Você está na página 1de 64

Universidade Federal de Santa Maria

Departamento de Engenharia Mecânica


DEM 1008 – Transmissão de Calor

2- Equação de Condução do Calor

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial UFSM / 2017


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.1 – Introdução
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Ainda que a temperatura e a transferência de calor estejam intimamente


ligadas ambas tem naturezas diferentes. A primeira tem natureza escalar, o que
nos remete a pensar que, e.g., 18 ºC são dados suficientes para nos informar
sobre a temperatura de um ambiente. Entretanto, dizer que o fluxo de calor é 50
W/m2 nos faz pensar: “em qual direção”?

O fluxo de calor é, portanto, uma grandeza vetorial. Precisa de módulo,


direção e sentido para ser perfeitamente descrita.

Essa necessidade de estabelecer a direção do fluxo de calor, faz com que


o estudo da transferência de calor esteja sempre atrelado à um sistema de
coordenadas.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 2 - Slide 2 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.1 – Introdução
DEM 1008 – Transmissão de Calor

A força motriz de qualquer forma de transferência de calor é a diferença


de temperatura.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 2 - Slide 3 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.1 – Introdução
DEM 1008 – Transmissão de Calor

A posição de um ponto do domínio de transferência de calor é


determinada como (x, y, z) em coordenadas retangulares, (r, f, z) em cilíndricas e
(r, f, q) em esféricas.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 2 - Slide 4 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.1 – Introdução
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Em problemas onde o tempo não


interfere na distribuição de temperaturas
chamamos de permanente T (x, y, z), ao
passo que a classe de problemas onde a
temperatura também é função do tempo
chamamos de transientes T (x, y, z, t).

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 2 - Slide 5 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.1 – Introdução
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Transferência de calor multidimensional

• Transferência de calor tridimensional (3D)

• Transferência de calor bidimensional (2D)

• Transferência de calor unidimensional (1D)

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 2 - Slide 6 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.1 – Introdução
DEM 1008 – Transmissão de Calor

A figura abaixo mostra a inclinação da curva de temperatura que indica


o gradiente de temperatura para um problema térmico tratado
unidimensionalmente.
Uma expressão geral para a lei de Fourier,
considerando n como a normal da superfície
isotérmica , a taxa de condução de calor nesse
ponto é expressa por:
T
Q n   kA (W)
n

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 2 - Slide 7 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.1 – Introdução
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Para coordenadas retangulares, o vetor condução de calor é expresso:

   
   
Qn  Qx i  Q y j  Qz k

T T T
Q x   kAx Q y   kAy Q z   kAz
x y z

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 2 - Slide 8 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.1 – Introdução
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Geração de calor

A energia, em suas mais diversas formas, pode ser convertida de uma


forma em outra. A transformação de quaisquer formas de energia em energia
térmica costuma-se denominar geração de calor.

A geração de calor é um fenômeno volumétrico, i.e., ocorre por todo um


corpo ou meio. A taxa de calor gerado no corpo é especificada por unidade de
volume, representada por eger, cuja unidade é W/m3.

E ger   eger dV (W)


V

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 2 - Slide 9 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.1 – Introdução
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Exemplos de Geração de calor

• Corrente elétrica em um fio

• Geração de calor em componentes eletrônicos

• Energia mecânica (atrito)

• Reatores nucleares

• Reações químicas (exotérmicas)

• Sol aquecendo a água do mar

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 2 - Slide 10 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.1 – Introdução
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Exemplo 2-1. O fio da resistência de um secador de cabelo de 1200 W tem 80 cm de


comprimento e diâmetro D = 0,3 cm. Determine a taxa de geração de calor no fio por
unidade de volume, em W/cm3, e o fluxo de calor na superfície externa do fio como
resultado da geração de calor.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 2 - Slide 11 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.2 – Equação de Condução
Departamento de Engenharia Mecânica
De Calor Unidimensional
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Em inúmeras situações, pode-se


com elevado grau de aproximação
considerar a transferência de calor como
sendo unidimensional para uma série de
geometrias pelo fato da condução de calor,
nesses casos, ser predominantemente em
uma direção. Veremos, portanto, a equação
de condução do calor unidimensional para
coordenadas retangulares, cilíndricas e
esféricas.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 2 - Slide 12 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.2 – Equação de Condução
Departamento de Engenharia Mecânica
De Calor Unidimensional
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Coordenadas Retangulares:

