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FABIANA COSTA OLIVEIRA

LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL:


O LÚDICO NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM

Itabuna
2018
FABIANA COSTA OLIVEIRA

LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL:


O LÚDICO NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM

Projeto apresentado ao Curso de pedagogia da


Instituição Unime.

Orientador:Viviany Viana

Itabuna
2018
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1 INTRODUÇÃO

Pode-se perceber que o emprego de atividades lúdicas, sejam elas a partir de


jogos e brincadeiras ou até mesmo de outros recursos pedagógicos tem estimulado
que os alunos ampliem o conceito e visão mundo a partir das descobertas e da
criatividade proporcionado por esta ludicidade
O embasamento teórico é importante para dar novos rumos a ação
pedagógica do educador infantil. Com isso, espera-se, com este trabalho, promover
uma reflexão sobre assuntos que permeiam a prática educativa no que se refere à
apropriação, na educação infantil, como a alfabetização e o letramento, inserindo as
atividades lúdicas como facilitador deste processo. Entendendo que, durante a
educação infantil, a ludicidade promove o protagonismo do aluno no processo de
ensino/aprendizagem, busca-se ressaltar sua a importância.
Dessa forma, a escolha do tema deu-se a partir da inquietação e necessidade
de interesse de estar atentos a estudos mais modernos no que se refere a prática
pedagógica com jogos e brincadeiras. Neste contexto, os profissionais da educação
devem refletir mais sobre a importância do lúdico no processo ensino-aprendizagem,
bem como tem sido desenvolvida a metodologia dos jogos utilizados nas escolas.
Por tudo o que foi exposto, entende-se que este trabalho se faz relevante para
novos conhecimentos sobre o assunto
Como a ludicidade através de jogos e brincadeiras durante a educação infantil
pode auxiliar no letramento? A partir do problema traçado, este trabalho,
especialmente, teve por objetivo, avaliar como a abordagem a partir da ludicidade
pode auxiliar no processo de letramento durante a fase da educação infantil.
Pretendeu-se, dentro deste estudo, perceber como o ato de brincar impulsiona um
maior desenvolvimento.
Esta pesquisa foi dividida em três capítulos definidos a partir dos objetivos
específicos traçados. O primeiro capítulo trará uma retrospectiva em relação as
políticas públicas na área da educação, caracterizando o processo da Educação
Infantil. No segundo capítulo será abordado sobre os recursos pedagógicos, dentre
eles a ludicidade na prática do ensino da educação infantil e por fim, no último
capítulo, discutir sobre o papel do pedagogo neste contexto.
A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, com intuito de aprofundar
os conhecimentos a respeito do tema abordado. Para este trabalho também foram
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utilizados métodos de pesquisa qualitativa, que conforme Minayo (1997) é uma


pesquisa que se preocupa com o nível de realidade, que não pode ser quantificada.
Realizou-se uma busca em documentos norteadores da prática educacional no
Brasil.
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2 POLÍTICA DE EDUCAÇÃO NO BRASIL E A CARACTERIZAÇÃO DA


EDUCAÇÃO INFANTIL

Desde a promulgação da Constituição Federal no ano de 1988, conhecida


como a constituição cidadã, a educação é considerada como um direito de todos e
dever do Estado e da família. A partir disso, leis e normas que estabelecessem
diretrizes da para educação se fizeram necessárias.
Em 1996, foi sancionada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional –
LDB, cujo objetivo além de criar normas e parâmetros para a política pública da
educação, é garantir seu total cumprimento para toda população. Nela estão
contidos todos os princípios e finalidade da Educação Nacional, organização e os
níveis e modalidades de educação e ensino, bem como os recursos e as fontes de
financiamento desta política.
De acordo com a LDB, a educação escolar é dividida em educação básica e
educação superior. A educação básica tem como objetivo formar e desenvolver o
educando para o pleno exercício da cidadania. Esta por sua vez, subdivide-se em
educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.
A Educação Infantil, que é a etapa pesquisada neste trabalho, é a primeira
fase da Educação Básica. Visa desenvolver integralmente as crianças com até 05
anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social,
complementando a ação da família e da comunidade (BRASIL, 1996). A LDB afirma
ainda que:

Art. 30. A educação infantil será oferecida em:


I – creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até 3 (três) anos de
idade;
II – pré-escolas, para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de
idade.(BRASIL, 1996, p. 03)

