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ASHERÁ – O ESPIRITO POR

TRÁS DA ÁRVORE

Introdução

Posso dizer que foi no mínimo


assustador descobrir que um dos
maiores ―inimigos‖ de Deus na
história da humanidade, foi escondido
nas linhas das Escrituras, por uma
tradução banal que nos faz
simplesmente ignorá-lo.
De fato os pouquíssimos
estudiosos cristãos se dedicaram a
investigar quem seriam estes ―postes-
ídolos‖ citados centenas de vezes na
Bíblia, sempre sendo confrontados
pelos profetas do Eterno.
Quem são os ―postes-ídolos‖?
Porque Deus sempre fez questão de
denunciá-los. Será que eles
simplesmente desapareceram, ou
continuam ―infiltrados‖ na sociedade
moderna? Que tipo de mal os ―postes-
ídolos‖ podem trazer ao ambiente e as
pessoas ao seu redor?
São muitas as perguntas, e
muitas as respostas. Este não é
apenas um livro, mas uma profecia.
Meu objetivo é dar continuidade ao
ministério profético de denúncia dos
―postes-ídolos‖, cujo nome original é
―Asherah‖.
Após a leitura deste livro, você
nunca mais verá o mundo da mesma
maneira. Asherah está em toda parte.
Nas ruas, nas artes, na economia, na
cultura, na religião, no calendário.

“Não estabelecerás poste-


ídolo[‫’ אשרה‬Asherah], plantando
qualquer árvore junto ao altar do
SENHOR, teu Deus, que fizeres para ti”
Deuteronômio 16.21

Desde que me converti, sempre


ouvi mensagens sobre a fascinante
batalha de Elias com os profetas de
Baal (como costumamos dizer).
Entretanto é comum ignorarmos que
não haviam apenas 450 profetas de
Baal. Também haviam os profetas de
Asherah. Porém a superficialidade das
mensagens sempre fazem ignorar a
segunda parte do texto. Enchemos a
boca para falar dos 450 profetas de
Baal, e ignoramos o que vem depois.
Observe:

2
“Agora, pois, envia, ajunta a
mim todo o Israel no monte Carmelo,
como também os quatrocentos e
cinqüenta profetas de Baal e os
quatrocentos profetas de Asherah, que
comem da mesa de Jezabel.” 1Rs
18:19 ARC

O versículo acima foi


transliterado da Bíblia na tradução
Almeida Revista e Corrigida. Em
algumas outras versões está escrito
―poste-ídolo‖ no lugar de Asherah.
Confesso sinceramente que eu
sempre quis saber quem é esta
Asherah citada tão claramente, no
entanto ignorada pelos pregadores e
estudiosos. Então fiz o que todo
estudioso das Escrituras deveria
fazer. Mergulhei no hebraico, estudei
a cultura judaica, e um pouco sobre
culturas pagãs. Mergulhei profundo
ao meu ver, e raso e relação ao que
ainda está oculto.
Meu primeiro passo foi
descobrir que todas as vezes que
aparece a palavra ―poste-ídolo‖ na
Bíblia, o original é Asherah. Logo
depois investiguei quantas vezes a
bíblia fala sobre esta assunto, e

3
encontrei não menos de 40 citações
isoladas.
Sei que ao ler este livro você
ficará muito impactado, seus olhos
serão literalmente abertos e você verá
um mundo paralelo que nos rodeia e
nos acompanha há milênios.
Ainda sim quero que você
considere que este livro é apenas a
―ponta do iceberg‖.
Que o Espírito do Santo nos dê
entendimento, revelação. Estamos
denunciando um dos maiores pilares
do inferno, mas sabemos: Muito maior
é o que está conosco.

4
CAPÍTULO 1
A Deusa Babilônica

5
Asherah ('TRT; hebraico: ‫)אֲ שֵׁ ָרה‬,
na mitologia semita, é uma deusa
mãe, que aparece em diversas fontes
antigas. Ela aparece nos escritos
acadianos pelo nome de Ashratum /
Ashratu, e em hitita como Asherdu (s)
ou Ashertu (s) ou Aserdu (s) ou Asertu
(s). Asherah é geralmente considerada
idêntica à deusa ugarítica 'Aṯirat.

Asherah é identificada como a


consorte do deus sumério Anu e
ugarítico El, as divindades mais
antigas de seus respectivos panteões.
Esse papel deu a ela um grau
igualmente elevado no panteão
ugarítico. O nome Dione, que como
'Elat significa "Deusa", está
claramente associada com Asherah na
fenícia História da Sanchuniathon,
porque o mesmo epíteto comum (Elat)
"por excelência Deusa" foi usado para
descrevê-la em Ugarit. O Livro de
Jeremias, escrito por volta de 628 aC,
possivelmente refere-se à Asherah
quando usa o título de "Rainha do
Céu", afirmando: "... os filhos
6
apanham a lenha, e os pais acendem
o fogo, e as mulheres amassam a
farinha para fazerem bolos à rainha
do céu, e oferecem libações a outros
deuses, para me provocarem à ira
―(hebraico:)‖.

Asherah
A palavra também conhecida
como ―Aserá‖ traduz-se como ―bosque
(para adoração de ídolos)‖. Trata-se de
uma divindade deusa babilônica
conhecida como a deusa da fortuna e
felicidade. Suposta esposa de Baal.
Era cultuada através de árvores
consideradas sagradas, ou postes
erigidos junto a um altar; conhecidos
na bíblia como ―postes ídolos‖.

Todas as vezes que a palavra


―poste-ídolo‖ aparece na bíblia, é
usado no original ‫’ אשרה‬Asherah ou
‫’ אׂשירה‬Asheyrah (Asherah).