• Transiente com condutividade variável:


  T  T
k   eger  c
x  x  t

• Transiente com condutividade constante:


 2T eger 1 T
 
x 2 k  t
• Regime permanente com condutividade cte:
 2T eger
 0
x 2
k

• Regime permanente sem geração de calor:


 2T
0
x 2
Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 2 - Slide 13 de 64
Universidade Federal de Santa Maria
2.2 – Equação de Condução
Departamento de Engenharia Mecânica
De Calor Unidimensional
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Coordenadas Cilíndricas:

• Transiente com condutividade variável:


1   T  T
 rk   eger  c
r r  r  t
• Transiente com condutividade constante:
1   T  eger 1 T
r  
r r  r  k  t
• Regime permanente com condutividade cte:
1   T  eger
r  0
r r  r  k

• Regime permanente sem geração de calor:


  T 
r 0
r  r 
Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 2 - Slide 14 de 64
Universidade Federal de Santa Maria
2.2 – Equação de Condução
Departamento de Engenharia Mecânica
De Calor Unidimensional
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Coordenadas Esféricas:

• Transiente com condutividade variável:


1   2 T  T
 r k   
e  c
r 2 r  r  t
ger

• Transiente com condutividade constante:


1   2 T  eger 1 T
r  
r 2 r  r  k  t
• Regime permanente com condutividade cte:
1   2 T  eger
r  0
r r  r  k
2

• Regime permanente sem geração de calor:


  2 T 
r 0
r  r 
Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 2 - Slide 15 de 64
Universidade Federal de Santa Maria
2.2 – Equação de Condução
Departamento de Engenharia Mecânica
De Calor Unidimensional
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Exemplo 2-2. Considere uma panela de aço colocada em um fogão elétrico para
cozinhar macarrão. O fundo da panela tem 0,4 cm de espessura e 18 cm de diâmetro. Uma
boca do fogão elétrico consome 800 W de potência durante o cozimento, e 80% do calor
gerado é transferido uniformemente para a panela. Assumindo que a condutividade
térmica seja constante, determine a equação diferencial que descreve a variação de
temperatura no fundo da panela durante uma operação em regime permanente.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 2 - Slide 16 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.2 – Equação de Condução
Departamento de Engenharia Mecânica
De Calor Unidimensional
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Exemplo 2-3. A resistência de um aquecedor de 2 kW usado para ferver água é um fio


com condutividade térmica k = 15 W/m.K, diâmetro D = 0,4 cm e comprimento L = 50
cm. Supondo que a variação da condutividade térmica do fio em função da temperatura é
desprezível, obtenha a equação diferencial que descreve a variação de temperatura no fio
durante uma operação em regime permanente.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 2 - Slide 17 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.2 – Equação de Condução
Departamento de Engenharia Mecânica
De Calor Unidimensional
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Exemplo 2-4. Uma esfera metálica de raio R é aquecida em um forno até a temperatura
de 300 ºC e retirada para resfriar em temperatura ambiente T = 25 ºC por convecção e
radiação. Sabe-se que a condutividade térmica do material que compõe a esfera varia
linearmente com a temperatura. Considerando que a esfera é resfriada uniformemente em
toda a superfície externa, obtenha a equação diferencial que descreve a variação de
temperatura durante o resfriamento.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 2 - Slide 18 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.3 – Equação Geral de
Departamento de Engenharia Mecânica
Condução de Calor
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Coordenadas Retangulares:

• Fluxos de calor de entrada:

Q x Q y Q z

• Fluxos de calor de saída:

  Q x
Qx  dx  Qx  dx
x
Q y
Q y  dy  Q y  dy
y

  Q z
Qz  dz  Qz  dz
z

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 19 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.3 – Equação Geral de
Departamento de Engenharia Mecânica
Condução de Calor
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Coordenadas Retangulares:

• Geração volumétrica de calor:

E ger  eger .dx.dy.dz

• Variação de energia no V.C.:


E T
 c .dx.dy.dz
t t
• Balanço de energia no V.C.:
E
Q e  Q s  E ger 
t

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 20 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.3 – Equação Geral de
Departamento de Engenharia Mecânica
Condução de Calor
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Coordenadas Retangulares:

  

 Q x  Q y  Q z 
Qx  Q y  Qz  Qx  dx  Q y  dy  Qz  dz   eger .dx.dy.dz
 x y z 
T
 c .dx.dy.dz
t

Q x Q y Q z T


 dx  dy  dz  eger .dx.dy.dz  c .dx.dy.dz
x y z t

1   T  1   T 
   
x  dx.dz y  y 
k .dy.dz . k .dx.dz .
dy.dz x 
1   T  T
  k .dx.dy .  
e  c
dx.dy z  z  t
ger

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 21 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.3 – Equação Geral de
Departamento de Engenharia Mecânica
Condução de Calor
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Coordenadas Retangulares:

  T    T    T  T
k    k    k   eger  c
x  x  y  y  z  z  t

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 22 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.3 – Equação Geral de
Departamento de Engenharia Mecânica
Condução de Calor
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Coordenadas Cilíndricas:

• Fluxos de calor de entrada:

Q r Qf Q z

• Fluxos de calor de saída:

  Q r
Qr  dr  Qr  dr
r

  Qf
Qf  df  Qf  df
f

  Q z
Qz  dz  Qz  dz
z

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 23 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.3 – Equação Geral de
Departamento de Engenharia Mecânica
Condução de Calor
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Coordenadas Cilíndricas:

• Geração volumétrica de calor:

E ger  eger .dr.rdf .dz

• Variação de energia no V.C.:


E T
 c .dr.rdf .dz
t t
• Balanço de energia no V.C.:
E
Q e  Q s  E ger 
t

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 24 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.3 – Equação Geral de
Departamento de Engenharia Mecânica
Condução de Calor
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Coordenadas Cilíndricas:

  

 Q r  Qf  Q z 
Qr  Qf  Qz  Qr  dr  Qf  df  Q z  dz   eger .dr.rdf .dz
 r f z 
T
 c .dr.rdf .dz
t

Q r Qf Q z T


 dr  df  dz  eger .dr.rdf .dz  c .dr.rdf .dz
r f z t

1   T  1   T 
  f  
r  dr.r.dz f  rf 
k .rd .dz . k .dr .dz .
rdf .dz r 
1   T  T
  k .dr .rd f  
e  c
dr.rdf z  z  t
ger

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 25 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.3 – Equação Geral de
Departamento de Engenharia Mecânica
Condução de Calor
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Coordenadas Cilíndricas:

1   T  1   T    T  T
 rk  2  k    k   eger  c
r r  r  r f  f  z  z  t

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 26 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.3 – Equação Geral de
Departamento de Engenharia Mecânica
Condução de Calor
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Coordenadas Esféricas:

• Fluxos de calor de entrada:

Q r Qf Qq

• Fluxos de calor de saída:

  Q r
Qr  dr  Qr  dr
r

  Qf
Qf  df  Qf  df
f

  Qq
Qq  dq  Qq  dq
q

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 27 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.3 – Equação Geral de
Departamento de Engenharia Mecânica
Condução de Calor
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Coordenadas Esféricas:

• Geração volumétrica de calor:

E ger  eger .dr.rdq .r sin qdf

• Variação de energia no V.C.:


E T
 c .dr.rdq .r sin qdf
t t
• Balanço de energia no V.C.:
E
Q e  Q s  E ger 
t

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 28 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.3 – Equação Geral de
Departamento de Engenharia Mecânica
Condução de Calor
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Coordenadas Esféricas:

  

 Q r  Qf  Qq 
Qr  Qf  Qq  Qr  dr  Qf  df  Qq  dq   eger .dr.r sin qdf .rdq
 r f q 
T
 c .dr.r sin qdf .rdq
t

Q r Qf Qq T


 dr  df  dq  eger .dr.r sin qdf .rdq  c .dr.r sin qdf .rdq
r f q t

1   T  1   T 
  q f q   q
r  dr.r sin q .rdq f  r sin qf 
k .r sin d .rd k .rd .dr
r. sin qdf .rdq r 
1   T  T
  k . dr .r sin q d f  
e  c
dr.r sin qdf .r q  rq  t
ger

