depende de
um compromisso entre todos os intervenientes, um compromisso nacional a todos os níveis, uma
capacidade institucional e uma ligação coerente entre o nível central, provincial, os distritos e as
escolas através de informação, apoio, coordenação e formação.

Entretanto, o projecto piloto "Escola Promotora de Saúde ou Escola Saudável”


(MISAU/UNICEF, 2003) cuja meta é aumentar o número de escolas que pelas suas
características possam ser exemplo, de escola promotora de saúde, ainda enfrenta dificuldades
para a sua materialização.

A estratégia de Moçambique inspira-se nas estratégias recomendadas pela OMS, sendo de


destacar:
i) A adopção de políticas de saúde escolar com recursos e compromissos visando o
melhoramento da saúde e da educação;
ii) A criação de um ambiente escolar física e psicologicamente favorável a saúde;
iii) o incentivo ao envolvimento comunitário no processo de promoção da SE e ligações
entre a escola e outras instituições; incluindo Organizações Não Governamental
(ONGs);
iv) O desenvolvimento de habilidades para a vida por via de curricula, formação e
capacitação dos professores e alunos incluindo a aprendizagem sobre assuntos de
saúde; v) a reorientação dos serviços de saúde para facilitar o seu acesso nas escolas e
realizar intervenções específicas previstas no sistema de saúde interno das escolas.
As intervenções contidas na Estratégia de Saúde Escolar de Moçambique estão divididas em
duas grandes componentes, direccionadas para as diferentes faixas etárias da população
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estudantil, nomeadamente: (i) “Pacote Básico Mínimo de Saúde” para crianças que se encontram
no pré-escolar.

As acções do “pacote básico Mínimo de Saúde” de serviços de Saúde Escolar incluem:


(i) a educação para saúde com a finalidade de promover boas práticas saudáveis,
(ii) o desenvolvimento psico-social e a prevenção de acidentes na criança em idade pré
escolar, bem como a participação na comunidade escolar como mensageiro de boas
práticas de hábitos de saúde à família e comunidade;
(iii) a melhoria das condições de saneamento do meio para reduzir a contaminação de
doenças por falta de higiene individual e a melhoria das condições dos sanitários,
aterros sanitários, sistema de remoção e tratamento do lixo e dejectos humanos,
incluindo o abastecimento de água potável.

5.Monitoria e Avaliação de Saúde pre-escolar

5.1. As competências que os profissionais da saúde e da educação bem como os alunos e


encarregados de educação possuem para monitorarem e avaliarem o programa de Saúde
Pré-escolar.

A fraca formação sobre Monitoria e Avaliação do programa de Saúde escolar é um aspecto que
precisa de ser melhorado sabendo-se que os intervenientes no programa de Saúde Pré-escolar,
têm responsabilidades relativas à monitoria e avaliação. Esta responsabilidade é mais acrescida
para os professores, técnicos de saúde e de educação responsáveis pela implementação do
programa a todos os níveis.

MISAU/UNICEF, 2003 (1997), pesquisando a Monitoria e Avaliação do programa de prevenção


da mortalidade materna, constatou que os funcionários precisam de capacitação para melhor
colectarem, interpretarem e usarem os dados. A Monitoria e Avaliação deve ser parte integrante
das formações que são dadas nas várias componentes do programa de Saúde Pré-escolar.
Para fazer face ao facto de os professores e técnicos de saúde capacitados serem transferidos,
deixando lacunas nas escolas onde estavam afectos, a existência de uma base de dados sobre os
professores e técnicos de Saúde formados em Saúde Pré-escolar,, que possa ser actualizada
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quando ocorre a transferência dos mesmos, pode permitir que nos locais de destino sejam
adequadamente integrados nas acções de Saúde Pré-escolar. As visitas de monitoria que são
realizadas devem ser usadas como oportunidade para a formação contínua em Monitoria e
Avaliação. Os cursos ONLINE permitiriam uma formação contínua dos profissionais
responsáveis pela Saúde Pré-escolar ao nível das escolas e das unidades sanitárias com acesso à
internet.

