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ÍNDICE

NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

Orçamento Público: Conceito, Princípios Orçamentários....................................................................................................................................... 01


Ciclo Orçamentário: Elaboração da Proposta, Estudo e Aprovação, Execução e Avaliação da Execução Orçamentária.
Orçamento Público no Brasil: Lei Federal nº 4.320/1964 atualizada. Finanças Públicas e Orçamento na Constituição Federal
de 1988. Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias, Lei Orçamentária Anual................................................................................ 06
Despesa Orçamentária: Estrutura da Programação Orçamentária. Acompanhamento e Controle da Execução Orçamentária.
Despesas de Exercícios Anteriores. Suprimento de Fundos.................................................................................................................................. 20

Orçamentária........................................................................................................................................................................................................................... 25
Restos a Pagar......................................................................................................................................................................................................................... 29
Dívida Ativa............................................................................................................................................................................................................................... 31

voluntárias, Destinação de Recursos para o Setor Privado, Dívida e Endividamento. Gestão Patrimonial e Contábil. Lei de
31
ORÇAMENTO PÚBLICO: CONCEITO, ac
PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS pelo Executivo e aprovada pelo Legislativo, sendo assim,
-

ORÇAMENTO PÚBLICO -
vestimentos em projetos necessários à sociedade, sendo
-
dicionalmente aplicada ao conjunto de problemas da
-
-

da distribuição da renda e do nível de emprego. análise vertical, agrupando as receitas e despesas em


-
-
-
ria reivindicar uma participação exclusiva.
de uma apresentação da participação percentual dos
valores destinados a cada item no total das despesas ou
- receitas, por exemplo, o governo aplicará 15% de seus
tos geraram duas teorias básicas:

cada área ou projeto está previsto no orçamento.

-
- mento atual com os valores correspondentes nos orça-
vida e utilizada extensivamente. Com o advento do mar- mentos anteriores (expressos em valores reais, atualiza-
ginalismo – utilidade marginal aplicada na determinação
do valor e preço – o princípio da capacidade de paga-
mento evoluiu consideravelmente.
ser aplicados na apresentação dos resultados da exe-
cução orçamentária (ou seja, do cumprimento do or-
-
cada período e para cada rubrica. Deve-se apresentar,
do devem contribuir para o suporte do Governo, tanto
a porcentagem já realizada das despesas.
Smith reconheceu o princípio da progressividade na -
- tida em valores constantes, permitindo avaliar o mon-
tante real de recursos envolvidos.
não apenas na proporção de suas rendas, mas em algo
- vezes se torna necessária alguma alteração na progra-
- mação existente, exigindo assim alteração dos recursos

- -

-
pesas para um período determinado, ou seja, meramente
peça contábil, hoje não tem mais espaço na compreen- execução orçamentária, sem permitir burlar o orçamen-
são atual. to por meio de elevadas margens de suplementação.
Pode-se restringir a margem a um máximo de 3%.

ação governamental, possuindo um aspecto dinâmico,


-
possuía caráter eminentemente estático.
realizadas na legislação e os mecanismos de cobrança
- adotados.
vo autoriza, por certo período de tempo, a execução das -
- pais custos unitários de serviços e obras, as taxas de juros

geral do país, assim como a arrecadação das receitas já pessoal, a política salarial e a política de pagamento de

1
-
s - te à Lei n° 4.320, de 17 de março de 1964 – baseava-se
-
preensão em um conjunto de atividades caracterizadas -
ceita e à autorização de despesas.
-
ma mais simples e acessível, mais gente pode entender -
tos. Esse tipo de orçamento deixa de lado a preocupação

busca com tais despesas.


-
-

Outra importante mudança ocorrida no cenário do Orçamento de Desempenho ou de Realizações


-
- A evolução do orçamento clássico trouxe um novo
gislativo passou a ter mais prerrogativas na condução do
Passa a considerar não somente os valores das des-

-
-
- O orçamento de desempenho, embora já ligado aos
nual (PPA) e, a cada ano, uma Lei de Diretrizes Orçamen- objetivos, não pode, ainda, ser considerado um orça-

-
da Lei Orçamentária Anual (LOA).
to.
- Orçamento-Programa

Este orçamento surge da recente e crescente preocu-


- -
- mento e orçamento.

do orçamento-programa para a incorporação do concei-


-
meio do planejamento.

E o principal a ser destacado nesse processo evolutivo -


NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

-
progra-
mação orçamentária
-
como vemos a seguir:
-
co, e para cuja execução são empregados os recur-
sos orçamentários.
TÉCNICAS ORÇAMENTÁRIAS
governamentais no sentido da concretização dos
- objetivos pretendidos.

discricionariedade dos governos na destinação dos re- -


-
levado à ideia de controle. ceiros etc) essenciais para a obtenção dos resul-
Embora alguns aspectos do orçamento público te- tados.
- -
-

Orçamento Clássico ou Tradicional diversos programas de governo.

2
Orçamento Base Zero

Orçamento Participativo

-
lando o exercício da cidadania.

A aplicação se restringe ao âmbito municipal.

3
-
de participar da gestão pública, desempenhando seu pa- Os princípios constituem ideias gerais e abstratas, que
pel re expressam em menor ou maior escala todas as normas
que compõem a seara do direito. Poderíamos mesmo dizer
- que cada área do direito não é senão a concretização de
certo número de princípios, que constituem o seu núcleo
sociedade civil e o poder público. central. Eles possuem uma força que permeia todo o cam-
po sob seu alcance.
os conselhos são instâncias de exercício da cidadania,
que abrem espaço para a participação popular na gestão Os princípios e as regras constituem a base, o ali-
- cerce de um sistema jurídico, são consideradas normas
dos conforme as funções que exercem. Assim, os conselhos -
podem desempenhar conforme o caso, funções de ÀVFD- -
OL]DomR, de PRELOL]DomR, de GHOLEHUDomR ou de FRQVXO- mente das normas, os princípios possuem um papel mais
WRULD.
-
- cípios representam um limite de atuação do jurista, ou
trole e acompanha ações do governo. -
- ta exercitará sua criatividade, seu senso do razoável e sua
ciedade a participar, demonstrando a importância desse
envolvimento.
- -

gerais (receitas e despesas) subdividem-se em: a) subs-


sugestões e opiniões sobre políticas públicas junto aos -
gestores.
O orçamento participativo, segundo Boaventura de
-
e legalidade da tributação.
-
A seguir, os principais princípios orçamentários:

Princípio da Universalidade
princípios, como vemos a seguir.
Segundo esse princípio, o orçamento deverá conter
-
car recursos destinados a investimentos.
direta e indireta.
A Lei nº 4.320/1964 dispõe no mesmo sentido:
- Art. 2° A Lei do Orçamento conterá a discriminação
do com o regime político adotado em cada país, o orça- da receita e despesa de forma a evidenciar a políti-
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

Governo, obedecidos os princípios de unidade, univer-


Orçamento Legislativo: a elaboração, a votação e o salidade e anualidade.
- Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá todas as
gislativo. Ao Executivo cabe apenas a execução. receitas, inclusive as de operações de crédito autori-
Orçamento Executivo: a elaboração, a votação, o zadas em lei.
- Art. 4º A Lei de Orçamento compreenderá todas as
cutivo. despesas próprias dos órgãos do Governo e da admi-
Orçamento Misto: a elaboração e a execução são de nistração centralizada, ou que, por intermédio deles se
- devam realizar, observado o disposto no art. 2°.
tação e o controle. § 5° A lei orçamentária anual compreenderá:

seus fundos, órgãos e entidades da administração di-


reta e indireta, inclusive fundações instituídas e man-
ao Poder Legislativo a sua aprovação e controle. tidas pelo Poder Público;
II - o orçamento de investimento das empresas em que
PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS
do capital social com direito a voto;
O orçamento público está embasado em princípios III - o orçamento da seguridade social, abrangendo
- todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da ad-
senta normas para a elaboração, execução e controle ministração direta ou indireta, bem como os fundos e
desse orçamento. fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.

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Princípio da Unidade Art. 56. O recolhimento de todas as receitas far-se-á
em estrita observância ao princípio de unidade de te-
De acordo com o princípio da unidade, o orçamen- souraria, vedada qualquer fragmentação para criação
to deve ser uno, ou seja, somente deve existir um único de caixas especiais.
orçamento para cada ente da Federação em cada exer-
Assim, todas as receitas devem ser recolhidas em uma
Segundo a doutrina especializada, o objetivo prin- -
-
tos paralelos e está amparado pelo disposto na Lei nº
4.320/1964: ser dado às disponibilidades:
Art. 2° A Lei do Orçamento conterá a discriminação -
da receita e despesa de forma a evidenciar a políti- positadas no banco central; as dos Estados, do Distrito
Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do
Governo, obedecidos os princípios de unidade, univer- Poder Público e das empresas por ele controladas, em
salidade e anualidade.
previstos em lei.
Princípio da Totalidade
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), Lei Comple-
O princípio da totalidade nasceu da necessidade de mentar 101, de 04 de maio de 2000, estabelece normas

-
- deverão ser separadas das demais disponibilidades do
ente público:
- § 1o As disponibilidades de caixa dos regimes de pre-
vidência social, geral e próprio dos servidores públi-
seguridade social e orçamento de investimentos das es-
tatais.
- depositadas em conta separada das demais disponi-
dade orçamentária, na concepção de orçamento-progra- bilidades de cada ente e aplicadas nas condições de
- mercado, com observância dos limites e condições de

subordinem a uma unidade de orientação política, numa


- Princípio do Orçamento Bruto

Princípio Periodicidade ou da Anualidade

De acordo com esse princípio, o orçamento deve ser -


elaborado e autorizado para um período de um ano. É o

Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabe- renda sobre a remuneração paga. Esse valor de imposto
lecerão: de renda torna-se uma receita para o Ente Público.
I - O plano plurianual;
II - As diretrizes orçamentárias; despesas ou receitas sejam incluídas no orçamento nos
III - Os orçamentos anuais.
É nesse sentido a previsão da Lei nº 4.320/1964:
Segundo a Lei nº 4.320/1964, o orçamento deve ter Art. 6º Todas as receitas e despesas constarão da Lei de
Orçamento pelos seus totais, vedadas quaisquer deduções.
com o ano civil. § 1º As cotas de receitas que uma entidade pública
deva transferir a outra incluir-se-ão, como despesa, no
- orçamento da entidade obrigada a transferência e, como
ceções ao princípio da anualidade. receita, no orçamento da que as deva receber.
-
dinários nos últimos 4 meses do ano, tais valores serão Princípio do Equilíbrio Orçamentário
incorporados ao orçamento do ano seguinte.