Faz-se necessário sinalizar que anteriormente à LDB, as creches e/ou


entidades equivalentes não faziam parte das Políticas Públicas da Educação e sim
da Assistência Social. Somente a partir de 1996, as creches foram entendidas
enquanto espaço educacional, deixando de ter um caráter puramente
assistencialista que historicamente às caracterizou.A creche adquire um importante
papel no sentido de contribuir para o desenvolvimento integral das crianças.
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Na educação infantil, as crianças são estimuladas, principalmente a partir de


atividades lúdicas, ao exercício de suas capacidades motoras, cognitivas, físicas,
intelectuais, sociais e emocionais e em muitos casos a dar início ao processo de
alfabetização, principalmente em escolas particulares, uma vez que nas escolas
públicas é defendido que o processo de alfabetização é sério demais nesta etapa.
Conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil é
importante que seja reconhecida que a linguagem escrita está introduzida no
processo educacional de crianças de 3 a 5 anos, já que articula experiências e
saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural,
artístico, ambiental, científico e tecnológico (BRASIL, 2010).

Para aprender a ler e a escrever, a criança precisa construir um


conhecimento de natureza conceitual: precisa compreender não só o que a
escrita representa, mas também de que forma ela representa graficamente
a linguagem. Isso significa que a alfabetização não é o desenvolvimento de
capacidades relacionadas à percepção, memorização e treino de um
conjunto de habilidades sensório-motoras. É, antes, um processo no qual as
crianças precisam resolver problemas de natureza lógica até chegarem a
compreender de que forma a escrita alfabética em português representaa
linguagem, e assim poderem escrever e ler por si mesmas. (BRASIL, 1998b,
p. 122).

No que se refere à legislação específica da educação infantil, a mesma tem


por propostas pedagógicas os princípios: éticos que preza pela autonomia,
responsabilidade, solidariedade e respeito; políticos que visa desenvolver o exercício
do senso crítico, cidadania e valores democráticos; e estéticos que busca promover
a ludicidade, criatividade e liberdade de expressão artística e cultural.

A proposta pedagógica das instituições de Educação Infantil deve ter como


objetivo garantir à criança acesso a processos de apropriação, renovação e
articulação de conhecimentos e aprendizagens de diferentes linguagens,
assim como o direito à proteção, à saúde, à liberdade, à confiança, ao
respeito, à dignidade, à brincadeira, à convivência e à interação com outras
crianças. (diretrizes EI)

Os sujeitos incluídos nesta faixa etária que compõe a Educação Infantil


apresentam ciclo de desenvolvimento e de aprendizagem de forma singular, com
exigências próprias, uma vez que trazem em sua conjuntura diferentes aspectos,
sejam eles socioculturais, econômicos e étnico-racial. Destarte, entende-se que
existem diferentes contextos sociais e com isso as interações requer dos
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profissionais que desenvolvam suas atividades de forma a estimular a curiosidade,


solidariedade, tolerância nas relações sociais e fortalecimento de vínculos familiares.
Pode-se compreender que a Educação Infantil no que se refere ao currículo
proposto pelas Diretrizes Nacional Curricular, não se ocupa formalmente, em
alfabetizar e letrar uma criança. Ou seja, faz-se necessário afirmar que, via de regra,
a alfabetização e o letramento não tem obrigatoriedade na educação infantil, apesar
de muitos autores entenderem que ela se faz presente nesta etapa.
Nos documentos elaborados pelo Ministério da Educação (MEC), em
especial, o RCNEI – Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil atenta para
a importância da experiência de contato com textos, sejam através de livros,
cartazes, jornais, revistas etc, afirmando que ao observar produções escritas, a
criança vai se familiarizando de forma gradual com as características formais da
linguagem. Com base no RCNEI:

Para aprender a ler e a escrever, a criança precisa construir um


conhecimento de natureza conceitual: precisa compreender não só o que a
escrita representa, mas também de que forma ela representa graficamente
a linguagem. Isso significa que a alfabetização não é o desenvolvimento de
capacidades relacionadas à percepção, memorização e treino de um
conjunto de habilidades sensório-motoras. É, antes, um processo no qual as
crianças precisam resolver problemas de natureza lógica até chegarem a
compreender de que forma a escrita alfabética em português representa a
linguagem, e assim poderem escrever e ler por si mesmas. (BRASIL, 1998b,
p. 122)

Para um melhor entendimento desta pesquisa, primeiro deve-se apreender o


que se entende por alfabetização e letramento, pois existem diferenças entre as
duas definições, mesmo um conceito sendo complementar ao outro. Enquanto o
alfabetizar se ocupa, essencialmente, em desenvolver habilidades da leitura e da
escrita, o processo de letramento diz respeito a formar cidadãos capazes de dominar
a língua no seu cotidiano, em diversos contextos.
É chamada de alfabetização a prática de ensino e aprendizagem da
representação da linguagem humana, a escrita alfabético-ortográfica (SOARES,
2005).

