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John

Fletcher
A BIOGRAFIA
(1729 - 1785)
JOHN FLETCHER, A BIOGRAFIA
Autor: Aristarco Coelho (Compilador)
Edição: Projecto Wesley
Capa e Diagramação: Projecto Wesley
[Conteúdo extraído de site Cristãos Na Hostória]

@ProjectoWesley2015. Todos os direitos reservados.


Permitida a cópia e divulgação deste material sem
alteração e citando a fonte.
JOHN FLETCHER

Jean Guillaume de la
Fléchère, um Suíço dço de líço dngua
Francesa que nasceu em Nyon
em 12 de Setembro de 1729, foi
um verdadeiro grande homem
de Deus. John William Fletcher -
o seu nome foi anglicizado para
ajuda d-lo a ser aceito por aqueles
a quem ele foi chamado a
pastorear e pregar - serviu o
Senhor em Madeley (Inglaterra)
de 1729-1785 e foi presidente
da Trevecca, a universidade do
Sul de Gales fundada pela
Condessa de Huntingdon,
concebida para treinar líço dderes
Cristasos durante o
reavivamento do Se dc. XVIII.
Ele era altamente
respeitado e amado, - quase que
adorado pelos estudantes.
Amigo íço dntimo tanto de John
como de Charles Wesley,
Fletcher foi considerado
sucessor de John Wesley, mas,
ao morrer em 1785, precedeu
Wesley na morte. Wesley disse
que, espiritualmente, nunca
encontrara ningue dm como
Fletcher, aalgue dm taso devotado
a Deus tanto exterior como
interiormente; e dificilmente
encontrarei outro como ele
deste lado da eternidade”.
Quando morreu foi dito: aJohn
Fletcher, um modelo de
santidade sem paralelo neste
se dculo.”.
John Fletcher era
conhecido por aDe Madeley”
devido ao impacto que causou
nesta terra inglesa. A influenncia
do seu ministe drio foi de tal
envergadura que os bares
fecharam todos nesta
localidade. Alguns
apresentavam como desculpa
para naso irem aos cultos, aos
Domingos de manhas, o fato de
naso conseguirem acordar a
tempo suficiente para terem a
famíço dlia pronta. Ele arranjou um
reme ddio para este mal. Pegando
numa sineta, ass cinco horas da
manhas, durante meses, todos os
domingos, percorria as ruas
convidando os habitantes para a
casa de Deus. Era incansa dvel.
Mesmo doente nunca recusava
sair de casa a altas horas da
noite, ou de madrugada, em
qualquer estaçaso do ano,
mesmo sob as condiçoses
atmosfe dricas mais severas e
desconforta dveis, para visitar os
doentes e moribundos, e
oferecer-lhes as consolaçoses do
Evangelho. O pai dele era
membro de uma das famíço dlias
mais respeitadas no Cantaso de
Berna, na Suíço dça, e foi Coronel no
Exe drcito Francens. O pai colocou-
o a estudar em Geneva, onde se
distinguiu academicamente
pelo brilhantismo. Depois foi
estudar alemaso e Hebraico no
cantaso Suíço dço de Lensbourg. O
pai queria que ele seguisse a
carreira eclesia dstica. No
entanto, quando concluiu os
estudos, e naso obstante ter tido
uma infanncia que o marcou
positivamente a níço dvel espiritual,
resolveu enveredar por outra
via. Disse ele depois que tal
mudança se deveu as corrupçaso
existente no mundo e no seu
pro dprio coraçaso. Os colegas
aliciaram-no a seguir o Exe drcito.
Ele tentou em vaso obter o
consentimento do pai para
entrar no Exe drcito.