Princípio da Unidade de Tesouraria (ou de Caixa): autorizadas não serão superiores à previsão das receitas.
-
A Lei nº 4.320/1964 consagra o princípio da unidade
de tesouraria: -
mos:

5
Art. 4o A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o dis- a prestação de garantias às operações de crédito por
posto no § 2o do art. 165 da Constituição e: antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem
I - disporá também sobre: como o disposto no § 4º deste artigo.
a) equilíbrio entre receitas e despesas. -
zam a liberdade do planejamento por parte do adminis-
- trador público.
Existem algumas exceções a esse princípio. Primeira-
às despesas. Assim, contabilmente, o orçamento estará
- -
nientes de taxas e contribuições de melhoria podem.
-
-
Princípio da Exclusividade
etc.).
O princípio da exclusividade tem como objetivo prin-
Princípio da Legalidade
-
O princípio da legalidade impõe ao Poder Público,

legais.
por exemplo, de direito penal.
A vedação encontra-se insculpida na CF/88: pelo Poder Executivo para discussão e aprovação pelo
art. 165 (...) -
§ 8º - A lei orçamentária anual não conterá dispositivo -
- ceitua a CF/88:
sa, não se incluindo na proibição a autorização para Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabe-
abertura de créditos suplementares e contratação de lecerão:
operações de crédito, ainda que por antecipação de I – o plano plurianual;
receita, nos termos da lei. II – as diretrizes orçamentárias;
III – os orçamentos anuais.
Assim, a lei orçamentária deve, em regra, conter ape- ART. 166. Os projetos de lei relativos ao plano pluria-
nual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual
e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas
Princípio da Publicidade Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento
comum.
O princípio da Publicidade consta do artigo 37 da
CICLO ORÇAMENTÁRIO: ELABORAÇÃO
Administração Pública, juntamente com os princípios da
DA PROPOSTA, ESTUDO E APROVAÇÃO,
- EXECUÇÃO E AVALIAÇÃO DA EXECUÇÃO
ORÇAMENTÁRIA. ORÇAMENTO PÚBLICO
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

- NO BRASIL: LEI FEDERAL Nº 4.320/1964


- ATUALIZADA. FINANÇAS PÚBLICAS
E ORÇAMENTO NA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL DE 1988. PLANO PLURIANUAL,
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS, LEI
Princípio da não-vinculação ou não-afetação das ORÇAMENTÁRIA ANUAL
receitas

De acordo com esse princípio, nenhuma receita de


impostos poderá ser ou comprometida para atender a CICLO ORÇAMENTÁRIO

CF/1988: A CF/1988 determina a elaboração do orçamento


Art. 167. São vedados:
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fun-
do ou despesa, ressalvadas a repartição do produto
da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. • Lei Orçamentária Anual (LOA).
158 e 159, a destinação de recursos para as ações e
serviços públicos de saúde, para manutenção e desen-
volvimento do ensino e para realização de atividades planejamento e orçamento (alocação de recursos), a CF
da administração tributária, como determinado res-
pectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e interdependentes e compatíveis.

6
orçamento e já se tendo iniciada a sua execução, o pro-
orçamentária anual: estabelece, anualmente, a estrutura cesso legislativo poderá novamente ser desencadeado
em virtude projeto de lei destinado a solicitar autoriza-
elaboração da LDO deve obedecer aos princípios do PPA.

Execução
166, § 4°). Essa mesma orientação vale para a elaboração

O ciclo orçamentário tem início com a elaboração da


proposta do Plano Plurianual (PPA) pelo poder Executivo,
despesas previstas.

ou reeleito. Ademais, nos termos da LRF, art. 8º, o Poder Execu-


- tivo deverá, no prazo de 30 dias, publicar o decreto de
preendem atividades típicas do orçamento público, des-

Para a realização desse processo, devem ser cumpri- I – Assegurar as unidades orçamentárias, em tempo
das as seguintes etapas: hábil, a soma de recursos necessários para a me-

entre receita arrecadada e despesa realizada, vi-


e) Avaliação.

Elaboração A Secretaria de Orçamento Federal descentraliza as


dotações orçamentárias, distribuindo-as às unidades or-
çamentárias.
estudos para preparação dos projetos das leis orçamen-

Controle e Avaliação

-
-
-

• Compatibilização dos programas e ajustes dos gas-


sendo cumpridos e os padrões e normas estão sendo
respeitados.
-
tes princípios:
-

• Suas renúncias.
Apreciação, aprovação, sanção e publicação
-
guintes momentos:
I – A priori -
to.
-
tir um parecer sobre o mesmo. II – Concomitante: durante a execução do orçamento.
- III – A posteriori -

Ademais, cabe ao gestor público a apresentação da


da República para a sanção e publicação no Diário -

A avaliação permite a revisão e a melhora do pla-


-
servadas as metas atingidas comparadas aos recursos
sido iniciada a votação pela comissão mista, da parte utilizados.
proposta.

7
Embora normalmente os concursos cobrem o ciclo 1) Legitimidade -
-
mos no conteúdo), pode acontecer (segue exemplo de

alocados os recursos públicos.


tem início com a elaboração do plano plurianual, passan- 2) Simplicidade: Objetiva o desenvolvimento da per-
do pela lei de diretrizes orçamentárias e culminando com cepção e do pleno entendimento, pela população
em geral, dos mecanismos e da importância do
como descritas: processo orçamentário como um todo.
– Formulação do planejamento plurianual, pelo Exe-
Regras claras e simples são mais compreensíveis. Isto
– ajuda a criar uma cultura de escolhas objetivas, onde
– Proposição de metas e prioridades para a adminis- cada indivíduo se torna realmente interessado no acom-
tração e da política de alocação de recursos pelo panhamento do uso dos recursos públicos, passando a
vigiar e ponderar sobre as ações do Executivo e do Le-
– -
– Elaboração da proposta de orçamento, pelo Execu-
opções de política traduzidas em verbas pelo orçamento
– público.
– 3) Efetividade
– Avaliação da execução e julgamento das contas. -
mento do Estado, servindo de instrumento, e não
empecilho, à implementação das políticas públicas
Processo Orçamentário
legitimamente aprovadas.
4) Temporalidade
O processo orçamentário compreende:
a utilização do processo orçamentário como um
- conjunto de regras e procedimentos dirigidas aos
dos instrumentos principais de permeabilização e
-
-
temporais da sociedade.
- interesse políticos relacionados ao processo deci-
O processo orçamentário deve ser capaz de gerar,
- nível de endividamento x investimentos e cresci- realização de investimentos possa manter, se a determi-

Onde há um orçamento público, há sempre um pro-


cesso orçamentário, seja numa ditadura ou numa demo- exemplo, houve alocação de 18% dos recursos tributá-
- -

o regime militar, por exemplo, o Executivo enviava um


NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

-
-

público gere um jogo de negociação dentro do Legislati-


vo e entre este e o Executivo. boa estrutura de processo orçamentário podem ou não
O desenho do processo orçamentário visa justamente
o processo orçamentário não possui uma ou algumas
-
dos em um ambiente com algumas importantes proprie- -
volvimento.
Pontos Cardiais do Processo Orçamentário, são listadas
O processo orçamentário é composto das seguin-
- Legitimidade tes etapas:
- Simplicidade

garantir a redução gradual da relação dívida públi-

A caracterização pragmática e detalhada de cada um


destes termos variará de sociedade para sociedade. Seu -
ponto mais boração do orçamento com a estimativa da receita,

8
2) previsão ou estimativa da receita (observarão nor- -
ma
alterações na legislação, da variação do índice de -
sas despesas, o Governo materializa as políticas setoriais,

demonstrativos de sua evolução e da metodologia discricionariedade de alocação e execução das dotações


de cálculo e premissas utilizadas). orçamentárias de acordo com suas metas e prioridades.

6) elaboração das propostas setoriais


As diversas unidades elaboram simultaneamente as
- -
- -
mada pelos programas e suas respectivas ações
- (projetos, atividades e operações especiais).

detalhamento da proposta setorial, onde será enviado ao


Órgão Central do Sistema Orçamentário para realizar os
são apuradas separadamente pelos Orçamentos Fiscal e
da Seguridade Social e pelo Orçamento de Investimento Poder Executivo, decorrentes de revisão das estimativas
das Estatais.
-
7) processo legislativo
da seguridade social, e se expressam por meio do resul- 8) sanção da lei
tado primário e resultado nominal. 9) execução orçamentária
10) alterações orçamentárias
-
verno central com as das empresas estatais, correspon-
PLANO PLURIANUAL
O resultado primário de determinado ente represen-
-
A) RECEITAS PRIMÁRIAS (impostos, taxas, contribui-
mentos: o Plano Plurianual – PPA, a Lei de Diretrizes Or-
çamentárias – LDO e a Lei Orçamentária Anual - LOA.
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabe-
- lecerão:
I - o plano plurianual;
B) DESPESAS PRIMÁRIAS (despesas orçamentárias, II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.

Nesse mesmo artigo, no § 7º, temos que os orça-


Superávit primário = receitas primárias > despesas mentos previstos no § 5º, I e II,( I
primárias
entidades da administração direta e indireta, inclusive
II
-
União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do ca-
-
setor produtivo das regiões norte, nordeste e cen-
tro-oeste – as despesas de pessoal e encargos so- a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo cri-

dívidas públicas, contratuais e mobiliárias, e as re- -


lacionadas com sentenças judiciais transitadas em -
jetivos e metas do governo para os projetos e programas
-
5) determinação dos limites para despesas discricio- nhuma obra de grande vulto ou cuja execução ultrapasse
nárias -
clusão no plano plurianual.
a meta de resultado primário prevista na LDO, e

seu montante determinado por disposições legais


e constitucionais), o restante destina-se às despe-
-
nistração pública.

9
A regulamentação do PPA no art. 165 da Constituição Composto pelo texto da lei e diversos anexos, o pro-
r - jeto de lei deve ser encaminhado ao Congresso Nacio-
nal até 15 de abril de cada ano.
PPA, caso contrário será despesa não autorizada.
O PPA deverá ser elaborado no primeiro ano de go- tramitação legislativa, observadas as normas constantes

as ações governamentais, desdobradas em programas e


metas.