O termo alfabetização designa o ensino e o aprendizado de uma tecnologia


de representação da linguagem humana, a escrita alfabético-ortográfica. O
domínio dessa tecnologia envolve um conjunto de conhecimentos e
procedimentos relacionados tanto ao funcionamento desse sistema de
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representação quanto às capacidades motoras e cognitivas para manipular


os instrumentos e equipamentos de escrita (SOARES, 2005, p. 43).

Ainda faz parte desse processo de alfabetização algumas aptidões motoras e


cognitivas, como o uso e a manipulação de instrumentos relacionados à escrita,
como por exemplo: segurar de forma adequada o lápis, desenvolver a coordenação
motora indispensável para o ato de escrever, entre outras habilidades.
Porém, com o passar dos anos, entendeu-se que o termo “alfabetização” não
contemplava outras demandas impostas pela sociedade no que se refere à
educação e a aplicabilidade no cotidiano. Com isso, o conceito de letramento passar
a existir entendido como um aumento progressivo do próprio conceito de
alfabetização. Logo, letramento significa:

O conjunto de conhecimentos, atitudes e capacidades envolvidos no uso da


língua em práticas sociais e necessários para uma participação ativa e
competente na cultura escrita (SOARES, 2005, p. 50).

Enquanto uma pessoa alfabetizada é compreendida como indivíduo que


domina capacidades básicas da leitura e escrita, uma pessoa letrada tem aptidão
para realizar uma leitura social e política, ou seja, utilizar-se da leitura e escrita nas
práticas sociais. Porém, como foi citado, é necessário lembrar que estes conceitos
não são independentes entre si:

É necessário reconhecer que, embora distintos, alfabetização e letramento


são interdependentes e indissociáveis: a alfabetização só tem sentido
quando desenvolvida no contexto de práticas sociais de leitura e de escrita
e por meio dessas práticas, ou seja, em um contexto de letramento e por
meio de atividades de letramento; este, por sua vez, só pode desenvolver-
se na dependência da, e por meio da aprendizagem do sistema de escrita
(SOARES, 2004, p. 97).

Soares (2009), em outro estudo, ainda complementa que tanto a prática de


alfabetizar quanto o letramento pode estar presente na educação infantil, em
atividades na qual estimulem a introdução do sistema alfabético e experiências
sociais do uso dessa leitura e escrita. A educação infantil, neste contexto tem-se
revelado fundamental para o processo de aprendizagem, uma vez que socializa,
desenvolve aptidões, melhora o desenvolvimento escolar, propiciando à criança um
melhor rendimento no ensino fundamental.
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É na Educação Infantil que a criança no espaço educacional tem contato com


uma rotina, apreender sobre questões de tempo e espaço, interação social,
construção de sua identidade e autonomia, desenvolvimento cognitivo, além de
fortalecer as relações interpessoais, respeitando as outras pessoas com quem
compartilham o ambiente.
Nesta fase, as práticas de alfabetização e letramento se dão a partir de
atividades lúdicas, como por exemplo, jogos que usam o alfabeto, seja para construir
frases e textos, tendo o professor como escriba, ou ainda para formação de
palavras, demonstrando assim a função social da escrita.
De acordo com Soares apud Teberosky (2009), a partir de estudos realizados,
comprovou-se que as crianças da faixa etária entre 4 e 6 anos, discentes da
Educação Infantil, tem um maior desenvolvimento em direção ao processo de
alfabetização quando norteadas por meio de práticas lúdicas adequadas.
Nesse sentido, para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem pode ser
utilizado como instrumento facilitador, a ludicidade. Dessa forma, no próximo
capítulo será abordado sobre os recursos pedagógicos e da ludicidade neste
contexto.
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3 A LUDICIDADE COMO RECURSO PEDAGÓGICO

O objetivo deste capítulo é apresentar, além dos conceitos de ludicidade e


recurso pedagógico, a importância de ambos no ambiente escolar e no processo de
ensino-aprendizagem. Ludicidade se refere à qualidade de lúdico e que tem a ver
com atividade de entretenimento. Portanto, os jogos, brincadeiras, a diversão, a
integração e momentos de prazer e descontração fazem parte do caráter lúdico de
qualquer atividade. Recurso pedagógico é todo material ou método pedagógico
utilizado no ambiente escolar e que tem como objetivo construir o conhecimento,
aperfeiçoando assim o processo de ensino-aprendizagem.