NA MARINHA PORTUGUESA

Apesar de ter
qualificaçoses intelectuais para
trabalhar como professor,
preferiu o risco da aventura de
ser mercena drio. Chegou a [ir] a
Lisboa para comandar um navio
de guerra Portuguens que o
levaria ao Brasil, ao serviço do
Rei de Portugal. Entretanto algo
o obrigou a ficar em terra e a
desistir dessa via. Uma criada,
que servia o pequeno-almoço,
entornou-lhe em cima duma
perna um bule de Cha d a ferver,
impossibilitando-o de
concretizar este seu desejo.
Ainda tentou ingressar no
Exe drcito da Holanda onde tinha
um tio no posto de Coronel,
mas, entretanto o tio morreu e
as suas esperanças
desvaneceram-se. O que se teria
perdido, se estes reveses naso
tivessem acontecido?!

EM INGLATERRA
(A conversaso a Cristo)

Desempregado, resolveu
ir para Londres. Uma vez la d,
ouviu o Evangelho atrave ds dos
metodistas e converteu-se ao
Senhor. Começou entaso uma
vida maravilhosa. Pouco tempo
decorrido apo ds a conversaso
começou a pregar – com muita
bennçaso. Era muito solicitado em
diferentes igrejas. A humildade
e o fervor eram as suas grandes
caracteríço dsticas. Toda a sua vida
passou a ser uma vida de
devoçaso; e taso ansioso ele
estava em manter a comunhaso
com Deus, que por vezes dizia,
aNaso me levantarei, sem
primeiro erguer o meu coraçaso
a Deus”. "Sempre que nos
encontra dvamos”, observa um
amigo íço dntimo, "se estive dssemos
so ds, a sua primeira saudaçaso
era, 'Interrompo, a tua oraçaso?'
Se conversa dvamos sobre
qualquer ponto doutrinal,
quando esta dvamos na
profundidade da questaso, ele
interrompia muitas vezes de
forma abrupta a conversa e
perguntava, 'Onde estaso agora
os nossos coraçoses?' Se a ma d
conduta de uma pessoa ausente
fosse mencionada, a sua atitude
era,'Oremos por ele.' "Ele
escreveu muito. Embora tendo
nascido e sido educado na
Suíço dça, John Fletcher adotou a
líço dngua inglesa deixando obras
importantes nesta líço dngua. Foi
considerado um grande teo dlogo.
Ele chegou a estudar 14 a 16
horas por dia as Escrituras,
combatendo, por escrito, ide dias
estranhas a s fe d Crista s nos seus
dias. Comia apenas para
sobreviver fisicamente. Era raro
tomar as refeiçoses a horas
regulares. Em 24 horas comia 2
ou 3 vezes, comendo paso,
queijo, fruta e leite.

JOVENS MARCADOS

Ele tambe dm lecionou. Os


estudantes ficavam taso
impressionados com ele que
quando entrava na sala de aulas
fechavam os livros sobre
Virgíço dlio, Cíço dcero e outros, muito
em moda na e dpoca. Preferiam
escuta d-lo. Depois de falar sobre
grandes temas como a oraçaso, a
plenitude do Espíço drito e o poder
e bennçaso de Deus na vida
quotidiana, convidava-os a
colocarem a teoria na pra dtica.
Normalmente saíço da da sala de
aulas e dirigia-se a um
compartimento onde se punha a
orar. Invariavelmente os
estudantes todos seguiam-no.
Estes contaram que um dia,
quando ele orava, o enxtase
espiritual que experimentava
era taso elevado que exclamou.
aSenhor, naso me enchas mais
senaso rebento. Perdoa-me
Senhor, continua a encher-me;
prefiro rebentar a perder esta
bennçaso de ser cheio de Ti”. Os
estudantes confessavam que ass
vezes naso sabiam se ainda
estavam neste mundo ou ja d no
pro dximo. Havia dias que
passavam com ele horas a
buscar a face de Deus. Um dia
ele disse-lhes: aSe Deus vos
conceder arrebatamentos e
experienncias extraordina drios,
agradecei-Lhe; mas naso vos
glorieis nisso fora da medida.
Sede prudentes, para que a
desilusaso naso se intrometa; e
lembrai-vos que a vossa
perfeiçaso Crista s naso consiste
tanto na construçaso de um
taberna dculo no Monte Tabor,
para descansardes e
desfrutardes de VISTAS RARAS
ALI, mas em tomardes
resolutamente a cruz, e seguir
Cristo no pala dcio de um
arrogante Caifa ds, ate d ao a dtrio de
juíço dzo de um injusto Pilatos, e ate d
ao cume de um ignominioso
Calva drio. Nunca lestes nas
vossas Bíço dblias, aQue esteja sobre
vo ds a glo dria que tambe dm esteve
sobre Estenvaso, quando ele olhou
firmemente para o ce du, e disse,
‘Eis que vejo os céus abertos, e o
Filho do homem, que está em pé
à mão direita de Deus’, mas
tendes lido nelas
frequeentemente, ‘De sorte que
haja em vós o mesmo sentimento
que houve também em Cristo
Jesus, que, sendo em forma de
Deus, não teve por usurpação ser
igual a Deus, mas esvaziou-Se a
Si mesmo, tomando a forma de
servo, fazendo-se semelhante
aos homens; e, achado na forma
de homem, humilhou-Se a Si
mesmo, sendo obediente até à
morte, e morte de cruz.’”