- 02) PARECER PRELIMINAR: O parlamentar designado


para ser o relator do projeto de diretrizes orçamentárias
-

denominar-se Parecer Preliminar. Esse parecer estabele-


-
mento para as áreas abordadas pelo plano vigente. análise e apreciação do projeto, tais como:
I) condições para o cancelamento de metas constan-
LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias

Art. 165, § 2º - A lei de diretrizes orçamentárias III) disposições sobre apresentação e apreciação de
compreenderá as metas e prioridades da administra- emendas individuais e coletivas.
ção pública federal, incluindo as despesas de capital

elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre -


as alterações na legislação tributária e estabelecerá a
-
de fomento.
x
-
x
Preliminar.
x
x -
emendas por parlamentares e pelas Comissões Perma-
- nentes da Câmara e do Senado.
x Fixa limites para os orçamentos dos Poderes Legis-
abre-se prazo para a apresentação de emendas ao
sobre os gastos com pessoal. projeto de lei de diretrizes orçamentárias, com vis-
-
- positivos constantes do projeto.
- Cada parlamentar, Comissão Permanente do Senado
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

Federal e da Câmara dos Deputados e Bancada Estadual


com as orientações do PPA. -
Com o advento da Lei Complementar nº 101, de 4 de
maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF), a nesse limite as emendas ao texto do projeto de lei. Para
LDO recebeu novas atribuições, tendi sido integrados à

- -
senta a avaliação de possíveis dívidas (passivos contin-

A Lei de Responsabilidade Fiscal remeteu à LDO di-


- diretrizes orçamentárias e as emendas apresenta-
- das, tendo como orientação as regras estabelecidas
dades públicas e privadas e política monetária.

01) PROJETO DE LEI: - -


borado pela Secretaria de Orçamento Federal e en-
-
tendo as alterações propostas ao texto do PLDO,
das leis orçamentárias. decorrentes das emendas acolhidas pelo relator e
das por ele apresentadas, constitui a proposta de

10
-
tivo Sua elaboração permite concretizar o planejamento
-
lece a programação das ações a serem executadas para
-

para a aprovação do projeto de lei de diretrizes orça-


- obrigado a encaminhar o Projeto de Lei Orçamentária
cional não tenha direito a recesso a partir de 17 de julho
cada ano (4 meses antes do encerramento da sessão le-
gislativa).
A Constituição

ser submetido à deliberação das duas Casas, em sessão


conjunta. -
mentária Anual.

-
-
ainda segundo a norma constitucional:
x -
-
x -
dito, inclusive por antecipação de receita orçamen-

x
-
-
-
pulação e renda per capita.
da República para sanção.

- a LDO, para serem aprovadas.


O prazo para envio do projeto da LOA ao Poder Legis-
ao Presidente do Senado os motivos do veto. A parte não

da execução orçamentária.
LOA – Lei Orçamentária Anual
Ciclo do Orçamento Anual

em atendimento à Constituição Federal e a Lei Federal


4.320 - -
ção, execução e controle orçamentário.
-

- (ODERUDomRGD3URSRVWD2UoDPHQWiULD
cia e saúde) e o orçamento de investimentos das empre-

x -
-
-
-
sos para o exercício seguinte, levando em consideração
-
os programas do Governo e os objetivos de desenvolvi-
x
o Estado, direta ou indiretamente, detenha a maio-
demandas e as consolida num único documento, com-
x Orçamento da seguridade social, abrangendo to- patibilizando-o com a estimativa das receitas esperadas

Em seguida, redistribui a previsão de gastos de acor-


instituídas pelo Poder Público, vinculados à saúde,

11
aprovação.

'LVFXVVmRH$SURYDomRGD/HL2UoDPHQWiULD

ao texto inicial, dando origem a um texto substitutivo.

exigido apenas maioria simples para sua aprovação.

sanção ou veto.
Sendo sancionada pelo Presidente da República, a LOA agora será promulgada, e com sua publicação no Diário

([HFXomR2UoDPHQWiULD

das diversas receitas previstas, bem como a realização das despesas programadas para o período.

&RQWUROHH$YDOLDomR

dos procedimentos executados.

Lei de Responsabilidade Fiscal


NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

Abaixo os aspectos mais cobrados em concursos sobre a LRF

3ODQHMDPHQWR

do gasto publico, dentre eles o PPA, a LDO e LOA.

12
LDO (art. 4°) 7UDQVIHUrQFLDV9ROXQWiULDV DUW
disposto no art. 165, §2°, CF/88

legal ou do SUS.
- -
- tárias (art. 25, §1°)
- a)
b)
recursos para o setor privado). c) não podem ser destinadas ao pagamento de des-

d)
e)
- Anexo de Riscos Fiscais (art. 4°, §3°) - Riscos capazes
de determinadas condições como: prestação de

atendimento aos limites da dívida, das despesas de


pessoal e com restos a pagar.
- Condições para renúncia de receitas (art. 14, caput)
- Autorização para os municípios contribuírem para 'HVWLQDomR GH UHFXUVRV S~EOLFRV SDUD R VHWRU SUL-
YDGR DUW
a)
LOA (art. 5°) b)
- compatibilidade com o PPA e da LDO (art. 5°, caput) c)
'tYLGDHHQGLYLGDPHQWR
-
lidade imprecisa ou dotação ilimitada (art. 5°, §4°) superior a 12 meses (art. 29, I) (REGRA)

5HFHLWD3~EOLFD
- Dever de instituir, prever e arrecadas os tributos da -
ceitas tenham constado do orçamento (art. 29, §3°)
- -

dever, no tocante aos impostos. -


- Renúncia de Receitas: a lei não veda, mas impõe mites (art. 30, §7°)
condições (art. 14):

a)
- atendimento a uma das condições: b)
c)
d)

*HVWmR3DWULPRQLDOH&RQWiELO DUW
§ medidas de compensação com o aumento de recei-
Atendimento ao art. 164, §3°, CF/88
ta (art. 14, II) - a adoção destas medidas de com-
-
de receita entre em vigor. ciais, ressalvados os casos previstos em lei nacional.
-
'HVSHVD3~EOLFD*HUDomRGHGHVSHVD (art. 16) cia
- a) conta separada das demais disponibilidades de
to da ação governamental:
b) aplicação nas condições de mercado com a obser-
vância dos limites e condições de proteção e pru-
- declaração do ordenador de despesas sobre a ade-
c) vedada a aplicação em títulos da dívida pública
PPA. dos estados/municípios e em ações/papeis de em-
-
- rados, ao poder público e empresas controladas.

13
Métodos, técnicas e instrumentos do orçamento Art. 5º A Lei de Orçamento não consignará dotações
público: globais destinadas a atender indiferentemente a des-
pesas de pessoal, material, serviços de terceiros, trans-
Lei nº 4.320/64 ferências ou quaisquer outras, ressalvado o disposto
no artigo 20 e seu parágrafo único.
-
boração e controle dos orçamentos e balanços da União, Art. 6º Todas as receitas e despesas constarão da Lei
de Orçamento pelos seus totais, vedadas quaisquer
deduções.
§ 1º As cotas de receitas que uma entidade pública
deva transferir a outra incluir-se-ão, como despesa,
no orçamento da entidade obrigada a transferência
e, como receita, no orçamento da que as deva receber.
DISPOSIÇÃO PRELIMINAR § 2º Para cumprimento do disposto no parágrafo
anterior, o calculo das cotas terá por base os dados
- apurados no balanço do exercício anterior aquele em
ceiro para elaboração e controle dos orçamentos e que se elaborar a proposta orçamentária do governo
obrigado a transferência. (Veto rejeitado no D.O.
Distrito Federal, de acordo com o disposto no art. 5º, 05/05/1964)
inciso XV, letra b, da Constituição Federal. Art. 7° A Lei de Orçamento poderá conter autorização
ao Executivo para:
TÍTULO I I - Abrir créditos suplementares até determinada
Lei de Orçamento importância obedecidas as disposições do artigo 43;
(Veto rejeitado no D.O. 05/05/1964)
CAPÍTULO I
Disposições Gerais operações de crédito por antecipação da receita, para

Art. 2° A Lei do Orçamento conterá a discriminação


-
da receita e despesa de forma a evidenciar a políti- rizado a utilizar para atender a sua cobertura.
§ 2° O produto estimado de operações de crédito e
Governo, obedecidos os princípios de unidade univer- de alienação de bens imóveis somente se incluirá na
salidade e anualidade.
§ 1° Integrarão a Lei de Orçamento: autorizadas pelo Poder Legislativo em forma que ju-
I - Sumário geral da receita por fontes e da despesa ridicamente possibilite ao Poder Executivo realizá-las
por funções do Governo; no exercício.
II - Quadro demonstrativo da Receita e Despesa se- § 3º A autorização legislativa a que se refere o pa-
gundo as Categorias Econômicas, na forma do Anexo rágrafo anterior, no tocante a operações de crédito,
nº. 1; poderá constar da própria Lei de Orçamento.
III - Quadro discriminativo da receita por fontes e res-
pectiva legislação; Art. 8º A discriminação da receita geral e da despesa
IV - Quadro das dotações por órgãos do Governo e da de cada órgão do Governo ou unidade administrativa,
Administração. a que se refere o artigo 2º, § 1º, incisos III e IV obede-
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

§ 2º Acompanharão a Lei de Orçamento: cerá à forma do Anexo n. 2.