3. 1 LUDICIDADE

A ludicidade tem a ver com descontração, brincadeiras e jogos, movimento


corporal e etc. Em qualquer ambiente social, o momento lúdico é a ocasião em que
as pessoas interagem entre si. Segundo Luckesi:

“Brincar, jogar, agir ludicamente, exige uma entrega total do ser humano,
corpo e mente, ao mesmo tempo. A atividade lúdica não admite divisão; e,
as próprias atividades lúdicas, por si mesmas, nos conduzem para esse
estado de consciência. Se estivermos num salão de dança e estivermos
verdadeiramente dançando, não haverá lugar para outra coisa a não ser
para o prazer e a alegria do movimento ritmado, harmônico e gracioso do
corpo. Contudo, se estivermos num salão de dança, fazendo de conta que
estamos dançando, mas de fato, estamos observando, com o olhar crítico e
julgativo, como os outros dançam, com certeza, não estaremos vivenciando
ludicamente esse momento” (LUCKESI, 2000, p.21)

O autor discorre que a ludicidade, como um estado de consciência, deve ser


bem aproveitada e que a mesma demanda uma entrega total e sem divisão, não
havendo assim lugar para outra coisa. Ou seja, o ser humano deve estar conectado
unicamente à atividade lúdica, caso contrário não estará vivenciando a ludicidade.
Assim, para Luckesi, a ludicidade tem a ver com algo interno de cada ser humano. E
isso tem a ver com a dimensão interior de cada ser humano e que ele compartilha
coletivamente.
David Boadella (1992, p. 13) assegura que faz-se necessário concordarmos
“que é impossível um indivíduo não se comunicar”. Há diversas formas de se
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comunicar e se tratando de crianças e adolescente, a brincadeira também é uma


forma de comunicação. A ludicidade, sendo uma forma de comunicação, não será
sempre uma atividade de divertimento. É, muitas vezes, a experiência de plenitude
que permite a quem a vivencia em seus atos, como afirma Luckesi (1998). Nisso,
podemos perceber como isso pode estar relacionado com o ambiente escolar.
A escola é um lugar de alteridade, onde as diferenças se encontram,
conversam e trocam experiências. Brincar é justamente aproximar essas diferenças
e se comunicar. Como afirma Lopes:

Brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da


identidade e da autonomia. O fato de a criança, desde muito cedo poder se
comunicar por meio de gestos, sons e mais tarde, representar determinado
papel na brincadeira, faz com que ela desenvolva sua imaginação. Nas
brincadeiras, as crianças podem desenvolver algumas capacidades
importantes, tais como a atenção, a interação, a memória, a imaginação.
Amadurecem também algumas capacidades de socialização, por meio da
interação, da utilização e da experimentação de regras e papéis sociais.
(LOPES, 2006, p. 22)

O ato de brincar, além de prezar a comunicação e a capacidade de


socialização, tem a ver também autonomia e momento de liberdade dos corpos
pelos gestos e sons, além da imaginação. Portanto, a ludicidade mostra-se
importante na vida de crianças e adolescentes no ambiente escolar. E tem muito
mais a ver com a interação social e a capacidade de se comunicar do que mero
passatempo e divertimento.

3.2 RECURSO PEDAGÓGICO

Recurso pedagógico tem a ver com apoio e habilidades instrumentais que


respaldam o professor em sala de aula. O quadro, o giz ou piloto, apagador, jornal,
cartazes, revistas, livros, computadores e outros aparelhos eletrônicos e etc são
recursos pedagógicos que, a depender da escola, estão a disposição de professor e
estudante. Vivemos num mundo em que as redes sociais tomam a maior parte do
tempo e da atenção de crianças e adolescentes. Por essa razão, o professor tem
que se desdobrar para não ficar para trás e assim ter a atenção dos seus alunos
para a compreensão dos conteúdos.
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Em suma, quanto mais tradicional, enfadonha ou monótona for a aula, mas


difícil será competir com celulares e smartphones. E de que forma podemos tornar a
aula prazerosa? Como ter a atenção dos alunos? Quais são os recursos
pedagógicos adequados e eficientes de acordo com a idade dos alunos? E como
aplicá-los para se chegar a compreensão e conclusão? Passemos então a refletir
sobre como a ludicidade pode contribuir e fazer parte ou ser corpo do recurso
pedagógico.