HOMEM DE ORAÇAOO

A oraçaso, com Fletcher,


naso era um dever, mas um
refrige drio e uma inspiraçaso.
Todos os Domingos de manhas,
entre as quatro e as cinco da
manhas, e duas ou trens noites
por semana, depois dos alunos
estarem a dormir, ele
costumava sair para os prados,
ou para as margens do Severn,
reunindo-se com um
funciona drio de finanças, um
criado, e uma viu dva pobre. Os
quatro derramavam a sua alma
em oraçaso a Deus, sendo
admira dveis as manifestaçoses de
amor e graça divinos que lhes
era concedido. Henry Venn
disse dele: aFletcher foi um
luminar — eu disse, um
luminar? Ele foi um sol! Conheci
todos os grandes homens de
Deus nestes 50 anos, mas nunca
conheci ningue dm como ele, e
conheci-o intimamente... Nunca
o ouvi proferir uma u dnica
palavra que naso fosse pro dpria. E
tinha uma tendenncia
impressionante de ministrar
graça aos que o ouviam… Nunca
ouvi Fletcher falar mal de
algue dm. Ele orava pelos que
andavam desordenadamente,
mas nunca publicava as suas
faltas.”

SERAFFICO

Quando visitou
determinada localidade um
crente idoso rogou-lhe que
prolongasse a sua visita
somente por mais uma semana.
Quando viu que seria
impossíço dvel, desabafou para
outro crente, com la dgrimas nos
olhos: aOh, que infelicidade para
a minha terra! Durante a minha
vida so d vi ser produzido um
homem anjo e agora que o
temos perdemo-lo.” Quando ele
pregava o sentimento de quem
o ouvia era de que falava como
algue dm que acabara de
conversar com os anjos e Deus,
e naso como ser humano. John
Fletcher certa ocasiaso
ausentou-se 5 meses de
Inglaterra para, numa viagem,
pregar em França, Ita dlia e Suíço dça.
Por onde passou deixou marcas
profundas nas almas que o
receberam e escutaram. Fez o
mesmo, noutras ocasioses, por
toda a Gras-Bretanha,
regressando sempre a s imensa
labuta entre os seus, em
Madeley.
REMINDO O TEMPO