Cataloguei na Bíblia, em ordem


sequencial, todas as vezes que esta
divindade aparece, vejamos a seguir:

7
Êxodo 34.13 termina mandando
cortar as Asherahs.
Deuteronômio 7.5 também fala
sobre CORTAR os ―postes-ídolos‖ –
Asherah.
Deuteronômio 12.3 fala sobre
despedaçar e queimar a Asherah.
Deuteronômio 16.21 diz para
não plantar Asherah junto ao altar de
Deus.
Juízes 3.7 diz que o povo de
Israel traiu a Deus, prestando culto a
Asherahs.
Juízes 6.25 Deus manda Gideão
arrancar a Asherah plantada por seu
pai, que estava junto ao altar.
Juízes 6.26 Deus manda Gideão
fazer um altar novo, e usar os galhos
da Asherah que seu pai cultuava,
como lenha!
Juízes 6.30 o povo de Israel
queria que o pai de Gideão o matasse,
só porque ele queimou as Asherahs.
1 Reis 14.15 Deus diz que
removerá Israel de uma boa terra,
porque o povo atraiu a ira do Senhor,
cultuando a Asherahs.
1 Reis 14.23 O povo de Judá
também plantou Asherahs em cima de

8
montes, e debaixo de todas as arvores
verdes.
1 Reis 15.13 Asherah aparece
na bíblia em português como
―abominável imagem‖. Foi queimada
pelo rei Asa, no vale de Cedrom.
1 Reis 16.33 diz que Acabe fez
Asherahs, e cometeu mais
abominações para irritar a Deus do
que todos os reis que Israel teve antes
dele.
1 Reis 18.19 Elias confrontou
450 profetas de Baal e mais 400
profetas de Aserá (Asherah), algumas
traduções aparece o Aserá e outras
aparecem poste-ídolo.
2 Reis 13.6 diz que o tempo
passou, mas Asherah continuava
sendo adorada em Samaria.
2 Reis 17.10, o povo continua
plantando Asherahs.
2 Reis 17.16 complementam
dizendo que o povo plantava Asherahs
e adorava ―todo o exercito dos céus‖ –
astrologia.
2 Reis 18.4 – O rei Ezequias se
destacou na história, derrubando
Asherahs.
2 Reis 21.3, Manassés, filho de
Ezequias, voltou a plantar Asherahs.

9
Também adorou exércitos dos céus, e
os serviu.
2 Reis 23.1-6 o Rei Josias
queima as Asherahs, e faz um ato
profético lançando as cinzas sobre a
sepultura do povo.
2 Reis 23.7 revela que haviam
prostitutas-cultuais escondidas na
casa de Deus, onde mulheres se
prostituiam e ―teciam tendas‖ para
Asherah. No original diz: criavam
abrigos para os Asherahs.
2 Reis 23.14,15 fala de um rei
que removeu e destruiu as Asherahs.
2 Crônicas 14.3 diz que o rei
Asa fez o que era reto aos olhos de
Deus, destruindo Asherahs.
2 Crônicas 15.16 diz que a mãe
do rei Asa era chamada de Rainha-
mãe porque havia feito uma imagem
abominável para Asherah. O rei Asa a
―depôs‖ deste título.
2 Crônicas 17.6 diz que o rei
Josafá também removeu as Asherahs
de Judá.
2 Crônicas 19.3 o profeta Jeú
repreende alguns erros
administrativos do rei Josafá, mas diz
que Deus se agradava das boas coisas

10
que ele fazia, removendo as Asherahs
do meio da nação.
2 Crônicas 24.18-27 morre o
sacerdote Joiada, e o povo começa a
sacrificar para as.
Asherahs com toda força. O
filho do falecido sacerdote Joiada
(profeta Zacarias) fica de pé em meio
de uma praça suplicando ao povo que
não cometa este ato amaldiçoado.
O povo, possuído por demônios,
junto com o rei Joás, apedreja o
profeta Zacarias, no pátio da casa de
Deus. Como consequência o povo
perdeu a proteção de Deus, e o
exercido dos siros invadiu e venceu
poderosamente o povo de Deus.
2 Crônicas 31.1 diz que o povo
saiu novamente destruindo as
Asherahs, como consequência do que
lemos nos capítulos 29 e 30, relato de
que o rei Ezequias restaurou a
adoração e santidade a Deus, no meio
de Jerusalém.
2 Crônicas 33.3, após a morte
de Ezequias, Manassés governa
Jerusalém, e passa a levantar
novamente Asherahs no meio do povo.
2 Crônicas 33.9-13 e 19 diz que
Manasses atraiu maldição por conta
das Asherahs, e os babilônicos
11
entraram em Jerusalém e o levaram
amarrado por correntes e ganchos.
Manassés clamou a Deus, e Deus
ouviu sua oração. Manassés morreu,
mas foi sepultado em sua própria
casa, e ―descansou com seus pais‖.
2 Crônicas 34.1-4 Após a morte
de Manassés, o jovem rei Josias
temeu a Deus e purificou Jerusalém e
Judá das Asherahs. Como de
costume, após reduzir as Asherahs ao
pó, lançou sobre a sepultura dos que
as sacrificavam.
Isaías 17.7,8 o Profeta Isaías
profetiza que devemos olhar só para
Deus, e não OLHAR para as Asherahs.
Isaías 27.9 diz que o perdão de
Deus só acontecerá quando todas as
Asherahs forem removidas do meio de
seu povo.
Jeremias 17.2 diz que a
adoração a Asherah vai passando de
pai pra filho, como uma cultura.
Geralmente fazemos aquilo que
aprendemos dentro de casa. Isso é o
princípio da transferência de maldição
por hereditariedade.
Miquéias 5.14 aparece uma
profecia divina, dizendo que chegará o
dia em que as Asherahs serão
12
removidas do meio do povo. No
original está escrito: Arrancarei de ti
as raízes espalhadas pelas tuas
entranhas.
Essas são todas as referências
no Antigo Testamento falando sobre
esta maldição.
Faz-se importante relatar uma
estranha curiosidade. Apesar de
Asherah ser adorada através de
árvores plantadas junto a altares, o
símbolo desta divindade era uma
mulher com os seios a mostra,
amamentando dois lobos. Este
símbolo foi encontrado por
arqueólogos antigos, como pode se
perceber na foto abaixo:

13
Curiosamente o símbolo da
Roma moderna (de onde veio o
catolicismo e a distorção do
cristianismo pregado pelos apóstolos
de Yeshuw’ah – Jesus), tem um
símbolo muito parecido, porém
invertido. Uma loba, amamentando
duas crianças (Romulo e Remo) – de
onde veio a palavra ROMA:

A ideia revelada pelo mundo


espiritual é a seguinte. Durante
séculos, o povo ―amamentou‖ Asherah
(a mulher amamentando o lobo). Mas
a cerca de 2500 anos atrás o quadro
inverteu, e Asherah passou a
amamentar a religiosidade da
14
humanidade, foi aí que surgiu ROMA
e consequentemente o catolicismo e a
religiosidade moderna, na qual de
maneira forte, nós cristãos ainda
somos reflexos.

Estudos do judaísmo antigo


afirmam que a influencia desta
divindade no meio do povo de Deus
era tão grande, que para muitos,
Asherah era conhecida como a mulher
de Deus, ou a parte feminina de Deus,
vejam que terrível.

Em Deuteronômio 16.21 Deus


já havia avisado ao povo para ―não
plantar Asherahs junto ao altar de
Deus‖. Este espirito gosta de ser
estabelecido próximo ao altar de
Deus; próximo às coisas santas,
sagradas. É um demônio que absorve
a adoração que damos a Deus,
quando a damos sem compreensão
total do que estamos fazendo.

15
Capítulo 2
Árvore de Natal ou de
Asherah?

16
Talvez neste momento da leitura
você pode ter se lembrado das
famosas ―Árvores de Natal‖. Prefiro
dizer, Árvores de Asherah. Note que
estas árvores são montadas sempre
durante a festa de ―comemoração do
nascimento de Cristo‖ – teria um altar
maior do que esse?

Algumas pessoas guardam


durante o ano todo, aquela árvore
desmontada em uma caixa. E no final
do ano é sempre o mesmo ritual.
Montar a árvore, colocar no centro da
sala. A árvore precisa estar iluminada
e cheia de ―presentes‖. Sei que muitos
de nós já retiramos as árvores de
natal de nossa cultura, mesmo sem
entender o que é Asherah; mas até
hoje, tem gente que se tirar a árvore
de suas noites natalinas, sentem-se
em pecado! É pecado mesmo: pecado
contra Asherah.

Este demônio existe, está ali


escondidinho. E todo ano ele exige seu
ritual de renovo. Se você sente-se
constrangido e incomodado ao tirar a
Asherah de sua noite natalina, saiba
que existe um demônio exigindo seu
ritual.
17
A mesa de Asherah é farta:

- Precisa ter um porco abatido


(representado pelo pernil). Lembrando
que o porco na cultura bíblica
representava a maldição e os
demônios. Não estou entrando aqui
na questão doutrinária, mas quero
que você veja a curiosidade do fato.

- A guirlanda, colocada na
porta, é uma ―coroa feita de galhos da
Asherah‖. É um objeto de convite para
os espíritos de Asherah entrarem
naquela casa. E originalmente era um
artefato usado para presentear e
homenagear os mortos, até hoje é
assim.

- Toda festa natalina tem o


momento da falsa emoção, pois é isso
que a feitiçaria oferece. Pessoas
chorando, falando de ―Deus‖. Dizendo
que um novo ano vai se iniciar e as
coisas serão diferentes. Mas na
maioria das vezes quando a noite
passa, metade do povo está de ressaca
da bebida, e a vida continua a mesma.
Sempre vai aparecer um ―chorador‖
próximo a árvore de natal. Nunca
18
sabemos por que aquela pessoa está
chorando tanto. A explicação é que no
mundo espiritual, Asherah exige que
seu culto tenha os ―pranteadores de
Asherah‖. A pessoa chora, sem saber
por quê. A bíblia fala daqueles que
choram por Tamuz. Ezequiel 8.14,18.

- O banquete de Asherah só
pode ser comido depois da meia noite.
Veja, é um ritual involuntário, pois as
pessoas fazem sem saber, mas não
conseguem deixar de fazer! Quando
comemos as dez horas ou as onze,
depois ficamos com uma sensação de
que ―quebramos o momento‖. O ritual
foi quebrado, e Asherah reclama
terrivelmente.

- A festa do ―natal cristão‖,


assim como algumas outras festas do
nosso calendário, são festas
patrocinadas por esta entidade
Asherah!

- Isso sem falar das uvas


passas, panetones, castanhas, e do
terrível ritual da troca de presentes.
Tudo isso tem um significado na mesa
de Asherah. Jeremias 7.18.

19
20
Em relação ao dia vinte cinco de
dezembro (já foi comprovado por
estudiosos que Jesus nasceu em
outubro). Para as diversas religiões
pagãs daquela época, o dia vinte e
cinco de dezembro era um dia místico,
porque do dia vinte e quatro para o
vinte cinco acontece a passagem do
Solstício de Inverno para o Equinócio
de Primavera nos países do Hemisfério
Norte.