§ 1° Os itens da discriminação da receita e da despesa,
I - Quadros demonstrativos da receita e planos de
-
aplicação dos fundos especiais;
cados por números de códigos decimal, na forma dos
II - Quadros demonstrativos da despesa, na forma dos Anexos ns. 3 e 4.
Anexos ns. 6 a 9; § 2º Completarão os números do código decimal refe-
III - Quadro demonstrativo do programa anual de tra- rido no parágrafo anterior os algarismos caracteriza-
balho do Governo, em termos de realização de obras e
de prestação de serviços. estabelece o Anexo n. 5.
§ 3° O código geral estabelecido nesta lei não prejudi-
Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá todas as cará a adoção de códigos locais.
receitas, inclusive as de operações de crédito autori-
zadas em lei. CAPÍTULO II
- Da Receita
te artigo as operações de credito por antecipação da
receita, as emissões de papel-moeda e outras entra- Art. 9º Tributo é a receita derivada instituída pelas
entidades de direito publico, compreendendo os im-
(Veto rejeitado no D.O. 05/05/1964) postos, as taxas e contribuições nos termos da consti-
Art. 4º A Lei de Orçamento compreenderá todas as -
despesas próprias dos órgãos do Governo e da admi- nado-se o seu produto ao custeio de atividades gerais
nistração centralizada, ou que, por intermédio deles
se devam realizar, observado o disposto no artigo 2°. rejeitado no D.O. 05/05/1964)

14
Art. 10. (Vetado). DESPESAS CORRENTES
-
tegorias econômicas: Receitas Correntes e Receitas de Despesas de Custeio
Capital. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 1.939,
de 20.5.1982)
§ 1º - São Receitas Correntes as receitas tributária, de DESPESAS DE CAPITAL
contribuições, patrimonial, agropecuária, industrial,
de serviços e outras e, ainda, as provenientes de recur- Investimentos
Inversões Financeiras
público ou privado, quando destinadas a atender des-
-
dação dada pelo Decreto Lei nº 1.939, de 20.5.1982) -
§ 2º - São Receitas de Capital as provenientes da rea- tações para manutenção de serviços anteriormente
- criados, inclusive as destinadas a atender a obras de
ção de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e conservação e adaptação de bens imóveis.
direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de
direito público ou privado, destinados a atender des- as dotações para despesas as quais não corresponda
contraprestação direta em bens ou serviços, inclusive
superávit do Orçamento Corrente. (Redação dada para contribuições e subvenções destinadas a atender
pelo Decreto Lei nº 1.939, de 20.5.1982) à manifestação de outras entidades de direito público
§ 3º - O superávit do Orçamento Corrente resultante ou privado.
do balanceamento dos totais das receitas e despesas § 3º Consideram-se subvenções, para os efeitos desta
correntes, apurado na demonstração a que se refere lei, as transferências destinadas a cobrir despesas de
o Anexo nº 1, não constituirá item de receita orça-
mentária.(Redação dada pelo Decreto Lei nº 1.939, de como:
20.5.1982) I - subvenções sociais, as que se destinem a institui-
ções públicas ou privadas de caráter assistencial ou
esquema: (Redação dada pelo Decreto Lei nº
1.939, de 20.5.1982) II - subvenções econômicas, as que se destinem a em-
presas públicas ou privadas de caráter industrial, co-
RECEITAS CORRENTES mercial, agrícola ou pastoril.

para o planejamento e a execução de obras, inclusi-


Impostos. ve as destinadas à aquisição de imóveis considerados
necessários à realização destas últimas, bem como
para os programas especiais de trabalho, aquisição
Receita Patrimonial de instalações, equipamentos e material permanente
Receitas Imobiliárias. e constituição ou aumento do capital de empresas que

Participações e Dividendos. -
Outras Receitas Patrimoniais. tações destinadas a:
Receita Industrial I - aquisição de imóveis, ou de bens de capital já em
Receita de Serviços Industriais. utilização;
Outras Receitas Industriais. II - aquisição de títulos representativos do capital de
empresas ou entidades de qualquer espécie, já consti-
Receitas Diversas tuídas, quando a operação não importe aumento do
capital;
Cobrança da Divida Ativa. III - constituição ou aumento do capital de entidades
Outras Receitas Diversas. -
nanceiros, inclusive operações bancárias ou de segu-
RECEITAS DE CAPITAL ros.
§ 6º São Transferências de Capital as dotações para
-
soas de direito público ou privado devam realizar, in-
dependentemente de contraprestação direta em bens
ou serviços, constituindo essas transferências auxílios
Outras Receitas de Capital. ou contribuições, segundo derivem diretamente da Lei
de Orçamento ou de lei especialmente anterior, bem
CAPÍTULO III como as dotações para amortização da dívida pública.
Da Despesa
Art. 13. Observadas as categorias econômicas do art.
-
gorias econômicas: (Vide Decreto-lei nº 1.805, elementos, em cada unidade administrativa ou órgão
de 1980) de governo, obedecerá ao seguinte esquema:

15
DESPESAS CORRENTES SEÇÃO I
Das Despesas Correntes
Despesas de Custeio
Pessoa Civil SUBSEÇÃO ÚNICA
Das Transferências Correntes

I) Das Subvenções Sociais


Encargos Diversos Art. 16. Fundamentalmente e nos limites das possibi-

Subvenções Sociais visará a prestação de serviços essenciais de assistência


social, médica e educacional, sempre que a suplemen-
Inativos tação de recursos de origem privada aplicados a esses
Pensionistas objetivos, revelar-se mais econômica.
Salário Família e Abono Familiar Parágrafo único. O valor das subvenções, sempre que
possível, será calculado com base em unidades de ser-
viços efetivamente prestados ou postos à disposição
dos interessados obedecidos os padrões mínimos de

DESPESAS DE CAPITAL
Art. 17. Somente à instituição cujas condições de fun-
Investimentos cionamento forem julgadas satisfatórias pelos órgãos
Obras Públicas
Serviços em Regime de Programação Especial II) Das Subvenções Econômicas

Participação em Constituição ou Aumento de Capital empresas públicas, de natureza autárquica ou não,


de Empresas ou Entidades Industriais ou Agrícolas far-se-á mediante subvenções econômicas expressa-
Inversões Financeiras mente incluídas nas despesas correntes do orçamento
-
Participação em Constituição ou Aumento de Capital deral.
de Empresas ou Entidades Comerciais ou Financeiras Parágrafo único. Consideram-se, igualmente, como
subvenções econômicas:
Empresa em Funcionamento a) as dotações destinadas a cobrir a diferença entre os
Constituição de Fundos Rotativos preços de mercado e os preços de revenda, pelo Gover-
no, de gêneros alimentícios ou outros materiais;
Diversas Inversões Financeiras -
ções a produtores de determinados gêneros ou mate-
Amortização da Dívida Pública riais.
Auxílios para Obras Públicas
-
Auxílios para Inversões Financeiras -
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

Outras Contribuições. vos, salvo quando se tratar de subvenções cuja con-


cessão tenha sido expressamente autorizada em lei
Art. 14. Constitui unidade orçamentária o agrupa- especial.
mento de serviços subordinados ao mesmo órgão ou
repartição a que serão consignadas dotações próprias. SEÇÃO II
(Veto rejeitado no D.O. 05/05/1964) Das Despesas de Capital
Parágrafo único. Em casos excepcionais, serão consig-
nadas dotações a unidades administrativas subordi- SUBSEÇÃO PRIMEIRA
nadas ao mesmo órgão. Dos Investimentos
Art. 15. Na Lei de Orçamento a discriminação da des-
pesa far-se-á no mínimo por elementos. (Veto .20. Os investimentos serão discriminados na Lei de
rejeitado no D.O. 05/05/1964) Orçamento segundo os projetos de obras e de outras
§ 1º Entende-se por elementos o desdobramento da aplicações.
despesa com pessoal, material, serviços, obras e outros Parágrafo único. Os programas especiais de trabalho
meios de que se serve a administração publica para que, por sua natureza, não possam cumprir-se subor-
dinadamente às normas gerais de execução da despe-
05/05/1964) sa poderão ser custeadas por dotações globais, classi-
-
ra-se material permanente o de duração superior a
dois anos.

16
SUBSEÇÃO SEGUNDA -
Das Transferências de Capital tada, com a indicação dos atos de aprovação de pro-
jetos e orçamentos de obras públicas, para cujo início
Art. 21. A Lei de Orçamento não consignará auxílio ou prosseguimento ela se destina.
para investimentos que se devam incorporar ao patri- Art. 29. Caberá aos órgãos de contabilidade ou de
arrecadação organizar demonstrações mensais da re-
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se às ceita arrecadada, segundo as rubricas, para servirem
transferências de capital à conta de fundos especiais de base a estimativa da receita, na proposta orçamen-
ou dotações sob regime excepcional de aplicação. tária.
Parágrafo único. Quando houver órgão central de or-
CAPÍTULO II çamento, essas demonstrações ser-lhe-ão remetidas
Da Elaboração da Proposta Orçamentária mensalmente.
Art. 30. A estimativa da receita terá por base as de-
SEÇÃO PRIMEIRA monstrações a que se refere o artigo anterior à arre-
Das Previsões Plurienais
cadação dos três últimos exercícios, pelo menos bem
como as circunstâncias de ordem conjuntural e outras,
Art. 23. As receitas e despesas de capital serão objeto
que possam afetar a produtividade de cada fonte de
de um Quadro de Recursos e de Aplicação de Capital,
aprovado por decreto do Poder Executivo, abrangen- receita.
do, no mínimo um triênio. Art. 31. As propostas orçamentárias parciais serão re-
Parágrafo único. O Quadro de Recursos e de Aplicação vistas e coordenadas na proposta geral, considerando-
de Capital será anualmente reajustado acrescentan- -se a receita estimada e as novas circunstâncias.
do-se-lhe as previsões de mais um ano, de modo a
assegurar a projeção contínua dos períodos. TÍTULO III
Art. 24. O Quadro de Recursos e de Aplicação de Ca- Da elaboração da Lei de Orçamento
pital abrangerá:
I - as despesas e, como couber, também as receitas Art. 32. Se não receber a proposta orçamentária no
previstas em planos especiais aprovados em lei e des-
tinados a atender a regiões ou a setores da adminis- dos Municípios, o Poder Legislativo considerará como
tração ou da economia; proposta a Lei de Orçamento vigente.
II - as despesas à conta de fundos especiais e, como Art. 33. Não se admitirão emendas ao projeto de Lei
couber, as receitas que os constituam; de Orçamento que visem a:
III - em anexos, as despesas de capital das entidades a) alterar a dotação solicitada para despesa de custeio,
referidas no Título X desta lei, com indicação das res- salvo quando provada, nesse ponto a inexatidão da
pectivas receitas, para as quais forem previstas trans- proposta;
ferências de capital. b) conceder dotação para o início de obra cujo projeto
Art. 25. Os programas constantes do Quadro de Re- não esteja aprovado pelos órgãos competentes;
cursos e de Aplicação de Capital sempre que possível c) conceder dotação para instalação ou funcionamen-
serão correlacionados a metas objetivas em termos de to de serviço que não esteja anteriormente criado;
realização de obras e de prestação de serviços. d) conceder dotação superior aos quantitativos previa-
Parágrafo único. Consideram-se metas os resultados
que se pretendem obter com a realização de cada pro- concessão de auxílios e subvenções.
grama.
Art. 26. A proposta orçamentária conterá o programa
TÍTULO IV
-
Do Exercício Financeiro
ceiras e transferências previstos no Quadro de Recur-
sos e de Aplicação de Capital.

SEÇÃO SEGUNDA civil.