Para se ter uma noçaso de


como ele remia o seu tempo
notemos o que se passou certa
ocasiaso. Certa manhas, ele quis
estar presente quando as
raparigas da escola foram tomar
o seu pequeno-almoço,
observando o tempo que
demoravam. Quando acabaram
ele falou com cada uma
separadamente, e no fim disse-
lhes: aObservei esta manhas
como vocens tomam o vosso
pequeno-almoço. Convido-vos a
estardes presente no meu
pequeno-almoço amanhas, para
verdes como eu o tomo. Ele
informou-as que o seu pequeno-
almoço seria ass 7h. Quando elas
vieram a s hora marcada
observaram-no comer uma
malga de leite com pedaços de
paso enquanto ao mesmo tempo
conversava com elas. Ele tinha
colocado um relo dgio na mesa, e
quando acabou de comer
perguntou-lhes quanto tempo
demorara. Elas disseram-lhe
que comera num minuto e meio.
Contrastando com o tempo que
elas tinham tomado no dia
anterior -uma hora -, disse-lhes:
aAinda temos 58 minutos!” E
começou a cantar um hino com
esta letra: A nossa vida e d como
quimera! A nossa temporada
escoa efenmera. O momento
fugidio ja d era. A seguir pregou-
lhes sobre o valor do tempo e da
alma. Por fim ajoelharam-se
todos em oraçaso.

FAZIA BALANÇO DIAFRIO


Antes e ale dm de tudo o
mais John Fletcher buscava
Deus. Como ajuda neste
supremo esforço ele redigiu as
seguintes regras para usar as
noite:

o Hoje, ao levantar-me
estive espiritualmente
vigilante, e tive o cuidado
de impedir que a minha
mente vagueasse?

o Neste dia estive mais


perto de Deus em
momentos de oraçaso, ou
dei azo a s preguiça e
ociosidade?

o Neste dia a minha fe d foi


enfraquecida por falta de
vigilanncia, ou despertada
pela diligenncia?

o Neste dia andei pela fe d e


vi Deus em todas as
coisas?

o Neguei-me a proferir
palavras e pensamentos
maus? Alegrei-me por ver
outros preferidos a mim?

o Fiz o ma dximo com o meu


precioso tempo, ou
enquanto tive luz, força e
oportunidade?

o Guardei as saíço ddas do meu


coraçaso com graça, de
modo a tirar proveito
delas?
o O que e d que neste dia fiz
em proveito das almas e
corpos dos queridos
santos de Deus?

o Fiz alguma coisa para


agradar ao meu ego
quando podia ter
poupado dinheiro para a
causa de Deus?

o Neste dia governei bem a


minha líço dngua, lembrando-
me que ana multidão de
palavras não falta
pecado”?
o Em quantos exemplos me
neguei a mim mesmo
hoje?
o A minha vida e
conversaçaso adornaram o
Evangelho de Jesus
Cristo?

FEF PRAFTICA

Com o fim de encorajar os


outros se manterem em
comunhaso com Deus e
desfrutarem da salvaçaso plena,
Fletcher formulou uma se drie de
questoses como forma u dtil de se
examinarem a si mesmos. O
exemplo que a seguir
apresentamos mostra quaso
pra dtica era a fe d que ele vivia e
pregava.aSinto algum orgulho?
Estou morto para todo o desejo
de ser elogiado? Se me
desprezam, gosto menos deles
por causa disso? Ou se me
amam ou aprovam, amo-os mais
como resultado? Cristo e d a vida
de todas as minhas afeiçoses e
projeto, do mesmo modo que a
minha alma e d a vida do meu
corpo? Realizo sempre a
presença de Deus? ...Estou livre
do medo dos homens? Estou
sempre pronto para confessar
Cristo, sofrer com o Seu povo, e
morrer por amor a Ele?...Estou
pronto a abrir maso da minha
tranqueilidade e comodidade
para fazer algo em favor dos
outros, ou espero que sejam
eles a fazerem isso por
mim?...Nunca tomo para mim a
glo dria que pertence a
Cristo?...Sou ama dvel, naso severo;
adaptando-me a todos com
doçura; esforçando-me para naso
causar dor, mas para ganhar e
vencer tudo para seu
bem?...Realizo as tarefas mais
servis, como as que requerem
muito trabalho e humilhaçaso,
com alegria?... Sujeito todos os
pensamentos a Cristo? ...Naso
penso no mal, naso dou ouvidos
a conjecturas sem fundamento,
nem julgo pela aparenncia? Como
e d que sou na tentaçaso? Se
Satana ds me apresenta uma ma d
imaginaçaso, a minha vontade
resiste imediatamente, ou cede?
Sofro as enfermidades da
velhice ou doença sem procurar
reparar a decadenncia da
natureza com bebidas fortes?
Ou faço de Cristo o meu u dnico
apoio, lançando o peso do corpo
enfraquecido nos braços da Sua
miserico drdia?”