Durante o período do Solstício


de Inverno, os dias são curtos e frios
porque, segundo o Observatório
Astronômico da Universidade Federal
de Minas Gerais (UFMG), desta
perspectiva, o Sol se move durante
seis meses para o sul e fica mais
fraco. Ao nascer do dia 25, ele se
move um grau, mas, desta vez, para o
norte, trazendo dias mais longos e
quentes e, claro, a primavera com
suas flores, a colheita, o acasalamento
dos animais e todo o culto em torno
da fertilidade. Os solstícios são as

21
posições da Terra em relação ao Sol.
Entre eles há os Equinócios de
Primavera e Outono, que ocorrem
quando os dois hemisférios ficam
dispostos simetricamente em relação
ao Sol, que sempre foi motivo de culto
e adoração em inúmeros povos.

Jesus não poderia ter nascido


nesta data, pois em Israel é inverno e
dificilmente pessoas peregrinam nesta
época. Os pais de Jesus estavam a
caminho de Belém, próximos a
Jerusalém, o que só ocorria em duas
ocasiões — no aniversário da segunda
cidade e na Festa dos Tabernáculos,
ou Sucot, a festa das colheitas do
povo judaico. Os indícios apontam
que o nascimento teria acontecido na
segunda ocasião. Russel Shedd
constatou em seus estudos para a
tese de doutorado que o nascimento
se deu em outubro, durante a
festividade, considerando os turnos de
sacerdócio de Zacarias, pai de João

22
Batista, primo de Jesus. ―Ele nasceu
na época da Festa dos Tabernáculos,
em outubro.

Seu nascimento pode ser


calculado assim: Zacarias exercia seu
turno em julho (Lc. 1:5, 8) por ser do
turno de Abias, o oitavo turno do ano
eclesiástico que começava em março (I
Cr. 24:10). Foi o mês da concepção de
João Batista, (Lc. 1:23-24), que
nasceu em abril do ano seguinte.
Jesus nasceu seis meses mais tarde,
(Lc. 1:26), portanto em plena Festa
dos Tabernáculos.

23
Capítulo 3
Derrubando os
Postes-ídolos e o
Pecado!

24
Talvez você seja pastor ou líder
e se alegra pelo fato de já ter
conseguido abolir as ―Árvores de
Natal‖ e seus agregados, do dia 25 de
dezembro. Porém quero te alertar para
uma terrível revelação:

“Também derribou as casas da


prostituição-cultual que estavam na
Casa do SENHOR,
onde as mulheres teciam tendas para
o poste-ídolo.” 2Rs 23:7

Lê-se no original:

“Também derrubou as casas de


prostituição-cultual, que estavam na
Casa do Senhor,
onde as mulheres faziam locais de
habitação para Asherahs”

É isso mesmo, estou falando de


prostituição dentro da igreja!

O texto revela que Satanás


infiltrava dentro da igreja as
chamadas ―prostitutas cultuais‖, e
quando elas se prostituíam, abriam
portais espirituais para que Asherahs
pudessem habitar dentro da casa de
Deus.
25
O profeta Oséias deixa bem
próximo os assuntos prostituição e
Asherahs:

“Comerão, mas não se fartarão;


entregar-se-ão à sensualidade, mas
não se multiplicarão, porque ao
SENHOR deixaram de adorar. A
sensualidade, o vinho e o mosto tiram
o entendimento. O meu povo consulta o
seu pedaço de madeira, e a sua vara
lhe dá resposta; porque um espírito de
prostituição os enganou, eles,
prostituindo-se, abandonaram o seu
Deus. Sacrificam sobre o cimo dos
montes e queimam incenso sobre os
outeiros, debaixo do carvalho, dos
choupos e dos terebintos, porque é boa
a sua sombra; por isso, vossas filhas
se prostituem, e as vossas noras
adulteram. Não castigarei vossas
filhas, que se prostituem, nem vossas
noras, quando adulteram, porque os
homens mesmos se retiram com as
meretrizes e com as prostitutas
cultuais sacrificam, pois o povo que
não tem entendimento corre para a sua
perdição.” Oséias 4.10-14

26
A prostituição faz parte do culto
a Asherah, porque aponta para a
prostituição espiritual, chamada
apostasia, quando a igreja como Noiva
de Cristo cessa de se preocupar com o
que interessa a ele, e com suas leis.

A festa pagã chamada Carnaval


é um ritual de toda uma nação para
oferecer para Asherah o tão
necessário alimento da prostituição.
Devemos estar atentos para as
dezenas de modalidades de culto a
Asherah.

O fato é: não basta remover


objetos, devemos remover PECADOS.
A grande estratégia da religiosidade é
essa. Remover os objetos e esconder
os pecados.

A igreja cristã protestante é um


reflexo da igreja romana católica, que
por sua vez é vista como a criança
alimentada pela loba (Asherah). Com
as reformas de Martin Lutero e outros
grandes reformadores, tiramos as
imagens de esculturas do meio de
nós; ensinamos ao povo a não venerar
a santos.

27
Durante muito tempo isso fez o
―cristão evangélico‖ se sentir
orgulhoso diante dos católicos.
Fizemos bem em remover os altares
físicos, os ―postes ídolos‖. Mas a
pergunta é: será que removemos os
pecados ocultos? Ainda existe muita
prostituição-cultual escondida no
nosso coração. Asherah ainda divide
altar com Deus, na maioria de nossas
igrejas; na maioria de nossos cultos!

Note também que a última


citação sobre as Asherahs no Antigo
Testamento, fala que Deus quer que
as raízes de Asherah sejam removidas
do CORAÇÃO (muito mais do que
remover objetos), Miquéias 5.14.

O despertar do entendimento
vem pela leitura da Palavra na ótica
do Espírito.