Das Previsões Anuais

Art. 27. As propostas parciais de orçamento guardarão I - as receitas nele arrecadadas;


- II - as despesas nele legalmente empenhadas.
ceira, o programa anual de trabalho do Governo e,
- Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas
mento de cada unidade administrativa. empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro
Art. 28 As propostas parciais das unidades administra- distinguindo-se as processadas das não processadas.
tivas, organizadas em formulário próprio, serão acom- Parágrafo único. Os empenhos que sorvem a conta de
panhadas de: créditos com vigência plurienal, que não tenham sido
I - tabelas explicativas da despesa, sob a forma esta- liquidados, só serão computados como Restos a Pagar
belecida no artigo 22, inciso III, letras d, e e f; no último ano de vigência do crédito.

17
Art. 37. As despesas de exercícios encerrados, para as Lei nº 1.735, de 20.12.1979)
quais o orçamento respectivo consignava crédito pró-
na Procuradoria da Fazenda Nacional. (Incluído
se tenham processado na época própria, bem como pelo Decreto Lei nº 1.735, de 20.12.1979)
os Restos a Pagar com prescrição interrompida e os
compromissos reconhecidos após o encerramento do TÍTULO V
exercício correspondente poderão ser pagos à conta Dos Créditos Adicionais
-
criminada por elementos, obedecida, sempre que pos- Art. 40. São créditos adicionais, as autorizações de
sível, a ordem cronológica. (Regulamento) -
das na Lei de Orçamento.
Art. 38. Reverte à dotação a importância de despesa
anulada no exercício; quando a anulação ocorrer após
o encerramento deste considerar-se-á receita do ano I - suplementares, os destinados a reforço de dotação
em que se efetivar. orçamentária;
II - especiais, os destinados a despesas para as quais
Art. 39. Os créditos da Fazenda Pública, de natureza
tributária ou não tributária, serão escriturados como III - extraordinários, os destinados a despesas urgentes
receita do exercício em que forem arrecadados, nas e imprevistas, em caso de guerra, comoção intestina
respectivas rubricas orçamentárias. (Redação ou calamidade pública.
dada pelo Decreto Lei nº 1.735, de 20.12.1979)
§ 1º - Os créditos de que trata este artigo, exigíveis Art. 42. Os créditos suplementares e especiais serão
pelo transcurso do prazo para pagamento, serão ins- autorizados por lei e abertos por decreto executivo.
critos, na forma da legislação própria, como Dívida Art. 43. A abertura dos créditos suplementares e es-
Ativa, em registro próprio, após apurada a sua liqui- peciais depende da existência de recursos disponíveis
dez e certeza, e a respectiva receita será escriturada a para ocorrer a despesa e será precedida de exposição
esse título. (Incluído pelo Decreto Lei nº 1.735, de
20.12.1979)
§ 2º - Dívida Ativa Tributária é o crédito da Fazenda desde que não comprometidos: (Veto rejeitado no
Pública dessa natureza, proveniente de obrigação le- D.O. 05/05/1964)
gal relativa a tributos e respectivos adicionais e mul-
-
tas, e Dívida Ativa não Tributária são os demais cré-
monial do exercício anterior; (Veto rejeitado no
ditos da Fazenda Pública, tais como os provenientes
D.O. 05/05/1964)
de empréstimos compulsórios, contribuições estabele-
II - os provenientes de excesso de arrecadação;
cidas em lei, multa de qualquer origem ou natureza,
(Veto rejeitado no D.O. 05/05/1964)
exceto as tributárias, foros, laudêmios, alugueis ou
III - os resultantes de anulação parcial ou total de do-
taxas de ocupação, custas processuais, preços de ser-
tações orçamentárias ou de créditos adicionais, autori-
viços prestados por estabelecimentos públicos, indeni-
zados em Lei; (Veto rejeitado no D.O. 05/05/1964)
zações, reposições, restituições, alcances dos respon-
IV - o produto de operações de credito autorizadas, em
decorrentes de obrigações em moeda estrangeira, de forma que juridicamente possibilite ao poder executi-
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

- vo realiza-las. (Veto rejeitado no D.O. 05/05/1964)


rantia, de contratos em geral ou de outras obrigações
legais. (Incluído pelo Decreto Lei nº 1.735, de
20.12.1979) conjugando-se, ainda, os saldos dos créditos adicio-
§ 3º - O valor do crédito da Fazenda Nacional em nais transferidos e as operações de credito a eles vin-
moeda estrangeira será convertido ao correspondente culadas.(Veto rejeitado no D.O. 05/05/1964)
§ 3º Entende-se por excesso de arrecadação, para
-
dor, pela autoridade administrativa, ou, à sua falta, na acumuladas mês a mês entre a arrecadação previs-
data da inscrição da Dívida Ativa, incidindo, a partir ta e a realizada, considerando-se, ainda, a tendên-
da conversão, a atualização monetária e os juros de cia do exercício.(Veto rejeitado no D.O. 05/05/1964)
mora, de acordo com preceitos legais pertinentes aos (Vide Lei nº 6.343, de 1976)
débitos tributários.(Incluído pelo Decreto Lei nº 1.735, -
de 20.12.1979) venientes de excesso de arrecadação, deduzir-se-a a
§ 4º - A receita da Dívida Ativa abrange os créditos importância dos créditos extraordinários abertos no
mencionados nos parágrafos anteriores, bem como os exercício. (Veto rejeitado no D.O. 05/05/1964)
valores correspondentes à respectiva atualização mo-
netária, à multa e juros de mora e ao encargo de que Art. 44. Os créditos extraordinários serão abertos por
tratam o art. 1º do Decreto-lei nº 1.025, de 21 de ou- decreto do Poder Executivo, que deles dará imediato
tubro de 1969, e o art. 3º do Decreto-lei nº 1.645, de conhecimento ao Poder Legislativo.
11 de dezembro de 1978. (Incluído pelo Decreto

18
Art. 45. Os créditos adicionais terão vigência adstrita § 2º Os recibos serão fornecidos em uma única via.
Art. 56. O recolhimento de todas as receitas far-se-á
expressa disposição legal em contrário, quanto aos es- em estrita observância ao princípio de unidade de te-
peciais e extraordinários. souraria, vedada qualquer fragmentação para criação
Art. 46. O ato que abrir crédito adicional indicará a de caixas especiais.

despesa, até onde for possível. Art. 57. Ressalvado o disposto no parágrafo único do
-
TÍTULO VI çamentária, sob as rubricas próprias, todas as receitas
Da Execução do Orçamento arrecadadas, inclusive as provenientes de operações
de crédito, ainda que não previstas no Orçamento.
CAPÍTULO I (Veto rejeitado no D.O. 05/05/1964)
Da Programação da Despesa
CAPÍTULO III
Art. 47. Imediatamente após a promulgação da Lei de
-
Da Despesa
der Executivo aprovará um quadro de cotas trimestrais
- Art. 58. O empenho de despesa é o ato emanado de
rizada a utilizar. autoridade competente que cria para o Estado obriga-
ção de pagamento pendente ou não de implemento
anterior atenderá aos seguintes objetivos: de condição. (Veto rejeitado no D.O. 05/05/1964)
a) assegurar às unidades orçamentárias, em tempo
- Art. 59 - O empenho da despesa não poderá exceder o
lhor execução do seu programa anual de trabalho; limite dos créditos concedidos. (Redação dada pela
b) manter, durante o exercício, na medida do possí- Lei nº 6.397, de 10.12.1976)
vel o equilíbrio entre a receita arrecadada e a despesa § 1º Ressalvado o disposto no Art. 67 da Constitui-
realizada, de modo a reduzir ao mínimo eventuais in- ção Federal, é vedado aos Municípios empenhar, no
último mês do mandato do Prefeito, mais do que o
duodécimo da despesa prevista no orçamento vigente.
Art. 49. A programação da despesa orçamentária, para (Parágrafo incluído pela Lei nº 6.397, de 10.12.1976)
feito do disposto no artigo anterior, levará em conta os § 2º Fica, também, vedado aos Municípios, no mesmo
créditos adicionais e as operações extraorçamentárias. período, assumir, por qualquer forma, compromissos
-
Art. 50. As cotas trimestrais poderão ser alteradas du- dato do Prefeito (Parágrafo incluído pela Lei nº 6.397,
rante o exercício, observados o limite da dotação e o de 10.12.1976)
comportamento da execução orçamentária. § 3º As disposições dos parágrafos anteriores não se
aplicam nos casos comprovados de calamidade pú-
CAPÍTULO II blica. (Parágrafo incluído pela Lei nº 6.397, de
Da Receita 10.12.1976)
§ 4º Reputam-se nulos e de nenhum efeito os empe-
Art. 51. Nenhum tributo será exigido ou aumentado
nhos e atos praticados em desacordo com o disposto
sem que a lei o estabeleça, nenhum será cobrado em
nos parágrafos 1º e 2º deste artigo, sem prejuízo da
cada exercício sem prévia autorização orçamentária,
responsabilidade do Prefeito nos termos do Art. 1º, in-
ressalvados a tarifa aduaneira e o imposto lançado
por motivo de guerra. ciso V, do Decreto-lei n.º 201, de 27 de fevereiro de
1967. (Parágrafo incluído pela Lei nº 6.397, de
Art. 52. São objeto de lançamento os impostos diretos 10.12.1976)
e quaisquer outras rendas com vencimento determi- Art. 60. É vedada a realização de despesa sem prévio
nado em lei, regulamento ou contrato. empenho.
Art. 53. O lançamento da receita é ato da repartição § 1º Em casos especiais previstos na legislação especí-
-
cal e a pessoa que lhe é devedora e inscreve o débito § 2º Será feito por estimativa o empenho da despesa
desta. cujo montante não se possa determinar.
§ 3º É permitido o empenho global de despesas con-
Art. 54. Não será admitida a compensação da obriga- tratuais e outras, sujeitas a parcelamento.
ção de recolher rendas ou receitas com direito creditó-
rio contra a Fazenda Pública. Art. 61. Para cada empenho será extraído um docu-
mento denominado “nota de empenho” que indicará
Art. 55. Os agentes da arrecadação devem fornecer o nome do credor, a representação e a importância
recibos das importâncias que arrecadarem. da despesa bem como a dedução desta do saldo da
§ 1º Os recibos devem conter o nome da pessoa que dotação própria.

bem como a data a assinatura do agente arrecadador. Art. 62. O pagamento da despesa só será efetuado
(Veto rejeitado no D.O. 05/05/1964) quando ordenado após sua regular liquidação.