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 29 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.3 – Equação Geral de
Departamento de Engenharia Mecânica
Condução de Calor
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Coordenadas Esféricas:

1   2 T  1   T  1   T  T
 r k    k    sin qk   
e  c
r 2 r  r  r 2 sin 2 q f  f  r 2 sin q q  q  t
ger

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 30 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.3 – Equação Geral de
Departamento de Engenharia Mecânica
Condução de Calor
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Exemplo 2-5. Um pequeno lingote metálico de formato cilíndrico de raio R e altura h é


aquecido em um forno até a temperaturaa de 300 ºC, retirado e deixado para resfriar em
temperatura ambiente T = 20 ºC por convecção e radiação. Considerando que o lingote é
resfriado uniformemente em toda sua superfície externa e a variação da condutividade
térmica do material em função da temperatura é desprezível, determine a equação
diferencial que descreve a variação de temperatura do lingote durante o processo de
resfriamento.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 31 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.4 – Condições Inicial e
Departamento de Engenharia Mecânica
de Contorno
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Em problemas de condução de calor, além da equação governante, é necessário


o conhecimento prévio da condição inicial (para regime transiente) e das condições de
contorno. Em coordenadas retangulares, a condição inicial (C.I.) é expressa em sua forma
geral:
T ( x , y , z ,0 )  f ( x , y , z )

As condições de contorno (C.C.) para um problema de condução de calor


podem ser as seguintes: temperatura prescrita (condição de Dirichlet), fluxo de calor
prescrito (condição de Neumann) e condições de contorno de convecção e radiação.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 32 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.4 – Condições Inicial e
Departamento de Engenharia Mecânica
de Contorno
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Condição de Contorno de Temperatura Prescrita: considerando a transferência


de calor unidimensional através de uma parede plana de espessura L, as C.C.s de
temperatura prescrita são:

T (0, t )  T1 T ( L, t )  T2

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 33 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.4 – Condições Inicial e
Departamento de Engenharia Mecânica
de Contorno
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Condição de Contorno de Fluxo Prescrito: quando se conhece o fluxo de calor


na superfície, essa informação pode ser usada como uma das condições de contorno.

T
q   k
x

T (0, t )
k  50
x

T ( L, t )
k  50
x

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 34 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.4 – Condições Inicial e
Departamento de Engenharia Mecânica
de Contorno
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Exemplo 2-6. Considere uma panela de alumínio usado para cozinhar arroz em um
fogão elétrico. O fundo da panela tem espessura de L = 0,3 cm e diâmetro D = 20 cm. A
boca do fogão elétrico consome 800 W de potência durante o cozimento, e 90% do calor
gerado é transferido para a panela. Durante a operação em regime permanente, a
temperatura da superfície interna da panela é 110ºC. Expresse as condições de contorno
para o fundo da panela durante esse processo de cozimento.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 35 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.4 – Condições Inicial e
Departamento de Engenharia Mecânica
de Contorno
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Condição de Contorno de Convecção: é baseada no balanço de energia na


superfície da parede, expressa como:

T (0, t )
h1[T1  T (0, t )]   k
x

T ( L, t )
k  h2 [T ( L, t )  T 2 ]
x

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 36 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.4 – Condições Inicial e
Departamento de Engenharia Mecânica
de Contorno
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Exemplo 2-7. Vapor flui através da tubulação, como mostrado na figura abaixo, a uma
temperatura média de T = 200 ºC. Os raios interno e externo da tubulação medem r1 = 8
cm e r2 = 8,5 cm, respectivamente, e a superfície externa da tubulação é bem isolada.
Considerando que o coeficiente de transferência de calor por convecção na superfície
interna é h = 65 W/m2.K, expresse as condições de contorno nas superfícies interna e
externa da tubulação durante os períodos transientes.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 37 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.4 – Condições Inicial e
Departamento de Engenharia Mecânica
de Contorno
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Condição de Contorno de Radiação: da mesma forma que a convecção, baseia-


se no balanço de energia na superfície da parede, em situações especiais na presença (ou
não) da convecção.

