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Edição 101

27/07/2018

ÌYÀMMÌ ỌȘỌRỌNGÁ
O PÁSSARO NOTURNO

ÀWỌ
IFÁBÙNMÌ FÁTÙMBÍ
ÀWỌ IFÁKÀIYỌDẸ
JÚLIO CÉSAR MARCO RODRIGUES
ÀDÌṢA MÀKỌRÀNWÀLẸ ÀDÌṢA MÀKỌRÀNWÀLẸ

IFÁBUNMILÁYỌ FÁTỌNÁ ÀWỌ ỌLADẸLẸ


HEVERTON JOSÉ RODRIGUES
ÀDÌṢA MÀKỌRÀNWÀLẸ ÀDÌṢA MÀKỌRÀNWÀLẸ

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Sempre me perguntaram o que é Ìyàmmì
Ọsọrọngá, esta pergunta me fez levar muito
tempo para responder uma questão ampla
como o universo. Responder está pergunta eu
precisaria realmente compreender e entender
Ìyàmmì Ọsọrọngá é seu culto, e principalmente
viver e adquiri experiência vivenciando,
estudando ouvindo pessoas, presenciando e
predicando para poder ter esta resposta.
Quando apresentado a um Sacerdote e pela
primeira fez ouvi este nome eu já era iniciado no
culto de Ifá, e pude assistir a uma cerimônia
voltada a este Ọrìșà. Com o tempo, fui praticando e conhecendo cada vez
mais e melhor o que é este assunto tão fascinante que é estar magia, depois
deste dia nunca mais deixei de aprofundar-me e de utilizar a força de
Ìyàmmì para as mais diversas finalidades, e até hoje, nada tenho a reclamar.
Por isto tento responder a pergunta o que é Ìyàmmì Ọsọrọngá? Ìyàmmì
Ọsọrọngá é uma divindade, um Ọrìșà – Ser intermediário de comunicação
com Ọlọdùmàrẹ e os homens na cultura Yọrùbà. Representa todo o poder
e o conjunto ancestral do que é feminino. Está divindade é o símbolo do
poder da magia, seja para o bem ou para o mal. Ìyàmmì Ọsọrọngá é a
“Senhor do Pássaros da Noite”, e “A
Poderosa Mãe Ancestral”. Entretendo
através desta forma, o ser humano
descobriu a capacidade de utilizar
determinados poderes internos e externos
para sobreviver em qualquer tipo de
ambiente. E todos que consegue ter esta
proeza são chamados de Àjẹ (Bruxa) ou Ọṣọ
(Bruxo). Ìyàmmì Ọsọrọngá detém o poderes
sobre os animais e aos seres humanos, desta
forma todo Sacerdote precisa rende

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homenagem a estas Senhoras, que são conquistadas através da natureza
bipolar que é a Luz e a Escuridão, Beleza e o terror. Ìyàmmì Ọsọrọngá é a
força anímica de todo a natural e material, é o campo psíquico gerando pela
totalidade de seres vivos neste planta, indelével mas significante entre a
vida e a morte, entre a criação e a destruição, o seu fluir de viés entre o
mamífero e o réptil, flores, inseto, bactéria e os grande pássaros, espirito e
a necrose, é o que podemos entender por Magia funcional, a causa e origem

das maiorias das religiões, esta força


não pode ser domesticada, pois
sendo ela mesma amoral, é a lei
maior deste pequeno planeta que dança sobre o prumo do Caminho do
leite materno, e o sangue menstrual, onde também está Ọṣà Mẹjì. Bela e
angustiante Deusa do pássaro Ọsọrọngá que paira no ar, proprietária da
árvores que nasce, tanto quanto da carcaça, Ìyàmmì Ọsọrọngá e onde os
seres humanos pode sutilmente reconhecer neste ciclo, a presença não
apenas do feminino, mas principalmente de algo que possa ser considerado
da mesma forma como consideraríamos os nossos progenitores, ou seja,
formadores de vida. Ọbàtàlà que modelou o Àrá – Corpo físico, e que deu
vida a toda a natureza é considerado o maior dos Ọrìșà por sua força de
magia, é o Ọṣọ (Bruxo), por excelência do bem, que ao mesmo tempo se
veste de branco, a cor do luto e da morte
na cultura Yọrùbà. Ìyàmmì Ọsọrọngá, na
superstição dos simplificadores que
sempre existiram, sendo mulher, é a Àjẹ
(Bruxa), por excelência do mal que no
entanto, nunca é anti-vida mesmo
quando mata. Sendo desta forma, é clara
a presença constante de Ọbàtàlà, pois do
bem se sabe, o espirito e reabsorção,
Ìyàmmì Ọsọrọngá e Ọbàtàlà, são o

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branco e o preto, sendo onde os seres humana saída da escuridão para a
luz e vice-versa, as forças da vida
neste planeta através de suas
variadas formas, que nada mais são
do que a Magia Pratica no culto de
Ìyàmmì Ọsọrọngá, em seu eterno
do bem e mal. São mães de
Ẹgùngùn, e as Ọṣùn mais antigas
que existem. O certo é que não
devemos pronunciar seus nomes sem um motivo justo ou mesmo
proferirmos seu Ọríkì, palavras litúrgicas, sagradas, que tem o poder de
invocá-las independentemente do local que estejamos. Ensinavam que não
se deviam cultuar esses seres em residências onde houvesse crianças.
Muitos deles tinham verdadeiro pavor até mesmo em proferir seus nomes.
Isso era tabu. Seu culto sempre foi um dos mais secretos em Ifá e sua
cerimônia de padê, somente é presenciado pelos iniciados. Muitos
acreditam que sem a preparação do encantamento do Ọrìșà em nossas
cabeças, elas podem até mesmo nos matar. São seres de poder imenso e,
que uma vez invocados nada nem ninguém poderá subjugá-las. Em sua
cerimônia de padê, geralmente as mulheres é que participam, assim
mesmo, dependendo da qualidade de seu santo. Uma pessoa de Ọbàtàlà,
por exemplo, participa da cerimônia, mas tão somente como observador e
não como parte ativa. Suas oferendas são entregues em primeiro lugar,
para depois então agradarmos as demais entidades, antes de iniciarmos os
festejos de um terreiro de Candomblé somente neste caso, no culto Ifá o
procedimento seria outro. Quando provocadas, causam terrores
inimagináveis na vida de quem às provocou.
Dado a isso, alguns sacerdotes sem o menor
preparo sempre tentam manipular as Ìyáàmi
sem buscar alternativas diversas antes de
invocarem seus nomes e sua presença, uma
pessoa, sem o devido preparo e
conhecimento necessário, jamais deve se
atrever a invocar essas poderosas feiticeiras.
As Senhoras dos Pássaros da Noite quando se
pronuncia o nome de Ìyàmmì Ọșọrọngá,
quem estiver sentado deve levantar, quem
estiver de pé fará uma reverência, pois se

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trata de temível Ọrìșà, a quem se deve apreço e encantamento. Ìyàmmì
Ọșọrọngá é a síntese do poder feminino, claramente manifesto na
possibilidade de gerar filhos e, numa noção mais ampla, de povoar o

mundo. Quando os Yòrùbà dizem ―nossas


mães queridas para se referirem às Ìyáàmi,
tentam, na verdade, apaziguar os poderes
terríveis dessa entidade. Donas de um àṣẹ
tão poderoso quanto o de qualquer Ọrìșà, as
Ìyàmmì tiveram seu culto difundido por
sociedades secretas de mulheres e são as
grandes homenageadas do famoso festival
Gẹlẹdẹ, na Nigéria, realizado entre os meses
de março e maio, que antecedem o início
das chuvas do país, remetendo
imediatamente para um culto relacionado à
fertilidade e a fartura. Poder procriador tornou-se conhecidas como às
senhoras dos pássaros e sua fama de grandes feiticeiras as associou à

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escuridão da noite; por isso também
são chamadas de Ẹlẹyẹ. A sua relação
mais evidente é com o poder genital
feminino, que é o aspecto que mais
aproxima a mulher da natureza, ou
seja, dos acontecimentos que fogem à
explicação e ao controle humano. Toda
mulher é poderosa porque guarda um
pouco da essência das Ìyàmmì; a
capacidade de gerar filhos, expressa nos órgãos genitais femininos, sempre
assustou os homens e as cantigas entoadas durante o festival Gẹlẹdẹ fazem
alusão a esse terrível poder que não pertence apenas às Ìyàmmì, mas a
qualquer mulher Mãe destruidora, hoje te glorifico. As mães são
compreendidas como a origem da humanidade e seu grande poder reside
na decisão que tomar sobre a vida de seus filhos. É a mãe que decide se o
filho deve ou não nascer e, quando ele nascer, ainda decide se ele deve
viver. A mulher, especialmente nas sociedades antigas, tinha inúmeros
recursos para interromper uma gravidez. E, até os primeiros anos de vida,
uma criança depende totalmente de sua mãe; se faltarem seus cuidados a
criança não vinga. Em síntese, todo ser humano deve a vida a uma mulher.
Se todas as mulheres juntas decidissem não mais engravidar, a humanidade
estaria fadada a desaparecer. Esse é o poder de Ìyàmmì Ọsọrọngá. Mostrar
que todas as mulheres juntas decidem sobre o destino dos homens. Mãe
todo poderosa, mãe do pássaro da noite. Grande mãe com quem não
ousamos coabitar Grande mãe cujo corpo
não ousa olhar. Mãe de belezas secretas
que esvazia a taça Que fala grosso como
homem, Grande, muito grande, no topo da
árvore Ìrọkọ, Mãe que sobe alto e olha para
a terra Mãe que mata o marido, mas dele
tem pena. Ìyàmmì Ọsọrọngá é a
sacralização da figura materna, por isso seu
culto é envolvido por tantos tabus. Seu
grande poder se deve ao fato de guardar o
segredo da criação. Tudo que é redondo
remete ao ventre e, por consequência, as Ìyàmmì Ọsọrọngá. O poder das
grandes mães é expresso entre os Ọrìșà por Ọṣùn, Iyẹmànjá e Nànà, Oba,
Ẹwá, Ọyá, mas o poder de Ìyàmmì Ọsọrọngá é manifesto em toda mulher,

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que, não por acaso, em quase todas as
culturas, é considerada tabu. As
denominações de Ìyàmmì Ọsọrọngá
expressam suas características
terríveis e mais perigosas e por essa
razão seus nomes nunca devem ser
pronunciados; mas quando se disser
um de seus nomes, todos devem fazer
reverencias especiais para aplacar a
ira das grandes Mães e,
principalmente, para afugentar a morte. As feiticeiras mais temidas entre
os Yọrùbà são as Àjẹ e, para referir-se à elas sem correr nenhum risco, diga
apenas Ẹlẹyẹ, Dona do Pássaro. O aspecto mais aterrador das Ìyàmmì
Ọsọrọngá e o seu principal nome, com o qual se tornou conhecida nos
terreiros, é Ọsọrọngá, uma bruxa terrível que se transforma no pássaro de
mesmo nome e rompe a escuridão da noite com seu grito assustador. As
Ìyàmmì Ọsọrọngá são as senhoras da vida, mas o corolário fundamental da
vida é a morte. Quando devidamente cultuadas, manifestam-se apenas em
seu aspecto benfazejo, é o grande ventre que povoa o mundo. Não podem,
porém, ser esquecidas; nesse caso lançam todo tipo de maldição e tornam-
se senhoras da morte. O lado bom de Ìyàmmì é expresso em divindades de
grande fundamento, como Àpàọkán,
Ìrọkọ, Ọṣẹ, Bàọbà, entre outras árvores.
Ìyàmmì Ọsọrọngá ficam juntos as
grandes árvores e, mostrando a sua
relação com os ancestrais, sendo
também uma nítida representação do
ventre. As Ìyàmmì, juntamente com Èṣú
e os ancestrais. É evocado nos ritos de
Ìpádẹ, um complexo ritual que, entre
outras coisas, ratifica a grande realidade
do poder feminino na hierarquia em Ifá,
denotando que as grandes mães é que
detém os segredos do culto, pois um dia, quando deixarem à vida,
integrarão o corpo das Ìyàmmì Ọsọrọngá, que são, na verdade, as mulheres
ancestrais. A grande mãe feiticeira. O grande segredo de todas as nações
que envolvem Ọrìșà, sabedoria encantamento. Aprendam sobre a grande
mãe só assim começaram a entender os grandes mistérios que envolvem o

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culto de Ifá, a magia que encanta o feitiço que apavora a realidade de cada
ser humano espelhados no mistério das Ìyàmmì Ọsọrọngá. Ìyàmmì
Ọsọrọngá não é feito individual (para uma determinada pessoa) e sim para
uma coletividade e não se manifesta em nenhuma pessoa. Muitos falam
que a primeira Ìyáàmi foi Ọdú e outros Ọlọkùn, as Ìyàmmì Ọsọrọngá podem
ser em algumas culturas o seguinte:

Fùnfùn – Só praticam o bem.


