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Curso: CST Segurança e Saude do Trabalho

Disciplina: Auditoria, laudo e pericia


Professor: Renata Amorim dos Anjos
Aula:1. Teoria do Direito
Conceito de Direito

SOCIEDADE
O homem é um ser social e desde sua existência tem vivido em sociedade, e,
portanto, esta foi a melhor forma encontrada para suprir suas necessidades
coletivas.
Com o crescimento da sociedade, a convivência dos indivíduos tornaram-se cada vez
mais complexos havendo a necessidade de criação de um ente com poderes de
organizar e executar as tarefas de interesse coletivo.
Contudo, foi criado então o ESTADO que visa proporcionar o bem estar à sociedade
através da educação, saúde, segurança, lazer e etc e também de estabelecer
restrições e determinar limites para organização da sociedade.
Aristóteles dizia que o homem é um animal político que necessita de regras para
conviver em sociedade.
Kelsen ressalta que onde não há conflito de interesse não há necessidade de justiça.
Não existe sociedade sem direito e não existe direito sem sociedade.

Conceito DIREITO
Etimologia: Direito do latim “directu” que tem significado de qualidade do que é
conforme a regra.
Direito é o conjunto de princípios, de regras e de instituições destinado a regular a
vida do homem em sociedade. Como uma faculdade que parte da sociedade cujo
papel seria regular as ações ou condutas dos integrantes dessa mesma sociedade.
Segundo Miguel Reale (2000, p.2) “...O Direito corresponde à exigência essencial e
indeclinável de uma convivência ordenada, pois nenhuma sociedade poderia subsistir
sem um mínimo de ordem, de direção e solidariedade...”.É necessário que sejam
disseminadas normas de Direito por toda a sociedade, as quais se caracterizam por
serem enunciados que proponham organização e condutas a serem seguidas de
maneira objetiva e obrigatória. O Direito é o fruto da convivência humana.

Conceito MORAL
Etimologia: deriva do latim “mores” que significa relativo aos costumes.
Moral é um ramo das ciências sociais que também se preocupa com o estudo de
normas reguladoras da vida social, o principal ponto que as caracteriza é o fato
destas normas serem obedecidas livremente, sem nenhuma obrigação de serem
cumpridas. Segundo Miguel Reale (2000, p.44) “...só é possível praticar o bem, no
sentido próprio, quando ele nos atrai por aquilo que vale por si mesmo e não pela
interferência de terceiros...”. Assim estas normas não esão escritas em códigos ou
são emitidas por um legislador, elas estão presentes no intelecto, na razão, na
consciência de cada individuo que integra a sociedade.
Exemplo: fogo na Pérsia é o mesmo da Grécia este é natural

SANÇÃO
As regras do direito dão origem a sanções para coagir os homens e reprimir novos
atos da mesma natureza.
Normas coercitivas impostas pelo Estado, sanção, tem por finalidade estabelecer a
paz e ordem social, pois o homem não nasceu para viver sozinho, bem como para
atingir as relações das pessoas.
Nas regras do Direito: as normas terão sanções.
Nas regras da Moral: quando descumpridas, indicam um dever, mas não as impõem,
ensejam regras de consciência tais como: sentimentos, arrependimento, vergonha,
censura pessoal e mesmo social, mas não geram sanções de ordem publica, aplicadas
por autoridades legalmente constituídas, ex. adultério.
DIREITO NATURAL E POSITIVO

NATURAL: norma constituída de antemão pela natureza e não criação arbitraria do


homem, surge com o nascimento do homem, é universal, imutável, exemplos: direito
a vida, deve se fazer o bem, dar a cada um o que lhe é devido, a vida social deve ser
conservada, os contratos devem ser observados, etc.
POSITIVO: é um conjunto de normas estabelecidas pelo poder político (constituintes,
legislativo, executivo, judiciário, comunitário ou coletivo e individual), que se
impõem e regulam a vida social de um determinado povo em determinada época, é
o direito escrito, exemplos: códigos, leis e etc.

Exemplo para diferenciar o natural do positivo: uma lei (direito positivo) não obriga
o pagamento de uma duplicata prescrita, ao passo que para o direito natural esse
pagamento seria devido e correto.
FONTES DO DIREITO
Etimologia: vem do latim “fons/fontis” significa onde brota a água, onde vamos buscar
a origem de algo.
Fonte do Direito é onde o Direito se origina. No Brasil, o ordenamento jurídico é
originariamente legalista, ou seja, sua fonte principal é a legislação , mas em alguns
casos, é necessário utilizar-se de outras fontes para solucionar algumas situações que
não estão previstas na lei. As fontes de direito tem como objetivo estabelecer como o
Direito se expressa.

 Fontes primárias: Leis


LEI
Segundo Clovis Beviláqua, lei é a ordem geral obrigatória que, emanando de uma
autoridade competente, reconhecida, é imposta coativamente à obediência geral. Lei
é geral no sentido de disciplinar o comportamento de várias pessoas que estão em
certa situação. É abstrata, no sentido que determina uma categoria de ações e não uma
ação singular. Lei em sentido formal: norma emanada do Estado tem caráter
imperativo. Lei em sentido material é a disposição imperativa
LEGISLAÇÃO
Legislação “advém do vocábulo “lei”. É o conjunto das normas escritas emanadas do
poder estatal.

 Fontes secundárias: são os costumes, doutrinas, jurisprudências analogia e


princípios gerais do Direito
a) Costumes: Os costumes antecederam à Lei, pois os povos não conheciam a escrita.
É a prática reiterada de atos, em uma dada região, a respeito de um determinado
assunto; poderá ser alegada pelo profissional de direito para conduzir a decisão de um
caso concreto. Trata-se, portanto, de uma norma não escrita, ou seja, surge da prática
reiterada de atos de uma determinada sociedade, exemplo: cheque pós datado
(vulgarmente pré datado)
b) Doutrina: são os estudos elaborados pelos juristas a respeito do Direito. Trata-se
de publicações especializadas sobre os diversos ramos do Direito.
c) Jurisprudência: É o conjunto de decisões do poder judiciário a respeito de um
mesmo assunto. Nada impede que num caso isolado seja utilizado a mesma
jurisprudência. Todavia, é necessário esclarecer que os juízes não estão subordinados
às decisões dos tribunais superiores, devendo decidir, pautado em provas e
argumentos do caso concreto.
d) Analogia: a palavra significa “semelhança, nivelamento”. Em resumo, analogia é a
adaptação de uma situação jurídica que já tenha sido objeto de decisão do Poder
Judiciário, para a solução de outra situação jurídica semelhante.
e) Princípios gerias do Direito: “são exigências do ideal de justiça a ser concretizado
na aplicação do Direito”. Como exemplo, temos o princípio da ampla defesa, de suma
importância no mundo Jurídico, pois, é com base nesse princípio que ninguém poderá
ser processado/condenado, sem ter o direito de se defender.
RAMOS DO DIREITO

PUBLICO: é o ramo do Direito que cuida dos interesses gerais da sociedade.


Regulamenta as relações que interessam mais ao Estado ou a coletividade, ou ainda
cuida das relações entre o individuo e o Estado.

PRIVADO: cuida das relações particulares, que interessam mais ao individuo do que ao
Estado.
RAMOS DO DIREITO
DIREITO PUBLICO DIREITO PRIVADO

Direito Constitucional Direito Civil


Direito Administrativo Direito do Trabalho
Direito Penal Direito Comercial
Direito Tributario Direito do Consumidor
Direito Processual Direito Internacional Privado
Direito Previdenciario
Direito Internacional Publico
Direito Militar

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