T (0, t )
 1 [Tcirc
4
,1  T (0, t ) ]   k
4

x

T ( L, t )
k   2 [T ( L, t ) 4  Tcirc
4
,2 ]
x

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 38 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.4 – Condições Inicial e
Departamento de Engenharia Mecânica
de Contorno
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Condição de Contorno da Interface: dois corpos em contato devem ter a


mesma temperatura na área de contato e o fluxo de calor nos dois lados da interface é o
mesmo (interface não acumula energia).

TA ( x0 , t )  TB ( x0 , t )

TA ( x0 , t ) T ( x , t )
 kA  k B B 0
x x

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 39 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.4 – Condições Inicial e
Departamento de Engenharia Mecânica
de Contorno
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Condição de Contorno Generalizada: a transferência de calor em uma


superfície pode envolver mais de uma forma de transferência de calor. Nesse caso, a
condição de contorno é obtida através de um balanço de energia na superfície.

 Tranferência de calor   Transferência de calor a 


   
 para a superfície em 
  partir da superfície em 
 todos os modos   todos os modos 
   

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 40 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.4 – Condições Inicial e
Departamento de Engenharia Mecânica
de Contorno
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Exemplo 2-8. Uma esfera metálica de raio ro é


aquecida em um forno até alcançar a temperatura de
300ºC, sendo então retirada do forno e colocada para
resfriar em temperatura ambiente (T = 27ºC). A
condutividade térmica do material que compõe a esfera
é k = 14,4 W/m.K, e o coeficiente médio de
transferência de calor por convecção na superfície
externa da esfera é h = 25 W/m2.K. Além disso, a
emissividade da superfície externa da esfera é  = 0,6, e
a temperatura média das superfícies ao redor é Tcir =
290K. Assumindo que a esfera é resfriada
uniformemente a partir de toda sua superfície externa,
expresse as condições inicial e de contorno para o
processo de resfriamento.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 41 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.4 – Condições Inicial e
Departamento de Engenharia Mecânica
de Contorno
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Exemplo 2-9. Considere a parede de espessura L = 0,2 m de


uma casa. A superfície externa da parede é exposta à radiação solar
com absortividade  = 0,5 para energia solar. O interior da casa é
mantido em temperatura T1 = 20ºC, enquanto a temperatura do
meio externo é de T2 = 5ºC. O céu, o solo e as superfícies das
estruturas ao redor do local podem ser modelados como superfície
de temperatura efetiva de Tcéu = 255 K que troca radiação com a
superfície externa da parede. A troca de radiação entre a superfície
interna da parede e o teto, o piso e outras paredes da casa é
desprezível. Os coeficientes de transferência de calor por
convecção nas superfícies interna e externa da parede são h1 = 6
W/m2.K e h2 = 25 W/m2.K, respectivamente. A condutividade
térmica do material que compõe a parede é k = 0,7 W/m.K, e a
emissividade da superfície externa é 2 = 0,9. Considerando que a
transferência de calor pela parede é unidimensional e permanente,
expresse as condições de contorno nas superfícies interna e externa.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 3 - Slide 42 de 64


Universidade Federal de Santa Maria 2.5 – Solução de Problemas de
Departamento de Engenharia Mecânica Condução de Calor Unidimensional
DEM 1008 – Transmissão de Calor em Regime Permanente

Procedimento para Resolução de Problemas de Condução de Calor

1. Formular o problema obtendo a equação diferencial (na forma mais simples) e suas
condições de contorno.

2. Obter a solução geral da equação diferencial.

3. Aplicar as C.C. Determinando as constantes arbitrárias da solução geral e assim


encontrar a solução particular do problema.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 43 de 64


Universidade Federal de Santa Maria 2.5 – Solução de Problemas de
Departamento de Engenharia Mecânica Condução de Calor Unidimensional
DEM 1008 – Transmissão de Calor em Regime Permanente

Exemplo 2-10. Considere uma grande parede plana de espessura L = 0,2 m,


condutividade térmica k = 1,2 W/m.K e área A = 15 m2. Os dois lados da parede são
mantidos a temperaturas constantes de T1 = 120ºC e T2 = 50ºC, respectivamente.
Determine (a) a variação de temperatura na parede e o valor da temperatura em x = 0,1 m
e (b) a taxa de condução de calor pela parede sob condições permanentes.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 44 de 64