“o qual nos habilitou para sermos


ministros de uma nova aliança, não da
letra, mas do espírito; porque a letra
mata, mas o espírito vivifica.”
(2 Coríntios 3:6)

28
Capítulo 4
Demolindo Babilônia

29
A bíblia relata um rei de oito
anos de idade, chamado Josias, que
assim que assumiu o trono, resolveu
ler a Torá (palavra de Deus). Assim
que ele leu o livro, percebeu que o
povo estava em maldição porque
estava fazendo tudo errado (pensando
estar agindo de maneira correta), mas
a palavra revelada trouxe o
entendimento. ―Tendo o rei ouvido as
palavras do Livro da Lei, rasgou as
suas vestes.‖ 2Rs 22:11

No capítulo seguinte Josias


refaz a aliança com o Senhor, e
começa um trabalho de destruição
das Asherahs. É o que Deus está
fazendo hoje; trazendo entendimento
da palavra. Muitos cristãos podem
estar lendo este estudo e dizendo:
―Meu Deus, como eu não havia
percebido isso! Preciso parar de
cultuar involuntariamente a esta
terrível abominação‖.

Asherah é a Rainha da
Babilônia

Babilônia é o nome dado a um


arquétipo de sociedade amaldiçoada
30
por se apostatar de Deus e de sua
palavra. A palavra Jerusalém
(YahuShalaim) significa ―Instrução de
Paz (ordem)‖, e Babilônia (Babel)
significa ―Confusão (por mistura)‖.

Quando um povo se afasta da


palavra de Deus, inconscientemente
começa a cultuar Asherahs,
automaticamente transformando a
cultura, os pensamentos, os hábitos,
e aí estabelece BABILÔNIA.

Isaías 47 profetiza a queda da


Rainha da Babilônia (Asherah), leia
todo o capítulo, e atente para o verso
5: “Assenta-te calada e entra nas
trevas, ó filha dos caldeus, porque
nunca mais serás chamada senhora
de reinos.” Pois esta divindade gosta
de ser chamada de ―rainha‖ (vemos
isso na igreja romana).

A torre de Babel foi uma grande


adoração a Asherah. Um povo longe
de Deus, atraindo para si confusão.
Agora vejamos algo interessante, já no
Novo Testamento:

31
Atos 19.23-34

23 Por esse tempo, houve grande


alvoroço acerca do Caminho (era como
se chamava o Evangelho).
24 Pois um ourives, chamado
Demétrio, que fazia, de prata, altares
para Diana e que dava muito lucro aos
artífices,
25 convocando-os juntamente
com outros da mesma profissão, disse-
lhes: Senhores, sabeis que deste ofício
vem a nossa prosperidade
26 e estais vendo e ouvindo que
não só em Éfeso, mas em quase toda a
Ásia, este Paulo tem persuadido e
desencaminhado muita gente,
afirmando não serem deuses os que
são feitos por mãos humanas.
27 Não somente há o perigo de a
nossa profissão cair em descrédito,
como também o de o próprio templo da
grande deusa, Diana, ser estimado em
nada, e ser mesmo destruída a
majestade daquela que toda a Ásia e o
mundo adoram.
28 Ouvindo isto, encheram-se de
furor e clamavam: Grande é a Diana
dos efésios!

32
29 Foi a cidade tomada de
confusão, e todos, à uma, arremeteram
para o teatro, arrebatando os
macedônios Gaio e Aristarco,
companheiros de Paulo.
30 Querendo este apresentar-se
ao povo, não lhe permitiram os
discípulos.
31 Também asiarcas, que eram
amigos de Paulo, mandaram rogar-lhe
que não se arriscasse indo ao teatro.
32 Uns, pois, gritavam de uma
forma; outros, de outra; porque a
assembléia caíra em confusão. E, na
sua maior parte, nem sabiam por que
motivo estavam reunidos.
33 Então, tiraram Alexandre
dentre a multidão, impelindo-o os
judeus para a frente. Este, acenando
com a mão, queria falar ao povo.
34 Quando, porém,
reconheceram que ele era judeu, todos,
a uma voz, gritaram por espaço de
quase duas horas: Grande é a Diana
dos efésios!

A palavra Diana vem do grego,


Artêmis – Luz completa, e fluxo
interrompido:

33
- Deusa da virgindade e
fertilidade. Adorada em toda a Ásia,
principalmente em Éfeso.
- Deusa da lua.
- Venerada com um bolo
branco, com velas. (cultuada
involuntariamente em aniversários)
- Esculpida com muitos seios, e
uma coroa em forma de torre, em
homenagem a Babel.
- Observe, uma mulher de
dezenas de seios a mostra, e com
lobos subindo por ela. E para piorar,
sua coroa é uma torre, em
homenagem a Babel (Babilônia). É a
manifestação máxima de Asherah!!!!
- Existia um imenso templo de
adoração a ela.

34
 Um ourives chamado Demétrio
fazia altares para Diana. v24.
35
 Trabalhar para esta entidade
garantia prosperidade ao povo. v24
 O medo deles era envolvia a
esfera terrena (finanças) e a esfera
espiritual (idolatria). v27
 Diana era um principado
adorado em toda a Ásia, e no mundo
inteiro. v27
 A guerra dos artífices foi travada
no campo espiritual: "Invocação". v28
 O espírito de BABEL (confusão)
se revelou na cidade. v29a.
 Correram para o teatro (lugar
onde a hipocrisia e mentira imperam).
v29
 No teatro, o espírito de BABEL
(confusão) tomou o controle. v31,32
 Uma grande batalha de altares
foi travada - v34
 Asherah estava disfarçada de
DIANA / ARTÊMIS, e cultuada pelos
Efésios!
 O apóstolo Paulo denunciou
este espirito. Foi severamente
retaliado, mas venceu a batalha, e
fundou no meio daquela cidade a
igreja de Éfeso, descrita na carta de
Paulo aos Efésios.