Pùpá – Praticam o bem e o mal
Dudu – Só praticam o mal

Mais na verdade como qualquer Ọrìșà, se tem o poder de fazer qualquer


tipo de Ẹbọ, utilizando a energia de
contraído ou expandir qualquer de
elemento em função para o bem como
para o mal. A sociedade Gẹlẹdẹ é uma das
mais famosas organizações artísticas e
religiosas. Compõe-se de um grupo
pessoas devotas do culto de Àjẹ as
feiticeiras que são chamadas Ìyàmmì
Ọsọrọngá – minha mãe ancestral. Entre
os Yọrùbà as Àjẹ representam uma
aspecto amedronta-te dos poderes
ocultos das mulheres. Juntos com os Àjọgùn, (Doença, destruição humana
entre outros), Ṣìgìdì, (Perturbador da mente humana, traz a loucura), Àrájẹ
(O corpo que sangra) e Ìkù (A morte). Elas
constituem as forças maléficas que devem
ser temidas e agradadas para não
atrapalharem o complexo equilíbrio
universal. Mas, como as Àjẹ são também
seres humanos que, afora as divindades e os
Àjọgùn, fazem parte das sociedades humana
aqui na terra, elas possuem também
atributos humanas. E podem assim, ser
benevolentes para com os seres humanos,
quando elas querem. Desta forma,
desempenham uma dupla função no
universo, e podem operar em dois planos humanos e sobrenatural, assim,

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não nos surpreende que Gẹlẹdẹ sejam devotadas à adoração e agrado das
Ìyáàmi, para atingirem a harmonia, paz e a tranquilidade, numa sociedade
que lida com tais seres incontroláveis, meio humano e meio sobrenaturais.
Através do Ọdú Ọṣà Mẹjì tomamos conhecimento da chegada das mãe
ancestral, seus Ìtàn, que fazem parte do corpo literário de Ifá em seus
mistérios. Segundo a milenar tradição religiosa Yọrùbà, a primeira mulher a
descer do Ọrùn para Àìyẹ foi Ọdú que na encruzilhada que liga os dois
mundos fez um juramento junto aos homens que não os trairia, porém
foram eles que a traíram e o caso foi levado a Ọlọdùmàrè, que ouvir
atentamente as duas versões, ou seja, da mulher e dos homens. Resolveu,
então dar poderes a Ọdú de marcar os homens, de tudo que eles fizessem
e também de envenenar a vida dos mesmos, num dos ita de Ifá
encontramos a palavras de Ọlọdùmàrè que diz:

Ìyàmmì Ọsọrọngá ju Ẹnìyàn lọ, ni


àgbàrà lati ṣẹ ọhunkọhun ti o bá fẹ
pẹlu rẹ.
Ìyáàmi é superior ao homem, tem
poder para fazer o que quiser com
ele.

1 – É a divindade que recebe de Ọlọdùmàrè a cabaça representa o mundo,


onde está contido o pode.

2 – Mulher velha, dona de uma cabaça que contém um pássaro e se


metamorfoseia nele, organiza encontros na madrugada dentro da floresta
para se alimentar de sangue humano e se entrega a trabalhos somente para
o mal.

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As Ìyàmmì Ọsọrọngá são
agente moderadores em
relação aos abusos de
Ọlọdùmàrè, Ìyàmmì
Ọsọrọngá e os homens
prometeram não trair uns
aos outros e
principalmente que jamais
se matariam, porém num
momento muito difícil no
Àìyẹ, onde os homens não
tinham nada para comer, começaram a morrer de inanição. Somente os
Ẹlẹyẹ, conseguiam sobreviver. Ẹṣù então os pergunta porque estavam
passando fome se haviam tantas aves? Mas, os homens lembraram do
juramento que haviam feito anteriormente. Ẹṣù foi embora e os homens
ficaram excitados com o que Ẹṣù tinha sugerido e resolveram que para não
morrer de fome passariam a comer os Ẹlẹyẹ, estes imediatamente foram a
Ọlọdùmàrè lhes relatar o poder de verem tudo, de fazer o que quisessem
com os homens. Ainda de tomarem conhecimento de tudo através da
cabaça Ìgbà Àìyẹ ou Ìgbà Ìwà do mundo, além disso tudo que falassem se
tornaria realidade. No Odú Ẹgbẹ encontramos o relato da chegada das
Ìyàmmì Ọsọrọngá ao Àìyẹ que queriam ter sete casas nos sete pilares da
terra, que anda mais são do que sete árvores, imediatamente se agarraram
as árvores e ao serem inqueridas responderam que em três fariam o mal,
destruiriam, matariam e propagaria doenças e desgraças, em outras três
fariam o bem, proporcionariam vida longa, saúde, alegria e na sétima
arvores instalariam a essência dos seus
poderes, ou seja, fariam o que
quisessem, tanto o bem quanto o mal. A
cabaça representa o poder genitor
feminino, o útero repositório do mundo
e de sua força, a união e a ligação entre
o Ọrùn e Àìyẹ, o compromisso de gerar
a vida humana e a morte. Significa todo
um processo de equilíbrio e de
harmonia. Para se entender bem tal
relação, se faz necessário situar as mulheres do ritual Gẹlẹdẹ, que
representam o culto às Ìyàmmì Ọsọrọngá, as grandes mães ancestrais,

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encabeçadas por: Nànà, Iyẹmànjá, Ọsun,
Oba, Ìyẹwà, Òyà, Ìyẹmọwọ, yẹmọọ e Ọlọkùn.
Ọlọkùn simboliza a grande representante do
princípio feminino, sendo o elemento
responsável por todo o poder criador, do
poder das mulheres, liderando o movimento
das Ìyàmmì Ọsọrọngá, grandes mães
ancestrais, que tudo criaram, transformaram
e transmutaram desde o princípio dos
princípios da formação do universo. A
sociedade Gẹlẹdẹ, que já existiu no Brasil, é
um ritual de mulheres que vestem panos coloridos – diferentes panos
mostrando diferentes procedências. São as diferentes raízes que as pessoas
podem ter na maternidade. A máscara Ẹfẹ - Gẹlẹdẹ que cobre a cabeça da
mulher vai representar o mistério, o maravilhoso, na cultura negra. O uso
da máscara significa o símbolo de outro espaço, um espaço vivo, um espaço
invisível que não se conhece, mas sente-se! Esta mascararas e utilizada por
homens. No Brasil está sociedade existiu, sua última sacerdotisa suprema
foi Ọmọ ník é Ìyàlọdẹ Ẹrẹlú que tinha o nome católico Maria Julia
Figueiredo, uma das Ìyálà se do Ìlẹ Ìyánássọ, com sua morte cessaram-se as
festividades, que eram realizadas no bairro da Boa Viagem. O propósito da
sociedade Gẹlẹdẹ é propiciar os poderes míticos das mulheres, cuja boa
vontade deve ser cultivada porque é essencial a continuidade da vida para
esta sociedade. Sem o poder feminino, sem o princípio de criação não
brotam plantas, os animais não se reproduzem, a humanidade não tem
continuidade. Assim, o princípio feminino é o princípio da criação e
preservação do mundo: sem a mulher não
existe vida, sendo, segundo os mitos, ser
reverenciada e respeitada pelos Ọrìșà e
pelos homens. As Gẹlẹdẹ e suas máscaras
se tornam uma metáfora, sendo uma
linguagem para a mãe natureza. O Gẹlẹdẹ é
um símbolo porque personifica o útero,
pois ele carrega as crianças e as protege.
Através das Ìyàmmì (mães ancestrais) a arte
das máscaras é usada para aglutinar as
pessoas que se relacionam como filhos de
uma mesma mãe, fazendo com que o espírito se manifeste através desta

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máscara, seguindo e
alimentando o espírito
humano. Representam o não
uso da violência para resolver
questões. Nas culturas negras a
mulher está presente em todos
os lugares. As máscaras têm
grande importância na vida
religiosa, social e política da
comunidade, mostrando as
diferentes categorias de mulher: mulher secreta – ligada ao divino, serve
como passagem e receptáculo do sagrado no mundo dos vivos, por gerar
frutos. -mulher símbolo político – não usa violência para resolver as
questões, aglutinando as pessoas, vivendo o cotidiano. – mulher sagrada –
símbolo de todos os tempos, pois está virada para o futuro, sempre
vulnerável e frágil, mas é aquela que abre o céu (Ọrùn) e deixa lugar para a
mudança, o futuro, e para a transformação. A sexualidade da mulher negra
faz parte da sua essência de princípio feminino, sendo muitos os mitos que
representam a função e o papel mulher vista como útero fecundado, cabaça
que contem e é contida, responsável pela continuidade da espécie e pela
sobrevivência da comunidade. Não se encontra
pecado nesta sexualidade. Através das Ìyà as
comunidades – terreiros se constituam num
verdadeiro sistema de alianças. Desde a simples
condição de irmão de santo até a mais complexa
organização hierárquica, há o estabelecimento
de um parentesco comunitário, como uma
recriação das linhagens e da família extensiva
africana. Os laços de sangue são substituídos
pelos de participação na comunidade, de
acordo com a antiguidade, as obrigações e a
linhagem iniciativa. Todos estão unidos por
laços de iniciação às divindades cultuadas, aos
demais iniciados, às autoridades, aos antepassados e aos ancestrais da
comunidade. Através do rito se tem todo um sentido de manifestação das
mulheres do grupo: rodando, dançando, se integrando com o cosmos,
mostrando que temos consciência de que somos elementos dinâmicos, de
que o movimento da roda – já que as mulheres são os elementos que

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dançam em círculo – representa o altar da
criação, da vida, já que a terra está em
movimento, o universo está em
movimento e só se conseguirá estar em
sintonia com o universo através do
movimento. Gẹlẹdẹ é originalmente uma
forma de sociedade secreta feminina de
caráter religioso, existente nas sociedades
tradicionais Yọrùbà, que expressam o
poder feminino sobre a fertilidade da
terra, a procriação e o bem estar da
comunidade. O culto Gẹlẹdẹ visa apaziguar
e reverenciar as mães ancestrais para assegurar o equilíbrio do mundo. As
principais representações do culto também nos fala um Ìtàn de Ọṣẹ Ọyẹkù,
que Ọbàtàlà e Ọdú Ọgbẹ são uma única coisa e no culto a Ọbàtàlà, Ìyàmmì
Ọsọrọngá é diretamente participante, o próprio Ìtàn nos fala: Tudo aquilo
que o homem vier a conseguir na terra, o será através das mãos das
mulheres. Esta é uma tradição do culto a Ọbàtàlà, pela relação direta de
Iyẹmànjá, Ọọdùà. Ìtàn Ọṣà Mẹjì (o mito da roupa de Ẹẹgùn), quanto ao culto
Ẹfẹ Gẹlẹdẹ, os homens participam, até nas chamadas incorporações em
trance - dàpọ sọkún – e umas das principais diferenças estão nas próprias
danças rituais, quando as femininas e lenta e nobre, quando ao masculino
é firme e agressiva, e cabe aos Ọṣọ de Ọbàtàlà’ esta função. Seja Àkọ, bàká,
mùdiá, tẹtẹdẹ, Ọkúnrín, Ọnìlù e às outras. Mas quando se trata da essência
da filosofia, na relação Ọbàtàlà (símbolo da
ancestralidade masculina) e, Iyẹmànjá
Ọọdùà (Ọsọrọngá símbolo da
ancestralidade feminina) como uma relação
perfeita, trazida por Ọṣẹ Ọyẹkù, e também
pela relação de ambos com Ìkù. O culto
anual de Ẹfẹ Gẹlẹdẹ, originário da cidade de
Kẹtú no décimo quarto século, é organizado
no começo da estação agrícola exatamente
por uma importante questão dentro da
cultura Yọrùbà a Fertilidade. Este culto se
organiza da seguinte forma- sua parte
diurna é exatamente Gẹlẹdẹ e sua parte noturna é Ẹfẹ (o pássaro). Os
dançarinos são homens, contudo representam homens e mulheres em suas

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representações. Isto prova que o culto das Gẹlẹdẹ não é vetado aos
Homens. Quando Ọọdùà viu Ẹẹgùn andando e falando, percebeu que foi O
bàrìsà a quem tornou isto possível. Ela reverenciou e prestou homenagem
a Ẹẹgùn e a O bàrìsà, conformando-se com a vitória dos homens e aceitando
para si a derrota. Ela mandou então seu poderoso pássaro pousar em
Ẹẹgùn, e lhe outorgou o poder: tudo o que Ẹẹgùn disser acontecerá. Ọọdùà
retirou-se para sempre do culto de Ẹgùngùn, e partiu para partir o culto
Gẹlẹdẹ. Só e Ẹlẹyẹ, indicara seu poder e marcara a relação entre Ẹgùngùn e
Ìyáàmi. Gbọgbọ àgbàrà ti Ẹgùngùn si nlọ àgbàrà e Ẹlẹyẹ ni. (Todo o poder
que utilizara Ẹgùngùn é o poder do pássaro). O
conjunto homem-mulher dá vida a Ẹgùngùn
(ancestralidade), mas restringe seu culto aos
homens, os quais, todavia, prestam homenagem
às mulheres, castigadas por Ọlọdúnmẹrẹ
através dos abusos de Ọọdùà. Também por esta
razão é que as mulheres mortas são cultuadas
coletivamente e somente os homens têm direito
à individualidade, através do culto de Ẹgùngùn.