Nada havia inferior as sua


imersaso na profundidade
d’Aquele Cuja santidade era
origem, convite e recompensa
para o homem que insistiu
muito com a sua mulher: aNaso
escrevas nada sobre mim; Deus
e d tudo.”

REVOLUÇAOO EM MADELEY

O povo de Madeley estava


num enorme desconforto,
quando John Fletcher surgiu.
Eles nada mais queriam, do que
serem deixados so ds, mas a
influenncia deste novo ministro
era de uma força tremenda. Eles
começaram a temer abrir as
suas tabernas e saloses de dança.
A aparenncia deste homem
pa dlido, quando repreendia o
pecado com palavras que
queimavam e feriam, era de
olhos relampejantes, como
brasas incandescentes. Fletcher
insistia na urgenncia da sua
conversaso a Deus e naso na
simples ida as igreja. Em pu dblico
dirigiam-se a ele com raiva; em
privado falavam mal dele;
perturbavam as suas reunioses
informais; amaldiçoavam o seu
nome. Pore dm houve uma coisa
com que naso conseguiram lidar
– a sua coragem e bondade, que
foram determinantes para
mudar a mare d. O seu estilo de
pregaçaso naso foi bem recebido e
naso obteve o apoio do clero e
dos abastados. Eles referiam-se
a ele como sendo um herege
cisma dtico. Mas, com suas boas
obras, qualidades pessoais e
dom de orato dria venceu-os a
todos. Uma das caracteríço dsticas
de Fletcher e d que ele naso
requeria sempre um pu dlpito
para pregar; uma a drea aberta,
ao ar livre, era igualmente boa
para ele. Muitas vezes
aventurava-se a trabalhar nas
comunidades, com os mineiros,
os metalu drgicos, os marinheiros
e os pobres, a quem ele fazia
frequeentes visitas. Ele tratava
todos por igual, nunca tirando
partido dos caprichos dos
poderosos.

ENORME DIANTE DO REI

Em 1776 ele escreveu um


folheto. Uma co dpia foi enviada
ao Rei de Inglaterra. Este quis
recompensa d-lo com uma
posiçaso eclesia dstica elevada.
Com cortesia ele recusou a
oferta do monarca,
acrescentando, aApenas quero
mais graça”. Sempre que lhe
perguntavam se tinha alguma
necessidade, ele respondia, a...
naso quero nada, a naso ser mais
graça”.
CASAMENTO

Ele casou-se com Mary


Bosanquet, uma mulher que
conhecia ha d muito tempo, na
esperança de que ela o ajudasse
no reavivamento. Adotaram
uma menina chamada Sally. Eles
casaram-se em 1781, quando o
noivo tinha 52 anos de idade.
Foi um casamento muito feliz e
aceito com muita alegria em
Madeley, mesmo apesar da
noiva ser natural de
Leytonstone e naso uma rapariga
local. Este casamento feliz
rompeu-se forçosamente devido
as morte dele, apenas trens anos,
nove meses e dois dias depois
de se realizar.
SEGREDO DO SUCESSO