3.3 A LUDICIDADE COMO RECURSO PEDAGÓGICO

Para quebrar a monotonia do ensino tradicional, o professor deve buscar


meios para ter êxito e sucesso nas suas aulas. A ludicidade, buscando a
criatividade, ajuda o professor a desenvolver métodos de ensino-aprendizagem. O
ensino tradicional pouco desperta o interesse dos estudantes, ao passo que as
atividades lúdicas atraem e estimulam através do brincar. O brincar é essencial na
vida de crianças e adolescentes. Segundo Lopes:

Brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da


identidade e da autonomia. O fato de a criança, desde muito cedo poder se
comunicar por meio de gestos, sons e mais tarde, representar determinado
papel na brincadeira, faz com que ela desenvolva sua imaginação. Nas
brincadeiras, as crianças podem desenvolver algumas capacidades
importantes, tais como a atenção, a interação, a memória, a imaginação.
Amadurecem também algumas capacidades de socialização, por meio da
interação, da utilização e da experimentação de regras e papéis sociais.
(LOPES, 2006, p. 34)

Brincar é essencial na vida da criança em virtude de estar relacionada a uma


etapa da vida do ser humano, trabalhando o desenvolvimento. Os mais variados
tipos de brincadeiras e jogos servem para trabalhar, despertar e desenvolver as
diversas capacidades cognitivas. Ou seja, brincar significa educar.
O conhecimento adquirido de forma é o conhecimento obtido de forma
prazerosa. E nada melhor que ensinar e aprender brincando. O renomado educador
Luckesi afirma que:

Ensinar e aprender através do brincar entre as crianças, corresponde ao


ensinar e aprender entre os seres humanos de outras idades, tendo como
meta ludicidade como experiência interna; no caso, importa estarmos
13

cientes de que cada idade tem suas especificidades. LUCKESI, 2015, p.


133)

O autor aponta para as especificidades de cada ser humano e de cada idade,


haja vista que existem diferentes maneiras de ensinar e aprender de forma lúdica,
em harmonia com a complexidade de cada criança e adolescente.
As diferentes experiências de cada criança possibilitam para que aja uma
troca de conhecimento entre elas. Isso é muito significativo do ponto de vista do
ensino, da aprendizagem e da interação e relação social com os diversos tipos de
sujeitos dentro de uma sociedade. Cabe ao professor ter a sensibilidade de se
perceber como um educador disposto a encontrar meios que permitam assim fazê-
lo. Sair do campo da monotonia do ensino tradicional e adentrar no campo da
ludicidade. Segundo palavras de Luckesi:

[...] importa que o educador detenha um cabedal de conhecimentos teóricos


e de habilidades práticas necessários para atuar na educação infantil,
somados, sem sombra de dúvidas, ao desejo de que as crianças aprendam
e, consequentemente, se desenvolvam, o que implica em prazer em
trabalhar com crianças, paciência, investimento; e, de novo, prazer,
paciência e investimento. Importa que os olhos do educador brilhem com o
que faz. (LUCKESI, 2015, p. 136)

O autor ressalta a importância de o educador deter de uma gama de recursos


pedagógicos, além de demonstrar habilidades práticas para aplicar na educação
infantil. E a ludicidade como recurso pedagógico significa prazer em trabalhar, prazer
em ensinar e aprender.
É de grande valor lembrar que o educador trabalha com diversas crianças e
que, portanto, muitas dessas atividades lúdicas serão desenvolvidas em grupo. Mais
uma vez destaco a importância das atividades coletivas entre as crianças no papel
de cooperar com o aperfeiçoamento das relações sociais, o companheirismo e o
respeito às diferenças.
Com relação as atividades lúdicas coletivas entre as crianças ou que aja
participação direta dos professores, Maluf vai dizer que:

Brincar juntos reforça laços afetivos. É uma maneira de manifestar nosso


amor à criança. Todas as crianças gostam de brincar com os professores,
pais, irmãos, e avós. A participação do adulto na brincadeira com a criança
eleva o nível de interesse pelo enriquecimento que proporciona, pode
também contribuir para o esclarecimento de dúvidas referentes as regras
das brincadeiras [...] (MALUF, 2003, p. 27)
14