AS SENHORAS DO PÁSSARO DA NOITE

Ìyàmmì Ọsọrọngá é o termo que designa as terríveis Àjẹ, feiticeiras


africanas, uma vez que ninguém as conhece por seus nomes. As Ìyáàmi
representam o aspecto sombrio das coisas: a inveja, o ciúme, o poder pelo
poder, a ambição, a fome, o caos o descontrole. No entanto, elas são
capazes de realizar grandes feitos quando devidamente agradadas. Podem-
se usar os ciúmes e a ambição das Ìyáàmi em favor próprio, embora não
seja recomendável lidar com elas. O poder de Ìyáàmi é atribuído às
mulheres velhas, mas pensa-se que, em certos casos, ele pode pertencer
igualmente a moças muito jovens, que o recebem como herança de sua
mãe ou uma de suas avós. Uma mulher de qualquer idade poderia também
adquiri-lo, voluntariamente ou sem que o saiba, depois de um trabalho
feito por alguma Ìyáàmi empenhada em fazer proselitismo. Ìyàmmì possui
uma cabaça e um pássaro, é este pássaro quem leva os feitiços até seus
destinos. Ele é pássaro bonito e elegante, pousa suavemente nos tetos das
casas, e é silencioso. ―Se ela diz que é pra matar, eles matam, se ela diz pra
levar os intestinos de alguém, levarão. Ìyàmmì Ọsọrọngá está sempre
encolerizada e sempre pronta a desencadear sua ira contra os seres

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humanos. Está sempre irritada, seja ou não maltratada, esteja em
companhia numerosa ou solitária, quer se fale bem ou mal dela, ou até
mesmo que não se fale,
deixando-a assim num
esquecimento desprovido
de glória. Tudo é pretexto
para que Ìyáàmi se sinta
ofendida. Ìyàmmì é muito
astuciosa; para justificar
sua cólera, ela institui
proibições. Não as dá a
conhecer
voluntariamente, pois
assim poderá alegar que
os homens as
transgredem e poderá punir com rigor, mesmo que as proibições não sejam
violadas. É preciso muito cuidado com elas. E só Ọrùnmìlà consegue acalmá-
la. Ọṣùn: Grande protetora da gestação é a Ìyáàmi-Àkókó, mãe ancestral
suprema. Ọṣùn Ìjimù e Ìyálà: A duas mais velhas Ọṣùn, são as duas
ancestrais das mulheres. Nànà: patrona da lama e dos primórdios da criação
do Àìyè é a Ọmọ Àtíọrọ ọkẹ Ọfà. Ọyá e Ìyẹwà: são todas Ìyà Ẹlẹyẹ
possuidoras da cabaça com pássaro símbolo do poder feminino. Ọlọrí Ìyà
Àgbà Àjé Ẹlẹyẹ, chefe supremo de nossas mães ancestrais possuidoras de
pássaros. Ọgágùn àtì Ọ gájùlọ nìnù awọn Ìyàmmì Ọsọrọngá. Chefe supremo,
comandante entre todas as Ìyáàmi. Ọrùnmìlà: Este foi o único Ọrìșà que
quando as Ìyàmmì estavam
zangadas conseguiu apaziguar
sua fúria e desta forma salvou
o Àìyẹ e restabeleceu a
Harmonia, entre os Homens e
Mulheres. Toda mulher é uma
Àjẹ, porque as Ìyàmmì
controlam o sangue menstrual
elas representaram poderes
místicos das mulheres no seu
aspecto mais perigoso. São as Avós, as mães em cólera que em sua boa
vontade a própria vida na terra não teria continuidade Ìtàn do Ọdú Ọṣà Mẹjì
Ọọdùà TORNA-SE Ìyàmmì. As Ọrìșà femininas cultuadas nos candomblés

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brasileiros representam aspectos
socializados deste poder conforme a visão de
mundo negro africana segundo a qual
homens e mulheres se equivalem e
controlam determinadas forças da natureza
Porém a continuidade da vida sobre a terra,
atributo eminentemente feminino nesta
tradição é reverenciado de modo especial.
Por isso O bàrìsà o grande ancestral
masculino canta:

E kúnlẹ è o, e Kúnlẹ è ọbìnrìn o


E ọbìnrìn l’ó bí wa, k’àwa tó d’enia
Ogbon àiyé t’obinrin ni, e
kúnlẹ è ọbìnrìn E ọbìnrìn l’o bí wá o,
k’àwa tó d’enia

Ajoelhem-se para as mulheres.


A mulher nos colocou no mundo, nós somos seres humanos.
A mulher é a inteligência da terra.
A mulher nos colocou no mundo, nós somos seres humanos).

Ìyàmmì Ọșọrọngá é uma energia ancestral coletiva feminina, cultuada pelas


Gẹlẹdẹ; sociedade feminina fechada da Ìyàmmì
Ẹlẹyẹ (minha mãe senhora dos pássaros), que
têm poderes de se transformarem em
determinados pássaros húrù, e lúùlú, àtíọrọ,
Àgbigbọ e Ọșọrọngá, este último refere-se ao
próprio som que a ave emite e dá nome a
Sociedade. Exercem sua força máxima nos
horários mais críticos meio-dia e meia-noite –
ocasiões em que é preciso muita cautela para
que elas não pousem na cabeça de ninguém.
Suas cerimônias são realizadas no início da
estação do plantio relacionado à fertilidade.
Estas cerimônias tiveram início na região de
Kẹtú, dividindo-se em duas partes a diurna e a
noturna. Afirma a tradição que as Ìyáàmi segue o rastro do sangue do fígado

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e do coração, isto se deve pôr os chamados
Àṣẹ das oferendas são de Ọșọrọngá! Estes
órgãos se classificam em comportamentos
Ọfù (aqueles que produzem a fazem circular
a energia no corpo) estômago, bexiga,
vesícula biliar, intestino grosso e o intestino
delgado, como também em
comportamentos como coração, pulmões,
rins, fígado e baço – pâncreas. Estes detalhes
são importantíssimos no culto à Ọșọrọngá e
principalmente no culto Ẹfẹ Gẹlẹdẹ ainda
mais se falamos do sacrifício de Ẹlẹdẹ
(porco). Relacionam-se com Ọșọrọngá: Ẹṣù:
somente com sua ajuda é que conseguimos a
comunicação com as Ìyàmmì, além de ser a prova viva do poder das Ìyàmmì.
Ọgùn: o senhor da cabaça de ẹẹdù (carvão) – ọna Ìwọ Ọọrùn (caminho do
oeste) é bem mais íntimo de Ọșọrọngá, se não fosse ele o senhor do sagrado
ato da oferenda de animais, juntamente com Ẹṣù e Ọșọrọngá. Iyẹmànjá
Ọọdùà (Ìyẹmòwò) Grande Ìyà, Senhora do Ìgbà Ẹlẹyẹ (cabaça dos pássaros)
é a Ìyálà seu nome é modificação da palavra Ọdú Lọgbọjẹ, a mulher
primordial, também denominada Ẹlẹyínjú Ẹgbẹ, a dona dos olhos delicados
fazendo parte das divindade segadoras representada pelo Preto, fundadora
do culto e sociedade Gẹlẹdẹ. Segundo os mitos da tradição
afrodescendente, já que o mito é o discurso em que se fundamentam todas
as justificativas da ordem e da
contraordem social negra, a luta
pela supremacia entre os sexos é
constante, simbolizada na Ìgbàdù
(cabaça da criação), já que o Ọrí s à
Iyẹmànjá Ọọdùà, princípio feminino
de onde tudo se cria –
representação coletiva das Ìyáàmi
ou mães ancestrais é a metade
inferior da cabaça e Ọbàtàlà ou
Ọṣàlà, princípio masculino, a
metade superior. A relação Ọọdùà Ọbàtàlà, entendida simbolicamente, não
representa uma simples relação de acasalamento do princípio feminino
com o masculino. Há um princípio de completude do outro, de que a vida

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se constrói de mãos dadas e de
que cada um de nós na medida
em que estabelece esta relação,
estabelece um elo mais completo
com as coisas que estão à volta. E
se isto não responder a pergunta.
O QUE E ÌYÀMMÌ ỌSỌRỌNGÁ?
Então eu pergunto. O QUE E
ÌYÀMMÌ ỌSỌRỌNGÁ? Ẹlá é o
princípio da ordem da retificação
de destinos infelizes, sua afinidade com Ìyàmmì Ọsọrọngá relaciona-se aos
mitos da criação do mundo, quando Ìyà se torna a mãe de todos os Ọrìșà e
proprietária de seus poderes especiais, ou seja, o da manutenção ou
destruição do ciclo de fertilidade no mundo. Sob muitos aspectos práticos
Ẹlá é um polo equivalente a Ìyàmmì Ọsọrọngá, pois a ideia de ordem e
harmonia, sendo intermediadas por Ẹṣu para a prova do bom caráter e
merecimento dos seres humanos, portanto passiveis de desordem e
desarmonia em seus destinos, pois assim no mostra a dialética de Magia de
Ìyàmmì Ọsọrọngá. Ẹlá e Ìyàmmì Ọsọrọngá são uma só, como único ciclo
maior do ritmo universal. Se nós aceitarmos que Ẹlá é um princípio
primordial, que estava presente no início da criação, estando no mundo e
preenchendo-o de bons trabalhos,
estabelecendo a ordem e colocando as
coisas em seus devidos lugares, poderemos
dizer que em um determinado momento o
homem de alguma forma acordou de seu
estado de letargia em um mundo perfeito e
sem atropelos, e neste momento se rebelou
conta Ẹlá, crescimento à ela a
responsabilidade de ter retardado o
crescimento do mundo e então a
difamaram. Em função disso, conta a
tradição que Ẹlá se ofereceu e ascendeu aos
céus através de uma corda esticada. Foi somente assim que os habitantes
do mundo perceberam que era realmente impossível viver sem Ẹlá e, assim
desde então, se tem rezado por suas bênçãos. Aspecto importante é
percebermos que através de Ìyàmmì Ọsọrọngá, o poder de Ẹlá se
demonstra de forma muito mais forte, pois a força construtiva ou destrutiva

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de Ẹṣù sempre irá depender de Ìyàmmì Ọsọrọngá, e de Ẹlá, que poderá
estar presente nos rituais. Pois mesmo para a destruição, o ritual deverá
respeitar determinadas regras ligadas a
ordem maior do mundo, a qual é
representada por Ẹlá, e que pode ser evocada
durante os cultos para que venha e abençoe
os oferecimentos, tornando-os aceitáveis. Ẹlá
também é denominada como o princípio que
inspira a aceitação de alguns sacrifícios, que
inspira o culto correto e é por este objetivo
que a vida tem sido oferecida. Pois como nos
diz a frase, “Que é a paz que eu não quero
conservar para tentar ser feliz”, Ìyàmmì
Ọsọrọngá afirma este sentido e Ẹṣù o realiza. Devermos escolher entre fazer
a “VOSSA VONTADE OU A MINHA VONTADE”, e nesta escolha, é
importantíssimo sermos lúcidos de nossas escolhas e sacrifícios, toda a
consequência de um ato ritual pode depender disto, ou seja, “Vossa
vontade”, participação de Ẹlá “Minha Vontade”, sem Ẹlá, pois quem pode
ter certeza absoluta de sua razão e direito, quando falamos de
determinados Ọrìșà que podem punir ou salvar. Na sociedade Yòrùbà mais
antiga, as mulheres são consideradas como representante de poderes
capazes de controlar reservatórios de energias espirituais imensas dentro
de si. Este imenso poder pode ser dirigido para criar ou destruir a vida. Os
homens da comunidade reconhecem este poder cultuando Ẹfẹ Gẹlẹdẹ. O
culto possui como principal característica, as famosas máscaras Ẹfẹ Gẹlẹdẹ.
O ser semi-animal, semi-humano que tem, como intermediário, entre os
mundos sua pele. Este fato permite compreender a importância da
máscaras – essência espiritual do
Totem, as máscaras masculina no
culto Ẹfẹ Gẹlẹdẹ, chamam-se Àkọgí
e as femininas Àbọgí – Pois o
iniciador que dança é o espírito
luminoso do animal, a máscara
conduz a dança, esforço coletivo
do clã, não para invocar a uma
divindade, mas para representar
uma espécie de mimica mágica que
visa proteger e fertilizar a toda

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comunidade. Por causa da ideia de
vida e fertilidade, o culto anual de Ẹfẹ
Gẹlẹdẹ é organizado no começo da
estação agricultura em março na
África. O culto Ẹfẹ Gẹlẹdẹ surgiu na
cidade de Ketu no décimo quarto
século e foi adotado por todas as
comunidades situadas no corredor
comercial do estado Yọrùbà, a oeste
sendo diferente do culto a Ẹgunguẹn
que influenciou e influencia até hoje,
todo o território Yọrùbà de uma forma em geral. Ẹfẹ Gẹlẹdẹ é apenas uma
parte do culto de Ìyàmmì Ọsọrọngá, a parte diurna, Ẹfẹ Gẹlẹdẹ é a parte
noturna e seu complemento. Ẹfẹ é Ọrìșà Ẹṣù em sua manifestação de
pássaro noturno. Nas máscaras Gẹlẹdẹ, quase sempre estão representados
pássaros e serpentes, a por ser um animal essencialmente noturna e os
pássaros por possuírem uma potência espiritual equivalente as das
mulheres, neste sentido, as aves visível do corpo de Ìyàmmì Ọsọrọngá
porque viajam no ar – símbolo do voo noturno – Projeção Astral
característico da prática da magia de Ìyàmmì Ọsọrọngá, enquanto as
pessoas que não são Ọṣọ (Bruxo) ou Àjẹ (Bruxa) só conseguem viajar no
corpo físico e visível da terra, para viajar no mar, as pessoas precisam criar
barcos, que com sua forma semelhante a um útero, adquirem o caráter de
fêmeas. E como estas aves faltam sob a forma de canto os idioma dos
pássaros – Ẹdẹ Ẹyẹ, podem trazer a sabedoria codificada de Ìyàmmì
Ọsọrọngá. Assim aves nos ligam ás serpentes sempre aparecem como
imagens primárias e fundamentais da energia feminina superior do
universo e nem sempre são
inimigas, pois se enquanto as
aves voam em direção a magia
das alturas e do sutil, as
serpentes rastejam seu ventre
carinhosamente aprofundando-
se nos mistérios da terra. De
certa forma é fácil perceber que
as aves e as serpentes
representam o eterno troca
entre a consciente e o inconsciente tornando-se óbvio percebermos que o