O segredo do seu sucesso


parece ter sido uma mistura de
oraçaso contíço dnua, devoçaso
pessoal a s Pessoa de Cristo,
estudo intenso das Escrituras,
preocupaçaso social pelo
rebanho, e uma prontidaso
volunta dria em visitar qualquer
pessoa que se encontrasse de
alguma forma aflita. Ele orava
muito todos os dias e dedicava
duas noites por semana – que se
estendiam pela madrugada - ao
estudo das Escrituras para
melhor compreender a fe d Cristas.
ALTRUIFSTA

Ele organizou a ajuda - e


ele mesmo empenhou-se nela –
aos velhos, pobres, moribundos,
viu dvas e o drfasos. Ele manifestou
uma compaixaso evange dlica
tíço dpica pelas necessidades
sociais dos que o rodeavam,
dando ele mesmo
sacrificadamente para que a sua
visaso se materializasse. Ele dava
tanto que pouco ficava para
manter a sua casa e comer. A
sua atitude imuta dvel para com o
dinheiro e toda a forma de
riqueza mundana, deve ter
parecido incompreensíço d vel aos
seus contemporanneos; ele era
bastante insensíço dvel ass ofertas de
conforto e luxu dria. De fato,
tendo puramente por base o
fato de que uma acerta jovem
senhora” tinha riqueza, ele
menosprezou o amor da u dnica
mulher com quem achava que
se podia casar. So d depois de
Miss Bosanquet ter sido
deserdada pela sua famíço dlia
devido ass suas convicçoses
evange dlicas, e d que Fletcher
rompeu o silenncio e fez a
proposta ha d muito esperada –
vinte e cinco anos depois de se
terem encontrado pela primeira
vez. E mesmo entaso, ele tornou
bastante claro que, embora ele a
amasse, foi a penu dria dela que
tornou possíço dvel que ele a
abordasse daquele modo!
PODEROSO

Para um homem com o


talento treinado como o dele,
tendo um poder de expressaso
que destilava eloqueenncia diante
de qualquer audienncia, Fletcher
podia ter conseguido para si um
nome famoso. Em vez disso, o
propo dsito dele foi levar as
conversaso e naso encantar os
seus ouvintes; assegurar os seus
interesses eternos e naso obter
os seus aplausos
momentanneos… Ele falava como
na presença de Deus, e ensinava
com autoridade Divina. A
energia da sua pregaçaso era
irresistíço dvel. Os seus temas,
linguagem, gestos, tom de voz, e
a sua face, tudo conjugava para
fixar a atençaso e afetar o
coraçaso. Sem pretender a
sublimidade; ele foi
verdadeiramente sublime, e de
eloqueenncia rara.”

ESQUECIDO

John Fletcher tem sido


esquecido pela Cristandade
moderna, naso sendo muito
mencionado pelos
historiadores, no entanto
alterou o curso de eventos
nacionais por meio das suas
oraçoses e zelo. Apesar de
reservado (e por isso esquivo)
naso deveríço damos negligenciar o
testemunho desta vida que e d
uma autenntica fonte de
inspiraçaso e piedade. A Bíço dblia
tem razaso: A memo dria do justo e d
uma bennçaso (Prov. 10:7).

DEPENDENTE

O acontecimento que a
seguir narramos ilustra o poder
da bennçaso divina abundante no
seu ministe drio. Uma senhora
que se tinha convertido e que
desejava muito ir aos cultos,
sofria o antagonismo de um
marido terríço dvel. Ele era um
perfeito pagaso que fazia tudo
para a reter em casa, e
transformar a sua vida numa
mise dria. Um dia em que ela se
preparou para ir ao culto ele
disse-lhe, com sinceridade
o dbvia que, se ela saíço dsse de casa,
a estrangularia quando voltasse.
Apesar da ameaça, ela foi. A
medida que o tempo passava,
ela pensava, receosa, na
recepçaso que teria no regresso.
John Fletcher, que nada sabia
disto, naso sentiu liberdade
nenhuma em pregar a partir das
anotaçoses que preparara.
Sentiu-se pressionado pelo
Senhor para pregar de
memo dria, guiado pelo Espíço drito.
A mente dele foi orientada para
a histo dria de Sadraque, Mesaque
e Abdenego, lançados na
fornalha, em Daniel. Sem saber,
ele foi levado a encorajar aquela
mulher preocupada. Apo ds o
culto, encorajada com o que
ouvira, a mulher regressou a
casa sem receio, confiada na
provisaso do Senhor. Contudo, ao
chegar a casa, o que os olhos
dela contemplaram excedia
tudo o que a sua mente tinha
imaginado. O seu marido pagaso
estava prostrado no chaso, com a
face no soalho, em agonia,
clamando a Deus por
miserico drdia, tal a convicçaso a
que estava sujeito pelo Espíço drito
de Deus.