36
Capítulo 5
Asherah, mãe de
Deus?

37
Diz a história antiga que
Semíramis foi habitante de Babel
(babilônia) e esposa de um rei
chamado NINRODE, criador da Torre
de Babel. A história afirma que ela
subiu ao céu em forma de pomba,
deixando uma coroa para seu filho
Tamuz. Passou então a ser cultuada
como deusa fundadora da Babilônia, e
em algumas culturas conhecida como
Asherah, ou Diana dos Efésios.
Semíramis, assim como Asherah, é
chamada até hoje de ―rainha dos
céus‖.

Ninrode havia sido assassinado


por um dos filhos de Noé (relatos das
antigas tradições judaicas), e
Semíramis promoveu a idéia de que
seu marido Ninrode havia se tornado
o ―deus sol‖. Imediatamente
sacerdotes pagãos criaram um
calendário totalmente voltado para ―o
sol‖. Este calendário se perpetua até
hoje, pois um líder romano de 46
antes de Cristo, chamado Júlio César,
adotou este calendário solar como o
calendário oficial, e séculos depois em
1582, o papa Gregoriano adota este
calendário como calendário oficial da
38
religião ―cristã‖, usado mundialmente
hoje e chamado de calendário
gregoriano.

Espante-se, mas o calendário


que consta os meses janeiro,
fevereiro... até dezembro, suas festas
inclusas e datas estratégicas, são
perpetuação da adoração do ―deus sol
– Ninrode‖ e sua mãe Asherah
(Semiramis).

O filho de Ninrode e Semiramis,


Tamuz, nasceu no dia 24 de
dezembro. Por isso este é conhecido
com o dia do SOL! Curiosamente é o
dia em que comemoramos
erroneamente o nascimento de Cristo.

Não posso deixar de citar a


curiosa semelhança entre a idéia de
Semiramis segurando seu filho
Tamuz, com a imagem da Virgem
Maria segurando o ―menino Jesus‖. É
pagã e abominável a adoração a Maria
como se fosse uma deusa. Pessoas
oram para ela, como se ela pudesse
ouvir orações; pedem para ela
interceder a Jesus, como se ela fosse
autoridade sobre Jesus.

39
A virgem Maria apresentada
pela igreja romana é Asherah, a loba
dando leite para as nações.

Jeremias denunciou a adoração


à virgem rainha: ''Os filhos apanham a
lenha, e os pais acendem o fogo, e as
mulheres preparam a massa, para
fazerem bolos à rainha dos céus, e
oferecem libações a outros deuses,
para me provocarem à ira.'' (Jr 7:18)

Sim para o calendário lunar,


não para o calendário solar gregoriano

O que um calendário significa e


influencia no mundo espiritual?

O calendário bíblico é lunar.

40
Por que satanás quer um
calendário solar?

As festas do calendário
gregoriano são totalmente pagãs.

Para inteirar-se melhor sobre


este assunto, leia o livro ―O calendário
de Deus‖, também de nossa autoria.

Asherah está estampada em


nossa moeda:

Quem seria esta mulher tão


importante que aparece nas notas de
real da moeda Brasileira.

A famosa Estátua da Liberdade


(cujo nome oficial é A LIBERTADE
ILUMINANDO O MUNDO),
monumento inaugurado em 28 de
outubro de 1886, foi um presente
dado aos Estados Unidos da América
41
por Napoleão III, como uma espécie de
premiação pela vitória contra a
Inglaterra.

Logo depois de sua


inauguração, a Maçonaria afirmou
que a Estátua da Liberdade teve
influência de seus símbolos
maçônicos, como o diadema de sete
pontas na cabeça, apontando para
uma divindade chamada Sofia (o
símbolo iluminista para a sabedoria).

O interessante é que esta


própria ―Sofia‖ é uma representação
de Semíramis (Asherah) – espero que
o leitor não se confunda com tantos
nomes; esta é a intenção do inimigo.

42
Sofia é representada por uma
pomba. Já falamos sobre a pomba na
historia de Babel e Semíramis.

Sofia

Na estátua da Liberdade temos


a mulher segurando um livro onde
está talhada a data da independência
dos Estados Unidos: ―4 de julho de
1776‖. Simboliza, portanto, a criança
que nasceu, nos braços da mãe,
Tamuz nos braços de
Semíramis. Vejam que na estatua, ela
segura a criança exatamente com a
mão esquerda, assim como a estátua
da Liberdade segura o "livro".

43
As cédulas de dinheiro tem
gravadas Asherahs.

Asherah exige que o dinheiro


seja devolvido pra ela. Jesus olhou
para a estampa da moeda de sua
época e orientou aos discípulos: Dê a
César o que é de César.

A corrupção financeira é apenas


uma maneira de Asherah reclamar o
que é dela. Temos que pedir a Deus

44
provisão, e não dinheiro. Riqueza não
é ter dinheiro; é ter provisão. Existem
pessoas que tem o dinheiro, mas não
tiram do banco. Tornam suas contas
bancárias verdadeiras ―fortalezas de
Asherah‖.