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encanto das aves – Particularmente nas aves noturnas é a sua capacidade
de voar – Transitar nos aspectos mais
sutis da natureza, e principalmente,
neste aspectos mais sutis na condições
noturna – Fonte de medo e apreensão
inconsciente relacionada aos temores
mais profundos dos seres humanos. No
caso das serpentes, elas precisam trocar
sua pele periodicamente e isto lhes
proporciona uma aura de imortalidade.
Possuem uma qualidade andrógina,
esticadas, parecem falos, enroladas,
assemelham-se ás dobras da vulva
vaginal. Com este imenso símbolo
andrógino, as serpentes são a própria
sexualidade encarnada e fortemente
vivificada na natureza, por isso, quando
vejo as serpentes enroladas nas máscaras Gẹlẹdẹ ou mesmo, participando,
ativamente da magia de Ìyàmmì Ọsọrọngá – Ọsọrọngá mesmo é o nome de
uma pássaro noturno, posso ver a força de nossos mais antigos primórdios
unindo-se a imagem original de Ọlọdùmàrẹ no universo, ou como alguns
preferem Ìyàmmì Ọsọrọngá. Voar e trocar de pele são uma magia infinita,
original, arcaica e totalmente plena, sendo de força incomensurável,
poucos podem transitar entre estes aspectos sutis e densos da natureza de
uma forma plena sem arriscarem-se ao voo noturno. Para entendemos esta
equivalência espiritual, é importante detalharmos uma das principais
características da magia das Àjẹ – a
capacidade de realizarem rituais
projetadas o seu corpo astral, o qual
é constituído e amplamente
influenciado pelas energias vitais,
emoções e sensações, que a pessoa
sentiu e captou durante a vigília. O
culto anual Gẹlẹdẹ, oferece tributo a
potência mística dosa antepassados
das pessoas idosas e líderes da
comunidade. As Gẹlẹdẹ são conhecidas como Mães Ancestrais – Ìyà Àgbà.
A imensa força destas Mães Anciãs, está em garantir uma vida construtiva,

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relacionando-se a fertilidade e a sabedoria do segredos da vida, no entanto,
elas também possuem o mesmo poder da vida o mesmo poder em
polaridade destrutiva, e neste momento elas são Àjẹ! Os dançarinos de
Gẹlẹdẹ são homens, contudo representam homens e mulheres em suas
representações. Na dança feminina Gẹlẹdẹ é poderosa e contida,
entretanto, na dança masculina e violenta e agressiva. As Gẹlẹdẹ possuem
uma ordem de entrada nas suas ritualidade, pois seu culto diurno é sempre
feito na praça do mercado na medida em que o ato de negociar mercadorias
da cultura Yọrùbà é especialmente feito por mulheres. O status de uma
mulher Yọrùbà deriva em maior parte pela sua reputação em saber
negociar do que pela sua riqueza, ou o grau de – mimo, que dá ao seu
marido. Desde que a principal ocupação das mulheres Yọrùbà está em
negociar. Muitas máscaras Gẹlẹdẹ descrevem comércios femininos. Estas
mulheres são economicamente independentes de seus maridos e possuem
o potencial de ganhar mais dinheiro do que eles. Por isso tais aspectos como
a paciência, autocontrole, reverencia e riqueza, são simbolizados como
mulheres. Portanto a praça do mercado representa simbolicamente o
universo e o poder feminino atuando dentro dele – Agora é fácil entender,
porquê Ẹṣu e conhecido como Ọlọjà “Dono do Mercado”, e por isso mesmo
sua grande relação com Gẹlẹdẹ.

AS ÁRVORES DE ÌYÀMMÌ ỌSỌRỌNGÁ


Lembrando os leitores que vou somente colocar as árvores e seus especifico
nomes, mas todo ritual requer muita experiência e todos os rituais nestas
árvore se faz necessário marcar os Ọdú correspondente e seus Ọfọ, que não
será colocando aqui nesta revista, somente o entendimento de cada
árvores.

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Sọ, ti wọn ba gun ọkẹ igi Ìwọ
Ti wọn ba rọnú Ẹníkán,
Sọ, rọnú Àyọ rẹ
O gbà lọrì Ìwọ
Sọ, oun yọọ dúrọ ni Pípẹ ni Àyẹ.
Oun yọọ jẹ ẹtọ lọrì ìlẹ Àìyẹ.

Dizei, se elas sobem na árvore de Ìwọ


Se elas pensam em alguém,
Dizei, pensai em sua felicidade
Vós se subirdes no Ìwọ
Dizei, ele ficará muito tempo na terra
Ele será direito na terra.

As Àjẹ da árvore Ìwọ são todo as de uma encantadora beleza e


imensamente forte de atração o que se torna um risco considerável na
prática de sua magia, todas as antigas lendas de ninfas, sereias e etc., que
atraem as pessoas para o fundo das águas, carmas ou florestas mediantes
a sua beleza, correspondem exatamente aos seres desta árvore, através do
pilar de magia da árvore Ìwọ, Ìyàmmì interage com Ọṣànyíàn e pode
controlar todo o reino vegetal. Por isso todas as Àjẹ deste pilar possuem
nomes relacionados a plantas. Dentro os vários aspectos do que
poderíamos supor no estilo de magia da árvore Ìwọ, torna-se importante
esclarecer que aqui, o significado de felicidade, é a ideia de que uma pessoa
passa pela vida de bem com todas as pessoas, e desta pessoa torna-se
alguém feliz em receber e dar felicidade ao redor de sua vida, nesta árvore
podemos fazer as magias de amor assim como também as magias de
finalidade sexual.

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Sọ, ẹyi ti o yọọ rọ
Nígbátí o wá ni Àrẹrẹ
Gbọgbọ awọn òhùn ti o wu ọ
Ìwọ yọọ run.

Dizei, aquele em que pensareis


Quando estiverdes no Àrẹrẹ
Todas as coisas que lhe agradarem
Vós destruíeis.

A árvore Àrẹrẹ, devo salientar que


enquanto a árvore Ìkọkọ relaciona-
se com a violência e a guerra, aqui no
estilo Arerê, é plenamente afirmado
o conceito de Destruição – Aqui não,
há guerra, aqui, a ideia é de
genocídio. Neste manifestação, a
grande Ìyáàmi, nos aparece sob o
título de Ìyà Alààlẹ – Mãe senhora da
norte, e desta forma ela controla e manipula livremente os perigosos jẹ ni
Ìyà ou como também são conhecidos Dàmàgọmì. O poder das Àjẹ, assim
como de seu equivalente Ọṣọ, provém de Ìyà Alààlẹ – Mãe senhora da n
que é o nome verdadeiro do aspecto mais temível de Ìyàmmì Ọsọrọngá
como dona da magia. Ìyàmmì Ọsọrọngá, na pratica do dia a dia das Àjẹ e
dos Ọṣọ, na verdade não tem nome, ela
está por toda parte e nada que
queiramos usar para representa-la
poderá refletir sua grandeza e poder.
Ela e a verdadeira, que recebeu
diretamente de Ọlọdùmàrẹ Àlàgbàrà - o
Senhor do firmamento o todo
poderoso, a cabaça do poder, e que por
isso, está acima de todos os awọn, o
pássaro Ọsọrọngá é apenas um de seus
mensageiros que transmitem os ensinamento, mas qualquer outro animal
pode ser mensageiro. Pois quando concede poder. Ìyà Alààlẹ diz ao Ọṣọ que
busque auxilio na Ẹjọ – serpente, no Àdàn – morcego, no Kìnìùn – leão, no

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Àkọ Ọyìn – abelhão, ou em qualquer outro animal, ave, ou inseto. Mas
torna-se importante acrescentar a isso, os Dàmàgọmì ou je ni iya – castigar
- no sentido de sofrimento e dor através de um castigo, que são concebidos
ao mesmo tempo como fonte de poder e causa de doenças – um dos
exemplos mais clássicos sobre este assunto, é o famoso “Ṣìgìdì” – pesadelo,
divinizado. Estes “Jẹ ni Ìyà”, são vivos e possuem personalidades e métodos
de ação. Não possuem forma humana, mas seu resultado na magia é
extremamente concreto. Na prática eles são de todas as feições: Alguns se
parecem com um pedaço de carne crua, outros como – gosmas escuras,
outros como caranguejos, antílopes pequenos e até mesmo, pedaços de
madeira ou pedra. Um Ọṣọ - novato pode possuir de um a três deste Jẹ ni
Ìyà, ao passo que um Ọṣọ experiente, deve ter pelo menos uns vinte.

A ideia de que todas as coisa que


agradarem a esta pessoa vós
concedereis, parte do conceito
que no mundo de hoje – assim
como no de ontem, ter acesso ás
coisas que lhe agradam,
implicam necessariamente num
forte comprometimento com a
riqueza e a abundância. Entretanto, não se deve medir riqueza em termos
de propriedades, mas sim, em termos de controle sobre pessoas e
materiais. Portanto, em último instancia, devemos medi-la em na sua
própria experiência. Dinheiro é um conceito abstrato usado para qualificar
atividade econômica. A riqueza é uma medida de quão bem você controla
sua experiência com o dinheiro. Assumindo que experiências variadas,
excitantes, incomuns e estimulantes são preferíveis aquelas que estúpidas
e monótonas e que tendem a ser caras, o principal problemas para muitas
pessoas é encontrar forma altamente eficiente de entrada de dinheiro que
possua as qualidades agradáveis acima. Uma dos principias objetivos da
magia da árvore Ọṣẹ é estabelecer um grande movimento de dinheiro que
permita experiências agradáveis em ambos os estágios de entrada e de
saída, isto requer aquilo que é conhecido como a principal característica da

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magia da árvore Ọṣẹ, que é a consciência da satisfação. Quando
exercitamos esta consciência da
satisfação, torna-se fácil
percebermos que o dinheiro
adquiriu todas as características de
um ser espiritual, ele é invisível e
intangível. Moedas, notas e
números eletrônicos não são
dinheiro. Ele somente
representações ou talismã de algo
que os economistas não podem
definir de forma coerente, além
disso, embora seja ele próprio intangível e invisível, pode criar efeitos
poderosos na nossa realidade. O dinheiro tem suas próprias preferência e
personalidade. Ele evita aquele que blasfemam e flui em direção aquele que
tratam da maneira que ele gosto. Em ambiente apropriado, ele irá, até
mesmo, reproduzir-se. A natureza do espirito do dinheiro é movimento, o
dinheiro gosta de se mover, assim como Ẹṣù. Se ele for armazenado e não
usados, lentamente morrerá. Assim, o dinheiro prefere manifestar-se como
uma propriedade mutável e inexplorada, inutilizada, ele e a riqueza,
atrelada à satisfação, possuem uma natureza essencialmente feminina, e
por isso são controlados por Ìyáàmi Ọsọrọngá. Aquele que conhecem a
magia da árvore Ọṣẹ e possuem esta consciência de usar sempre uma parte
do dinheiro para os rituais, pois
proporcionara um retorno
satisfatório, e são generosos
naturalmente. Oferta para eles e um
investimento. Apenas não peça
migalhas, a obtenção da consciência
da magia do dinheiro e ligado a
árvore Ọṣẹ é que consiste na
aquisição de um conhecimento
completo sobre as preferência do
espirito do dinheiro e na exploração dos desejo pessoas. Quando ambos os
fatores forem compreendidos, uma verdadeira riqueza e profunda
satisfação irá se manifestar sem esforço. Tais rituais da árvore Ọṣẹ devem
ser realizados com cuidado. Este tipo de magia associada a satisfação e a
riqueza cria aspectos negativo tão facilmente quanto gera os positivos.

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Sọ, ti o ba lọ si Ìrọkọ, nibẹ ni iṣaro
O yọọ jẹ lile lori Ẹníkán
Mọ ti yọọ fa ijamba pẹlu rẹ
Ìwọ yọọ di lile.

Dizei, se subirdes no Ìrọkọ, ali meditareis


Sereis duro com alguém
Provocarei acidentes com ele
Agarrareis com força.

O grande pilar da magia para os rituais de combate e violência.

Esta controla e emana força


extremamente poderosas, e é
muito perigosa para qualquer um
que pretenda usufruir de seu
poder, sem o domínio prévio das
árvores precedentes e suas
respectivas magias, por esse
motivo aconselho que se for
realizar magia nesta árvores tenha
muito cuidado, porquê podem evocar as trinta e seis Àjẹ deste pilar, até
porque neste caso, elas sempre vem acompanhadas dos Àjọgùn, seres
destruidores, pais do ódio e da guerra, irmão amaldiçoados de Ọgùn pelo
próprio Ọlọdùmàrẹ, e com ele ainda temos Àrájẹ, Ṣìgìdì e Ìkù. Entendam
que com o conhecimento apropriado deste rituais muitos poderiam vir a
cometer abusos o que seria na verdade mais perigoso para eles mesmos,
pois estas Àjẹ em combinação com os Àjọgùn controlam totalmente o amor

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apaixonado, o erotismo, as energias sobrenaturais, as guerras, a morte,
violência, homicídio, o roubo, os incêndios e muito mais, e somente alguém
devidamente preparado e seguro de seu poder, conhecimento pode evoca-
las sem nenhum risco, quer dizer, com quase sem nenhum risco, pois
mesmo para aqueles capacitados é arriscado, na medida em que a devida
preparação, podem produzir imediatamente a morte repentina da pessoa.
Mas independente disto, vamos comentar a natureza e estilo deste tipo de
magia, a magia de Ìrọkọ. A magia da árvore Ìrọkọ tem dois principais
aspectos:

- O Primeiro é a invocação de vitalidade, agressão e estado de ânimo para


nos manter em qualquer conflito da vida.

- o Segundo é a realização, e a consequente vitória em um combate seja ele


de magia ou não.