19
-
ção do direito adquirido pelo credor tendo por base DESPESA ORÇAMENTÁRIA: ESTRUTURA
os títulos e documentos comprobatórios do respectivo
DA PROGRAMAÇÃO ORÇAMENTÁRIA.
crédito.
ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DA
I - a origem e o objeto do que se deve pagar; EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA. DESPESAS DE
II - a importância exata a pagar; (Vide Medida EXERCÍCIOS ANTERIORES. SUPRIMENTO DE
Provisória nº 581, de 2012) FUNDOS.
III - a quem se deve pagar a importância, para extin-
guir a obrigação.
§ 2º A liquidação da despesa por fornecimentos feitos
ou serviços prestados terá por base: Despesa Pública
I - o contrato, ajuste ou acordo respectivo;
II - a nota de empenho; Despesa pública -
III - os comprovantes da entrega de material ou da
prestação efetiva do serviço.
-
Art. 64. A ordem de pagamento é o despacho exarado
por autoridade competente, determinando que a despe- -
sa seja paga.
Parágrafo único. A ordem de pagamento só poderá ser -
exarada em documentos processados pelos serviços de
contabilidade. (Veto rejeitado no D.O. 05/05/1964) da distribuição e emprego das receitas das receitas para
-
Art. 65. O pagamento da despesa será efetuado por tração governamental.
tesouraria ou pagadoria regularmente instituídos por
estabelecimentos bancários credenciados e, em casos 4XDQWRjVXDQDWXUH]DFODVVLÀFDPVHHP
excepcionais, por meio de adiantamento. ฀ Despesa Orçamentária

Art. 66. As dotações atribuídas às diversas unidades -


orçamentárias poderão quando expressamente deter- çamentário
minado na Lei de Orçamento ser movimentadas por ฀ Despesa Extra-orçamentária: trata-se dos paga-
órgãos centrais de administração geral. -
Parágrafo único. É permitida a redistribuição de par- lativa, ou seja, não integram o orçamento público.
celas das dotações de pessoal, de uma para outra uni- Correspondem à restituição ou entrega de valores
dade orçamentária, quando considerada indispensá- arrecadados sob o titulo de receita extra-orçamen-
vel à movimentação de pessoal dentro das tabelas ou -
quadros comuns às unidades interessadas, a que se
-
gura abaixo:
Art. 67. Os pagamentos devidos pela Fazenda Pública,
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

em virtude de sentença judiciária, far-se-ão na ordem


de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos
respectivos, sendo proibida a designação de casos ou
de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos

Art. 68. O regime de adiantamento é aplicável aos

consiste na entrega de numerário a servidor, sempre

de realizar despesas, que não possam subordinar-se


ao processo normal de aplicação.

Art. 69. Não se fará adiantamento a servidor em al-


cance nem a responsável por dois adiantamento.
(Veto rejeitado no D.O. 05/05/1964)

Art. 70. A aquisição de material, o fornecimento e a


adjudicação de obras e serviços serão regulados em
lei, respeitado o princípio da concorrência.

20
-

o cronograma de desembolso da unidade gestora, devidamente aprovado.

2HPSHQKRGHYHUiVHUDQXODGR
no decorrer do exercício:
-

tiver sido emitido incorretamente.


no encerramento do exercício
-
tas para a inscrição em restos a pagar.

21
descentralização, respeitado o regime de exercício.



Não confundir ordem de pagamento com ordem bancária. A ordem de pagamento é despacho exarado pela
autoridade competente, determinando que a despesa seja paga. Ordem bancária é o documento emitido atra-
YpVGR6LDITXHWUDQVIHUHRUHFXUVRÀQDQFHLURSDUDDFRQWDGRFUHGRU
9DOHUHVVDOWDUTXHD6HFUHWDULDGR7HVRXUR1DFLRQDOFRQVLGHUDGXUDQWHRH[HUFtFLRÀQDQFHLURDGHVSHVDSHOD
VXDOLTXLGDomRHQWUHWDQWRSDUDÀQVGHHQFHUUDPHQWRGRH[HUFtFLRÀQDQFHLURWRGDDGHVSHVDHPSHQKDGDHQmR
anulada até 31 de dezembro, será considerada despesa nas demonstrações contábeis.

O exame da despesa pública deve anteceder ao estudo da receita pública, pois não pode mais ser compreendida

como ocorre normalmente com as empresas particulares.

à despesa.
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

dinheiro, por parte da autoridade ou agente público competente, entro de uma autorização legislativa, para execução

de serviços públicos.

Elementos da Despesa Pública


Os elementos da despesa pública são os seguintes:
D 'HQDWXUH]DHFRQ{PLFD

E 'HQDWXUH]DMXUtGLFD
F 'HQDWXUH]DSROtWLFD

22
c) Despesa especial
atendimento de necessidades públicas novas, sur-
-

apresentem as características de imprevisibilidade


Espécies de Despesa Pública

4XDQWRjIRUPD -
a) Despesa em espécie
usual de sua execução, embora, como já se disse
anteriormente, ainda existam alguns serviços pú- 4XDQWRjLPSRUWkQFLDGHTXHVHUHYHVWHP
a) Despesa necessária
b) Despesa em natureza -

abolida, embora ainda ocorra, como no caso de b) Despesa útil -


mada pela coletividade e não vise a atender ne-
mediante títulos da dívida pública com cláusula de
para produzir uma utilidade à comunidade social,

4XDQWRDRDVSHFWRHFRQ{PLFRHPJHUDO
a) Despesa real ou de serviço - inútil, e mesmo as despesas de guerra podem pro-
zada pelo Estado em razão da utilização de bens e -
nal e a realização de unidade nacional, podendo,
públicas, havendo uma amputação desses bens
ou serviços do setor privado em proveito do se-

públicos e à atividade das administrações, carac-

4XDQWRDRVHIHLWRVHFRQ{PLFRV
b) Despesa de transferência - a) Despesa produtiva -

- -

-
plo, no pagamento de pensões e de subvenções a b) Despesa improdutiva
-

4XDQWRDRDPELHQWH
a) Despesa interna - 4XDQWRjPRELOLGDGH
sidades de ordem interna do país e se realiza em a)

b) Despesa externa alterada a não ser por uma lei anterior, e não pode
-
b) Despesa variável
-
4XDQWRjGXUDomR
a) Despesa ordinária -
sidades públicas estáveis, permanentes e perio-
dicamente previstas no orçamento, constituindo administrativo e de oportunidade, sendo de se ci-
mesmo uma rotina no serviço público, como, por
- de uma instituição de caridade, não gerando, por
-
b) Despesa extraordinária
necessidades públicas acidentais, imprevisíveis e,
portanto, não constantes do orçamento, não apre- 4XDQWRjFRPSHWrQFLD
sentando, por outro lado, regularidade em sua a) Despesa federal

Federal (art. 167, §3º) como sendo as despesas de- b) Despesa estadual -
correntes de guerra, comoção interna ou calami-
c) Despesa municipal
-

23
4XDQWRDRÀP -
a) Despesa de governo
verdadeira, pois se destina à produção e à manu- públicas - Serviços em regime de programação

nesta categoria os gastos com os pagamentos dos permanente - Participação em constituição ou au-
- mento de capital de empresas ou entidades indus-
triais ou agrícolas.
emprego de materiais de serviçoe à conservação -
-
b) Despesa de exercício - veis de lhe produzir rendas (art. 12, § 5º, e art. 13): -
ção e utilização da receita, como a despesa para
ou aumento de capital de empresas ou entidades
- -
- -
- -
ço de dívida pública, com o pagamento dos juros e

correspondem a dotações para investimentos ou


&ODVVLÀFDomR'D/HL1ž
pessoas jurídicas de direito público ou de direito
- privado, independentemente de contraprestação
direta em bens ou serviços, constituindo essas

derivem diretamente da lei de orçamento ou de lei


- especial anterior, bem como dotações para amor-
tização da dívida pública (art. 12, § 6º, e art. 13):
despesa pública:
- Amortização da dívida pública
I) Despesas correntes - - Auxílios para obras públicas

dos serviços públicos e à vida do Estado, sendo, assim,


- Outras contribuições.
verdadeiras despesas operacionais e economicamente
improdutivas:
Princípios da Legalidade da Despesa Pública
-
1Ro}HV*HUDLV
públicos, inclusive às destinadas a atender a obras
-
A despesa pública somente pode ser realizada me-
cebendo o Estado, em contraprestação, bens e ser-
viços (art. 12, §12, e art. 13): Pessoal civil - Pessoal
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

arts. 165, § 8º, e 167, I, II, V, VI e VII da Constituição Federal.


-
-
ros - Encargos diversos.
-
se limitam a criar rendimentos para os indivíduos,
em razão do disposto no art. 167, V, da CF.
serviços, inclusive para contribuições e subvenções
$V'HVSHVDV2UGLQiULDV
entidades de direito público ou privado, compre-
endendo todos os gastos sem aplicação governa- -
mental direta dos recursos de produção nacional -
de bens e serviços (art. 12, § 2º, Ebert. 13): Subven- riodicidade, e sejam previstas e autorizadas no orçamen-

II) Despesas de capital Executivo pudesse livremente aumentar as despesas a vota-


- ção do orçamento pelo Poder Legislativo não passaria, se-
mento, sendo, pois, economicamente produtivas, e assim
se dividem:

24
$V'HVSHVDV([WUDRUGLQiULDV 2. (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO-SP – ANALISTA DE
ORÇAMENTO E PLANEJAMENTO – VUNESP – 2018)

- -

de calamidade pública, comoção interna e guerra externa § 2° do art. 9° da LRF:


(CF, art. 167, § 3º).
- a) despesas com serviços da dívida.

4.320/64, art. 44).


-
e) despesas de exercícios anteriores.
Resposta:
-

pública atendida se revista das características exigidas.


-
Como um corolário do princípio da legalidade da tinadas ao pagamento do serviço da dívida, e as res-
salvadas pela lei de diretrizes orçamentárias.
1

RECEITA ORÇAMENTÁRIA:
CLASSIFICAÇÃO POR NATUREZA:
EXERCÍCIOS COMENTADOS CATEGORIA ECONÔMICA, ORIGEM,
ESPÉCIE, DESDOBRAMENTOS PARA
1. (CÂMARA DE GUARAMIRIM-SC – AUXILIAR ADMI- IDENTIFICAÇÃO DE PECULIARIDADES
NISTRATIVO – INSTITUTO ÂNIMA SOCIESC – 2017) DA RECEITA, TIPO. CLASSIFICAÇÃO DA
- RECEITA POR ESFERA ORÇAMENTÁRIA.
dades da sociedade. Por sua vez, a sociedade contribui RECURSOS ARRECADADOS EM
EXERCÍCIOS ANTERIORES. CRÉDITOS
ORÇAMENTÁRIOS INICIAIS E
- ADICIONAIS.
ETAPAS DA RECEITA ORÇAMENTÁRIA E
todas as despesas do Estado. Dentre as peças orçamen- DA DESPESA ORÇAMENTÁRIA
planejamento da administração pública. O nome deste
Receita Pública

recebimento ou ingresso de recursos arrecadados pela


c) Plano plurissetorial. -
d) Plano multianual. cionais e de administração, ou seja, todo recurso ob-
e) Plano plurianual. tido pelo Estado para atender as despesas públicas.