Universidade Federal de Santa Maria 2.5 – Solução de Problemas de
Departamento de Engenharia Mecânica Condução de Calor Unidimensional
DEM 1008 – Transmissão de Calor em Regime Permanente

Exemplo 2-11. Considere uma condução de calor unidimensional permanente em uma extensa parede
de espessura L e condutividade térmica constante k, sem geração de calor. Obtenha expressões para a
variação da temperatura no interior da parede para os seguintes pares de condições de contorno.
T (0)
a) k  q0  40 W / cm 2 e T (0)  T0  15º C
x
T (0) T ( L)
b) k  q0  40 W / cm 2 e  k  q L  25 W / cm 2
x x
c) T (0) e  k T ( L)  q  40 W / cm 2
k  q0  40 W / cm 2
x x
L

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 45 de 64


Universidade Federal de Santa Maria 2.5 – Solução de Problemas de
Departamento de Engenharia Mecânica Condução de Calor Unidimensional
DEM 1008 – Transmissão de Calor em Regime Permanente

Exemplo 2-12. Considere que a placa da base de


um ferro de passar de 1200 W tenha espessura L =
0,5 cm, área da base A = 300 cm2 e condutividade
térmica k = 15 W/m.K. A superfície interna da placa
é submetida a um fluxo de calor uniforme gerado
pela resistência interna, enquanto a superfície
externa perde calor para o meio (temperatura T =
20ºC) por convecção. Considerando que o
coeficiente de transferência de calor por convecção
é h = 80 W/m2.K e desprezando a perda de calor por
radiação, obtenha a expressão para a variação de
temperatura na placa da base de ferro e avalie as
temperaturas nas superfícies interna e externa.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 46 de 64


Universidade Federal de Santa Maria 2.5 – Solução de Problemas de
Departamento de Engenharia Mecânica Condução de Calor Unidimensional
DEM 1008 – Transmissão de Calor em Regime Permanente

Exemplo 2-13. Considere uma extensa parede plana


de espessura L = 0,06 m e condutividade térmica k = 1,2
W/m.K. A parede está coberta por azulejos de porcelana
branca de emissividade  = 0,85 e absortividade solar 
= 0,26. A superfície interna da parede é mantida a T1 =
300 K, enquanto a superfície externa é exposta à
radiação solar com incidência de qsolar = 800 W/m2. A
superfície externa também perde calor por radiação para
o espaço ao redor de 0 K. Determine a temperatura da
superfície externa da parede e a taxa de transferência de
calor através dela quando alcança condições
permanentes de operação. Qual seria sua resposta se não
houvesse radiação solar incidindo na superfície?

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 47 de 64


Universidade Federal de Santa Maria 2.5 – Solução de Problemas de
Departamento de Engenharia Mecânica Condução de Calor Unidimensional
DEM 1008 – Transmissão de Calor em Regime Permanente

Exemplo 2-14. Considere uma tubulação de comprimento L = 20 m, raio interno r1 = 6


cm, raio externo r2 = 8 cm e condutividade térmica k = 20 W/m.K. As superfícies interna
e externa da tubulação são mantidas a temperaturas médias T1 = 150ºC e T2 = 60ºC,
respectivamente. Obtenha a relação geral para a distribuição de temperatura no interior da
tubulação sob condições permanentes e determine a taxa de perda de calor do vapor pelo
tubo.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 48 de 64


Universidade Federal de Santa Maria 2.5 – Solução de Problemas de
Departamento de Engenharia Mecânica Condução de Calor Unidimensional
DEM 1008 – Transmissão de Calor em Regime Permanente

Exemplo 2-15. Considere um contêiner esférico de raio r1 = 8 cm, raio externo r2 = 10


cm e condutividade térmica k = 45 W/m.K. As superfícies interna e externa do contêiner
são mantidas a temperaturas constantes T1 = 200ºC e T2 = 80ºC, respectivamente.
Obtenha a relação geral para a distribuição de temperatura no interior da casca sob
condições permanentes e determine a taxa de perda de calor.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 49 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.6 – Geração de Calor em Sólidos
DEM 1008 – Transmissão de Calor

• A geração de calor em um sólido aumenta sua temperatura e consequentemente a


transferência de calor do meio para seus arredores.