5.2.Indicadores que são usados para medir o desempenho do Programa de Saúde Pré-
escolar
Os indicadores que são usados nos diferentes níveis estão enquadrados naqueles recomendados
na iniciativa FRESCO:

Focalizar recursos numa saúde escolar efectiva e na Estratégia de Promoção da Saúde e


Prevenção de Doença na Comunidade Escolar (MINED, 2010) que preconizam intervenções em
quatro componentes principais;

(i) Políticas de saúde nas escolas,


(ii) Fornecimento de água potável e saneamento,
(iii) Educação para a saúde baseada em habilidades e
(iv) Serviços de saúde e nutrição baseados na escola. A educação para a Saúde, serviços
de saúde e nutrição baseados na escola fazem parte das prioridades do Plano Nacional
de Acção para Criança (PNAC II) para o período 2013 a 2019 (RM, 2012).

Os indicadores de Monitoria e Avaliação usados actualmente devem ser revistos, uma vez que a
maior parte são de processo e de resultados, faltando indicadores de impacto.

Dada a importância das intervenções de Saúde Pré-escolar, sugere-se a inclusão de um indicador


sobre horas dedicadas pelos técnicos de saúde e os professores envolvidos nas actividades de
Saúde Pré-escolar por semana (MISAU, 2006).
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5.3.Os instrumentos usados na Monitoria e Avaliação das intervenções da Saúde Pré-


escolar.
Para fazer face à variação dos instrumentos de recolha e compilação da informação sobre Saúde
Pré-escolar, o MISAU e o MINED desenvolveram fichas padronizadas de recolha e compilação
de dados, em 2012. A falta de instrumentos de Monitoria e Avaliação que as crianças podem usar
ao nível da turma, escola e comunidade pode fragilizar o papel que as crianças podem ter na
M&A, contrariando o princípio de participação da criança preconizado no FRESH (UNESCO,
2012):

“As crianças devem ser participantes importantes em todos aspectos dos programas de saúde
escolar e não serem simplesmente beneficiárias”;
“A participação da Criança deve ser parte integral de todas as actividades, desde a
planificação, implementação e avaliação de todas intervenções, no nível da escola, distrital,
provincial e nacional. É um princípio de trabalho que deve ser adoptado por todos
intervenientes (professores, provedores de cuidados de saúde, pais e membros da comunidade)”.
Os instrumentos e ferramentas de M&A acessíveis às Crianças como: (i) “Teia de Aranha” (Save
the Children, 2006), (ii) Potes e Feijões (Save the Children, 2012), Graffiti (Gibbs et al., 2002)
entre outros, podem ser adaptados pelo programa de SE em Moçambique.

Os instrumentos elaborados em 2012, estão focalizados na monitoria, ficando a componente de


avaliação sem instrumentos padronizados. A ausência de um plano de Monitória e Avaliação
para o programa de Saúde Pré-escolar,, pode estar aliado a este foco nos instrumentos de
monitoria em detrimento dos de avaliação. Esta ausência dos instrumentos de avaliação, deixa
um vazio de conhecimento do impacto das intervenções de Saúde Pré-escolar, que são
desenvolvidas ao nível das crianças e da comunidade escolar.

Os métodos de avaliação qualitativa, incluindo o grau de satisfação das crianças que são
referidas às unidades sanitárias para tratamento, a partir de escola, podem ser usados para avaliar
a implementação ou processo de um programa, bem como, para determinar melhorias e
mudanças no mesmo.
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6.As força, oportunidades, fraquezas e ameaças do actual sistema de Monitoria e Avaliação


do Programa de Saúde Pré-escolar

6.1.Aspectos Fortes do actual sistema de Monitoria e Avaliação do Programa de Saúde Pré-


escolar
O facto de o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação e Ministério da mulher e Acção
Social terem elaborado fichas de recolha de dados baseada na escola sobre as principais
intervenções na SE, ajudará na melhoria da qualidade dos dados recolhidos. A existência muitos
formulários de colheita de dados, constitui um dos factores para a baixa qualidade de dados
(Chilundo et al., 2003).