Resposta: Letra E. -
to destinado a organizar e viabilizar a ação pública, -
ção, com caráter de bilateralidade.
Uns e outros devem ser tidos como receitas públicas,
das políticas públicas do governo para um período de cujo estudo amplo, pertence ao campo do Direito Finan-

-
as metas previstas. O PPA tem previsão no art. 165 da
-
A noção compreende as importâncias e valores reali-
deral para desenvolver melhor o País, com base nos
-
xas, e contribuição de melhoria) e as rendas da atividade
-

1 Adaptado de Carlos Ivan Simonsen Leal/ Alessandro Lopez/ Silvia


Rabello/Edmilson de Paula (www.interessenacional.uol.com.br/www.
-
alessandrolopez.blogspot.com.br/ www.senado.gov.br)

25
- Receita Extra Orçamentária correspondem aos va-
-
-
vem acrescer o seu vulto como elemento novo e positivo.

Vale destacar, portanto, esses aspectos: -


nheiro recebidas, Consignações retidas a pagar,
etc.
1. Receita para a contabilidade pública
- F  4XDQWR j 5HSHUFXVVmR 3DWULPRQLDO (IHWLYDV ;
1mRHIHWLYDV
2. Receita sob enfoque Patrimonial, ou seja, para Receitas Públicas Efetivas -

precedidos de registro de reconhecimento do di-


reito e não constituem obrigações corresponden-
sejam provenientes de aporte dos proprietários da -

3. Receita pelo enfoque Orçamentário, ou seja,


Receita de Serviços, etc.
público, são todos os ingressos disponíveis para Receitas Públicas Não efetivas
cobertura das despesas orçamentárias e operações
precedidos de registro de reconhecimento do di-
-
-
nanciam despesas orçamentárias. -
CLASSIFICAÇÃO DAS RECEITAS PÚBLICAS

D 4XDQWRj2ULJHP2ULJLQiULDV;'HULYDGDV G  4XDQWR j 5HJXODULGDGH 2UGLQiULDV ; ([WUDRU-


Receitas Originárias GLQiULDV
Receitas Ordinárias
direito público, ou seja, o Estado coloca parte do certa regularidade na sua arrecadação, sendo nor-

Exemplos: Arrecadação de Impostos (Federais, Es-


serviços, mediante pagamento de um preço esti-
pulado. Participação dos Estados e do Distrito Federal, do

Elas independem de autorização legal e pode ocorrer Receitas Extraordinárias

não se renovam de ano a ano na peça orçamen-


tária. Como exemplo mais típico, costuma-se citar
pelo Estado ou suas entidades. Exemplos: Rendas obtidas o imposto extraordinário, previsto no art. 76 do
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

- -
cunstâncias anormais, nos casos de guerra ou sua
-
Receitas Derivadas -
aspecto orçamentário.

H 4XDQWRjIRUPDGHVXDUHDOL]DomR5HFHLWDV3Uy-
atualidade, constitui-se na instituição de tributos, SULDVGH7UDQVIHUrQFLDVHGH)LQDQFLDPHQWRV
Receitas Próprias se dão
gastos da administração pública em geral, ou para

ou colocados a disposição da comunidade. Exem- -

de bens, etc.
E  4XDQWR j 1DWXUH]D 5HFHLWDV 2UoDPHQWiULDV ; Transferências se dão
5HFHLWDV([WUD2UoDPHQWiULDV
de dispositivos constitucionais e/ou legais, ou ain-
Receitas Orçamentárias - -
Poder Público. A receita orçamentária se subdivide
-
tas correntes e receitas de capital.

26
Financiamentos - Amortização de Empréstimos são receitas prove-
- nientes do recebimento do principal mais correção
provação da aplicação dos recursos. São exemplos
Transferências de Capital são recursos recebidos de

obras de saneamento básico, etc. ser em despesas de capital. O recebimento desses


recursos não gera nenhuma contraprestação direta
f  6HJXQGR D &DWHJRULD (FRQ{PLFD 5HFHLWDV &RU-
UHQWHV;5HFHLWDVGH&DSLWDO Outras Receitas de Capital

Receitas Correntes
São destinadas a . Estágios ou Fases da Receita Pública

Receitas Tributárias - A realização da receita pública se dá mediante uma


brança de impostos, taxas e contribuições de me-
lhoria.
Receitas de Contribuições são os seguintes:
-
a) Previsão
Compreende a estimativa das receitas para compor
públicos, etc. a proposta orçamentária e aprovação do orçamento pú-
Receita Patrimonial - -
tária.
-
-
rações na legislação, da variação do índice de preços,
Receita Agropecuária decorre da exploração das
relevante, sendo acompanhada de demonstrativo de sua
produção vegetal, receita da produção animal e
derivados. -
Receita Industrial obtida com atividades ligadasà in- todologia de cálculo e premissas utilizadas, segundo dis-
- põe o art. 12 da LRF.

Receitas de Serviços são provenientes de atividades b) Lançamento (aplicável às receitas tributárias)


- -
-
(compra e venda de mercadorias), etc.
Transferências Correntes são recursos recebidos de Compreende os procedimentos determinação da ma-
outras pessoas de direito público ou privado, des- -
tinados ao atendimento de despesas correntes.
Outras Receitas Correntes são o - As importâncias relativas a tributos, multas e outros
-
denizações e Restituições, Receita da Dívida Ativa, ou não recolhidas no exercício de origem, constituem Dí-
etc. vida Ativa a partir da sua inscrição pela repartição com-
petente.
5HFHLWDVGH&DSLWDO
c) Arrecadação
-

recursos recebidos de outras pessoas de direito público

em Despesas de Capital. São destinadas ao atendimento


das Despesas de Capital terceiros credenciados pelo Estado.
Operações de Crédito - Os agentes da arrecadação são devidamente autori-
- zados para receberem os recursos e entregarem ao
tados de terceiros para obras e serviços públicos.
Exemplos: colocação de títulos públicos, contrata- •Agentes públicos (coletorias, tesourarias, delegacias,

Alienação de Bens são receitas provenientes da ven- •Agentes privados (bancos autorizados).

27
d) Recolhimento
Consiste na entrega do numerário, pelos agentes ar- aspectos sobre a Dívida Ativa:
-

com a observância do princípio de unidade de tesouraria,

especiais. (art.56 da Lei 4.320/64).


-
tidos no Banco do Brasil S/A, somente sendo permitidos
-
cessadas e dentro dos limites estabelecidos na progra-

realizar os pagamentos e suprimentos necessários à exe-


cução do Orçamento Geral da União.

'tYLGD$WLYD

Dívida ativa corresponde a uma RECEITA -

Ativa ter natureza



- tributos e derivados desse.
- ฀ -
gos ao vencimento, terá sua cobrança realizada por meio

-
nial.

*** Para a Dívida Ativa ser considerada presume-se a


legalidade ao crédito como dívida passível de cobrança e
a inscrição equivale a uma prova pré-constituída contra o
devedor.

-
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

não transita pelas contas relativas à Dívida Ativa.

Essa inscrição poderá ser cancelada e esse cancela-


mento está relacionado ao raciocínio de extinção e con-

abatimentos, anistia e outros valores, DESDE QUE essa

da dívida ativa.

28
A inscrição de despesa em Restos a Pagar não proces-
RESTOS A PAGAR

inscritas em Restos a Pagar, anulam-se as demais e ins-


Restos a pagar crevem-se os Restos a Pagar não processados do exer-
cício.
-
- -
dação e pagamento.
-
penhadas e não pagas, ou seja, não cumpriu o terceiro
estágio da despesa publica, serão inscritas em Restos a 9
Pagar e constituirão a Dívida Flutuante.
Podem-se distinguir dois tipos de Restos a Pagar:
9 -
Processados – decorrem das despesas do existente deverá ser cancelado.
A inscrição de Restos a Pagar deve observar aos li-
mites e condições de modo a prevenir riscos e corrigir
Não processados -

Fiscal – LRF.
-
O alcançaram o estágio da liquidação.
mandato deve ser totalmente paga no exercício, acaban-
Os restos a pagar são dívida passiva e segundo o De- do por vetar sua inscrição ou parte dela em Restos a Pa-
creto 20.910/32, a dívida passiva da União, dos estados e
dos municípios prescreve em cinco anos. para viabilizar seu correspondente pagamento.

despesas em restos a pagar depende das condições es- -


tabelecidas no Decreto nº 93.872/96. crito em Restos a Pagar, veda contrair obrigação no úl-
Os Restos a Pagar Processados não podem ser cance-

poderá deixar de cumprir coma obrigação de pagar sob ´$UWeYHGDGRDRWLWXODUGH3RGHURXyUJmRUH-


- IHULGRQRDUWQRV~OWLPRVGRLVTXDGULPHVWUHVGR
VHXPDQGDWRFRQWUDLUREULJDomRGHGHVSHVDTXHQmR
no artigo 37 da Constituição Federal, abaixo transcrito. SRVVDVHUFXPSULGDLQWHJUDOPHQWHGHQWURGHOHRXTXH
- WHQKD SDUFHODV D VHUHP SDJDV QR H[HUFtFLR VHJXLQWH
VHPTXHKDMDVXÀFLHQWHGLVSRQLELOLGDGHGHFDL[DSDUD
HVWHHIHLWR
Somente poderão ser inscritas em Restos a Pagar as 3DUiJUDIR~QLFR1DGHWHUPLQDomRGDGLVSRQLELOL-
- GDGHGHFDL[DVHUmRFRQVLGHUDGRVRVHQFDUJRVHGHV-
SHVDVFRPSURPLVVDGDVDSDJDUDWpRÀQDOGRH[HUFt-
FLRµ
serviço, obra ou material contratado tenha sido prestado
-
-
rias em Restos a Pagar não processados observe a dispo-
viço ou material contratado tenha sido prestado ou en-
Reconhecimento da despesa orçamentária inscrita
-
em restos a pagar não processados no encerramento do
-
to da obrigação assumida pelo credor estiver vigente. exercício.
Observando-se o Princípio da Anualidade Orçamen-
- -
- -
são do Empenho e anterior ao Pagamento será conside-
ou se o prazo para cumprimento da obrigação assumida rada restos a pagar.
pelo credor estiver vigente. -
As parcelas remanescentes deverão ser registradas mentária a ser utilizada para pagamento da despesa em-
nas Contas de Compensação e incluídas na previsão or-
ainda será arrecadada no mesmo ano e estará disponível
no caixa do governo ainda neste exercício.