• O processo continua, até que se atinja as condições de R.P. Nesse instante a taxa de
transferência de calor para os arredores iguala-se à taxa de geração de calor.

• Ao se atingir as condições de R.P., a temperatura do meio não varia mais com o tempo.
A temperatura máxima, Tmax, ocorre no ponto mais distante da superfície externa, Ts.

• Nas condições acima mencionadas, Tmax será no plano central de uma parede plana, no
eixo central de um cilindro e no centro de uma esfera. Ocorre nessas geometrias uma
distribuição de temperaturas simétrica aos planos de simetria.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 50 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.6 – Geração de Calor em Sólidos
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Considere um sólido com área de superfície As, volume V e condutividade


térmica k, onde o calor é gerado a uma taxa constante de eger por unidade de volume. O
calor é transferido do sólido para o meio vizinho de temperatura T e coeficiente de
transferência de calor, h, constante. Em R.P. as superfícies do sólido são mantidas à Ts e o
balanço de energia fica

 Taxa de   Taxa de geração 


   
 transferência de    de calor 
 calor do sólido   
   do sólido 

ou Q  egerV

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 51 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.6 – Geração de Calor em Sólidos
DEM 1008 – Transmissão de Calor

A taxa de transferência de calor para o meio a partir do sólido com geração de


calor pode ser expressa a partir da lei do resfriamento de Newton (incluindo ou não a
radiação).
Q  hAs (Ts  T )

Igualando a taxa de transferência de calor com o calor gerado, chega-se à


seguinte relação para a temperatura superficial, Ts:

egerV
Ts  T 
hAs

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 52 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.6 – Geração de Calor em Sólidos
DEM 1008 – Transmissão de Calor

A tabela abaixo apresenta as temperaturas superficiais das seguintes geometrias:

Ts As V

eger L
Parede plana  T   2 Aparede  2 LAparede
h
eger r0
Cilindro  T   2r0 L  r02 L
2h
eger r0 4
Esfera  T   4r02  r03
3h 3

A abordagem a seguir fornece a máxima variação de temperatura das


respectivas geometrias com geração de calor.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 53 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.6 – Geração de Calor em Sólidos
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Analisando um cilindro sólido com geração de calor em condições de R.P.


Considerando um cilindro imaginário de raio r dentro do primeiro

- O calor gerado deve ser igual ao calor conduzido


pela superfície externa.
dT
 kAr  egerVr
dr

dT eger
 k (2rL)  eger (r 2 L)  dT   rdr
dr 2k

- Integrando a partir de r = 0 onde T(0) = T0 até r = r0 onde T(r0) = Ts, tem-se.


eger r02
Tmax,cilindro  T0  Ts 
4k
†Onde T0 é a temperatura do eixo central que é a temperatura máxima.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 54 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.6 – Geração de Calor em Sólidos
DEM 1008 – Transmissão de Calor

A mesma abordagem para a parede plana e a esfera sólida geram as seguintes


expressões:

eger L
Tmax, parede plana 
2k

eger r02
Tmax,esfera 
6k

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 55 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.6 – Geração de Calor em Sólidos
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Exemplo 2-16. A resistência de um aquecedor de 2 kW usado para ferver água é um fio


com condutividade térmica k = 15 W/m.K, diâmetro D = 4 mm e comprimento L = 0,5 m.
Considerando que a temperatura na superfície do fio é Ts = 105ºC, determine a
temperatura no centro.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 56 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.6 – Geração de Calor em Sólidos
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Exemplo 2-17. Um aquecedor formado por um fio