45
Capítulo 6
A árvore proibida

46
Asherah estava no Jardim do
Éden?

“Mas a serpente, mais sagaz que todos


os animais selváticos que o SENHOR
Deus tinha feito, disse à mulher: É
assim que Deus disse: Não comereis
de toda árvore do jardim? Respondeu-
lhe a mulher: Do fruto das árvores do
jardim podemos comer, mas do fruto
da árvore que está no meio do jardim,
disse Deus: Dele não comereis, nem
tocareis nele, para que não morrais.
Então, a serpente disse à mulher: É
certo que não morrereis.” Gênesis 3.1-
4

Falamos tanto de árvore, que é


quase impossível você não ter
associado àquela árvore que o Eterno
Deus colocou no meio do jardim, para
experimentar Adão. Algum leitor pode
estar se perguntando. Seria esta
árvore alguma manifestação de
Asherah? Eu respondo que não.

A árvore foi colocada no meio do


Jardim pelo próprio Deus, para
ensinar ao homem, limites.
Posteriormente, satanás aproveitou a
ideia de que o pecado foi concebido
47
quando Adão e Eva comeram do fruto
da árvore, e a árvore tornou-se objeto
oficial de culto; Asherah foi o demônio
escolhido para assumir este papel.

A árvore do Éden é uma


representação profética da maldição
que o povo receberia após a
desobediência. Em outras palavras,
desde o princípio o homem já poderia
escolher entre Deus e Asherah. E
ambos estavam próximos, dentro do
jardim.

O madeiro (cruz) foi o local onde


Jesus deu sua vida para nos livrar de
toda maldição. Pense comigo; ele
morreu em um tronco de árvore,
devolvendo para o inferno toda a
maldição absorvida pelo pecado da
humanidade!

6.1 – Eva e a serpente

A bíblia nos relata de forma


muito resumida a relação entre Eva e
a serpente, bem como, o tempo de
permanência do primeiro casal no
jardim do Éden.

48
O fato é que podem ter passado
anos, séculos, talvez milênios.

“Mas a serpente, mais sagaz que todos


os animais selváticos que o SENHOR
Deus tinha feito, disse à mulher: É
assim que Deus disse: Não comereis
de toda árvore do jardim? Respondeu-
lhe a mulher: Do fruto das árvores do
jardim podemos comer, mas do fruto
da árvore que está no meio do jardim,
disse Deus: Dele não comereis, nem
tocareis nele, para que não morrais.
Então, a serpente disse à mulher: É
certo que não morrereis. Porque Deus
sabe que no dia em que dele comerdes
se vos abrirão os olhos e, como Deus,
sereis conhecedores do bem e do mal.
Vendo a mulher que a árvore era boa
para se comer, agradável aos olhos e
árvore desejável para dar
entendimento, tomou-lhe do fruto e
comeu e deu também ao marido, e ele
comeu.” (Gênesis 3:1-6)

O texto, não é muito claro, mas


pode-se observar que o contexto do
diálogo entre Eva e a serpente denota
um relacionamento, uma liberdade
entre as duas que apenas um
relacionamento entre amigas de longa
49
data proporciona, tanto é que uma
das sentenças de Deus, foi romper a
amizade entre as duas por todas as
suas gerações, e transformá-las em
inimigas mortais. Ou seja, elas eram
muito amigas.

“Porei inimizade entre ti e a mulher,


entre a tua descendência e o seu
descendente. Este te ferirá a cabeça, e
tu lhe ferirás o calcanhar.”
(Gênesis 3:15)

O que quero extrair desta


situação são alguns princípios que
nos ajudaram a entender e a evitar o
caminho do pecado, e
consequentemente da maldição:

1. A árvore proibida estava no jardim


de Deus, posta pelo próprio Deus
com o intuito de experimentar o
homem;
2. A serpente era criatura de Deus e
estava e/ou tinha acesso ao jardim;
3. A serpente não teve pressa, ganhou
a confiança de Eva, para depois
induzi-la ao erro;
4. O argumento da serpente foi o tão
famoso, ―não tem na haver‖;
50
5. A consequência do pecado é uma
ação em cadeia;

E assim a sociedade tem sido


enganada por séculos por falsas
verdades, pois nos achamos muito
maduros em saber discernir o mau do
bem, o certo do errado. Como, se nós
falhamos com as coisas mais
simplórias?

Pois todo ano, a árvore de


Asherah está em nossas casas, nossos
púlpitos e nossas praças.

Eva não foi contaminada nem


convencida do dia para noite,
passaram-se muitos anos, tantos que
não podemos calcular. Foi uma
envenenamento a longo prazo.

Assim é o pecado, ninguém peca


instantaneamente, o pecado começa
com uma ideia, vira pensamento,
desce para o coração e vira
sentimento e a seguir ato consumado.

Mas temos um antídoto, uma


intervenção que intervém neste
processo, interceptando o pecado
quando este está na mente ainda.
51
“Porque a palavra de Deus é viva, e
eficaz, e mais penetrante do que
qualquer espada de dois gumes, e
penetra até à divisão da alma, e do
espírito, e das juntas e medulas, e é
apta para discernir os pensamentos e
intenções do coração.” (Hebreus 4:12)

O problema não é a árvore, ou o


fruto em si, mas a serpente, o espírito
da árvore, é ele que te convence e
manipula.

O pecado não foi o fruto em si,


mas a desobediência e esta
desobediência foi induzida,
premeditada. Poderia ter sido por
qualquer outra coisa, mas como
temos dificuldade de discernir o bem e
o mal, pois a árvore dava
conhecimento dos dois, corta-se a
árvore.

Se algo te faz pecar, o problema


não é o algo, mas se você continua
pecando, por não saber administrar
isso, corta-se o algo, pois é melhor
ficar sem o algo, do que pecar e sofrer
os desdobramentos do erro.
52
“Portanto, se a tua mão ou o teu pé te
escandalizar, corta-o e atira-o para
longe de ti; melhor te é entrar na vida
coxo ou aleijado do que, tendo duas
mãos ou dois pés, seres lançado no
fogo eterno.” (Mateus 18:8)

Para um estudo mais


aprofundado sobre a árvore, a
serpente e seus desdobramentos,
recomendo a leitura do nosso livro,
―Neustã, o roubador da adoração‖.