A maior expressão de Ọlọdùmàrẹ na forma de Ọrìșà que mostra estas


características é o grande Ọgùn. E por isso
a árvore Ìrọkọ e sua magia, é o ponto de
encontro com Ìyàmmì Ọsọrọngá e Ọgùn.
Ìyàmmì Ọsọrọngá regem juntos vários
elementos ritualísticos dos culto Yọrùbà,
entre eles temos por exemplo os rituais de
sacrifícios de animais – Ìyàmmì Ọsọrọngá é
dona do sangue e Ọgùn é dono da faca
ritual, o encaminhamento de energia para
que atinjam o fim desejado – Ìyàmmì
Ọsọrọngá é dona da fertilidade de qualquer
ritual, o que significa sua potencialidade, para dar certo e Ọgùn é o
condutor desta energia sobre o terreno fértil. Quando os rituais ou
assentamento de Ìyàmmì Ọsọrọngá e Ọgùn, são realizados juntos, aos pés
desta árvore Ìrọkọ, temos ai, o maior pilar da magia de guerra que nos ritos
Yọrùbà. Entretanto, a habilidade mais positiva da magia de Ìrọkọ é ser capaz
de apresentar tão irresistível glamour de vitalidade pessoal, estado de
ânimo e potencial de agressão, que o exercício desta magia não seja nunca
necessário no sentido de produzir violência real.

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Sọ, ti o ba lọ sinu igi Iya,
Ìwọ yọọ yara mu Ẹníkán lọ si
Ìwọ yọọ pa o mọ
Dizei, se subirdes na árvore Ìyà,
Rapidamente levareis alguém ao além
Vós o mantereis

Semelhante a magia de Ìrọkọ, a magia da árvore Ìyà é também muito difícil


de ser dominada, pelo que somente um Ọṣọ – Bruxo, com muitos anos de
prática nesta arte poderia exercer o direito da vida e da morte sobre os
outros, sem correr riscos de se ver preso ou, devendo favores, a força que
o possibilitou a alcançar seus intentos, ou a ter o retorno justo pelo seu
ritual, normalmente caindo por sobre as pessoas que mais ama. Aqui
estamos em plana casa da arte da
necromancia e do assassinato a distância,
mas não do assassinato violento, seria na
verdade mais uma degeneração contínua
que gradativamente ou por que não dizer
sadicamente, acaba levando o inimigo a
morte. Que é compreendido por magia negra
no Ocidente, é o pilar que esta árvore
representa. Esta magia pode ser aplicada
tanto ao bem como para o mal, como tudo
na vida e na morte, e por isso, mesmo aquele
de bom coração devem estudar, pratica e
por fim dominar este tipo de magia, pois não
mais de um vez, eu pessoalmente já pude
diversas pessoas utilizando-me desta magia e seu poder. Afirma a antiga

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tradição que é nesta árvore
que o Grande Ọrìșà Ìkù –
Ọrìșà da morte, amarra seu
cavalo para ir em busca de
suas vítimas. Para o Ọṣọ –
bruxo, ou Àjẹ bruxa que
deseja dominar a arte da
árvore Ìyà, deverá esta pessoa passar com sucesso por uma grande prova
iniciatíca. Essa experiência exige uma longo esforço de ascese física e de
contemplação mental cujo objetivo é a observação da capacidade de ver-
se como esqueleto. Embora nenhum iniciado ou iniciada saiba explicar
exatamente como nem por quê, é capaz de, graças ao poder de suas Àjẹ e
Ọṣọ pessoais, despojar seu corpo da carne e do sangue, de tal mencionar
que só fiquem osso pelo nome místico do culto de Ìkù, não deve utilizar a
linguagem humana comum, mas unicamente a linguagem especial e
sagrada de Ìyàmmì Ọsọrọngá a dos animais. Ao contemplar-se assim, nu e
completamente despojado da carne do sangue perecíveis e efêmeros, ele
consagra, sempre na língua sagrada, à sua grande missão através dessa
parte de seu corpo que está destinada a resistir mais à ação do sol do vento
e do tempo. Estes elementos são importantes, pois no horizonte espiritual
de alguém realmente inserido na magia de Ìyàmmì Ọsọrọngá o osso
representa a própria fonte da
vida, tanto da vida humana
quando da vida animal. Por
isso, mesmo entre os Yọrùbà
não-iniciados. Estes rituais,
entre muitos outros de cunho
iniciático na magia da árvore
Ìyà, lida diretamente com os
programas de morte
construídos dentro de nossa
estrutura emocional e
comportamental, ambas
genéticas e hereditárias, nesta árvore tem os espíritos que não vou poder
colocar aqui para que as pessoas não preparada invoque estes espíritos.
Somente são imortais aqueles organismos que se reproduzem inúmeros
cópias idênticas de suas próprias formas, extremamente simples. O poder
da árvores Ìyà são, o lançamento de feitiços de morte e o ato de se evitar a

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morte prematura, seja a sua ou a de qualquer outra pessoa. Os rituais da
árvore Ìyà em vários sentido, são ensaio rituais da morte, onde a
manifestação da morte em seu
Ọrí, que é chamada de Ọjù-Ọkù
“Olho do morto” é invocado para
manifestar seu conhecimento o
dia da morte já está gravada no
Ọrí - A consciência, ou seja,
cabeça física e espiritual,
particularmente em um dos lados
que compõem o Ọrí, a área da
nuca, Ìkọkọ Ọrí. Este Ọjù-Ọkù é
responsável pelo ministério do envelhecimento, senilidade, morbidez,
necrose, entropia e decadência. Ele também possui um senso de humor
pervertido e que denota enfado em relação ao mundo. No decorrer deste
rituais então, descobrimos como expulsar elementos que são as bases
energéticas de várias utilidades em diagnose médica e também na
adivinhação. A magia da árvore Ìyà é muito diferente da magia da árvore
Ìrọkọ, pois neste caso, o tipo de ritual é sempre realizado como completa
discrição, na fúria fria de Ìkù – morte. O objetivo é um golpe cruel e cirúrgico
sobre o qual a pessoa não tem nenhum aviso. Aqui não nos interessa uma
luta mais, sim, uma morte rápida e eficiente da vítima.

Sọ, ti o ba lọ soke ninu igi Àṣùrìn.


Ohun gbogbo ti ẹnyin o ṣe, ẹnyin o ṣe.
Ti o ba fẹ ṣiṣẹ fun ayọ.
Sise fun ayọ.
Ti o ba fẹ ṣiṣẹ fun aibanuje.
Sise fun aibanujẹ.

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Fun gbogbo iṣẹ ti o wu o ṣe lati ṣe ni Àṣùrìn.
O yoo ṣe o.
Sọ, igi Arun.
O jẹ agbara rẹ.
Sọ, ti o ba lọ soke Arindu.
Nibẹ ni o ni agbara.
Ọhunkọhun ti o fẹ ṣe pẹlu Ẹníkán.
Ati gbogbo awọn ti o dara ti o fẹ ṣe si Ẹníkán.
Sọ, o jẹ igi rẹ, iwọ kii yoo fi silẹ.
Sọ, ninu gbogbo igi miiran, iwọ wa.
Sugbon ni igi Adari
Ṣe ile akọkọ rẹ.

Dizei, se subirdes na árvore Àṣùrìn.


Todas as coisas que quiserdes fazer, vós a fareis.
Se quiserdes trabalhar para a felicidade.
Trabalhar para a felicidade.
Se quiserdes trabalhar para a infelicidade.
Trabalhar para a infelicidade.
Para todo o trabalho que vós agradar fazer no Àṣùrìn.
Vós o realizareis.
Dizei, a árvore Àṣùrìn.
Ela é vosso poderio.
Dizei, se subirdes o Àṣùrìn.
Lá vós tendes poderio.
Tudo o que quiserdes fazer pôr alguém.
E todo o bem que quiserdes fazer a alguém.
Dizei, é vossa árvore, vós não a deixareis.
Dizei, em todas as outras árvores, vós chegais.
Mas na árvore Àṣùrìn
Fazei vossa casa principal.

Quando fazei vossa casa na árvore Àṣùrìn


Quando chegais lá cantais.
Como Ọrùnmìlà que criou esta canção.

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Nesta árvore deverão ser feito os
ritos para todos os tipos de feitiços,
sejam para o bem ou para o mal.
Dentro os vários tipos de magias no
culto de Ìyàmmì Ọsọrọngá, a magia
da arvore Àṣùrìn é a que
tecnicamente é mais complexa e de
difícil manipulação. Isto ocorre
porque são inúmeras as possibilidades de rituais que são possíveis, pois o
raio de poder deste tipo de magia é tão abrangente e fascinante, que se
torna muito fácil, cair em armadilhas, ou em interpretações equivocadas. A
quantidade e variedade de forças físicas e espiritual que aqui estão
envolvidas chegam as raias do infinito. Uma palavra errada na hora errada,
dita próxima de uma árvore Àṣùrìn sacralizada, pode causar estragos
inimagináveis. Ao utilizar-me através dos anos deste tipo de magia, obtive
inúmeros sucessos, mas também, várias vezes cheguei a queimar s dedos
ao lidar com fogo. Hoje após tanto tempo, amadurecido e já controlando
plenamente o Àṣùrìn, vejo que valeu a pena, mas, por isso mesmo, sei do
risco que corri. Como diz o próprio Ìtàn de Ìyàmmì Ọsọrọngá “Não é
qualquer um que pode manter-se lá”. Ao obter resposta verdadeiramente
íntimas a estas perguntas, você poderá com total segurança utilizar-se da
magia de Ìyàmmì Ọsọrọngá. Pois a partir daí nascerá em você uma nova
personalidade, uma personalidade de pássaro ou alma de pássaro, e a
forma que nos possibilita de sair do corpo
físico conscientemente enquanto
dormimos, este tipo de magia é a básica e
principal na magia de Ìyàmmì Ọsọrọngá, pois
é por causa disso que ela é representada por
pássaros noturnos. Desta forma você poderá
fazer rituais de magia reescrevam sua
história pessoal como ela define
amplamente nosso futuro, podemos mudar
o nosso futuro redefinido nosso passado.
Todas as pessoas certa capacidade para
reinterpretar as coisas que deram errado no
passado sob uma luz mais favorável, porém muitas falham em perseguir o
processo até o final. Nós não podemos eliminar as memórias limitantes e
incapacitantes, por esforço de aprimoramento pessoal através do contanto

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direto com Ìyàmmì Ọsọrọngá, podemos escrever em paralelo, memórias
edificantes e capacitastes do que
também poderia ter acontecido. Isso
irá neutralizar as originais negativas.
Nos rituais iniciais e iniciáticos da
magia de Ìyáàmi Ọsọrọngá e é na
árvore Àṣùrìn que eles são feitos, a
mudança de personalidade vem como
consequência natural do fato de
experimentar dentro de si mesmo, o
imenso poder de Ìyáàmi Ọsọrọngá e sua enorme força revolucionária. Assim
naturalmente, modificações no vestuário, tons de fala, gestos, maneirismos
e na postura do corpo vão surgindo. Todas estas modificações são na
verdade ferramenta que vão corresponder de uma melhor forma ao novo
ego, surgido de dentro do ‘Ovo” e debaixo das asas de Ìyàmmì Ọsọrọngá.
Quaisquer rituais de iniciação, que não produzam estas mudanças, indicam
que a pessoa não foi realmente iniciadas, pois ser iniciado, significa: Morre
para viver ou seja, o renascimento para uma nova vida. Seja qual for a
iniciação, independentemente se o ritual aconteceu em uma roça de
candomblé para um Ọrìșà, ou em qualquer outro forma de iniciação. Se este
ritual não lhe deu uma nova visão de mundo interior e isso não se refletiu
nos detalhas da sua vida diária, esta pessoa não foi iniciada, no sentido
único, real e verdadeira do terno do
seu EU interior e o alinhamento com
seu destino. Por isso, nesta fase da
magia de Ìyàmmì Ọsọrọngá, e em
qualquer magia séria, o neófito
recebe uma novo nome, este nome, é
na verdade um pequeno “Mantra”,
um “Gatilho” psicológico e mágico,
que pode fazer vibrar plenamente a
manifestação da personalidade alternativa quando pronunciado, no
contexto da magia de Ìyàmmì Ọsọrọngá, este novo terá sempre alguma
relação com o lado instintivo da pessoa, – um dos nossos três cérebros
como já expliquei, e por isso, sempre trará alguma algum animal como
símbolo, da manifestação do poder instintivo da pessoa. Ẹmì – Este aspecto
chama a atenção para as mudanças que a magia de Ìyàmmì Ọsọrọngá causa
em nós mesmos, enfatiza a importância da descoberta do seu lado, Àjẹ ou

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Ọṣọ e nos mostra em que parte de nosso
íntimo, o poder da magia esteve
adormecido desde o nosso nascimento.
Este processo aprimora e acrescenta no
que conhecemos por auto imagem, que é
basicamente, o modelo que a mente tem
da personalidade em geral. Nesta hora
existem quatro perguntas cruciais a serem
respondidas.

1 – Por que você quer lidar com a magia de Ìyàmmì Ọsọrọngá?


2 – Para que você quer lidar com a magia de Ìyàmmì Ọsọrọngá?
3 – Como você quer lidar com magia de Ìyàmmì Ọsọrọngá?
4 – No que quer se tornar, ao lidar com a magia de Ìyàmmì Ọsọrọngá?

Por:
Àwọ Ifábùnmì Fátùmbí
ÀDÌṢA MÀKỌRÀNWÀLẸ
e-mail: ifabunmi@gmail.com
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“Quem abusa da confiança do próximo, enganando-o e
manipulando-o através da ignorância religiosa, sofrerá
graves consequências pelos seus atos. A natureza se
incumbirá de cobrar os erros cometidos e isto se
refletirá em sua descendência consanguínea e
espiritual”.