INFLUENTE

Em toda a sua vida


ministerial John Fletcher
conheceu um poder espiritual
nota dvel na pregaçaso; naso ha d
du dvida que ele estava ungido
com a unçaso divina e falava no
poder do Espíço drito Santo. A sua
congregaçaso cresceu
exponencialmente, sendo
grandemente afetados, nos
cultos, tanto jovens como
idosos. As la dgrimas eram lugar
comum. Independentemente do
local onde ia e da líço dngua falada,
o resultado era o mesmo. As
audienncias ficavam num estado
de profunda convicçaso. Por
vezes as congregaçoses naso
dispersavam, ficando reunidas
horas depois de acabada a
pregaçaso, por causa do desejo
da obtençaso da graça divina que
se seguia ao arrependimento.
CONVITE DE JOHN WESLEY

Fletcher era taso poderoso


e eloqueente que John Wesley
afirmava repetidas vezes que
era ele, e naso George Whitefield,
que deveria ter tamanha fama
nacional. Wesley naso dizia isto
maldosamente, pois ele tinha a
mais elevada consideraçaso pelo
seu entusia dstico colega
Whitefield; ele olhava para os
fatos de uma forma lo dgica, e
apenas emitia a sua opiniaso. De
fato, Wesley foi mais adiante e
manifestou o seu desejo
permanente de que Fletcher
liderasse o movimento
metodista apo ds a sua morte.
Quando Wesley tinha 58 anos e
John Fletcher 32, ele pediu a
Fletcher para que fosse seu
companheiro e sucessor. Wesley
ficou desiludido quando
Fletcher decidiu restringir-se a
Madeley. Wesley naso imaginava
que viveria mais 6 anos do que
John Fletcher, apesar da
diferença significativa das suas
idades.

FANTAFSTICO ATEF AO FIM

Ele contraiu a tuberculose


tendo ido para um clima mais
quente para recuperar. Nunca
recuperou e morreu em 14 de
Agosto de 1785 com 56 anos de
idade. Quando Fletcher soube
que tinha tuberculose ficou
calmo, como sempre. Em vez de
assumir o papel de doente, ele
percorreu a Suíço dça comunicando
aos seus conterranneos as coisas
que Deus lhe tinha mostrado
nos anos anteriores. Ele
suportava o sofrimento do
mesmo modo que suportou a
incompreensaso – ficando calmo,
com a ajuda de Deus. Estando
gravemente enfermo algue dm foi
visita d-lo e ficou impressionado:
aFui visitar um homem que
tinha um pe d na sepultura; mas
encontrei um homem com um
pe d no ce du”. Mesmo
extremamente doente foi pregar
numa conferenncia. Algue dm
escreveu o que viu: aToda a
assemble dia se colocou de pe d
como que movida por um
choque ele dtrico. John Wesley
ergueu-se e avançou uns passos
para segurar o seu amigo e
irmaso quando este acabou de
pregar. A face de Fletcher
parecia pronunciar fortemente
que ele se abeirava da
sepultura, enquanto os olhos
relampejavam amor sera dfico,
indicando que habitava nos
subu drbios do Ce du … Ele tinha
falado com uma eloqueenncia taso
santa que nenhuma descriçaso
minha pode expressar
adequadamente. Ele acabava de
falar a uma centena de
pregadores, em nu dmeros
redondos, que estavam
inundados em la dgrimas …
Wesley, para aliviar o seu amigo
lannguido de fadiga e desgaste
pelo enorme esforço que fizera
ao pregar, ajoelhou-se
abruptamente ao seu lado,
secundado por todo o congresso
de pregadores, enquanto num
modo conciso e ene drgico, orou
pela restauraçaso da sau dde de
John Fletcher.”