6.2.Oportunidades do actual sistema de monitoria e avaliação do Programa de Saúde Pré-


escolar.
As fichas de recolha de dados padronizadas que foram elaboradas em 2012, permitirão a
agregação padronizada dos dados ao nível nacional. Todavia, um investimento significativo deve
ser feito para a capacitação dos principais intervenientes no uso dessas fichas desde o registo até
à agregação dos dados, incluindo o estabelecimento e gestão de bases de dados ao nível distrital,
provincial e nacional. Essas bases de dados deverão ter a capacidade de facilmente integrar,
trocar e partilhar dados, uma da outra (MISAU, 2006).

O levantamento estatístico anual realizado pelo MINED, a 3 de Março de cada ano, oferece uma
oportunidade de inclusão de dados sobre o saneamento do meio (número de lavabos funcionais
separadas para meninas e meninos). Este indicador do programa de Saúde Pré-escolar é
importante na prevenção das doenças e na criação de um ambiente seguro para as crianças.
Contudo, dados deste indicador não constam no leque dos dados colhidos na estatística de 3 de
Março.
As boas práticas de Monitoria e Avaliação do Programa escolar recomendam a produção de um
relatório anual quantitativo e qualitativo, como é o exemplo de Portugal (MISAU, 2006).

6.3.Fraquezas do actual sistema de Monitoria e Avaliação do Programa Saúde Pré-escolar.


A falta de um sistema padronizado, de recolha e análise de informação sobre a Saúde Pré-
escolar, a todos os níveis, não permite visualizar a magnitude dos problemas de saúde na
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comunidade escolar e pré escolar no país (MINED, 2010). Actualmente, cada um dos Ministérios
faz a análise de dados de forma separada, produzindo o respectivo relatório que é partilhado com
o outro.

O envolvimento do sector privado no âmbito da sua responsabilidade social contribui para a