Para ser um sacerdote, são necessários inúmeros atributos morais,


intelectuais, procedimentais e vocacionais. A simples iniciação de um ser
profano, desprovido destes atributos básicos e essenciais, não o habilita
como um sacerdote legítimo e legitimado. Da má interpretação e
inobservância deste mandamento resulta a
grande quantidade de maus sacerdotes que
proliferam hoje em dia dentro do culto de
Orunmilá/Ifá é Ọrìșà. Observa-se a diferença
entre “ser Sacerdote” e “estar Sacerdote”.
Aquele que se submete à iniciação visando tão
somente o status de Sacerdote, jamais será um
verdadeiro sacerdote de Ọrùnmìlà. “Estará”
Sacerdote, cargo adquirido pela iniciação, mas
jamais “será” Sacerdote, condição imposta por
sua vocação, dedicação e desprendimento. Cabe
ao sacerdote que procede a iniciação escolher,
com muito critério, aqueles que são realmente
dignos do sacerdócio. Uma das mais importantes funções do sacerdote é
orientar seu discípulo, conduzindo-o ao caminho correto, ao encontro do
“Iré” (boa sorte), de acordo com os ditames estabelecidos por seu Ọdú
pessoal e seus Ọrìșà de cabeça. Quem chega aos pés de Ọrùnmìlà/Ifá e Ọrìșà
para consultar seu oráculo em busca de soluções, deve ser orientado pelo
sacerdote corretamente, independente do interesse deste como olhador.
A pessoa que chega com um problema deve ter seu problema solucionado
e não vê-lo acrescentado de outros criados artificialmente com o fito de

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proporcionar a quem a consulta, vantagens financeiras ou possibilidade de
conquistas e abusos. O sacerdote não pode, em nenhuma condição, utilizar-
se de falsos recursos, fornecendo coisas sem validade religiosa como
elementos de segurança ou de culto. Os
procedimentos litúrgicos devem ser
observados integralmente e a ninguém cabe o
direito de fazer “isto” por “aquilo” quando em
“aquilo” é que está a solução. Aquele que se
utiliza de meios escusos e enganosos contra
seus semelhantes, será culpado do crime de
abuso de confiança. Usando de artifícios e
mentiras contra as pessoas inocentes e de bom
coração, o sacerdote provoca o
descontentamento de Ọrùnmìlà/Ifá e Ọrìșà e a
consequente ira de Ẹlẹgbàrà, e isto não é bom. Cada entidade espiritual
possui um nome individual, de acordo com a determinação de Ọlọfìn, da
mesma forma, cada Ẹṣu Ẹlẹgbàrà possui nome e identidade própria, assim
como atributos específicos. É inadmissível, portanto, que esta entidade tão
sagrada e importante dentro do culto, seja assentada e entregue de
maneira irresponsável, e que aqueles que a recebem permaneçam
ignorantes do seu nome, qualidade, forma de tratamento e especificidade
de função. “Ọrùnmìlà é aquele que nos olha com amor, não façamos por
onde possa nos olhar com desprezo”. O sacerdote não pode proceder a
liturgias para as quais não seja habilitado através do processo iniciativo ou
cuja prática desconheça ou domine apenas
parcialmente. O Sacerdote não deve ostentar
uma sabedoria que na verdade não possua.
Procurar saber não avilta, mas, pelo
contrário, exalta o ser humano. O saber é
condição básica para que se possa fazer. Tudo
deve ser feito integralmente e com
legitimidade total. Se houver dúvidas sobre
algum procedimento, deve-se pesquisar
profundamente sobre ele. Cabe ao sacerdote
ensinar tudo o que sabe àqueles que o
cercam e que nele confiam. A sonegação de
ensinamentos corretos e completos implica
na responsabilidade da prática de suicídio cultural. Da mesma forma, buscar

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orientação em quem sabe, nada tem de humilhante e enaltece tanto àquele
que busca como ao que fornece a
orientação. A verdadeira sabedoria
consiste na consciência da própria
ignorância. Só os tolos se exibem e
sabem tudo! Ọlọdùmàrẹ não deu ao
ignorante o direito de aprender sem
antes tomar de quem sabe a
obrigação de ensinar. (Da sabedoria
oriental). A vaidade transforma o
homem fraco de espírito num pavão
que faz questão de exibir sua bela
plumagem sem a consciência de que é
a sua beleza que, despertando a atenção de terceiros, irá provocar a sua
morte. No Ọdú Ọgùndà Ìrẹtẹ, encontramos Ìtàn que falam do exibicionismo
do pavão que, ostentando a beleza de sua plumagem, atrai para si a atenção
de todos que, depois de sacrificá-lo, transformam suas penas em belos
leques e adornos. O verdadeiro sacerdote, o eleito de Orunmilá/Ifá e Ọrìșà,
não se preocupa em exibir seu poder nem o seu saber em disputas vãs e
inconsequentes. Acumula em si uma grande carga de sabedoria que
transmite com dedicação a quem merece saber. O exibicionismo é um dos
maiores defeitos não ser humano e inadmissível num sacerdote. Já dizia o
velho jargão: “num burro carregado de açúcar, até o suor é doce”. É assim
que, aos olhos do sábio, parecem os exibicionistas: “burros carregando
açúcar”. A iniciação não pode ser motivada por interesses que não sejam
puramente religiosos. As verdadeiras
intenções do iniciando devem ser
cristalinas como a água pura, e desprovidas
de qualquer outro objetivo que não seja
servir à humanidade através de
Orunmilá/Ifá e Ọrìșà. Querer iniciar-se no
culto por simples vaidade, para obter
status social ou ostentar títulos sacerdotais
é profanar o sagrado. Aquele que profana
o sagrado tabernáculo de Ifá, movido por
qual for o motivo, pagará com duras penas
o sacrilégio praticado. Adentra impunemente o Ìgbọdù Ifá, e os Ìgbà de
Ọrìșà. O conhecimento corresponde à responsabilidades que nem todos

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estão preparados para assumir. E
muito melhor errar por não saber do
que saber e persistir no erro. O
conceito mais amplo simboliza a
atitude de um predador que esconde
suas garras procurando adquirir a
confiança e os conhecimentos de sua
vítima para ter base de agir no
momento mais propício aos seus
objetivos. A mesma responsabilidade
assume aquele que inicia pessoas que não possuam os requisitos básicos
exigidos para tal, visando aí, a simples vantagem financeira. Os sagrados
fundamentos não podem ser usados com objetivos vãos. Os tabus devem
ser integralmente observados sob pena de severas consequências. O
sacerdote deve submeter-se de bom grado às interdições impostas por seu
Ọdú ou Ọrìșà pessoal, assim como os tabus de seu Ọlọrí. A observância
destes ditames está diretamente ligada ao estado de submissão às deidades
cultuadas. As obediências totais às orientações de Ifá/Ọrìșà conduzem o
homem à plenitude das bênçãos. Utilizar-se dos sagrados conhecimentos
de forma leviana corresponde à profanar o sagrado. A figura aqui utilizada
representa muito bem tal atitude. “Limpar o traseiro com penas Àkọdìdẹ”
é o mesmo que usar coisas sagradas com objetivos condenáveis e fúteis.
Não se deve utilizar o poder da magia para prejudicar a quem quer que seja.
A prática do mal, invariavelmente,
apresenta resultados mais rápidos,
mas conduz a caminhos tortuosos que
não têm volta. Da mesma forma,
aquele que se utiliza destes poderes
visando unicamente auferir vantagens
econômicas, está em desacordo com
os sagrados ditames e será
responsabilizado por isto. O Ẹpọ
(azeite de dendê) corresponde ao
sangue vegetal. Elemento sagrado e indispensável no ritual, há de ser
sempre muito puro e limpo. Da mesma forma, tudo deve ser limpo, os
instrumentos, os ambientes, os assentamentos, as pessoas e,
principalmente, as atitudes. Não se admite, sob nenhuma hipótese, a falta
de limpeza e de higiene em qualquer aspecto, quer seja físico, ambiental ou

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moral, seus instrumentos
litúrgicos, os assentamentos
das entidades cultuadas, seu
corpo, suas atitudes e seu
caráter hão de permanecer,
sempre, impecavelmente
limpos, nenhum Ọrìșà
admite a sujeira, seja ela
física ou moral. Tudo aquilo
que antecede a um rito e
que a ele faça referência, deve ser realizado com limpeza e religiosidade.
Da mesma forma que o ritual deve ser cercado de cuidados de limpeza, a
confecção das comidas e oferendas deve seguir os mesmos princípios.
Preparar as comidas ritualísticas é também um rito e deve ser realizadas em
total circunspecção e concentração religiosa. Durante a preparação das
oferendas e comidas ritualísticas a atitude de quem dela participa deve ser
a mesma de quem participa do ritual em si, é inadmissível que, neste
momento sagrado, as pessoas estejam consumindo bebidas alcoólicas,
falando coisas vulgares, discutindo, brigando ou tentando exibir seus
conhecimentos, humilhando a quem sabe menos. A postura será sempre
sacerdotal, o silêncio e a concentração devem ser mantidos e, ensinar a
quem não sabe ou a quem sabe menos, é uma obrigação sagrada, uma das
mais importantes missões do sacerdote é ensinar e orientar. Muitas vezes
surgem pessoas que nada sabem e julgam saber. São neste momento que
o sábio aflora no sacerdote e a
orientação correta e o
ensinamento certo são
passados, com doçura, sutileza
e humildade, sem melindrar a
quem os recebe e sem
provocar confusões em sua
cabeça. Tudo deve ser
ensinado com clareza e lógica.
Assim, o Sacerdote, no exercício de seu sacerdócio, assume também a
missão de mestre. O respeito aos mais velhos é um dos principais
fundamentos de uma religião onde, reconhecidamente, antiguidade é
posto. Faltar-lhes com o devido respeito e atenção é como retirar-lhes o
bastão em que se apoiam. Aquele que sabe respeitar, acatar e amar aos

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seus mais velhos, sem dúvida receberá o
mesmo tratamento quando também
caminhar apoiado no seu próprio bastão.
Os velhos, pelas experiências vividas,
representam verdadeiros mananciais de
sabedoria onde cada um deve procurar
beber um pouco, saciando a sede de
saber. São livros sagrados, cujas páginas
devem ser lidas com paciência e carinho.
Uma religião que, durante séculos
incontáveis, teve seus fundamentos
transmitidos oralmente, deve valorizar, sobremaneira, aqueles que são
depositários destes conhecimentos. Um velho, por mais obtuso que possa
parecer à primeira vista, sempre terá algo, obtido nos longos anos vividos,
a ensinar. Devemos lembrar sempre que, se antiguidade é posto, saber é
poder! O “Ọgbọnì” da sentença representa, genericamente, as autoridades
e as leis por elas estabelecidas. O sacerdote, como homem de bem, deverá
pautar sua vida de acordo com os ditames das leis dos homens e das
sagradas leis de Ifá. O homem religioso não pode viver à margem da lei e da
sociedade da qual deve fazer parte como célula importante. Pugnar pela
obediência às leis é uma das obrigações de um sacerdote que, neste
sentido, deve também orientar os seus seguidores. Da mesma forma, as leis
de Ifá, devem ser observadas
integralmente e a ninguém cabe o
direito de manipulá-las em
benefício próprio ou de outrem.
“Deitar com a esposa de um amigo”
é a maior injúria que o sacerdote
pode praticar contra esta pessoa. A
sentença busca valorizar o
sentimento de amizade que deve ser pautado sempre, no respeito mútuo
e na reciprocidade ética, que em hipótese alguma, podem ser esquecidos.
“Um amigo vale mais do que um parente”. Esta afirmativa da sabedoria
popular fundamenta-se no fato de que os parentes nos são impostos pelo
destino, ao passo que, os amigos, cabe-nos escolher dentre as inúmeras
pessoas que surgem no decorrer de nossas vidas. Se elegemos, de livre e
espontânea vontade, os nossos amigos, por que traí-los? por que não dar a
eles o mesmo tratamento que gostaríamos que nos dessem? conservar as

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amizades tratá-las com respeito e carinho é, acima de tudo, uma
demonstração de sabedoria. As
amizades devem ser cultuadas e
ninguém deve criar animosidade
entre amigos colocando em risco
uma relação que pode representar
um grande tesouro. “Mais vale um
amigo na praça do que dinheiro no
banco”. (Da sabedoria popular). A
religião tem por finalidade única
unir os homens através de deus. Não é concebível, portanto, que possa ser
utilizada como elemento apartado dos seres humanos. Mesmo no âmbito
de uma mesma religião pode-se verificar a atuação de pessoas que, de
forma nefasta e visando seus próprios interesses, jogam uns contra os
outros, semeando a desconfiança e a discórdia entre sacerdotes, irmãos e
adeptos. Muitas guerras, incorretamente denominadas “guerras santas”,
têm feito derramar o sangue de inocentes, enlutando famílias e
propagando a dor e o pranto. A motivação religiosa que as incentiva é, no
entanto, uma máscara para o seu motivo real: a obtenção do poder. O
verdadeiro sacerdote deve pugnar pela união dos homens,
independentemente de seu credo religioso. Ọlọdùmàrẹ é um só e todos os
homens são seus filhos e, por consequência, irmãos entre si. Da mesma
forma, os sacerdotes de uma mesma religião devem agir dentro de uma
ética que os impeça de falarem mal uns dos outros, utilizando-se de meios
condenáveis para atrair os seguidores
de seus coirmãos. A falta de ética
entre os sacerdotes de nossa religião,
muito tem colaborado para o seu
enfraquecimento e falta de
credibilidade pública. O sacerdote
dotado de postura ética, jamais abre
a boca para apontar erros e defeitos
em seus irmãos. Se os constata,
procura corrigi-los de forma sutil e, se possível, despercebida aos olhos
alheios, sem alardear aquilo que considera errado. Muitas pessoas tentam
encobrir os próprios erros e esconder a própria incompetência, apontando,
de forma espalhafatosa, o erro e a incompetência dos outros. Esta é uma
atitude incorreta que só tem prejudicado e impedido um maior

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desenvolvimento da nossa religião. Pode-se ouvir todas as noites, em
programas de rádio produzidos e apresentados por sacerdotes e
sacerdotisas do culto aos orixás, verdadeiros absurdos praticados em nome
de nossa religião. As pessoas que se ocupam neste tipo de divulgação
deveriam refletir um pouco mais sobre sua atuação, na maior parte das
vezes exageradas e motivadas por problemas de ordem pessoal, e os
malefícios que produz, não somente aos alvos de suas críticas, mas na
religião dos orixás como um todo que, a cada denúncia feita pelo ar, cai no
descrédito e na execração pública. Cada denúncia divulgada publicamente
representa uma nova arma para o arsenal dos detratores de nossa religião.
A seleção será feita, naturalmente, por Ọrùnmìlà e os orixás, através da
ação de Èṣú. Só a eles cabe julgar o que é certo e o que é errado. Só a eles
cabe separar o joio do trigo. Ele próprio tomará sempre o dourado caminho
mediano, o caminho da verdadeira perfeição.