Neste caso, o educador, no momento em que também participa da aula


lúdica, demonstra aos seus alunos que também é parte integral no processo de
ensino-aprendizagem. Demonstrando que o professor também pode aprender junto
com os seus alunos e ensiná-los de maneira mais próxima. Assim, a criança passará
a ter respeito e confiança maior pelo educado, tendo em vista que o autor apresenta
a idéia de que as brincadeiras coletivas fortalecem as relações de afeto.
Em virtude dos fatos apresentados, este estudo expôs, de modo positivo, a
relevância da ludicidade como recurso pedagógico na educação de crianças e
adolescentes. Além de salientar para que possamos enxergar a proposta da
ludicidade, não como um passatempo ou um mero divertimento, mas de que forma
essas brincadeiras, jogos e momentos recreativos são significativos para a educação
infantil, servindo como um suporte no processo de ensino-aprendizagem, auxiliando
na interação social e no desenvolvimento das habilidades cognitivas.
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4 O PAPEL DO PROFESSOR DA EDUCAÇÃO INFANTIL NA CONTRIBUIÇÃO


PARA UMA EDUCAÇÃO LÚDICA

O principal desafio de todo educador é propiciar um ambiente de


aprendizagem para as suas tão heterogêneas classes. Dentre as modalidades que
compõem as etapas escolares da educação básica (a saber: Educação Infantil,
Ensino Fundamental e Ensino Médio), a que se encontra em situação mais
complexa e, portanto, mais desafiadora é a Educação Infantil. Muito por conta do
caráter crucial que esta possui enquanto preparação para as etapas subsequentes.
Os primeiros anos de vida da criança são essenciais para as suas formações
posteriores e requerem uma educação de qualidade que proporcionem estímulos
cognitivos e corporais. Mas temos um entrave que dificulta, inclusive, saber qual o
lugar da educação infantil na nossa sociedade. Como pontua Francisco Linhares,

(...) o imaginário da Educação Infantil na sociedade brasileira ainda a


relaciona a um espaço para ‘deixar as crianças’ enquanto os familiares
trabalham, ou seja, a imagem de depósito de crianças. Para desmistificar
esse conceito se faz necessário um trabalho rigoroso e paciente, é bem
verdade, mas é preciso que a mudança também aconteça de dentro pra
fora. (LINHARES, 2014, p.5)

Tal constatação nos aponta que há uma imagem engendrada acerca dos
espaços escolares: os mesmo funcionam como depósitos, lugares onde as crianças
ficam por determinados momentos, enquanto os responsáveis cumprem com suas
“obrigações sociais”. Mas quando o autor atenta ao fato de que ‘a mudança também
aconteça de dentro para fora’ significa que a própria escola, enquanto instituição
precisa olhar para a Educação Infantil de uma forma diferente, propondo métodos
que contemplem a capacidade criativa das crianças, substituindo o atual modus
operandi que se apropria dessa visão de que numa escola de educação infantil, a
função é “guardar as crianças”, sendo estas como folhas de papel em branco, tal
como defendia o iluminista John Locke.
Destarte, há um vício que impera no concernente às propostas para a
educação infantil. Este vício, desdobrado daquele que percebe os espaços de
educação infantil enquanto depósitos, enxerga as próprias crianças como caixas
vazias que dependerão de professoras e professores para que lhes ensinem alguma
coisa, preenchendo este suposto corpo vazio.
16

Um dos mais ilustres estudiosos a defender de forma veemente que as


crianças carregam particulares experiências e vivências e que isto influi diretamente
no aprendizado foi o filósofo Paulo Freire, que em sua Pedagogia da Autonomia,
reforça que “(...) nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se
transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado
ao lado do educador, igualmente sujeito do processo” (FREIRE, P. 1996, p. 29).
Sendo assim, através de sua educação libertadora, o pensador alerta a
necessidade de levar em consideração os saberes já trazidos pelos educandos até a
sala de aula, pois o processo de ensino-aprendizagem terá mais resultados quando
o professor atua como mediador, respeitando os conhecimentos prévios presentes
nos alunos e alunas e procurando estabelecer ligações com as realidades que nos
cercam. Essa visão do docente proposta por Paulo Freire visa criticar os métodos de
ensino onde o professor “(...) é muito mais um repetidor cadenciado de frases e de
ideias inertes que um desafiador” (FREIRE, P. 1996, p. 29).
Com base na observação de Paulo Freire no tocante ao professor enquanto
mediador, percebe que uma educação lúdica, proposta e aplicada de forma
eficientes, pode favorecer essa posição mediadora por parte do pedagogo-professor.
Para compreender como funcionaria este caráter lúdico na educação, bem como
analisar a postura do educador em relação a isso, analisamos a obra “Educação
Lúdica: técnicas e jogos pedagógicos”, de Paulo Nunes de Almeida. O autor, na
seguinte citação, menciona o papel fundamental do educador para o sucesso de
uma educação lúdica:

O sentido real, verdadeiro, funcional da educação lúdica estará garantido se


o educador estiver preparado para realizá-lo. Nada será feito se ele não
tiver um profundo conhecimento sobre os fundamentos essenciais da
educação lúdica, condições suficientes para socializar o conhecimento e
predisposição para levar isso adiante. (ALMEIDA, 1994, p. 42)

Ao contrário do que se costuma afirmar, a educação que considere jogos e


brinquedos enquanto ferramentas para o processo de ensino-aprendizagem não
estará adotando uma tática de desleixo, que colocará o aprendizado em segundo
plano para integrar as crianças num método que apenas transmita relaxamento e
prazer. É notório que nos primeiros anos de vida, a criança tenha predisposição a
17

interagir com objetos, tendo curiosidade por suas formas, cheiros, cores e demais
características.
Sendo assim, faz-se necessário elaborar atividades de caráter lúdico como
uma tentativa de demonstrar materialmente aquilo que está sendo ensinado, seja
colocando as crianças para ter acesso a brinquedos que ajudem a compreender
aquilo que é trabalhado em sala de aula, seja elaborar jogos de forma que as
crianças possam interagir entre si. Como demonstra a pedagoga Joice Quintela, “(...)
é necessário que neste processo, estas atividades se desenvolvam de forma criativa
e lúdica, pois nesta fase, a crianças passa a desenvolver sua estrutura cognitiva
através do contato com objetos concretos” (QUINTELA, J. D. 2010. p.6).
Considerando as fases de desenvolvimento psicogenético da criança,
propostas por Jean Piaget, o autor Paulo Nunes de Almeida propõe a utilização de
jogos e brincadeiras mediante às diversas etapas da idade infantil. A primeira destas
é conhecida como fase sensório-motora e compreende do maternal até
aproximadamente os dois anos de idade. Nesta fase, a criança mexe muito o próprio
corpo, pois está em pleno desenvolvimento.
Sendo assim, as brincadeiras físicas podem satisfazer mais a criança porque
consolidam as necessidades de seu crescimento, além de combinar movimentos
simples e atitudes naturais, anulando as combinações anormais dos músculos e
realizando o aperfeiçoamento. Nesta fase, a criança espera da figura do educador,
um contato afetuoso e estimulante pois este seria “(...) o primeiro sinal de uma
verdadeira educação lúdica” (ALMEIDA, 1994, p. 30).
A segunda fase foi denominada por Jean Piaget como fase simbólica e
compreende as crianças de dois a quatro anos. Aqui o autor aponta que
“experimentando, vendo, manipulando as coisas, a criança descobre a possibilidade
de dar forma ao mundo de acordo com as suas impressões, passando não só a
evocar e registrar fatos na memória, mas a recriá-los” (ALMEIDA, 1994, p. 32). A
fase intuitiva corresponde aos últimos anos da criança na educação infantil, pois
depois desta etapa a mesma já integrará o ensino fundamental. Nesta etapa,

A participação e a postura do adulto (pais e professores) são


importantíssimas para a criança. Nessa fase, ela adora movimentar-se, e a
família bem como a pré-escola não podem querer imobilizá-la com
determinações que castrem esse tipo de ação. (ALMEIDA, 1994, p. 35)
18