Neste livro dentre muitas outras


coisas, falaremos de uma serpente de
fogo mítica, denominada Kundalini,
que se aloja enroscada ao longo da
coluna vertebral das pessoas, nosso
―tronco‖ e que tem tudo haver com o
que falamos neste subcapítulo.

53
Capítulo 7
E agora, o que fazer?

54
Posso mensurar, de alguma
maneira, o resultado da leitura deste
livro em você, querido irmão leitor. E
existem quatro possibilidades de
reação a esta altura da leitura:

1. Convencimento total;
2. Convencimento parcial;
3. Conflito interno entre a revelação e
a razão;
4. Ceticismo;

Nosso intuito é trazer edificação


e libertação, manifestando a cultura
do Reino dos Céus na sociedade e os
agentes que Deus escolheu para isso,
somos eu e você.

Jesus disse que o Reino de


Deus é como uma pequenina
semente, depois que você a enterra,
ela some, mas depois de um tempo ela
cresce e vira uma grande árvore, sim
―árvore‖ (risos).

Nesses vários anos de viagens


ministrando e vivenciando batalha
espiritual e seus vários temas
correlatos, aprendi um princípio
muito desconfortante, porém real. O
mundo espiritual é laico!
55
O que quero dizer é que os
princípios, as linguagens espirituais
são os mesmos para os dois lados: céu
e trevas.

Num primeiro momento isso


pode parecer apavorante, mas depois
ajuda a entender muita coisa.

“Porque há esperança para a árvore,


que, se for cortada, ainda se renovará,
e não cessarão os seus renovos. Se
envelhecer na terra a sua raiz, e
morrer o seu tronco no pó, ao cheiro
das águas, brotará e dará ramos como
a planta.” (Jó 14:7-9)

Asherah, que é personificada


pela figura da árvore precisa ser
arrancada pela raiz, caso contrário
este princípio espiritual relatado no
livro de Jó, vigorará para este
demônio também.

7.1 – Como faço com meus


parentes?

Você não precisa se tornar uma


pessoa antissocial e recalcada. Sei que
você tem família e que no final do ano
56
todos se reúnem para celebrar o natal,
trocar presentes, comer pernil.
Também passo por isso com meus
familiares.

Se você entendeu e creu nesta


verdade apresentada através desta
leitura, você foi liberto. ―Conhecereis a
verdade, e ela vos libertará.‖

Agora, se você é casado e tem


sua própria casa, não irá mais montar
árvore de natal, trocar presentes,
colocar guirlanda na sua porta, fazer
ceia e comer a meia noite, não é?

Mas caso você vá a uma


celebração como esta, que é uma
ocasião onde a família está reunida,
não será o fim do mundo. Coma,
beba, se alegre, aproveite sua família.
Se tiver oportunidade de falar, fale
sobre Jesus, fale sobre amor, sobre
liberar perdão e viver bem. Não seja
indelicado, fanático e não se
transforme numa persona non grata.

O importante é você saber e


estar liberto na sua mente e espírito,
sua postura espiritual de não dar

57
confiança para a serpente da árvore
(Asherah) e ser manipulado por ela.

Se possível, não coma o pernil,


não como legalismo, não há nada de
errado com o suíno, mas como uma
forma de mostrar para o mundo
espiritual que você não compactua
com aquilo, você tem o ano todo para
comer porco (risos).

“Todas as coisas me são lícitas, mas


nem todas as coisas convêm; todas as
coisas me são lícitas, mas nem todas
as coisas edificam. Ninguém busque o
proveito próprio; antes, cada um, o que
é de outrem. Comei de tudo quanto se
vende no açougue, sem perguntar
nada, por causa da consciência.
Porque a terra é do Senhor e toda a
sua plenitude. E, se algum dos infiéis
vos convidar e quiserdes ir, comei de
tudo o que se puser diante de vós, sem
nada perguntar, por causa da
consciência.”
(1 Coríntios 10:23-27)

58
7.2 – Conclusão

Depois de terminada esta


leitura, ajoelhe-se e peça perdão ao
Pai Eterno pelos anos de pecado
inconsciente, peça para Ele libertá-lo
do vinculo emocional com a data do
natal e seus símbolos intrínsecos, com
destaque a árvore de natal.

Declare em voz audível a


Asherah que você corta o vínculo com
ela, e se possível no próximo natal,
faça um jejum, não vá em nenhuma
reunião, fique em casa, ou vá para a
sua igreja. Laços precisam ser
cortados, cortando, não é?

Se tiver árvore de natal e


apetrechos correlatos, guardados em
casa, jogue-os fora, você não precisa
mais deles.

No capítulo seis do livro de


Juízes, está o relato de um jovem
camponês chamado Gideão, este foi
chamado por Deus para ser um
libertador do povo de Israel. Deus
testa a fidelidade deste jovem quando
pede a ele para quebrar o altar de baal
e cortar o poste-ídolo (Asherah) que
59
ficava ao lado, ambos na casa de seu
pai. Esta era uma ação suicida, mas
ele o fez. Em recompensa a isso o
Espírito de Deus o revestiu e
transformou num grande general de
guerra.

As coisas de Deus na nossa vida


começam assim, um desafio de cada
vez, começando sempre pela nossa
casa, com nossa postura diante dos
nossos familiares.

Foi assim que Deus fez comigo,


eu tive que começar; é assim que será
com você. Que Deus te levante como
um Gideão nesta geração.

Autor: Pr. Ricardo Ribeiro e Pr. Thiago


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