Por:
Àwọ Ifábùnmì Fátùmbí
ÀDÌṢA MÀKỌRÀNWÀLẸ
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Àdìsá makoale

Eu sou Ìyàmmì Ọsọrọngá

Eu sou Ìyàmmì Ọsọrọngá.


Dos mil nomes.
Do poder infinito e dos múltiplos dons.
Manifestadas na diversidade das minhas faces.
Honradas e veneradas ao longo dos milênios.

Eu sou Ìyàmmì Ọsọrọngá.


Mãe da terra.
Coloquei ordem na vastidão do caos.
Criando o universo no ritmo da minha pulsação.

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Eu sou Ìyàmmì Ọsọrọngá
Ofereço a cura e a transformação.
Para quem as procura,
Pois tenho o poder de plasmar um novo mundo.

Eu sou Ìyàmmì Ọsọrọngá


No meu caldeirão mágico guardo o alinhamento da alma.
A fonte inesgotável de sabedoria e inspiração.
Quanto mais eu dou, mais eu recebo.

Eu sou Ìyàmmì Ọsọrọngá.


Conhecida por minha sabedoria.
Como meu totem os pássaros.
Ouço e vejo tudo o que se passa ao meu redor.
Sou forte como o Carvalho.
Ou pacificadora como a oliveira.

Eu sou Ìyàmmì Ọsọrọngá


Protetora das mulheres e das crianças,
Guardiã das florestas e dos animais.
Acerto as fechas no alvo dos meus desejos.

Eu sou Ìyàmmì Ọsọrọngá


Graciosa, sinuosa, brincalhona e afetuosa.
Irradio o calor e a luz do glorioso sol.

Eu sou Ìyàmmì Ọsọrọngá


A bem amada
Sobrevoando o mundo, então alegremente,
Celebrando os laços entre amigos e amantes.

Eu sou Ìyàmmì Ọsọrọngá


Guardiã da encruzilhadas,
Escolho o caminho que eu quero trilhar.
Permeando a razão com brilho da intuição.

Eu sou Ìyàmmì Ọsọrọngá

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A Rainha do Mundo subterrâneo,
Para crescer, desfaço-me da velha pele,
Sou detentora do profundo poder da renovação.

Eu sou Ìyàmmì Ọsọrọngá


Ouço e consolo ás dores do mundo.
Protegendo as mães e seus filhos.
Ensinando a magia da mutação.

Eu sou Ìyàmmì Ọsọrọngá.


Verdade, justiça e lei são regras do meu universo.
Estabeleço a harmonia com meu poder divino.

Eu sou Ìyàmmì Ọsọrọngá


Viajo livre, serena e segura no mundo.
Com minha voz melodiosa.
Acordo os mortos e adormeço os vivos.

Eu sou Ìyàmmì Ọsọrọngá


Conheço-me e honre-me através dos animais.
Ursos, baleias, focas, peixes e pássaros.
Todas as criaturas da terra e do mar.
São partes de mim e têm o direto de viver.

Abençoadas sejam todas as Ìyàmmì Ọsọrọngá em mim!

Por:
Àwọ Ifábùnmì Fátùmbí
ÀDÌṢA MÀKỌRÀNWÀLẸ
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No mês de agosto no Brasil as casas de
candomblé realizam a grande festa ao Ọrìșà
Ọbàlùwàíyẹ denominada Ọlùbàjẹ, o
banquete do rei,) na verdade está cerimônia
é um grande Ẹbọ coletivo. Em 1835 quando
começa o culto aos Ọrìșà no Brasil os
senhores de escravos também começaram a
opressão ao culto dos escravos nas senzalas
e posteriormente nos terreiros está
perseguição perdurou até 1960 (apesar de
até hoje isso ainda aconteça porém de forma
maquiada) Esta perseguição forçou os escravos a fazem associações aos
santos da igreja católica e a divindade Ọbàlùwàíyẹ foi sincretizado como
São Lázaro que na tradição católica seria um homem velho doente com
muitas feridas e seguido pela companhia de muitos cães. Esta associação
em nada se compara ao vigoroso guerreiro das terras de Ẹmpẹ, no território
Tapá, também chamado Núpẹ. Era um guerreiro terrível que, seguido de
suas tropas, conquistou muitas terras escravos e riquezas Ele massacrava
sem piedade aqueles que se opunham à sua passagem. Seus inimigos saíam
dos combates mutilados ou morriam de peste. Assim, chegou Ọbàlùwàíyẹ
em território Mahi, no Dàọmé. A terra dos mahis abrangia as cidades de
Savalú e Dassa Zumẹ. Onde foi chamado de Azonsu, (homem das
enfermidades) e de Sakpatá o povo Fọngbẹ, (Jẹjẹ,) quando tomaram
conhecimento da aproximação de Ọbàlùwàíyẹ entraram em pânico e foram
consultar um adivinho.

E assim ele falou:


"Ah! O grande Guerreiro chegou de Ẹmpẹ!

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Aquele que se tomará o senhor do país!
Aquele que tomará este terra rica e próspera, chegou!
Se o povo não aceitá-lo, ele o destruirá!
É necessário que supliquem a Ọbàlùwàíyẹ que adivinho.
E assim ele falou:
"Ah! O grande Guerreiro chegou de Ẹmpẹ!
Aquele que se tomará o senhor do país!
Aquele que tomará este terra rica e próspera, chegou!
Se o povo não aceitá-lo, ele o destruirá!
É necessário que supliquem a Ọbàlùwàíyẹ que vos poupe.
Façam-lhe muitas oferendas; todas as que ele goste: inhame pilado, feijão,
farinha de milho, azeite de dendê, picadinho de carne de bode e muita,
muita pipoca!
Será necessário, também, que todos se curvem diante dele, que o
respeitem e o sirvam.
Desde que o povo o reconheça como pai, Ọbálúáìyẹ não o combaterá, mas
protegerá a todos!"

Como poderia um homem caquético doente e cheio de feridas ser um


grande conquistador? Ele tentou diversas vezes
invadir Ọyọ pois tinha direito ao trono pois
também era filho de Ọrànyíàn logo era meio
irmão de Ṣàngọ por parte de pai Ọbàlùwàíyẹ era
um pesquisador da natureza e percebeu uma
utilidade naqueles corpos dos enfermos que
ardiam em febre e tinham o corpo coberto com
bolas de pus)(varíola) Ele arrastava esses corpos
para o leito dos rios longe de sua cavalaria os
sangrava e passava a ponta das flechas e lanças
nesse sangue contaminado assim quando as
flechas não matavam pelo ferimento com
certeza infectava o atingido Ọbàlùwàíyẹ
também fazia fogueiras na entrada da cidade que iria invadir e dançava com
roupas de palha para que os habitantes pensassem que seriam atacados
por espíritos maléficos. Mesmo usando palha da costa nessas danças
pavorosas no culto tradicional essa é sua vestimenta ele se veste de panos
brancos pretos roxos e vermelhos também não usa búzios como aqui no
candomblé mas isso de forma alguma descaracteriza a beleza desse Ọrìșà.

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Em África na região Tapá é chamado de
Sàpọnà (aquele que queima tudo ao seu
redor ou aquele que é quente como o
fogo) entre os Fọn era chamado de
Sapata-Ainon, que significa ‘Dono da
Terra’; já os Yọrùbà o chamam
Ọbálúáìyẹ e Ọmọlù. Sua saudação é
Átọtọ (silêncio) é aquele que pode curar
o enfermo e adoecer o saudável está
ligado a Ọnìlẹ a Àrún (doença) e a Ìkù (morte,). É preciso esclarecer, no
entanto, que Ọmọlù está ligado ao interior da terra (ninù ilé) e isso denota
uma íntima relação com o fogo, já que esse elemento, como comprovam os
vulcões em erupção, domina as camadas mais profundas do planeta. Toda
a reflexão em torno de Ọmọlù ocorreu colocando-o como um orixá ligado à
terra, o que é correto, mas não deixa de ser um erro desconsiderar a sua
relação com o fogo do interior da terra, com as lavas vulcânicas, como os
gases etc. o que pode ser mais devastador que o fogo? Só as epidemias, as
febres, as convulsões lançadas por Ọmọlù!
Pierre Verger, nesse sentido, sustenta que
a cultura do Dàọmé é muito mais antiga
que a Yọrùbà, o que pode ser sentido em
seus mitos: A antiguidade dos cultos de
Ọmọlù/Ọbálúáìyẹ e Nanã (Ọrìșà
feminino), frequentemente confundidos
em certas partes da África, é indicada por
um detalhe do ritual dos sacrifícios de
animais que lhe são feitos. Este ritual é
realizado sem o emprego de instrumentos
de ferro, indicando que essas duas
divindades faziam parte de uma civilização anterior à Idade do Ferro e à
chegada de Ọgùn. Como parte do temor dos Yọrùbà, eles passaram a
enxergar a divindade (Ọmọlù/Ọbálúáìyẹ) mais sombria dos dominados
como fonte de perigo e terror, entrando num processo que podemos
chamar de malignação de um Ọrìșà do povo subjugado, que não encontrava
correspondente completo e exato (apesar da existência similar apenas de
Ọṣẹ). Ọmọlù/Ọbálúáìyẹ seria o registro da passagem de doenças
epidêmicas, castigos sociais, já que atacariam toda uma comunidade de
cada vez.

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DIA: Segunda-feira

CORES: Preto, branco e vermelho.

SÍMBOLOS: Ṣaṣarà ou Íleo, lança de madeira, Làgẹdìgbà.

Ọbàlùwàíyẹ é um dos Ọrìșà mais temidos pelos


iorubas isso se comprova com sua saudação
Átọtọ Ájíbẹrú! (Silêncio para o senhor do medo)
Ọmọlù nasceu com o corpo coberto de chagas
(varíola) segundo o Ìtàn ele nasceu assim
porque sofreu um castigo que na verdade foi
por causa de seus pais Nànà e Ọṣàlà pois Nanã
seduziu Ọṣàlà e este estava interditado devido
seu matrimônio com Iyẹmànjá devido a
enfermidade sua mãe o rejeitou Nanã Bùrùkù,
na beira da praia. Nesse contratempo, um
caranguejo provocou graves ferimentos na sua
pele. Iemanjá encontrou aquela criança e ao ver que o único animal que
não reconheceu Ọbàlùwàíyẹ e o atacou ela jogou uma maldição no
caranguejo dizendo você foi o único que não reconheceu o rei da terra a
partir de hoje você nunca mais caminhará para
frente e todos aqueles que comerem sua carne
também não caminharão é por isso que os
adeptos do candomblé não comem caranguejo
Iyẹmànjá aquela criança e criou-a com todo
amor e carinho; com folhas de bananeira curou
as suas feridas e pústulas e transformou-a num
grande guerreiro e hábil caçador aprendeu
feitiçarias e tornou-se respeitado e temido em
suas cabaças carrega Ọọgùn (medicinas,) mas
também pode matar como se relata em seus
cânticos que diz que ele é aquele que seca as cabeças dos homens.

CANTIGAS

Dagò lu nà ke wa Saworo

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Dagò lelé

Tradução
-nos licença para tocar o Saworo para que nos acuda
Pedimos licença humildemente

Lá o pè rè ní sò dá
Èjó e sò èjó

Tradução
Temos em nós a gratidão por ti que nos
criastes. Nos purifique
descarregue-nos e nos livre das doenças

Ọmọlù aráiye ba jeun ba ekó


Òní e Omolu ba jeun ba ekó

Tradução
Ọmọlù, ajude a humanidade (filhos de santo)
que se alimentam com ẹkọ
Ọmọlù, ajude a quem (filhos de santo) se
alimenta com ẹkọ

Omolu pè olóre a wù rè a kú abò


Ja npènpè e lò gbé wà layè
Tó ní gbón mì o

Tradução
Ọmọlù, seja bem-vindo! Nosso benfeitor! O
chamamos para agradá-lo!
O chamamos para que use suas folhas
medicinais para nos socorrer nesta vida
Para o senhor, tocamos o adja o tempo que
for preciso

Ago nile ní lè ma dagò


Sakpata, Ajunsun ma Dagò
Ago ní lè ma dagò

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Tradução
A humanidade lhe pede licença pelo seu poder
Sempre pedimos licença para Sakpatá e Ajunsun
A humanidade lhe pede licença pelo seu poder

Por:
Àwọ Ifákàiyọdẹ
Júlio César

Olá! me chamo: Hugo Lins Lourenço Santana antes de tudo. Gostaria de


agradece esse espaço cedido por meu grande amigo Àwọ Ifábùnmì (Marco
Rodrigues) e também pelos meus líderes do grupo i9 Life (Alessandra Rafael
e tia Tuta) que confiam em mim e apostam no meu no seu no nosso sucesso
porque essa empresa é NOSSA. O que eu vol mostrar aqui é uma grande
oportunidade de negócio. Eu tenho a honra de voz lhe apresentar I9 LIFE!
Uma empresa 100% brasileira e atualmente GLOBAL, dirigida pelos
melhores empresários humildes que já conhece até hoje: São eles.