Ao longo do texto, fica evidente a preocupação de Paulo Nunes de Almeida


no tocante a uma castração simbólica da criança, por parte de pais e professores. O
autor demonstra que não adianta “empurrar” conteúdos para que a criança responda
sob as nossas expectativas. Uma das principais preocupações da educação infantil
deve ser proporcionar o bem-estar da criança e permitir que a mesma possa realizar
suas próprias descobertas, sem uma persona autoritária que a considere desprovida
de intelecto. Impor um caráter repressivo a educação infantil pode criar um
distanciamento entre a criança e o educador, tendo em vista que é o princípio de
afetividade que fará a criança se sentir confortável no ambiente escolar. Como
pontua Paulo Freire: “se trabalho com crianças, devo estar atento à difícil passagem
ou caminhada da heteronomia para a autonomia, atento a responsabilidade de
minha presença que tanto pode ser auxiliadora como pode virar perturbadora (...)”
(FREIRE, 1996, p. 78).
É de extrema relevância salientar a citação anterior. O educador deve estar
atento à particularidade da cognição infantil e encorajar alunos e alunas a buscarem
sua autonomia intelectual. Essa autonomia não denota independência em relação ao
professor, mas antes de tudo reforça que a criança já carrega em sua bagagem as
experiências em suas respectivas comunidades e o convívio com seus familiares.
Essas experiências não deverão ser excluídas pelos professores, mas estes devem
buscar aproximar essas informações com os diversos pontos de vista sobre a
realidade. É imprescindível lembrar que nos primeiros anos de vida, a criança está
começando a compreender que o meio social é composto de regras e que estas
regras compõem todos os ambientes de convivência coletiva.
Os jogos constituem suportes pedagógicos para acostumar as crianças com a
existência dessas regras. Num primeiro momento, as crianças podem desobedecer
às regras, tendo em vista que ainda estão se acostumando com esses códigos. Mas
é aí que o professor pode exercitar seu papel de mediador, considerando que não se
trata de um confronto, onde aqueles que descumprem as regras acordadas são
automaticamente expulsos do jogo. Pelo contrário, o jogo elaborado para ser
trabalhado na educação infantil não se resume ao resultado final onde alguém perde
e alguém ganha. Ele é justamente uma ferramenta pedagógica que proporciona a
aprendizagem mediante um processo de interação, tal como se dá em sociedade,
19

além de acostumar as crianças em conviver com as regras, como é a sociedade em


que as mesmas conviverão.
Para a realização de uma educação lúdica, alguns passos são necessários
para aplicação do lúdico com adequação e correção. O primeiro passo trata do
preparo e da formação do professor. Organização e planejamento compõem o
segundo passo. Tendo em mãos os dados do ambiente, o professor poderá levantar
jogos e técnicas e ajustá-los ao plano escolar para auxiliar os alunos a dominar
conhecimentos referentes a qualquer área de ensino. O terceiro passo concerne a
preparação e formação dos participantes.
Antes da execução dos jogos, deve existir uma fase anterior onde o professor
juntamente com o grupo, pode levantar as atitudes básicas que deverão nortear o
bom comportamento dos participantes. O passo seguinte seria a execução das
atividades lúdicas. Na visão de Paulo Nunes de Almeida, “o bom êxito de toda
atividade lúdico-pedagógica depende exclusivamente do bom preparo e liderança do
professor” (ALMEIDA, 1994, p. 51). A quinta e última etapa trata da avaliação dos
jogos pedagógicos. Como foi dito anteriormente, os jogos para ambientes lúdicos-
pedagógicos se diferenciam dos jogos que não foram elaborados para estes
espaços, pois não devem levar o resultado final (de um vencedor ou de um
perdedor) como o auge do processo. Ou, como apontam as palavras de Paulo
Nunes:
Os jogos em si, não constituem instrumentos de avaliação, mas são
estratégias que oferecem ao professor e aos próprios alunos a possibilidade
de observarem o rendimento da aprendizagem, as atitudes e a eficiência do
próprio trabalho. (ALMEIDA, 1994, p.52)

Tomando o lúdico enquanto possível componente da rotina em espaços de


educação infantil, apontamos como este também pode auxiliar o professor no
convívio com alunos e alunas. Sendo nosso objetivo buscar alternativas para a
postura do educador nessa etapa da escolaridade, encontramos na educação
libertadora de Paulo Freire uma forma de possibilitar ao educando que atue
enquanto partícipe do processo ensino-aprendizagem. Já é sabido que em boa parte
das vezes, o olhar para a educação infantil almeja depositar conteúdos e saberes
nas crianças enquanto estas aguardam o horário de saída da escola, esperando
seus responsáveis.
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O jogo oferece ao educador a possibilidade de atuar enquanto mediador de


indivíduos e, portanto, de saberes, e devolve ao educando o protagonismo no
processo de ensino-aprendizagem, além de facilitar a interação e troca de saberes
englobando toda a classe e alterando a rotina escolar. Para que a rotina e o foco da
educação infantil sofram alterações benéficas, a escola “necessita de uma proposta
pedagógica diferenciada, em que o professor explore na criança a sua bagagem de
conhecimentos” (LINHARES, 2014, p. 7).
21

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