construção de escolinhas comunitárias, jardins de infância, provisão de equipamento, entre
outros apoios (MINED, 2011).
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7.Conclusão
A maior parte dos técnicos de saúde e educação responsáveis pela Saúde pré-escolar, não têm
formação sobre a Monitoria e Avaliação. Os instrumentos de Monitoria e Avaliação elaborados
em 2012, estão focalizados na monitoria, ficando a componente de avaliação sem instrumentos
padronizados. A ausência de um plano de Monitoria e Avaliação para o programa de Saúde pré-
escolar, pode estar aliada a este foco nos instrumentos de monitoria em detrimento dos de
avaliação.
A elaboração de um plano de Monitoria e Avaliação do programa de Saúde pré-escolar pode
contribuir para a colheita e tratamento de informação atempada e de boa qualidade para informar
a tomada de decisões para a sua implementação eficaz;
Os educadores e os técnicos de saúde responsáveis pela Saúde pré-escolar desempenham um
papel importante para o sucesso das intervenções de Saúde pré-escolar, incluindo a respectiva
Monitoria e Avaliação, porém, não existe um indicador sobre o número de horas que estes
dedicam por semana a esta actividade. Como resultado não se registam horas extraordinárias,
não havendo qualquer compensação, o que de certa forma desmotiva o seu pleno desempenho;
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8.Bibliografia
Chilundo, B.; Sundby, J. and Aanestad, M. 2003. Analysing the quality of malaria data in
Mozambique. Malaria Journal. Vol.3, nº 1, pp 3-11, (2004).
http://www.malariajournal.com/content/pdf/1475-2875-3-3.pdf. Acessado a 28/09/13.
Cossa, P. 2009. Avaliação das acções de Saúde Escolar no distrito da Matola. Tese de
Mestrado. Faculdade de Medicina da UEM. Maputo.
Gibbs, S., Mann, G, and Mathers, N. Child to Child: A Pratical Guide-Empowering Children
as Active Citizens. London.
Ievorlino, S.A. 2000. Escola Promotora da Saúde – Um Projecto de Qualidade de Vida. Tese
de Mestrado. Universidade de São Paulo. Brazil. Universidade de São Paulo. São Paulo.
MINED (Ministério da Educação). 2011. Plano Estratégico do Sector de Educação 2012-2016.
Maputo
MINED. 2010. Estratégia de Promoção da Saúde e Prevenção de Doença na Comunidade
Escolar. Maputo
MISAU. 2006. Programa Nacional de Saúde Escolar. Lisboa
MISAU e UNICEF. 2001. Estratégia de Promoção da Saúde da População em Idade
Escolar. Maputo.
MISAU e UNICEF. 2003. Guia de Orientação Para Implementação do Programa de Saúde
Escolar. DNS. Departamento de Saúde da Comunidade. Maputo. pp5-44.
OMS. 1999. Melhorando a Saúde Através das Escolas: Estratégias Nacionais e
Internacionais. Genebra.
OPAS & OMS. 2003. Escolas Promotoras de Saúde. Fortalecimento da Iniciativa Regional.
Estratégias e linhas de Acção 2003 – 2012. Unidade de Espaços Saudáveis. Área de
Desenvolvimento Sutentável e Saúde Ambiental. Washington (DC). Escritório Regional para as
Américas da OMS.
Pelicione. 2000. Educação em Saúde e Educação Ambiental: Estratégias de Construção da
Escola Promotora de Saúde. Tese livre de docência. Faculdade de Saúde Pública. Universidade
de São Paulo. São Paulo
Save the Children. 2006. A Ferramenta Teia de Aranha: Uma ferramenta de auto-avaliação
e planificação para iniciativas e organizações lideradas por crianças. Nepal.
SAPANE, Benedito. Educação para a infância em Moçambique. Do papel da família a
intervenção pedagógica. Editora educar. 2017
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Indice
Introdução ....................................................................................................................................... 1
0.3.Metodologia .............................................................................................................................. 2
1.2 Objectivos da Pesquisa ............................................................................................................. 3
1.2.1 Objectivo Geral ...................................................................................................................... 3
1.2.2 Objectivos Específicos ........................................................................................................... 3
CAPÍTULO II ................................................................................................................................. 4
2.QUADRO CONCEPTUAL ......................................................................................................... 4
2. 1 Saúde, Promoção de Saúde e Saúde pre-escolar ...................................................................... 4
2.1.1 Conceito de saúde .................................................................................................................. 4
2.1.2.Saúde Pré-escolar ................................................................................................................... 4
2.1.3.Escola promotora de saúde .................................................................................................... 5
3. Princípios da educação pré-escolar em Moçambique ................................................................. 6
3.1. Princípio da Universalidade ..................................................................................................... 6
3.2. Princípio da progressividade .................................................................................................... 6
3.3. Princípio da inclusão ................................................................................................................ 6
3.4. Princípio da resposta multissectorial ....................................................................................... 6
3.5. Princípio da participação.......................................................................................................... 7
4.Estratégia de Promoção da Saúde da População em Idade Pré-Escolar Em Moçambique. ........ 8
5.Monitoria e Avaliação de Saúde pre-escolar ............................................................................... 9
5.1. As competências que os profissionais da saúde e da educação bem como os alunos e
encarregados de educação possuem para monitorarem e avaliarem o programa de Saúde Pré-
escolar. ............................................................................................................................................ 9
5.2.Indicadores que são usados para medir o desempenho do Programa de Saúde Pré-escolar... 10
5.3.Os instrumentos usados na Monitoria e Avaliação das intervenções da Saúde Pré-escolar. .. 11
6.As forças, oportunidades, fraquezas e ameaças do actual sistema de Monitoria e Avaliação do
Programa de Saúde Pré-escolar .................................................................................................... 12
6.1.Aspectos Fortes do actual sistema de Monitoria e Avaliação do Programa de Saúde Pré-
escolar ........................................................................................................................................... 12
6.2.Oportunidades do actual sistema de monitoria e avaliação do Programa de Saúde Pré-escolar.
....................................................................................................................................................... 12
6.3.Fraquezas do actual sistema de Monitoria e Avaliação do Programa Saúde Pré-escolar. ...... 12
7.Conclusão................................................................................................................................... 14
8.Bibliografia ................................................................................................................................ 15