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Nossa missão é inovar vidas e trazer uma
oportunidade de você conhecer o mundo,
fazendo uma coisa que se você não gostar hoje
vai aprender a gostar na verdade vai se
apaixonar.

Bem só aqui você percebe que essa


empresa já é sólida. Esses dados já são
outros essa empresa conquistou em 4
anos o que muitas querem conquistar.
Nosso fundador Renato Mattos que
até uns dias atrás era o nosso
presidente passou a bola para outro
maravilho ser humano de MG Márcio
Bento. Sugiro que Vcs pesquisem
sobre esse cara. Temos nove formas
de ganho eu prefiro chamar de
fórmulas de ganho.

Agora vou mostrar quais


produtos esta empresa
maravilhosa fabrica e distribui e
forma de ganho.

Este são o melhor investimento que


você pode investir e sem sombra de
dúvida com o seu desempenho é força
de trabalho vai adquirir muito mais
que o dobro desse primeiro
investimento. Existe outras forma
menores de se egressa nesse negócio
fabuloso.

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Más Sem dúvida esse é o melhor! Só pra
esclarecer: Ou seja tudo o que essa empresa
fornece nós utilizamos só ai já fica mais nítido
que você será a alma do seu próprio negócio.
Essa imagem foi o mais recente evento com a
participação do nosso fundador Renato
Matos. Explicando algumas mudanças e
premiando um dos nossos maiores
patrocinadores da I9Life aqui na PB João
Pessoa. Nosso querido Carlos Dias ganhador
por mérito desse prêmio maravilhoso em
apenas em menos de 4 anos de i9.

Bem é isso aí maiores detalhes peço que entrem em contato comigo. Esse
negócio só entra com a
nossa participação
sozinho você não
consegue. Agora com a
minha ajuda e de
outros patrocinadores
já cadastrados você
entra e vai ser mais um
vencedor e ganhador
de tudo o que seu trabalho desenvolver aqui conosco. Segue em abaixo o
meu contato obrigado por sua atenção.

Venho observando que, nos mitos há


constatações que podem ser
contraditórias, uma vez que neles tudo
pode acontecer. Não há regras lógicas
na sucessão dos eventos e muitas
vezes também não existe
continuidade. Porém, constata o
antropólogo, há algo que é constante

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nas diversas regiões do mundo sobre os mitos, sendo assim, seu valor não
estaria então, no modo de como a história é contada, mas sim em seu
conteúdo. Nas antigas sociedades o
mito podia ser considerado como falso
quando fábula, invenção ou ficção e
como “verdadeiro”, precioso por seu
caráter sagrado, exemplar e
significativo. Já nas sociedades atuais e
ocidentais o mito foi, desde cedo,
rejeitado. Passamos a questionar a
veracidade dos mitos relatados. No
entanto, o problema do mito vem
unindo diversas ciências no intuito de
desvendar-lhe a persistência e a “aura” misteriosa: arqueólogos, etnólogos,
historiadores e psicólogos procuram, à seu modo, dar sua contribuição. É
quase impossível encaixar os mitos de um povo em um tempo histórico. De
forma geral, os mitos teriam acontecido num tempo primordial, distante e
fabuloso, não pertencendo ao mundo quotidiano e suas consequências
poderiam ser observadas até os dias de hoje. Resultado e prova disso seria
um ser humano “mortal, organizado em sociedade, obrigado a trabalhar
para viver, e trabalhando de acordo com determinadas regras”. O mito
conta uma história sagrada; ele relata um acontecimento ocorrido no
tempo primordial, o tempo fabuloso do “princípio”, narrado como, graças
modo algo foi produzido e começou a ser revelam, portanto, sua atividade
criadora e desvendam a sacralidade. Os mitos
têm caráter dinâmico, foram “remanipuladas
pelos sacerdotes e bardos e foram finalmente
transmitidos através de textos escritos, se
transformaram e enriqueceram no curso dos
séculos”. Além disso, como nos interessa nesse
tema, são “testemunhas” ou “ecos” dos
costumes e tradições das sociedades que
permanecem preservados no relato mitológico
(mesmo que de forma distorcida ou
fragmentada). A importância do mito para as
sociedades ágrafas é basilar. Sem eles, não
seria possível explicar por que as coisas “são como são” e o que a
humanidade deve realizar para que elas continuem “sendo como são”.

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Essas sociedades se viam obrigadas
então, a memorizar e rememorar as
histórias míticas de suas tribos e com
isso ritualizá-las constantemente, o
indivíduo, não podendo ter o
conhecimento da vida na totalidade,
necessita recorrer ou tomar ciência das
histórias e saberes alheios. Do grupo [o
homem] derivou suas técnicas de vida,
a língua por meio da qual pensa, as ideias por meio das quais prospera; do
passado da sociedade procedem os genes que lhe formam o corpo. Se se
atrever a apartar-se, por meio de ações ou em termos de pensamento e
sentimento, ele apenas romperá o vínculo com as fontes de sua existência.
Então, o conjunto mitológico ou mitologia poderiam ser definidos como:
uma organização de imagens concebidas como uma interpretação do
sentido da vida e que esse sentido pode ser apreendido de duas maneiras:

1) pelo pensamento
2) pela experiência.

Como pensamento, a mitologia aproxima-se – ou é um prelúdio primitivo –


da ciência; como experiência, ela é precisamente arte. Nesse sentido, a
mitologia teria uma função principal “revelar os modelos exemplares de
todos os ritos e atividade humanas significativa: tanto a alimentação ou o
casamento, quanto o trabalho, a educação, a arte ou a sabedoria”. Essa
função é desdobrada em quatro básicas: função mítica - despertar e
sustentar um sentimento de admiração diante do mistério da existência;
função cosmológica - oferecer uma cosmologia de fácil acesso a diferentes
compreensões; função sociológica -
garantir uma certa ordem às façanhas
dos Entes Sobrenaturais, uma
realidade passou a existir, seja na
realidade total, o Cosmo, ou apenas
um fragmento: uma ilha, uma espécie
vegetal, um comportamento humano,
uma instituição. Ele relata de que
uma era em que todas as coisas eram
inocentes do destino da vida no tempo. Mas ocorreu um fato naquela

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época, o ‘fato mitológico’, que
pôs fim ao modo eterno de
existência e realizou uma
transformação de todas as
coisas. Em consequência dele, a
morte e a vida surgiram no
mundo como correlatos básicos
da temporalidade”. As Máscaras
de Deus: mitologia primitiva. Social, além de integrar cada indivíduo em seu
grupo de referência e, finalmente, o indivíduo se ver a lidar com seus
próprios problemas dentro da sua individual tentando se encontrar com
sigo mesmo e alinhar com seu destino.

Por:
Àwọ Ifábùnmì Fátùmbí
ÀDÌṢA MÀKỌRÀNWÀLẸ
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Filosofia de vida é a expressão que serve para descrever um conjunto de
ideias ou atitudes que fazem parte da vida de um indivíduo ou grupo. A
filosofia de vida também pode ser definida por uma conduta que rege a
forma de viver de uma pessoa. Muitas vezes essas normas são marcadas
por uma religião, como por exemplo: filosofia de vida do candomblé,
filosofia de vida de Ifá, e filosofia de umbanda. Entre outras. É importante
referir que a filosofia de vida varia de acordo com o contexto de cada um,
e pode ser influenciada ou alterada de acordo com fatores sociais,
econômicos, pensamento, entendimento. etc. Esta expressão também está
relacionada com o sentido crítico e define a forma como cada pessoa
constrói o seu sistemas de valores que fazem parte da sua vida e indicam
como ela vai ser vivida. Por vezes as filosofias de vida entram em choque,
quando pessoas discordam sobre vários temas. A principal razão para
conflitos de filosofia de vida são diferenças culturais. Frequentemente esta
expressão é usada como sinônimo de estilo de vida. Ex: Ninguém gosta dele
porque ele tem uma filosofia (estilo) de vida muito estranha. O conceito de
filosofia está relacionado com a busca incessante pela sabedoria. Assim,
uma filosofia de vida também inclui a busca pelo autoconhecimento, o
encontro com seu EU, com sua subconsciência e por normas que atribuam
estabilidade para um determinado indivíduo.

Mọ gbàgbọ ni Ifá, kii ṣe nitoripe, a bi mi ni Ifá; Ṣugbọn, nitori Ifa ti a bi ninu


mi.
Eu acredito em Ifá, não por que, eu nasci em Ifá; Mas, por que Ifá nasceu
em mim.

Ọrùnmìlà diz que prefere uma pessoa sem conhecimentos a uma pessoa
sem caráter no sacerdócio. Ọrùnmìlà está dizendo que nossa religião não é
para copiar o que os outros fazem, ela tem que ser entendida e para tanto
precisamos estudá-la, interpretá-la e praticá-la. Sem conhecimento,
estaremos agindo de forma empírica, entendendo que nosso ouvido tem
vida própria e que não precisamos de mais nada. Orunmilá diz, viver sem
filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver
tentado abrir. Portanto, um pouco de filosofia leva a mente humana ao
ateísmo, mas a profundidade da filosofia leva-a para a religião.

Por: Àwọ Ifá Ọladẹlẹ


José Rodrigues

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Vendas de produtos
Yọrùbà

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"Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta. "(Ọkànràn
Ọtùrùpòn)

"É através do estudo de Ifá que a pessoa entende Ifá/Ọrìșà. É perdendo-se


pelo caminho que a pessoa se familiariza com o mesmo. A pessoa sempre
perambula ao longo de uma estrada que ela nunca passou".

Ifá foi consultado para Ọsànyìn no


dia em que Ọlọdùmàrẹ cobriu uma
cabaça e convidou a Ọrùnmìlà ir e
descobri-la através da consulta ao
oráculo. Ọsànyìn insistiu em
acompanhar Ọrùnmìlà, mesmo
sendo aconselhado a ficar porque
ele estava em dificuldade. Ọsànyìn,
porém, foi inflexível. Antes que eles
chegassem lá, Ọlọdùmàrẹ tocou o sangue de sua esposa com um tecido
branco de algodão, guardou em uma cabaça sobre a esteira na qual
Ọrùnmìlà foi se sentar enquanto consultava Ifá. Ọrùnmìlà consultou Ifá e
disse, “Ọkànràn Ọtùrùpòn”. Após a consulta Ọrùnmìlà soube o que tinha
dentro da cabaça branca. Ọlọdùmàrẹ o louvou. Ọrùnmìlà então pediu que
Ọlọdùmàrẹ sacrifica-se um cão e uma cabra. Ọlọdùmàrẹ sacrificou. Ọsànyìn
emocionadamente se juntou a Ọrùnmìlà na procura dos materiais para o
sacrifício. Enquanto estava se esforçando para ajudar a matar o cachorro, a
faca que ele estava segurando escapou de sua mão e caiu sobre a sua perna
fazendo uma ferida muito grande.
Ọrùnmìlà pediu que levassem
Ọsànyìn para a casa de Ọrùnmìlà.
Ọrùnmìlà o curou, mas Ọsànyìn
nunca poderia usar novamente a
perna para trabalhos árduos.
Ọrùnmìlà teve pena dele e deu-lhe
vinte folhas de Ifá para cada tipo de
enfermidade, para proporcionar-lhe
uma fonte de renda. Foi assim que Ọṣanyìn se tornou um herbolário."

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Muitas e muitas vezes, manifestamos nossa gratidão porque finalmente
soubemos que Ọlọrùn existe, e de alguma forma, sabe-se lá por qual
'Graça', estamos começando, a perceber que nós, como o direito de
nascimento, temos o potencial de experimentar, verdadeiramente, a
Divindade de nosso ser. "E que este é o potencial para este momento, está
vida, nesta vida, não para um futuro, um renascimento mais auspicioso,
quando as circunstâncias forem mais favoráveis." Vamos refletir? "Nós
todos parecemos estar dispostos a ouvir, as boas novas, de que somos
aquilo que procuramos, que nunca estivemos
separados de 'Quem Somos', e que esta
realidade é nossa, porém ocorre apenas e
sempre que estamos dispostos a sair de
nossas criações mentais e emocionais
temporárias, e penetrar na Presença
Eternamente Presente." O abandono final
chega quando nos permitimos perceber que
cada momento pode ser preenchido com esse
calor, quando permitimos que as coisas sejam
exatamente como são.
'Não podemos fazê-lo, encontrá-lo ou ganhá-
lo.'
'Mas podemos sê-lo.
Porque já somos isso.'
Consegue perceber?
O que poderia ser mais fácil do que ser o que
realmente somos?
Precisamos apenas parar com as tentativas, e
o que sobrará será a vastidão do Ser.
Sem luta, sem esforço, apenas Ser.
Vamos tentar? Vamos praticar?
Meu Àwọ Ifábùnmì Fátùmbí sempre me falou:
Ifá - Ọrùnmìlà é mais que uma filosofia de vida, Ifá e modo de vida, Ifá e o
encontro com seu destino.

IFÁ GBẸ WÁ Ọ Ọ
IFÁBUNMILÁYỌ FÁTỌNÁ
ÀDÌSÁ MÀKỌRÀNWÀLẸ
HEVERTON.

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