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1. Os princípios constitucionais são bases primordiais do sistema normativo da sociedade.

Ao falarmos de princípios estamos em face de valores fundamentais de uma ordem


jurídica.
A Constituição como base de um sistema jurídico, traz consigo os princípios
constitucionais e estes são aplicáveis em todas as áreas de direito, sendo por isso
importantes, visto que orientam todo sistema de direito, inclusive na produção e aplicação
de normas em que deve sempre respeitar os princípios que funcionam como um padrão
do sistema legal.
2. Os direitos fundamentais os direitos fundamentais são situações jurídicas objetivas e
subjetivas definidas no direito positivo em prol da dignidade, igualdade e liberdade da
pessoa humana.
É de realçar que apesar da atribuição destes direitos consagrados na Constituição não
implica a inexistência de outros direitos que o Homem tenha ao abrigo da lei. Este
entendimento resulta do que estabelece o art.42 da CRM 2004 (revista pontualmente em
2018 com aprovação dla Lei nº 1/2018 de 12 de Junho) a saber: os direitos fundamentais
consagrados na Constituição não excluem quaisquer outros constantes das leis.

3. A proteção Jurídica de que se fala é o direito legalmente consagrado que salvaguarda o


acesso aos tribunais a todos os cidadãos tenham dificuldades financeiras que lhes
impeçam de suportar os custos de processos judiciais ou de processos de resolução
alternativa de litígios, bem como de consultar um advogado para orientação legal. A
consagração deste direito visa garantir que independentemente da insuficiência dos
recursos económicos, todos os cidadãos tenham acesso a mecanismos legais de defesa
dos seus direitos e interesses (tribunais), bem como ao acompanhamento técnico
necessário para a concretização prática dos mesmos. Neste sentido veio estabelecer-se a
gratuitidade no que respeita ao pedido de proteção jurídica. Este direito vem consagrado
na CRM no art.62.

4. Os direitos fundamentais são, garantias positivadas e previstas na constituição, com força


normativa-constitucional. A sua atribuição tem validade prática, porque representam
questões essenciais para o ser humano, no que respeita à sua existência, dignidade e à sua
autonomia. Eles contêm uma natureza de necessidade, não representando somente aspetos
desejáveis. São direitos inerentes à própria noção de pessoa humana, como direitos básicos
das pessoas exatamente por isso que têm a designação de “direitos fundamentais”.
Além disso, todos homens podem ser titulares destes direitos visto que são universais.
Ver também art.35 CRM.
5. As garantias criminais repressivas remetem-nos a ideia de individualização, personalização
e humanização da pena, são meios que asseguram ao criminoso tratamento mais justo
possível. Fundamenta-se em princípio geral dominante em qualquer setor da Justiça, que é
dar a cada um o que é seu. As garantias são necessárias para que o Estado, usufruindo do
direito de punir, assegure ao criminoso a consequência exata do fato que praticou e ofereça
segurança à coletividade. Desenvolve-se ela em três planos: legislativo, judicial e
executório. Um exemplo de individualização da pena é o trazido pelo art. 61 nº 2 CRM.
No que toca humanização da pena, art.61 nº 1 CRM.