UMA NAÇAOO AFETADA

A sua morte em 14 de
Agosto de1785, com a idade de
56 anos, foi, humanamente
falando, inoportuna e
prematura; ele viveu como uma
labareda que durou menos
tempo do que o esperado; todo
o paíço ds ficou triste com a perda.
John Wesley prometeu escrever
a histo dria da sua vida logo que
pudesse, de modo a que as suas
experienncias pudessem ser
u dteis para a posteridade. Um
ano depois, com a idade de 83
anos, a tarefa estava concluíço dda.
No grande manuscrito
produzido, Wesley escreveu,
aNunca conheci algue dm taso
uniforme e profundamente
devotado a Deus... E dificilmente
encontrarei, deste lado da
eternidade”. Wesley conduziu o
seu funeral com 82 anos de
idade, usando como texto da
mensagem o Salmo 37:37:
aNota o homem sincero, e
considera o reto, porque o fim
desse homem e d a paz.” O seu
epita dfio: Jaz aqui o corpo do
REV. JOHN WILLIAM DE LA
FLEFCHERE, Viga drio de Madeley;
O qual nasceu em Nyon, na
Suíço dça, em 12 de Setembro de
1729, tendo consumado a sua
carreira, em 14 de Agosto de
1785, nesta Vila, onde os seus
trabalhos sem precedentes
nunca seraso esquecidos. Ele
exerceu o seu ministe drio no
espaço de 25 anos nesta
comunidade, com um zelo e
capacidade invulgares. E apesar
de muitos terem crido no seu
testemunho, ele podia com
justiça ter adotado a
lamentaçaso do Profeta: aEstendi
as minhas masos o dia todo a um
povo rebelde e contradizente:
todavia o meu direito esta d
perante o SENHOR, e o meu
galardaso perante o meu Deus.”

RETRATO JORNALIFSTICO

A personalidade de John
Fletcher foi assim retratada por
um jornal, escassos dias apo ds a
sua morte: --"No dia 14 deixou
esta vida John Fletcher, de
Madeley, para indescritíço dvel dor
e apreensaso do seu rebanho, e
de todos os que tiveram a
felicidade de o conhecer. Se
falarmos dele como homem, e
como cavalheiro, ele era
detentor de todas as virtudes
que adornam e dignificam a
natureza humana. Se tentarmos
falar dele como ministro do
Evangelho, sera d extremamente
difíço dcil transmitir ao mundo uma
ide dia justa deste grande homem
de Deus. Os seus conhecimentos
profundos, a sua exaltada
piedade, os seus labores
incessantes para realizar o
importante dever das suas
funçoses, juntamente com as
capacidades e bom efeito com
que o conseguia, saso bem
conhecidos e nunca seraso
esquecidos na vinha em que
labutou. A sua caridade, a sua
generosidade universal, a sua
mansidaso,e a sua bondade
exemplar, saso dificilmente
igualadas pelos filhos dos
homens. Ansioso por cumprir
os sagrados deveres do seu
ministe drio ate d aos u dltimos
momentos da sua vida, ele
pregou a cerca de 200 pessoas
no Domingo que antecedeu a
sua morte, confiado no poder
Todo-Poderoso e entregando a
sua vida nas masos d’Aquele que
lha deu, com a serenidade e a
alegre esperança de uma
ressurreiçaso feliz, que
acompanham os u dltimos
momentos dos justos.”

Que os dias que nos


restam sejam como os seus!