resistor longo e homogêneo de raio r0 = 0,5 cm e
condutividade térmica k = 13,5 W/m.K é usado para
ferver água em pressão atmosférica pela passagem de
corrente elétrica. O calor é gerado uniformemente no fio
como resultado do aquecimento devido à resistência, a
uma taxa de eger = 4,3 x 107 W/m3. Considerando que a
temperatura da superfície externa do fio vale Ts = 108ºC,
obtenha a relação para a distribuição da temperatura e
determine a temperatura no eixo central do fio sob
condições de operação permanente.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 57 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.6 – Geração de Calor em Sólidos
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Exemplo 2-18. Considere que a resistência de um aquecedor é um fio longo de raio r1 = 0,2 cm e
condutividade térmica kfio = 15 W/m.K no qual ocorre geração uniforme de calor a uma taxa
constante eger = 50 W/cm3. O fio é envolto por uma camada de cerâmica de 0,5 cm de espessura cuja
condutividade térmica é kceramica = 1,2 W/m.K. Considerando que a medida da temperatura da
superfície externa da camada de cerâmica é Ts = 45ºC, determine as temperaturas no centro do fio da
resistência e na interface entre o fio e a camada de cerâmica sob condições permanentes.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 58 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
Departamento de Engenharia Mecânica 2.6 – Geração de Calor em Sólidos
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Exemplo 2-19. Uma extensa parede plana de 2L de espessura é submetida a uma


geração de calor uniforme. Determine a expressão para a variação de temperatura na
parede se (a) T1 > T2 e (b) T1 = T2.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 59 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.7 – Condutividade Térmica
Departamento de Engenharia Mecânica
Variável, k(T)
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Em alguns casos a variação da


condutividade térmica de um material é
significativa para um determinado intervalo de
temperaturas. Conhecendo-se a dependência da
condutividade com a temperatura k(T), o valor
médio da condutividade térmica para o intervalo de
temperaturas considerado é dado por

T2

k med 

T1
k (T ) dt
T2  T1 r

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 60 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.7 – Condutividade Térmica
Departamento de Engenharia Mecânica
Variável, k(T)
DEM 1008 – Transmissão de Calor

A taxa de transferência de calor permanente em materiais com condutividade


térmica dependente da temperatura é dada para as principais geometrias como:
T1  T2 A T2
Q parede plana  k med A   k (T ) dt
L L T1

T1  T2 2L T2
Qcilindro  2k med L 
ln(r2 / r1 ) ln(r2 / r1 ) T1
k (T ) dt

T1  T2 4r1r2 T2
Qesfera  4k med r1r2 
r2  r1 r2  r1 T1
k (T ) dt

Sendo a variação da condutividade térmica em função da temperatura


aproximada pela seguinte relação: k (T )  k0 (1  T )

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 61 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.7 – Condutividade Térmica
Departamento de Engenharia Mecânica
Variável, k(T)
DEM 1008 – Transmissão de Calor

O valor médio da condutividade térmica para um intervalo de temperaturas T1


até T2 é determinado por:

T2

k med 

T1
k0 (1  T) dt
 T T 
 k (Tmed )  k0 1   2 1 
T2  T1  2 

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 62 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.7 – Condutividade Térmica
Departamento de Engenharia Mecânica
Variável, k(T)
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Exemplo 2-20. Considere uma parede plana de espessura L cuja condutividade térmica varia
linearmente em um intervalo especificado de temperaturas com k(T) = k0(1 + T), em que k0 e  são
constantes. A superfície da parede em x = 0 é mantida a uma temperatura constante T1, enquanto a
superfície em x = L é mantida a uma temperatura T2. Considerando que a transferência de calor é
unidimensional e permanente, obtenha a relação para (a) a taxa de transferência de calor através da
parede e (b) a distribuição de temperatura T(x) na parede.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 63 de 64


Universidade Federal de Santa Maria
2.7 – Condutividade Térmica
Departamento de Engenharia Mecânica
Variável, k(T)
DEM 1008 – Transmissão de Calor

Exemplo 2-21. Considere uma placa de bronze com 2 m de altura, 0,7 m de largura e 0,1 m de
espessura. Um dos lados da placa é mantido a uma temperatura constante de 600 K, enquanto o outro
lado é mantido a 400 K. A condutividade térmica da placa varia linearmente nessa faixa de
temperaturas com k(T) = k0(1 + T), em que k0 = 38 W/m.K e  = 9,21 x 10-4 K-1. Desprezando os
efeitos nas bordas e assumindo que a transferência de calor é unidimensional e permanente,
determine a taxa de condução de calor através da placa.

Prof. Eduardo Barreto Engenharia Aeroespacial Aula 4 - Slide 64 de 64

Você também pode gostar