29
-
penho pertence ao exercício e serviu de base, dentro do
EXERCÍCIOS COMENTADOS
despesa orçamentária autorizada pelo congresso, a des-
- 1. (CESPE/2017 – TRT/ 7ª Região -CE) Determinada
despesa orçamentária empenhada e liquidada não foi
- paga até o dia trinta e um de dezembro de determi-
dada e permaneça no caixa, portanto, integrando o ativo nado ano. Se inscrita em restos a pagar, essa despesa

Existindo concomitantemente uma despesa empe-


-

b) será automaticamente cancelada, independentemente


senão o ente público estará apresentando em seu balan- -

sua primeira renovação.

-
-
rada do exercício já está comprometida com o empenho
zado o respectivo processamento.
-
-
- tuirá restos a pagar processados, ou seja, não podem
tável, mesmo não se tratando de um passivo consumado, -
nativas B e C.

caracterizaria uma possibilidade desse cancelamento.


- -
- tinente)
RESPOSTA: “A”
princípio da legalidade da despesa e da anualidade do 2. (CESPE/2017 – TER/PE) A respeito de despesa pú-
Orçamento, em detrimento do registro da despesa sob o blica, assinale a opção correta.

a) Restos a pagar são despesas pendentes de empenho


aos Princípios da Legalidade da Despesa e da Anualidade
-
cerramento do exercício, a saber: b) A despesa com inscrição em restos a pagar cancelada
Com o objetivo de evitar demonstrar um superávit constitui uma despesa de exercício anterior se o direi-
- to do credor ainda estiver em vigor.
c) Os restos a pagar e os serviços da dívida são exemplos
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

-
- -
do o cumprimento do implemento de condição. vida pública são despesas de capital.

despesa orçamentária em contrapartida com uma con-


não de implemento de condições.

registrar, simultaneamente, uma conta redutora deste Alternativa A – ERRADA – restos a pagar são despesas
passivo, no sistema patrimonial.2
-
-
gar não processados.

Alternativa C – ERRADA - as despesas orçamentárias


empenhadas e não pagas, ou seja, não cumpriu o ter-
ceiro estágio da despesa publica, serão inscritas em
Restos a Pagar e constituirão a Dívida Flutuante.
Alternativa D – trata-se de despesas de capital

ato emanado de autoridade competente.


RESPOSTA: “B”
2 Adaptado de www.professor.pucgoias.edu.br

30
3. (CESPE/2018 – STM)

e, em seguida, aprovadas.

( ) ( ) ERRADO

RESPOSTA: “ERRADO”

DÍVIDA ATIVA

por esfera orçamentária. Recursos arrecadados em exercícios anteriores. Créditos orçamentários iniciais e adicionais. Eta-
pas da receita orçamentária e da despesa orçamentária”.

LEI COMPLEMENTAR Nº 101/2000 ATUALIZADA: DISPOSIÇÕES PRELIMINARES,


PLANEJAMENTO, RECEITA E DESPESA PÚBLICA, TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS,
DESTINAÇÃO DE RECURSOS PARA O SETOR PRIVADO, DÍVIDA E ENDIVIDAMENTO. GESTÃO
PATRIMONIAL E CONTÁBIL. LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

A Lei Complementar Federal nº 101/2.000 –

Seus princípios são:

31
Planejamento Despesa Pública – Geração de despesa (art. 16)

- -
to da ação governamental:
inclusive o planejamento à execução do gasto público

o planejamento do gasto público, dentre eles o PPA, a • Declaração do ordenador de despesas sobre a ade-
LDO e a LOA.
PPA.
LDO (art. 4°)
-

165, §2°, da CF/1988:


Transferências Voluntárias (art. 25)

II, b
-
-
tidas na CF/1988 e na LRF (vide art. 25, § 1° – trans- legal ou do SUS.
caput, – destinação -
tárias (art. 25, § 1°):
– exercício de

• Anexo de Riscos Fiscais (art. 4°, § 3°) – riscos capazes -

de determinadas condições como: prestação de


• Condições para renúncia de receitas (art. 14, caput
• Autorização para os municípios contribuírem para
atendimento aos limites da dívida, das despesas de
pessoal e com restos a pagar.

LOA (art. 5°) Destinação de recursos públicos para o setor pri-


vado (art. 26)
• Compatibilidade com o PPA e a LDO (art. 5°, caput

-
lidade imprecisa ou dotação ilimitada (art. 5°, § 4°).

Receita Pública Dívida e endividamento


NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

• Dever de instituir, prever e arrecadar os tributos da


superior a 12 meses (art. 29, I) (REGRA).
-

-
• Renúncia de Receitas: a lei não veda, mas impõe ceitas tenham constado do orçamento (art. 29, §
condições (art. 14):
-

-
• Atendimento a uma das condições: mites (art. 30, § 7°).

§ medidas de compensação com o aumento de re-


ceita (art. 14, II) – a adoção dessas medidas de com-

receita entre em vigor.

32
Gestão Patrimonial e Contábil (art. 43) Resposta: Certo A LRF integrou anexos à LDO, entre
-
Atendimento ao art. 164, § 3°, da CF/1988:
-
pios deverão ser depositadas em Instituições Fi-
3. (STM – CESPE – 2018) Com base na Lei de Responsa-
em lei nacional. bilidade Fiscal, julgue o item a seguir:
- Os objetivos das políticas monetária, creditícia e cambial
cia: devem ser apresentados no projeto da lei orçamentária
• Conta separada das demais disponibilidades de anual.

• Aplicação nas condições de mercado com a obser-


vância dos limites e condições de proteção e pru-
Resposta: Errado. À LDO cabe apresentar as políticas
• Vedada a aplicação em títulos da dívida pública dos públicas e respectivas prioridades para o exercício se-
estados/municípios e em ações/papeis de empre- guinte. A LOA tem como principais objetivos estimar a
-
dos, ao poder público e às empresas controladas.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. (TRE-PE – CESPE – 2017)


-
tabelece a Lei Complementar nº 101/2000 — Lei de Res-
ponsabilidade Fiscal (LRF) —, assinale a opção correta.

âmbito da União, pelos presidentes dos tribunais de


justiça.

d) O balanço orçamentário deve conter as receitas por

-
pesa com pessoal, excluídos os pensionistas.

Resposta: Letra B. Alternativa A – Errada – Quem


-

Superiores.
Alternativa B – Certa.

Alternativa D – É o inverso.
Alternativa E – Os pensionistas, assim como os inativos
estão incluídos.

2. (TRF 1ª REGIÃO – CESPE – 2017) De acordo com a


Lei Complementar nº 101/2.000 (Lei de Responsabilidade
Fiscal – LRF), julgue o item a seguir:
-

caso as previsões se concretizem.

33
5. (AOCP/2016 – EBSERH)
HORA DE PRATICAR! utilizando basicamente as atribuições da tesouraria e da
-
1. (CPDON/2017 – UEPB) Em todo processo de toma- pectivamente, um componente de tesouraria e um de
- controladoria.
tamento (valor) do dinheiro ao longo do tempo. Assim,

produção.
b) Administração de dimensionamento e organização de
pessoal.
de duas maneiras: taxa percentual e taxa unitária. c) Administração de riscos de mercado e planejamento
b) na capitalização de juros, simples ou composto, a taxa tributário.
- d) Administração de responsabilidades e planos de ne-
ros.
c) o uso de juros simples restringe-se principalmente às e) Administração de premiações e planos de cargos e sa-
operações praticadas no âmbito do curto prazo. lários.
d) a capitalização contínua se processa em intervalos de
tempo bastante reduzidos – caracteristicamente em 6. (CS/UFG – 2017 – CELG-GT/GO) A área de adminis-

- algumas subáreas tais como a tesouraria e a controla-


nanceira procura responder estão voltadas para a re- doria. Essas duas subáreas possuem, respectivamente, as
lação dinheiro e tempo.

2. (UFMT/2017 – UFSBA) De acordo com os conceitos


- b) administração de câmbio e decisões de investimento.
vo? c) proteção de caixa e auditoria interna.

-
7. (COMVEST UFAM/2018 – UFAM) Em relação aos sis-

c) Conjunto de bens e direitos detidos pela organização.


d) Conjunto de obrigações e dívidas da instituição peran-
te terceiros.
importante dos sistemas organizacionais, pois cabe a
3. (COPESE/UFT – 2017 – UFT) Em relação às noções de ele, no caso da administração pública, a arrecadação

tal sistema garante a sustentabilidade organizacional


empresa, de acordo com o regime de caixa.
-
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

ativos da organização. rar, por meio do acompanhamento e controle ade-


-
rios de depreciação do capital permanente da orga-
nização.
c) a engenharia de produção e processos, parte do sis-
determinado período de tempo. tema de produção da empresa, viabiliza um produto,

4. (UECE/CEV – 2018 – FUNCEME) - -


raria são valores nhando e estabelecendo os detalhes do seu processo

d) as ações de marketing em uma organização corres-


de receita orçamentária. pondem ao dimensionamento do mercado, motiva-
- ção de compra, ajustamento do produto, distribuição
da contabilizados.
- -
cursos humanos não são capazes de ajudar os indiví-
- -
rização contábil.
orientarem suas decisões.

34
8. (CESPE/2015 – TELEBRAS / Analista Superior)
-
dos à auditoria, julgue o item a seguir. GABARITO

o objetivo único de contribuir para a governança coope- 1 B


pelo auditor serão as mesmas, independentemente do 2 C
escopo da auditoria. 3 D
4 A
5 C
9. (QUADRIX/2017 – CFO/DF) -
6 C
nização, cultura e estrutura organizacional, julgue o item.
As auditorias administrativas constituem um tipo de con- 7 A
trole geral de desempenho. 8 ERRADO
9 ERRADO

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ANOTAÇÕES

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NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

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